Mallu Magalhães: o fenômeno folk com apenas 15 anos de idade
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EXTRA MINI DE FERIADON, HIHI – Bão, a notícia não é nenhuma brastemp mas vai deixar as viúvas dos anos 80’ e o povo que ainda curte o pós-punk em polvorosa. A venerável Kiss FM, a "classic rock" do dial paulistano (e, justiça seja feita, uma rádio rock que está com uma programação bem decente), anunciou as atrações da festa que vai comemorar os sete anos de existência da emissora. O show rola dia 2 de julho na Via Funchal e vão tocar Echo & The Bunnymen (pela bilionésima vez), Gene Loves Jezebel, T.S.O.L. e Nasi, o ex-vocalista do finado Ira! Sim, sim, todo mundo já tocou no Brasil mas a reunião desse autêntico "parque jurássico" dos anos 80’ de repente pode se transformar numa noitada bacana e movida a saudosismo reconfortante. Seria ótimo, inclusive, se os homens-coelho trouxessem pra cá o show que irão fazer em Londres em breve, onde irão tocar na íntegra apenas o clássico e sublime "Ocean Rain", com direito a orquestra de cordas no palco. Mesmo que para o show em Sampa, os músicos da orquestra fossem arregimentados por aqui mesmo, o que seria uma solução bastante plausível caso a banda se dispusesse a fazer este mesmo concerto por aqui. Mas aí o blog acha que já está pedindo demais, rsrs. Enfim, é isso. Depois do feriado, a gente volta. Inté!
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Aviso: post em construção!
Sempre, né? Agora que temos toooodooos esses maravilhosos recursos que a tecnologia da blogosfera nos permite, isso aqui virou de vez uma festa. Edita daqui, acrescenta dali, tira de lá e o texto e as informações quentes da Zap’n’roll vão tomando a forma que o autor deste espaço julga a ideal, para manter seu dileto leitorado sempre o mais bem informado possível. Afinal, estamos aqui pra trabalhar em prol do rock’n’roll alternativo e da cultura pop, oxe. E como sempre o post master das quintas/sextas-feiras vem beeeem recheado, com muitas novidades "hot", além do roteiro sucinto de baladas e aqueles prêmios que não podem faltar, claaaaro. Agora, vai vendo: não haveria melhor forma de começar a postagem de hoje falando daquela que é talvez o atual maior fenômeno do novo pop brasileiro. Sim, você já cansou de ouvir falar nela de umas semanas pra cá, e estas linhas blogueiras muito se orgulham de terem sido uma das primeiras a ouvir a garota, assistir a um show dela e comentá-la neste espaço virtual. Mas faltava uma matéria bacana com a moçoila por aqui. Então, resolvemos fazer mais do que uma matéria. Resolvemos, sim, fazer um entrevistão com a fofa, onde ela conta muita coisa que ainda não havia contado em lugar nenhum. Então relaxa, pega um sanduba ou pedaço de bolo (ou um pacote de bolachas), abre um refri ou uma caixa de suco (é mais saudável, óbvio) e vai lendo o blog que nunca pára, que não deixa a ferrugem dominar, que não fala bobagens e que está, sim, sempre em construção, para alegria e satisfação de quem o lê.
* O quê??? Hã??? A xoxotaça Scarlett Johansson, além de arrasar nas telas agora também vai atacar de... cantora? O disco se chamaria "Anywhere I Lay My Head" , e traria dez músicas, a maioria delas covers para canções de Tom Waits, sendo que há a participação do camaleão David Bowie em uma das faixas. Previsão de lançamento: 20 de maio. Alguém aí confirma?
* O quê??? Parte II: o gonzo zapper maloqui aqui sendo novamente entrevistado pela MTV? Pois é, nesta sexta-feira, mais conhecida como amanhã, o autor deste blog sobre cultura pop grava participação no programa "Discoteca MTV", onde irá falar a respeito dos discos "O concreto já rachou" (a obra-prima da Plebe Rude, lançada em 1985) e "A revolta dos dândis" (o segundo dos Engenheiros do Hawaii). É a vida dura do colunista pop superstar, oxe...
* Ah, sim, sobre o show dos Datsuns: foi legal, não mais do que isso. O repertório da banda é bacana, eles mandam bem no palco mas o set foi obviamente prejudicado por dois fatores básicos: o baixo público que compareceu no Inferno, na sexta passada, e também o desconhecimento deste mesmo público em relação às músicas do grupo. Mas valeu a pena, no final das contas.
* E alguns leitores vieram perguntar incrédulos, a este blogueiro zapper, se há alguma influência de folk music no som dos Datsuns. Na opinião pessoal deste jornalista, que possui os ouvidos calejados por mais de vinte anos de jornalismo musical e rocker, não é muito possível haver influência de folk music em uma banda que mistura Ramones e AC/DC no seu som. Anyway, isso é a opinião deste blogger. De repente, tem gente que acha influência de Bob Dylan no som do Slayer. O que há de se fazer?
* New York Dolls? Sorry, o blog não se animou a ir. Mas colheu a opinião de alguém que REALMENTE entende do assunto, a respeito do show. Quem fala é Ricardo Cruz, editor-chefe da Rolling Stone Brasil: "foi legal, mas nada que vá mudar a vida das pessoas a essa altura do campeonato. Na boa, achei o Forgotten Boys melhor". Falouzes, Quinho.
* A ARMAÇÃO DO SÉCULO NO PLANETA TERRA? – Vejam só: a segunda edição do mega festival (e cuja organização impecável foi elogiadíssima no ano passado), promovido por um dos três maiores portais de internet do Brasil (este aqui mesmo, que abriga a Dynamite e a Zap’n’roll, hehe), já tem data pra acontecer em 2008: será no dia 8 de novembro. Até aí, tudo bem. Mas o bicho vai pegar se for confirmada a escalação que está sendo negociada para o evento. A primeira banda fechada pra tocar no Planeta Terra 2008 é a lenda noise pós-punk Jesus & Mary Chain. E além do grupo dos irmãos Reid, também estão sendo negociadas as apresentações do Sonic Youth (dentro da turnê onde o conjunto toca apenas e na íntegra, seu clássico álbum "Daydream Nation") e também do... este outro nome o blog não pode revelar, ainda. Mas se tudo isso se confirmar meeeessssmoooo, não vai ser uma maravilha?
* Aliás, essa parada de grupos lendários do rock fazerem shows ou turnês onde eles tocam apenas o repertório integral de seu disco mais, hã, marcante, está virando mania. Há rumores de que o Echo & The Bunnymen estaria ensaiando para apresentar na Inglaterra um concerto apenas com o track list do sublime disco "Ocean Rain". Detalhe: com o conjunto sendo acompanhado, no palco, por uma orquestra, para reproduzir fielmente os arranjos de cordas que bordam majestosamente as faixas do álbum.
* O Blur poderia fazer o mesmo, mas com "Park Life", na modesta opinião destas linhas blogueiras, o melhor disco deles.
* Mas beeeem antes do Planeta Terra, chega a confirmação da gig da delicinha Joss Stone pelo Brasil. A inglesa branquela e gostosona (e bem nova ainda) e que canta soul, blues e R&B como poucas branquelas (igual a ela, hoje em dia, talvez só mesmo a loucaça, tesuda e genial Amy Winehouse) faz shows dia 13 de junho no Rio (no Arena Rio), 15 e 16 em São Paulo (na Via Funchal), 18 em Curitiba e 19 em Porto Alegre, no festival Pepsi On Stage.
* E voltando ao assunto festivais, vale lembrar também que entre os dias 14 e 16 de agosto, o gigante Mada completa dez anos em Natal. Jomardo Jomas, o homem que comanda o Mada, já confirmou que haverá umas três bandas gringas, além da volta do CSS ao evento e também... a revelação Mallu Magalhães, como não?
* Aliás, é com a fofa Mallu que o blog conversa a partir de agora, aí embaixo.
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QUINZE ANOS: VIEMOS TE BUSCAR!
Bastou apenas um show no começo deste ano (abrindo para o hoje consagrado Vanguart, na Clash Club, em São Paulo), para que aquela garota meio tímida, magrinha, cara de menina mesmo e ainda algo desengonçada no palco, imediatamente apaixonasse quem estava lá, naquela noite. E quem estava lá, além do público normal que vai a shows indies? Algumas figuras carimbadas do jornalismo musical paulistano e brasileiro, como o reverendíssimo Fábio Massari, e também Lúcio "Popload" Ribeiro, Thiago Ney e Zap’n’roll, claaaaro.
Todos se encantaram com a voz e o violão dedilhados pela garota. E mais ainda se surpreenderam com as canções mostradas por ela, que exalavam influências e referências folk da melhor estirpe, como se ela tivesse sido alimentada à base de Bob Dylan, Neil Young e Johnny Cash desde a mais tenra infância.
Daí pra frente o fenômeno Mallu Magalhães explodiu. Vídeos sendo mega acessados no Youtube, shows lotados e concorridos no circuito indie paulistano, entrevistas para a grande mídia brazuca e gringa, e até uma aparição no Programa do Jô, na tv Globo. Ao mesmo tempo, começaram as críticas ao trabalho da garota (claro, quem disse mesmo que toda unanimidade é burra? Foi aquele famoso dramaturgo, o Nel... bom, lembre-se você mesmo, mané): ela seria imatura, não possuiria ainda domínio do instrumento que toca (o violão) e tampouco do inglês, a língua na qual compõe boa parte de suas canções.
Bobagem. Mallu é sim um fenômeno para a sua idade. Um fenômeno, óbvio, que ainda precisa ser lapidado com esmero e maturado. Feito isso, ela tem tudo para se tornar um dos maiores nomes femininos surgidos na música brasileira, nos últimos anos. Afinal, suas referências são as melhores possíveis e ela tem toda a estrutura e apoio necessários pra "chegar lá". E enfim, como Zap’n’roll ainda não tinha batido aquele papo com a doce e meiga Mallu Magalhães o fazemos agora, logo abaixo, quando você lê a entrevista exclusiva que ela concedeu ao blog na tarde de ontem, por msn:
Zap’n’roll – E uma boa pergunta pra começar: você tem quinze anos de idade, e está em qual período escolar?
Mallu Magalhães – Falta esse e mais dois anos, to no 1º colegial.
Zap – Ok. E de repente, foi uma reviravolta na sua vida começar a se destacar como artista. Como isso está influenciando sua rotina escolar? Está atrapalhando um pouco ou você está conseguindo conciliar o estudo com os compromissos de shows e entrevistas que, pelo visto, estão se tornando cada vez mais frequentes?
Mallu – Além de cada vez mais frequentes ta cada vez mais dificil, é bem complicado conciliar. Se tivesse outra saída...
Zap – E se continuar assim e se sua carreira realmente decolar, vai chegar em um momento que você terá que decidir entre continuar os estudos ou partir com tudo para a música. Quando isso acontecer, você já imaginou qual dos dois irá escolher?
Mallu – Música, hehe, mas vou tentar ao máximo até quando nao der mais ( isso se tiver um dia que não dê mais)
Zap – Neste ponto, o que seus pais falam pra você? Eles interferem, fazem algum tipo de pressão ou apenas aconselham e deixam você livre para decidir?
Mallu – Um pouco de cada. Tem uma pressão, mas é uma pressão que eu entendo. Eles dão muitos conselhos. Mas eles me ajudam demais... sem eles eu nunca conseguiria nada. Minha mãe sempre falava pra mim que eu seria alguém... o olho dela brilhava forte... hoje ela fica toda orgulhosa... e o meu pai.. tocava Caetano pra mim e hoje eu tento fazê-lo perder o medo do palco, quando eu peço pra ele tocar 'Letrinhas dos jornais'.
Zap – Bacana, rsrs. Só pra encerrar então esta parte sobre estudos, que carreira você pretendia ou pretende seguir à parte a carreira musical?
Mallu – Eu penso muito entre moda e design. Mas esses dias to mais pra moda porque comprei umas coisas no armarinhos.
Zap – São ótimas profissões, lidam com arte e criação e isso é sempre bacana. E como se deu esse seu envolvimento com música de maneira tão intensa? Há influência de sua família nisso, do seu pai e de sua mãe?
Mallu – Então... meu pai, mesmo sendo engenheiro, sempre tocou o tal do violão. Eu ouvia músicas muito legais saírem das mãos dele. Aí quando eu encontrei os lps dele na casa da minha avó comecei a pesquisar. Teve uma coisa que me marcou. Um dia fui ouvir um disco do Pink Floyd e ouvi uma música que ele tocava pra mim. junto a isso, ouvi Beatles e descobri que cresci ouvindo "Black Bird"... a única que eu sabia de quem era e tal era o "Leãozinho", do Caetano [Veloso]. A minha mãe cuidou da cabeça, ficava olhando fundo e chorando se eu tocava musica nova.

A jovem fã de Bob Dylan: hype que vale à pena!
Zap – Certo. Bom, e você começou a aprender música pra valer com qual idade? E começou a compor suas próprias canções quando?
Mallu – Entrei na aula de violão lá pelos meus 11 mas parei... porque me apaixonei... pelo folk.. lógico, compunha com uns 12/13 mas, tipo, uma música a cada seis meses. Quando deu uns 14 pra 15 anos, aí desembestou, hoje em dia saem de duas a seis músicas ao mês.
Zap´- Uau! Isso é ótimo! Olha, um dos fatores que mais admiro em você é o fato de você ter esse leque absurdo de influências bacanas, como folk music, Bob Dylan e por aí vai, sendo que garotas na sua idade costumam, via de regra, gostar de bandas emocore, pop meloso ou boys bands. Como você acha que você "escapou" dessas influências musicais "nefastas"?
Mallu – É que quando eu encontrei o folk, principalmente o [Bob] Dylan, que conheci pelo [Johnny] Cash, eu me encontrei. Pra que se perder de novo?
Zap – E como você conheceu Johnny Cash?
Mallu – Pelo Elvis.
Zap – Rsrs, e Elvis através dos discos que você encontrou na casa da sua avó, imagino.
Mallu – Hehehe, é. Elvis todo mundo sabe que existe. Mas aí que entra o negocio: quem procura e vê quem ele é de verdade, acaba chegando em muita coisa boa.
Zap – Sim, senhorita. Enfim, agora que você foi descoberta, naquele já lendário show abrindo pro Vanguart, e está se tornando cada vez mais conhecida, como você pretende levar sua carreira? Vai continuar independente mesmo, apesare do assédio de algumas grandes gravadoras que mostraram interesse pelo seu trabalho?
Mallu – INDEPENDÊNCIA!!!
Zap – Você tem empresário, certo? Decidiram em conjunto permanecer independentes ou foi uma decisão exclusivamente sua?
Mallu – Tenho... o Rossatto... então, foi junta: Mallu+Rossatto+papai. Eu não queria falar nada sem saber sabe? Sem ouvir propostas antes. Meu pai não gostou do fato de não ter tanta liberdade.

Foto em família: um pai orgulho, ao lado da filha prodígio.
Zap – Mas as propostas não eram boas?
Mallu – Não sei... pra mim não, não me são úteis. Não por enquanto. Se um dia vier uma proposta que me deixe livre e que esteja preocupada em arte de verdade, aí eu leio o contrato.
Zap – Você mesma afirmou que anda bastante inspirada e compondo muito. Já há planos para gravar seu primeiro disco ou você ainda vai esperar um tempo, para "amadurecer" seu trabalho?
Mallu – Vou entrar em estúdio assim que entrar de férias, em julho. Vai sair logo depois porque tem muito material e eu estou muuuuuito animada.
Zap – Opa, isso é ótimo. E com o disco gravado, você pretende seguir a nova ordem de distribuição musical e postá-lo todo na net, para quem quiser baixar de graça?
Mallu – Não sei ainda... aí a gente vê depois... mas os meus planos sempre envolvem o disco físico e o digital... quem quiser comprar o físico a gente vai deixar disponivel...
Zap – Como está a sua agenda de shows? Parece que você vai começar a tocar em festivais grandes, como o Mada (em Natal) e Calango (em Cuiabá).
Mallu – É, estamos vendo... por enquanto tem o do Studio SP no final da semana que vem. Agora começaram shows cada vez melhores, troquei o pianista e a banda esta com mais intimidade, e mais bem ensaiada também.
Zap – Certo. Pra encerrar, eu gostaria que você falasse do trio folk que montou junto com o Hélio e o Zé Mazzei. Vocês irão tocar na Virada Cultural e parece que agora o trio vai virar coisa séria também. Você pretende levar os dois projetos ao mesmo tempo, o trio folk e sua carreira pessoal?
Mallu – Então, desde que comecei esse negócio de música achei que ia ter uma benefício... mas não esperava tanto... não tocar com meus próprios ídolos. Para mim esse trio é tão profundo e me faz tão bem... mas a idéia dele é ser bem livre para não atrapalhar a carreira de ninguém sabe? Não é sempre que poderemos tocar juntos, nós três... que cada um tem sua carreira.. ( o que deixa a coisa rara... tão rara quanto o folk bom)... mas para mim o trio é um absurdo de especial, e por mais que eu tenha que ficar um pouco distante de vez em quando, eu nunca vou esquecer porque o trio tem muuuuito pela frente.
Zap – Você era fã do Vanguart antes de conhecer o grupo?
Mallu – Sim, hehe.
Zap – Só mais uma questão, que eu lembrei agora: surgiu uma discussão em comunidades no Orkut, sobre quem decide as coisas na sua carreira. E um sujeito que se diz amigo do seu empresário, disse que você possui personalidade forte e que ouve as sugestões de seus pais quanto a forma como se vestir e se portar nas entrevistas etc. Mas no final quem decide tudo é você mesma e seu empresário acata o que você decide. Confere esta informação?
Mallu – CONFERE! Exatamente isso. Eu sou quem eu sou... aí tem gente que gosta, tem gente que não gosta. Eu ouço mas eu também falo. Bastante.
MAIS MALLU MAGALHÃES
Aí embaixo, no vídeo de "J1", que já rola à toda na MTV e também no Youtube:
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ENCONTRO DE GIGANTES INDIES NA OUTS/SP
Yeeeeeessssss!!! Amanhã, sábado, um dos melhores clubes dedicados ao rock alternativo em São Paulo vai ser palco de um encontro que raras vezes acontece ao vivo. Estarão tocando, juntos, pela primeira vez em Sampalândia, os grupos Ludovic e Madame Saatan.

Formado há quase oito anos em São Paulo, o Ludovic é hoje um dos nomes mais conhecidos do novo e emergente rock brasileiro. Com dois discos lançados, o quarteto formado por Jair (baixo e vocais), Eduardo e Zeek (guitarras) e Hugo (baixo) detona um poderoso rock de contornos pós-punk, onde um dos destaques são as letras escritas pelo vocalista Jair, de uma poesia sombria e angustiada, perscrutando as dores de relacionamentos e conflitos da existência humana. Graças à sua atuação insana no palco e à semelhança física de Jair com o saudoso Ian Curtis, o Ludovic já foi muitas vezes chamado de o "Joy Division brasileiro", o que é totalmente justo para definir o trabalho do grupo.

Já o também quarteto Madame Saatan (Sammliz nos vocais, Edinho nas guitarras, Ícaro no baixo e Ivan na bateria), é uma das maiores revelações da cena rock paraense. Formado há cerca de quatro anos em Belém, o grupo rapidamente chamou a atenção do público e de jornalistas conhecidos na rock press (como Alex Antunes e Pablo Miyazawa) por fazer um som poderoso, de guitarras e seção rítmica pesadíssima, mas com ótimas letras em português (resvalando na poesia simbolista de Augusto dos Anjos) escritas por Sammliz. A banda lançou seu primeiro álbum no final do ano passado e há um mês fixou residência em São Paulo. Já com um vasto currículo de shows nos principais festivais indies brasileiros, o convite para tocar com os amigos do Ludovic foi algo mais do que natural.
Vai ser uma noitada rocker fodona e imperdível e este blog vai estar por lá, claaaaaro, amigão e fã que é das duas bandas. E recomenda o mesmo ao seu fiel leitorado: ir na Outs amanhã porque, sem desmerecer os outros shows que irão rolar em Sampa neste finde, vai ser mesmo um encontro de gigantes da nossa amada indie scene.
CLIP DO LUDOVIC
Dá uma sacada aí embaixo e veja parte do que te espera amanhã na Outs:
Ludovic – "Eu fiz pouco caso de um gênio"
POUCAS & BOAS
* Tá bão, tá bão, todo mundo já sabe e você já viu na capa do portal o clip novo do Weezer que vazou na net, pra "Pork and Beans", o single que precede o lançamento do novo disco dos eternos heróis do indie rock americano, marcado para junho. E aê, gostaram? Olha, este palpiteiro zapper aqui achou legal e tal, mas ainda looonge dos melhores dias do Weezer, com certeza.
* Também num Youtube próximo de você, imagens do que deve ser um ensaio do grande Franz Ferdinand, já tocando material do esperadíssimo terceiro disco que, dizem, sai no segundo semestre, com direito à nova aparição do quarteto escocês por aqui, ao vivo e à cores. Como queridos blogs vizinhos já mostraram o vídeo, torna-se desnecessário repeti-lo aqui.
* Falando em Youtube, MTV etc: yep, o blog andou dando uma fuçada na Pitchfork tv e também no site da MTV na última madrugada – e no próprio ex-canal de clips em si. Vai merecer um comentário especial e mais extenso por aqui, provavelmente no comecinho da próxima semana. Mas, de pronto, Zap’n’roll achou o que muita gente deve estar achando: há programas de auditório demais na atual MTV brasileira (tendência importada da matriz americana?). Sim, suas campanhas institucionais continuam bacanas, o jornalismo idem mas o abandono dos clips incomoda quem sempre assistiu a emissora. Eles ficaram relegados ao "Lab", que começa às 4 da matina (!!!), e onde este blogueiro aqui assistiu muita coisa boa na madrugada passada (Radiohead, Blur, Grant Lee Buffallo, Amy Winehouse etc, etc.). Mas não é todo mundo que pode ficar acordado até essa hora pra assistir clips, então... O site da emissora, onde este jornalista rocker não entrava há tempos, está bem legal e concentra hoje muuuuito mais informação do que o próprio canal. Enfim, são opções editoriais, né? Já o Pitchfork, do pouco que deu pra ver (pois a entrada dele na tela do compu "travou" o velho lentium à lenha do zapper blogger), se mostrou bastante diversificado e atual. Mas o blog volta ainda a falar disso com mais calma e com um texto mais, hã, extenso, na próxima postagem, podem aguardar.
* Discos indies que andam animando o pedaço aqui: os mineiros do Enne lançaram seu segundo álbum no começo deste ano. É um disco ok, com muitas guitarras e climas oscilando entre o épico e o etéreo. O que bodeia um pouco é a interpretação algo afetada e espalhafatosa do vocalista, como querendo ser um Rogério Flausino mais rocker e com "atitude".///Já o paulistano Deize Confuza vai bem na praia setentista, com suas guitarras à Led Zep (nem poderia ser diferente, com este nome). As músicas são boas, a capa do disco é ótima e o senão é a produção precária, deixando o som de algumas faixas muuuito baixo.///Agora, boooom mesmo é a estréia do amazonense MezaTrio. Letras acima da média, boas melodias, vocal encorpado e três (o blog disse três!) guitarras que fazem misérias nas nove faixas do álbum.///Por fim, o querido Garotas Suecas lançou um promo legal para a imprensa, com nove faixas onde os paulistanos mostram que estão aprimorando cada vez mais seu rock garageiro com toques de Jovem Guarda. "Difícil de domar" e "Ninguém te ama como eu" já eram muuuuito legais ao vivo. E continuam assim também em disco.///Todos os cds citados aqui podem ser encontrados na loja paulistana Sensorial Discos (www.sensorialdiscos.com.br ou 11/3333-1914).
* Fechando a tampa: afinal, Cabrini é chegado ou não nas "narigadas"? Palpites no pé do blog, plis.
O BLOG ZAPPER INDICA
* Discos: as estréias do MezaTrio e Garotas Suecas. E também as trilhas sonoras de "Control" e "Shine A Light", ambas já em edição nacional.
* Filme: "A terra onde os fracos não têm vez", dirigido pelos irmãos Choen e com absurda atuação de Javier Barden (ganhou merecidamente o Oscar de melhor ator). Já está saindo de cartaz, portanto se você ainda não viu, corra!
* Blog sobre quadrinhos: com a internet literalmente entupida de blogs, de vez em quando é bom darmos uma passeada por alguns deles e indicá-los por aqui. Pois o jornalista carioca Pedro De Luna está mantendo um bem legal no site do Jornal do Brasil, onde ele fala de quadrinhos dando notícias, fazendo resenhas e entrevistas sobre o universo das HQs. Vai lá que vale a pena: http://www.jblog.com.br/quadrinhos.php
BALADAS DA SEMANA
Finde com feriadon à vista? Oxe, a ordem então é se jogar no "crime", rsrs. E a bagunça começa quente hoje, sextona, com a festa oitentista e goth Control, no Inferno (rua Augusta, 501, centrão rocker de Sampa), com direito a show do ótimo Interlude, que faz covers supimpas do Cure. Também hoje, mas lá no StudioSP (rua Inácio Pereira da Rocha, 170, Vila Madalena, zona oeste paulistana) tem showzaço – sempre! – do Vanguart. Mais? Tem mais: Circo Motel e os cariocas do Cabaret (Marvel!!!! Você é um anjo!) na Outs (rua Augusta, 486, centro de Sampa), o rock experimental do cearense Fóssil na Funhouse (rua Bela Cintra, 567, Consolação, centrão de Sampalândia), mais o trio glam Betty57 tocando na Juke Joint (rua Frei Caneca, 304, Bela Vista, centro de São Paulo), e ainda a sempre animada noitada indie MissTake, comandada pela Gringa lá no MiniClub (rua Consolação, 2627, Jardins, zona sul paulistana). E aaaantes de tudo isso, tem show de grátis na USP, no festival alternativo da Poli, a partir das sete da noite, com as bandas Hurtmold, Montage e Moveis Coloniais de Acaju. Vai lá!///Ufa, calma que ainda tem sabadon: e aí, além de Ludovic e Madame Saatan na Outs, você ainda pode se jogar no Inferno, onde toca o semp

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17 Apr, 2008 às 10:34 PM Repórter com opinião própria e sem medo de ser transparente(nem sempre concordo com o Finatti afinal gosto é gosto).
Não tenho dúvidas que essa é umas das colunas mais ricas em matéria de informação sobre a cena alternativa, e sobre os acontecimentos musicais no geral. Sempre chegando antes com as notícias e apesar de não gostar de algumas coisas o Finatti tá sempre fazendo o seu papel que é informar e nunca se mantendo neutro ante a informação.. Isso é importante pq se não fosse assim não haveria diferença entre aquilo que as pessoas classificam como bom ou ruim.. Tá de parabéns Finatti pelas informações aqui transmitidas a nós..
Ótima entrevista com a Mallu, realmente ela é uma garota com diferencial entre os jovens de sua idade
Abração..
18 Apr, 2008 às 2:12 PM Meu, a opinião do Ricardo Cruz não vale apenas pq ele é da RS, que é uma revista média. Se o NYD não tem nada a acrescentar quem tem? O FB, isso é piada. A Malu canta razoávelmente mas não tem voz, ainda precisa melhorar muito. E o que é isso - "e vai lendo o blog que nunca pára, que não deixa a ferrugem dominar, que não fala bobagens e que está, sim, sempre em construção, para alegria e satisfação de quem o lê". Continua prepotente porque continua a alfinetar os outros, imagina só se o rei das bobagens e das desculpas como zap and roll, que se auto intitula gonzo mas nunca saiu daqui não fala várias bobagens. Você se acha, muita prepotência. Cresça!
18 Apr, 2008 às 2:56 PM Shirley Temple tambem foi do Caralho!!!
All systems must fall!!!
18 Apr, 2008 às 3:56 PM Link para o ultimo livro de Jose Emilio Rondeau:
SEXO, DROGAS E ROLLING STONES
http://www.sexodrogaserollingstones.com.br
18 Apr, 2008 às 6:17 PM gostei da fera. ela tem carisma, bom gosto, é autêntica e não tá indo na modinha.
bem produzida vai longe a meninota!
valeu finas, bem pinçada essa matéria, cara.
assim dá vontade de ler esse emblog!
to mandando um elogio pra virar essa onda de neguinho metendo o pau.
deixa o cara trabalhar um pouco e sai do pé
muda o disco ou vaza o duende urucubaca
20 Apr, 2008 às 10:09 AM Frodo gandalf, esse é o típico leitor do finatti, jardin da infância.
20 Apr, 2008 às 7:04 PM Brother Finnas,complementando sua informação sobre os "Coelhomens". O show do Echo & The Bunnymen, em Londres, tocando o OCEAN RAIN na íntegra será no dia 16 de setembro. Os ingressos evaporaram em menos de duas horas.
Sobre a tour brasileira além da data que voce citou no post haverá outras, mas isso só será confirmado no dia 26 de abril.
21 Apr, 2008 às 5:44 PM As músicas do disco citado podem ser ouvidas em http://www.deizeconfusa.com.br
Rock!