Será? Será?? Será???
O blogão que há anos acompanha, de forma pioneira, a cena independente nacional, continua investigando este tema que já foi assunto aqui mesmo, na Zap’n’roll, e também em extensa matéria em edições passadas da mega revista Rolling Stone. Então, após entrevistar o produtor cuiabano Pablo Capilé, estas linhas rockers online abrem hoje seu espaço para o músico Jorge Anzol, baterista da banda Los Porongas e um dos grandes nomes da atual indie scene brazuca. As duas primeiras perguntas da entrevista (que foi beeem longa e rolou semana passada, durante um jantar em um rodízio chique no centrão de Sampa) você confere logo mais abaixo. A entrevista completa vai ser postada aqui até o final da tarde deste sábado já que hoje, sexta, o zapper sempre trêfego está na correria: tem que ir daqui a pouco pro Citibank Hall, conferir o show de lançamento do disco solo do ex-hermano Marcelo Camelo, em missão jornalística para o caderno de variedades do diário Gazeta Mercantil. Então, vai lendo aê que até amanhã, no final do dia, entra muuuito mais por aqui, certis?
* Lembrando que estréia hoje nos cinemas o novo filme de Woody Allen, a comédia "Vicky Cristina Barcelona", com a deusa loira Scarlett Johansson, a deusa morena Penélope Cruz e ainda Javier Bardem (que ganhou o Oscar de melhor deste ano pela sua atuação no sensacional "A terra onde os fracos não têm vez"). Motivos mais do que suficientes para ir ao cinema mais próximo.
* E não esquecendo que sai segunda-feira, na Inglaterra, o aguardado "BBC Sessions" do Belle & Sebastian. Claaaro, o disco já está inteiro na rede e Zap’n’roll fala melhor dele na próxima semana.
* Bien, bien, Jorge Anzol, dos Porongas, começa a soltar poucas & boas aí embaixo. Leiam e tirem suas conclusões.
A FOGUEIRA DAS VAIDADES NA INDIE SCENE – OS PERSONAGENS VOLTAM A FALAR
Baterista da banda Los Porongas (originária do Acre e atualmente radicada em São Paulo, e um dos grandes nomes do novo rock brasileiro), o músico Jorge Anzol, prestes a completar 40 anos de idade, há anos tem se dedicado de corpo e alma ao rock’n’roll. Tocou em diversos grupos em Rio Branco até se fixar nos Porongas, quarteto que conta ainda com o vocalista Diogo Soares, o guitarrista João Eduardo e o baixista Magrão.
Os Porongas têm um excelente álbum lançado pelo selo Senhor F. Discos e agora se preparam para soltar seu primeiro dvd, que chega às lojas nas próximas semanas, editado pelo Itaú Cultural, local onde foi registrado o show que está no dvd. Jorge Anzol, um dos personagens envolvidos na "fogueira das vaidades" que começa a crepitar na cena indie nacional, conversou a respeito do assunto com Zap’n’roll semana passada, durante jantar em uma churrascaria paulistana – jantar ao qual também estava presente o empresário da banda, Glauber Amaral, que também gerencia hoje as carreiras dos grupos Vanguart e Garotas Suecas.
O início da entrevista segue logo abaixo, sendo que todo o bate-papo estará postado aqui até o final da tarde deste sábado.
Zap’n’roll – Existe uma "guerra" de egos na atual cena indie nacional? Macaco Bong e Los Porongas, que eram bandas amigas, sequer se falaram na última edição do festival Varadouro, ocorrido no Acre em setembro...
Jorge Anzol – Divergências sempre existem, seja na cena independente seja no mainstream. Aonde existem pessoas com idéias diferentes, sempre haverá divergências. Em relação ao episódio do Macaco Bong, eu sinceramente gostaria que você perguntasse a eles porque eu até hoje não entendo o que está acontecendo. Afinal, em abril deste ano, por conta da Virada Cultural em São Paulo, onde o MB se apresentou no palco da Abrafin, os integrantes da banda ficaram hospedados na nossa casa durante uma semana e eu não percebi qualquer tipo de desavença, qualquer tipo de problema que tivesse afetado a amizade que nós havíamos construído ao longo dos últimos dois ou três anos. O fato é que quando nós nos reencontramos no Varadouro, os caras simplesmente nos trataram com frieza. O Diogo (vocalista dos Porongas) procurou o Kayapy (guitarrista do Macaco Bong) e ele quase não falou com o Diogo. Enfim, sentimos uma frieza muito grande por parte deles e isso causou um estranhamento muito grande, a ponto de o Diogo e o João Eduardo procurarem o Kayapy e o Inayã (baterista do Macaco Bong) e eles ouvirem do Kayapy que "não existia amizade, existia parceria. E a partir do momento em que a parceria havia se encerrado, também não existia motivo para que existisse amizade entre as duas bandas". Tudo isso causou um grande estranhamento em nós e fizemos um exercício de memória pra tentar descobrir o que teria ocorrido de abril pra cá, pra causar esse sentimento de raiva no MB em relação a nós. De repente o que eu acho que possa ter acontecido é que nós recebemos, se eu não me engano em abril ou maio, uma proposta de Pablo Capilé (produtor-chefe da agência cuiabana Cubo, além de diretor da Abrafin e do coletivo Fora do Eixo, e já entrevistado aqui no blog sobre este mesmo tema), para que nós fôssemos tocar em Cuiabá, na Casa Fora do Eixo, no show de lançamento do disco do MB. E a proposta que ele nos fez foi a seguinte: R$ 300,00 de cachê e quatro passagens de ônibus São Paulo/Cuiabá/São Paulo. E aí nós avaliamos e fizemos uma contra-proposta, a partir de uma continha básica: são 24 horas de viagem, onde nós iríamos fazer, no mínimo, duas refeições por dia cada um. O que daria uns R$ 50,00 para cada um de nós ou R$ 400,00 no total. Isso só pra gente ir tocar lá. Se recebêssemos R$ 300,00, ainda teríamos R$ 100,00 de déficit. Colocamos para o Pablo que infelizmente não daria para irmos por aquela proposta, até por conta de nós sermos hoje uma banda que vive exclusivamente de música e em São Paulo. E quem vive de música na cena independente sabe das dificuldades que é tocar e tirar dinheiro do próprio bolso para se manter. Então, no meu modo de ver, não sei se isso teria causado algum mal estar entre o Macaco Bong e os Porongas.
Zap – E Pablo não fez nenhuma contra-proposta?
Anzol – Não, ele não fez nenhuma contra-proposta. Inclusive, depois nós ficamos sabendo através do Glauber, nosso empresário, que o Pablo tinha feito uma proposta para a Mallu Magalhães tocar na Casa Fora do Eixo, onde ele ofereceu R$ 1.000,00 de cachê para ela e cinco passagens de avião São Paulo/Cuiabá/São Paulo. Aí eu, particularmente, fiquei indignado: por que essa diferença de tratamento? Porque se você for colocar lado a lado Los Porongas e Mallu, e você analisar qual desses dois artistas mais se identificam com a cena Fora do Eixo, eu vou dizer sem pestanejar que o Los Porongas se identificam muito mais com essa movimentação independente que acontece hoje no Brasil, do que a Mallu Magalhães.
(logo mais o conteúdo completo do bate-papo)
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Por enquanto é isso. O zapper sempre corrido está indo pro Citibank Hall e volta logo mais com maaaaisss. Hoje é aniversário do graaande Ícaro, o cara gente fina que toca baixo no super Madame Saatan, e Zap’n’roll também vai lá, na house do grupo na zona norte paulistana, dar um abraço no amigão e tomar umas brejas. Depois a gente retorna aqui com a continuação da entrevista com Anzol, e ainda mais a desova de prêmios e outras coisinhas. Vai ficar em casa no finde? Nem pensa nisso! Amanhã é feriadon e tem, entre outras coisas, a reabertura do Jive e show fodão do Pata De Elefante no Clube Praga. Mas depois falamos melhor sobre tudo isso.
Até já!
(enviado por Finatti às 20hs.)

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14 Nov, 2008 às 11:57 PM de novo esse assunto? que chato!
15 Nov, 2008 às 2:20 PM Eu não pagaria nem um real para qualquer um desses.....que cena pobre e inútil....bandas ruins, toscas...colocar uma entrevista pela metade é de dar dó.
15 Nov, 2008 às 5:25 PM Boa materia no Gazeta! Show! quem te perdeu, perdeu!!!!!!!
15 Nov, 2008 às 5:47 PM Fofoqueiro.
17 Nov, 2008 às 1:09 PM Pô!
Passo a concordar que esse assunto deu no saco... (não vai dar em nada mesmo)
O graaaaaande problema da "IndieScene Brazuca" (odeio esse termo Finas...) é o rabo preso! - maaaaaano, o cara ta dando brecha?... põe ele pra correr e já era. Por quê não racham com esses membros?? Ahhh quem vai descolar tal pico, ou tal verba...? e nessas situações, os mais prejudicados são os artistas sérios, que fazem esse país ser visto com outros olhos lá fora. (menos bunda e tal...)
Mas não, a Petrobrás trincou mó grana, e o que melhorou para as bandas independentes? nada.
A gente continua pagando pra tocar, e o pior, sempre com alguém levando o nosso.
Entendo que o Finatti como jornalista, sentiu-se na obrigação de trazer à tona essa questão, (espero que tenha sido essa a intenção mesmo), mas se nenhuma decisão concreta for tomada para reverter essa situação, acredito que seja totalmente inútil essa exposição massiva.
Independente por independente, nunca tive porra nenhuma mesmo, não tenho o que perder... continuo na minha, sem rabo preso com ninguém e tentando mostrar meu trabalho... se todos pensassem assim a cena independente seria realmente idependente. Mas nãaaaaaao, a maior parte da galera ta comendo merda e arrotando caviar... Vai continuar na merda mesmo. Só peço para que não me prejudiquem...