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Heavy Rock Revival 4: Volkana, Salário Mínimo e Metalmorphose realizam show histórico

2009-09-14 18:46:00.0

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22/08/2009 – São Paulo – Blackmore

 

 

Dia 22 de agosto foi um dia memorável para quem curtiu a cena dos anos 90: três bandas que marcaram presença naquela década fundamental para o heavy nacional pisaram no palco do Blackmore para matar as saudades daqueles bons tempos. A noite estava fria, mas nem isso afugentou o público. Semanas antes do show, conversei com a baixista Mila Menezes, da Volkana, e ela disse estar bem ansiosa. E o público também estava.

 

E eis que a Volkana, na primeira hora do dia 23, adentra o palco, trazendo em sua formação a vocalista Marielle Loyola, a baixista Mila Menezes, o baterista Serginho Facci (que também toca no Vodu) e a guitarrista Renata Lopes. Com exceção de Renata, que substitui a guitarrista Karla Carneiro, os outros três integrantes gravaram o LP “First”, o primeiro trabalho da Volkana. A banda abriu o show com a mesma música que abre o “First”, “Darkeness”, tocando em seguida músicas como “Pet Sematary” (cover do Ramones, também do “First”), “Descent To Hell”, “War?”, “Where My Enemy Lies”, “Hide”, um cover para a famosa “Man In The Box”, do Alice In Chains, e da fase da segunda vocalista da banda, Claudinha França, “Mindtrips”, faixa-título do segundo álbum. Os presentes no Blackmore – entre eles Paulão (Baranga/Centúrias), Cachorrão (Centúrias), Xande (Baranga), André Delacroix (Metalmorphose) e este que vos escreve – ficaram com a sensação de “Já acabou?”. Marielle continua com o seu carisma e presença de palco, enquanto Mila, precisa como sempre (a baixinha notável), formou com o competente Serginho uma cozinha pra lá de eficiente. E o que falar da Renata? Uma ótima guitarrista, que coloca muito marmanjo no bolso. Já a tinha visto tocar com sua outra banda, a Iluvenis, e me surpreendi. Agora, com a Volkana, não houve nenhuma surpresa: a menina toca muito. Que showzaço da Volkana! Falando com as garotas após a apresentação, elas me disseram que a volta da banda depende da demanda de shows. Vamos pedir, que essa excelente banda de thrash metal volta com tudo!

 

Depois de um pequeno intervalo, entra em cena o Salário Mínimo, com o seu hard/heavy tradicional, cantado em português, contando em sua formação com China Lee (vocal), Junior Muzilli (guitarra), Daniel Bereta (guitarra), Diego Lessa (baixo) e Marcelo Ladwig “Corujão” (bateria, também membro do King Bird), trazendo em seu set list músicas que sairão no próximo trabalho, como “Não quero querer mais”, “Sofrer”, “Anjo”, e músicas do álbum “Beijo Fatal”, como a faixa-título (cantada em coro pela galera), “Dama da Noite”, “Noite de Rock”, “Ela”, “Anjos da Escuridão” (também entoada pela geral), “Doce Vingança” e “Jogos de Guerra”. Do lendário álbum “SP Metal 1” vieram “Delírio Estelar” e “Cabeça Metal”, outra também cantada em coro. A movimentação de palco dos caras é muito boa. Fazem o show com tesão. Isso sem falar na competência da banda: China, com seu carisma e segurança no palco, os guitarristas Junior e Daniel – principalmente este último – dando um show, o baixista Diego, além de “sentir” a música, mostra que entende da arte, e Corujão prova por que é um dos melhores bateras da atualidade, com suas viradas precisas. Depois que acabou o show, pensei: “O Metalmorphose vai ter que tocar muito depois dessa apresentação”. E o Metalmorfose tocou mesmo!

 

Quem não se lembra da banda que dividiu um LP com o Dorsal Atlântica? Os cariocas fizeram um show de primeira, com destaque para o guitarrista Mário, um monstro nas seis cordas. Os Andrés (baixo e bateria), fizeram uma cozinha extremamente coesa, ideal para os vôos de Mário e a ótima performance de Toninho. O set list foi composto por “Maldição”, faixa que dá nome à coletânea lançada este ano pela banda, “Desejo Mortal”, “Luta”, “Rebeldia”, “Correntes”, “A Esperança Morre”, “Nosso Futuro”, “Complexo Urbano”, “Burn” (cover excelente para a imortal música do Deep Purple), “Minha droga é o metal” e fechando o show com a clássica “Cavaleiro Negro”. Uma noite impecável, memorável. Ninguém viu o tempo passar!
Antes do show do Metalmorphose, rolou um teaser de um filme que retrata o universo do heavy metal nacional, o “Brasil Heavy Metal” (
www.brasilheavymetal.com), uma prova de que o metal brasileiro sempre está em alta. Iniciativas como esta tem que se multiplicar. O heavy brasileiro tem talento e história! E como tem!

 

 

Texto: Marcelo Teixeira
Colaborou: Marco Antonio “Quinho” Gouveia
Fotos: Natália Guimarães





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