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Ripper Owens dá uma aula de metal em São Paulo
2009-10-29 12:50:00.0
16/10/2009 – São Paulo – Manifesto Bar
E eis que um dos melhores vocalistas de metal da atualidade, (ex- Judas Priest e ex-Iced Earth) Tim “Ripper” Owens volta ao Brasil para promover seu álbum solo, “Play My Game”.
O Manifesto Bar recebeu um bom público, embora um pouco abaixo do esperado, fato explicável pelo fato de grandes nomes do metal e rock que se apresentarão por aqui, como Kreator, Exodus e AC/DC. Muita gente com quem conversei na semana do show estava “quebrada” por causa dos ingressos para esses shows.
A abertura ficou por conta da boa banda Burn Down, que entrou no palco, às 0h25 do dia 17, apresentando um set list calcado no metal tradicional, com destaque para um cover do Ozzy Osbourne. Tudo ia indo muito bem, quando arrebenta uma corda da guitarra e a banda é obrigada a interromper o show. Depois de um breve intervalo, a banda anuncia que irá encerrar a apresentação por falta de condições técnicas, que na realidade se tratava da falta de uma guitarra reserva. É brincadeira! Uma banda que abre um show internacional cometer um deslize desses é fogo! Principalmente por se tratar de uma banda promissora, como o Burn Down. De repente, contudo, surge uma guitarra salvadora, e o show continua com mais duas músicas. Mas que a banda passou uma imagem desagradável, isso passou.
Por volta das 1h30 começa a movimentação dos membros do Tempestt – BJ (guitarra), Paulo Soza (baixo), Gabriel Triani (bateria) e Leo Mancini (guitarra). E às 1h45, a bateria de Gabriel já alucinava os presentes. O show começava com a batida mortal de “Painkiller”, clássico do Judas Priest.
Ripper entra no palco, de boné e óculos, já detonando na música que era cantada em uníssono pela galera. Em seguida, não dando tempo para ninguém respirar, ele vem com a clássica pergunta: “What’s My Name?”. E a galera: “Ripper!”. Foi a senha para a segunda pedrada, com mais esse clássico do Judas.
A trinca inicial é fechada com “Burn In Hell”, do álbum “Jugulator”, também da banda de Birmigham.
Ripper foi bem simpático, conversando e brincando com o público. Embora tenha vindo para divulgar seu trabalho solo, a maior parte das músicas do show eram do Judas. Também foram tocadas “Eletric Eye”, a fantástica “Breaking The Law”, “The Green Manalishi” (em soberba interpretação) e “Living Afer Midnight”, que ficou para o encerramento. De seu novo trabalho, apenas a música “Believe”.
Ripper também cantou alguns covers, como “Higway Star” (Deep Purple) com boa participação de BJ nos backing vocais, “Sympton Of The Universe” (Black Sabbath) e “Flight Of Icarus” (Iron Maiden), todas interpretadas de forma magistral.
Ripper fez um ótimo show. Sua garganta está em plena forma, principalmente nos agudos. No show, porém, não foi cantada nenhuma música do Iced Earth e também não houve bis. Ainda assim, foi uma grande noite.
Texto: Marcelo Teixeira
Fotos: Carolina Sabatier
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