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Esclarecendo nosso dileto leitorado: o tópico específico sobre o "hype" em torno da cantora Santogold está sendo novamente colocado no blog, em novo post (acrescido da lista de ganhadores dos nossos prêmios) por problemas técnicos. Quem for ler o final do post anterior (sobre a polêmica da "dependência" dos festivais indies), irá notar que o final do texto sobre a cantora americana está "comido". Não é a primeira vez que isso ocorre no blog zapper e está na hora do nosso querido webmaster Daniel Szigmond dar um jeito nisso, porque a falha começa a complicar a vida e os nervos do autor deste blog. Teoricamente, não há limite de texto em cada post. Pois está na hora desta "teoria" virar "prática", não?
--------------------EXTRA! A TURNÊ DOS VINTE ANOS DO SMASHING PUMPKINS - Acabou de ser anunciada por Billy Corgan, e rola entre agosto e setembro nos Estados Unidos. A idéia é que cada show tenha um convidado muuuito especial. E além da gg comemorativa, o líder do SP também disse que o grupo vai lançar uma coletânea com demos antigas e algumas canções inéditas. Tudo pela internet pois Corgan não quer saber de cd e muito menos de gravadoras.

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SANTOGOLD: MAIS UM HYPE BABACA
Vem cá, alguém de vez em quando tem que dizer umas verdades nesta blogosfera de merda, ainda mais quando está se lidando com música alternativa e cultura pop, né não? Isso inclui dinamitar o máximo possível hypes babacas, patrocinados pela "intelligentsia" do jornalismo musical, seja ele gringo ou daqui mesmo, seja ele escrito por nomes que Zap’n’roll conhece apenas de nome mesmo, ou por gente que, inclusive, é amiga ou conhece pessoalmente o autor deste espaço blogger.
Pois então, dito isto, vai a pergunta aí ao distinto leitorado do outro lado do micro: alguém sabe que fim levou a Mia? Yep, a Mia, aquela cantora e dj senegalesa, que se tornou a sensação do pop eletrônico planetário quando lançou seu disco de estréia, "Arular" (em 2005, há escassos três anos, um período que, nestes tempos de internet e trituração sem dó nem piedade de artistas efêmeros, parece uma eternidade), sendo que inclusive ela chegou a se apresentar no Brasil naquele ano, no Tim Festival que também teve Strokes. Alguém ainda se lembra da mulher??? E olha que ela era (ou é) gostosona, bonitinha, cantava (ou canta) bem e ainda lançou outro disco, "Kala", que saiu no ano passado e ninguém – blog vai repetir: ninguém – deu bola pra ele.
Anyway, toda essa, hã, "digressão" (que palavra chique pra se usar num blog de cultura pop, oxe) está aí em cima para mostrarmos, maaaaais uma vez, ao nossos amados e fiéis leitores, como andam as coisas hoje num mundo pop cada vez mais globalizado, conectado e descartável. Sim, não há mais tempo e espaço para se garimpar com calma e paciência nomes que realmente valham a pena. Tudo é muito rápido, imediatista, o que era genial hoje amanhã não será mais. Fãs trocam de bandas e artistas como uma puta da rua Augusta (no centrão rocker de Sampa) troca de camisinha a cada trepada dada com um cliente diferente. E assim caminha a humanidade e que se fodam bandas boas e honestas (que ralaram pra chegar a algum lugar) e pessoas que ainda amam colecionar bons discos de bons nomes do pop e do rock.
E tuuuuuudoooooo iiiiiiiiissooooo pra dizer que essa negona que abre este tópico com sua imagem, a Santogold, vai ter facinho o mesmo fim da Mia. Santogold, aliás Santi White, é uma americana nascida na Filadélfia e que começou a mexer com música eletrônica na adolescência. De repente, do nada, adotou o codinome que agora a tornou célebre e está na crista da onda pop, isso com apenas um álbum lançado, homônimo, e que saiu lá fora há coisa de um mês. O som? A negona (que é uma delícia cremosa, diga-se, e que canta razoavelmente bem) faz aquele já manjado mix de batidas eletrônicas com rock alternativo, um dubzinho aqui, uma levada mais etérea e psicodélica ali e pronto. No final das contas, nada que você já não tenha ouvido por aí com a... Mia, por exemplo.
Santogold até merece um lugar ao sol no – vale sempre repetir – cada vez mais descartável mundo da música pop pois, afinal, nem é o caso de ela ser uma artista ruim, musicalmente falando. O que irrita pra caralho nessa história, o que fode a vontade de dar algum crédito pra figura é justamente o carnaval animalesco que já está se fazendo em torno dela. Ou seja: mais um hype chatinho, patrocinado pela rock press gringa e até por colegas deste blogueiro zapper (dom Thiaguito Ney que o diga, hihi; aliás, o querido amigo da FolhaSP teve a manha de gastar, na última sexta-feira, uma capa inteira do caderno Ilustrada, um espaço que já foi bem mais nobre e caro ao jornal, para falar das novas "sensações" da música eletrônica brasileira. Ok, ok, Ney tem uma estranha paixão/fixação por música eletrônica. Mas aí vem novamente aquela incômoda indagação: onde estarão, daqui a alguns meses, nomes como Bosta, ops, Boss In Drama e Database???).
Talvez Zap’n’roll esteja se tornando um tiozão velho, chato, razinza e nostálgico. Ou talvez esteja coberto de razão: o blog, laaaaá em cima, não disse que curtiu o som dos Kooks? Pois é: mesmo nestes dias infernais de hoje, onde tudo desaparece tão rápido quanto surge, alguns "hypes" merecem ter uma existência um pouquinho mais longa do que o odor mal-cheiroso de um peido estridente. É isso aê.
SANTOGOLD NO COACHELLA
Sim, a garota se apresentou na edição deste ano do atualmente maior festival de música dos EUA. Dá uma olhada aí embaixo num trecho de seu show, e tire suas próprias conclusões:
Santogold ao vivo no Coachella 2008
O BLOG ZAPPER INDICA
* Filme: o novo Indiana Jones, claaaaro. Quem já viu? Pois é a melhor volta de um herói do cinema de aventura nas últimas duas décadas, pode ter certeza disso.
* Disco: o novo do trio mineiro Carolina Diz, "Crônicas do amanhecer", fodaço como sempre, com as letras esquizóides do baterista Cezar Gilcevi e aquela música que funde Velvet Underground com melodias pop e mineiras. Já tem o voto do blog pra ser um dos discos de 2008.
* Blog literário: se você ama literatura, poesia e textos muito bem escritos, vai no Claritromicina (http://www.claritromicina.blogspot.com), escrito pela lindaça Suellen
Santanna. A garota foi um achado deste maloqui blogueiro zapper há duas semanas, no Centro Cultural São Paulo, durante um show dos queridos Los Porongas: ela tem apenas dezoito anos de idade, faz jornalismo na Puc-SP, escreve horrores bem, é fã de Bukowski, Chico Buarque etc, etc. Um perigo para o coração de um jornalista rocker crazy e quarentão como o figura aqui, rsrs. Moral da história: o mundo ainda tem salvação, pode crer nisso!
BALADAS DA SEMANA
Hã? Nada muuuito digno de nota no meião da semana. Então, um roteirão mais completon entra no post master de quinta ou sexta-feira, certis?
MAS OS PRÊMIOS...
serão desovados JÁ, antes que algum leitor psicopata envie uma bomba para o pobre autor deste blog sempre zoado e lesado. Veja então aí quem ganhou o quê:
* Kits do filme Control e do documentário Joy Division (contendo camisetas e cartazes de ambos): saíram para Adriana Olinto (São Paulo/SP) e Edney Araújo (Aracaju/SE). O Edney precisa mandar seu endereço para o e-mail hfinatti@gmail.com, pra que o blog possa remeter seu prêmio;
* Cds do Vanguart: vão para Clarissa Fernanda, Marta Vasconcello e Tânia Barbarietto (todas de São Paulo/SP), Carla Albuquerque (Rio De Janeiro/RJ) e João José Fontoura Lima (Belo Horizonte/MG);
* Disco do The Kooks: fica para Jaílson Braga (São Paulo/SP);
* Disco novo do Daniel Belleza: vai para Júlia "em fúria" (?), também de São Paulo/SP.
Ufa! Saiu finalmente, né? Mas caaaaaaalma que o pacote vai ser renovado já! Corre lá no hfinatti@gmail.com, que esta bodega blogger põe na roda agora:
* Mais três cópias do supimpa primeiro álbum do Vanguart;
* Um exemplar do novo disco do grupo inglês Guillemots;
* E um exemplar do novo disco do grupo mineiro Carolina Diz.
* E por enquanto é só. Textos sobre o festival Bananada, mais um papo sobre um festão gótico comemorando os treze anos de existência da loja Soulshadow, e mais isso e aquilo entram em novo post, aquele grandão, próximo do final de semana, okays?
* E este post, vejam só, termina em nostalgia total: com Zap’n’roll vendo, no Lab da MTV, o clip de "She Bangs The Drum", faixa fodástica do igualmente fodástico álbum de estréia dos saudosos Stone Roses, o que de mais próximo o rock inglês conseguiu chegar perto dos Smiths. Coisa de vinte anos atrás (quando muita gente que está lendo estas linhas zappers ainda nem tinha nascido). É, o tempo passa, e todos nós envelhecemos. O maloqui zapper aqui amava ver este clip nas madrugadas em que morava no apê da Frei Caneca (centrão de Sampa), isso lá por 1991. Ele era então um jovem e loucaço jornalista, casado com uma jovem e bela esposa, trampava na revista Istoé e não havia internet, mp3, blogs, fotologs, Orkut, i-Pods, celulares e essas merdas todas que infestam hoje em dia a existência humana. Éramos todos mais felizes, podem ter certeza disso. E depois deste recuerdo, o blogueiro zapper nostálgico vai tomar uma dose extra de whisky e cair na sua caminha. Bye bye, crianças!
(enviado por Finatti às 5:45hs.)
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28 May, 2008 às 9:02 AM Finas, você tem que levar em conta que o Thiaguito não tem a vivência,a cultura e não ouviu um terço do que nós ouvimos e temos. É mais ou menos como um outro que idolatra qualquer hype eletrônico. E essa Santagold não passa disso mesmo que você disse, Daqui há três anos ninguém mais vai lembrar, provavelmente. Mas a maioria das bandas é assim hoje, amanhã ninguém lembra mais o que ouviu ontem. Aproveitendo, assino embaixo o post sobre os festivais indies.
abração
28 May, 2008 às 3:37 PM Posts não são lendas, são no máximo histórias, 60 mil caracteres por "post" digamos de antemão que são "postbooks". Hehehe. E seu computador não ajuda muito né mestre. Mas vou dar uma olhada pra vc.
28 May, 2008 às 7:14 PM O Finatti, se informa antes de escrever besteira. Entra no Wikipedia, e dá uma olhada se ninguém deu bola pro Kala. Primeiro lugar na parada eletrônica dos Estados Unidos. Segundo lugar na parada independente do Reino Unido. Top 10 do ano em diversas publicações dos dois lados do Atlântico: NME, The Guardian, Paste, entre outras. Fora o terceiro lugar na lista do Pitchforkmedia e o primeiro lugar na lista da Blender. Seguinte, Finas, antes de falar merda, faz o que todo jornalista devia fazer: pesquisa.
28 May, 2008 às 9:15 PM Há males que vem para o bem e pelo visto seus leitores devem estar agradecendo. Quem sabe agora vc resolve de uma vez por todas abrir um post por assunto, como qualquer blogueiro responsável e antenado no mundo todo o faz. Algo mais civilizado e organizado. O sistema de blogs não foi feito pra que seja como uma coluna imensa como era antes e ficar fazendo adições e modificações. Então, ao invés de ficar lutando toda semana em ficar medindo quantidade de caracteres, e reclamar que toda hora somem coisas quando vc vai editar e fazer inserções, o melhor que vc tem a fazer é ser amigo do sistema de blogs; fazendo assim vc se organiza melhor e cria mais dinâmica.
29 May, 2008 às 10:26 AM Finatti, tudo bem você não gostar das coisas. entendo e respeito, claro - é a sua opinião. Mas afirmar, sem saber ou simplesmente ignorando o mundo à sua volta, que ninguém mais gostou, só pra fazer valer a sua opinião, aí complica. Você acabou de fazer isso no texto da Santogold, quando criticou a MIA dizendo que ninguém deu bola pro "Kala", seu disco mais recente.
O álbum foi considerado por muitos jornalistas e veículos nacionais e internacionais um dos melhores do ano passado. Uma passadinha pelas famosas "listas de melhores do ano" vai fazer você perceber a verdade. Ter opinião é muito válido, e ela é toda sua, temos que respeitar. Mas a informação não te pertence: ela existe, simplesmente. E se você se propõe a passá-la ao público, deve fazer isso sem ser leviano, independente de gostos e preferências. Eu também não sou fã da MIA, mas reconheço que a menina continua sendo sucesso, seja ou não por culpa do hype.
Curto o blog e tô sempre por aqui.
Abraço.
29 May, 2008 às 10:55 AM Finas, esse é seu espaço, essa sua opinião, e jornalista musical tem que ser sim, impiedoso, cruel e em pleno acordo com suas convicções. Não é a toa que o Bangs hoje é idolatrado. Continue assim, o que faz do Rock'n Roll prazeroso é também os calorosos debates sobre ele. O resto é hipocrisia.
29 May, 2008 às 11:19 AM Finatti, tenha um site próprio ai poderá escrever suas sandices e desinformações. Dizer que o Kala não deu em nada é no mínimo falta de profissionalismo e chute, mas os leitores sabem das coisas, o que está provado pelo se informa e etc. Voê escreve muito bla bla bla, se repete e dá voltas, precisa ser mais objetivo e melhorar bastante. O mundo não é feito de leitores indies, se soubesse como aqui é longe da Europa!!!!
29 May, 2008 às 11:21 AM Mas o Finatti tem computador? O que se comenta é que ele se pendura no dos outros.
29 May, 2008 às 3:27 PM "Quem sabe agora vc resolve de uma vez por todas abrir um post por assunto, como qualquer blogueiro responsável e antenado no mundo todo o faz. Algo mais civilizado e organizado."
Pomba, o Finatti não faz isso porque é obcecado em imitar o Lúcio Ribeiro. Até as coisas ruins do Lúcio o Finatti faz igual.
29 May, 2008 às 8:05 PM Esse negócio de ser hype ou não é mais antigo, chato e infantil que discussão ginasial: “Ai, você gosta da MIA? Um monte de gente gosta, sabia? Não gosta mais não, amiguinho.” Mas isso não vai mudar nunca, claro. Dá para imaginar o Finatti com 77 anos (claro, se ele quiser chegar lá. Deve não querer, claro. Tem a pose de gonzo), ainda brigando com o pessoal do Retrô, bufando no leito do hospital, ou no asilo: “Como pode alguém gostar de uma banda que no ano que vem ninguém vai mais gostar? Um absurdo! Meu Deus, é o fim do mundo! Odeio o Luscious!”