Dynamite

Entries for month: July 2009

Post proibidão para menores!!!

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A deusa Fernanda Lima, nua, na capa da primeira edição da Onze 

* Beleusma? Vamos nelson então!

* Sério! Se você é "dimenor" e tem menos de 18 anos de idade, é recomendável que você não leia este post. Motivo: sexo (ops!), drogas (uia!) e rock’n’roll em excesso serão relatados a partir de agora nestas linhas rockers online. Quem avisa amigo é...

* Sexo I: que beleza a tesudaça Fernanda Lima, nua, na capa da novíssima revista 11, como você pode ver aí no alto do blog, na imagem que abre este post. A 11, feita pelo pessoal que inicialmente estava cuidando da edição brasileira da revista Vice, começa a circular (de grátis) na próxima semana e mais sobre ela você fica sabendo aí embaixo, na entrevista que Zap’n’roll fez com o editor Ademir Correa.

* Sexo II: já o xoxotaço loiro Josy, que participou do último Big Brother Brasil, e após turbinar os peitões como silicone e posar nua pra Playboy, agora ataca de... cantora, uia! Está em estúdio gravando um single, sob a produção de Rick Bonadio. Sério...

 

Mais um bocetão e ex-BBB vai tentar a sorte como, hã, cantora                                                                                      

* Drogas I: o zapper blogger maloker viveu uma autêntica aventura "gonzo" na madrugada do último sábado pra domingo pelas ruas de Sampalândia. Uma espécie de roteiro escrito por Hunter Thompson e drigido por Tarantino, como você também lê mais aí embaixo, no decorrer do post.

* DROGAS II: AMY PIPAVA NOS SHOWS! – Deu ontem na página de notícias do site da New Musical Express. A nossa amada diva cantante e loucaça Amy Winehouse, vejam só, conseguia pipar crack em seus shows! Quem soltou o verbo contando a história, claaaaaro, foi seu ex-macho, o Black Fielder-Civil, em entrevista à NME. Segundo ele, la Winehouse estava tão viciada em crack e cocaine quando ambos estavam casados que a moçoila, em seus shows, no intervalo das músicas, corria pro camarim pra dar uma "cachimbada" básica. Wow! Essa mulher é uma heróina, na cara larga! Zap’n’roll, que fumou essa porra em sua existência junky (sendo que crack é uma única droga que o autor deste blog tem paúra), não consegue imaginar como Amy conseguia voltar pro palco e cantar diante de uma multidão estando "pipada", já que a "nóia" em que a pessoa fica após dar uma tragada na "pedra" é algo verdadeiramente pavoroso, e faz com que o usuário da bagaça não queira ver ninguém por perto. Das duas uma: ou o crack que é vendido na Inglaterra é uma droga mesmo (em termos de "qualidade"), ou Amy é uma super-junky, hihi.

* E só pra recordar aí embaixo, um dos muitos vídeos que circulam no YouTube, mostrando Amy dando uma pipadinha básica, uia:

* Rock’n’roll!!! O mondo pop volta a se agitar, vai vendo: a ainda graciosa Shirley Manson, que enlouqueceu homens e mulheres nos anos 90’, quando cantava à frente do Garbage, é a nova estrela rocker do Guitar Heroe.///O velho Echo & The Bunnymen não desiste: lança novo disco de estúdio em outubro, que vai se chamar "Foutain".///Já o cantor Manu Chao vai seguir o (ótimo) exemplo do Radiohead: o novo álbum dele, "La Colifata" estará logo mais totalmente disponível pra download, sendo que os fãs é que irão decidir quanto irão pagar pra baixar o dito cujo.///E o Horrors, um dos nomes mais badalados do novo rock inglês, está aí com o novo disco, "Primary Colours", que recebeu rasgados elogios na Ilustrada de hoje, do jornal FolhaSP. O cd, que não deverá ganhar edição nacional, pode ser "alcançado" em www.thehorrors.co.uk .///Sem Depeche Mode, mas com sir Paul McCartney! Yep, o ex-beatle e gênio de toda a história do rock’n’roll confirma nova visita ao Brasil (onde já tocou por duas vezes), para abril de 2010. Irão rolar shows em Sampa, Rio e em Brasília, onde o cantor e baixista irá tocar de graça em um mega concerto comemorando o aniversário da capital do país. Você, jovem leitor destas linhas rockers online, pode achar que o velho Macca já está ultrapassado e tal, mas o homem é gênio, ponto. E abalou este ano em sua apresentação no festival americano Coachella, onde teve que retornar ao palco para cinco bis (isso mesmo, cinco!). Adicione-se a isso o fato de que esta deverá ser sua última turnê mundial de grandes proporções (afinal, ele já está com 65 anos de idade), e chega-se fácil à conclusão de que não dá pra perder seus shows por aqui. Se você não for assistir o tiozão desta vez, um abraço e já elvis!

 

O velho Echo (acima) insiste em gravar discos. Enquanto isso o Horrors (abaixo) arrasa com o seu novo álbum                                            

 

 

 

O graaaaaande Macca: shows no Brasil em abril de 2010, provavelmente os últimos de sua longa e gloriosa carreira rocker 

* Mais sex, drugs and rock’n’roll? Pois não: vamos falar da Onze (e também da Vice, da Set etc.)

A MÍDIA POP BRAZUCA SE AGITA COM A ONZE

A história da Vice todo mundo já tá sabendo. A descolada e moderna revista de cultura pop americana, publicada também em vários outros países, chegou há pouco ao Brasil e já quase dançou em seu nascedouro por aqui. O número zero foi lançado e antes que a edição 1 começasse a ser distribuída, a editora Fina Flor, que estava cuidando da produção e circulação da revista por aqui, "tretou" com os publihsers da mesma e caiu fora da parada. E após um impasse que durou pouco tempo na verdade, a Vice Brasil foi incorporada por outra editora e já está aí, circulando com seu número 1(mais sobre isso mais aí embaixo no post).

Bão, e daí? Daê que a Fina Flor manteve a mesma equipe editorial para lançar agora a igualmente descolada e moderna Onze. Uma revista também de cultura pop bacana e que, tal como a Vice, também será distribuída gratuitamente em lugares badalados de Sampa, Rio e outras capitais brasileiras. Mas pra falar melhor sobre a nova publicação Zap’n’roll foi bater um papo rápido, via msn, com o editor-chefe da 11, Ademir Correa, que também já trampou (com louvor) na Rolling Stone Brasil. Enquanto o primeiro número da Onze não começa a circular (com a deusa Fernanda Lima nua na capa), você lê a entrevista com o querido Ademir e fica sabendo como será mais esta bem-vinda publicação dedicada à cultura pop.

Zap’n’roll – A Vice não deu certo na editora e agora vocês estão lançando a Onze. Qaual a diferença entre uma e outra?

Ademir Correa – A Onze é uma revista pop que discute o mercado brasileiro. Ela é feita por onze pessoas que estão no 11º andar. Todos reuniram suas experiências para lançar uma revista gratuita, distribuída em SP, RJ, Re e Poa. Ela fala de: moda, música, cinema, tv, arte, consumo, criação, ficção, guerra, política ambiental e crítica e os convidados de capa, como nesse caso, a Fernanda Lima, participam ativamente de cada edição. E as capas serão sempre assim, alguém que carrega uma mensagem pessoal. Quanto à Vice, fizemos a implantação do projeto no Brasil. Agora ela trilha seu próprio caminho.

Zap – Ok. Quais foram os critérios que levaram a revista a por a Fernanda Lima em sua primeira capa? Foram cogitadas outras personalidades para estampar a capa da primeira edição?

Ademir – Estávamos procurando uma pessoa pública, uma celebridade, que tivesse os mesmos valores da revista. Com crediblidade para discutir assuntos sérios. Fernanda, por exemplo, fez uma entrevista especial para nosso caderno de política ambiental falando de suas atitudes individuais ecologicamente sustentáveis. Ela sempre esteve ligada a esse selo "verde" e tem mudanças efetivas em seu cotidiano que servem de exemplo de uma nova atitude em relação ao mundo como o conhecemos.

Zap – Certo. E ela também será distribuída gratuitamente como a Vice, como você citou. Ou seja, ela precisará de um ótimo suporte publicitário para circular de graça. Vocês estão bem estruturados nesse aspecto? O mercado publicitário está sendo bem receptivo com o projeto?

Ademir – O mercado publicitário, que está em fase de planejamento de segundo semestre, está apostando nesse projeto, sim. A primeira edição tem alguns parceiros fixos. Ela será distribuída gratuitamente, terá seu pdf disponibilizado em nosso site e também terá uma versão em áudio. E temos alguns vídeos virais que explicam mais do projeto. A Onze segue essa tendência de publicações internacionais, distribuídas gratuitamente em grande tiragem.

Zap – Qual a tiragem inicial dela, onde será distribuida e qual a sua periodicidade?

Ademir – Será distribuída em faculdades, institutos de arte, museus, bares, clubs, museus e livrarias. Isso em SP, RJ, Poa e Re. A tiragem será de 22 mil exemplares.

MAIS SOBRE A ONZE

Pra você entender melhor a nova publicação, abaixo um resumo dela, através do pres-release distribuído pela editora FinaFlor:

* "A Revista Onze é composta de 11 cadernos - política ambiental, moda, música, cinema, consumo, crítica, tv, guerra, arte, criação e ficção -, tem projeto editorial diferenciado para conteúdo jornalístico, publieditoriais e anúncios, distribuição gratuita (22 mil exemplares impressos e acesso ilimitado no site com download completo da edição - incluindo os anúncios). A publicação é da editora Finaflor, que estuda há alguns meses a viabilidade editorial e comercial de uma revista pop com grande tiragem. Nosso consultor, o Ricardo Cavallini, fera de marketing (que você deve conhecer), permeou esse estudo de case em busca de um produto pop, viável e acessível. Assim, nasceu a Onze.

Para essa primeira, fechamos algumas parcerias comerciais e, no meio do caminho, encontramos também parceiros pop que acreditaram no projeto. Por isso, a edição vem com capa de Fernanda Lima (que colabora com uma entrevista especial sobre sustentabilidade e vida ecologicamente responsável) e matéria principal com Ney Matogrosso (em fotos e entrevista inéditas).

Já em política ambiental, trazemos uma análise sobre o impacto das sacolas plásticas na sociedade, uma pensata sobre nosso grande índice de reciclagem de alumínio e um editorial do artista plástico Caio Reisewitz com florestas brasileiras preservadas. Além disso, temos um perfil de Anne Hathaway (a Rainha Branca do novo filme de Tim Burton) e também revisitamos o clássico A Malvada. Ainda no bloco cinema, fizemos uma reportagem investigativa sobre o fenômeno dos downloads ilegais e os grupos virtuais de legenda e tivemos uma conversa com Matheus Souza, cineasta carioca autor de /Apenas o Fim /(longa com Erika Mader).

Na ficção, chamamos uma convidada especial, a escritora Andréa Del Fuego (autora do livro A Sociedade da Caveira de Cristal), revisitando os jogos de futebol em crônica exclusiva. No consumo, a diretora de arte convidada Luciane Pisani criou um mundo para nossos produtos.

Em nosso caderno de arte, contamos com dois ensaios especiais, de artistas plásticos que conversam entre si: Nazareno Rodrigues (brasileiro) e Yeondoo Jung (coreano) e, na criação (em que explicitamos processos criativos em geral) temos rascunhos de ilustrações de Titi Freak nunca antes vistos e também acompanhamos a montagem da exposição da fotógrafa Rochelli Costi. No caderno de moda, o fotógrafo Rafael Assef e o stylist Marcio Banfi fizeram o editorial "acordo, sonho, durmo" que fecha a edição.

A grande preocupação da editoria Finaflor, responsável pelo lançamento de livros-objeto de escritores/artistas como Xico Sá e Pinky Wainer, detentora do conteúdo das revistas Simples e Vice era trazer essa acessibilidade da cultura, e da discussão da mesma, para um público ávido por informação e conectado em multimeios. Um público que consome, mas tem poder de decisão".

E MAIS MOVIMENTAÇÃO NA MÍDIA POP

* Anyway, como já foi dito acima, a Vice enfim parece que vai continuar também no Brasil. O número um já está circulando e entre as matérias bacanas que estão nela, há uma entrevista com o cineasta Júlio Bressane, um dos gênios malditos do cinema marginal brasileiro. Outra matéria bizarra ali é a que mostra como funciona a maior fábrica de... consolos do mundo (uia!), que fica na Alemanha. O título da matéria: "Fantástica fábrica de consolos", hihi.

* Mais novidades na mídia pop, na área do cinemão. A histórica revista Set, que circulou por quase duas décadas e estava mal das pernas, parou de ser publicada há algum tempo pela editora paulistana Peixes. Agora, a publicação deverá começar a circular novamente, mas com sede no Rio e tocada pelo jornalista Mário Marques. Enquanto isso, aqui em Sampa, o jornalista André Forastieri prepara o lançamento da Movie, que também irá falar de... cinema, óbvio.

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MORE DRUGS ON POST – A MADRUGADA "GONZA" DO ÚLTIMO FINDE

Da série "coisas que só acontecem com o loki que está digitando estas linhas bloggers", hihi. Vai vendo: noite de sabadón boa pra dar um rolê diferente. Na sexta o zapper nem saiu de casa, pois a chuva e o friozaço que se abatiam sobre Sampalândia eram um convite pra ficar na cama, embaixo de um acolhedor edredon.

Mas no sabadão, o blog resolveu ganhar as ruas. Estava decidido a ir até o bairro do Belém, comecinho da zona leste paulistana, pra conhecer o bar Aeroflith, de onde já tinha ouvido boas referências. E com o velho amigo e super dj Adriano Pacianotto comandando as noites de sábado e fazendo o convite pra que Zap’n’roll fosse lá conhecer o local, lá se foi o sujeito aqui pra ver a parada, bastante voltada para gothic rock e anos 80’ – nada mal, afinal de contas. Mas quando o loki resolveu sair de sua house na Vila Mariana, é que as coisas começaram a acontecer, em um roteiro digno da dupla Hunter Thompson/Quentin Tarantino, conforme você verá/lerá agora:

* 23:30hs.: o zapper doidón sai da sua house (próxima à Praça da Árvore). Faz uma parada na padoca 24 horas do bairro, onde come um pedaço de torta de frios, que ele adora. Depois pega o metrô e resolve ir pro Alto do Ipiranga. Motivo e objetivo: dar uma "voltinha" em Heliópolis (hihi), e aproveitar pra se abastecer de "aditivos nasais", já que o sujeito não bricava com a coisa já há algum tempo.

* 0:20hs.: Zap’n’roll já chegou na "Helipa", pegou o que estava a fim e ruma de volta pro terminal Sacomã de ônibus. De onde ele está dá pra ir a pé até o terminal, mas como começa chover, ele tenta esperar um micro-ônibus que passa na Estrada das Lágrimas, vindo de São Caetano do Sul e em direção ao terminal.

* 1:00h.: depois de esperar quarenta minutos (!!!) no ponto, o zapper resolve enfrentar os cerca de 15 minutos de caminhada que os separam do terminal a pé mesmo. Pra "animar", resolve dar uma parada rápida e estratégica e mete um "risco" no seu nariz. O negócio funciona que é uma beleza e quando está chegando ao terminal, o autor deste blog já está, hã, "bicudo". Nisso, ele vai passar pela parte mais perigosa do trajeto, um túnel curto porém mega sinistro que separa a Estrada das Lágrimas da avenida do Estado e do terminal de ônibus. É quando vem em sua direção, correndo, uma morena de cabelos compridos, blusa de lã justa e peitaços enormes balançando em fúria. Ela: "me empresta teu celular, preciso pedir ajuda pro resgate! Acabei de bater meu carro ali na frente, a roda entortou e estou sem celular". Zap’n’roll, bicudo e algo em pânico, desconfia da história e sugere que ela vá com ele até o terminal pedir ajuda lá. Ela recusa e continua correndo, em busca de alguém que a auxilie. O jornalista gonzo, maluquete e bicudo resolve fazer o mesmo, mas em direção ao terminal. Atravessa o túnel em passo acelerado e quando chega do outro lado, verifica que, de fato, há um Audi prateado "porrado" na guia. Em volta dele, quatro ou cinco sujeitos com cara de "nóia" (na certa, pipadores de crack), que ao ver o sujeito aqui, indagam: "o carro é seu?". Zap’n’roll, lacônico: "não". E prefere sair andando mais rápido ainda, já realmente em pânico. Ao chegar finalmente ao terminal, se sente em segurança. Liga do celular pra sua amada Rudja, pra contar o que houve.

* 2:20hs.: apenas neste horário, o blogger vampiro consegue pegar busão no terminal, em direção ao terminal Parque D. Pedro, no centrão sinistro de Sampalândia. Chega rápido lá e consegue pegar outro buso até o metrô Belèm, que fica próximo ao Aeroflith.

* 3:00hs.: no metrô Belém, o zapper dá mais uma "narigada" e entra em contato via celular com o dj Pacianotto e sua bela girlfriend, a Denise. "Pelamor! Venham me buscar aqui, que estou ‘bicudo’ e sozinho e não sei chegar aí!". Denise pede paciência e diz que a dupla já está indo me pegar. Pra amenizar a espera, mais papos via celular com a amada Rudja.

* 3:30hs.: finalmente Pacianotto e Denise chegam e resgatam o autor maluco deste blog idem. Todos se dirigem pro bar, que fica bem próximo à estação do metrô. O ambiente é legal, o som também, há góticas tesudíssimas por lá, uma gigantesca (de mais ou menos 1,80m) e peitos enormes entabula um papo com o sujeito aqui mas ele, lesado de padê, tomando whisky e se lembrando que tem uma namorada que ama, prefere ficar sentado numa mesa conversando com Pacianotto e com o graaaaande Wlad Cruz, o homem do site Zona Punk.

* 5:30hs.: Wlad e amigos batem em retirada e dão uma carona pro blogger lesadão até o metrô Santa Cecília, onde ele finalmente embarca de volta à sua acolhedora kit da Vila Mariana. Tudo bem que o rapaz ficou "fritando" até quase meio-dia pra conseguir dormir. Mas... foi uma noite divertida e bizarra, no final das contas, hihi. Outra igual a essa só daqui a uns seis meses, já que o "tiozão" zapper não tem mais saúde pra enfrentar uma madrugada igual a essa a todo instante, uia!

E CHEGA!!!

Por enquanto é isso. O blogão agora tem que sair correndo pra resolver umas paradas e depois ir na Clash Clube, onde vai ter show do sr. Lobão. E amanhã, na chopperia do Sesc Pompéia, rola outro show bacana quando mr. Thunderbird e seu já clássico Devotos de Nsa. Aparecida lançam seu novo disco.

Enquanto isso, corre aí no finatti@dynamite.com.br, que continuam em sorteio por lá os kits da ST2 (com cds e dvds), os livros que contam a história do Projeto Grind (a domingueira rock já clássica de Sampa), mais discos novos do Reversa e do Cachorro Grande.

Certis? Então na sextona tem mais e estaremos em boa cia. aqui, provavelmente com o Ludov, Motores, Wry...

Até lá!

(finalizado por Finatti às 17:45hs.)

Mais uma exclusivaça zapper: Morrissey ao vivo em Londres!!! (versão final em 27/07/2009)

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"Tia" Morrissey, o inglês vivo mais importante que existe, abalou ao vivo em Londres anteontem (foto: Marcelo Yorke)

Que frio, brrrrr...

A sextona não está mole em Sampalândia. Chuva e frio de 13 graus (que o autor deste blog adooooora) na capital mais cinza e poluída do país. O país cujas autoridades da área de saúde não sabem como barrar o avanço da gripe suína. O país cujo presidente do Senado (e ele próprio ex-presidente do país) envergonha seus colegas deitando e rolando, contratanto parentes e apaniguados em atos secretos etc, etc, etc. Em qualquer outro lugar sério do mundo (como na Inglaterra ou Japão, por exemplo), esse picareta chamado José Sarney já tinha dançado sem dó. Mas aqui é o Brasil, o velho Brasil, onde a gripe suína avança, onde Zé Sarnento mesmo pilhado em flagrante cometendo atos pouco – ou nada – éticos, continua agarrado ao Poder, e onde mega shows como o do Depeche Mode são cancelados sob justificativas muuuuuito nebulosas. Sorte que você, dileto leitor destas linhas rockers online, tem a Zap’n’roll pra te fazer cia. nesta sextona mega fria. E sorte também que o blogão sempre campeão tem um correspondente nota dez em Londres (a cidade onde tudo de fato acontece), o querido Marcelo Yorke, que enviou mais uma super cobertura de um grande momento do rock’n’roll que ele testemunhou por lá: o show que o amado Morrissey fez anteontem na capital inglesa, como parte da tour de divulgação do seu novo disco (será que Mozz vem pra cá novamente, um dia desses?). Marcelo é um moleque que não é jornalista, não é descolado, não faz parte de panela nenhuma dos "gênios" do jornalismo cultural falido paulistano (leia-se Bravo!, comunidade idiota da Bizz no Orkut, podcasts qualquer nota, blogs e sites com excesso de pretensão e zero de audiência etc.), mas está lá, vendo e ouvindo tudo de perto e mandando seu relato pra cá, repleto de emoção e descontração – a parte em que ele conta como conseguiu apertar a mão de Morrissey é, sem nenhum favor, uma aula de jornalismo expontâneo pras bundas gordas que se acham e que entopem sem merecer as redações da grande mídia paulistana. Enfim é isso. Esqueçamos por um momento a gripe suína, o zé ruela sarnento e outras mazelas que continuam infernizando a vida do pobre Brasil, e vamos a mais um post do blogão que sempre traz alegria pros seus leitores.

* E o mondo pop/indie/rock continua em banho-maria. Tirando o cancelamento dos shows brasileiros do Depeche Mode (assunto sobre o qual damos nosso modesto pitaco logo aí embaixo), nada muito digno de nota acontecendo. Bão, a Ilustrada, da FolhaSP, soltou boa entrevista anteontem, quarta-feira, com o batera dos Arctic Monkeys, que fala do lançamento do aguardadíssimo "Humbug", o terceiro disco do grupo, marcado para o próximo dia 24 de agosto. O álbum, todo mundo já sabe, foi gravado nos EUA e produzido pelo gênio Josh Homme, do Queens Of The Stone Age. E na entrevista da Ilustra, o baterista dos Macaquinhos entrega que, de fato, o álbum está mais "pesado" e "sombrio" em alguns momentos. Claro, deve ser a tal "maturidade" chegando também aos Monkeys (yep, ela chega pra todo mundo, mais cedo ou mais tarde), com uma mão do Josh Homme na parada. Enfim, o zapper aqui, que nunca foi muito fã da banda (mas que começou a mudar de idéia sobre eles após chapar o côco no show fodástico que o grupo deu no Tim Festival de 2007), torce sim para que "Humbug" seja um puta disco – ele ainda não caiu na rede, ao que parece, embora a caça ao dito cujo na web já esteja feroz. Anyway, logo logo ouviremos o cd e, claaaaaro, iremos falar dele aqui.

 

Os Macaquinhos do Ártico: a expectativa em torno de "Humbug", o novo disco, é enorme 

* Si, si, pelos lados do indie rock brazuca tem álbuns novos do gaúcho Identidade na praça, e também do paulistano Reversa (de quem o blog fala melhor na semana que vem), do bacana Orgânica (que faz o show de lançamento do seu disco hoje, sexta, lá no Inferno Club, na rua Augusta, 501, centrão rocker de Sampa) e o novo do Ludov, que saiu meio na maciota e já está nas mãos do autor destas linhas online pra ser devidamente "dichavado", hihi. No decorrer dos próximos posts, iremos falando deles todos por aqui, certis?

* BRASIL SEM DEPECHE, UM CANCELAMENTO "NEBULOSO" – A noticia caiu como uma bomba nas redações de sites e blogs musicais no final da tarde da última quarta-feira: o gigante e lendário grupo tecnopop inglês Depeche Mode, há quase trinta anos na ativa e com milhões de fãs espalhados pelo mundo (Brasil incluso), soltava nota oficial em seu site cancelando os dois shows que faria aqui em outubro – dia 22 no Rio de Janeiro, e dia 24 em São Paulo. A justificativa "oficial" para o cancelamento das duas apresentações era que a banda precisava remanejar datas, para cumprir a parte européia da turnê mundial "Tour Of The Universe", que divulga o mais recente disco de estúdio do grupo, já que o DM andou cancelando também vários concertos na Europa, entre maio e junho passado, devido a problemas de saúde enfrentados pelo vocalista Dave Gahan (que chegou a ser operado de um tumor no intestino). Foi, claro, um balde de água gelada nos fãs brasileiros do conjunto, que esperavam pela volta dele aqui há uma década e meia. Enfim, o que chama a atenção neste cancelamento um tanto "nebuloso" é que todas as outras datas da parte latina da tour mundial da banda foram mantidas (eles irão tocar na Costa Rica, Colômbia, Peru, Chile e Argentina). E aí começam as especulações: o Brasil ficou realmente de fora da tour por problemas na agenda do grupo? Ou houve alguma "treta" entre os empresários do Depeche e os promoters locais dos shows? Afinal, aqui os ingressos sequer haviam começado a ser vendidos, quando o habitual em shows deste porte é que os tickets comecem a ser disponibilizados para o público com até quatro meses de antecedência (quando esse prazo não é ainda maior) antes das apresentações. Enfim, essa parada do cancelamento da vinda do Depeche ao Brasil está beeeeem mal explicada. E só quem acredita em Papai Noel é que vai engolir essa versão oficial de "remanejamento de datas".

* Bien, bien. Sem Depeche Mode aqui (bom, pelo menos temos Little Joy e Beirut logo mais. E quase certamente o Faith No More no Planeta Terra, em novembro em Sampa. Então a coisa não está tão ruim assim, afinal), mas com o amado e gênial e lendário Morrissey enlouquecendo os ingleses, na turnê do álbum "Years Of Refusal". Confere aí embaixo o show que ele deu anteontem, quarta-feira, na capital inglesa, em mais uma cacetada exclusivaça do blogão campeão quando o assunto é cultura pop, hihi.

"EU SOU A MULHER NO MICROFONE!" – MORRISSEY AO VIVO, ANTEONTEM, EM LONDRES!!!

Por Marcelo Yorke

 

Morrissey, aos 50, ainda em grande forma, como nos tempos dos inesquecíveis Smiths 

Quarta-feira de sol, céu azulzinho (o verão londrino realmente muda a vida da cidade, entupida de eventos e turistas) e o ansioso trintão se sentindo como uma criança prestes a abrir seu presente natalino. Dormi pouco, acabei com minhas unhas e ao meio-dia estava com os pés na rua, para atravessar todo o centro de Londres, rumo a Brixton, bairro da zona sul, pertinho de Vauxhall (nome de um cd do Morrissey), o lugar que mais gostei de morar em Londres e pra onde pretendo voltar em algumas semanas. É no lendário Brixton Academy que o "o maior britânico vivo" (segundo pesquisa feita há alguns anos aqui na Inglaterra) fará seu último show da turnê londrina (nota do resenhista: alguns shows deles foram remarcados, devido a problemas com sua voz/garganta, portanto, outros concertos ocorrerão em Londres até dezembro, mas, na agenda oficial, o do dia 22 é considerado o último).

O show estava marcado para às 9 da noite. Sim, ao meio-dia eu ja estava a caminho. O porquê disso é que eu não queria perder, jamais, a oportunidade de ficar frente a frente com o maior ídolo vivo da minha vida, pela primeira vez. Era muito importante pra mim estar "colado" no palco, não só para vê-lo de perto, mas para senti-lo, poder ver suas expressões ao cantar cada música... E, de fato, consegui. Cheguei e havia umas 20 pessoas na fila, esmagadora maioria formada por meninas... lésbicas.

Após quase 6 horas sentado, algumas amizades feitas, encontro com o guitarrista Boz Boorer para umas fotos, na parte de trás do local, admirando centenas de meninos e meninas desfilando com seus penteados à la Morrissey, camisetas com estampas do cantor e dos Smiths (uma mais bacana que a outra), finalmente os portões se abriram, por volta das 7 da noite.

Como em todos os shows que fui ate agora, NÃO há revista alguma na porta (apenas em bolsas ou mochilas, mas NINGUÉM encosta em você), pode fotografar à vontade, entrada organizada, sem tumulto e tudo começa pontualmente no horário marcado. Os preços de comes e bebes vendidos nesses locais são EXATAMENTE o mesmo de qualquer pub comum. Em nada me lembra dos shows e festivais que eu ia em São Paulo...

O lugar é muito bacana por dentro, lembrando o Via Funchal, tanto em tamanho como na disposição da pista, mas há detalhes em volta do palco que fazem o diferencial. Ele (o palco) parece estar dentro de um casarão antigo, algo como um castelinho... realmente, muito bonito. Eu fiquei de frente para o microfone, distante uns 2 ou 3 metros dele. Minha noite já estava ganha.

Após uma pequena banda local terminar o show de abertura, a ansiedade tomava conta não só de mim, mas de todos os presentes, que ja entoavam o canto de "...Morrisseeeey, Mo-oo-oorrisseeeey...", já tradiconal em todos os shows do cantor.

Surge um telão com clipes e performances ao vivo de bandas e artistas que o influenciaram, como Lou Reed, Ramones, Elvis, New York Dolls, Jobriath, James Dean, etc etc etc.

Para surpresa geral, Chrissie Hynde, vocalista do Pretenders, entra no palco para apresentar o show, com uma camiseta escrita "Animal Liberation". Eis que pontualmente às 9, ele surge, com os outros 5 integrantes (4 oficiais e um tecladista de apoio). Sem dizer palavra alguma, a platéia é incendiada com uma versão mais punk de "This Charming Man", em que o escriba aqui não resistiu e ja começou a se desmanchar em lágrimas. Na sequência vieram "Billy Budd", do comecinho da carreira solo, e "Black Cloud", do novo disco. Enfim, as primeiras palavras. Ele saúda a platéia e começa a disparar contra imprensa, políticos, o mundo, enfim... é o Morrissey, sem novidades!

A quarta música ficou por conta de um dos grandes cláaaaaaaaaaassicos dos Smiths, "How Soon is Now?", sinistra e pesada, extremamente fiel à versão original (música que me embalou em muitas noites de sabado no Madame Satã e de domingo no Grind... bons tempos!). Novamente, lágrimas e mais lágrimas, de pura felicidade.

Sempre que Morrissey se aproximava do público, todos esticavam os braços, tentando tocá-lo, e ele retribuía, agachando, ficando na beiradinha do palco e, com a ponta dos dedos, tocava nas mãos das pessoas, que comemoravam como se tivessem ganhado na loteria.

Novas críticas à imprensa inglesa, que sempre teve uma relação tensa com Mozz. Ele pergunta para a platéia: "Este é meu último show em Londres. Vocês sabem quantas revistas britânicas de música estao aqui para resenhar essa noite? NENHUMA! E eu me pergunto: por que?"


Momento fodaço de um show imperdível: Mozz canta o clássico "How Soon Is Now?", anteontem, em Londres

Voltando para o novo disco, "Something is Squeezing my Skull", um punk rock nervoso que me levou às alturas, afinal, seguindo os últimos setlists, ele não estava cantando essa música com muita frequência, e para mim é a melhor faixa do último trabalho. Novamente os Smiths entram na área com "Ask", e nesse momento ocorrem as primeiras rodas-de-pogo.

Antes de tocar "Irish Blood, English Heart", do album "You Are the Quarry", de 2004, ele homenageia Jean Charles de Menezes, dizendo que ninguém ira esquecê-lo (tenho a sensação de que ele é mais lembrado aqui do que no Brasil. Ontem fui a um show do Black Box Recorder, e no telão do palco aparecia constantemente uma imagem dele) (nota do autor do blog: sim, Marceleza, Jean Charles virou um mito aí na Inglaterra, um símbolo de como erros grosseiros e impunidade podem acontecer em qualquer lugar, mesmo em uma das mais bem preparadas polícias do mundo, como é considerada a polícia inglesa. E infelizmente, aqui mesmo em seu país, o mártir Jean não é tão lembrado, embora aqui esteja sendo exibido neste momento um filme, com o ator Selton Mello, que reconstitui a história do brasileiro que viveu e morreu na capital inglesa). Isso é cala boca ENORME para quem pensa que Morrissey é xenófobo. Basta traduzir a letra da música...

Mais e mais Smiths. "Some Girls Are Bigger than Others", em que ele mudou um pouco a letra (tenho quase a certeza de que ao inves de Girls, ele cantou Boys em algumas partes), e "Girlfriend in a Coma". Não tem COMO nao se emocionar ao ouvir esses hinos da mais importante banda dos últimos 25 anos. Entre essas duas músicas, a belíssima "I'm Throwing my Arms Around Paris", do último disco, cantada em coro pelo público, fazendo as meninas ao meu lado ficarem molhadinhas.... de tanto chorar.

Uma das partes curiosas do show foi ao finalizar a apresentação dos membros da banda, e, ao chegar na vez dele, apenas disse: "E eu sou a mulher no microfone", arrancando risos da platéia. A voz dele estava INCRIVELMENTE boa, parece que todos os problemas realmente ficaram para trás.

Como Morrissey não consegue ficar quieto, e isso é algo que eu admiro muito nele, novas críticas ferozes contra a imprensa: "Na meu primeiro show em Londres, semanas atrás, um escritor do The Times disse que fui ofensivo, em sua resenha. Mas ele nao disse o porque fui ofensivo. E nem quem eu ofendi. Entao, The World is Full of Crashing Bores vai para esse jornalista".

Belíssimas músicas entram na sequência: "Because My Poor Education" e "Life is a Pigsty", com seus quase 8 minutos de duração. Mais uma vez me derramava em lágrimas.

"Quase um show perfeito. Mas tenho pena de alguns idiotas na esquerda da platéia, que preferem ir o tempo todo ao bar durante toda a noite, atrapalhando quem realmente quer ver o show. Qual o sentido de vocês terem vindo aqui?" Urros e aplausos da platéia.

Mas, meu grande momento ainda estava por vir. Apos um break, a volta para o bis, com o maior hit do album You Are the Quarry, "First of the Gang to Die". Nesse momento, muitas pessoas já percebiam que seria a última música. E a loucura começou. Uma tentativa de invasão de palco atrás da outra, como é frequente em todos os shows. Haviam poucos seguranças, e eles estavam tendo MUITO trabalho para conter a galera, que, em sua grande maioria, conseguia o tão sonhado aperto de mão. Quando eu vi uma japonesinha de um metro de meio de altura, com cara de quem já leu todos os livros de matemática desse mundo, conseguir pular a grade e cumprimentá-lo, não pensei duas vezes: se ela pode, eu também posso. Pedi ajuda para as meninas que estavam ao meu lado e comecei a subir na grade, esperando o momento certo. Quando a maioria dos seguranças foi pro outro lado pra impedir 3 rapazes de subirem no palco, eu me joguei com tudo no vão que o separava da grade, onde o Morrissey estava, bem na minha frente. Assim que levantei ja senti uns 6 braços me segurando, mas os seguranças sabiam que tudo aquilo era inofensivo (eles meio que esperavam o Morrissey vir ate a pessoas, se agachar e cumprimentar, antes de mandá-las para os fundos... se eles quisessem mesmo impedí-las, aqueles precisariam de apenas um braço para segurar qualquer um). E comigo nao foi diferente. Eles me puxavam, mas não com tanta força. Eu apenas me lembro de ter gritado PLEEEEEASE, estendendo a mão esquerda. Ele veio, se agachou e apertou minha mão, por uns 3 segundos. Eu apenas gritei THANK YOU, I LOVE YOU. Ele retribuiu com um pequeno gesto com a cabeca, algo como "de nada". E eu ganhei algo que vou levar pra minha vida toda...

MORRISSEY NO BRIXTON ACADEMY - O SET LIST DO SHOW

01 - This Charming Man

02 - Billy Budd

03 - Black Cloud

04 - How Soon Is Now?

05 - Something Is Squeezing My Skull

06 - When I Last Spoke to Carol

07 - Ask

08 - Irish Blood, English Heart

09 - Seasick, Yet Still Docked

10 - Some Girls Are Bigger Than Others

11 - I'm Throwing My Arms Around Paris

12 - Girlfriend In A Coma

13 - Best Friend On The Payroll

14 - The World Is Full Of Crashing Bores

15 - Because Of My Poor Education

16 - Life Is A Pigsty

17 - Sorry Doesn't Help

18 - The Loop

19 - I'm OK By Myself

BIS

20 - First Of The Gang To Die

PICS DO SHOWZAÇO DE MOZZ ANTEONTEM NA CAPITAL INGLESA

(fotos: Marcelo Yorke)

 

Charme e elegância, sempre!

Suando a camisa, para enlouquecer os fãs

 

E cantando sempre com a emoção à flor da pele 

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AINDA TEM (POST) MAS ACABOU (HIHI) – o blogger loker anda preguiçoso, vamos admitir. Ainda mais com esses dias deliciosamente mega frios e chuvosos que andam fazendo, né? Entonces, na sextona faltou coragem pra ir pra rua (ainda mais com a cama olhando, quente e toda convidativa, na direção do sujeito aqui). E sábado Zap’n’roll foi parar lá na zona leste, no Belém, numa balada goth/oitentista legal que anda rolando por lá, no clube Aeroflith, sob o comando dos queridos Pacianotto e Wlad (aê Wladão, Zona Punk também é coisa nossa, como a Dynamite, hehe), e onde o blogão aqui discoteca no próximo dia 8 de agosto (a galere que acompanha estas linhas zappers já está convidada e logo daremos mais detalhes a respeito). Assim, tooooodo o resto que ia entrar neste post fica pro próximo, oakys? Sendo que neste próximo post (no ar nesta terça ou quarta-feira), vamos dar uma zapeada na nova edição da Vice que acaba de sair (yep, o número 1 da edição brazuca da revista, que circula após seu quase fechamento precoce por estas plagas) e falar também do... Ludov (mas sem enrolação, claaaaaro, falar mesmo, do disco todo e com uma possível entrevista com amigona zapper e lindaaaaa vocalista Vanessa Kroongold). Yep! E sobre os prêmios devivos pelo blog... houve confusão por aqui, e-mails com pedido neste sentido foram deletados indevidamente do finatti@dynamite.com.br, então a gente coloca novamente e em caráter relâmpago pra sorteio (por isso corram, resultado da promo nesta sexta-feira):

* Dois kits da gravadora ST2, com dvds e cds;

* Mais um exemplar do novo disco do Cachorro Grande;

* Outro do cd de estréia da banda Reversa;

* E três exemplares do livro "Tragam os cavalos dançantes", que conta a história da domingueira rock mais agitada de Sampa, a Grind, comandada pelo amado André Pomba.

Fora que, no próximo post, o blog deve anunciar uma promozinha básica em torno do show do Little Joy, dia 15 agora na Via Funchal (mas calmaê que já chegamos lá). E também vamos contar a incrível história da madrugada bizarra, junky, gonza (à la Hunter Thompson) e "tarantinesca" que o sujeito aqui viveu no último sábado. Aguardem!

TUDO CERTO???

Se sim, então tchau! Logo menos tem mais, e o blog se vai, sempre com saudade da garota mais amada do mundo, a lindaça Rudja Catrine. Beijos doces nela e abraços nas crianças!

(finalizado por Finatti em 27/07/2009, às 10:30hs.)

Bagunça na mídia pop, bagunça no rock paranaense e a bagunça de Jack White (é, agora vai...) E EEEXTRAAA: DEPECHE CANCELADO!!!

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Tristeza mega entre os fãs brasileiros do Depeche Mode: o grupo acaba de cancelar seus shows por aqui, que aconteceriam agora em outubro 

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BOOOOOMBAAAAA!!!!! EEEEEXTRAAAAA!!!!! AS DATAS BRASILEIRAS DO DEPECHE ACABAM DE IR PRO SACO!!!!!
É isso mesmo que você está lendo. Infelizmente, o blog acaba de apurar, as duas esperadíssimas apresentações que o gigante trio synthpop inglês Depeche Mode faria no Brasil em outubro (dia 22 no Rio e 24 em São Paulo), ACABAM DE SER CANCELADAS!
No site oficial da banda, há uma justificativa um tanto evasiva para o cancelamento dos shows. Segundo a banda, as duas datas foram suprimidas da parte sul-americana da turnê mundial "Tour Of The Universe" (que promove o mais recente álbum de estúdio do grupo, "Sounds Of The Universe, lançado no primeiro semestre deste ano), para permitir que o Depeche realocasse estas mesmas datas para concertos na Europa, onde o grupo andou cancelando uma série de apresentações em maio e junho últimos, devido a problemas de saúde enfrentados pelo vocalista Dave Gahan.
As demais apresentações na América do Sul (no Peru, Chile e Argentina), por incrível que pareça, continuam mantidas.
Assim que tivermos mais infos concretas a respeito do bombástico cancelamento da tour do Depeche no Brasil, voltamos aqui em edição extraordinária ou no post desta sexta-feira.
Fãs, podem arrancar os cabelos! Infelizmente, o Depeche não vem mais (pelo menos por enquanto...)

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* Foi maus, galere, foi maus! O blogão que nunca abandona seu leitorado amado, se enroscou todo no último finde e o post da sextona, que era pra ser um postzão, ficou um "postzinho" sem conclusão, hihi. Deve ter sido a primeira vez que isso aconteceu nos looooongos seis anos de existência virtual deste blog/coluna (completados em maio último, sem muito alarde, porque os tempos estão bicudos, neeeeé?) e a "ausência" da continuação do post se deu por vários motivos, entre eles uma gripe que quase derrubou a discotecagem zapper no último sábado na Outs/SP (que lotou pra ver o show dos cariocas do Moptop, e também pra dançar ao som das cacetadas disparadas na pista pelo sujeito aqui, como não?). No final, quem saiu perdendo foi mesmo a Zap: ela, que iria comentar em detalhes a estréia do The Dead Weather, a nova super banda de Jack White, levou uma "rasteira" do sempre bacana vizinho Jukebox, que acabou falando do disco. Dum, o titular do blog nota dez que é a Juke, gostou do álbum. Já o lado benéfico de estas linhas rockers online não terem falado do disco detalhadamente, foi justamente esse: após várias audições do mesmo, Zap’n’roll chegou à conclusão de que ele nem é tudo isso, afinal de contas. Mas enfim, explicamos melhor porque chegamos a esta conclusão logo mais aí embaixo, vai lendo.

* Agora, vem cá: o show da deusa Cat Power no último sábado, na Via Funchal/SP, foi algo avassalador e de cair o queixo. Acompanhada do sensacional Dirty Delta Blues (o mesmo grupo que já tinha vindo com ela ao Brasil, em 2007) e esbanjando refinamento, intimismo, bucolismo e placidez instrumental, Cat fulminou a platéia (que praticamente lotou o local) com o repertório do ótimo "Jukebox" e também do sombrio e melancólico Ep "The Dark End Of The Street", ambos lançados em 2008. Foi divino: nuances de blues e folk perpassando as canções, Miss Power com o vocal cada vez mais grave e rouco, pendendo para uma inflexão bluesy e a banda fazendo um suporte instrumental impecável para os delírios sônicos e poéticos da nossa deusa, que dançava como se estivesse em um transe contido. E, ainda por cima, ao final de um set fantástico e que contou com um bis mega generoso (mais de meia hora de lindas e introspectivas canções), Cat se despediu do público atirando rosas para o mesmo. Foi um showzaço em todos os sentidos (sem telões, sem iluminação feérica no palco, apenas com luzes e sombras discretas, ou seja, tudo contribuindo para que o espetáculo fosse mesmo focado no principal: a música da cantora e compsoitora) e que fez com que todos saíssem encantados da Via Funchal. Quem perdeu, sorry, se fodeu!

 

Ela literalmente arrasou sábado à noite em São Paulo 

* CAT POWER AQUI! – Pois então, mesmo com a proibição imposta pela produção do show, que não queria saber de ninguém fotografando ou filmando a srta. Chan Marshall, alguém ainda assim conseguiu driblar a situação e flagrou a deusa Cat neste sublime momento aí embaixo, quando ela entoou "Metal Heart":

"Metal Heart" – Cat Power ao vivo em São Paulo, no último sábado, na Via Funchal.

* Bien, bien, mas para os indies kids "mudernos" de plantão não ficarem desesperados, tem Little Joy novamente em Sampa, lá na Via Funchal, no próximo dia 15 de agosto. E o Beirut em setembro, sendo que este infelizmente Zap’n’roll vai perder – mas por um ótimo motivo: o blogão estradeiro estará laaaaá na distante Macapá, ao lado da sua mega amada girlfriend Rudja, a gata mais linda do mundo, hehe.

* E que história é essa de nosso amado vizinho Popload estar dizendo... adeus??? Dear Luscious, não nos abandone!!! O mundo não será o mesmo sem as popices da Popload, hihi.

* O mundo também não será mais o mesmo depois desta sexta-feira, quando o grupo Orgânica lança finalmente seu disco de estréia com show no clube paulistano Inferno (que fica lá na rua Augusta, 501, centrão rocker da capital paulista). Banda nervosa comandada pelo casal Candy (vocais) e Bacalhau (bateria, que também toca no Ultrage A Rigor), o Orgânica já tem uma leigão de fãs no circuito under paulistano. O blogon aqui deve bater um papo com a Candy sobre o disco a qualquer momento, via msn, e depois posta a conversa aqui, provavelmente na sexta-feira, ok? Mas todo mundo já tá convidado a ir no Inferno na sexta, pra ver a banda em ação por lá.

* E o mundo também não será mais o mesmo depois do tumulto que andou sacundido a mídia pop brazuca, com a indefinição que cerca a continuidade (ou não) da edição brasileira da Vice, e da morte e renascimento da revista Set (que estava na UTI já fazia tempo...), mas sobre isso falamos melhor no postão de sexta-feira próxima.

* Mas, sim,  o mundo continuará o mesmo após The Dead Weather ter lançado seu primeiro disco. Que nem é tudo isso, como você lê aí embaixo.

THE DEAD WEATHER, A "PISADA EM FALSO" DE JACK WHITE

Que o guitarrista, compositor e vocalista americano Jack White é gênio do novo rock do novo milênio (como foi dito aqui mesmo, na abertura do último post, que não chegou a ser concluído pelos motivos já explicados mais acima), não se discute. Desde que surgiu no rock alternativo americano com o fodástico White Stripes, relendo de maneira classuda para o novo milênio o rock de garagem e bluseiro dos 70’ (com toques pesados, à la Led Zeppelin), White fez escola e influenciou milhares de novas bandas mundo afora. Talento incansável e inesgotável, Jack resolveu partir para montar outras bandas quando o WS já estava com sua trajetória consolidada. Primeiro veio o quarteto Raconteurs, que lançou dois discaços, indo mais fundo nas nuances de rock clássico setentista combinado com country e folkismo. E agora mr. White parte para nova aventura – e pasmem, sem aposentar nem o WS nem o Raconteurs. O novo grupo, como você já leu aqui mesmo na Zap’n’roll (e, dois dias depois, no nosso vizinho blog Jukebox, que acabou resenhando o disco de estréia deles), é The Dead Weather. Nele estão, além de Jack, o guitarrista Alison Mosshart (uma das metades da também dupla The Kills), o baixista e guitarrista Jack Lawrence (que toca com White nos Raconteurs) e o multiinstrumentista Dean Fertita, que atua no célebre Queens Of The Stone Age, comandado por outro gênio, o Josh Homme. O disco de estréia do DW se chama "Horehound" e saiu semana passada nos Estados Unidos, pelo pequeno selo Third Man Records. O projeto já foi logo batizado de mais um "supergrupo" pela rock press americana. E tinha tudo pra ser mais um arraso. Mas...

Se comparado com qualquer disco dos White Stripes e com os dois lançados pelos Raconteurs, "Horehound" perde por razoável margem. Nas primeiras audições do dito cujo, o zapper rocker aqui até que se entuasiamou com o que ouviu. Mas à medida que se aprofundava nas nuances e estrutura das canções, o blog foi percebendo os pecadilhos cometidos por Jack White e seus novos colegas no processo de composição das faixas do disco. Não é preciso ser nenhum gênio pra sacar que a proposta do DW é mostrar um lado mais "exótico", "estranho" e "anti-comercial" do blues/rock que foi engendrado pelo White Stripes com o objetivo de não ser um mega estouro comercial – só que acabou sendo. Assim, com a fama estabelecida e deitada na cama, o garoto prodígio Jack intuiu que poderia "ousar" mais com as bizarrices em sua nova banda. Assim é que o disco começa até bem com a lenta, bluesy e algo pesada "60 Feet Tall" (por acaso, composta por Dean Fertita e Alison Mosshart), onde um baixo gordo (aquele baixo que tanta gente reclama de sua falta nas músicas do White Stripes) pontua toda a melodia, se destacando bem mais do que a... guitarra, vejam só. Parece Led Zeppelin combinado com John Lee Hooker – e isso é ótimo, claro. Aí vem "Hang You From The Heavens" (outra da dupla Fertita/Mosshart) e você sente a impressão de estar ouvindo uma canção inédita e mais pesada do... The Kills. Sério. Quando chega a primeira faixa escrita por Jack White, "I Cut Like A Buffalo", você leva um susto: um... reggae distorcido e algo torto? E ainda com órgãos vintage emoldurando a melodia? Estranho, pra usar um eufemismo que não entregue que a música é... ruim e chata.

 

The Dead Weather: a banda é super; o som, nem tanto... 

Daí pra frente não há quase nada mais realmente digno de nota no álbum. "So Far From Your Weapon" é lenta, lassa, como se a banda tivesse sido atropelada por uma caçamba de maconha. "Treat Me Like Your Mother" tenta emular Led Zeppelin (com os vocais agudos de White tentando encarnar um Bob Plant para os anos 2000) mas sem muito brilho (talvez pelos apoios vocais "rappeados" que tornam a faixa algo realmente canhestro). "Bone House" começa com ruídos percussivos eletrônicos que remetem ao hit noventista "Connection", da extinta banda Elastica (quem se lembra?) e por aí o disco segue. Claro, chama a atenção o fato de que todos os quatro integrantes do Dead Weather são músicos tarimbados e mega talentosos e o revezamento instrumental que eles fazem ao longo das músicas (Jack White, por exemplo, além de tocar e cantar, ainda se aventura na bateria) colabora para que o cd não seja um fiasco total. Tanto que "Horehound" termina de forma magnífica, com o lento blues/folk de contornos sombrios (com direito a banjos e bandolins) que é "Will There Be Enough Water?". É o grande momento de um trabalho que peca pelo excesso de pretensão em ser "estranho" e "no commercial", e acabou resultando em um álbum indigesto, enfadonho até em alguns momentos.

Jack White pisou em falso aqui. Não que Dead Weather seja um grupo ruim, de músicas péssimas. Mas para quem detonou literalmente comn o White Stripes e com os Raconteurs, aqui ele ficou devendo.

O NOVO ROCK FERVE EM CURITIBA COM OS MARLENES

Nem só do hypado Copacabana Club vive a nova cena rocker de Curitiba. A capital do Paraná, que mantém a tradição de dar grandes grupos ao indie rock brazuca (como Relespública e Faichecleres, só pra ficar em dois exemplos mega conhecidos), agora também ataca com a banda Diedrich e os Marlenes. Hã???

Trata-se da nova maluquice de Oneide Diedrich, uma das figuras mais lendárias e queridas do rock’n’roll curitibano (além de velho amigo pessoal destas linhas rockers online). Durante alguns anos, Oneide causou estragos na capital do Paraná cantando à frente do grupo punk Pelebrói não sei? Você consegue imaginar um sujeito, psicólogo formado, cantar sempre bêbado à frente de um grupo punk tosco, e invariavelmente dando voz a letras que eram pura fossa e dor-de-cotovelo? Pois é. Zap’n’roll assistiu a um show inesquecível da Pelebrói no Curitiba Pop Festival de 2004, quando os Pixies foram a grande atração do evento. Só que antes de Black Francis e cia. adentrarem o palco, um ensandecido Oneide botou fogo na Pedreira Paulo Leminski, inclusive incitando o público a derrubar a barreira que separava a pista normal da odiosa "área vip" na frente do palco. Foi histórico, pra dizer o mínimo.

Enfim, é esse sujeito que conversa aí embaixo com o blog, em entrevista realizada pelo nosso sempre atuante colaborador Cristiano Viteck. No bate-papo, Oneide fala não apenas dos Marlenes mas também do projeto que ele está tocando junto com o baixista Giovanni Caruso, ex-Faichecleres.

DIEDRICH & OS MARLENES

Por Cristiano Viteck

Uma das figuras mais carismáticas do rock curitibano está de volta com um trabalho de estúdio. Oneide Diedrich, o ex-vocalista da banda punk Pelebrói Não Sei, agora é o frontman do Diedrich & Os Marlenes, que acaba de lançar o EP "O Popular". O disquinho de quatro músicas, não é o primeiro trabalho do grupo, que no ano passado já lançou um disco com 11 canções, registradas em 15 de dezembro de 2007 no show de estréia da banda e lançadas pelo projeto A Grande Garagem Que Grava. Da trupe, além de Oneide (voz e violão), fazem parte outros músicos de bandas legendárias de Curitiba: o guitarrista Luiz Ferreira (ex-Beijaaaforça e Machiche Maxine), o baixista Renato Quege (ex-BeijaaaForça) e o baterista André Tatos (Mariachis).

Para quem estava acostumado com o punk rock neurótico do Pelebrói Não Sei, a nova banda de Oneide pode soar estranha. Afinal, as influências extrapolam o universo dos três acordes acelerados, passando por artistas tão diferentes como Roberto Carlos, Johnny Cash e Raul Seixas. Mistura indigesta? Definitivamente, não.

Na entrevista a seguir, Oneide (o de camiseta amarela na foto) fala sobre a sua nova banda, exorciza os traumas da época do Pelebrói Não Sei e ainda comenta sobre o seu outro projeto Giovaneides, que ele mantém com o compadre Giovanni Caruso, ex- Faichecleres e atual Giovanni Caruso & O Escambau.

 

 

Oneide Diedrich (ex-Pelebrói Não Sei?), agora ataca com Os Marlenes 

Zap’n’roll – "O Popular" é o primeiro trabalho de estúdio que você grava fora do Pelebrói Não Sei. O estilo é outro. Foi difícil gravar?

Foi totalmente diferente. No Pelebrói era um lance concentrado, ficávamos cinco, seis dias seguindos durante várias horas trabalhando no CD. Neste trabalho a parada foi outra. Eu passava lá no estúdio de vez em quando dar uma escutada no que ficava pronto, depois passei lá e gravei os vocais.

Zap – No Pelebrói era todo mundo junto?

Sim, os quatro sempre juntos, todos ouvindo tudo, opinando em tudo e estrassando todos... Mas também era super divertido!

Zap – E as composições nos Marlenes continuam sendo suas, ou a banda participa também?

Nesse trabalho rolou o seguinte: "Febre e Delírio" e "Mentiras de um Amor" são minhas. "O Popular" é minha e do Ferreira e "Monte Carlo" do Ferreira. Em geral, as composições continuam na mesma onda de sempre. Talvez hoje eu seja mais democrático que antes. Mas, o fato é que agora temos mais compositores na banda. De qualquer forma, a maioria das composições continua sendo minha, mesmo porque eu continuo compondo bastante!

Zap – O fato de dividir mais o trabalho de compositor, ou de líder da banda, te incomoda ou é um alívio?

Eu só canto letras de outros se eu achar muito boa. Quanto a ser líder, eu diria que continuo com essa função no palco, mas nos bastidores e nas gravações o Ferreira tem cuidado de muitas coisas.

Zap – Essa nova situação te agrada?

Totalmente!

Zap – Dor de cotovelo, corações dilacerados continuam sendo uma grande fonte de inspiração pra você. O teu casamento não aliviou esse traço?

Cara, o casamento aliviou muita coisa em minha vida, o fim do Pelebrói também. Acho que nas novas composições tem algo diferente, um pouco mais neurótico, um pouco menos choroso. Na verdade, segue tudo na mesma linha de sempre com algumas variações sintomáticas!

Zap – O Pelebrói te deixava preso artisticamente? O Oneide do Pelebrói era um personagem?

O Pelebrói foi uma escola para todos da banda. Tínhamos o punk rock como base, que aliás eu continuo tendo, mas também tinha um lance de querer fazer algo fora do gênero. O Pelebrói nunca me deixou preso nesse sentido, foi um lugar de muita liberdade. O Oneide do Pelebrói faz parte do que sou. Continuo sendo o Oneide com algumas coisas a mais... Pergunta difícil... Mas, sim, às vezes me sentia um palhaço entrando em cena!

Zap – E as pessoas queriam ver o palhaço em cena... Talvez por isso você está em uma banda tão diferente, para mostrar as outras sete faces do Senhor Down?

Pois é, na origem de tudo o Senhor Down tinha sete faces!

Pretendo continuar mostrando outras faces... Talvez o Senhor Down não seja mais tão down assim!

Zap – E o seu público também mudou? Deve ser diferente, já que deve interessar a outras pessoas que curtiam as bandas dos outros integrantes.

Isso é bem legal, o público naturalmente vai mudando. O que acho mesmo importante é ver adolescentes curtindo nosso som. Isso mostra que nosso rock está vivo e renovado! Claro que muitas pessoas que eram adolescentes na época do BeijaaaForça e do Pelebrói ainda continuam roqueiros e sempre aparecem nas noitadas.

Zap – Soa divertido você falar "o nosso rock" e não "punk rock"... Pro punk rock você não está mais legal?

Cara, eu sou punk rock e isso continua fazendo a minha cabeça, mas nem só de punk rock vive o homem! Posso dizer que pro punk rock eu tô legal e isso está muito vivo em mim.

Zap – Curitiba está hype de novo com o Copacabana Club. Como anda a cena por aí?

Tem muito rock por toda parte. O que eu não gosto eu não escuto e nem vou em show. Atualmente, tenho ido nos show dos meus amigos. Acho que as coisas estão legais em termos de produtividade, muita coisa boa e bem gravada. Não gosto muito de falar em cena. Eu gosto de Mordida, Idiotas Berrantes, Giovanni Caruso & o Escambau, Criaturas, Relespública, Dissonantes, entre outros. Magaivers também é legal!

Zap – Falando no Giovanni, você tem um projeto com ele, o Giovaneides. Essa parada é sério ou só curtição?

É uma curtição que está ficando séria, tanto que temos marcado vários show aqui e fora de Curitiba. O lance é bem divertido, sem contar que não precisa toda aquela estrutura de banda. Tocamos composições nossas da época dos Faichecleres e do Pelebrói, alguns covers de bandas que gostamos e algumas canções dos nossos novos projetos. Tudo isso só com um violão.

Zap – Esse projeto pode resultar em um disco ou um registro ao vivo, pelo menos?

Ainda não pensamos nisso, deixa rolar...

O EP "O Popular" do Diedrich & Os Marlenes pode ser baixado gratuitamente no www.stereotoaster.com.br. Mais sobre a banda no www.myspace.com/diedricheosmarlenes.

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SAIDEIRAS

* Entonces, de bobeira nesta quarta-feira em Sampalândia? Cai pro StudioSP (na rua Augusta, 579, centrão da cidade) que o lendário Fellini sobe ao palco, com sua formação original (Cadão Volpato nos vocais, Jair Marcos nas guitarras, Thomas Pappon no baixo e bateria) para relembrar, em show único, aqueles hits que fizeram a cabeça de quem curtia rock alternativo classudo nos anos 80’, uma época em que não havia internet, YouTube, MySpace, sites e blogs musicais (como este aqui), nada disso enfim. E, mesmo assim, o Fellini fez história com quatro discos fodões e "hits" como "Rock Europeu" e "O teu inglês" ("Washington acha engraçado o teu inglês/Please, come back/Please come back/Se o mundo explodir em mil pedaços outra vez/Please come back/Please come back") e que, promete a banda, estarão no set list de hoje à noite. Zap’n’roll deverá estar por lá, claaaaaro! E recomenda que todo seu dileto leitorado vá também.

* Bien bien, segundo o "adeus de Popload" (hihi), o maletaço Killers toca em Sampalândia dia 21 de novembro. É ver para crer (o show deles no Tim Festival de 2007 foi tão ruim que o blogger maloker, já chumbado até a alma de vodka com energético e louco pra ir embora daquele estacionamento pavoroso do Anhembi – afinal, já eram quatro e meia da manhã! – assistiu apenas a metade do set e se mandou). A deusa Rudja Catrine, a garota que faz o coração zapper disparar hoje em dia, adora e virá a SP pra assistir. E o sujeito aqui, ótimo namorado que é, vai levá-la, fazer o quê né?

* Mas antes vai ter Depeche Mode, beeeeem melhor com certeza. E ainda antes vai ter o festival Casarão do Rock, em Porto Velho, no começo de setembro (e cuja programação completa você pode conferir na página de notícias aqui do portal), e que vai contar com Pato Fu, Moptop (que incendiou a Outs/SP no último finde), Ratos De Porão e o esporro do campograndense Dimitri Pellz, como você pode ver aí embaixo e comprovar que a banda da capital do Mato Grosso do Sul, piliotada pelo batera Jean Albernaz e pela sua linda, louca e rocker girlfriend, a vocalista Maíra, é hoje uma das grandes sensações da indie scene nacional:

Dimitri Pellz - "Lúcia Lambidinha", ao vivo

* Tá legal, tá legal: estamos devendo uns prêmios aê, que serão desovados aqui no post de sexta-feira. Promessa de blogueiro atrapalhado, okays? Então é isso. Ficamos por aqui porque no finde tem mais. Até lá!

(finalizado por Finatti às 17hs.)

Jack White, o homem das mil bandas

11 Comentários »

Um gênio do rock’n’roll atual.

Assim pode ser definido, de forma meio, hã, fleumática e careta pros padrões da loucura habitual que cerca o mondo pop, o que seria Jack White. Yep, o cara que criou o White Stripes, depois o Raconteurs e, agora, o super grupo The Dead Weather, é um dos cantores, compositores e guitarraristas mais completos e respeitados do rock (alternativo? Mainstream? Ambos?) atual. E não é preciso ser nenhum "gênio" pra sacar o por quê dele ser tudo isso. Afinal, desde que surgiu para o mundo com o White Stripes, laaaaá em 1997 (parece que já faz tanto tempo, né?), Jack vem resgatando com fúria, maestria e tesão incomuns aquele velho rock’n’roll de acepções bluesísticas, garageiras e pesadas que tanto encantavam os fãs do Led Zeppelin, por exemplo. Ele fez isso muito bem no White Stripes e também no Raconteurs. E talvez não tão bem ou, pra ser mais tolerante, talvez de uma forma mezzo estranha, no seu novo supergrupo, o Dead Weather. Mas de qualquer forma é Jack White em ação novamente e por isso o DW mais do que merece estar no tópico principal do post que fecha mais uma semana rocker bacana na vida do blogger zapper. Yep, foram dias agitados, os últimos. E que vão continuar sendo neste finde, como você vai conferir se continuar lendo essa bodega rocker online a partir de agora.

* Mas o queeeeê??? Pete Doherty – sempre ele! – está em... prisão domiciliar na Inglaterra, rsrs. Que meigo! A dita cuja foi determinada por um juíz de Londres, depois que Pete foi pêgo mês passado em uma cidade do oeste da Inglaterra, dirigindo bêbado (claaaaaro). Fora que, no momento da detenção, o cantor dos Babyshambles ainda estava de posse de alguns aditivos ilícitos, uia! Aí então, o juíz determinou o seguinte: que Pete não pode sair de sua residência (uma casa de campo próxima a Londres) entre 7 da noite e 7 da manhã, que ele não pode viajar no banco da frente de um veículo e que ele não pode consumir drogas (ahahahahahahaha). Mui inocente, esse juíz...

* E a turnê de Vaccona, ops, Madonna, segue zicada em solo francês, onde a cantora se apresenta neste domingo, em Marselha. O teto do palco montado para o show desabou ontem e atingiu pelo menos dez operários que trabalhavam em sua montagem. Um deles morreu na hora; o outro, hoje. É bom Madonna se benzer...

* Ela é um dos bocetaços mais cobiçados e amados do cinema atual. E vai ser a "Viúva Negra" no "Homem de Ferro II", que chega às telas americanas no começo de 2010. Quem? Ora, Scarlett Johansson, claaaaaro. O filme também irá contar com Mickey Rourke e Robert Downey Jr. (óbvio), que volta a fazer o papel do cientista Tony Stark (o próprio Iron Man). E Scarlett está assim de "Viúva Negra":

* Reviravolta total no mondo dos shows gringos no Brasil neste segundo semestre, que promete ferver com tudo e dar um foda-se pra crise financeira planetária. A Via Funchal (a melhor casa de shows de grande porte de Sampa) acaba de confirmar para o próximo dia 15 de agosto a volta do Little Joy à capital paulista (sendo que a banda de Fab Moretti e Rodrigo Amarante também toca no Rio, um dia antes). A Via Funchal também deverá abrigar em setembro a aparição do cultuado Beirut em Sampalândia (no dia 11), sendo que o grupo também irá tocar em Salvador e no Rio De Janeiro. Fora isso, segundo o nosso vizinho Ilustrada no Pop, ainda estão em negociações Foo Fighters, Coldplay (parece que não vem mais), Killers (aparentemente confirmado pela produtora Mondo), AC/DC, Linkin Park e o Faith No More, que tá na marca do pênalti pra tocar no festival Planeta Terra deste ano, que rola tradicionalmente em São Paulo, em novembro. Portanto, se tudo isso vier mesmo, é bom você aí na frente da tela do micro começar a economizar seus suados caraminguás.

* O SUPER FINDE ROCKER EM SAMPA – entonces, enquanto nada disso que está listado aí em cima acontece de fato, que mora em Sampa não tem do que reclamar neste final de semana, em termos de baladas de rock alternativo. Vai vendo: hoje, sextona, o super quinteto gaúcho Pública faz o show de lançamento (com coquetel, mas este só para convidados) do seu segundo e espetacular álbum, "Como num filme sem um fim", lá no CB bar (que fica na rua Brigadeiro Galvão, 871, na Barra Funda, zona oeste da capital paulista). O Pública lançou dois discos até agora em sua trajetória, ambos fodaços, e a banda é, sem nenhum favor e na modesta opinião deste blog, uma das cinco melhores hoje em atividade no novo rock brasileiro que importa. Ou seja: um show imperdível e no qual Zap’n’roll vai estar presente. Depois, quem quiser esticar a balada, pode sair do CB e ir logo ali mesmo, na rua Barra Funda, 1066, onde dear Lusssssciooooouuuuusssss Ribeiro, o homem da Popload, estréia noite animadona no novo clube indie Alley, que promete reunir os "mudernos" da "naite" under paulistana. E tudo isso apenas hoje, sexta! Amanhã, sabadão, a balada sem fim prossegue com tudo: vai ter Cat Power na Via Funchal (calma que o nome de quem ganhou o ingresso pra ir no show tá lá embaixo, no final do post) e, depois, a melhor pedida é mesmo se jogar no sempre bombado clube Outs, que vai receber no seu palco o graaaaande Moptop (um dos headliners do festival Casarão do Rock, que acontece em setembro em Porto Velho). E além do show do Moptop (que é sempre fodão ao vivo), a Outs ainda vai tremer com a discotecagem mensal do blogão campeão de agitos rockers e cultura pop. Aí, com tudo isso acontecendo, vem a pergunta que não quer calar: você vai mesmo querer ficar trancado em casa neste finde? Pelamor, né...

* Vamu qui vamu! Daqui a pouco, logo menos, este post vai crescer muuuuito, falando do Dead Weather, do novo projeto que reúne os músicos paranaenses Oneide Diedrich (ex-Pelebrói Não Sei?) e Giovanni Caruzzo (ex-Faichecleres), que estão juntos agora na banda Diedrich & Os Marlenes, das baladas selecionadas pro finde, mais isso e aquilo tudo. Por enquanto, pra adiantar o expediente, o blogon informa quem vai na faixa amanhã, na Via Funchal, no show da lindaça e mega cult Cat Power:

* João Carlos Bregaldi Carvalho, que já foi devidamente instruído por e-mail sobre como retirar seu ingresso pra curtir o showzão.

* Certis? O blogão vai ali e já volta, no mais tardar atá a tarde deste sábado, com todo o reeeeesto que falta entrar aqui. Até já então!

(enviado por Finatti às 17hs.)

Regina, a bela que canta muito. E... Bruuuuunooooo!!! (atualização final: 15/07/2009)

14 Comentários »

 

Ela é lindaça. E canta de forma arrebatadora. E acaba de lançar seu novo disco

* Sentiram falta do blogon zapper no finde? Nós também, hehe. Mas cá estamos de volta às nossas transmissões normais, uia!

* O mundo anda pop e rocker esses dias, aqui e lá fora. Vai vendo: nos trens do metrô paulistano, uma faculdade particular vende seu peixe através dos painéis publicitários que existem nos vagões. Nestes painéis, ao lado do texto que descreve as vantagens e "maravilhas" de ser fazer um curso superior ali, aparece uma morenaça de sorriso escancarado, sentada de pernas cruzadas e vestindo uma t-shirt com um logo enorme do... Portishead! Wow!

* E, sim, ontem foi o famigerado Dia Mundial do Rock. Que Zap’n’roll sempre achou uma idiotice sem tamanho, pois considera que todo dia é dia de rock.

* Lá fora: os velhos palhaços (ops...) do Kiss anunciam que lançam seu primeiro álbum de inéditas em uma década, ainda neste segundo semestre de 2009. Segundo o linguarudo baixista Gene Simmons, vai ser um álbum de "puro rock’n’roll". Vem cá: o Kiss já deu uma valiosa contribuição à história do rock, mas não seria melhor os velhinhos continuarem curtindo sua aposentadoria? Vejam a vergonha alheia que o Deep Purple, por exemplo, passa hoje em dia.

* Lá fora também: o Dead Weather, a outra banda de Jack White (fora o White Stripes e fora o Raconteurs), já está com seu primeiro disco "vazado" na web. Marco Canônico, nosso prezado colega da Ilustrada no Pop, ouviu e não gostou. Hum... daqui a pouco o zapper rocker dá sua opinião aqui sobre o mesmo.

* Aqui mesmo: a querida Pitty (dileta amiga pessoal destas linhas rockers online) lança seu novo disco no mês que vem. "Chiaroscuro" chega às lojas brasileiras dia 11 de agosto e "Me adora", o primeiro single, já roda nas rádios, MTV e Youtube.

* E quando todo mundo achava que a saga do herói Indiana Jones iria mesmo terminar com "O reino da caveira de cristal", lançado no ano passado, eis que o gênio Steven Spielberg anuncia que já trabalha, junto com Harrison Ford, no esboço de um quinto filme da série, que deve ser lançado em breve. Como o último filme é legal mas nem de longe se compara aos dois primeiros, fica a dúvida: será que vale a pena fazer mais um?

* O mundo pop/rock/indie vai ficar mega agitadão por aqui mesmo também, em Sampalândia, no próximo finde. No sabadón, a Outs/SP vai tremer com showzaço dos cariocas do Moptop (que sempre mandam muito bem no palco), mais discotecagem arrasa-quarteirão do blogger maloker. Como estamos em mês de férias escolares, como o Moptop sempre arrasta uma multidão de bocetinhas indies, tesudinhas, descoladas e estilosas pros shows do grupo, e como a discotecagem do sujeito aqui sempre é maluca ao cubo e onde tudo pode acontecer (show de air guitar com guitarra de verdade na cabine, mais excessos de vodka com energético, o dj se jogando na parede etc.), você imagina como estará a Outs no próximo sábado. E olha que o Inferno nem é lá (é em bem em frente, do outro lado da rua Augusta, hihi).

* E não só: clima pra lá de hot também nos bastidores do jornalismo de cultura pop descolado brazuca/americano. A badalada revista Vice, que mal chegou ao país, já ameaça ir pras picas por aqui – se isso de fato acontecer, terá sido a revista de cultura pop com existência mais curta e rápida do oeste, ops, do Brasil. Com apenas o número zero lançado (e promovido através de diversas e badaladas festas), a editora local responsável por ela se desentendeu com o publisher da dita cuja e resolveu abandonar o projeto de tocar a edição brasileira da Vice. O editor-chefe Ademir Corrêa, a editora Adriana Alves e toda a equipe local da publicação caíram fora da mesma, mas continuam trampando na editora que cuidava da Vice Brasil. Que, segundo este blog apurou, está com a edição número um pronta e na gráfica pra ser rodada só que... não se sabe quem irá cuidar de sua distribuição aqui. Bastidores quentes do jornalismo cultural pop é aqui mesmo, hihi. Zap’n’roll vai apurar melhor essa parada (que você está lendo em primeira mão aqui) e depois volta com mais novidades a respeito, certis?

* Buenas, abram alas para a deusa Regina Spektor!

LINDA, TESUDA... E CANTA PRA CACETE! 

 

Peitões divinos, como sua voz

Regina Spektor tem a força, com certeza! E seu novo disco, "Far" (que inclusive já foi milagrosamente lançado no Brasil), mostra isso mais uma vez. Pensa bem: no pop bundaço dos dias atuais, onde sobram hypes meteóricos e vazios de conteúdo, onde bocetões carnudos e sem conteúdo algum como Lady Gaga galgam os playlists movidos a jabá (pra desaperecer logo em seguida, sem deixar rastro algum de sua passagem), quantas cantoras e compositores do naipe de La Spektor você conhece? Cantoras, o blog que dizer, com a mesma categoria que ela possui: uma puta voz, com extensão absurda e modulações incríveis, uma destreza fodaça ao piano (afinal, ela se dedicou durante anos em conservatórios ao aprendizado do instrumento), um feeling mortal pra compor belíssimas melodias e canções e... fora que a russa naturalizada americana é um xoxotão – mas com cérebro.

Regina nasceu na antiga União Soviética, em 1980, filha de um fotógrafo que também tocava violino, e de mãe que era professora de música na Universidade de Moscou. Quando a família se mudou para os Estados Unidos, em 1989, a pequena Spektor foi estudar piano em conservatórios. Deu no que deu: na adolescência descobriu Beatles, folk e psicodelia e pirou. Começou a compor suas próprias músicas e foi fazer o roteiro básico de quem almeja um lugar ao sol no mundo da música: shows em bares enfumaçados, gravação de demos pra mostrar para produtores e selos, e muita ralação enfim. Foi quando, morando em Nova York, a gatíssima de voz insinuante e marcante conheceu a turma dos Strokes. A essa altura Regina já tinha lançado os elogiados discos "11:11" (em 2001) e "Songs" (no ano seguinte) e a turma de Julian Casablancas caiu de amores pelas músicas da garota. Não deu outra: o quinteto convidou Regina pra abrir a turnê da banda de 2003 e Regina Spketor se tornou, enfim, conhecida do grande público. Um conhecimento que só aumentou desde então, com ela tocando também ao lado do Kings Of Leon e do Keane, além de lançar jóias raras como "Begin The Hope", de 2006 e seu primeiro disco editado no Brasil.

 

La belle Spektor (acima) e seu ótimo novo álbum (abaixo)

"Far" não traz nenhuma grande inovação ao estilo musical da cantora e compositora, mas aprimora ao máximo o que já era ótimo nos álbuns anteriores. Esqueça a bonitinha canção "Fidelity" que tornou Regina conhecida no Brasil (por ter sido incluída na trilha da novela global "A favorita", sendo que por isso muita gente considera a música algo "ordinária", mas Zap’n’roll gosta dela, e daí?), e mergulhe de cabeça no novo disco. Regina Spektor entrega uma belíssima coleção de pop songs construídas a partir do piano (que ela toca como ninguém), onde a melancolia reina em algumas melodias de forma arrebatadora e magistral (vide o primeiro single do cd, "Laughing With", que é de partir os corações mais sensiveis, como o do blogger sentimental aqui). Não só: ela continua fazendo vocalizes lúdicos, como em "Dance Anthern Of The 80’s" (a faixa mais dançante do trabalho, e onde ela brinca com a sonoridade das primeiras vogais da letra da música), na bonita "The Calculation" (que abre o álbum) ou em "Machine", onde ela expõe toda a sua brilhante técnica à serviço de uma assombrosa extensão vocal.

Mas o que mais causa comoção mesmo em um cd impactante (pela força do material contido nele) do começo ao fim, é a beleza algo sofrida e tristonha de músicas como "Blue Lips" (de acento mais rock e menos folk, com guitarra discreta, percussão mais incisiva mas sem tirar a importância do piano na construção melódica; é a música preferida do autor destas linhas rockers online em todo o cd), "Genius Next Door" ou "One More Time With Feeling". Em todas elas Regina Spektor se mostra madura, sedutora, instigante e completa como cantora, compositora e pianista. Linda que é, gostosona e com tal envergadura artística, ela não está mesmo pra brincadeira em um negócio – a música pop – que se tornou uma grande palhaçada.

Alguém poderia pensar em trazer Regina Spketor pra tocar no Brasil. Enquanto isso não acontece, a solução é delirarmos ao som de uma maravilha como é esse "Far".

REGINA SPEKTOR AÍ EMBAIXO

No clipe da linda e triste "Laughing With", o primeiro single do álbum "Far"

Regina Spektor - "Laughing With"

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BRUUUUUNOOOOO É FOOOOODAAAAA!!!!!

Sacha Baron Cohen é gênio, ponto. Entenda isso da forma que melhor lhe apetece, claro. Mas esse ator e comediante inglês de 37 anos de idade, que nasceu em Londres e começou sua carreira há menos de uma década e meia, já está com seu nome gravado na galeria dos mestres do humor anárquico da cultura pop do novo século. Há três anos, Sacha era "Borat", o repórter mais famoso do Cazaquistão e que ia pros EUA "fazer a América". Deu no que deu: "Borat" se tornou mega hit cinematográfico da cultura pop e enloqueceu de rir platéias dos quatro cantos do planeta.

Agora Sacha é... Bruuuuunooooo!!! Hã???

Se você assistiu "Borat" e achou o filme "pesado" demais em certos momentos, na questão de extrapolar os limites toleráveis do chamado "politicamente incorreto", então nem é bom pensar em ir ver a nova saga de Cohen, que desta vez encarna o repórter de tv fashion e gay Bruno. Ele é austríaco e é uma celebridade em seu país, cobre a vida mundana e hedonista dos desfiles de moda da alta costura mundial, badala entre celebridades e se veste sempre com os últimos modelões criados pelos estilistas mais famosos. Yep, esqueça o bigodinho careta do "Borat". Em "Bruno", Sacha surge de cabelon loiro, franja indie/emo, magérrimo, e vestindo macacões de vinil prateado. Chique no "úrtimo", uia! Mas Bruno cai em desgraça quando vai cobrir a semana de Moda em Milão e apronta durante os desfiles. Perde seu emprego na tv austríaca. Então, decide ir pros EUA (claaaaro!), para se tornar uma celebridade mundial. Aí você imagina o que Sacha Baron apronta no filme a partir de sua chegada no país mais rico do mundo – e também o mais conservador, careta, reacionário e intolerante com questões como diversidade sexual, por exemplo.

 

Não, não é a versão fashion e bichona de Borat. É ele mesmo! Bruuuuunooooo!!!!!

Há cenas absurdas e memoráveis durante toda a pelicula, como quando Bruno produz um piloto de um programa seu para uma rede de tv, onde ele exibe, entre outras "maravilhas", seu glorioso... pau! Ou, ainda, quando tenta entrevistas Harrison Ford e recebe um "vai se foder" do astro hollywoodiano. Ou ainda quando decide "adotar" uma criança africana (seu raciocínio é: "se é bom para Madonna, será pra mim também") e a troca por um i-Pod carregado com o último disco do U2, e "despacha" a "encomenda" em uma caixa de papelão, que vai no bagageiro do avião. Quando percebe que não há lugar no mundo das celebridades para um gay (!), Bruno resolve "tentar" se "converter" e se tornar um heterossexual. Para isso, vai se consultar com pastores protestantes, ex-gays convertidos e especialistas em fazer bichonas como nosso (anti)herói se tornarem héteros novamente. Ah, sim: antes Bruninho vai se consultar com um médium, em busca de um contato imediato com o falecido... Milli Vannily! Quando o contato é "estabelecido", Bruno chupa o pinto de Milli, bate punheta pra ele e recebe um abençoado jato de porra na cara. E sai da "sessão" convencido de que viu a luz para seus problemas, hihi.

No final das contas, tudo é uma mega, master gozação e tiração de sarro sem dó, que Sacha promove contra a intolerância sexual e racial (ele tentando promover a paz entre árabes e judeus é de chorar de rir), contra a futilidade extrema que permeia o vazio e inútil mundo das celebridades e da moda e contra um mundo que vive muito mais de aparências do que de realidade, um mundo onde as pessoas em sua grande maioria só valorizam mesmo a forma e não o conteúdo, um mundo que, em pleno século XXI – a era da evolução tecnológica extrema – está mais moralista e careta do que nunca.

 

Bruno literalmente "montado", em cena do filme homônimo

O filme é absurdamente politicamente incorreto, e por isso mesmo ótimo. Em alguns momentos, chega a ultrapassar o limite do tolerável no sentido de ser "ofensivo", rsrs. E se você levar a sério mais esta grande piada de Sacha Baron Cohen, vai sair chocado de verdade do cinema – felizmente, não foi o caso de ninguém que estava na sesão de imprensa da fita, na última segunda-feira à noite, em Sampa, num dos shopping centers mais, hã, luxuosos da cidade. Zap’n’roll estava lá, a sala estava lotada e literalmente foi abaixo em gargalhadas durante toda a exibição da película.

E, no final, Bruno consegue se tornar um popstar. Grava até uma música em favor da paz, ao lado de Bono, Elton John (a biba véia suprema, uia!), Chris Martin, Sting, Slash, Snoop Dogg e outros menos "votados". Pois é: Bruno é foda! E sua saga chega aos cinemas brasileiros no próximo dia 14 de agosto.

Se preparem!

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ENTÃO É ISSO

Este post vai ficando por aqui. Ainda íamos falar de mais algumas coisinhas (como o futuro disco solo do Julian Casablancas e tal), mas fica pra sexta porque a correria aqui tá grande. Mas fiquem tranquilos que na sextona vem o postão master do finde. Falando do vôo solo do vocalista dos Strokes, do Dead Weather (hã? What Jack White?), e também desovando uns premiozinhos aê que estamos devendo pro nosso amado leitorado. Premiozinhos que serão engordados agora com esta modesta supresa do blogon campeão de surpresas: corre lá no finatti@dynamite.com.br que está rolando, em caráter de emergência

UM INGRESSO pro showzaço da Cat Power neste sábado, na Via Funchal, em São Paulo, que acaba de cair de bandeja no colo zapper, hihi.

Então corra porque o blog irá receber os pedidos desesperados neste sentido apenas até o meio-dia desta sexta-feira. O nome de quem ganhar o passaporte divino estará aqui, no post que irá ao ar no final da tarde da mesma sexta-feira, okays?

Deixando beijos apaixonados na mega amada Rudja Catrine, o blog vai nessa. Logo menos tem mais aqui, certis? Abrax!

(finalizado por Finatti em 15/07/2009, às 16:45hs.)

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