* Pois então, ser mezzo atrapalhado e um pouco (só um pouco) preguiçoso, dá nisso: a resenha do Weezer novo, aqui, foi "atropelada" pelo Sorgine lá (no blog Headphone). Mas tudo bem, mr. Soja é um garoto que manda bem também nos seus textos, então estas linhas zappers dão um desconto, hihi. Mas não é por isso que deixaremos de dar nosso pitaco sobre o disco, logo mais abaixo.
* A coisa realmente anda preta aqui. Fora Weezer, o blogueiro atrapalhado está mergulhado em discos novos. Tem Coldplay, Elvis Costello, Spiritualized, aquela delícia chamada Scarlett Johansson, que além de ser uma das atrizes mais cultuadas da nova geração do cinema americano, agora resolveu também cantar, etc, etc, etc. Fora a pressão do nosso mui amado "editador" André Pomba, para que o blog campeão de audiência do portal seja atualizado quase que diariamente e, ainda, ele também pede que o pobre autor destas linhas rockers virtuis ainda ajude a gerar conteúdo pro site além do blog. Ufa! Assim fica realmente difícil e daqui a pouco o velho gonzo vai acabar numa clínica de repouso (hihi), por estafa, uia!
* Bien, bien, a nova edição da Rolling Stone Brasil chega às bancas de todo o país nesta quinta-feira (dia dos namorados, que fofo!), e sua capa já causa o maior estardalhaço e polêmica, com muita gente adorando e outros querendo fuzilar o corpo editorial da revista. Tudo porque, na capa, está o grupo NX Zero... pelado! Isso mesmo que você leu: o NX Zero, na gloriosa "nudez" (ou "peladisse") de seus integrantes, enfeita a capa da revista. E daí? Daê que a RS está certíssima na modesta opinião deste blog. Você pode detestar a banda (ela está bem looonge de ser algo próximo do que poderíamos conceituar como "genial", musicalmente falando), ter paúra dessa chatinha onda emocore (nada contra os emos, eles merecem seu espaço e tal mas, como já bem observou um atento amigo destas linhas pop online, o emocore talvez tenha sido o último suspiro, no Brasil, das majors do disco em "vender", via jabá nas rádios óbvio, uma nova onda musical ao "desrespeitável" público que compra, ou comprava, discos. E quando a onda emo passar, aí pelo visto acabou de vez o negócio de "fabricar" sucessos e ídolos instantâneos ancorados na secular, aética, amoral e condenável prática do jabá) etc. Mas revistas têm que vender, é a vendagem dela (entre banca e assinantes) e a publicidade que a sustentam. NX Zero é a banda da vez do emocore – segundo dados da sua gravadora, o último disco dos moleques vendeu 70 mil cópias, uma fortuna em um país onde o disco de ouro é concedido ao artista que vende 50 mil discos e onde ninguém compra mais cd, porque todo mundo baixa tudo na internet –, então nada mais justo do que colocar a dita cuja na capa da RS. Na verdade, isso é uma loooonga discussão mercadológica e editorial para ser aprofundada aqui. Mas como este blog sempre diz: a Rolling Stone Brasil, com seus acertos e erros, continua sendo a grande e melhor publicação dedicada à cultura pop que estava faltando nas bancas brasileiras. Só o fato de ela existir aqui novamente, já é uma ousadia editorial e tanto e muito bem-vinda. Agora, é claaaaro que não dá pra agradar todo mundo o tempo todo. Por isso, o conteúdo da revista sempre irá gerar discussão, ódios e amores. Tanto melhor assim. Pelo menos, ela continua em evidência e vendendo. E a torcida de Zap’n’roll é para que ela permaneça assim por muuuuito tempo ainda.
* Ah, sim: a capa dos peladões do NX Zero é essa aí embaixo:

* Jack White voltou a tocar junto com Meg White esta semana, nos EUA. Foi durante um show dos Raconteurs em Detroit. Foi a primeira aparição da dupla em um palco nos últimos doze meses. E Jack já mandou avisar: o novo álbum do White Stripes (o sétimo da carreira deles) está a caminho.
* E o Raconteurs, como já foi dito aqui, também está a caminho... do festival Planeta Terra, dia 8 de novembro em São Paulo.
* Mas beeeem antes disso, tem o bacana mini-festival "As minas do folk", que começa hoje no Sesc Vila Mariana, também em Sampalândia. E que a gente fala melhor logo aí embaixo, depois de falar sobre o disco novo do Weezer. Vamos nelson!
WEEZER JÁ ELVIS?
Heróis dos indie kids e nerds em geral nos últimos quinze anos, o quarteto americano Weezer lançou na semana passada (nos States e Japão; esta semana sai na Inglaterra e logo mais deve sair também por aqui) seu sexto álbum de estúdio. O disco se chama simplesmente "Weezer". Ou "Red Album", como foi co-batizado pela própria banda. Ouvido atentamente por estas linhas zappers já há vários dias (a capa do cd foi inclusive publicada aqui no blog, alguns posts atrás), o novo trabalho também acabou sendo comentado no vizinho blog "Headphone", do Guilherme Sorgine. Que não gostou muito do que ouviu. E, infelizmente, desta vez o rapaz tem razão.
Weezer ganhou fama mundial por causa de seu début album, também homônimo, e que foi lançado em 1994. Sim, aquele mesmo, de capa azul, e que com suas guitarras indies oscilando entre melodias mais ásperas ou plácidas (mas, em ambos os casos, com irresistível apelo pop), emoldurando as letras eivadas de ironia e sarcasmo cantadas pelo compositor e vocalista Rivers Cuomo, ganhou o mundo com canções como "Buddy Holly" e "Undone". Daí vieram "Pinkerton", o "Green Album" (de 2001) e a banda começou a se tornar um êmulo de si mesma, como ficou evidente nos dois discos seguintes, "Maladroit" (de 2002) e "Make Believe" (editado três anos depois). Nesse meio tempo entre um lançamento e outro, Cuomo casou, terminou o curso superior que fazia e ameaçou acabar com o Weezer zilhões de vezes.

Os outrora reis dos indie kids: fórmula gasta e repetitiva?
Não acabou e está de volta à frente do grupo, neste "Red Album". Que, mais uma vez, entrega mais do mesmo Weezer de sempre. O que é muito bom por um lado e péssimo por outro. Bom porque o disco desvela a ainda boa capacidade que Rivers Cuomo possui em compor boas melodias e bons riffs de guitarra. E péssimo porque o disco mostra um Weezer repetindo a si mesmo e de maneira piorada em muitos momentos. Caso da estrannhíssima "Everybody Get Dangerous" ou das looongas "Dreamin’" e "The Angel And The One", baladona meio chumbrega que fecha o cd em clima de trilha sonora de love story de Quinta categoria, com direito a teclados e vocais "eloquentes". A banda se dá bem quando se permite ser pop e indie guitar ao mesmo tempo, como era no início. E aí surgem canções bacanas que quase chegam perto do que o Weezer foi um dia, caso do primeiro single, "Pork And Beans", da road song "Thought I Knew" (pop e com violões e guitarras na medida pra encantar o ouvinte) ou ainda a bela "Heart Songs", que demonstra que Cuomo ainda sabe compor uma balada algo melancólica e bonita.
Mas é pouco, muito pouco pra quem um dia lançou o "Blue Album" que todos conhecem. Foi um disco que vendeu horrores e influenciou milhares de grupos pelo mundo afora nos anos seguintes. Hoje, o Weezer talvez não tenha mais capacidade de influenciar ninguém. Talvez seja o momento, de fato, de Rivers Cuomo pendurar a guitarra e ir cuidar da sua família. Antes que a situação degringole de vez num futuro próximo trabalho.
WEEZER ONTEM E HOJE – TRÊS VÍDEOS
Weezer – "Buddy Holly"
Weezer – "Island In The Sun"
Weezer – "Pork And Beans"
E AO VIVO NO BRASIL...
Weezer – "Tired Of Sex" – ao vivo no Curitiba Rock Festival, 2005
O FOLK POR ELAS
Entonces, o folk continua em evidência na novíssima indie scene nacional. Tanto que rola desde ontem, no Sesc Vila Mariana, na capital paulista, o mini-festival "As minas do folk", que apresenta os novos nomes femininos que estão se dedicando ao bucólico gênero que deu fama a Bob Dylan e Neil Young, por exemplo.
Ontem, teve show da já cultuada Stephanie Toth (uma versão feminina e cabocla do saudoso Eliott Smith). Hoje, quinta-feira, é a vez da nossa "ídala" e nova musa da cena indie, Mallu Magalhães, que vai se apresentar pra um teatro lotado, com ingressos esgotados. E amanhã, sexta, será a vez da Bel Garcia apresentar as canções de seu projeto solo Blue Bell, que já rendeu um ótimo disco.
O blogger zapper, eterno fã de canções tristonhas levadas apenas com violão e gaita, estará hoje e amanhã no Sesc Vila Mariana. E quem ainda quiser ir conferir o da Bel na sexta, o endereço é rua Pelotas, 190, Vila Mariana, zona sul de Sampa. Pra quem for: bom show!
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Por enquanto é isso. O blog se vai mas volta nesta sextona à tarde, já começo de final de semana, com post mais recheado, pra falar do novo disco do Coldplay, dos dez anos do projeto Grind, dos primeiros nomes da escalação do festival cuiabano Calango (que rola em agosto) e mais algumas paradas. Ah, e claaaaro, os prêmios (um cd do MGMT e outro do Macaco Bong) continuam em sorteio pelo hfinatti@gmail.com. E caaaaaaarma que aqueles ingressos prometidos pra um certo show gringo (aliás, quase festival, já que serão quatro shows na mesma noite) vão pintar aqui, é só ter mais um pouco de paciência.
Entonces, até já!
(enviado e atualizado por Finatti em 12/06/2008, às 5hs.)

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12 Jun, 2008 às 12:42 AM Arre...
O Coldplay mergulhou numa viagem ao fundo do ego. Esse novo disco é de uma pretenção extrema. Um samba do ingles doido. Nada funciona. O que era simples, primeiros discos, é soterrado pela intenção de se fazer um disco conceitual. Chris Martin e Cia erraram feio dessa vez. Que voltem ao formula original: emular simplicidade calcada na base de suas influencias "Matter"; leia-se U2/Echo & THe Bunnymen.
12 Jun, 2008 às 12:25 PM Claro que alem de conteudo para o site , fora atualização diaria do blog campeão, vai ter que armar e fazer todo o marketing, já um plano antigo do publisher...non è vero??
12 Jun, 2008 às 2:13 PM Cara, está na hora de você publicar algo novo, toda notícia sua tem cheiro de mofo, de copiada de outro blog.
12 Jun, 2008 às 3:23 PM "Mas revistas têm que vender, é a vendagem dela (entre banca e assinantes) e a publicidade que a sustentam." - sacou agora porque a RS não é e nunca será tudo isso que tu pregavas? É money!!!! Quanto a resenha do Weezer parece que o Songine tem uma visão mais ampla do que a sua, sorry. Será que seu blog é campeão de acesso mesmo? Tenho uma fonte que me disse que tem outro que está apenas com mil acessos a menos que o seu, tecnicamente empatados.
12 Jun, 2008 às 3:25 PM A mesma ladainha de sempre, egocentrismo e informação duvidosa
12 Jun, 2008 às 7:01 PM O Coldplay nunca será uma banda estruturada musicalmente como REM, U2, Pixies, etc...tudo me soa muito pretensioso e eloquente, e os caras nao tem cacife algum para isso. Suas músicas são bonitinhas e muitas vezes ordinárias. Enfim, uma banda que não me atrai em termos de criatividade e qualidade. É tudo muuuito parecido como dezenas que existem na cena musical de hoje.
Ao Weezer, é uma pena que o Sr. Cuomo ainda pense "lançar por lançar disco". E lembrar q os caras um dia, já fizeram dois discaços clássicos/absolutos, que influenciaram uma porrada de bandas. Fato.
Mas pelo menos o Weezer soava mais criativo e urgente do que a ladainha Coldplay.
Francamente falando.
Vou escutar, "You are free" - da Cat Power e já volto.
14 Jun, 2008 às 1:54 AM Essa capa da Rolling Stone tem mais photoshop do que capa da Playboy ehehe pelamor hein! Eu não faço pressão pro seu blog ser atualizado diariamente. O que eu acho é que vc concentra muitos assuntos perto do final da semana e seria melhor se vc dividisse os mesmos assuntos diariamente. Mas não adianta discutir com um velho rabugento como vc eheheh Quanto a colaborar mais com o site vc sabe que seria sempre bem vindo. Mas entendo sua falta crônica de tempo ou melhor de como administrá-lo melhor! Abração!