
A formação clássica dos Smashing Pumpkins: a banda foi fodaça, mas o estrelismo acabou com ela
Sextona e quase que o novo post dança.Motivos não faltaram pra atrapalhar o andamento das coisa no quintal zapper. A semana já começou com o blogger doidon enfiando o pé na lama (em plena segundona e em uma balada que, por motivos óbvios, não pode ser relatada em detalhes aqui, já que ela foi turbinada por vaaaárias doses de vodka Skyy e...) e prosseguiu, entre acertos de pautas para as próximas edições da Rolling Stone (onde o rapaz aqui colabora), resoluções de tretas internas na Dynamite etc, etc, etc. Até que deu pra falar do disco do Nikolai Fraiture e... poin! O que fazer no post das sextas, que sempre anima o finde de nosso fiel e dileto leitorado? Buenas, queima o juízo daqui, especula dali e Zap’n’roll se lembrou que um dvd duplo do outrora graaande Smashing Pumpkins tinha acabado de ir pras lojas, sem ninguém falar muito do dito cujo. Pois então você, que sempre acompanha essas linhas rockers virtuais, poderá saber um pouco sobre ele neste post, além de algumas historinhas que povoam a vida do blogueiro e que foram vividas ao som dos... Smashing Pumpkins, claaaro. Mas antes, como sempre...
♣ Sacanagem I: larápios invadiram a house da nossa deusa (ex?) junky Amy Winehouse, em Londres, e fizeram uma limpeza no local. Amy esté em férias no Caribe, ficou putíssima quando soube do babado e deve voltar logo pra capital inglesa, onde pretende finalmente iniciar as gravações do esperadíssimo sucessor de "Back to Black".

Puorra: assaltaram o apê da pobre Amy
♣ Sacanagem II: o blog Ilustrada no Pop informa que os shows do Kiss (dia 7 de abril, no estacionamento do Anhembi, zona norte paulistana) e do Iron Maiden (dia 15 de março, no autódromo de Interlagos, zona sul da capital paulista), em Sampa, só terão 30% da cota de ingressos destinados à meia-entrada. Aí, vem a pergunta: você terá coragem de, no caso do Kiss por exemplo, pagar R$ 170 pilas pra ficar em pé num horrendo espaço de asfalto e concreto sem conforto algum, e ainda pra ver apenas Gene Simmons e Paul Stanley da formação original da banda, sendo que ambos já estão caindo aos pedaços? Fala sério...
♣ Sacanagem III: os Titãs anunciaram que lançam disco novo em 2009. Como já disse o outro: "meu defeito é não saber parar...".
♣ E na capa da NME desta semana, óbvio, o graaande Franz Ferdinand cujo novo álbum, o "Tonight", é um dos mais ouvidos pelo blogueiro zapper há dias.
♣ Alguém aí, pooor favor, pode contar como foi o show do Little Joy ontem ou anteontem, em Sampa? Caralhos, nem uma linha sobre as duas apresentações em lugar algum! Nem na Popload (Lussssssciiiiiiioooooouuuuuuuuussssss, onde está você?), nem no blog de dom Thiaguito Ney, nem na Scream & Yell, nem na puta que o pariu... assim fica difícil, né? Zap’n’roll vai no show da próxima quinta-feira. E se até lá nada ainda tiver sido publicado sobre a gig do LJ, a gente faz isso aqui, podexá!
♣ Aliás, esse papo e essa dicussão toda no espaço dos leitores zappers sobre qual é o melhor blog brasileiro dedicado à cultura pop, vai render um bom tópico aqui, neste post de hoje ainda ou no próximo, no comecinho da próxima semana. Pode esperarrr...
A ASCENSÃO E QUEDA DE UMA LENDA DO ROCK
Billy Corgan, em algum ponto de sua carreira como vocalista, letrista, guitarrista, principal compositor e "dono" dos Smashing Pumpkins, achou que podia ser Deus. Ou alguma espécie de Deus. Isso deve ter acontecido lá pelos idos dos 90’, quando o SP ameaçou se tornar uma das maiores bandas de rock do planeta, graças a discos fodaços (como os três primeiros e melhores até hoje, "Gish", "Siamese Dream" e o fantástico álbum duplo "Mellon Collie And The Infinite Sadness"), a canções igualmente fodaças ("Siva", "Rhinoceros", "Cherub Rock", "Today", "Dsarm", "Bullet With Butterfly Wings", "1979", "Zero", Tonight Tonight", "Ava Adore" e "Perfect", só pra ficar nas que realmente se imiscuíram no incosciente de milhões de fãs) e a uma musicalidade sem igual, que combinava arroubos de heavy rock, guitarras em distorção plena, melodias tratadas com acento pop, esgares de psicodelia, arranjos de cordas se intrometendo em instrumental vulcânico e um vocalista de ótima infelexão aguda, e que escrevia poemas épicos como se estivesse mastigando um pão com manteiga.Tudo isso está e não está em "If All Goes Wrong", dvd duplo que saiu em novembro nos Estados Unidos e que foi lançado no comecinho de janeiro último no Brasil, através do pequeno selo Laser Company. O Smashing Pumpkins grandioso e grandiloquente, que sai dos delírios engendrados pelo ego descomunal de Billy Corgan, está lá: nas quatro horas e meia (!) registradas nos dois discos, uma espécie de crônica com viés histórico vai sendo contada sobre o grupo. Uma crônica que captura um show do conjunto realizado no célebre teatro Filmore, em São Francisco, no verão americano de 2007, além também de mostrar a banda em ação em gigs pela Inglaterra, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. Tudo é cuidadosa e primorosamente filmado – em Frisco, foram utilizadas nada menos do que 12 câmeras de alta potência e definição, para registrar o concerto. Além disso, o dvd ainda exibe depoimentos de fãs célebres do grupo, como o gênio Pete Townshend, o homem que fundou o Who, declarando seu amor pelos Pumpkins. E não falta material inédito no dvd: aliás, o fã que espera pelos clássicos do grupo no registro, pode esquecer. Com exceção de "Heavy Metal Machine", "Zeitgeist" e mais algumas músicas que já pertencem à fase algo decadente do grupo, o grosso do material colhido no Filmore é de canções inéditas. E, entre essas, alguns momentos ainda trazem de volta o grande SP dos anos 90’. Em outros, a banda se perde em delírios musicais enfadonhos, que nada acrescentam ao seu passado glorioso.
SMASHING PUMPKINS AÍ EMBAIXO
Com a formação clássica da banda tocando uma versão ao vivo de "1979" "1979", ao vivo
♣ Até este sábado à tarde vem maaais, porque o blogon ainda precisa falar de um mooonte de paradas. Mas se liga que começa hoje, sexta, no Centro Cultural São Paulo, o bacanudo festival Power Trio De Luxe, somente com grupos que possuem a formação mais clássica e primitiva do rock’n’roll: guitarra, baixo e bateria. E pra começar bem o lance hoje tocam Zefirina Bomba e Faichecleres; amanhã será a vez de Bad Luck Gamblers e Rock Rocket; e domingão encerra tudo com The Dead Rocks e a volta do Little Quail & The Mad Birds (uia!), em sua formação original reunida especialmente para o festival. Cola lá, na rua Vergueiro número 1000 (Paraíso, zona sul paulistana), a partir das sete da noite, e caia no rock’n’roll!
♣ Ah, sim: também tem Forgotten Boys e Los Porongas hoje, no StudioSP, lá na Augusta. E amanhã a rua mais rocker de Sampa ferve pra valer, com Zumbis do Espaço na Outs (no número 486) e Ludov e Banzé no Inferno (bem em frente, no 501). Ou seja: baladas rockers pra curtir a valer!
SAIDEIRAS PÓS FINDE
♣ Okays, okays, o blog anda atrapalhado com essas atualizações posteriores e reconhece isso. Era pra ter entrado mais umas coisinhas aqui no sabadón mas bateu aqueeela preguiça e aí... Posts mais “gorduchos” e caprichados voltam a aparecer aqui logo após o carnaval, quando o país volta a funcionar de fato. Palavra de rocker blogger doidón, certis?
♣ Claaaro que não vamos resistir e vamos sim reproduzir, aí embaixo, a foto que já circulou por tudo quanto é canto na net (inclusive nas páginas de notícias do nosso portal) nos últimos dias, e que mostra o “ser vivo mais maravilhoso do mundo” como ele veio ao mundo. Yep, Morrissey, nos seus gloriosos 50 anos de vida, está peladão (ao lado de sua banda), pra divulgar o single “I’m Throwing My Arms around Paris”, faixa de seu novo e fodaço álbum “Years Of Refusal”. E, cá entre nós, tia Mozz está ótima para a sua idade, non?
No próximo post tem papos sobre a blogosfera brazuca que se dedica à cultura pop, mais o festival Grito Rock em São Carlos, mais uns DVDs bacanas que a ST2 acaba de lançar (tem dos Happy Mondays e da Juliette & The Licks) etc, etc. Ele entra no ar nesta quarta-feira, beleusma?Enquanto isso, você continua enchendo a paciência pelo finatti@dynamite.com.br, pra tentar ganhar:
♣ CINCO PARES DE INGRESSOS pro show do gothic mor Peter Murphy, no próximo dia 14 de fevereiro, na Via Funchal, em São Paulo;
♣ DOIS INGRESSOS para os shows que o Radiohead faz em março no Brasil, sendo um ingresso para o Rio De Janeiro (dia 20) e outro pra Sampa (dia 22). FUOMOS!Logo mais o blog volta. Vai ter baladaça Zap’n’roll dia 14 na Outs/SP, no carnaval em São Carlos, dia 7 de março em Campo Grande e muuuito mais assuntos que daqui a pouco você estará lendo aqui. O blog faz uma pausa rápida e deixa aqueles beijos quente na Silvana Moia, na Lorena, na Karin e na Thayanne. Até!
(finalizado por Finatti em 2/2/2009, às 16:40hs.)

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30 Jan, 2009 às 4:52 PM Estamos calmos Phinnas!!!!!!!!!
Vai sábado no Inferno?
30 Jan, 2009 às 6:53 PM GS e PS estão em pedaços, e ainda assim tocam mais que aquela bandinha cuiabana.
30 Jan, 2009 às 8:09 PM Finatti sua caixa de e-mail esta lotada
2 Feb, 2009 às 11:03 AM Acabaram com você e suas mentiras no outro post. O Cara do IG te detonou.shauashuaahsua...e fez a verdade vir a tona. Caia na real, you is nothing.
2 Feb, 2009 às 12:12 PM O show do Little Joy foi OK. Muito competente, mas nada de incrível. Foi uma baladinha, sabe como é. Fora ter atrasado 3 horas na quarta-feira, pelo que não ouvimos nem uma mísera desculpinha. Os caras disseram que era o máximo estar no Brasil. OK. Valeu pela balada e porque não foi caro. Mas é só. Não ganhamos nenhuma performance digna de nota. Talvez a idéia seja essa mesma.
2 Feb, 2009 às 2:16 PM Valeu pelo toque, Eliane, é de leitores assim como você que eu gosto e espero ter sempre a audiência. Estou indo no show do LJ nesta quinta-feira, e pretendo dar minhas impressões aqui (algo que não vi em outros blogs, por incrível que pareça).
Quanto a esse Tom of Filand, sem comentários, rsrs. O beócio ainda não sacou que, se algo está liberado aqui, é porque EU liberei, kkk. Mas normal, o blog segue em frente enquanto a cachorrada sarnenta (e covarde) late.
2 Feb, 2009 às 2:47 PM Discordo médio da Eliana, achei o show beem legal!! Ao vivo fica muito mais animado que o CD!!! A galera empolgou bastante e a maioria das pessoas sabia todas as letras!
Agora, a organizção tava foda mesmo... Estava um calor INFERNAL lá dentro... colocaram uma banda de abertura (cidadão instigado, que eu acho bem legal!!) sem avisar ninguém (teve gente que viu a barba e deve ter achado que era o little joy já...haha) o que fez com que o show atrasasse muito... teria sido muito mais legal e agradável apra todos, se tivessem informado os horários/banda de abertura direito, e tivessem um sistema de ar que funcionasse pelo menos um pouco (o calor já estava insuportável no show do Mudhoney ano passado!)
MAs valeu os 60 paus com certeza!!
abraço
ah, tem um comentário com seu nome no site da ilustrada, é seu mesmo??
2 Feb, 2009 às 2:59 PM Sim, Fábio, é meu mesmo, achei que o "recado" do Chuck tinha endereço certo e como não sou de apanhar calado...
Buenas, tamo aqui na atividade (hihi), concluindo o último post e já pensando no próximo.
Abrax, amigão!
2 Feb, 2009 às 3:55 PM haha manda ver!!
2 Feb, 2009 às 5:21 PM Sua prepotência e falta de noção é de impressionar. Porque você acha que o Chuck deixaria aquele recado pra vc na ilustrada pop? Não se leve tanto a sério. O Canônico deu uma resposta a altura. Lá, como em outros blogs, inclusive aqui no Dynamite, não existe espaço para ofensas, fofocas e baixarias.
2 Feb, 2009 às 8:29 PM "Estou indo no show do LJ nesta quinta-feira, e pretendo dar minhas impressões aqui (algo que não vi em outros blogs, por incrível que pareça)."
Aí está a prova de que o Finatti só considera os blogs do Lúcio e do Thiago Ney como "concorrentes". O Trabalho Sujo publicou uma longa análise sobre o show e o With Lasers também deu uma penca de vídeos sobre o show. Sem falar na cobertura brilhante do Urbanaque. Só porque o Finatti ficou com a terceira divisão das credenciais (só losers foram credenciados para o último dia) fica mentindo que nenhum blog deu nada sobre o Little Joy. Mais uma vez ele sacaneia seus pares e tenta inutilmente iludir seu leitor. ESSA É A VERDADE!!!
2 Feb, 2009 às 11:46 PM Eu ia DELETAR o comentário desse Robert aí de cima, mas resolvi liberá-lo pras pessoas verem/lerem a que ponto chega a idiotice e a perseguição doentia movida por um ser humano a outro.
Considerar que um jornalista é mais ou menos importante do que seus pares porque ele foi credenciado para o último show de uma banda em turnê numa cidade, e não para o primeiro, é mesmo o fim da picada. O cúmulo da bizarrice e da imbecilidade de argumentos - não apenas eu, mas dezenas de jornalistas espalhados pelo mundo já assistiram sensacionais shows derradeiros de bandas em turnês. Fui na terça em SP assistir ao segundo do REM, e lá estavam também amigos e colegas meus da Rolling Stone, da Folha e da Dynamite. O show foi algo inesquecível. Só que, na ótica desse quadrúpede, somos todos losers. Hahahahaha.
No Duran Duran, também fui na segunda noite (que caiu num sabadão e estava bem mais cheia do que na sexta, a primeira noite). E ainda fiz a resenha do show pro Guia da Rolling Stone. Sim, sou loser. O COVARDE E MENTIROSO aí de cima, que não mostra sequer a cara, é que é um grande vencedor.
Por fim, Urbanaque (que é um site bem bacana) e os outros citados por esse otário deram sim resenhas do show do LJ, mas beeem depois que eu tinha reclamado aqui que eu não havia lido nada em lugar nenhum.
Abração seu babacão!
3 Feb, 2009 às 5:45 AM "E ainda fiz a resenha do show pro Guia da Rolling Stones"
Finatti: o nome da revista é Rolling Stone. Rolling Stones é a banda. Kkkkkkkkkkk.......
Quando o último show da turnê paulistana é no dia seguinte não tem problema, mas quando é na semana seguinte, após dois shows que todo mundo já viu e resenhou, sua análise não interessa pra ninguém. Eu não fui e já li tudo o que queria sobre o Little Joy. De todo modo, duvido que voce vai estar chegando no horário para pegar o show completo <que é curto e começa 11 e meia em ponto>.
3 Feb, 2009 às 7:23 AM UAHUAUAUAUAUHAUHUA
O Finnas ficou putissimo!
Quando alguém põe o dedo bem na ferida ele chora feito uma franga louca!
Os posts do TS e do WL costumam ser melhor que os seus, porque eles não perdem tempo com comentários. (sim são beeeeeem melhores que os seus, ou você acha que esse aí do Smashing Pumpkins foi um puta posssst legal... nada a ver, "banda que queria ser deus" affffffff vc é péssimo)
Ahhhh e Brasileiros como você ("depois do carnaval eu volto a trabalhar") que destroem a imagem do nosso país, aqui e na gringa! (sério, vale a pena vc dar uma lida num post do Micki Mihich "Coisas Soltas em NY" bem sua cara)
http://dynamite.terra.com.br/blog/coisassoltasemny/post.cfm/porque-o-brasil-nao-vai-para-a-frente
BABACÃO É VOCÊ, QUE XINGA SEUS LEITORES. (querendo ou não, esses são os seus leitores, um seleto grupo de pessoas que só lêem seus posts. Não, não tenho nada melhor pra fazer neste horário.)
ps.: não precisa liberar esse não tá, não conto pra ninguém.
3 Feb, 2009 às 12:52 PM Salve Finas! Cá estou na área novamente, me preparando pra voltar às aulas lá na USP. Será que esse dvd do Smashing vale uma olhada? De qualquer forma, continuo fiel ao blog que, na média, está muito melhor do que outros que vejo por aí na internet. Só estou sentindo falta de postagens maiores, quando elas voltam?
Nem vou comentar sobre esse pessoal doente que continua vindo aqui pra te amolar, é perda de tempo. Mas o cara querer te corrigir escrevendo "voce vai estar chegando...", é digno de dó da figura. Pasquale nele Finattão!
E forte abraço tb!
3 Feb, 2009 às 2:57 PM Fabio Souza é o Finatti galera!!!!! Ou é fora de si, como o tal: "De qualquer forma, continuo fiel ao blog que, na média, está muito melhor do que outros que vejo por aí na internet. Só estou sentindo falta de postagens maiores, quando elas voltam?" - O que?? Aquelas postagens enooooormessss, chatas e cheias de estórias inúteis.
3 Feb, 2009 às 9:19 PM finatti, eu odeio você. tenho as minhas razões, nem vou entrar no merito de falar sobre isso.
cheguei aqui por uma pesquisa no google, nao por ser sua leitora, e nem discuto as opinioes dos outros sobre voce.
mas, já que vc pediu uma dica sobre o little joy, nao sei se vc brigou com o matias tmb, mas ele fez a melhor critica sobre o little joy que eu li. foi do segundo show, no qual estava, e, de verdade, o texto é incrivel. se vc conseguiu arrumar briga com ele tmb, fazer o que.
http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/2009/02/01/piratas-no-caribe/
3 Feb, 2009 às 9:36 PM Luiza, dear, procure abstrair seu sentimento de ódio por mim, é algo muito negativo (o seu sentimento) e só faz mal a vc mesma, tanto para a sua saúde quanto para o seu lado emocional.
Quanto ao Matias, nunca briguei com ele e nem teria motivos para tal pois ele sempre foi um lorde comigo (se estava sendo diplomático ou algo falso, aí só ele pode dizer, rsrs). Como eu já disse aqui uma renca de vezes (e, pelo jeito, vc não leu), acho o Matias um bom jornalista, seu blog legal e ele é boa praça.
Abraços!
3 Feb, 2009 às 10:57 PM Finas, alguém que te corrigiu escreveu “Você vai estar chegando”! hahaha
Gerúndio dói na alma!
E para os nacionalistas residentes no exterior: Hei, precisamos de patriotas como vocês aqui para construir a boa e verdadeira imagem do Brasil, voltem...
Finas, enquanto os que odeiam você e seu blog continuarem sendo seus leitores é excelente, né não?
Bom, aguardo o post! Abs
4 Feb, 2009 às 1:24 AM Faltam 48 horas para o Finatti ver o show do Little Joy, 97 horas para ele postar a resenha aqui e menos de um minuto para a gente perceber que ela não acrescentou nada {a não ser que ele dê barraco lá, xingue o Amarante (que odeia Finas), brigue com o Bansinski etc}
4 Feb, 2009 às 12:11 PM Killing The Arab
Evoquem, meus caros companheiros, uma imagem tocante: crianças e/ou adultos (pois lá eles são parecidos) debruçados na areia tórrida da África lutando sofregamente, com a pouca energia que lhes resta, por alguns parcos grãos de arroz; levando-os contaminados pela terra à boca num ato de desespero. Tamanha é a fome que mal distinguem comida de solo. Folgo em crer que, assim como eu, todos vocês se compadecem com tal injustiça e sentem pruridos no juízo que lhe impelem a querer contribuir de alguma forma para retificar essa medonha afronta à bondade.
Imagino ainda que não seria pedir demais se eu lhes convidasse a mentalizar uma outra situação, à qual me referirei posteriormente por “segundo caso”, em contrapartida à cena já descrita anteriormente (o “primeiro caso”, portanto): um singelo panda agoniza, aparentemente há poucos espasmos do sopro derradeiro. Todavia, o animal miserável reluta em partir, incitado por um coro de indivíduos alucinados proporcionando apoio moral: “Vamos lá, não desista! Nós amamos você, mesmo roto e agonizante!”. Hão de convir que o mais pertinente e delicado aqui seria poupar o pobre panda com um tiro certeiro no meio de sua testa, se ele tiver mesmo um meio de testa, como nós. Afinal, qual alma sensível/racional permitiria o prolongamento dos suplícios dele tendo a oportunidade de saná-los? Absurdo. Absurdo!
Visto que partilhamos a mesma opinião quanto isso, expressarei com mais clareza o meu ponto: toda multidão de jovens desiludidos e frustrados que empunham guitarras num gesto de caridosa masturbação pode ser enquadrada com perfeição no “primeiro caso” exposto lá em cima. Qual a fonte de nutrição desta? Roquenrou, roque, pop, ou qualquer um desses epítetos carinhosos. Tentam extrair deste um pouco de sustança a todo custo (e em vão). E como vocês já devem ter presumido, o “segundo caso” remete-nos ao estado atual do moribundo Rock. A conclusão é simples: matem-no. Façam-lhe esse favor. Compreendo o quão difícil é conceber-se sem ele, por isso registro neste humilde quinhão de bits o paliativo para os desolados (nos quais me incluo): vivamos - como a velha Remedios - num casebre decrépito, escuro e poeirento, sozinhos com o mofo, alimentando-nos de nossas memórias. Segundo o filósofo, um dia é suficiente para um homem preencher toda uma eternidade ruminando os matizes de cada imagem ou som que tenha vivenciado no tal. Não vejo motivos para reclamar, pois. Sacrifiquemo-lo (o doente terminal), voltemo-nos e contemplemos o imenso, sortido e rico patrimônio musical que herdamos. Voltar, porquanto, é mais sábio que prosseguir. Oh, pensamento traiçoeiro e desalentador, este. Valerei-me de um bom copo d’água para amenizar meu desassossego.
Feito isso, continuemos. Pois bem, como dizia, me dói o coração ver um ente amado nesse estado infeliz e repulsivo, com uma horda de desalmados insistindo para que ele estenda seu sofrimento até quando puder. Aterrador. Talvez mais execrável ainda seja a expressão sequiosa desses indivíduos que fazem de tudo para mantê-lo consciente. Ora, não o fazem por má índole, e sim por ingenuidade. Suas cabecinhas sedentas de ideais deturpam sua visão e eles acabam por cometer essa atrocidade para com o pobre ornitorrinco. Digo, panda. Oh, eis um ato falho que me veio à tona em boa hora.
Não é o ornitorrinco um ser escatológico? Não é um ser que a natureza, um demiurgo, ou um grupo clandestino de geneticistas forjou a partir de segmentos de outros animais? Afigura-se, aos meus olhos, como um ponto extremo, o liame entre o sublime e o escatológico. Uma estancada em tempo do criador, dado que, ao que tudo indica, este parece ter sofrido um bloqueio criativo e, num esforço desmedido, associou aleatoriamente tomos de animais distintos para urdir o insólito ornitorrinco. Não existem outros bichos tão esdrúxulos, o que é bastante significativo. Sinal de que o criador percebeu que não é esse o rumo correto. Digo, unir pé desse, bico daquele, rabo de um outro. Não tardaria a flagrar-se criando um monstrinho com um pêlo, um testículo, um cotovelo de cada espécie. E é precisamente isto que fazemos com o nosso futuro cadáver. Adicionamo-lo um tom diferente aqui, um pelinho ali… Enquanto ele ofega e se contorce acossado pela dor lancinante.
É perturbadora essa realidade, com efeito. Não obstante, ainda há uma saída. Mas isso eu conto depois. Sugiro, por ora, um exercício, que os sãos acolherão de bom grado: caso vejam por aí um desses rockers persistentes, exortem-nos devidamente, pois é o que tenho feito. Admoestem-nos para que sejam condolentes com o nosso querido enfermo; para que finalmente lhe ofertem o bálsamo da morte, visto que só assim ele terá paz. De modo que assim que eu tiver oportunidade, compartilharei com vocês, caros, a única saída viável. Em tempo: sacrifiquem o rock.
por Boris Arenas