Dynamite

Entries for month: May 2009

O velho punk virou... jazzista? (finalizado em 30/5/2009)

6 Comentários »

 

O poderoso chefão do protopunk está de volta. Mas parece que agora ele está... jazzy

 

 

Chove lá fora.

E isso é bom. Limpa o ar, mantém a temperatura amena, anima corações e estimula paixões – ou não. Mas geralmente é assim. E por ser assim é que o finde promete ser tranquilo, rocker, agitado na medida para se curtir baladas bacanas, ouvir bons sons em bons discos (sejam eles em vinil, cd ou na net), assistir bons filmes (no cinema ou em casa), mas tudo isso sempre do lado de quem você gosta muito. Zap’n’roll queria e quer fazer tudo isso ao lado de uma pessoa muuuuuito especial em sua vida, mas ela tá um tanto quanto distante. E enquanto isso não acontece, o autor deste blog segue aqui, nestas linhas online (que finalmente vão comemorar seus seis anos de existência virtual com discotecagem modesta mas sempre animada, no próximo dia 13 de junho, no clube Outs/SP), escrevendo pra seu sempre dileto leitorado e também se dando conta de que, afinal, ele tem a sorte de ter pessoas bacanas e amadas também perto dele – e aí a lista é enooooorme: a querida Karin, a amada (sempre, de uma forma ou de outra) Ana Laura, a Nat beuda, a Fernandinha Farofa, a Luana, a Adriana Ribeiro, a fofa e linda Bruna Vicious e seu boyfriend Wagner, a Eliana Martins etc. É por conhecer pessoas tão bacanas e que o amam que o zapper, mesmo às vezes sendo acometido por esgares de melancolia, ainda segue escrevendo sobre rock alternativo e cultura pop e segue acreditando que o amor existe sim – e quanto mais distante ele estiver e mais difícil de ser alcançado, mais gostoso e duradouro ele será quando for alcançado. Pois afinal nem estamos tão velhos assim. Não tão velhos como o deus rocker Iggy Pop, que pelo jeito cansou do rock’n’roll e se meteu a fazer... jazz. Bom, isso é assunto mais aí pra baixo, no post que está começando agora e que encerra sempre a semana por aqui, né? Então, vamos nelson, enquanto a chuva continua lá fora e a vida caminha em frente, em busca dos amores que nunca são fáceis de alcançar.

* Rockstars no estaleiro. Depois de cancelar vários shows pela Europa, devido a problemas de gastroenterite sofridos pelo vocalista Dave Gahan, o Depeche Mode vai ficar de molho por mais duas semanas pelo menos. Gahan foi operado esta semana para a retirada de um tumor maligno, que estava localizado em sua bexiga. A operação foi um sucesso mas os médicos que cuidam do cantor recomendaram que Dave fique em repouso até pelo menos 8 de junho próximo. Não esquecendo que o DM toca no Brasil em outubro, em Sampa e no Rio.

* Já Nick Wire, baixista do amado e heróico Manic Street Preachers, teve espamos no palco, durante show da banda na última terça-feira, no País de Gales. Wire sofre de problemas de hérnia de disco e declarou no site da banda que a turnê seguirá em frente. Mas em alguns shows ele terá que tocar sentado.

* O disco solo lançado há pouco pelo guitarrista Graham Coxon, que está de volta ao Blur, é mesmo uma fofura. "The Spinnig Top" saiu lá fora no último dia 11, não deverá ser lançado aqui mas é possível baixá-lo sem muito esforço na net. Disco longo (quase 70 minutos) e recheado de canções bucólicas e doces, está entretendo as tardes melancólicas e chuvosas do blog já há alguns dias. A capa do dito cujo é essa aí embaixo e neste mesmo post a gente fala um pouco mais a respeito dele.

* Blog novo no pedaço. É o escrito pela chapa Gilza Araújo, que traz espasmos e devaneios que percorrem a mente fértil da moçoila, publicitária por formação e que agora tenta ingressar no jornalismo via blog de cultura pop. O post mais recente dela traz até uma "homenagem" ao autor destas linhas rockers online, e quem quiser conferir, vai lá: http://mafiadasmanicures.blogspot.com/

* O BEIRUT E SUAS FÃS LEGAIS – Incrível como um projeto rock alternativo mega desconhecido até pouco tempo, se tornou um dos hypes do momento. O blog está falando do Beirut. Hã? Não, não se trata da capital do Líbano mas, sim, da banda/projeto americano criado pelo músico Zach Condon em 2006, em Santa Fé (no Estado do Novo México). Com sete Eps e três álbuns lançados neste curto espaço de tempo, o Beirut (que além de Zach, conta com uma legião de músicos convidados quando está gravando em estúdio ou em turnê) faz uma singela e agradável combinação de folk contemporâneo com nuances de world music. Bom, e daí? Daí que a canção "Elephant Gun" (uma singela pop song onde Zach toca desde ukelele até trumpete, além de cantar, óbvio) se tornou um hit alternativo não apenas nos EUA (chamando a atenção para o trabalho do grupo) mas aqui também, onde ela acabou entrando na trilha sonora da minissérie global "Capitu", exibida no início deste ano. E embora não tenha nenhum disco lançado no Brasil o Beirut baixa aqui em setembro, para se apresentar em Sampa e em Recife (provavelmente no festival alternativo "Coquetel Molotov", promovido pelo cultuado site de cultura pop que tem o mesmo nome). Pois é, Zach Condon é um sujeito legal e o som de sua banda idem. Tão legal que o Beirut já arrebanhou uma legião de garotas legais como fãs brasileiras – entre elas a Aninha Laura, a Rudja Catrine e até a espanhola genial que é a Karin Melez. E se você ainda não conhece o trabalho deles, basta ir até o MySpace da turma, oras (www.myspace.com/beirutband). Ou então, vá até o próprio site da turma: www.beirutband.com.

* Aí embaixo, o vídeo de "Elephant Gun", a música que transformou o Beirut em hype alternativo do momento:

Beirut – "Elephant Gun"

* E na semana que vem a nação indie paulistana se agita com a realização da "Popload Gig", lá na Clash Club. Armação esperta e mais do que bem-vinda de dear Luuuuuuuussssssssciiiiiiiiioooooooouuuuuusssssss Ribeiro e seu sempre trêfego blog, o mini festival vai tomar conta da Clash nos dias 6 e 7 de junho (sábado e domingo), quando irão tocar nomes como os ingleses do The View (a grande atração do evento), mais Matt & Kim, nosso graaaaande Holger etc. Dear Luscious, que é o dono da festança, claaaaaro, está sorteando aqueles sempre bem-vindos tickets dourados pra você ir curtir a balada na faixa. E disse que vai batalhar pra descolar uns ingressos também pro blogon zapper colocar você no regabofe. Vamos verrrrr se até o final desse post confirmamos essa parada.

* Aliás a próxima semana vai ser mega agitada mesmo. Na terça-feira (em plena terça-feira!) tem a festona de lançamento da revista Vice, lá na The Week. Você vai? Zap’n’roll vai, claaaaro!

IGGY POP VOLTA JAZZY E CALMO

Quando começaram a pipocar notícias e informações sobre o novo disco que Iggy Pop, uma das maiores lendas vivas do rock’n’roll, estava gravando, especulou-se zilhões de possibilidades sobre como seria o novo trabalho de estúdio do avô do punk rock. Falou-se muito em um disco calmo, bucólico, dissociado das nuances rockers, garageiras e punksters que nortearam boa parte da trajetória discográfica do Iguana. E próximo do lançamento, enfim, do álbum, divulgou-se com estardalhaço que Iggy iria lançar um disco de... jazz! Really? Sim e não. "Préliminaires", o álbum em questão e que chega às lojas do mundo todo nesta segunda-feira (Brasil incluso, provavelmente, sendo que o cd já está aí, em qualquer net ao alcance do seu mouse), mostra Iggy Pop muuuuito diferente de seu último trabalho solo, o barulhento e poderoso "Skull Ring", lançado em 2003. Ou mesmo de "The Weirdness", o disco que marcou a reunião dos Stooges e que foi editado em 2007. Quase não há rock no novo trabalho. E sim, há emulações jazzísticas aqui e ali. E também nuances de blues estradeiros. Resumindo bem a ópera, trata-se de um cd onde Iggy Pop quis mostrar uma faceta diferente, mais introspectiva diríamos, de um sujeito que, aos 62 anos de idade, já fez tudo o que de melhor ele poderia ter feito no rock’n’roll.

É um disco estranho à primeira audição e Zap’n’roll não se entusiasmou muito com ele, embora tenha considerado que ele está bem longe de ser o desastre artístico que muitos jornalistas já o estão considerando. Gravado no começo deste ano entre Miami e Woodstock (sim, a cidade onde existe a fazenda que abrigou o maior e mais célebre festival de rock de todos os tempos), "Préliminaires" a princípio não seria um novo disco de Iggy Pop mas, sim, a trilha sonora de um documentário que estava sendo filmado, sobre o romance "A possibilidade de uma ilha", escrito pelo francês Michel Houellebecq. Só que o projeto foi ganhando corpo e Iggy virou tão fã do livro, que resolveu compor um álbum inteiro inspirado nele e lançá-lo como sendo seu novo trabalho solo. E o clima do livro acabou inspirando o cantor e compositor a fugir do ambiente rocker em que ele sempre esteve, levando Iggy a paisagens sonoras como o jazz, o blues e à música francesa. Tanto é que o disco abre com a célebre "Les Feuilles Mortes", composta por Jacques Prévert e imortalizada na voz do ator Yves Montand. Iggy canta com seu vozeirão em francês, mas modula sua inflexão em tons contidos para acompanhar a instrumentação suave, engendrada por sopros e percussão discreta.

O álbum prossegue algo soturno, em "I Want Go To The Beach", com pianos e Iggy fazendo vocalizes mezzo sinistros. Na sequência, ele mostra de fato sua verve jazzística e bluesy em "King Of The Dogs", com direito a naipe de metais e pianos. É então que finalmente o rock entra em cena, em "Je Sais Que Tu Sais", com violões, guitarra psicótica ao fundo e uma percussão metálica, em uma condução melódica que faz com que a música lembre muito "Nightclubbing", um dos melhores momentos de "The Idiot", lançado por ele em 1977 e talvez seu maior clássico pós-Stooges. Oscilando novamente entre o bucolismo e a introspecção (em "Spanish Coast"), entre rocks quase viscerais ("Nice To Be Dead") e um blues tramado com violão de cordas de aço (em "He’s Dead/She’s Alive"), "Préliminaires" abre de fato espaço para surpreender o ouvinte, principalmente quando o ex-Stooge se permite até a gravar o standard "Insensatez", um dos maiores clássicos da música mundial composta pelo maestro Antonio Carlos Jobim (yep, ele mesmo, o nosso Tom Jobim).

É um disco curto (pouco mais de 36 minutos de duração) e que termina com outra versão para "Les Feuilles Mortes". Quem tem a percepção sonora/auditiva um pouco mais despojada e liberal, vai encarar o disco como um "experimento" na trajetória de Iggy Pop, um rumo inédito e ousado que ele quis imprimir ao seu trabalho. Já rockers mais sectários, com certeza, irão detestar o resultado final. Mas "Préliminaires" talvez seja, no final das contas, apenas isso mesmo: um espasmo de ousadia de um sujeito que não quer jamais deixar o rock’n’roll de lado. Pois o próprio Iggy Pop já anunciou que, em breve, ele sai novamente em turnê com os Stooges, desta vez com James Williamson nas guitarras e tocando, nos shows, apenas o também imbatível clássico "Raw Power".

* No blog vizinho Jukebox, o chapa Dum DeLucca também fez uma ótima resenha sobre o novo trabalho de Iggy Pop, analisando o disco sob uma ótica, digamos, mais mísitca e espiritual, como Dum sempre curte fazer (e bem). Pros fãs de Iggy, fica a dica (ops), ir também na Juke e dar uma lida no texto que está lá.

GRAHAM COXON VOA SOLO NOVAMENTE

Entonces, que Graham Coxon resolveu voltar ao Blur, todo mundo já está careca de saber. O amado e célebre quarteto britpop retorna aos palcos com sua formação original agora em julho, no dia 3, quando irá se apresentar em Londres.

Mas Coxon, que sempre teve uma carreira solo bacana paralela ao Blur, resolveu soltar mais um disco solo antes de seu retorno definitivo ao grupo. Assim é que "The Spinning Top", seu sétimo disco individual, foi lançado no começo do mês na Inglaterra – e aqui não deverá sair, óbvio. Aliás o único álbum solo do guitarrita do Blur que saiu no Brasil foi "Happiness In Magazines", de 2004.

Coxon, que já está quarentão, fez um disquinho (ou discão: são quinze faixas em quase 70 minutos de música) legal. Suave, calmo, com muitas melodias estruturadas em arpejos de violão. Dá pra ouvir tranquilo tomando um bom vinho, numa tarde/noite chuvosa e friorenta de sábado, ao lado de quem você ama (né, Catrine? Rsrs). Fora que ele canta bem e possui uma inflexão algo próxima a de Damon Albarn.

Pros fãs do Blur (como o blog é), um ótimo aperitivo antes do retorno triunfal do quarteto com seu line up original.

SAIDEIRAS

* Socorro!!! Tia Mozz cancelou os shows que faria ontem (sexta) e hoje (sábado) na Inglaterra. Com problemas na garganta Morrissey, o ex-vocalista dos Smiths e um dos seres vivos mais amados da humanidade, está seguindo à risca as recomendações de seu médico de não abrir a boca enquanto não estiver totalmente curado. Não custa lembrar: este senhor maravilhoso acabou de completar meio século de vida. Então, cuidar da saúde é mesmo essencial no caso dele, hihi.

* Essa dom Thiaguito Ney comentou no seu blog, o "Ilustrada no Pop", e Zap’n’roll, ela mesma, já tinha ouvido falar algo a respeito. Está em curso a armação de uma grande festa para comemorar os vinte e cinco anos do Madame Satã, que poderá rolar no dia 15 de agosto, com shows de Nitzer Ebb, Wayne Hussey (ex-vocalista do The Mission, que casou com uma perua loira de Santo André e se mudou há tempos pra cá), mais discotecagem de Mau Mau, Renato Lopes etc. Tudo ótimo, tudo lindo. O Satã, que de fato foi (ao lado do Espaço Retrô) o principal, central e maior nome de toda a cultura rocker alternativa paulistana, merece todas as homenagens, honrarias e festas do mundo. Mas esse lance de comemorar as bodas de prata da casa cheira a picaretagem da grossa, pra encher o bolso de alguém que está precisando de grana. Afinal, o casarão em si (localizado na rua Conselheiro Ramalho, no bairro do Bixiga) está fechado há séculos pela prefeitura, por diversas irregularidades e falta de pagamento de dezenas de taxas (água, luz etc), segundo o blog apurou. O venerável nome do histórico local tem sido utilizado na realização de festas esporádicas em um bar de um hotel da região central de Sampa, festas que quase nunca atraem grande público já que elas não possuem nem de longe a magia que envolvia o ambiente original da casa. Então, a pergunta que se faz é: onde seria a comemoração destas "bodas de prata"? No próprio local original do Madame Satã? Pouco provável. Fora que o Satã começou a funcionar antes de 1984 (o zapper maloqui, se lembra bem, já frequentava o casarão por volta de 1983, quando ele ainda era um dirty punk saindo da adolescência), o que não justificaria, portanto, a comemoração de "bodas de prata" que já estão vencidas. Pois é: dom Thiaguito Ney é um ótimo jornalista de cultura pop e chegado destas linhas online. Mas ele precisa a aprender a não acreditar em tudo o que lê e vê por ai...

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Discos: os novos do Manic Street Preachers e do Graham Coxon, ambos beeeeem legais.

* Filme: "Budapeste", que entrou em cartaz na semana passada, e é baseado no romance homônimo do grande Chico Barque.

* Baladas selecionadas pro finde e pra próxima semana: hoje tem Faichecleres na Outs (rua Augusta, 486, centrão rocker de Sampa). Já na terça-feira, tem festa fechada na The Week, pra comemorar a chegada da edição brasileira da despirocada revista Vice. Vai ter dj set do povo do The Rapture (que Zap’n’roll nem curte) e a festa deverá bombar. Na quarta-feira, rola show dos pernambucanos do Volver no projeto Cedo & sentado do StudioSP (na rua Augusta, 579), e o que é melhor: de grátis! E na sexta que vem rola a despedida (infelizmente) dos queridos Borderlinerz lá no clube Inferno (rua Augusta, 501), em show que vai contar também com a presença de Daniel Belleza e seus Corações em Fúria. Nesse o blogão vai, com certeza!

CAMISETAS BACANAS E INGRESSOS NA FAIXA!

Não mandou e-mail ainda? A hora é agora, então! Vai correndo no finatti@dynamite.com.br, que continuam dando sopa por lá:

* DOIS INGRESSOS pro show do The Kooks, dia 19 de junho, na Via Funchal em Sampa;

* E duas camisetas da bacaníssima Banca de Camisetas, sendo uma masculina e outra feminina. Entra no site da Banca (www.bancadecamisetas.com.br), escolhe seu modelo e tamanho e envie as infos junto com o pedido pra tentar ganhar o mimo, okays?

BYE BYE GALERE

Hoje é sábado friorento, e o blogão vai ficar quieto na casa da amigona Karin, vendo uns filmes e comendo pipoca. E alimentando a saudade que ele sente de uma certa garota, que está muuuuuito longe dele infelizmente. Mas logo menos o blog estará bem perto dela. E não esquecendo: dia 13 de junho, sábado, dj set no clube Outs, comemorando modestamente desta vez os seis anos deste espaço rocker online. É isso aê! No começo da próxima semana, estamos por aqui novamente. Até!

(finalizado por Finatti em 30/5/2009, às 15hs.)

 

Manics eram - e são - reais. E ótimos. E dolorosos, às vezes (finalizado em 26/5/2009)

13 Comentários »

 Manic Street Preachers: um gigante do rock inglês, de volta com um disco sensacional

-------------------- 

UMA JORNADA ROCKER PARA AMORES DOLOROSOS

Manic Street Preachers talvez seja uma banda irrelevante e praticamente desconhecida do público brasileiro – mesmo dos chamados “indie kids” mais radicais. Na Inglaterra, o quadro é diametralmente oposto: banda gigante, de fãs realmente fanáticos, os Manics (como são carinhosamente chamados pelo seu público) existem há quase duas décadas, já lançaram uma batelada de discos fodões e são tão ou mais cultuados do que o Oasis, por exemplo. Um culto que, a depender de “Journal For The Plague Lovers”, o nono álbum de estúdio do trio e que saiu na Velha Ilha na semana passada, ainda irá durar por muito tempo. O disco é um tesão e já sério candidato a entrar fácil na lista dos melhores de 2009 – e poderá sair no Brasil em breve, via Sony/BMG. Enquanto isso não acontece, você pode encontra-lo fácil pra “baixar” na net.
Os Manics são galeses, na verdade. Surgiram no País de Gales, por volta de 1986, mas só conseguiram gravar o primeiro álbum, “Generation Terrorists”, em 1992. O som, a princípio estranho, era uma mistura inusitada de heavy metal com guitarras indies, mas com o peculiar estilo brit das bandas da terra da Rainha. O disco foi bem recebido pela rock press britânica e também pelo público, mas sem causar estardalhaço ou comoção profunda. Foi com “The Holy Bible”, editado em 1994, que a banda começou de fato a se tornar grande. A sonoridade havia mudado, se transformando em um híbrido de iconoclastia punkster com guitarras indie ferozes. E as letras, escritas pelo guitarrista e vocalista Richard James Edwards, estavam se tornando cada vez mais passionais, atormentadas e políticas. Isso começou a atrair um enorme séqüito de fãs para ele e Richey começou a pirar. Sofrendo de depressão e pressão causadas por um sucesso avassalador que começava a dominar a banda, James começou a dar sinais de esgotamento emocional. Até que num belo dia ele simplesmente desapareceu. Começaram as buscas pelo músico e alguns dias após seu desaparecimento, seu carro e seus documentos foram encontrados próximos a uma ponte na cidade de Cardiff, local muito utilizado por suicidas que iam lá para por um fim em suas existências atormentadas.

 

Manics em ação: eles já tocaram em Cuba, mas nunca aqui

O sumiço e provável morte de James (seu falecimento oficial só foi confirmado pelas autoridades britânicas em 2008) elevou-o a categoria de mito e mártir do rock inglês, e só tornou o MSP ainda mais idolatrado e maior do que já estava. Vieram mais discos fodões, como “Everything Must Go”, “This Is My Truth Tell Me Yours” e “Know Your Enemy” e a trinca restante da banda (o também guitarrista e vocalista James Dean Bradfield, o baixista Nick Wyre e o baterista Sean Moore) se encarregaram de levar adiante o trabalho de um grupo que já havia ultrapassado as fronteiras de popularidade na Inglaterra e acabou indo se apresentar em Cuba (sim, os Manics sempre foram vistos como politicamente de esquerda dentro do rock inglês), com direito a presença do ditador Fidel Castro na platéia.
E neste “Journal For The Plague Lovers”, os Manics prestam vassalagem incontida ao saudoso e inesquecível Richey, musciando enfim várias de suas letras que ainda não haviam se transformado em músicas acabadas. É um álbum poderoso, de rocks potentes (como “Peeled Apples”, que abre o disco, ou ainda a “guerrilheira” “Me And Stephen Hawking”), baladas lindíssimas, passionais e tristes (“This Joke Sport Severed”, “Facing Page: Top Left”, com seus pianos e violões dolentes, ou a sensacional “William’s Last Words”, com arranjos de cordas e onde o vocal mais agudo de James Dean cede espaço para a inflexão mais grave do baixista Nick Wyre), músicas fodonas para se acabar na pista (“Virginia State Epileptic Colony” é o melhor exemplo disso) e um hit com cara do rock inglês dos anos 90’ (a faixa-título) que pode fazer estragos irreversíveis em qualquer rádio ou pista de bar mais antenado.
A capa do novo álbum (que você incluída aqui neste texto) é como a própria banda em si: com uma imagem considerada forte demais e polêmica, fez com que a venda do cd em supermercados ingleses fosse proibida. É assim o Manic Street Preachers: eles sempre foram reais, ótimos, fortes, intensos e, muitas vezes, com uma história de tragédias pessoais dolorosas e grandes e empolgantes vitórias. E tomara que permaneçam assim por muito tempo ainda.

* Richard James Edwards morreu no dia 1 de fevereiro de 1995, em Cardiff, País De Gales. Tinha 28 anos de idade e se tornou mais um mártir/lenda do rock inglês, como Ian Curtis e mais alguns poucos.

* Para saber mais sobre os Manics: www.manics.co.uk

* Este texto sobre os Manics vai pra linda e rocker franco/amapense Rudja Catrine, umas das grandes amigas destas linhas bloggers e que ama tanto a banda quanto Zap’n’roll.

A capa do novo álbum: por causa dela, o disco teve sua vendagem boicotada em algumas lojas inglesas

GRIND, 11 ANOS - UMA BALADA HISTÓRICA! 

Não deu outra: o inferninho under paulistano A Lôca - talvez o clube gls alternativo mais conhecido do Brasil, hoje - literalmente foi abaixo na madrugada de hoje (segundona bravíssima, afe...), quando a domingueira rocker Grind comemorou em mega estilo seus onze anos de existência. Comandado pelo super dj André Pomba (também nosso querido "editador" do portal Dynamite), o Grind já se tornou um clássico imbatível na "naite" da capital paulista. Semanalmente, sermpre aos domingos, cercam de mil pessoas passam pelo clube da Frei Caneca, e a ode ao hedonismo ali reina absoluta. Todo mundo se diverte sem culpa, sem preconceito e sem patrulhamento moral de qualquer espécie. Das bichas montadas que fizeram a fama do bar aos garotos e garotas rockers, dos playbas caretas em busca de uma "aventura diferente" aos neófitos do projeto rock que tem como objetivo primordial o respeito à diversidade sexual através do rock'n'roll, a Lôca e o Grind recebe todos de braços abertos. Ou, para não gastar muita saliva à toa, como bem definiu o colega blogueiro Marco Canônico, na Ilustrada no Pop, na Folha online na última sexta-feira: "Uma das melhores noitadas do país, a "Grind <http://rraurl.uol.com.br/cena/5365/>", comandada por André Pomba <http://www.myspace.com/andrepombacagni>, comemora 11 anos com festa especial <http://www.fotolog.com.br/andrepombacagni/64194450>. Se você conhece, não preciso dizer nada. Se não conhece, só posso dizer "vai lá". É outro patamar, é um troço além da explicação. É divertida, é engraçada, é bizarra e vai até as 6h30, 7h da manhã de segunda!!!!!! Sério, isso é que é noitada pra profissionais". Simples assim.

Bien, Zap'n'roll esteve lá ontem e ainda está se recuperando da mega destruição que foi a festona. E conta alguns detalhes saborosos da noitada master logo aí embaixo. Antes, porém, uma mini-entrevista com o amado André Pomba (hoje, um autêntico dj popstar em Sampa, hihi), onde ele tenta resumir em poucas palavras o que é o Grind e porque ele deu tão certo.


Zap - O Grind existe há onze anos e se tornou um marco e um clássico da noite paulistana. Qual o segredo para uma noite ser tão longeva em um ambiente - a vida noturna paulistana - tão efêmero, onde casas noturnas e festas surgem e desaparecem com uma rotatividade notável?
 
André Pomba - Na realidade creio que a noite se profissionalizou na última década. Casas e projetos tem uma durabilidade maior hoje em dia, do que tinham nas décadas de 80 e 90. A noite virou um bom negócio, mas para profissionais. Os aventureiros vão sempre existir. Na realidade eu digo que a durabilidade do Grind é um misto de sorte e visão. Tocávamos rock quanto o rock era dado como morto, o domingo era um dia micado, os anos 80 eram sufocados pelo grunge e eletrônico, as tribos não se misturavam, os DJs eram cultuados... Um a um o Grind foi derrubando estes conceitos numa noite mais libertária sexualmente e musicalmente.
 
Zap - No começo, me lembro bem, não iam muitas pessoas lá e a festa só ia até meia-noite. Hoje, circulam cerca de mil pessoas por domingo na Loca e o Grind vai até 7 da manhã de segunda. Custou muito pra atingir esse patamar atual?


André Pomba - Durante o primeiro ano, em 1998, quase nada acontecia. Era um matinê que ia das 19has 23h, com quase todo mundo VIP. Em 2000 o público já era maior eíamos ate 2 da manhã. Nas férias de julho de 2001 o dono da A Lôca - o Anibal - resolveu estender até as 5 da manhã e o resultado é que dobramos de público e uma galera que não ia lá, começou a frequentar e o projeto virou hype e começou a bombar e ultrapassar amarca de 1000 pessoas e ir até 7 da manhã. Hoje, com tanta concorrência nos domingos, mas principalmente do projeto Locuras que faço nas quintas,  não lota como antes, mas tem sido mais legal pois temos resgatado as origens do projeto, reciclando público e idéias.
 
Zap - O que muita gente não sabe é que, além de dj e produtor cultural, você também é jornalista, fundou revistas como a Dynamite e On & Off, foi redator da Rock Brigade... só que você acabou ficando muito mais famoso como dj. Hoje, você também dirige a Ong Associação Cultural Dynamite e o portal Dynamite online. Você se ressente pelo fato de não ter tido um grande reconhecimento também como jornalista ou, diante do sucesso do Grind, isso se tornou algo irrelevante pra você?

André Pomba - Na realidade o jornalismo nunca foi minha primeira profissão ou opção, sempre atuei como produtor cultural, de eventos e artístico (com discos) e antes ainda minha prioridade era ser músico. Na Rock Brigade entrei na área comercial e depois fui pra redação em paralelo. Na
Dynamite sempre atuei como editor e escrever sempre esteve em segundo plano. Sempre me vi como produtor, mais do que como jornalista, apesar de achar que escrevo bem. Mas se eu investisse novamente em escrever, seria um livro ou atuar como colunista, mas hoje tempo é o que mais me
falta para desenvolver qualquer outra atividade extra e cuidar da minha saúde tem vindo como prioridade, já que ela sempre foi relegada.
 
Zap - Certo. E falando em saúde, uma boa pergunta pra encerrar esta mini-entrevista: você já está com 45 anos de idade e discoteca, além da Loca, em vários outros lugares. Não acaba se tornando algo
desgastante, fisicamente falando? Compensa pelo lado financeiro? Você se vê fazendo o Grind por mais outra década?
 
André Pomba - Profissionalmente falando estou na minha melhor fase em termos de demanda, toco desde festas alternativas para adolescentes até casamentos e eventos. Tem compensando financeiramente e diferentemente de como me via anos atrás, hoje me vejo comandando a noite por mais uma década sim. Afinal se existem bandas detonando ainda com os caras com 60 anos, existem vários DJs também com essa idade ainda atraindo público em raves e festas, não vejo porque não ir em frente. Lógico que é uma rotina desgastante, mas pior seria ter virado careta e trabalhar em um trabalho 'normal' e morrendo a cada dia.

O super dj André Pomba: mais de uma década colocando o rock à serviço da diversidade sexual 

LANCES BIZARROS QUE SÓ ACONTECEM NO GRIND

* A mega festa comemorativa dos onze anos do Grind começou por volta das nove da noite de domingo, com um coquetel apenas para convidados no andar superior da Loca - no térreo, a balada aberta ao público em geral já começava a ferver. O drink servido no coquetel era suave mas "batia": uma mistura de vodka com suco de laranja. Ou seja, o tradicional "hi-fi" mas com um toque especial da bar woman Rita, ela mesma uma atração à parte do Grind, que no regabofe de aniversário ainda contou com "bruxinhas" oferecendo pedaços de maçãs em chamas para os clientes, pirofagistas e pocket show de Maria Alcina, umas das musas da nação biba.

* Meia-noite: o coquetel acaba e Zap'n'roll, sempre acompanhado de sua fiel escudeira, Nathália "beuda" Traffica, já está começando a ficar lesado, após levar um "estoque" de drinks para a pista, que a essa altura já estava lotada.

* Três da manhã: o blogger maloker já está pra lá de beudo - e Nathália também. Confraternizações com Pomba, com Bruninho Palma (nosso fofo editor do site), com o Tiamat e com o dj Pardal. Da turma da Dynamite, faltaram o editor de arte Khall(fajeste, rsrs), o assistente de redação Xandola, o "burocrata" Haniltinho e o radical (do Psol, hihi) Marcelo Teixeira, uia! Bruninho Palma, bi-curious que destrói corações de machos e fêmeas, é assediado por uma loiraça bocetuda de short mínimo, tatuagem no coxaço branco e cara de vadia. Quando é informada por este blogueiro que Brunolo está em fase mais para paquerar garotos do que garotas, a loira faz um ar de desapontamento. Talvez por isso - atenção! - a mesma loira irá ser a protagonista da causação mor que encerrou a noite. Leia logo mais abaixo e você irá entender o que o blog quer dizer.

* Cinco e meia da manhã: a Loca começa a esvaziar - também pudera: a festa começou às oito e meia da noite de domingo. Zap'n'roll pede arrego e vai embora com Nathália e mais o chapa Porn Angel. A trinca, a bordo do carro da beuda, vai dar uma voltinha na zona sul paulistana, antes de retornar a Pinheiros (onde ela mora) e depois que o sujeito que digita estas linhas e Porn praticaram algumas "maldades nasais", hihi.

* Seis e meia da manhã: a loira bocetuda, lesadaça, cara de vadia e do além, encerra a festa do Grind em grande estilo, conforme relato do próprio dono da festa, mr. Pomba em pessoa, já que o blogon não estava mais lá para presenciar a cena: "eu estava tocando as últimas músicas e uma loca invadiu a cabine como um tsunami, devastando tudo que via pela frente. Derrubou parte da luminária e, completamente histérica, começou a gritar: 'acabou, acabou!". Quando ela já se preparava pra jogar todo o equipamento de som da cabine (disqueteiras, pick-up's etc) na pista, eu consegui literalmente 'abraçar' as disqueteiras e segurá-las. Achei que a mina ia me bater, de tão alterada que ela estava. Enfim, os seguranças agiram rápido e conseguiram tirar a loca da Loca da cabine, que saiu de lá sob vaias do pessoal que estava na pista. E eu ainda consegui encerrar a festa tocando 'New York, New York', com Frank Sinatra".

Pois é, foi isso a festa. Se você perdeu e está se lamentando até agora, sem problema; no próximo domingo tem mais, uia!

--------------------

E o blogon zapper pára por aqui, deixando o maior beijo do mundo pra amada Ana Laura, que hoje está ficando mais velha, junto a meiga e fofa Luana Schabib, duas garotas rockers ao extremo e que Zap'n'roll tem muito orgulho por conhecer e ser amigão de ambas. Parabéns, garotas!

Na sexta voltamos com mais... mais notícias quentes, mais prêmios, mais tudo! Até!

(finalizado por Finatti em 26/05/2009, às 16:45hs.)

Jipes, boy bands cuzonas, musas indies etc (finalizado em 20/05/2009)

29 Comentários »

 

 

Graham Coxon: de volta ao Blur, mas com mais um disco solo na praça 

* Beleusma? Tudo certo? Vamos nelson então.

* O finde vai bombar em Sampalândia e em Goiânia, prestatenção. Aqui – que lindo! – tem show dos Jonas Brohers no domingão, no estádio do Morumbi. A garotas adolescentes, virgens ou não, na faixa dos 13/20 anos de idade, vão lotar o campo do São Paulo F.C., vão ficar histéricas e com as calcinhas molhadinhas, uia. A mesma cena irá acontecer sábado no Rio, onde o trio de manés que é o novo hype em termos de boy bands, também irá tocar. Agora, vem cá: tudo isso é muuuuito chato e deprimente em termos de cultura e de música pop, pelamor. Três carinhas bonitas (mas com feições de coroinhas idiotas), que usam anéis de castidade nos dedos e pregam a defesa incondicional de (sic) grandes valores morais como casar virgem, não beber etc. Fala sério. Jonas Brothers é mais um típico produto da indústria cultural careta, reacionária ao extremo e conservadora que volta e meia ataca na música pop, seduz milhões de adolescentes incautas, vende milhões de discos e se entope de grana fácil fazendo péssima música (e ainda assim, fenômeno midiático que se torna, ganha espaço em tudo quanto é lugar, como esses moleques bregas ganharam esta semana no Fantástico global, na revista Época e até aqui em Zap’n’roll, já que estamos falando deles, né?). Depois de ultrapassar todos esses estágios descritos aí em cima e cansados de posar de bons moços, os caras arrancam a máscara e mostram sua verdadeira (e, por que não dizer, mais humana) face: uns saem em carreira solo, se achando o deus supremo e onipotente; outros, enfiam o pé na lama em drogas variadas, tomam porres de wshiky 12 anos, dão bafão em locais públicos, saem trepando com deus e o mundo (com homens e mulheres, famosos ou não), vão em cana por bebedeira ou posse de aditivos ilícitos, começam a frequentar mais o noticiário policial do que as páginas dos cadernos de variedades e o ciclo, enfim, está completo – isso quando um ou outro não aparece morto, de overdose de heroína ou cocaína. Aí vem a inefável e velha questão: por que essas boys bands, autênticas porcarias da música pop, fazem tanto sucesso se o fim delas é esse mesmo, descrito acima? (e olha que exemplo não faltam para corroborar tudo o que está escrito aqui). Talvez tudo não passe de um enorme dioptro, reflexo da nova mega onda conservadora que tomou de assalto uma humanidade que encaretou horrores após o advento da Aids e de outras epidemais associadas a um comportamento, hã, "promíscuo" do homem. Na humilde opinião destas linhas zappers, o que a cultura pop precisa novamente é viver um novo ciclo de porra-louquice comportamental e criativa, como houve nos anos 60’ e 80’, quando foram produzidas algumas das mais fantásticas obras que se tem notícia na música, na literatura, no cinema e nas artes plásticas. Mas enquanto isso não acontece, seguiremos ouvindo pasmaceiras horrendas como os Jonas Brothers, enfeitiçando garotinhas puras que irão casar castas e que jamais saberão o prazer que é ler um poema de Rimbaud ou Kerouac, ouvir um disco do Velvet Underground ou do Jesus & Mary Chain, andar revirada pelo Estácio (ou pela Praça da República) ao meio-dia de óculos escuros na cara, após passar uma noite dando uns tecos, bebendo álcool a rodo e gozando como louca numa foda arrasadora com um macho inteligente e louco e que valha à pena. É a vida...

* E lá em Goiânia? Ora, na Seattle brasileira vai rolar a grande escapada do indie rock nacional rumo a mais uma edição do já célebre e tradicionalíssimo festival Bananada, o irmão mais "humilde" do gigante Goiânia Noise (que rola sempre no final do ano). Nomes de peso da indie scene nacional estarão no Bananada 2009, que começa nesta sexta-feira, entre eles Diego de Moraes e Filomedusa (na sexta), MQN e Multiplex (no sábado) e Bang Bang Babies e River Raid (no domingo). Tudo vai acontecer, como sempre, no Centro Cultural Martin Cererê e quem quiser saber mais sobre o Bananada é só ir até www.monstrodiscos.com.br

* E finalmente o mondo indie rocker volta a se movimentar! Lá fora acaba de sair "Journal For Plague Lovers", o novo álbum do graaaaande Manic Street Preachers, que o blogon atenadón já está dando uma "orelhada" e deverá falar melhor dele por aqui até esta sexta-feira. E Graham Coxon, o sujeito que um dia foi do Blur e que resolveu assumir novamente as seis cordas do lendário quarteto britpop, também mandou para as lojas inglesas seu sétimo disco solo (!), e que se chama "The Spinnig Top". Pois é, como nenhum dos dois deverá ver a cor de uma edição nacional, você já sabe o caminho para obter os dois: download já!

* A noite rocker alternativa de Sampa se movimenta. A Funhouse, que anda meio caída (com exceção da festa Funhell, que rola por lá às quartas-feiras), resolveu dar uma chacoalhada na sua programação. Depois de contratar a lindaaaaa Dani Buarque como hostess (uma loiraça descomunal para 400 talheres e, que ainda por cima, é dileta amiga destas linhas online, hihi), agora coloca a super dj Vanessa Porto pra animar as noitadas de quinta-feira lá no sobradinho da rua Bela Cintra. A festa vai se chamar Red Box, estréia nesta quinta (mais conhecida como amanhã) e ainda vai contar com showzaço da banda La Carne e mais discotecagem do também super dj Serginho Barbo (outro velho e dileto amigão zapper). Portanto, a parada under master amanhã em Sampa é cair na Fun, lá na rua Bela Cintra, 567, Consolação, centrão rocker de Sampa. Zap’n’roll vai estar por lá (de preferência com a querida Ana Laura) e também espera ver a galera leitora do blog se jogando na pista, uia!

* Da seção "quando um fã encontra um ídolo", hihi. Na foto aí embaixo, nosso queridon Marcelo Yorke, que há alguns meses anda perambulando pela Europa, em encontro com a – ainda – deusa gótica Siouxsie Sioux. Marceleza ficou bem na foto, não? E Susie, mesmo cinquentona, ainda está inteiraça, wow! 

 

* E não é que este blog anda meio desatento em relação à indie secene brazuca? Pois justo a Zap’n’roll, que desde os tempos em que era coluna (impressa nos anos 90’, e depois virtual, aqui no portal Dynamite), se tornou célebre por acompanhar beeeeem de perto tudo o que rolava no rock independente brasileiro, reconhece que está meio "sonolenta" em relação às bandas (novas ou não) que movimentam hoje a música pop jovem nacional de qualidade. Bão, vamos corrigir esse lapso , agora mesmo, aqui neste post, falando aí embaixo da bacana A Inimitável Fábrica de Jipes.

JIPES, POWER POP, BEATS E INDIES

Pense num grupo movido a boas melodias, construídas com guitarras power pop e cujo vocalista e letrista principal é professor de engenharia civil na Universidade Estadual de Maringá (PR). Pensou? Ok. Agora, também imagine que o cara é fã de literatura beat (Jack Kerouac, Bill Burroughs), de bandas como Weezer, que ele já morou um tempo nos Estados Unidos, tocou com meio mundo da cena indie nacional dos anos 90’ (Low Dream, UV Ray, Magic Ballon, Happy Cow, Wry) e que agora ele tem sua própria banda, que possui um nome pra lá de bizarro.

Pois então. A banda é a Inimitável Fábrica de Jipes e o sujeito é o vocalista, letrista e guitarrista Rafael Souza. E foi ele quem mandou pro blog os dois álbuns lançados pelo grupo até o momento, "O dia em que seremos todos felizes" (lançado em 2005) e "Canções despedaçadas para juntar os cacos" (editado no ano passado). Sim, Rafa possui apreço por grandes títulos e também por boas melodias pop, ainda que tratadas com guitarras em plena distorção. O curioso dessa parada é que o autor deste blog nunca tinha ouvido falar do quarteto (que também é integrado pelo guitarrista Fernando Duran, pelo baixista Ricardo Herrera e pelo baterista Igor Grande), até receber os cds na redação da Dynamite. Pegou os dois, levou pra casa, gostou do que ouviu (as letras em português escritas por Rafael são mesmo muito boas, bem acima da paupérrima média do que se ouve hoje no indigente rock independente nacional) e resolveu entrar em contato com a turma. O resultado desse contato está aí embaixo, na mini-entrevista que Rafael concedeu na tarde de ontem, via msn, à Zap’n’roll.

 

A Inimitável Fábrica de Jipes: letras beat e guitarras power pop 

Zap'n'roll - por que esse nome para a banda, A inimitável fábrica de jipes?

Rafael Souza – A Inimitável Fábrica de Jipes é uma analogia. Fábrica seria o compositor enquanto jipe seria o fruto da composição, isto é, a canção. O termo Inimitável remete à tentativa de ser original, genuino. Jipe em minha opinião é um carro de qualidade. Logo, seria algo como Os Compositores de Canções Boas e Genuinas, apesar de ser uma definição um pouco ousada...

Zap - A banda começou em 2002, é isso? Você já tocava em outros grupos antes? Dê uma resumida de como você se envolveu com música e rock'n'roll em sua vida, para o blog.

Rafael – Eu comecei aos 16. Sempre escrevendo e tocando musicas próprias desde o começo. Pintou algumas coisas sem expressão como Abutres do Pantano, Rastafari Joe e Ruido Rosa (devia ter registrado, né? vide Pato Fu). Depois entrei numa banda de trash metal chamada Sex Hansen, que foi durante muito tempo a banda mais reconhecida da cidade em termos de som. Saimos na Brigade em 1994 e foi o máximo... Depois montei o The Guavas. Gravamos 3 trabalhos e tocamos com muita gente boa: Wry, Linguachula, UV Ray, Magic Ballon, Happy Cow, Killing Chainsaw, Low Dream entre outras...Em 1999 me mudei de Maringá e fui para Campinas e depois para São Paulo...Foi o periodo de amadurecimento, de hibernação. Quando voltei para Maringá em 2002 convoquei o Crsitiano Franco da Betty by Alone e começamos a Inimitável. Desde 2002 com a Inimitável tive a oportunidade de tocar com muita gente bacana: Relespublica, Faichecleres, Terminal Guadalupe, Autoramas, Wander Wildner, etc...Gravamos o primeiro CD no final de 2005 e logo em seguida precisei ir para os EUA fazer pós-doc. Lá trombei com figuras como Eddie Spaghetty (Supersuckers), Ian (Fugazzy) e Art Alexakis (Everclear) e sempre passei Cds... O Art do Everclear inclusive pediu On the Road para São Thomé no radio (entrem no site para ouvir!). Foi demais. Dai voltei ao Brasil e o resto da banda não tava com muito pique. Além disso me desentendi com meu irmão, meu braço direito que na época era o batera..Foi um periodo horrivel da minha vida...Mas graças aos deuses do rock acertei tudo em 2008 e mandei ver no segundo CD. Hoje estamos com uma formação de primeira com o Igor Grande (bateria), Ricardo Herrera (baixo) e Fernando Durán. Estamos ensaiando bastante e vamos gravar esse ao vivo no Sesc para em seguida gravar mais um de inéditas, provisoriamente chamado de "Quando o caos é a regra e a ordem a exceção".

 

O grupo toca nesta sexta-feira em Sampa 

Zap - Certo. Você demonstra possuir grande erudição, não apenas quanto ao rock e à música pop, mas em termos de cultura geral. Afinal, você é engenheiro, professor universitário e já morou nos EUA. Na sua opinião, essa erudição toda é fundamental também para se fazer bom rock e boa música?

Rafael – Acho que sim. O legal de morar nos EUA foi justamente para sacar isso. A solidão bateu forte e consegui ver algumas coisas importantes. Creio que na verdade tem uma coisa vinda do coração que é inexplicável, que independe da formação do artista, é o que chamamos dom. Mas por outro lado, uma boa vivência e uma constante busca, uma sede de cultura propicia aquilo que complementa o dom, que é a força de vontade. Com os dois ingredientes misturados a coisa comeca a fluir. Quanto a formação de engenheiro não tenho a menor duvida que ajuda no quesito estruturação das canções, afinal musica é pura lógica e sentimento. Basta ver violinistas com o João Bosco, também um engenheiro. É algo natural para os engenheiros montar quebra-cabeças e musica muitas vezes é quebra-cabeça. Acho legal aquele lance do Keith Richards quando ele diz que a musica está no ar, a gente apenas pega ela e transmite. Acho que no fundo ele tava querendo falar do quebra-cabeça musical, só que de uma maneira mais enigmática.

Zap - No encarte de "O dia em que seremos todos felizes", na ficha técnica dos músicos, você se coloca como vocalista, guitarrista e "poesias", ao invés de letras. Isso não pode soar um pouco pretencioso?

Rafael – Não. É porque eu escrevi as letras e depois musiquei como se fossem poesias mesmo. Inclusive esse livro que cito tá encalhado por falto de verba. Na verdade as letras surgiram sem violão ou guitarra na grande maioria. "Hoje" mesmo, fiz em Portugal quando fazia doutorado. Terminei ela inteirinha na cabeça pois não tinha violão...Quando chegeui aqui foi só achar os acordes para fazer a coisa bater. É por isso. Tenho mais facilidade para escrever do que para criar harmonias. Por isso considero poesias, pois a poesia é musical por si só... Mas enfim, não dá para ir longe no rock sem ser pretensão. Ninguém quer ouvir um coitado... talvez seja mesmo um lance meio egocêntrico.

Zap – Vocês fazem power pop de guitarras fortes e melódicas. E gostam de uma quantidade enorme de grandes bandas e também de grandes escritores da literatura americana, a beat em especial. Como isso se reflete no som do grupo?

Rafael – Isso reflete no movimento. Se você observar, essa questão de movimento é uma constante nas minhas letras e até mesmo nas musicas (veja a harmonia de Amsterdam, por exemplo, que vai crescendo). É essa coisa de buscar o desconhecido, de cair na estrada atras da pérola. É essa tentativa de matar um vazio inexplicável que as vezes parece habitar dentro da gente. Acho que nesse sentido a banda soa como os beats, pois eles tinham esse lance de cair na estrada. Além disso escutavam ao som de Jazz (musica). Acho que nesse sentido nos aproximamos bem. No fundo é só mais uma fonte de referência, forte, sem dúvida. Mas a escola mesmo está no rock nacional. A influência literária veio um pouco mais tarde, quando comecei a perceber que era necessário algo além da música. Acho que sigo o caminho inverso dos beats...Eles usavam a musica para escreverem. Eu uso as letras para musicar. Enfim, nem sempre é esse o caminho, mas é o que vejo e experimento com mais frequência. No fundo sou cria da década de 80, com todas aquelas bandas bacanas lado B...

Zap – Muito bom, Rafael. Pra encerrar: você disse que vai gravar um dvd neste show aqui em São Paulo. Esse dvd vai ter músicas inéditas além do repertório atual de vocês? E quando vocês pretendem lançá-lo?

Rafael – Sim, teremos 2 musicas inéditas. Quanto ao lançamento vai depender de todo o trabalho de edição. Acho que até o final do ano sai e também acredito que até o final do ano também já estaremos gravando o terceiro disco de inéditas.

Interessou em conhecer o som bacana da Fábrica de Jipes? Então cola no Sesc Vila Mariana nesta sexta-feira, dia 22, a partir das oito e meia da noite, que o grupo vai tocar no projeto Supernovas. O Sesc VM fica na rua Pelotas, 141, próximo aos metrôs Paraíso e Ana Rosa, na zona sul paulistana.

--------------------

A MUSA INDIE DA SEMANA

Wow! Aqui está ela, novamente! E desta vez o blogon que também é fã de gatas rockers, tatuadas, lindas e descoladas, abre espaço para a meiga e fofa Bruna Vicious. Fã de Syd Barrett, de David Bowie, Ramones, Sid Vicious (claaaaaro!) e de todo indie guitar rock que vale à pena, Bruninha tem 20 anos de idade, mora em Diadema e é frequentadora do clube Outs em Sampa, onde conheceu e ficou amigona de Zap’n’roll em uma das vezes que o blog discotecou por lá. Como se não bastasse seu ótimo gosto musical, Bruna ainda saca tudo de moda e pretende seguir a carreira de estilista.

Agora, bão mesmo é saber que ela estará comandando as pick-up’s na pista da Outs neste sábado, dia 23 de maio. Quem quiser conhecer a gata de perto, é só chegar lá, mas sem muito abuso: ela namora há mais de um ano com outro grande chapa destas linhas rockers online, o querido Wagner.

É isso aí Bruna, sábado o blog estará na Outs pra dançar ao som da sua discotecagem. Enquanto isso, aí embaixo algumas fotos dela, pros marmanjos ficarem felizes, hihi.

 

Na praia, arrasando com suas tattoos, La Vicious toma um solzinho

 

Fã de sinuca e rock'n'roll, ou seja, uma garota nota mil

 

Quer ver a musa ao vivo? Ela discoteca neste sábado na Outs/SP 

--------------------

E por enquanto é isso. O blogon campeão reaparece em grande estilo até o final desta sexta-feira ou tarde de sábado, okays? Mas continue indo lá no finatti@dynamite.com.br, que continuam em sorteio:

DOIS INGRESSOS para o show do The Kooks, dia 19 de junho na Via Funchal, em São Paulo;

E duas camisetas (uma masculina e outra feminina) da grife Banca de Camisetas, sendo que você pode escolher seu modelo lá no site deles, em www.bancadecamisetas.com.br

Então, é nozes. Logo menos, o blog volta, certo? Até mais, e deixando um mega abraço no querido Ricardo Cruz (ou Quinho, pros chegados), que ficou mais velho ontem. Ricardo, que é o editor-chefe da Rolling Stone é, sem nenhum favor, um cara dez de caráter e como profissional. Aliás, se todos os os jornalistas culturais do país fossem como ele (um sujeito rocker até a medula, que diz não à caretice e ao preconceito, seja ele qual for), a imprensa rock brazuca seria muuuuuito melhor, com certeza.

(finalizado por Finatti em 20/5/2009, às 16:50hs.)

Uma folguinha pro blogon (mas sem deixar de comentar sobre os travestis peludos viciados em ecstasy!)

7 Comentários »

 

Dave Gahan, o frontman do Depeche: gastroenterite e shows cancelados na Europa. Mas calma: eles vêm mesmo ao Brasil em outubro 

Tá complicada a coisa aqui.

Alguém aí do outro lado do micro pode ajudar estas linhas bloggers rockers com alguma nota realmente bombástica? Pois é, volta e meia acontece isso, né? O mondo pop/rock alternativo se aquieta, fica aquela pasmaceira, nada acontece (ninguém xinga ninguém em público, ninguém dá um bafão também em público, nenhum discaço digno de nota cai na rede, nenhum showzaço de arrebentar rola aqui ou lá fora etc.) e aí fica complicada a coisa, né? Quem acaba sofrendo são blogs como Zap’n’roll, que apesar de serem campeões de audiência, de emitir ótimas opiniões e comentários sobre assuntos relacionados à cultura pop, e de sempre provocar polêmica, não possuem a mega estrutura de uma Popload, por exemplo, que está laaaaaá na Inglaterra cobrindo o festival "The Great Scape", e deverá mandar bons relatos de lá a respeito – o próprio blog do iG, nos últimos tempos, quando não está viajando, também anda meio sem assunto. E a Ilustrada no Pop, por exemplo, também acabou de ficar dez dias sem atualizar sua página. É a crise de informação chegando à blogosfera pop brazuza, uia! Então, vamos fazer assim: hoje, apenas um micro-post pra dar um "oi" ao nosso dileto leitorado (porra, também tenham dó! Esta semana o blog acompanhou o Oasis no Rio, em Sampa e em Curitiba, o que mais esse povo reclamão quer, afinal?). Semana que vem Zap’n’roll volta ao seu ritmo normal e até lá, se algo realmente extraordinário acontecer, pode vir correndo até aqui que estaremos falando do assunto, okays? Então é isso, crianças.

* Bão, tirando o assalto sofrido pelo baixista do Pearl Jam em Atlanta (é, lá também rolam essas paradas escrotas), os shows cancelados do Depeche na Europa por conta da gastroenterite do vocalista Dave Gahan, o Noel Gallagher reclamando dos shows que o Oasis fez por aqui esta semana (ele está ficando mala, velho e ranzinza, isso sim), de fato nada muito digno de nota está acontecendo.

* Ah, sim: a T4F, que produziu a turnê do Oasis, está tentando trazer o U2 (e o Bom Jovi também, argh) de volta ao Brasil, no final deste ano.

* E se você observou bem o set list da nova tour do Depeche Mode, publicada aqui no último post, notou que a banda está bem daaaaaaark nos shows, privilegiando as canções, hã, mais "pesadas" (tematicamente falando) de seu repertório, e deixando os hits gays mais alegres de lado. Bom, "Sounds Of The Universe", o último disco deles, é ele mesmo bem darkão.

* Na semana que vem, promessa zapper, o blog volta a falar de bandas indies brazucas. Como a Inimitável Fábrica de Jipes, que é bem legal e sobre o qual estamos devendo um texto mais caprichado por aqui. E também vamos falar dos Borderlinerz, que infelizmente estão terminando com a banda (o último show deles rola no próximo dia 5 de junho, no club Inferno, ao lado do Daniel Belleza & Os Corações em Fúria), isso logo após terem acabado de lançar seu mais recente disco. É a vida.

* Falando em circuito rocker noturno alternativo: hoje, sexta, tem dobradinha bacanuda no Inferno (rua Augusta, 501, centrão de Sampa), com Ecos Falsos e Autoramas (que estréia nova baixista, uia!). E amanhã na Outs (também na Augusta, mas no 486) tem showzaço triplo com o fenomenal Instiga, o barulhento Zefirina Bomba e o sempre bacana Rock Rocket. Neste, Zap’n’roll vai estar com certeza.

* Frase/definição da semana: "Não existe boy band de travestis peludos viciados em ecstasy" (mr. Álvaro Jr., na sua célebre coluna "Escuta Aqui", no Folhateen da FolhaSP, explicando porque integrantes de boys bands como Jonas Brothers, Backstreet Boys e outras, inevitavelmente, afundam suas carreiras em drogas como heroína, crack e outras. Claaaaaro, com muita grana no bolso, ninguém aguenta bancar o santo por muito tempo; o passo seguinte é trepar com o maior número possível de bocetas loucas e adolescentes, beber whisky 12 anos até cair na sarjeta e mandar bala na devastação nasal, na agulha e no cachimbo, hihi).

* E chega! Mas antes de dar início à nossa mini-folga, não se esqueça de ir no finatti@dynamite.com.br, que continua em sorteio:

* Duas camisetas (uma masculina e outra feminina) bacanudas da estilosa grife Banca de Camisetas;

* E DOIS INGRESSOS (por enquanto) para o show do The Kooks, dia 19 de junho, na Via Funchal, em São Paulo.

--------------------

Tchauzes, criançada! Semana que vem a zapinha volta ao ritmo normal. Inclusive com a musa indie da semana, quando os marmanjos irão literalmente delirar com uma batelada de fotos da gataça Bruna Vicious. Aguardem, hihi! Aliás, beijão nela (na Bruna) e super abraço no seu querido boyfriend, o grande Wagner Vedder.

(enviado por Finatti às 16hs.)

Chega de Oasis! (por enquanto...) (finalizado em 14/05/2009)

10 Comentários »

O Oasis em Curitiba: o melhor show da tour brasileira 

-------------------- 

Mais resenhas do Oasis, o set list da atual turnê do Depeche Mode... vai lendo que tem mais novidades aí embaixo, neste mesmo post!

-------------------- 

* Quer dizer, chega mais ou menos... leitores irados estão reclamando que o blog está preguiçoso e não é atualizado com a devida, hã, regularidade. Outros praguejam contra o excesso de linhas aqui sobre a presença dos manos Gallagher em terras brasileiras – a tour, enfim, chegou ao fim ontem em Porto Alegre, né? Bão, pra esse povo que só reclama, vamos fazer assim: neste post entram as duas últimas resenhas sobre os shows brasileiros. A opinião do blogger zapper sobre a gig paulistana e um texto enviado pelo nosso diletíssimo Cristiano Viteck sobre o show em Curitiba que, pelo todo mundo andou falando, foi de fato o melhor dos quatro concertos que o Oasis fez por aqui. Certis?

* Si, si, e as coisas andam rolando no mondo pop/rock alternativo, como não? Por exemplo: a peruaça Mariah Carey canta no Brasil em outubro, mais especificamente no dia 24 (mesma noite em que o gigante Depeche Mode estará levando os fãs à loucura, em Sampa). A grande boceta da black music baba made in USA irá se apresentar no Oi Fashion Rocks, mais um daqueles eventos badalados que unem desfile de moda e música pop. Pra quem é fã da moçoila (nem tão moçoila assim, já que ela está com 39 anos de idade, porém com as carnes ainda em grande forma), fica o aviso.

* E pra quem é fã do velho britpop do Pulp, a notícia é que Jarvis Cocker, o ex-vocalista da banda, acaba de lançar seu novo disco solo. Se chama "Further Complications" e foi bastante elogiado na Folha online pelo nosso dileto "colega" Bruno Saito. Claro, não vai sair aqui. A solução, então, é comprar a versão importada ou, mais barato (quer dizer, de graça), baixar na net.

* Agora, veja esse xoxotaço aí embaixo. Yep, é a top model brasileira Adriana Lima (que mora em Noviorque, como diria o Paulo Francis). Ela acaba de ser eleita pela revista "Maxim" como a sétima mulher mais sexy do mundo, em uma lista de cem nomes. Detalhe: Gisele Bundchem ficou fora da lista. Injustiça? Ou a "Maxim" está certa?

 

Ela é a brasileira mais tesuda do mundo, segundo a revista "Maxim" (foto: Folha Online) 

* OS BEATNIKS ERAM POP – Entonces, o caderno Ilustrada, da FolhaSP, trouxe em sua capa da edição da última segunda-feira, texto dando conta de que estão saindo no Brasil dois livros póstumos de dois gigantes da geração beat americana. "Visões de Cody", escrito por Jack Kerouac, e "E os hipopótamos foram cozidos em seus tanques", escrito por Kerouac em parceria com William Burroughs, chegam em tradução nacional através das editoras L&PM e Cia. das Letras. O texto da Ilustrada, apesar de ter sido escrito por um crítico literário e poeta especialista na obra dos beats, é uma das coisas mais medonhas já lidas pelo autor deste blog no caderno cultural do auto-intitulado "maior jornal do país". Deu saudade de quando saíam textos, na mesma Ilustrada, sobre a geração beat, mas escritos por gente como Pepe Escobar, Eduardo Bueno ou Antonio Bivar (estes dois últimos, responsáveis pela primeira tradução para o português, isso lá por 1984, da obra-prima da contra-cultura literária americana, "On the Road", ou "Pé na Estrada", escrito por Kerouac e lançado em 1957, e que se tornou a "bíblia" de todos os estradeiros, mochileiros e marginais culturais do mundo), que possuíam estofo, erudição linguística e conhecimento de causa de sobra para escrever sobre o assunto, acabando por produzir autênticos tratados jornalísticos sobre os beats, o que fazia com que jovens leitores como o sujeito aqui devorassem a reportagem e ainda recortassem a página e a guardasse com cuidado especial. De qualquer forma, apesar de mal elaborada e mal escrita, a matéria publicada na Ilustrada desta semana traz novamente à tona para uma nova geração de leitores um pouco da história do que foi a geração beat americana: aqueles caras geniais que amavam a vida libertária, a poesia, o jazz, a maconha (e outras drogas que aumentavam seu poder de percepção), vinhos vagabundos, rock’n’roll clássico e a vida na estrada. Tudo isso nos anos 50’, quando Jack Kerouac escreveu não apenas "On The Road" mas também "Os Subterrâneos", quando Allen Ginsberg publicou seu clássico "Uivo" (um enorme poema em cujo início Ginsberg dizia "Eu vi os expoentes da minha geração histéricos, nus/caminhando pelas ruas do bairro negro/em busca de uma dose selvagem/de qualquer coisa"), quando William Burroughs escreveu as obras-primas "Junky" (nem é preciso tarduzir o título, né?) e "Almoço Nu" (que se transformou em um filme delirante nas mãos do canadense David Cronenberg), e quando o conservadorismo dominava a sociedade média americana mais do que nunca. Os beats construíram umn dos movimentos mais poderosos e essenciais de toda a história literária mundial e a molecada que lê estas linhas zappers deveria mesmo procurar ir atrás de obras que influenciaram artistas como Bob Dylan, Rolling Stones e U2. Zap’n’roll leu quase tudo da literatura beat quando era, hã, um adolescente inquieto, louco pra mudar sua vida, a vida das pessoas e do mundo todo. E por isso ficou contente quando leu a matéria publicada pela Folha nesta semana, apesar do texto ruim da reportagem. Fica a dica (ops!), então: ir atrás dos dois volumes que estão sendo lançados agora no Brasil. E também atrás de outros clássicos dessa turma imortal da literatura norte-americana.

* E o indie rock nacional clássico dos 90’ também perde alguns de seus heróis. Fábio Leopoldino, que foi vocalista do grupo carioca Second Come, morreu na última segunda-feira, aos 46 anos de idade, de infarto. O SC era o Pin Ups do Rio, com suas guitarras barulhentas à la Jesus & Mary Chain, mas ainda extremamente pop e melódico. Lançou dois discos sensacionais e depois desapareceu, deixando seu rastro para quem realmente conhecia a indie scene nacional de então. RIP, man!

* Ok, ok. Daqui a pouco o blogon encerra enfim o papo sobre Oasis por aqui, com as resenhas do show de Curitiba e também com a opinião do sujeito aqui sobre o show paulistano da banda. Fora as lindaças camisetas da famosa marca "Banca de camisetas", que vamos colocar em sorteio. E fora ingressos pro show do Kooks... minutinho só que o zapper vai ali e já volta.

OASIS EM CURITIBA - ROCK'N'ROLL STARS!

Noel Gallagher: ótimo nas guitarras, ranzinza com o público 

Por Cristiano Viteck (texto e fotos)

Em sua quarta turnê pelo país e pela primeira vez em Curitiba, os britânicos do Oasis fizeram na capital paranaense, no domingo (10), o melhor show desta última vinda ao Brasil, segundo muitos que assistiram as quatro apresentações, realizadas ainda no Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. De fato, tudo contribuiu para que a banda dos irmãos Gallagher fizesse um grande show: 15 mil fãs ensandecidos, clima agradável e uma organização impecável. Não havia como dar errado e, caso não bastasse isso, era só lembrar que quem estava no palco era o Oasis, uma das maiores bandas de rock em todos os tempos!

Às 19h55, cinco minutos antes do horário previsto, a banda iniciou a sua apresentação, aberta com "Rock n’ Roll Star", seguida de "Lyla" e a ótima "The Shock of The Lightning". Diferente de outros tempos, quando os irmãos Gallagher se mostravam marrentos, em Curitiba, Noel e Liam até sorriram algumas vezes para a platéia e tentaram se comunicar com o público, mas nada que fosse muito além do habitual "fucking great, Curitiba!".

Com um som impecável, o Oasis emendou 20 de seus maiores clássicos em cerca de 1h40 minutos. Porém, nenhuma surpresa: o repertório foi basicamente o mesmo em todos os quatro shows brasileiros da atual turnê. Entre elas, destaques como "Supersonic", "The Importance of Being Idle", "Don’t Look Back In Anger", "Champagne Supernova" e "I’m The Walrus", versão de um dos clássicos dos Beatles, que fechou a apresentação.

A crítica ao show, se ela de fato coubesse, seria a esse fato quase que burocrático: você assiste a uma grande banda, ouve algumas das maiores canções de rock compostas nos últimos 15 anos, porém, o profissionalismo e a competência são tamanhos que a falta de espontaneidade chega a incomodar. Mas, enquanto você pensa nisso tudo durante o show, a banda emenda uma versão maravilhosa de "Wonderwall" logo após "I’m Outta Time" e a conclusão é óbvia: "Oasis é foda!". Só ficaram devendo "Live Forever"...

OASIS EM SAMPA – SOM BAIXO, CHUVA ETC...

Liam: mais simpático com os paranaenses 

Por Humberto Finatti

Aos fatos: o show do gigante britpop Oasis na capital paulista, no sábado passado (e em sua quarta visita ao Brasil, a terceira em Sampa), deixou muito a desejar em vários aspectos. O primeiro deles – e nem é preciso ser gênio pra adivinhar – foi o local onde a banda tocou: o estacionamento do Anhembi, na zona norte da cidade, mais uma vez se mostrou completamente ineficaz para abrigar um concerto de rock de grandes proporções. A dificuldade para entrar e sair é irritante, o desconforto de um espaço enorme de asfalto cansa quem se dispõe a ficar mais de duas horas em pé para assistir aos shows, e quando chove então (como aconteceu no sábado), as poças de água invadem ao local. Some-se a isso os detritos deixados ali por cerca de quinze mil fãs (público bem abaixo do esperado pela produção do evento), como capas plásticas de chuva, copos descartáveis etc, e pronto: vc se vê saindo, ao final do espetáculo, de um enorme chiqueiro urbano, como já bem observou o chapa Wladimir Cruz, do site Zona Punk, em sua ótima resenha.

O set em si foi o esperado. A banda mandou bem no palco, tocando todos os seus hits (não vamos ficar aqui entrando em detalhes técnicos, de performance etc, porque isso tudo já foi bem esmiuçado pelo Vlad e pelo Cris Viteck) com a habitual competência técnica e a habitual postura "nem aí" dos integrantes. O que se percebeu claramente é que Noel estava mais ranzinza do que de costume e Liam, surpreendentemente, mais animado e comunicativo com o público. O momento de tensão em São Paulo foi quando alguém atirou um objeto não identificado no palco, quando a banda tocava "Morning Glory". Ao final da música Noel avisou que se mais alguma coisa voasse em direção a eles, o show iria acabar ali mesmo. Ninguém mais ousou atirar nada nos Gallagher e seus acólitos.

As poucas músicas do ótimo "Dig Out Your Soul" que entraram no set list, foram recebidas com frieza por uma platéia que já estava bastante bodeada pela chuva, pel som baixíssimo (sobre isso, há mais aí embaixo) e pelo cansaço. O público queria mesmo era cantar os hits e se emocionou com "Rock’n’Roll Star" (a segunda música do show), com "Supersonic" e com as lindíssimas e já clássicas baladas "Wonderwall" e "Champagne Supernova", esta a penúltima canção do show.

Claaaaaro, eles terminaram com "I Am The Walrus", daqueles "certos" Beatles, na sempre evidente auto-reafirmação de que se existe alguém herdeiro no pop inglês dos Fab Four, esse alguém é o Oasis. Pois já está na hora de a banda pensar em mudar o final de seus concertos.

Noel, o que quer ser George Harrison 

Agora, imperdoável mesmo foi a qualidade do som no estacionamento do Anhembi. Porco, pra dizer o mínimo: este repórter se movimentou entre a área da pista "normal", onde pouco ou nada se ouvia do que era executado no palco, e a famigerada "pista vip" (uma excrescência inventada pelas produtoras de shows para faturar um pouco mais, cobrando preços extorsivos de incautos que querem ficar o mais perto possível de seus ídolos), bem na frente da banda e onde se ouvia melhor o que saía dos P.As. E ali, ainda assim, o som não estava dos melhores.

Foi isso. Se fosse para ser avaliado de 0 a 10, o show do Oasis em São Paulo mereceria um honroso 5,5. Infelizmente. Melhor sorte aos Gallagher por aqui, se eles voltarem novamente um dia.

A segunda guitarra, a cargo de Gem Arsher 

O SET LIST DA "TOUR OF THE UNIVERSE"

Entonces, a "Tour Of The Universe", que o Depeche Mode está fazendo para promover seu mais recente álbum, segue a todo vapor. A banda andou tocando em Israel e o vocalista Dave Gaham andou passando mal do estômago na Grécia, obrigando ao adiamento da gig em Atenas.

Anyway a turnê, como você já está careca de saber, chega ao Brasil em outubro, quando o Depeche se apresenta no Rio (dia 22) e em São Paulo (dia 24). Até lá, você pode ir se preparando pra cantar o set list dos shows, que tem sido basicamente esse aí embaixo, que foi o tocado pela banda no último domingo em Tel Aviv:

1.Esque
2. In Chains
3. Wrong
4. Hole To Feed
5. Walking In My Shoes
6. It's No Good
7. A Question Of Time
8. Precious
9. Fly On The Windscreen
10. Jezebel
11. A Question Of Lust
12. Come Back
13. Peace
14. In Your Room
15. I Feel You
16. In Sympathy
17. Enjoy The Silence
18. Never Let Me Down Again

Bis I

19. Stripped
20. Master And Servant
21. Strangelove

Bis II

22. Personal Jesus
23. Waiting For The Night

Mais infos sobre a tour, já sabe, é só ir lá: www.depechemode.com

CAMISETAS BACANAS E INGRESSOS NA FAIXA!

A hora é agora! O blogão campeão em promos bacanas vai fazer você feliz pois junho está aí com o dia dos namorados e também com o show dos ingleses do Kooks, dia 19 na Via Funchal, em Sampa, em única apresentação nestas plasgas. Então, façamos assim: você corre lá no finatti@dynamite.com.br, manda seu alô amigo e concorre a:

Duas camisetas da mega estilosa grife pop "Banca de Camisetas", sendo uma masculina e outra feminina. Se você quiser ter uma idéia das estampas bacanas que compõem o catálogo da Banca, basta acessar o site da marca em www.bancadecamisetas.com.br e escolher seu modelo preferido. Ao enviar o e-mail, facilite a vida do blog e envie o número de seu vestuário, ok?

DOIS INGRESSOS (por enquanto) para o show do Kooks em Sampa, dia 19 de junho, na Via Funchal.

É ISSO?

É isso. Post modesto mas nesta sextona tem maaaaais, com o sempre recheado post do finde, okays? Então vamos nelson, deixando os beijos fofos de sempre nas queridas Rudja e Karin e um super mega beijo na sempre amada Ana Laura. Colaê entre amanhã (sexta) e sábado, que voltamos com mais no pedaço. Até!

(finalizado por Finatti em 14/05/2009, às 11;50hs.)

Powered by Mango Blog. Design and Icons by N.Design Studio
RSS Feeds