Duas lendas do rock britânico brilham na entrega do NME Awards: Robert Smith, do Cure, e Damon Albarn e Graham Coxon do Blur, juntos novamente
O bagulho é louco e o processo é...rápido, muito rápido.
Tipo assim: correria pra cobrir o braço são carlense do hoje mega festival Grito Rock Integrado, que se espalha por todo o Brasil durante o carnaval (e ecoa ainda após encerrada a festa momesca já que edições do GR ainda irão rolar, por exemplo, em São Paulo, na semana que vem, mas isso falamos melhor no decorrer do post que está começando agora). Zap’n’roll foi pra lá no finde, o festival na verdade só começava na segundona e então deu pra conhecer um pouco a terra da Ufscar – e também de garotas bocetudíssimas em sua absurda gostosura – e badalar por lá. Como depois começou a loucura do festival em si (que foi ótimo, sem nenhum favor ou puxação de saco ao coletivo Massa Coletiva ou à produtora Sara Mascarenhas, velha, dileta, tesudíssima e linda amiga deste blogger maloker), o blog resolveu esquecer por uns dias que existe, no "mundo moderno", uma parada chamada internet, mesmo carregando um laptop (coisa mais mala, aquela maleta metálica) pra lá. E assim rolou a festa (ops) em São Carlos, com algumas bandas ótimas, outra nem tanto e o povo dando a entender que, numa época de putaria rocker como a que estamos vivendo, ninguém quer ir de forma alguma pra porra nenhuma de reabilitação (sábia Amy Winehouse), muito menos o autor destas linhas online. Anyway, o GR São Carlos está aqui na Zap em detalhes, logo mais abaixo, em "postão" já no finde e que recupera aqueles saudosos looongos textos que eram publicados aqui. Vamos nelson então, não apenas com a cobertura do festival, mas também falando de grupos indies bacanas daqui (como o Dest_lado e o Narcotic Lover), de mega grupos de fora (sim, sim, o Oasis está vindo novamente aí, pelo jeito), do festão que foi a entrega do NME Awards e até de papos meio chatos – Vangs realmente fora do Just A Fest, o que é la-men-tá-vel. Mas a vida é assim mesmo, né? Ou, como diz o outro: o bagulho é louco e o processo, lento (ou muito veloz, dependendo da situação...).
♣ ENQUANTO ISSO, EM LONDRES... – se aqui o povaréu lamentava o fim do Carnaval na quarta-feira de Cinzas, na capital inglesa o semanário New Musical Express botava pra foder, promovendo sua já tradicional e anual mega-festa de entrega dos prêmios aos vencedores do NME Awards. Foi um autêntico desfile de who’s who do melhor do rock britânico e americano dentro do lendário teatro Brixton Academy. Oasis levou o troféu de melhor banda britânica, o nosso amado loucaço e descaralhado Pete Doherty abiscoitou (uia!) o prêmio de melhor artista solo (e não só: Pete ainda posou para fotos ao lado do velho amigo dos tempos de Libertines, Carl Barat), e teve muuuito mais. Pela primeira vez desde que saiu do Blur, em 2001, o guitarrista Graham Coxon subiu ao palco ao lado do amigo e vocalista Damon Albarn para, juntos, cantar a linda "This Is A Low" (uma das faixas mais fodaças do igualmente fodaço álbum "Park Life", lançado pelo grupo em 1994) e confirmar que a banda está mesmo de volta com sua formação original (além dos dois, também estavam na festa o baixista Alex James e o baterista Dave Rowntree), sendo que o quarteto já tem um mega show marcado para o dia 3 de julho deste ano, no Hyde Park. Fora isso o Muse ganhou o troféu de melhor show, Arctic Monkeys melhor dvd e MGMT melhor música – "Time To Pretend", óbvio. Mas a sensação maior de toda a noitada rocker foi mesmo a aparição do velho goth Cure, que ganhou – com todos os méritos – prêmio especial por tudo o que a banda fez até hoje pelo rock britânico e mundial. Bob Smith está gorducho, meio tiozão já mas ainda é aquela figuraça que todos nós amamos de paixão. Então, já que até o Depeche Mode está vindo pra cá em meados de outubro, por que não o Cure também? Então, vamos todos nós gritar em coro e beeem alto: vooolta pra cá, Bob!!!
♣ A NME, claaaro, publicou uma caralhada de fotos da festança, das quais o blogon xereta separou algumas pra reproduzir aí embaixo:
Foto 1 - O Franz Ferdinand, esbanjando elegância na noite de gala do britrock
Foto 2 - A lenda The Cure em ação, na festa. Será que eles voltam ao Brasil em 2009?
Foto 3 - Alex Kapranos solta a voz no set do Franz Ferdinand
Foto 4 - A "nova sensação" White Lies. Mais uma...
♣ E já que o assunto é comeback de formações, hã, clássicas, não dá pra não falar nada sobre a volta do Faith No More – tá bom, todo mundo já falou sobre. Como a página de notícias do site informa, além do maluco Mike Patton nos vocais, também estarão na parada o baixista Billy Gould, o baterista Mike Bordin e o tecladista Roddy Bottum da formação original, sendo que nas guitarras estará o músico Jon Hudson. Bão, não há muito o que dizer sobre o FNM: a banda era fodástica ao cubo, antecipou em anos todo o funk metal que iria dominar o rock americano durante boa parte dos anos 90’, e lançou pelo menos dois discos indispensáveis em qualquer discoteca rocker decente: "The Real Thing" (de 1989) e "Angel Dust" (editado em 1992). Zap’n’roll assistiu o FNM ao vivo em 1991, na segunda edição do Rock In Rio, que rolou no Maracanã. Aliás, o fato curioso foi que, trampando na época na editoria de cultura da revista Istoé e tendo uma poderosíssima credencial de all acess pendurada no pescoço, o zapper maloqui e atrasildo como sempre, chegou ao estádio justamente quando a banda estava no palco; como era impossível ir pra área de convidados e imprensa naquele momento atravessando o mar de duzentas mil pessoas que estavam ali pra ver a porra do Guns’N’Mala, ops, Roses, o autor deste blog e sua então esposa, que estava grávida de cinco meses, simplesmente cortaram caminho pelo backstage, escoltados óbvio por uma simpática assesora da produção do festival; foi quando o repórter rock parou bem atrás do palco e ficou ali mesmo, assistindo ao esporro do Faith No More por pelo menos uns dez minutos. Depois, mesmo tendo a tal credencial, a assessora pediu gentilmente que fossêmos para a área de imprensa, antes que algum produtor gringo mais mala implicasse com nossa presença ali (afinal, a ex-mulher do sujeito aqui não tinha uma credencial de all acess mas apenas uma comum de imprensa). Enfim, foi um showzaço e que deixou no chão as estrelas da noite, Axl e cia. Pois é...
♣ Amor de pica... Amy Winehouse quer o ex-maridon Blake Fielder-Civil de volta, informa a fofoqueira imprensa inglesa. Segundo o "The Sun", Amy já deu uma bota no ex-namorado caribenho e assim que soube que Blake havia saído da cadeia, manifestou sua vontade louca de tê-lo novamente em seus braços (e no meio das suas pernas também, uia!). E aê, será que ele volta?
♣ Entonces, parece que o Vanguart dançou mesmo – infelizmente, vale sempre repetir – no Just A Fest. Em contato com o blog, o produtor Bruno Montalvão informou que ainda há uma possibilidade (remota, segundo ele) de a banda tocar no festival. Nós aqui continuamos na torcida para que isso aconteça.
♣ Bien, bien, o carnaval acabou, as férias se foram e este país precisa começar a funcionar, neeé? E o blog também, ora bolas. Por isso fomos até São Carlos ver o Grito Rock por lá, e confirmar mais uma vez que tem muita banda boa por aí, circulando pelo Brasil e que precisa de espaço para mostrar seu trabalho, mesmo com dona Abrafin meio que se tornando uma espécie de casta fechada a apenas alguns "nomes da casa" (dela, no caso). Zap’n’roll sempre teve o maior apreço e carinho pelo querido Fabrício Nobre, o cara que criou a Monstro Discos em Goiânia, o graaande Goiânia Noise, o ótimo MQN etc, etc, etc. Mas, vem cá Fabrício, já não está na hora de a Abrafin repensar um pouco como ela está agindo na questão de representar, gerenciar e dar espaço para o rock independente que se faz hoje em terras brazucas? Já tem muita gente chiando contra (e com razão) o modus operandi atual, e o vizinho blog Jukebox até traz um texto interessante a respeito do problema. Enfim, vamos mudar essa parada para melhor?
♣ EXTRA! - O blog bateu um rápido papo há pouco, via msn, com o músico e presidente da Abrafin, o chapa Fabrício Nobre, sobre os queixumes atuais em relação à entidade que ele preside. A mini-entrevista segue logo mais aí embaixo, no decorrer deste post.
GR SÃO CARLOS AGITOU A CIDADE
E como! Faz tempo que o blogon doidon não se divertia tanto em uma balada rocker em pleno carnaval, no interior paulista.
O texto que nosso amado leitorado lê logo abaixo (e que também já se encontra na página de notícias do site), mostra como foi o esporro da edição 2009 do festival Grito Rock, em seu braço são carlense. Rock’n’roll da melhor qualidade, muito agito, álcool e putarias variadas (okays, estas vocês conferem nas nossas já lendárias "notas de bastidores" do festival, hihi), como todo festival de rock sempre deve ser, certis? Vai nessa, então:
"São Carlos, a cerca de 300 kms da capital paulista, é uma cidade moderna e universitária. Com mais de duzentos mil habitantes, possui duas universidades, a Ufscar (Universidade Federal de São Carlos) e a Usp de São Carlos. Com tamanha movimentação de estudantes e gente jovem, não foi difícil transformar a segunda edição do festival Grito Rock Integrado, realizado por lá nos últimos dias 23 e 24 (segunda e terça-feira de carnaval), em um sucesso absoluto. O Armazém Bar superlotou na primeira noite (quando estiveram no local, seguramente, mais de trezentas pessoas) e encheu bastante na segunda. E em ambas, a diversidade de estilos e bandas mostrou mais uma vez o que todo mundo já sabe: o rock independente brasileiro, hoje, trafega por ilimitadas linguagens e faz um mix (ou ponte) com diversos outros gêneros da música pop. O resultado desse mix geralmente é positivo, embora ainda existam grupos visivelmente sem condições de participar de um evento musical com mais envergadura, como um festival de rock – ainda que este tenha uma produção modesta, embora correta e bastante profissional, como foi o caso do GR São Carlense.
No Grito Rock de São Carlos, todos os gêneros conviveram em harmonia no pequeno palco montado no Armazém (um bar localizado em um sobrado antigo e de arquitetura clássica, o que dá um charme a mais ao local). Entre as cinco bandas que se apresentaram na primeira noite e as dez que tocaram na segunda (uma acabou não comparecendo), deu gosto notar que o público se entusiasmava e acompanhava pra valer e com grande interesse tanto as delicadas e bucólicas nuances do folk contemporâneo e algo moderno do paulistano Home Pie (sem dúvida, o grande destaque da primeira noite), quanto o esporro sonoro e matador do surf rock do já conhecido campineiro The Violentures. Entre ambos, Inventiva (de Sorocaba) e Gigante Animal (também de São Paulo) também mostraram bom desempenho, principalmente na parte instrumental. Mas o grande fecho ficou mesmo para o trio paulistano Narcotic Love, que procura cada vez mais aperfeiçoar seu sincretismo entre rock e eletrônica – no set swingadíssimo que fizeram no festival (botando a molecada pra dançar animadamente), contaram com a adição de um guitarrista convidado. Mas o grupo já avisou que pretende enveredar cada vez mais pelos meandros da eletrônica, mas sem abandonar o apelo rocker das canções.
Já na looonga segunda noite de shows (que na verdade teve início no final da tarde, junto com a Feira de Cultura e Economia Solidária que aconteceu em frente ao Armazém e promovida pelo coletivo Massa Coletiva, que organizou o festival junto com a conhecida produtora Sara Mascarenhas), pelo menos duas bandas locais chamaram e muito a atenção do público: o quinteto feminino Nota Promissória e a turma do Aeromoças e Tenistas Russas. O Nota Promissória tem um nome cafona mas chamou a atenção por mostrar um rock básico e competente tocado por garotas cujas idades variam dos dez as catorze anos! Isso mesmo: a guitarrista era tão pequena que quase não conseguia tocar seu instrumento, maior do que ela (mas a garota tocou e solou direitinho, o que arrancou olhares de espanto de quem assistiu ao show). Já o ATR (na verdade, um bando de marmanjos barbados) botou todo mundo pra dançar com altas doses de groove, samba rock à la Benjor e Max De Castro e muita adrenalina instrumental. Uma receita que foi seguida pelo ska mezzo Moveis Coloniais de Acaju (olha aí o grupo brasiliense já influenciando outras bandas) do 220 Skabar, de Londrina, e que manteve a fervura na pista do bar. E o GR prosseguiu nesta noite mostrando uma diversidade sonora e respeito e atenção do público, que permitia tanto que se batesse a cabeça com o metal extremo do cuiabano Venial (a banda pratica um estilo de rock que este repórter definitivamente não gosta, mas há de se ressaltar que o grupo mostrou competência instrumental de sobra em seu set curto porém intenso), quanto se apreciasse as delicadas nuances do Alma Mater (de Ribeirão Preto), banda altamente influenciada pelo post rock de Radiohead e Sigur Rós. Talvez, por isso mesmo, eles tenham desperdiçado as intervenções de cordas (produzidas no palco por um violoncelista e por uma violinista) em um PA com poucos recursos de equalização e mixagem e onde a guitarra e a bateria encobriam quase que totalmente estas cordas. Ainda assim, o Alma Mater terminou sua apresentação sobre aplausos entusiasmados do público. O mesmo público que também curtiu o show do paulistano Visitantes (que já estão se tornando bem conhecidos no circuito alternativo) e do local Ubelina 69.
Foi isso. É importante ressaltar que o Grito Rock de São Carlos foi um modelo de organização. Quase não houve atrasos no início dos shows em cada noite, a troca das bandas era feita com bastante agilidade e toda a equipe envolvida na produção do festival se mostrou competente e atenciosa para com os músicos participantes e jornalistas que estavam por lá, cobrindo o evento. Se tudo começou em Cuiabá há alguns anos e lá, até hoje, atrasos e falhas organizacionais costumam empanar o brilho da "Nave mãe" do GR (uma marca que é distribuída para qualquer cidade brasileira que queira realizar o festival, mas sendo que cada município tem que arcar com toda a produção do evento, sem nenhum apoio externo da matriz criadora da marca), talvez a edição realizada em São Carlos seja um exemplo a ser seguido por esta mesma "Nave mãe".
E NO YOUTUBE...
Já tem esse vídeo com um trecho da apresentação do grupo Alma Mater no Grito Rock de São Carlos. Vejam aí:
"Morning Star" - Alma Mater ao vivo, no Grito Rock São Carlos
POUCAS & BOAS NO GRITO ROCK
♣ Climão de carnaval, preguiça, sabe como é... pra variar, Zap’n’roll chegou atrasada ao terminal rodoviário do Tietê e perdeu o busão que levaria o blog até São Carlos. Pra piorar, ainda esqueceu parte dos cds que levaria pra discotecar, na casa de sua dileta espanhola Karin – que teve que ir correndo até o Tietê pra levá-los até o blogueiro atrapalhado. No final, tudo certo: o zapper embarcou no ônibus seguinte e quando chegou na cidade, ainda foi recebido pela simpática e totosa Maitê (uma das produtoras do Grito Rock de lá), que o levou direto pra jantar.
♣ Aliás, a equipe de produção do GR era meio reduzida mas bastante atenciosa e com garotas de-li-cio-sas, que deixaram a marmanjada das bandas em polvorosa. Além da Maitê tinha a Dani (com um semblante severo nos primeiros contatos mas, depois, a garota ficou só sorrisos com todo mundo) e dona Sara em si, a produtora das pernas mais cobiçadas do indie rock paulista, uia!
♣ No jantar, um enooorme e delicioso bife à parmegianna, servido na praça de alimentação de um shopping chic da cidade (daqueles que este blogger nunca gosta de frequentar, mas enfim...). Era tão grande que teve gente que não aguentou comer inteiro e dividiu com quem estava ao lado.
♣ E quem disse que os são carlenses não bebem? Nas duas noites do festival, a breja simplesmentou acabou no Armazém Bar, no final da madrugada. Quando isso aconteceu, o jeito foi apelar pros destilados do local – pinga, inclusive.
♣ Drugs em São Carlos? Muita gente queria padê mas era raro e ruim. Já a marijuana... foi consumida em larga escala por músicos e o povo que foi assistir os shows. Todo mundo na paaaaz...
♣ O dj set realizado pelo blog no final da primeira noite de shows causou furor na pista do Armazém. Sério. Foram mais de duas horas de discotecagem e o povo queria maaaaais. Também, com o loki aqui turbinado por litros de vodka com energético, fazendo "air guitar" com uma guitarra de verdade e etc, a turma foi à loucura. Eram pedidos e mais pedidos para o dj doidão. E até o pessoal que trabalha no Armazém veio elogiar a seleção rocker que estava sendo despejada no PA. Moral da história: Rogéria, a simpática dona do Armazém, intimou a produtora Sara: "traz ele de volta pra cá, pra fazermos uma noite só dele no bar". Convite feito e já aceito pelo blog, hehe.
♣ E quem era ela? A louca mais bocetuda vista pelo blog nas duas noites do Grito Rock. Visual impecável, calça jeans justíssima de cintura baixa realçando o bundão e as coxas tesudas, blusa branca de mangas compridas, scarpin preto, bolsa idem, peitões estufados pedindo para serem mamados, cabelos curtos e... lesadíssima que estava, a figura rodava (sempre sozinha) de macho em macho, sem ficar com nenhum no final das contas. A certa altura, a piração da figura era tamanha que Zap’n’roll a flagrou na pia da entrada coletiva dos banheiros, jogando água fria na cabeça e na nuca, wow! Se alguém "garfou" a peça no final das contas (o pessoal do Narcotic Love tentou; Lazza, tecladista do Vanguart que também estava em São Carlos curtindo o festival, idem), não se sabe. Mas que a moçoila era gostosa pra caralho, isso era.
♣ Foi isso. O festival, como já foi dito aqui, foi beeem bacana, realizado com profissionalismo e competência e tem tudo pra continuar assim nos próximos anos. Daqui, o blogão deixa seus agradecimentos à Sara, à Maitê, Dani, Ricardo (da rádio Ufscar), Felipe, Rogéria e Simões (do Armazém Bar) pelo carinho e atenção com quem fomos recebidos em São Carlos. Abraços e beijos em todos vocês e até breve, em novo dj set de Zap’n’roll por aí!
ABRAFIN – FABRÍCIO NOBRE FALA
Então. Logo após comentar que a Associação Brasileira de Festivais Independentes está começando a receber muitas críticas, pelo modo como está gerenciando o calendário atual de festivais pelo Brasil, o blogger zapper conseguiu bater um papo rápido com o querido Fabrício Nobre, dileto amigo deste espaço rocker online há anos, e que preside a Abrafin até 2011.O que ele tem a dizer a respeito do assunto está aí embaixo:
Zap’n’roll – Existe, hoje, algum tipo de "panela" dentro da Abrafin? Coldplay, esbanjando estilo na entrega do Brit Awards. E quem sabe de volta ao Brasil... * Blogon zapper (ok, mini blogon, de uns tempos pra cá, hihi) em São Carlos/SP, para cobrir o braço local do mega festival Grito Rock Integrado América do Sul, e também pra discotecar após o encerramento da primeira noite de shows, nesta segundona de carnaval. * Aliás, nada de alalaooooô por aqui, pelamor... como o GR de São Carlos começa, na verdade, apenas na segunda-feira, o blogger maloqui se distrai asssistindo o fodaço “A terra onde os fracos não têm vez” (no TeleCine Premium), dos irmãos Choen e com atuação fodaça do Javier Barden, toma doses generosas de vinho Chalise e depois... gandaia rocker na madrugada, claaaaro. * Entonces, vamos combinar assim, de verdade: o blog volta finalmente aos seus enooormes mega posts na semana que vem, logo após encerradas as festanças de Momo, okays? Afinal, agora que a coisa tá bombando mesmo por aqui (tanto que a dileta amiga espanhola Karin apelidou o autor deste blog de “O favorito”, rsrs, ou “Zap’n’Donatello Floro”, uia!), não podemos deixar na mão nosso dileto leitorado. * E cada vez mais parece que o Vanguart vai ficar mesmo de fora do Just A Fest, o que – como já foi dito no post anterior - é uma sacanagem monstro com o graaande quinteto cuiabano. Qualé, Just A Fest? * E quem está de volta a Sampa é o querido Madame Saatan. O grupo da loiraça Sammliz toca na edição São Paulo do Grito Rock no próximo dia 6 de março, na Outs, ao lado do também barulhento Capim Maluco. Banda fodaça, com vocalista liiiiindaaaaa! É o paraense Madame Saatan de volta a Sampa * Keane chegando, Iron Maiden também, Kiss, Julio Iglesias (hã?). Coldplay... também? E você ainda reclama de que não tem o que fazer na vida? Vai pular carnaval em Osasco então, porra! * Apostas para o Oscar? Zap’n’roll põe suas fichas em “Milk” (do gênio Gus Van Sant, e com o igualmente gênio Sean Penn) e também em “O Lutador” que resgata das sombras Mickey Rourke – quem não se lembra de “O selvagem da motocicleta” ou do brega porém hoje cult “Nove semanas e meia de amor”? Pois é... * E chega! Zap’n’blog em recesso momesco, mas mandando a partir de terça-feira relatos de como está a putaria rocker em São Carlos, no Grito Rock de lá. Até!(enviado por Finatti às 23:30hs.)
O adeus de Mozz e também do... Vanguart ao Just A Fest??? (atualização final: 18/02/2009)
36 Comentários »Bela Lugosi levantando das trevas? Nop, apenas Peter Murphy assombrando as viúvas góticas
--------------------
EXTRA URGENTE E BOMBÁSTICO – já havia algo estranho pairando no ar sobre a participação do quinteto cuiabano Vanguart no Just A Fest, o festival que vai trazer o amado Radiohead ao Brasil finalmente no mês que vem, para shows no Rio e em Sampa. Pois finalmente ontem (terça-feira; este "extra" está sendo escrito já na madrugada de quarta-feira), pelo meio da tarde, soou o "alarme" no msn zapper, disparado por um amigo muito bem informado. Ele: "você tá sabendo que os Vangs não vão tocar no Just A Fest?". Hã??? Zap’n’roll começou a correr como louco atrás de alguma info correta a respeito do assunto. Em contato com a produtora da banda, a amiga e sempre atenciosa Barravento, o empresário Glauber Amaral se mostrou bastante lacônico e resignado ao blog. "De fato, não há um contrato assinado para o grupo tocar no evento e não sabemos ainda direito o que está acontecendo", disse ele. Anyway, fato é que: a) o nome do Vanguart não consta no line up que está no site oficial do festival; b) se a banda realmente tiver sido descartada da programação do evento, será a maior sacanagem que um festival terá feito com um grupo na história recente do show business nacional, visto que havia um interesse sim pela apresentação do grupo no Just A Fest, sendo que ele chegou a ser sondado e extra-oficialmente confirmado para participar do festival. O blog torce de coração para que os Vangs continuem na programação, não apenas pela devotada e carinhosa amizade que mantém pelo quinteto mas, também, porque o Vanguart está em franca ascensão em sua trajetória: no próximo dia 25 de março, sai oficialmente o dvd "Multishow apresenta Vanguart ao vivo", lançamento da major Universal. Ou seja: motivos existem de sobra para que os cuiabanos participem dos melhores festivais que por ventura ainda rolem este ano no Brasil. Enquanto isso, este blog segue tentando apurar satisfatoriamente a história, junto à produção do JAF e à sua assessoria de imprensa. Mas pergunta, desde já: qual é, Just A Fest? Anunciar uma banda e depois, sem motivo plausível, descartar a mesma??? E, claaaro, tem jornalista musical pelego e calhorda que está adorando todo este imbróglio. É a triste sina dos losers fedorentos: se matar de inveja doentia e torcer contra quem está dando certo na vida.
--------------------
* Olás! Zap’n’roll está aqui. E vocês, onde estão?
* Terçona começando ainda, semana também e nenhuma grande novidade na área pop. Ou tem? Bão, a novidade é que, ao que parece, os blogs de cultura pop estão... indo pro saco (este incluso?). Dear Luuuuuuuuuussssssssssciiiiiiiiiioooooooooouuuuuuuuuussssssssss está no Peru (?!?) e não quer saber de escrever. Ilustrada no Pop, da dupla dinâmica Dom Thiaguito Ney e Marco Canônico está meio assim, o... bom, é melhor deixar pra lá, pra depois não dizerem que o blogon zapper está sendo maldoso com seus amigos...
* E tem mais: saiu ontem, enfim, na Inglaterra, a versão física de "Years Of Refusal", o novo e sensacional disco do nosso amado Morrissey, que você já leu beeem resenhado aqui (e na nova edição da Rolling Stone, em texto assinado também por esse escriba rocker). Pois não é que pra comemorar o lançamento, Mozz declarou ao site da NME que pretende parar de cantar até os 55 anos de idade, ou seja, daqui a cinco anos? É, tudo tem um fim nessa vida...
* Ah, sim, Peter Murphy sábado último, na Via Funchal, em Sampa. Climão perfeito, noite chuvosa e mezzo fria (pros padrões do verão miserável que assola este país miserável) mas... os darks não se animaram muito, não – aliás, faz teeempo que estas linhas rockers online não viam a melhor casa de shows de Sampalândia tão vazia. Deveriam estar por lá, no máximo, umas 1.500 pessoas – em um espaço onde cabem 6 mil. O show foi, digamos, ok: banda competente, Murphy ainda em forma e talz. Quase nada de Bauhaus, set list centrado em sua já looonga carreira solo, bons momentos no final (quando ele mandou "She’s in Parties") e, como bem observou mr. Alderabinha (ou PC, o homem que edita o Guia da Rolling Stone), é estranho um show onde as duas músicas que de fato levantaram o público foram duas covers – no caso, "Transmission", do Joy Division, e "Lust For Life", do gênio supremo Iggy Pop. Mas enfim, valeu à pena ir até lá, mesmo porque Zap’n’roll reencontrou uma turma da velha guarda goth que ele não via há séculos, desde os inesquecíveis tempos de madrugadas loucas regadas a darkismo, álcool, sexo e drugs no porão escuro do saudoso Madame Satã. Todo mundo saiu das tumbas, literalmente. Enfim, veja mais alguns pics da noitada goth aí embaixo, em fotos clicadas por Ricardo Rizzo:

Foto 1 - O velho gótico "instrui" um de seus músicos, em pleno palco
Foto 2 - Murphy, ao microfone e de olho fixo na platéia
Foto 3 - Turma da Dynamite marcando presença na balada goth: Zap'n'roll, o editor de arte Rodrigo Khall e sua girlfriend Thaís
* E 2009, segundo Luscious, ainda vai ter Morrissey e Despachas Modas por aqui. A conferir, mais pra frente.
--------------------
SAINDO À FRANCESA
O blogon sentimental ficou tão aturdido com a possível saída do Vanguart do Just A Fest, que prefere encerrar este post por aqui mesmo. Mas promete voltar com muuuito mais até o finde, antes do começo do reinado de Momo. Sim, sim, tem a parada de que o Coldplay foi o nome que mais vendeu discos no mundo em 2008 (neeé, Malatriani?), tem a turnê que o Nine Inch Nails vai fazer junto com o Jane’s Addiction, e mais um monte de paradas pra serem relatadas aqui, além de resenharmos a estréia bacana do grupo Dest_lado. Guentaê que sextona tem mais!
Ah, sim, vamos botar uns lances bacanas a sorteio, vai! Além dos DOIS INGRESSOS para o show do Radiohead (um para o Rio, outro para São Paulo), quem for lá no finatti@dynamite.com.br, também poderá ganhar:
* Uma cópia do novo e fodaço álbum do Pública;
* Outra cópia da estréia do grupo Dest_lado;
* Mais um dvd dos Los Porongas, que documenta uma apresentação deles no Itaú Cultural, em Sampa;
* E um kit de cds do selo Objeto Sonoro. Tem Capim Maluco, Gabi Almeida e Dest_lado.
Okays? Então é isso. Até esta sexta-feira tem mais, sendo que se você está de bobeira hoje, quarta à noite, a melhor dica é ir no projeto Cedo & sentado, lá no StudioSP (rua Augusta, 579, centrão rocker de Sampa). Vai Ter showzaço dos campineiros do Instiga, que lançaram na "humirde" opinião deste blog um dos cinco melhores discos do rock independente brazuca em 2008. E o que é melhor: a balada é de grátis, uhú! Nos vemos por lá!
O blogon se vai e deixa milhões de beijos na liiindaaa e fofa e querida Bruna Vicious, que fez niver ontem e é uma das melhores amigas do blogger maloqui.
(finalizado por Finatti em 18/02/2009, às 3hs.)
A vida é dura.
E doce, ao mesmo tempo. E os dois lados podem conviver diariamente, o tempo todo, em sua existência. Por exemplo: esta semana teve aumento de condução em Sampalândia (metrô e trens urbanos, sendo que o aumento do busão também agora é questão de tempo), mais uma pilantragem que o tucanato joga em cima do povaréu miserável e tenta justificar como sendo necessário para manter a qualidade dos serviços metroviários. Por outro lado, e no meio da correria de sempre, Zap’n’roll teve uma das mais agradáveis tardes de sua vida nos últimos meses, ao ir almoçar na terça-feira com seu chapa de anos, Celsinho Fonseca, sendo que ambos se conheceram lá pelos idos de 1988 na redação do Jornal Da Tarde, depois tramparam por algum tempo juntos na revista Istoé e a amizade, sólida, permanece até hoje. Fonsa, além de ótimo profissional (hoje, está no jornalismo da Record), também é do rock’n’roll e seu papo sempre é agradável. E como se não bastasse a ótima cia. no repasto do início da tarde, o blogger zapper ainda foi fazer uma visita aos seus diletos amigos na redação da Rolling Stone, no final do dia. Clima animado e descontraído por lá, com o querido José Júlio também visitando a redação, Mr. Alderaba (ou Paulo Cavalcanti, a lenda em pessoa do jornalismo que cobre preciosidades históricas da música pop) fazendo as honras da casa e a trinca de editores Quinho, Pablo (o super monge japa zen!) e Ademir sempre simpáticos, atenciosos e de ótimo humor. É esse lado dolce da vida (perceber por exemplo que não há, aparentemente, guerra de egos, disputas veladas e fogueira das vaidades crepitando em uma redação unida de uma mega revista, como é a Rolling Stone) que faz com que consigamos suportar melhor o hard side dessa parada toda. Um lado doce que também faz com que grandes discos do rock brazuca já comecem a circular desde já em 2009, como os cds do Pública e do paulistano Dest_lado. Enfim, a vida segue em frente, entre a metade prazerosa e a face mais amarga. Mas, se não fosse assim, que graça teria tudo isso?
* Reclamação pública e de ordem econômica: dona Telefonica, vai tomar no cu! O serviço da empresa é horrendo desde sempre, as tarifas são caríssimas e nos últimos dias, com os dilúvios quase diários que estão se abatendo sobre Sampa, a conexão de intenet fornecida pelo péssimo Speedy está pior do que nunca, com oscilações grotescas o tempo todo – nem uma pré-histórica conexão discada cai tanto, a todo instante. Esse é um dos motivos (não o único, é verdade, mas um dos principais) pelos quais o blog está tendo número reduzido de posts esta semana. Agora, reclamar pra quem? Pro Procon? Pro Papa? Pra própria Telefonica, que não está nem aí com os seus clientes otários? Por que esses espanhóis de uma figa não se mandam daqui, e deixam o lugar pra quem quer de fato prestar um bom serviço na área de acesso à internet?
* Quem diria... FHC finalmente abriu o bico tucano, e se pronunciou publicamente favorável à descriminalização da maconha. Pena que ele não teve esta atitude enquanto era presidente da república...
* Fina’s addiction. Ou, o novo vício implacável de Zap’n’toll (tirem as crianças da frente do micro!): Ovomaltine! Yeeesss!!! Por que essa bodega é tão boa, alguém aê pode explicar?
* Falando em vícios (hihi): Pete Doherty, nosso herói junky, está de volta. O moçoilo está na capa da NME desta semana e lança a qualquer momento seu primeiro disco solo – sim, solo, fora os trabalhos que ele já lançou com os finados Libertines e com os Babyshambles. A conferir, pra ver se vale à pena.
* E NA WIKIPEDIA... – Pois não é que Zap’n’roll, alertado pela querida amiga espanhola Karin, está citada na mundialmente famosa enciclopédia virtual? Está lá, no verbete (em português) "Jornalismo gonzo": "...LIVROS E FILMES - As matérias de Thompson viraram livros, que se tornaram best-sellers na categoria; e até filmes: "Where the Buffalo Roam", dirigido por Art Linson em 1980, com Bill Murray no papel de Thompson; e Fear and Loathing in Las Vegas (lançado no Brasil como "Medo e Delírio"), dirigido por Terry Gilliam em 1998, com Johnny Depp no papel de Thompson e Benicio del Toro como seu advogado; além de um documentário feito para a TV em 1978, "Fear and Loathing in Gonzovision". E é claro, sem esquecer de Humberto Finatti (também conhecido por Finas), no Brasil". Uia! Por essa, nem o blogger maloqui e modesto esperava, rsrs.
* HAVE A ELECTRIC GUITAR – O zapper carente e pimpão ficou tão contente com a citação na Wikipedia, que não perdeu tempo: comprou uma guitarra! Isso mesmo! E vai estreá-la em seu dj set neste sábado no clube Outs, em Sampa. Quem quiser ir, está convidado desde já.
* Entonces, Chris Brown deu uns tabefes em sua namorada, a gostooosaaa cantora Rihanna, e agora foi jurado de morte pelo rapper Jay-Z, descobridor e "protetor" da agredida. Esse povo do rap americano é mesmo do mal, afe...
* Vinte e cinco mil reais em pescoços de frangos, pra alimentar leões no zoológico? Aconteceu em Uberlândia, interior mineiro...
* Enquanto isso, no Orkut, Zap’n’roll recebeu a seguinte mensagem no notion em seu scrapbook: "Vanguart: Vejo que você tem um ótimo gosto musical, tenho certeza que se ouvir a banda Vanguart, vai amar!!! É uma ótima chance de conhecer novos artistas. A banda é composta por 2 (!) integrantes, Helio (vocal e violão) David Dafré (guitarra), Reginaldo Lincoln (baixo), Luiz Lazzaroto (teclado) e Douglas Godoy (bateria). Eles foram a revelação da música independente. Já estouraram com o hit "Semáforo" e agora voltam com um novo cd/dvd. Entre no meu perfil (scrap) e ouça alguma de suas músicas. Veja também o site oficial http://www.vanguart.com.br/ .Fique ligado pois eles irão bombar!!!". Nuoooffaaa, seeério??? Oxe, não é que Zap’n’roll nunca tinha ouvido falar desse tal Vanguart? Hihihi. Falta de noção é o que mais existe no Orkut, claaaro
* E chega de bobagem nesta bodega blogger! Vamos ao disco fodão do Pública, que os gaúchos merecem!
COMO NUM FILME INDESCRITÍVEL
Pública é do caralho, ponto. O quinteto gaúcho formado pelo vocalista, letrista e guitarrista Pedro Metz, pelo também guitarrista Guri Assis Brasil, pelo tecladista João Amaro, pelo baixista Guilherme Almeida e pelo baterista Cachaça, já havia disponibilizado em sua página na internet para download gratuito e integral seu segundo trabalho de estúdio, "Como num filme sem um fim", desde o final do ano passado. Agora, a versão física do trabalho chegou às lojas e a banda, amigona destas linhas rockers online há tempos, enviou uma cópia do disquinho para o blog. Já se tornou o cd mais ouvido por Zap’n’roll em seu sound system desde que chegou aqui. Trata-se de uma maravilha recheada de canções buriladas com esmero, com grandes arranjos e ótimas harmonias, e tudo ao mesmo tempo pop e radiofônico. Mas um pop classudo, que dá tesão e gosto de ouvir. Como se não bastasse, as letras escritas por Pedro – um vocalista de extensão vocal miúda, é verdade, mas que compensa esta "deficiência" com interpretações eivadas de pathos e garra – desvelam imagens arrebatadoras, possuem uma qualidade muito acima da média do que se ouve e lê atualmente no paupérrimo indie rock nacional e soam como poesia sentimental (e longe de ser piegas ou pueril) e pungente. São versos e histórias amargas, polaroids que flagram uma existência onde há pouco espaço para a alegria fútil e sem sentido. Também capturam sentimentos de abandono, solidão e saudade. E tudo isso, no entanto, sem um pingo de auto-piedade ou comiseração.
O autor deste blog conhecia o Púlica apenas de nome até o grupo lançar seu primeiro álbum, "Polaris", no final de 2006. A banda já existia há cinco anos – foi formada em Porto Alegre, em 2001. E quando recebeu o disco e o ouviu, caiu imediatamente de amores pelo conjunto. Afinal, não é todo dia que cai nas suas mãos um compêndio absurdo de músicas que evocam Beatles, pós-punk inglês e britpop, tudo moldado na melhor escola do rock gaúcho e tocado por cinco músicos competentes na arte de engendrar ótimas canções. Não foi à toa que o trabalho acabou sendo eleito um dos melhores daquele ano por este blog (então ainda uma coluna online), e também por diversos outros sites dedicados ao rock alternativo.
Pois "Como num filme sem um fim" é ainda mais bem gravado, produzido e resolvido estética e musicalmente do que seu antecessor. Ele começa pop e excelente com "Quarto das armas", "1996" (que, vejam só, está tocando em uma fm rock paulistana) e "Casa abandonada" (que, ok, começa beeem legal com sua melodia brit e não precisava daqueles metais que se imiscuem na melodia da metade até o final da faixa). Os pianos e teclados Wurlitzer são muito bem utilizados e dosados em "Canção do exílio" e o Pública se permite até a experimentar uma "marchinha" boggie em "Sessão da tarde", com domínio de sopros e teclados na canção. O rock de acento britpop retorna em "Há dez anos ou mais", mas o disco ganha uma intensidade e experimentalismo inesperados em suas últimas músicas. E isso fica evidente na fortíssima e terrivelmente amarga faixa-título (com uma letra densa, sem refrão e conduzida por pianos dramáticos e cordas algo sombrias), o grande momento de um álbum que é, sem dúvida alguma, o primeiro grande disco do rock brasileiro em 2009.
A cena musical/cultural brasileira continua absurdamente injusta, e bandas bacanas como o Pública sofrem com essa injustiça de uma maneira cruel. Houvesse justiça neste país miserável e de população desdentada e onde a indústria cultural aiunda despeja seus produtos na mídia à forceps (no caso da música, especificamente, o calhorda jabá ainda manipula a programação das grandes redes de rádio), bandas como o Pública e o Vanguart estariam tocando o dia todo em boas emissoras fms. Mas não rola. O que resta, então, é correr atrás do álbum dos gaúchos (via net ou comprando o cd), mesmo porque o próprio rock independente brasileiro cresceu assombrosamente em quantidade nos últimos anos, mas decaiu na mesma proporção em qualidade.
E o Pública é fodão, pode ter certeza disso. Como pode correr tranquilo atrás deste sensacional "Como num filme sem um fim".
* Só pra constar: detratores de plantão vão xingar o blog de aético pra baixo por causa deste texto sobre o disco do Pública. Tudo porque o nome do autor destas linhas zappers consta na lista de agradecimentos que está impressa no encarte do cd. Foda-se! Zap’n’roll já abriu mão de resenhar o disco na Rolling Stone, em função desta citação de seu nome no encarte. Aqui, um espaço mais pessoal e autoral, não deixaríamos de forma alguma de dizer o que achamos do discão.
* Mais Pública, vai lá: www.publicaoficial.com www.tramavirtual.com.br/publica e www.myspace.com/publicarock.
PÚBLICA EM VÍDEO
Aí embaixo, no clipe de "Long Plays", uma das melhores músicas do primeiro disco do quinteto gaúcho.
Pública – "Long Plays"
COMO NUM FILME SEM UM FIM – A LETRA
Se o encanto se quebrou. Se esqueceste o que é amor. Se de um verso fez canção. Contemplando a solidão. Se almeja o que não tem. Se despreza o que possui. Se entre as pedras e os espinhos. Um caminho ainda conduz. Quem sabe alguém. Merece mais o teu amor. Se só ficou, só se deixou, transparecer a tua dor. Acordei sem nem dormir. Haviam pessoas no jardim. Uns brincando de viver. Uns vivendo sem sorrir. Logo a tarde anunciou que o futuro era azul. E o sol se recolheu deixando sombra onde era luz. Então alguém, que tanto fez, e não se esquece mais de ti. Chorou em vão. E o coração. Como num filme sem um fim, sem um fim.
--------------------
MAIS DISCOS INDIES DAQUI – ALGUNS, SEM QUALIDADE
A safra do comecinho de 2009 tem sido boa pro novo e emergente rock nacional. Mas... como já foi dito mais acima, no texto sobre o Pública, este blog tem detectado que sobra quantidade e falta qualidade nos novos lançamentos, principalmente na questão das letras.
Nas últimas semanas, chegaram até às mãos do blog o novo disco dos Borderlinerz ("A verdade sobre a mentira"), a estréia em cd do trio carioca Radiotapes e também a estréia do quinteto paulistano Dest_lado (sim, grafado assim mesmo), sendo que este último foi a grande e grata surpresa do pacote. Mas isso estas linhas zappers explicam melhor no próximo post, no ar lá pela próxima terça-feira.
Por hora, fica a constatação – chata, diga-se – de que o rock independente brazuca não vai bem em termos de idéias. A cena está lotada de bandas, que pouco ou nada têm a dizer de realmente aproveitável. Talvez, por isso mesmo, grupos instrumentais como Macaco Bong, Hurtmold, Elma, Pata De Elefante etc. estejam ganhando um destaque absurdo e merecido neste cenário, um cenário que (o blog apurou) vai ser objeto em breve de um matéria em uma mega revista brasileira.
Fiquem de olho! E no próximo post, falamos dos Borderz, do Radiotape e do Dest_lado em detalhes. Pode aguardar.
É TEMPO DE FESTIVAIS – GRITO ROCK
Carnaval chegando e o Brasil rockando, hihi. Deste finde até a semana do reinado de Momo em si, pelo menos quarenta cidades brasileiras irão receber o festival Grito Rock, já um dos principais eventos do calendário musical anual independente brasileiro.
A "nave mãe" da parada é, óbvio, Cuiabá, onde tudo começou há seis anos e onde Zap’n’roll esteve por diversas vezes (agora, o blog é "persona non grata" por lá, rsrs, pelo menos diante da produtora que organiza o GR em HellCity). Curiosamente, o line up do Grito Rock de lá não está dos mais atraentes este ano, sendo que já houve edições melhores do festival na capital do Mato Grosso. Sim, vai ter uma renca de bandas bacanas por lá, como Ludov, Daniel Belleza, Linha Dura (hip hop fodão local), Filomedusa, Nevilton e o já hour concour Macaco Bong. Mas também há muitos grupos desconhecidos e alguns sem condições de se apresentar em um festival desde porte (e aí, sabe-se lá os critérios que foram levados em conta para que estes grupos entrassem na programação).
Enfim, a programação do Grito Rock 2009 em Cuiabá, é esta aí embaixo:
20/02 SEXTA FEIRA
02:30 Cenobites (Holanda)
www.myspace.com/cenobitespsycho
02:00 Linha Dura (MT)
http://profile.myspace.com/linhadura
01:30 Mini Box Lunar (AP)
www.myspace.com/miniboxlunar
01:00 Valdez (DF)
00:30 Ebinho Cardoso Trio (MT)
00:00 Gloom (GO)
23:30 Vinil Laranja (PA)
23:00 Leao sem dentes (MT)
palcomp3.cifraclub.terra.com.br/leaosemdentes/
22:30 Marttyrium (AP)
22:00 Previas
21/02 SÁBADO
02:30 Ludov (SP)
02:00 Anhanga (MT)
01:30 Filomedusa (AC)
01:00 osviralata(MT)
00:30 Nhocuné Soul(SP)
00:00 Vandaluz (MG)
23:30 Kallima(MT)
23:00 Di Marco (RO)
palcomp3.cifraclub.terra.com.br/dimarco/
22:30 Lothus(MT)
22:00 Prévias 22/02 DOMINGO
23:30 Daniel beleza e os corações em Fúria(SP)
www.myspace.com/danielbellezaeoscoracoesemfuria
23:00 Nevilton (PR)
22:30 Nuda (PE)
www.myspace.com/sitionuda
22:00 O Garfo (CE)
21:30 Inimitáveis(MT)
21:00 Plano Próximo (SP)
http://www.myspace.com/planoproximo
20:30 Bucefalo Alquimia (MT)
20:00 Stereotaxico (BH)
http://www.myspace.com/stereotaxico
19:30 Epifania (PR)
19:00 Prévias 23/02 SEGUNDA FEIRA
02:30 Fim do Silencio (SP)
www.myspace.com/planoproximo
02:00 Raiva em Paz(MT)
www.myspace.com/raivaempaz
01:30 Nitrominds (SP)
01:00 N3CR (MT)
00:30 Venial(MT)
www.myspace.com/venialmetalhc
00:00 Lopes (MT)
www.myspace.com/lopesrock
23:30 Snorks (MT)
23:00 Self Help (MT)
www.myspace.com/selfhelphc
22:30 Previas
22:00 Previas
24/02 TERÇA FEIRA
02:30 Macaco Bong (MT)
02:00 Black Drawin Chalks (GO)
www.myspace.com/blackdrawingchalks
01:30 Macacos Gordos (Inhumas)
palcomp3.cifraclub.terra.com.br/macacosgordos/
01:00 Paulo Monarco (MT)
www.overmundo.com.br/overblog/paulo-monarco-menino-apontando-pro-sucesso
00:30 Menorah (MT)
00:00 Trieiro(MT)
23:30 Miss Jane(RO)
23:00 Lu Bonfim(MT)
22:30 INCRISE (MT)
22:00 Previas
GRITO ROCK – SÃO CARLOS
Um dos braços do Grito Rock América Do Sul, o GR de São Carlos também rola em pleno carnaval, mas na segunda (23/2) e terça-feira (24/2), sendo que lá ele está sendo organizado pelo Coletivo Massa Coletiva e pela produtora Sarah Mascarenhas. E é nele que Zap’n’roll estará desta vez (e pela primeira vez em São Carlos), não apenas pra checar de perto a putaria rocker mas também pra fazer um dj set após os shows da primeira noite. Chique, neeé?
A programação do GR São Carlos é essa aí:
2º Feira, 23/2 – 21:00 -
Inventiva (Rockn Roll – Sorocaba)
Homepie (Indie Rock - São Paulo)
Gigante Animal (Indie Rock – São Paulo)
Violentures (Surf Music – Campinas)
Narcotic Love (Eletro Rock – São Paulo)
3º Feira, 24/2 – 16:00 -
Nota Promissória (Pop Rock – São Carlos)
Delunes (Hard Core – Rio Claro)
Dysnomia ( Metal – São Carlos)
Venial (Metal – Cuiaba)
Ubelina 69 (Rockn Roll – São Carlos)
Alma Mater (Indie Rock – Ribeirão Preto)
Aeromoças e Tenistas Russa (Rock Samba – São Carlos)
220 Skabar (Ska – Londrina)
Visitantes (Indie Rock – São Paulo)
Julia Car (Rock Rap e Mpb)
2 Coins and a Bombshell (Eletro Rock – São Paulo)
Outra parada legal é que, além dos shows em si, o GR São Carlos também vai promover, na segunda-feira à tarde, uma feira de economia solidária, que vai rolar na Praça Coronel Salles, em frente à Escola Estadual Coronel Paulino Carlos. E o festival rola no Armazém Bar. É isso aê: rock’n’roll independente andando de mãos dadas com questões sociais.
Mais sobre todo o Grito Rock? Vai lá: www.gritorock.com.br
SABADÃO ROCKER EM SAMPALÂNDIA!!!
Vai ser, sem dúvida alguma, um dos sabadões mais rock’n’roll dos últimos tempos na capital paulista. Vai vendo:
* à tarde na Galeria Olido (no centrão rocker da cidade, em frente ao Largo do Paissandú), estréia às três da tarde o "Cine Baratos Afins". Com curadoria do produtor e amigão zapper Luiz Calanca, a sessão será mensal e só irá exibir filmes ligados à história do rock. Na estréia o documentário "Nevermind", que mostra a trajetória do Nirvana até o estouro com o álbum homônimo e que tornou o trio de Kurt Cobain a última grande banda da história recente do rock. E o que é melhor: a entrada para a sessão custa a merreca simbólica de UM REAL!
* Logo após a exibição do filme, tarde rocker no "aquário" da galeria, com shows de três bandas indies paulistanas, entre elas o graaande Ecos Falsos.
* E na madrugada, no Clube Outs (que fica na Rua Augusta, 486, também no centrão da cidade), não vai ter pra concorrência: o Ecos Falsos sobe novamente ao palco, mas desta vez fazendo apenas covers do Radiohead, numa espécie de "aquecimento" pro showzaço da turma de Thom York no mês que vem. Enquanto isso, na pista, Zap’n’roll em pessoa vai derrubar tudo com sua discotecagem mensal que já está se tornando lenda no bar.
Então é isso. Dia 14, sábado agora, o bicho vai pegar em São Paulo. Só não vai sair de casa pra cair na balada quem já morreu, hihi.
--------------------
PETER MURPHY – QUEM VAI!
Aeeeeeeê! O blogon resolveu fazer um pouco de suspense gótico (rsrs) para revelar quem vai curtir de grátis o show do ex-vocalista do Bauhaus neste sábado (mais connhecido como amanhã), na Via Funchal, em São Paulo. Mas caaalmaaa que os nomes aí estão, finalmente. Então confere aê e veja se você deu sorte:
* Fábio Ferrari,
* Cláudio Oliveira da Silva,
* Iris Ludmila,
* Ivan Bispo
* e Eduardo Gyurkovitz
Os ganhadores devem retirar seus convites neste Sábado, na portaria da Via Funchal (levando seu RG, óbvio), com Míriam Martinez. E depois, booom show!
ENTÃO É ISSO
O blogger zapper encerra os trabalhos desta semana por aqui, já que estamos na sextona e amanhã o sabadon vai ser hot para o sujeito aqui. No comecinho da semana tem mais, beleusma? Inté!
(finalizado por Finatti em 13/02/2009, às 14hs.)
Essa banda é fodona. E acaba de lançar o primeiro grande disco de 2009 no rock brasileiro
Yep. A banda cuja foto você vê aí em cima, é o quinteto gaúcho Pública. Que acaba de mandar pras lojas a versão em cd do seu segundo álbum de estúdio, "Como num filme sem um fim" (ele pode ser totalmente baixado de grátis no site do grupo, em www.publicaoficial.com, e isso desde o final do ano passado). E que é o disco mais ouvido nos últimos dias por este blogon doidon e ainda desvairadamente apaixonado por graaande rock'n'roll.Mas Zap'n'roll fala melhor e em detalhes sobre este absolutamete fodaço disco do Pública, no novo post, que está a caminho, que vai ser grandão e provavelmente o único post zapper esta semana - devendo estar aqui pela quinta-feira à tarde. Afinal, vai ter show do Peter Murphy em Sampa sábado, na Via Funchal, vai ter discotecagem do blog também no sábado na Outs/SP, Zap'n'roll comprou uma guitarra (yes!), está citada na Wikipedia (vejam só!) e conta tuuudooo isso neste próximo post onde, inclusive, saberemos quem vai na faixa no show do gótico mor Pedro Morfético.Então, até logo mais. Enquanto isso, não perca tempo e dê aos seus ouvidos o que eles merecem: vai lá no site do Pública e ouve/baixa "Como num filme sem um fim".
(enviado por Finatti à 0:05h.)

RSS

30-10-2009
22-10-2009
16-10-2009
8-10-2009
7-10-2009