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MUSE - The Resistanc

Nota: 6

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Logo de cara, a impressão é que a primeira faixa, “Uprising”, parece demais com a “Knights Of Cydonia”. Mas ela abre bem o disco, lembrando que é, sim, o bom e velho Muse. A segunda, “Resistance”, é linda. Para corações apaixonados. Matt se supera cantando-a. Aí o disco parece que vai começar a cair, com a pop “Undisclosed Desires”, que mais parece um cover da Britney Spears. Fala sério! A única coisa que salva, mas nem tanto, ainda é o vocal do Matt, que mais uma vez arrebenta tudo e encanta pela sua sensibilidade. É então que começa o que eu chamo de “mutação Muse”. Sem avisar, sem preparar, eles surpreendem com a exótica “United States Of Eurasia”. Ela começa com uma sonoridade clássica, com pianinho e muita suavidade. E de repente vira um Queen, totalmente sem vergonha! Para completar, a música toma um tom meio oriental. “I Belong To You (+Mon cœur s’ouvre à ta voix)” é eletroniquinha, tipo electro rock chatinho, sabe? É a piorzinha do álbum. A genial “Exogenesis: Symphony”, como o nome já diz, é uma sinfonia dividida em três partes. Bem grandiosa, ela lembra demais aquelas óperas que tocavam nos filmes antigos. De um modo geral, “The Resistance” é um trabalho totalmente diferente dos outros. Apesar de manter a identidade, o Muse arriscou, buscou novas inspirações e novas sonoridades. E deu muito certo. Apesar de cada música ser totalmente diferente da outra, tudo acaba se encaixando e fazendo muito sentido. É um álbum bonito, bem feito e prazeroso de ser ouvido. O Muse continua sendo uma das melhores bandas da atualidade. (Rudja Catarine)

 








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