Dynamite

Entries for month: April 2009

Chega de zica por aqui! (finalizado em 6/5/2009)

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A questão foi a seguinte:

Tanto o blog quanto o próprio portal Dynamite em si sofreram com problemas técnicos na última semana. Problemas que acabaram inviabilizando novas postagens na Zap’n’roll. Tudo começou na terça-feira da semana passada quando o speedy da Telefonica (uma merda só, tanto que a empresa que domina a telefonia fixa no Estado de São Paulo, está listada no ranking da Anatel como uma das PIORES prestadoras deste tipo de serviço no país) começou a oscilar desvairadamente, tornando impossível fazer qualquer coisa relacionada à internet. E isso não apenas na minha residência (de onde costumo enviar os textos zappers) mas também na redação da Dynamite, na casa da minha amiga Nathália Machado etc. Ou seja, o problema (e também a reclamação) era geral.

Pra completar, na quinta, o portal entrou em parafuso. Primeiro foram os blogs que saíram do ar. E logo em seguida o site inteiro. O nosso publisher André Pomba entrou imediatamente em contato com o suporte do Terra (um dos três maiores portais de internet do Brasil e onde a Dynamite está hospedada), procurando saber o que estava ocorrendo e tentando buscar uma solução imediata para o problema. Constatou-se que, de fato, haviam surgido problemas técnicos de conexão com o servidor da Dynamite e iniciou-se um trabalho intenso para recolocar o site em funcionamento, blogs inluídos.

Enfim, tudo parece ter voltado ao normal hoje, quarta-feira, 6/5/09, quando escrevo esta mensagem pros leitores (e que também estará reproduzida no alto do último post publicado, em 28 de abril). Agora chega de choradeira e vamos em frente porque a Zap não pode parar! Agradeço sempre a compreensão e paciência de todos e principalmente o carinho de quem sentiu a ausência destas linhas rockers online.

Abraços na galera!

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Vai lá embaixo neste mesmo post que tem um texto contando como foi o festival "Rock no Sta. Cruz", realizado semana passada no colégio Santa Cruz, em Sampa. E até esta sextona, véspera do showzaço do Oasis em São Paulo, novo e quentíssimo post, falando de um monte de paradas bacanas. E também dos manos Gallagher e e sua banda, claaaaaro!

Até logo menos, hihi! 

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Dona telefonica e seu speddy de merda estão fodendo a atualização do blog (será que alguém pode fazer algo dentro da lei contra essa porra espanhola?). Mas calma que a gente chega lá!

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PRIMEIRO EXTRA DO NOVO POST – DEPECHE A CAMINHO!

Se a gripe suína deixar, eles baixam mesmo aqui em outubro

Exato! Após muita especulação em vários sites e blogs de cultura pop espalhados pela net, soltando datas "prováveis", agora o site oficial do gigante trio inglês Depeche Mode começa a soltar as datas oficiais da perna latino-americana da nova tour mundial do grupo, que corre o planeta divulgando seu recém-lançado "Sounds of the Universe".

Então, de acordo com o depechemode.com, os primeiros shows são esses aí embaixo:

* Thursday, October 1st, 2009

Guadalajara, Mexico

* Saturday, October 3rd, 2009

Mexico City, Mexico

Não é preciso ser nenhum gênio pra saber que após os dois shows mexicanos, a banda irá descer para a América do Sul. É exatamente entre os dias 4 e 30 de outubro que há uma "brecha" de datas no site do Depeche (o show seguinte aos do México já é na Alemanha, em 31 de outubro), sendo que o tour dates deles nesta brecha deverá ser preenchido a qualquer momento.

Portanto, viúvas dos 80’ e fãs de carteirinha do synthpop sempre bacana do DM, já podem se preparar pois em outubro Dave Gaham e cia. estarão mesmo por aqui. Sendo que não custa lembrar: o grupo só tocou uma vez no Brasil, laaaaá em 1994. Zap’n’roll foi ao show (no extinto Olympia, em São Paulo) e achou a gig beeeem meia-boca. Vamos à forra agora, quinze anos depois!

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* E chega mesmo! O mundo gira, o rock não pára e o blogon zapper nosso de cada dia ficou meio assim semana passada. Nem o autor destas linhas rockers gostou do que leu aqui, hihi. Puorra, teve um puta festival com shows fodaços da nova geração do rock nacional no último finde em Sampa, e Zap’n’roll esteve lá nas três noites em que as bandas tocaram. Então nada mais justo do que contar como foi a parada, né?

* Fora que neste próximo finde tem a Virada Cultural 2009 em Sampalândia. Mas isso é assunto pra um outro post, mais pro final da semana.

* E fora que Susan Boyle está aí, espantando o mondo pop. Quem? Ora, a tiazinha feiosa inglesa, que tinha tudo pra dar errado na vida, mas quando soltou a garganta num programa de calouros da tv britânica... aí fodeu – no ótimo sentido. A figura já foi chamada pra gravar um disco e o comentário geral é: "é feia que dói, mas puta que pariu, que voz!". Pois é...

* Bien, bien, as coisas vão começar a ficar agitadas novamente a partir do próximo finde. Depois da Virada Cultural, na semana seguinte, tem Oasis em Sampa (e depois do esporro dos manos Gallagher, ainda va ter Zap’n’roll dj set na Outs, é mole?). Depois, mais pro final de maio, tem a festa de seis anos do blogão, claaaaaro, ou você acha que íamos esquecer de comemorar? E depois... bão, depois vai ter Kooks etc. Mas, cá entre nós, a crise parece que pegou mesmo em cheio o mondo rocker alternativo. Vejam bem: já estamos em maio praticamente. Nessa época, no ano passado, o cenário da cultura pop estava, hã, mais fervido, não? Enfim, o lance é não deixar a peteca cair e seguir em frente.

* Ah sim, agora no final de maio rola o festival Bananada, em Goiânia. E em julho tem a segunda edição do Pib em São Paulo, que falaremos melhor no decorrer deste post.

* SHIRLEY MANSON, A QUE FOI DEUSA – Entonces, enquanto digita essas linhas virtuais, Zap’n’roll vai curtindo o "Lab ao cubo" da MTV. Na tela da tv passam vários clips do Garbage. E aí o blog mais uma vez se depara com a inefável (ops!) constatação de que o hype, ainda mais nestes tempos hiper velozes e mega descartáveis da música online, realmente fez muito mal a muitas bandas bacanas, como o Garbage por exemplo. O grupo formado pelo baterista e produtor Butch Vig em 1994, num buraco dos EUA chamado Madison (uma cidadela no Estado americano do Wisconsin), logo chamou a atenção não apenas porque contava em seu line up com o sujeito que um dia produziu os clássicos "Nevermind" (do Nirvana) e "Dirty" (do Sonic Youth), ambos lançados em 1991, mas também porque o grupo alinhava rock de guitarras abrasivas com elementos eletrônicos com perfeição, tudo costurado por melodias altamente pop e radiofônicas. Fora que Vig, junto com os outros dois músicos que compunham o conjunto (os também produtores Duke Erikson e Steve Marker), botaram pra cantar ela! Quem??? Ora, aquele bocetaço chamado Shirley Manson, uma das melhores, mais lindas, loucas e tesudas vocalistas que o rock dos anos 90’ conheceu. Nascida na Escócia, Shirley foi descoberta quase por acaso pela trinca de músicos e produtores. Ela cantava em um obscuro grupelho quando soube que Vig estava a procura de vocalistas para um projeto que estava montando. Decidiu correr atrás dele e pediu para fazer um teste com. Não deu outra: Butch a chamou imediatamente pra assumir os vocais do quarteto e logo o Garbage lançou seu primeiro disco, homônimo, em 1995. Foi um estouro mundial, com mais de quatro milhões de cópias vendidas e dois mega hits (as inesquecíveis "Only Happy When It Rains" e "Stupid Girl") que tocavam sem parar nas rádios e nas pistas dos clubes de rock mais descolados. Zap’n’roll se apaixonou perdidamente pelo som da banda e pela vocalista gostosaça, que se tornou sex symbol ao declarar em entrevistas que gostava sim de drugs e que já havia traçado homens e mulheres em sua vida. Wow! Magra, vocal ao mesmo tempo infantil, doce e potente, rosto angelical e perfeito como uma boneca de porcelana, peitos miúdos e coxas avassaladoras (ela sempre se apresentava com mini-saias e botas de cano alto), Manson se tornou "ídala" até de nosso amado "editador", mr. André Pomba. E após o estrondoso sucesso do álbum de estréia, o Garbage seguiu em frente: veio "Version 2.0", em 1998 (e cujo primeiro hit single, "I Think I’m Paranoid", foi definido por Pomba, na resenha que ele escreveu sobre o disco na então edição impressa da Dynamite, como "a saga de Finatti", hihi), lançado três anos depois do primeiro disco. O conjunto sentiu a pressão decorrente do estrondoso sucesso de sua estréia: o segundo trabalho ainda era legal, mas além de ter demorado pra sair estava muito distante da qualidade composicional atingida anteriormente. A partir de então, o Garbage entrou em curva descendente: o quarteto lançou apenas mais dois discos de estúdio ("Beautiful Garbage", em 2001, e "Bleed Like Me") que nem de longe conseguiram a repercussão alcançada pelos dois primeiros álbuns. Mas hoje, assistindo no Lab aos clips de "Stupid Girl", "Push It" e "Queer", o blogger zapper se lembrou com saudade dos tempos em que dançava estas músicas de forma alucinada no Espaço Retrô, enquanto imaginava cheirar uma carreira de cocaine na xoxota de alguma garota rocker que fosse uma deusa louca como Shirley Manson. Bons tempos, bons tempos que não voltam mais, destruídos que foram pelos hypes efêmeros dos tempos atuais. Quanto ao Garbage (que esteve para tocar no Brasil algumas vezes, mas nunca acabou dando certo), seus integrantes jamais anunciaram oficialmente o fim do conjunto. Ele está em hibernação profunda. E Shirley Manson, hoje com 42 anos de idade, continua tão linda e sedutora como quando, há década e meia, enlouqueceu homens e mulheres (este blogueiro incluso) cantando sobre perversões, paixões, drogas e sexo à frente do Garbage. Quem sabe eles voltam, qualquer dia desses.

* Pra matar saudades do Garbage, aí embaixo:

Garbage – "Only Happy When It Rains"

Garbage – "Stupid Girl"

Garbage – "Push It"

O NOVO ROCK BR ABALOU EM SAMPA

Localizado no bairro do Alto de Pinheiros, o colégio Santa Cruz é reduto tradicional da elite estudantil paulistana. Ou seja, em português claro e vulgar, só dá playboyzada adolescente ali. O acesso por busão ou a pé é bem difícil (praticamente impossível) e apenas quem tem carro consegue se deslocar até lá com mais conforto e agilidade. No entanto e justamente por ser um colégio para as classes mais abastadas, é que o Santa Cruz possui um prédio com toda a infra que um estabelecimento educacional desse porte precisa. E nessa infra se inclui o teatro do local, com acústica impecável e iluminação idem.

Pois foi neste pico de playbas que o novo rock brasileiro deu as caras no último finde, deitando e rolando e abalando o bom mocismo reinante no local. Okays, não havia muito público em nenhuma das três noites em que foi realizado o "Rock no Sta Cruz" (organizado pelo chapa e sempre dinâmico Glauber Amaral). Mas quem foi, saiu de lá com a certeza de que viu o melhor do atual rock nacional onde ele funciona melhor: no palco.

Na sexta, Forgotten Boys e Garotas Suecas tocaram para a maior platéia das três noitadas de shows, até porque boa parte dos integrantes do GS estudou no Santa Cruz e a molecada que agora estuda lá, foi em peso prestigiar a banda. Talvez por isso também os FB tenham se apresentado primeiro, fazendo o show correto de sempre e ainda "amaciando" a nova formação ao vivo. Porém, o que rolou no set dos Garotas foi insano: animados com a mega repercussão de mídia que conseguiram durante sua última passagem pelos EUA, os "garotos suecos" do grupo (mais a tecladista Irina) botaram pra foder, fazendo uma apresentação irada e cheia de swingue, e que arrancou a garotada das cadeiras e fez ela ir dançar nas laterais do palco. Não dá nem pra comparar o GS de hoje com a banda que Zap’n’roll já viu algumas vezes em clubes noturnos alternativos paulistanos, alguns anos atrás. A evolução é nítida e 2009 deverá ser mesmo o ano deles.

Sábado foi a vez do já gigante indie (quer dizer, ex-indie) Vanguart mostrar que seu folk rock mixado ao pop e à mpb, já conquistou de vez um público cativo. O teatro estava menos cheio que na noite anterior, mas tão empolgado quanto, com dezenas de bocetinhas adolescentes e com visual descolado (cabelos tingidos, t-shirts rockers, unhas pintadas em cores extravagantes, botas de couro, mini-saias e jeans apertados) pagando um pau animal pro vocalista Hélio Flanders, pro baixista Reginaldo ("Gigi, pega eu!", gritavam as mais animadas) e pros outros integrantes. O Vanguart cresceu muito em pouco tempo (e com todos os méritos do mundo) e hoje faz um show irrepreensível, sob todos os aspectos. Hélio sabe que seu vocal, embora pouco potente, se insere na escola dos "cantores de voz rouca", como Dylan, Neil Young, Van Morrison e outros deste naipe, que inclusive são todos sua influência confessa. Ele utiliza isso ao seu favor, abusa de sua hoje grande desenvoltura no palco (já vão longe os tempos do menino tímido que em Cuiabá, de violão e gaita em punho, pouco se mexia ao vivo) e, apoiado pelos seus quatro companheiros de banda (Gigi, Douglas, Lazza e David), comanda um set animado e impecável, onde a nova "Robert" (uma das letras mais inspiradas já escritas pelo pequeno gênio Flanders) se mostrou em toda a sua impactante beleza diáfana.

Tudo acabou no domingo com a dobradinha Los Porongas e Cérebro Eletrônico. E foi uma pena o teatro estar tão vazio porque o acreano (com "e" mesmo, foda-se a reforma ortográfica caduca) Porongas se mostra, a cada nova apresentação, mais fodão do que nunca. Com músicos absurdamente talentosos (o guitarrista João Eduardo e a seção rítmica pilotada por Magrão e Anzol) e um vocalista que além de ser um dos melhores cantores e letristas do Brasil, ainda transforma suas performances ao vivo em emoção em estado bruto, o quarteto se reinventa a cada show, refazendo arranjos e dando nova cara a cada uma de suas fantásticas canções, como a nova "A verdade". Do Cérebro Eletrônico então, nem é preciso falar muito: a trupe comandada pelo genial Tatá Aeroplano fez um show explosivo, como se estivesse tocando em um festival gigante e lotado de pessoas. A banda deu um foda-se para o teatro quase vazio e mandou ver em ótimas versões para as músicas de seus dois discos, além de tocar as novas e impagáveis "Cama" e "Decência". Tatá é gênio, ponto.

Foi isso. Uma amostra compacta e fodona do que de melhor existe hoje na música jovem deste país. Você perdeu? De uma nova chance a si mesmo: os Porongas tocam nesta sexta-feira, primeiro de maio, no Zahi, na Vila Madalena em Sampa (rua Inácio Pereira da Rocha, próximo à avenida Pedro de Moraes, zona oeste de Sampa), ao lado do também grande Relespública. No sábado começa a Virada Cultural e Vanguart toca junto com os Garotas Suecas, às onze da noite, no teatro do Sesi na avenida Paulista (no prédio da Fiesp). E os Vangs voltam ao palco rock da Virada, na praça da República, às oito e meia da manhã de domingo. Forgotten e Cérebro em breve farão novos shows na capital paulista, baste ficar de olho aqui nas infos publicadas no roteiro selecionado da Zap, okays?

 

PICS DO FINDE ROCKER NO STA CRUZ EM SAMPA

Forgotten Boys mandou bem na priemira noite

Garotas Suecas enlouqueceu a molecada no teatro Sta Cruz

Vanguart: o showzaço de sempre, pilotado pelo gênio Hélio Flanders

 

Los Porongas e o vocalista Diogo: emoção rocker em estado bruto

 

Trio de respeito na noite rocker paulsitana, pós-festival: Diogo Soares (Los Porongas), Zap'n'roll e Hélio Flanders (Vanguart)

(fotos: Enrico Porro e Nathália Machado) 

(finalizado por Finatti em 6/05/2009, às 16:10hs.)

Lugo, o comedor! (versão final)

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A suposta mãe de um dos supostos filhos bastardos do presidente paraguaio. Ele é um santo! (pero no mucho, hihi)

 

Um bispo pau pra toda obra!

Foi assim que o presidente do Paraguai, o ex-bispo da igreja católica Dom Fernando Lugo, foi classificado pela amigona Karin (a espanhola mais maluca e culta que estas linhas bloggers malokers já conheceram), enquanto ela e o autor deste blog se divertiam com o noticiário que, a cada dia desta semana, descobria um novo filho ilegítimo do "reverendo". E por que Lugo veio parar aqui, no texto de abertura deste post, com direito a foto e tudo? Ora, Zap’n’roll, além do nosso "santo" rock alternativo, também trata de cultura pop. Quer coisa mais pop, neste momento, do que Lugo? O sujeito virou celebridade mundial – e não exatamente por algum feito "memorável" mas, sim, pelo seu apetite, hã, carnal, este sim pra lá de memorável, hihi. Enfim, bizarrices político/religiosas de um mundo que já é por si só mais do que bizarro. Um mundo bizarro como este blog, que deu esta "palhinha" ao bispo taradão mas que começa o finde voltando ao que realmente interessa aqui: rock’n’roll! E discos, filmes, shows, festivais e por aí vai. Então, vamos nelson que atrás vem gente!

* Bizarro mesmo (ou nem tanto) foi a feiosa Susan Boyle (é esse mesmo o nome?), de 47 anos, tornar-se celebridade na Inglaterra após se apresentar no programa de calouros cantantes mais famoso de lá. A voz da mulher é um espanto/escândalo. E ela encantou todo mundo que estava na platéia. Já foi convidada pra gravar um disco próprio e escrever uma biografia contando sua triste vida. Moral da história: o sol nasce para todos. E até quem tinha tudo pra dar errado na vida, pode acabar dando certo. Não foi o que aconteceu aqui mesmo, com o nosso querido João Gordo?

* Falando em João Gordo, old friend destas linhas zappers, o blog dia desses estava passando os olhos pelo YouTube, nos vídeos que registram a, hã, histórica aparição do sujeito aqui no programa "Gordo Pop Show", que era então apresentado pelo vocalista dos Ratos De Porão na MTV, isso lá pelos idos de 1997. O programa era uma autêntica zona, uma subversão/transgressão absoluta aos padrões normais da televisão média e careta. Bem que dom Thiaguito Ney (o homem que, segundo dear Luscious, hoje adoooulaaa Caetano Veloso e Wilson Simonal) comentou dia desses, lá na Ilustrada no Pop, que a tv brasileira encaretou horrores nos últimos anos. A própria MTV está mais conservadora hoje, embora continue exibindo alguns programas legais (como o Lab) e campanhas institucionais bacanas, como a que ela promove anualmente no Dia Mundial de luta contra a Aids. João Gordo, ele mesmo, continua mandando bem por lá, com o seu "Gordo Visita". Mas o "Gordo Pop Show", além de thrash ao cubo, era impagável, como você pode ver aí embaixo, na sequência de vídeos que registram o zapper loki pentelhando e sendo pentelhado pelo nosso dileto e rotundo apresentador:

Zap’n’roll no programa "Gordo Pop Show", na MTV, 1997, parte I

Zap’n’roll no mesmo programa – parte II

Zap’n’roll no "Gordo Pop Show" – última parte

(o "finório" fica por conta de quem postou os vídeos no YouTube, só registrando)

* Bien, bien, seguindo em frente com os trabalhos de postagem... quer dizer que o show do – a essa altura – bichado New York Dolls, que rolaria amanhã, sábado, na Via Funchal, em Sampa, foi adiado por "problemas na turnê da banda". Claaaaro! Zap’n’roll, que não é trouxa nem nada, sabe exatamente o que aconteceu. O "problema" na turnê foi que devem ter sido vendidos uns duzentos ingressos para um lugar onde cabem 6 mil pessoas (no caso, a Via Funchal, talvez a melhor casa de shows internacionais de grande porte em Sampa). Querer colocar o NY Dolls pra tocar ali foi uma burrice sem tamanho dos produtores da gig que, no máximo, era pra rolar na Clash Club ou no Inferno, ou mesmo na Outs. Enfim, fica a lição: não querer colocar um grupo sem expressão (ok, eles foram uma das lendas do glam rock e uma das grandes influências de todo o indie rock garageiro que se faz hoje pelo mundo. Mas foram. Não são mais) pra tocar em um lugar gigantesco, que só lota mesmo com nomes do naipe do New Order, REM, Coldplay e mais alguns poucos deste calibre.

* Nem o bombado The Kooks, que está estourado na Inglaterra e é bacanão, deverá lotar a Via Funchal, em 19 de junho. Quer dizer, o blog torce pelo sucesso do show (quem já viu o grupo ao vivo, diz que ele bota pra foder), mas aposta em um público de, no máximo, 3 mil pessoas na noite em que eles irão tocar. Bão, de qualquer forma, logo menos pintam uns ingressinhos na faixa pra ver os Kooks, aqui no blog campeão de promoções bacanudas.

* E O INDIE ROCK CHEGA AO SPTV – Não é que o careta (mas bem produzido e editado) SPTV da Globo abriu espaço hoje, na hora do almoço, para o festival Rock no Colégio? Pois então: o festival, produzido pelo empresário Glauber Amaral (da produtora Barravento), e que rola neste finde lá no teatro do colégio Santa Cruz, em São Paulo, vai reunir algumas das melhores bandas do novo rock brasileiro. Estarão tocando no palco do Santa Cruz Garotas Suecas, Forgotten Boys, Vanguart, Los Porongas e Cérebro Eletrônico, todos já velhos conhecidos de quem acompanha o blogão zapper, o espaço rocker virtual que acompanha esta cena e os grupos que fazem parte dela desde sempre e desde muito antes de a picaretagem entrar em cena no jornalismo dedicado à cultura pop. Enfim, no SPTV de hoje, sexta, Helinho Flanders, dos Vangs, deu entrevista rápida e o jornal ainda destacou os sempre ótimo Los Porongas. O festival em si tem tudo pra ser ótimo e uma excelente oportunidade pra quem ainda não viu as bandas conhecê-las em seu habitat natural: o palco. Hoje tocam Garotas e Forgotten; amanhã é a vez do Vanguart. E no domingo o encerramento fica por conta do Cérebro Eletrônico (aê dear Tatá Aeroplano, é nozes na fita, rsrs) e dos fofos Poronguinhas. Tudo acontece na rua Orobó, 277, Alto de Pinheiros (zona oeste paulistana) a partir das nove da noite, de hoje até domingo. A entrada tá com o preço meio salgado (30 pilas), mas se você tem a famosa (e famigerada) carteira de estudante, paga meia, óbvio. Vai lá, cai no rock’n’roll e divirta-se!

* Opa, opa! O Ting Tings emplacou clip na programação da MTV. É o vídeo para "We Talk", esse mesmo que você vê aí embaixo:

The Ting Tings – "We Walk"

* O Ting Tings, você sabe, é aquela dupla indie pop formada em Manchester, há dois anos, pelo tecladista e baterista Jules De Martino e pela vocalista Katie White. Eles lançaram apenas um disco até agora, o "We Started Nothing", que saiu em julho do ano passado e do qual "We Walk" (que começa com um pianão dramático e descamba pro mais deslavado dance pop) faz parte. Tem gente na blogosfera de cultura pop que adoooooula o Ting Tings. Zap’n’roll não vê nada demais no duo, embora considere a loiraça Katie um bocetaço e que ainda canta muito bem. Mas, na real, o TT só fez algum barulho até o momento por isso mesmo: porque o rock e o pop ingleses andam meio caidaços. Já se fez coisa melhor por aquelas bandas. Muuuuito melhor, pra ser mais sincero.

* E por fim, o velho Green Day, prestes a lançar seu novo álbum, ainda mostra que tem força midiática na rock press e no mondo pop. Estão na capa da NME desta semana e hoje é o lançamento mundial de "Know Your Enemy", o primeiro single a sair do álbum "21st Century Breakdown", que tem seu lançamento físico planetário marcado para o próximo dia 15 de maio (e, claaaaaro, ele já está sendo desvairadamente caçado na net, mas parece que ainda não vazou). É o primeiro disco inédito do trio em cinco anos (fora aquele disco que o grupo gravou com outro nome) e Zap’n’roll, que já curtiu muito o Green Day, considera que a turma liderada pelo Billie Joe Armstrong ainda merece respeito. Enfim, vejamos como estará o novo disco deles, logo menos.

* Ah, sim: The Horrors também lançam seu novo disco, na próxima semana, uia!

* Daqui a pouco: uns papos aqui sobre o novo rock instrumental brasileiro. E também sobre uma banda indie brazuca legal, que tem o bizarro e incrível nome de "A inimitável fábrica de Jipes". É mole? Colaê até a tarde deste sábado, quem vem maaaaais aqui no blogon. Mas antes, aí embaixo, já damos o roteiro selecionado de baladenhas pro finde, vai lendo.

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O BLOGON ZAPPER INDICA

* Disco: o "Multishow Registro – Vanguart". Pra você ir se aquecendo pro show da banda neste finde no colégio Santa Cruz, em Sampa, e também na semana que vem, na Virada Cultural paulistana.

* Disco II: "Dig Out Your Soul", dos manos Gallagher óbvio. Estas linhas rockers online ainda consideram o último álbum do Oasis como o melhor disco de rock gringo lançado em 2008. É ouvir e chapar o côco, esperando a aparição deles no Brasil, agora no comecinho de maio.

* DVD: "From de Basement", lançado há pouco por aqui pela ST2, compila uma série de apresentações de nomes badalados do indie rock atual no célebre programa da tv inglesa. Tem Radiohead, a deusa PJ Harvey, Sonic Youth e até os folkers José Gonzalez e Damien Ricce. Pode ir atrás que é fodão!

* Baladas selecionadas! Yep, além do festival rocker no Colégio Santa Cruz, o finde ainda vai ter o reggae punk dos americanos Aggrolites no Inferno (rua Augusta, 501, centrão de Sampa), na sexta e sábado. Também na sexta, mas na Outs (Rua Augusta, 486), rola show com as bandas Granada e Los Vatos.///Já no sabadão o mesmo Outs vai ficar mega agitado com o show que comemora os dezoito anos de existência do grande Garage Fuzz. E no Berlin (rua Cônego Vicente Miguel Marino, 85, Barra Funda, zona oeste de São Paulo), os britpoppers do Kilvitz fazem a festa pra quem curte Oasis e guitarras pop mas nervosas, uia! Escolha a sua praia rocker predileta e boooooa balada!

OASIS NA FAIXA E CAMISETAS SUPIMPAS!

As coisas estão melhorando novamente por aqui, na seara dos prêmios pop. Então continua botando fé no finatti@dynamite.com.br, que o blogão sempre descolado acaba de fechar parceria com a chiquérrima e célebre grife Banca de Camisetas. Daê que você manda sua mensagem e continua concorrendo a:

* DOIS INGRESSOS para o show do Oasis em São Paulo, dia 9 de março;

* E duas camisetas da Banca de Camisetas, uma masculina e outra feminina, sendo que os ganhadores desta promo serão avisados e orientados a entrar no site da grife pra escolher modelo, cor e tamanho que mais lhe agrade, certis?

INDO ALI

Pra assistir a primeira noite do Rock no Colégio Santa Cruz. Depois voltamos, já no próximo post, falando do novo rock instrumental brazuca e também da Inimitável fábrica de Jipes. Amor pra Ana Laura, sempre (mesmo com as inevitáveis turbulências) e beijos pra Rudja e pra Karin. Até já!

(finalizadopor Finatti em 28/04/2009, às 15:45hs.)

Batalhas sangrentas

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Mozz, o ser vivo mais maravilho que existe, arrasa no Coachella 2009. Bem que ele podia voltar pra cá...  

* O título do post é pesado, sabemos, mas ele será leve e rápido, pra descontrair o leitorado amado no feriado de Tiradentes, uia!

* De quais batalhas sangrentas estamos falando, afinal? Ouxe, de vaaárias que andam/andaram abalando o mondo pop e esportivo, social etc, hihi. Quer ver? Sabadão passado, fim do dia, a torcida do "Parmeiras" (time do qual o autor deste blog é um, hã, discreto torcedor, como bom filho de italiano que ele é, se bem que Zap’n’roll acha futebol uma total perda de tempo) saiu louca do Parque Antártica após a derrota pro Santos. O blogon zapper, que estava no Shopping Pompéia com a amada girlfriend Ana "culta" Laura (rsrs, né Finas fake?) e a querida amiga espanhola Karin (e onde a trinca tinha ido assistir um pocket show acústico dos graaaaandes acreanos Los Porongas, na Livraria Cultura), deu de cara com uma renca de gente uniformizada de camisetas verdes e feição tipo "não me olha que eu te mato!", que deu até medo, brrr...

* Aliás, o show dos Porongas foi ótimo, de verdade. Em formato "desplugado", as canções do dvd lançado pelo Itaú Cultural ganharam ainda mais intensidade e beleza. Um exemplo disso: o guitarrista João Eduardo fazendo as partes de guitarra da lindaça "Enquanto uns dormem" no piano. Ficou sensacional.

* Batalha sangrenta também no campo: lá no Pará a bala comeu solta entre fazendeiros e integrantes do MST. Até quando Brasil e MST (que está virando um antro de bandidagem, assim como a UDR já é há séculos)...

* Mais batalhas sangrentas: no domingão foi a vez do Morumbi estremecer com São Paulo e Corinthians. A sempre selvagem (bão, a do Corinthians também não fica atrás em selvageria) torcida são paulina entrou em confronto com a Pm antes mesmo de o jogo começar. Não adiantou nada: o São Paulo se fodeu e a final é entre Corinthians e Santos. Mais um motivo pra Zap’n’roll continuar achando futebol um esporte escroto e estar pouco se fodendo pra ele.

* E mais batalhas sangrentas, na seara das peladonas. Playboy e Sexy disputam pra ver quem coloca em suas páginas aquele bocetão campo grandense chamado Priscila, que ficou em segundo lugar no último BBB. Segundo fontes oficiais, a Playboy ofereceu R$ 300 mil pra peituda (siliconada, claaaaaro) tirar a roupa; já ela mesma bate o pé e diz que só fica com as carnes totalmente à mostra pelo dobro (uia!). A Sexy ainda não se manifestou sobre valores. Agora, vem cá: de fato, a figura é um xoxotaço. Mas tem uma cara de vagabunda que pelamor... Você acha que a vagaba vale R$ 600 mil pra mostrar como é gostosa e fode bem?

 

Essa gostosa vale R$ 600 mil pra ficar pelada? (foto: revista Vip)

* Outra batalha sangrenta: pelos dois ingressos que este modesto blog de cultura pop e rock alternativo está oferecendo ao seu dileto leitorado, NA FAIXA, pra assistir ao showzaço do Oasis dia 9 de maio em Sampalândia. Já são mais de 50 e-mails pedindo desesperadamente a mesma coisa. E aê, vai encarar a disputa através do finatti@dynamite.com.br? E olha que ainda vai ter também ingresso na faixa logo menos para o show do Kooks em Sampa, dia 19 de junho, na Via Funchal.

* Batalha sangrenta também na blogosfera brazuca dedicada à cultura pop: enquanto dear Luuuuuuuuuuussssssssciiiiiiiiiioooooooouuuuuuuuusssssssss, o homem da Popload, adooooouuuuulaaaaa The Kooks, dom Thiaguito Ney, que escreve a Ilustrada no Pop, chama a banda de "sem vergonha". Quem está com a razão e quem vence essa disputa, afinal? Sobre esta batalha, dear Luscious se manifestou à Zap, via msn, com esta declaração: "dom thiaguito ney está ficando velho e caduco, Finas. Ele gostou do disco novo do Caetano Veloso, que ele achou lindo, e não gostou do novo do Yeah Yeah Yeahs. Ele está gostando até de Wilson Simonal agora!". Uia!

* E a última batalha sangrenta rolou no último finde lá em Indio, na Califórnia (EUA, of course), no gigantesco festival Coachella. Batalha, claaaaaro, pra ver quem fazia o show mais imperdível em um festival, ele todo, imperdível. Mas estas linhas bloggers poppers nem vão falar muito sobre isso porque o assunto já está bem esmiuçado justamente na... Popload e na Ilustrada no Pop, hehe.

* Bão, tá todo mundo dizendo que o velho e amado Morrissey, o ser vivo mais maravilhoso do Universo, arrasou no Coachella. The Cure também mandou bem. E Macca, o cara que um dia foi baixista de uns certos Beatles, foi obrigado a voltar ao palco para cinco bis. Isso mesmo: cinco. Dá uma olhada nesses vídeos aí embaixo e tire você mesmo suas conclusões:

Morrissey – "How Soon Is Now?", ao vivo na última sexta-feira, 17 de abril, no Coachella Festival, nos EUA

O gênio Paul McCartney em "Band On The Run", também no Coachella, na mesma noite

* É isso? É isso, por enquanto... se nada digno de nota acontecer no feriado, o post fica por aqui mesmo. Se alguma "bomba" ou mais alguma batalha sangrenta explodir no mondo pop, o blogger zapper volta com maaaaais em edição extraordinária, certis? Até!

(enviado por Finatti às 20:15hs.)

Nop, o rock não está muerto (e Neil Young é a prova disso) (finalizado em 17/04/2009)

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Franz Ferdinand e Arctic Monkeys: as mega bandas indies estão indo pro saco rápido demais? 

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Post finalizado! Vai lendo que entrou texto pra dedéu aí embaixo, hihi. 

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* Psiu... alguém por aí?

* Bien, bien, o título algo, hã, sinistro do post (ok, talvez o título seja mudado no decorrer dos trabalhos por aqui) tem a ver com uns papos que o autor destas linhas rockers online estava tendo no começo desta semana com nosso mui amado publisher e querido "editador" André Pomba. Sim, a conversa girou exatamente em torno de um suposto... esmaecimento (ops, norma culta por aqui hein!) da atual cena rock alternativa e mezzo mainstream, aqui e lá fora. Afinal, o novo álbum do Franz Ferdinand nem de longe alcançou o impacto e repercussão de mídia dos dois primeiros discos da banda, os Strokes estão hibernados para gravar seu novo disco, o Arctic Monkeys anda meio assim (ok, vão ser um dos headliners do Reading 2009) etc, etc. Então... bão, isso é papo pra ser melhor desenvolvido logo mais aí embaixo, vai lendo.

* Entonces, o mondo pop anda taaaaão sussa que o blogon está até com dificuldade de arranjar assunto pra postar aqui esta semana, hihi. Pelo menos o Garotas Suecas tá bombando, né? Deitaram e rolaram nos States, estão se preparando para gravar finalmente seu primeiro disco completo, estão escalados pra tocar em um big festival na Austrália em outubro (seria o famoso Big Day Out?) e... sairão em breve em pimposa matéria naquela mega revista de cultura pop que circula no Brasil e que é o atual orgulho editorial brazuca.

* Vocês já viram o clipe de "Codinome Dinamite", do Garotas Suecas? Oxe, ainda não? Então vê aí embaixo:

Garotas Suecas – "Codinome Dinamite"

* Falando em festivais, Fabrício Nobre, o cappo da Monstro Discos e o cara que canta no MQN (que vai estar na Virada Cultural em Sampa, leia mais abaixo), manda avisar que a edição 2009 do já célebre festival Bananada rola entre os dias 22 e 24 de maio. Daqui a pouco, a Monstro solta a programação completa do festival. E Zap’n’roll, após alguns anos sem ir a Goiânia, deverá estar por lá novamente, pra conferir tudo de perto.

* Falando em revista de cultura pop, tem também a Vice nacional, que está vindo aí. Mais sobre ela e sua edição brasileira maaaaais aí embaixo, neste mesmo post.

* E A VIRADA CULTURAL 2009... – Pois é, saiu a programação. Você já leu sobre nos principais sites da internet (Folha online, Uol, Terra) e também nos blogs que pululam por aí. Bão, a programação tá legal, vai ter um monte de show bacanudo (como os do Teatro Municipal, onde artistas consagrados da mpb irão tocar na íntegra seus principais discos; orra, vai ter o Violeta De Outono tocando seu primeiro e clássico álbum e isso é imperdível) e, claaaaaro, vai ter o palco rock mais uma vez lá na Praça da República. E aí a mistureba vai ser feia: vai ter Vanguart (ótimo), MQN (bacana como sempre), Nação Zumbi (fodástico, melhor impossível), CPM22 (já tão meio caídos, não?), Nasi e horrores abomináveis tipo Matanza e Velhas Virgens. Enfim, nada é perfeito neste mundo e o importante é que a Virada, que este ano acontece nos dias 2 e 3 de maio, já se tornou uma referência cultural em Sampa e vai animar novamente e muito mais um finde da maior cidade do Brasil. Mais pra frente iremos comentando melhor a programação dela por aqui, principalmente as atrações rock’n’roll, pode esperar.

O QUE HÁ COM O ROCK, AFINAL?

Madrugada do último finde em Sampalândia. No sábado pra domingo, o "baixo Augusta" (como é conhecida a região da rua que compreende sua extensão entre a avenida Paulista e a praça Roosevelt, já no centro da cidade) estava meio assim, hã, devagar. Ok, era feriadão de Páscoa, muita gente foi viajar, outros preferiram ficar em casa pra estar em forma no almoço de domingo com a família e tals. Mas Zap’n’roll observou que o público presente ao clube Outs (onde o blog discotecou naquela madrugada), estava bem abaixo da quantidade de pessoas que normalmente passam por lá nos sábados. E não era apenas a Outs que estava meio "flopada": não havia gente também no Inferno (outra casa já célebre do pedaço, localizada do outro lado da rua, bem em frente à Outs) e nem no StudioSP, um pouco mais acima.

Não só. O publisher da Dynamite e dj André Pomba, também andou comentando com essas linhas zappers: "o Grind [a célebre noite que ele comanda aos domingos no clube paulistano gls A Loca, hoje uma das noitadas mais bomnbadas da capital paulista] continua legal, mas deu uma leve caída de público. Agora, por incrível que pareça, o ‘Loucuras’ [a outra noite comandada por ele, mas às quintas-feiras, também na Loca, e onde ele toca flash house e pop eletrônico dos anos 80’] está enchendo mais".

Por outro lado, como já foi dito no comecinho do post, os últimos sinais emitidos pelo mondo pop na gringa também não são muito animadores. O Franz Ferdinand lançou há pouco seu terceiro disco, "Tonight: Franz Ferdinand!", e a repercussão dele ficou bem abaixo do que todos esperavam, em termos de mídia e público. Os nova-iorquinos dos Strokes estão há tempos meio off do noticiário musical (recolhidos que estão, se preparando para gravar seu novo álbum). Os ingleses do Arctic Monkeys fizeram bastante barulho com o recente lançamento de um dvd que registra uma performance da banda ao vivo e depois, sumiram. O "nosso" CSS desapareceu do noticiário de sites, blogs musicais e afins. Ou seja: o rock alternativo e aquele que circula entre o alternativo e o mainstream estariam, ambos, em nova "entre-safra" criativa e de popularidade?

Pode ser. E, na avaliação do blogon zapper, isso tem muito a ver com a era da internet, onde a velocidade absurda dos hypes pulveriza carreiras musicais, impedindo que bandas construam trajetórias duradouras (como a de um U2 ou de um Rolling Stones, por exemplo; ok, são duas exceções que também não deveriam e nem devem virar regra no rock’n’roll pois o autor destas linhas online sempre defendeu a tese de que boas bandas deveriam durar, no máximo, uma década e lançar uns cinco ótimos discos e ponto final. E é bom lembrar que o U2 já está com mais de três décadas de existência e os Stones, com quase cinco!). Hoje tudo é muito rápido, fugaz. Grupos surgem e desaparecem ao sabor de um clic no mouse do computador. Se por um lado ferramentas como mp3, downloads, MySpace, Orkut e blogs variados ajudaram os grupos a divulgar de graça sua música em escala antes jamais imaginada (e também ajudou estes grupos a se libertar da escravidão de um mercado musical caduco e secular, que explorava comercialmente ao máximo o trabalho artístico do músico, até sobrar apenas o caroço ou o bagaço dele), por outro estas mesmas ferramentas despejaram informação musical demais na cabeça dos ouvintes. Muito mais informação do que qualquer ser humano normal poderia assimilar. E muito dessa informação, avaliada no frigir dos ovos, nem deveria ter sido "postada" à disposição dos internautas, tamanha a falta de qualidade mostrada por zilhões de bandas que pululam pela rede. Com isso, ninguém consegue, de fato, acompanhar com real interesse a trajetória de um novo nome do rock, seja ele alternativo ou mainstream de cara. Ouve-se um primeiro single do grupo, ele estoura e beleza. Ouve-se um segundo single e já não é a mesma explosão. Quando a banda consegue finalmente lançar seu primeiro álbum cheio, ela já está esquecida no limbo da poeira pop, pois foi atropelada por meia dúzia de novas "sensações" da última semana.

Talvez pela descrição do quadro acima o rock esteja meio "muerto" novamente. Ou talvez isso seja apenas mais um momento cíclico, de relativa estagnação e desinteresse do público pelo gênero musical mais popular de todos os tempos. Claro, na real o rock’n’roll NUNCA vai morrer. Os festivais continuam rolando aqui e lá fora, vez por outra uma banda realmente fodona continua a aparecer e a vida segue em frente. Mas que o bom e velho rock’n’roll anda precisando tomar uma injeção de ânimo, quanto a isso não resta a menor dúvida. E se você, dileto leitor zapper, concordar ou discordar do que está escrito aí em cima, é só se manifestar no espaço reservado ao seu comentário. Pode mandar bala, uia!

The Strokes: em hibernação, preparando o novo álbum 

O ROCK EM ENTRESSAFRA CRIATIVA – ELES FALAM

Para comentar este "palpitante" tema, Zap’n’roll foi ouvir dois especialistas sobre o assunto: o jornalista Pablo Miyazawa, um dos editores da revista Rolling Stone Brasil, e André Pomba, publisher do portal Dynamite e dj residente do clube A Loca, em Sampa.

Ambos acompanham de perto o mondo rocker há muitos anos e responderam às mesmas questões propostas pelo blog: parece que o rock’n’roll e o inde rock estão entrando em uma entre-safra novamente. Franz Ferdinand não obteve a repercussão esperada com seu novo disco, Srokes estão quietos, Arctic Monkeys idem etc. Apesar de um festival com o Radiohead ter mobilizado 30 mil fãs, parece que está tudo meio assim... devagar. O que você tem a dizer a respeito? Será que os hypes velozes produzidos pela era da internet têm a ver com isso, no sentindo de fazer as pessoas se desinteressarem rapidamente por uma banda?

Veja as respostas de ambos aí embaixo:

Pablo Miyazawa (editor da Rolling Stone Brasil) – Eu acho que tudo está de acordo com a "teoria da Cauda Longa" que, grosso modo, coloca o fim das unanimidades e a pulverização do público e do conteúdo. Imagino que teremos cada vez menos grandes repercussões de artistas, mas sim uma quantidade cada vez maior de artistas dignos de nota produzindo trabalhos dignos de nota. Mas quase ninguém mais irá "estourar", como acontecia antes. Porque há muita oferta, e, na mesma proporção, muita procura. O público tem mais opções do que nunca para escolher. A repercussão que o disco do FF poderia ter foi distribuida entre outros lançamentos também relevantes do mesmo período. Não acredito em decadência do indie. Acho que está longe disso. É só o excesso de coisas acontecendo. E as pessoas querem cada vez mais. Mas talvez estejamos entrando em uma era na qual as coisas não estão mais fadadas à durabilidade. Principalmente as bandas. Dez anos para um grupo talvez seja muito hoje em dia. Me parece que, apesar de a internet nos ajudar a lembrar de tudo mais facilmente, estamos destinados a esquecer das coisas mais rápido.

André Pomba (jornalista da Dynamite e dj do clube A Loca) – Na realidade eu creio que o rock está na mesma entressafra que estava no final da década passada, algo meio cíclico. Falta surgir uma nova onda, uma nova banda que capitalize atenções e que se diferencie da onda emo em voga. Strokes e Franz Ferdinand já estão com 10 anos de carreira e o que se percebe hoje é que o sistema 'imposto' pela NME em busca da nova banda da semana acabou por desestimular um público potencial - no qual eu me incluo - que percebia que grande parte dessas bandas não tinha potencial algum. Isso tem feito com que cada vez mais o público acabe gostando de músicas que são lançadas e baixadas do que visar o trabalho de um artista como um todo. Esse tipo de sistema de ouvir música me pegou por exemplo. Eu só conheço os hits atuais de cada banda e não tive paciência para ouvir o trabalho todo de bandas como Franz Ferdinand e The Killers, para citar alguns que estão no meu computador quase intactos. Atualmente eu acho que falta a algumas bandas a visão de mercado pop que o The Killers tem. Um pouco de pretensão não faz mal, sem que isso implique - claro - numa comercialização excessiva. O Franz tem um pouco desse toque pop, abre pra mega bandas como o U2, tem apelo visual, um som dançante, se preocupam com clipes, fazem coisas específicas para internet (como o recente cover de "Womanizer", da Britney Spears) mas o material novo não atraiu tanta atenção como o novo do The Killers, por exemplo.

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A FERRUGEM E O HYPE NÃO DERRUBAM O VELHO YOUNG

Yep, isso sim é uma notícia da maior importância e digníssima de nota. Enquanto você lia aí em cima sobre o "estrago" que a velocidade internética dos hypes provoca no rock dos dias atuais, o blogon que não dorme jamais foi alertado pelo chapa Cristiano Viteck (amigão e dileto colaborador destas linhas rockers online), enquanto debatia o assunto com ele: "porra, o disco novo do Neil Young tá do caralho! E um tiozão como ele é a maior prova de que o grande rock’n’roll sobrevive por décadas a qualquer hype".

Viteck está coberto de razão. "Fork In The Road", seu trigésimo terceiro disco de estúdio (!!!, isso mesmo, fora os álbuns que ele gravou com com o Buffalo Springfield, sua primeira banda laaaaá nos anos 60’, e também com o Crosby, Stills & Nash, fora as trilhas sonoras pra filmes, os discos ao vivo etc.) em mais de quatro décadas de carreira, saiu no último dia 7 de abril, nos Estados Unidos. Se ganhará edição nacional não se sabe (mas ele já está facinho na rede, claro), pois lançamento de cd do velho folker man aqui é sempre um mistério insondável – muitos trabalhos dele foram lançados no Brasil, e muitos também não. De qualquer forma, Zap’n’roll acha um sacrilégio praticamente ninguém na mídia rock brazuca (seja ela virtual ou impressa) ter comentado a respeito do lançamento. Cadernos culturais dos grandes diários nada disseram. Até nosso querido e sempre antenado Dum, na sua sempre bacana Jukebox, passou meio batido pelo álbum. Fora blogs "moderninhos" que só sabem falar mesmo do último peido fedido expelido pelo hype que infesta o indie rock atual.

Buenas, se o Dum (um expert em rock’n’roll classudo e um cara que merece respeito deste blog, como ótimo jornalista musical que é) deixar a bola com o blogger zapper, o novo álbum do imortal Neil Young será o tema de abertura do nosso próximo post, com certeza.

É isso aê. E vida longa ao americano que um dia cantou o célebre verso "o rock’n’roll nunca morre".

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Última forma: Dum gentilmente pediu e chegamos a um acordo de cavalheiros, de dois blogs que são amigos e dividem a mesma paixão comum pelo rock'n'roll que realmente importa. Assim, Zap'n'roll deixa pra Jukebox a grata tarefa de falar em detalhes sobre o novo disco do gênio chamado Neil Young. E o blogon zapper, que está ouvindo o dito cujo neste momento, também irá dizer o que achou dele na próxima semana, mas deixando pro DeLucca a honra de destrinchar o álbum em todas as suas minúcias.

É isso aí, no comecinho da semana tem maaaaais! 

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VICE BRASIL CHEGANDO

O mercado editorial impresso pode estar em crise por causa do avanço da internet, mas ainda tem muita gente que acredita nele e na boa e velha leitura de uma revista, jornal ou livro impresso em papel. Assim é que a imprensa brazuca que cobre cultura pop e cultura jovem ganha a partir de maio mais uma publicação: trata-se da – lá fora – célebre Vice, revista moderna e descolada, que já circula em quinze países e tem uma tiragem média estimada em um milhão de exemplares mensais (somados em todos os países em que ela é distribuída).

A Vice foi fundada por volta de 1994 em Montreal, no Canadá, e desde 1999 está sediada em Nova York. Em pouco tempo chamou a atenção pelo seu estilo jornalístico ousado e algo maluco para os padrões da mídia "normal" ou "careta". Ela seria uma espécie de porta-voz do jornalismo "gonzo" dos tempos atuais, aquele criado pelo saudoso Hunter Thompson e que defendia a reportagem escrita em tom literário, sem estar presa às amarras do jornalismo acadêmico e caduco. Forte em comportamento jovem, cultura pop em geral e música, a Vice logo se tornou sucesso nos Estados Unidos e Canadá.

 

Capa de edição recente da Vice americana 

Aqui ela será comandada pelo Ademir Correa, ex-editor da também graaaaande Rolling Stone Brasil (no tamanho e na qualidade editorial). Ademir é um jornalista descolado e muito antenado com o que rola na cultura pop, daí este blog considerar que ele deverá fazer um ótimo trabalho à frente da Vice brasileira.

Pra saber mais sobre a revista, vai lá: http://www.viceland.com/br/. E em breve, ela estará em uma banca perto de você.

SAIDEIRAS

O PALCO ROCK DA VIRADA CULTURAL 2009 – Que é o que interessa aqui pra nós, né? Ele ficou com a seguinte programação, que começa no sábado (2/5) e termina no domingo:

19h20 - Fruto Proibido (1975) - Tutti-frutti
20h50 - O Som Nosso De Cada Dia
22h40 - Joelho De Porco
00h10 - Camisa De Vênus
02h10 - Velhas Virgens
04h00 - Los Goiales All Stars
05h20 - MQN
06h50 - Matanza
08h30 - Vanguart
10h10 - Cpm 22
12h00 - Nação Zumbi
14h00 - Nasi
15h50 - Sitar Hendrix
17h20 - Ike Willis E A Central Scrutinizer Band

Lembrando que: a) irão rolar shows fodões também na avenida São João (Marcelo Camelo, Novos Baianos, Cordel do Fogo Encantado e o Instituto relendo o clássico álbum "Tim Maia Racional"), no Teatro Municipal (como o Violeta de Outono tocando seu primeiro disco, de 1986, na íntegra, isso às seis da matina de domingo) e no Largo do Arouche (onde a "tchurma" do brega vai deitar e rolar, com shows de Wando, Benito Di Paula, Luiz Ayrão, Reginaldo Rossi, Odair José e até Bartô Galeno, uia!); b) na Estação da Luz vai acontecer a grande "cagada" da Virada Cultural: dezenove bandas e artistas relendo na íntegra toda a discografia de Raul Seixas. Porra, Raul foi o maior rocker do Brasil, e não merece ter bandas amadoras assassinando seus clássicos para uma platéia de ripongos malas e insuportáveis. É o ponto negativo desta Virada Cultural; e c) numa espécie de "programação paralela" da Virada, irão rolar alguns shows também no teatro do Sesi (na avenida Paulista, 1313) na noite de sábado/madrugada de domingo. Eles começam às onze da noite com as apresentações do Vanguart e do Garotas Suecas.

E até a Virada rolar, iremos falando mais sobre ela por aqui, certis?

AMY E SNOOP DOGG MACONHADOS – Até às orelhas, segundo o jornal inglês "The Sun". Rolou o seguinte: o rapper americano e a nossa amada junky inglesa iniciaram uma parceria musical no ano passado, que começou a render algumas músicas bacanas. Mas sempre que Amy chegava ao estúdio para gravar com Snoop, encontrava o sujeito de roupão e chumbado de marijuana. Ela também acabou entrando na marola e o resultado foi que as horas caríssimas de estúdio se acabaram, e as músicas não foram concluídas. Pois é...

OS DISCOS MAIS VENDIDOS EM 2008 NO BRASIL – Nada de novo no front. Saiu a lista publicada pela ABPD (Associação Brasileira de Produtores de Discos), e padrecos como Fábio de Mello e Marcelo Rossi lideraram o ranking como sempre. Além deles, também estão na lista a dupla sertaneja Victor e Léo e a baiana Ivete Gagalo, ops, Sangalo (que acaba de revelar que está "prenha" do namorado). Pobre Brasil...

OS VINTE ANOS DE UM CLÁSSICO – Parece que foi ontem. Mas foi em maio de 1989 que saiu na Inglaterra o primeiro e homônimo álbum dos inesquecíveis Stone Roses, a banda que parecia ser a salvação do rock inglês após o fim dos Smiths dois anos antes. Formado em Manchester em 1984, o grupo que tinha Ian Brown nos vocais, John Squire nas guitarras, Mani no baixo e Reni na bateria, foi um dos criadores da chamada geração "Madchester", aquela que combinou como ninguém guitarras indie psicodélicas com batidas dançantes. O quarteto logo descolou um contrato com o selo Silvertone e lançou esta obra-prima (sim, essa mesma, com as laranjas na capa) que permanece tranquilamente até hoje como um dos vinte melhores discos de rock de todos os tempos. Depois, todo mundo sabe o que aconteceu com os Roses: eles torraram uma fortuna da gravadora em adiantamentos, se entupiram de drogas e levaram "apenas" cinco anos para lançar o segundo disco, o meia-boca "Second Comming". Mas o que permanece na memória deste velho blogger maloker são canções fodaças e lindonas como "I Wanna Be Adored", "She Bangs The Drums", "Waterfall", "Bye Bye Badman" ou "Made Of Stone", que ele dançava como louco (e sempre chapado de álcool e "padê") na pista do Espaço Retrô, ao lado da linda e querida Aninha Marmo (que hoje mora em Londres) e da amada Adriana Ribeiro (que hoje é uma ainda jovem e bonita, aos 29 anos de idade, dedicada mãe). Bons tempos que não voltam mais... Zap’n’roll faria um diário sentimental aqui sobre os Stone Roses (que estão na capa da NME desta semana) e seu primeiro disco mas basta o jovem leitor destas linhas bloggers rockers saber que eles foram a banda pelo menos por um disco. Um disco como se não ouve mais nos dias de hoje, infelizmente.

A capa do primeiro e clássico álbum dos Stone Roses...

 

...e a capa da NME desta semana, celebrando os vinte anos do disco 

FESTIVAIS NESTE FINDE - Enquanto o Brasil aguarda Oasis (agora em maio) e Depeche Mode (em outubro, já com supostos shows marcados para Rio e Sampa, nos dias 12 e 14 daquele mês), neste finde tem o algo caído Abril Pro Rock, laaaá em Recife, e que já teve dias melhores. E nos EUA, em Indio (aka Califórnia), rola mais uma edição do mega Coachella. É isso aê. 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

Discos: o novo do "véio" Neil Young e o primeiro dos Stones Roses, que você pode achar em versão importada em lojas como a Sensorial Discos (www.sensorialdiscos.com.br ou 11/3333-1914) e a Baratos Afins (www.baratosafins.com.br ou 11/3223-3629), ou em blogs e sites musicais.

Filme: "Gran Torino", do mestre Clint Eastwood, dirigido e estrelado pelo próprio. Não foi ver ainda? Então vai que ainda está em cartaz.

Baladenhas selecionadas pro finde prolongado: a elas! Hoje, sextona, tem baile folk no Inferno Clube (rua Augusta, 501, centrão de Sampa), com show da meiga e ótima Stela Campos. Já na Outs (também na Augusta, mas no 486), rola showzão indie com o ótimo Twinpine(s). E no Berlin (rua Cônego Vicente Miguel Marino, 85, Barra Funda, zona oeste de São Paulo) tem a volta do clássico Smack (um dos nomes mais cult do indie rock paulistano dos anos 80’), em show único, quando o grupo irá lançar um ep com músicas inéditas. Ah, e também vai ter discotecagem especial do graaaaande Alex Antunes, animando a noitada.///Já no sabadón vai ter o maleta Wander Wildner no Inferno, mais Dominatrix e Hellcats na Outs e o show sempre imperdível do super trio campineiro Instiga, lá na Livraria da Esquina (que fica lá na rua do Bosque, 1254, também na Barra Funda). Antes disso tudo, ainda tem apresentação dos acreanos Los Porongas na Livraria Cultura do Shopping Bourbon Pompéia (lá na rua Turiassú, próximo ao estádio do Palmeiras, zona oeste de Sampa), e que começa cedinho, às seis da tarde. Tá bom, né? Faça sua escolha e se joga!

OASIS NA FAIXA!!!

Continua em disputa (que já está ficando sangrenta) pelo finatti@dynamite.com.br DOIS INGRESSOS para o show do Oasis em São Paulo, dia 9 de maio. Mas atenção: são ingressos apenas para o show de Sampa (a banda também irá tocar no Rio De Janeiro e em Porto Alegre), e o blog está dando o aviso porque já tem e-mail de Cascavel (no Paraná) e Belo Horizonte pedindo os cobiçados tickets.

Então é isso. Quem quiser concorrer, dedo no mouse e boooooa sorte!

CHEGA, NÉ?

O blog se vai meeeeesmo agora pois o post está de bom tamanho. E vai ficar jururu neste finde pois Ana Laura não estará em Sampa. É a vida. Na terça-feira tem mais por aqui, com o disco novo do Neil Young. Até lá, beijos nas crianças, bom feriadão pra todos e amor pra Aninha, sempre!

(finalizado por Finatti em 17/04/2009, às 4:50hs.)

Eletrônico, ainda. E daaaaaaaark! (e o porteiro que é fã de Kurt Cobain) (finalizado em 11/4/2009)

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(últimas laaaaá embaixo, para finalizar bem o post no sabadón de Aleluia. Terça-feira que vem tem mais, okays?)

 

O Depeche Mode, de volta: disco razoável, e sinistro em alguns momentos 

* Exato. A vida anda dura. É madrugada de segundona pra terça-feira no loft do zapper maloker, e as músicas de “The Sounds Of The Universe”, o novo álbum do Depeche Mode (que sai oficialmente no próximo dia 20 de abril), assombram e atormentam o cérebro deste blogueiro. Primeiro, os quinze anos sem Kurt Cobain. Depois, terremoto na Itália. Agora, o velho – e razoável, no novo trabalho – synthpop do Depeche, que nunca esteve tão daaaaark, bem de acordo com os tempos que estamos vivendo. Para onde vai a música pop, afinal?

* Zap’n’roll acha que a banda escolheu maaaaal seu primeiro single de trabalho para o novo álbum. É a sorumbática “Wrong”, que possui uma letra pra lá de amarga (vamos admitir) e onde o vocalista Dave Gahan repete incessantemente no início dela a palavra “mau”. Bão, o clipe de “Wrong” é esse aí embaixo:


Depeche Mode – “Wrong”

* Mais sobre sobre o novo disco do DM (que, sim, tem pelo menos duas músicas fodásticas no álbum, “Fragile Tension” e “Peace”) no decorrer deste post. Que tem também (para o clima não ficar, hã, tão sombrio por aqui) a volta da “musa indie”, com duas lindaaaaas garotas rockers para alegrar os olhos da marmanjada que lê essa bodega.

O SYNTHPOP SINISTRO DO DEPECHE
Nome gigante do pop mundial, o trio inglês Depeche Mode põe nas lojas gringas no próximo dia 20 de abril, a versão em cd de seu décimo segundo álbum de estúdio. Na net, óbvio, "Sounds Of The Universe" já vazou faz tempo e há pelo menos umas duas semanas o blogger zapper está matutando o que de fato achou do trabalho. A banda continua sendo, hã, relevante? Sim, sem dúvida, principalmente pela sua trajetória de quase trinta anos (tudo começou em Essex, em 1980), tempo no qual o DM lançou fundamentos da música eletrônica que permanecem influentes e inalterados até hoje. Fora algumas obras-primas pelo caminho, como "Music For The Masses" (de 1987) ou "Songs Of Faith And Devotion", lançado em 1993 e onde o grupo deu uma guinada radical em seu som, adicionado muitas guitarrras às músicas e limando consideravelmente os "excessos" eletrônicos do disco. Não é à toa que ele é um dos prediletos do autor deste blog na discografia do conjunto.

Mas como já bem observou o músico e amigão destas linhas online, Lenes Costa (um fanático pelo Depeche), o novo cd é bastante irregular. Yep, é melhor do que "Exciter", que saiu em 2001. Mas inferior a "Playing The Angel", editado há quatro anos. Isso porque a trinca Dave Gahan, Martin Gore e Andrew Fletcher, ao compor as faixas do álbum, deve ter se perguntado: e agora, o que fazer depois de tantos anos? Qual o caminho a seguir? Prosseguir com o synthpop que tornou célebre a banda? Adicionar mais guitarras? Compor canções mais up? Ou mergulhar num "darkismo" sombrio?

Gahan (o cantor, que está com 46 anos de idade, já quase morreu de overdose de heroína, se recuperou e mostra ótima forma vocal ainda) e Gore (o principal compositor do Depeche) optaram por este lado "sombrio". Uma incômoda sensação de desalento e melancolia perpassa boa parte das faixas. Tanto que o primeiro single extraído do trabalho, "Wrong" (e cujo clip está aí, mais acima) é lenta e sinistra.

Mas nem é este lado "dark" que incomoda quem ouve "The Sounds Of The Universe". O que depõe mesmo contra o disco é a falta de qualidade em músicas como "In Chains" (que abre o cd de forma arrastada, por looooongos seis minutos), "Come Back" ou na cafona vinheta instrumental "Spacewalker", que desvela a falta de criatividade que tomou conta do DM na hora de ter bons insights para moldar as estruturas melódicas das novas canções.

Claro, há pelo menos duas grandes músicas no disco, "Fragile Tension" (um electropop dançante e de vocalizes agônicos) e "Peace", onde a banda soa como um Kraftwerk gótico, fazendo a trilha sonora para uma madrugada gélida e tortuosa. São estas duas canções que mostram um Depeche ainda relevante e digno de sua história.

O grupo deve vir ao Brasil no final deste ano, a bordo da turnê do novo disco. Ao vivo, o trio sempre desempenhou muito bem (quem duvide, que ouça o sensacional álbum duplo "101", lançado em 1988). E assim, até as canções menos inspiradas do novo álbum poderão ganhar mais "força". E no final das contas, o velho Depeche Mode, que tanto já fez pelo pop eletrônico, também pode se dar ao direito de ser menos inspirado após décadas compondo grandes álbuns e grandes canções.

A capa de “Sounds Of The Universe” é essa aí, logo abaixo, sendo que ele também vai ser lançado (lá fora, claaaaro), em uma luxuosa edição em forma de box de luxo, com três cds (a versão normal do disco, outra com vários remixes e um dvd com entrevistas e clipes) e um libreto com fotos e letras das músicas. Chique no “úrtimo”, né?. 

 

A capa do novo álbum do Depeche Mode  

 

...e a edição de luxo do mesmo trabalho 

A VOLTA DAS “MUSAS INDIES” DO BLOG!
Yeeeeesssss! Elas estão de volta! E as primeiras "musas" da nova safra zapper são as liiiindaaaaaas Jéssica e a Ana Laura, que os marmanjos podem conferir logo abaixo.

Ana Laura, morenaça, designer digital, fã de Radiohead e indie rock (ela adora Vanguart, Los Porongas e Cold War Kids, entre outras bandas), 22 aninhos e a girlfriend que "flechou" o coração do blogger zapper. baladeira como ela só, está sempre nos bares de rock alternativo do baixo Augusta. 

 

A Jessica também ama Radiohead. Tatuada e rocker "nerd" por excelência (hihi), ela não sai dos clubes Outs e Inferno. E é uma das melhores amigas de Zap'n'roll, além de ser a meiguice total.  

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E vai se preparando que este post ainda vai ser finalizado até o feriado de amanhã (sextona). Assim, já vamos botar na roda pelo finatti@dynamite.com.br, aquilo que todos já estão desesperados pra ganhar:

DOIS INGRESSOS individuais para o showzaço do Oasis, dia 9 de maio em São Paulo. Vamos nelson? Então manda bala e booooa sorte!

O zapper sempre trêfego, vai ali e já volta, porque o finde promete: vai ter Charme Chulo na Outs nesta sexta, aniversário da lenda Thunderbird sábado no Belfiori (com direito a show do Devotos de Nsa. Aparecida, óbvio) e... a mega residência mensal de Zap'n'roll sábado na Outs, com discotecagem arrasa-quarteirão do blog, além de showzaços dos Borderlinerz, do Twinpines e do convidado especial Facas Voadoras, um dos melhores grupos da nova safra de rock garageiro lá de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
Até já!

SAIDEIRAS NO SABADÓN

Entonces, o pop planetário está “adormecido” neste feriadón de Páscoa. Nada acontece (tirando o piti dado pela bocetuda miss Britney Spears em show em Vancouver, no Canadá, porque, segundo ela, a platéia estava “fumando maconha demais e atrapalhando o bom desempenho do show”. Vem cá: pra quem já dirigiu bebaça, desfilou sem calcinha e mostrou a xoxota em fotos, la Spears está beata demais pro gosto destas linhas zappers), de modos que o post pára por aqui mesmo. Mas aaaaantes, tem uma historinha engraçada aí embaixo, que rolou com o blogger maloker na última quinta-feira. Veja só:

* O PORTEIRO FÃ DE KURT COBAIN – Zap’n’roll foi até o escritório da produtora Barravento, que cuida (muito bem) das carreiras do Vanguart, Los Porongas, Garotas Suecas e Forgotten Boys, na última quinta-feira, no final do dia. Foi lá pegar um cd e um dvd do Vanguart Multishow Registro, cedido gentilmente pelo chapa Glauber Amaral, para presentar a querida amiga Nathália “beuda” no Domingão de Páscoa. Até aí, nada demais. A surpresa foi quando o autor deste blog deixou com o porteiro do prédio um exemplar da nova edição da Rolling Stone – com duas capas fodásticas e diferentes, registrando os quinze anos da morte do inesquecível Kurt Cobain –, com a recomendação de que ela fosse entregue ao Glauber. “Pô, o Kurt na capa? Legal hein!”, disse o porteiro, pra espanto total do blog. “Você conhecia Nirvana? Curte o som deles?”, indagou imediatamente o zapper curioso e entusiasmado. “Claro! Kurt Cobain era o cara!”. Pois é: Nirvana foi e continua sendo tão pop que até um humilde porteiro conhece e curte o som da banda. Em tempo: o nome do figura é Peterson. Abraço aê mano, e Feliz Páscoa pra você!
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Que mais? Manda bala no finatti@dynamite.com.br, que já estão em sorteio DOIS INGRESSOS pro mega show do Oasis em Sampa, dia 9 de maio, naquela  “maravilha” do estacionamento do Anhembi. Normal, em se tratando de Oasis, qualquer sacrifício vale a pena. E logo menos (esssa é cortesia da girlfriend Ana Laura, hihi), vão pintar TAMBÉM INGRESSOS NA FAIXA POR AQUI, para o show do Kooks em Sampa, dia 19 de junho na Via Funchal. É isso? É isso.

Beijos nas crianças, amor pra Ana e pra Karin e feliz Páscoa pra todo mundo. Inté!

(finalizado por Finatti em 11/04/2009, às 14hs.)

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