Liam Gallagher comanda o showzaço do Oasis no Rio, ontem. Amanhã é a vez de Sampa (foto: Uol)
Yep, você sabe tudo sobre o Oasis.
E quem não sabe, a essa altura do campeonato? A banda dos manos Gallagher já é "velha" (quinze anos na estrada) para os padrões do rock’n’roll, eles já vieram três vezes ao Brasil e ontem, quinta-feira, iniciaram sua quarta turnê por aqui, lá no Rio De Janeiro. Sábado é a vez da gig em Sampa; depois, o grupo ainda toca em Curitiba e em Porto Alegre. E desde que a nova tour brazuca foi anunciada, Zap’n’roll sempre pensou em fazer ao menos um "mini diário sentimental" contando o que o autor deste blog passou ao som dos ingleses na última década e meia. Sim, foram muitos momentos ouvindo o britpop do Oasis, momentos ótimos, alguns péssimos, noitadas malucas em lugares idem, amores, desamores, namoros, relações desfeitas, trepadas, drogas, excessos de todo tipo, barra pesada, o de sempre enfim. Como tudo que é muito intenso em nossas vidas, o Oasis deixou marcas em sua trajetória e na existência do blogger zapper. Grandes discos, álbuns medianos, shows fodásticos, outros que nem vale a pena lembrar. E agora que o blogon voltou pra valer (mais uma vez, né?), e com a banda aí, na cara do gol, é bom dar uma revisada honesta e saudosa nessa história toda. Isso num post que vai ter muuuuito mais, como você mesmo(a) irá descobrindo, lendo estas linhas rockers online. Vamos nelson então, porque hoje já é sexta-feira, o finde chegou e o post precisa ficar pronto porque na sexta à noite o gonzo blogger cai na vida. E volta ao normal apenas na segunda-feira, se os deuses forem generosos com ele.
* Pois então, enquanto os Gallagher não botam pra foder no Rio e em Sampa, você confere novamente aqui, em definitivo, as datas completas da turnê do Depeche Mode em outubro, na América do Sul:
Saturday, October 10th, 2009,Bogota, Colombia
Tuesday, October 13th, 2009, Lima, Peru
Thursday, October 15th, 2009, Santiago, Chile
Saturday, October 17th, 2009, Buenos Aires, Argentina
Thursday, October 22th, 2009, Rio De Janeiro, Brazil
Saturday, October 24th, 2009, Sao Paulo, Brazil
Lindo, né? São seis shows no continente sul-americano, sendo que dois deles em terras brasileiras (e sendo que o de Sampalândia vai cair num sabadão, ueba!). Os ingressos para as gigs brazucas começam a ser vendidos em junho e mais infos sobre a tour, basta ir lá: http://www.depechemode.com/tour.html
* Mais visitas bacanudas pintando por aqui: a deusa Cat Power, de quem o blogão zapper é fã número um, toca dia 18 de julho na Via Funchal, em São Paulo. Por enquanto, é o único show dela marcado por aqui, sendo que os dois últimos álbuns de Cat (o disco "Jukebox", lançado em 2008, e o EP "Dark End Of The Street", editado no final do ano passado, e ambos comentados aqui no blog) são lindões em sua melancolia e em seu bucolismo jazzy e bluesy. Chan Marshall (seu verdadeiro nome) já esteve outras vezes aqui – a última em 2007, no extinto Tim Festival. Ela é linda, canta e compõe horrores e tem um público fidelíssimo no Brasil. Mas o único medo do blog é que talvez a Via Funchal seja grande demais para um show dela, o que poderá acarretar baixa venda de ingressos (como aconteceu com o New York Dolls, que acabou tendo sua apresentação cancelada por causa disso), que irão custar entre R$ 60 a 300 reais. Mas enfim, se tudo correr bem, estaremos lá pra delirar mais uma vez com la Cat.
* Atenção, indie kids fanáticos de plantão: podem correr atrás de "The Eternal", o novo disco do gigante Sonic Youth, que ele já vazou lépido e inteirinho na net. A velhusca versão física do disco (leia-se cd) sai oficialmente no próximo dia 9 de junho.
* E depois do sucesso de suas duas apresentações na Virada Cultural da capital paulista, o Vanguart dá as caras nesta sexta-feira (mais conhecida como hoje) no Programa do Jô, na Globo. Os dois shows dos cuiabanos foram realmente fodásticos (no teatro do Sesi, no sábado passado à noite, e depois domingo pela manhã, na praça da República), mas isso o blog conta melhor mais aí embaixo, neste mesmo post.
* BLOGS DE CULTURA POP EM CRISE? – É o que parece. Você, dileto e atento leitor das novidades do rock alternativo que pululam pela blogosfera brasileira dedicada ao assunto, não tem sentido um certo, hã, marasmo aqui mesmo nestas linhas zappers e em outros "vizinhos"? Senão, vejamos: o campeão Popload, escrito pelo papa dear Luscious R., tem soltado uns posts beeeeem pequenos, se comparados aos textos enooooormes que rolavam nos domínios do homem do iG até alguns meses atrás – quando o blog era coluna então, e era publicado na Folha Online, nem se fala: aquilo parecia mais uma bíblia pop, que você levava uma eternidade pra ler até o fim. E era legal isso, claro, pois pelo menos o autor deste blog é um confesso apreciador de textos longos. Agora, passando pro Ilustrada no Pop, escrito a quatro mãos pela dupla dinâmica dom Thiaguito Ney e mr. Marco Canônico. É um blog errático, em termos de conteúdo: há dias em que surgem posts fodões, com infos quentíssimas (e que nem precisam ser escritas com muito texto, pra causar barulho) e, por outro lado, aquele espaço fica por vezes dias e dias sem ser atualizado. E no caso zapper, as dificuldades são mesmo mais de ordem técnica e estrutural (vide o pandemônio da semana passada em que o serviço porco prestado pelo Speedy da Telefonica, associado com problemas técnicos surgidos entre o portal Dynamite e o servidor Terra, onde o nosso site está hospedado, derrubou o blog e o tirou do ar por uma semana), já que vontade de escrever aqui nunca falta. Ou talvez até falte, às vezes: agora em maio Zap’n’roll completa seis anos de existência online (entre coluna e blog) e haverá uma festa comemorativa modesta, ao contrário dos anos anteriores, quando a data sempre foi comemorada com mega noitadas no clube paulistano Outs. Pois é, os tempos são outros, tempos de crise e nada que é bom dura para sempre, né? Talvez o blogon zapper acabe logo mais, um dia desses. Talvez ele continue por mais um tempo. E nossos queridos vizinhos de blogagem aqui citados talvez durem também por mais um bom tempo mas se ressentindo de, digamos, assuntos quentes para preencher enormes espaços de texto a todo instante na blogosfera. Afinal, hoje há excesso de informação na net e também zilhões de blogs dedicados ao mesmo tema – a cultura pop e o rock alternativo. Então, não é fácil manter esse negócio aqui, como já foi analisado tempos atrás em um post zapper que dissecava a blogosfera brasileira dedicada à cultura pop. Por tudo isso, uma eventual e provável crise de informação em blogs mega legais como são a Popload, a Zap’n’roll e a Ilustrada no Pop, é algo até compreensível e perdoável. Nesse negócio ninguém consegue ser deus o tempo todo. Todos nós somos, antes de tudo, jornalistas em busca da melhor informação para seu dileto leitorado. E seres falíveis, como qualquer ser humano que se preza.
* E você, também acha que a blogosfera dedicada à cultura pop está em crise? Manifeste sua opinião lá no espaço reservado aos leitores, que o blogão campeão em polêmicas quer saber sua opinião, hihi.
* Agora, bizarro mesmo é o casório da fofa Meg White com o filho da lenda Patti Smith. Uma família rocker pra ninguém botar defeito, uia! Depois desta é melhor partirmos direto para as histórias vividas pelo sujeito aqui, ao som do Oasis, claaaaaro!
ELES SÃO MARAVILHOSOS
(ou Oasis – diário sentimental)
São dez da noite de quinta-feira e o canal Multishow mostra ao vivo o primeiro show do quarteto britânico Oasis em sua turnê brasileira deste ano. Sábado é a vez de São Paulo; depois, curitibanos e porto-alegrenses irão assistir ao vivo uma banda que existe há quase vinte anos (foi formada em Manchester, em 1991), grava e excursiona há quinze ("Definitely Maybe", o primeiro disco e hoje um dos clássicos do britpop dos anos 90’, foi lançado em 1994), e que já esteve anteriormente três vezes aqui – em 1998, 2001 e 2007. Inclusive o grande Paulo Cavalcanti, editor-contribuinte da mega revista Rolling Stone (Paulinho é quem edita a seção "Guia", que resenha discos, shows, filmes, livros e games) e dileto amigo destas linhas zappers há mais de duas décadas (o blog o chama carinhosamente de "mr. Alderaba, o homem para assuntos aleatórios/culturais de mr. Obama", rsrs) gerou polêmica semanas atrás na sórdida comunidade dedicada à extinta revista Bizz, no igualmente abjeto Orkut, ao declarar que o Oasis estava se tornando o "Deep Purple do britpop", pela frequencia com que o grupo de Liam e Noel Gallagher passou a visitar estas plagas. Alderabinha não está de todo errado, mas há um evidente exagero (proposital, óbvio, pois PC possui um humor pra lá de refinado, sarcástico e irônico, além de ser um dos melhores jornalistas musicais do país nos últimos vinte anos, ao contrário de amigos seus que infelizmente são autênticas mulas e personalidades sujas do jornalismo cultural brazuca) em sua comparação: o Deep Purple, além de estar caindo de podre (por que um bando de velhos senis insiste em ficar dando vexame nos palcos rockers do mundo?), já esteve aqui trocentas vezes. O Oasis andou cometendo uns tropeços pelo seu caminho, é verdade, mas voltou a ser uma puta banda de rock desde o sensacional álbum "Don’t Believe The Truth", lançado em 2005. Do último disco então, "Dig Out Your Soul", editado no ano passado e cuja tour promocional está trazendo a banda até aqui novamente, não há nem o que comentar: estas linhas bloggers rockers consideram-no o melhor disco de rock gringo lançado no mundo em 2008. Um trabalho fodão, acachapante e onde os manos Gallagher voltaram aos seus dias de glória. Depois deste cd, o Oasis ainda pode durar mais uns cinco anos e aí sim pensar em pendurar as chuteiras, pra não se tornar uma vergonha musical alheia como o... Deep Purple.
Foi em algum dia de 1993 que Zap’n’roll ouviu o Oasis pela primeira vez. Ou melhor, em alguma noite do final de 1993: o já experiente jornalista musical que havia trabalhado na Istoé e há pouco começara a escrever para a edição impressa da revista Dynamite (e, meses depois, iria passar três anos gloriosos escrevendo para a style revista Interview, o emprego dos sonhos de qualquer jornalista gonzo/maloker/descolado: bom salário, apenas uma grande matéria por edição mensal, viagens de avião a granel pra todos os cantos, festas, coquetéis, muito Ballantine’s, muita cocaína e muitas bocetas sempre prontas a participar de trepadas e orgias incandescentes), recém-separado e morando com seu velho amigo Phillipe no centrão bravo de Sampalândia, foi fazer uma de suas habituais visitas ao apê do gênio Kid Vinil, que morava em um quarto-e-sala abarrotado de discos de vinil e cds no bairro do Bixiga. Pois nesta noite Kid, sempre abastecido de novidades, estava animadíssimo com o tal Oasis, que o autor deste blog já conhecia de nome mas que ainda não havia ouvido o som dos caras. "Eles são muito bons, Finatti", disse Kid entusiasmado. "Vou gravar o single de ‘Supersonic’ pra você levar e curtir". Kid gravou o tal single e o autor destas linhas virtuais levou a fitinha pra ouvir em casa. O riff de guitarra de "Supersonic" grudou feito uma tatuagem nos ouvidos zappers. E nunca mais saiu deles.
Daí pra frente, o resto todo mundo sabe: no ano seguinte saía "Definitely Maybe", a estréia e obra-prima da banda, com "Supersonic" e mais "Rock’n’roll Star", "Live Forever" e um caminhão de hits. O álbum vendeu horrores e o grupo – então um quinteto – explodiu na Inglaterra, com shows lotados e concorridíssimos. Ao mesmo tempo, os detratores do conjunto o acusavam de ser um êmulo de milésima categoria dos Beatles. O guitarrista Noel Gallagher, que havia sido roadie dos Inspiral Carpets e que entrou no Oasis porque achava o grupo uma merda enquanto ele estava sendo comandado pelo irmão mais novo, o vocalista Liam, subiu o topete e mandou os críticos se foderem. "Nós somos ótimos e pronto", era a frase padrão de Noel. E eram mesmo.
Veio o segundo disco, "(What’s the History) Morning Glory?", lançado em 1995, e a banda foi de vez pro topo. Quinze milhões de cópias vendidas, dois shows gigantescos na Inglaterra, no parque Knewbworth (cada um para 125 mil pessoas!), um mega-hit, a lindíssima balada "Wonderwall", que se tornou trilha sonora nos estádios ingleses e era cantada em coro pelas torcidas nos intervalos dos jogos de futebol, e o Oasis se tornou o maior grupo de rock do mundo de então. Enquanto isso, o sujeito aqui se mudava para uma kit na avenida 9 de julho, continuava trampando na Interview e escrevendo para a Dynamite (onde, no final de 1996, ele assinaria uma matéria de capa na revista, com a foto de Liam Gallagher e a chamada, perguntando: "Oasis – os donos do mundo?") e se entupia de drugs, muitas drugs, além de curtir uma paixão secreta pela inesquecível Fabiana N. (onde andará ela, hoje?). Fabiana era assim: formada em design gráfico, era louca, linda de rosto, peitos enormes e fã de gothic rock. Adorava beber talagadas de Jack Daniel’s e cafungar carreiras de pó. Grande amiga do zapper loki, vivia na kit da 9 de julho, pra sair junto com ele de balada ou simplesmente pra papear e ficar chapada. Mas Fabi não dava sorte em termos de amor e romance: havia se fodido em um noivado com um sujeito paranóico e por essa época, estava namorando com um conhecido do autor deste blog, um autêntico mané que a bela de peitos grandes e longos cabelos escuros estava ficando apenas por pura carência emocional. Até que numa bela segunda-feira à noite (sim, em plena segunda-feira à noite), o autor deste diário sentimental estava na redação da Dynamite, no bairro de Pinheiros, e lá recebeu um telefonema de sua tesuda e querida amiga: "Finatti, você vai fazer alguma coisa quando sair daí? Eu queria sair pra tomar uma cerveja com você. Estou puta com o... (o namorado trolha, que já havia aprontado alguma novamente com a bela) e queria conversar um pouco contigo", disse ela toda meiga e tristonha ao telefone. "Sem problema, posso ir sim. Você consegue passar aqui e me pegar?". Em quinze minutos Fabi apareceu no seu Fiat Uno branco e a dupla se mandou prum buteco na Vila Madalena. Lá se entupiram de cervejas e quando o jornalista metido a dom juan criou coragem, tascou um beijo de língua na sua amiga. Ela, a princípio, se assustou: "Você está louco? Eu namoro, porra!". "Foda-se", respondeu o zapper já querendo agarrar a garota ali mesmo. "Você tá perdendo tempo com aquele idiota. Vamos pra minha casa, pode ser?". E os dois foram. E lá, ao som de "Wonderwall", do Oasis (que Fabiana amava tanto ao ponto de um dia fazer a tradução dela e dar de presente, em um bonito papel-cartão, pro sujeito aqui), a trepada rolou incendiária pela madrugada adentro. Até hoje a imagem não sai da cabeça deste blogueiro: Liam cantando "você é maravilhosa", enquanto Fabi abria sua xoxota peluda e em brasa e a descia sobre a rola do jornalista junky e solitário, que ao mesmo tempo afogava seu rosto nos peitaços da sua gostosa e fodedora amiga. Foi uma noite divina, ao som dos manos Gallagher.
Zap’n’roll, eterno carente profissional, se apaixonou por Fabiana e quis namorar com ela. Ela se arrependeu de sua aventura "extra-conjungal" e preferiu dar uma nova chance ao namorado boçal – só largou dele em definitivo quando viu que o tranqueira não queria saber de nada com a dureza, enquanto a pobre Fabi se matava de trampar. E ao menos continuou uma grande amiga do doidon zapper, até que ela se cansou do Brasil e se mandou pra Europa. E aí o autor deste blog nunca mais soube dela.
Corta para 1998. A kit da 9 de julho havia ficado pra trás, a Interview não existia mais e o ex-jornalista comedor e ainda junky lutava pela sua sobrevivência na imprensa, trabalhando na equipe de redação que estava montando a revista Época (a semanal da editora Globo, que iria começar a circular no final daquele ano). Quem também lutava pela sua sobrevivência e para continuar relevante no mondo pop era o Oasis, que após um disco desastroso (o "Be Here Now", lançado em 1997), havia visto sua credibilidade como banda ser posta novamente em cheque. Pois foi a bordo da turnê deste álbum que o conjunto veio pela primeira vez ao Brasil, para um único show em São Paulo, no sambódromo do Anhembi. Zap’n’roll conseguiu descolar uma credencial, através da equipe da futura revista Época e se mandou pra lá. Foi uma noite estranha: havia 15 mil pessoas ali, toda a nação indie britpop paulistana em festa, mas era visível a chapação da banda no palco, principalmente do genioso e também junky Liam. O zapper se lembra de momentos esparsos da apresentação, como quando Noel fez uma versão acústica de "Setting Sun", dos... Chemichal Brothers (isso mesmo!). Depois, findo o set, também se lembra de que pegou carona com alguém até a praça da República e de lá, foi a pé até o lendário Espaço Retrô, em Santa Cecília. Quando chegou na porta do buteco under mais louco, genial, influente e inesquecível que Sampa já teve, ficou sabendo que aquela era a última noite de funcionamento do bar. Não deu outra: o jornalista que ainda nem sonhava em escrever blogs mas que já era maluco de plantão, dançou na pista até o dia clarear. Depois, ainda foi dar umas "pipadas" nas redondezas com os nóias da área – tempos "brabos" e nada saudosos em que o autor destas linhas rockers virtuais também se aproximou perigosamente do pavoroso crack, a única droga que Zap’n’roll assumidamente detesta.
Dali pra frente muita coisa aconteceu na vida do blogger sentimental. Ele morou em Santo André, perdeu uma namorada em um acidente de carro, escreveu para várias revistas (Transamérica, Jovem Pan, Istoé Gente, Shopping Music, Elle etc, etc.), foi morar na Vila Mariana (onde está até hoje), novamente se estabilizou profissionalmente ao começar a escrever para a Gazeta Mercantil e, mais tarde (e até hoje), para a Rolling Stone e hoje namora a doce (às vezes; em outras, ela é uma fera, hihi) Ana Laura. Zap’n’roll se transformou em um dos blogs de cultura pop mais lidos da net brazuca e o Oasis... sim, o Oasis lançou mais alguns discos meia-boca, e só deu a volta por cima de verdade quando lançou "Don’t Believe The Truth", há quatro anos. Antes, o grupo voltou ao Brasil, para tocar no Rock In Rio III (em janeiro de 2001, sendo que neste o autor deste blog não foi, pois preferiu assistir ao REM). E veio mais uma vez no ano retrasado, quando Zap’n’roll também não foi ao show em São Paulo. Portanto agora, com dois discos fodaços lançados em sequência e com a banda aí, na cara do gol para enlouquecer novamente seus fãs brasileiros (pena que a gig em Sampa, mais uma vez, será naquele horrendo estacionamento do Anhembi), o blogger rocker vai sim conferir os manos Gallagher ao vivo. Afinal, quem está escrevendo este looooongo diário sentimental é um sujeito que já tem mais de quatro décadas e meia de vida, está há mais de duas no jornalismo musical e depois de assistir Radiohead este ano, Oasis pela segunda vez em sua vida e Depeche Mode também pela segunda vez, talvez queira se aposentar do rock way of life. Ou ainda queira ver apenas o Cure novamente. Afinal uma hora o cansaço chega, o saco enche e nada dura para sempre nesta vida, absolutamente nada: nem o Deep Purple, nem o maravilhoso Oasis. E nem a profissão de jornalista musical rocker, por mais glamurosa que ela também seja. Infelizmente.
* Este diário sentimental, claaaaaro, vai pra querida Adriana Ribeiro, que acompanhou de perto boa parte do que está escrito aí em cima. E também pra linda e doce Rudja Catrine, a nossa "musa indie da semana" que mora laaaaá no Amapá mas mesmo assim é fanzona do Oasis.
* Ah, sim, quem vai na FAIXA no show da banda neste sábado em Sampa: dá uma lida no final do post e vê se seu nome está lá!
UMA NOITE NA VIRADA CULTURAL
Foi no último finde. Sampalândia mais uma vez foi tomada pelas atrações da quinta edição da Virada Cultural, que reuniu zilhões de shows e outras atividades artísticas (o grosso delas, concentrado no centro da capital paulista), e um público calculado em quatro milhões de pessoas.
Não foi tão legal quanto em 2008. Houve menos grana pra fazer a parada (a crise financeira está aí, mano...), houve muita sujeira no centrão de Sampa e super lotação em alguns pontos onde estavam rolando os eventos. Anyway, era impossível curtir tudo e Zap’n’roll, acompanhado de sua fiel escudeira Nathália "beuda" Machado, caiu na "naite" da Virada no sábado e só saiu de lá ao meio-dia de domingo!
Como foi essa "aventura" de mais de doze horas no ar? Aí embaixo, um roteiro resumido do que o blogger maloquer aprontou e curtiu, ao lado de sua querida Nat "beuda":
* 22 horas de sábado: Zap’n’roll e Nathália saem da casa dela, no bairro de Pinheiros, em direção ao teatro do Sesi, na avenida Paulista, onde iriam rolar uma série de shows a partir das onze da noite, sendo os dois primeiros com Vanguart e Garotas Suecas.
* 22:40Hs.: chegada ao Sesi. Encontro com outros amigos com que a dupla pinheirense havia marcado: o super e lindo casal rocker Wagner e Bruna Vicious, mais a negona Thaís (ex-girlfriend do sujeito aqui, e hoje uma de suas grandes amigas), o baterista do Madame Saatan e sua fofa girlfriend e o figuraça Primantti, baixista do Narcotic Love. Problemas pra entrar: ingressos esgotados. Conversa daqui, fala com o empresário Glauber Amaral dali, com a produtora do Sesi, Sueli Nabeshima, e todos enfim conseguem se acomodar no teatro.
* 23hs.: o show começa pontualmente. O Vanguart é o primeiro a entrar em cena. Casa cheia, a banda descontraída e em alto astral e o show rola perfeito, redondo. Final apoteótico com "Semáforo", com o público cantando e aplaudindo em pé. Entram os Garotas Suecas (que estão cada vez melhores ao vivo) e as duas bandas, juntas, fazem uma lindaça versão para "Detalhes", da fase ainda genial e nada brega de Roberto Carlos. É o "Rei" influenciando até a nova geração indie nacional.
* Meia-noite: parte do grupo se separa. O blogger zapper mais Ná, Wagner e Bruna vão pra Praça da República tentar pegar ao menos parte do show do velho Camisa de Vênus. A missão é abortada assim que o quarteto desce no metrô Anhangabaú, pois está literalmente impossível circular pelas ruas estreitas e lotadas do centro da cidade. Decisão comum: ir pro dj set das casas noturnas, em frente ao Pátio do Colégio Anchieta (próximo à Praça da Sé, e onde São Paulo foi fundada).
* Quase duas da manhã: a trupe chega no auge da discotecagem da dupla Tati e Valentim (do clube Outs), que está mandando muito bem na seleção indie guitar rock. A praça, ao contrário do que este blogueiro imaginava, está lotada. Zap’n’roll, Ná, Wagner e Bruna começam a se entupir de brejas e vinho Cantina da Serra (que estava sendo vendido a extorsivos sete reais pelos camelôs espalhados pela área). Com uma credencial de imprensa pendurada no pescoço, o zapper bebum vai até a tenda de discotecagem levar um copo de vinho pros djs da Outs. E literalmente pira, enfia seu ouvido nas caixas do PA e começa a gritar junto quando o sound system dispara "Lithium", do Nirvana.
* Quatro da matina: Zap’n’roll começa a sentir os primeiros sinais de "embriaguez". Nat "beuda" já está pra lá de Zamzibar e Wagner e Bruna sentem o cansaço chegando e avisam que vão embora. Ficam só na balada o blogger loki e sua amiga lesada.
* Cinco e meia da manhã: o zapper doidão arrasta Ná em direção ao Teatro Municipal pois ele quer assistir ao Violeta De Outono (que começaria às seis da manhã), que iria tocar seu primeiro disco na íntegra. Nada feito: quando chegam na porta do Teatro, novamente não há mais ingressos. O segurança informa que, com sua credencial, o autor deste blog até poderia entrar, mas não a Nathália. Como o blogueiro gentil e fiel jamais deixaria sua amiga sozinha e beuda do lado de fora, o jeito é desistir de ver o Violeta de Outono.
* Seis e meia da manhã: Zap’n’roll quer ir embora mas Nathália, fanática que é pelo Vanguart, quer esperar o outro show dos cuiabanos, que vai acontecer dali a duas horas no palco rock, da Praça da República. O jeito é fazer hora no centro e esperar.
* Oito da manhã: dia claro, céu azul, temperatura super agradável. Enfim, a dupla parte em direção ao palco rock. A praça, só pra variar, está lotada. Com sua credencial, o zapper blogger consegue ir pro backstage e levar Nat beuda junto. Ela se encanta pois nunca tinha assistido um show de grandes proporções do backstage. Atrás do palco, festança geral às oito da matina: Daniel Belleza e Jeff Molina bebem pinga em copos plásticos (Jeff, o sempre doidão batera do Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria, estava com uma garrafa da branca escondida no bolso do seu blazer). Uma barraquinha de lanches montada ali vende bebibas e salgados e Zap’n’roll compra uma breja e algumas doses de Martini – isso quase às 9 da manhã! O show é animadão, os Vangs botam pra foder, levantam o público e saem consagrados do palco. E Nathália, apesar de estar beudíssima, tira ótimas fotos, algumas das quais estão aqui ilustrando este texto.
* Onze da manhã: o show dos cuiabanos já acabou há uma hora e a dupla lesada continua perambulando pelo centrão de Sampa. Até que o cansaço vence os dois e ambos embarcam de volta pra Pinheiros, onde duas camas confortáveis os aguardavam pelo resto do domingo. Foi isso.
A MUSA INDIE DA SEMANA
Ela é uma gracinha indie. Meiga, fofa, fã de Muse, Oasis, Kings Of Leon, Radiohead e mais um monte de bandas bacanas. Ela tem 22 anos de idade e nasceu na Guiana Francesa. Mora em Macapá (yep, capital do "distante" Amapá) e é essa gataça aí embaixo, na foto. O nome dela? Rudja Catrine, uma das garotas mais legais que Zap’n’roll conheceu nos últimos tempos. Pros marmanjos delirarem (e só delirarem pois, ao que parece, o coração da moçoila já tem dono, infelizmente, hihi).
Beijão do blog, Rudja. E continue sendo sempre essa garota rocker fantástica que você é!
(continua aí embaixo, em outro sub-post. Sério: o texto extrapolou o tamanho permitido pelo blog, uia!)
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