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Zefirina Bomba racha a cabeça da galera no Paraíso do Rock

2009-08-11 19:09:00.0

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11/07/2009 – Paraíso do Norte/PR

A chuva e o frio eram os grandes vilões em Paraíso do Norte/PR no dia anterior ao festival Paraíso do Rock, mas nem as pancadas esporádicas e os avisos da garota do tempo na TV estragaram ou espantaram o público interessado em participar da mesa redonda sobre rock independente, e de quebra ver um show acústico de Wander e Nevilton.

 

O festival em si começou no dia 11 de julho, por volta das 23h, com a apresentação do Ex-Cabelos, fazendo um rock pop romântico. Naturais da cidade de Paraíso do
Norte, abriram o festival com muito jogo de cintura. Destaque para "Seco e Suado" e "Outra História de Amor", que estava num clima bastante intimista.

 

Depois veio o Nevilton. O povo começou agitar, e, em meio à galera Nevilton descarrega um jam de Hermeto Paschoal e o arrasta pé come solto. A presença de palco é vibrante e os típicos movimentos da banda que não faltam são os famosos saltos sincronizados, performáticos e ornamentais e meio ao virtuosismo da guitarra e baixo alto, sustentando a poesia das composições. Em destaque as músicas "Ballet da Vida Irônica", "Bolo Espacial", "Bolerotèque", "Paz e Amores", "Maracujá" e "Máscara".

 

Na seqüência veio o Relespública (ou Reles, como é conhecido pelos fãs). A banda curitibana arrebentou e de pronta manteve a animação da galera. O três pontos ápices do show vieram em "Camburão", "A Minha Menina", cover de Jorge Ben, e "Homem-Bomba", com a galera cantando junto. "Garoa e Solidão" foi dedicada a quem já levou um pé na bunda. Destaque também para "Eu Sou Terrível", em homenagem aos 50 anos do rei Roberto Carlos. O set foi fechado com "Nunca Mais".

 

O gaúcho Wander Wildner, headliner do evento, acabou tocando na frente do
Zefirina Bomba, furando a escala programada do evento. O músico se apresentou com sua banda formada pelos amigos e companheiros de longa estrada Jimi Joe (guitarra), Georgia Branco (baixo) e Pitchu (bateria). Agradou a todos que estavam ansiosos por seu show, não importando a idade ou o nível de cerveja. Numa apresentação carismática, digna de um dos ícones do punk rock nacional, Wander, performático como sempre, simplesmente fez com que todos cantassem juntos música a música todo o setlist, numa apresentação mais que memorável. No repertório: "Mantra Das Possibilidades", "La Cancion Inesperada", "Bebendo Vinho" (com uma palhinha do amigo e prefeito da cidade que em seguida dá um mosh), "Um Bom Motivo", e, em meio a gritos de seu nome, Wander começa a execução de "Eu Não Consigo Ser Alegre o Tempo Inteiro", "Mares de Cerveja" e encerra com "Eu Tenho Uma Camiseta Escrita Eu Te Amo".

 

O power trio paraibano Zefirina Bomba encerrou a noite do festival Paraíso do Rock com seu pós-punk, misturado com hardcore alternativo, surf music e outros estilos a definir, por indefinição. As primeiras quatro músicas da apresentação do Zefirina foram uma espécie de teste de seu novo álbum, que começou a ser gravado no Rio no dia 13 de julho, com produção de Rafael Ramos, e que será lançado de forma independente. A apresentação já para um público menor, mas não menos importante ou rocker, era como a proposta da banda em seu primeiro trabalho, o “Noisecoregroovecocoenvenenado” e sua máxima: "Nós só precisamos de 20 minutos para rachar a sua cabeça". “As bandas boas acabam cedo”, comenta o vocalista Ilsom depois de executar um cover de Los Canos. A pedido do público, ainda vieram algumas do Nirvana, que levaram o povo pra se jogar e cantar junto.

 

Depois da apresentação de encerramento do Zefirina Bomba ainda tivemos uma jam session de Nevilton e Wander Wildner. A tão esperada jam se limitou a apenas barulho, e Wander já abatido e cansado pelo frio, mas ainda divertidíssimo gritando "É só uma jam, João!”. Wander deixou o palco à francesa e a tal jam ficou a cargo do power trio Nevilton, que tocou diversas músicas, de nomes como Ramones, Rolling Stones, Black Sabath e Nirvana, em versões pra lá de inusitadas e contando também com uma participação de leve do General Ürko, do Trilöbit.

 

 

Texto e fotos: Everton Pardal Soares





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