Dynamite

Entries for month: August 2009

O Jet vive! E o Oasis talvez não...

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Os australianos do Jet: disco novo saindo, inclusive no Brasil 

É, milagres da comunicação virtual...
O blogger maloker e andarilho continua curtindo a brisa queeeeente do extremo norte brasileiro. E o rock'n'roll vai rodando pelo mundo afora, seja aqui, em Sampalândia, na gringa, seja onde for. E a web, se por um lado tira a poesia e o romantismo de muita coisa (como ler um jornal, uma revista, um livro, ou ouvir um bom e velho vinil, guardado naquelas maravilhosas e enooooormes capas de papelão), por outro permite que o blogon de cultura pop continue plugado em tudo, mesmo estando tão distante (uns 5 mil quilômetros, mais ou menos) do "sudeste maravilha" - se é que o Sudeste brasileiro, com suas megalópoles super povoadas, sujas, violentas, repletas de desigualdade e exclusão social é isso mesmo, maravilhoso. Macapá, capital do Amapá, pode não ser o paraíso (aqui é quente pra caralho). Mas é uma cidade calma, agradável, bonita, repleta de gente simples e humilde e que, mesmo estando geograficamente tão longe de tudo, também fica conectada a tudo através da net, de tv a cabo etc. A própria Rudja, amada girlfriend do sujeito aqui, é um exemplo claro disso, de uma garota de vinte e dois anos de idade que, mesmo morando aqui, trabalha duro e possui tudo o que interessa a ela na sua casa (compus e laptops lotados de arquivos musicais com as últimas novidades do indie rock planetário, assinatura da Sky e todos aqueles zilhões de canais com zilhões de seriados e filmes que todo jovem na idade dela adora assistir, etc, etc, etc.). É de uma ignorância, pobreza de idéias e de espírito e de um preconceito sem tamanho achar que um país de dimensões continentais como o Brasil se resume apenas a Sampalândia e Rio. Achar que em uma capital como Macapá as pessoas não conhecem e não têm acesso ao que paulistanos e cariocas têm, em termos de informação. Uma ignorância e preconceito que, infelizmente, se espalha pela mesma internet (através de blogs, sites, orkuts, twitters falsos feitos por gente canalha e idiota, com merda no cérebro e que não tem coisa melhor pra fazer na vida) que diminiu distâncias físicas e dinamitou definitivamente os muros que confinavam em guetos de ignorância e falta de cultura e informação quem morava fora do Sudeste "maravilha". Macapá, além de tudo, possui uma cena rock agitadíssima e vai ser daqui que Zap'n'roll irá continuar fazendo suas transmissões nas próximas semanas. Transmissões falando sempre do que você sempre leu aqui: rock'n'roll, cultura pop, livros, filmes e discos. Discos como o novo do australiano Jet - que, sim, continua vivo e chutando, como você verá logo mais aí embaixo.

* BOOOOOMBAAAAA!!! É O FIM DO OASIS??? - A notícia acaba de cair como um artefato nuclear nas redações de sites e blogs musicais pop do mundo inteiro. Em comunicado oficial postado no site da banda, Noel Gallagher, fundador e guitarrista do Oasis, aunciou que está picando a mula do quinteto. "Eu não poderia continuar trabalhando ao lado de Liam por mais nenhum dia", disse o guitarrista. O grupo, que iria ser headliner do badalado "Rock En Seine", na França, cancelou o show que faria hoje em Paris pouco antes de subir ao palco já que Noel e o mano (e vocalista) Liam estavam se "estranhando" (novidade...) nos bastidores: segundo fontes ligadas aos bastidores da produção do evento, a briga foi "feia", com Liam inclusive quebrando umas das guitarras do irmão. Na verdade, há séculos que os Gallaghers se estapeiam em público (se não fisicamente, verbalmente através de jornais, revistas, sites, rádios etc.). E de tempos pra cá, a situação só piorou. Apesar de ter lançado um discaço no ano passado (o soberbo "Dig Out Your Soul"), era visível que as coisas não estavam mais dando certo dentro do Oasis, pricipalmente no palco - quem via o show meia-boca que o conjunto deu em Sampa em maio último, sabe do que estas linhas rockers online estão falando. Anyway, agora aguarda-se uma palavra oficial de Liam a respeito. Ele, por certo, poderá dizer que o Oasis continua sem Noel. Mas a pergunta é: o grupo conseguirá seguir em frente sem seu líder e principal compositor???

 

Oasis, os reis do britpop: é o fim da banda dos manos Gallagher? 

* Hum... Evanescence na segunda noite (8 de novembro, domingo) do Maquinaria? Já começou a piorar o nível da escalação do festival. Mas na disputa com o Planeta Terra (que vai rolar no sábado, 7 de novembro, quando sobem ao palco do Maquinaria os im-per-dí-veis Faith No More e Jane's Addiction), a vantagem ainda é pro festival da Chácara do Jockey, né? Além do Primal Scream o PT confirmou a dupla britânica Ting Tings, o duo multinacional N.A.S.A. e o grupo electro-rock curitibano Copacabana Club. Ou seja: mais uma vez o PT vai se configurando como o festival das "novidades" pop, destinadas a um público pseudo indie "antenado" (o que não significa que a programação, até o momento, tirando os fodaços Primal Scream e Macaco Bong, esteja ótima), enquanto o Maquinaria aposta em duas lendas dos anow 90' pra "bombar" seu evento.

* Ting Tings é uma duplina electro-pop bem bobinha na opinião destas linhas zappers. E o Copacabana Club... o blogger devorador de cultura pop, assistindo ao clip de "Just Do It" da banda ontem no meio da tarde, na MTV, ficou conjecturando (uia!) sobre por que tanta babação de ovos pra turma curitibana. Yep, a banda é ok, possui boa levada instrumental e melódica, dosando guitarras com espamos de funkysmo e pop-dance de maneira eficiente, além de possuir uma vocalista estilosa, gostosona e tatuada. Mas... e daí? Quantas bilhões de bandas hoje em dia não possuem tudo isso e daqui a pouco vão cair no limbo do esquecimento inapelável? Pra pensar...

* Bien, bien, o vídeo de "Just Do It" é esse aí embaixo:


Copacabana Club - "Just Do It"

* E o querido Foo Fighters lança mais uma coletânea em novembro. Vai se chamar "Greatest Hits" (bidú!) e trará duas faixas inéditas.

* Vem aí a edição brasileira da revista americana Billboard. Ela é respeitadíssima nos EUA como fonte de consulta de vendas de discos (quer, quando eles ainda vendem alguma coisa), execução de músicas em diversas mídias (rádio, MTV, YouTube etc.) e só. Tirando sua secular e célebre "parada" dos mais vendidos, ela é uma publicação com uma linha editorial beeeeem brega. Não vai fazer muita diferença pro público leitor que está acompanhando a Rolling Stone, por exemplo. Aqui a Billboard deve começar a circular a partir de meados de outubro.

* E, hã, isso sim é um dvd que vale à pena (mais do que um dvd que documenta a última tour do, vamos lá, bacana Arcade Fire): chega às lojas dos EUA em 3 de novembro, o dvd que registra a lendária e histórica apresentação do Nirvana no festival de Reading, na Inglaterra, em 1992. Era o início de tudo, da explosão mundial do trio liderado por Kurt Cobain, que tinha lançado pouco antes a obra-prima "Nevermind". "Nirvana live at Reading" será vendido em dvd e cd (duplo) e trará, entre outras jóias, "Smells Like Teen Spirit", "Lithium", "In Bloom" e "Come As You Are". E com certeza será lançado também por aqui. Wow!

O gênio e lenda Kurt Cobain: dvd inédito do Nirvana a camimho 

* Buenas, é isso por enquanto. Mas desta vez o blogon que está "passeando" por Macapá, não vai te abadonar! Colaê logo menos, que até o final da tarde deste sábado, o zapper loker volta aqui pra contar o que ele achou do novo álbum dos australianos do Jet. E também vai falar algo dos paulistanos Reversa e Motores, além de mais algumas coisinhas. Agora o blog vai ali no shopping da capital do Amapá tomar um milk-shake com a Rudja e volta daqui a pouco. Até já!

(enviado por Finatti às 19:30hs.)

Som & Fúria! (e duelo de gigantes aqui e lá fora, com Primal Scream, Jane`s Addiction, Arctic Monkeys, Kol, Radiohead...)

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E agora, galere??? Primal Scream no Planeta Terra ou Jane's Addiction no Maquinaria? Oh, dúvida cruel 

* Zap’n’roll em Macapá, pois não? Você está aí? O blogon está aqui.

* Aliás, não deixa de ser engraçada a “chamada”do blog na capa da home do nosso portal: “Finatti troca a capital paulista pela longínqua Macapá, mas é temporário”. Pois é. Como já foi comentado por aqui (mais ou menos comentado, né?), o autor destas linhas zappers veio passar umas “férias” na capital do distante Estado do Amapá (no extremo norte brasileiro) por alguns motivos. O principal deles, a humanidade já sabe, é que ele está mega apaixonado pela sua nova girlfriend, a lindaça Rudja Catrine, garota espertíssima de vinte e dois anos de idade, louca por cinema, rock alternativo e contemporâneo, antenadíssima com cultura pop, que também escreve um blog bacanérrimo (o Hooraay, listado nos links amigos destas linhas rockers virtuais) e que, não bastasse tudo isso, ainda é bonita pra caraleo. Este “romance” quase continental começou – o blog não tem pudor em contar aqui – através de inocentes e animadas trocas de mensagens em comunidades do famigerado Orkut (é, pelo menos pra algo a droga do Orkut serve, hihi). O lance foi crescendo de tal forma (e como ele se desenvolveu é uma looooonga história para ser contada aqui, em um post do blog) que Zap’n’Roll deu um de seus famosos “surtos” e decidiu vir passar algumas semanas em Macapá. Juntou o essencial (seu amor por Rudja) ao útil e agradável: está conhecendo mais um pedaço do Brasil (e neste aspecto, o blog orgulha-se em afirmar que conhece este país como poucos jornalistas de cultura pop conhecem), e também observando a movimentação cultural alternativa local (como o trabalho do coletivo Palafita, que o sujeito aqui irá conhecer nesta quinta-feira à noite). É isso. Mas daqui a pouco e logo menos, iremos retomar nossas transmissões normais, direto de Sampalândia, hihi.

* Enquanto o blogon não retorna a Sampa, o mondo pop não pára. Aliás, ele está pegando fogo nos últimos dias e aí... adeus férias zappers. Temos que comentar tudo por aqui senão alguns “malas” de plantão nos comentários dos leitores já vêm disparando chumbo grosso, dizendo que estas linhas online não são de nada etc. a vida de blogger popper é dura, sem dúvida alguma. E como não dá pra mandar esse povo chato tomar no cú (por questão de educação, claaaaaro), cá estamos nós.

* Agora fodeu de verdade! Com a confirmação do Jane`s Addiction no Maquinaria (que também vai ter, como a humanidade já está sabendo, o Faith No More e o Deftones) e do graaaaande Primal Scream no Planeta Terra (que também anunciou oficialmente hoje os nacionais Macaco Bong, sempre ótimo, e o prepotente Móveis Coloniais de Acaju, que já foi bem legal mas que corre o risco de sucumbir ao egocentrismo de alguns de seus integrantes, que se julgam a última bolacha do pacote), e AMBOS os festivais rolando no mesmo 7 de novembro em Sampa, a questão fundamental do milênio é: em qual dos dois festivais ir??? Pobre de nós, paulistanos (ou “pobre paulista”, como já cantou tão sabiamente o saudoso Ira!): em um aninho tão magrinho em termos de mega festivais com ótimas bandas gringas de repente, do nada, dois são marcados para a mesma data e para a mesma capital.

* Zap’n’roll está avaliando a questão (Maquinaria ou Planeta Terra?) e
por enquanto, tende a ir ao Maquinaria, e por um motivo bem simples: o
blog já presenciou um fodaço live concert da turma de Bobbie Gillespie
(o PS, óbvio) no Free Jazz Festival de 2004 (o mesmo que também
trouxe um meia-boca Libertines, já sem Pete Doherty em sua formação, e
a tesudaça deusa P.J. Harvey, que fez um set sensacional no Jockey
Club paulistano). O som da gig do Primal estava absurdamente alto
naquela noite; o baixista Mani encostava seu ouvido nas caixas do P.A.
e socava a mão no instrumento como se estivesse chapado de ácido em um
transe hipnótico doidaralhaço. “Finatti, que absurdo aquilo, os caras
são loucos!”, exclamou na época pro blogger loki, Ivan Cláudio, amigão
deste espaço rocker e editor de cultura da revista Istoé. E eram
mesmo! Zap’n’roll, no “chiqueirinho de imprensa” (e à frente dos meros
“mortais”, que se espremiam contra a grade que separava a turba
ensandecida do palco, e onde se encontravam a amada Adriana Ribeiro
com o seu então husband Rodrigo), já “turbinado” por várias brejas tomadas na sala de imprensa, soltou de vez a franga quando a banda disparou “Rocks”, e não parou mais de pular e dançar feito um demente à la Zeca Neves (ou Jagger). Foi realmente insano.

* Aí então o blogger maloker passa a considerar a questão do “ineditismo” do show do igualmente fodão Jane’s Addiction. Não é preciso escrever novamente o que já foi dito aqui há alguns posts – que a banda de Perry Farrell é top dos anos 90’, que seu álbum “Ritual De Lo Habitual” pode ser considerado um dos vinte melhores de toda a história do rock’n’roll (assim como o “Screamadelica”, do Primal Scream, também pode), que Farrell é gênio (foi ele quem criou o festival Lollapalooza) e muitos etcs. E o que pesa a favor do Maquinaria é que o JA nunca tocou no Brasil. Fora que vai ter Faith No More ali também, outra lenda gigante do rock que importa nos 90’. É... parada duríssima em Sampalândia no dia 7 de novembro...

* Fator “local dos festivais”: o Planeta Terra, espertamente muito bem colocado dentro do parque de diversões do PlayCenter, um dos locais de entretenimento mais bacanas do mundo. O Maquinaria na péssima Chácara do Jockey, já devidamente reprovada por quem foi até lá pra assistir ao Radiohead, em março deste ano. E agora??? Mande sua opinião no espaço dos leitores que o blogon quer saber o que seu dileto leitorado acha disso tudo, claaaaaro!

* Pra ajudar você a se decidir, aí embaixo Primal Scream e Jane’s Addiction em ação, em vídeos capturados no YouTube:


Primal Scream - "Rocks", ao vivo, na Suécia em julho último


Jane's Addiction - "Stop", ao vivo em Tampa, nos EUA, em maio deste ano
 

* E NA INGLATERRA... – Se aqui está instalada a dúvida sobre qual festival ir em Sampa em novembro, quem estiver na Velha Ilha neste próximo finde, não terá dúvida alguma: é se mandar pras cidades de Reading e Leeds e morrer com os zilhões de shows que irão rolar por lá, dentro do festival mais tradicional da história do rock (hum... pode incluir também o gigante Glastonbury nessa parada). Tendo como headliners ninguém menos do que Kings Of Leon (na primeira noite), Arctic Monkeys (na segunda) e Radiohead (fechando e quebrando tudo), o Reading 2009 mantém sua tradição de reunir o maior número possível de bandas “hot” em um único festival. Ok que os line-ups estão se tornando meio repetitivos de uns anos pra cá (falta renovação nas cenas rockers inglesa e americana, hein?) e que as três atrações principais do Reading 2009 já tocaram no Brasil, é fato. Mas reunir mais de cem atrações bacanudas em um único festival não é pra qualquer evento, e é pra tirar o fôlego de qualquer um. Além disso Reading vai oferecer um Arctic Monkeys em pleno e badalado lançamento de seu novo disco (“Humbug” acaba de ser resenhado na NME desta semana, que também botou a banda novamente em sua capa, e deu nota 7 pro disco), um Radiohead sempre em ponto de bala ao vivo e algumas novidades sempre promissoras, como os americanos do Manchester Orchestra. Vai estar na Velha Ilha neste finde? Então se joga, sem apelação!

 

Os Macaquinhos, com tudo na capa da NME desta semana (acima), e tocando em Reading (abaixo)

 

* E faltava ele lá, né? Yep, Kurt Cobain é a próxima estrela do “Guitar Heroe”, em sua quinta edição. O game chega às lojas americanas em setembro.

* Já a diva black Whitney Houston, após andar entupindo o cú de crack, resolveu voltar a cantar. Lança seu novo disco agora no final de agosto, após ficar sete anos sem gravar. A pergunta é: alguém vai comprar?
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GAROTAS FODONAS NAS GUITARRAS
E não? A Elle americana resolveu escolher as doze melhores guitarristas de todos os tempos. Muito justo. Em um ambiente – a música pop e o rock – dominado por machos, já era tempo de alguém se lembrar de que “elas” também deram e continuam dando enooooorme contribuição como instrumentistas à música.
Veja a lista aí embaixo das moçoilas, e fique à vontade para concordar ou discordar da mesma:

Joan Jett (Joan Jett & the Blackhearts)
Lita Ford (The Runaways)
Nancy Wilson (Heart)
Jennifer Batten (banda de Michael Jackson)
Donita Sparks (L7's)
Kelley Deal (The Breeders)
Carrie Brownstein (Sleater-Kinney)
Poison Ivy (The Cramps)
Ruyter Suys (Nashville Pussy)
Katherine Thomas (The Great Kat)
Marnie Stern
Orianthi
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* Bien, bien, por enquanto é isso. O calor continua aqui, Macapá é ótima e logo menos o blogon volta comentando algo sobre os agitos locais da indie scene amapaense. E também irá falar a qualquer momento de alguns discos que ainda precisam ser comentados aqui (como os das bandas Reversa e Motores), além de ficar atento aos movimentos que irão sacudir Sampalândia de outubro até o final do ano. Paradas agitadas meeeeesmo. Tão agitadas que nem dá pra perder tempo aqui falando de lançamento de dvd do Arcade Fire (não que o AF, que é ótimo, não mereça, mas é o tipo de lançamento que poderá ser comentado aqui quando não houver algo mais importante pra ser destrinchado pelo blog).

* E a quantas anda a “naite under” da capital paulista? Oxe, o duo Bicicletas de Atalaia (formado pelo Bruno e pelo Léo Mattos, dos Rockassetes) toca nesta sextona lá no Berlin. Já a Outs continua mandando bem com o Outs Lounge, às quartas e quintas-feiras, né? E fora isso tudo e mais aquilo, o blogão zapper se vai por hora, pra ir curtir um mega milk-shake no shopping de Macapá, ao lado da linda e amada Rudja (ok, ok, ficaram curiosos, né cambada de xeretas. O casal blogger rocker, em foto tirada sábado último, às margens do rio Amazonas, está aí embaixo).

Zap'n'roll apaixonadíssimo, ao lado de sua deusa Rudja Catrine 

* Mas logo menos a gente volta. Até já!

(enviado por Finatti, ao som de Strokes, às 19:55hs.)

Calorrrrr no extremo Norte (e Ele & Ela no mondo pop...)

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A vida é doce, uia!
Yep, e o zapper desbravador das mais longínquas paragens brazucas, está desde ontem em Macapá, capital do Amapá, no extremo norte brasileiro. Faz muuuuito calor aqui, mas a cidade é lindona, calma (um sossego que você simplesmente desconhece morando em uma megalópole infernal como Sampalândia) e super aprazível. E a doce e gataça francesinha (yeah, afinal ela nasceu em Caiena, capital de Guiana Francesa) Rudja Catrine, a deusa que enlouqueceu o coração do autor destas linhas rockers bloggers, é a namorada que todo homem culto, fã de rock e de cultura pop pediria aos deuses. Então, o blogon está por aqui, mezzo em férias, mezzo conhecendo a cena cultural local, e TAMBÉM de olho na movimentação do mondo pop. De modos que você pode continuar na área que logo menos, a qualquer momento em edição extraordinária, estaremos enviando relatos daqui, sobre o que rola por aqui e também sobre o que rola aí e nos quatro cantos do vasto mundo rock'n'roll, aquele que jamais dorme, hihi.

* Tanto que, para "embelezar" este micro post, olha que maravilha aí embaixo: ela, a tesudaça Megan Fox (aka "Transformers"), na capa da nova edição da Vip, informando para o mundo que adoraria "catar" a igualmente tesudaça Angelina Jolie (Brad Pitt que se cuide, uia!). E ele, como sempre, abrindo sua matraca contra o mundo. Quem? Liam Gallagher, oras, na capa da NME desta semana, dizendo que pretende "tirar um pouco mais de sangue ainda do mano Noel", antes de chutar o Oasis pra escanteio. Que beleza...

* Até logo menos, ou a qualquer momento. Agora, o blogger apaixonado vai dar atenção total à deusa Rudja, sendo que este texto está sendo enviado diretamente da casa dela. Baccio doce e quente nela e abraços nos marmanjos, rsrs.

 

 Ela, uma gostooooosaaaaa que quer "catar" Angelina Jolie; ele, o lead singer que quer arrancar mais sangue do irmão guitar heroe, uia!

 

(enviado por Finatti às 15:25hs.)

Rock'n'roll, paz e lama pelas estradas perdidas da América

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Yep. Este post é especial. Traz um ótimo texto do amigão, chapa e colaborador Cristiano Viteck, lá do Paraná, dando suas impressões sobre as quatro décadas que acabam de ser comemoradas do festival que mudou a face da cultura pop - Woodstock. E também de outro marco pop do final do século XX, o filme "Easy Rider" (no Brasil, "Sem Destino"), ditrigido e estrelado por Peter Fonda e que celebrava o ideário de liberdade que todo ser humano sempre busca pra si.
Na sexta, o blogão volta com novo post mas já em ritmo de, hã, "férias", hehe. Escrito direto de Macapá (capital do mega distante Estado do Amapá, onde o blogger viajandão vai permanecer por um mês, para conhecer de perto a cultura alternativa e rocker local, além de estar em lua-de-mel com a amada e lindíssima Rudja Catrine), Zap'n'roll vai falar da banda Reversa, da Motores, de festivais e mais um monte de assuntos bacanas,okays?
Vamos nelson então. Aí embaixo, o texto do querido Viteck sobre estes dois símbolos da cultura pop contemporânea: Woodstock e "Easy Rider"
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EASY RIDER - O FILME QUE PREVIU O FIM DA GERAÇÃO WOODSTOCK COMPLETA 40 ANOS 

Por Cristiano Viteck

Quinhentas mil pessoas é muita gente, mesmo para os padrões de hoje quando festivais de rock pipocam nos quatro cantos do planeta. Então, imagine isso em 1969! Lá se vão quatro décadas desde que nos dias 15, 16 e 17 de agosto daquele ano Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jefferson Airplane, The Who, Joe Cocker, Santana e tantos outros artistas fizeram, ao lado daquele mar de cabeludos hippies, o concerto mais famoso de todos os tempos. Ápice da contracultura sessentista nos Estados Unidos, o festival de Woodstock também marcaria o começo do fim daquela movimentação cultural e social que virou a sociedade estadunidense de cabeça pra baixo.
Coincidentemente, naqueles mesmos dias chegava às telas dos cinemas norte-americanos o filme “Easy Rider – Sem Destino”, que apresentava a jornada de dois hippies cruzando os Estados Unidos com suas motos em busca do sonho americano. Com direção de Dennis Hopper (que também faz o papel de uma das personagens principais), o filme, apesar da produção modesta de apenas 300 mil dólares, foi a quarta maior bilheteria daquele ano. Clássico absoluto, “Easy Rider” (premiado no Festival de Cannes como o melhor filme de um diretor estreante) já antecipava os últimos dias da contracultura que, por suas próprias contradições e fraquezas, perdeu a luta contra a sociedade careta.
Década de 60
Os anos de 1960 foram um período de intensas agitações políticas e culturais nos Estados Unidos, que por extensão tiveram reflexos em outras partes do mundo, tamanha a abrangência destes acontecimentos. Já no início daquela década, o país viveu o acirramento da Guerra Fria contra a União Soviética, que teve um dos seus momentos mais tensos com a crise dos mísseis em Cuba, em 1962, quando por muito pouco as duas superpotências não iniciaram uma guerra nuclear. Em 1964, sob o comando do presidente Lyndon Johnson, os Estados Unidos entraram oficialmente na Guerra do Vietnã. Cerca de um ano antes, mais precisamente em 22 de novembro de 1963, o presidente John Fitzgerald Kennedy foi assassinado quando desfilava em carro aberto pelas ruas de Dallas. Cinco anos depois, o irmão dele, o senador Robert Kennedy, também seria vítima de assassinato.
Além desses fatos, outras turbulências, talvez ainda mais marcantes, ocorriam dentro do território norte-americano naquele momento. Começou a haver uma maior visibilidade da luta das mulheres pelos seus direitos, buscando a inserção plena no mercado de trabalho e, também, uma maior liberdade sexual. Essa busca ganhou impulso com a invenção da pílula anticoncepcional, criada nos anos 1950 e que teve ampla disseminação na década seguinte. Da mesma forma, as lutas pelos direitos civis dos negros ganharam grande vulto, principalmente pelas ações dos Panteras Negras e do pastor Martin Luther King, que acabou assassinado em 1968. No ano seguinte, o movimento dos homossexuais pelo fim do preconceito também se fortaleceu, principalmente após a Batalha de Stonewall.
Já nas universidades, pesquisas e experiências com LSD (que nos primeiros anos da década de 1960 não era ainda considerado droga) ampliaram os horizontes sensoriais de muitos jovens. Mesmo proibido a partir de 1966, o LSD já havia ganhado as ruas e era consumido em grande escala não apenas por estudantes, mas também por artistas, intelectuais, profissionais liberais, entre outros, ou por simples viciados em drogas. Ainda nas universidades, estudantes entraram em contato com livros de autores contemporâneos como Herbert Marcuse e Norman Brown, que fizeram uma releitura da obra de Karl Marx sob as luzes da psicanálise de Freud e, a partir dela, embora com conclusões em certos momentos divergentes, defendiam que era a psique que estruturava o modo de produção da vida material, e não o contrário, como acreditava o autor de O Capital. Sendo assim, mais do que uma explicação econômica do capitalismo, Marcuse e Brown realizaram uma crítica geral do comportamento do homem dentro da civilização como um todo e acentuaram a primazia da consciência na mudança social”.
Em paralelo ao pensamento filosófico, nos anos 1960 também aconteceu a segunda “explosão” da música rock, que após quase ter desaparecido no final da década de 1950, ressurgiu como um fenômeno cultural e social ainda maior e seus principais novos expoentes apresentaram idéias, letras e sons muitos mais radicais. Perto de nomes como Bob Dylan, Jefferson Airplane, The Doors, Velvet Underground, Jimi Hendrix e Janis Joplin, só para ficar nos exemplos de alguns artistas e grupos norte-americanos, o rebolado de Elvis Presley, que tanto chocou os Estados Unidos na metade da década de 1950, já era algo extremamente conservador para os agitados anos 1960.
Aos jovens entusiastas dessa intensa agitação daquela década, que era voltada em grande parte contra o sistema e que aconteceu de forma maior inicialmente em São Francisco, na Califórnia, e depois se espalhou por praticamente todos os Estados Unidos e outras partes do mundo, deu-se o nome de hippies, que se transformaram realmente em um enorme fenômeno em 1967, naquele que ficou conhecido como o “Verão do Amor”.

Em sua essência, o estilo de vida alternativo dos hippies tinha como objetivo confrontar ou, quando não simplesmente, se desligar da sociedade moderna, que na concepção dos jovens rebeldes era extremamente planejada e concebida nos escritórios dos burocratas. Na contramão desse modo de vida marcado pela busca máxima da eficiência, a geração hippie ofereceu uma maneira de viver. Ou seja, para aquela parcela da juventude que não se enquadrava dentro dos padrões de vida considerados “normais”, a opção era justamente fugir dessa teia em busca de uma outra realidade possível. Fuga de diversas formas: através das drogas, da literatura, da moda, do rock, fuga das grandes cidades para comunidades isoladas e, claro, fuga no sentido mais restrito da palavra. Ou seja, definitivamente, pegar a estrada!
Easy Rider
É nesse contexto tumultuado que “Easy Rider” surgiu, apresentando a animosidade e o confronto entre a juventude rebelde e a sociedade careta. Conforme escreveu Lee Hill no livro “Sem Destino”, a idéia do filme surgiu de um devaneio do ator Peter Fonda, em 1967, quando ele“estava descansando num hotel, depois de ter se apresentado numa convenção de distribuidores de cinema. Peter Fonda estava lá para promover o filme Viagem ao mundo da alucinação, realizado no ano anterior por Roger Corman. Cercado de material publicitário, o ator teria acendido um baseado e ficou contemplando uma fotografia de outro filme de Corman, The Wild Angels (1966), que mostrava ele mesmo e Bruce Dern em frente de duas motocicletas. Fosse em consequência da marijuana ou um simples devaneio inspirado pela exaustão, o fato é que Fonda teve uma revelação. Ele e Dern eram caubóis modernos! No lugar de John Wayne ou Gary Cooper, visualizou dois hippies viajando através dos Estados Unidos em motocicletas e vivenciando plenamente a liberdade da estrada. À medida que a imagem se tornava perfeitamente nítida em sua mente, ele viu a versão hollywoodiana de um filme de sucesso.
“Easy Rider” conta a história dos hippies Wyatt (Peter Fonda) e Billy (Dennis Hopper), que cruzam os Estados Unidos rumo ao Mardi Gras, espécie de Carnaval que acontece em Nova Orleans. Na jornada, eles entram em contato com os mais variados tipos de cidadãos norte-americanos, sejam eles fazendeiros católicos, figurões reacionários de pequenas cidades ou outros hippies como eles vivendo em comunidades e enfrentando as mais difíceis condições de sobrevivência, resultado da escolha de viverem afastados da sociedade.
Com uma excelente trilha sonora que incluir Jimi Hendrix, Byrds e Steppenwolf, além de ótima fotografia e imagens que exploram a diversidade da paisagem estadunidense, a cada quilômetro rodado Billy e Wyatt vão percebendo todas as contradições de seu país e, principalmente, o preconceito voltado contra quem ousa se opor ao tradicional american way of life. Personagem fundamental na história também é George (Jack Nicholson), que Billy e Wyatt conhecem na cadeia, após serem presos por tumultuarem um desfile cívico em uma pequena cidade. Assim como eles, George também está preso, mas por bebedeira. Advogado e filho de uma família rica, George logo é solto e também consegue a liberdade de seus novos amigos. Juntos, os três seguem a viagem rumo a Nova Orleans.
Porém, os problemas continuam presentes no caminho do trio. Durante uma rápida parada em uma lanchonete, eles são hostilizados pelos moradores de outra pequena cidade, inclusive pelo xerife. Alvo de comentários jocosos sobre seus modos de vestir e dos cabelos compridos, eles deixam o local. À noite, acampados próximos àquela cidade, George e Billy conversam sobre o que havia ocorrido. O diálogo é um dos mais provocadores a respeito do que sociedade norte-americana em geral pensava e como tratava os hippies:
GEORGE: Sabem... Este país já foi muito bom. Não entendo o que está acontecendo com ele.
BILLY: Todos viraram covardes, é isso. Nós nem pudemos ficar num hotel de segunda, aliás, um motel! O cara achou que a gente fosse matá-lo. Eles têm medo.
GEORGE: Não têm medo de vocês, mas do que vocês representam.
BILLY: Cara, para eles, só representamos alguém que devia cortar o cabelo!
GEORGE: Não. Para eles, vocês representam a liberdade.
BILLY: E qual o problema? Liberdade é legal!
GEORGE: É verdade, é legal mesmo, mas falar dela e vivê-la são duas coisas diferentes. É difícil ser livre quando se é comprado e vendido no mercado. Mas nunca diga a alguém que ele não é livre porque ele vai tratar de matar e aleijar para provar que é. Eles falam sem parar de liberdade individual, mas, quando vêem um indivíduo livre, ficam com medo.
BILLY: Eu não boto ninguém pra correr de medo.
GEORGE: Não. Você é que corre perigo.
A fala de George revela uma personagem muito mais consciente a respeito do sentimento e da experiência da alienação produzidos pela modernidade do que Billy e Wyatt, que não participa do diálogo, mas o ouve atentamente. George Hanson, aliás, tem um papel fundamental em “Easy Rider”. Ele é o meio termo entre o cidadão politicamente liberal dos anos 1960, mas que ao mesmo tempo está bastante arraigado às tradições e valores conservadores da pequena cidade onde vive. Não é exagero afirmar que a personagem de Jack Nicholson é uma metáfora do cidadão comum dos Estados Unidos naquela turbulenta década. Tragicamente, logo após aquela conversa, o trio é atacado e George acaba morto. Apesar disso, Billy e Wyatt seguem até Nova Orleans e, então, traçam um novo destino: Flórida. Porém, eles nunca chegariam lá: na viagem, são assassinados por dois velhos caipiras que cruzam por eles em uma caminhonete. Sem qualquer outro motivo maior além de acreditar que os motoqueiros deveriam aprender uma lição, os caipiras disparam com uma espingarda, matando Billy e Wyatt.
Presságio do fim
A jornada dos dois hippies em “Easy Rider”, no final das contas, se mostra impregnada de pessimismo. Do início cheio de promessas de aventuras ao final trágico, os anti-heróis do filme vão descobrindo aos poucos que a sociedade em processo de mudanças imaginada por eles e por tantos ativistas daquele momento contracultural dos Estados Unidos, na verdade estava bem longe de se tornar verdadeira.
O fracasso de Billy e Wyatt, no final das contas, é também o fracasso de toda aquela geração rebelde, que começou a sua curva descendente do final dos anos 1960. Enfim, é aí que “Easy Rider” se encontra com o festival de Woodstock. Apesar de ser lembrado como o marco máximo da juventude do “faça amor, não faça guerra”, o evento já era ele mesmo um negócio movido a interesses financeiros como outro qualquer. Enquanto aquelas 500 mil pessoas passavam três dias enfrentando uma infra-estrutura deficiente e ficavam expostas ao sol, à chuva e andavam em meio à lama para viverem seus ideais de “paz e amor”, cinicamente, nos bastidores, os organizadores do festival eram pressionados pelos empresários de bandas como o The Who, que se recusavam a permitir que seus artistas se apresentassem sem antes receber os milhares de dólares prometidos como cachê.
Mas, se o clima ainda era de euforia durante Woodstock, o final da contracultura seria acelerado com uma sequência de fatos que nada diziam respeito ao lema de “paz e amor”. Ainda em dezembro de 1969, um show dos Rolling Stones com entradas gratuitas, realizado no autódromo de Altamont, em São Francisco (EUA), acabou com um jovem morto a facadas pelo grupo de motoqueiros Hell’s Angels, que fazia a segurança do evento. Também em 1969, tragédia maior ainda foi provocada pela família Manson, uma comunidade de hippies liderada por Charles Manson, um artista fracassado que acreditava estar recebendo uma missão divina, a qual lhe era repassada através de músicas dos Beatles e de textos bíblicos. Com o objetivo de iniciar uma demente guerra racial entre brancos e negros, sob o comando de Charles Manson alguns jovens realizaram assassinatos em série. O mais conhecido foi o ocorrido na residência do diretor de cinema Roman Polanski, onde sua esposa (grávida de oito meses) e mais alguns amigos do casal foram cruelmente assassinados. O caso teve grande repercussão negativa sobre o movimento hippie.
Essa desesperança na geração que tentou impor um novo modelo de vida em sociedade aumentaria ainda mais com a chegada dos anos 1970 e as mortes de ícones do rock como Jimi Hendrix, Janis Joplin e Jim Morrisson. Antes deles, ainda em julho de 1969, já havia morrido Brian Jones, guitarrista dos Rolling Stones. Todas as mortes ligadas ao uso de drogas. A repercussão desses episódios serviu, é claro, para justificar uma retomada do conservadorismo entre os norte-americanos nos anos 1970. Some-se a isso, ainda, a própria animosidade que passou a existir entre os hippies vindos de famílias pobres e os de famílias ricas. Como relatou o poeta Ed Sanders em depoimento publicado no livro “Mate-me por favor: uma história sem censura do punk”, de Legs McNeil e Gillian McCain:
“O problema com os hippies foi que se desenvolveu uma hostilidade dentro da contracultura entre aqueles que tinham o equivalente a um fundo de crédito – uma espécie de poupança familiar - e aqueles que tinham que se virar sozinhos. É verdade, por exemplo, que os negros já estavam um pouco ressentidos com os hippies lá pelo Verão do Amor, em 1967, porque, pela ótica deles, aqueles garotos estavam desenhando figuras espirais nos seus blocos, queimando incenso e tomando ácido, mas poderiam cair fora a hora que quisessem. Eles podiam voltar para casa. Podiam ligar para a mamãe e dizer: ‘me tira daqui’. Ao passo que alguém criado num conjunto habitacional da Rua Columbia e que estava se arrastando em volta de Tompkins Square Park não podia escapar.”

 

Outra avaliação ainda mais profunda sobre o período foi feita pelo jornalista estadunidense Hunter S. Thompson. Em 1972 ele publicou o livro-reportagem Medo e Delírio em Las Vegas.. O que a princípio era para ser uma simples matéria sobre uma corrida de motos, acabou se transformando numa espécie de registro da ressaca que se abateu sobre a cultura hippie quando ela dava seus últimos suspiros:
“Lembranças estranhas nesta noite nervosa em Las Vegas. Cinco anos depois? Seis? Parece uma vida inteira, ou no mundo uma Grande Era – o tipo de auge que nunca mais volta. San Francisco na metade dos anos 60 era um lugar muito especial para estar, em um tempo muito especial para viver. Talvez tenha significado algo. Talvez não, no fim das contas... mas nenhuma explicação, nenhuma combinação de palavras, músicas ou lembranças é comparável à sensação de saber que você esteve lá, que viveu naquela parte do mundo durante aquele momento. Seja lá o que isso tenha significado...
História é um assunto nebuloso, por todas as merdas que acabam incluídas mais tarde. Mas, mesmo sem podermos ter certeza nenhuma sobre a ‘história’, parece bastante sensato imaginar que, vez ou outra, a energia de uma geração inteira atinge seu ápice num instante magnífico e duradouro, por motivos que na época ninguém compreende por inteiro – e que, em retrospecto, nunca explicam o que realmente aconteceu.
(...) Havia loucura rolando por todos os lados, a qualquer hora. (...) Todos compartilhavam uma sensação fantástica de que estávamos fazendo algo correto, mesmo sem saber o que era... sentíamos que estávamos vencendo...
E acho que essa foi a armadilha – essa sensação de vitória inevitável sobre as forças do Antigo e do Maligno. Não num sentido cruel ou militar; não precisávamos disso. Nossa energia simplesmente prevaleceria. Lutar não fazia sentido – tanto do nosso lado como no deles. Aquela era a nossa hora; estávamos na crista de uma onda imensa e linda...
E agora, menos de cinco anos mais tarde, basta subir um morro íngreme em Las Vegas e olhar para o Oeste com a predisposição adequada para quase enxergar a marca da maré – o lugar onde aquela onda enfim quebrou e se retraiu.”

Se a contracultura da década de 1960 caiu numa armadilha, conforme escreveu Hunter S. Thompson, para o sociólogo Theodore Roszak isso aconteceu porque a sociedade moderna “é como uma esponja capaz de absorver prodigiosas quantidades de insatisfação e agitação, geralmente muito antes que pareçam outra coisa senão excentricidades divertidas ou aberrações inconvenientes”.
“Easy Rider” é sempre lembrado como um filme que fala sobre liberdade, o qual criou em torno de si uma imagem mítica de uma juventude idealizada e ao mesmo tempo incompreendida, e por isso mesmo ainda hoje tão atraente. Porém, para além da rebeldia, “Easy Rider”, no final das contas, é extremamente pessimista quanto ao futuro daquela geração e quanto às mudanças por ela sonhadas. Como escreveu Lee Hill no já citado livro “Sem Destino”, o filme “é suficientemente forte para antecipar que uma parcela substancial destas idéias e destes movimentos não teria fôlego suficiente para vicejar nos anos setenta, sendo de fato consumida por seus opostos polares nas décadas de 1980 e 1990”.
A jornada de Easy Rider, com seus personagens conservadores, com suas comunidades alternativas marcadas pela aridez do campo e a violência de quem vê o diferente como uma ameaça, profetiza na morte de Billy e Wyatt a própria morte daquela efervescência contracultural. De fato, a contracultura hippie ruiu tão logo suas contradições e o preço cobrado por ela foram demais para aqueles que sonhavam com outro mundo possível, sem, no entanto, ter uma estrutura para construí-lo. E é justamente aí que está a grandeza de “Easy Rider”, um legítimo balde de água fria despejado sobre a geração Woodstock, que naqueles três dias de festa acreditou estar com a faca e o queijo na mão para transformar o mundo. Depois de “Easy Rider”, ficou mais fácil para John Lennon decretar que o sonho tinha acabado.
Veja o trailer original de “Easy Rider”:

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FECHANDO A TAMPA POR HOJE
É isso. Quem foi ontem à noite na rua Augusta, no StudioSP (centrão rocker de Sampa), disse que a Popload Gig II, produzida por dear Luscious Ribeiro, foi tudibom. E não esquecendo que hoje à noite, em plena terçona chuvosa, rola show com o Los Porongas (que estarão mais uma vez no festival Varadouro, no Acre, e que neste ano rola no último finde de setembro) no clube Tapas, também na Augusta.
O blogon se vai e retorna na sexta, já enviando relatos direto de Macapá, onde o rocker zapper vai passar 30 dias conhecendo a cena cultural local, além de ir ao encontro dessa gataça aí embaixo. Sim, ela mesma, a linda e mega amada Rudja Catrine, a girlfriend mais meiga, amorosa e bacana do mundo. E a garota que o autor deste blog ama de verdade e incondicionalmente. Fora que também deveremos (o autor deste blog e Rudja) dar uma voltinha por Belém (com discotecagem zapper numa festa por lá, ainda a ser confirmada) e muuuuuito mais.
Esse muuuuuito mais começa a aparecer por aqui na sexta, okays? Até lá então!

 

A deusa Rudja, um dos motivos (o principal, aliás) pelos quais o blog está se mandando pra Macapá

(enviado por Finatti às 22:50hs.)

O amor, a morte, o Maquinaria, o VMB e o rock’n’roll (versão final)

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O velho e fodão Jane's Addiction: sua presença (quase) certa no Maquinaria, torna o festival imperdível 

O título do post pode parecer estranho.

Mas está tudo interligado quando você se dá conta de que a música (e não apenas o rock em si) perdeu um de seus gênios (Les Paul) ontem, quando começa a analisar a lista de indicados ao VMB deste ano, quando o amor faz com quem viajemos distâncias enormes atrás dele (sim, o zapper andarilho está a caminho de Macapá, capital do distante Amapá, na semana que vem, para se encontrar com sua amada girlfriend Rudja), e quando nos damos conta de que tudo isso é muito rock’n’roll, no sentido de vivermos uma existência rocker em termos de sentimentos, sensações, aventuras, alegrias, melancolias, perdas e ganhos. A vida é rock’n’roll pra caralho, no final das contas. Seja pro lavador de pratos do buteco da esquina, seja para Bono Vox. Seja para o blogger loker (de amor) que vai cruzar o país em busca da sua garota, seja para o amigão e grande jornalista Jairo Lavia (um dos melhores textos do jornalismo cultural brazuca que o autor deste blog teve o prazer de ler de anos pra cá), que se encheu de tudo no velho Brasil de Sarneys e Edir Macedos, e foi tentar a vida em Dublin, capital da Irlanda (aê Jairão, como vão as coisas na terra de James Joyce? Mande notícias!). E é sempre uma aventura rock’n’roll escrever um mega post como este que começa agora, em um blog dedicado à cultura pop. O penúltimo post, aliás, antes da ida para o outro lado do país, um país grande demais ainda, mesmo com a net aproximando tudo e todos. Então é isso: o amor, a morte e muitas outras paradas (como o Wry, o Ludov, a banda Motores) que tornam a vida sempre tão rock’n’roll aqui mesmo, nestas linhas virtuais, que estarão sempre do lado de seus diletos leitores – ainda que o autor delas esteja muito longe, lá em Macapá.

* E lá se foi Les Paul. O velhinho tinha 94 anos e partiu desta para melhor ontem, quinta-feira, vitimado por complicações decorrentes de uma pneumonia. Inventor da guitarra elétrica tal como a conhecemos hoje (isso, no final da década de 30’), Les Paul era considerado gênio e respeitado por gente como Jimmy Page e Eddie Van Halen. RIP, grande mestre!

* E lá vem Julian Casablancas, o frontman dos Strokes, em sua estréia solo (já comentada aqui mesmo no blog e também na página de notícias do portal Dynamite. Se você está achando o quinteto nova-iorquino quieto demais nos últimos tempos, Julian começa a fazer barulho desde já com seu vindouro primeiro disco individual. Ele está todo pimpão na capa da NME desta semana (aí embaixo) e espera-se que seu disco seja ok. Quanto aos Strokes em si... possivelmente a banda só voltará à ativa mesmo em 2010, né?

 

* Enquanto isso não acontece, Fab Moretti e seu Little Joy estão por aqui novamente, dando as caras amanhã em Sampalândia, no palco do sempre ótimo Via Funchal. Sim, sim, você quer saber quem ganhou o ingresso pro show, oferecido pelo blogão que só faz promos bacanas no conteúdo (embora modestas na quantidade). Dá uma olhada no final do post e veja se você deu sorte desta vez, hihi.

* Ao que parece a tesudaça loira que todos nós amamos, a deusa Scarlett Johansson, gostou mesmo de brincar de cantora. Depois de lançar no ano passado o bom (mas que pouca gente ouviu) "Anywhere I Lay My Head", onde ela fazia releituras de canções de Tom Waits, agora La Johansson se prepara para lançar sua segunda incursão solo, que se chama "Break Up" e que está programado para chegar às lojas no próximo dia 8 de setembro. O primeiro single do disco é a canção "Relator", cujo clipe já está no YouTube e também no Yahoo vídeo. A música, feita em parceria com o músico Pete Yorn, é animadinha e tal, mas será o que disco em si é bão? A conferir. Lembrando que a loiraça estará de volta às telas em abril do ano que vem, no "Homem de Ferro II".

* A lei anti-fumo parece estar mesmo sendo respeitada na "naite under" de Sampalândia, apesar da gritaria contra – e com razão – de fumantes e donos de casas noturnas. Zap’n’roll ainda não circulou pelo "baixo" Augusta desde que a lei entrou em vigor, há uma semana, pra ver como está a situação por lá. Mas na porta da casa goth Aeroflith, no último sábado de madrugada semana passada (onde o blog discotecou), a cena era bizarra: dezenas de frequentadores papeando animadamente fora do bar, para poder fumar seu cigarrinho sem ser molestado. Anyway, o autor deste blog, que não é fumante mas sabe como são os vícios (pois ele já teve vários), e que não se incomoda com quem fuma perto dele (desde que a fumaça não seja jogada nas nossas fuças), acha que o mais democrático continuaria sendo mesmo cada estabelecimento comercial destinar uma área própria a quem fuma. Mas como Zé Serra é mais um tucano de passado democrático e que hoje está mais para ditador, não há o que fazer. Apenas cumprir a lei.

* E NO MAQUINARIA 2009... – Além do já confirmadaço Faith No More, agora o sempre grande Jane’s Addiction é quem entrega, em seu Twitter, que também vai estar no palco do festival que rola em Sampalândia, dia 7 de novembro (na horrenda Chácara do Jockey, é sempre bom lembrar). Com estes dois nomes confirmados o Maquinaria deixa de ser um festival meia-boca de metal e hardcore (como de fato foi, em sua edição do ano passado), pra se transformar num dos programais mais imperdíveis deste final de ano, em termos de shows gringos fodaços. Vejam bem: estamos falando de uma banda (pra você, jovem leitor destas linhas rockers online) cujo vocalista, o loucaço e genial Perry Farrell, criou o festival Lollapalooza. E estamos falando de uma banda que lançou um dos maiores clássicos do rock dos anos 90’, o sensacional álbum "Ritual De Lo Habitual" (quem não bateu cabeça ao som de "Stop" ou não dançou "Been Caught Stealing", chapado de álcool ou alguma droga em algum porão escuro de algum muquifo rocker da capital paulista nos idos de 1991/93, que atire a primeira pedra em Edir Macedo), editado em 1990. Fora que o JA está excursionando com sua formação original novamente (além de Farrell nos vocais, também estão lá o guitarrista Dave Navarro, o baixista Eric Avery e o batera Stephen Perkins). Com isso, o Maquinaria não precisa de mais nada pra levar o povaréu até o festival. Só FNM e JA já garantem a festa, com folga.

* Ficamos assim então: novembro com Maquinaria Fest, mais Planeta Terra (com, por enquanto, Green Day), mais o maletinha The Killers no final do mês. E outubro? Nada? Ora, outubro tem VMB2009, com Franz Ferdinand e... (leia aí embaixo)

* AS INDICAÇÕES DO VMB2009 – Entonces, a maior premiação de clipes da tv brasileira, a promovida pela MTV daqui, chega à sua décima quinta edição renovada e para melhor. Se no ano passado a premiação foi sacal ao cubo (chegando ao fundo do poço da chatice com emos e pop/bregas em profusão dominando a festa; o negócio foi tão feio que até o zapper sempre fã da festa, desistiu de ir), em 2009 o canal musical resolveu sacudir a poeira: criou dezesseis novas categorias de votação, entre elas blog do ano e Twitter do ano, pra acompanhar as novas plataformas e tecnologias de relacionamento proporcionadas pela internet, né? Além disso, entre as indicações o povo do rock domina bem a situação. Por exemplo, na categoria "melhor banda de rock", concorrem feras como Autoramas, Cachorro Grande e Pitty (que recebeu um total de quatro indicações). Já na categoria "melhor banda de rock alternativo" concorrem, entre outros, os gaúchos do Pública e o paulistano Holger. Em "artista revelação" estão na disputa, entre outros, o paranaense Copacabana Club e o paulistano Garotas Suecas. E em "melhor banda instrumental", só nomes fodões: Macaco Bong, Retrofoguetes, Pata De Elefante, Hurtmold e Eu serei a Hiena. Como se não bastasse esse festival de ótimos grupos entre os indicados (sendo que em todas as categorias simplesmente desapareceu a barreira que separava os "independentes" do "mainstram", e agora todos competem entre si, de igual para igual, mais um reflexo dos novos tempos que a indústria da música está vivendo), o pequeno grande Hélio Flanders, do Vanguart, comcorre como melhor vocalista (com direito a participar da "banda dos sonhos", caso vença a votação). E além disso tudo, o VMB2009 também marca um gol de placa ao trazer o grande Franz Ferdinand pra se apresentar na festa. Ou seja: tudibom o VMB deste ano. Tão bom que Zap’n’roll vai cair na festança novamente, assim que voltar de suas merecidas férias em Macapá, hihi.

* Bien, bien, vamos falar do novo disco do Wry, então.

O SHOEGAZER WRY CONTINUA LEGAL – MESMO CANTANDO EM PORTUGUÊS

Com quase uma década e meia de existência e discos bacaníssismos nesta trajetória, o quarteto sorocabano Wry (yep, isso mesmo, eles são de Sorocaba, interior paulista) se tornou, talvez, o principal – e um dos únicos – nome do indie guitar brasileiro dos anos 90’, que dominou a cena rocker nacional durante um certo período (mais precisamente no início da década), quando bandas inesquecíveis como brincando de deus, Sonic Disruptor ou Low Dream faziam os rockers que frequentavam buracos como o Espaço Retrô, em Sampa, se sentirem em Camden Town, em Londres. Todas essas bandas se foram e o Wry sobreviveu. O grupo foi morar em Londres, voltou ao Brasil e agora lançou seu novo álbum, "Shescience".

É o bom e velho Wry de sempre, com suas melodias contemplativas e algo tristonhas, seu bucolismo instrumental, as guitarras mezzo vaporosas e que remetem ao shoegazer britânico dos 90’. Por gostar tanto de tudo isso, foi que o Wry acabou se mudando para a capital inglesa em 2002, onde permaneceu por sete anos. Fez shows por lá, chegou a tocar com bandas como o Ash e adquiriu um certo respeito da crítica, além de conquistar um bom número de fãs. Afinal, a paixão de Mario Bross (vocais e guitarras), André Zanini (guitarras), Chokito (baixo) e Luciano Marcello (bateria) pelos grandes sons de Ride e My Bloody Valentine fez com que o Wry apurasse seu trabalho musical nesta direção. Quem se lembra da banda, junto com o saudoso Pin Ups, abrindo para o Superchunk em histórica noite indie guitar na Broadway, em Sampa, lá pelos idos de 1997, sabe do que o blog está falando.

 

Wry: de Sorocaba para Londres, e agora de volta ao Brasil 

O quarteto sempre se manteve fiel a esse approach sonoro. E ele ressurge no novo cd em forma de canções cujo cerne são as guitarras, sempre. Mas há uma grande novidade no trabalho do Wry: pela primeira vez o grupo se aventurou a compor músicas cantadas em português. O que pode soar estranho à primeira audição, para quem está acostumado há anos com a sonoridade do grupo. Em conversa rápida com o blog ontem, via msn, o vocalista Mario comentou que sempre escreveu muitas letras em português, antes de a banda optar por gravar apenas em inglês. E que agora, de volta ao Brasil, ele resolveu mostrar essas letras, registrando-as no novo trabalho. De qualquer forma, Zap’n’roll acha que o Wry continua soando melhor em inglês, e basta ouvir as lindas "Nothing’s Changed", "Touch" (a preferida do autor deste blog) e "Whirlwind" (esta parece saída diretamente de um álbum do La’s, lá por 1992), pra sacar isso. Ao investir nas letras em português, Bross demonstra ter boa verve poética (mas sem arroubos de genialidade), e chega a compor versos suaves e de razoável beleza e encantamento emocional, como em "Longitude" (uma das faixas mais bonitas do disco, melodicamente falando), onde versos como "Nossos olhos vermelhos castelavam o mar/Sinto falta de você me entender/Será que você já não me esqueceu?", emolduram uma melodia doce, ótima para embalar corações solitários ou apaixonados.

Há outras músicas beeeeem legais no cd (como "Beatriz", "Dois corações e o Sol" ou "Seeds", esta última com guitarras mais distorcidas e tratadas com mais noise e "pedaleira"). E agora será mais fácil conferir tudo isso ao vivo já que o Wry voltou a fixar residência por aqui. É um disco bacana no final das contas. E que mantém, sim, o Wry ainda como a grande brazilian indie guitar band, ainda que os tempos hoje estejam mais para maletices emo do calibre de ForFun, Strike, Gloria e outros menos votados.

RÁPIDO & RASTEIRO

* A produção do Planeta Terra confirmou o festival para o dia 7 de novembro, no PlayCenter, em São Paulo. Vai ser um duelo de titãs: de um lado o Maquinaria com Faith No More e Jane’s Addiction; do outro, o PT com Green Day e... Yeah Yeah Yeahs??? Aí fica a questão, desde já: e agora, em qual dos dois você vai?

* O Beirut está na capa da Ilustrada, da FolhaSP, de hoje. Pelo jeito o cult grupo americano, que toca em setembro por aqui, ganhou mesmo o coração dos rockers brasileiros.

* Aerosmith fora de combate. Claro pois o sessentão vocalista Steven Tyler caiu no palco em um show durante a turnê de verão da banda pelos EUA, e fraturou o ombro. Foi parar no hospital e o resto da tour foi pro saco.

* Fechando a tampa: a correria nesta sextona tá grande, então o blogon promete um comentário caprichado sobre os novos discos do Ludov e dos Motores pro comecinho da próxima semana, okays? Vai ser o último post antes de o zapper ir curtir merecidas férias laaaaá no extremo norte brasileiro, em Macapá (sendo que algo poderá ser enviado de lá para o blog, óbvio, se o assunto for, hã, muito relevante). E então iremos falar dos dois discos que saíram há pouco, além de trazer uma entrevista com a nova banda Reversa, e um belíssimo texto do chapa Cristiano Viteck comentando sobre os 40 anos de dois ícones da cultura pop: o festival de Woodstock e o filme "Easy Rider". Pode aguardar!

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Filme: é hoje! Corra até o cinema mais próximo e morra de tanto rir com as novas estripulias de Sacha Baron Cohen, que desta vez volta às telas na pele do "Bruuuuunooooo", o estilista gay mais abusado, ousado e fashion da história do mundo fashion, uia!

 

Bruuuuunooooo, o estilista mais fashion e bichaça do planeta, chega aos cinemas 

* Mini festival: a Popload Gig II, promovida por dear Luscious Ribeiro, o homem do blog Popload, promete incendiar o StudioSP nesta segunda-feira, 17, com o bombado grupo inglês Friendly Fires mais as "pratas da casa" Copacabana Club e Brollies & Apples (a nova banda electro-rock do casal vinte do Leela, a loiraça belzebu Bianca Jhordão e seu husband Rodrigo Brandão). O blogon pop do iG informa que não há mais ingressos pra balada. Mas se você quiser tentar a sorte na hora, vai lá na porta do StudioSP, que fica na rua Augusta, 579, centrão rocker de Sampa. E boa sorte!

* Baladenhas selecionadas pro finde! Yeeeeesssss, a elas povo! Hoje, sexta, tem Vanguart e Cérebro Eletrônico na chopperia do Sesc Pompéia (rua Clélia, 93, Pompéia, zona oeste paulistana), a partir das nove da noite. Depois, pra esticar a noitada a pedida é cair na Outs (rua Augusta, 486), onde rolam shows com Circo Motel e Detroit.///Já amanhã (mais conhecido como sábado), o Trilobit (um dos melhores grupos do novo rock instrumental brasileiro) baixa também na Outs. Mas se você prefere uma balada goth e anos 80’, cai pro Aeroflith (que fica lá na rua Toledo Barbosa, 378, encostado no metrô Belém, zona leste de Sampa). É isso? É isso. Boa balada, com muito rock, algum álcool (ou muito, dependendo do caso), e bastante sexo, sempre, rsrs.

VOCÊ QUER IR NO LITTLE JOY?

A banda de Fab Moretti, Rodrigo Amarante e Bink Shapiro está na área novamente. Tocam amanhã (sabadão) em Sampa, na Via Funchal (que fica na rua Funchal, oras, no número 65), e Zap’n’roll vai estar por lá, claaaaaro! E quem vai também na faixa, cortesia do blogão campeão em promoções? Olha aê:

* Camilla Mazzo Freitas (São Paulo/SP), que já recebeu e-mail com instruções sobre como retirar seu ingresso pra assistir ao showzão.

E TCHAUZES!

Zap’n’roll está a menos de uma semana de ir parar em Macapá, por isso a correria aqui está enooooorme. Entonces o blogon pára por aqui, pois hoje à noite tem Vangs em Sampa e amanhã o Little Joy. Então voltamos na área no comecinho da próxima semana, sempre com maaaais, okays?

Beijos nas crianças (um deles mega apaixonado na Rudja) e abraços nos marmanjos. Inté!

(finalizado por Finatti às 16hs.)

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