A poesia melancólica do Belle & Sebastian está de volta
Cheeeeeegaaaaaa!!!
Faz semanas que estas linhas rockers online só lêem, em outros blogs musicais e sites espalhados pela rede, sobre o Little Joy (a banda da hora, formada pelo stroke boa praça Fabi Moretti e pelo ex-hermano Rodrigo Amarante) e sobre a teen folker prodígio Mallu Magalhães (que acabou de lançar, em seu formato físico, seu primeiro disco). Que saco!!! De modos que o autor deste blog resolveu tomar uma decisão radical: vai evitar, ao máximo, falar de ambos neste mega post de hoje.Yep, nosso famoso mega post que, geralmente, alegra os findes de nossos diletos milhares de leitores. E para que ele saia no capricho, Zap’n’roll resolveu passar o feriado quietinho, na miúda, sem enfiar o pé na lama em baladas noturnas grotescas, hihi. Afinal, o finde já vai ser quentíssimo, com showzão anos 80’ do Duran Duran na Via Funchal (em Sampa), mais discotecagem do blogger maloqui na bombadíssima domingueira rock Grind, realizada pelo super dj André Pomba na Loca, o clubinho underground mais descolado de Sampalândia (já foi citado até na novela das oito global, uia!). Entonces é isso: chega de Mallu, chega de Little Joy. Vamos de Belle & Sebastian (eba!), de Goiânia Noise em Goiânia e em São Paulo também (eba!!), de Woddy Allen, de Strokes (não, não é o Little Joy), Duran Duran, de prêmios e mais um mooonte de assuntos que você começa a ler aqui, a partir de agora.
* Antes porém, uma notícia insólita: uma estranha "síndrome de aposentadorias precoces" ronda o mundo pop. Cumas? Ué, primeiro foi aquela beldade loira que atende pelo nome de Gwyneth Paltrow (e que também atende pelo título de "sra Chris Martin"), a mega atriz de Hollywood, que meses atrás anunciou que pretendia se aposentar em breve das telas, para cuidar da casa, da família e dos filhos que tem com o vocalista do Coldplay. Lembrando que miss Paltrow ainda nem chegou aos quarenta anos de idade – ela está com 36. Semanas atrás foi a vez de outro bocetaço das telas, Angelina Jolie, também manifestar a mesma intenção: de se aposentar (com apenas 33 anos de idade!), pra cuidar da filharada que ela arrumou com o maridon Brad Pitt. E agora, por último, o próprio Chris Martin em pessoa também disse que daqui a pouco o Coldplay (que já existe há uma década) vai pendurar as chuteiras. Esse povo ficou muito rico muito cedo e agora quer sair de cena, assim sem mais nem menos? Vão procurar o que fazer, porra!
* UMA DÉCADA DE STROKES – Falando em aposentadorias precoces, quem parece que nem pensa no assunto é o quinteto nova-iorquino The Strokes. Pois o grupo liderado pelo vocalista Julian Casablancas chega aos dez anos de existência (é, o tempo passa cada vez mais veloz no mundo pop, não é mesmo?) e continua vivo e chutando. Tudo começou em 1998 em Nova York. De lá pra cá, a banda lançou três discos sendo que o primeiro deles, "Is This It", editado em 2001, hoje já é considerado um clássico do novo rock de guitarras graças a canções poderosas como "Modern Age", "Barely Legal" (que Zap’n’roll adooora tocar em suas discotecagens), "Hard To Explain" (outro hit das pistas alternativas) e "Last Nite". Sim, os Strokes deram uma nova cara ao rock’n’roll no início do novo milênio, resgatando nuances do que ele tinha de melhor na época do pré-punk americano dos anos 70’. A importância do grupo no sentido de abrir as portas para toda uma nova safra de guitar bands é inegável, ainda que os discos posteriores do grupo ("Room On Fire", de 2003, e "First Impressions Of Earth", editado em 2006) nem de longe sejam tão bacanas como sua estréia. De qualquer forma, a banda está aí, e sua primeira década de existência valeu a ela inclusive a capa da New Musical Express desta semana. Resta ao Strokes voltarem bem em 2009, quando deverão lançar seu novo disco. Um disco que, fica a torcida aqui do blog, seja tão poderoso quanto o "Is This It".
* O post anterior do blog, o que contém uma esclarecedora entrevista com o músico Jorge Anzol, baterista da banda acreana Los Porongas (atualmente radicada em São Paulo e, sem nenhum favor, um dos melhores nomes do novo rock brasileiro), caminha para bater novo recorde de comentários dos leitores. Até agora, são 50 comentários postados por lá, o que bem demonstra a "sede de sangue" que o povo que lê isso aqui tem por temas polêmicos, rsrs. O blogão zapper só fica meio triste em ver que boa parte do pessoal que envia mensagens para estes posts com assuntos mais polêmicos, o faz de má fé, se escondendo atrás de e-mail falso e usando o espaço que poderia gerar uma boa e produtiva discussão para atacar e ofender pesadamente não apenas o autor destas linhas rockers virtuais, mas também quem está envolvido no assunto em questão. Tá na hora desse pessoal deixar de ser covarde e crescer, e participar das discussões de uma forma adulta e equilibrada, com argmentos sólidos e que valham a pena serem lidos. Okays?
* Atenção! O querido colaborador deste blogger zapper, o chapa Cristiano Viteck, afirma: o novo álbum do Killers, "Day & Age", que foi lançado ontem na gringa, é ruim de doer. Como se o Killers em si não fosse uma bomba, desde seu primeiro disco. Por que o maletaço Brandon Flowers não pega o chapéu e pede pra vazar?
* A capa da nova "obra-prima" do Killers é esse horror aí embaixo:

* Bien, bien, vá lá: não é que a tal Binki Shapiro (vocalista do Little Joy e atual namorada do Fabrizio Moretti) é beeem totosa?
* Bien, bien II: tá bom, tá bom. O blog vai dizer o que achou do disco da Mallu Magalhães. Mas mais laaaá embaixo. Porque antes vamos falar do amado Belle & Sebastian.
FOFOS E MEIGOS PARA SEMPRE!
Parece que foi ontem, mas já faz sete anos. O Tim Festival ainda era Free Jazz e acontecia, em São Paulo, no Jockey Club. Espaço ótimo, como o Parque do Ibirapuera também é (pena que o Tim deste ano tenha sido o fiasco absoluto). E naquela noite, todas as preces de nós, velhos fãs do melhor rock alternativo ou "mudernos" de ocasião, foram atendidas: já haviam passado pelo palco principal do evento o sublime e saudoso Granddady e o mala Sigur Ros. Mas a grande atração era mesmo o grupo escocês Belle & Sebastian, que fechou a noite de forma arrebatadora e transportou os cerca de cinco mil presentes para um mundo de doce onirismo, de matizes sonoros que inebriaram a alma e o coração de todos que estavam ali, este blogueiro sentimental incluso. Pois é bom que se diga: talvez o B&S não seja mais a banda preferida daquela turma algo imbecil, que cultua o novo e banal pelo novo e banal sem sentido algum, apenas pelo prazer oco de se manter "antenado" a qualquer custo com a última novidade vazia parida na música pop. No entanto, quando se ouve este sublime "BBC Sessions", que os escoceses lançaram esta semana na Grã-Bretanha (sairá aqui em seu formato físico? Provavelmente não, mas sem problema, ele já está inteiro na web, ao alcance do seu mouse), chega-se rapidinho à conclusão de que, sim, o Belle & Sebastian ainda é um dos grandes nomes surgidos dentro do melhor rock alternativo escocês de uma década e pouco pra cá.
Claro, há quem vá dizer que o grande B&S já ficou lá pra trás, há muito tempo, na época de obras-primas como "Tigermilk" (a estréia fantástica em 1966) ou "The Boy With The Arab Strap", lançado dois anos depois. Eram, de fato, discos fodaços de uma banda perfeita no momento certo: alinhando a melhor tradição pop melancólica escocesa ao lirismo sonoro e textual dos inesquecíveis Smiths, o octeto liderado pelo vocalista e guitarrista Stuart Murdoch preencheu imediatamente o vazio existencial que havia no coração dos indies kids, e no próprio rock altertativo inglês desde que Morrissey e cia. haviam aposentado os instrumentos. As canções eram suaves, tristonhas, dolentes, tramadas com esmero e simplicidade, sempre colocando violões e sopros a serviço de melodias doces que acalentavam a alma do ouvinte. E tudo, claro, servindo como moldura para os vocais algo miúdos, quase sussurrados, de Murdoch e também pela bela cellista Isobel Campbell (que deixou o grupo pouco tempo após ele se apresentar no Brasil).

A capa da nova jóia rara dos escoceses
Se os últimos álbuns de estúdio da banda, como a trilha feita para o filme "Storytelling" (lançado em 2002), "Dear Catastrophe Waitress" (editado em 2003 e que este blog gosta bastante, vale dizer) e "The Life Pursuit" (que saiu em 2006) estão longe de mostrar a grandeza inicial do B&S, este "BBC Sessions", ao contrário, só reafirma esta grandeza. Sim, óbvio, o disco recolhe material registrado pelo grupo durante algumas sessões do lendário programa do dj John Peel na Radio One inglesa, entre 1996 e 2001. Mas é maravilhoso ouvir novamente, através destas sessões, a candura de uma canção como "The State I Am In". Ou então, recordar o power pop dançante de "Like Dylan In The Movies". Ou ainda sonhar com o amor perfeito e definitivo, ouvindo "Judy And The Dream Of Horses" (que além dos violões preciosos possui um imaculado arranjo de flauta e solo de sopros). E, sim, tem a lindíssima e triste "Lazy Jane", em versão ainda mais intimista do que a registrada na gravação oficial de estúdio. "Wrong Love" também está lá, e surge com seus violões e clarinetes para nos lembrar o quanto é inspirador uma noite fria e chuvosa, onde você pode estar sozinho (mas não só), tomando um vinho tinto e pensando em quem você ama. E "Nothing In The Silence" captura toda a delicadeza do conjunto através, ainda, do vocal de Isobel Campbell. É de arrancar lágrimas dos olhos.

B&S ao vivo: encantou os braileiros há sete anos
Zap’n’roll sempre foi fanzaça do Belle & Sebastian. E vai continuar sendo ainda mais depois de ouvir este "BBC Sessions". Taí um discaço para 2008 que só não foi gravado este ano. Mas que serve muito bem para mostrar o quanto anda em falta no rock atual elementos como delicadeza, emoção, sentimento e sensibilidade.
* Não esquecendo: dois "Sebastians" estão no Brasil neste finde, o guitarrista Stevie Jackson e o baixista Bobby Kildea, que tocam neste sábado em São Paulo acompanhando a lenda Vaselines, que vai fechar a segunda noite do SPNoise Festival (o braço paulistano do Goiânia Noise), lá Eazy (avenida Marquês de São Vicente, 1767, Barra Funda, zona oeste de Sampa). Vai lá!
O DISCO DA MALLU, ENFIM
A musa e seu primeiro disco: o produtor meteu demais a mão na massa
Todo mundo já falou, todo mundo já ouviu (será que alguém ainda não ouviu?). Lançado finalmente naquele velho formato que a gente chamava de cd, na semana passada, não se sabe ainda como estão as vendagens em loja do álbum de estréia da garota prodígio do novo pop brasileiro, a sua, a nossa (e também do Marcelo Camelo, hihi) musa folk teen Mallu Magalhães.
O certo é que Mallu Magalhães, o disco, foi bem recebido pela jornalistada em geral – a resenha do álbum abriu a seção Guia da edição deste mês da mui poderosa Rolling Stone brazuca, que elogiou com moderação o cd.
Bão, e daí? Daê que Zap’n’roll, que já conhece há tempos o trabalho da garota, que já assistiu a vaaaários shows dela (nunca é demais lembrar: o autor deste blog era um dos únicos quatro jornalistas que estavam no primeiro show da pirralha, em janeiro deste ano, na Clash Club em São Paulo, quando ela abriu para o Vanguart; fora o blogão zapper, também estavam lá o reverendíssimo Fábio Massari e mais dear Luscious Ribeiro e dom Thiaguito Ney), que já a entrevistou outras tantas vezes, meio que achou parte do trabalho meio... estranho. Explicando melhor: a "J1" que abre o cd, por exemplo, não é a mesma que tanto encantou milhões de internautas que a ouviram no MySpace da cantora, ou viram o vídeo no YouTube. Na versão que foi registrada agora tem a mão do Mario Caldato. E ele, mesmo sendo um conceituado e experiente produtor e tals, fez o (des)favor de meter um piano irritante ali, que se intromete por toda a canção, para que ela talvez fique mais "pop" e "palatável" ao ouvinte médio comum. Isso não existia na "J1" original, que era mais simples, mais folk na essência e menos rebuscada no arranjo. O mesmo acontece com "Tchubaruba" que, além do piano sacal, ainda ficou mais lenta. Fala sério...
Claro, Mallu continua mostrando talento absurdo para sua pouca idade, e isso fica muito claro quando nos deparamos com um folk/blues/boggie como "Angelina Angelina" ou, ainda com a melodia mais rocker de "You Know You’ve Got" e "Town Of Rock’n’roll", e as nuances country de "Don’t Look You Back", que recebe inclusive o adorno de um banjo. E há a beleza melancólica e introstectiva de uma canção como "Get To Denmark". A decisão de gravar apenas duas músicas com letra em português talvez seja mesmo um acerto, visto que "O preço da Flor", apesar de sua bela letra, expõe toda a fragilidade do vocal de Mallu (que já é bastante infantil, algo natural em se tratando de sua pouca idade). Ela não soa bem cantando em português, sorry.
De resto, o álbum termina bem com a trinca "Noil", "It Takes Two To Tango" e "Swalk" (com uma linda melodia levada por violão e adornada por uma harmônica chorosa), todas muito meigas, muito bucólicas. Mas, enfim, fica uma sensação estranha no ar... a de que mr. Caldato meteu a mão mais do que deveria ali. Só isso.
DURAN DURAN NA ÁREA!!!
Ah, tá legal. Tem Goiânia Noise Festival este finde em Goiânia, e pela primeira vez um "braço" do graaande festival indie brasileiro aqui em Sampa, o SP Noise, que vai agitar a capital paulista sexta e sábado com o melhor do novo rock alternativo daqui e de fora. Mas vai ter também o bom e velho Duran Duran na Via Funchal, pro povo saudoso dos anos 80’, da new wave e do new romantic mexer as pernas e a bunda e se lembrar de que o DD foi sim uma banda beeem legal.
Ok, você era um bebê na época ou nem tinha nascido ainda, pra conhecer a história da banda. Então dá uma lida aí embaixo, onde você encontra um "curso intensivo" sobre os Duranies, através de texto assinado pelo zapper aqui e publicado semana passada no caderno de variedades do diário paulistano Gazeta Mercantil.
E se você se animar e for ao Via Funchal amanhã, a gente se vê por lá, certis?
"Ninguém personificou tão bem o movimento musical new wave – que dominou o pop inglês após a decadência do punk rock – quanto eles. E poucas bandas na história recente da música venderam tantos discos e emplacaram tantos hits, em três décadas de existência. Pois o quarteto Duran Duran, liderado pelo eternamente fashion vocalista Simon Le Bon, está de volta ao Brasil para shows após duas décadas – a banda se apresentou aqui, em janeiro de 1988, no extinto festival Hollywood Rock. Desta vez o grupo (que atualmente é completado pelo tecladista Nick Rhodes, pelo baixista John Taylor e pelo baterista Roger Taylor, todos da formação original) irá tocar em São Paulo (nos próximos dias 21 e 22, na Via Funchal), no Rio (dia 23, no espaço Vivo Rio) e em Porto Alegre (dia 25, na arena Pepsi On Stage).

O vocalista Simon Le Bon, na atual gig: cinquentão ainda em forma
O grupo surgiu na cidade inglesa de Birmingham, em 1978, quando o punk rock ainda dominava a cena musical britânica. No entanto, os amigos Nick Rhodes e John Taylor (que fundaram o conjunto; logo depois, ele seria completado por Simon, Roger e pelo guitarrista Andy Taylor) eram apreciadores de outro tipo de música, um pop mais alegre e dançante que era fortemente calcado em sintetizadores e bases musicais eletrônicas, além de possuir um grande apelo visual e estético. Com estes elementos dominando suas composições, o então quinteto logo chamou a atenção de alguns executivos de gravadoras, que vislumbraram no Duran Duran um dos ícones de um novo movimento musical que surgia na Inglaterra e Estados Unidos: a new wave, uma espécie de continuação do punk mas com uma sonoridade mais alegre, menos política e muito ligada à moda e ao visual.
O primeiro álbum, homônimo, foi lançado em 1981 e emplacou imediatamente nas rádios os hits "Girls On Film" e "Planet Earth". Quando o segundo disco, "Rio", chegou às lojas no ano seguinte, e inundou as rádios com as faixas "Rio" e "Save A Prayer" (uma das baladas mais belas criadas no pop inglês dos anos 80’), o Duran Duran começou a vender milhões de discos e a lotar estádios. A fórmula do sucesso era perfeita: além de fazer música pop de qualidade e extremamente radiofônica, a banda ainda possuía integrantes bonitões (e onde o sex symbol maior era mesmo o vocalista Simon Le Bon) e que se vestiam de maneira extravagante. Não só: o grupo começou a investir pesado em vídeos promocionais de suas músicas, e acabou por produzir alguns dos "clips" mais criativos da cena musical inglesa da década de 80’. Tudo isso resultou em vendas milionárias (até hoje, o Duran Duran já contabiliza mais de 100 milhões de cópias vendidas de seus discos) e também em um estilo de vida glamuroso, com direito a compra de mansões, carros de luxo e iates pelos integrantes da banda. Ficou célebre, inclusive, o acidente envolvendo o vocalista Simon Le Bon que, ao participar de uma competição com seu iate, sofreu um acidente que quase custou-lhe a vida, quando o barco simplesmente virou e afundou.
Antes deste quase trágico acontecimento, a banda havia lançado seu terceiro trabalho, o excelente disco "Seven And The Ragged Tiger", em 1983. Produzido pelo guitarrista Nile Rodgers (do grupo funk americano Chic), o álbum emplacou as músicas "The Reflex", "New Moon On Monday" e "Union Of The Snake" nas paradas e fez com que a imprensa britânica comparasse a histeria em torno do grupo à beatlemania dos anos sessenta. Além disso, o Duran Duran recebeu elogios públicos do lendário artista plástico Andy Warhol (que se declarou fã da banda) e, num concerto no natal de 1984 em Londres, se apresenta para 90 mil pessoas.
Após este auge e após lançar excelentes discos na década de 80’, o Duran Duran entrou em baixa nos anos 90’, gravando álbuns bem menos inspirados dos que os do início de sua carreira. No entanto, o conjunto continuava fazendo apresentações apoteóticas ao vivo (como pôde ser visto nos shows realizados em janeiro de 1988 no Brasil, quando o grupo levou à loucura milhares de fãs em São Paulo e no Rio De Janeiro) e a produzir singles memoráveis, como "Notorius", "Come Undone", "Ordinary World" (outra balada de partir corações) ou "A View To A Kill", que acabou se tornando trilha de um dos filmes da série "James Bond – 007". Todas essas músicas entraram no topo da parada britânica e americana de singles e isso fez com que o grupo mantivesse um público fiel e vendas estáveis, embora membros originais (como o guitarrista Andy Taylor) já tivessem debandado do conjunto. Mas a exceção do bom "The Wedding Album", editado em 1993, o restante da década viu o já veterano grupo new wave perdido em discos insípidos como "Thank You" (um desastroso disco de covers que a banda resolveu perpetrar para clássicos de Bob Dylan, The Doors e até o pesado Led Zeppelin), ou "Medazzaland".
Quando já não se esperava mais nada do grupo (que teve seu nome inspirado no personagem dr. Durand Durand, vivido pelo ator Roger Vadim no filme "Barbarella"), o Duran Duran entrou nos anos 2000 lançando discos que resgatavam em parte o brilho perdido dos primeiros anos de carreira. "Pop Trash", lançado no início desta década e, principalmente, o recente "Red Carpet Massacre" (editado no final de 2007 e que motivou a turnê que agora chega ao Brasil), mostram que o conjunto ainda sabe entregar boas canções pop de acepção new wave e que ainda animam os fãs a dançar nas apresentações ao vivo.
Mas mesmo que o grupo estivesse sem lançar nada há tempos, o seu repertório de singles clássicos e inesquecíveis já valeria a ida ao show. Afinal, os melhores anos e momentos da new wave ainda resistem ao tempo. E estarão aqui, ao vivo e ao alcance dos fãs brasileiros, na semana que vem".
E NESTE DOMINGO, NA LOCA/SP...
Yeeeeeesssssss! Zap’n’roll começa a comemorar mais um ano de vida (yep, o autor deste blog mesmo, que fica mais velho no próximo dia 26, quarta-feira que vem), botando fogo nas pick-up’s daquela que é a domingueira rock mais bombada de Sampalândia: o projeto Grind, comandado há uma década pelo nosso mui amado André Pomba, primeiro e único.
O blogger maloqui assume a discotecagem às três e meia da matina de domingo pra Segunda, e vai despejar na pista um caminhão de hits oitentistas e de guitarras indies. Com direito ao já tradicional "air guitar" real, com uma guitarra de verdade em punho, rsrs. A dita cuja, de corpo preto e branco, repousa ao lado da porta da kit da Praça da Árvore, esperando a hora de entrar em ação no domingão.
Quem quiser ir, está mais do que convidado! Lembrando que a Loca fica na rua Frei Caneca, 916, Consolação, no centrão rocker de Sampa. Nos vemos por lá!

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Filme: o blog foi conferir esta semana "Vicky Cristina Barcelona", o novo longa do sempre genial Woody Allen, em mais uma incursão cinematográfica sua pelo continente europeu. Quem Allen é gênio, todo mundo sabe. Assim como todo mundo sabe, também, que o diretor americano cometeu algumas bobagens pesadas e sacais ao longo de sua extensa filmografia. Não é o caso, felizmente, do novo filme. Um roteiro bacana, uma tragicomédia calcada em um triângulo amoroso, dois bocetões em cena (a deusa loira Scarlett Johansson e a delícia morena Penélope Cruz, duas atrizes que, além de lindas e tesudas, são das melhores que existem hoje no cinema mundial), um "galã" em grande forma (Javier Bardem) e a satisfação do cinéfilo está garantida. As cenas de Bardem e Johansson se pegando são, desde já, antológicas. E quem mais além de Woody conseguiria por Scarlett e Penépole pra se beijar na boca com a maior volúpia, sensualidade e naturalidade do mundo? Pois é: se você ainda não viu, vá correndo assistir.
* Festival: o braço paulistano do Goiânia Noise, claaaaro. Dá tempo de você ainda pegar o show deste sábado, que rola a partir das cinco da tarde lá na Eazy, sendo que estarão no palco, entre outros, Black Lips, Helmet e Vaselines. Mas atenção: os shows começam cedíssimo, às quatro e meia da tarde e tudo terá que ser encerrado antes das dez da noite. Então, se você vai, chegue cedo! Pra saber mais sobre o SPNoise: www.spnoisefestival.com
* Festival II: e lá em Goiânia, claro, está rolando a edição principal do já tradicionalíssimo Goiânia Noise Festival. Quer conferir tudo sobre um dos maiores festivais da cena indie brasileira? Simples, vai lá: www.goianianoisefestival.com.br
* Disco: "BBC Sessions", do Belle & Sebastian, óbvio.
BALADAS SELECIONADAS PRO FINDE
Yep, muita coisa rolando e não dá pra por tudo aqui. Portanto, vamos direto ao ponto, ao que interessa: sabadón de Duran Duran e SPNoise em Sampalândia também ferve no circuito de bares alternativos, como a Outs (rua Augusta, 486, centro de São Paulo) por exemplo, que vai fazer noitada anos 80’ com shows do Henry Paul Trio (fazendo tributo ao Stray Cats) e Interlude (as melhores covers do Cure que você pode ouvir). Já no Belfiori (rua Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda, zona oeste paulistana), tem show com a banda americana GI Joey.///Domingão, além de Zap’n’roll botar pra quebrar no Grind, vai rolar também a festa de dois anos do projeto Folk This Town, lá no Bar B (rua General Jardim, 43, República, centrão rocker de Sampa), a partir das seis da tarde, com shows de Stella Campos e The James Complex. E laaaá no Coppola (rua Girassol, 323, Vila Madalena, zona oeste de Sampa), a partir das oito da noite, tem show com o mezzo mpb/mezzo vanguarda do paraense A Euterpia (que tem uma lindaaaa vocalista e de voz fodona, a querida Marisa). É isso aê: se joga!
PRÊMIOS, PRÊMIOS...
Custam mas aparecem por aqui, né? E eles vão para:
* Mariuze Souza Lima (Amparo/SP) e Joanna Nilson (São Paulo/SP), que vão receber o novo álbum do Rock Rocket;
* Lelusha Gomes Carvalho (São Bernardo do Campo/SP), vai ficar com o novo discão do Manic Street Preachers;
* E Cassiano Meneses Gondollin (São Paulo/SP), vai curtir o novo discão do Oasis.
Pra semana? Vai lá no finatti@dynamite.com.br, que vamos por na roda:
* Uma cópia do disco solo do Marcelo Camelo;
* Outra do novo álbum do Kaiser Chiefs;
* Outra do novo disco do Bloc Party;
* E um exemplar do livro "Uma temporada no inferno com os Rolling Stones", que acaba de sair no Brasil.
Certis?
ENTÃO...
Zap’n’roll sai à francesa (rsrs), porque ele vai se acabar amanhã à noite no Duran Duran, e domingo no Grind, ao lado de sua amada Tânia Paoli, que acaba de chegar dos EUA pra cair direto na putaria rocker em Sampa, uhú! É isso, crianças. Até!
(enviado por Finatti às 21hs.)

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22 Nov, 2008 às 2:27 PM Meu Deus,, lá vem você mais uma vez com essa coisa de banda fofa. Definitivamente você é uma caso perdido. Rock não mais o mesmo ou tu é que além de bandas indies e ruins, endeuza bobagens como B$S? Pop besta, muito talquinho eperfume e pouco rock and roll e atitude. ZERO
22 Nov, 2008 às 3:27 PM Vale uma crítica construtiva?
Seu twitter tá beeeeem mais legal que esse post "fofinho". Beijo da sua leitora mineira.
Marbela
22 Nov, 2008 às 7:30 PM puta post merda.
24 Nov, 2008 às 6:50 PM Olá Finatti! Ainda não recebi meu cd do Vanguart que ganhei no sorteio. Estou no aguardo!!
Abraço.
24 Nov, 2008 às 7:15 PM Foi mals Daniel, eu é que me enrolei e ainda não tive tempo de despachar uns prêmios e outras correspondências acumuladas aqui, não é só com vc que estou em falta, não se preocupe. E o pior é que o CD tá aqui faz teempoo, o problema é ir até o correio, rsrs.
Aguenta mais um pouco (vc e outros premiados pelo blogão zapper), que logo mais eu ponho a correspondência em ordem, okays?
Abração!
24 Nov, 2008 às 10:45 PM sempre que penso em belle e sebastian me lembro de juno
24 Nov, 2008 às 11:38 PM Muito boa a polêmica sobre a pilantragem indy. O melhor foi o Julin que esculachou bonito essas bandas de garagem vagabundas que inundam o MySpace. Parabéns ao Humberto por desmascarar essa chinelagem bizarramente patrocinada pelo nosso dinheiro, que por sinal deveria ser investido em escolas.
Finnas, teu twitter é muito bacana.
25 Nov, 2008 às 4:18 PM O Finatti, vc deveria atualizar isso aqui mais vezes por semana.. mesmo que nao rolem muitos comentários rolam muitos leitores...onde eu acho esse seu famoso twitter?
25 Nov, 2008 às 10:25 PM Finatti foi mal banda fofa! isso e coisa de galinha de macumba! Voce e muito melhor que isso, o blog com a polemica briga entre os indies foi mais jornalistico!
25 Nov, 2008 às 10:39 PM José das Couves,
É no http://twitter.com/humbertofinatti
Aproveitando, queria mandar muitos beijos pra vc Finatti pelos seu aniversário! Feliz 45!!!
Beijos mineiros,
Marbela
26 Nov, 2008 às 1:03 PM Finatti, que horror, tem gente ingênua que acredita mesmo que o twitter é seu mesmo!!
27 Nov, 2008 às 1:30 PM Po Finatti, a lógica do blog é ter informações novas sempre, mas você abandonou isso aqui. Quase uma semana sem atualizar, assim vou acabar desistindo de acompanhá-lo.
27 Nov, 2008 às 6:06 PM Cara, você tá perdido, tentando entrar na ótima seara que a Maíra faz, mas não tem jeito pra isso.
27 Nov, 2008 às 7:35 PM Finatti está triste porque ficou ainda mais velho do que já era. Esse blog está as moscas.
27 Nov, 2008 às 9:19 PM Finatti seu blog ta sempre fresquinho, e bom porque nao tem cheiro de oleo de cozinha !!!!! Segura o tcham!!!!!!!
27 Nov, 2008 às 10:07 PM Considerações:
De fato, bateu uma certa preguiça em atualizar o blog esta semana e peço desculpas ao pessoal que notou a ausência destas atualizações (como o José Das Couves e o João), pelo fato. Sabe como é, foi meu aniversário ontem, final de ano chegando... a gente acaba relaxando um pouco mesmo. E, sim, a premissa básica da blogagem é atualizar sempre os fatos. Mas no caso da Zap’n’roll, eu acho que ela deve possuir um ritmo mais descontraído e se atualizar quando vale realmente a pena, e isso não é desculpa para eu Ter trabalhado pouco no blog esta semana. Se vcs notarem bem, há blogs aqui no site (não com a audiência da Zap, é vero) que demoram ainda mais para serem atualizados, o que tb não justifica eu fazer o mesmo. Então, amanhã entra post novo (com uma ótima cobertura do festival Goiânia Noise, escrito pela mui amada Adreana Oliveira, lá de Uberlândia) e prometo que semana que vem as coisas entram no ritmo normal por aqui, até eu entrar em merecidas férias de fim-de-ano, um pouco antes do natal, okays?
Quanto à leitora que disse que eu quero entrar na ótima seara da Maíra e nãoi tenho jeito pra isso, nunca li tamanha idiotice. A Maíra faz muito bem o que ela faz (embora seu texto contenha eventuais falhas de informação, títulos meio estranhos e frases que, por exemplo, jamais seriam publicadas em uma revista como a Rolling Stone, onde ela tentou colaborar mas não conseguiu, por ainda não possuir a experiência e tarimba necessárias para tanto) e eu não tenho o MENOR INTERESSE em entrar na seara dela pois meu foco é outro – ao contrário, é a Maíra que vive entrando na seara da Zap’n’roll, quando resolve entrevistar bandas de rock da cena independente, um assunto que ela não domina bem, afinal de contas. Mas nem por isso a recrimino pois, como diz o Pomba (e eu concordo integralmente com ele), aqui há espaço para todos, este espaço é DEMOCRÁTICO e ninguém aqui é DONO de assunto nenhum, que eu saiba. Torço é pelo sucesso de todos os blogs (o do Maíra incluso) e espero que seus autores, um dia, tenham o currículo, o histórico e a ótima trajetória que eu consegui adquirir em mais de vinte anos de jornalismo musical, sendo que isso aqui não é terreno para amadores e aventureiros.
Por fim, se alguém que enviou mensagem notou algo de diferente nelas, é isso mesmo: além de VETAR comentários muito abusivos na ofensa moral, agora tb resolvi EDITAR os mesmos, publicando o que não excede o limite da grosseria. Assim, os malas que entram aqui só pra encher o saco se dão conta de uma vez por todas de quem manda nessa joça. Isso aqui, sorry rapaziada, não é e não vai virar a extinta e morta causos do finatti, que emporcalhou o Orkut por alguns anos.
Abraços!