Dynamite

Control, enfim!

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Ian Curtis, ex-vocalista do Joy Division: a lenda revista nas telas. 

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 Aaaaaaaaaaaah, preguiiiiiiiçaaaaaaa de feriadon... mas calmaê que a atualização deste post já está a caminho. E a coisa por aqui vai ferver com o papo sobre a "depenência" dos festivais indies (inclusive com a opinião de um dos mais conhecidos produtores da indie scene brazuca, a respeito do assunto), e também sobre mais esse hype chatinho chamado Santogold, para o qual boa parte da mídia rock "descolada" local já está babando ovos até cansar.

Complemento zapper no ar até a tarde deste sábado, podem esperar!

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Alguns mitos permanecem para sempre.

Era este o título de uma das últimas Zap’n’roll publicadas quando ela ainda existia no formato de coluna, até o final do ano passado. O mito, no caso, era Ian Curtis, o imortal vocalista do Joy Division, morto em 1980 e que tinha sua vida contada no longa-metragem "Control", que havia sido exibido na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e aguardava uma data oportuna para a sua entrada no circuito comercial da capital paulista. Pois "Control" finalmente chega às telas da cidade hoje, quinta-feira. E anteontem, ao assisti-lo pela terceira vez nos últimos meses, em sessão fechada para convidados (com todos os refrigerantes e baldinhos de pipoca que a platéia tinha direito, junto com o convite para ver o filme) e ao lado de sua amada amiga de anos, Adriana Ribeiro, este blogueiro zapper decidiu mudar o tópico de abertura deste post (sim, seria outro assunto) para falar novamente do longa dirigido por Anton Corbijn. Afinal, não dá pra deixar de falar de uma história que é caríssima a todo mundo que ama rock’n’roll e cultura pop, seja você um tiozão quarentão como o autor deste blog (e que viveu muito de perto e intensamente a década em que tudo isso aconteceu, os lendários anos 80’), ou um molecão ou molecona na flor (ops!) da sua adolescência. Mais uma vez, na última terça-feira, Zap’n’roll se emocionou, passou sua vida em revista e se viu novamente frente a frente com a história do mito que, no final das contas, era humano como todos nós. Um mito que casou cedo demais, que descobriu o erro que fora este casamento, que se tornou pai cedo demais, que viveu tudo intensamente cedo demais. O homem que tinha problemas sérios de saúde, exacerbada angústia existencial e que se culpava dia e noite pelos sofrimentos que julgava causar àqueles que o cercavam e que ele amava de alguma forma (inclusas aí a esposa Deborah Curtis e a amante belga Annik Honore). O homem, enfim, que começou a se tornar rockstar sem estar preparado emocional e psicologicamente para sê-lo. E que, por tudo isso, perdeu o controle e resolveu terminar com a própria vida também cedo demais. Como outros ícones da história do rock também resolveram abreviar sua existência por talvez se darem conta de que a vida humana, no final das contas, é bastante dolorosa e pesarosa para grande parte das pessoas. "Control" é um grande filme. Joy Division foi uma banda fenomenal e Ian Curtis, seu vocalista e mártir, será eternamente lembrado como mito. Mito da cultura pop. E por ser o mito que foi, nada mais justo do que falarmos novamente neste post sobre o filme que registra esta emocionante e tristíssima história. Sim, as grandes histórias, via de regra, não costumam possuir finais felizes ou edificantes. E a do Joy Division está aí, para confirmar isso.

* Uma história como a de Ian Curtis toca sim, e muito, qualquer pessoa como um mínimo de sensibilidade e compreensão das inúmeras instâncias psicológicas, emocionais e comportamentais que permeiam a vida durante toda a sua existência. Zap’n’roll, claro, possui esta sensibilidade e compreensão até em doses elevadas muitas vezes, como podem atestar as pessoas que convivem com o autor deste blog e mesmo aqueles que lêem periodicamente estas linhas rockers virtuais. Daí ser absolutamente despropositada a gritaria e os ataques sofridos pelo blog no espaço reservado aos comentários dos leitores, onde alguns deles acusaram o autor deste espaço rocker virtual de "insensibilidade extrema" por supostamente desejar a morte de alguém – no caso, do guitarrista Wander Taffo, falecido na semana passada.

* Óbvio que não se tratou disso. Quem leu o que foi escrito no último post e não é burro ou aético, entendeu perfeitamente a mensagem: o blog zapper reconhecia, sim, a importância de Taffo como músico na formação da história do rock brasileiro, mas ressaltava que, se fôssemos deter o olhar apenas e tão somente pelo seu trabalho NA ÉPOCA EM QUE TOCOU NO HORRENDO RÁDIO TÁXI (uma nódoa quase imperdoável em seu currículo), ele já deveria estar sim descansando em paz há muito tempo. Foi uma frase de efeito, claro. Este maloqui gonzo jamais deseja a morte de ninguém, nem de seu pior inimigo. E deplora profundamente quem tem este tipo de sentimento ou desejo em relação a outras pessoas.

* Mas é claaaaaaaaro que gente covardona (porque sequer tem a coragem de se identificar nos comentários com sua real identidade) e que odeia de graça o sujeito aqui, aproveita a deixa e dispara insultos carregados de mentiras no espaço do leitor. Como o tal "colaborador", um otário infeliz que teve seu comentário sumariamente limado pelo próprio autor deste blog, visto que a "mensagem" enviada pelo babaca insinuava supostos problemas envolvendo os familiares do titular destas linhas zappers. Delírios calhordas de quem NÃO conhece a família e muito menos o filho deste jornalista, não convive com eles e, portanto, não tem o direito de vomitar asneiras nos comentários do blog. E cada que vez que o "colaborador" mala insistir nesta prática cafajeste, seus comentários terão o destino de sempre: a lixeira do computador de Zap’n’roll.

* E continuando no terreno das "polêmicas", papo sério: dom Thiaguito Ney, o homem do blog "Ilustrada no pop", dia desses resolveu publicar um texto mais "sério" e "profundo" em sua coluna "Conexão pop", no caderno Ilustrada, da FolhaSP, falando da "dependência" que os festivais ditos independentes do Brasil tem do poder público (leia-se: money) e também de empresas privadas (novamente: money). O repórter, que é conhecido pessoal destas linhas bloggers, mexeu num vespeiro e seu comentário provocou debates acalorados por listas de discussão na web e orkuts da vida. Enfim, Zap’n’roll nem ia entrar nessa discussão mas a coisa tomou tal dimensão que nós também resolvemos dar nosso pitaco nessa história. Vai lendo que logo mais abaixo, você saberá o que este blog tem a dizer a respeito deste, hã, tema tão palpitante.

* E já que o assunto é festivais independentes... agosto vai tremer com as mega edições deste ano do Mada (em Natal) e do Calango (em Cuiabá). O Mada, pilotado por Jomardo Jomas, chega aos dez anos de existência e promete uma super programação que, se tudo der certo, estará aqui neste blog daqui a pouco. De concreto há a musa folk teen Mallu Magalhães tocando na última noite (16 de agosto), uma super banda indie gringa que nunca tocou no Brasil, mais uma vez uma animada tenda eletrônica etc, etc.

* O Mudhoney foi descartado pelo Mada porque a banda só tem datas livres em outubro. E o festival ainda corre atrás do CSS, pra levar o hoje mundialmente grupo electro brazuca novamente a Natal, onde o festival acontece na fantástica Arena do Imirá, de frente pro mar, de 14 a 16 de agosto.

* Já o cuiabano Calango acaba de mudar suas datas. Ele agora rola de 8 a 10 de agosto em novo local, o Centro de Eventos Pantanal e que, segundo o produtor Pablo Capilé, é um local mega-estruturado. Além dos shows em si, haverá quatro dias de debates e palestras com produtores e jornalistas estrangeiros, sendo que o Calango também corre atrás de uma banda francesa e outra argentina pra integrar o cast do festival que, ainda segundo mr. Capilé, vai ser fodão. Aguardemos pois.

* E antes disso tudo, neste finde de feriadon prolongado, rola mais uma edição do Bananada em Goiânia, que este ano também está com uma programação beeeem boa. Mas isso é assunto pra falarmos melhor mais aí embaixo.

* E no meio disso tudo vem a notícia de que a nossa, a sua louca e junkie e genial Amy Winehouse vai estar sim no gigante festival inglês de Glastonbury, onde ela se apresenta em 28 de junho. É, pelo jeito, é o começo da "virada" na carreira da magrela tatuada, que canta pra caralho. Estamos torcendo por isso!

* Pena que o Joy Division não esteja aqui, hoje em dia, pra tocar num festival desses, né?

MÚSICA, DOR, MORTE, VIDA

(texto sobre o filme "Control", publicado na coluna Zap’n’roll, no final do ano passado)

"Eu tenho uma camiseta preta onde está escrito Joy Division, acima do desenho que mostra a evolução gráfica da explosão e nascimento de um Pulsar no cosmos". Muitas vezes o autor destas linhas digitais pensou em dizer isso pra alguém, uma pessoa imaginária, como se ele fosse um adolescente que possuísse um bem precioso que poucas pessoas tivessem igual. A camiseta de fato existe. Ela está velha, gasta, puída. Mas nas últimas semanas chamou a atenção de pelo menos duas outras pessoas, em duas ocasiões distintas. A primeira aconteceu numa madrugada de domingo para segunda-feira, quando o zapper aqui jantava na padoca da Praça da Árvore, próximo à sua casa. Um casal também jantava lá e o cara, todo de preto e com um chapéu na cabeça, olhou para o colunista e disse: "legal, você curte Joy?". Diante da resposta afirmativa, ele se animou com o papo e disse que curtia muito a banda desde garoto bla bla blá.

Dias depois a coluna está próxima ao metrô Santa Cruz (na zona sul de Sampa e também próximo à casa do autor deste blog) e entra numa farmácia para comprar alguma bobagem qualquer de higiene pessoal. A garota que vem atender o colunista, muito nova, bastante simpática e bonita, olha para a velha camiseta e exclama: "adoooooro Joy Division, vou sempre no Madame Satã, você vai lá também?". Sim, a coluna vai lá há uns vinte anos. Aliás, só não tem ido mais porque o velho casarão está há meses novamente fechado – até quando não se sabe.

Mas o que essas histórias têm a ver, afinal, com o tópico que abre a coluna desta semana? Tudo. São duas historietas que ilustram bem o tamanho do mito que cerca Ian Curtis e seu grupo, Joy Division, mesmo vinte e sete anos após o fim da banda. Tanto Ian quanto o próprio Joy eternizaram seus nomes e sua obra no rock mundial com apenas dois discos, os magistrais "Unknow Pleasures" (de 1979) e "Closer" (de 1980, este inclusive teve reproduzida aqui uma resenha ao seu respeito, escrita há duas décadas por Zap’n’roll. Uma resenha publicada na extinta revista Somtrês, e que a coluna reproduziu neste espaço online quando ele foi quase que totalmente dedicado a comentar a morte do inesquecível Tony Wilson, fundador da lendária Factory Records, a gravadora não apenas do Joy Division, mas de todas as bandas que importaram em Manchester, Inglaterra, nos anos 80’). Ian é o que todo mundo já sabe de cor e salteado: sujeito brilhante, poeta do desencanto e da desilusão existencial, que sofria com suas crises de epilepsia, com o fracasso do seu casamento com Deborah Curtis, com a culpa que sentia por trair a esposa com a amante belga Annik Honoré, com o fastio da vida conjugal, com o fato de – talvez – não querer se tornar um rockstar. Tudo isso resultou em seu suicídio, por enforcamento, em 18 de maio de 1980, quando ele tinha apenas 23 anos de idade. Se matou como todos também estão cansados de saber: após passar a madrugada assistindo ao filme "Stroszek" (do cineasta alemão Werner Herzog) e ouvindo "The Idiot", a obra-prima irretocável da carreira solo de Iggy Pop. O Joy Division acabou ali e das suas cinzas surgiu o New Order. 

Toda essa história de nascimento, vida, dor, música e morte de Ian Curtis é, enfim, recontada sob uma perspectiva brilhante no filme "Control", dirigido por Anton Corbijn e que entra finalmente em cartaz nos cinemas paulistanos a partir desta quinta-feira. Sim, poderia ser mais um filme sobre a vida atormentada de um rockstar que resolve se matar, como tantos que já foram feitos na história do cinema. Mas aqui está se falando de Ian Curtis. E do Joy Division. Então, tudo passa a ter uma dimensão assustadoramente monstruosa em termos de importância musical, contexto histórico dentro do rock’n’roll e, principalmente, em termos de estarmos olhando na tela, diante de nossos olhos, um pouco de nós mesmos (e nossos conflitos íntimos, emocionais e amorosos, nossas dúvidas, angústias, inseguranças sejam elas quais forem), de nossa vida nos últimos vinte anos. Sim, é como se a sua existência estivesse sendo revista ali, com a dramaticidade que aquele momento exige.

Se o filme é bom? Sim, é. Corbijn, que nunca tinha rodado um longa mas celebrizou-se por dirigir centenas de clips para o U2 e o Depeche Mode, além de fazer muitas capas para o segundo e fotografar outros zilhões de celebridades do pop oitentista, optou por narrar a trajetória de Ian através de um distanciamento calculado – que, num primeiro momento, passou a este colunista a impressão de frieza narrativa. Um distanciamento necessário para se evitar sentimentalismo ou comoção gratuitos já que a vida de Ian é por si só objeto de comoção e todos sabem como ela terminou. Portanto, não era preciso carregar com tonalidades intensas um relato já pleno de intensidade. Tanto que o diretor optou por filmar em fantástico preto e branco, outro ponto alto do filme, com sua belíssima fotografia algo difusa e sombria.

O ator Sam Riley interpreta Ian Curtis com espantosa entrega. Os dois se parecem bastante, de fato. Mas o que chama a atenção mesmo é o desempenho do Joy Division "cover" que atua no filme, interpretando com uma honestidade e perfeição pungentes as imortais canções da lenda do pós-punk inglês. É emocionante ver Ian assistindo ao lendário show dos Sex Pistols em Manchester, em 1976 (e que, segundo jornalistas ingleses, talvez seja o show mais importante de toda a história do rock’n’roll, pelas conseqüências que ele acarretaria no pop britânico), e depois sair do local decidido a montar sua própria banda. É mais emocionante ainda ver esta banda, ainda se chamando Warsaw, fazendo seu primeiro concerto. E é igualmente sensacional presenciar o nascimento de clássicos como "She’s Lost Control", "Transmission" e "Love Will Tears Us Apart".

 

"Control" tem defeitos? Alguns, óbvio. Peca por levar a tela a visão dos fatos a partir da biografia escrita pela viúva de Ian, Deborah, que o amava sem dúvida. Mas que não deixou de mostrar sua mágoa pela traição cometida por Curtis. Há também uma excessiva alternância entre planos que focam Ian Curtis mergulhado em suas angústias existenciais e outros que flagram o grupo em ação no palco. Por vezes, parece que tudo se trata de um enoooorme vídeoclip dirigido por Anton Corbijn.

Nada disso, porém, tira o brilho e a importância de "Control" – que, de resto, ainda possui uma impressionante reconstituição de época (no caso, da Inglaterra do final da década de 70’), como bem observou o colega Sérgio Matins, de Veja, que estava ao lado de Zap’n’roll na sessão para a imprensa do filme, no último sábado pela manhã (é, são os sacrifícios que nós, pobres jornalistas, fazemos por nossos amados leitores).

Trata-se, enfim, de um filme exatamente sobre tudo o que importa em nossas vidas: nascimento, arte, música, sofrimento, questionamento existencial, dores emocionais, morte. Vá assisti-lo o mais rápido possível. Pois, no final das contas, "Control" nos ensina que alguns mitos, por sua importância e genialidade no contexto cultural da humanidade, são eternos. E Ian Curtis era um desses mitos, ainda que fosse demasiado humano e atormentado para suportar o peso de ser este mito.

* Ah sim, Zap’n’roll ainda vai guardar por muito tempo sua camiseta puída do Joy Division.

E NESTE SABADÃO, NA OUTS/SP...

Há muuuuito tempo o povo indie paulistano não aguardava com tamanha ansiedade um Sábado como este agora, dia 24. Vai vendo: sabadon no meio de feriadon prolongado. Show do Vanguart na Outs, sendo que a banda está em momento de plena ascensão em termos de público e mídia. E, de quebra, o maloqui zapper gonzo vai pilotar a discotecagem do bar das três às cinco da matina.

A expectativa é de casa lotadaça, com um bando de malucos e lindaaaaaaas e gostooooosaaaaças indie girls se acabando tanto no show dos Vangs quanto na pista no andar de cima. Não é à toa que o chapa Éder Bruno, ex-integrante do saudoso grupo Blemish, disparou no scrapbook de Zap’n’roll, no Orkut: "Vanguart+Outs+discotecagem do Finas=balada imperdível", hihihi. Ou seja: e precisa estar fora de Sampalândia num feriado desses??? Claaaaaaaro que não!

O blog espera ver tudo mundo por lá no sábado. E não custa nunca lembrar: a Outs fica na rua Augusta, 486, centrão rocker de Sampa. Vai lá que a noitada rocker vai ficar na história!

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* Pode ficar calminho aê que este post está só no comecinho. Ele vai crescer horrores até o final do feriado desta quinta-feira e, aí sim, será encerrado, com a nossa habitual desova de prêmios, indicações de lances legais e o roteiro de baladas, né? Então colaê mais tarde que logo mais tem maaaaaais...

(enviado por Finatti às 16:30hs.)

2 respostas para “Control, enfim!”

  1. Tati Disse:
    Putaquepariu... que delícia falar de Joy Division, que delícia falar de Ian Curtis, que delícia ler tudo isso de você.

    Beijos meus.
  2. Eder Bruno Disse:
    Finas... Eu assisti mais de três vezes "control" e ainda vou assistir mais... sábado promete. Ah, e apesar do Blemish ter me proporcionado boas histórias e muito prazer com as canções Silver Box Song, King Kong, Rain, entre outras, infelizmente, não toquei com os caras, ah não ser em alguns luais movido a boas doses de vinho e cerveja. Por falar nisso quem quiser desfrutar de algumas dessas canções é só acessar o myspace dos caras myspace.com/blemishweb Tem bandas que deixam saudades...

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