A questão foi a seguinte:
Tanto o blog quanto o próprio portal Dynamite em si sofreram com problemas técnicos na última semana. Problemas que acabaram inviabilizando novas postagens na Zap’n’roll. Tudo começou na terça-feira da semana passada quando o speedy da Telefonica (uma merda só, tanto que a empresa que domina a telefonia fixa no Estado de São Paulo, está listada no ranking da Anatel como uma das PIORES prestadoras deste tipo de serviço no país) começou a oscilar desvairadamente, tornando impossível fazer qualquer coisa relacionada à internet. E isso não apenas na minha residência (de onde costumo enviar os textos zappers) mas também na redação da Dynamite, na casa da minha amiga Nathália Machado etc. Ou seja, o problema (e também a reclamação) era geral.
Pra completar, na quinta, o portal entrou em parafuso. Primeiro foram os blogs que saíram do ar. E logo em seguida o site inteiro. O nosso publisher André Pomba entrou imediatamente em contato com o suporte do Terra (um dos três maiores portais de internet do Brasil e onde a Dynamite está hospedada), procurando saber o que estava ocorrendo e tentando buscar uma solução imediata para o problema. Constatou-se que, de fato, haviam surgido problemas técnicos de conexão com o servidor da Dynamite e iniciou-se um trabalho intenso para recolocar o site em funcionamento, blogs inluídos.
Enfim, tudo parece ter voltado ao normal hoje, quarta-feira, 6/5/09, quando escrevo esta mensagem pros leitores (e que também estará reproduzida no alto do último post publicado, em 28 de abril). Agora chega de choradeira e vamos em frente porque a Zap não pode parar! Agradeço sempre a compreensão e paciência de todos e principalmente o carinho de quem sentiu a ausência destas linhas rockers online.
Abraços na galera!
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Vai lá embaixo neste mesmo post que tem um texto contando como foi o festival "Rock no Sta. Cruz", realizado semana passada no colégio Santa Cruz, em Sampa. E até esta sextona, véspera do showzaço do Oasis em São Paulo, novo e quentíssimo post, falando de um monte de paradas bacanas. E também dos manos Gallagher e e sua banda, claaaaaro!
Até logo menos, hihi!
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Dona telefonica e seu speddy de merda estão fodendo a atualização do blog (será que alguém pode fazer algo dentro da lei contra essa porra espanhola?). Mas calma que a gente chega lá!
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PRIMEIRO EXTRA DO NOVO POST – DEPECHE A CAMINHO!

Se a gripe suína deixar, eles baixam mesmo aqui em outubro
Exato! Após muita especulação em vários sites e blogs de cultura pop espalhados pela net, soltando datas "prováveis", agora o site oficial do gigante trio inglês Depeche Mode começa a soltar as datas oficiais da perna latino-americana da nova tour mundial do grupo, que corre o planeta divulgando seu recém-lançado "Sounds of the Universe".
Então, de acordo com o depechemode.com, os primeiros shows são esses aí embaixo:
* Thursday, October 1st, 2009
Guadalajara, Mexico
* Saturday, October 3rd, 2009
Mexico City, Mexico
Não é preciso ser nenhum gênio pra saber que após os dois shows mexicanos, a banda irá descer para a América do Sul. É exatamente entre os dias 4 e 30 de outubro que há uma "brecha" de datas no site do Depeche (o show seguinte aos do México já é na Alemanha, em 31 de outubro), sendo que o tour dates deles nesta brecha deverá ser preenchido a qualquer momento.
Portanto, viúvas dos 80’ e fãs de carteirinha do synthpop sempre bacana do DM, já podem se preparar pois em outubro Dave Gaham e cia. estarão mesmo por aqui. Sendo que não custa lembrar: o grupo só tocou uma vez no Brasil, laaaaá em 1994. Zap’n’roll foi ao show (no extinto Olympia, em São Paulo) e achou a gig beeeem meia-boca. Vamos à forra agora, quinze anos depois!
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* E chega mesmo! O mundo gira, o rock não pára e o blogon zapper nosso de cada dia ficou meio assim semana passada. Nem o autor destas linhas rockers gostou do que leu aqui, hihi. Puorra, teve um puta festival com shows fodaços da nova geração do rock nacional no último finde em Sampa, e Zap’n’roll esteve lá nas três noites em que as bandas tocaram. Então nada mais justo do que contar como foi a parada, né?
* Fora que neste próximo finde tem a Virada Cultural 2009 em Sampalândia. Mas isso é assunto pra um outro post, mais pro final da semana.
* E fora que Susan Boyle está aí, espantando o mondo pop. Quem? Ora, a tiazinha feiosa inglesa, que tinha tudo pra dar errado na vida, mas quando soltou a garganta num programa de calouros da tv britânica... aí fodeu – no ótimo sentido. A figura já foi chamada pra gravar um disco e o comentário geral é: "é feia que dói, mas puta que pariu, que voz!". Pois é...
* Bien, bien, as coisas vão começar a ficar agitadas novamente a partir do próximo finde. Depois da Virada Cultural, na semana seguinte, tem Oasis em Sampa (e depois do esporro dos manos Gallagher, ainda va ter Zap’n’roll dj set na Outs, é mole?). Depois, mais pro final de maio, tem a festa de seis anos do blogão, claaaaaro, ou você acha que íamos esquecer de comemorar? E depois... bão, depois vai ter Kooks etc. Mas, cá entre nós, a crise parece que pegou mesmo em cheio o mondo rocker alternativo. Vejam bem: já estamos em maio praticamente. Nessa época, no ano passado, o cenário da cultura pop estava, hã, mais fervido, não? Enfim, o lance é não deixar a peteca cair e seguir em frente.
* Ah sim, agora no final de maio rola o festival Bananada, em Goiânia. E em julho tem a segunda edição do Pib em São Paulo, que falaremos melhor no decorrer deste post.
* SHIRLEY MANSON, A QUE FOI DEUSA – Entonces, enquanto digita essas linhas virtuais, Zap’n’roll vai curtindo o "Lab ao cubo" da MTV. Na tela da tv passam vários clips do Garbage. E aí o blog mais uma vez se depara com a inefável (ops!) constatação de que o hype, ainda mais nestes tempos hiper velozes e mega descartáveis da música online, realmente fez muito mal a muitas bandas bacanas, como o Garbage por exemplo. O grupo formado pelo baterista e produtor Butch Vig em 1994, num buraco dos EUA chamado Madison (uma cidadela no Estado americano do Wisconsin), logo chamou a atenção não apenas porque contava em seu line up com o sujeito que um dia produziu os clássicos "Nevermind" (do Nirvana) e "Dirty" (do Sonic Youth), ambos lançados em 1991, mas também porque o grupo alinhava rock de guitarras abrasivas com elementos eletrônicos com perfeição, tudo costurado por melodias altamente pop e radiofônicas. Fora que Vig, junto com os outros dois músicos que compunham o conjunto (os também produtores Duke Erikson e Steve Marker), botaram pra cantar ela! Quem??? Ora, aquele bocetaço chamado Shirley Manson, uma das melhores, mais lindas, loucas e tesudas vocalistas que o rock dos anos 90’ conheceu. Nascida na Escócia, Shirley foi descoberta quase por acaso pela trinca de músicos e produtores. Ela cantava em um obscuro grupelho quando soube que Vig estava a procura de vocalistas para um projeto que estava montando. Decidiu correr atrás dele e pediu para fazer um teste com. Não deu outra: Butch a chamou imediatamente pra assumir os vocais do quarteto e logo o Garbage lançou seu primeiro disco, homônimo, em 1995. Foi um estouro mundial, com mais de quatro milhões de cópias vendidas e dois mega hits (as inesquecíveis "Only Happy When It Rains" e "Stupid Girl") que tocavam sem parar nas rádios e nas pistas dos clubes de rock mais descolados. Zap’n’roll se apaixonou perdidamente pelo som da banda e pela vocalista gostosaça, que se tornou sex symbol ao declarar em entrevistas que gostava sim de drugs e que já havia traçado homens e mulheres em sua vida. Wow! Magra, vocal ao mesmo tempo infantil, doce e potente, rosto angelical e perfeito como uma boneca de porcelana, peitos miúdos e coxas avassaladoras (ela sempre se apresentava com mini-saias e botas de cano alto), Manson se tornou "ídala" até de nosso amado "editador", mr. André Pomba. E após o estrondoso sucesso do álbum de estréia, o Garbage seguiu em frente: veio "Version 2.0", em 1998 (e cujo primeiro hit single, "I Think I’m Paranoid", foi definido por Pomba, na resenha que ele escreveu sobre o disco na então edição impressa da Dynamite, como "a saga de Finatti", hihi), lançado três anos depois do primeiro disco. O conjunto sentiu a pressão decorrente do estrondoso sucesso de sua estréia: o segundo trabalho ainda era legal, mas além de ter demorado pra sair estava muito distante da qualidade composicional atingida anteriormente. A partir de então, o Garbage entrou em curva descendente: o quarteto lançou apenas mais dois discos de estúdio ("Beautiful Garbage", em 2001, e "Bleed Like Me") que nem de longe conseguiram a repercussão alcançada pelos dois primeiros álbuns. Mas hoje, assistindo no Lab aos clips de "Stupid Girl", "Push It" e "Queer", o blogger zapper se lembrou com saudade dos tempos em que dançava estas músicas de forma alucinada no Espaço Retrô, enquanto imaginava cheirar uma carreira de cocaine na xoxota de alguma garota rocker que fosse uma deusa louca como Shirley Manson. Bons tempos, bons tempos que não voltam mais, destruídos que foram pelos hypes efêmeros dos tempos atuais. Quanto ao Garbage (que esteve para tocar no Brasil algumas vezes, mas nunca acabou dando certo), seus integrantes jamais anunciaram oficialmente o fim do conjunto. Ele está em hibernação profunda. E Shirley Manson, hoje com 42 anos de idade, continua tão linda e sedutora como quando, há década e meia, enlouqueceu homens e mulheres (este blogueiro incluso) cantando sobre perversões, paixões, drogas e sexo à frente do Garbage. Quem sabe eles voltam, qualquer dia desses.
* Pra matar saudades do Garbage, aí embaixo:
Garbage – "Only Happy When It Rains"
Garbage – "Stupid Girl"
Garbage – "Push It"
O NOVO ROCK BR ABALOU EM SAMPA
Localizado no bairro do Alto de Pinheiros, o colégio Santa Cruz é reduto tradicional da elite estudantil paulistana. Ou seja, em português claro e vulgar, só dá playboyzada adolescente ali. O acesso por busão ou a pé é bem difícil (praticamente impossível) e apenas quem tem carro consegue se deslocar até lá com mais conforto e agilidade. No entanto e justamente por ser um colégio para as classes mais abastadas, é que o Santa Cruz possui um prédio com toda a infra que um estabelecimento educacional desse porte precisa. E nessa infra se inclui o teatro do local, com acústica impecável e iluminação idem.
Pois foi neste pico de playbas que o novo rock brasileiro deu as caras no último finde, deitando e rolando e abalando o bom mocismo reinante no local. Okays, não havia muito público em nenhuma das três noites em que foi realizado o "Rock no Sta Cruz" (organizado pelo chapa e sempre dinâmico Glauber Amaral). Mas quem foi, saiu de lá com a certeza de que viu o melhor do atual rock nacional onde ele funciona melhor: no palco.
Na sexta, Forgotten Boys e Garotas Suecas tocaram para a maior platéia das três noitadas de shows, até porque boa parte dos integrantes do GS estudou no Santa Cruz e a molecada que agora estuda lá, foi em peso prestigiar a banda. Talvez por isso também os FB tenham se apresentado primeiro, fazendo o show correto de sempre e ainda "amaciando" a nova formação ao vivo. Porém, o que rolou no set dos Garotas foi insano: animados com a mega repercussão de mídia que conseguiram durante sua última passagem pelos EUA, os "garotos suecos" do grupo (mais a tecladista Irina) botaram pra foder, fazendo uma apresentação irada e cheia de swingue, e que arrancou a garotada das cadeiras e fez ela ir dançar nas laterais do palco. Não dá nem pra comparar o GS de hoje com a banda que Zap’n’roll já viu algumas vezes em clubes noturnos alternativos paulistanos, alguns anos atrás. A evolução é nítida e 2009 deverá ser mesmo o ano deles.
Sábado foi a vez do já gigante indie (quer dizer, ex-indie) Vanguart mostrar que seu folk rock mixado ao pop e à mpb, já conquistou de vez um público cativo. O teatro estava menos cheio que na noite anterior, mas tão empolgado quanto, com dezenas de bocetinhas adolescentes e com visual descolado (cabelos tingidos, t-shirts rockers, unhas pintadas em cores extravagantes, botas de couro, mini-saias e jeans apertados) pagando um pau animal pro vocalista Hélio Flanders, pro baixista Reginaldo ("Gigi, pega eu!", gritavam as mais animadas) e pros outros integrantes. O Vanguart cresceu muito em pouco tempo (e com todos os méritos do mundo) e hoje faz um show irrepreensível, sob todos os aspectos. Hélio sabe que seu vocal, embora pouco potente, se insere na escola dos "cantores de voz rouca", como Dylan, Neil Young, Van Morrison e outros deste naipe, que inclusive são todos sua influência confessa. Ele utiliza isso ao seu favor, abusa de sua hoje grande desenvoltura no palco (já vão longe os tempos do menino tímido que em Cuiabá, de violão e gaita em punho, pouco se mexia ao vivo) e, apoiado pelos seus quatro companheiros de banda (Gigi, Douglas, Lazza e David), comanda um set animado e impecável, onde a nova "Robert" (uma das letras mais inspiradas já escritas pelo pequeno gênio Flanders) se mostrou em toda a sua impactante beleza diáfana.
Tudo acabou no domingo com a dobradinha Los Porongas e Cérebro Eletrônico. E foi uma pena o teatro estar tão vazio porque o acreano (com "e" mesmo, foda-se a reforma ortográfica caduca) Porongas se mostra, a cada nova apresentação, mais fodão do que nunca. Com músicos absurdamente talentosos (o guitarrista João Eduardo e a seção rítmica pilotada por Magrão e Anzol) e um vocalista que além de ser um dos melhores cantores e letristas do Brasil, ainda transforma suas performances ao vivo em emoção em estado bruto, o quarteto se reinventa a cada show, refazendo arranjos e dando nova cara a cada uma de suas fantásticas canções, como a nova "A verdade". Do Cérebro Eletrônico então, nem é preciso falar muito: a trupe comandada pelo genial Tatá Aeroplano fez um show explosivo, como se estivesse tocando em um festival gigante e lotado de pessoas. A banda deu um foda-se para o teatro quase vazio e mandou ver em ótimas versões para as músicas de seus dois discos, além de tocar as novas e impagáveis "Cama" e "Decência". Tatá é gênio, ponto.
Foi isso. Uma amostra compacta e fodona do que de melhor existe hoje na música jovem deste país. Você perdeu? De uma nova chance a si mesmo: os Porongas tocam nesta sexta-feira, primeiro de maio, no Zahi, na Vila Madalena em Sampa (rua Inácio Pereira da Rocha, próximo à avenida Pedro de Moraes, zona oeste de Sampa), ao lado do também grande Relespública. No sábado começa a Virada Cultural e Vanguart toca junto com os Garotas Suecas, às onze da noite, no teatro do Sesi na avenida Paulista (no prédio da Fiesp). E os Vangs voltam ao palco rock da Virada, na praça da República, às oito e meia da manhã de domingo. Forgotten e Cérebro em breve farão novos shows na capital paulista, baste ficar de olho aqui nas infos publicadas no roteiro selecionado da Zap, okays?
PICS DO FINDE ROCKER NO STA CRUZ EM SAMPA

Forgotten Boys mandou bem na priemira noite

Garotas Suecas enlouqueceu a molecada no teatro Sta Cruz

Vanguart: o showzaço de sempre, pilotado pelo gênio Hélio Flanders
Los Porongas e o vocalista Diogo: emoção rocker em estado bruto
Trio de respeito na noite rocker paulsitana, pós-festival: Diogo Soares (Los Porongas), Zap'n'roll e Hélio Flanders (Vanguart)
(fotos: Enrico Porro e Nathália Machado)
(finalizado por Finatti em 6/05/2009, às 16:10hs.)

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