Dynamite

Entries for month: June 2009

O velho Placebo, a Vice, algumas despedidas... (finalizado em 6/6/2009)

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Brian Molko e o Placebo: "velhos" demais pro indie hype, mas ainda em forma no novo disco 

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EXTRA DA SEXTONA – POPLOAD GIG!

Entonces, enquanto o blogon doidon se recupera do pandemônio de ontem à noite, quando rolou a festa d Chili Beans no Inferno, e vai escrevendo suas impressões sobre o novo álbum do Placebo, você fica sabendo aí embaixo quem vai na faixa neste finde, na Popload Gig, lá na Clash, com shows do The View, Holger, Mickey Gang, No Age e Matt & Kim:

* Daniel Meirelles: ganhou o par de convites pro sábado;

* Fábio Primantti: vai curtir a balada no domingão.

Ambos já foram avisados por e-mail como devem proceder pra retirar seus convites. E a premiação aqui não pára! Enquanto não chega a resenha do Placebo, corre no finatti@dynamite.com.br, que continuam em sorteio por lá:

* Dois ingressos para o show dos Kooks, dia 19 de junho na Via Funchal;

* Duas camisetas (uma masculina e outra feminina) da style grife Banca de Camisetas;

Mais dois exemplares de "Tragam os cavalos dançantes", o livro que conta a história da domingueira Grind, da Loca, a festa rocker mais bombada da capital paulista.

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Buenas, o mondo pop/indie rock segue calmo no finde, a não ser pelo fato de o deus Iggy Pop ter esculachado o Smashing Pumpkins e o Limpa Biscoito (ops, Limp Bizkit) numa entrevista ao The Sun. Na boa, Billy Corgan foi um dos maiores gênios do rock nos anos 90’, mas ele perdeu a mão. O fato de querer insistir com os Pumpkins só mancha o glorioso passado da banda.

E aqui, o finde vai ser fervido com a Popload Gig, mais o Zumbis do Espaço na Outs (no sábado, na rua Augusta, 486), mais Ecos Falsos, Banzé e Seychelles no Inferno (também no sábado, na rua Augusta, 501) e o gringo Black Mekon lá no Berlin (rua Cônego Vicente Miguel Marino, 85, Barra Funda, zona oeste de Sampa), também no sábado (mais conhecido como amanhã).

O blogão vai nessa porque está trabalhando em cima da audição do Placebo. Se a resenha não entrar aqui até amanhã, fica pro comecinho da semana, okays?

Você já ouviu falar do The Pains of Being Pure at Heart? Nop? Entonces, o chapa Cris Viteck ouviu, adorou e deu a dica. Logo menos o blog fala melhor deles, certis?

Inté!

(atualizado por Finatti em 5/6/2009, às 17:35hs.)

* Brrrrr... muito frio na cinza mega metrópole brazuca. E o blog adora! E adora escrever na madrugada, no silêncio que permeia a kit do velho jornalista indie rocker, enquanto ele vai batucando palavras e textos na tela do micro. Zap’n’roll sempre amou frio e sempre detestou calor. E agora ama mais ainda, quando está embalado por uma nova e avassaladora paixão – sim, a vida é feita de paixões perenes, por que não? Um brinde a elas, as paixões! Ainda que a nova deusa destas linhas rockers online esteja muuuuuito distante de Sampa rock city. Mas logo logo o blogger andarilho vai atrás dela, sem problema... assim que seu pavor por aviões se acalmar novamente, após passar o trauma do último finde com o acidente da Air France. Yep, viajar de avião é foda. E Zap’n’roll também detesta aviões. E sempre tem a certeza que vai sumir desta vida um dia, a bordo de uma geringonça aérea. Mas antes que isso aconteça, ele ainda vai conseguir ir atrás de sua deusa distante.

* Lançamento da Vice, na The Week? O blog ia, mas acabou desistindo por causa do friozão reinante nas ruas paulistanas. E também por se dar conta de que iria topar, por lá, com um bando de tipinho mala, arrogante, prepotente e sem noção, sendo que não é preciso ficar citando nomes aqui. Na real, talvez o autor destas linhas rockers virtuais esteja ficando mesmo velho pra certas coisas, pois ele se sente cada vez menos dentro do mundo de frivolidades fugazes, de fogueiras de vaidades, do querer aparecer e ser notado a qualquer custo e dos hypes passageiros e cretinos que movem boa parte da cultura pop (cultura pop que, de resto, continua sendo amada por este blogeiro). Neste ponto, o blogger zapper se parece muito com mr. Alderaba Cavalcanti (o dileto PC pros mais chegados), o homem que edita a seção Guia, da Rolling Stone. Paulinho é low profile total. E está certíssimo em ser assim.

* Claro que a Vice merece todas as festas do mundo, e deverá dar uma ótima animada no mercado de publicações nacionais voltadas para a cultura pop e indie. Fora que ela tem o boa praça Ademir Corrêa à frente de sua edição. Ademir, que também já foi editr da RS, sabe o que faz. E a revista deverá ser beeeeem bacana, como a RS é.

* Anyway, tanto pra escrever aqui. E tanta preguiça também... mas vamos lá: a nossa, a sua rocker e atriz crazy Juliette Lewis, deixa o grupo The Licks de lado e parte para lançar seu primeiro disco solo. Que vai se chamar "Terra Incognita" e chegará às lojas em setembro. Zap’n’roll gosta muito dela e o segundo disco dos Licks é realmente fodão. Pena que o show da banda no Tim Festival de 2007 tenha sido tão... meia-boca.

* O "VELHO" PLACEBO ESTÁ DE VOLTA – Você, jovem e dileto leitor destas linhas virtuais rockers, já deve considerar o Placebo uma banda velha, que não rende mais assunto em blogs descolados e que vivem atrás do último hype da cultura pop e rock alternativa. Pois então, o "velho" trio liderado por um hoje quase quarentão Brian Molko (ele está com trinta e seis anos de idade), está aí novamente na área, como seu novo disco, que sai hoje na Inglaterra. O álbum se chama "Battle For The Sun" e é o primeiro trabalho inédito do trio (que ainda conta com os mesmos Stefan Olsdal e Steve Forrest, no baixo e bateria) desde 2006. O Placebo já existe há uma década e meia e tocou por duas vezes no Brasil, ambas vistas pelo autor deste blog, que considerou a segunda passagem do trio por aqui melhor do que a primeira. Foi aliás por causa de uma promo de ingressos no blog (então, ainda coluna) que Zap’n’roll conheceu aquele monumento chamada Flávia Stawski. Linda, curitibana, a pele total branca, Flavinha amava piercings (tinha colocado um em um dos seus mamilos) e Placebo. E foi uma ótima amiga e cia. de baladas do blog durante algum tempo. Flavinha está sumida... onde andará ela? Sobre o disco em si, já estamos dando uma "orelhada" nele e se o dito cujo merecer, voltamos a falar a respeito no próximo post.

* Enquanto isso, já há dois vídeos circulando na net do novo disco. São dos dois primeiros singles do álbum, a faixa-título mais "For What It’s Worth". Dá uma olhada nos dois aí embaixo:

Placebo – "Battle For The Sun"

Placebo – "For What It’s Worth"

* Agora, o que não está dando pra ageuntar meeeeesmo é a falta de noção que tomou conta de boa parte das bandas do indie rock brazuca. Talvez por isso mesmo o blog, que sempre apoiou e acompanhou esta cena muito de perto, agora ande meio com "bode" de falar de bandas novas e lançamentos idem. Afinal, o sujeito aqui, ranzinza e cada vez mais exigente que está, pegou uma batelada de cds esta semana na redação da Dynamite, pra resenhar – por ordem do nosso amado "editador" Pomba, é bom frisar ("você anda muito preguiçoso!", disparou mr. Cagni para o autor do blogon enroladon. "Tem um monte de cd aí que você podia pegar, dar uma ouvida e comentar no blog".). Bom, Zap’n’roll fez isso. E ficou pasmo em ver como as bandas, nestes tempos de internet, ainda insistem em mostrar seus trabalhos em cds muitas vezes toscos, com capinhas péssimas e tals. Isso sem contar a – má – qualidade musical do trabalho em questão. No meio da cacetada de cds que o blog levou pra sua casa, pouca coisa se salva realmente. Bom, falamos melhor a respeito disso logo mais aí embaixo, peraê.

* Despedidas e mini-festivais indies bacanas, non? O finde vai ser agitadão em Sampa: vai ter show de despedida dos Borderlinerz na sexta, no Inferno Club (quando vai tocar também o sempre ótimo Daniel Belleza & Os Corações em Fúria). E no sábado, no mesmo Inferno (que fica na rua Augusta, 501, centrão rocker de São Paulo), o trio Banzé também faz sua gig de adeus, sendo que a banda lançou um disco muito bacana ano passado mas que infelizmente teve repercussão quase nula. Na noite do show do Banzé também tocam Ecos Falsos e Seychelles e é uma ótima balada pra você curtir depois de ir na Clash Club (lá na rua Barra Funda, 969), assistir a primeira noite da Popload Gig, do nosso mui amado Luscious Ribeiro e seu blog sempre agitadão, a Popload. Na primeira noite da Popload Gig tocam a sensação paulistana Holger mais os gringos No Age e Matt & Kim. No domingão é a vez do Mickey Gang mais os porradões escoceses do The View. Bão, dear Luscious foi bacana com o blogon zapper e descolou um par de convites por noite, pra ser sorteado entre nosso dileto leitorado. Então, enquanto o blog vai dar uma cochilada (já é madrugada alta aqui), você corre lá no finatti@dynamite.com.br e tenta a sorte. Quem ganhar os passaportes free pra Popload Gig, terá seu nome publicado aqui no post da sextona, que antecipa o barulho indie pop do finde, okays?

* Opa! Blogon de volta! Dá uma olhada aí embaixo, hihi.

A NADA MOLE VIDA DE UM BLOG DE ROCK ALTERNATIVO

Trecho de "press release" que chegou às mãos do autor deste blog, junto com o cd-promo da banda Inverno: "...A banda Inverno consegue misturar todos os sentimentos conflitantes que existem dentro de um ser humano na sua música, mostrando como romper barreiras entre o comercial e o underground (...) Em dois anos de existência e tendo como total influência o rock dos anos 90’, as maiores características da banda são: a criatividade em suas composições e a presença de palco contagiante, que quebra tudo por onde passa...". Wow!!! Com tamanha falta de modéstia para descrever o próprio trabalho, é de se supor que o som dos caras seja realmente algo fantástico.

Negativo. Oriundo de Goiânia (a chamada "Seattle brasileira", onde pululam dezenas de bandas bacanas como MQN, Johnny Suxxx, Bang Bang Babies, Mechanics etc, além de que em Goiânia fica a sede da Monstro Discos, um dos grandes selos indies do país e que promove anualmente os já consagrados festivais Bananada e Goiânia Noise), o quinteto Inverno (formado pelo vocalista Jr. Pereira, pelos guitarristas Wendel Macedo e Thiago Leopoldino, pelo baixista Gustavo Bandeira e pelo baterista Luiz Henrique) faz rock pesado mezzo grunge/mezzo heavy, com guitarras estridentes e letras em português que são puro clichê disparando em todas as direções possíveis (há a letra "romântica", a de "protesto político" e por aí vai). Quem aguenta ouvir versos deste calibre: "Estão a te enganar/Pra te controlar/Enquanto você sonha em frente a uma tv/Sonhos já não me salvam mais..." (trecho da faixa "O peso", a última das quatro que compõem o EP que o grupo enviou à redação do portal Dynamite). Uma "poesia" pueril que envergonharia um estudante do ensino fundamental. O som do conjunto é até bem gravado, bem tocado e tal. Mas o rock é esquemático, não mostra nenhuma novidade nas melodias e as letras... bem, é o que já foi dito acima.

O Inverno abre este tópico apenas como exemplo para que quem lê estas linhas rockers online se dê conta de como anda mal das pernas boa parte da indie scene nacional. Sim, hoje existem zilhões de bandas no país (como, de resto, no mundo todo) tentando um lugar ao sol. E com todas as facilidades tecnológicas existentes nos dias atuais para se gravar e divulgar seu trabalho (mp3, mp4, troca de arquivos musicais, MySpace, Youtube, Orkut etc, etc, etc.), as bandas muitas vezes acham que é só gravar algo tosco no computador, mixar, masterizar, por na rede, tirar algumas cópias em cd-r pra distribuir entre jornalistas de jornais, revistas, sites e blogs especializados (como este) e pronto. A banda já existe, vai fazer milhares de shows, vai conquistar um público imenso e fiel e vai ficar rica e famosa da noite pro dia.

Nada disso. Se por um lado a evolução tecnológica ajudou os grupos na forma como eles gravam e distribuem sua música, por outro permitiu que qualquer bandeca sem a mínima condição de mostrar seu trabalho em público esteja aí, azucrinando os ouvidos da humanidade. Não é mole: dos discos que Zap’n’roll pegou esta semana na Dynamite pra dar uma escutada e resenhá-los na página de lançamentos do site, pouco ou nada se salva. Tem o quarteto Meiofree, de João Pessoa (capital da Paraíba) que, apesar do nome meia-boca, manda bem num mix de guitarras psicodélicas, melodias idem, grooves meio funkeados, letras razoáveis e bons vocais (por conta de Pedro Faissal), sendo que você pode saber mais sobre eles em www.meiofree.com. Tem também o terceiro disco de inéditas do lendário grupo paulistano Smack, um ícone do pós-punk da capital paulista nos anos 80’, e que voltou com um SMD bacanudo de cinco faixas, com aquele climão dark que sempre permeou a musicalidade do conjunto, fora as letras estupendas escritas pelo guitarrista e vocalista Pamps. E fora que o grupo ainda conta – como sempre – com o gênio Edgard Scandurra também nas guitarras, mais Sandra Coutinho (das Mercenárias no baixo) e mais Thomas Pappon (que ficou célebre no Fellini) na bateria. Ou seja, aqui o patamar é outro e estamos falando de profissionais, não de amadores que não sabem o que escrever ou só vomitam porqueiras na hora de por a mão num instrumento.

O resto do "pacote" pêgo pelo blog é algo entre o horrível e o lamentável. Tem o pop bem feito mas indigesto e sem sal do Gurus (no disco "Evolução", que tem participação, vejam só, de Herbert Vianna, dos Paralamas do Sucesso), o rock "revoltadinho" e embalado para fms jabazeiras do Vivendo do Ócio (uns moleques cariocas que emulam o MopTop na cara larga, mas sem o talento do primeiro, e o pior é que essa bobagem saiu pela DeckDisc, pode?) e o metal "épico" do duo Lucia Lie, que pelo menos conta com bons arranjos e bons vocais da dupla Robert Connolly Jr. e Lorena Ruiz.

É tudo realmente muito desanimador e assim, desta forma, o blogon que sempre apoiou a indie scene brazuca, vai meeeeesmo continuar preferindo falar de novidades gringas, como o disco novo do Placebo. Certo?

* Bão, pelo menos na semana que vem o Orgânica, daqui de Sampa, vai lançar seu primeiro álbum na Outs, em noitão rocker que também terá discotecagem de Zap’n’roll na pista, dando início às comemorações dos seis anos de existência virtual do blog. O Orgânica promete: tem uma vocalista descolada e bacana (a Candy) e feras em sua formação, como o Bacalhau (que ainda continua tocando no Ultraje A Rigor) e o Ortega (que já tocou em trocentas ótimas bandas paulistanas, como o Pavilhão 9, por exemplo). Zap’n’roll ainda não ouviu o disco da turma, mas irá fazer isso neste finde, se a correria permitir. E em algum post da próxima semana, iremos comentar o trabalho aqui, junto com uma mini-entrevista com a banda, certis?

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É isso? É Isso. Por hora é só. Mas como já foi dito no começo do post, o finde vai ser fervido em Sampalândia (e já começa amanhã, quinta, com festa de lançamento de nova noite rocker no Belfiori, lá na Barra Funda, com show dos já lendários Mickey Junkies). Tem Borderz e Belleza sexta no Inferno, Ecos Falsos, Seychelles e Banzé no sábado no mesmo Inferno, Popload Gig na Clash (atenção: quem está a fim de ir na faixa na baladaça indie rocker promovida pelo nosso querido vizinho de blogagem, a Popload, corra no finatti@dynamite.com.br e faça seu pedido pra ganhar um par de convites pra cada noite do mini-festival) etc. E tem Volver hoje, quarta-feira, de grátis, no StudioSP, em balada que começa cedo, às nove da noite.

Logo menos, até sexta, aparecemos por aqui novamente. Até lá, com beijos quentes na Rudja e beijos carinhosos na Nát beuda, na Karin e na Ana Laura.

(finalizado por Finatti às 16:30hs.)

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