O sempre graaaaande Macaco Bong, uma das estrelas do festival PIB
* Yep. E a invasão da turma que só toca e não canta (e nem precisa), começa nesta quarta-feira, véspera de feriadón, em Sampalândia. Mas o blog fala melhor disso logo aí embaixo.
* E não, este post não vai falar dos funerais de Wacko Jacko.
* Pânico no Panic! At The Disco. O guitarrista Ryan Ross e o baixista Jon Walker acabam de anunciar que estão picando a mula da banda, uma das últimas e rápidas grandes sensações do "novo" rock americano. Formado há apenas cinco anos, o PATD lançou dois álbuns, sendo que o primeiro, "A Fever You Can’t Sweat Out", vendeu horrores (dentro dos padrões miseráveis de vendas destes tempos internéticos tenebrosos, para a indústria do disco). O segundo já não vendeu tanto, evidenciando o que qualquer mané que acompanha a cultura pop dos dias atuais sabe de cor: bandas como o Panic foram feitas para durar apenas um breve e fugaz hype, gravando um ou dois discos no máximo e desaparecendo em seguida.
* Há rumores de que o grupo poderá mesmo encerrar atividades, já que Ryan Ross era seu principal compositor. Como Zap’n’roll nunca morreu de amores pela banda, pro blog não vai fazer a menor diferença se ela acabar.
O Panic!, ao lado de um xoxotão. A banda periga ir pras picas
* Pânico entre os Jacko freaks e correria às bancas de revistas! A maior e melhor revista de cultura pop do Brasil neste momento, a graaaaande Rolling Stone, chega às bancas hoje com duas capas diferentes. Uma delas dedicada à... Michael Jackson, claaaaaro. A outra, à... dá uma olhada aí embaixo e saiba de uma vez, oxe.
* E antes que alguém diga algo: sim, Zap’n’roll segue colaborando com a RS, apesar de não assinar textos nesta edição (a primeira ausência do autor deste blog na revistona em muuuuuitos meses). O zapper rocker já está pautado para o número de agosto, ao contrário do que disse um asqueroso e conhecido verme do jornalismo musical paulistano, numa suja comunidade que o boçal modera no horripilante Orkut, e onde ele é covarde e baixo ao ponto de ofender a meiga e calma girlfriend do autor deste blog, sem sequer conhecer a garota. E o tipo sujão e gordão, mesmo tendo essa personalidade sórdida, ainda consegue escrever por aí, em grandes veículos da mídia impressa. Lamentável, pra dizer o mínimo.
O NIVER DA OUTS E O SHOW DE CJ RAMONE – Há seis anos incendiando a nação rocker alternativa que gravita nos findes do chamado "baixo Augusta" (na rua do mesmo nome, óbvio, no centrão rocker de Sampalândia), o clube Outs já se tornou um clássico e uma instituição do pedaço. Fundando em julho de 2003 (mesmo ano em que começou a ser publicada a Zap’n’roll em versão online), o bar rock’n’roll por excelência de São Paulo conseguiu formar um público fiel e viu nascer em seu palco a trajetória de nomes hoje consagrados no novo rock nacional, como Forgotten Boys, Rock Rocket, Cachorro Grande, Pitty e Vanguart, apenas pra ficar nos mais conhecidos. E em uma época que bares de rock surgem e desaparecem ao sabor dos modismos e da velocidade meteórica dos hypes, a Outs soube se equilibrar e manter uma programação sempre dinâmica, variada e animada, o que garantiu a permanência da casa em um circuito altamente volátil. Por tudo isso o "clubão" (hihi, lá cabem quase 700 pessoas) da rua Augusta merece sempre o total respeito deste blog e os maiores elogios pelos já ótimos serviços prestados à causa rocker de Sampa e do Brasil todo. Enfim, não é à toa que em todo este mês de julho o local estará em festa, com uma mega programação de shows que começa hoje, terça-feira, com a única apresentação do velho CJ Ramone em Sampa, dentro de sua nova turnê pelo Brasil. CJ, você está careca de saber, foi o derradeiro baixista dos Ramones e desde o fim do inesquecível e lendário grupo (que foi um dos fundadores do punk rock), segue em uma produtiva carreira solo ou ao lado do grupo Bad Chopper. Zap’n’roll vai estar lá, claaaaro, e depois conta aqui como foi a balada incendiária em plena terça-feira. Uma balada que ainda vai continuar por lá no próximo dia 18, sabadão, com showzaço do Moptop e do figuraça Fellipe Ricotta (mais conhecido como Mano Quiabo), além da fervida discotecagem mensal do sujeito que escreve estas linhas virtuais. E vai terminar apenas no dia 25 de julho, com a primeira aparição do Bonde do Rolê na Outs. É isso aê: parabéns a toda a equipe que toca o puteiro rocker na rua Augusta, 486. E que venham mais seis anos, séculos, milênios de rock’n’roll por lá!
Ela já tocou baixo nos Ramones (o que não é pouco). E toca no aniversário da Outs também
* Que venha "Humbug"! O terceiro disco dos Macaquinhos do Ártico (hã?) está com seu lançamento marcado para o dia 24 de agosto, e já é ávidamente caçado na net, onde ainda não vazou – por enqanto... Quem acompanha o blogon aqui desde sempre sabe que não somos exatamente fãs do Arctic Monkeys. Mas reconhecemos até hoje que o show deles foi fodástico, no Tim Festival de 2007 (parece que foi ontem). Anyway, a humanidade aguarda "Humbug" e assim que ele cair na rede, vamos dar uma "orelhada" nele e comentar aqui.
* Agora sim! Ao novo rock instrumental brazuca, que está fazendo barulhão na cena independente, e que chega esta semana a Sampa através do festival PIB, conforme você vai ler aí embaixo.
O NOVO ROCK BR ROCK SEM VOCAIS ENTRA EM CENA
Rock instrumental sempre existiu, aqui e lá fora, quase desde que a música existe, hehe. Mas a parada está tomando uma dimensão nunca antes vista em terras brasileiras, em termos de repercussão midiática e público. Claro, nenhuma banda instrumental ainda se tornou fenômeno de vendas e popoularidade como um NXZero ou uma Pitty. Mas nomes hoje beeeeem consagrados na mídia, como Macaco Bong, Hurtmold, Pata De Elefante, Trilobit, Gasolines, Elma ou Retrofoguetes, estão chamando a atenção de um público cada vez mais numeroso e dominando a programação dos festivais independentes que se espalham o ano todo por todo o Brasil. Cada qual com um estilo diferente, mas todos com um ótimo trabalho musical, isso é inquestionável.
A nova cena instrumental está tão bacana que motivou a realização da segunda edição do PIB – Produto Instrumental Bruto. O festival, que ganha o palco do clube Belfiori em Sampa a partir desta quarta-feira até sábado, vai reunir alguns dos principais nomes do novo rock instrumental brasileiro.
A programação do PIB você confere mais aí embaixo. Antes, Zap’n’roll reproduz a matéria publicada na última edição da revista Rolling Stone, escrita pelo sujeito aqui, e que dá um panorama geral e bem legal do que rola, hoje, no rock sem vocais feito no país.
"O novo rock instrumental brasileiro está fazendo barulho. Nos últimos meses, dezenas de bandas espalhadas por todo o país têm promovido uma intensa movimentação na cena musical independente nacional, seja lançando discos (de forma virtual, na internet ou ainda através da velha plataforma física do cd), seja fazendo shows e percorrendo festivais. A grande oferta gerou um aumento do interesse do público e da mídia para um gênero que sempre existiu, mas que sempre foi considerado ‘complexo’ ou ‘pouco viável’, comercialmente falando. Nomes como Macaco Bong, Pata de Elefante, Hurtmold, Trilobit e Elma, entre tantos outros, mostram que o rock feito sem letras e vocais já possui uma boa aceitação entre uma nova geração de ouvintes.
Formado por Bruno Kayapy (guitarra), Ney Hugo (baixo) e Ynayã (bateria), o trio cuiabano Macaco Bong se tornou não apenas fenômeno de público (para os padrões da música sem vocais) como já colheu frutos com sua estréia, Artista Igual Pedreiro, eleito o melhor disco nacional de 2008 pela Rolling Stone Brasil.
Mama Gumbo, também fazendo barulho no PIB
‘Esse interesse pelo novo rock instrumental brasileiro é consequência do modo como construímos nosso espaço na cena independente’, teoriza Ney Hugo. ‘A música instrumental era quase que restrita ao jazz e a nova cena nos permitiu essa liberdade estética, algo que não existia no mainstream musical, em que os diretores das grandes gravadoras praticamente impunham que as bandas gravassem com vocais, por questões comerciais’. Para o músico, o hábito de ir a festivais e conhecer bandas novas é outro dos fatores que colaboram com a popularização da música instrumental: ‘essas bandas novas vieram com uma pegada mais rock, cheia de riffs e a guitarra às vezes faz a voz. E isso ajuda a conquistar a garotada’.
‘Quem opta por fazer música instrumental é porque acredita que a música está mesmo em primeiro plano’, defende Gustavo Tellez, baterista e um dos fundadores do trio gaúcho Pata De Elefante, que existe há sete anos e já lançou dois discos – o mais recente, Um olho no fósforo, Outro na fagulha, também entrou na lista dos melhores de 2008 da Rolling Stone Brasil. ‘Se você acredita que o que você faz é pulsante e orgânico, o vocal não é necessário. Além disso as pessoas estão se dando conta de que a música instrumental não é algo chato’.
Outro detalhe notável da cena instrumental brasileira é a diversidade de estilos. Se o Macaco Bong é mais jazzístico e experimental, o Pata de Elefante compõe canções mais melódicas e que remetem ao blues. O quarteto paulistano Elma, por sua vez, investe no rock de contornos mais pesados, quase heavy metal. ‘Posso dizer que fazemos metal instrumental’, brinca o guitarrista Bernardo Pacheco, que também é técnico de som do paulistano Hurtmold, nome veterano da cena instrumental e que, desde o ano passado, se tornou a banda que acompanha Marcelo Camelo no trabalho solo dele. ‘É meio estranho falar sobre isso, mas não vejo essa movimentação como uma cena, pois as bandas são muito diferentes entre si’, opina Guilherme Granado, multiinstrumentista do Hurtmold. O mesmo pensamento é defendido por Marcelo Domingues, baixista do Trilobit, de Londrina: ‘o Macaco Bong é jazz experimental. Nós somos mais eletrônicos. É esse colorido, essa diferenciação de estilos dentro do gênero que torna a cena ainda mais interessante’.
A dimensão que o rock instrumental nacional está tomando pode ser medida também pela existência do PIB, ou Produto Instrumental Bruto, um festival voltado exclusivamente para divulgar bandas sem vocais, cuja segunda edição ocorre esta semana no CB Bar, em São Paulo. Organizado pela produtora Inti Queiroz, a edição 2009 recebeu mais de 120 inscrições de grupos interessados, sendo que apenas doze foram selecionados para se apresentar nas quatro noites de evento. O número recorde de inscrições é uma prova do momento favorável pelo qual o rock instrumental nacional passa. ‘As bandas estão se profissionalizando, lançando bons cds, e as gravadoras independentes estão investindo nelas. A qualidade dessas bandas está fazendo com que elas se destaquem mais do que os grupos com vocais, que ultimamente estão com letras péssimas e qualidade musical duvidosa’, acredita Inti, que ainda completa: ‘hoje eu citaria poucas boas bandas nacionais de ótima qualidade e com vocais: Moveis Coloniais de Acaju, Vanguart e Autoramas, por exemplo’".
FESTIVAL PIB EM SAMPA – QUEM TOCA QUANDO
DATA: 8 JULHO 2009, quarta-feira - TEMA "AR" Aéreos
Bandas Concorrentes:
AEROTRIO / Campina Grande, PB
TIGRE DENTE DE SABRE / Bragança Paulista, SP
MALDITAS OVELHAS! / São Carlos, SP
Banda Madrinha:
LABIRINTO / vencedor em 2007
DATA: 9 JULHO 2009, quinta-feira - TEMA "AGUA" AquáticosBandas Concorrentes:
RETROFOGUETES / Salvador, BA
REVERBA TRIO / Porto Alegre, RS
THE VIOLENTURES / Campinas, SP
Banda Madrinha:
GASOLINES / vencedor em 2007
DATA: 10 JULHO 2009, sexta-feira - TEMA "TERRA" Terrestres
Bandas Concorrentes:
ELMA / São Paulo, SP
FANTASMAGORE / Rio de Janeiro, RJ
MACACO BONG / Cuiabá, MT.
Banda Madrinha:
MAMA GUMBO / vencedor em 2007
DATA: 11 JULHO 2009, sábado - TEMA "FOGO" IgneosBandas Concorrentes:
CHIMPANZÉ CLUBE TRIO / São Paulo, SP
GROOVERDOSE / São Paulo, SP
SAUNOFLEX / São Paulo, SP
Banda Madrinha:
INTRAVENAL GROOVE S.A. / Selecionada em 2009.
Todos os shows rolam no clube Belfiori (rua Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda, zona oeste paulistana), a partir das nove da noite. O ingresso para cada noite, baratinho, custa 15 pilas. Há ingresso promocional para as quatro noites por 30 pilas.
E tudo sobre a segunda edição do PIB você pode encontrar aqui: www.festivalpib.com.br
No domingo, dia 12 de julho, encerrando a programação do festival, haverá um debate na Casa das Caldeiras (avenida Francisco Matarazzo, 2000, Água Branca, zona oeste de Sampa), a partir das quatro da tarde, quando será analisada a nova produção musical independente nacional. Aberto ao público, o debate contará com, entre outros, o jornalista Alex Antunes e o autor deste blog. Chegue lá e debata conosco, hehe.
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CINEMA, MÚSICA E SOMBRAS
"Finas! Como você está? Olha, estou te mandando daqui em breve pelo correio um Ep de uma banda que eu acho que você vai gostar. É o Foreign Cinema, lá dos Estados Unidos, mas uma amiga minha aqui de Goiânia toca nela bla bla blá...".
Quem mandou esse simpático recado acima, através de e-mail, semanas atrás, foi a linda e fofa Renatinha Tranches, amiga das mais queridas destas linhas rockers online. Renata, jornalista de mão cheia e apaixonada por rock alternativo e cultura pop, edita o caderno de exterior de um dos principais diários da capital de Goiás. Antes, morou um tempo nos EUA, de onde inclusive mandou alguns textos pra este blog.
Pois então... Foreign Cinema... o tal Ep chegou na redação da Dynamite há uns quinze dias e desde então, acalenta as frias (nem tanto, afinal de contas) madrugadas invernais do zapper notívago e solitário. É um duo, na verdade, formado em 2008 pelo guitarrista e vocalista Dave Han, e pela baixista e vocalista Natty D, a amiga da Renatinha e que mora lá na terra do Tio Sam. No release também enviado por Renata, o FC é descrito como um grupo imfluenciado pelo shoegazer noventista inglês, além de ecos de trip hop e dub. Mais ou menos...
O trabalho da banda é bacana, mas as quatro faixas do Ep remetem muuuuito mais ao pós-punk britânico sombrio e dark dos 80’, do que a trip hop/dub. Há toda uma ambiência melancolica e gélida perpassando os vocais de Dave e Natty, como se ouvesse indiferença ou uma "não vida" neles. Uma "não vida" que contempla com olhar frio e agônico as agruras que permeiam a alma e o coração. As melodias são construídas com forte presença de de guitarras envoltas em brumas de escuridão, e percussão eletrônica suave. Suave e sombria, vale sempre ressaltar.
Das quatro músicas do disquinho, três são de autoria da dupla ("Arbitrary Map Mode", "At The Bottom Of The Deep Blue Sea" e "Lovers And Killers"), e eles também fizeram um cover para "Ice Machine", do Depeche Mode. E apesar de americano, o FC soa muito inglês, o que é ótimo. As músicas são bacanas. Tristes e introspectivas na medida para servir de trilha para um mundo que, sim, se torna cada vez mais caótico e frio (emocionalmente falando) à medida que a tecnologia avança cada vez mais, provocando também cada vez mais o isolamento das pessoas. É triste, but it’s real.
O Foreign Cinema faria muito sucesso em Londres, por volta de 1982. E aqui também, entre os darks que perambulavam pelo porão negro do Madame Satã. Não traz nada de novo, no final das contas, mas faz pop retrô saudosista com competência, bom gosto e amargura existencial, o que já o credencia a ser ouvido em um ambiente – a música pop e o rock alternativo atual – tão eivado de bandas ruins, descartáveis e que exalam uma alegria boba e sem sentindo em suas músicas. Não à toa, o FC já alcança alguma projeção em sua base, em São Francisco, e seu primeiro Ep acabou sendo lançado pelo selo indie inglês ParallaxSounds.
Se você quiser conhecer o som da dupla e saber mais sobre ela, vai lá: www.myspace.com/aforeigncinema, www.twitter.com/foreigncinema ou www.parallaxsounds.com
E valeu pela dica, Renata! Beijão do blog pra ti! Apareça logo em Sampa.
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Por enquanto é isso. Mais no blogon que nunca pára no postão do finde (no meio do feriadón, hehe), falando do disco novo da linda Regina Spektor, além de outras cositas mas.
Até lá então.
(finalizado por Finatti em 7/7/2009, às 5hs.)

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