
O CSS em ação, ao vivo: o disco é bom, mas não vai mudar a sua vida
(post concluído, enfim, vai lendo!)
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Foi uma semana muuuito complicada.
Yep. Aliás, desde a semana passada, quando dona Telefonica de Espanha "brindou" seus mais de dois milhões de clientes (ou "palhaços") com um inusitado e inédito "apagão" internético, tem sido assim. Aí veio gripe, feriado anteontem, mais outros compromissos profissionais do blogui maloqui e somente hoje, sextona, já outro finde à vista, é que vamos colocar um pouco a casa aqui em ordem. Vida de colunismo e jornalismo rocker é dureza: além de ter que atualizar sempre que possível estas linhas zappers (e com a velocidade feroz com que o mundo pop/rock trafega nos dias de hoje, além da "concorrência" feroz de zilhões de blogs de cultura pop espalhados pela internet, estas atualizações têm que ser feitas com cada vez mais agilidade e frequência), o titular deste espaço rocker virtual também tem várias outras atividades, dentre elas, por exemplo, colaborar com a querida Rolling Stone (bela capa da nova edição, com Barak Obama). E foi uma parada meio grande e complicada para a Rolling Stone que acabou por complicar de vez a atualização de Zap’n’roll esta semana com um post, hã, mais "substancioso", hihi. Mas enfim, aqui está ele, não ainda um mega-post como nos tempos da coluna mas falando (agora sim!) do assunto quente da temporada. Qual? Ué, "Donkey", o faladíssimo segundo álbum do Cansei de ser sexy. Yep, tudo quanto é blog já deu, o disco já faz a alegria de todo mundo na internet (sendo que seu lançamento "físico", ou seja, quando o antiquado cd chegar às lojas, irá acontecer daqui a dez dias ainda), ele será disponibilizado de grátis na rede pela Trama daqui a alguns dias também e tals. Mas como sempre se fala por aqui (e isso é norma deste blog), nunca é tarde pra escrever sobre lançamentos bombados, comentados e polêmicos, como é o caso do "traumático segundo álbum" (defnição da capa da NME desta semana, que você viu primeiro no blogão zapper) do CSS. Entonces, é isso. Vamos nelson porque hoje já é Sexta-feira, tem Vanguart ao vivo no StudioSP, em Sampa (e o blog vai estar lá), vai ter Vanguart logo mais na... tem CSS novo, solo novo do Albert Hammond Jr., o mundo pop gira e a gente tem que acompanhar de perto, certis?
* Entonces, ontem, 13 de julho, comemorou-se mais um Dia Mundial do Rock. Bobagem, né? Desde que a data existe (e lá se vão vinte anos...), Zap’n’roll sempre torceu o nariz pra ela. Como costumamos dizer aqui: não existe dia específico pra se curtir rock, todo dia é dia de rock’n’roll pra quem gosta dele.
* Bien, bien, todo mundo já sabendo que a lista de atrações do Tim Festival 2008 foi engordada na semana passada, quando a organização do evento enviou e-mails para a imprensa (este blog incluso), para anunciar as novas "aquisições" do line up deste ano. E tome Paul Weller, Gogol Bordello e o neo psicodélico/eletrônico MGMT. Bão, e daí? Daê que é louvável a intenção do Tim em apresentar informação pop nova para o público brasileiro. Pena que essa "informação nova" seja tão pouco... atraente. Na real, a produção do festival, mesmo tendo a grana da Tim à sua disposição, deve estar com dificuldade em fechar um grande nome pra botar na escalação da noite rocker. Falou-se em Cure, falou-se em Radiohead (que, segundo informa o fofo dear Luscious na Popload, estará na América do Sul em março de 2009) e por aí vai. Mas ficou-se como isso mesmo que está aí, até o momento: Klaxons, Gossip, Paul Weller, Gogol Bordello e MGMT.
* Weller é gênio e lenda do rock inglês, meio "pai" de toda a geração britpop que encantou o mundo nos anos 90’. Fez parte do seminal The Jam e também criou o não tão imprescindível assim Style Council. Depois sumiu e reapareceu há pouco com um bom disco solo. Já Klaxons é um peido "moderno" chato e com prazo de validade já vencido (ou alguém aí ainda ouve falar em new rave?). Gossip e a incrível vocalista goooorda Beth Dito possui fama de fazer ótimos shows. Gogol Bordello é um mix de punk com referências "ciganas" e deve ser uma chatice. Sobra o MGMT: a dupla americana lançou um ótimo disco de estréia (o "Oracular Spetacular", já comentado nestas linhas zappers), mas quem já os viu ao vivo, diz que no palco a dupla convence muito menos do que no cd.
* Moral da história: Zap’n’roll está seriamente considerando a possibilidade de não ir ao Tim Festival este ano. Será melhor guardar as energias para o foderoso line up do Planeta Terra em novembro (com Jesus & Mary Chain, Kaiser Chiefs, Bloc Party e ainda possivelmente o Raconteurs), ou ainda para volta do REM em novembro.
* OS VANGS E OS MACACOS – O último finde paulistano foi dominado, na seara do rock alternativo, pelos cuiabanos Vanguart e Macaco Bong. O primeiro fez showzaço na última sexta-feira, no StudioSP onde, além de seu repertório habitual, ainda executou na íntegra o cult ep "Before Valleigrand", cujas músicas há muito não eram tocadas ao vivo. A banda estava afiadíssima e foi, sem exagero algum, a melhor performance do grupo dentre as últimas deles vistas pelo sujeito aqui. Já o trio Macaco Bong também tocou na sexta, mas no Belfiori e, como de hábito, impressionou quem estava no show pela ferocidade e precisão de seu rock instrumental com eflúvios de jazz fusion. Na verdade, as duas formações (Vanguart e MB) são, hoje, os dois nomes que a cena musical cuiabana (lotada de bandas cheias de boa vontade mas que ainda derrapam na falta de boas idéias e identidade própria) conseguiu exportar para fora do estado de Mato Grosso e ambas conquistaram já seu espaço junto à grande mídia do país. Os dois são, de fato e de direito, o "orgulho da casa" de Mato Grosso, neste momento. E vão longe, podem ter certeza disso.
* O Vanguart inclusive, vai estar destacado em breve na mega mídia impressa brazuca. Mais o blog não pode falar, por enquanto.
* E o show lá do StudioSP acabou assim:
"Seafood" – Vanguart ao vivo no StudioSP, 11/07/2008
* Zap’n’roll, que voltou às boas relações com o blog vizinho Town Art, se chateou novamente com ele por ver que dois comentários seus enviados para lá não foram publicados. Ambos, educados e atenciosos, alertavam para o fato de que a autora do blog, Maíra, tem cometido muitos erros quando cita nomes de escritores ou obras clássicas da literatura mundial. E ambos foram vetados. Fica a impressão de que a Town Art só gosta de receber e publicar elogios, e prefere varrer o comentário do leitor pra debaixo do tapete quando ele aponta algum erro, ainda que de forma educada. E como Zap’n’roll é a favor de que os colunistas do portal Dynamite dêem sim a cara pra bater, estando inclusive sujeitos a críticas, ela deixa registrada aqui seu descontentamento pela postura de nossa colega de blogosfera pop.
* Só pra constar, a segunda mensagem enviada à Town Art foi esta: "Engraçado que eu fiz um comentário, bastante educado por sinal, no post anterior, até em tom de preocupação, alertando para o fato de que a Maíra erra muito nome de autores e obras literárias (como no caso do Dante, que ela escreveu Dande, mas felizmente já corrigiu), e ela precisa ficar mais atenta neste sentido, para que os leitores não venham cobrar depois - e com razão, claro. E esse comentário não foi postado. Por que? Só elogios são permitidos aqui no espaço reservado aos leitores da Town Art?"
* Bão, chega de enrolação. Vamos de "Donkey".
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CSS – SEGUNDO ATO
Tudo aconteceu, de certa forma, bem rápido para o Cansei de ser sexy. De banda electro-rock underground da noite alternativa paulistana (e que era conhecida e apreciada apenas por uma pequena casta de iniciados e "indies" mais empedernidos) para se tornar uma das grandes sensações do pop planetário atual (com direito a intermináveis turnês na gringa, aparições nos maiores festivais de rock da Inglaterra e Estados Unidos, além de capas na NME como você mesmo viu há alguns dias aqui no blogão zapper), não demorou tanto assim, afinal de contas. A SubPop se interessou pelo combo liderado pelo multi-instrumentista e produtor Adriano Cintra, relançou o álbum de estréia do grupo lá fora – onde ele passou a ser conhecido simplesmente por CSS – e o resto da história todo mundo sabe. Pois aí vem a hora da verdade, ou seja, do segundo disco do grupo. E "Donkey", que já está dando sopa na net mas chega às lojas em seu formato cd na próxima segunda-feira, mostra uma banda um pouco diferente de sua estréia: mais produzida, mais rock e menos electro e com boas músicas. Ainda assim, está longe de ser uma obra-prima.
Ao estampar a banda em sua capa da semana passada, a New Musical Express deu a seguinte chamada: "CSS – o traumático segundo álbum". Não deixava de ser verdade: ao mesmo tempo em que o grupo amealhava a atenção da mídia e do público gringo e começava a se tornar um dos nomes "hot" da cena alternativa planetária, um maremoto interno tumultuava a vida do CSS. Primeiro, o empresário Eduardo Ramos foi posto pra correr, sob a velha alegação de que ele "passava a mão" mais do que devia nos lucros da banda. Depois, foi a vez da baixista Ira Trevisan avisar que estava indo embora – em seu lugar entrou Jon Harper, que havia tocado no Cooper Temple Cause. Em meio a esses problemas e às extensas turnês, o conjunto fez uma pausa e voltou ao Brasil para gravar o segundo disco, que foi registrado nos estúdios da Trama, em São Paulo, no começo deste ano. A produção ficou mesmo nas mãos de Adriano Cintra.

"Donkey", o segundo disco: já numa net perto de você
Aí começaram a "vazar" as primeiras músicas na web. Veio "Rat Is Dead (Rage)", uma cacetada rocker de guitarras afiadas, melodia esperta e dançante e bons vocais de Lovefoxxx. Veio "Left Behind" e aí era novamente em cena o CSS electro. E, enfim, agora temos "Donkey", o segundo disco, em sua versão integral pra quem quiser ouvir. E depois de ouvi-lo algumas vezes (como o blog fez nos últimos dias), tem-se a nítida impressão que o CSS gravou um segundo trabalho, hã, mais coeso, mais bem produzido e que demonstra que as meninas "pilotadas" por Adriano aprenderam de fato a tocar seus instrumentos. Mas nada disso significa que o álbum seja fantástico. Sim, "Rat Is Dead" é melhor do que qualquer coisa gravada por eles no primeiro disco. Mas quando a banda retoma novamente o electro que a tornou famosa, percebe-se claramente que canções como "Reggae All Night" (com seus cafonas ruídos e bases eletrônicas), "Move" (mais electro, aqui com levada funkeada) ou "Believe Achieve" não passam de poperôs banais, daqueles que você cansa de ouvir em fms como a Jovem Pan, Transamérica ou Energia 97. Só que produzidos com a "grife" CSS. Faz alguma diferença, no final das contas?

CSS de bem com a vida, ao lado de uma amiga "desinibida", hihi
Aí vem o outro lado de "Donkey", o lado mais rocker, com guitarras e tal – herança óbvia dos tempos em que Adriano tocava guitarra no Thee Butchers’ Orchestra. E quando o CSS se apresenta mais rocker é que surgem pequenas maravilhas, como "Jager Yoga" (que abre com potência o disco), "Give Up" ou "I Fly", onde o grupo soube construir muito bem a ponte entre guitarras indies mais ferozes e melodias dançantes. É este CSS que se sobressai em "Donkey" e que mostra que o grupo deveria seguir um caminho mais rocker e menos electro daqui pra frente. Mas isso só a própria banda poderá resolver.
Por enquanto o esperadíssimo segundo álbum do CSS demonstra claramente isso: é um bom disco, mais bem produzido e tocado. Mas que não vai mudar a vida de ninguém.
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É TEMPO DE FESTIVAIS – MADA
Um dos maiores festivais da cena independente brasileira, o potiguar Mada, vai agitar novamente a Arena do Imirá, em Natal, a partir do próximo dia 14 de agosto. A programação já está praticamente fechada e além de nomes como Mallu Magalhães, Pato Fu (eba!), Lobão, O Rappa, Autoramas, Cordel do Fogo Encantado e Seu Jorge (aaaaaaaargh!!!), haverá os gringos Motosierra e o desconhecido cantor folk americano Josh Rouse que, no entanto, é bastante respeitado pela rock press dos EUA.
É claro que a programação do Mada 2008 – ano em que o festival completa uma década de existência – poderia estar um pouquinho mais "apetitosa". Mas Zap’n’roll também sabe como é difícil montar um evento desse porte e sabe que o produtor Jomardo Jomas está sempre empenhado em fazer o melhor festival possível para a garotada que todo ano prestigia com força uma das grandes festas rockers do Nordeste.
O blog deverá estar por lá, acompanhando tudo de perto, como tem feito nos últimos anos. E enquanto o Mada 2008 não chega pra valer, assim que novidades sobre ele surgirem, você as lerá por aqui, okays?
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Buenas, o post fica por aqui. Tem mais coisa pra ser comentada mas vamos começar com calma a semana e voltar com maaaaais lá pra quinta-feira, pode ser? Enquanto isso, o blog dá uma movimentada no ambiente colocando novos prêmios em disputa pelo finatti@dynamite.com.br, ou pelo hfinatti@gmail.com. Desta vez, quem enviar seus pedidos aflitos, estará concorrendo a:
* cinco cópias do bacanão primeiro disco do Vanguart;
* e dois pares de convites vips pra ir se jogar na festa Grind no próximo Domingo, na Loca/SP, quando Zap’n’roll irá discotecar dando início às comemorações dos cinco anos de coluna/blog.
Por enquanto é isso. Até quinta ou a qualquer momento em edição "extraordinária", se alguma bomba pintar no pedaço, hihi.
(atualizado e finalziado Finatti em 14/7/2008, às 17hs.)

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12 Jul, 2008 às 4:44 PM Finas, Jocafi não é aquela mãe, lasciva que o proprio filho comia? Bola para frente, meu caro Vc faz a diferença no cenario musical, mesmo com esse teu jeito doidao. A ABRAFIM, se e verdade isso, que se arrependa futuramente, assim como nao e mais independente depois de receber patrocinios ate de estatal. Vc e m,uito diferente dos pamonhas e piranhas caquética de água doce. Beijao
13 Jul, 2008 às 9:55 AM Rosana, é verdade sim e todo mundo sabe, menos você, mal informada. A Abrafim fez isso para se preservar de vexames e constrangimentos que o Finas promovia a cada festival. E sem patrocínios não existem festivais, mas sim mais oprganização e melhores cachês. Assim como um depuramento da cobertura da mídia, nenhum festival gosta de escracho e baixaria.
14 Jul, 2008 às 3:00 AM Rosana, é mentira feia desse Jocafi e todo mundo sabe disso. O Fabrício, presidente da Abrafin, é amigo do nosso grande gonzo e já se manifestou tempos atrás no blog, dizendo que não tem nada a ver esse papo.
Esse Jocafi covarde quer é encher o saco aqui e descaracterizar o trabalho de quem ele tem inveja e ódio. Ô meu, você vive grudado no Finatti? Já esteve em algum festival junto com ele, pra saber como ele se comporta? Ou apenas “compra” papo furado dos outros e passa pra frente como sendo verdade? E desde quando festivais de rock são ambientes monásticos, onde todo mundo vai de batina e véu pra rezar? Tenha dó! Vai procurar sua turma jocafi, bem longe daqui e não enche o saco, pô!
Só uma coisa Rosana: festivais precisam de patrocínio sim. E não tem nada de errado uma empresa como a Petrobras querer patrociná-los, ela está investindo em cultura nacional.
14 Jul, 2008 às 11:12 AM Joga lenha nessa fogueira. hahahaha
ô Finatti, depois diz aí o que tu achou de Motosierra e Josh Rose no MADA...
14 Jul, 2008 às 2:27 PM AFFFFFF...meu cumpadre tem razão
15 Jul, 2008 às 9:31 AM (para Maíra e Finatti)
Finatti querido tem razão! Muito chata essa postura do responsável pelo blog só liberar elogios e vetar crítícas que apontam erros.
Isso tira totalmente a credibilidade do blog e de quem o escreve.
15 Jul, 2008 às 12:25 PM Fábionao tenho nada contra patrocinios, pelo contrario, dinheiro investido na educação e na cultura e sempre bem vindo, mas nao vamos ficar eternamente posando de independente, né? Isso é um conceito um pouco demodé, até Lucio Macia do Nação Zumbi anda fazendo comentarios a favor dos patrocinios. O que tem que ser independente é o pensamento, nao os meios para se produzir algo. E Finatti é de fato um cara independente, conheço muito bem esse rapaz e ele e profissionalismo, coisa rara num cenário que cada vez mais surgem gente se inserindo so porque tem um computador e um rede. Jocafi é meio sem noção da importancia do Finas e toda equipe da Dyna.
15 Jul, 2008 às 10:46 PM o fato de você não citar o animal collective no terra e o national no tim festival dizem muito do seu blog.
16 Jul, 2008 às 3:32 AM O leitor Felipe tem razão, o blog se esqueceu de citar que os grupos citados por ele estarão no Tim e no Planeta Terra.
A questão é: faz alguma diferença??? Se ainda fosse, vá lá, um Franz Ferdinand, um Strokes, Cure, REM, Morrissey...
16 Jul, 2008 às 4:13 PM Isso é anti jornalismo e desinformação. A diferença é que tem gente que possivelmente gosta do Animal collective e do National. Não é apenas seu gosto que vale meu caro
16 Jul, 2008 às 5:09 PM Faz, são dois dos nomes mais interessantes na música mundial ultimamente. Aliás, bem mais interessantes do que os citados.
(eu queria ver o Cure em 89 ou o REM em 1996 no máximo; pra ver bandas com passados gloriosos e presentes não tanto, por que não o Echo and the Bunnymen?)
Outra excelente é o Broken Social Scene, que infelizmente não vem mais. Poucos daqui lamentarão.