Dynamite

Sobre coelhinhos, o niver de uma mega revista de cultura pop e bandas indies daqui com gatas tesudas nos vocais...

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Will Sergeant e Big Mac: eles ainda rendem bom caldo 

Yep, quinta-feira agitada aqui.

Afinal, logo mais à noite rola em Sampa (na classuda casa de shows de blues Bourbon Street) a festona do terceiro aniversário da amada Rolling Stone Brasil, a ainda hoje maior e melhor revista de cultura pop em circulação no país. O blog vai estar por lá, claaaaro, e fala mais sobre os três anos da RS Brasil neste mesmo post, que vai sendo escrito em uma agradável e silenciosa madrugadona (sempre, né?) de quinta-feira, com uma chuva aconchegante caindo lá fora e suaves doses de whisky esquentando o ambiente do loft zapper. Fora a festa da querida revistona, estas linhas rockers online abrem espaço para falar do novo disco do velho Echo & The Bunnymen. Grandeeeee Echo, que já deu momentos sublimes ao rock’n’roll mas que há anos anda meio assim... E aí entra aquela velha questão: qual o sentido em se tentar perpetuar algo que já foi fantástico mas que, hoje, não passa de uma sombra distante e esmaecida de algo que foi sublime em nossas vidas, corações e almas? Zap’n’roll ainda não ouviu "The Fountain", o novo álbum de Ian McCulloch e Will Sergeant (a dupla a qual o grupo se resume, atualmente), acha o anterior ("Siberia", editado em 2005) legal, mas nem por isso deixa de achar que os Coelhinhos jamais deveriam ter voltado à ativa, em 1997 – lá se vão doze anos já... Anyway, este post traz algumas histórias sobre o Echo, vividas pelo sujeito aqui, além de uma resenha sobre o novo álbum, escrita pela jornalista e fã da banda Katy Mary, em texto que foi enviado ao blog pelo chapa colatinense (é isso mesmo?) Alex Sobrinho. E assim o blogon sempre democrático mantém sua postura de abrir espaço para colaborações, ainda que discorde eventualmente do que está escrito nessas colaborações. Entonces vamos nelson, porque a noite do rapaz aqui vai ser loooonga logo mais, com um mar revolto de whisky oito anos e outras coisas mais devorando seus sentidos e instintos...

* Sabe aquela tour que o Franz Ferdinand anunciou para março de 2010 por aqui? Pois é: pode se mexer porque os ingressos para as gigs já estão à venda. Em Sampa a banda de Alex Kapranos toca no dia 23 de março, na Via Funchal, e os tickets custam entre R$ 180,00 (a pista) e R$ 300,00 reais. Certo, mano?

* Enquanto isso nosso herói Julian Casablancas (o homem que canta à frente de uns certos Strokes) vai, aos poucos, liberando na web as músicas que irão fazer parte do seu já – a essa altura – aguardíssimo primeiro álbum solo, "Phrazeres For The Young", que chega às lojas naquele pré-histórico formato (o cd) no próximo dia 2 de novembro (Brasil incluso na parada, só pra constar). "River Of Brakelights" é o nome da nova faixa que está liberada para audição no MySpace do garoto. Se bem que o disco inteiro já deve ter vazado na rede, basta ser paciente e procurar.

 

A capa do primeiro solo do vocalista dos Strokes 

* O track list de "Phrazeres For The Young" é: "Out Of The Blue", "Left & Right In The Dark", "11th Dimension", "4 Chords Of The Apocalypse", "Ludlow St", "River Of Brakelights", "Glass" e "Tourist". E a capa do disco é essa aí embaixo:

* Que a NME está respirando novos ares edioriais, todo mundo já está sabendo. Mas colocar o Paramore na capa da publicação não é forçar um pouco demais a barra, não?

* E "Cornestone", a belíssima balada do novo álbum do Arctic Monkeys, é o novo single de trabalho do dito cujo. Já inclusive com direito a clip em alta rotação circulando no YouTube, como você pode conferir abaixo. É uma música realmente lindinha e que a nossa amada deusa (e girlfriend do autor destas linhas rocker bloggers) Rudja adooooora, né?


Arctic Monkeys - "Cornestone" 

* E que mais? Oxe, dvd novo do Metallica agora em novembro. Registro de um show gravado em julho na França, o dvd terá dezoito músicas.///Mais: boato forte na praga do Twitter deu conta, ontem, de que o rapper Kanie West estaria... muerto! Será???///E não é que as entradas de estudante para o show do horrível Killers, em Sampa dia 21 de novembro, estão se esgotando? Então, se você tem a famosa "carteirinha" e quer tentar a sorte pra ouvir o mala Brandon Flowers, é bom correr...

* A GRANDE TRAPAÇA DO MADAME SATÃ FEST – Era para ser um dos grandes eventos rockers do ano em Sampalândia. O lendário casarão do Madame Satã foi, durante quase duas décadas e meia, a principal casa noturna alternativa da capital paulista. Localizado no bairro do Bixiga, o Satã abrigou toda a cena punk e pós-punk que dominou a noite paulistana na década de 80’ – e parte da de 90’ também. Zap’n’roll deve muito de sua formação cultural, musical e comportamental ao casarão pois passou momentos inesquecíveis ali, dançando o melhor do pós-punk, do gothic rock e do indie rock inglês no porão mega escuro (e sempre chapado de álcool e drogas variadas), fodendo bocetas sempre loucas, estilosas, deliciosas e putaças e se divertindo a valer. Depois o Satã virou Morcegóvia, The The e voltou a ser Madame Satã, até que foi fechado pela prefeitura, em função de diversas irregulariadades (falta de alvará de funcionamento, contas de água e luz em atraso etc, etc). Um final algo melancólico para um espaço que marcou a vida de milhares de malucos, jornalistas, músicos, produtores e artistas em geral que faziam do velho casarão seu segundo lar. Pois bem: para celebrar supostamente os vinte e cinco anos de existência da casa, gente ligado a ela começou a divulgar a realização de uma mega festa, batizada "Madame Satã Fest". A notícia se espalhou rápido pela web e também pela grande mídia (com matérias inclsuive na FolhaSP), todos comemoraram o anúncio da realização do evento e tals. Flyers caprichados começaram a ser distribuídos, informando que a festa seria realizada num mega espaço na Grande SP e tendo como atrações dezenas de djs (de todas as fases do Satã) e vários shows internacionais, entre eles o ainda relevante New Model Army e o caidaço The Mission. Ingressos foram colocados à venda (ao preço de 160 pilas), uma boa quantidade chegou a ser vendida antecipadamente e aí... surpresa: também supostamente em função da epidemia de gripe suína, o Madame Satã Fest foi "oficialmente" adiado para 3 de outubro de 2009. Só que 3 de outubro também já passou e até agora nem tchuns da festa. O site oficial do Madame Satã (www.madamesata.com.br) não fala muita coisa a respeito de como está a situação, se o evento ainda vai acontecer ou não. Há uma nota lacônica lá (e mal escrita) que, entre outras coisas, diz: "O Madame Satã continua trabalhando para a realização de seu evento de aniversário, que foi adiado. Será mantida a mesma qualidade. Para nossos clientes que tiverem interesse na devolução do ingresso, será informado a partir da próxima semana (nota do blog: não se sabe há quanto tempo este texto está no site da casa noturna). Os ingressos continuam valendo. (...) Temos orgulho em ter conseguido organizar um evento internacional comparável a Skol (Beats), Tim (Festival) etc. Que infelizmente teve que ser adiado (!!!???, exclamações e interrogações por conta do blog)". Parece piada de mau gosto, mas é real. Anyway, Zap’n’roll foi investigar a parada e apurou que o grupo inglês New Model Army enviou e-mail à organização da festa, informando que seria absolutamente impossível a banda se apresentar no Brasil em outubro, por questões de agenda. Já outra "atração" alardeada pelo evento, o grupo eletrônico Nitzer Ebb, disse que "jamais foi procurado" pelos organizadores para tocar na festa. E por fim, uma amiga pessoal destas linhas rockers online, e que prefere não se identificar, reclama: "uma amiga minha comprou ingresso antecipado, pagou R$ 160,00 e não consegue a devolução do seu dinheiro. Ela está putíssima e, igual a ela, acho que existem muitas outras pessoas também. Muita gente está na mesma situação, comprou ingresso pra um evento que nunca aconteceu e que, parece, nem vai acontecer". É isso. Aí, o blog pergunta: como irá ficar a grande trapaça do Madame Satã Fest?

 

O velho New Model Army: uma das "atrações" do Madame Satã Fest, o festival que nunca existiu 

* Agora, veja aí embaixo a delícia cremosa que o ator George Clooney está namorando (lembrando que Clooney está com 48 anos de idade, mas ainda em forma e gostoson). Ela é italiana, modelo, apresentadora da MTV e se chama Elisabetta Canalis. O amor é mesmo lindo, no? Hihi.

* E vamos aos Homens Coelho.

MAIS UMA CHANCE PARA O VELHO ECHO & THE BUNNYMEN

Banda mítica do pós-punk inglês dos anos 80’, o Echo & The Bunnymen lançou no último dia 12 de outubro na Inglaterra seu novo disco, batizado "The Fountain". É o décimo primeiro disco de estúdio de uma trajetória que começou há mais de trinta anos (em 1978, com o single "Rescue"; em 1980 foi lançado o primeiro álbum da banda, o clássico "Crocodiles"), e o primeiro disco inédito do Echo desde o bom "Siberia", editado em 2005.

Hoje a banda se resume ao eterno guitarrista Will Sergeant e ao lendário vocalista e letrista Ian McCulloch, o "Big Mac". Da formação original se foram o baterista Pete De Freitas (que morreu em um acidente de moto em Londres, em 1989) e o baixista Les Pattinson, que abandonou a música há anos para se dedicar a construir pequenas embarcações. Zap’n’roll sempre amou o Echo e chegou a considerá-la como uma das cinco bandas mais importantes da história do rock. Era uma avaliação que se justificava: com obras-primas de psicodelia e melancolia no currículo (como os fantásticos e inatacáveis álbuns "Porcupine", de 1983, e "Ocean Rain", de 1984), um guitarrista fenomenal, um vocalista ídem e uma seção rítmica ao mesmo tempo poderosa e suave, os "Homens Coelho" se tornaram o dioptro fiel e perfeito do desencanto existencial que permeou de maneira sublime todo o rock inglês da década de 80’. O grupo esteve várias vezes no Brasil e o melhor momento deles aqui ainda foi em sua primeira visita, em 1987, no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo. Foram cinco shows absolutamente sold out. E vindo com seu line up original e inimitável até hoje, o Echo proporcionou uma experiência sensorial, sônica e visual avassaladora e inesquecível a quem assistiu a um daqueles concertos – o então jovem zapper, que havia começado sua carreira jornalística há apenas um ano, estava lá. E foi às lágrimas ao final do set, que assistiu ao lado dos amigos Phillipe Brito e Silvia Ruksenas.

Depois, tudo foi mudando na trajetória do Echo. Pete morreu, Les saiu, a banda acabou. Veio o bacana projeto Electrafixion, conduzido por Ian e Will, e que rendeu o ótimo disco "Burned" (lançado em 1995) mas ficou nisso mesmo. Dois anos depois, a dupla resolveu voltar como Echo & The Bunnymen, e lançou o bem ruinzinho disco "Evergreen". De lá pra cá, entre trabalhos medianos ("Flowers"), bons ("Siberia") e péssimos ("What Are You Going To Do With Your Life?"), o conjunto deixou claro de que ele nunca mais seria o mesmo, principalmente pela voz de Big Mac: outrora trovejante, se transformou num bagaço.

O autor deste blog assistiu absolutamente todos os shows que os Coelhinhos fizeram no Brasil. Entrevistou a banda pessoalmente (em coletivas) pelo menos três vezes e, numa delas, acabou brigando com McCulloch, porque ele se irritou com o sujeito aqui diante da insistente pergunta: "o que houve com aquele seu vozeirão, afinal?". O zapper eternamente doidon (hoje, nem tanto, uma certa macapaense está deixando o rapaz aqui mais calmo e tranquilo) e melancólico, também chapou muito a cabeça de drugs ao som do Echo. Se apaixonou intensamente por muitas garotas ouvindo a banda, trepou com elas por causa dos Coelhinhos (inesquecível um certo domingo à noite em Sampa, lá por 1999, quando Zap’n’roll estava na porta do Madame Satã e, de repente, viu aquela criaturinha deliciosa, toda de preto e com um rosto que parecia o de uma boneca de porcelana. Ela se chamava Ana S... e tinha, na época, dezessete anos de idade. O então jornalista já nem tão jovem mas eternamente goth começou a cantarolar "The Killing Moon". E ana exclamou: "isso é Echo & The Bunnymen!". Yeah! Enfim, ela estava há apenas dois meses em São Paulo, era de Campo Grande, adorava poesia e pós-punk inglês, o figura aqui se apaixonou perdidamente por ela e ambos deram juntos algumas fodas inesquecíveis, tendo como trilha sonora as músicas dos Homens Coelho), se apaixonou, sofreu e, enfim, se desencantou com um grupo que, em nossa modestíssima opinião, deveria ter se aposentado há séculos.

Mas eles insistem. E estão aí com "The Fountain", o novo álbum, que sai pelo próprio selo da banda, recém-criado. O blog em si ainda não ouviu o dito cujo mas abre aí embaixo espaço para uma resenha do trabalho, feito pela jornalista Katy Mary (que modera a comunidade do Echo no Orkut) e que foi encaminhada à Zap pelo dileto amigão e radialista Alex Sobrinho. Quem sabe "The Fountain" não é um bom disco, afinal?

THE FOUNTAIN – ECHO & THE BUNNYMEN

(por Katy Mary, especial para Zap’n’roll)

 

O novo disco dos Coelhinhos 

De uns anos para cá o Echo and the Bunnymen tem sido redescoberto, não somente por uma geração nova de ouvintes, mas também por bandas atuais. Coldplay, The Killers, The Decemberists, são só alguns exemplos que já regravaram material da banda e que não escondem a admiração pelos Coelhos de Liverpool. Esse novo "ar" de modernidade dado ao Echo também pode ser visto em "The Fountain", o 5º álbum do grupo (ou seria uma dupla?), depois do retorno, em 1997. O material, lançado no dia 12 de outubro, nasceu de uma corajosa produção independente, depois de uma tentativa fracassada de renovar a parceria com a lendária Korova, que havia sido o primeiro grande selo com quem a banda assinou no início dos anos 80.

No atual trabalho do grupo os resquícios dos anos 80 definitivamente parecem ter ficado para trás. E é bem possível que essa postura seja até certo ponto proposital, já que Ian McCulloch, vocalista e célebre por fazer comentários apimentados sobre colegas do rock, já confessou que se sente muito mais à vontade interpretando canções mais novas, do que clássicos como Crocodiles ou Do It Clean.

Releituras somente do material da segunda fase, pós-retorno, principalmente de Evergreen (1997) e do excelente Siberia (2005) onde as canções começam a aparecer despidas daquela densidade que a banda mergulhou em álbuns como Heaven Up Here (1981) e Porcupine (1983). Agora o espaço é para um rock mais despretensioso, com melodias pops e letras menos obscuras, como a "pegajosa" Do You Know Who I Am e as belíssimas Shroud of Turin e The Fountain. Mudanças à parte, o mais importante é poder encontrar os inconfundíveis riffs de Will Sergeant presentes em quase todo o repertório, nos tirando do risco de termos na mão mais um disco solo de Ian McCulloch.

Se você já chega perto dos 40, "viveu" o Echo do século passado e não se tornou um nostálgico de plantão, é provável que The Fountain não seja nenhum incômodo. Alguns dizem que a banda, que este ano comemorou seus 30 anos com muita pompa no palco do suntuoso Royal Albert Hall, envelhece com dignidade. Pode até não ser isso, pode ser que a voz e o cabelo de Ian estejam escassos, mas o certo é que ele e Will Sergeant ainda rendem um bom caldo musical.

TRACK LIST DE "THE FOUNTAIN"

"Think I Need It Too" – 3:41 "Forgotten Fields" – 3:46 "Do You Know Who I Am?" – 2:52 "Shroud of Turin" (McCulloch, Sergeant) – 4:10 "Life of a Thousand Crimes" (McCulloch, Sergeant) – 3:22 "The Fountain" (McCulloch) – 4:01 "Everlasting Neverendless" – 3:08 "Proxy" (McCulloch) – 3:15 "Drivetime" – 4:11 "The Idolness of Gods" (McCulloch) – 4:26

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OS TRÊS ANOS DA ROLLING STONE BRASIL

Parece que foi ontem, não? Mas a maior e melhor revista de cultura pop que é publicada hoje no Brasil, a Rolling Stone, chega ao seu terceiro ano de existência hoje. E comemora com festão logo mais à noite no charmoso e aconchegante Bourbon Street, uma das melhores casas de shows de blues da capital paulista. Além do habitual regabofe regado a ótimo whisky importado e quitutes diversos, também vai ter show do graaaaande Macaco Bong e uma apresentação especial e exclusiva para o evento, reunindo no palco o casal Marcelo Camelo e Mallu Magalhães. A festa, óbvio, é apenas para convidados. E Zap’n’roll, que colabora com a revista e tem ótimos amigos em sua redação, eatará por lá.

 

A RS brazuca teve erros e acertos nestes três anos de circulação, claro. Na modesta opinião deste blog, mais acertos do que erros. Pensa bem: não dá pra agradar todo mundo que lê a revista (e muita gente a lê: sua circulação média continua girando em torno dos 50 mil exemplares, o que é um ótimo número em se tratando de um país onde as pessoas não têm o hábito de ler com frequência, e em uma época em que a web está literalmente exterminando a mídia impressa), o tempo todo. E nem o leitor médio comum da publicação consegue sequer imaginar a pressão que é fazer uma revista como a Rolling Stone todo mês. Pressão de artistas (que querem sair em suas páginas), de anunciantes, da direção da editora Spring (que edita a revista e cobra mesmo, e com razão, resultados positivos a cada nova edição), pressão de pessoas que têm seus interesses contariados por alguma pauta mais "cabulosa" (principalmente quando o assunto é política) etc. Ou seja: pressão de todos os lados.

E a turma que trabalha diretamente na redação (o editor-chefe Ricardo Cruz, o editor Pablo Miyazawa, os editores-assistentes Paulo Cavalcanti e Paulo Terron), todos jornalistas experientes e calejados, felizmente sabe administrar bem essas pressões e consegue entregar, mensalmente, uma revista bacana de se ler. Não é porque colabora com ela e tem diletos amigos ali (os queridos Quinho, Super Monge Japa Zen e mr. Alderrrrraba), mas o autor deste blog realmente gosta da revista, embora já tenha discordado muitas vezes de muito do que foi publicado nela e como foi publicado. E agora, com o advento da edição brasileira da Billboard, a RS enfrenta mais um desafio (apesar de que as duas revistas não competem diretamente entre si): continuar se mantendo como a grande revista de cultura pop deste país. Moral e condições pra isso ela tem de sobra.

Feliz aniversário, Rolling Stone Brasil. Que ela ainda dure por muitos anos por aqui!

É TEMPO DE FESTIVAIS – JAMBOLADA E MADA

Como o blog já comentou em posts anteriores, a maioria dos festivais independentes brasileiros serão realizados, em 2009, nestes meses finais do ano. Só neste finde, serão dois: o gigante Mada, em Natal, e o também já grandinho Jambolada, em Uberlândia.

Ambos já tiveram suas progs divulgadas na página de notícias aqui do portal. E como o blogon não pode estar ao mesmo tempo em todos os lugares (e também como a Abrafin anda "de mal" conosco, hihi), Zap’n’roll não estará em nenhum dois dois, visto que se prepara para ir, daqui a duas semanas, acompanhar de perto o festival Quebra Mar, laaaaá na distante Macapá.

Todas as infos do Mada você encontra em www.festivalmada.como.br. e sobre o Jambolada, está tudo aqui: www.festivaljambolada.com.br. Enfim, quem estiver em Natal ou em Uberlândia neste finde, está com a diversão garantida.

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: o primeiro solo de Julian Casablancas, o homem que canta nos Strokes. Dá uma "caçada" na web, que ele já está dando sopa por aí.

* Dvd: "Live At Reading", que registra o showzaço do Nirvana no lendário festival inglês, em 1992. Chega às lojas do mundo todo (Brasil incluso) no próximo dia 2 de novembro.

* Baladas: começam hoje, quinta, com show do Júpiter Maçã lá na Clash Club (rua Barra Funda, 969, Barra Funda, zona oeste de Sampa). Depois, você pode esticar a balada na festa "Engata Quinta", lá no Inferno Club (rua Augusta, 501, centro de Sampa), com discotecagem pra lá de rocker do Adriano Costa, Boris (ex-Borderlinerz), Flavinho Forgotten e o nosso popstar Adriano Cintra (leia-se: o cérebro por trás do CSS).///já amanhã, sextona, tem a gatíssima Bruna Vicious discotecando novamente na Outs (rua Augusta, 486, centrão rocker de Sampa). E no outro lado da rua, no Inferno, tem show sempre bacana do Ludov.///Já no sabadão, não tem pra ninguém: a baladaça é mesmo na Outs, onde rola show sempre imperdível (e como sempre atuchado de xotas rockers tesudas) dos Forgotten Boys. É isso: vai na fé e caia de boca no rock’n’roll.

OS PRÊMIOS: INGRESSOS, CDS, DVDS, O ESCAMBAU!

E não? O blog maluco pra deixar você maluco de vontade de ganhar algo, resolveu fazer um gooooordo saco de bondades pra esta semana, hihi. Vai lá no hfinatti@gmail.com, que cotinua em disputa:

* DOIS INGRESSOS para o super Planeta Terra Festival, dia 7 de novembro em Sampalândia, com Iggy Pop, Sonic Youth, Primal Scream etc, etc.

E pra fazer cia. aos ingressos, tem também:

* Dois exemplares do último cd lançado pela finada banda Banzé;

* Mais um kit com dvds e cds da gravadora ST2;

* E (ufa!): cinco cópias do novo álbum da Banda das Velhas Virgens.

Tá bom, né?

XIII!!! ACABOU!!!

O tempo tá curto, hoje tem a festa da Rolling Stone e o sujeito aqui tá na correria brava. Aquele papo sobre novas bandas indie com vocais femininos e sobre os paraenses do Johnny Rockstar (que são beeeeem legais) fica pro próximo post, palavra de blogueiro eternamente atrapalhado.

Então ficamos por aqui, okays? Beijos nas crianças e no comecinho da próxima semana tem mais. Até!

finalizado por Finatti às 15:30hs.)

15 respostas para “Sobre coelhinhos, o niver de uma mega revista de cultura pop e bandas indies daqui com gatas tesudas nos vocais...”

  1. Ciro Disse:
    "E aí entra aquela velha questão: qual o sentido em se tentar perpetuar algo que já foi fantástico mas que, hoje, não passa de uma sombra distante e esmaecida de algo que foi sublime em nossas vidas, corações e almas?"

    Você devia fazer essa pergunta para você mesmo.
  2. Bruno! Disse:
    Julian ligou seu mega drive e superness e com sua voz nostálgica fez um disco...incrivel como soa como musiquinhas de videogame.

    Queria ter pego a fase boa do madame, do echo(nem tanto)...mas td bem, tem o boteco do joaquim, as bandas nacionais e internacionais q preenchem essa lacuna.

    O que importa é o hj e o agora hahahaha
  3. Alex Sobrinho Disse:
    Valeu amigo, é Colatina mesmo.
    E ouça o novo disco do Echo que com certeza vc entenderá o motivo de eu ter pedido a publicaçao da resenha.
    No mais um forte abraço e cuide bem do coração.
  4. Marcelo Jacoto Disse:
    Até que enfim alguém falou sobre o "Madame Satã Fest", ou como vc bem definiu, Finatti, "A Grande Trapaça", já que vários pessoas (algumas até de outros estados) foram lesadas e não viram até agora a cor do seu dinheiro.
    Já são três meses de estelionato e ninguém da imprensa rocker havia comentado. Engraçado que, quando foi lançado, o evento teve amplo espaço da Folha de S. Paulo e de vários sites, mas, quando a bomba estourou, ninguém quis assumir a culpa ou noticiar a trapaça. Até a Monica Bergamo falou que o "empresário" do evento havia cancelado o festival por conta da gripe suína (oh! como ele se preocupa com o seu público!). Agora, ninguém fala do estelionato! A revista Goma, os djs do extinto Madame, o site Oba! Oba! (que vendia os ingressos), as lojas Chilli beans (que tbem venderam ingressos e onde eu comprei dois), ninguém sabe de nada e nem tem resposnabilidade. O que reforça a nossa cultura de IMPUNIDADE!
    E o site do evento ainda diz que elees tem orgulho de ter organizado (o que, cara pálida?) um evento que não aconteceu, e que foi nos moldes do Skol beats e do Tim. Orgulho de trapacear, isso sim!
    Valeu pelo espaço, Finatti!
  5. Lex Luthor Disse:
    O Madame Satã Fest até agora parece um pequeno golpe que não renderia nem mesmo 1 Milhão, 160 pilas em uma lotação maxima de 6000 cabeças não dá isso.
    (E onde vc tambem deve ter feito memoraveis sessões)
    Desde o começo muitos acharam a mistura anti-higiênica, Nasi num festival gótico com d.j.'s clubbers, Christian Death e Nitzerebb que nunca incluíram esse fest nos seus sites...
    Estranho é que o proprietario do casarão da Cons. Ramalho é um advogado e tem todo interesse em reabrir aquele templo de antigas almas!
  6. Lex Disse:
    Memorável foi a editada que me deram...(ok, ok. vc que manda)
    Abrax
  7. carla Disse:
    amarelou com o vinho?
  8. Humberto Finatti Disse:
    Lex, meu caro, não houve editada alguma na sua mensagem, ela foi postada tal como chegou aqui.
    E Carla, essa história de vc ficar perguntando sobre vinhos aqui já encheu, né? Quer mesmo minha cia. Pra um vinho (e apenas cia social, sem “prolongamentos” extras, visto que sou um sujeito ainda comprometido com uma garota chamada Rudja Catrine)? Então ligue, passe e-mail etc, mas pare de ficar insistindo na mesma tecla aqui. Isso cansa dona Gil..., ops, Carla.

  9. Coringa Disse:
    Ela não desiste! Psicoptas são assim....você até que é muito tolerante.
  10. General Disse:
    Finatti, Marcelo e Mallu são horríveis.....bola foríssima essa da RS.
  11. Ney Matofino Disse:
    "o que houve com aquele seu vozeirão, afinal?"
    -------------------------
    Só você, Finas... sem comentários...
  12. Filosofo Disse:
    Essa lista da RS é um lixo: Construção”, de Chico Buarque não é exatamente o que eu chamaria imediatamente de uma música pop - sequer uma faixa “rock n’roll”! Quem sabe dali para frente a lista seria diferente? Não exatamente… Número 2 - essa sim, um verdadeiro clássico (e, alargando um pouco o termo, quase pop), “Águas de março”, gravada por Elis Regina e Tom Jobim. Depois veio a terceira posição: “Carinhoso”, de Pixinguinha. E a quarta: “Asa branca”, de Luiz Gonzaga! Onde é que isso ia parar?

    Na posição de número 5, Jorge Ben (provocativamente - e propositalmente - sem o “Jor”), com “Mas que nada”. Escolha esperta. “Chega de saudade”, de João Gilberto, uma música tão perfeita que nunca deveria figurar em listas que não a colocassem na categoria de “hors concours”, é a música de número 6. Comecei novamente a ficar incomodado, até me acalmar com a canção de número 7, onde finalmente encontrei alguma coisa que eu, de fato, poderia esperar de uma lista como essa da “Rolling Stone”: “Panis et circensis”, dos Mutantes.

    Conclusão: Quem lá da Rollig Stone ouvia rock nacional nos anos 70 e 80???????????????????
  13. carla Disse:
    teu niver é que dia de novembro? Vinho de safra jovem ou maturado?
  14. A anarquista Disse:
    Acrescentaria na lista da RS "Anos Dourados" Chico e Tom. "Passarim" - Tom.

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