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BRENDAN BENSON - My Old, Familiar Frien

Nota: 8

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Nascido em novembro de 1970, o compositor, cantor e multi-instrumentista Brendan Benson é, hoje, de fato, um dos nomes mais hot e queridos do indie rock norte-americano. Na ativa como músico desde 1996 (quando editou seu primeiro álbum, “One Mississippi”), Benson foi adquirindo fama e respeito entre crítica e público graças à sua imensa habilidade em compor canções que abarcam uma enorme gama de influências e referências. Brendan, que possui um registro vocal bastante agradável (ele vai das inflexões mais contidas e suaves aos agudos com desenvoltura e naturalidade), deambula com facilidade pelo folk, pelo rock de contornos mais hard e sulista, pelo country e até por melodias que remetem aos Beatles. Tudo isso está em seu novo álbum solo, “My Old, Familiar Friend”, que saiu em agosto passado nos Estados Unidos e é seu primeiro trabalho individual após gravar dois discos com os Raconteurs (a “outra” banda de um certo Jack White). São 11 faixas, pouco mais de 40 minutos de música. E é o suficiente. Produzido por Gil Norton (que já trabalhou com os Foo Fighters), o CD foi totalmente gravado apenas pelo músico, que toca vários instrumentos (guitarras, baixos, bateria e teclados e arranjos de cordas). Tudo já começa muito rocker e animadão com “A Whole Lot Better”, mezzo sessentista, com teclados Farfisa fazendo a festa e violões e guitarras aceleradas compondo uma road song que deixa o ouvinte com vontade de sair em disparada por alguma estrada deserta, tomando vento no rosto e se entupindo de cerveja. Fora que chama a atenção - e muito - como uma canção como “Poised And Ready” pode soar tão deliciosamente como um êmulo dos Traveling Wilburys (ou de Tom Petty) e, ainda assim, ser bacanésima. E, sim, há ainda rocks poderosos no álbum (“Eyes On The Horizon”, “Don’t Wanna Talk” e “Borrow”), canções que são pura candura pop (como “Misery”, com seus corinhos fofíssimos) e baladas lindonas - aí você pode escolher entre os violões, cordas e pianos que adornam “You Make A Fool Out Of Me” ou a algo cinza “Leasson Learned”. Uma delícia cremosa sônica, enfim, e que já tem o meu voto para figurar entre os melhores álbuns deste 2009 que já caminha para o fim. (Humberto Finatti)

 








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