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Depeche Mode e U2: os 80`resistem! (final em 02/04/2009)

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O trio tecnopop inglês Depeche Mode, que volta com "Sounds of the Universe" 

* Yesssss. Enfim o blongon fala do novo disco do quarteto irlandês, com um graaaande atraso para os padrões destes tempos velozes de internet. Mas você irá entender o motivo deste atraso ao ler o tópico sobre o disco logo mais abaixo.

* Fora isso, daqui a pouco você vai conhecer aqui as “canções do universo”, do velho mas ainda relevante Depeche Mode.  

* Este post está só começando. Vai lendo aê que ao longo desta terça-feira vem beeeeem mais por aqui, okays? 

U2, A BANDA QUE NÃO PERDE JAMAIS A RELEVÂNCIA

 

A banda, em foto clássica, nos anos 80`, quando estourou nos Estados Unidos

Deve ser um saco para um grupo como o U2, que começou algo punkster e alternativo (e no exato momento em que o movimento pós-punk dominava a cena musical inglesa) e se tornou uma das bandas mais relevantes de toda a história do rock’n’roll (pelos grandes e imprescindíveis discos que lançou, pelas fantásticas canções que compôs ao longo de mais de três décadas de existência, pela militância politica e social que o conjunto impôs a si próprio e à sua obra, pelo carisma e humildade de seus integrantes e muitos etcs), ter se transformado, já há anos, na mega banda que vende milhões de discos e que só toca em estádios lotados. Deve ser um saco porque o quarteto de Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. sabe que, mesmo sendo esta mega banda e estando dentro de um negócio que continua envolvendo milhões de dólares (a música pop, mesmo com a indústria de discos caindo pelas tabelas, detonada pela livre circulação de música na internet, ainda é um dos produtos mais lucrativo$ do mundo), o U2 parece querer dizer a cada novo disco que ele possui uma necessidade vital de se manter relevante em termos artísticos e também em termos políticos e sociais. E essa digressão toda passa pela cabeça deste blogueiro após ele terminar, enfim, de ler a matéria de capa da última edição da Rolling Stone brazuca (com o grupo irlandês, óbvio) e de também ouvir diversas vezes “No Line on the Horizon”, o novo disco deles.

Sim, o álbum já saiu faz um mês e todo mundo já falou o que tinha que falar (ou quase) sobre o dito cujo. Até na na própria Rolling Stone, uma revista mensal, a resenha do disco já saiu. Então, por que Zap’n’roll resolveu escrever algo aqui somente agora sobre ele? Bom, seria tema para uma looooonga dissertação no blog. Mas, basicamente, e com uma cópia do álbum em mãos há pelo menos umas quatro semanas e com zilhões de coisas acontecendo no mondo pop (discos novos do Yeah Yeah Yeahs, show do Radiohead que estava a caminho, disco solo do Pete Doherty e mais vários etcs), o blogger devorador de informação achou que o velho U2 – vejam só – talvez não fosse mais tão relevante a ponto de merecer uma análise aqui de seu novo trabalho de estúdio, assim que ele caísse na rede.

Foi um belo engano destas linhas rockers online, hoje o blog vai reconhecer. Porque “No Line on the Horizon” é um disco bacana e mantém um padrão de qualidade composicional que o U2 conquistou ao longo de sua trajetória, e que em poucos momentos o grupo não conseguiu manter (talvez em “October”, lançado laaaaá em 1981, e no horrendo “Pop”, editado em 1997). E este “engano” em não resenhar logo o cd por aqui também se deve talvez a outro motivo muito subjetivo: Zap’n’roll,  que começou sua carreira no jornalismo quando não existia internet e esse furor doentio pela informação rápida, novidadeira, rasteira, banal e descartável, está ficando meio cansada dessa quase “obrigação” que um blog musical e de cultura pop tem, nos dias de hoje, de dar tudo antes de todo mundo. É algo sacal, que torna a informação banal, rasa e muitas vezes sem sentido algum. Daqui a algumas horas ninguém irá lembrar o que leu nesses blogs, pois outras notícias irrelevantes e sem conteúdo ou aprofundamento analítico terão tomado o lugar do que estava escrito ali. Esse papo, inclusive, faz o blogueiro lembrar do diálogo que teve ontem, domingo à tarde, com sua amada girlfriend Ana Laura, enquanto ela selecionava algumas músicas para ouvir no seu i-Pod. “Porra, eu tenho 700 músicas nele”, dizia ela, garota moderna, inteligente (graduada em design digital) e cheia de entusiasmo por ter, entre outras bandas ali, naquela “caixinha de fósforos” digital, o Cold War Kids (wow!). O velho zapper ouviu aquilo e pensou que, enquanto naquela minúsucula caixinha cabiam 700 músicas, ele sentiu saudades do tempo em que morava no apê da Frei Caneca com a saudosa mama Janet e volta e meia contemplava o armário embutido do quarto, abarrotado com quase dois mil discos de vinil. Aí surgem na cabeça do autor destas linhas virtuais algumas questões: quantos garotos e garotas de vinte e poucos anos como Ana Laura se preocupam, nos dias de hoje, em ter um álbum completo de alguma banda? Aliás, quantos grupos seriam capazes de fazer um disco inteiro, com dez ou mais músicas, que seja relevante a ponto de ser lembrado daqui a um ano ou mais? Quem vai se lembrar do Cold War Kids em 2010? A própria Laura acha que ninguém ou quase ninguém vai lembrar. E olha que o CWK, com seu delicado folk rock de eflúvios à Bob Dylan, é um dos bons grupos da recente safra indie americana.

Questões, muitas questões martelando o cérebro zapper. Ou o blogger tiozão estará ficando velho e ranzinza demais para o jornalismo rock’n’roll dos tempos da informação digital? (Ana Laura mesmo brinca com o sujeito aqui: “é muita tecnologia para o velhinho indie”, rsrs).

 

 "No Line on the Horizon": o U2 continua relevante, e como! 

Seja como for, tudo isso foi perpassando o pensamento de Zap’n’roll enquanto ele, enfim, resolveu escrever sobre “No Line on the Horizon”. Yep, é um disco bem bacana de uma banda ainda muito relevante. Uma banda que, o autor deste blog se recorda perfeitamente, o então jovem fã de rock’n’roll (e que se tornaria jornaloista apenas alguns anos mais tarde) conheceu em 1980 (caralho! Vinte e nove anos atrás!), quando saiu lá fora o álbum de estréia deles, “Boy”, e sobre o qual o zapper ainda adolescente leu algo em algum jornal brasileiro mesmo. Dois anos depois, a revista Pipoca Moderna (que teve vida curtíssima, mas que foi uma das publicações sobre música e cultura pop mais legais daquela época) publicava uma matéria sobre o grupo, com o título “A guerra santa do U2”, explicando a postura musical dos caras, as questões políticas e religiosas que permeavam as letras escritas pelo vocalista Bono Vox e tals. Tudo isso foi deixando o jovem rocker cada vez mais interessado em conhecer o som do quarteto. Como naquela época não havia internet como a conhecemos hoje, mp3, downloads e essas bobagens todas, e como discos importados custavam uma grana razoável, Zap’n’roll só foi de fato tomar contato com o som do U2 quando ele começou a ouvir “I Will Follow” (a faixa que abria o álbum “Boy”) na programação da saudosa 97fm (quando ela ficava em Santo André, onde havia começado a transmitir em 1983, e só tocava rock alternativo e mpb de ótima qualidade). Depois, em 1984, foi lançado finalmente no Brasil o “The Unforgettable Fire”. O U2 já havia se tornado mega na Europa e estava prestes a ficar do mesmo jeito nos Estados Unidos. E o sujeito aqui caiu de amores pelo som da banda. O resto da trajetória do U2 todo mundo conhece e não é preciso falar sobre ela aqui novamente (afinal, este texto não é um diário sentimental, nem haverá nele passagens falando de sexo com bocetas quentes ou enfiações de pé na lama com drogas variadas, hihi).

Sim, o U2 continua bastante relevante em “No Line on the Horizon”. Talvez até mais do que foi em “How To Dismantle an Atomic Bomb”, lançado há cinco anos (e cuja turnê trouxe o grupo pela segunda vez ao Brasil, em fevereiro de 2006, com a luxuosa abertura do Franz Ferdinand, dois showzaços na mesma noite perfeita, vistos pelo zapper emocionado no estádio do Morumbi, em Sampa). Porque o novo cd deles é U2 em sua essência, mas procurando se reiventar como banda. Sim, há pecadilhos aqui e ali no disco, como o primeiro single “Get On Your Boots”, que já tocou e continua tocando à exaustão em tudo quanto é lugar. Música energética, mezzo rocker, mezzo electro e com letra política no limite do panfletarismo juvenil, ela é totalmente pulverizada quando você ouve o álbum com mais atenção e se depara com canções fantásticas como a própria faixa-título (que abre o disco trazendo guitarras em camadas, intercaladas por ambiências tensas de teclados e Bono cantando como se fosse um adolescente em desespero querendo salvar a humanidade), ou “Magnificent” (cotada para ser o próximo single), onde as guitarras épicas de The Edge entram em cena, imiscuidas entre percussão pós-punk e teclados discretos. Fora que não há músicas fáceis no trabalho, de digestão rápida e inofensiva (e a quase épica “Moment Of Surrender”, com seus mais de sete minutos, é um dos melhores exemplos disso) mas, sim, canções de reflexão amarga e belíssima, como “Unknow Caller”, “White A Snow” (e sua descrição quase pictórica sobre a morte de um soldado em terras afegãs) ou “Cedars Of Lebanon”, que fecha o disco de forma bastante dolorosa e que empurra o ouvinte para a seguinte questão: “No Line on the Horizon” vai ser um disco que irá naufragar nas vendas? Ou irá vender ainda horrores porque ostenta, atrás de si, a marca U2, uma das pouquíssimas instituições do rock que se tornaram mega em termos de público e de discos vendidos e, ainda assim, se manteve totalmente indispensável na música pop até hoje?

É, foi um erro o blogon zapper ter levado algumas semanas para falar do novo disco dos irlandeses. Ao mesmo tempo, esta demora apenas ratifica a tese que estas linhas zappers sempre defenderam: a de que não há prazo de validade informativa e textual para se falar de um grande álbum. E essa correria e pressa doentia pelo novo, pelo peido fugaz que daqui a pouco ninguém mais irá se lembrar do cheiro, apenas reforça ainda mais a validade de se comentar aqui “No Line on the Horizon” agora, mesmo um mês após seu lançamento.

Zap’n’roll acha que vai falar pra Ana Laura para ela esquecer um pouco o Cold War Kids, e lhe emprestar a cópia do novo U2. Ela, nos seus quase vinte e três anos de idade de ótima cultura e sensibilidade artística, social e política, com certeza vai gostar do que o quase cinquentão Bono tem a lhe dizer e cantar.

PS: a matéria de capa da Rolling Stone, traduzida da matriz americana e assinada por Brian Hiatt, é muito boa. E as fotos que ilustram o texto, feitas pelo lendário fotógrafo Anton Corbijn (o homem que fez dezenas de capas dos melhores discos dos anos 80’, além de dirigir “Control”, a cinebiografia de Ian Curtis), são realmente fodásticas

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Já já o blogon volta com maaaais, ao longo desta terça-feira. Enquanto isso, veja aí embaixo quem vai na faixa hoje no show dos Vangs, fechado apenas para convidados, logo mais no StudioSP:

* Luciano Terriaca;

* Bruno Alexandre

Okays? Até já, então!

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Opa, opa, voltando só pra dizer que o texto sobre o novo álbum do Depeche Mode entra mesmo no próximo post, okays? A noitada de lançamento do dvd do Vanguart na última terça foi fodástica, ontem o blogger maloquer teve que resolver outras paradas jornalísticas e agora já estamos nos concentrando no texto que entra aqui nesta sextona (mais conhecida como amanhã). Okays?

Entonces, ageunta as pontas aê que logo mais estamos de volta. Até!

(finalizado por Finatti em 02/04/2009, às 16:30hs.)

 

Multishow Vanguart - o indie toma o poder! (finalizado em 27/03/09)

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O Vanguart, que lança cd/dvd pela Multishow: fazendo o indie chegar ao mainstream 

* Fuck, fuck, fuck!!! O escândalo sensorial que foi a apresentação do Radiohead no último domingo, aqui em Sampa, ainda atordoa o cérebro de Zap’n’roll. Mas o mondo pop não pára e precisamos ir em frente, no?

* E não é que dear Luscious, na célebre Popload, conta a história de uma amiga dele, a Fernanda, que simplesmente não quis ir ao show da turma de Thom Yorke, mesmo estando com ingresso comprado e tudo? Pois é, tá tudo lá no nosso mui amado blog vizinho, hihi.

* A volta dos que foram já faz teeeeempooooo: o trio sinthpop Spandau Ballet, que fez estrepitoso sucesso no pós-punk inglês dos 80’, está de volta. Vai fazer uma série de shows pelo Reino Unido a partir de outubro. Viúvas dos anos 80’, podem preparar os lencinhos...

* Mais revival oitentista: o velho A-há toca hoje à noite em Sampalândia (no problemático, em termos acústicos, Credicard Hall), com show sold out. O trio norueguês quer provar que ainda é possível tirar algum leite de uma velha vaca pop. Quem vai lá cantar junto "Take ooooooon meeeeeeeeee"?

* Mas se você preferir ficar em casa, tem programão no canal pago Multishow, a partir das 22:45hs, quando será finalmente exibido o "Multishow Registro – Vanguart", com show do quinteto cuiabano gravado no final do ano passado na capital paulista. Bom, é este programa do Multishow o motivo principal deste post. Lê aí embaixo e você vai entender porquê.

OS VANGS, ENFIM, TOMAM DE ASSALTO O MAINSTREAM

O lance de o grupo cuiabano Vanguart estar agora em uma major da indústria musical (no caso, a Universal Music, ainda uma das quatro maiores companhias de discos do mundo, ao lado da Warner Music, da Emi e da Sony/BMG), e lançar através dela e do canal pago Multishow (braço musical do conglomerado NetTv, que por sua vez pertence às organizações Globo) o cd e dvd ao vivo "Multishow Registro – Vanguart" – o especial com a banda, gravado no Avenida Clube, em São Paulo, em 11 de novembro de 2008, será exibido hoje às 22:45hs, pelo canal; amanhã, cd e dvd estarão à venda em todas as lojas do país – lembra a história da consagração musical do inesquecível trio americano Nirvana, no início dos anos 90’. O Nirvana de Kurt Cobain tinha sido contratado pelo então ascendente selo independente SubPop, de Seattle, e lançado por ele seu álbum de estréia, o fodástico "Bleach", em 1989. O disco vendeu bem, recebeu altos elogios de toda a rock press que importava na época e começou a chamar a atenção das grandes gravadoras para o então nascente movimento grunge. Foi assim que a gigante Geffen entrou em cena e "roubou" o Nirvana da SubPop. Pouco tempo depois, a banda lançaria pela nova gravadora o disco que a consagraria e que mudaria todo o rumo o do rock’n’roll: o álbum "Nevermind". Foi o estouro do final de 1991/início de 1992: em poucas semanas o disco vendeu a absurda quantia de 700 mil cópias e foi parar no primeiro lugar da parada da Billboard, arrancando de lá Michael Jackson e Madonna, que então se revezavam nos dois primeiros postos do chart da revista com seus recentes lançamentos. O Nirvana, alternativo, barulhento e também pop, tinha tomado o poder no mainstream musical americano.

É pouco provável que o segundo disco do Vanguart, este ao vivo que sai agora pela Multishow/Universal, repita o mesmo feito do Nirvana – traduzindo: é bastante improvável que o cd dos cuiabanos vá arrancar dos primeiros lugares da chumbrega parada brasileira nomes como Ivete Gagalo, ops, Sangalo, ou um desses padrecos cantores (Marcelo Rossi, Fábio De Mello e assemelhados). Mas só o fato de o quinteto formado pelo vocalista Hélio Flanders, pelo guitarrista David Dafré, pelo baixista Reginaldo Lincoln, pelo tecladista Luiz Lazzarotto e pelo baterista Douglas Godoy ter chegado a uma major como a Universal e lançar seu segundo disco por um canal pago que é o braço musical da maior emissora de tv aberta do país (e uma das maiores do mundo), já é um feito inquestionável. E este feito se torna ainda mais relevante e notável quando lembramos que o mainstream musical está caduco e às portas da dissolução plena, já que ninguém compra mais cds e dvds novos em uma época em que todo mundo baixa tudo na internet. Num cenário desses, uma grande gravadora contratar uma nova banda e apostar nela, sinaliza que o selo em questão confia muito no potencial artístico e de vendas do grupo, mesmo que o material produzido por ele caia rapidamente na net e nos YouTube da vida. Nunca é demais lembrar também que a gravadora Som Livre (outro braço musical da Globo) se encantou pelo Vanguart, mas "namorou" demais o conjunto, sem saber se o contratava ou não. A Universal não perdeu tempo: negociou rapidamente e levou os garotos para seu cast.

É desnecessário repetir mais uma vez aqui a trajetória dos Vangs. Banda cuiabana que existe tal qual ela é hoje há cerca de sete anos, foi vista e ouvida pelo autor deste blog no festival Grito Rock no carnaval de 2005. O blog (então coluna), trouxe a boa nova para São Paulo: na capital de Mato Grosso exisitia um quinteto cuja musicalidade era extremamente pop e radiofônica e que enfeixava em suas canções as melhores referências do folk, da música country e da mpb. Doses concentradas de Bob Dylan, Jeff Buckley, Leonard Cohen, Neil Young e bossa nova saíam das canções e letras compostas pelo pequeno gênio chamado Hélio Flanders, vocalista e principal compositor da banda. O grupo sofreu, a princípio, boicote de alguns imbecis que pululam pela imprensa musical paulistana. Mas sua sonoridade irresistível aos poucos foi se impondo e conquistando jornalistas conhecidos (como Sérgio Martins, Pablo Miyazawa, Alex Antunes), e também angariando milhares de fãs por todo o Brasil, através de uma incansável jornada de shows em grandes festivais (Calango, Mada etc) e um trabalho aguerrido de divulgação na internet (via Trama Virtual, MySpace etc.). Veio o primeiro disco – lançado pela extinta revista Outracoisa –, a mudança para São Paulo (Cuiabá tinha ficado pequena demais para as ambições artísticas do quinteto), a associação com o produtor Glauber Amaral da Barravento Artes e o disco que agora sai pela Multishow.

 

A capa do dvd que está saindo pelo Multishow 

São catorze faixas no cd e vinte e uma no dvd. Há os "hits" indies que consagraram o Vanguart ("Semáforo", Cachaça", uma emocionante versão de "Los Chicos de Ayer"), há canções inéditas (a letra de "Robert", que o blog reproduz logo mais abaixo, é uma delicada pérola da melhor poesia que o novo rock brasileiro pode oferecer aos nossos ouvidos cansados e torturados por tanto horror textual, perpetrado pelos breganejos, pelos chorosos emos, pelos Jota Quests, pelos Chorões e até mesmo por boa parte das bandas independentes, em sua absurda indigência intelectual na hora de escrever versos que são autênticos tratados de burrice), há a desconstrução melódica de "O mar" (de Dorival Caymmi), há a incrível beleza melódica de "The Last Days Of Romance", a delicada participação de Mallu Magalhães na belíssima e descarnada (porque tocada apenas com voz, violão e gaita) folk song "The Last Time I Saw You", há a emocionante participação do público em "Enquanto isso na lanchonete" (com seu bonito e tocante solo de escaleta) e em "Para abrir os olhos", duas road pop songs fantásticas e que poderiam estourar fácil da noite para o dia nas rádios, se as fms brazucas ainda não fossem movidas pelo pérfido e tenebroso jabá.

No press release distribuído para a imprensa junto com o cd e o dvd, apesar de omitir que o Vanguart foi descoberto, em termos de mídia musical, pelo autor deste blog, o jornalista Alexandre Matias contextualiza muito bem a ainda curta trajetória da banda e também o momento pela qual ela passa hoje e como o trabalho dela se insere na atual nova ordem do mercado musical nacional e mundial. E encerra seu texto com um curto e certeiro "Vão longe", sobre o futuro reservado aos Vangs.

Ele está certo, certíssimo. Vanguart e todas as grandes bandas da indie scene nacional (muitas delas citadas nominalmente na enorme lista de agradecimentos impressa no encarte do cd) parecem que, finalmente e felizmente, vão tomar o poder no que resta do podre mainstream musical. Para sorte de nossos ouvidos. Que assim seja. Amém!

* Este texto vai dedicado para três garotas que amam tanto o Vanguart quanto Zap’n’roll: a adorada girlfriend Ana Laura, a "beuda" mais fofa do mundo, Nathália Machado, e a querida Amandinha "Kinky" Alves. Beijos doces em todas vocês!

VANGUART – UMA LETRA INÉDITA

Da canção "Robert", incluída no cd e dvd "Multishow Registro – Vanguart"

"O chão não vai cair/nem a distância nos partir/enquanto houver/alegria/nos sapatos que ela pisar//finda a manhã/ nem sei se é dia/já nem penso/ depois de 3 cigarros/eu ignoro o desabafo/ de uma garota do mar/ que há de me bastar// meus lábios estão salgados de saudade/de Robert//Robert, quem vai?//mas nada vai mais dissolver/ a ironia de poder te ver/ sem tuas roupas/ com teus segredos/ já nem penso depois/ desolado/ só com a distância/de uma garota do mar/que há de me bastar/ meus lábios despedaçados/de saudade/ de Robert, Robert, Robert//que o que vem, vai/ mas vem, quem vai/ morreu primeiro? / morrer segundo?/morrer terceiro//Robert//tanta coisa vai/ você não vê/ que é insegurança/tudo que você/ deve aceitar tentar ser melhor a vida é muito mais do que esquecer robert

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VOLTANDO AO POST...
Assistiram ao “Multhisow Registro – Vanguart”, ontem à noite? Foi bacanudo, no? Entonces, agora os meninos lançam o cd e dvd com show apenas para fãs e convidados na próxima terça-feira em Sampa, lá no StudioSP. Você quer ir no regabofe, que ainda vai contar com um coquetel antes da apresentação dos Vangs? Corre no finatti@dynamite.com.br, que o blog vai colocar dois leitores pra dentro da balada bombadíssima, que vai começar à meia-noite, okays?

VANGS NO MULTISHOW
Em dois vídeos (não oficiais) aí embaixo, registrados durante a gravação do dvd.


“Para abrir os olhos”, ao vivo, durante a gravação do programa “Multishow Registro – Vanguart”


“Semáforo” – idem
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SAIDEIRAS

* Entonces, depois quando se fala aqui que o indie está tomando o poder, alguns beócios de plantão aindam duvidam e esperneiam. Vai vendo o caso do sexteto paulistano Garotas Suecas: em nova temporada pelos Estados Unidos, onde foram uma das muitas atrações brazucas no gigantesco festival South By SouthWest, o GS arrasou: arrancou rasgados elogios do público e da rock press de lá, que já está apontando a banda como um dos nomes mais hot do novo rock alternativo para 2009. Fora as matérias que destacaram o grupo nos sites da Spin e da Time Out. O Garotas merece porque é, meeeeesmo, um dos melhores nomes do rock alternativo paulistano, com seu garagismo contagiante mixado a doses de Jovem Guarda. O novo ep da turma já está circulando por aí, o blog já está com um exemplar nas mãos e assim que for possível, falamos melhor sobre ele por aqui, ok?

* Alguém está sabendo algo sobre o fechamento ontem (quinta-feira, 26/3), pela prefeitura (mais uma de Kassab, o horrível), do StudioSP, na rua Augusta? Parece que as portas foram lacradas e o pessoal de um dos melhores locais para shows alternativos da capital paulista corre para reabrir e normalizar tudo ainda hoje, sexta. O blog torce pra que tudo fique bem por lá e deseja também que esta praga chamada Gilberto Kassab deixe quem trabalha na noite em paz.

* Sim, sim, os dois "vazamentos" em destaque nesta semana são os novos do Super Furry Animals ("Dark Days/Light Years") e da lenda viva do electro-pop, o Depeche Mode, cujo "Sounds Of The Universe" chega às lojas em suas versão física no próximo dia 20 de abril. O blogon zapper não perdeu tempo e já estou dando uma "orelhada" em ambos e logo mais comenta em detalhes por aqui.

 

A capa do novo disco dos galeses do Super Furry Animals 

* E só pra constar: o solo do nosso amado junky Pete Doherty acaba de ganhar edição nacional (!), via Emi.

* O Coldplay já mandou avisar: após o término da atual tour mundial, o quarteto liderado pelo sensível Chris Martin vai tirar umas "férias", para dar descanso aos fãs, hihi.

* Pobre Jesus: a aventura com a Vaconna, ops, Madonna, durou mesmo pouco. A velhusca blondie ambition já assumiu oficialmente em entrevista esta semana que está novamente... solteira. Pois é...

BALADENHAS SELECIONADAS

Na Outs (rua Augusta, 486, centrão rocker de Sampa), rola hoje, sextona, mais uma festa comemorativa dos dez anos do site Zona Punk (porra Wlad, cadê o álcool? Hihi). Já no Inferno tem noitada indie anos 90’ com as bandas Jennifer Low Fi e Sueteres.///Já no sabadón em si vai ter balada glam/hard rock, com shows do Motor Rock (fazendo tributo ao AC/DC) e do incrível trio garageiro Detroit, do "jow" Valentim, banda mais do que bacana que está bombando cada vez mais no circuito independente. E também no sabadón, mas lá no Pure (rua Augusta, 2052, Jardins, zona sul paulistana), tem a reestréia da festa Spectro, comandada pela nossa amada super dj Silmara, que faz a melhor balada anos 80' da cidade. Zap'n'roll vai estar lá, com certeza!///Ah, sim, e não esquecendo que no próximo dia 11 de abril, mais conhecido como Sábado de Aleluia, tem nova discotecagem zapper lá na Outs. Se prepara porque, como sempre, o blog vai deixar o povo maluco na pista. Quem duvidar, que apareça por lá!

A CONFUSÃO DOS PRÊMIOS

Foi maus, o blogger atrapalhado admite. Tem uma penca de e-mails pedindo os últimos mimos colocados em sorteio (faz tempo já, né?) mas com o furacão Radiohead varrendo tudo pelo caminho, acabamos nos esquecendo do nosso dileto e sempre pedinte leitorado, rsrs. O blog precisa colocar a casa em ordem nesse sentido e desova, por hora, os nomes de quem ganhou os dvds dos Los Porongas, com show da banda gravado no Itaú Cultural, em São Paulo. Vê aí:

* Carolina Almeida Arantes, Fábio Machado e Joanna Dias (todos São Paulo/SP), mais Andressa Marques (Goiânia/GO) e Laya Obreiros (Porto Velho/RO).

* Tem mais alguma coisa aqui colocada em sorteio (o blog lesado acha, rsrs), tipo um kit com cds da gravadora Objeto Sonoro e um cd do Pública (o novo, óbvio), mas isso fica a promessa de escoteiro que será sorteado no post do final de semana que vem, certís?

* Ah sim, pra hoje corre aí que continuam valendo pelo finatti@dynamite.com.br, aquelas duas entradas free pro show do Vanguart (fechado, apenas para convidados e com coquetel), na próxima terça-feira no StudioSP. E fica frio também que, se tudo der certo, vão pintar uns ingressinhos pro show do Oasis (aliás, os tickets começaram a ser vendidos hoje, sexta) logo mais aqui no blog que só faz promoção nota mil.

 

Manos Gallaghers chegando novamente: você já comprou seu ingresso? (foto: Reuters) 

TCHAUZES!

Zap’n’roll se vai, pois precisa comemorar hoje uma data muito especial: niver de namoro (ah, esses homens apaixonados, rsrs) com a linda e amada Ana Laura. No comecinho da semana que vem estaremos na área novamente. Até!

(finalizado por Finatti em 27/03/2009, às 16hs.)

 


Todos abduzidos - e felizes! (finalizado em 25/03/09)

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Thom Yorke canta à frente do Radiohead, em Sampa ontem: 30 mil fãs em delírio (foto: Marcos Hermes/produção Just A Fest)

Yeeeeeesssss! Hoje só dá Radiohead e o showzaço que a nave espacial do Et Thom Yorke fez ontem, em Sampalândia. O blogon ta na correria (como sempre) e volta já já com notas de bastidores sobre o show e muuuuuito mais.
Por enquanto, aí embaixo, você lê a resenha do Just A Fest inteiro (que também teve Los Hermanos e Kraftwerk) escrita pelo blogger zapper para a página de shows aqui do portal, mais fotos, vídeos, o escambau. Então colaê novamente daqui a pouco, que o bicho vai continuar pegando por aqui. Até já!

JUST A FEST: SOM BAIXO E RADIOHEAD CONSAGRADOR
Apesar do nome um tanto sem criatividade (“Apenas um festival”) e dos paradoxos envolvendo o evento (grandes shows com som baixo, além de um público em boa parte desatento e que gastou R$ 200,00 em ingressos para ficar mais desfilando e tagarelando do que prestando atenção ao que acontecia no palco), o Just A Fest, em sua etapa paulistana realizada ontem à noite, na Chácara do Jockey (região oeste da capital paulista), conseguiu cumprir as expectativas das 30 mil pessoas (lotação máxima, com todos os ingressos vendidos) que estavam  presentes no local. A grande atração da noite, o quinteto inglês Radiohead, fez uma apresentação impecável. Kraftwerk, os “pais” de todo o pop e rock eletrônico como o conhecemos hoje, também realizaram um ótimo (porém condensado) set, com suas músicas mais conhecidas mas que, mesmo assim, passaram despercebidas por muitos adolescentes que não conhecem o repertório e a trajetória do quarteto alemão. E Los Hermanos entraram em campo com o jogo ganho: a gritaria dos fãs acompanhou o grupo carioca durante toda a sua permanência no palco.
Quando os Hermanos entraram no palco, por volta das seis e meia da tarde, já era grande a quantidade de pessoas na Chácara. Foi aí, quando começou a apresentação de Marcelo Camelo e cia. que já se notou o talvez único grande problema estrutural do festival: o som que vinha do P.A. estava baixo, muito baixo. Quem ainda estava próximo ao palco, conseguia ouvir o que os músicos estavam tocando e cantando. Da metade do gramado para trás, se tornava impossível ouvir algo, já que os fãs histéricos e xiitas do grupo cantavam todas as letras de todas as músicas a plenos pulmões. Talvez isso tenha contribuído para que a banda fizesse uma performance mais animada do que aquela que apresentaram na versão carioca do Just A Fest. Mesmo estando sem tocar juntos há quase dois anos Camelo, Rodrigo Amarante, Bruno Medina e Rodrigo Barba mostraram bom entrosamento e deram aos fãs o que eles queriam, um desfile de hits cults, centrando fogo principalmente no repertório de “Bloco do Eu Sozinho”, “Ventura” e “4” – não, não tocaram “Anna Júlia”, felizmente.
Os “tiozinhos” alemães do Kraftwerk subiram ao palco por volta das oito da noite e já começaram o set com “Man Machine”, clássico absoluto de sua trajetória. No fundo do palco e nas laterais dele telões faziam projeções de palavras em tipografia futurista e minimalista, para acompanhar a música que saía do sistema de som. Para quem está familiarizado com o repertório do Kraft, o show foi um delírio: os “robôs” humanos foram despejando no público “Computer World” (uma música composta há trinta anos e que vaticinou, com precisão visionária, o mundo totalmente dominado pela cibernética e pela informática, tal ele é hoje), “Autobhan”, “Radioactivity” e “Musique Non Stop”, que encerrou de maneira brilhante a apresentação. Pena que o som, que continuava baixo, prejudicou ainda mais o Kraftwerk, que ainda teve seu set ignorado por parte do público, uma garotada muito jovem e que desconhece a história do grupo alemão. Afinal, a maioria do público estava ali mesmo para assistir ao Radiohead.

E a estranha nave especial capitaneada pelo ainda mais estranho vocalista Thom Yorke, entrou pontualmente em cena às dez da noite. Não dá pra descrever, em palavras, o êxtase visual e sonoro (apesar do som, que insistia em permanecer baixo) e a comoção provocados pela performance do Radiohead. Desde a primeira música, “15 Step” (que abre o último disco de estúdio da banda, “In Rainbows”), passando pelos mega clássicos que foram entoados em coro pela multidão, como “Karma Police”, o quinteto de Oxford fez valer cada um dos quinze anos que os brasileiros aguardaram para conseguir assistir a banda ao vivo aqui. O visual futurista do palco (com cilindros luminosos que desciam do teto até quase chegar ao chão), a ótima performance musical do conjunto e, principalmente, o carisma pessoal do vocalista Thom Yorke (com seus vocais agônicos e repletos de emoção, aliados à sua estranhíssima feição ao cantar) hipnotizaram por completo os fãs, aqueles que estavam ali para curtir todo o show, independente de ele ser composto em boa parte por canções mais introspectivas e climáticas e onde se privilegiou muito o repertório de “In Rainbows” – disco que foi executado no palco em quase sua totalidade –, mas também com abertura de espaço para a execução de canções de todas as fases do quinteto. Incômodo foi notar que, nas músicas menos conhecidas do grande público e que exigiam maior atenção para suas nuances mais melancólicas e reflexivas, muita gente desatava a falar alto e dar gargalhadas – atrás deste repórter, duas “peruas” sem noção falaram alto durante praticamente todo o show. As mesmas figurinhas desagradáveis e mal educadas (e que, pelo visto, torraram 400 pratas em dois ingressos para ir peruar e sem saber sequer o que estavam vendo no palco) que, ao ouvirem os primeiros acordes de “Fake Plastic Trees” (yep, a “música do Carlinhos”, que se tornou notória no Brasil por ter invadido as fms do país há alguns anos, por ter sido incluída como trilha sonora de uma campanha televisiva sobre a Síndrome de Down), exclamaram surpresas: “ah, essa música é deles?”. Tsc, tsc...
Aliás, “Fake Plastic...” foi a surpresa no set list paulistano. Ela entrou no lugar de “No Surprises”, que foi tocada no Rio mas não em Sampa. Fora ela, houve momentos sublimes em “There There” (com sua percussão algo tribal, logo no começo do show), em “Idioteque” (com Yorke fazendo uma dança maluca, como se estivesse possuído/abduzido por alguma entidade alienígena), em “Videotape”, em “House Of Cards”, em “Jigsaw Falling Into Place”. E houve três bis – sim, eles foram generosos aqui, pois no Rio e no México, semana passada, foram apenas dois. No segundo deles veio “Paranoid Android”, e o coro da multidão acompanhando a música foi impressionante. E quando tudo parecia terminado a banda voltou derradeiramente ao palco, para tocar exclusivamente “Creep”, o hino que muitos já achavam que não seria executado em São Paulo. Era pouco mais de meia-noite de hoje e a apresentação, enfim (e infelizmente), tinha acabado.
Foi isso. Houve momentos de falha nos telões laterais, o som baixo prejudicava as músicas mais calmas (o som do grupo só ganhava força máxima e corpo nos momentos mais intensos das canções, já que o Radiohead é uma banda especialista em alternar, numa mesma música, climas bucólicos e intensos) mas, mesmo assim, foi uma experiência sensorial avassaladora. Thom Yorke e seu Radiohead mostraram porque são um corpo estranho no mundo de dinheiro, cinismo, aparências, falta de criatividade e pop insosso que domina boa parte do rock mundial. E mesmo sendo este “corpo estranho”, eles são grandes e essenciais. E têm o respeito de milhões de fãs. E fizeram um show em São Paulo que já entrou para a história dos grandes concertos de rock internacional realizados no Brasil. Se não voltarem nunca mais aqui, irão deixar saudades eternas e a lembrança, impressa tal qual uma tatuagem em nosso cérebro, de um momento único, inesquecível.

RADIOHEAD ONTEM EM SÃO PAULO


Karma Police


Jigsaw Falling Into Place


Creep

RADIOHEAD - O SET LIST DE ONTEM EM SP

15 Step
There There
The National Anthem
All I Need
Pyramid Song
Karma Police
Nude
Weird Fishes/Arpeggi
The Gloaming
Talk Show Host
Optimistic
Faust Arp
Jigsaw Falling Into Place
Idioteque
Climbing Up The Walls
Exit Music (For A Film)
Bodysnatchers
Videotape
Paranoid Android
Fake Plastic Trees
Lucky
Reckoner
House of Cards
You and Whose Army
Everything In Its Right Place
Creep

SAIDEIRA RADIOHEAD

Okays, okays, o blogger se enrolou por aqui e já está partindo pra post novo, certis? Mas, só pra encerrar este, nem é preciso entrar muito em detalhes sobre o caos organizacional que foi o Just A Fest em Sampa – e isso não tem absolutamente nada a ver com o Radiohead em si e seu show desde já inesquecível.

A Plan Music, produtora do evento, deveria tratar minimamente melhor quem se dispôs a pagar duzentos mangos (e que só valeram cada centavo gasto graças às performances que os três grupos participantes do festival mostraram no palco) pra ir até lá. Infelizmente, não foi isso o que rolou: filas enoooormes pra entrar, pra sair, banheiros químicos porcos, lama por todo lado no gramado da Chácara do Jockey etc. Comer, então, era uma aventura digna de uma guerra civil entre flagelados e esfomeados africanos: além de pagar inacreditáveis e extorsivos R$ 8,00 por um pedaço de pizza na filial do Piola montada por lá, a clientela tinha que se estapear até conseguir por as mãos no tal pedaço de pizza (fora que as atendentes do Piola pareciam estar fazendo caridade em atender as pessoas). Segundo relatos de Dom Pablito Miyazawa, dileto amigo deste blog e editor da Rolling Stone, a situação não era melhor pra se conseguir um hamburger ou um cachorro quente. Falar então do sufoco para conseguir condução ao final do show (o autor deste blog e sua namorada, acompanhados de uma amiga, conseguiram entrar num táxi às duas da manhã!), após uma loooonga e penosa caminhada até onde houvesse algum tipo de condução disponível, é desnecessário: blogs como o Ilustrada no Pop já ilustraram bem o drama de quem foi até lá, através de relatos de vários leitores e fãs do Radiohead indignados com a situação.

Enfim, é assim a parada aqui: o Brasil recebe cada vez mais grandes shows de grandes e ótimos grupos gringos. Mas os produtores destes shows, gananciosos e mesquinhos ao extremo que são, cobram preços surreais pelos tickets e ainda por cima não estão nem aí para quem sustenta seu negócio: o fã que se mata pra conseguir a grana pra ir ver sua banda do coração. Quando essa falta de respeito para com o público vai acabar no Brasil? Um dia, quem sabe...

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Este post pára por aqui, então. Nesta quarta-feira tem maaaaais, com o lançamento do dvd e cd ao vivo dos amados Vanguart, com direito a especial no canal Multishow e tudo com a grife da major Universal Music (que chique!), fora outros assuntos quentes, e que irão se estender até o post do finde, sextona no ar.

É, os Vangs merecem. É a tomada, enfim, do poder no mainstream (ou no que resta dele, ainda) pela nova cena independente nacional. Mas essa história contamos melhor daqui a pouco, okays?

Até já!

(finalizado por Finatti em 25/03/09, à 0:10hs.)

 

 

Extras do Radiohead! (ou: foi assim que um airbag salvou nossas vidas!)

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São Paulo espera por este sujeito e sua banda fantástica neste domingo 

* Correria e agitação master em pleno sabadón, final da tarde/início da noite. Just A Fest ontem foi apoteótico (ops!) na Apoteose, no Rio. Não se fala em outro assunto em sites, blogs e fotologs: em todos eles, só dá Radiohead. Por isso, pela primeira vez desde que existe em sua forma virtual, Zap’n’roll vai cancelar um diário sentimental – no caso, o do próprio Radiohead, prometido aqui ontem para ser postado hoje. Realmente não deu, foi mals galere. E no mais, o blog (então ainda coluna) já havia publicado um diário sentimental sobre a banda, quando ela lançou o fodástico "In Rainbows". Então, ficamos assim: voltamos às nossas transmissões normais no comecinho da semana, quando o furacão "cabeça de rádio" já tiver desvastado os rockers brazucas, okays? Enquanto isso o blogger zapper está indo ali no bairro dos Jardins, no hotel Fasano, onde o grupo está hospedado, para tentar entregar a eles o troféu do Prêmio Dynamite de Música Independente 2008, em que o Radiohead venceu na categoria de melhor disco internacional. Estão a caminho da empreitada o autor deste blog mais a peruuuuuuaaaaa Líllian Vituzzo, a poderosa relações públicas do Prêmio Dynamite. Se tudo der certo, depois contamos aqui como foi.

* À noite, já na madruga, Zap’n’roll vai pro baixo Augusta, que vai estar animadíssima hoje, na véspera do esperadíssimo show do Radiohead em Sampa. Na Outs (no 486 da Augusta) tem Rock Rocket. No Inferno (bem em frente à Outs, no 501) tem Moptop e Instiga. E você ainda tá pensando em ficar em casa? Pelamor...

* A humanidade está vindo pra Sampalândia, por conta da gig do "cabeça de rádio". O povo da banda gaúcha Pública, mais chegados zappers de Mato Grosso do Sul (Thiago, Marlons), de Minas (Alex Sobrinho) etc. Festança rocker geral e é assim que o blog gosta.

* Ontem no Rio: segundo cálculos da produção do show, cerca de 24 mil pessoas estiveram na Apoteose. E o set list foi esse:

15 Step

Airbag

There There

All I Need

Karma Police (uhú!!!)

Nude

Weird Fishes/Airpeggi

The National Anthem

The Gloaming

Faust Arp

No Surprises

Jigsaw Falling Into Place

Idioteque

I Might Be Wrong

Street Spirit (Fade Out)

Bodysnatchers

How To Disappear Completely

Bis I:

Videotape

Paranoid Android

House Of Cards

Just

Everything In It’s Right Place

Bis II:

You And Whorse Army?

Reckoner

Creep (uhú!!!)

* RADIOHEAD ONTEM NA APOTEOSE

Aí embaixo, neste trecho de "No Surprises", já rolando no YouTube.

"No Surprises" (trecho), ao vivo ontem no Rio De Janeiro, na praça da Apoteose

* É isso, por enquanto. Como já foi dito mais acima, no comecinho da semana voltamos às nossas transmissões normais, inclusive com a desova de uns prêmios que estamos devendo aí. Agora, o blogon zapper vai se preparar para ir amanhã, solitariamente pela Dynamite (o sujeito aqui foi o único repórter credenciado pelo portal pra cobrir o Just A Fest), encarar Thom Yorke e cia. Depois conta aqui em detalhes como foi. All right?

* E, só pra quebrar um pouco a sequência de notas "radioheadianas": não é que a Vaconna, ops, Madonna, já deu uma bota no pobre Jesus? Uia!

(enviado por Finatti às 18:50hs.)

O Et do rock, enfim, está aqui

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Thom Yorke, em recente show do Radiohead: este ser estranhíssimo está entre nós

É isso.
Radiohead na área e o blogon zapper, já credenciado para a gig da banda domingo agora em Sampalândia, a mil, esperando a hora de conferir o “som de outra galáxia” orquestrado por Thom Yorke e cia. Sem nenhum favor, o Radiohead é um dos grupos da vida deste blogueiro e, na modestíssima opinião destas linhas online, um dos grupos mais importantes e fundamentais surgidos no rock inglês na última década e meia.
Hoje à noite rola o show do Rio. Em Sampa os ingressos estão esgotados – acabaram na manhã desta sexta-feira. Então, daqui a pouco, varando a madrugada de sexta pra sábado, Zap’n’roll volta com um enooooorme diário sentimental sobre a banda e sobre como ela esteve presente na vida do blogger doidão nos últimos quinze anos.
Enquanto o diário não vem, confira aí embaixo os nomes dos dois felizardos que VÃO NA FAIXA assistir aos shows do quinteto inglês em terras brazucas. Foram mais de 135 e-mails (quase 100 para o show de São Paulo) com pedidos desesperados para ganhar os tickets de ouro. Mas como infelizmente ainda não conseguimos ser Deus, apenas duas leitoras venceram a disputa sangrenta e não irão meter a mão no bolso pra gritar as letras do grupo. Enfim, são elas:

* Paula Quental Soares (Rio De Janeiro)

* E Carolina Augusto Maffra Dias (São Paulo)

Bom show, garotas! A essa altura, ambas já receberam por e-mail as instruções sobre como retirar seus ingressos.
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E o Thom Yorke fazendo cooper na praia, em Copacabana? E o diário sentimental zapper sobre o “cabeça de rádio”? Colaê logo mais que vai ter muuuuito mais. Na correria insana, o blog vai ali dar um beijo na amada Ana Laura e já volta! E domingo a gente se vê na Chácara do Jóquei, em São Paulo.
Até já!

(enviado por Finatti às 19:35hs.)

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