Dynamite

Bagunça na mídia pop, bagunça no rock paranaense e a bagunça de Jack White (é, agora vai...) E EEEXTRAAA: DEPECHE CANCELADO!!!

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Tristeza mega entre os fãs brasileiros do Depeche Mode: o grupo acaba de cancelar seus shows por aqui, que aconteceriam agora em outubro 

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BOOOOOMBAAAAA!!!!! EEEEEXTRAAAAA!!!!! AS DATAS BRASILEIRAS DO DEPECHE ACABAM DE IR PRO SACO!!!!!
É isso mesmo que você está lendo. Infelizmente, o blog acaba de apurar, as duas esperadíssimas apresentações que o gigante trio synthpop inglês Depeche Mode faria no Brasil em outubro (dia 22 no Rio e 24 em São Paulo), ACABAM DE SER CANCELADAS!
No site oficial da banda, há uma justificativa um tanto evasiva para o cancelamento dos shows. Segundo a banda, as duas datas foram suprimidas da parte sul-americana da turnê mundial "Tour Of The Universe" (que promove o mais recente álbum de estúdio do grupo, "Sounds Of The Universe, lançado no primeiro semestre deste ano), para permitir que o Depeche realocasse estas mesmas datas para concertos na Europa, onde o grupo andou cancelando uma série de apresentações em maio e junho últimos, devido a problemas de saúde enfrentados pelo vocalista Dave Gahan.
As demais apresentações na América do Sul (no Peru, Chile e Argentina), por incrível que pareça, continuam mantidas.
Assim que tivermos mais infos concretas a respeito do bombástico cancelamento da tour do Depeche no Brasil, voltamos aqui em edição extraordinária ou no post desta sexta-feira.
Fãs, podem arrancar os cabelos! Infelizmente, o Depeche não vem mais (pelo menos por enquanto...)

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* Foi maus, galere, foi maus! O blogão que nunca abandona seu leitorado amado, se enroscou todo no último finde e o post da sextona, que era pra ser um postzão, ficou um "postzinho" sem conclusão, hihi. Deve ter sido a primeira vez que isso aconteceu nos looooongos seis anos de existência virtual deste blog/coluna (completados em maio último, sem muito alarde, porque os tempos estão bicudos, neeeeé?) e a "ausência" da continuação do post se deu por vários motivos, entre eles uma gripe que quase derrubou a discotecagem zapper no último sábado na Outs/SP (que lotou pra ver o show dos cariocas do Moptop, e também pra dançar ao som das cacetadas disparadas na pista pelo sujeito aqui, como não?). No final, quem saiu perdendo foi mesmo a Zap: ela, que iria comentar em detalhes a estréia do The Dead Weather, a nova super banda de Jack White, levou uma "rasteira" do sempre bacana vizinho Jukebox, que acabou falando do disco. Dum, o titular do blog nota dez que é a Juke, gostou do álbum. Já o lado benéfico de estas linhas rockers online não terem falado do disco detalhadamente, foi justamente esse: após várias audições do mesmo, Zap’n’roll chegou à conclusão de que ele nem é tudo isso, afinal de contas. Mas enfim, explicamos melhor porque chegamos a esta conclusão logo mais aí embaixo, vai lendo.

* Agora, vem cá: o show da deusa Cat Power no último sábado, na Via Funchal/SP, foi algo avassalador e de cair o queixo. Acompanhada do sensacional Dirty Delta Blues (o mesmo grupo que já tinha vindo com ela ao Brasil, em 2007) e esbanjando refinamento, intimismo, bucolismo e placidez instrumental, Cat fulminou a platéia (que praticamente lotou o local) com o repertório do ótimo "Jukebox" e também do sombrio e melancólico Ep "The Dark End Of The Street", ambos lançados em 2008. Foi divino: nuances de blues e folk perpassando as canções, Miss Power com o vocal cada vez mais grave e rouco, pendendo para uma inflexão bluesy e a banda fazendo um suporte instrumental impecável para os delírios sônicos e poéticos da nossa deusa, que dançava como se estivesse em um transe contido. E, ainda por cima, ao final de um set fantástico e que contou com um bis mega generoso (mais de meia hora de lindas e introspectivas canções), Cat se despediu do público atirando rosas para o mesmo. Foi um showzaço em todos os sentidos (sem telões, sem iluminação feérica no palco, apenas com luzes e sombras discretas, ou seja, tudo contribuindo para que o espetáculo fosse mesmo focado no principal: a música da cantora e compsoitora) e que fez com que todos saíssem encantados da Via Funchal. Quem perdeu, sorry, se fodeu!

 

Ela literalmente arrasou sábado à noite em São Paulo 

* CAT POWER AQUI! – Pois então, mesmo com a proibição imposta pela produção do show, que não queria saber de ninguém fotografando ou filmando a srta. Chan Marshall, alguém ainda assim conseguiu driblar a situação e flagrou a deusa Cat neste sublime momento aí embaixo, quando ela entoou "Metal Heart":

"Metal Heart" – Cat Power ao vivo em São Paulo, no último sábado, na Via Funchal.

* Bien, bien, mas para os indies kids "mudernos" de plantão não ficarem desesperados, tem Little Joy novamente em Sampa, lá na Via Funchal, no próximo dia 15 de agosto. E o Beirut em setembro, sendo que este infelizmente Zap’n’roll vai perder – mas por um ótimo motivo: o blogão estradeiro estará laaaaá na distante Macapá, ao lado da sua mega amada girlfriend Rudja, a gata mais linda do mundo, hehe.

* E que história é essa de nosso amado vizinho Popload estar dizendo... adeus??? Dear Luscious, não nos abandone!!! O mundo não será o mesmo sem as popices da Popload, hihi.

* O mundo também não será mais o mesmo depois desta sexta-feira, quando o grupo Orgânica lança finalmente seu disco de estréia com show no clube paulistano Inferno (que fica lá na rua Augusta, 501, centrão rocker da capital paulista). Banda nervosa comandada pelo casal Candy (vocais) e Bacalhau (bateria, que também toca no Ultrage A Rigor), o Orgânica já tem uma leigão de fãs no circuito under paulistano. O blogon aqui deve bater um papo com a Candy sobre o disco a qualquer momento, via msn, e depois posta a conversa aqui, provavelmente na sexta-feira, ok? Mas todo mundo já tá convidado a ir no Inferno na sexta, pra ver a banda em ação por lá.

* E o mundo também não será mais o mesmo depois do tumulto que andou sacundido a mídia pop brazuca, com a indefinição que cerca a continuidade (ou não) da edição brasileira da Vice, e da morte e renascimento da revista Set (que estava na UTI já fazia tempo...), mas sobre isso falamos melhor no postão de sexta-feira próxima.

* Mas, sim,  o mundo continuará o mesmo após The Dead Weather ter lançado seu primeiro disco. Que nem é tudo isso, como você lê aí embaixo.

THE DEAD WEATHER, A "PISADA EM FALSO" DE JACK WHITE

Que o guitarrista, compositor e vocalista americano Jack White é gênio do novo rock do novo milênio (como foi dito aqui mesmo, na abertura do último post, que não chegou a ser concluído pelos motivos já explicados mais acima), não se discute. Desde que surgiu no rock alternativo americano com o fodástico White Stripes, relendo de maneira classuda para o novo milênio o rock de garagem e bluseiro dos 70’ (com toques pesados, à la Led Zeppelin), White fez escola e influenciou milhares de novas bandas mundo afora. Talento incansável e inesgotável, Jack resolveu partir para montar outras bandas quando o WS já estava com sua trajetória consolidada. Primeiro veio o quarteto Raconteurs, que lançou dois discaços, indo mais fundo nas nuances de rock clássico setentista combinado com country e folkismo. E agora mr. White parte para nova aventura – e pasmem, sem aposentar nem o WS nem o Raconteurs. O novo grupo, como você já leu aqui mesmo na Zap’n’roll (e, dois dias depois, no nosso vizinho blog Jukebox, que acabou resenhando o disco de estréia deles), é The Dead Weather. Nele estão, além de Jack, o guitarrista Alison Mosshart (uma das metades da também dupla The Kills), o baixista e guitarrista Jack Lawrence (que toca com White nos Raconteurs) e o multiinstrumentista Dean Fertita, que atua no célebre Queens Of The Stone Age, comandado por outro gênio, o Josh Homme. O disco de estréia do DW se chama "Horehound" e saiu semana passada nos Estados Unidos, pelo pequeno selo Third Man Records. O projeto já foi logo batizado de mais um "supergrupo" pela rock press americana. E tinha tudo pra ser mais um arraso. Mas...

Se comparado com qualquer disco dos White Stripes e com os dois lançados pelos Raconteurs, "Horehound" perde por razoável margem. Nas primeiras audições do dito cujo, o zapper rocker aqui até que se entuasiamou com o que ouviu. Mas à medida que se aprofundava nas nuances e estrutura das canções, o blog foi percebendo os pecadilhos cometidos por Jack White e seus novos colegas no processo de composição das faixas do disco. Não é preciso ser nenhum gênio pra sacar que a proposta do DW é mostrar um lado mais "exótico", "estranho" e "anti-comercial" do blues/rock que foi engendrado pelo White Stripes com o objetivo de não ser um mega estouro comercial – só que acabou sendo. Assim, com a fama estabelecida e deitada na cama, o garoto prodígio Jack intuiu que poderia "ousar" mais com as bizarrices em sua nova banda. Assim é que o disco começa até bem com a lenta, bluesy e algo pesada "60 Feet Tall" (por acaso, composta por Dean Fertita e Alison Mosshart), onde um baixo gordo (aquele baixo que tanta gente reclama de sua falta nas músicas do White Stripes) pontua toda a melodia, se destacando bem mais do que a... guitarra, vejam só. Parece Led Zeppelin combinado com John Lee Hooker – e isso é ótimo, claro. Aí vem "Hang You From The Heavens" (outra da dupla Fertita/Mosshart) e você sente a impressão de estar ouvindo uma canção inédita e mais pesada do... The Kills. Sério. Quando chega a primeira faixa escrita por Jack White, "I Cut Like A Buffalo", você leva um susto: um... reggae distorcido e algo torto? E ainda com órgãos vintage emoldurando a melodia? Estranho, pra usar um eufemismo que não entregue que a música é... ruim e chata.

 

The Dead Weather: a banda é super; o som, nem tanto... 

Daí pra frente não há quase nada mais realmente digno de nota no álbum. "So Far From Your Weapon" é lenta, lassa, como se a banda tivesse sido atropelada por uma caçamba de maconha. "Treat Me Like Your Mother" tenta emular Led Zeppelin (com os vocais agudos de White tentando encarnar um Bob Plant para os anos 2000) mas sem muito brilho (talvez pelos apoios vocais "rappeados" que tornam a faixa algo realmente canhestro). "Bone House" começa com ruídos percussivos eletrônicos que remetem ao hit noventista "Connection", da extinta banda Elastica (quem se lembra?) e por aí o disco segue. Claro, chama a atenção o fato de que todos os quatro integrantes do Dead Weather são músicos tarimbados e mega talentosos e o revezamento instrumental que eles fazem ao longo das músicas (Jack White, por exemplo, além de tocar e cantar, ainda se aventura na bateria) colabora para que o cd não seja um fiasco total. Tanto que "Horehound" termina de forma magnífica, com o lento blues/folk de contornos sombrios (com direito a banjos e bandolins) que é "Will There Be Enough Water?". É o grande momento de um trabalho que peca pelo excesso de pretensão em ser "estranho" e "no commercial", e acabou resultando em um álbum indigesto, enfadonho até em alguns momentos.

Jack White pisou em falso aqui. Não que Dead Weather seja um grupo ruim, de músicas péssimas. Mas para quem detonou literalmente comn o White Stripes e com os Raconteurs, aqui ele ficou devendo.

O NOVO ROCK FERVE EM CURITIBA COM OS MARLENES

Nem só do hypado Copacabana Club vive a nova cena rocker de Curitiba. A capital do Paraná, que mantém a tradição de dar grandes grupos ao indie rock brazuca (como Relespública e Faichecleres, só pra ficar em dois exemplos mega conhecidos), agora também ataca com a banda Diedrich e os Marlenes. Hã???

Trata-se da nova maluquice de Oneide Diedrich, uma das figuras mais lendárias e queridas do rock’n’roll curitibano (além de velho amigo pessoal destas linhas rockers online). Durante alguns anos, Oneide causou estragos na capital do Paraná cantando à frente do grupo punk Pelebrói não sei? Você consegue imaginar um sujeito, psicólogo formado, cantar sempre bêbado à frente de um grupo punk tosco, e invariavelmente dando voz a letras que eram pura fossa e dor-de-cotovelo? Pois é. Zap’n’roll assistiu a um show inesquecível da Pelebrói no Curitiba Pop Festival de 2004, quando os Pixies foram a grande atração do evento. Só que antes de Black Francis e cia. adentrarem o palco, um ensandecido Oneide botou fogo na Pedreira Paulo Leminski, inclusive incitando o público a derrubar a barreira que separava a pista normal da odiosa "área vip" na frente do palco. Foi histórico, pra dizer o mínimo.

Enfim, é esse sujeito que conversa aí embaixo com o blog, em entrevista realizada pelo nosso sempre atuante colaborador Cristiano Viteck. No bate-papo, Oneide fala não apenas dos Marlenes mas também do projeto que ele está tocando junto com o baixista Giovanni Caruso, ex-Faichecleres.

DIEDRICH & OS MARLENES

Por Cristiano Viteck

Uma das figuras mais carismáticas do rock curitibano está de volta com um trabalho de estúdio. Oneide Diedrich, o ex-vocalista da banda punk Pelebrói Não Sei, agora é o frontman do Diedrich & Os Marlenes, que acaba de lançar o EP "O Popular". O disquinho de quatro músicas, não é o primeiro trabalho do grupo, que no ano passado já lançou um disco com 11 canções, registradas em 15 de dezembro de 2007 no show de estréia da banda e lançadas pelo projeto A Grande Garagem Que Grava. Da trupe, além de Oneide (voz e violão), fazem parte outros músicos de bandas legendárias de Curitiba: o guitarrista Luiz Ferreira (ex-Beijaaaforça e Machiche Maxine), o baixista Renato Quege (ex-BeijaaaForça) e o baterista André Tatos (Mariachis).

Para quem estava acostumado com o punk rock neurótico do Pelebrói Não Sei, a nova banda de Oneide pode soar estranha. Afinal, as influências extrapolam o universo dos três acordes acelerados, passando por artistas tão diferentes como Roberto Carlos, Johnny Cash e Raul Seixas. Mistura indigesta? Definitivamente, não.

Na entrevista a seguir, Oneide (o de camiseta amarela na foto) fala sobre a sua nova banda, exorciza os traumas da época do Pelebrói Não Sei e ainda comenta sobre o seu outro projeto Giovaneides, que ele mantém com o compadre Giovanni Caruso, ex- Faichecleres e atual Giovanni Caruso & O Escambau.

 

 

Oneide Diedrich (ex-Pelebrói Não Sei?), agora ataca com Os Marlenes 

Zap’n’roll – "O Popular" é o primeiro trabalho de estúdio que você grava fora do Pelebrói Não Sei. O estilo é outro. Foi difícil gravar?

Foi totalmente diferente. No Pelebrói era um lance concentrado, ficávamos cinco, seis dias seguindos durante várias horas trabalhando no CD. Neste trabalho a parada foi outra. Eu passava lá no estúdio de vez em quando dar uma escutada no que ficava pronto, depois passei lá e gravei os vocais.

Zap – No Pelebrói era todo mundo junto?

Sim, os quatro sempre juntos, todos ouvindo tudo, opinando em tudo e estrassando todos... Mas também era super divertido!

Zap – E as composições nos Marlenes continuam sendo suas, ou a banda participa também?

Nesse trabalho rolou o seguinte: "Febre e Delírio" e "Mentiras de um Amor" são minhas. "O Popular" é minha e do Ferreira e "Monte Carlo" do Ferreira. Em geral, as composições continuam na mesma onda de sempre. Talvez hoje eu seja mais democrático que antes. Mas, o fato é que agora temos mais compositores na banda. De qualquer forma, a maioria das composições continua sendo minha, mesmo porque eu continuo compondo bastante!

Zap – O fato de dividir mais o trabalho de compositor, ou de líder da banda, te incomoda ou é um alívio?

Eu só canto letras de outros se eu achar muito boa. Quanto a ser líder, eu diria que continuo com essa função no palco, mas nos bastidores e nas gravações o Ferreira tem cuidado de muitas coisas.

Zap – Essa nova situação te agrada?

Totalmente!

Zap – Dor de cotovelo, corações dilacerados continuam sendo uma grande fonte de inspiração pra você. O teu casamento não aliviou esse traço?

Cara, o casamento aliviou muita coisa em minha vida, o fim do Pelebrói também. Acho que nas novas composições tem algo diferente, um pouco mais neurótico, um pouco menos choroso. Na verdade, segue tudo na mesma linha de sempre com algumas variações sintomáticas!

Zap – O Pelebrói te deixava preso artisticamente? O Oneide do Pelebrói era um personagem?

O Pelebrói foi uma escola para todos da banda. Tínhamos o punk rock como base, que aliás eu continuo tendo, mas também tinha um lance de querer fazer algo fora do gênero. O Pelebrói nunca me deixou preso nesse sentido, foi um lugar de muita liberdade. O Oneide do Pelebrói faz parte do que sou. Continuo sendo o Oneide com algumas coisas a mais... Pergunta difícil... Mas, sim, às vezes me sentia um palhaço entrando em cena!

Zap – E as pessoas queriam ver o palhaço em cena... Talvez por isso você está em uma banda tão diferente, para mostrar as outras sete faces do Senhor Down?

Pois é, na origem de tudo o Senhor Down tinha sete faces!

Pretendo continuar mostrando outras faces... Talvez o Senhor Down não seja mais tão down assim!

Zap – E o seu público também mudou? Deve ser diferente, já que deve interessar a outras pessoas que curtiam as bandas dos outros integrantes.

Isso é bem legal, o público naturalmente vai mudando. O que acho mesmo importante é ver adolescentes curtindo nosso som. Isso mostra que nosso rock está vivo e renovado! Claro que muitas pessoas que eram adolescentes na época do BeijaaaForça e do Pelebrói ainda continuam roqueiros e sempre aparecem nas noitadas.

Zap – Soa divertido você falar "o nosso rock" e não "punk rock"... Pro punk rock você não está mais legal?

Cara, eu sou punk rock e isso continua fazendo a minha cabeça, mas nem só de punk rock vive o homem! Posso dizer que pro punk rock eu tô legal e isso está muito vivo em mim.

Zap – Curitiba está hype de novo com o Copacabana Club. Como anda a cena por aí?

Tem muito rock por toda parte. O que eu não gosto eu não escuto e nem vou em show. Atualmente, tenho ido nos show dos meus amigos. Acho que as coisas estão legais em termos de produtividade, muita coisa boa e bem gravada. Não gosto muito de falar em cena. Eu gosto de Mordida, Idiotas Berrantes, Giovanni Caruso & o Escambau, Criaturas, Relespública, Dissonantes, entre outros. Magaivers também é legal!

Zap – Falando no Giovanni, você tem um projeto com ele, o Giovaneides. Essa parada é sério ou só curtição?

É uma curtição que está ficando séria, tanto que temos marcado vários show aqui e fora de Curitiba. O lance é bem divertido, sem contar que não precisa toda aquela estrutura de banda. Tocamos composições nossas da época dos Faichecleres e do Pelebrói, alguns covers de bandas que gostamos e algumas canções dos nossos novos projetos. Tudo isso só com um violão.

Zap – Esse projeto pode resultar em um disco ou um registro ao vivo, pelo menos?

Ainda não pensamos nisso, deixa rolar...

O EP "O Popular" do Diedrich & Os Marlenes pode ser baixado gratuitamente no www.stereotoaster.com.br. Mais sobre a banda no www.myspace.com/diedricheosmarlenes.

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SAIDEIRAS

* Entonces, de bobeira nesta quarta-feira em Sampalândia? Cai pro StudioSP (na rua Augusta, 579, centrão da cidade) que o lendário Fellini sobe ao palco, com sua formação original (Cadão Volpato nos vocais, Jair Marcos nas guitarras, Thomas Pappon no baixo e bateria) para relembrar, em show único, aqueles hits que fizeram a cabeça de quem curtia rock alternativo classudo nos anos 80’, uma época em que não havia internet, YouTube, MySpace, sites e blogs musicais (como este aqui), nada disso enfim. E, mesmo assim, o Fellini fez história com quatro discos fodões e "hits" como "Rock Europeu" e "O teu inglês" ("Washington acha engraçado o teu inglês/Please, come back/Please come back/Se o mundo explodir em mil pedaços outra vez/Please come back/Please come back") e que, promete a banda, estarão no set list de hoje à noite. Zap’n’roll deverá estar por lá, claaaaaro! E recomenda que todo seu dileto leitorado vá também.

* Bien bien, segundo o "adeus de Popload" (hihi), o maletaço Killers toca em Sampalândia dia 21 de novembro. É ver para crer (o show deles no Tim Festival de 2007 foi tão ruim que o blogger maloker, já chumbado até a alma de vodka com energético e louco pra ir embora daquele estacionamento pavoroso do Anhembi – afinal, já eram quatro e meia da manhã! – assistiu apenas a metade do set e se mandou). A deusa Rudja Catrine, a garota que faz o coração zapper disparar hoje em dia, adora e virá a SP pra assistir. E o sujeito aqui, ótimo namorado que é, vai levá-la, fazer o quê né?

* Mas antes vai ter Depeche Mode, beeeeem melhor com certeza. E ainda antes vai ter o festival Casarão do Rock, em Porto Velho, no começo de setembro (e cuja programação completa você pode conferir na página de notícias aqui do portal), e que vai contar com Pato Fu, Moptop (que incendiou a Outs/SP no último finde), Ratos De Porão e o esporro do campograndense Dimitri Pellz, como você pode ver aí embaixo e comprovar que a banda da capital do Mato Grosso do Sul, piliotada pelo batera Jean Albernaz e pela sua linda, louca e rocker girlfriend, a vocalista Maíra, é hoje uma das grandes sensações da indie scene nacional:

Dimitri Pellz - "Lúcia Lambidinha", ao vivo

* Tá legal, tá legal: estamos devendo uns prêmios aê, que serão desovados aqui no post de sexta-feira. Promessa de blogueiro atrapalhado, okays? Então é isso. Ficamos por aqui porque no finde tem mais. Até lá!

(finalizado por Finatti às 17hs.)

6 respostas para “Bagunça na mídia pop, bagunça no rock paranaense e a bagunça de Jack White (é, agora vai...) E EEEXTRAAA: DEPECHE CANCELADO!!!”

  1. Aninha Disse:
    bem informado como sempre ein?
    o depeche mode está, hã, cancelado desde hoje de manhã.
  2. Humberto Finatti Disse:
    Você tem razão, Aninha malinha e chatinha. Infelizmente o Depeche Mode cancelou os shows que faria no Brasil agora em outubro, conforme este blog zapper JÁ INFORMA em nota extra, logo no começo deste post.
    E vc mente como sempre, ao insinuar que a Zap não está bem informada. O cancelamento das datas brasileiras pode ter sido decidido hoje pela manhã mas só foi parar em caráter OFICIAL no site da banda no final da tarde de hoje, quando este post estava sendo concluído e colocado no ar. Tanto que assim que soube da notícia, eu tentei apurá-la da melhor forma possível, antes de escrever a nota extra que está agora no alto do post. Veja só vc, que tenta ser tão "espertinha" e sempre tenta "alfinetar" o blog: sites como o da Rolling Stone Brasil e o Uol deram a notícia do cancelamento quase ao mesmo tempo, por volta das 18:30hs. de hoje. Logo em seguida, eu já estava escrevendo a nota extra que está no post. E blogs bacanas e sempre antenados como a Popload ainda não deram nada sobre o cancelamento. Pior a Ilustrada no Pop: lá os shows do Depeche continuam sendo listados como confirmados para outubro.
    Mas até compreendo o lado dos queridos Lúcio Ribeiro e Thiago Ney: assim como eu (e diferente de vc Aninha, que deve ser uma à toa na vida, que só fica coçando o dia todo e lendo blogs pra achar defeito no trabalho dos outros, e encher o saco de quem vc sequer conhece pessoalmente), eles têm mais o que fazer na vida e a correria diária deles às vezes impede que eles consigam atualizar as infos de seus blogs com a agilidade que seus leitores gostariam. Fato que acontece muito tb aqui com a Zap.
    É isso. Sugestão para vc, cara maletaça sem alça: monte seu próprio blog e se torne telhado ao invés de tijolo. Vamos ver do que vc é capaz e quanto tempo vc aguenta levando porrada todo dia, hihi.
  3. Obama Disse:
    A comuna oficial da Bizz já tinha dado essa notícia na tarde de ontem.
  4. lygia ms Disse:
    Oi, Phiiiii! Me conta uma coisa. Não tinha um papo que vc ia pra Macapá encontrar uma mina (que sortuda!)?



    Bjuekas!!!!
  5. Humberto Finatti Disse:
    Ô Lyginha xereta: a curiosidade pela vida alheia matou o gato, sabia?
  6. Fera Disse:
    ai finas vai logo! aproveita pra deixar de dar noticias atrasadas!

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