Dynamite

A Cura, o Kaiser e o Tim (part two)

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(atualizado no sábado, 25/10/2008, à tarde, sendo que os "indies em guerra" fica para o próximo post, hihi. Vai lendo aê)

* Zappeando na área, em pleno sabadón de calor terror em Sampalândia. Lá no tópico do Kaiser Chiefs você vai ler que o discão é bão pra caralho! E aqui em cima mesmo, aí embaixo...

* TIM FESTIVAL NA ÚLTIMA QUINTA – Bien, bien, lá se foi o zapper pro Parque do Ibirapuera, um lugar sempre ótimo e aprazível pra se curtir, ainda mais quando ele abriga um evento do tipo festival de música. E o que deu pra notar (ou confirmar) na última quinta-feira à noite, é o que todo mundo já está careca de saber: o Tim Fest2008 vai se configurando como o grande fiasco do ano. No auditório Ibirapuera, menos da metade da lotação foi ocupada pra assistir Roberta Sá, Marcelo Camelo e Arnaldo Antunes. Sem desmerecer as demais atrações, o blogger rocker foi lá para conferir o show do ex-Hermano, não apenas por obrigação profissional mas também porque Zap’n’roll sempre achou, sim, Los Hermanos uma banda decente (principalmente em sua fase final). E o show de Camelo entregou o esperado: canções melancólicas, de instrumental rebuscado e denso (por conta da participação do grupo instrumental Hurtmold, que é fodão), com boas letras e boas interpretações vocais. Além de tocar duas de sua ex-banda, ele mostrou o repertório total de seu primeiro álbum solo ("Nós") e encerrou o set com uma canção inédita, sintomaticamente chamada "Despedida". Foi um show ok, no final das contas. Mas que começou com o atraso habitual, o que fez com que o sujeito aqui perdesse quase todo o show do Klaxons, realizado numa arena que também estava beeem vazia. E o que deu pra ver do Klaxons é que a banda é mais rock ao vivo e tals, mas ainda loooonge de ser algo espetacular (a não ser para alguns indie "mudernos", que pulavam freneticamente na frente do palco). Hoje, sabadão, tem mais e o que este blog espera é assistir um ótimo show do The National e do MGMT. Tomara que seja assim!

* Aliás, os tempos "bicudos" pelos quais estamos passando se refletiu, inclusive, na sala de imprensa do Tim. Se há alguns anos os jornalistas eram tratados com Coca-Cola, sucos naturais em caixinhas, cervejas em lata, sanduíches de metro e pastas variadas para passar em mini-pães, este ano havia refrigerantes "It!" (???!!!), sucos em garrafa plástica da mesma marca, apenas um tipo de geléia e mini-sanduíches de queijo e mortadela ou de queijo e tomate seco. Pois é...

* E se você pensa que o diretor de cinema Guy Richie, que acabou de levar uma botinada no traseiro de Madonna, sua ex-mulher, está deprimido com a separação, pode esquecer: Guy já badala à toda na "naite" londrina, na companhia de amiguinhos como o ator Jude Law. É isso aê: ela não quis, tem quem queira, uia!

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O velho goth Cure e o novo indie Kaiser Chiefs: duas gerações mostrando seus novos cds 

Sai de baixo que esse post vai ser hooot!

Se você duvida, vai lendo. Ele começa a ser escrito em plena tarde de quinta-feira, já com a flopada edição 2008 do Tim Festival rolando a todo vapor em Sampalândia (e onde o zapper pau pra toda obra estará logo mais à noite, pra conferir os shows de Marcelo Camelo – uia! – além do maleta Klaxons. Pois é, obrigações profissionais, afinal o sujeito aqui também é repórter/colaborador do caderno de cultura do prestigioso diário econômico Gazeta Mercantil. E como a querida editora do caderno, que em tese é "chefe" do autor deste blog, acha que mr. Camelo merece uma materola por lá na próxima semana, quem somos nós pra dizer o contrário?). Portanto, se a parada aqui for saindo meio em conta-gotas, tenha paciência e não repare. A correria está sendo grande, a vida está dura e até sábado Zap’n’roll meio que estará mergulhada no Tim (e torcendo, inclusive, para que pelo menos os shows do MGMT e do The National valham à pena). Afinal, temos muuuuito o que contar aqui sobre velho e novo rock, sobre os indies em guerra (ainda...), mais isso e aquilo tudo. Então, vamos nelson e se tudo não for concluído hoje mesmo, pode esperar que até sexta ou sábado você terá na tela do seu micro um mega-post, com as infos e comentários mais legais que um blog de cultura pop e rock alternativo pode te oferecer. Aqui não perdemos tempo com bobagens, só com que realmente interessa. Capicce?

* Aliás, blog campeão de acessos é isso aê: o segundo post que continuava comentando sobre a fogueira das vaidades que começa a crepitar na indie scene nacional, e que trazia uma entrevista com um dos envolvidos no tema (o produtor Pablo, da cooperativa cuiabana Cubo), bateu todos os recordes de audiência da história de Zap’n’roll. Até agora, são 46 comentários no espaço reservado aos leitores. Isso mesmo, 46 comentários em um blog que não está hospedado em nenhum mega portal mas, sim, em um modesto porém conhecido e respeitado site dedicado ao rock alternativo e à cultura alternativa em geral, o nosso mui amado Dynamite online. É isso. Sem falsa modéstia: a assinatura de quem escreve um blog faz toda a diferença nessa história de blogosfera, onde pululam uns duzentos milhões de blogs. Não basta ser um aventureiro, escrever e querer ser o tal (muitas vezes sem ter a mínima condição de sê-lo). É preciso ter conhecimento de causa e histórico pra tocar a coisa. Zap’n’roll, felizmente, possui ambos. E também agradece, com humildade, a participação de seu enooorme leitorado pois sem ele, nós não estaríamos aqui hoje, comemorando este recorde. Com certeza.

* Ah, sim: ainda neste post (ou no próximo), o blogão zapper vai continuar investigando o que está havendo em nossa cena alternativa. Para isso, já está agendada uma entrevista com músicos da banda Los Porongas, que só não rolou ainda porque o atrapalhado blogueiro aqui está todo enrolado com seus horários. Mas calmaê que voltaremos a este, hã, palpitante assunto.

* Tão falando demais no Kanye West, pelamor. Alguém aí foi no show do sujeito? O blog não fez a menor questão de ir. Aliás, falando em Kanye West, ponto para o nosso mui amado blog vizinho Popload, ele mesmo, o que é escrito pela leeeeenda mor do colunismo pop virtual brazuca, dear Luscious Ribeiro primeiro e único! Pois não é que a Popload informou, em furo exclusivo e mundial, que o autor destas linhas rockers virtuais estava  na entrevista coletiva do rapper americano? Nem Zap’n’roll sabia que ela estava lá, uia!

* Don’t Like Modern Bands. Afirmação? Não, o nome de uma banda de rock de Lavras, interior mineiro, tocada pelo músico Chible Haddad. Já tem o voto do blog para melhor nome de banda dos últimos tempos.

* A pergunta que não quer calar: será que agora vai??? Após consumir catorze anos e US$ 13 milhões em gravações (é isso mesmo que você está lendo), segundo o site da NME o "Chinese Democracy", o disco do Guns N’Roses que já virou lenda, agora vai mesmo ser lançado. A data para a chegada do dito cujo às lojas é 24 de novembro. Será???

Axl e sua "democracia chinesa": será que agora vai? 

* Os títulos das faixas do álbum, já amplamente divulgadas, são estes: 'Chinese Democracy', 'Scraped', 'Shackler's Revenge', 'Street Of Dreams', 'If The World', 'Better', 'This I Love', 'There Was A Time', 'Riad N' The Bedovins', 'Sorry', 'I.R.S.', 'Catcher', 'Madagascar', 'Prostitute'. E a capa da "obra mais adiada de todos os tempos no rock" é essa aí:

* Já o novo disco do Snow Patrol, "A Hundred Million Suns", sai no próximo dia 27, naquele veeeelho formato que chamamos de cd – na net, ele já está vazado por tudo quanto é canto. O SP era uma banda indie legal que ficou miliardária, e se tornou uma mega banda não tão legal assim. Tipo, o primeiro disco por uma major, "Final Straw", ainda conservava uma certa "pureza" de guitarras alternativas. Mas aí, no trabalho seguinte, o horrendo "Eyes Open", a vaca foi pro brejo e os caras venderam horrores. O blog ainda não teve paciência pra ouvir este "A Hundred Million Suns" mas promete fazer isso, em nome de nosso dileto leitorado, nos próximos dias. E a capa do cd é essa aí embaixo:

* E o Cure novo, hein?

* E o Kaiser Chiefs novo, hein???

O VELHO BOB CONTINUA GOTH

Um dos maiores nomes do rock inglês em todos os tempos, lenda maior daquilo que ficou conhecido como "gothic rock", o Cure lança na próxima segunda-feira a versão física de seu novo álbum, batizado "4:13 Dream" – como é de praxe nestes tempos de internet, o disco já circula na rede e pode ser encontrado ainda com alguma facilidade, visto que vários links que disponibilizavam o álbum na íntegra, foram "desabilitados" pela banda. É o décimo terceiro disco de estúdio (há ainda uma infinidade de gravações ao vivo e coletâneas) de uma banda que já está na ativa há mais de três décadas, já que ela foi fundada em 1976, em Crawley por um ainda adolescente Robert Smith. O mesmo Smith que segue à frente do grupo até hoje, cantando, compondo todas as músicas e tocando guitarra.

Não deve ser fácil ser Bob Smith. Ostentar, quase aos cinquenta anos de idade (ele está com 49), aquela aura melancólica e perenemente depressiva, estar sempre vestido de preto, com a cabeleira armada para cima, os olhos borrados de delineador preto. Enfim, a persona mítica que acabou se imiscuindo de maneira irreversível no imaginário pop e nos corações e almas de milhões de fãs ardorosos espalhados pelo mundo, este blogueiro incluso. Aliás, é bom que se diga: também não é fácil ser fã devotado do Cure durante tantos anos, mesmo com você já tendo passado dos quarenta anos de idade. É um embate íntimo muito intenso e complexo: ao mesmo tempo em que você se pega dizendo para si próprio que não está mais na idade de continuar ouvindo ou cultivando o som de uma banda como o Cure (a maldita crise de "amadurecimento", "meia-idade" ou chame lá como você quiser), você também se lembra que aquilo fez parte de uma forma intensa e absurda da sua existência durante pelo menos vinte anos (ou mais). E no caso do Cure, isso toma uma dimensão verdadeiramente assustadora quando o sujeito aqui se lembra de que ele entrevistou Robert Smith por duas vezes (uma por telefone e outra pessoalmente, em janeiro de 1996, quando a banda esteve pela última vez aqui, tocando no extinto festival Hollywood Rock, em um esforço de reportagem para chegar até o sujeito que se transformou em uma autêntica operação de guerra), quando ele se dá conta de que adorava dançar músicas do Cure na pista escura do saudoso Madame Satã, de que ele adorava ir em buracos góticos em Santo André com seus amigos goth para igualmente curtir Cure por lá e, principalmente, quando ele se lembra que perdeu uma das maiores paixões de sua vida, a liiiindaaaa Karina Gentile, de forma trágica (ela morreu em um acidente de carro em 1999, quando ela e o autor destas linhas rockers online viviam uma maravilhosa e avassaladora paixão). Tão trágica quanto são boa parte das histórias contadas pelo Cure (que Karina amava) em suas canções.

Zap'n'roll (ainda jovem, hihi) entrevistando a lenda Robert Smith 

Por tudo isso que foi escrito no parágrafo acima, torna-se uma tarefa algo incômoda analisar um trabalho novo do Cure, sem ser um pouco parcial. Mas mesmo tendo uma alta dose de sentimentalismo envolvendo a operação, ao ouvir este "4:13 Dream" já por diversas vezes desde ontem, o blog novamente se viu questionando: por que fazer a mesma música ad infinitum, por mais de três décadas? Pois, afinal, o novo cd da banda entrega mais do mesmo Cure de sempre, embora com a qualidade habitual nas gravações e nas músicas. E se no trabalho anterior, "The Cure", lançado em 2004, Robert Smith ameaçou "inovar" algo na sonoridade do conjunto (na época, ele divulgou com estardalhaço que o disco seria produzido por Ross Robinson, um conhecido produtor americano de "nu metal"), ao menos no álbum que está saindo ele não teve pudor em mostrar que a banda pratica cada vez mais a auto-referência.

Esta auto-referência já fica evidente na enorme faixa de abertura do álbum, "Underneath The Stars" (com mais de seis minutos de duração) que, com sua sonoridade lassa, arrastada, de guitarras distorcidas mas dark, remete às faixas que abriam discos como "Kiss Me Kiss Me Kiss Me" (de 1987) ou "Wish" (de 1991). Na sequência surge "The Only One", bem mais curta e mais pop também: provável primeiro single de trabalho do disco (a faixa que deverá virar clip na MTV e Youtube e ser executada nas fms virtuais ou tradicionais), mostra o Cure olhando novamente e mais do que nunca para si próprio, se auto-emulando. Com as mesmas guitarras mezzo goth, mezzo dançantes e os "gritinhos" de Smith, remete imediatamente à "High", do álbum "Wish", inclusive com grande semelhança melódica. Este viés mais pop prossegue, ainda, em "The Reasons Why", na mais acelerada e curta "Freakshow" e na inócua "Sirensong".

Na verdade, o cd começa a ficar mais denso e interessante da metade para a frente. E aí, mesmo com Smith e acólitos ainda praticando o exercício da repetição estética e sonora, nos deparamos com faixas bacanas – caso do pós-punk minimalista de "The Hungry Ghost" e "Switch", da agradavelmente pop "The Perfect Boy" ou até mesmo da sombria e agônica "The Scream", cuja ambiência musical e interpretação vocal de Robert remetem aos tempos dos álbuns "Faith" (lançado em 1981) e "Pornography" (que saiu no ano seguinte), dois dos momentos mais lúgubres de toda a sinistra história do rock gótico.

Mas é o Cure, no final das contas. E este "4:13 Dream" ao menos abre a possibilidade de que a banda caia em breve na estrada, para fazer uma nova gig promocional em torno do disco. É a chance de o grupo voltar ao Brasil, onde Bob Smith promete retornar já há pelo menos quatro anos mas sem cumprir a promessa até o momento. Se eles voltarem aqui, muitas lembranças e histórias irão perpassar o espírito e a mente do já velho blogueiro rocker, enquanto ele estiver assistindo ao show. Será uma boa oportunidade para que, quem sabe, Zap’n’roll se "aposente" de vez desta infindável, prazerosa e também tortuosa trilha do jornalismo musical. Afinal, nada é eterno neste mundo. Nada.

* O Cure, hoje, é formado por Robert Smith (vocais, guitarra), Porl Thompson (guitarra, teclados), Simon Gallup (baixo) e Jason Cooper (bateria).

* O track list completo de "4:13 Dream" é: "Underneath The Stars", "The Only One", "The Reasons Why", "Freakshow", "Sirensong", "The Real Snow White", "The Hungry Ghost", "Swtich", "The Perfect Boy", "This. Here And Now. With You", "Sleep When I’m Dead", "The Scream" e "It’s Over".

* A página oficial da banda pode ser acessada em www.thecure.com.

* Sentimental que é, Zap’n’roll dedica de coração o texto sobre o Cure para a inesquecível Karina Gentile, e também para as queridas Silmara Guerreiro, Adriana Ribeiro, Luciana Menezes e o graaande chapa paranaense Cristiano Viteck, figura sem a qual este blog também não seria o que é.

CURE AO VIVO

Aí embaixo, na turnê deste ano, tocando o single "The Only One":

The Cure ao vivo – "The Only One"

 

O NOVO DISCAÇO DO KAISER CHIEFS 

"Off With Their Heads", o terceiro álbum dos ingleses do Kaiser Chiefs, e que chega às lojas brasileiras em seu formato físico no próximo dia 30 de outubro (a rapidez do lançamento aqui tem uma explicação óbvia: o KC é o headliner do festival Planeta Terra, que rola em São Paulo no próximo dia 8 de novembro), é de longe o melhor disco lançado até o momento pelo quarteto formado em Leeds, no final dos anos 90’. Tipo assim: o primeiro álbum da banda, o "Employment", lançado em 2005, era um ótimo disco que revisitava o pós-punk de matiz mais new wave, mas que emplacou somente dois hits, "Everyday I Love You Less And Less" e "I Predict A Riot". Já "Yours Truly, Angry Mob", editado dois anos depois, era um cd cheio de hits (a ótima "Ruby", e ainda "Heat Dies Down" e "Love’s No A Competition") mas musicalmente bem menos consistente do que o primeiro trabalho da banda.

Foi aí que o grupo parou, repensou tudo e agora volta com este fodástico "Off With...", um álbum que começa vigoroso já em "Spanish Metal" (a faixa que abre o cd) e prossegue assim pelos seus curtos porém intensos 35 minutos de duração. O trabalho ainda mantém um pé na new wave do final dos 80’, mas soma a ela guitarras mais estridentes, percussão swingada e bases por vezes funkeadas, algo claramente perceptível por exemplo na ótima "Addicted To Drugs". Fora ela, não dá pra ficar imune a um arrasa-quarteirão como "Never Miss A Beat" (não por acaso, a música escolhida para "trabalhar" o lançamento), uma faixa tão boa pra dançar na pista e pular no show que você até esquece que a letra dela faz apologia à "burrice" adolescente (já que a letra diz "como é legal não saber nada"). Nem dá pra não se apaixonar de imediato por uma canção como "Tomato In The Rain", com sua melodia pop sixtie, seus violões encantadores e os coros vocais estradeiros e que remetem às melhores pop songs dos Beatles. Tem também "You Want Story" e "Half The Truth", duas cacetadas que mostram como a produção de Mark Ronson ajudou a banda a reforçar suas qualidades musicais.

Já tem o voto do blog pra ser incluído entre os melhores de 2008. E é um motivo a mais (como sejá não bastassem todos os outros) pra estar dia 8 de novembro na Vila dos Galpões, em São Paulo, no festival Planeta Terra. Vai ser, de fato, o festival, pode Ter certeza disso!

BIEN BIEN

Por hoje é só. O blogão vai nessa, pois tem Tim Festival logo mais à noite. Lembrando que tem também atração internacional no Inferno Club (rua Augusta, 501, centrão rocker de Sampa), o grupo alemão Project Pitchfork. E lembrando também que no mesmo Inferno semana que vem tem The Donnas, e que no Sábado, dia 1 de novembro, no club Outs/SP, rola a mega festa de cinco anos da Zap’n’roll, o blog de rock alternativo e cultura pop mais legal da internet brasileira. Vai ter Rock Rocket, Daniel Belleza & Os Corações em Fúria, Detroit, Remoto Controle mais Zap’n’roll, André Pomba, Pablo Miyazawa, Click, Tolói, João Carvalho, Tati e Valentim arrasando nas pick-up’s. Então manda bala no finatti@dynamite.com.br, que além dos CINCO INGRESSOS NA FAIXA pro Planeta Terra, agora entra a sorteio também:

* 5 PARES DE VIPS pra você curtir o festão zapper lá na Outs, okays?

Fuomos! Inté!

(enviado e atualizado por Finatti em 25/10/2008, às 17:30hs.)

 

32 respostas para “A Cura, o Kaiser e o Tim (part two)”

  1. samuel Disse:
    Fala Finnas!

    Só uma coisinha sobre o novo do Cure...The Only One não será o provável single, ele já foi lançado em Agosto, se não me engano. O Cure está lançando singles do novo trabalho todo dia 13 desde então.

    Sobre a resenha em si, tenho que discordar um pouco de você, o disco é bom, e só parece Cure das antigas devido à voz do Robert, pois o som está bem diferentão...muiiiiiiiiitas guitarras e quase nenhum teclado. Claro que algumas passagens remetem ao passado, mas sendo Cure, não há problema algum, pelo contrário. É uma banda sem idade.

    E creio que o cd deve ser ouvido como a própria banda sugere no encarte: "Bem alto no escuro". Do jeito que foi mixado. E para isso, é necessário um belo sound system...

    Obs.: Os últimos posts estão ótimos!

    Abs!
  2. Lester Bangs Disse:
    O show do Klaxons foi porrada, muito bom. Mais uma vez você se enganou e meteu os pés pela boca. Acho que essa história de ouvir muito indie porcaria nacional e gostar do horrível Bloc Party, que deu um super vexame no VMB tirou seu senso de avaliação musical.
  3. Caroline Disse:
    Kaiser Chiefs eh ruim de doer. E ainda por cima conseguiram fazer uma das capas mais feias da historia do rock...
  4. Junim Disse:
    Ae lester, na boa, klaxons????????????? New rave??? Porrada????????????? Me ajuda aí....Adolescente é dose...
    Foi de roupinha fluorescente???
  5. Pablo Disse:
    "É preciso ter conhecimento de causa e histórico pra tocar a coisa. Zap’n’roll, felizmente, possui ambos. E também agradece, com humildade, a participação de seu enooorme leitorado pois sem ele, nós não estaríamos aqui hoje, comemorando este recorde. Com certeza."

    Não nego que vc até escreve bem, mas... Humildade? Aonde? kkkkkkkkk Quanta presunção e arrogância! Mas tudo bem, quem te conhece sabe que no fundo é recalque e inveja do sucesso alheio!
  6. gino soccio Disse:
    valer a pena não tem crase.
  7. Amy Disse:
    Finatti, as vez fico imaginando a Dynamite sem voce e a cena noturna sem tua alegria e porra louquice. Seria só tristeza e verborragia intelectualoide de gente sem charme! Parabéns por mais uma coluna bem formulada!
    Amy
  8. Geleia Disse:
    QUALÉ, PABLITO?????
    VAI FAZER BEICINHO AGORA, É ?!?!?!?!?!?

    VAI LÁ CUIDAR DAS CRIANÇAS,VAI! NÃO ESQUECE DE TROCAR AS FRALDAS DA CAJU!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
  9. Roberto A Disse:
    Andei baixando os singles que anteciparam o disco do cure,, estranho é que eu baixava, ouvia e logo depois apagava.
    Não é material relevante infelizmente.
    Pra mim o último cd deles que valeu a pena foi o de 2004, justamente quando eles ensaiavam mudanças nas sonoridades e produções.

    Melhor continuar ouvindo esse de 2004 e o clássico THE HEAD ON THE DOOR.
  10. Gustavo Disse:
    "Sem desmerecer as demais atrações, o blogger rocker foi lá para conferir o show do ex-Hermano, não apenas por obrigação profissional mas também porque Zap’n’roll sempre achou, sim, Los Hermanos uma banda decente (principalmente em sua fase final)."

    Você fala como se fosse crime gostar do Los Hermanos. Quase todo mundo que conheço é fã da banda, incluindo o pessoal diretamente ligado ao rock independente. Apenas alguns poucos indies que torcem o nariz atualmente porque - olha só, o que mais poderia ser? - a banda fez sucesso. E gostem ou não, há o fato inquestionável de que foi a banda de rock nacional mais relevante e influente desta década.
  11. André Pomba Disse:
    Finatti, era esperado que o Tim Festival fosse um fiasco. Nos últimos anos o festival perdeu o rumo, tentando ser 'muderno' em excesso. Parece que a curadoria fica de olho nas bandas novidadeiras que saem na coluna do Lúcio Ribeiro e montam a escalação assim... O ideal seria como nos anos anteriores, um mix entre nomes consagrados, as bem vindas novidades, alguns da velha guarda, por aí...
  12. Altino Neto Disse:
    emocionante, sempre fui muito fãn do cure, apesar da saida do Roger a banda ainda mantem sua essência... guardo com muito carinho essa edição da bizz em que o Finatti entrevista o Bob. tenho certeza q foi dificil a façanha, más gratificante estar ao lado de um idolo e tomar umas biritas com este ser melhor ainda... eu sempre assisto o show do rio, infelizmente nunca achei o de São Paulo. mto bom, o Bob ta muito loko chapadaço nesse show, igual os caras do Echo qnd vieram pela primeira vez em 87. um calor desgraçado más mandaram muito bem. o cure demonstrou muito respeito com os fãns Brasileiros e agradaram muito, tocando trechos de bossa nova, vestindo camisa da seleção brasileira e dizendo simpáticas frases na lingua portuguesa... o carisma e a simplicidade faz a diferença sim!! me orgulho de ser fãn do cure até hj! um abraço ao senhor Finatti e continue o bom trabalho q faz...
  13. Durango kid Disse:
    A Amy é da tchurma da Mônica, o que ela chama de verborragia intelecutaloide são na verdade textos bem escritos, sem erros de crase, por exemplo, como citado pelo Gino, e respeitando os leitores sem escrachos e apelações. E muito menos, matérias oportunistas como o "possível" racha na cena indie. Será isso mesmo? Ou, apenas vingança por ser esse zapper expulso dos festivais?
  14. mary Disse:
    Adorei seu blazer cinza noite dessas........Voce sabe conquistar seu eleirotado! Beijo sabor uva!!!!
  15. vivok Disse:
    mto boa a materia do cure,sempre lembrando que msm sendo das antigas eh uma das poucas bandas que continua boa até hj e que segue a msm linha sem ter que ficar cantando as mesmas musicas sempre
    quanto ao show no inferno foi realmente mmmmto bom...
    e eu quero essas entradas pro outs do sabado heeein!
  16. Finatti Disse:
    Apenas corrigindo uma informação dada pelo querido leitor Altino em sua bacana mensagem ao blog: na verdade eu entrevistei Bob Smith pessoalmente para a Dynamite impressa, e não para a Bizz. A matéria foi capa da edição 21 (se não me engano), que foi para as bancas pouco depois de o Cure ter se apresentado pela segunda vez no Brasil, no festival Hollywood Rock, em janeiro de 1996. Recado dado, é um prazer saber que o Altino tb é fã da Cura, hehe.
    Fora isso, acabo de vetar dois comentários aqui e explico o motivo: um se refere em tom depreciativo ao produtor cuiabano Pablo (insinuando, no endereço de e-mail falso, que o referido produtor rouba e, pior, fazendo isso através de fake) que, por mais que esteja sendo contestado aqui pela forma como tem conduzido seu trabalho dentro da cena independente nacional, ele merece respeito como qualquer ser humano. Portanto, insinuações pesadas deste tipo, e ainda enviadas por fakes, serão sumariamente vetadas - eu mesmo já sofri muito com isso no Orkut e sei bem como é sofrer ataques e calúnias morais pesadas que não correspondem à verdade. E de mais a mais, qualquer comentário sobre o tema da fogueira das vaidades na cena indie cai melhor no post correspondente, onde já estão nada menos do que 50 comentários a respeito do tema.
    O outro veto vai pro tb fake (óbvio) Sadam, que fez uma crítica à resenha da banda Supergalo, publicada no blog Jukebox. A crítica em si não está ofensiva e nem agressiva mas acho justo que ela seja endereçada ao seu destino correto, a Jukebox. Portanto, estou encaminhando-a ao e-mail do titular do blog, o DeLucca e fica com ele a decisão de publicar ou não a referida crítica.
    Abraços!
  17. onlyfishnetstockings Disse:
    Caberia registrar ainda e sempre a bem da verdade imorredoura que nos leva às vitorias; que há criticas bajulês ao lance los hermanos, pessimo nome de banda que faz recordarmos da Copa Roca, onde sempre enfrentamos los hermanos de todas as formas.
    Houve até um ameaço de fazer resplandecer a verdade quando a ex-articulista da Dynamite: Pat Get , montou uma bela reportagem com Detonautas, que acabava de perder um membro, e era chorado pela triste tambem Pat como a perda de um menino com olhos de borboleta; mas faltou afiançar com todo mérito e peso da realidade que Detonautas, sim, é uma banda de rock e de arena; sim, porque continua em sua carreira através das arenas pelo Brasil.
    Enquanto esses reaquicios de los hermanos parecem apenas chalaça com bossa nova , refletindo a new wave dos sentidos amorfos e inodoros.
    Será que los porongas é algo que tambem amealha covardia?(espero que não, que não tenha nada que seja comum com eles!)
    Dynamite tem mesmo que trabalhar pelo rock de verdade e combater falsas manifestações.
    Tambem raimundos é uma hipocrisia comédia, lançados pelo Miranda, que faz aquela linha hippie, riponga e logo todos seus subprodutos são uma tirada de sarro das inteligencias do meio.
    The Cure, sim é A Cura, o que todos procuram como nova onda e pos-punk, gotico e dark, a sequencia do que é verdadeiro, genuíno e real, porque a cena está muito cheia de armação e fim de comédia.
    E com toda essa turbulencia economica, muito provavelmente será mais um show que ficaremos sem poder trazer por aqui.
    Vamos ter que ouvir isso em casa e ganhar espaços dentro da nossa mente pra poder então fazer frente ao sistema.
  18. Satan Disse:
    Perdeu a boquinha na sala de imprensa..hehehehe..compra um salgadinho ibsen que tudo bem, vc tá acostumado.
  19. Deusdete Disse:
    Qual é mais besta o Pablo ou o Finatti?
    Pablo, politiquinho de quinta metido a ser o cara do underground mas na verdade é um picareta e não valoriza bandas e embolsa patrocinio

    E o Finatti é besta de ficar dando ibope pra esse tipo de gente.
  20. Fábio Sousa Disse:
    Como tem gente idiota e medrosa nesse mundo, aff. Esse Satan fake é um desses. O Finatti vai na sala de imprensa do festival, comenta que o tratamentò para a imprensa já não é mais tão luxuoso como em outros tempos, e o babaca diz que o colunista perdeu a boquinha.
    Coitado do Satan. Deve comer churassquinho de gato a um real e depois vem aqui arrotar merda.
  21. Everton Pardal Disse:
    É isso ai Finas luva de pelica nos babacas de plantão e parabéns pelo 5 anos cara; e demorou dia 01/11 na festa de comemoração estaremos lá pra presenciar.
    Zap ´n´ Roll parabéns e evento divulgado tambem no meu blog hein man a gente se ve lá sucesso brother!!!
  22. Satan Disse:
    Cuidado Fábio "puxa saco" Sousita, vou puxar o seu pé a noite e, pior.....cortar seus saquinho. O negócio é que a humanidade sabe que o Finatti adora uma boca livre seja ela qual for. O babaca é tu, que ou é fake, ou não conhece as histórias do gonzo zapper maloki, que por sinal servem para entreter mesas de bares. Churrasquinho de gato não como, mas adoro almas ingênuas como a suaaaaaaaa..HAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAH..............
  23. Filosofo Disse:
    "verdadeiramente assustadora quando o sujeito aqui se lembra de que ele entrevistou Robert Smith por duas vezes (uma por telefone e outra pessoalmente, em janeiro de 1996, quando a banda esteve pela última vez aqui, tocando no extinto festival Hollywood Rock, em um esforço de reportagem para chegar até o sujeito que se transformou em uma autêntica operação de guerra)". Em que idioma você falou com ele. Ele não fala português e o senhor não entende nada de inglês!!!! Conhece aquela música do Rogério Skylab!! MENTIRAAAAAAAAAAA, pode até ter participado e conhecido, como a foto atesta, mas entrevistado, conversado, MENTIRAAAAAAAAAAA.....e afinal, o disco é bem aquém....seria melhor a Cura tocar os velhos hits do que lançar isso. Vi o show em Roma, dia 10 desse mês, quando tocaram o disco novo todinho e pude comprovar.
  24. Obama Disse:
    E o Vanguart, Nório? Nenhuma linha sobre a aventura dos teus afilhados??? hihihi
  25. Humberto Finatti Disse:
    Por certo o tal "filósofo" conhece outro Finatti que não eu, rsrs. E, mesmo que eu não falasse inglês (o que não é verdade, o meu dá pro gasto, embora longe do "inglês made in England" e perfeito do fofo Tio Pomba, por exemplo, rsrs), sempre tem tradutores em entrevistas. Ou vc não sabia disso, mané?
    Quanto ao Vanguart, vai muito bem, obrigado. Estará no Planeta Terra e tem mais uma bomba sobre os meninos, mas essa eu conto no post que entra daqui a pouco no ar.
    Abrax!
  26. Adolfo Ritler Disse:
    Caralho!!!
    O cara cita Rogerio Skylab e viu o show de Roma inteiro com aquele som bom que tava lá, se sentindo. que Legal!!
    Continue refletindo assim sua filosofia de "conoisseur" que logo. logo vai ter que bancar os jornalistas daqui e do exterior ; um inglês fluente e tudo, tá fazendo o que na vida, filosofando , só ?
    Saia do anonimato , rapá, vem trabalhar com a gente e ganhar muito dinheiro de verdade...
    Isso é pra garotão!!!
    É o Circo que chegou.
  27. Allan Colosso Disse:
    Gostei bastante do Cure novo... (do AC/DC também)

    O Tim foi um fiasco mesmo...

    Kaiser Chiefs, dos muderrrrno é o mais legal.

    Klaxons é oooooooooosso, na verdade a ondinha new rave toda é osso de aguentar... há rumores de que o "Também Sou Hype" será a capa do mês que vem da NME! UOU!

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