Dynamite

Entries for month: June 2009

A volta triunfal do Blur, o novo Gossip... e Micahel Jackson is dead! (versão final em 26/06/2009)

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Uma banda gigante, de volta com sua formação original: o Blur arrasa novamente na Inglaterra 

Brasil em campo.

E o blogon pensando no grande comeback com seu line up original, do mega amado quarteto inglês Blur, uma lenda viva – e pra lá de atual – do britpop dos 90’. E pensando também como o autor destas linhas rockers online continua achando futebol uma das bobagens mais desagradáveis que existe na história do esporte mundial. Sim, claro, a humanidade ama futebol (inclusive a linda e amada Rudja Catrine, musa zapper e girlfriend do blogger que adora ser voz discordante do senso comum, hehe. E não que Rudja seja uma garota afeita ao senso comum, longe disso, mas ela também gosta de futebol e Zap’n’roll respeita isso, sem problema), mas o blogon considera que as pessoas perdem tempo e energia demais discutindo as nuances que permeiam um esporte algo estúpido, grosseiro, agressivo, que se resume a vinte sujeitos (descontando-se os dois goleiros) correndo atrás de uma bola – e que geralmente ganham fortunas pra fazer isso, enquanto a grande maioria dos torcedores dos clubes se matam pra assistir jogos nos estádios, pagando ingressos caros e abrindo um sorriso desdentado quando seu time ganha. Enfim, nada contra futebol, mas existem esportes melhores e mais agradáveis de se assistir, esteticamente falando. E há também coisas mais importantes no mondo da cultura pop, rsrs. Como a volta do grande Blur. Ou o disco novo do Gossip. Ou o amor que une hoje Zap’n’roll e Rudja. Mas estes assuntos mais "importantes" você começa a ler agora, aí embaixo, no blog sempre bom de bola (ops) e de papo também.

* Ah, sim, jogo encerrado. E a seleção do Dunga bateu a África do Sul, por 1 a 0, no sufoco, aos 42 minutos do segundo tempo.

* Mondo dos muito ricos e famosos: a praga Gugu Liberato assinou hoje contrato com a rede Record, por oito anos. Deixa o SBT em março de 2010, após ficar 21 anos na emissora do homem do Baú. Nos domínios do bispado, vai ganhar R$ 3 milhões por mês – não, você não leu errado. Vem cá: não é muita grana pra uma pessoa só, ainda mais em se tratando de alguém que pouco ou nada fez para melhorar a qualidade da tv aberta no Brasil? É, pobre Brasil...

* E lá se foi Farrah Fawcett, a loiraça que acompanhou a infância do blogger popper nos anos 70’, quando ela brilhava no seriado "As Panteras". Farrah, um dos grandes sex symbols daquela época (quantas fantasias eróticas mirins não tivemos com ela?), era lindíssima e há três anos lutava contra o câncer. Perdeu a batalha hoje, aos 62 anos de idade. Boa viagem, loira inesquecível!

* BOMBA! WACKO JACKO TAMBÉM BATE AS BOTAS – Quinta-feira realmente neeeegra no mondo pop. Enquanto estas linhas zappers estavam sendo escritas, no final do dia vinha a notícia dos EUA: Michael Jackson estava internado em coma no Ucla Medical Center, em Los Angeles, após sofrer uma parada cardíaca em sua casa. Minutos depois, vinha a confirmação da morte de um dos maiores astros de todos os tempos da música pop. Ok, vamos esquecer por alguns momentos a vida bizarra do sujeito, as extravagâncias ao cubo, os escândalos de pedofilia nos quais ele se meteu etc., e nos lembrar apenas de um único detalhe: estamos falando do cara que gravou o álbum "Thriller". Só a existência deste disco já é suficiente pra inscrever o nome de Michael na história da música pop que importa, e também conceder a ele o adjetivo de gênio, algo inquestionável. O resto é o resto (e ele também fez muita coisa bacana além de "Thriller", embora sua trajetória artística tenha sido um autêntico fiasco na última década e meia). Anyway, a importância de MJ para a música pop já pode ser medida pelas reações da mídia e dos fãs mundo afora, à notícia de sua morte – o site da NME foi curto e grosso em sua manchete: "Michael Jackson is dead!". E em extensas sub reportagens informa, por exemplo, que nomes consagrados do rock alternativo (e mesmo mainstream) já estão preparando tributos ao cantor, como é o caso do graaaaande Blur, do We Are Scientists e do Calvin Harris. Enfim, é isso. Wacko Jacko tinha 50 anos de idade e estava preparando uma volta triunfal aos palcos a partir de julho, na Inglaterra, sendo que praticamente não havia mais ingressos para a série de shows. RIP, man!

* Da famosa seção "parem as máquinas!": a mega edição brasileira da Rolling Stone, em pleno trabalho de fechamento da edição de julho, teve que parar tudo, por conta da morte de Michael Jackson, e reformular quase toda a pauta. Não está descartada a possibilidade de que Wacko seja a capa de julho. A aguardar...

* Foi, enfim, a bomba desta quinta-feira friorenta e chuvosa, ao menos aqui em Sampa (ótimo que esteja assim, Zap’n’roll adora e fica ainda com mais saudade de sua distante girlfriend). Ofuscou até o mega bochicho em torno da volta do Blur e quase fez o blogon zapper reformular a sua pauta. Mas vamos em frente.

O BLUR VIVE!

(UM MINI DIÁRIO SENTIMENTAL)

O mega e tradicional festival de Glastonbury vai balançar a galera rocker britânica neste finde. E no sábado (leia-se amanhã), o ressuscitado quarteto britpop Blur, que Zap’n’roll sempre amou de paixão desde o primeiro álbmum (o "Leisure", lançado em 1991, já há longínquos dezoito anos), vai fazer o povo tremer em Glasto, ao som de "Boys & Girls", "There’s No Other Way", "Park Life", "The Universal", "Bettlebum", "Tender", "Coffe & Tv", "Song 2" e tantos outros hits fodásticos que vem embalando quem curte rock alternativo desde os anos 90’ até hoje. De volta com seu line up original (Damon Albarn nos vocais, Graham Coxon nas guitarras, Alex James no baixo e Dave Rowntree na bateria) o Blur, que é um dos gigantes do rock inglês até hoje, se tornou novamente assunto do dia com seu comeback. Está na capa da NME desta semana, está causando furor na web com os vídeos que já circulam no Youtube mostrando a banda em ensaios e shows pequenos para a nova turnê, e depois de ser headliner amanhã em Glastonbury, o quarteto irá tocar quinta e sexta-feira da semana que vem no Hyde Park, em Londres. Se você está pensando em ir em alguns desses três shows (o do Glasto ou um dos dois na capital inglesa), desista: os ingressos estão esgotados há meses.

O grupo merece tudo isso, claro. E falar dele aqui traz enoooormes e ótimas recordações ao blogueiro zapper. Tudo começou em 1988 na capital inglesa, onde os amigos Albarn, Coxon e James estudavam no mesmo colégio. E como todo bom inglês que se preza, quando se junta com mais amigos em um colégio ou faculdade, o que ele faz? Monta uma banda, óbvio. Não foi diferente com o trio, que logo recebeu a adesão do batera Dave Rowntree. Os ensaios começaram, shows idem e veio o primeiro álbum em 1991. "Leisure" era um bom disco, que carregava eflúvios de indie guitar rock britânico oitentista com algo de shoegazer. Chegou a ser lançado na época no Brasil em vinil (e Zap’n’roll, que então escrevia para a Istoé, recebeu um exemplar da gravadora Emi) e emplacou tanto lá como aqui dois singles, a linda "She’s So High" e a dançante "There’s No Other Way". Era também época de Espaço Retrô (o primeirão mesmo, na rua Frederico Abranches, em Santa Cecília, atrás da igreja que fica na praça em frente; o casarão que abrigava o bar não existe mais: foi demolido e em seu local repousa um terreno baldio, cercado por um muro) e de muitas noitadas maluca do blogger maluco por excelência (mas que está ficando tiozão e querendo sossegar na vida com uma certa garota nascida na Guiana Francesa, e que mora na capital do Amapá, rsrs). Muita cocaína nos banheiros do porão do sobrado, ao lado da pista, muito whisky, muitos peitos femininos "mamados" nos cantos escuros, muitas xoxotas fodidas também ali, em condições precárias – o que tornava tudo ainda mais excitante, sempre. Loucuras enfim de um jornalista rocker já quase trintão e que, com síndrome de Peter Pan, queria prolongar sua adolescência ao máximo possível. E sempre ouvindo Blur, na pista do Retrô ou na sua casa, ainda no apê da rua Frei Caneca.

Os anos passaram, a banda foi lançando álbuns cada vez melhores e o conjunto estourou em popularidade na Inglaterra com a obra-prima "Park Life". Editado em abril de 1994, é seguramente um dos vinte melhores discos de toda a história do rock. Famoso também por sua capa onde era mostrada uma corrida de cães (nada mais inglês, né?), além das fantásticas músicas que continha, "Park Life" narrava em crônicas de pouco mais de três minutos o estilo de vida muito peculiar dos ingleses, tudo com muita acidez e fina ironia. E essas crônicas foram alinhavadas em uma gama de canções que deambulavam por estilos tão díspares quanto a valsa, o heavy metal (sim!) e o notório britpop, o esitlo musical criado pela banda junto com seu arqui-rival, o Oasis (parentese altamente necessário: o autor deste blog sempre amou Oasis também, mas considera o Blur muito mais banda que o grupo dos manos Gallagher, musicalmente falando, e isso é inquestionável). Um discaço enfim, que chegou merecidamente ao topo da parada britânica (é, naquela época a internet ainda era novidade, não se baixavam músicas e discos a rodo na web e as pessoas ainda compravam cds) e embalou milhões de rockes mundo afora (o zapper aqui incluso na história, sendo que a resenha de "Park Life" foi umas das primeiras do autor deste blog publicada na saudosa edição impressa da Dynamite), com canções sensacionais como "Boys & Girls", "Tracy Jacks", "End Of A Century", "Bad Head", "London Loves" e a lindaça "This Is A Low" (outro parentese: já por volta de 1994 e morando no Cambuci, o zapper sempre movido a paixões tórridas por garotas rockers malucas como ele, tesudas e fodedoras, começou a namorar com a estranhíssima Luciana De Mattias. Estranha porque ela era culta e sagaz ao extremo, antenadíssima com cultura pop, mas sempre muito quieta, com um olhar enigmático e estudante de... veterinária, vejam só. Mas Lu também era bonita, carinhosa e adorava as mesmas bandas que o jornalista britpopper também gostava, entre elas o Blur, de quem Luciana amava ouvir... "This Is A Low". Anyway, foi um namoro bacana enquanto durou pois um dia a futura veterinária partiu e Zap’n’roll não soube mais dela, quer dizer, a encontrou alguns anos depois em São Thomé Das Letras, ambos conversaram um pouco e depois não se falaram mais. Luciana deve ter casado com um cara legal e se ela por acaso ler este post, fica um beijo e a saudade do blogão zapper pra ela).

Daí pra frente e com a carreira já consolidada, o Blur oscilou entre discos medianos ("The Great Scape", de 1995), alguns muito bons ainda ("Blur", de 1997, que sacudiu o planeta com a feroz "Song 2", redescoberta para as novas gerações rockers quando ela foi incluída como trilha de um comercial de automóveis; ou "13", editado em 1999 e que contém a fofíssima "Coffe & Tv", que gerou um dos clips mais geniais que se tem notícia na hsitória do pop. Quem não se emocionou com a história de amor, mostrada no vídeo, entre... duas caixinhas de leite??? Pois é, hehe), e pelo menos um francamente medíocre: o desastroso álbum "Think Thank", lançado em 2003 e que mostrava um Blur meio perdido musicalmente e pendendo para a música eletrônica. No meio das gravações do álbum o guitarrista Graham Coxon, inconformado com os rumos que o grupo estava tomando, resolveu cair fora e foi se dedicar à sua carreira solo. Enquanto isso o baixista Alex James se afundava em cocaína, champagne e noitadas regadas a tudo isso mais bocetas quentes e loucas pra foder com um astro pop (Alex conta tudo isso em detalhes em sua biografia "Bit Of A Blur", lançada em 2007 e onde ele conta como torrou milhares de libras em cocaine e champagne) e a carreira (a musical, plis) do conjunto parecia estar chegando ao fim.

 

 Capa de "Park Life", a obra-prima do grupo

Ah, sim: antes do fiasco "Think Thank", a banda veio ao Brasil, em novembro de 1999, para um único show – em Sampalândia, óbvio, mas no medonho Credicard Hall. Era noite de domingo, Zap’n’roll se lembra muito bem, e o "elefante branco" da zona sul paulistana abrigava metade de sua lotação (cerca de três mil pessoas). Entre os fãs que estavam lá, o autor deste blog, acompanhado sempre das amadas irmãs Adriana (então grávida de sua hoje linda filhota, a Gabriele) e Vera Ribeiro. Descontando-se os eternos problemas de acústica do local, foi um show emocionante e que rendeu dezenas de fotos tiradas pelo sujeito aqui (em câmera ainda não digital, ou seja, as fotos foram reveladas depois no bom e velho papel fotográfico) e que estão guardadas até hoje em um álbum – se possível, algumas serão escaneadas e entram logo menos aqui neste post.

Foram seis anos sem tocar juntos. Nesse período, como já foi dito, Graham Coxon foi cuidar de sua carreira solo e Damon Albarn se dedicou à sua outra banda, o Gorillaz, que chegou a fazer bastante sucesso também, principalmente com o primeiro disco, homônimo, lançado em 2001. Mas aí bateu a saudade, os fãs nunca se esqueceram do amado Blur, Coxon e Albarn superaram suas divergências pessoais e musicais e eis que o grupo está aí novamente, inteiro, vivo, forte e chutando em pleno 2009, pra alegria geral da nação rocker.

É uma volta tão importante que vem sendo falada e comentada desde que foi anunciada, em dezembro do ano passado, quando a própria Zap’n’roll também comentou pela primeira vez o assunto. E o bochicho em torno dos shows que o grupo irá fazer neste finde em Glastonbury e na semana que vem em Londres, só foi ofuscado ontem, quinta, pela notícia da morte de Michael Jackson. Nem tinha como ser diferente e o próprio Blur não perdeu tempo, já anunciando que irá fazer um tributo ao mega astro da música pop durante os concertos deste final de semana.

Na boa, seria fodástico se esses quatro voltassem a tocar aqui, nesse velho brazilzão. Da nação que frequentou o Retrô até a turma que hoje circula pela Outs (Edu, um dos donos do bar, é fanático pelo Blur) e todo o baixo Augusta em Sampa, todo mundo iria se emocionar novamente na gig, cantando todas aquelas músicas que nos embalam já há quase vinte anos. E continuarão, pelo jeito, nos embalando por muito tempo ainda.

Seja bem-vindo novamente, grande Blur!

* Este mini diário-sentimental sobre a volta do Blur vai dedicado, claaaaaro, pra amada Adriana Ribeiro. E também pra Eliana Martins e pra Luciana De Mattias, esteja ela onde estiver. Beijos doces em vocês todas, garotas!

* Pra saber mais sobre a volta do grupo, vai lá: www.blur.co.uk

* Este diário sentimental foi totalmente escrito ao som de "Park Life", a obra-prima do Blur.

BLUR PARA AS MASSAS!

Aí embaixo, novamente com a formação original e ao vivo em recente apresentação em Londres. E também relembrando os clássicos clipes de "Song 2" e "Coffe & Tv".

Blur – "Bettlebum" ao vivo em Londres, no último dia 22 de junho

Blur – "Song 2"

Blur – "Coffe & Tv"

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SAIDEIRAS

* Yep, não adianta querer esticar o assunto neste post porque só da Michael Jackson em tudo quanto é lugar: na web, nos blogs, sites, telejornais, diários impressos etc, etc, etc. Uma autêntica avalanche cobrindo a morte do sujeito que mais vendeu discos de um único álbum na história da música pop. Então, é bom ir parando por aqui mesmo, né?

* Ah, sim, de última hora meeeeesmo: se você ainda é metaleiro e ainda bate cabeça com o metal velhusco e mezzo glam do Twisted Sisters, alegre-se: eles tocam dia 14 de novembro em Sampa, na sempre bacana Via Funchal.

* E o modesto mas bem bacana blog Hooraay, escrito por uma turma legal lá de Macapá, continua dando show de bola. Os posts mais recentes, produzidos pela gatona Rudja (claaaaaro!) falam da banda Metric, comentam a nova edição da Rolling Stone a vitória do Brasil ontem sobre a África do Sul. Dá uma passada lá (é só clicar nos links amigos, aí ao lado) que vale à pena e muito, ainda mais na pobreza que é este mar de blogs da net brasileira.

* E, sim, Zap’n’roll detesta Twitter, Facebook e essas bobagens todas que circulam pela web. Portanto pede, encarecidamente, que o povo pare de enviar e-mails para o autor deste blog, convidando-o a entrar nessas paradas, porque ele não vai entrar, okays?

* E, sim II: "Música para homens" (com o título já traduzido, hehe) é o novo álbum do Gossip, cuja resenha completinha você lê no próximo post. Claro, a Beth Ditto, com seus trocentos quilos e tatuagens, é uma figuraça fodaça. A banda é bacana, possui uma ótima vocalista de espírito punkster e foi uma pena ela ter cancelado sua participação no último (e extinto) Tim Festival, na última hora. Pelo menos o novo álbum está aí, né? (fora o "Live In Liverpool", que saiu há pouco no Brasil, via Sony). Então a gente fala melhor dele logo no começo da próxima semana, promessa de blogon zapper.

 

A figuraça Beth Ditto, vocalista do The Gossip, que lança novo disco (abaixo), e cuja resenha estará aqui, no próximo post zapper

 

O BLOGÃO INDICA

* Discos: o novo do Gossip, "Music For Men". E "Thriller", pra se recordar sempre o gênio que foi Michael Jackson, independente de suas estripulias extra musicais.

* Filme: ainda não foi ver "Loki", documentário sobre o gênio Arnaldo Baptista que foi comentado aqui na semana passada, antes de qualquer outro blog? Tá marcando, mané!

* Baladas no finde: elas andam meio assim, hã, repetitivas. Tipo: mesmas bandas e artistas tocando sempre nos mesmos lugares e pras mesmas pessoas (quem aguenta ainda ver/ouvir Wander Wildner no circuito Augusta/Barra Funda? Fala sério...). Tá na hora de as nossas sempre animadas casas noturnas do circuito rocker alternativo darem uma sacudida na sua programação, não? Como fez a Outs esta semana, inaugurando o bem-vindo projeto "Outs Lounge", às quartas e quintas-feiras, começando e acabando cedo (tipo das seis da tarde à uma da manhã), com discotecagem, bate-papo em clima de boteco e breja barata. Enfim, pra quem quer dar uma badalada pelos bares, aí vaí: hoje, sexta, tem Rock Rocket no Inferno (rua Augusta, 501, centrão rocker de Sampalândia), enquanto que o velho punk Wander Wildner dá as caras no Belfiori (rua Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda, zona oeste de Sampa).///Já no sabadão Vilania, Condessa Safira e As Radioativas sobem no palco da Outs (rua Augusta, 486), pra animar a galere. E lá na Funhouse (alô Dani Buarque, como vai essa simpatia loura? Bijokas!!!), na rua Bela Cintra, 567 (Consolação, centro de São Paulo), tem a volta do trio Betty57, agora contando com o boa praça Samuca na bateria. Vai nessa? Zap’n’roll vai não, hihi. O blog vai curtir uma festona junina no sabadão. Sério...

SACO DE BONDADES DE VOLTA!

Uia! E pra participar dele, basta enviar aquela mensagem honesta e carinhosa pro finatti@dynamite.com.br, que estão em sorteio:

* Três exemplares de "Tragam os cavalos dançantes", o livro que conta a história do Grind, a domingueira rock que abala o clube A Loca, em Sampa, há mais de uma década;

* Mais dois kits com dvds e cds, cortesia da sempre amiga gravadora ST2.

E guentaê que estão chegando uns ingressos por aqui pro show da Cat Power, mês que vem na Via Funchal. Semana que vem o blog deverá ter uma definição sobre isso.

E BYE BYE!

Agora acabou, mesmo. Semana que vem tem mais! Até lá!

(finalizado por Finatti em 26/06/2009, às 16:30hs.)

Extra do domingão - The Kooks na última sexta, em Sampa!

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Os Kooks incendeiam a Via Funchal em Sampa, na última sexta-feira (foto: Mari Pereira) 

 

 

Foi um show bacana, que superou muito as expectativas que o blogon zapper tinha em relação a ele. Sem ser nenhum fanático pela ainda curta discografia do quarteto inglês (embora considere o álbum "Konk" bem legal em sua concepção power pop/indie rocker), lá se foi Zap'n'roll na última sexta-feira pra Via Funchal, em Sampa, conferir o som ao vivo dos Kooks.

Era uma noite friorenta na capital paulista. E, de cara, o autor deste blog se surpreendeu com a quantidade de público que baixou na Vila Olímpia pra assistir a banda. Havia cerca de quatro mil pessoas por lá (a esmagadora maioria composta por adolescentes animados, uma garotada beeeeem bonita e estilosa em seu visual "indie moderno", com as xoxotinhas exibindo cabelos de cores variadas, peitões à mostra em decotes generosos e tênis e botas também nos mais variados designs; fora as zilhões de t-shirts de bandas). Um público que cantou quase o repertório inteiro do grupo na ponta da língua, o que comprova mais uma vez aquilo que todo mundo já está careca de saber: o poder de difusão da web, já que The Kooks absolutamente não vende tantos discos assim no Brasil.

 

 

E Kooks deu o sangue no palco da Via Funchal. Se em disco o grupo não empolga os críticos mais radicais e ranzinzas (que consideram o conjunto pop demais, uma espécie de "boy band" do indie rock, com quatro carinhas bonitinhos e longe de possuir grande talento musical), ao vivo as canções dos dois álbuns lançados pela banda até hoje (fora o "Konk", editado ano passado, há a estréia deles com "Inside In/Inside Out", editado em 2006) ganharam uma energia e punch rock'n'roll que adrenou até os poucos tiozões - como o sujeito aqui - que estavam na Via Funchal. É sério: os quatro músicos mostraram energia incendiária; o vocalista Luke Pritchard, além de extremamente simpático e carismático (ao final do set, com humildade, disse em português arrastado "nós estamos muito felizes de estar aqui com vocês", arrancando urros de satisfação dos teenagers presentes), possui ótima presença de palco e, na última música do show, literalmente se jogou na fila do gagarejo e cantou boa parte da canção no meio dos fãs. E o guitarrista Hugh Harris, o "maestro" do grupo, demonstrou grande segurança e habilidade na exibição de riffs contagiantes.

A banda tocou o repertório de seus dois discos, sem grandes surpresas. Já abriu o set de forma matadora, com o hit "Always Where I Need To Bed" e a partir dele, foi um desfile de mais alguns semi hits ("Sofa Song", "Naive", "Sway", "Shine On"), dentro de um repertório que alternava momentos de pura explosão rocker com outros de extrema dolência, por conta das lindas baladas compostas pela banda - e que dominaram o bis generoso oferecido pelo quarteto, com cinco músicas, entre elas a belíssima "Seaside", que não constava do set list original mas que foi tocada pelos Kooks após o público a pedir com insistência.
Foi isso. Showzão bacana de uma banda nova surpreendente. E que, se continuar assim, ainda vai queimar muita lenha boa no rock alternativo dos anos 2000.

KOOKS - O SET LIST DO SHOW
Always Where I Need To Be
Matchbox
Eddie's Gun
Ooh La
Sway
Time Awaits
One Last Time
She Moves In Her Own Way
Mr. Maker
Do You Wanna
Naive
Love Is Like a Rainbow
Down To The Market
Shine On
See The World
You Don't Love Me
Bis
Princess Of My Mind
See The Sun
Stormy Weather
Seaside
Sofa Song

KOOKS NA VIA FUNCHAL
Aí embaixo, em vídeos já postados no Youtube, claaaaaro:


"Always Where I Need To Be", The Kooks ao vivo na Via Funchal, na última sexta-feira, 19/6/2009 (e como foi gravado do meio do público, a qualidade de som e imagem não é das melhores...)


"Shine On", também em Sampa, na Via Funchal

Este post sobre o show dos Kooks vai pra fã número um da banda, a linda e amada Rudja Catrine, o amor rocker maior e incondicional do autor do blogão zapper. 

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O blogon volta logo menos no começo da semana, com muuuuuito maaaaais. Até já! 

(enviado por Finatti em 21/06/2009, às 18hs.)

 

Cachorros de volta, um Loki e Jean Charles (um brasileiro como você) (versão final em 19/06/2009)

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Beto Bruno, o front man do Cachorro Grande (que lança seu novo disco), abraça Zap'n'roll em festão rocker em Sampa, em 2005

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Com quantas boas infos se escreve um blog de cultura pop?

Com muitas, com certeza. São dezenas, centenas, milhares de infos rolando velozes e vorazes diariamente pela net (em outros blogs, sites, portais), e também pela tv, rádio (ou o que resta dele) e pela mídia impressa (jornais, revistas e o que resta deles). Não é um trabalho mole, como já foi dito aqui outras vezes. Pelo contrário, ele se torna ainda mais árduo quando nos damos conta de que há milhões de blogs na web lidando com o mesmo segmento informativo (a cultura pop e o rock alternativo), e ainda mais complicado fica quando passamos por aqueles períodos de "estiagem" informativa, onde nada parece acontecer no mondo pop. Porém, de repente, do nada, os assuntos começam a surgir novamente, pautas caem do nada no colo dos blogueiros e a correria se inicia novamente. Como esta semana, por exemplo: anteontem, terça-feira (este post está sendo escrito na quinta), teve pré-estréia do filme "Jean Charles". Antes de ir conferir o mesmo, Zap’n’roll havia pêgo na redação da Dynamite o novo disco do Cachorro Grande, que ouve agora enquanto batuca estas linhas no teclado. Nesta quinta (hoje), também rola outra pré-estréia cinematográfica bacanuda em Sampa, o documentário "Loki" que documenta a incrível trajetória artística do "Mutante" Arnaldo Baptista. E amanhã, ainda e também em Sampa, tem show do quarteto inglês The Kooks, na Via Funchal (dá uma olhada lá no final do post, e confere se você é um dos felizardos que vai na faixa no show dos garotos). Ou seja: uma semana pra lá de agitada e que renova o tesão do autor destas linhas zappers em escrevê-las, pois nosso prazer maior é esse mesmo: levar boa informação pop ao nosso dileto leitorado, além de alguma polêmica também – mas polêmica sempre bem fundamentada e não vazia ou gratuita. Fazer blog na net se tornou algo muito fácil hoje em dia e qualquer um pode ter o seu. O difícil é escrever nestes blogs algo que realmente valha à pena, que contribua para divertir e informar quem está lendo. Muita gente sem competência, sem qualidade textual, desequilibrada emocionalmente e que não é do ramo, resolve montar um blog apenas pra destilar venenos, intrigas, rancores, raivas e ressentimentos pessoais, o que é péssimo. Por pura inveja e recalque, parte para atacar quem sequer conhece, numa clara demonstração de inveja e descontrole psicológico. Inveja da vida alheia, de quem tem a cabeça no lugar, de quem vive com dificuldade mas feliz por saber que ama e é amado. Enfim, são os percalços da vida humana filtrada através do olhar do "grande irmão" que é a internet, com tudo o que ela possui de bacana e de ruim. Dito isso, damos as boas-vindas a vocês que estão aí, do outro lado do compu, começando a ler mais um post do blogão de cultura pop e rock alternativo mais legal da net brazuca. É isso aê!

* E pra começar, um papo nada rocker e musical, mas que tem tudo a ver com a profissão do sujeito que digita estas linhas virtuais. O Supremo Tribunal Federal finalmente votou ontem, por esmagadora maioria (sete votos a favor, um contra), pela extinção da obrigatoriedade do diploma para excercer a função de jornalista. Trocando em miúdos: quem acha que tem a manha pra escrever e quer tentar a sorte na área (em redações de jornais e revistas, rádios e tvs, ou mesmo em sites de notícias), não precisa mais se graduar em um curso superior de comunicação e sair de lá com um canudo – muitas vezes inútil – embaixo do braço, pra tentar correr atrás do seu sonho profissional. Zap’n’roll, que não é formado em jornalismo (mas, sim, no curso de História, lá se vão vinte anos...), sempre foi frontalmente contra essa obrigatoriedade estúpida, uma herança nefasta imposta pela Ditadura Militar (que governou o Brasil por quase duas décadas e meia) nos anos 60’, com o claro objetivo de controlar o acesso à informação. Depois que os milicos se mandaram do poder, entregando-o aos civis, foi o próprio Sindicato dos Jornalistas, corporativo como ele só, que se encarregou de defender com unhas e dentes a manutenção do diploma, já que a grana que rola pro próprio Sindicato e também para as faculdades e universidades (a grande maioria, picareta ao extremo) que mantêm cursos de comunicação, é enooooorme. Fala sério... o autor deste blog chegou a cursar também Jornalismo, quando já trabalhava na editoria de Cultura da revista Istoé, entre 1988 e 1991. A disparidade entre o que era ensinado no curso (com uma estrutura próxima dos tempos das cavernas) e o que o zapper então vivenciava no dia-a-dia da redação da Istoé era gritante, e fez com que ele logo desistisse do curso. Claro, haverá sempre quem defenda a manutenção do diploma e a existência de faculdades execráveis que não ensinam nada, cobram mensalidades extorsivas de seus pobres alunos e despejam semestralmente nas ruas um bando de semi-analfabetos que não sabem sequer usar um micro. O blog nem é contra o curso em si, e sim contra a péssima qualidade que é verificada na esmagadora maioria deles aqui no Brasil. E sempre vale lembrar que alguns dos maiores nomes da história do jornalismo brasileiro (como Paulo Francis, Boris Casoy, Cláudio Abramo, Clovis Rossi, Carlos Heitor Cony etc.), nunca frequentaram um curso de jornalismo. Enfim, ponto para o STF que, pelo menos nesta matéria, deu bola dentro.

* Agora sim, podemos voltar ao mondo rocker e à cultura pop nossa de cada dia. Pois então, a semana está agitadíssima lá fora, vai vendo: o White Stripes finalmente parece que vai dar sinal de vida novamente. Jack e Meg White estão planejando lançar um dvd ainda este ano, que registra a turnê que eles fizeram pelo Canadá em 2007.

* Já o graaaaande indie/hard/prog (ou chame você como quiser) trio inglês Muse lança seu novo disco de estúdio em 14 de setembro. Vai se chamar "Resistance" e, segundo o vocalista, guitarrista e líder Matthew Bellamy (um fanático por ficção centífica), trará um som mais "sinfônico". Hum...

* Pelo seu lado, a perua quarentona Courtney Love (que, venhamos e convenhamos, continua um xoxotaço), resolveu reativar sua antiga (e saudosa) banda, o Hole. O novo trabalho do grupo, que seria originalmente o segundo álbum solo de Courtney, vai se chamar "Nobody’s Daughter" e deve sair até o final deste ano. Nele miss Love, viúva de um certo Kurt Cobain, irá mostrar músicas que ela compôs em parceria com Billy Corgan, o sujeito que insiste em continuar fodendo a carreira do outrora fantástico Smashing Pumpkins.

* E a sempre bem informada Popload, de dear Luuuuuuusssssssciiiiiooooouuuuussss R., repassa info dada por um blog do jornal Estado De S. Paulo: o hoje cultuado (e bem legal, no final das contas) grupo americano Beirut faz mesmo dois shows em Sampalândia em setembro, sendo que um deles, no dia 8, deverá acontecer no bacanudo Auditório Ibirapuera. Zap’n’roll já está até imaginando os pulos de alegria que uma linda fã da banda (e musa e paixão master do autor deste blog) deve estar dando com a notícia. É, pelo jeito, o blogon terá que trazer a garota pra Sampa, pra que ela possa curtir o sow da turma de Zach Condon.

* MUTANTES FAZENDO A AMÉRICA – A lendária maior banda de rock brasileira de todos os tempos, idolatrada no mundo inteiro e que tem (teve) fãs como Kurt Cobain e o cantor Beck, lança seu primeiro disco inédito em 35 anos. O álbum vai se chamar ""Haih" e será lançado em 8 de setembro. A novidade é que ele sairá nos EUA pelo selo Anti-Records que tem em seu catálogo, entre outros, Nick Cave, Tom Waits e o produtor Daniel Lanois. Chique, hein!

* JOY DIVISION, O CULTO PERMANECE – E com absoluta justiça. Desta vez o mondo pop inglês está celebrando (eles adoram datas comemorativas, né?) os trinta anos de lançamento de "Unknow Pleasures", a obra-prima inaugural da curta porém eterna carreira da lenda Joy Division. O famoso "álbum da capa preta" (e onde surgia apenas o desenho do registro sismográfico da explosão de um Pulsar, sem nenhuma nome referente à banda, sem ficha técnica, sem o nome dos integrantes nem os títulos das músicas, nada enfim que desviasse a atenção do ouvinte da música contida ali) chegou às lojas inglesas em 15 de junho de 1979. E já trazia todas as referências estéticas que tornariam a banda um mito perene: a musicalidade gélida e distante, combinando elementos eletrônicos com melodias agressivas, egressas do punk inglês e construídas por guitarra, baixo e bateria. Pairando por cima de tudo isso, o vocal angustiado e agônico de Ian Curtis, que vertia em poesia e música os abismos da existência humana e as dores que consumiam sua própria alma e seu corpo, castigado pela epilepsia. Assim que saiu, "Unknow Pleasures" foi reverenciado como obra-prima tanto pela crítica quando pelo público – e não era para menos: quantos discos na história do rock concentraram canções devastadores do naipe de "Disorder", "Shadowplay" e a descomunal "She’s Lost Control"? Todas elas cansaram de embalar os desvairios do jovem e sempre melancólico zapper, quando ele ia ao porão do Madame Satã, em Sampa, no meio dos anos 80’, em busca de doses selvagens de qualquer coisa (leia-se: álcool em excesso, drogas idem e bocetas loucas que propiciassem uma foda acolhedora no final da madrugada). E isso foi "apenas" a estréia de um grupo que ainda iria se superar em "Closer", a segunda e definitiva obra-prima. Pena que Ian não suportou sua vida e a pressão do estrelato iminente, e preferiu acabar com tudo, se enforcando em 18 de maio de 1980. Enfim, "Unknow Pleasures" vai permanecer, ao lado de "Closer", como um monumento da história do rock, até o final dos tempos. E por ser este monumento é que Ian Curtis está, mais uma vez, na capa da NME desta semana. E por ser este monumento é que o Joy Division continuará inesquecível e sendo cultuado geração após geração.

 

Acima, a capa de "Unknow Pleasures", a obra-prima do Joy Division. E abaixo, Ian Curtis na capa do semanário New Musical Express desta semana

 

* PARA RECORDAR O JOY – Aí embaixo, nos vídeos dos clássicos "Love Will Tears Us Apart" e "She’s Lost Control".

Joy Division – "Love Will Tears Us Apart"

Joy Division – "She’s Lost Control"

O CACHORRO AINDA CONTINUA GRANDE

Os Cachorros estão na área novamente. Quer dizer, mais ou menos: o quinteto gaúcho, um dos grandes nomes do rock brasileiro do novo milênio, havia fixado residência em Sampa há alguns anos, pra cuidar melhor de sua carreira. Mas a saudade dos pampas gaúchos bateu forte e a turma voltou a morar em Porto Alegre. E foi lá que eles gravaram o quinto disco de estúdio de uma carreira que já dura uma década. "Cinema", o álbum em questão, acaba de chegar às lojas (via DeckDisc) e mantém a estética rocker professada por Beto Bruno (vocais), Marcelo Gross (guitarras), Rodolfo Krieger (baixo), Gabriel Azambuja (bateria) e Pedro Pelotas (teclados) desde o início da trajetória do quinteto, em 1999. Só que, tal qual o último disco, "Todos os tempos" (editado em 2007), o CG vem construindo um rock mais suave e bucólico, com nuances de folkismo e psicdelia, em detrimento das músicas garageiras, dançantes e quase hard que dominavam suas composições no início. Sinal de maturidade ou envelhecimento dos seus integrantes (o vocalista Beto Bruno, dileto amigo destas linhas zappers, se casou há algum tempo), não importa muito: o CG talvez não agrade mais tanto seu público adolescente, por conta desta "desacelerada" no punch das composições. Mas, por outro lado, o conjunto ganha pontos por mostrar músicas mais maduras e elaboradas.

É o caso de "O tempo parou", que abre o disco. Com violões dolentes, percussão mezzo tribal e guitarras discretas, conta com bons vocais femininos de apoio, pra cantar uma letra que descreve a impossibilidade de se esquecer de um grande amor. Na sequência a banda relembra seus tempos mais rockers através da acelerada e animada "Dance agora" que, não por acaso, foi escolhida para ser o primeiro single do disco. É uma faixa com predominância das guitarras e boas intervenções dos teclados vintage tocados por Pedro. Já "Amanhã" começa com sons de cítara e é encorpada por violões e vocais em eco, tudo contribuindo para que a banda mostre suas nuances mais "psicodélicas". Assim como "Por onde vou", também tramada com violões, exibe um lado bucólico, baladeiro, estradeiro e algo melancólico dos Cachorros.

 

Os Cachorros desaceleraram seu rock'n'roll no novo disco, mas a banda continua legal 

O cd vai se alternando entre faixas mais rápidas e abrasivas ("A alegria voltou", "A hora do Brasil"), e outras mais dolentes (como a belíssima "Ela disse", um dos grandes momentos de todo o álbum, com os timbres analógicos do órgão bordando com esmero a melodia suave). Fora as nuaces bluesy e de southern rock, que podem ser percebidas em "Diga o que você quer escutar", "Ninguém mais lembra de você" e "Luz", esta última com intervenções bacanas de banjo.

É um álbum equilibrado e legal, no final das contas. Como sempre, o ponto baixo do rock dos Cachorros continua sendo as letras algo pueris e pobres em termos de rimas e de imagens (não dá pra aguentar muito versos como "Se você não está dançando/Então você está por fora/Se você não sai de casa/Então faça isso agora/Vai ficar aí sentada/Vendo a vida numa tela/Seus amigos nunca viu/Nunca abre essa janela", da música "Dance agora", que tem a melhor das intenções do mundo ao radiografar o auto-isolamento que as pessoas se impõem nestes tempos de internet, onde o hábito de sair de casa pra se divertir foi substituído pelo vício em ficar na frente do compu, navegando na web. Pena que a letra...). Mas eles, sabedores desta limitação, procuraram compensá-la com canções bem engendradas instrumentalmente, e contando mais uma vez com a produção do expert Rafael Ramos, que soube extrair o melhor do grupo no estúdio.

É isso. O Cachorro Grande pode estar menos rocker e mais, hã, maduro musicalmente. Mas seu rock’n’roll continua grande, ainda.

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CINEMA ZAPPER – JEAN CHARLES E O GÊNIO LOKI

Foi uma semana emocionante em termos de telona – yep, mesmo com todo mundo baixando filmes inteiros aos borbotões na web (camelôs que vendiam dvds piratas desistiram da idéia, pra não morrer de fome, hihi), o autor deste blog ainda é da opinião de que nada, mas nada mesmo substitui o prazer de você entrar numa grande sala escura, com um telão à sua frente, e munido de um balde de pipocas e um copo de refri, e se deliciar diante da exibição de um grande filme. É a aquelha velha magia do cinema, né? Pode parecer piegas, cafona e antiquado dizer isso, mas ir ao cinema ainda causa o mesmo prazer e satisfação que tínhamos quando abríamos aquelas enormes capas duplas de papelão colorido, e tirávamos de dentro uma bolachona de vinil, onde estava registrada uma grande obra do rock’n’roll (ou de qualquer outro estilo musical igualmente digno).

Então, na última terça-feira, teve a pré-estréia (apenas para convidados) do filme "Jean Charles", que conta de maneira ficcional (mas baseada em fatos reais) a história do eletricista brasileiro que morava em Londres até ser morto pela polícia inglesa em 2005, por tê-lo confundido com um terrorista da Al Queida. Já ontem, quinta, foi a vez de da pré-estréia de "Loki", o documentário que resgata a trajetória do gênio louco Arnaldo Baptista, o homem que criou os Mutantes e que é, sem nenhum favor, um dos nomes mais importantes de todo o rock mundial.

"Jean Charles" é um filme correto. O que chama a atenção nele é justamente sua despretensão: o diretor Henrique Goldman filmou quase toda a história em Londres, com tomadas realizadas em sua grande maioria nas ruas da capital inglesa, sem grandes efeitos visuais. Outro fator curioso e bacana também foi a utilização de um elenco quase todo não profissional, de pessoas comuns e absolutamente desconhecidas do grande público. Neste aspecto chama atenção a atuação da novata atriz Vanessa Giácomo, que interpreta a prima de Jean Charles com competência e sem afetação.

Jean Charles, o próprio, é vivido corretamente por Selton Mello, talvez hoje o ator mais versátil do cinema brasleiro – basta lembrar que ele também está nas telas com "A mulher invisível" (ao lado da tesudaça Luana Piovanni), além de ter atuado recentemente em outros filmes bem legais (como "O cheiro do ralo" e o mega sucesso "Meu nome não é Johnny") e também dirigido ("Feliz Natal"). Selton desempenha bem o papel e demonstra grande capacidade de interpretação e adaptação a cada novo personagem e história que incorpora em sua carreira. E a história mostrada na tela tenta reconstituir o que era a vida de um sujeito igual a tantos outros milhares de brasileiros, que um dia decide tentar a vida fora do país. Um ilustre desconhecido na multidão, que se torna celebridade a partir do momento em que é assassinado pela polícia britânica, por ter sido confundido com um terrorista muçulmano. Ou seja: é uma história em que todos entram no cinema já sabendo qual será seu desfecho. Ainda assim, o filme possui alguns momentos de impacto emocional, como quando Jean Charles está falando com sua mãe pelo telefone. E quando seus parentes vão reconhecer seu corpo no necrotério, e se deparam com um Jean Charles com o rosto deformado pelos tiros disparados pela polícia. A trilha do filme realça o lado trágico da história, com ambiências melancólicas construidas por violões e flautas. No final das contas, trata-se de uma película que não transforma o personagem principal em nenhum super herói ou vítima, muito pelo contrário: torna-o humano como nunca e igual a cada um de nós. Apenas mais um brasileiro, que infelizmente estava no lugar errado, na hora errada.

Selton Mello em cena de "Jean Charles", que estréia nos cinemas no próximo dia 26 

Já "Loki", o documentário que resgata a trajetória do cantor, músico e compositor Arnaldo Baptista, é muito mais impactante e emocionante do ponto de vista artístico e como resgate de uma das trajetórias musicais mais importantes de toda a história do rock mundial. Arnaldo, o gênio sensível e atormentado que criou Os Mutantes nos anos 60’ (ao lado da ex-mulher Rita Lee e do irmão e guitarrista virtuose Sérgio Dias), vai sendo desvelado para o público através de centenas de imagens de arquivo de sua carreira com o grupo e solo, após a dissolução da banda (que voltou à ativa, coberta de glórias, em 2006). E também através de muitos depoimentos dados por ele mesmo e pelos músicos que participaram do grupo, pelo irmão Sérgio, por Gilberto Gil, por produtores (como Liminha) e jornalistas (como Tárik De Souza e Nelson Motta) que acompanharam de perto a autêntica revolução promovida pelos Mutantes na música e no rock brasileiro. A história de Arnaldo é conhecida de todos: o casamento feliz com Rita Lee e a explosão dos Mutantes (que misturavam mpb, rock e psicodelia desvairada em suas canções geniais) em termos de público e mídia, a guinada para o execrável rock progressivo (já no começo dos anos 70’), a separação de Rita (que largou Arnaldo e também saiu da banda ao mesmo tempo, por não concordar com os rumos musicais que ela estava tomando), o mergulho nas drogas pesadas (com o consumo de toneladas de ácido) e a depressão causada pela separação da ex-mulher, o ostracismo artístico, a tentativa de suícidio (nos anos 80’), a recuperação e o resgate emocional através de um novo e grande amor (Maria Lúcia, que está casada com ele até hoje) e o renascimento para as novas gerações de fãs (que se dá quando a banda volta a tocar junto em Londres em 2006, mas sem Rita Lee, que não dá sequer um depoimento em todo o documentário, e com Zélia Duncan nos vocais, em um mega evento celebrando o movimento Tropicalista, e que fez a banda ser ovacionada em pé por um teatro Barbican lotado até o teto; depois, o grupo iria tocar para 80 mil pessoas em 25 de janeiro de 2007, no parque do Museu do Ipiranga, em um show memorável e inesquecível comemorando o aniversário de São Paulo).

Toda essa trajetória é reconstituída de maneira emocionante. Tão emocionante que arrancou algumas lágrimas do zapper sempre sentimental, e também de sua querida amiga Adriana Ribeiro, que estava com ele na sessão. Arnaldo se revela um ser humano doce, gentil, amoroso e extremamente criativo e culto como artista. E também sem um pingo de arrogância ou estrelismo. E seu amor por Rita Lee também era algo muito doce e bonito (ele revela, no documentário, que ela foi a primeira mulher da vida dele). Tão bonito que o impacto da separação quase o destruiu. O outro aspecto importante do filme é jogar na nossa cara como o brasileiro menospreza e trata mal seus gênios. Mutantes é, seguramente, um dos vinte grupos mais importantes de toda a história do rock. E no entanto, foi mergulhado num limbo impiedoso durante anos, só saindo dele quando ícones pop como Kurt Cobain, David Byrne, Beck e Sean Lennon passaram a declarar sua admiração e amor incondicional pela obra da banda, resgatando Arnaldo "Loki" Baptista deste ostracismo cruel, involuntário e injusto.

O mesmo Arnaldo que estava presente à sessão de ontem em um cinema do Conjunto Nacional (na avenida Paulista) e que foi aplaudido de pé quando a exibição do documentário chegou ao fim. O mesmo Arnaldo que nunca mais será esquecido por seu público e que será lembrado para sempre como um gênio. O nosso Syd Barrett, que sobreviveu à loucura e à morte, e saiu de ambas feliz e novamente amado e adorado pelos fãs, ilustres ou não.

* "Jean Charles" entra em cartaz nos cinemas brasileiros no próximo dia 26 de junho. E o documentário "Loki", sobre Arnaldo Baptista, estréia hoje nos cinemas de Sampa.

"JEAN CHARLES" E LOKI AÍ EMBAIXO

Em dois trailers do Youtube.

"Jean Charles"

"Loki", documentário sobre Arnaldo Baptista

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: o novo do Placebo.

* Blog: o vizinho "Jukebox", do chapa Dum DeLucca e publicado aqui mesmo no portal Dynamite, continua show de bola, ainda mais quando Dum analisa obras literárias que se referem à história do rock e da música pop. Ótimos textos, profundidade analítica e muita informação, tudo isso você encontra por lá, basta acessar!

* Baladas selecionadas no finde: hoje, sextona, tem show dos ingleses do Kooks lá na Via Funchal (rua Funchal, 65, Vila Olympia, zona sul paulistana), às dez da noite, e Zap’n’roll vai estar por lá, claaaaro! Depois, se você quiser esticar a balada, dá pra ir ver o Jennifer Low Fi no Inferno (rua Augusta, 501, centrão rocker de Sampalândia) ou os Pullovers (que lançaram disco novo) no Neu Club (que fica na rua Dona Germaine Burchard, 421, Água Branca, zona oeste de Sampa). Já amanhã, sábado, os gaúchos do Canja Rave vão tocar o puteiro rocker no Belfiori (rua Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda, zona oeste paulistana), o mesmo Belfiori que abriga na próxima terça-feira o show de lançamento do novo disco do "muderno" e badalado músico Guizado. Também amanhã, mas lá no Audio Delicatessen (que fica na rua Mourato Coelho, 651, na Vila Madalena, zona oeste de Sampa), tem a super festa Party People, apenas com o melhor do indie guitar dos 90’. Vão rolar sons do Primal Scream, Jesus and Mary Chain, Pavement, Oasis, Inspiral Carpets, Dinosaur Jr, Chapterhouse, My Bloody Valentine, Blur, Sonic Youth, House of Love, Northside, Verve, Pixies, Guided by Voices, Yo la Tengo, Lush, Catherine Wheel, Elastica, Happy Mondays, The Farm, Teenage Fanclub, Pulp, Ash, Cornershop, Suede, Ride, Telescopes, Flaming Lips, Rentals, Wannadies, Doves, Breeders, Nada Surf, Charlatans, Manics, Mudnoney, Flowered Up, Stone Roses, Paris Angels, High, EMF, Superdrag, Candy Flip, James e muitos outros, tocados pelos djs Bispo, Click, Plínio, Cesinha e Berns. Nesta, Zap’n’roll vai com certeza! E por fim, na sempre bacana Outs (rua Augusta, 486, centrão rocker da capital paulista), vai ter noitada punk com show do Clash cover. Então, fica aquela recomendação básica de sempre: se joga, porra!

E BYE BYE!

Mas antes, dá uma olhada aí embaixo e veja quem vai na faixa no show dos Kooks hoje, na Via Funchal. E também quem ganhou – finalmente! – as camisetas da descoladérrima grife Banca de Camisetas:

* Carolina Motta Medeiros e Annie Marie Souza (ambas de Sampa) vão curtir The Kooks amanhã, sexta, na Via Funchal;

* Silvana Móia e Wagner Freitas, ficam com as camisetas da Banca de Camisetas, sendo que os dois vencedores desta promo precisam enviar com urgência pro e-mail do blog o tamanho e modelo que desejam (e que podem ser escolhidos no www.bancadecamisetas.com.br).

E lembrando que ainda continua em sorteio pelo finatti@dynamite.com.br:

* Três exemplares do livro "Tragam os cavalos dançantes", que conta a história da domingueira rock Grind, que rola no clube A Loca, em São Paulo.

Fora que, daqui a pouco, vão pintar uns ingressos pro showzaço da Cat Power, por aqui. Guentaê!

E agora chega mesmo, que o post está enooooorme e não cabe mais nada aqui, uia! Semana que vem tem mais, pode colar aqui novamente, hihi. Tchauzes!

Rudja, Zap’n’roll love you!

O novo (e bom) disco de uma banda (quase) velha (finalizado em 16/06/2009)

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O Placebo, ao vivo no festival Coachella: a banda continua em forma no novo disco

Dia dos namorados.
E feriadão. Bacana, né? Pelo menos em Sampalândia, o clima está do jeito que o autor destas linhas rockers online ama: mezzo friorento, chuvoso, céu plúmbeo, bom pra ficar em casa deitado na frente da tv, ou lendo um livro, ou ouvindo um som legal ou simplesmente fazendo nada. Ou então namorando, claro. Se você tem seu amor, é o melhor a fazer. Zap'n'roll tem o seu (que é a fantástica Rudja Catrine), mas ela mora muuuuuito longe de Saint Paul - yep, o Amapá fica a pelo menos uns 4 mil quilômetros daqui. Então, o blog vai curtindo sua paixão master à distância e pra driblar a solidão e a saudade de quem ama, vai trabalhando aqui sim, em pleno meio do feriadon. A vida é assim mesmo. E, no final das contas, estas datas comemorativas (dia dos namorados, dos pais, das mães etc) servem mais ao capitalismo selvagem do que efetivamente mostrar de fato afeto, amor e carinho entre seres humanos. Anyway, tema para looooonga discussão sociológica/filosófica (ou econômica?) por aqui, e não é o caso. O blogon prefere mesmo é falar do novo disco do Placebo - que está bacana, no final das contas - e de mais algumas coisinhas neste meio de feriado, onde o mondo pop/rock está mesmo bem tranquilão. Portanto, vamos em frente e... bom dia dos namorados pra quem está aí do outro lado da tela do micro.

* E na Inglaterra o Oasis continua sendo Deus. Basta ver a capa da New Musical Express desta semana, aí embaixo:



* Aqui mesmo, neste velho Brazilzão, estão faltando "deuses" na música pop. Qual foi a última mega banda relevante (em termos de qualidade musical) a ter surgido aqui, alguém se lembra? Legião Urbana, há vinte anos? Talvez. De lá pra cá, surgiram alguns bons nomes com razoável poder de mobilização popular (como a querida Pitty, por exemplo, ou os bons Los Hermanos) mas, em compensação, tivemos que aguentar Jota Quest, Ivete Gagalo, Charlie Bronha Jr. etc. Não dá, sinceramente. Por isso que este blog sempre torce para que uma banda como o Vanguart, por exemplo (que possui uma qualidade musical e textual muito acima da média do que se ouve atualmente, no rock nacional), alcance a mesma popularidade que a Legião um dia conquistou. Aí sim o pop brasileiro estaria novamente a salvo e poderíamos nos orgulhar de ter uma grande banda mobilizando as massas.

* Zap'n'roll também é cinema, uia! Dias atrás rolou entrevista bacana com o ótimo Selton Mello, no Programa do Jô (que já há séculos vem oscilando entre poucas entrevistas realmente decentes e muitas absolutamente sacais e inúteis). Selton, que periga ser um dos melhores atores e diretores do cinema brasileiro atual, está nas telas com "A mulher invisível", onde ele contracena com aquele bocetaço chamado Luana Piovanni. Ele foi falar no Jô sobre o filme "Jean Charles", que estréia no próximo dia 26 de junho, e que conta em tom ficcional a história de Jean Charles de Menezes, o eletricista brasileiro que morava em Londres e que foi tragicamente morto pela polícia inglesa (em um engano grosseiro), que o confundiu com um terrorista. Uma história pra lá de trágica e tocante, sendo que a pré-estréia do filme para convidados rola na próxima terça-feira, em Sampa. Zap'n'roll estará na sessão e depois conta aqui suas impressões sobre o filme.

* Bão, é isso. Simple Minds volta em setembro (de novo?), temos Kooks semana que vem e Cat Power mês que vem. E discotecagem da Zap'n'roll na Outs/SP amanhã, apesar de a ignorância de certas pessoas que trabalham no grande bar de rock alternativo de Sampa ser quase insuportável. Mas o blog estará lá, fazendo sua parte.

* VÍDEOS DA SEMANA - Uia! São dois: no primeiro você confere, em reportagem feita pelo programa "A noite é uma criança" (que é apresentado diariamente nas madrugadas da tv Bandeirantes), como foi a mega festa de onze anos de existência da mega festa Grind, comandada pelo nosso amado super dj André Pomba, há duas semanas, no clube gls A Loca, em Sampalândia. E, no outro... a volta da formação original do Blur, ensaiando em Londres "apenas" o clássico "Song 2", para o show que rola dia 3 de julho próximo por lá, no Hyde Park. Dá uma olhada aí embaixo:


A noite é uma criança - festa dos onze anos do projeto Grind, no clube A Loca/SP



trecho de "Song 2" - o Blur, de volta com seu line up original, ensaia em Londres para a nova turnê

O PLACEBO AINDA MERECE SER OUVIDO

O Placebo, que todo mundo que curte rock alternativo e cultura pop conhece muito bem, não lançava um disco de estúdio já há três anos – o último havia sido o mediano "Meds", editado em 2006. Agora, com o lançamento de "Battle For The Sun" (que na verdade saiu no começo deste mês na Inglaterra e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil, algo que não signifca absolutamente nada nestes tempos de internet), o trio formado pelo vocalista e guitarrista Brian Molko, pelo baixista Stefen Olsdal e pelo novo baterista Steve Forrest, quer mostrar que ainda é relevante em um ambiente cada vez mais fugaz e efêmero como é o rock e a música pop de hoje, onde grupos e artistas solo surgem e desaparecem com a mesma velocidade de cometa – ou alguém ai acha que Lady Gaga, que está na capa da nova edição da Rolling Stone, será lembrada daqui a doze meses?

O prazo de validade do Placebo, ao menos, está durando um pouco mais. Já com quinze anos de existência, o trio pode ser considerado veterano (um eufemismo para não dizer que ele já está velho de verdade) na indie scene rocker britânica. No entanto, o novo trabalho de estúdio mostra uma banda ainda vigorosa, com boa pegada instrumental e letras algo darks, todas escritas por Molko. Nunca é demais lembrar que o Placebo começou mezzo glam, mezzo andrógino, e lançou alguns dos hits mais poderosos do rock inglês nos anos 90’. Quem nunca dançou ao som de "Nancy Boy", "Pure Morning", "Special K" ou, principalmente, a fodástica "Every You Every Me", não viveu intensamente os 90’, com certeza.

Pois "Battle For The Sun" pode inscrever mais um hit poderoso a essa lista, com a ótima "For What It’s Worth", que quem acompanha o blog já conhece através do vídeo dela postado aqui na semana passada. Rápida, pesada e dançante, é uma música que traz o Placebo renovado e ainda mostrando as garras afiadas do hoje quase quarentão Brian Molko. Claro, o disco não exibe mais a fúria iconoclasta dos dois primeiros álbuns. Mas dá tesão e prazer ouvir as alternâncias melódicas (entre peso e introspecção/melancolia) que perpassam as músicas do disco, entre elas a boa faixa-título, a sombria "Speak In Tongues", a tristíssima e lindona ""Happy You’re Gon" e as abrasivas "Devil In Details" e "Breathe Underwater".

É um álbum que não vai salvar o rock atual, nem de longe – nada mais possui esse poder hoje em dia, não é? Mas Brian Molko (que já trepou com homens e mulheres e já enloqueceu homens e mulheres) e sua banda merecem respeito. O Placebo já foi trilha sonora de ótimas fodas zappers, e também de desvairios junkies do autor destas linhas online. E Zap’n’roll viu um show muuuuuito bom do trio há alguns anos em Sampa. Lembrando de tudo isso, o blog vai ouvindo "Battle For The Sun" e conclui que que o "velho" Placebo ainda merece um lugar em um mundo desvairado e consumido pela aparência e pela autofagia dos hypes medíocres, que não valem sequer uma audição no MySpace. É isso.

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SAIDEIRAS

* A crise anda atingindo até a indie scene nacional. O Calango, um dos grandes festivais independentes do Brasil e que é realizado tradicionalmente em agosto, em Cuiabá, acaba de adiar sua edição deste ano para outubro. O blog torce para que ele sobreviva bem à crise e faça uma bela edição em 2009.

* E se não há shows de grande poder de mobilização popular num horizonte próximo, a cena under de Sampa se mexe pra trazer atrações gringas pra cidade. Como o blogon zapper anunciou em primeira mão, CJ Ramone toca dia 7 de julho na Outs/SP. Um pouco depois, no dia 11, será o Inferno Club que irá receber o lendário grupo ebm Vomito Negro para show único, e contando com a abertura do também lendário Harry (alô Hansen, firmeza mano?). Já é alguma coisa, né?

* Fora que tem Kooks nesta sexta na Via Funchal, em Sampa. E Cat Power mês que vem. Menos mal.

* Dica master da semana (e essa quem deu foi a linda e amada Rudja Catrine, do blog Hooraay, que você pode acessar em http://www.hooraay.blogspot.com/ ): a tristonha (e põe tristonhsa nisso) e ótima Manchester Orchestra. Não, não são ingleses e sim, americanos, de Atlanta, na Georgia. Mais sobre eles o blogão comenta aqui no post do final de semana, okays?

* E o engraçado da parada destes tempos em que todo mundo ouve tudo de grátis na net, é o atraso com que as caducas majors do disco lançam um disco gringo aqui em sua velha plataforma física, o cd. O álbum ao vivo do Gossip, por exemplo: saiu lá fora no final do ano passado e só está sendo lançado agora em edição nacional, pela leeeeenta Sony/BMG. Enquanto isso, "Music For Men", o novo álbum de estúdio da deusa Beth Ditto, está com lançamento marcado para a próxima segunda-feira. E já está dando sopa na web, óbvio.

INGRESSOS E CAMISETAS – ÚLTIMA CHAMADA!

E é mesmo a última! Corre lá no finatti@dynamite.com.br, pra tentar ganhar, pela última vez:

* DOIS INGRESSOS pro show do Kooks nesta sexta-feira, em São Paulo, na Via Funchal;

* E duas camisetas (uma masculina, outra feminina) da Banca de Camisetas.

Os nomes de quem ganhou o quê estarão aqui no blog, na próxima quinta-feira, certis?

E TCHAUZES!

Zap´’n’roll vai ali, na pré-estréia do filme "Jean Charles", com o Selton Mello, e depois volta aqui pra contar como é a fita. Então, abraços nas crianças e beijo master na amada Rudja, sempre!

(finalizado por Finatti em 16/06/2009, às 5hs.)

Back to the 90’s shoegazer, with The Pains Of Being Pure At Heart

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O shoegazer inglês dos 90' renasce no som do americano The Pains Of Being Pure At Heart 

 

 

* Beleusma aí do outro lado? Entonces vamos que vamos.

* A vida é feita de escolhas e também de recuerdos. Por exemplo: o blog escolheu não ir ao Popload Gig, que rolou no finde lá na Clash. Sim, foi maus não ter ido, mesmo porque dear Luscious R., o homem da Popload e organizador da parada, foi um autêntico lorde com Zap’n’roll. Não apenas ele mas também a Elaine, que cuida da imprensa na Clash: ambos descolaram credenciais pro zapper furão e também ingressos pra balada pra serem sorteados aqui – e o blog espera que os respectivos ganhadores tenham curtido o mini-festival. Anyway, o sujeito aqui tá ficando véio mesmo, rsrs. Saiu na quinta e na sexta. No sábado, já meio "capotado" e sem paciência pra assistir No Age e Matt & Kim, abortou a "missão" Clash e foi apenas no clube Inferno, ver a despedida do Banzé e o show sempre ok dos Ecos Falsos. Nova enfiação de pé na lama e no domingo o maloker autor destas linhas online estava literalmente fora de combate. Moral da história: perdeu por vontade própria o The View, que ele estava bem a fim de ver. Aliás, os dois shows que o blogão lamentou perder no Popload Gig foram justamente Holger e The View. Se alguém aí do outro lado foi e quiser contar aqui como foi, o espaço está aberto para isso. E o zapper furon promete que irá no próximo evento promovido por Luscious e pela Clash, palavra de escoteiro!

* Quanto aos recuerdos... bom, não se ouve outro disco por aqui desde pelo menos a última sexta-feira. Prestatenção no nome da banda (e que também é o nome do disco): The Pains Of Being Pure At Heart. E é isso mesmo que está no título do post: uma doce e monumental volta ao shoegazer inglês noventista. Com um detalhe: eles são... de Nova York! Yep, vai lendo este post que ainda vamos falar pencas do TPOBPAH por aqui.

* E do Placebo novo também, hihi. Se não nesse post, pelo menos no próximo, já chegando mais perto do finde. Promessa!

* CJ RAMONE NA OUTS/SP – Aeeeeê! Nova tour do velho CJ Ramone pela terra brasilis. Em sampa, pras viúvas dos Ramones, rola apenas um show, dia 7 de julho, no clube Outs, quando o querido e bombado bar da rua Augusta vai completar seis anos de intensa movimentação rocker. Pois é, tem gente que xinga o local, dizendo que ele é "sujo" e antro de "indies maloqueiros". Pois este blog acha justamente o contrário: é na Outs que hoje você encontra uma molecada realmente fã de rock alternativo, que vai lá pra assistir aos shows com tesão absoluto, além de sempre curtir muito o som que rola na pista. Fora que a Outs é, atualmente, a única casa noturna alternativa de Sampa que possui uma mega pista separada do ambiente onde rolam os shows – ou seja, se você quer ir lá apenas pra dançar, sem ver show ao vivo, sem problema. Com todo o respeito às outras casas do circuito indie rock (todas amigas deste espaço rocker virtual e onde o blog é sempre muito bem recebido quando resolve aparecer), mas a verdade é que nessas outras casas impera muita pose e pouca atitude rocker de verdade entre seus frequentadores (como bem observou o leitor Jr., em comentário fodão, no post anterior do blog). E isso nem é culpa das casa em si, que fazem o melhor pra atender seu público e manter vivo o rock alternativo na capital paulista. Mas falta um pouco mais de sangue rocker nas veias dessa garotada que circula por aí, e sobra visual fashion vazio, falta de miolos no cérebro e vontade aparecer a todo custo. Enquanto isso, a Outs comemora seis anos de existência (quantas casas conseguem durar tudo isso, hoje em dia?) com show do CJ Ramone. É a vida...

* Já estava dando saudade dos bafons junkies do nosso amado (anti)herói Pete Doherty. Pois o ex-Libertines e (ainda?) líder dos Babyshambles também sentiu falta de aprontar das suas e não perdeu tempo: foi tomar um pico de heroína no... banheiro do avião que o levava até Genebra, capital da Suiça. Em pleno vôo. Não deu outra: Pete foi em cana assim que o avião pousou no aeroporto, e só foi liberado após pagar fiança, já que ele iria se apresentar em um festival por lá. A história rolou na última quinta-feira. É o nosso velho Pete Doherty em ação, novamente. Uma vez junky...

* Então, ficamos assim: tem feriado esta semana (na quinta-feira). Aí você enfia o pé na jaca na quarta (quando vai ter novamente show do Volver no projeto Cedo & Sentado, do StudioSP, lá na rua Augusta, 579) e na quinta também. Na sexta, se não for ver Plebe Rude no Belfiori ou Garotas Suecas e Los Porongas na Livraria da Esquina (ótima pedida pra comemorar o dia dos namorados, hein...), dá um tempo, se recupera e, no sabadão... cai pra Outs onde Zap’n’roll começa as comemorações de seu sexto ano de existência vitual. Vai ter discotecagem mega do blog a partir das três da manhã e também showzaço do Orgânica, um dos novos e bacanas grupos da indie scene paulistana e que reune a vocalista Candy, mais o Bacalhau (que continua também no Ultraje A Rigor), o Ortega (do Pavilhão 9) e mais um monte de gente bacana. O blog ainda vai falar mais do Orgânica nesta semana, pois o grupo está pra lançar seu primeiro disco. E no sábado em si você cai no baixo Augusta pra assistir um showzaço deles e ainda curtir a discotecagem do blogão campeão, certis?

* Ah, tá. Sem dinheiro pra balada... okays, apesar de a entrada na Outs ser uma merreca (quinze pilas), vai lá naquele famoso e-mail que vocês já conhecem muito bem e mande seu alô. A partir de agora são três pares de convites na faixa pra você ir curtir a Outs no sábado, sendo que os nomes de quem ganhar vão estar por aqui lá pra sexta-feira.

* Mas vamos ao que interessa: os recuerdos noventistas propiciados por três garotos e uma garota americanos. É, o The Pains Of Being Pure At Heart é um doce de côco, hihi.

BRUMAS SHOEGAZER DOS 90’ NO INDIE 2000

A dica foi dada pelo chapa Cristiano Viteck, semana passada. "Finas, você já ouviu o The Pains Of Being Pure At Heart? É sensacional!", disse pelo msn Cris, brother paranaense destas linhas rockers online, eventual colaborador do blog e sempre antenadíssimo com o que rola de bom na indie rock scene mundial. E, não, por pareça que incrível (hihi), Zap’n’roll ainda não sabia da existência da banda. Viteck então passou o link do álbum de estréia dela (e que leva o mesmo nome do conjunto), o sujeito aqui foi ouvir e caiu de paixão louca pelo TPOBPAH. Melancolia e melodias dolentes e tristonhas em doses cavalares, todas construídas com guitarras vaporosas e encharcadas de pedaleira fuzz. E como toda a imprensa gringa que importa está dizendo, sim, o The Pains... parece saído diretamente da cena shoegazer inglesa do início dos anos 90’ (lá se vão quase vinte anos...), quando Ride, My Bloody Valentine e Jesus & Mary Chain (ainda no auge) dominavam o mundo com seu rock eivado de tristeza e guitarras em distorção plena. Só tem um detalhe nessa história: o quarteto é americano, de Nova York.

Não há muito o que contar sobre o grupo, cuja trajetória ainda é curtíssima. Formado em Nova York em 2007 (ou seja, há apenas dois ano), a banda é composta por três garotos (Kip Berman, Kurt Feldman e Alex Naidus) e uma garota (Peggy Wang). Duas guitarras ora estridentes, ora doces, vocais "sonolentos", baixo e bateria acompanhando a dolência melódica. Pode ser também power pop, mas é mais shoegazer do qualquer outra referência que você possa imaginar em termos de vertentes do indie rock atual. Ah, sim, e antes que os jovens leitores deste blog perguntem o que é shoegazer: trata-se de uma facção do rock britânico do final dos anos 80/início dos 90’ que se tornou famosa por celebrar a tristeza existencial através de lindas canções engendradas por guitarras em noise. Fora que os intregrantes das bandas, igualmente sempre melancólicos, tocavam ao vivo olhando para os próprios pés. House Of Love, Jesus & Mary Chain, My Bloody Valentine e Ride, todas elas foram grandes expoentes do shoegazer.

E o The Pains Of Being Pure At Heart se parece muuuuuito com tudo isso. E aí alguém poderá insinuar que o grupo não faz nada de novo e que é só um êmulo do que já foi feito antes, e melhor. Talvez. Mas diante da pasmaceira que anda tomando conta do indie rock atual, lá fora e aqui também, pode-se dizer que o The Pains... é uma maravilha. As canções do curto disco de estréia deles (dez faixas em pouco mais de 35 minutos de duração), que saiu em fevereiro nos Estados Unidos, são ternas e vigorosas ao mesmo tempo. Exalam tristeza mas também convidam à dança em uma pista escura envolta em fumaça, e salpicada pelo piscar frenético dos estrobos. Ou podem ser uma ótima trilha sonora para uma noite fria de inverno, quando você está solitário no seu quarto, ou do lado de quem você ama tomando um bom vinho.

 

A banda existe há apenas dois anos 

De 2007 até agora a banda lançou cinco singles e Eps, sendo que o primeiro álbum mantém a estética musical do quarteto inalterada (curioso é que eles não são o primeiro conjunto nova-iorquino a querer soar como uma banda inglesa, basta lembrar do Interpol que incorpora tão bem o espírito do pós-punk britânico dos anos 80’). Aí então, de repente, você ouve uma canção fantástica como "Stay Alive" (com seu vocal tristonho e suave como a brisa que corta seu rosto numa noite plúmbea, além da melodia pop redondinha e as guitarras se alternando entre a docilidade da condução melódica e o noise no momento do solo) e imagina que o tempo não passou, que ainda estamos em 1992 e que estamos dançando ao som de Ride no Espaço Retrô (o saudoso dj Toninho, que apresentou tantos grupos bacanas ao autor destas linhas zappers, certamente aprovaria o som do The Pains..., assim como a amada Adriana Ribeiro, que vivia cuidando do blogger loki quando ele ia embora do mesmo Retrô chapado de álcool e cocaine, também deverá amar o disco de estréia dos americanos). Sim, eram bons tempos, ainda éramos todos jovens, bebíamos horrores, nos entupíamos de drogas boas e variadas, trepávamos nos banheiros imundos dos bares e achávamos tudo aquilo sem sentido. Por isso ficávamos "felizes" quando ouviamos canções tristes. Porque elas refletiam o que se passava em nossas almas e corações.

Pois as músicas do TPOBPAH despertam todas essas sensações e lembranças no blogger sentimental enquanto ele vai teclando estas linhas no word. "The Tenure Itch" é lindona e envolvente em sua simplicidade power pop, fantástica pra dançar na pista. "Gentle Sons", que fecha o disco, lembra demais "Just Like Honey", do Jesus & Mary Chain. "A Teenager In Love" é bem isso, em forma de música, que o título entrega: um adolescente apaixonado. E tem ainda "Contender", que abre poderosamente o cd, mais "Come Saturdday", "Hey Paul", todas ótimas.

 

A capa do primeiro álbum 

É uma grata surpresa destes dias modorrentos pro rock alternativo planetário. A banda é mesmo indie (o álbum saiu pelo obscuro selo Slumberland Records, ou seja, chance zero de sair aqui, mas quem se importa com isso nos dias de hoje? A net aí está: vá atrás dessa pequena obra prima e faça um bem aos seus ouvidos), e seu trabalho de estréia recebeu ótimas cotações no Allmusic (três estrelas e meia) e na Rolling Stone americana (três estrelas). E mesmo com tudo isso, o grupo felizmente não se tornou o hype fugaz da vez, daqueles que alimentam blogs e sites sanguinários e metidos a "mudernos" e que procuram a nova sensação do rock mundial a cada semana. Tanto é que ninguém ainda tinha escrito algo sobre a banda na net brasileira dedicada à cultura pop e ao rock alternativo.

É isso. Zap’n’roll agradece de coração ao Viteck pela dica. Desde que baixou o álbum do The Pains..., o zapper solitário e perenememte melancólico tem tido noites tristonhas mais agradáveis. E pensa com ainda mais carinho e amor na sua distante nova paixão, a linda e doce Rudja Catrine. Que também revelou ao sujeito que está "in love" por ela que, sim, ela também é uma garota melancólica – e por isso mesmo, com certeza, Rudja irá se tornar mais uma fã do doce The Pains Of Being Pure At Heart.

* Pra saber mais sobre a banda: www.thepainsofbeingpureatheart.com

* E este texto vai, claaaaaro, pra querida Adriana Ribeiro, que Zap’n’roll ama pra cacete (quinze anos de amizade rocker, wow!), e também pra trêfega Ana Laura, que está sempre em busca de novidades legais do rock alternativo. Beijão, garotas!

THE PAINS OF BEING PURE AT HEART AQUI:

No vídeo da ótima e belíssima "Stay Alive"

The Pains Of Being Pure At Heart – "Stay Alive"

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A ROLLING STONE E A VICE

Aeeeeê! Agora a mídia impressa brazuca dedicada à cultura pop tem duas revistas bacanudas em circulação, o que é ótimo e deixa todo mundo que curte o assunto feliz. Afinal, nem só de internet, blogs, fotologs, twitters e afins vive o ser humano "muderno". Ainda há espaço, sim, para revistas legais impressas no bom e velho papel, e que tenham algo a dizer e a transmitir aos seus leitores.

Pois então: a nova edição da mega Rolling Stone chega às bancas de todo o Brasil amanhã (quarta-feira), trazendo ninguém menos do que a... Lady Gaga (ou seria Gagá? Hihi) em sua capa. Yep, é a mesma capa da edição americana, visto que a loira é a estrela pop do momento, está bombada nos EUA e aqui também etc. Claro, você deve achar a figura uma bobagem (Zap’n’roll também acha), mas a RS acerta mais uma vez em sua capa por apresentar aos seus leitores a história por trás do fenômeno pop midiático do momento. Fora que a edição ainda traz um perfil do "loki" Arnaldo Baptista, uma boa matéria com o Green Day (que acabou de lançar seu novo disco) e, oxe, uma boa reportagem sobre o novo rock instrumental brasileiro, escrita pelo "humirde" autor destas linhas zappers, hehe.

E a Vice? Chegou chegando com tudo e quem esteve na festa de lançamento dela, semana passada, já teve tempo pra curtir toda a primeira edição nacional dela. O blogon viciado em informação pop ainda está, hã, digerindo seu exemplar e logo menos bate um papo, via msn, com o editor-chefe da publicação, o querido Ademir Correa, e depois reproduz este papo aqui, certis.

As capas das duas revistas (a nova edição da RS e o número um da Vice), você confere aí embaixo. E, depois, boa leitura de ambas pra galere!

 

A nova edição da Rolling Stone Brasil...

 

...e a primeira edição brasileira da Vice 

SAIDEIRAS

* BLOG LEGAL – É o Hooraay, dedicado à moda, música alternativa e cultura pop em geral. Produzido lá na distante (e põe distante nisso) Macapá (capital do Amapá, pros manés que fugiram do colégio na aula de geografia), trata-se na verdade de um coletivo virtual escrito a várias mãos. Uma das autoras, claaaaaro, é a nova musa do blogger zapper, a linda Rudja Catrine, que além de ser bela ainda manda bem nos textos, como o que ela fez sobre a moda no mundo do rock’n’roll – ela deveria seguir o caminho do jornalismo cultural na modesta opinião de Zap’n’roll. Anyway, quer dar uma sacada no Hooraay, é só clicar nele: http://www.hooraay.blogspot.com/ . Certis?

* PLACEBO LEGAL – Yep, o disco é bom, mas o comentário sobre ele fica pro postão da sexta-feira, pode ser? Então tá!

* E SOBRE O SACO DE BONDADES DO BLOG... – Continue mandando bala no finatti@dynamite.com.br, não desista da sua sorte! Agora estão (e continuam em) disputa por lá:

* 3 pares de convites pra você curtir, na faixa, a balada do próximo sábado no clube Outs/SP, quando irá tocar no palco o grupo Orgânica (de quem falaremos mais no próximo post), além da discotecagem master do blog, dando início às comemorações do seu sexto ano de existência;

* mais dois exemplares do livro "Tragam os cavalos dançantes", que conta a história da domingueira rock Grind, o maior hit da noite alternativa de Sampa;

* mais dois INGRESSOS para o show dos Kooks, semana que vem na Via Funchal, em São Paulo;

* e duas camisetas (uma feminina e outra masculina) da mega grife Banca de Camisetas. Pra você escolher seu modelo e tamanho (que devem constar no e-mail enviado ao blog), basta ir lá no www.bancadecamisetas.com.br, okays?

E CHEGAAAAA!!!

A correria por aqui tá grande e não podemos parar, uia! Na sexta tem mais por aqui. Beijos e abraços nas crianças!

(finalizado por Finatti às 15:45hs.)

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