Ela continua incrível ao vivo. Mas precisa evitar alguns tropeços.
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Blogão finalmente atualizado e completado. Vai nessa e boa leitura!
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Cada vez mais, inclusive.
E o show da pequena notável da nova geração indie brasileira, ontem à noite no teatro do Sesc Vila Mariana, em São Paulo, em que pese alguns tropeços ocorridos durante o set (os quais serão comentados logo mais abaixo), comprovou isso mais uma vez. Comprovou tanto, aliás, que motivou uma mudança, hã, "editorial" neste novo post: ele teria como assunto principal (ou de "abertura") o novo disco do Coldplay. Mas o furacão Mallu Magalhães continua a toda e jogou Chris Martin e cia. maaaaaais lá pra baixo. É o eterno movimento dos acontecimentos do mondo pop e da cultura alternativa, que não param jamais. E que, por isso mesmo, tornam tão apaixonante o nosso ofício de escrever sobre música, sobre arte enfim. Essa movimentação inquebrantável, esse impulso e força que move ascensões e quedas de artistas e carreiras, é também uma das razões de existir (não a única) de um blog como Zap’n’roll. Ele está aqui e agora, acompanhando o pêndulo da história pop, a ascensão de Mallu Magalhães e a luta do Coldplay pra se manter no topo. E sente muito orgulho e prazer em poder acompanhar tudo isso de perto e, principalmente, em poder relatar tudo isso para quem acompanha estas linhas online sempre aqui no portal Dynamite. Então, vamos em frente, com a pequena grande Mallu, com o Coldplay e com quem mais estiver ajudando a escrever a história pop do nosso tempo.
* Mas aaaaaantes de falarmos da nossa heroína teen do indie folk brazuca, vamos já deixando o povo que lê isso aqui em polvorosa: o caldeirão de shows gringos já vai começar a ferver! Yep, já na próxima segunda-feira tem Joss Stone na Via Funchal, em Sampa. No final de junho, informa dear Luscious na sua "confiabilíssima" (hihi) e prestigiosa Popload, tem Indie Rock Festival II no Rio e em São Paulo, com Vampire Weekend, Broken Social Scene e Futureheads (o melhor dos três, na modesta opinião deste blogão zapper). E mais: o bacanão trio Muse enfim confirmou suas datas brasileiras (já anunciadas aqui, alguns posts atrás), que rolam mesmo no final de julho/início de agosto, com shows em Sampa, Rio e Brasília. E, ufa!, pras viúvas dos 80’ tem aquele já notório encontro de "tiozões" do pós-punk na Via Funchal, em São Paulo, dia 2 de julho, no aniversário da Kiss FM, quando irão tocar Echo & The Bunnymen, TSOL, Gene Loves Jezebel. Com tuuuudo isso vindo aí, o que mais você quer, seu (sua) fominha??? Hein?

Os ingleses do Futureheads, a caminho do Brasil.
* Será que vai ser neste show da Kiss FM, que o blogão campeão de promoções vai levar alguns de seus diletos leitores NA FAIXA, pra se esbaldar na noitada rocker dedicada aos 80’? Será?? Será???
* Falando em campeão disso e daquilo, vamos ao que interessa: quando este blog brinca aqui, com seus leitores, se dizendo "campeão de audiência", o faz mais em tom de brincadeira do que qualquer outra coisa, embora o titular destas linhas saiba, sim, e com muito orgulho, que Zap’n’roll é (e sem falsa modéstia ou arrogância, dois padrões de comportamento que não fazem parte, jamais, do estilo de vida deste jornalista) o blog mais lido do portal Dynamite e hoje um dos três mais lidos da internet brasileira, em se tratando de cultura pop – os outros dois são, óbvio, o querido vizinho Popload (do iG) e o "Ilustrada no pop", do Uol. E se o blog atingiu esta posição foi através de muita dedicação, trabalho e prestígio e confiança de quem vem sempre aqui nos ler. O blogueiro zapper se sente muito honrado e feliz com esse resultado e só tem a agradecer a todos que sempre prestigiaram estas linhas zappers, desde quando elas ainda eram publicadas semanalmente em forma de coluna.
* Mas tem gente se que incomoda com nossas brincadeiras e com o sucesso alheio. E destilam seu rancor, claaaaro, nos comentários dos leitores. Como em algumas mensagens enviadas no último post, questionando a autenticidade da informação de que este é o blog "campeão" de audiência do portal. Pois então, para por um ponto final na conversa e calar a boca de quem não faz nada e adora pentelhar quem faz, Zap’n’roll foi consultar a direção do portal e o webmaster da Dynamite, pedindo dados relativos aos acessos do blog. A resposta: "a Zap’n’roll vai muito bem, parabéns! O acesso médio mensal é de 70 mil page views (!) (não confundir com acessos individuais, são menos, claro, mas 70 mil num mês é acesso pra cacete prum blog hospedado em um portal alternativo). E já houve picos de 140 mil page views num único mês" (!!!). Números que o autor deste blog considera excelentes e surpreendentes pois nem mesmo ele achava que a coisa estava neste nível. Mais: a direção do portal Dynamite ainda informou que, de fato, há blogs com audiência muito ruim aqui (menos de 100 acessos por mês) e, claro, não há porque citar qual blog é, isso seria totalmente deselegante. E, por fim, ainda informou que o vice-líder em acessos continua sendo o nosso também querido "Jukebox", escrito pelo chapa e mais do que competente Dum DeLucca.
* Satisfeitos? Com este "esclarecimento", esperamos por um ponto final neste assunto. E agora, você pode continuar lendo o blog campeão de audiência do portal, hihi.
* Satisfeito não ficou o maloqui aqui ao ler a resenha do novo álbum do sublime Portishead, publicada na última segunda-feira no caderno Folhateen, da FolhaSP. A humanidade considerou o disco sensacional, fodaço etc. Mas o já célebre Leandro Fortino, claaaaaaaro, achou o disco uma droga. Diante de tudo o que este sujeito já vomitou de asneiras no Folhateen nos últimos anos, chega-se fácil à conclusão de que droga, mesmo, é o cérebro do referido jornalista.
* Só falta ele falar que o hype em torno da Mallu Magalhães é um horror, rsrs. Bom, melhor o blog falar do que viu/ouviu ontem no Sesc Vila Mariana, em São Paulo.
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ELA CONTINUA CANTANDO E ENCANTANDO
Há um abismo enorme que separa, hoje, a Mallu Magalhães que subiu num palco pela primeira vez em janeiro deste ano, na Clash Club em São Paulo (para abrir um show do Vanguart), da Mallu que tocou anteontem no teatro do Sesc Vila Mariana, também em São Paulo, no mini festival "As minas do folk", sendo que os ingressos para o show estavam esgotados há duas semanas. Mallu, você já está careca de saber, tem apenas 15 anos de idade (vai completar 16 em agosto próximo) e se tornou, em cinco meses, o maior fenômeno musical/midiático/pop da geração internet no Brasil. Com ótima e sólida educação musical e amparada em influências bacanas de folk music e mpb, a garota compôs uma batelada de canções meigas e bonitas, a maioria em inglês, e construídas à base de violões, banjos e gaitas. Deu no que deu: sua página no MySpace contabiliza, até agora, mais de um milhão de visitas, ela já foi parar em programas como "Altas Horas" e "Programa do Jô", deu entrevistas para toda a grande mídia (daqui e também de fora), recusou propostas de gravar e lançar seu primeiro disco por quatro majors da indústria musical, estará no gigante festival Mada em Natal (em agosto) e vai, enfim, começar a gravar seu álbum de estréia em julho, quando estará em férias escolares (sim, ela é uma adolescente ainda normal, até onde isso está sendo possível na vida dela, e cursa o primeiro ano do ensino médio). Ah, sim: o disco será produzido por Mario Caldato, que já trabalhou com os Beastie Boys e, mais recentemente, com a Nação Zumbi e o grupo carioca Manacá.
Esta Mallu Magalhães, mega hypada e hoje já cercada por um staff inexistente há cinco meses (empresário, assessora de imprensa etc), subiu ao palco do Sesc Vila Mariana com o jogo ganho – quem foi até lá, o fez para aplaudir incondicionalmente a jovem e talentosa heroína do indie folk nacional. Mas quem foi ao show com os olhos desarmados para o hype (e devem ter sido poucos os que estavam desta forma na platéia), e pronto para avaliar a apresentação com um pouco mais de distanciamento e rigor musical, enxergou durante o set duas Mallus distintas. A primeira continua sendo a garota que está encantando o país: a jovem compositora e cantora continua desenvolta em cena, se mostra calculadamente "atrapalhada" e algo infantil, é super simpática e sorridente com o público e transita com naturalidade entre o violão, o banjo, a gaita, a escaleta e até ao arriscar-se em um piano de cauda. As músicas são bacanas, a banda que está tocando com ela é boa (todos jovens e, até onde este blog sabe, desconhecidos músicos paulistanos), principalmente a seção rítmica (há ainda um guitarrista e um tecladista), com intervenções seguras do baixista e talvez um pouco de peso em excesso nas "socadas" do baterista, para o tipo de música que teenage folk singer se propõe a fazer. Mallu também está se vestindo melhor: as roupas esquisitas do começo do ano (algo ripongas) estão ficando para trás. No show do Sesc, ela exibia calça preta, camisa branca de manga comprida e blazer preto, além de um lenço no pescoço. Estava cool e elegante na medida para uma folk singer. O repertório mesclou as composições próprias dela (com os já hits indies "Tchubaruba" e "J1", tocada logo no início do show) com covers de suas influências declaradas: ela tocou/cantou Beatles, Johnny Cash (a já manjada "Folsom Prison Blues") e até Nancy Sinatra. Dando provas de sua versatilidade com letrista e compositora, mostrou uma nova canção (no piano de cauda), cantada, vejam só, em francês.
Aplausos e delírio no teatro. Esta é a Mallu Magalhães fenômeno, que conquista mais e mais fãs a cada dia.
Mas aí também surge em cena a outra Mallu. A que é uma garota talentosíssima sim – e isso é inegável – mas que, no afã de mostrar todo este talento, acaba cometendo alguns equívocos. É pra se pensar: como estará reagindo, emocionalmente, no seu íntimo, uma garota de quinze anos de idade que até pouco tempo era uma ilustre desconhecida, a todo este furacão que em pouco tempo se formou em torno de si? A pressão deve estar sendo enorme para que Mallu "dê certo, não erre de forma alguma", como se errar não fosse humano e fosse um pecado imperdoável – não é, ainda mais no caso dela. E talvez aí, acuada por esta pressão, a garota acaba cometendo alguns tropeços, como se viu no show de quinta-feira. Como o violão que não funcionou em uma música; ou a inflexão algo desafinada quando ela forçou uma voz "rouca" na interpretação da canção em francês; ou ainda a banda que a acompanha e que, mesmo tendo bons músicos, se mostrou um pouco insegura e imatura quando o andamento melódico das músicas pedia algo em clima mais jazzy ou bluesy, algo mais intimista e detalhista. Curiosamente, o show deslanchou meeeesmo, pra valer, da metade para o seu final, quando Mallu e os músicos eletrificaram bastante o set, lançando mão de rocks animados e sacolejantes, como as ótimas "Don’t You Look Back" e "Don’t You Leave Me" – ambas rockers sim, mas com as raízes fortemente fincadas no folk e no country, algo evidenciado pela condução delas feita por Mallu com violão e banjo.
Foram estas, no frigir dos ovos, as duas Mallus Magalhães que o espectador mais atento pôde ver no Sesc Vila Mariana, dentro do mini-festival "As minas do folk". As lições deste show são várias e algumas muito evidentes. Mallu tem todas as condições para se tornar um dos maiores nomes surgidos no pop brasileiro nos últimos anos. Possui ótima educação musical, formação cultural idem, pais dedicados e mega zelosos com sua pequena estrela (os muito simpáticos Eduardo e Maria Eugênia). Mas ela precisa, sim, amadurecer como compositora e intérprete e lapidar seu trabalho. Amadurecimento e lapidação que virão com o tempo, se ela não se desviar da rota que traçou para si.
E também todo cuidado é pouco para com os puxa-sacos e oportunistas de ocasião, que já estão querendo cercar a nova futura grande estrela do pop brazuca, e estão enxergando nela um retorno garantido (leia-se: $$$). Não, este blog não está dirigindo a ninguém em especial este último comentário, antes que alguém se apresse em rebater o que está escrito aqui. Mallu Magalhães está com um empresário cuidando de sua carreira, e o que se espera dele é que faça bem seu trabalho e some com a garota, ajudando-a a trilhar o caminho de um – no caso dela – merecido sucesso. O resto é o resto: eternos urubus de plantão que sentem de longe o cheiro de carniça e voam com tudo em cima, ainda mais em uma época onde é tão difícil consolidar carreiras de qualidade e de sucesso duradouro.
E Zap’n’roll continua fã inabalável de Mallu Magalhães. E continuará torcendo pelo seu sucesso, sempre.
RAPIDINHAS DO SESC
* Não havia jornalistas no show de Mallu Magalhães. Ou quase: além de Zap’n’roll, estavam lá o chapa João Carvalho (da revista online Paradoxo, e que estava acompanhando o autor deste blog) e a mais lamentável figura do jornalismo cultural paulistano atual e que, infelizmente – ao que parece –, é amigo próximo do empresário da cantora. A mesma cobra que destilava veneno e tirava sarro da pequena grande Mallu na podre comunidade dedicada à extinta revista Bizz no famigerado Orkut até pouco tempo atrás, agora vai aos shows da cantora lamber a sola do sapato dela e de pessoas próximas a ela. Triste.
* A razão da ausência de jornalistas era evidente: com os ingressos para a apresentação há duas semanas, o Sesc não quis saber de credenciar ou arrumar convites pra ninguém. Zap’n’roll só conseguiu descolar um par de convites graças à proximidade que tem com a própria Mallu.
* E ela continua uma fofura no palco: encerrou o show com "Leãozinho", a própria (do Caetano), dedicando-a aos pais, que estavam presentes ao show. "Como eu não tenho namorado e ninguém me quer" (foi a deixa para um "oooooh" geral na platéia, rsrs), "eu vou dedicar a música pro meu pai e pra minha mãe", disse a bela. Mais meigo impossível.
* Agora, ao que parece, haverá uma parada nos shows para que Mallu possa gravar seu primeiro disco. Em agosto ela se apresenta no festival Mada, em Natal. Aliás, ela ainda não estava sabendo que iria tocar lá: recebeu a notícia do blogueiro zapper (sempre bem informado), ao final da apresentação no Sesc.
CHRIS MARTIN AINDA NÃO VENDEU SUA ALMA - AINDA...
Matéria para loooonga discussão no blog e que deveria entrar neste post, mas vaiu ficar para o próximo, por motivos técnicos e editoriais. No entanto, de ante-mão, é aquela história: tem gente que amou o novo disco do Coldplay. E muitos odiaram.
Na boa? Zap'n'roll gostou do disco. E explica melhor porque no próiximo post. Pois é, o blog acha que o vocalista Chris Martin ainda não entregou sua alma ao demônio. Ainda...

Chris Martin canta em São Paulo, em 2003: o Coldplay ainda merece ser ouvido.

A capa do novo disco: sombrio e experimental.
GRIND - UMA DÉCADA DE LOUCURA ROCKER!
Há exatamente uma década, domingo era uma noite algo morta em Sampalândia, mesmo com a capital paulista ostentando o título de uma das metrópoles mais fervidas do mundo em termos de agitos culturais noturnos. O povo começava a sair na quarta, engatava a balada na quinta, chegava ao ápice da ferveção na sexta e sábado e, quando chegava o domingão, desabava na cama e não saía de casa pra nada.
Até que um dia o então rocker e editor da revista Dynamite, André Pomba, teve a idéia: por que não fazer uma domingueira rock na cidade? Pomba havia acabado de voltar de uma viagem pelos EUA e lá percebeu que, em cidades como San Francisco, clubes dedicados ao público gls e que tocavam basicamente tecno, também dedicavam noites específicas ao rock e isso com bastante aceitação dos frequentadores.
Mr. Cagni (o sobrenome de batismo de Pomba) foi à luta: encontrou no então novato clube underground A Loca (que estava começando a se tornar um dos mais badalados no circuito festeiro de São Paulo) o espaço que queria para por seu projeto em prática. A Loca não funcionava aos domingos – apenas de quinta-feira a sábado. O jornalista, músico e eventual promotor de eventos ofereceu a idéia aos proprietários do local e eles toparam bancar a parada. E assim começou o Grind – a rock project for mix people. A idéia era essa: fazer uma matinê de rock para os mais diversos públicos – heteros, gays, lésbicas, pansexuais, andróginos, indefinidos em geral, o que fosse.
Nos primeiros dois anos, o Grind funcionava das sete da noite de domingo até meia-noite. Eram tempos heróicos, onde ainda não havia muito público (e a própria Zap’n’roll chegou a discotecar lá, naquela época), cerca de 100 a 150 pessoas por semana. Mas era um pessoal fiel e que foi fazendo a fama do projeto através do sempre eficiente boca-a-boca. A história começou a crescer e o horário foi sendo "esticado": o Grind passou a ir até uma, duas, três horas da manhã. E o público crescendo cada vez mais.
Então, uma década se passou. Hoje, o Grind vira a madrugada de domingo pra segunda-feira: funciona doze horas seguidas (das sete da noite às sete da manhã), recebe uma média de mil pessoas por domingo na Loca (que fica na Rua Frei Caneca, no centro de Sampa) e se tornou a noite campeã de audiência do clube, além de ser hoje uma das baladas mais conhecidas em todo o Brasil e também a grande opção dos domingos em São Paulo para a turma que jamais quer ir pra casa.
Portanto, para celebrar uma década de Grind (que será comemorada amanhã, domingo, na Loca, claaaaro) nada mais justo do que Zap’n’roll bater um papo com o criador do projeto, o querido André Pomba, hoje muito mais conhecido como dj do que como jornalista e publisher do portal Dynamite. Leiam abaixo:

O super dj Pomba: amado pela nação rocker paulistana.
Zap’n’roll – O Grind está comemorando uma década de existência. Qual o segredo dessa longevidade em um meio tão fugaz e onde projetos duram bem menos, como a noite alternativa?André Pomba – Pois é, eu sempre me pergunto isso. Na realidade quando começamos era um projeto que tinha tudo pra dar errado. Afinal era uma balada de rock numa balada GLS e pra piorar, numa época em que o rock era dado como morto pela mídia. Nada rolava de domingo, um dia morto. Acho que conseguimos chegar na frente, pegar uma lacuna e crescer. Quanto à longevidade, acho que a explicação mais óbvia é que o projeto não é sectário, talvez seja a única balada em que você pode ouvir todo o tipo de som. E como os frequentadores são convidados a assumir as picapes, acaba sempre sendo um reflexo do que o público quer ouvir.
Zap – Certo. Mas demorou muito para o Grind virar o "estouro" de público que é hoje? Me lembro que no começo iam poucas pessoas e ele ia só até meia-noite (há até uma comunidade no Orkut dedicada a esse período, "Quando o Grind fechava meia-noite")
Pomba – Pois é, o Grind durante dois anos foi o projeto pra poucas pessoas, tipo entre 100 e 200 pessoas, quase sempre as mesmas pessoas todo domingo. Aos poucos foi crescendo, aumentando o horário primeiro até 2 da manhã. Porém quando resolvermos abrir nas férias até as 5 da manhã é que ocorreu que de uma hora pra outra dobramos de público. Era como se tivéssemos duas baladas em uma... Isso foi em julho de 2001.
Zap – Você, que a princípio era jornalista e publisher da revista Dynamite, hoje é mais conhecido como dj e promoter do que como jornalista. Se sente confortável com isso ou sente saudades dos tempos em que era jornalista e também quando era baixista de bandas de heavy metal como o Vodu?Pomba – Antes de ser reconhecido como jornalista e publisher da Dynamite, eu sempre trabalhei como produtor de eventos e de discos no meio metal. Sempre fui produtor e nos anos 90 me metia a dj eventual. Na realidade eu preferia ser reconhecido mais como produtor, mas é inegável que sou mais reconhecido (e remunerado) como DJ. Mas nunca fui muito saudosista, não. Tipo talvez isso reflita a boa fase profissional. E se for por isso, espero dessa forma não continuar a ser saudosista! Ehehe.
Zap – Muito bom. Qual é a média de público do Grind hoje em dia? É verdade que hoje ele é a noite principal da Loca, um clube que originalmente tocava tecno e era dedicado ao público gls?Pomba – A média de público do Grind estabilizou entre 800 e 1000 pessoas, às vezes mais, abarrotando ao ponto de ficar intransitável nas férias e vésperas de feriado. Ao lado da noite de quinta, que também promovo e chama Locuras e já tem 5 anos, são as que levam mais público à Lôca. A Lôca está em sua melhor fase pois abre de terça à domingo, cada dia com um som diferente. O techno reina às sextas ainda.
Zap – Pra finalizar: quanto tempo ainda você imagina que o Grind vai durar? Outra década? E o que o público que consagrou o projeto pode esperar dele daqui pra frente?Pomba – Aprendi a não fazer mais previsões. No livro que conta a história do Grind, que será lançado no dia 29, fiz uma entrevista em 2003 na qual dizia que achava que poderia bombar mais um ano. E lá se vão 5 anos depois que eu disse isso... Acho que já fomos mais longe do que imaginamos e estamos na fase do 'o que vier de hoje em diante é lucro'.
POUCAS & BOAS
* NOVIDADES NO BLOG – Vai vendo: a lindaça e totosa Lilian Vituzzo, dileta amiga destas linhas rockers virtuais e uma das mais legais, peruas e cobiçadas jornalistas da indie scene paulistana, está laaaá na Escócia, passando uma temporada em Glasgow. A partir do próximo post, Lilian estará enviando pra nós alguns relatos "quentes" de suas andanças pelos shows que rolam na terra do whisky. Ela vai ver os amados Teenage Fanclub nesta segunda-feira e... Radiohead no próximo dia 27 de junho. Não só: da Austrália começarão a vir relatos da nossa também gostosaça e descolada Camila Ribeiro, jornalista amiga deste blog há tempos e que se mudou para a terra dos cangurus há dois meses. E, ainda, a qualquer momento estréia aqui nossa "blogoteca básica", que vai falar de grandes discos da história do rock’n’roll e que fizeram a cabeça do gonzolino aqui. E não serão necessariamente apenas discos antigos, obras de décadas atrás. Poderão ser comentados trabalhos recentes também pois a regra básica será: é um puta disco, entrou na blogoteca. Aguardem!
* VANGS NO ORLOFF FIVE – A bola foi cantada aqui primeiro, no blogão zapper, há alguns posts, e agora se confirmou: o cuiabano Vanguart toca meeesmo no Orloff Five, que acontece dia 6 de setembro em São Paulo, na Via Funchal. O maior nome do novo rock brasileiro (e, até agora, única atração nacional do evento) vai se apresentar junto com Melvis, The Hives e as fofas francesas do Plasticines. Nada mal, não?
* COLDPLAY NO TOPO – Claaaaaaro! Aconteceu o que era esperado: "Viva La Vida Or Death And All His Friends" mal foi lançado, e foi direto para o topo da parada dos mais vendidos na Inglaterra. Pois é...
* QUEM TOCA NO CALANGO 2008 – O festival cuiabano, hoje um dos maiores e mais importantes do calendário musical independente brasileiro, anuncia os primeiros nomes de seu line-up deste ano. Tocam na capital de Mato Grosso entre os dias 8 e 10 de agosto, Macaco Bong, Pata De Elefante, Hurtmold, Fóssil, Contrafluxo, Elma e Do Amor. Como se pode perceber pelos primeiros nomes anunciados, a presença instrumental será forte no próximo Calango. E logo mais estas linhas zappers estarão divulgando mais nomes, que irão fazer o rock rolar em HellCity no início de agosto.
* ELES VOLTARAM!!! – O amor não é mesmo lindo? Pois em plena semana dos namorados, vem a notícia de que a ainda beeeela xoxotaça Pamela Anderson Lee voltou para os braços de seu eterno amado Tommy Lee (sim, ele mesmo, o batera do velhusco e cafona Motley Crue). Amor de pica...
* FECHANDO A TAMPA – O Sport ganhou o campeonato, o Corintians se fodeu e muito gente chorou e outros tantos ficaram felizes. Enquanto isso, o Congresso continua empurrando sem dó e sem vaselina no fiofó do populacho: o novo imposto CSS (isso ainda vai dar encrenca com o CSS, a banda) foi aprovado (ainda que por margem mínima de votos a favor, em relação aos contrários). E a inflação de maio foi a maior dos últimos doze anos. E aê, seu Lula, como é que fica???
O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: o novo e polêmico do Coldplay, óbvio. Uns amaram, outros detestaram mas o autor destas linhas online achou legal e melhor do que o anterior deles. Ouça você e tire suas conclusões.
* Balada: Grind, claaaaaaro! Neste domingo, 15/6, rola a grande festa de dez anos do projeto, lá na Loca (rua Frei Caneca, 916, Consolação, centrão rocker de Sampalândia) e Zap’n’roll estará lá, com certeza.
* Filme: O novo "Hulk" tem Edward Norton, Liv Tyler e William Hurt no elenco, e parte das filmagens foi feita no Brasil, numa favela carioca. Entrou em cartaz ontem nos cinemas brasileiros. O gonzola aqui nunca foi muito fã de HQs célebres adaptadas para a telona mas, de qualquer forma, o jeito é conferir a nova encarnação cinematográfica do (anti)herói verde. Então, fica aí a dica p

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14 Jun, 2008 às 4:44 PM Finas, é verdade mesmo sua info. O webmaster me disse que você está em média com 70 mil page views e a minha Jukebox com 64 mil, por mês. Claro que temos que nos orgulhar, e compartilho isso com ti, já que não temos toda a estrutura do IG e da Folha.
abração
14 Jun, 2008 às 4:48 PM PS: o Portshied, Third, é ótimo!! Mas o que poderíamos esperar de "jornalistas culturais" que começaram a ouvir musica quando nós já éramos quse veteranos - hehe - no riscado!!!
15 Jun, 2008 às 6:23 AM "a jovem compositora e cantora continua desenvolta em cena, se mostra calculadamente "atrapalhada" e algo infantil, é super simpática e sorridente com o público e transita com naturalidade entre o violão, o banjo, a gaita, a escaleta e até ao arriscar-se em um piano de calda".
"Dando provas de sua versatilidade com letrista e compositora, mostrou uma nova canção (no piano de calda)"
O que eu quero saber, Finas, é o sabor da calda do piano da Mallu. Morango? Caramelo? Chocolate?
É "piano de cauda", jegue!
18 Jun, 2008 às 6:20 PM Com certeza , trouxe o marketing dessa meiga criatura. É o outro que se vê, por detrás da cena. Nihil Obstat . Sobrepassou no tempo e espaço, karalho!!!
Apostaria em previsões sobre o futuro do efeito pop?
18 Jun, 2008 às 8:21 PM Cara, acompanho teu trabalho há seis anos (!!!) e é sempre uma delícia ler o que você escreve. Embora muita coisa sem sentido acabe tendo destaque em suas colunas (os comentários são sempre superlativos às questões que não têm importância alguma)é indiscutível que todos nós viemos aqui ler notícias que são publicadas em todas as mídias do gênero, porque são notícias escritas por você, sabemos que sempre terá um comentário peculiar,e foda-se se ele é polêmico ou contra o que pensamos. Enfim, o número de acessos à Zap'N'Roll não deixa mentir... E por "essas e outras", continuo vindo aqui, religiosamente.
Beijos.