Dynamite

Entries for month: July 2009

O rock instrumental ataca! (versão final)

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O sempre graaaaande Macaco Bong, uma das estrelas do festival PIB 

* Yep. E a invasão da turma que só toca e não canta (e nem precisa), começa nesta quarta-feira, véspera de feriadón, em Sampalândia. Mas o blog fala melhor disso logo aí embaixo.

* E não, este post não vai falar dos funerais de Wacko Jacko. 

* Pânico no Panic! At The Disco. O guitarrista Ryan Ross e o baixista Jon Walker acabam de anunciar que estão picando a mula da banda, uma das últimas e rápidas grandes sensações do "novo" rock americano. Formado há apenas cinco anos, o PATD lançou dois álbuns, sendo que o primeiro, "A Fever You Can’t Sweat Out", vendeu horrores (dentro dos padrões miseráveis de vendas destes tempos internéticos tenebrosos, para a indústria do disco). O segundo já não vendeu tanto, evidenciando o que qualquer mané que acompanha a cultura pop dos dias atuais sabe de cor: bandas como o Panic foram feitas para durar apenas um breve e fugaz hype, gravando um ou dois discos no máximo e desaparecendo em seguida.

* Há rumores de que o grupo poderá mesmo encerrar atividades, já que Ryan Ross era seu principal compositor. Como Zap’n’roll nunca morreu de amores pela banda, pro blog não vai fazer a menor diferença se ela acabar.

 

O Panic!, ao lado de um xoxotão. A banda periga ir pras picas 

* Pânico entre os Jacko freaks e correria às bancas de revistas! A maior e melhor revista de cultura pop do Brasil neste momento, a graaaaande Rolling Stone, chega às bancas hoje com duas capas diferentes. Uma delas dedicada à... Michael Jackson, claaaaaro. A outra, à... dá uma olhada aí embaixo e saiba de uma vez, oxe.

* E antes que alguém diga algo: sim, Zap’n’roll segue colaborando com a RS, apesar de não assinar textos nesta edição (a primeira ausência do autor deste blog na revistona em muuuuuitos meses). O zapper rocker já está pautado para o número de agosto, ao contrário do que disse um asqueroso e conhecido verme do jornalismo musical paulistano, numa suja comunidade que o boçal modera no horripilante Orkut, e onde ele é covarde e baixo ao ponto de ofender a meiga e calma girlfriend do autor deste blog, sem sequer conhecer a garota. E o tipo sujão e gordão, mesmo tendo essa personalidade sórdida, ainda consegue escrever por aí, em grandes veículos da mídia impressa. Lamentável, pra dizer o mínimo.

O NIVER DA OUTS E O SHOW DE CJ RAMONE – Há seis anos incendiando a nação rocker alternativa que gravita nos findes do chamado "baixo Augusta" (na rua do mesmo nome, óbvio, no centrão rocker de Sampalândia), o clube Outs já se tornou um clássico e uma instituição do pedaço. Fundando em julho de 2003 (mesmo ano em que começou a ser publicada a Zap’n’roll em versão online), o bar rock’n’roll por excelência de São Paulo conseguiu formar um público fiel e viu nascer em seu palco a trajetória de nomes hoje consagrados no novo rock nacional, como Forgotten Boys, Rock Rocket, Cachorro Grande, Pitty e Vanguart, apenas pra ficar nos mais conhecidos. E em uma época que bares de rock surgem e desaparecem ao sabor dos modismos e da velocidade meteórica dos hypes, a Outs soube se equilibrar e manter uma programação sempre dinâmica, variada e animada, o que garantiu a permanência da casa em um circuito altamente volátil. Por tudo isso o "clubão" (hihi, lá cabem quase 700 pessoas) da rua Augusta merece sempre o total respeito deste blog e os maiores elogios pelos já ótimos serviços prestados à causa rocker de Sampa e do Brasil todo. Enfim, não é à toa que em todo este mês de julho o local estará em festa, com uma mega programação de shows que começa hoje, terça-feira, com a única apresentação do velho CJ Ramone em Sampa, dentro de sua nova turnê pelo Brasil. CJ, você está careca de saber, foi o derradeiro baixista dos Ramones e desde o fim do inesquecível e lendário grupo (que foi um dos fundadores do punk rock), segue em uma produtiva carreira solo ou ao lado do grupo Bad Chopper. Zap’n’roll vai estar lá, claaaaro, e depois conta aqui como foi a balada incendiária em plena terça-feira. Uma balada que ainda vai continuar por lá no próximo dia 18, sabadão, com showzaço do Moptop e do figuraça Fellipe Ricotta (mais conhecido como Mano Quiabo), além da fervida discotecagem mensal do sujeito que escreve estas linhas virtuais. E vai terminar apenas no dia 25 de julho, com a primeira aparição do Bonde do Rolê na Outs. É isso aê: parabéns a toda a equipe que toca o puteiro rocker na rua Augusta, 486. E que venham mais seis anos, séculos, milênios de rock’n’roll por lá!

 

Ela já tocou baixo nos Ramones (o que não é pouco). E toca no aniversário da Outs também 

* Que venha "Humbug"! O terceiro disco dos Macaquinhos do Ártico (hã?) está com seu lançamento marcado para o dia 24 de agosto, e já é ávidamente caçado na net, onde ainda não vazou – por enqanto... Quem acompanha o blogon aqui desde sempre sabe que não somos exatamente fãs do Arctic Monkeys. Mas reconhecemos até hoje que o show deles foi fodástico, no Tim Festival de 2007 (parece que foi ontem). Anyway, a humanidade aguarda "Humbug" e assim que ele cair na rede, vamos dar uma "orelhada" nele e comentar aqui.

* Agora sim! Ao novo rock instrumental brazuca, que está fazendo barulhão na cena independente, e que chega esta semana a Sampa através do festival PIB, conforme você vai ler aí embaixo.

O NOVO ROCK BR ROCK SEM VOCAIS ENTRA EM CENA

Rock instrumental sempre existiu, aqui e lá fora, quase desde que a música existe, hehe. Mas a parada está tomando uma dimensão nunca antes vista em terras brasileiras, em termos de repercussão midiática e público. Claro, nenhuma banda instrumental ainda se tornou fenômeno de vendas e popoularidade como um NXZero ou uma Pitty. Mas nomes hoje beeeeem consagrados na mídia, como Macaco Bong, Hurtmold, Pata De Elefante, Trilobit, Gasolines, Elma ou Retrofoguetes, estão chamando a atenção de um público cada vez mais numeroso e dominando a programação dos festivais independentes que se espalham o ano todo por todo o Brasil. Cada qual com um estilo diferente, mas todos com um ótimo trabalho musical, isso é inquestionável.

A nova cena instrumental está tão bacana que motivou a realização da segunda edição do PIB – Produto Instrumental Bruto. O festival, que ganha o palco do clube Belfiori em Sampa a partir desta quarta-feira até sábado, vai reunir alguns dos principais nomes do novo rock instrumental brasileiro.

A programação do PIB você confere mais aí embaixo. Antes, Zap’n’roll reproduz a matéria publicada na última edição da revista Rolling Stone, escrita pelo sujeito aqui, e que dá um panorama geral e bem legal do que rola, hoje, no rock sem vocais feito no país.

"O novo rock instrumental brasileiro está fazendo barulho. Nos últimos meses, dezenas de bandas espalhadas por todo o país têm promovido uma intensa movimentação na cena musical independente nacional, seja lançando discos (de forma virtual, na internet ou ainda através da velha plataforma física do cd), seja fazendo shows e percorrendo festivais. A grande oferta gerou um aumento do interesse do público e da mídia para um gênero que sempre existiu, mas que sempre foi considerado ‘complexo’ ou ‘pouco viável’, comercialmente falando. Nomes como Macaco Bong, Pata de Elefante, Hurtmold, Trilobit e Elma, entre tantos outros, mostram que o rock feito sem letras e vocais já possui uma boa aceitação entre uma nova geração de ouvintes.

Formado por Bruno Kayapy (guitarra), Ney Hugo (baixo) e Ynayã (bateria), o trio cuiabano Macaco Bong se tornou não apenas fenômeno de público (para os padrões da música sem vocais) como já colheu frutos com sua estréia, Artista Igual Pedreiro, eleito o melhor disco nacional de 2008 pela Rolling Stone Brasil.

 

Mama Gumbo, também fazendo barulho no PIB 

‘Esse interesse pelo novo rock instrumental brasileiro é consequência do modo como construímos nosso espaço na cena independente’, teoriza Ney Hugo. ‘A música instrumental era quase que restrita ao jazz e a nova cena nos permitiu essa liberdade estética, algo que não existia no mainstream musical, em que os diretores das grandes gravadoras praticamente impunham que as bandas gravassem com vocais, por questões comerciais’. Para o músico, o hábito de ir a festivais e conhecer bandas novas é outro dos fatores que colaboram com a popularização da música instrumental: ‘essas bandas novas vieram com uma pegada mais rock, cheia de riffs e a guitarra às vezes faz a voz. E isso ajuda a conquistar a garotada’.

‘Quem opta por fazer música instrumental é porque acredita que a música está mesmo em primeiro plano’, defende Gustavo Tellez, baterista e um dos fundadores do trio gaúcho Pata De Elefante, que existe há sete anos e já lançou dois discos – o mais recente, Um olho no fósforo, Outro na fagulha, também entrou na lista dos melhores de 2008 da Rolling Stone Brasil. ‘Se você acredita que o que você faz é pulsante e orgânico, o vocal não é necessário. Além disso as pessoas estão se dando conta de que a música instrumental não é algo chato’.

Outro detalhe notável da cena instrumental brasileira é a diversidade de estilos. Se o Macaco Bong é mais jazzístico e experimental, o Pata de Elefante compõe canções mais melódicas e que remetem ao blues. O quarteto paulistano Elma, por sua vez, investe no rock de contornos mais pesados, quase heavy metal. ‘Posso dizer que fazemos metal instrumental’, brinca o guitarrista Bernardo Pacheco, que também é técnico de som do paulistano Hurtmold, nome veterano da cena instrumental e que, desde o ano passado, se tornou a banda que acompanha Marcelo Camelo no trabalho solo dele. ‘É meio estranho falar sobre isso, mas não vejo essa movimentação como uma cena, pois as bandas são muito diferentes entre si’, opina Guilherme Granado, multiinstrumentista do Hurtmold. O mesmo pensamento é defendido por Marcelo Domingues, baixista do Trilobit, de Londrina: ‘o Macaco Bong é jazz experimental. Nós somos mais eletrônicos. É esse colorido, essa diferenciação de estilos dentro do gênero que torna a cena ainda mais interessante’.

A dimensão que o rock instrumental nacional está tomando pode ser medida também pela existência do PIB, ou Produto Instrumental Bruto, um festival voltado exclusivamente para divulgar bandas sem vocais, cuja segunda edição ocorre esta semana no CB Bar, em São Paulo. Organizado pela produtora Inti Queiroz, a edição 2009 recebeu mais de 120 inscrições de grupos interessados, sendo que apenas doze foram selecionados para se apresentar nas quatro noites de evento. O número recorde de inscrições é uma prova do momento favorável pelo qual o rock instrumental nacional passa. ‘As bandas estão se profissionalizando, lançando bons cds, e as gravadoras independentes estão investindo nelas. A qualidade dessas bandas está fazendo com que elas se destaquem mais do que os grupos com vocais, que ultimamente estão com letras péssimas e qualidade musical duvidosa’, acredita Inti, que ainda completa: ‘hoje eu citaria poucas boas bandas nacionais de ótima qualidade e com vocais: Moveis Coloniais de Acaju, Vanguart e Autoramas, por exemplo’".

FESTIVAL PIB EM SAMPA – QUEM TOCA QUANDO

DATA: 8 JULHO 2009, quarta-feira - TEMA "AR" Aéreos

Bandas Concorrentes:

AEROTRIO / Campina Grande, PB
TIGRE DENTE DE SABRE / Bragança Paulista, SP
MALDITAS OVELHAS! / São Carlos, SP

Banda Madrinha:

LABIRINTO / vencedor em 2007

DATA: 9 JULHO 2009, quinta-feira - TEMA "AGUA" Aquáticos

Bandas Concorrentes:

RETROFOGUETES / Salvador, BA
REVERBA TRIO / Porto Alegre, RS
THE VIOLENTURES / Campinas, SP

Banda Madrinha:

GASOLINES / vencedor em 2007

DATA: 10 JULHO 2009, sexta-feira - TEMA "TERRA" Terrestres

Bandas Concorrentes:

ELMA / São Paulo, SP
FANTASMAGORE / Rio de Janeiro, RJ
MACACO BONG / Cuiabá, MT.

Banda Madrinha:

MAMA GUMBO / vencedor em 2007

DATA: 11 JULHO 2009, sábado - TEMA "FOGO" Igneos

Bandas Concorrentes:

CHIMPANZÉ CLUBE TRIO / São Paulo, SP
GROOVERDOSE / São Paulo, SP
SAUNOFLEX / São Paulo, SP

Banda Madrinha:

INTRAVENAL GROOVE S.A. / Selecionada em 2009.

Todos os shows rolam no clube Belfiori (rua Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda, zona oeste paulistana), a partir das nove da noite. O ingresso para cada noite, baratinho, custa 15 pilas. Há ingresso promocional para as quatro noites por 30 pilas.

E tudo sobre a segunda edição do PIB você pode encontrar aqui: www.festivalpib.com.br

No domingo, dia 12 de julho, encerrando a programação do festival, haverá um debate na Casa das Caldeiras (avenida Francisco Matarazzo, 2000, Água Branca, zona oeste de Sampa), a partir das quatro da tarde, quando será analisada a nova produção musical independente nacional. Aberto ao público, o debate contará com, entre outros, o jornalista Alex Antunes e o autor deste blog. Chegue lá e debata conosco, hehe.

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CINEMA, MÚSICA E SOMBRAS

"Finas! Como você está? Olha, estou te mandando daqui em breve pelo correio um Ep de uma banda que eu acho que você vai gostar. É o Foreign Cinema, lá dos Estados Unidos, mas uma amiga minha aqui de Goiânia toca nela bla bla blá...".

Quem mandou esse simpático recado acima, através de e-mail, semanas atrás, foi a linda e fofa Renatinha Tranches, amiga das mais queridas destas linhas rockers online. Renata, jornalista de mão cheia e apaixonada por rock alternativo e cultura pop, edita o caderno de exterior de um dos principais diários da capital de Goiás. Antes, morou um tempo nos EUA, de onde inclusive mandou alguns textos pra este blog.

Pois então... Foreign Cinema... o tal Ep chegou na redação da Dynamite há uns quinze dias e desde então, acalenta as frias (nem tanto, afinal de contas) madrugadas invernais do zapper notívago e solitário. É um duo, na verdade, formado em 2008 pelo guitarrista e vocalista Dave Han, e pela baixista e vocalista Natty D, a amiga da Renatinha e que mora lá na terra do Tio Sam. No release também enviado por Renata, o FC é descrito como um grupo imfluenciado pelo shoegazer noventista inglês, além de ecos de trip hop e dub. Mais ou menos...

O trabalho da banda é bacana, mas as quatro faixas do Ep remetem muuuuito mais ao pós-punk britânico sombrio e dark dos 80’, do que a trip hop/dub. Há toda uma ambiência melancolica e gélida perpassando os vocais de Dave e Natty, como se ouvesse indiferença ou uma "não vida" neles. Uma "não vida" que contempla com olhar frio e agônico as agruras que permeiam a alma e o coração. As melodias são construídas com forte presença de de guitarras envoltas em brumas de escuridão, e percussão eletrônica suave. Suave e sombria, vale sempre ressaltar.

Das quatro músicas do disquinho, três são de autoria da dupla ("Arbitrary Map Mode", "At The Bottom Of The Deep Blue Sea" e "Lovers And Killers"), e eles também fizeram um cover para "Ice Machine", do Depeche Mode. E apesar de americano, o FC soa muito inglês, o que é ótimo. As músicas são bacanas. Tristes e introspectivas na medida para servir de trilha para um mundo que, sim, se torna cada vez mais caótico e frio (emocionalmente falando) à medida que a tecnologia avança cada vez mais, provocando também cada vez mais o isolamento das pessoas. É triste, but it’s real.

O Foreign Cinema faria muito sucesso em Londres, por volta de 1982. E aqui também, entre os darks que perambulavam pelo porão negro do Madame Satã. Não traz nada de novo, no final das contas, mas faz pop retrô saudosista com competência, bom gosto e amargura existencial, o que já o credencia a ser ouvido em um ambiente – a música pop e o rock alternativo atual – tão eivado de bandas ruins, descartáveis e que exalam uma alegria boba e sem sentindo em suas músicas. Não à toa, o FC já alcança alguma projeção em sua base, em São Francisco, e seu primeiro Ep acabou sendo lançado pelo selo indie inglês ParallaxSounds.

Se você quiser conhecer o som da dupla e saber mais sobre ela, vai lá: www.myspace.com/aforeigncinema, www.twitter.com/foreigncinema ou www.parallaxsounds.com

E valeu pela dica, Renata! Beijão do blog pra ti! Apareça logo em Sampa.

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Por enquanto é isso. Mais no blogon que nunca pára no postão do finde (no meio do feriadón, hehe), falando do disco novo da linda Regina Spektor, além de outras cositas mas.

Até lá então.

(finalizado por Finatti em 7/7/2009, às 5hs.)

EXTRA exclusivaço: em Londres, o Blur ao vivo! (e em Sampa, os Gutter Twins) (versão final)

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Hyde Park, Londres, 2 de julho de 2009: o Blur volta consagrado e alucina 50 mil pessoas com "Song 2" 

 

Arrepios percorrendo a espinha.

É isso que Zap’n’roll sente, neste momento, às seis da manhã desta sexta-feira chuvosa e mezzo fria em Sampa, em mais um dia maravilhosamente típico do sempre acolhedor inverno (e o vampirão autor destas linhas rockers online, sempre escrevendo melhor e mais motivado na madrugada...). O autor deste blog, que digita esta introdução para o post que começa, de fato, logo aí embaixo, sente estes arrepios enquanto vai lendo e saboreando, com um largo sorriso no rosto, cada linha, cada parágrafo enviado pelo correspondente de Zap’n’roll em Londres, há pouco, sobre o desde já histórico e fantástico mega show de comeback do mega amado (pelos ingleses e pelo zapper aqui também) Blur, realizado ontem,quinta-feira, no Hyde Park, na capital inglesa – hoje, sexta, o quarteto que está de volta com seu line up original, retorna novamente ao mesmo local, para fazer uma segunda – e também, novamente e muito provavelmente – histórica apresentação. O Blur dispensa apresentações para quem acompanha o grande rock’n’roll britânico que importa nos últimos vinte anos, e para quem acompanha este blog desde sempre. Gigante do britpop noventista, literalmente idolatrado na Inglaterra, o grupo estava hibernado há seis anos. Quando anunciou, em fins de 2008, que estava voltando com sua formação original, foi uma comoção total na Velha Ilha. Anunciados os dois shows no Hyde Park (há meses), os ingressos se evaporaram em questão de horas. No último finde, já numa espécie de preparação para este grande momento, o grupo fechou de maneira apoteótica a edição 2009 do gigantesco festival de Glastonbury – também na semana passada, o quarteto formado pelo vocalista Damon Albarn, pelo guitarrista Graham Coxon, pelo baixista Alex James e pelo baterista Dave Rawntree, já havia sido focalizado aqui no blog, através de um enooooorme diário sentimental. E agora, em primeiríssima mão na blogosfera brazuca dedicada ao rock alternativo e à cultura pop, Zap’n’roll relata como foi o showzaço de ontem no Hyde Park. O texto que você vai ler logo abaixo foi escrito por Marcelo Yorke, velho amigo deste espaço online, e que já marcou presença aqui no post anterior fazendo a resenha de um show dos Manic Street Preachers. Marcelo não é jornalista e nunca teve a pretensão de ser. Antes de mais nada, é um garoto apaixonado por cultura pop e rock’n’roll e que resolveu encarar a vida na Europa há pouco mais de um ano, período em que ele já assistiu dezenas de concertos bacanas por lá. E assim como ele, outro grande amigo do blog (anos de amizade, na verdade), estréia aqui como colaborador: o querido Daniel Meirelles, futuro psicólogo, excercita seus dotes de jornalista e comenta como foi o intimista set acústico que rolou anteontem em Sampa, com duas das gargantas mais geniais do rock americano dos 90’, Mark Lanegan (que um dia foi vocalista dos Screaming Trees) e Greg Dully (que um dia cantou no Afghan Whigs). São, no final das contas, dois textos emocionantes. Tão emocionantes como o próprio rock’n’roll em si, e que você lê neste post, excepecionalmente especial e dedicado quase que exclusivamente apenas aos dois shows (não há hoje aquelas costumeiras notinhas introdutórias e, no final, laaaaá embaixo, damos um roteiro bem resumido do que dá pra fazer de bom em Sampalândia neste finde, no circuito noturno alternativo). Ao ler os relatos de Marcelo e Daniel, e ver o set list que o Blur despejou em cima dos fãs em Londres, o quarentão (ir)responsável (às vezes, ainda irresponsável, hihi) por este blog, se pega ainda emocionado com esse gênero musical que marcou o século XX, e que faz parte essencial da vida de milhões de pessoas. E ouvindo o clássico álbum "Park Life", pensa fervorosamente que alguma produtora nacional bem que poderia trazer o quarteto brit ao Brasil novamente, onde eles estiveram há uma década. A comoção, com certeza, seria próxima a que Marceleza presenciou ontem em Londres. Alguém dúvida???

EXCLUSIVO – BLUR ONTEM, AO VIVO, EM LONDRES!

(Por Marcelo Yorke)

Hoje é dia de Blur. Sim, dia deles. Por que? Porque nao se fala de outra coisa na cidade de Londres: os 2 shows que ele farão no Hyde Park, centro de Londres, hoje, dia 02, e amanha, dia 03 de julho.

Blur aqui é uma instituição. Desde que li, no fim do ano passado, uma notícia sobre a volta deles (nesses jornalecos distribuidos nas estações de metrô e nas principais ruas da cidade), a imprensa e revistas especializadas em música tratam do assunto como o evento mais importante do ano.

Esqueça Oasis, Radiohead ou qualquer outra banda britânica. Blur é a MAIOR e MAIS QUERIDA banda dentro do Reino Unido (e o Oasis ganha com larga vantagem no resto do mundo). Mas, dentro de casa, eles mandam.

A abertura dos portões estava programada para as 14:30, e os primeiros shows começariam às 16:00. Calor insuportável, na faixa dos 30 graus (sensação de uns 40, se fosse no Brasil). Cheguei por volta de 12:30, pois não perderia a oportunidade de ficar colado na grade por nada nesse mundo, mas algumas centenas de pessoas pensaram da mesma forma que eu. Como haviam dezenas de guichês para a entrada, o numero de pessoas ficou bem distribuido, e as filas não eram tão grandes, pelo menos no começo, horário em que cheguei.

Após passar pela checagem dos tickets, uma multidão começa a correr desesperadamente em direção ao palco. Acho isso meio brega, mas eu não estava nem um pouco afim de ficar longe do palco, então meti o sebo nas canelas. Consegui ficar bem no centro dele, com uma visão privilegiada e apenas uma menina francesa na minha frente. Ao lado, mexicanos, alemães, chilenos, coreanas e, claro, milhares de ingleses, todos com cara de Damon Albarn no comecinho da carreira. Sim, eu esperava um publico um "poquito" mais velho, entre os 25 e 35 anos de idade, mais ou menos, por causa das 2 décadas de carreira da banda. Para a minha (agradável) surpresa, uma boa parte das pessoas era composta por uma molecada que estava nascendo quando eles lancaram "Modern Life is Rubbish" e "Parklife".

Dia claro ainda no Hyde Park. E o povo enlouquecendo com "Girls & Boys" 

O Blur costuma levar para os seus shows um público fiel e fanático. Eles idolatram a banda de uma maneira que poucas vezes vi/li/ouvi no cenario rock mundial (tá bom, as bandas de metal sao insuperáveis nesse quesito).

Os seguranças são uma simpatia só. Tiram fotos a pedido das pessoas, distribuem água e fazem piadinhas. Tudo para passar o tempo, já que a ansiedade era geral. Às 16 horas começam os shows. Duas pequenas bandas locais tocaram por 30 minutos cada. Nada que me despertasse da sonolência que o sol estava causando. Nem o nome delas consegui descobrir.

Crystal Castles entrou por volta das 17:30 para esquentar mais ainda o já "torrado" público. A banda é composta por um ótimo baterista e um DJ/tecladista. Ja tinha ouvido algumas coisas deles mas não me recordava muito bem, apenas me lembrava que era um indie meio eletrônico. Eles ficam por volta de uns 2 minutos meio parados, com o DJ apenas fazendo alguns ruídos na sua aparelhagem. Eis que surge a sua vocalista, minúscula, magérrima, aparência mezzo-gótica-mezzo-rrriot girl, maquiagem preta pesada ao redor dos olhos, com uma camiseta sensacional, com os dizeres: "OASIS HAS AIDS" (quem nao se lembra das brigas entre Blur e Oasis, em que uma das declarações polêmicas dos músicos de Manchester foi: "espero que eles peguem AIDS e morram", referindo-se aos rivais de Londres?). Tudo isso para ganhar a simpatia do público, obviamente.

Ela entra no palco se arrastando pelo chão com uma garrafa de vodka. Se levanta cambaleando e começa a gritar ao microfone, como uma voz de criança. Vem direto para o publico, sobe nas grades e faz um mosh, exatamente na minha cabeça. Depois de algum tempo, ela volta para o palco e cai. Levanta e cai. Bate com o microfone na cabeça. E cai. Sobe na bateria. Bebe whisky. Fuma. Volta para o público e faz outro mosh. Os seguranças se desesperam e tentam tirá-la da galera, que dá o microfone para algumas pessoas cantarem.


"Tender" (a que a fofa Rudja adora): emocionando os fãs do Blur 

A música do trio é bacana, mas ela chama mais atenção que qualquer coisa. Claro, não há nenhuma novidade no que ela faz. Pseudo punk-fumo-bebo-mesmo-sou-muito-louca e nao-to-nem-ai-pra-nada. Iggy Pop fazia isso 40 anos atrás... Mas funciona como entretenimento, pelo menos. Bom, depois de um set relativamente curto, pouco mais de 30 minutos, eles saíram sem falar "thank you" ou ao menos "good-bye". E tomaram algumas vaias por conta disso.

Mais um pequeno intervalo, e é a vez dos Foals, que ja tocaram em SP, mostrarem serviço. Eu não conhecia nada deles, e, pelo que vi, pouco me chamou a atenção. A banda é competente, os músicos mandam bem, mas como tudo que tem surgido no rock (principalmente no rock inglês) ultimamente, falta pegada, falta um "que" a mais. Eu nasci antes do Joy Division lançar o primeiro disco, talvez esteja um pouco ranzinza pra coisas novas, mas essas bandinhas de hoje em dia não saem das guitarrinhas "nhe-nhe-nhem" ardidinhas e bateria nervosinha. Uma mistura de Arctic Monkeys, Bloc Party, Futureheads, Klaxons e quetais. Todas com 2 ou, no máximo, 3 discos de duração, até sucumbirem ao anonimato. É, o rock inglês está bem devagar nos últimos anos. Com exceção do British Sea Power, ótima banda, quase nada que vem da terra do fish and chips tem me despertado interesse.

Por isso, nada mais apropriado que a volta dos pais do Britpop, para dar uma oxigenada na cena britânica. E eles voltam com tudo. Antes dos shows do Hyde Park, Damon & Cia fizeram pequenos concertos em lugares acanhados, como se fosse um "aquecimento" para o mega festival Glastonbury, onde eles fecharam com chave de ouro, diga-se de passagem.

55 MIL PESSOAS esperam por eles (e eu senti isso sendo constantemente esmagado nas grades). Antes de entrarem no palco, uma pequena introdução, Far Out, a música meio circense de Parklife. Delírio geral.

"Park Life", a faixa-título do melhor disco do Blur, em versão "heavy metal", rrs 

Começam os primeiros acordes do cláaaassico She's So High, do primeiro e subestimado disco, e as também primeiras de muitas lágrimas desse pseudo-resenhista começam a rolar. Começa aquele tradicional empurra-pra-lá, empurra-pra-cá, tão comum nesses shows, pra quem fica na frente. Apenas fico parado, deixando a onda de pessoas me levar, mas claro, atento para não sair muito do centro. A dificuldade de tirar fotos é grande, mas consegui algumas bem boas. Na sequência, duas matadoras do melhor álbum deles (e, na minha modestissima opinião, um dos cinco melhores albuns dos anos 90’), Girls and Boys e Tracy Jacks. A primeira dispensa apresentações. É quando Damon resolve descer e se juntar à galera (ele costumava dar seus moshs também, mas acho que do alto de seus 41 anos, ele tenha perdido um pouco a vontade, digamos assim). Mister Albarn está em forma, continua com a mesma energia no palco, ele se entrega, danca, pula e grita como se estivesse em sua primeira turnê. Alex, o baixista, e Graham, um dos melhores (se não o melhor) guitarrista dos anos 90’, permanecem parados, cada um no seu canto, sem se mexer muito. Nem precisam. Damon comanda a festa e agita sozinho pelos outros três.

Damon conversa muito com o público, diz que não esperava uma recepção tão calorosa após 7 anos desde o fim da banda. E emenda com outro clássico do primeiro disco, There's no Other Way, que ficou levemente mais pesada e mais acelerada. Voltam novamente para o Parklife, com Jubilee e uma das minhas favoritas, Badhead. Damon saúda o sol, dizendo para a platéia acenar para o astro rei (???). Comoção geral quando começam os primeiros acordes de Beetlebum, faixa do auto-intitulado disco, de 97, em que até os irmãos Gallaghers tiraram o chapéu. Uma das melhores, se não a melhor, música do Blur.

Out of Time é recebida com surpresa, afinal ela faz parte do último disco da banda, Think Tank, que não contava com a participação de Graham Coxon. Trimm Trabb, desconhecido lado b do álbum 13, foi tocada na sequência, e, sinceramente, nao entendi o porque deles terem escolhido essa música, sendo que boa parte do público nem chegou a cantar junto e percebia-se que muitos não a conheciam (inclusive eu).

Mas, pra compensar, uma sequência esmagadora: Coffee and TV, do famoso clipe do "leitinho", e Tender, a mais bela composicao da banda (nota do blogger apaixonado: a amada girlfriend Rudja, com certeza, iria derramar algumas lágrimas neste momento, se estivesse presente no Hyde Park), cantanda em unissono por um público arrepiado, durante quase 10 minutos, onde Damon até improvisou uma "a capela" em conjunto com as 55 mil pessoas presentes. Chega a hora do, talvez, maior hit deles no Reino Unido, Country House, que ganhou uma disputa com o Oasis de single mais vendido, em 1995, onde as lojas de discos amanheceram numa segunda feira com filas nas portas.

Voltando para os primeiros discos, Oily Water, Chemical World (faixa incrivelmente ausente na primeira coletanea da banda) e Sunday Sunday, arrancando largos sorrisos de uma platéia incansável.

A partir daí, overdose de Parklife. Phil Daniels aparece no palco e causa gritaria geral na plateia. Ele é o vocalista original de Parklife, a música, e incendeia o povo, cantando com raiva, berrando, como se fosse um punkstar. Foi nessa hora que um ser humano caiu sobre minha cabeça. Junto com o susto, vejo uma mulher semi-nua sendo carregada pela multidão (chapada ou passando mal, sei lá). Os peitões dela se esfregam na minha cara, ate que os seguranças conseguem agarrá-la e tirá-la do meio da bagunça (foi incrivelmente alta a quantidade de pessoas passando mal, por causa do calor e do esmaga-corpos que estava em frente ao palco). Entra em cena End of Century, clássico do britpop, a belíssima balada To The End e This Is a Low, lenta e distorcida. Sinfonia para meus ouvidos.

Após uma breve pausa, com as pessoas cantando "oh my baby... oh my baby... oh why?... oh my", o primeiro bis: Popscene, Advert e, claro, Song 2, que colocou, literalmente, 55 mil pessoas pra pular e se empurrar (a essa hora eu ja estava mais pro fundo, tamanha a dificuldade de se ver devidamente o show na frente - e até que eu resisti bastante). Nunca fui muito chegado nessa música, mas nao consegui resistir, pulei e gritei muito, ate ficar quase sem voz.

Nova pausa e o gran finale: For Tomorrow, do segundo disco, e The Universal, do The Great Escape, disco que, estranhamente, teve pouquíssimas músicas no set list.

A esta hora eu estava ensopado de suor, cerveja e garrafadas d'água recebidas enquanto estava na frente. Meu pé foi pisoteado dezenas de vezes. Estava sem voz, com fome e com sede. Muito cansado. Quase rasgaram minha camiseta novinha do Blur. E querem saber? Valeu cada centavo, e se precisasse, pagaria o dobro para ter outra tarde inesquecivel como essa. Vida longa ao Blur.


"Coffe & Tv", ela mesma, a do inesquecível clipe das caixinhas de leite apaixonadas 

BLUR NO HYDE PARK – O SET LIST

Introdução: Far Out

1.She's So High
2.Girls And Boys
3.Tracy Jacks
4.There's No Other Way
5.Jubilee
6.Badhead
7.Beetlebum
8.Out Of Time
9.Trimm Trabb
10.Coffee And TV
11.Tender
12.Country House
13.Oily Water
14.Chemical World
15.Sunday Sunday
16.Parklife
17.End Of A Century
18.To The End
19.This Is A Low

Encore:
20.Essex Dogs
21.Popscene
22.Advert
23.Song 2

Encore 2:
24.Battery In Your Leg
25.For Tomorrow
26.The Universal

* Esta mega e exclusiva resenha sobre o fodaço show do Blur vai, carinhosmente, para a querida Adriana Ribeiro (que assistiu a banda em Sampa em 1999, no Credicard Hall, ao lado de Zap’n’roll), para o saudoso Toninho (o dj loucaço do inesquecível Espaço Retrô, onde o zapper aqui descobriu alguns dos melhores sons de sua vida) e para a mega amada Rudja Catrine, uma garota que mora muito distante de qualquer metrópole e que, mesmo assim, conhece tudo de cinema, cultura pop e rock alternativo. E com quem o autor deste blog quer casar um dia (wow!), ao som de "Park Life", do Blur, claaaaro!

E EM SAMPA, OS GUTTER TWINS

(por Daniel Meirelles)

Em seu livro "Beijar o Céu", de 2006, o escritor britânico Simon Reynolds fez uma análise comparando as noções inglesa e americana do que é o rock'n'roll através do Nirvana e do Radiohead, citando o caso de ambas as bandas terem tido influências e ídolos similares, alimentadas pela mesma rejeição ao artificialismo e mergulharem fundo no sofrimento, com mega hits estourados no ano de 1993 na terra do Tio Sam, mas dizendo que o crucial ali era a palavra "inglês" pois se o lider do Nirvana, Kurt Cobain tivesse escolhido viver, seria provavelmente um trovador acústico, despojando suas músicas para um som melancólico, desamparado e de tinturas folk. Jamais imaginaríamos ele gravando um cd como Kid A, de 2000, do Radiohead, por exemplo, mergulhado fundo na "ciência de estudio". Aí é que estava o abismo entre o rock americano e o rock inglês, segundo Simon.

Podemos até concordar com essa tese mas como sempre, tudo tem sua exceção e ela pôde ser vista na última quarta feira na casa noturna Bourbon Street, no bairro de Moema, em São Paulo

Devidamente intitulado "An evening with Greg Dulli e Mark Lanegan"', os heróis do rock alternativo americano, que nos anos 90 espalharam guitarras intensamente barulhentas com os miticos Screaming Trees e Afghan Whigs respectivamente, celebraram suas carreiras com um arrepiante show acústico.
No belíssimo palco, contemplado com luzes sombrias e um vitral ao fundo, eles desfilaram canções de Sreaming Trees, Twilight Singers, Afghan Whigs, Gutter Twins (ultimo projeto de ambos, gravado em 2008) e da carreira solo de Mark Lanegan, com destaque para o mini hit Dollar Bill, dos Screaming Trees, do longíquo ano de 92 e que levantou a platéia, já no bis, que abarrotou o lugar e deixou mais algumas dezenas de fora.

Destaque tb para "If I Were Only" dos Whigs que animou os fãs mais fervorosos. O último álbum gravado por ambos, Saturnalia e sob a alcunha de Gutter Twins (Irmãos da Sarjeta, sintomático nome para ambos devido a uma extensa e intensa ficha de escândalos durante os anos 90) teve participação com 5 lindas canções. Vale ressaltar uma belíssima versão de "King Only" dos Twilight Singers, em que Greg Dulli emocionava cantando o refrão "you don't love me anymore, ah ah, ah ah...", e por final, versões solo matadoras do trovador Mark Lanegan, que com sua voz grave e sua postura séria, contrastando com a postura de Greg Dulli, sorridente e falando em português com a platéia, dava mais intensidade ao show.

Com tudo isso, é válida a reflexão de que é possivel sim, um show totalmente acústico ser comparado com um show, digamos, tecnológico, e até se sair melhor.
Mr. Lanegan e Mr. Dulli, apesar da sarjeta, mostraram que um show acústico pode ser inesquecível e que eles merecem serem citados como artistas completos e porque não, classudos. Além de mostrar para a nova geração folk/indie/hypado que não basta ser triste e sensivel para ser bom. Conta muito o excesso de tabaco e de álcool na garganta e uma série de escândalos no decorrer na trajetória pessoal/musical. Isso gera uma grande diferença na presença de palco. E na intensidade do show.

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ACABOU MAS LOGO MENOS TEM MAIS!

Entonces, o finde foi friorento, deu preguiça e o post ficou por aqui mesmo. Mas sem tristeza, galere: até a tarde desta quarta-feira vem muuuuuito mais por aqui, com uma bela matéria sobre o novo rock instrumental brasileiro, em antecipação à segunda edição do bacana festival Pib (Produto Instrumental Bruto), que começa na quarta, véspera de mais um feriadão, lá no clube Belfiori, em Sampa.

Fora que vamos falar também do Foreign Cinema (que Zap’n’roll anda ouvindo sem parar), do novo disco da linda e mega talentosa Regina Spektor e mais uma batelada de assuntos. Ah sim, também desovando uns premiozinhos aí...

Fechados? Ceeeeerto, mano. Então até o próximo post do blogão campeão, que já está a caminho. Até já!

(finalizado por Finatti em 6/07/2009, às 7:15hs.)

Manics arrasam em Londres! E o Gossip... (agora vai!) (versão final)

20 Comentários »

 

Os Manics ao vivo, em Camden Town, em Londres: show pra enlouquecer os fãs 

* Chega de Michael Jackson! Yep, já vai fazer uma semana que o maior nome da música pop bateu as botas (ok, ainda vai ter funeral e enterro e bla bla blá), então vamos deixar a alma do sujeito descansar em paz. Fora que a vida segue, o mondo pop não pára e temos que ir em frente, porque atrás vem sempre mais gente, uia!

* O país da canaile política não muda, alguém duvida disso? A Folha online informa que o CQC da Band, uma das melhores coisas que existem hoje na tv aberta deste país (Marcelo Tas sempre foi gênio, ponto), já sofre censura e pressão da própria emissora que o abriga, para que o programa não pegue muito pesado com os... políticos, claaaaro. Lamentável.

* O que já era ruim vai ficar ainda pior. Nosso colega de blogosfera, o Ilustrada no Pop, dá nota sobre o novo álbum do medonho Killers. O mala e cafona Brandon Flowers, com seus acólitos, agora vai lançar um disco de covers. Uma delas é para "Romeo And Juliet", clássico do velhusco Dire Straits, banda que foi até legal laaaaá nos early 80’, em seus primeiros discos e tal, mas terminou sua carreira afundada na breguice. Agora, pensa bem... Killers tocando Dire Straits... não, não dá pra encarar.

* Já a nova turnê mundial do U2 dá pra encarar numa boa. Mesmo porque "No Line On The Horizon", o último disco de estúdio de Bono e cia. é bem bom. O primeiro show foi ontem à noite em Barcelona, na Espanha, para 90 mil pessoas e mereceu até trecho no encerramento do Jornal da Globo, uia! A tour "360 graus" da banda está prevista pra durar três anos (isso mesmo!). Será que eles não dão uma passadinha por aqui novamente?

* Falando em tv Globo, a emissora resolveu dar uma madrugada pop aos telespectadores insones (como o zapper aqui), em termos cinematográficos. Passou no famigerado Intercine o filme "Segundas intenções", que é aquela refilmagem até decente feita anos atrás, para o clássico "As ligações perigosas", dirigido em 1988 pelo gênio Stephen Frears e contando então com uma tesudaça Glen Close no papel da maquiavélica Marquesa de Merteuil, além de um John Malkovitch (fazendo o não menos perverso Conde de Valmont) em plena ascensão. A história, todo mundo conhece: os dois personagens têm como esporte predileto seduzir pessoas e destrui-las emocionalmente. Até que Valmont conhece a encantadora Cecile De Volanges (interpretada por uma jovem e já deliciosa Uma Thurman), descobre que ela é virgem e passa a ter como meta deflorá-la. Mas Valmont acaba se apaixonando por sua vítima e... bien, essa é a versão original de Frears, ambientada na realeza francesa pré-revolução, e fiel ao romance escrito por Choderlos De Laclos em 1782. A versão exibida na Globo é pop e moderninha (e embora bacaninha, não chega aos pés do refinamento e da elegância do filme dirigido por Frears) e transpõe a ação para a Nova York dos anos 90’ e... bem, Zap’n’roll já tinha visto no cinema (a refilmagem é de 1999, se não falha a memória do lesado autor deste blog) e só resolveu comentar aqui porque foi curioso ver o dito cujo passando alta madrugada na Globo. Ah sim, a versão noventista do filme ainda conta com Placebo, Blur e Verve mandando ver na trilha sonora.

* Bien, bien, Londres pega fogo neste finde com a volta do Blur. E já pegou antes, com a invasão dos Manics, como você vai ler agora, aí embaixo.

MANICS AO VIVO – AMANTES ROCKERS EM FÚRIA!

Lenda viva do rock inglês contemporâneo que importa, o cultuadíssimo e amado (por lá) Manic Street Preachers lançou um disco fodaço este ano, o "Journal For Plague Lovers", já muito bem cometando por aqui, nestas linhas zappers. É uma pena que praticamente ninguém conheça a banda no Brasil porque os Manics (como são carinhosamente chamados pelos fãs ingleses) são tão ou mais importantes do que o Oasis, por exemplo.

E além de "Journal..." ser o melhor disco do grupo em pelo menos uma década, a banda ainda está arrasando com shows igualmente fodásticos pelo Reino Unido. Um desses shows foi visto por Zap’n’roll, através de nosso correspondente honorário (hihi) Macelo Yorke, no final de maio em Londres. Velho e dileto amigo deste blogon, rocker man de carteirinha e bom de texto, Marceleza está morando em Londres desde o ano passado. E promete mandar sempre novidades de lá para o blog. Ele estará nesta sexta-feira lá no Hyde Park, pra acompanhar o mega comeback do Blur e nós estaremos aguardando aqui seu relato sobre o showzaço.

Por enquanto, você fica sabendo o que os Manics aprontaram em Londres, lá no Roundhouse, em Camden Town, no dia 29 de maio último:

"Uma molecada se aglomera na calçada em frente ao mercado de Camden Town, bairro de todas as tribos alternativas do mundo. São 3 horas da tarde, e percebe-se claramente a ansiedade no rostos desses jovens, muitos deles com menos de 20 anos, para o tão aguardado show da turne do nono álbum de estudio dos Manics, Journal for Plague Lovers. Ainda faltam algumas horas pro show, mas já é possível localizar vários "clones" de Richey Edwards, o falecido primeiro vocalista da banda. Sao meninos que, em sua maioria, mal tinham saído das fraldas quando Richey desapareceu. E é isso que faz o rock and roll ser tao apaixonante: ser atemporal.

Fui me juntar às outras centenas de pessoas na fila. Aos poucos percebo que o número de fãs das "antigas" comeca a aumentar consideravelmente. São homens e mulheres que eram adolescentes quando a banda surgiu, há quase 20 anos, e continuam acompanhando seus ídolos ate hoje. Mas são esses que mostram um ar mais frio, menos empolgado, deixando pra chegar em cima da hora e preferindo ficar um pouco mais afastado do palco.

Pois bem, eu ja nao me aguentava de ansiedade. Os Manics fazem parte de uma seleta lista daquelas bandas que "eu precisava ver antes de morrer".

O local dos show não é dos maiores (capacidade para 2.500 pessoas mais ou menos), e com uma acustica impecável. E em qualquer lugar que você resolvêsse ficar, conseguiria ver a banda tranquilamente, de perto e sem nada atrapalhando.

A nova turne dos Manics é impecável. Além deste ser o melhor disco deles desde o fim dos anos 90’, eles tocam na íntegra esse novo trabalho na primeira metade dos shows, e após um intervalo de dez minutos, voltam pra uma sequência esmagadora de hits de sua carreira.

A primeira faixa é "Peeled Aples", que abre o novo disco. É como se eu estivesse sendo lembrado, o tempo todo, o quão importante esse disco e essa turne são.

James, Sean and Nicky são extremamente seguros e confiantes no palco. "Me and Stephen Hawking" e "Marlon JD" sao executadas com a fúria de um adolescente de 18 anos, por uma banda com 18 anos de estrada. "This Joke Sport Severed" é costurada por cordas (em algumas canções juntam-se ao trio um guitarrista, um tecladista e um quarteto de cordas). As canções, recém-saídas do forno, são acompanhadas do início ao fim pela plateia hipnotizada, como se fossem clássicos.

"Jackie Collins Existential Question Time" começa devagarzinha, mas engana muito bem, ao terminar num furioso punk rock.

Entre uma música e outra, o vocalista James vomita palavras contra governos, políticas e a recessão. O baixista Nick Wire é o mais carismático. Fala pouco, mas quando fala é ovacionadíssimo. Ele não se mexe muito no palco, esta com longos cabelos loiros, e seu microfone vem "montado" - plumas coloridas, lantejoulas, brilhos... mais chamativo, impossível.

Em "Facing Page: Top Left", James fica sozinho no palco, numa sessao acústica, como se estivesse dando uma canja num pub londrino numa segunda à noite. Linda.

O palco é simples, com uma bandeira-poster gigante com a polêmica (e linda) capa do novo disco ao fundo, onde permanece apenas durante a primeira parte do show, sendo retirada no intervalo.

Apos a parada, a parte mais esperada, pelo menos para mim: porradaria. "Motorcycle Emptiness" estupra o silêncio do intervalo e transforma a plateia numa imensa roda-de-pogo. O massacre sonoro não pára: "No Surface All Feeling", uma estática "You Love Us", seguida pela emocionante "Tsunami", "La Tristessa Durera", a sensacional "Faster", "If You Tolerate This Your Children Will Be Next", "Australia", e minha favorita de todas, "You Stole the Sun From my Heart", que fez todo mundo pular, mas pular MUITO. Era incrível a qualidade acústica do local, e a competencia da banda para executar as cancões com tanta perfeição, a sensação era de estar ouvindo o cd propriamente dito.

Pra fechar essa noite fabulosa, "Motown Junk", que teve como introdução "Stop in the Name of Love" (The Supremes), tão atual que é difícil de acreditar que é mais velha que Miley Cyrus. "Everything Must Go" e "A Design for a Life" (o maior hit deles) são tão fortes e poderosas que, se qualquer partido político resolvesse adotá-las como música-tema, venceriam tranquilamente as eleições por aqui.

O público urra, berra e se descabela, mesmo sabendo que nao haveria bis, totalmente desnecessario para um generoso setlist de 28 musicas. Memorável.

 

O vocalista James Bradfield comanda a explosão rocker do grupo no palco

MANIC STREET PREACHERS - SETLIST DO SHOW

Peeled Apples

Jackie Collins Existential Question Time

Me and Stephen Hawking

This Joke Sport Severed

Journal for Plague Lovers

She Bathed Herself in a Bath of Bleach

Facing Page: Top Left

Marlon J.D.

Doors Closing Slowly

All is Vanity

Pretension / Repulsion

Virgina State Epileptic Colony

William's Last Words

BIS

Motorcycle Emptiness

Your Love Alone Is Not Enough

No Surface All Feeling

You Love Us

Tsunami

La Tristesse Durera

Faster

If You Tolerate This Your Children Will Be Next

Little Baby Nothing

Australia

You Stole The Sun From My Heart

Sorrow 16

Stop In The Name of Love / Motown Junk

Everything Must Go

A Design For Life

MANICS AQUI

Em dois vídeos do show em Camden Town, em Londres:

Manic Street Preachers – "Everything Must Go"

Manic Street Preachers – "You Stole The Sun From My Heart"

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A MÚSICA PARA HOMENS DO GOSSIP

Beth Ditto é uma figuraça, isso não se discute. Não apenas pela sua, hã, "exuberante" forma física (com aquela tonelagem toda adornada por tatauagens vistosas) mas também pela sua presença de palco e pelo bom trabalho que desempenha como letrista e vocalista do The Gossip, que está aí como seu novo disco, "Music For Men", o quarto de estúdio em uma década de existência – há também o ao vivo "Live in Liverpool", que saiu há poucas semanas no Brasil.

O Gossip surgiu em 1999 no Arkansas (EUA, of course) e tinha uma aura um tanto subversiva no início, muito pela figura algo agressiva e assustadora de sua vocalista, muito pela sonoridade que combinava electro-rock com esgares de punkismo nas letras e em algumas melodias. A novidade chamou a atenção na indie scene dos Estados Unidos, atravessou o Atlântico e reverberou ainda melhor na Velha Ilha, onde o trio de Beth Ditto (mais Brace Paine nas guitarras e Hannah Blilie na bateria) acabou se tornando queridinho da New Musical Express. E "Movement", o disco lançado em 2003, acenava com um futuro brilhante para o trio.

 

O novo álbum do Gossip: legalzinho, mas longe de ser um discão 

Mas a verdade é que o Gossip chega a 2009 já um tanto corroído pela velocidade febril dos hypes do pop atual, que bomba e destrói bandas num piscar de olhos e em série. Não que este "Music For Men" seja ruim, nada disso. Mas uma audição atenta das faixas mostra que o electro-punk do grupo já soa precoce e estranhamente "domesticado". Yep, Ditto parece ter perdido um pouco (não todo, ainda) o apreço pela anarquia musical. Vai daí que os melhores momentos do álbum são quando o electro algo funkeado da banda encontra melodias rockers e guitarras em brasa, como acontece em "Dimestore Diamond", na bastante adrenada "8th Wonder", ou no primeiro single do cd, "Heavy Croos", que pode render bons momentos em uma pista de dança. Quando a banda resolve embarcar em eflúvios mais disco, com direito a piano e tal (como em "Love Long Distance"), ou parte para o funkismo racha-assoalho (olha lá a levada de "Pop Goes The World" ou de "Men In Love"), ela perde um pouco a mão. Ok, as faixas são bem tocadas e gravadas mas sem nenhum arroubo de genialidade. Aí o Gossip se torna apenas mais um entre tantos grupos que tentam dar sobrevida ao moribundo electro (que fim levou o CSS, afinal?). E, no final das contas, um Gang Of Four já soube traduzir muito melhor, e com anos de antecedência, a fúria política e iconoclasta do punk em ambiências de funk e rock.

A matemática é simples: se você já gostava de Gossip, não vai deixar de gostar por causa deste "Music For Men". Se não gostava, não vai ser o novo álbum de Beth Ditto que irá fazer você mudar de idéia em relação a eles. Infelizmente é assim que o pop atual caminha: entre bandas medíocres, discos medianos e alguns poucos gênios da raça, todos continuam se matando pra tentar conseguir se salvar. Pois é.

SAIDEIRAS

* Saíram assim, meio na maciota, os novos álbuns de Regina Skpetor e do redivivo grupo indie americano Dinosaur Jr., que foi meio cult nos anos 90’ entre uma certa casta de "indieotas" brazucas – na verdade, Zap’n’roll sempre achou o Dinosaur e seu líder, J. Mascis, meio maleta. Enfim, o disco da Regina se chama "Far" e recebeu críticas favoráveis na Rolling Stone americana e na Spin. O sempre rigoroso diário britânico "The Guardian" deu três estrelas pro trabalho e o Pitchfork meio que arrasou o dito cujo, dando-lhe uma modesta nota 4,8. Daqui a pouco este blog ouve o cd e conta aqui o que achou dele.

 

La belle Regina (acima), lançando disco novo (abaixo)

* Já "Farm", do Dinosaur Jr., recebeu fartos elogios em tudo quanto é quanto. Nota 8,5 no Pitchfork, 7 na New Musical Express, quatro estrelas na Uncut, idem no AllMusic e por aí vaí. Sorry, mas o blogon não vai perder tempo ouvindo os mais de 60 minutos do disco, não. Se alguém aí do outro lado do micro quiser ouvir e resenhar pro blog, às ordens. É birra mesmo e Zap’n’roll acha que esse povo todo que hoje escreve na rock press em sites e blogs, está tomando drogas demais pra gostar tanto de um negócio desses, hihi.

 

Capa do novo álbum do maleta Dinosaur Jr. 

* Ok, ok, hoje já é quarta-feira e você, à toa na vida como sempre (rsrs), já está pensando nas baladenhas do finde, né? Pois então este blog sempre alegre e animado já dá a letra: amanhã, quinta, rola o novo projeto "Outs Lounge", lá na Outs, claro (rua Augusta, 486, centrão de Sampa), com papo de boteco, preço idem pras brejas e discotecagem das seis da tarde até uma da manhã. Depois, você pode esticar na Livraria da Esquina (rua do Bosque, 1253, barra Funda, zona oeste de Sampa), onde vai rolar show de lançamento do novo disco da sempre bacana Stella Campos. Já a sextona em si vai ser fervida no circuito alternativo, com Vanguart tocando no StudioSP (rua Augusta, 595), o barulhento trio Zefirina Bomba fazendo set acústico no Belfiori (rua Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda) e a nossa musa indie Bruna Vicious mandando ver na discotecagem lá na Outs. E no sabadón... bão, o que rola no sábado você confere aqui no post de sexta, pra esquentar o finde, certo mano?

* O Twitter virou febre mesmo, né? É bizarro ver o Evaristo Costa, em pleno Jornal Hoje, da Globo, dizendo que está twittando naquele momento, e também recebendo mensagens dos telespectadores através do dito cujo. Fala sério... e não, Zap’n’roll não vai embarcar no hype babaca do Twitter.

* Alguém aí viu a de-lí-cia Dani Buarque em uma página da nova edição da revista Vip? Pra quem não conhece, a Dani é uma loiraça belzebú e tesudaça de vinte aninhos de idade, que trampa como hostess na Funhouse, em Sampa, de quinta-feira a sábado. Gracinha, inteligente, ótimo papo e rocker até a medula, Dani é tudibom e dileta amiga destas linhas zappers há tempos. E, o mais incrível, a garota possui zero de arrogância. Pois é: é este monumento à inteligência e à beleza que aparece gloriosa de langerie branca mínima e sedutora na Vip deste mês. Ah tá, você não viu a revista? Ok, Zap’n’roll reproduz a foto da Dani aí embaixo, hihi. Ela merece! Beijão, cherrie!

 

Além de ser uma delícia cremosa, ela é a simpatia em pessoa. E você pode vê-la de quinta a sábado recebendo os indies kids, na entrada da Funhouse/SP 

* Buenas, é isso. Pra encerrar, corre lá no finatti@dynamite.com.br que continuam em sorteio:

* Dois kits com dvds e cds da gravadora ST2;

* E três exemplares do livro "Tragam os cavalos dançantes", que conta a história do projeto Grind, a domingueira rock que rola semanalamente no clube gls A Loca, em Sampa.

O nome de quem ganhou o quê nessa parada deve estar aqui no post de sexta-feira, certis?

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O blogão vai nessa. E deixa beijos masters nas queridas Renatinha Tranches de Goiânia (que indicou pro blog a banda Foreign Cinema, sobre a qual falamos melhor no próximo post), na Karin Melez (que está curtindo merecidas férias em Floripa), nas gatíssimas Catarina Cicarelli e Adriana Ribeiro (bora pegar um cinema amanhã, garotas?) e na mais do que amada Rudja Catrine, a garota que, enfim, acalmou os eternos demônios internos do autor deste blog. Até mais!

(finalizado por Finatti às 17:30hs.)

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