Dynamite

Bananada rock'n'roll - parte I

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O anárquico espírito rocker no Bananada: Johnny Suxxx só de cueca, no final do seu show 

Porrada, porrada!

Que beleza!!! Nos dois últimos posts publicados no blogão zapper, o número de comentários explodiu e o pau comeu. Está provado, por a+b, que boa parte da malucada que vem aqui ler estas linhas online quer ver sangue mesmo (hihi), adicionado de polêmica, intriga etc. O que, no final das contas, não é nada agradável para o autor deste blog, que PRIORIZA A INFORMAÇÃO CORRETA E A OPINIÃO FIRME E FORTE EM PRIMEIRO LUGAR. É claro que muita gente, que quer ver o circo pegar fogo, se aproveita de um post ou mesmo um tópico mais, hã, opinativo do blogueiro zapper, pra abrir sua artilharia pesada e vir destilar ódio, veneno, raiva, inveja, insultos pesados e pessoais e rancor gratuitos no espaço reservado aos comentários dos leitores. Só que este blogger zapper e também o publisher André Pomba, que não são bobos nem nada, já perceberam isso há tempos e sabem muito bem lidar com essa situação e esse tipo de leitor calhorda. Infelizmente, tem gente que não sabe ser racional e apela para a grosseria extrema e a ignorância pra defender seu ponto de vista (isso quando defende pois, via de regra, parte pro ataque vulgar mesmo, sem qualquer argumento atinente à notícia ou opinião veiculada no blog). É chato tudo isso, mas também demonstra que Zap’n’roll continua campeã de audiência e que segue incomodando. E blog bom de cultura pop e rock alternativo é assim mesmo: incomoda, instiga e causa polêmica. Senão, perde sua razão de existir.

* Mas não custa nunca lembrar: comentários que ultrapassem o limite da grosseria, terão como destino sempre a lixeira do blog. Exatamente como vem ocorrendo agora com as mensagens enviadas pelo otário "kala boca" ou "kalamar" (nomes falsos, óbvio, mas que vêm do mesmo e-mail: odeiolegiao@yahoo.com.br). O sujeito, além de ser a covardia em pessoa (pois não se identifica com seu nome verdadeiro), ainda é feroz em seus ataques e não exita em ofender moral e pessoalmente o titular destas linhas zappers e até mesmo "tio" Pomba, nosso mui amado "editador" (que, verdade seja dita, anda mais bonzinho de uns tempos pra cá, rsrs). "Kalamar" é, na verdade, mais um inimigo oculto de ocasião, daqueles que de tempos em tempos surgem sob uma alcunha diferente (já teria sido ele o... colaborador???), enchem o saco por algum tempo e depois, cansados de latir à toa, desaparecem sem deixar rastro. Simples assim.

* E o blog anda se divertindo muuuuito com tudo isso, hihi. Teve neguinho dizendo nos comentários dos leitores que "a ordem interna na Abrafin (Associação Brasileira de Festivais Independentes) é boicotar a presença do autor deste blog em todos os festivais independentes brasileiros este ano". Pena que o mentiroso autor da frase não sabe que este blog conversa quase diariamente, por msn, com quase todos os produtores dos principais festivais do calendário anual brazuca. Assim sendo, Fabrício Nobre, o homem da Monstro Discos de Goiânia, vocalista do MQN e presidente da Abrafin, disse há pouco pra Zap’n’roll via msn: "Não existe isso, não existe ordem interna alguma. Você é nosso amigo e se quiser vir ao Goiânia Noise em novembro, está mais do que convidado". A mesma resposta foi dada por dom Pablito Capilé, cappo dos festivais Grito Rock e Calango, em Cuiabá: "Finas, não existe isso, cada festival leva quem achar que deve levar". Pois é... óbvio que a vida deste blog não se resume a ir a festivais e se o blog vai até eles é pelo único motivo de procurar dar a melhor informação ao seu amado leitorado, apenas isso. E como já foi dito aqui em outras ocasiões, estas linhas zappers sempre estarão onde forem bem-vindas. E estarão se lixando pra quem não deseja sua presença em determinado evento.

* Fabrício só ficou chateado – e com razão – com a info publicada no post sobre a suposta "dependência" dos festivais indies e onde estas linhas bloggers diziam que o Bananada2008 contou com verba da Petrobras, através de seu edital de música beneficiando festivais independentes em todo o país. Corrigindo a informação: na verdade, a verba obtida pela Monstro foi para o festival Goiânia Noise do ano passado, e não para o Bananada deste ano.

* Bananada que foi o bicho, inclusive, como você poderá conferir logo aí embaixo, na fodástica cobertura com texto e fotos da liiiiindaaaaa deusa Adreana "Cobain" Oliveira, musa número um do jornalismo rocker alternativo brazuca, "ídala" (hihi) destas linhas zappers e repórter de mão cheia da imprensa de Uberlândia, em Minas Gerais. O texto da querida Drica está ótimo e enooorme e, portanto, deverá ser dividido em duas partes, neste e em mais outro post, okays?

* Falando em Bananada, Abrafin etc, Fabrício Nobre manda avisar que o novo single do sempre fodão MQN (um dos grandes nomes do rock alternativo brasileiro, e onde o nosso dileto e simpático "gorducho" faz as honras como vocalista) já está disponível pra audição no site da banda, que pode ser alcançado em www.mqn.com.br. Zap’n’roll já vai lá ouvir!

* Foi maus aê: Mia, de fato, nasceu na Inglaterra (oxe, de onde o maloqui tirou que ela nasceu no Senegal???) e foi criada no SriLanka. Mas isso não muda o que estas linhas rockers online comentaram a respeito de seu último álbum, "Kala": ele foi sim solenemente ignorado por público e mídia. Claaaaaro, aparecer na parada eletrônica da NME ou do Pitchfork ajuda, ter resenha no Guardian ou na Time Out ídem, mas e daí? Estão falando muito que este blogueiro gonzo mais "chuta" do que pesquisa pra fazer seus comentários aqui. Pois então: por que esses manés então não vão pesquisar pra ver quantos discos Mia vendeu de seu último lançamento, e em quais mega festivais ela andou se apresentando nos últimos meses? Hein???

* Falando em música eletrônica, pode esquecer o Depeche Mode no SkolBeats deste ano. O que pega é o seguinte: a produção do festival abriu um fórum de discussão onde o público, em tese, irá escolher as atrações do evento. E dos catorze nomes até agora listados (sendo que, destes, sete serão de fato escolhidos pelos fãs de música eletrônica), nada dos decanos do eletropop britânico. Fala-se, sim, em Digitalism, Justice, Fergie, 2ManyDJs, entre outros. Pois é...

* Se o Depeche não vem, pelo menos estão botando fé na vinda do Muse, o bacanudo trio inglês que é um dos prediletos aqui da casa. O grupo, aliás, está começando a compor material para aquele que será seu quinto disco e sucessor do ótimo "Black Hole And Revelations", lançado há dois anos.

* Buenas, vamos lá, recordar em texto e fotosês a farra rocker que tomou conta de Goiânia no último finde!

FOGO ROCKER NO PLANALTO CENTRAL

No último finde, Goiânia fez jus mais uma vez ao epíteto de "Seattle brasileira", Durante três noites o já tradicionalíssimo centro cultural Martin Cererê foi invadido por dezenas de bandas de todo os cantos do Brasil, para celebrar mais um encontro fodão do que de melhor existe no novo e emergente rock brasileiro. Foi a edição 2008 do festival Bananada, sempre agitadão, sempre mostrando novidades.

Zap’n’roll esteve muito bem representado na balada rock’n’roll, através de sua "enviada especial" Adreana Oliveira, uma das melhores jornalistas que atuam na cobertura da nova cena musical do país. Abaixo, então, você fica sabendo como foi o Bananada, em matéria especial para o blog e dividida em duas partes pois o texto da Drica, além de ótimo, ficou enoooorme.

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Três dias. Trinta e cinco shows. Dez horas de viagem. Cerca de dezoito horas de som. Esse foi o Bananada 2008, 10ª edição, que rolou de 23 a 25 de maio na capital goiana. Foram ao todo 42 bandas, mas por forças alheias à minha vontade perdi sete. Sem querer justificar, eu estava sozinha para resenhar, fotografar e entrevistar e teve equipe maior que perdeu mais bandas que eu.

Mais uma vez faço as honras da casa para o Finas, só por ele mesmo! Claro que vocês não terão aqueles detalhes picantes de bastidores porque falta muito feijão no meu almoço para eu chegar no nível do Finatti nesse ponto, mas não devo fazer feio quanto aos shows. Então, let´s start the party.

Para quem não conhece o Martim Cererê, vale a pena dar uma geral para ter uma idéia da dinâmica do festival. É um centro cultural muito bacana com uma espaçosa área livre onde são montadas banquinhas bacanérrimas de comes, bebes, camisetas, bottons e mais um monte de coisas relacionadas ao rock and roll. Os shows acontecem nos teatros Ygua e Pygua. Enquanto uma banda se apresenta, a outra passa o som, com portas fechadas, no outro espaço. Dessa forma, poucos são os atrasos. Dessa vez, apenas a passagem de som dos paulistanos do Cérebro Eletrônico levou um pouco mais de tempo do que estava previsto. As equipes de palco estão sempre com os ouvidos ligados no som e os olhos no relógio. Nesta edição todos os shows foram de 30 minutos cravados, exceto pelo apoteótico show da Banda da Eline, ainda tem muitas linhas para que tu leias antes de chegar neste apocalipse infernal.

 

Sexta-feira, 23 de maio

Cheguei ao som do IN BLEEDING, banda goiana de trash metal com influências também do hard rock mais tradicional e, no som ao vivo, percebi mais percussão do que fica aparente no disco lançado por eles no ano passado, "Phobia". O show foi baseado neste disco. Backing vocals bem marcados pelo guitarrista Luís Maldonalle, figura carimbada do metal goiano. Em seus solos, rolou até um momento de tocar sua preciosa com os dentes, de costas, essa coisa toda que a galera adora. Principalmente os fãs de Ozzy, que viram o nome do ídolo no corpo da guitarra. Entre os destaques da noite, as performances de "Possession" e "Phobia".

O show do trio CURUMIM (SP) começou com um pequeno equívoco. O baterista e vocalista saudou o público do "Noise", outro festival goiano. Tudo bem, a galera desculpa, e não foi só ele que fez isso no festival, acredite, até Fabrício Nobre confundiu os festivais em um momento. O samba japa dos caras agradou a parte do público que curte um som mais tranqüilo.

Os gaúchos do Identidade: fé na raiz do rocn'k'roll 

De Porto Alegre a banda IDENTIDADE fez sua estréia no Circuito Fora do Eixo. Trabalhando o lançamento do segundo CD, "Jogo Sujo", o quinteto levou sua influência de Stones à risca para o palco do Martim Cererê. Em uma entrevista posterior, o vocalista Evandro Bittencourt mostrou-se surpreso com o fato de muita gente no gargarejo ter várias letras das músicas do Identidade na ponta da língua. Calças justas, jaquetas estilosas, os lenços no pescoço e os cabelos milimetricamente desajustados do quinteto agradou à turma do gargarejo e a muitos que ainda não os conhecia. Músicos profissionais e músicas cantaroláveis à primeira audição, como "Superfantástica".

De São Paulo o SAPO BANJO (SP) levou o ska para o Martim Cererê e fez a geral dançar e pular de um lado para o outro jogando os bracinhos de lado com o seu "original jamaican style". Imaginem o tradicional "Hey, ho, let´s go" em Ska. Aconteceu em Goiânia. A história da banda meio que foi contada em "Carro de Som", se entendi bem. E shows desse tipo só dão certo se o público coopera 100% e naquela noite o Sapo Banjo estava iluminado.

Mas São Paulo também é famosa por suas bandas pesadas. E o grindcore do ARE YOU GOD? pegou muita gente de surpresa. Creio que foi a primeira roda da noite. O show foi aberto com a poesia sinistra do From Hell, um ser noturno que está sempre onde a escuridão do rock está em Goiânia. "Não compensou as 12 horas de viagem, mas foi legalzinho", disse o vocalista. Músicas como "Ratos 1", "Ratos 2" e "Terceira DP" na seqüência fizeram a galera bater-cabeça.

Prata nervosa da casa, sempre, com os Mechanics 

O chaos sonoro nunca vem sozinho. MECHANICS no palco é sinal de insanidade. Márcio Jr e companhia tocando em casa é sinônimo de destruição. "Alguém aqui já comeu uma vaca, no sentido de foder mesmo"? Não se ouviria uma frase desse tipo apresentando uma música em outro lugar. No meio da balbúrdia uma cena típica de shows melosos. No meio da platéia, enquanto o Mechanics cantava "Sangue", não tenho certeza se é este o nome da música, um cara ligou para alguém pelo celular e direcionou o aparelhinho para o palco. Pode?

E como diz a banda uberlandense Animais na Pista, "quando tudo está perdido, ainda pode piorar". Neste caso, no bom sentido. JOHNNY SUXXX AND THE FUCKING BOYS no palco. Todo mundo sabe que o vocalista João Lucas de anjo só tem o "a" e o "o" no nome...mas ele estava literalmente endiabrado de bêbado. Mais tarde ele alegou insanidade temporária e sofreu aquela amnésia alcoólica salvadora. Os músicos da banda já estão até acostumados e mandaram bem nas obrigatórias, como "Back Home". Ao final do show, João Lucas ficou de cueca e camiseta. Sim, ele já usou cuecas mais bonitinhas... e recusou-se a sair do palco, pulando direto para a bateria. Três caras conseguiram tirá-lo de lá e antes de sair para o backstage ele lascou um beijo numa repórter que cobria tudo de perto causando-lhe um corte na boca por conta do aparelho dentário... tem coisas que só acontecem em Goiânia.

Sabe qual foi um dos produtos mais vendidos no Bananada deste ano em uma das bancas? Camisetinhas de bandas para bebês. Afinal, já são dez anos e para fechar a primeira noite, a Monstro fez a proeza de reunir a banda goiana MANDATORY SUICIDE: a primeira a fechar uma edição do festival. Heavy metal tradicional, com direito a música chamada "Dream On" e tudo mais. O vocalista HxHx fez várias piadinhas sobre sua performance. "Heavy metal é música para jovens, não é para vovô, não. Sério, eu queria ser a Manu Magalhães, fazer o que ela está fazendo e ainda ganhar dinheiro tocando em propaganda de celular. Isso é que é ser artista, não é isso aqui não". Pelo nome inspirado no Slayer você deve imaginar o que esses meninos não deram de trabalho para sua vizinhança. Ao apresentar "Journey to the Center of Myself" a galera deve ter deixado os caras da banda arrepiados com tamanha devoção. O Mandatory Suicide representou o metal goiano com mãos de ferro entre 1988 e 1998. Será que depois desta reunião e de sentir novamente o gostinho do palco eles não apostam numa volta definitiva?

Hora de dormir até o início da noite de amanhã.

MAIS BANANADA AQUI:

Nesse "resuminho" da primeira noite, postado no Youtube:

Festival Bananada 2008 – trechos de alguns shows

 

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No post logo acima deste, o restante da cobertura do Bananada e mais algumas coisinhas...

(enviado por Finatti às 14:45hs.)

1 resposta para “Bananada rock'n'roll - parte I”

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