Papo sério por aqui.
Neste post que está entrando no ar (e que você deve estar começando a ler agora, uia!), Zap’n’roll assume uma postura, hã, mais contudente e investigativa para, enfim, tentar desvendar o que está se passando em setores da hoje gigantesca cena musical independente brasileira. Como já foi falado nos posts anteriores o blog percebeu, durante sua visita ao Acre há três semanas (para cobrir o festival Varadouro), que fissuras começam a aparecer em uma cena que, até então, era unida por ideais artisticos e até politicos. Mas como em tudo que começa a ficar grande demais, era inevitável que uma cisão de idéias e um embate de egos surgisse também na indie scene nacional. Enfim, esse é um dos temas principais que você vai ler aqui neste post, que publica uma primeira entrevista com um dos personagens centrais dessa história, que é um dos produtores mais conhecidos da cena alternativa nacional, um sujeito que já foi bastante próximo e "amigo" destas linhas zappers mas que, ao se ver contrariado pelo assunto levantado pelo blog, passou a disparar ataques contra este espaço e seu autor. Normal: estamos aqui para isso mesmo e sabemos que, no final das contas e bem lá no fundo da verdade, não há amizades sinceras e desinteressadas quando se trata de interesses em jogo. O que há, sim (no entender do personagem entrevistado), é uma parceria (como eles adoram conceituar sua estratégia de atuação) que visa atingir objetivos comuns. E se dentro desta parceria você serve aos interesses dela, ótimo. Se não serve, está fora. Zap’n’roll acredita sim em parcerias. Mas não acha que ela esteja acima de qualquer amizade sincera, nunca. E como este blog procura ser profissional, e também honesto em suas (poucas mas boas) amizades, ele sabe que irá sofrer boicotes e retaliações por ter levantado a questão da fogueira das vaidades na cena indie brazuca. Paciência: estamos aqui pra isso, pra defender a informação honesta e o ponto de vista correto em primeiro lugar. Só isso.
* Abra seu coração para o Glasvegas! Comentado aqui mesmo há algumas semanas, o escocês que é a nova sensação do novo rock britânico ganhou mesmo o coração do blog, que não pára de ouvir as músicas deles no MySpace da banda (www.myspace.com/glasvegas), principalmente uma linda versão acústica para "Geraldine". Tem também a cover que eles fizeram para "Come As You Are", do Nirvana, e aí você se vêm diante de um improvável encontro entre o grunge de Seattle e as guitarras noise e vaporosas de um Jesus & Mary Chain ou um House Of Love, tudo envolto naquele clima pesado de brumas sombrias tão típicos do shoeggazing inglês do final dos 80’/início dos 90’. Não é mole: Zap’n’roll se sente como se estivesse tomando um drink, com o cérebro lesado, em algum canto do bar Espaço Retrô, papeando com sua querida amiga e liiiindaaa loira Aninha Marmo (que hoje mora em Londres), enquanto o som de Jesus na casa do amor perfurava seus tímpanos. O Glasvegas é dez! E já é um dos nomes preferidos desta casa, dentre os novos nomes do novo rock inglês.
* Falando em Jesus, já saíram os horários dos shows do Planeta Terra, que você pode – e deve – conferir na página de notícias aqui do site. E pela forma como foi disposta a programação, dá pra notar claramente que vai ser difícil abandonar o palco principal (com Jesus & Mary Chain, Kaiser Chiefs, Bloc Party, Offspring, Mallu Magalhães e Vanguart), pra ir ver as (boas) atrações do palco indie (Foals, Animal Collective, Spoon e Breeders, além dos locais Curumin e Brothers Of Brasil, seja lá o que for isso). Dj Stage? Neste, o blog vai passar, sorry.
* Não esquecendo que a promo com cinco ingressos na faixa pro festival continua a todo vapor, laaaaá no final do post, naquele e-mail que você sabe muito bem qual é.
* Falando em festivais, semana que vem tem o meio caído este ano Tim, neeé? Zap’n’roll vai ou não vai? Está pensando em ir... mas só pra ver MGMT, The National e Paul Weller. E só.
* E falando em abrir seu coração, abra seus ouvidos para o Nicholai Fraiture, o outro guitarrista dos Strokes que, a exemplo de Halbert Hammond Jr., também vai lançar seu disco solo. O cd se chama "The Time Of Assassins", tem participações especiais da Regina Spektor, do Nick Zinner (guitarrista do Yeah Yeah Yeahs) e está programado para chegar às lojas em seu formato físico no final de janeiro.
* Cribs na capa da NME desta semana. Eles merecem!
* Hein? O diretor da nova versão cinematografica de "Jornada nas Estrelas" (que deve ser lançada somente no ano que vem), admite que... não é fã da série? Ué...
* Hein II: Ivete Gagalo, ops, Sangalo, está com "pãozinho" no forno?
* Hein III: o que está se passando – ou não – afinal na indie scene brasileira, você lê agora, aí embaixo, em entrevista zapper com um dos personagens desta história.
A FOGUEIRA DAS VAIDADES CONTINUA...
E para falar a respeito do assunto, o blog fez entrevista, via msn, com o produtor cuiabano Pablo Capilé, um dos nomes responsáveis pelo coletivo Cubo e pela organização Fora do Eixo, além de um dos diretores da Abrafin (Associação Brasileira de Festivais Independentes). O que ele tem a dizer a respeito do tema, inclusive com ataques ao autor deste blog e tentativas solertes de tentar desqualificar o trabalho deste espaço rocker online, você confere abaixo:
Zap’n’roll - A cena indepedente musical brasileira cresceu muito nos últimos quatro anos e hoje possui uma visibilidade em termos de mídia e público que não possuía antes. Grandes festivais são realizados durante todo o ano e cada vez mais bandas estão mostrando seu trabalho. Em contrapartida, parece que está começando a haver cisões e desentedimentos entre algumas bandas e produtores, gerando uma velada ou já quase explícita guerro de egos. O que você, como um dos produtores mais destacados na cena atual, tem a dizer sobre isso?
Pablo Capilé – Em todo e qualquer movimento cultural que envolve artistas, jornalistas, produtores e demais agentes existem divergencias de opiniões, exsite diversidade de idéias, confronto de métodos etc etc etc, esse processo dialético é fundamental para a construção de um cenario musical pautado na pluralidade. Cada um defende suas convicções, coisa mais nornal do mundo, quando existem objetivos comuns trabalhamos para fortalecê-los, quando não existem continuamos a debater. É assim na cultura, na educação, no esporte, nas políticas públicas e em todo e qualquer segmento. 90% dos debates que rolam no cenário independente tem por objetivo o crescimento do movimento, os 10% que sobram é de frustrações, converssas fiadas e dramalhões patrocinados muitas vezes por jornalistas , um exemplo bem claro disso foi a sua coluna da semana passada. Fraca, desinformada e com o claro intuito de pegar fatos isolados , deturpá-los criando assim factóides que nao interessam a ninguém. E só interessam aos que estão buscando audiencia as custas de fofocas.
Zap - Ok. Se você acha que a coluna da semana passada foi fraca, desinformada e tinha por objetivo apenas criar fofocas e factóides, faz-se necessário saber: a) por que sua reação a ela em meu msn foi tão grosseira e destemperada, se ela não tinha importância; e b) o que você chama de "fofoca" e "factóides" era visível no festival Varadouro em Rio Branco, a saber: por que os grupos Macaco Bong e Los Porongas estão de relações cortadas? Por que a banda Camundogs não foi colocada no festival deste ano e em represália, cirou o festival paralelo Chico Pop, com outros nomes que também não foram escalados para o Varadouro?
Capilé - Primeiro, te respondi da forma que seu texto merecia, não tem pq respeitar quem da vazão a fofocas e converssas fiadas na tentativa de denegrir um trabalho sério que vem sendo desenvolvido por coletivos, bandas e festivais de todo o país. Segundo, Macaco Bong enxerga os Los Porongas como enxerga qualquer outra banda, alguns caminhos escolhidos afastam ou aproximam as pessoas, isso também é super normal em qualquer segmento. Ou existe uma necessidade de que as pessoas se abraçem e se beijem para coexistirem em um mesmo movimento? Quem dá valor demais pra isso é que é o egocêntrico da historia, quem acha que isso é pauta pertinente é que é o egocêntrico da historia. Sinceramente, acho que um jornalista de midia especializada tem mais o que fazer do que ficar pagando de Contigo. E quanto ao Camundogs é simples, houve uma votação no coletivo Catraia para escolherem as bandas que participariam do Varadouro desse ano, o Camundogs ficou de fora, e entendeu que seria bacana realizar um festival um dia antes para aproveitar os jornalistas que ali estariam, coisa mais normal do mundo, perspicácia da banda em produzir uma oportunidade bacana de difusão ao invés de ficar chorando. Mas essa questãao do Camundogs o Daniel Zen (secretário de Cultura do Acre, baixista da banda Filomedusa e um dos responsáveis pela organização do festival Varadouro) pode falar ainda melhor do que eu.
Zap - Muito bem. Pelo seu pensamento até agora, depreende-se o seguinte: está tudo ótimo na cena indie nacional e não há conflitos nela. E Zap'n'roll, que foi a PRIMEIRA mídia do Sudeste a aceitar um convite para ir conhecer a cena musical de Cuiabá há quatro anos, cena esta trabalhada pela produtora Cubo e a qual este blog sempre foi simpático e deu todo o apoio midiático possível, agora Zap'n'roll é persona non grata aos olhos da Cubo e se tornou um blog de "egocentrismo", "fofocas" e "factóides" apenas por que detectou fissuras de relacionamento numa cena que está se tornando grande demais - e tudo que cresce muito inevitavelmente gera conflito de interesses, só quem é idiota ou cínico e dissimulado demais que não assume isso. Portanto, dá pra dizer que a Cubo passa a tratar como inimigos aqueles que não concordam com seu pensamento e linha de trabalho, e aí incluem-se bandas e jornalistas como nós, que estão apenas fazendo um trabalho de reportagem que detectou um racha entre pessoas que antes trabalhavam unidas e agora não trabalham mais. Certo?
Capilé - Primeiro, mais uma vez vc demonstra o quão é dramatico e o quão realmente vem perdendo a noção da realidade. Em nenhum momento eu disse que não existem conflitos, disse sim, que esse conflitos de ideias, confronto de metodos e etc são super normais em um ambiente tao cheio de informações, estratégias e perspectivas como o setor cultural. O que eu contesto é essa forma babaca que alguns jornalistas utilizam pra querer imputar juizo de valor ao cenário independente baseado em meia dúzia de fatos isolados e distorcidos, e foi exatamente isso que vc fez na sua coluna anterior. Não é pq vc foi o primeiro a vir a Cuiabá que vc está imune a criticas ao seu trabalho, e não é pq eu critico o que vc escreveu que eu te tratarei como inimigo, estou apenas sendo sincero ao analisar o último texto postado em sua coluna. Mas, vc mais uma vez prefere fazer drama e criar factóides, tentando dar a entender que não aceitamos críticas, ao invés de sinceramente fazer uma auto critica e compreender que ficar tentando se mostrar antenado e informado, baseando-se em fofoquinhas de bastidores é patético. Não existe disimulação nenhuma, como eu disse acima 90% dos debates e conflitos no movimento independente são em prol da construção e estruturação do cenário, os 10% restantes é converssa fiada e fofoca. Quem nesse mundo ja não esteve unido em um momento e depois nao esteve mais? É normal, meu caro. O lance é que as vezes me esqueço que vc sempre manteve os mesmos parceiros desde quando começou a carreira.
Zap - O que você chama de "fofoquinhas de bastidores" não é visto da mesma forma por outros músicos e produtores ouvidos pelo blog. Mas enfim, para encerrar (e apesar de suas críticas agressivas ao blog e à minha pessoa, suas respostas serão publicadas, até como forma de o leitor tirar suas conclusões sobre quem aceita críticas com sapiência, equilíbrio e serenidade, e quem as rebate partindo para o ataque e a ofensa pessoal), algumas perguntas rápidas: por que a Cubo não concorda com o fato de bandas como Los Porongas e Vanguart terem abandonado de certa forma o modelo de trabalho preconizado pela Cubo, tendo optado por ir trabalhar com uma produtora de São Paulo, no caso, a Barravento?
Capilé - Primeiro, modelo a que vc se refere não é do Cubo e sim do Circuito Fora do Eixo, que envolve dezenas de coletivos, entre eles o Goma em Uberlândia, o Catraia no Acre, a Fosforo em Goiania, a Braço direiro em Londrina, o Plafita no Amapá, o Tomarock em Roraima, o Raio q o Parta em Porto Velho, o Forceps em Minas, etc etc etc. Segundo, o que não concordamos é com o modus operandi de determinados produtores que entendem que o mercado da música profissional não passa pela cena independente, que não compreendem a importância dos festivais independentes, que tratam os artistas como seres iluminados que só precisam se preocupar em compor, tocar e ganhar seus respectivos cachês, e os estimulam a pensar dessa forma. E desta forma estamos sempre abrindo o debate sobre até que ponto esse é o modelo que traz sustentabilidade para o cenário. O Artista Igual pedreiro é uma realidade mundial, e essas é uma das convicções que defendemos, o artista que se pauta mais no processo do que no produto, o artista que se pauta mais nos valores do que nos interesses e etc. Algumas bandas preferem um modelo, outras outro modelo, o debate esta aí pra isso, O que não dá é pra todo e qualquer questionamento em relação aos metodos aplicados cairem na vala comum dos que "não aceitam criticas". Esse é o maior papo furado, ja converssei isso tanto com Vanguart como com Los Porongas uma dezena de vezes, e eles sabem muito bem que é só dessa forma que conseguiremos avançar debatendo, pensando e criando alternativas.
Zap - Artistas não merecem ganhar cachê pelo seu trabalho? Aliás, segundo a matéria publicada na Rolling Stone, duas das maiores queixas dos que estão começando a discordar do método de trabalho do Circuito Fora do Eixo, é justamente o não pagamento de cachê à boa parte dos grupos que tocam nos festivais promovidos pela Abrafin, e também um suposto boicote a determinadas bandas que não concordam com o método de trabalho de vocês, ou seja: se não se alinham à Fora do Eixo, ficam na "geladeira" e não tocam mais nos festivais. Procede?
Capilé - As criticas não procedem, o Festival Calango por exemplo pagou cache para 90% das bandas que participaram, e vai pagar também todas as bandas locais ainda este mês, tão logo o governo do estado repasse a verba destinada ao Calango via fundo estadual de Cultura. Alguns festivais ja tem condição de pagar cachê para todas as bandas, outros pagam para algumas, e outros nao pagam em espécie mas tentam agilizar outras formas de pagamento como o Dosol que estará gravando um DVD pra cada banda e ainda auxiliando em turnês de bandas pelo Nordeste. O que importa é o que a banda combina com o produtor, e que esse combinado seja cumprido por ambas as partes. Quando uma banda aceita um convite para um festival ela sabe muito bem quais são os termos da negociação, é simples. E esse lance de cachê é bem mais complexo do que essas críticas ou do que a sua pergunta, temos que nos perguntar também qual o público que essas bandas têm em cada cidade, qual será o custo benefício para o produtor ao trazer essa banda, e isso passa tambem pelo trabalho da banda em consolidar público nas mais diversas cidades brasileiras para que possa melhorar a negociação com o contratante. Esse lance da geladeira é uma balela ainda maior, o circuito Fora do Eixo e a Abrafin colocam pra rodar mais de 500 bandas por ano, e só o que faz com que elas se mantenham é a qualidade da propria banda, é o serviço que ela presta, e quem define isso são os produtores, os jornalistas e o público. Achar que essa decisão é unilateral é muito reducionismo e fora de contexto.
Zap - Apenas para encerrar mesmo, um comentário: apesar de todo o seu ímpeto em desqualificar o trabalho do blog em função do comentário publicado no último post, sua entrevista está boa e será publicada quase que na íntegra (alguma edição no texto é inevitável). Apenas lamentamos que as ótimas relações que o blog já teve com você, com a Cubo e com a Fora Do Eixo, tenham se deteriorado pelo simples fato de que a partir do momento em que Zap'n'roll passou não apenas a elogiar o trabalho de vocês (ele continua sendo digno de nota, vale ressaltar sempre) mas também passou a observar que há VOZES DISCORDANTES em relação ao que vocês fazem (por melhor que seja o trabalho que vocês fazem, sempre haverá quem discorde dele, isso é democracia), só POR ISSO, ao que parece, o blog não é mais persona grata junto à Cubo/Fora Do Eixo. Mas normal, democracia também é isso e se por um acaso o autor deste espaço sofrer boicotes ao seu trabalho (como não ser mais convidado a cobrir festivais promovidos pelo circuito Fora do Eixo), ele não irá morrer por causa disso. Em um tempo em que a internet está aí, interligando tudo e todos em tempo real e onde um site como a Dynamite possui uma rede de colaboradores que permite que o portal possa cobrir qualquer evento fora de São Paulo, sem que seja preciso deslocar alguém da própria redação até lá, não será pela ausência em pessoa do blog que um festival deixará de ser reportado aqui. Claro que viajar é sempre bacana e estar "in loco" checando os fatos é melhor ainda. E também a assinatura de quem escreve o texto muitas vezes faz toda a diferença do mundo. Mas enfim, é isso: Zap’n’roll deseja toda sorte do mundo ao pessoal da Cubo e da Fora do Eixo. E agora que eles não precisam mais deste blog, poderemos sim olhar com ainda mais imparcialidade e distanciamento o trabalho que eles vêm fazendo dentro da cena musical alternativa nacional.
No começo da próxima semana o blog volta ao assunto, entrevistando integrantes do grupo Los Porongas e também – e talvez – integrantes do Vanguart.
O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Blog: o do amigão Jesse Navarro, que tem seu link entre os indicados aí do lado. Divertido, texto mezzo gonzo como o que você lê aqui, o último post do Jesse conta o "estranho caso" da bolsa, que foi protagonizado por ele na semana passada, após a putaria rocker que foi o show do Vive La Fête em Sampalândia. Dá uma lida lá!
* Cinema: começa hoje a já tradicionalíssima Mostra Intermacional de São Paulo, né? Prato cheio para cinéfilos, como o autor deste blog. E na seleção deste ano, vaaaaários filmes dedicados à música, inclusive um que conta a trajetória da deusa Patty Smith. E aê, vai perder???
CAINDO NA BALADA
Voando que hoje é quinta e começa a temporada do Mudhoney em São Paulo, com show também amanhã lá na Clash Club (rua Barra Funda, 969, Barra Funda, zona oeste de Sampa). Depois, você pode aproveitar e emendar na Torre (rua Mourato Coelho, 569, Vila Madalena, zona oeste paulistana), onde os djs Bispo, Click, Alê Helsink e Pardal vão comandar a festa até o sol raiar. Ou então ir curtir Rock Rocket (que toca na festona de cinco anos da Zap’n’roll, dia 1 de novembro na Outs, ao lado do Daniel Belleza, do Detroit e do Remoto Controle) na Funhouse (rua Bela Cintra, 567, Consolação, centro de Sampa), na noitada fervida promovida pela lindaça Indaiara Moyano.///Sexta? Vem que tem: Borderlinerz no Inferno (rua Augusta, 501, centrão rocker de Sampa), mais Vilania, Mariatchis e The Name na Outs (rua Augusta, 486), além do Vanguart em seu primeiro show pós-gig rápida pelas "Oropa", lá no StudioSP (rua Augusta, 595).///Sabadón??? Vai ter dobradinha bacaníssima na Outs, com os cariocas do Moptop e os mineiros do Monno, além dos Narcotic Lovers no Belfiori (rua Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda). É isso aê: vai nessa e curte a balada com força!
PRÊMIOS, VENHAM, VENHAM!
Tá na hora, né? Então, tipo rapidão:
* Marcus Freitas Filho, Ana Cristina Sueeco, Marta Oliveira (todos São Paulo/SP), mais Daniel Silva (São Leopoldo/RS) e Orlando Freitas (Rio De Janeiro/RJ), vão receber exemplares do primeiro disco do Vanguart:
* Cíntia Bastos (São Paulo/SP), fica com o disco do Seychelles;
* E Marcus Fellipe (Rio Claro/SP), com o álbum do Instiga;
* Alexandre Carvalho vai hoje, Quinta, curtir Mudhoney na Clash;
* E Glauber Ribeiro vai amanhã ver os grunges lá na Barra Funda.
É isso? Por enquanto é isso. Mas continuam na roda, pelo finatti@dynamite.com.br:
* CINCO INGRESSOS para o Planeta Terra Festival, dia 8 de novembro em Sampa. Corre que a caixa postal do pobre blogger maloqui já está entupida de pedidos desesperados.
FUOMOS!
No começo da semana entra post novo, okays? Falando da blogosfera pop, dos glams paulistanos, colocando mais prêmios em disputa etc. Então, vamos lá curtir o Mudhoney e descansar (ou enfiar o pé na lama, hihi) no finde, pra voltarmos com tudo na segunda ou terça-feira, certis? Até!
(enviado por Finatti às 18hs.)

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16 Oct, 2008 às 9:55 PM Pois bem. É inevitável colocar aqui algumas considerações sobre os "fatos" deturpados que muitas vezes somos reféns, especialmente quando nos tornamos mais visíveis. Como uma das participantes do espaço cubo e envolvida direta ou indiretamente no seu texto finatti, é importante ressaltar como o poder da comunicação é mesmo algo que deveria ser dado a poucos, digamos assim, àqueles que tem verdadeira responsabilidade sobre o que publicam, reconhecendo o princípio básico da integridade em emitir uma opinião que fatalmente se torna opinião de outras pessoas. Nessa perspectiva, vejo que o seu vacilo com o espaço cubo se torna inerente desde o calango 2007, agindo de maneira irresponsável, com fins próprios sem enxergar as consequências dos seus atos para além do seu umbigo. Sem se preocupar com as pessoas que ali estao, trabalhando duro para a construção de uma cena extremamente difícil, como a cena independente, especialmente na perspectiva de uma cena coletiva, democrática e cheia de princípios. Pela segunda vez, o seu vacilo persiste. Primeiro porque já tira as suas conclusões e as passam como se fossem verídicas, sem nem ao menos considerar o outro lado da história. E mesmo conversado comigo e sabendo os motivos reais de qualquer idéia divergente, ignorou veementemente o que esse lado te trouxe. O que só me faz pensar que independente do fato, você está atrás de afirmar o que é conveniente pra você. E pra mim ainda fica mais claro que não somos nós quem "boicotamos" aqueles que pensam diferente da gente (afinal, nós auxiliamos todas as pessoas que quiseram participar desse processo, até mesmo aqueles que sempre usaram oportunamente do circuito e do cubo para crescer, isso é fato empírico). Já você finatti, está sempre preocupado com seus problemas pessoais, sua ascensão pessoal, acreditando que sua divulgação deve tornar todo mundo submetido aos seus disparates inconsequentes que nada acrescentam pra essa cena. Ou jogar cerveja na cara de um convidado de um festival constrói a cena? Ou deturpar convenientemente o processo de uma equipe inteira que trabalha arduamente dia e noite pelo processo só porque você não veio em um festival nosso é construçao pra cena? Acho que tá claro aqui, que a fogueira das vaidades é algo que se aplica a você.
16 Oct, 2008 às 10:09 PM Caro Finatti, estive durante uma semana em Rio Branco, durante o festival Varadouro, e fiquei perplexo com a maneira que vc retratou os fatos que segundo vc demarcam uma cisão no universo da música independente, como se uma discordância de idéis e caminhos fosse algo imponderável e absurdo. E aí sou obrigado a reforçar o que já vem sendo dito e dizer que seu texto e a reação de algumas pessoas parece mais dramalhão mexicano do que um relato jornalistico que mereça respeito. Além disto, suas insinuações sobre possíveis retaliações que a coluna pode receber por parte do Circuito Fora do Eixo demonstra claramente que sua maior preocuapação não são os fatos, mas sim as consequências que suas atitudes destemperadas possam ter. É muito injusto vc colocar que o Cubo e o Circuito não são democráticos, que não aceitam criticas, justamente pq esta galera, que sempre te recebeu de braços abertos, se posiciona honestamente e não tem medo de emitir suas opiniões. Na verdade, quem vem utilizando a coluna como veículo de ameaça e se fazendo de vítima é vc, que prefere explorar fatos pouco relevantes, mas bombásticos, do que encarar o desafio de discutir mais profundamente a nova realidade da música brasileira. Se vc tivesse esta disposição estariamos aqui discutindo pq modelos como o reproduzido pela Barravento não são mais viáveis, ao ponto que uma nova lógica de produção cultural emerge expondo as fraquezas e debilidades desta lógica predatória e excludente que caracterizou o universo musical até hj,ao invés de falarmos de briga de amigos, valor da amizade, que ao meu ver são temas muito subjetivos e pouco interessantes para pensarmos o que vivemos hj na música brasileira. Quando vc prefere discutir estes factóides fica claro para mim as suas intenções, que mais uma vez são fruto de anseios pessoais e de uma busca de vitimização da coluna, que sempre foi importante para o cenário independente, e por isto não deveria se transformar em espaço para comentários mal-intecionados que visam desqualificar um trabalho tão sério como o que o Cubo e o Circuito Fora do Eixo vem fazendo. Não somos xiitas, e muito menos anti-democráticos, pelo contrário, com nossos posicionamentos verdadeiros estimulamos uma discussão franca e honesta para buscarmos ampliar e qualificar ainda mais o trabalho que todos nós desenvolvemos em prol da música brasileira. Este sim deveria ser o teor de nossa discussão, ao invés de termos uma atitude de ataque velado movido por desconfianças e medo de retaliação. Vc sabe que sempre respeitamos seu trabalho e que não temos esta prática sugerida pela coluna, e espero que a partir de agora possamos discutir fatos realmente relevantes ao invés de briguinhas de ego, que como sabemos faz parte do universo artistico mas não contribuem para o debate que nós do Circuito fora do Eixo buscamos travar. Abraço!
17 Oct, 2008 às 1:49 PM Finatti, apesar da sua experiência você se mostra muito ingênuo. Tá na cara que nunca participou de projetos e parcerias. É óbvio que o dinheiro fala mais alto, essa história de parcerias é boa até a página dois. Talvez se tu não desse tantas baixarias em festivais ainda estivesse na parceria. E o Glasvegas, cara, sinceramente, mais um lixo. Muito fraco, a mesma ladainha de sempre. Qual a novidade nessa banda?
17 Oct, 2008 às 1:59 PM Ehehe, Capilé deu um banho em você meu caro. É óbvio que seu blog é palco de fofocas e factóides, fora seu egocentrismo obtuso e até doentio. Capilé pondera muito bem as colocações dele, enquanto você, gonzo, pareceu perdido na entrevista sem muita argumentação. Não vou me estender, mas o que fica claro e cristalino é suas atitudes o colocaram fora do circuito. O cara tá certo Finatti, em todos os segmentos de trabalho as pessoas não são obrigadas a conviver bem ou saírem se beijando, mas tem que haver o respeito, coisa que muitas vezes falta a você aqui nesse espaço Contigo do site. Publica essa meu caro zapper!!
17 Oct, 2008 às 2:03 PM Capilé matou apau!!!!!!!"Primeiro, mais uma vez vc demonstra o quão é dramatico e o quão realmente vem perdendo a noção da realidade. Em nenhum momento eu disse que não existem conflitos, disse sim, que esse conflitos de ideias, confronto de metodos e etc são super normais em um ambiente tao cheio de informações, estratégias e perspectivas como o setor cultural. O que eu contesto é essa forma babaca que alguns jornalistas utilizam pra querer imputar juizo de valor ao cenário independente baseado em meia dúzia de fatos isolados e distorcidos, e foi exatamente isso que vc fez na sua coluna anterior".
17 Oct, 2008 às 2:09 PM É inacreditável o quanto esse Capilé (e a sua meia dúzia de três seguidores, né Macaco Bong?) odeia a música e os músicos. Que papo é esse de "tratam os artistas como seres iluminados que só precisam se preocupar em compor, tocar e ganhar seus respectivos cachês"?? O que ele vai criticar depois, o médico que "só" precisa se preocupar em clinicar, operar e ganhar os seus respectivos honorários? Ou o gari que "só" precisa se preocupar em limpar, reciclar e ganhar o seu respectivo salário? Que parte da descrição do trabalho de "músico" essa gente não entende?? Os caras são recalcados a ponto de transformar esse recalque numa guerra contra a mínima possibilidade de músicos desenvolverem os seus talentos, e viverem bem disso. Que coisa mais pavorosa. Acho que já passou da hora de músicos, produtores e jornalistas com vergonha na cara começarem a boicotar eventos (inclusive os da Abrafin) com a participação de gente que demonstra tamanho ódio gratuito em relação à música e aos músicos.
17 Oct, 2008 às 2:21 PM Humilhante Finatti. Você está fora dos Festivais pelos problemas que criou, as brigas e confusões. Sua presença inoportuna e desagregadora era tolerável, mas não é mais. Os caras cansaram de você, tanto os produtores como os músicos. DUVIDO que faria essas críticas e fofocas, com argumentos insípidos e pouco embasados, se estivesse ainda sendo convidado para os festivais. Mas se você acredita mesmo que só por discordar da forma que eles produzem e administram os eventos, procure lá atrás na sua memória quem começou a melar essa relação.
17 Oct, 2008 às 3:09 PM que assunto chato.
17 Oct, 2008 às 7:11 PM Como esse capilé é retardado, achar que banda não tem direito a cachê em festival patrocinado pela petrobras e governo é a coisa mais estúpida que ja li, acho que está na hora de formar o circuito fora do fora do eixo porque trabalhar com música é dificil ainda mais com ladrões igual a ele fudendo ainda mais com as bandas.
17 Oct, 2008 às 10:09 PM Acredito que chega uma situação que as pessoas tem q fazer suas escolhas,julgar se é certo ou errado cabe a cada um fazer isso constando naquilo q acredita,e por si só, se existi máscaras, elas caíem sozinha e a imagem do verdadeiro eu sai das sombras...e isso deve doer pra cacete!!!ou não.
18 Oct, 2008 às 12:50 AM O Finatti não vai mais pra Cuiaba por outros motivos, mas é bom não ficar lembrando. Chega de pasta base para você, White Nose!
18 Oct, 2008 às 3:15 PM Algumas considerações rápidas:
1 – em primeiro lugar, o blog quer se desculpar pela pequena demora em liberar os comentários, algo que não acontecia há tempos. O que houve é que meu velho/novo computador (agora com um programa WindowsXP, ainda loooonge de ser o ideal mas um pouco melhor do que o Windows anterior que eu tinha, e que tb estava instalado num lentium à lenha que já foi devidamente aposentado) vez por outra ainda “briga” com o sistema administrador dos blogs e aí só consigo fazer algo nele quando os dois (compu e administrador do blog) chegam a um acordo. Foi o que aconteceu desta vez: eu não conseguia liberar os comentários, mesmo querendo fazê-lo. Portanto, não se tratou de qualquer tipo de censura – isso não existe aqui, salvo em casos raríssimos, como o do comentário enviado pelo fake Fausto Silva, que apontou alguns erros de informação cometidos pelo blog, mas seu comentário foi vetado em função do tom de ameaça do mesmo e também pela forma insultuosa como foi escrito. Fora isso, todas as opiniões emitidas sobre a entrevista com o produtor Pablo Capilé estão aqui, as contrárias e as a favor. Eu imaginava que o assunto ia render aqui na página reservada aos comentários dos leitores, e não seria nada justo da minha privilegiar defensores ou detratores do que o produtor cuiabano diz em suas respostas.
2 – Achei o comentário do Thalles, de Uberlândia, extremamente pertinente, equilibrado e sensato, ainda que ele me critique e não concorde com muito do que está escrito na Zap. E eu ficaria imensamente feliz se a maioria dos posts de leitores que chegam aqui fossem no mesmo nível do enviado pelo Thalles. Sobre o que a Lenissa escreveu, em nome do carinho e amizade que ainda sinto por ela, prefiro não polemizar nem rebater. Eu só queria lembrá-la que, se eu NÃO tivesse dado espaço para o “outro lado” se manifestar a respeito do que o blog notou em Rio Branco (um certo clima tenso de animosidade entre algumas bandas e produtores envolvidos na cena indie nacional atual), eu não teria convidado seu parceiro na Cubo, Pablo Capilé, a dar entrevista sobre o tema no blog, onde ele teve todo o espaço do mundo para se manifestar, mesmo eu sabendo que ele iria utilizar este espaço de alguma forma para tentar desqualificar meu trabalho, logo eu que SEMPRE procurei dar força e apoio ao trabalho desenvolvido pela Cubo e pela cena alternativa brasileira como um todo. Quanto ao fato de eu me comportar desta ou daquela forma em festivais, como eu já disse: sou realmente estourado, briguento, pavio curto etc. São defeitos que tenho, como todo ser humano (inclusive Pablo Capilé, Lenissa Lenza e os fakes covardes que me atacam aqui, só que os defeitos deles, destes fakes, eles devem deixar guardados a sete chaves, para não se envergonharem, claaaaro) tem e nunca escondi isso do pessoal de Cuiabá ou de qualquer outro local onde fui cobrir festivais. Se quiserem me aceitar assim e quiserem continuar contando com minha presença, se julgam que meu trabalho como jornalista musical é importante e vale à pena para os eventos que produzem, ótimo, a Zap’n’roll estará sempre aberta a continuar apoiando a cena indie, como sempre esteve. Senão, como eu já disse um milhão de vezes, não vou morrer se não for mais a nenhum festival alternativo no Brasil, mesmo porque já estive em dezenas deles durante anos, e isso acaba cansando um pouco. Agora, curioso – e vale sempre ressaltar isso – é que durante quatro anos ninguém reclamou do meu comportamento (mesmo quando eu errei e assumi que errei, ao atirar uma lata de cerveja na cara do sr. vcs sabem quem, lá em Cuiabá, no ano passado). Bastou a Zap’n’roll detectar algo incômodo para meus prezados amigos (serão ainda meus amigos, ou “parceiros”?) da Cubo e da Fora do Eixo, para que eles passassem a cuspir raios e trovões. Assim é a vida...
3 – Voltando ao comentário censurado do fake covardão Fausto: grato pelas correções no nome do baixista (e não guitarrista, como escrevi erroneamente no blog) dos Strokes, e no da deusa Patti Smith, além de esclarecer quem são os Brothers Of Brasil, que o amigo e vizinho Popload tb não sabia do que se tratava, por exemplo. Essas correções já estão sendo providenciadas no corpo do blog. Mas seu comentário será mesmo vetado, até que vc deixe de ser covarde, agressivo em excesso e deixe de fazer ameaças infantis quando escrever aqui.
4 – Novamente, faltam imagens no blog. Pois é, é outro problema que prometemos resolver em breve, ok? E resolver de forma definitiva.
Abraços em todos os leitores e bom finde! (escrevo no começo da tarde de Sábado, 18/10/2008)
18 Oct, 2008 às 9:34 PM "modelos como o reproduzido pela Barravento não são mais viáveis"
Ah, sim. Tanto não são viáveis que o Vanguart acabou de tocar em Berlim, e só não tocou em Londres porque os caras devem ter feito alguma asneira e foram barrados pela imigração. Seu Jorge, Rodrigo Amarante e Orquestra Imperial, outros agenciados pela Barravento, também não me parecem exatamente estar pedindo esmola no metrô.
Pra mim está claro que o que está acontecendo aqui é uma simples questão de briga por mercado. Os Fora do Eixo estão ficando ressentidos com o fato de as principais atrações desse circuito estarem sendo "cooptadas" por um mercado maior, com mais oportunidades para os artistas, o que os faz reagir com raiva ainda maior que a habitual. Os srs. Capilé, Lenissa, Talles e etc. não são burros, e sabem que se o Vanguart e outras grandes atrações do meio independente começarem a ficar com a agenda lotada tocando no Rio, SP, Nova York ou na Sibéria, os festivais independentes vão ficar esvaziados das suas principais atrações. E aí, adeus dinheiro público financiando essas festinhas particulares.
É preciso passar uma imagem de que está tudo bem no independente, daí essa insistência em dizer que não existe rixa nenhuma, que o Finatti está inventando ou exagerando as coisas, etc. Mas vejam só a recente entrevista dos Los Porongas no próprio site do Fora do Eixo: http://www.foradoeixo.org.br/noticia.php?id=199 . Na última pergunta, a banda aproveita pra espezinhar o festival Casarão, de Rondônia, por este ter levado bandas como Pitty e Cachorro Grande. Logo abaixo nos comentários, o organizador do Casarão responde. E a picuinha está estabelecida.
Ou seja, não é nenhum exagero que as coisas andam estranhas no meio independente. Exagerada é a forma histérica como algumas pessoas negam a existência desses problemas. Pra quê isso? Por que a recusa em falar das coisas? Cadê a transparência de que essas pessoas tanto se vangloriam?
Os problemas existem, e são bem mais sérios do que alguma suposta traição de amizade. O que acontece é que está rolando a seleção natural, naturalmente, e as bandas que ficaram por cima na cadeia alimentar estão subindo para um mainstream que, ao contrário do que alardeiam certos independentes, não ficou parado vendo o mercado se deteriorar. Enquanto o independente se organizou, o mainstream se reorganizou e também aprendeu a trabalhar dentro das suas possibilidades. O resultado são empresas como a Barravento, que oferecem oportunidades aos artistas que o independente ainda não tem condições de oferecer, num esquema de trabalho tão justo quanto, se não mais, que os esquemas independentes (e certamente mais profissional). E por isso alguns indies se horrorizam: quando não houver mais bandas de qualidade dispostas a tocar de graça nos festivais, os festivais acabam. E aí Capilé e cia. vão ter que arrumar um emprego, o que pra quem tá acostumado a mamar nas tetas do governo deve ser um pensamento terrível.
19 Oct, 2008 às 5:31 AM Se o Capilé, perder essa mamata que ele articula, poderá abrir alguma igreja do tipo universal, porque ele tem uma vocação imensa para ser um pastor picareta,
19 Oct, 2008 às 8:50 PM Capilé destruiu o Finas. E depois desses comentários da galera, eu me aposentava. Foi humilhante. Só esse fake do Glauber mesmo para defender a Barraventos, que barrou os ventos do Los Porongas.
19 Oct, 2008 às 9:40 PM profissionalismo pouco é bobagem.
http://www.youtube.com/watch?v=Ar9a-F4BBXQ
19 Oct, 2008 às 9:56 PM Jacob, você se engana ao colocar somente o Vanguart nas que estão se destacando, e muito. Macaco Bong, Porcas Boerboletas, MQN, Diego de Moraes, Curumim, Do Amor, Retrofoguetes, Pata de Elefante, Moveis Coloniais de Acaju, e muitas muitas outras também estão rodando o país e o mundo trabalhando dentro da cena independetne. O moveis recenbtemente esteve em turne na Europa, o Macaco em turne no Canada, o Lucy em Turne na Europa e No canada, e esse mercado nao para de crescer.
Vc faz parte do timinho do finatti que só quer ver a cena pegar fogo ao invés de analisar os números que este cenario promove.
Paciencia.
20 Oct, 2008 às 2:45 AM É, pelo jeito, essa “bola” levantada com muito acerto pelo blogão zapper, está beem longe de murchar. De modos que daqui a pouco, a Segunda parte dessa história, com mais entrevistas com outros personagens envolvidos nela.
Agora, o que o pobre Miguel chama exageradamente de “humilhante”, eu chamo de tentativa sagaz e aguerrida de defender um ponto de vista (no caso, o produtor Pablo defendendo o ponto de vista dele). Ele está certíssimo, está no papel dele. Estranho seria ele concordar com quem está discordando dele, rsrs. Mas é claro que o Miguel é da turma dos puxa-sacos da Cubo, Fora Do Eixo etc, assim como há os que são contra os métodos das mesmas entidades. E aqui haverá sempre espaço para os dois lados se manifestarem.
Sobre o link do YouTube enviado pelo tal Mikhail: não é novidade para ninguém o que aconteceu no festival Calango, em Cuiabá, ano passado. Perdi mesmo o controle e parti pra cima de um sujeito que é um dos canalhas mais abjetos que existem no jornalismo musical brasileiro, e que sempre procurou FODER a cena independente nacional, ao contrário de mim, que sempre esteve ao lado dela nos últimos dez anos ou mais. Mas é claro que esse Mikhail é o típico covarde que prefere apontar o dedo para os erros dos outros e os seus próprios podres (que não devem ser poucos), ele varre correndo pra debaixo do tapete.
Me aposentar? Daqui a alguns séculos eu penso nisso.
E quanto ao pedido do leitor Carlos, tudo bem amigo: estamos aguardando seu novo comentário. Abração!
20 Oct, 2008 às 2:11 PM jacob disse bem. não há pq evitar essa discussão, q já se instaurou, e se instaurou em hora muito a propósito. finatti, sem dúvida nenhuma o melhor escritor dentre tantos jornalistas picaretas q cobrem os festivais (não simpatizo tanto c a figura do finatti, mas admitamos q o menino sabe compor) agiu muito corretamente, levantando uma questão inevitável, mesmo q evitada a todo custo pelos cubistas. e o fez de maneira correta, abrindo espaço para o capilé etc. tentar desacreditar o finatti com a história da cervejada, sim, me parece apelativo e inconsistente. Não é pq o cara, como aliás qq um nessa vida, aprontou na balada, q ele vai perder para sempre o crédito. Eu mesmo já reparei isso, e não tem como negar: a cobertura do finatti é sempre a mais interessante. repito: não sou fã do cara, pessoalmente, mas acho q a bola q ele levantou só tem a contribuir para o fortalecimento da discussão. Mas não sei se é isso o q interessa ao topo da cadeia do cubo. concordo plenamente tb c o andré: se o músico fizer boa arte, boa música, está ok. o músico só entra para as fileiras do espaço cubo se assim o quiser. constranger artista com a pá de pedreiro é de fato uma coisa muito assustadora. se isso interessa ao macaco bong, bom pra eles. se isso não interessa a fulano de tal, deixa cada um definir o seu caminho. arte é liberdade, nada a ver essa postura impositiva. acho tb q a fala do pablo tenta desmentir o finatti mas na verdade apenas confirma as suspeitas: é uma fala intolerante (para c a figura do jornalista), e não esclarece nada. acho muito sintomático o fato de dois músicos darem declaração e pedirem para não serem identificados. pra mim, isso é sinal claro de q a intolerância (seguida de alguma represália, consciente ou inconsciente) para com as partes divergentes existe. o circuito fora do eixo é coisa muito importante, tem imensa responsabilidade já, não pode se perder nessas facilidades de poder. Sem dúvida, é o grande acontecimento do rock brasileiro dos últimos tempos. E é justamente por isso q as discussões têm de ser feitas de maneira aberta, tolerante, respeitosa. Uma coisa tão bonita assim não pode se macular com imposições cegas, ou com o desrespeito às diferenças. Hora talvez do pessoal da linha de frente sair da defensiva, realizar a auto-crítica, porque pensar como o coração aberto sempre é bom. E sem rancores pessoais. Isso é um atributo do brasileiro. O brasileiro não consegue discutir política ou estética sem o peso do rancor, da pessoalização excessiva. Não vi, hora nenhuma, por parte do finatti, desrespeito ao capilé ou à lenissa ou ao tales. Mas vi, por parte do pablo (uma grande inteligência, diga-se de passagem), algum desrespeito ao jornalista, no exercício de sua função. Alguém disse atrás q os cuiabanos são mais políticos q artistas. De certa forma, concordo. Acho q é hora de privilegiar mais os critérios artísticos. O q é bom, artístico, é o mais potente. nada pode ser mais potente q uma arte bem realizada. então talvez seja tempo de começarmos a rever essas curadorias pautadas por questões políticas. e outra coisa. Como o circuito, ao que parece, quer ser democrático, talvez seja tempo de arejar as coisas. circulação de poder é uma das premissas da democracia. Excessiva centralização, todos sabemos, pode viciar as coisas.E nunca nos esqueçamos dos beatles: all we need is love.
20 Oct, 2008 às 2:14 PM obrigado pela mediação, finatti. essa redação final,q acabei de mandar, está menos acalorada, e por isso mesmo mais convincente. continue mandando brasa, sua participação na parada toda é fundamental, e tem peso histórico. te vejo por aí, abraços maranhenses.
20 Oct, 2008 às 3:33 PM Ô Jonas, esse seu é o tipo de post que eu respondo com má vontade e má educação, mas hoje vc deu sorte. Sempre que eu vejo esse povo do Espaço Cubo se manifestar, com o seu ódio gratuito a tudo e a todos (exceto eles mesmos, claro), me bate uma vergonha alheia meio incapacitante. Essa gente deixa claro o quanto a raiva rebaixa o ser humano, e aí eu não tenho mais coragem de reagir com raiva a quem discorda de mim. Então vamos só esclarecer o que vc não entendeu, ou não quis entender, do meu post:
Eu citei o Vanguart por um motivo muito específico, caso vc não tenha lido todos os posts. Um usuário alegou algo como "o modelo reproduzido pela Barravento não é mais viável". Isso não é verdadeiro, e eu citei apenas UM de vários exemplos possíveis que demonstram que esse modelo é viável sim, e está aí dando resultados, pra quem quiser ver.
(Aliás, esse modelo é tão viável que daí surge a minha certeza de que tudo isso é disputa por mercado. Se não estivesse tendo sucesso, os indies profissionais não estariam sentindo a necessidade de empurrar meias verdades e mentiras inteiras pra tentar desqualificar o trabalho bem-sucedido dos outros, quando esses outros são concorrência direta dos independentes.)
Mas enfim, a questão é que nem eu nem o outro usuário estávamos falando de "bandas que se destacam no cenário independente". É óbvio que existem bandas se destacando nesse meio. Não era esse o assunto que estava sendo discutido. Portanto, o seu comentário é tão apropriado quanto usar casaco de pele na praia. Cá entre nós, eu sei que o seu objetivo era só encher o meu saco, e não participar da discussão de forma construtiva, mas tudo bem.
20 Oct, 2008 às 3:54 PM Só vi o post do Carlos agora, e esse sim matou a pau. Se todos os envolvidos com a cena tivessem metade da sabedoria e cabeça fria que o cara demonstrou no post, essa cena seria algo muito mais legal de se acompanhar, participar e apoiar. Humilhou a todos, inclusive a mim.
Valeu Carlos, e valeu Finas por disponibilizar esse espaço que, quem diria, acaba servindo pra motivar reflexões importantes. Eu convido todo mundo a começar a semana refletindo sobre o que vcs acham realmente importante na vida, se vale a pena fomentar tanto ódio só pra ter a ilusão de poder que a direção de festivais (que nem são isso tudo) ou a posição privilegiada numa Abrafin (que também não é isso tudo) podem fornecer. Convido os jornalistas a refletirem se vale a pena ver o mundo girando em torno do próprio umbigo - e o Finas tá longe, longe de ser o único que faz isso -, e finalmente convido os colegas fakes a avaliarem se vale a pena ficar deixando comentários em blogs como este só pra fazer a roda do raiva continuar se movimentando. Se acompanhar as coisas da cena te deixa tão irritado, então por que vc não manda logo tudo pro caralho e vai ouvir jazz, ou qualquer outra coisa que te deixe mais satisfeito? Eu certamente vou pensar nessas coisas. Como diria o poeta e gordo Fausto Silva, só o amor constrói. Beijos na bunda pra todos.
20 Oct, 2008 às 4:08 PM Carlos, claro que a participação do Finas na Parada Gay no seu trio elétrico está confirmada. Mas o que me deixa perplexo é a ingenuidade de quase todos. O grande e maior objetivo do Finatti é REVENGE, porque se não tivesse sido barrado no baile por suas baixarias dificilmente estaria causando a polêmica. Reflitam sobre isso meninos. Estaria o maloki gonzo se indispondo com o Cubo e o Fora do Eixo se estivesse surfando na onda?
20 Oct, 2008 às 6:52 PM Só respondendo ao fake Junkie: eu detectei essa "fissura" no seio da indie scene durante minha última estada no Acre, cobrindo UM FESTIVAL ASSOCIADO À ABRAFIN - logo, eu continuo surfando na onda.
Mas confesso que já estou meio cansado de surfar nela. O que de forma alguma significa que eu vá deixar de apoiar os eventos promovidos pela Abrafin, pela Cubo ou Fora do Eixo. Ou que eu queira algum tipo de vingança contra alguém.
O que eu prezo em primeiro lugar é a cobertura dos fatos que merecem ser noticiados - sejam eles do agrado ou desagrado de quem quer que seja. O resto sim é factóide.
20 Oct, 2008 às 9:01 PM "Eu continuo surfando na onda. Mas confesso que já estou meio cansado de surfar nela."
O HumTeco Finaratz já está com a desculpa ensaiadinha porque sabe que depois dessa e de todas as vans que quebrou, brigas que causou e contas que não pagou, 2009 será um ano pesado para ele. Vetado do mainstream, gongado pela Abrafin. Para onde migrará agora nosso surfista predileto. Sugiro que pegue uns jacarés na Billings.
Queria saber de qual banda é esse Jacob fake. Deve ser de alguma muito ruim. É muito recalque e inveja. Fora a ingenuidade de achar que pode destruir o Cubo postando no blog do Finas.
20 Oct, 2008 às 10:35 PM E quem seria esse Miguel mané? O próprio Pablo Capilé, escondido atrás de fake, ou alguém da Cubo ou ligada a alguma banda muito ruim mas que lambe o saco da produtora cuiabana?
21 Oct, 2008 às 1:51 PM Vejam como são as coisas. Eu aqui me empolgando porque finalmente os MÚSICOS começam a ter uma estrutura que defenda os seus interesses, finalmente começa a se materializar a possibilidade de viver de música, e o cara enxerga isso como "recalque e inveja"?
Na boa, quem é que deve ter inveja aqui? Eu, ou um circuito independente que, em uns 5 anos (ou mais de 10, em algumas praças), não conseguiu ou não teve o mínimo interesse em proporcionar aos músicos uma estrutura profissional, dentro da qual o músico possa viver da sua arte, com isso tendo tempo para estudar, se atualizar e fazer música cada vez melhor?
Quem é o recalcado, eu ou produtores que empurram uma ideologia questionável segundo a qual o trabalho de compor e tocar não vale nada - certamente com o objetivo de desqualificar o trabalho do músico mais ainda do que a indústria fonográfica e a sua obsessão por dinheiro já haviam desqualificado -, na esperança que com isso a prática abominável de não pagar cachê pras bandas que participam do seu evento se torne algo aceitável?
Ou ainda, recalcados não seriam os músicos que assinam embaixo dessa tal ideologia, tentando convencer as pessoas que o eventual sucesso da banda se deve não ao fato de ela ser formada por bons músicos que fazem boa música, mas sim ao fato de os músicos carregarem os próprios equipamentos? Aliás, qual o interesse da banda em veicular esse tipo de desinformação? Tentar esconder o verdadeiro segredo do sucesso, pra que outras bandas não possam imitá-lo e virem a se tornar concorrência?
É esse o futuro do independente e da música brasileira? Manipulações ideológicas pra permitir que produtores possam explorar o trabalho dos músicos sem serem perturbados (uma picaretagem que nem a malfadada indústria fonográfica teve a coragem de perpetrar)? Bandas espalhando desinformação, por medo da concorrência que um fluxo realmente livre de informação possa gerar? Uma cena toda baseada em falta de empatia, falta de respeito, intolerância, medo e desinformação?
Ou o futuro está na mão de músicos sérios, trabalhando com empresas sérias, todo mundo tendo a visão de que é vital remunerar o trabalho do músico (assim como o de todos os envolvidos)? Que é vital nunca se esquecer do fundamento básico, ou seja, que o mais importante de qualquer cena musical é a música? Eu não tenho a menor dúvida que o caminho da profissionalização e do respeito, tanto aos músicos quanto ao público, é o caminho do futuro. A migração de bandas como Vanguart e Los Porongas para esse esquema mais profissional é só o começo de uma nova e muito melhor fase para todos. Como diria o poeta e baitola Lulu Santos, eu vejo a vida BEM melhor no futuro. Quem insistir na baixeza e na vileza vai ficar pra trás, que é o que essa gente merece mesmo.
E só pra finalizar, até pq só entendi a acusação de "fake do Glauber" depois de finalmente ir ao site da Barravento e descobrir que ela é gerenciada por um tal Glauber Amaral: eu não conheço esse cara, não boto a mão no fogo por ele nem por ninguém. Mas as EVIDÊNCIAS são de que ele trabalha direito. Se o Vanguart estivesse sofrendo na mão de um empresário picareta, os caras da banda nunca teriam deixado o Los Porongas assinar com o mesmo empresário.
21 Oct, 2008 às 3:55 PM artista igual político...? isso não me interessa. e, se for pra ser assim, político, q seja pelo menos uma coisa democrática e aberta às diferenças.
21 Oct, 2008 às 7:26 PM Estava apenas lendo o que foi postado. Mas basta observar o nível dos comentários dos que defendem e dos que criticam alguns aspectos do Circuito Fora do Eixo, especialmente o malfadado "artista = pedreiro" e tudo que esse bordão traz consigo, e percebe-se claramente quem mostra uma argumentação mais consistente. Estão certos, portanto? Parece que sim. Teria muito a falar, mas Jacob e Carlos fizeram isso brilhantemente, além do próprio Finas, que levantou a bola pra discussão. Há uma coisa no Cubo e coletivos associados, que não sei se é regra geral, mas o fato é que seus membros costumam atacar quem critica e não o que é criticado. Reparem que o Capilé e a Lenissa (especialmente esta), ao invés de se aterem apenas à rebater o que foi exposto pelo Finas, optaram por atacá-lo e desdenhar do seu trabalho, trabalho este que tanto elogiaram em outros tempos. E vejam que o que vem em seguida nos comentários dos defensores de Capilé segue a mesma linha - bater nos críticos e pouco argumentar sobre as críticas. Ou são incapazes de pensar e argumentar alguma coisa além do que lhes é dito pelo pastor Capilé - como de fato são muitos dos que estão envolvidos no Circuito Fora do Eixo -, ou percebem que as críticas que foram feitas são justas, mas não têm coragem de contrariar o chefão e assumir isto publicamente - em virtude das prováveis retaliações - , e preferem defendê-lo cegamente e da única maneira que são capazes: achincalhando os críticos.
Não serão estes comentários que "destruírão o Cubo", como um fake chegou a ironizar. Este processo de enfraquecimento do projeto já está em andamento, independente do que qualquer um fale por aqui. É improvável que ocorra uma "destruição", mas é nítido que o movimento perde força. O que não é dito publicamente por muitos, é dito nos bastidores da cena. A opção de bandas como Vanguart e Los Porongas é sintomática. Eram duas das principais bandas-símbolo de tudo que Capilé pregava. Só não enxerga isso e outras coisas quem não quer, e não entendo porque tanta repercussão diante um fato público e notório que um jornalista resolveu abordar em sua coluna.
22 Oct, 2008 às 3:46 AM " Pra ficar Independente"
Esse foi um projeto que idealizei 13 anos atrás, justamente para mostrar o quanto os novos artistas da época, estavam dependendo de tudo, mídia, patrocínio, direcionamento de carreira, gravadoras, distribuição, bons empresários, técnicos, produtores, profissionalismo, etc. A cena independente, da qual eu gosto, é a mesma coisa, de independente não tem nada. Depende dos 3 milhões da Petrobrás, da cerveja Sol, das Secretarias de Cultura, de Ongs, voluntariado e principalmente das banda novas, que estão fazendo esta cena, muitas vezes gastando dinheiro do próprio bolso, em benefício do bolso de terceiros.
Sou um profissional de 22 anos de carreira, diretor da Barraventoartes há 10 anos, jovem, com amplo expertise musical, muita experiencia e profissionalismo, mais de 1700 shows realizados no Brasil e exterior, respeitado por grandes artistas. Talles, foi infeliz em seu comentário. Não represento velhos esquemas, vivo de música boa com honestidade, me orgulho disso e trabalho duas das melhores bandas da cena, Los Porongas e Vanguart, acho que esse fato gerou certa revolta, o meu bom gosto. Agradeço ao Finatti pela abertura do tema, ao Carlos e Jacob, que não conheço, pelos comentários e torço pelos ƒestivais da Abrafin e seus produtores, que um dia eles consigam se tornar INDEPENDENTES.
Para maiores dúvidas, www.barraventoartes.com.br
22 Oct, 2008 às 10:20 AM Putz, me dei o trabalho de ler essa ronha toda e até agora tô na dúvida se estão mesmo brigando pela cena independente brasileira (ho-ho) ou pelo hip-hop norte-americano. Esse discurso do Finatti de que a "cena" brasileira está mais poderosa do que nunca é uma grande história da carochinha. Muita brigalhada por um conteúdo tão pobre e amador.
22 Oct, 2008 às 12:49 PM não se deve negar q o pessoal do cubo realizou grandes coisas. integrou gente de tudo qto foi canto do país etc. os caras trabalham em tempo integral, acreditam no q fazem. isso deve ser louvado. o q acontece, e q eles mesmos têm q entender, é q foram justamentes essas realizações q alçaram o circuito fora-do-eixo à categoria de "coisa grande". isso implica numa participação de muita gente, e de muita gente inteligente. natural q essas pessoas inteligentes comecem a questionar as fragilidades de pensamento do pessoal do cubo. não restam dúvidas, e todos esses comentários comprovam isso, q o bordão "artista = pedreiro", e a intolerância para com as diferenças, e o desprestígio do critério estético em favor do critério político, e a suplantação das diferenças locas em nome de um "padrão cuiabano", não se sustentam mais. aqui mesmo, nesse espaço, não foi possível ao pessoal do cubo sustentar suas posições, principalmente aquela q eles defendem publicamente, o artista igual pedreiro. então estará tudo certo, desde q o pessoal do cubo tenha a humildade de rever essas posições, essas fragilidades de pensamento, sob pena de isso gerar alguma desintegração, um racha, uma perda de legitimidade etc. fazendo isso, eles estarão realmente pensando de forma coletiva, contando com a inteligência dos outros. vaidade na verdade é isso: achar q sabe tudo,e q a verdade está entre os dedos. glauber pontuou bem: independência ainda não existe, nesse ramo. sabemos q o modelo da indústria fonográfica é tosco. mas está claro q o modelo proposto pelo cubo está muito longe de ser legal, tb. justamente por essas fragilidades. então a boa é o pessoal sacar q ainda está em tempo de salvar o barco. nada ainda se sedimentou demais, tudo está em processo. será possível reverter esse quadro, e fazer nascer um sistema realmente afim ao q consideramos inteligente, artístico, superior ao modelo antigo? pq trocar seis por meia-dúzia não interessa. o pessoal do cubo sempre se destacou pela inteligência. vamos assistir até q ponto os caras estão dispostos a discutir, a re-pensar suas posições, a contar com todas as inteligências pra pensar esse problemão junto. pq pelo jeito a estratégia agora é abafar o caso, já q, desgosto meu, não vi nada dessa polêmica nos canais de comunicação do circuito. por mais q, como disse o thiago, o nível de argumentação e de clareza e sofisticação dos comentários dispostos a essa discussão esteja de fato altíssimo.
23 Oct, 2008 às 1:32 AM ATENÇÃO, ROQUEIRO CUIABANO!
Se vc conseguir filmar e postar no youtube um vídeo em que vc faz bilú-bilú no Beição, vc ganha:
- 1 ano de entrada FREE nas apresentações do BRANCO OU TINTO
- 1 ano de entrada FREE nos shows do PÉ RACHADO & OS PORRALOKA
- 1 camiseta do CAVERNA'S BAR
- 1 boton da OCT
- 1 aula de guitarra NA FAIXA, com Danilo Bareiro
- 1 aula de baixo NA FAIXA, com Samuel Smith
e muitos outros prêmios mais .....
23 Oct, 2008 às 3:13 PM O que temos em Cuiabá é algo simples: ou se está com o C*bo, ou se está contra o C*bo. Não existe meio-termo!
Eu mesmo prefiro não falar das pessoas em si, mas do sistema, já que - obviamente - o Espaço C*bo não passa de um celeiro de vaidades que corrói personalidades (muitas vezes em formação) de quem quer que por lá se insira.
Digo isso, não como um cuiabano comum, mas como um sujeito maior de idade que já vivenciou outras cenas nesses últimos 20 anos.
Há pouco mais de um ano eu bem que tentei me inserir na vida do C*bo, ou melhor, "adotar" o C*bo para minha vida, por conta de uma trupe de amigos aos quais eu assessorava, e que infelizmente se encontravam associados a esse sistema. Minha estada por lá não foi nenhum pouco produtiva, já que salvo raras exceções, pouquíssima gente tinha humildade de admitir sua inexperiência ante a coisas tão básicas como o conhecimento do verdadeiro panorama da cena nacional, uma vez que seu universo limitava-se apenas a curtir bandas ligadas ao Circuito Fora do Eixo e à Abrafin. (Pasmem: o que não faltava por lá era gente que desconhecia a existência dos Mutantes!!!!)
Enfim, o que temos em Cuiabá é uma cena que se divide em 2: metade formada por agentes do sistema, encabeçada pelo C*bo e sua campanha pela reeleição do prefeito do PSDB, e uma outra metade formada por gente que só é afim de se expressar livremente. O que rola é que o C*bo não respeita e nem nunca respeitou as formas de pensamento fora de seus domínios e não poupa esforços dizimar essas formas de vida inteligente.
Eu faço parte da OCT (Operação Cavalo de Tróia) que, junto com o Instituto Mandala, representa a maior pedra no sapato desse povo! Entrei para a OCT quando ouvi o próprio Pablo confidenciar a um de seus asceclas que estava surgindo um coletivo não ia durar 1 mes!!! Bem, se está causando dor de cabeça nos "donos" da cena, por que então não conhecer?! E foi o que eu fiz! Acontece que na tal da OCT eu me deparei com um monte de gente que também teve sérios problemas com o C*bo e me deparei também com uma liberdade de expressão e fluxo de idéias que nas dependências do C*bo simplesmente inexistiam porque só o Pablo tinha direito a voz! (também pudera, ele é o dono!)
Resumo da opereta: hoje eu me sinto muito bem estando associado à OCT e funcionando como nunca nos meios culturais daqui! Quanto aos meus amigos que antes eram cúbicos, os guris do BRANCO OU TINTO, hoje são uma trupe muito querida e respeitada por essas bandas, e que mesmo tendo sofrido toda sorte de assédios e retaliações por parte do C*bo, contam com um público fiel e honesto e estão concorrendo ao prêmio de banda revelação pela Dynamite.
Par quem quiser conhecer a OCT, basta acessar o blog:
http://operacaocavalodetroia.blogspot.com
Aos que acessarem recomendo que não esperem ver bandinhas "descoladas", campanhas políticas ou entusiastas do indie, mas parte de uma cena que renasce naturalmente e que não precisa de um "laboratório".
Um grande abraço a todos.
23 Oct, 2008 às 6:36 PM http://www.myspace.com/ocavalodetroia
23 Oct, 2008 às 7:49 PM Ouvi as bandas da oct, achei muito fracas meeeesmo... de cuiabá só conheço o vanguart e o macaco bong, pelo que eu sei uma foi do cubo e a outra é o cubo... posso até tá por fora, mas isso aí é um indicativo, não?
24 Oct, 2008 às 2:15 AM Bom, Henrique,
Você tem uma certa razão, sim. Afinal trata-se também do que ganhou uma boa projeção fora daqui. Quanto a ser um indicativo, para mim isso é tão válido quanto aquela visão que se tem do Brasil lá fora: terra de índios canibais e de mulatas que dançam samba e copulam a qualquer hora e lugar. Mas só mesmo morando em Cuiabá e vivenciando a cena daqui para entender bem a coisa...
Essas bandas que estão no myspace da OCT, sonoramente e em estúdio, estão bem fraquinhas mesmo! Com certeza são bem melhores ao vivo, até porque aquelas gravações já têm um bom tempo. O melhor de tudo talvez nem seja a sonoridade, mas a atitude mesmo, já que é preciso ter colhões fortes para peitar uma "instituição" que usa e abusa da máquina pública para pisotear quem bem lhe convém.
É verdade, Vanguart e Macaco Bong são de fato as bandas mais conhecidas de Cuiabá, mas não as melhores... Pessoalmente, eu respeito muito o Vanguart, principalmente por ter conseguido se fazer por si só e longe do Cubo. Basta ter uma simples conversa com o Hélio ou qualquer outro dos guris sobre boa música, que aliás, é um assunto sobre o qual ninguém no C*bo (exceto o Dewis) saberia conversar. Por exemplo, nenhum dos caras do Macaco Bong ouviu falar de discos históricos como Pet Sounds, Sgt. Peppers, Forever Changes e Odysey And Oracles; coisa que com o Vanguart rende horas e dias de bons papos. Fora isso, como o som do Vanguart, apesar de ser bem composto e bem executado, ainda não conseguiu me comover, pois ainda sou muito mais de ouvir meus discos do Love e dos Byrds em casa.
Quanto ao Macaco Bong, nunca é demais dar uma esculhambadinha, já que o som deles continua a mesma porcaria prolixa, feita por quem só tem bagagem técnica e nada de formação sonora real (surf'n'instro, twang, trilhas sonoras, jazz de verdade etc etc etc). Afinal, não se pode esperar muito de uma banda fabricada, certo?! Ah sim, para nós, bons cidadãos roqueiros Cuiabanos, os membros do Macaco Bong não passam de pobres vítimas de um sistema nefasto (C*bo) que cuidou de institucionalizá-los e que faz deles o que bem entende.
Agora, se tem uma banda daqui que faz o Macaco Bong parecer um Mico, esta banda é o Tocandira Trio, que ironicamente foi "youtubado" e resenhado pelo povo do C*bo, em fevereiro deste ano:
http://www.youtube.com/watch?v=LqKgw4XgJg0
Abraço a todos.
24 Oct, 2008 às 11:40 AM Só se for um indicativo de tua má vontade cara,,
vamos lá pessoal ouçam nosso myspace,, vamos conhecer a nova cena independente cuiabana.
Essa não colou Henrique, tente de novo!
24 Oct, 2008 às 5:46 PM Hey Finatti,
Perfil de orkut daquele bostinha de Cuiabá, o Mikhail:
http://www.orkut.com.br/Main#FullProfile.aspx?uid=11245030365841574463
Paga de revolucionário mas paga o maior pau pro PSDB daqui.
É só mais um escravinho do Beição...
Quem quiser, pode zuar a vontade!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
24 Oct, 2008 às 7:54 PM CAPILE, SEU BEIÇO DE PICANHA MENTIROSO, VCE DIZER AKI NA ENTREVISTA QUE VAI PAGAR O CACHE DAS BANDAS ASSIM QUE SAIR DINHEIRO DA CULTURA, É A MENTIRA MAIS MENTIROSA DESDE OS TEMPOS DA ARCA DE NOÉ.
DIZER QUE, "90% dos debates que rolam no cenário independente tem por objetivo o crescimento do movimento, os 10% que sobram é de frustrações" -
MENTIRA "DETECTED", 90% É PARA BENEFICIO PROPRIO PARA PODER BANCAR 2 OU 3 BANDAS DO SEU "COLETIVO-ALCATEIA", ENQUANTO OS OUTROS 10% (MIGALHAS) FICAM PARA O RESTANTE PARA DIVIDIR COM OS OUTROS 90% DE BANDAS EXISTENTES NA CENA DESTRUIDA.
SO NAO ENTENDE QUEM NAO QUER, É SÓ LER O TEOR DA RESPOSTA DO CARA, RISPIDA E SECA, TIPO, "OU TA COMIGO, OU É MEU INIMIGO".
FINATTI, ME DESCULPE, EU CONHECI VCE AKI NO CALANGO DE 2006 OU 2007 NAO RECORDO O ANO, E TE DIGO, O CUBO TE USOU COMO ESCADA, ELE TE USOU QDO VCE INDICOU E AJUDOU A LEVANTAR AS BANDAS DO CUBO PARA SEREM INDICADAS EM FESTIVAIS E VEICULAÇAO EM MIDIAS DO BRASIL. VCE DEVE ESTAR SENTINDO ISSO NA CARNE, E DEVE ESTAR PUTO DA CARA POR SABER QUE FOI USADO E AGORA O CARA TA CUSPINDO EM SUA CARA
NO MAIS É ISSO GALERA, NAO SE ILUDAM!
A VERDADE É ISSO MESMO QUE VCES ESTAO VENDO, NUA E CRUA!
24 Oct, 2008 às 10:27 PM acho q a cena cuiabana deixa muito a desejar ainda, infelizmente! essas "coligações" q existe ñ ajudam em nada no crescimento cultural. o cubo com apoio politico monopolizou o espaço "cultural" com esse monte de bandinhas indies e emo q estão nos eventos do mesmo. sinceramente ñ eh nada pessoal, ñ tenho banda, más já estive em alguns eventos promovido por eles. tenho um gosto musical bem peculiar más tenho bagagem e senso critico prá apontar vários pontos negativos nesta organização. até mesmo a falta de consideração com o escriba da dynamite q veio fazer a cobertura dos primeiros eventos com a maior boa vontade. escreveu elogios ao evento com a mesma sinceridade e profissionalismo com q criticou... achei ridicula essa atitude do mentor do cubo. qual eh? enquanto se fala bem eh bem vindo?? a operação cavalo de tróia por outro lado parece ter boas intenções em prol da cena roc´k´n´roll, fui em poucos eventos más aprecio mto algo q a maioria das bandas e integrantes possuem: ATITUDE! resumindo: gostaria q ñ existisse essas divisões, por isso prefiro ficar em casa curtindo com os amigos ou festas independentes voltadas ao som alternativo e gótico como o "cena morta".
25 Oct, 2008 às 2:44 PM Apenas algumas considerações rápidas sobre os dois últimos comentários, enviados pelos leitores Lleo Metall e Altino:
Eu quero deixar bem claro aqui que toda essa discussão me parece muito proveitosa, e espero que a maior beneficiária dela seja mesmo a cena musical independente brasileira, que merece todo o apoio, respeito e carinho desde sempre, por parte de todos (músicos, produtores, jornalistas como eu e fãs de boa música). E quero deixar BEM CLARO também que o tema “fogueira das vaidades” foi aberto por mim no blog porque eu detectei uma provável cisão na cena quando estive em Rio Branco, cobrindo o festival Varadouro. Julguei que isso era notícia e, como tal, tb avaliei que ela deveria estar aqui. E eu tanto estava certo em relação a isso que já estou sabendo que o bom amigo e repórter da Veja, Sérgio Martins, procurou o pessoal do Los Porongas e o produtor Glauber Amaral com o intuito de saber mais informações a respeito do mesmo tema. Ou seja: o que para o produtor Pablo Capilé é factóide e fofoca, na verdade está se tornando um assunto sério, de interesse inclusive da grande mídia.
Mas tb quero reiterar que não tenho nada contra as produtoras Cubo e Fora do Eixo, e continuo aberto a apoiá-las no que estiver ao meu alcance. O meu trabalho não tem conotação vingativa ou de revanche por alguma suposta retaliação imposta a mim pela Cubo, de forma alguma. Eu prezo a informação em primeiro lugar e jamais abriria este tópico motivado por esgares mesquinhos de vingança. Se a Cubo me usou como “escada” no princípio de suas atividades, isso é problema dela, não meu. Fui a Cuiabá por seis vezes a convite dela, fui sempre muito bem tratado e recebido (eu estaria mentindo se dissesse o contrário) e procurei fazer meu trabalho da melhor forma possível, reportando aqui o que eu achava que merecia ser reportado. O que NÃO significa que a Cubo, Fora Do Eixo, Pablo Capilé etc estejam isentos de receberem críticas neste espaço. Agora, se essas críticas incomodam a eles e, em função delas, estarei “vetado” de ir aos eventos promovidos por eles, tb só eles podem dizer. E se eu, como repórter, não for mais convidado a cobrir festivais como Grito Rock e Calango, como eu já cansei de dizer aqui, não irei morrer por causa disso e, mais do que isso, continuarei dando meu apoio aqui a esses festivais, da forma que estiver ao meu alcance.
Fora tudo isso, fico feliz que o tema esteja rendendo uma ótima discussão. Ainda não entrevistei o baterista Jorge Anzol, da banda Los Porongas, por absoluta falta de tempo (escrevo esta mensagem no sábado à tarde, bem no meio da correria do Tim Festival, aqui em São Paulo), mas o farei provavelmente nesta segunda-feira. O pessoal da banda cuiabana Branco ou Tinto tb manifestou, através de e-mail, interesse em se pronunciar sobre o tema e estou avaliando o pedido deles. Portanto, aguardem que este assunto ainda vai loooongeee.
Abraços em todos!
30 Oct, 2008 às 5:41 PM NÃO TENHO INTENÇÃO DE CRIAR ATRITO COM NINGUÉM APENAS EXPOR UMA VISÃO BEM SIMPLES DE TUDO ISSO ...PARTICIPO DA CENA ROCK CUIABANA A MAIS DE 20 ANOS COMO MÚSICO, DUAS COISAS QUE ME CHAMAM A ATENÇÃO ,A)NOS ÚLTIMOS 05 ANOS, NUNCA FOI TÃO DIFÍCIL FAZER UM SOM AQUI EM CUIABÁ, B)TENHO CERTEZA ABSOLUTA QUE OS MELHORES MÚSICOS CUIABANOS/MATOGROSENSSES ESTÃO DE FORA DISSO TUDO ... ( MAS DEVERIAM ESTAR DENTRO ) COM ISSO QUEM ESTÁ PERDENDO ... A CULTURA, AS PESSOAS QUE AMAM A MÚSICA E AS PESSOAS QUE GOSTARIAM DE ALGO MAIS QUE UM CINEMA OU DAR UM ROLÉ NO SHOPING OU SEI LÁ , PESCAR , PORQUE AS OPÇÕES CULTURAIS CUIABANAS SÃO BEM RESTRITAS BASTA ABRIR O JORNAL E VERÁS...
LEMBRO QUE A 10/15 ANOS ATRÁZ EXISTIAM 4 OU 5 BANDAS E TODAS COM SHOWS TODA SEMANA NAS MELHORES CASAS NOTURNAS ... O CACHÊ ? VAI SOAR MENTIRA , MAS TENHO TESTEMUNHAS ERA NA MÉDIA R$ 1.500,00 À R$ 3.000,00( NA ÉPOCA ) P/ UMA BANDA DE ROCK ( NÃO DE BAILE ) A SONORIZAÇÃO E ILUMINAÇÃO SEMPRE A MELHOR QUE TINHA-MOS AQUI ... E HOJE ? TEMOS MAIS DE 100 BANDAS , ALGUMAS BOAS E OUTRAS ABSURDAMENTE INSUPORTÁVEIS E PRIMÁRIAS , MAS BASTA PUXAR O SACO DAS "ENTIDADES CULTURAIS" QUE ESTARÃO NA PROGRAMAÇÃO , ESTARÃO NA " MÍDIA " O QUE FALTA ? R: QUALIDADE , INVESTIMENTO SONORO , PRODUÇÃO E CLARO PRA ISSO TUDO GRANA, DISPOSIÇÃO, HUMILDADE DOS ORGANIZADORES CULTURAIS ... DEPOIS SIM PODEMOS DISCUTIR COMO E QUANDO ... POIS NÃO É A ARTE/MÚSICA QUE QUEREMOS FOMENTAR? , EVOLUIR ? ESTAMOS ESQUECENDO O PRINCIPAL... MÚSICA DE QUALIDADE ...LUGARES DE QUALIDADE ...
31 Oct, 2008 às 2:51 AM Sou músico em Cuiabá já a 22 anos e nunca em toda a minha carreira eu pude ver a cena táo dividida.
Quem quizer ver pessoalmente em Cuiabá poderar ver que as banda mais interessantes da cidade optaram por não aderir as mentiras de Pablo Capilé e sua trupe de nazistas.
A verdade é outra e eles faem questão de esconder isso debaixo do tapete sempre de forma truculenta e desonesta.
É sim verdade que não pagam as bandas e exploram até o último bagaço e é verdade sim que discordou do cubo, vai pra geladeira...
A onda vai desde ameaças e intimidações até a perseguição política.
Não tenho o rabo preso com o cubo e não dependo do dinheiro fácil dos cofres públicos.
Não há o mínimo respeito pelos músicos e pela sua arte...mas Cuiabá tem coisas muito melhores que as invenções musicais do cubo.
Convido a que quizer ver o melhor de Cuiabá e voces verão que tudo que vem do cubo é raiva e rispidez. Fora espaço cubo..fora pablo capilé.
Uso meu nome verdadeiro e minha banda se Chama Lynhas de Montagem ( a 22 anos a serviço da música urbana em Cuiabá)e também já sofri com essa gente hipócrita e desonesta.Não tenho medo de falar a verdade não me calarei até as pessoas saberem de todo o estrago que essa praga chamada cubo causou em nossa cultura...e agora querem empurrar o mesmo modelo mentiroso pro resto do país....é melhor vcs abrirem os olhos...eles só querem PODER... DIGA NÃO AO ESPAÇO CUBO. DIGA NÃO AO MODELO MENTIROSO DE EXPLORAÇÃO E DE MANIPULAÇÃO. DIGA NÃO A MENTIRA DO CUBO CARD....