Julian Casablancas: primeiro vôo solo, enquanto os Strokes não voltam
Okays, estamos aqui.
Vocês estão aí? Imaginamos que si, no? Entonces, o blogão vem médio nesta sextona. Correria demais por aqui, paradas demais pra resolver (como escrever um press release pra uma banda amiga, por exemplo), discos demais pra ouvir (está saindo enfim o primeiro álbum do Jardim das Horas, ex-Quarto das Cinzas; saiu também o epezinho bacana do Johnny Rockstar, laaaaá de Belém, fora que o zapper eternamente rocker já está com a orelha na edição comemorativa do mega clássico "Bleach", do Nirvana, e também no novo do eterno nerd Weezer, de quem o blog nem é tão fã afinal), correria pra acertar detalhes de viagem (semana quem lá vamos nós novamente pro extremo Norte brazuca, atrás dos festivais Quebra Mar, em Macapá, e Se Rasgum, em Belém) etc, etc, etc. então vamos fazer assim: entram agora nossas impressões sobre o disco solo de Mr. Julian Casablancas. E, se der, mais uma coisinha ou outra até o feriado na segunda, certis? Aí mais um postzinho na quinta-feira da semana que vem e depois estaremos transmitindo lá do Norte. Então é isso. Apertem os cintos que o blogger loker vai decolar, hihi.
* Mas... como??? Você ainda não mandou e-mail sangrento pedindo um dos dois ingressos pro Planeta Terra? Não??? Bien, o sorteio é no próximo post. Portanto... corra, é o nosso humilde conselho – mesmo porque já há mais de 100 e-mails pedindo a mesma coisa. A vida é dura...
* Enquanto rola em Sampa a sempre bacanésima Mostra Internacional de Cinema, o blog foi ontem finalmente conferir "Bastardos Inglórios" (é, falta de tempo brabíssima por aqui). Não há muito o que dizer: Tarantino é gênio, ponto. Gênio a ponto de subverter a história mundial, aniquilando a cúpula nazista (Hitler incluso na parada) em um cinema em Paris, já no fim da ocupação alemã na França. E Brad Pitt... fodástico. Se você ainda não foi, vá.
* Pois é, enquanto o povo rocker se mata pra saber se vai no Terra ou no Maquinaria, o blog vai estar em... Macapá. Escolhas, escolhas (do amor, inclusive). Novamente: a vida é dura, ainda mais quando se sabe que o ex-baixista do Pavement vai tocar com o Sonic Youth no PT. É, 7 de novembro vai ser histórico em Sampalândia.
* Bom, que mais? Ah, yep: Red Hot anuncia disco novo pra 2010 (porra, chega né? Já não ganharam grana suficiente na vida?).///Kasabian na capa da NME desta semana (merecidamente, sempre).///Discos muuuito legais daqui queo blog está ouvindo: o duo paulistano Comma (com sua estréia em "Monkey") e o paraense Johnny Rockstar, com o ep "Monoral". Mas o blog fala melhor de ambos no próximo post, pode esperar.
* Bão, vamos ao Julian, sem mais delongas.
O STROKE QUE VIROU SYNTHPOP
Okays, a humanidade que curte rock alternativo e cultura pop estava aguardando com água na boca o primeiro álbum solo de Julian Casablancas, o homem que canta à frente dos Strokes. E agora que "Phrazes For The Young" vazou por tudo quanto é canto na web (sendo que seu lançamento na velhusca plataforma física do cd está marcado para esta segunda-feira; no Brasil, dia 13 de novembro), a pergunta é inevitável: e daí, o disco é bom?
Depende do ponto de vista de quem o ouve, óbvio. Se o fã dos Strokes espera algo idêntico à banda que ele idolatra, pode esquecer: o álbum não tem quase nada a ver com a sonoridade indie guitar proto punk que o quinteto nova-iorquino resgatou com tanta competência e que lhe deu fama. Quem esperava por algo, hã, diferente e ousado da parte de Julian, poderá até curtir o disco.
Ninguém duvida da importância dos Strokes para a renovação do rock de guitarras do novo milênio. E embora o querido chapa Dum De Lucca jamais vá concordar com estas linhas zappers, mas o fato é que "Is This It?", o primeiro cd do quinteto, editado no já longínquo 2001, já pode ser considerado como um clássico do rock de guitarras dos anos 2000, graças às suas fodaças emulações de Television, Lou Reed e a toda a cena rocker que importava em Nova York nos anos 70’. É claro que nos dois discos seguintes ("Room On Fire" e "First Impressions Of Earth"), a banda passou longe da exuberância e potência rocker da sua estréia. Mas ainda assim, não se pode negar a importância do grupo para a nova geração do rock’n’roll.
Buenas, mas aí mr. Julian, o rico, descolado, boniton e fashion vocalista dos Strokes (e que é filho, vale sempre lembrar, de John Casablancas, o homem que comanda uma das maiores agências de modelos do mundo), resolveu guardar as guitarras e brincar de... anos 80’ e tecnopop. Yeah, as oito faixas do disco usam e abusam de sintetizadores (daqueles de timbragem vagabunda), percussão mezzo eletrônica e melodias calcadas no synthpop. "11th Dimension", o primeiro single, pode causar certo alvoroço em pistas, mas nada muito além disso. Nesse aspecto, "Left & Right In The Dark", com sua cruza de Depeche Mode e Duran Duran, soa mais legal e anfetamínica. Já "4 Chordes Of The Apocalypse" é uma balada medonha, com direito a órgão "pastoral". E algo que soa próximo dos Strokes pode ser ouvido na última faixa, "Tourist".
Julian continua com vocal impecável (algo lasso, largado) e a produção do disco reforçou a aparência de ser algo "caseiro". Na verdade, as faixas mais tecnopop podem servir de ótima trilha pra baladas regadas a whisky e cocaine. Mas se analisadas pelo critério puramente artístico, elas se mostram muito aquém do que Julian fez nos Strokes.
A nossa amada blogueira e deusa zapper Rudja Catrine achou o disco "feio", "fedido" e "sem noção". Já o chapa Cris Viteck considera que o grande stroke em fase solo ainda é o guitarrista Albert Hammond Jr. Pode ser. O autor destas linhas bloggers não vai ser tão cruel com "Phrazes For The Young". Vai dizer que, nele, Julian tentou escapar das amarras do que ele faz em sua hoje mega banda. Se deu certo ou não, são outros quinhentos milhões de dólares...
O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Filme: "500 dias com ela" e "Bastardos inglórios", com certeza.
* Disco: a edição comemorativa dos vinte anos de "Bleach", do Nirvana, é imperdível, principalmente pelo showzaço ao vivo que vem no cd bônus. De chapar o côco e fazer entender por que o Nirvana foi a última banda que valeu à pena ser ouvida no rock.
* Baladas, poucas e boas: hoje, sexta, a piração vai ser na Outs (rua Augusta, 486, centro rocker nervoso de Sampa), com noite fodona anos 80’. Vai ter show do Interlude (a melhor banda cover do Cure no Brasil) e discotecagem dos brodaços Wlad Zona Punk e Adriano Pacianotto. E Zap’n’roll vai estar lá, claaaaaaro!///E amanhã, sabadón em si, tem festão de aniversário da Dani Buarque, aquele tesão loiro que sempre recebe os indie kids com mega simpatia na porta da Funhouse (rua Bela Cintra, 647, Consolação, centro de Sampa). O sujeito também vai lá, dar um beijo e um abraço na querida Dani.
PENCA DE PRÊMIOS
Yeeeeesssss! Além dos ingressos pro Planeta Terra (última chamada!), vai lá no hfinatti@gmail.com, que você corre o risco de ganhar:
* Duas cópias do último disco do finado grupo Banzé;
* Kit com cds e dvds da gravadora ST2;
* Mais cinco cópias do novo álbum das Velhas Virgens.
E ACABOU!!!
Post curto, mas comparecemos, né? Em novembro, na Outs, finalmente vai rolar a festa de seis anos do blog (dia 21, com discotecagem zapper, claaaaaro, que irá aproveitar pra também comemorar seu próprio niver, hihi). Mas antes ele vai dar uma voltinha novamente em Macapá e Belém, e depois conta aqui como foi, certo mano? Então é isso. Depois do feriadón, tem mais por aqui. Até lá!
Will Sergeant e Big Mac: eles ainda rendem bom caldo
Yep, quinta-feira agitada aqui.
Afinal, logo mais à noite rola em Sampa (na classuda casa de shows de blues Bourbon Street) a festona do terceiro aniversário da amada Rolling Stone Brasil, a ainda hoje maior e melhor revista de cultura pop em circulação no país. O blog vai estar por lá, claaaaro, e fala mais sobre os três anos da RS Brasil neste mesmo post, que vai sendo escrito em uma agradável e silenciosa madrugadona (sempre, né?) de quinta-feira, com uma chuva aconchegante caindo lá fora e suaves doses de whisky esquentando o ambiente do loft zapper. Fora a festa da querida revistona, estas linhas rockers online abrem espaço para falar do novo disco do velho Echo & The Bunnymen. Grandeeeee Echo, que já deu momentos sublimes ao rock’n’roll mas que há anos anda meio assim... E aí entra aquela velha questão: qual o sentido em se tentar perpetuar algo que já foi fantástico mas que, hoje, não passa de uma sombra distante e esmaecida de algo que foi sublime em nossas vidas, corações e almas? Zap’n’roll ainda não ouviu "The Fountain", o novo álbum de Ian McCulloch e Will Sergeant (a dupla a qual o grupo se resume, atualmente), acha o anterior ("Siberia", editado em 2005) legal, mas nem por isso deixa de achar que os Coelhinhos jamais deveriam ter voltado à ativa, em 1997 – lá se vão doze anos já... Anyway, este post traz algumas histórias sobre o Echo, vividas pelo sujeito aqui, além de uma resenha sobre o novo álbum, escrita pela jornalista e fã da banda Katy Mary, em texto que foi enviado ao blog pelo chapa colatinense (é isso mesmo?) Alex Sobrinho. E assim o blogon sempre democrático mantém sua postura de abrir espaço para colaborações, ainda que discorde eventualmente do que está escrito nessas colaborações. Entonces vamos nelson, porque a noite do rapaz aqui vai ser loooonga logo mais, com um mar revolto de whisky oito anos e outras coisas mais devorando seus sentidos e instintos...
* Sabe aquela tour que o Franz Ferdinand anunciou para março de 2010 por aqui? Pois é: pode se mexer porque os ingressos para as gigs já estão à venda. Em Sampa a banda de Alex Kapranos toca no dia 23 de março, na Via Funchal, e os tickets custam entre R$ 180,00 (a pista) e R$ 300,00 reais. Certo, mano?
* Enquanto isso nosso herói Julian Casablancas (o homem que canta à frente de uns certos Strokes) vai, aos poucos, liberando na web as músicas que irão fazer parte do seu já – a essa altura – aguardíssimo primeiro álbum solo, "Phrazeres For The Young", que chega às lojas naquele pré-histórico formato (o cd) no próximo dia 2 de novembro (Brasil incluso na parada, só pra constar). "River Of Brakelights" é o nome da nova faixa que está liberada para audição no MySpace do garoto. Se bem que o disco inteiro já deve ter vazado na rede, basta ser paciente e procurar.
A capa do primeiro solo do vocalista dos Strokes
* O track list de "Phrazeres For The Young" é: "Out Of The Blue", "Left & Right In The Dark", "11th Dimension", "4 Chords Of The Apocalypse", "Ludlow St", "River Of Brakelights", "Glass" e "Tourist". E a capa do disco é essa aí embaixo:
* Que a NME está respirando novos ares edioriais, todo mundo já está sabendo. Mas colocar o Paramore na capa da publicação não é forçar um pouco demais a barra, não?
* E "Cornestone", a belíssima balada do novo álbum do Arctic Monkeys, é o novo single de trabalho do dito cujo. Já inclusive com direito a clip em alta rotação circulando no YouTube, como você pode conferir abaixo. É uma música realmente lindinha e que a nossa amada deusa (e girlfriend do autor destas linhas rocker bloggers) Rudja adooooora, né?
Arctic Monkeys - "Cornestone"
* E que mais? Oxe, dvd novo do Metallica agora em novembro. Registro de um show gravado em julho na França, o dvd terá dezoito músicas.///Mais: boato forte na praga do Twitter deu conta, ontem, de que o rapper Kanie West estaria... muerto! Será???///E não é que as entradas de estudante para o show do horrível Killers, em Sampa dia 21 de novembro, estão se esgotando? Então, se você tem a famosa "carteirinha" e quer tentar a sorte pra ouvir o mala Brandon Flowers, é bom correr...
* A GRANDE TRAPAÇA DO MADAME SATÃ FEST – Era para ser um dos grandes eventos rockers do ano em Sampalândia. O lendário casarão do Madame Satã foi, durante quase duas décadas e meia, a principal casa noturna alternativa da capital paulista. Localizado no bairro do Bixiga, o Satã abrigou toda a cena punk e pós-punk que dominou a noite paulistana na década de 80’ – e parte da de 90’ também. Zap’n’roll deve muito de sua formação cultural, musical e comportamental ao casarão pois passou momentos inesquecíveis ali, dançando o melhor do pós-punk, do gothic rock e do indie rock inglês no porão mega escuro (e sempre chapado de álcool e drogas variadas), fodendo bocetas sempre loucas, estilosas, deliciosas e putaças e se divertindo a valer. Depois o Satã virou Morcegóvia, The The e voltou a ser Madame Satã, até que foi fechado pela prefeitura, em função de diversas irregulariadades (falta de alvará de funcionamento, contas de água e luz em atraso etc, etc). Um final algo melancólico para um espaço que marcou a vida de milhares de malucos, jornalistas, músicos, produtores e artistas em geral que faziam do velho casarão seu segundo lar. Pois bem: para celebrar supostamente os vinte e cinco anos de existência da casa, gente ligado a ela começou a divulgar a realização de uma mega festa, batizada "Madame Satã Fest". A notícia se espalhou rápido pela web e também pela grande mídia (com matérias inclsuive na FolhaSP), todos comemoraram o anúncio da realização do evento e tals. Flyers caprichados começaram a ser distribuídos, informando que a festa seria realizada num mega espaço na Grande SP e tendo como atrações dezenas de djs (de todas as fases do Satã) e vários shows internacionais, entre eles o ainda relevante New Model Army e o caidaço The Mission. Ingressos foram colocados à venda (ao preço de 160 pilas), uma boa quantidade chegou a ser vendida antecipadamente e aí... surpresa: também supostamente em função da epidemia de gripe suína, o Madame Satã Fest foi "oficialmente" adiado para 3 de outubro de 2009. Só que 3 de outubro também já passou e até agora nem tchuns da festa. O site oficial do Madame Satã (www.madamesata.com.br) não fala muita coisa a respeito de como está a situação, se o evento ainda vai acontecer ou não. Há uma nota lacônica lá (e mal escrita) que, entre outras coisas, diz: "O Madame Satã continua trabalhando para a realização de seu evento de aniversário, que foi adiado. Será mantida a mesma qualidade. Para nossos clientes que tiverem interesse na devolução do ingresso, será informado a partir da próxima semana (nota do blog: não se sabe há quanto tempo este texto está no site da casa noturna). Os ingressos continuam valendo. (...) Temos orgulho em ter conseguido organizar um evento internacional comparável a Skol (Beats), Tim (Festival) etc. Que infelizmente teve que ser adiado (!!!???, exclamações e interrogações por conta do blog)". Parece piada de mau gosto, mas é real. Anyway, Zap’n’roll foi investigar a parada e apurou que o grupo inglês New Model Army enviou e-mail à organização da festa, informando que seria absolutamente impossível a banda se apresentar no Brasil em outubro, por questões de agenda. Já outra "atração" alardeada pelo evento, o grupo eletrônico Nitzer Ebb, disse que "jamais foi procurado" pelos organizadores para tocar na festa. E por fim, uma amiga pessoal destas linhas rockers online, e que prefere não se identificar, reclama: "uma amiga minha comprou ingresso antecipado, pagou R$ 160,00 e não consegue a devolução do seu dinheiro. Ela está putíssima e, igual a ela, acho que existem muitas outras pessoas também. Muita gente está na mesma situação, comprou ingresso pra um evento que nunca aconteceu e que, parece, nem vai acontecer". É isso. Aí, o blog pergunta: como irá ficar a grande trapaça do Madame Satã Fest?
O velho New Model Army: uma das "atrações" do Madame Satã Fest, o festival que nunca existiu
* Agora, veja aí embaixo a delícia cremosa que o ator George Clooney está namorando (lembrando que Clooney está com 48 anos de idade, mas ainda em forma e gostoson). Ela é italiana, modelo, apresentadora da MTV e se chama Elisabetta Canalis. O amor é mesmo lindo, no? Hihi.
* E vamos aos Homens Coelho.
MAIS UMA CHANCE PARA O VELHO ECHO & THE BUNNYMEN
Banda mítica do pós-punk inglês dos anos 80’, o Echo & The Bunnymen lançou no último dia 12 de outubro na Inglaterra seu novo disco, batizado "The Fountain". É o décimo primeiro disco de estúdio de uma trajetória que começou há mais de trinta anos (em 1978, com o single "Rescue"; em 1980 foi lançado o primeiro álbum da banda, o clássico "Crocodiles"), e o primeiro disco inédito do Echo desde o bom "Siberia", editado em 2005.
Hoje a banda se resume ao eterno guitarrista Will Sergeant e ao lendário vocalista e letrista Ian McCulloch, o "Big Mac". Da formação original se foram o baterista Pete De Freitas (que morreu em um acidente de moto em Londres, em 1989) e o baixista Les Pattinson, que abandonou a música há anos para se dedicar a construir pequenas embarcações. Zap’n’roll sempre amou o Echo e chegou a considerá-la como uma das cinco bandas mais importantes da história do rock. Era uma avaliação que se justificava: com obras-primas de psicodelia e melancolia no currículo (como os fantásticos e inatacáveis álbuns "Porcupine", de 1983, e "Ocean Rain", de 1984), um guitarrista fenomenal, um vocalista ídem e uma seção rítmica ao mesmo tempo poderosa e suave, os "Homens Coelho" se tornaram o dioptro fiel e perfeito do desencanto existencial que permeou de maneira sublime todo o rock inglês da década de 80’. O grupo esteve várias vezes no Brasil e o melhor momento deles aqui ainda foi em sua primeira visita, em 1987, no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo. Foram cinco shows absolutamente sold out. E vindo com seu line up original e inimitável até hoje, o Echo proporcionou uma experiência sensorial, sônica e visual avassaladora e inesquecível a quem assistiu a um daqueles concertos – o então jovem zapper, que havia começado sua carreira jornalística há apenas um ano, estava lá. E foi às lágrimas ao final do set, que assistiu ao lado dos amigos Phillipe Brito e Silvia Ruksenas.
Depois, tudo foi mudando na trajetória do Echo. Pete morreu, Les saiu, a banda acabou. Veio o bacana projeto Electrafixion, conduzido por Ian e Will, e que rendeu o ótimo disco "Burned" (lançado em 1995) mas ficou nisso mesmo. Dois anos depois, a dupla resolveu voltar como Echo & The Bunnymen, e lançou o bem ruinzinho disco "Evergreen". De lá pra cá, entre trabalhos medianos ("Flowers"), bons ("Siberia") e péssimos ("What Are You Going To Do With Your Life?"), o conjunto deixou claro de que ele nunca mais seria o mesmo, principalmente pela voz de Big Mac: outrora trovejante, se transformou num bagaço.
O autor deste blog assistiu absolutamente todos os shows que os Coelhinhos fizeram no Brasil. Entrevistou a banda pessoalmente (em coletivas) pelo menos três vezes e, numa delas, acabou brigando com McCulloch, porque ele se irritou com o sujeito aqui diante da insistente pergunta: "o que houve com aquele seu vozeirão, afinal?". O zapper eternamente doidon (hoje, nem tanto, uma certa macapaense está deixando o rapaz aqui mais calmo e tranquilo) e melancólico, também chapou muito a cabeça de drugs ao som do Echo. Se apaixonou intensamente por muitas garotas ouvindo a banda, trepou com elas por causa dos Coelhinhos (inesquecível um certo domingo à noite em Sampa, lá por 1999, quando Zap’n’roll estava na porta do Madame Satã e, de repente, viu aquela criaturinha deliciosa, toda de preto e com um rosto que parecia o de uma boneca de porcelana. Ela se chamava Ana S... e tinha, na época, dezessete anos de idade. O então jornalista já nem tão jovem mas eternamente goth começou a cantarolar "The Killing Moon". E ana exclamou: "isso é Echo & The Bunnymen!". Yeah! Enfim, ela estava há apenas dois meses em São Paulo, era de Campo Grande, adorava poesia e pós-punk inglês, o figura aqui se apaixonou perdidamente por ela e ambos deram juntos algumas fodas inesquecíveis, tendo como trilha sonora as músicas dos Homens Coelho), se apaixonou, sofreu e, enfim, se desencantou com um grupo que, em nossa modestíssima opinião, deveria ter se aposentado há séculos.
Mas eles insistem. E estão aí com "The Fountain", o novo álbum, que sai pelo próprio selo da banda, recém-criado. O blog em si ainda não ouviu o dito cujo mas abre aí embaixo espaço para uma resenha do trabalho, feito pela jornalista Katy Mary (que modera a comunidade do Echo no Orkut) e que foi encaminhada à Zap pelo dileto amigão e radialista Alex Sobrinho. Quem sabe "The Fountain" não é um bom disco, afinal?
THE FOUNTAIN – ECHO & THE BUNNYMEN
(por Katy Mary, especial para Zap’n’roll)
O novo disco dos Coelhinhos
De uns anos para cá o Echo and the Bunnymen tem sido redescoberto, não somente por uma geração nova de ouvintes, mas também por bandas atuais. Coldplay, The Killers, The Decemberists, são só alguns exemplos que já regravaram material da banda e que não escondem a admiração pelos Coelhos de Liverpool. Esse novo "ar" de modernidade dado ao Echo também pode ser visto em "The Fountain", o 5º álbum do grupo (ou seria uma dupla?), depois do retorno, em 1997. O material, lançado no dia 12 de outubro, nasceu de uma corajosa produção independente, depois de uma tentativa fracassada de renovar a parceria com a lendária Korova, que havia sido o primeiro grande selo com quem a banda assinou no início dos anos 80.
No atual trabalho do grupo os resquícios dos anos 80 definitivamente parecem ter ficado para trás. E é bem possível que essa postura seja até certo ponto proposital, já que Ian McCulloch, vocalista e célebre por fazer comentários apimentados sobre colegas do rock, já confessou que se sente muito mais à vontade interpretando canções mais novas, do que clássicos como Crocodiles ou Do It Clean.
Releituras somente do material da segunda fase, pós-retorno, principalmente de Evergreen (1997) e do excelente Siberia (2005) onde as canções começam a aparecer despidas daquela densidade que a banda mergulhou em álbuns como Heaven Up Here (1981) e Porcupine (1983). Agora o espaço é para um rock mais despretensioso, com melodias pops e letras menos obscuras, como a "pegajosa" Do You Know Who I Am e as belíssimas Shroud of Turin e The Fountain. Mudanças à parte, o mais importante é poder encontrar os inconfundíveis riffs de Will Sergeant presentes em quase todo o repertório, nos tirando do risco de termos na mão mais um disco solo de Ian McCulloch.
Se você já chega perto dos 40, "viveu" o Echo do século passado e não se tornou um nostálgico de plantão, é provável que The Fountain não seja nenhum incômodo. Alguns dizem que a banda, que este ano comemorou seus 30 anos com muita pompa no palco do suntuoso Royal Albert Hall, envelhece com dignidade. Pode até não ser isso, pode ser que a voz e o cabelo de Ian estejam escassos, mas o certo é que ele e Will Sergeant ainda rendem um bom caldo musical.
TRACK LIST DE "THE FOUNTAIN"
"Think I Need It Too" – 3:41 "Forgotten Fields" – 3:46 "Do You Know Who I Am?" – 2:52 "Shroud of Turin" (McCulloch, Sergeant) – 4:10 "Life of a Thousand Crimes" (McCulloch, Sergeant) – 3:22 "The Fountain" (McCulloch) – 4:01 "Everlasting Neverendless" – 3:08 "Proxy" (McCulloch) – 3:15 "Drivetime" – 4:11 "The Idolness of Gods" (McCulloch) – 4:26
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OS TRÊS ANOS DA ROLLING STONE BRASIL
Parece que foi ontem, não? Mas a maior e melhor revista de cultura pop que é publicada hoje no Brasil, a Rolling Stone, chega ao seu terceiro ano de existência hoje. E comemora com festão logo mais à noite no charmoso e aconchegante Bourbon Street, uma das melhores casas de shows de blues da capital paulista. Além do habitual regabofe regado a ótimo whisky importado e quitutes diversos, também vai ter show do graaaaande Macaco Bong e uma apresentação especial e exclusiva para o evento, reunindo no palco o casal Marcelo Camelo e Mallu Magalhães. A festa, óbvio, é apenas para convidados. E Zap’n’roll, que colabora com a revista e tem ótimos amigos em sua redação, eatará por lá.
A RS brazuca teve erros e acertos nestes três anos de circulação, claro. Na modesta opinião deste blog, mais acertos do que erros. Pensa bem: não dá pra agradar todo mundo que lê a revista (e muita gente a lê: sua circulação média continua girando em torno dos 50 mil exemplares, o que é um ótimo número em se tratando de um país onde as pessoas não têm o hábito de ler com frequência, e em uma época em que a web está literalmente exterminando a mídia impressa), o tempo todo. E nem o leitor médio comum da publicação consegue sequer imaginar a pressão que é fazer uma revista como a Rolling Stone todo mês. Pressão de artistas (que querem sair em suas páginas), de anunciantes, da direção da editora Spring (que edita a revista e cobra mesmo, e com razão, resultados positivos a cada nova edição), pressão de pessoas que têm seus interesses contariados por alguma pauta mais "cabulosa" (principalmente quando o assunto é política) etc. Ou seja: pressão de todos os lados.
E a turma que trabalha diretamente na redação (o editor-chefe Ricardo Cruz, o editor Pablo Miyazawa, os editores-assistentes Paulo Cavalcanti e Paulo Terron), todos jornalistas experientes e calejados, felizmente sabe administrar bem essas pressões e consegue entregar, mensalmente, uma revista bacana de se ler. Não é porque colabora com ela e tem diletos amigos ali (os queridos Quinho, Super Monge Japa Zen e mr. Alderrrrraba), mas o autor deste blog realmente gosta da revista, embora já tenha discordado muitas vezes de muito do que foi publicado nela e como foi publicado. E agora, com o advento da edição brasileira da Billboard, a RS enfrenta mais um desafio (apesar de que as duas revistas não competem diretamente entre si): continuar se mantendo como a grande revista de cultura pop deste país. Moral e condições pra isso ela tem de sobra.
Feliz aniversário, Rolling Stone Brasil. Que ela ainda dure por muitos anos por aqui!
É TEMPO DE FESTIVAIS – JAMBOLADA E MADA
Como o blog já comentou em posts anteriores, a maioria dos festivais independentes brasileiros serão realizados, em 2009, nestes meses finais do ano. Só neste finde, serão dois: o gigante Mada, em Natal, e o também já grandinho Jambolada, em Uberlândia.
Ambos já tiveram suas progs divulgadas na página de notícias aqui do portal. E como o blogon não pode estar ao mesmo tempo em todos os lugares (e também como a Abrafin anda "de mal" conosco, hihi), Zap’n’roll não estará em nenhum dois dois, visto que se prepara para ir, daqui a duas semanas, acompanhar de perto o festival Quebra Mar, laaaaá na distante Macapá.
Todas as infos do Mada você encontra em www.festivalmada.como.br. e sobre o Jambolada, está tudo aqui: www.festivaljambolada.com.br. Enfim, quem estiver em Natal ou em Uberlândia neste finde, está com a diversão garantida.
O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: o primeiro solo de Julian Casablancas, o homem que canta nos Strokes. Dá uma "caçada" na web, que ele já está dando sopa por aí.
* Dvd: "Live At Reading", que registra o showzaço do Nirvana no lendário festival inglês, em 1992. Chega às lojas do mundo todo (Brasil incluso) no próximo dia 2 de novembro.
* Baladas: começam hoje, quinta, com show do Júpiter Maçã lá na Clash Club (rua Barra Funda, 969, Barra Funda, zona oeste de Sampa). Depois, você pode esticar a balada na festa "Engata Quinta", lá no Inferno Club (rua Augusta, 501, centro de Sampa), com discotecagem pra lá de rocker do Adriano Costa, Boris (ex-Borderlinerz), Flavinho Forgotten e o nosso popstar Adriano Cintra (leia-se: o cérebro por trás do CSS).///já amanhã, sextona, tem a gatíssima Bruna Vicious discotecando novamente na Outs (rua Augusta, 486, centrão rocker de Sampa). E no outro lado da rua, no Inferno, tem show sempre bacana do Ludov.///Já no sabadão, não tem pra ninguém: a baladaça é mesmo na Outs, onde rola show sempre imperdível (e como sempre atuchado de xotas rockers tesudas) dos Forgotten Boys. É isso: vai na fé e caia de boca no rock’n’roll.
OS PRÊMIOS: INGRESSOS, CDS, DVDS, O ESCAMBAU!
E não? O blog maluco pra deixar você maluco de vontade de ganhar algo, resolveu fazer um gooooordo saco de bondades pra esta semana, hihi. Vai lá no hfinatti@gmail.com, que cotinua em disputa:
* DOIS INGRESSOS para o super Planeta Terra Festival, dia 7 de novembro em Sampalândia, com Iggy Pop, Sonic Youth, Primal Scream etc, etc.
E pra fazer cia. aos ingressos, tem também:
* Dois exemplares do último cd lançado pela finada banda Banzé;
* Mais um kit com dvds e cds da gravadora ST2;
* E (ufa!): cinco cópias do novo álbum da Banda das Velhas Virgens.
Tá bom, né?
XIII!!! ACABOU!!!
O tempo tá curto, hoje tem a festa da Rolling Stone e o sujeito aqui tá na correria brava. Aquele papo sobre novas bandas indie com vocais femininos e sobre os paraenses do Johnny Rockstar (que são beeeeem legais) fica pro próximo post, palavra de blogueiro eternamente atrapalhado.
Então ficamos por aqui, okays? Beijos nas crianças e no comecinho da próxima semana tem mais. Até!
Esse loki aí em cima deu ao mundo o fodástico The Stone Roses. E agora, está de volta com um disco solo que é pura Manchester anos 90'
A vida e suas escolhas...
O sujeito aqui pensa nisso enquanto batuca no teclado mais um post do blogon campeão de audiência do nosso amado portal Dynamite online (o último post acaba de bater recorde de comentários dos leitores na temporada recente com, até o momento, 50 mensagens enviadas, uia!). É madrugadona de quinta pra sexta-feira (faz teeeeempooooo que o zapper fã das loucuras rockers noturnas, não badala no circuito under paulistano na quinta-feira à noite; mas é que a cena anda meio flopada mesmo... de qualquer forma, logo menos o autor destas linhas bloggers vai deambular por aí, numa madrugada de quinta pra sexta) e mais uma vez o pensamento corre sobre a questão das escolhas que volta e meia fazemos em nossas vidas. Escolhas profissionais, escolhas no amor (e, por vezes, esse tipo de escolha, a do amor, se vê premida pela falta de coragem de quem ama outro alguém, mas que não consegue enfrentar os eventuais riscos de assumir este amor), escolhas comportamentais e culturais, escolhas da nossa existência, enfim. Zap’n’roll se deparou justamente com um dilema desses há pouco (e já o resolveu, como você saberá se continuar lendo esta introdução do post), um dilema semelhante ao ocorrido há dois anos: naquela época, anunciada a primeira edição do festival Planeta Terra – hoje, sem dúvida alguma, um dos festivais de rock mais bacanas do país –, eis que o blog (então coluna virtual) foi convidado a cobrir outro festival igualmente bacana, mas de bandas indies nacionais em... Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Era a primeira (e única até agora, infelizmente) edição do Groselha Fuzz, realizado pelo agitador cultural e chapa deste blog, o querido Thiago Fuzz. Só que o GF seria no mesmo dia do... Planeta Terra, em Sampa. O sujeito aqui pensou, pensou... e decidiu se mandar pra Ribeirão Preto, deixando de lado um mega evento na capital paulista, que muita gente daria a mãe pra assistir. Pois agora em 2009, a mesma cena se repete: em 7 de novembro, São Paulo vai receber a terceira edição do Planeta Terra, com Iggy Pop, Primal Scream, Sonic Youth, Maximo Park, Ting Tings e o escambau. Pois o blogon doidon, que é publicado num portal que está hospedado no Terra (a dona do festival) e que, por isso mesmo, descolou sua cota de ingressos na faixa pra sortear entre seu dileto leitorado (a caixa postal do autor destas linhas online já está abarrotada com pedidos desesperados pelos tickets), vai mais uma vez esnobar o PT pois, na mesma noite do mega evento em Sampalândia, o blog estará mais uma vez na longínqua Macapá, capital do Amapá. E os motivos para nossa volta pra lá são bem conhecidos de todos que acompanham este blog: além de ir cobrir o ainda jovem (está na sua segunda edição) festival Quebra Mar, Zap’n’roll se sentirá muito feliz em rever uma cidade muito bacana em todos os sentidos, onde ele passou um mês espetacular recentemente, e onde ele conheceu e se apaixonou pela garota mais incrível do mundo, uma deusa francesa em todos os aspectos possíveis de uma grande garota. Se a paixão se transformou em amor e se esse amor vai prosseguir ou não, é mais uma outra escolha na vida de quem está envolvido na história. Ou seja: a vida é mesmo feita de escolhas. Certas ou erradas, boas ou más, mas não há como escapar delas, das escolhas. Portanto, escolha sua posição mais cômoda aí na poltrona (ou cadeira) e seja bem-vindo a mais um post do blogão que sabe fazer bem as suas escolhas.
* E depois do AC/DC, o... ZZ Top, uia! O decano trio texano de barbudos, que tem mais séculos de hard rock do que um urubú de vôo, baixa no Brasil em dezembro para shows em Sampa (nos dias 10 e 13), e Rio De Janeiro (dia 12). Você tem mais de 50 anos de idade (o blogger loker ainda não chegou lá, hihi)? Ostenta uma pança exuberante? Usa rabo-de-cavalo mesmo estando já algo careca e grisalho? É um empresário ou profissional liberal bem-sucedido que nos findes anda montado numa Harley, pra relembrar os tempos em que você era durango, doidão e chapava o côco nos findes com vinho Chapinha e quilos de marijuana? Então esse é o seu show! Vai fundo!
* Por outro lado, o americano Cake disse não ao Indie Rock Festival, cuja segunda edição rola em novembro no Rio (dia 13, na Fundição Progresso) e em Sampa (dia 16, na sempre legal Via Funchal). No lugar dos americanos que um dia fizeram mega sucesso com o cover de "I Will Survive" (da Gloria Gaynor) vem o inglês Super Furry Animals, que é beeeeem melhor. Mas, na boa, esse Indie Rock tá meio assim, no? A primeira edição, em 2007, foi muito bacana, com The Rakes e tal. No ano passado, a segunda edição foi abortada quando já estava tudo certo pro sensacional The Dandy Warhols baixar por aqui. E agora, este ano, vamos de SFA, Gogol Bordello mais Holger (que é very ok) e o insuportável Mombojó. Assim fica difícil se animar pra ir conferir a bagaça.
* Cantinho do cinema do blogon, rsrs. Ela é linda, ela é um bocetão, ela já assumiu que adoooooraaaaa homens e mulheres também (wow!). Ela é mega! Quem? A Megan Fox, ora, quem mais? Pois a gostosa número um da Hollywood de hoje está em "Garota Infernal", que estréia em 23 de outubro por aqui (semana que vem, certo?) e tem roteiro da igualmente gostosona, estilosa e descolada Diablo Cody – ela mesma, que ganhou o Oscar de melhor roteiro pelo meigo e fofo "Juno". No filme, Megan faz o papel de uma líder de torcida colegial que, após passar por um ritual satânico, se transforma em uma devoradora de machos. Novamente: wow!
Esse bocetaço aí em cima é a atual atriz number one de Hollywood
* Já na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que acontece também agora, no final de outubro, será exibido o longa documentário "A todo volume". Hã??? Trata-se de um filme que reúne ninguém menos do que Jimmy Page, The Edge e Jack White, representando três gerações de guitar heroes da história do rock. Cada um deles conta, através de depoimentos bem pessoais, como foi sua trajetória na música e como eles desenvolveram seu estilo de tocar. Você não mora em Sampa e não vai conseguir ir na Mostra? Sem problema: "A todo volume" estréia nos cinemas de todo o país no dia 6 de novembro. Antes disso haverá cabines de imprensa da fita e Zap’n’roll irá em uma delas, na semana que vem. Depois conta aqui o que achou do documentário.
Jimmy Page, The Edge e Jack White: três gerações de guitar heroes em um mesmo documentário
* E ainda na praia dos fotogramas, "Salve Geral", que relata em tom ficcional os atentados cometidos pelo PCC em São Paulo, em 2006, continua bombando nos cinemas. Agora o que você, fã de indie rock nacional e que ainda não assistiu ao filme não sabe, é que na trilha sonora dele estão duas músicas do finado grupo paulistano Banzé. "Chave Mestra" e "O homem sem qualidades" estão incluídas no segundo e último disco do trio, lançado no início do ano passado, e que era um passo gigante da banda em relação à sua estréia. Infelizmente o Banzé se separou mas seu guitarrista e vocalista, o chapa Thadeu Meneghini, continua agitando novos projetos musicais. Um deles é a mega banda "Conjunto Vazio" que reúne, entre outros, Genival Lacerda, Sandra Coutinho (das Mercenárias), Tonho Penhasco, Tatá Aeroplano (do sensacional Cérebro Eletrônico), Vanessa Krongold (a linda vocalista do Ludov), o baiano Ronei Jorje, Wado etc, etc. Com esse povo todo junto, deve sair coisa boa ou, no mínimo, bizarra. Assim que o Conjunto Vazio for dando mais forma ao seu material (que está sendo gravado), iremos contar aqui como é esse material, pode aguardar.
* Bom, se você ainda não assistiu, uma palhinha de "Salve Geral" aí embaixo:
* E se você não conhece o som bacana que o Banzé fazia, sem problema: vai lá naquele seu velho e amigo e-mail, que Zap’n’roll põe na roda três exemplares do segundo (e ótimo) cd da banda em sorteio.
* Bien, bien, saiu a primeira edição da Billboard brasileira. Com o Rei Robertão na capa. Se alguém aí do outro lado do micro já leu, pode comentar aqui, no espaço dos leitores. A gente deixa, hehe.
* Ah, sim: adeus A-há! O já velhusco trio pop eletrônico norueguês, que fez sucesso absurdo no Brasil nos anos 80’ (o sujeito aqui, já uma puta velha do jornalismo musical brazuca, não se esquece do show que assistiu do grupo no estádio do Palmeiras, em Sampa, lá por 1988. O então jovem repórter trampava na revista Istoé e foi cobrir a gig. Foi um delírio histérico e ensurdecedor de cerca de 40 mil xoxotas adolescentes, sendo a esmagadora maioria uma delícia cremosa, que berrou a plenos pulmões todas as canções do grupo, do início ao fim do concerto), anunciou que vai pendurar as chuteiras, depois de quase trinta anos de bons (ou maus, depende do ponto de vista) serviços prestados à música. Tem muita gente que acha que o A-há era a quintessência da breguice. Mas, vem cá: "Take On Me" era – e é – muuuuuito legal e a pop song por excelência. Você jura que nunca dançou ao som dela? Hein? Anyway, a despedida vai ser com uma tour mundial (claro), e cujo último show será em Oslo (capital da Noruega, onde mais?) em dezembro de 2010. Rip A-há!
DE VOLTA À MANCHESTER DO ECSTASY
Há exatas duas décadas, esse sujeito cantou à frente de uma banda que durou apenas dois discos, sendo que o primeiro, lançado em 1989, é uma obra-prima do rock inglês do final dos anos 80’/início dos 90’. A banda era, claro, The Stone Roses. E o cara é Ian Brown que, aos 46 anos de idade, lançou há pouco lá na Velha Ilha o disco "My Way", seu sexto trabalho solo desde o fim dos Roses (que encerraram atividades oficialmente em 1995, após o mega fracasso de "Second Coming", seu segundo cd). O álbum não vai sair no Brasil, óbvio, o que pouca diferença faz nos dias de hoje, já que ele está aí na web pra quem quiser ouvir e baixar.
Brown é o típico mancuniano. Nasceu e se criou em Manchester, a feiosa cidade industrial que fica no norte da Inglaterra, a cerca de 400 kms de Londres. Uma espécie de Sorocaba de lá. Sujeito doidão, se envolveu muito cedo com drogas (muitas drogas) e com a cena musical local. Era a época da geração ecstasy inglesa, das raves, do clube Hacienda (cujos donos eram Tony Wilson, o saudoso e inesquecível fundador da Factory Records, e o grupo New Order) que projetou a cidade para o mundo, da chamada Madchester generation enfim, um grupo de loucos geniais que fundiram bases eletrônicas dançantes com guitarras indie psicodélicas, tudo sob a benção e inspiração/chapação de toneladas de ácido, maconha, ecstasy, cocaine etc. A Inglaterra se ressentia mortalmente do desaparecimento dos insubstituíveis Smiths – ocorrida em 1987, portando, dois anos antes – e procurava desesperadamente a banda que iria herdar o trono de Morrissey, Johnny Marr e cia.
Essa banda foi The Stone Roses.
O primeiro disco deles, homônimo, é uma obra-prima esancadolosa e avassaladora, que pode tranquilamente figurar entre os vinte melhores discos de rock de todos os tempos. Canções pop perfeitas, melodias redondas, ambiências psicodélicas, guitarras vaporosas, vocais sonolentos e chapados, percussão viajandona e dançante, tudo isso permeava as onze faixas do trabalho, que trouxe zilhões de clássicos instantâneos que sacudiram rádios e pistas de clubes do mundo inteiro na época (e o blog está falando aqui de "I Wanna Be Adored", "She Bangs The Drums", "Waterfall", "Made Of Stone", "I Am The Ressurrection"...). um discaço fodaço enfim, que o então jovem zapper não cansava de ouvir no seu apê da Frei Caneca, no centrão de Sampa, quando ele se juntava com sua louca amiga peruona junky Renata F. (onde andará ela? Renata era um tesão e um escândalo de beleza, e todos os machos do mundo queriam fodê-la. Mas ela só se interessava por músicos de bandas gringas, hihi. E como ela adorava whisky com padê, meldels...), e ambos se preparavam pra ganhar as ruas na eterna madrugada louca de Sampa. O destino era sempre o Espaço Retrô, onde o também saudoso Toninho sempre tocava o disco dos Roses. E o sujeito aqui se entupia de álcool e cocaine, buscava bocetas loucas pra fodê-las nos banheiros imundos do bar, e procurava dar algum sentido à sua existência maluca.
O novo solo de Ian Brown: bases eletrônicas e quase sem guitarras
O primeiro disco dos Stones Roses fez a banda literalmente explodir na Grã-Bretanha. Primeiro lugar na parada inglesa, milhões de cópias vendidas, milhões de libras embolsadas e o quarteto (que além de Ian Brown, ainda tinha o guitarrista John Squire, o baixista Mani e o batera Reni) começou a pirar. Os malucos enfiaram o pé na lama em drugs com gosto, torraram uma fortuna de sua gravadora (a Silvertone Records) em adiantamento pelas gravações do futuro segundo álbum e... levaram cinco anos para conseguir lançar o segundo disco. "Second Coming" era um bom disco (e que, na época de seu lançamento, foi literalmente detonado pelo sujeito aqui, em resenha publicada na extinta revista Bizz), mas nem de longe alcançou a genialidade do primeiro trabalho. Foi um fracasso retumbante. E pouco tempo depois, os Roses decidiram pendurar as chuteiras.
Ian Brown mergulhou então em uma errática carreira solo, que rendeu alguns discos bons ou medianos. Este "My Way", que saiu na Inglaterra agora no final do mês passado, é ok. Mas nada que vá mudar a vida de quem o ouve. Na verdade, Brown parece ter feito (como bem observou "tio" André Pomba) um cd "home made". Ou seja: gravado com poucos recursos de estúdio e poucos músicos. Musicalmente, Brown parece querer voltar no tempo, na época da Madchester generation. Não há quase guitarras por todo o disco, prevalecem ambiências eletrônicas mas algo pop e dançantes. A faixa que abre o disco, "Stellify" (também o primeiro single do álbum) é conduzida por pianos e vocais em eco. "Crowning Of The Poor" tem algo de dub em sua construção instrumental, "In The Year 2525" mixa metais "mexicanos" com andamento pop/indie, "Always Remember Me" é uma balada melancólica e algo saudosista e nessa toada o disco segue. Uma tentaiva de "modernização" sonora surge na mezzo electro "Marathon Man" e o cd fecha com com a "chapada" "So High", que lança mão de timbres de órgão Farfisa para criar uma ambiência sessentista. Mas o grande momento do álbum é, mesmo, "Just Like You". Com sua melodia circular, seus metais sampleados e a percussão eletrônica indie conduzindo o andamento, é a canção que mais lembra os Stones Roses da fase "Fool’s Gold" (ou o Inspiral Carpets de "Caravan", ou mesmo os Happy Mondays circa "Kinky Afro" e "Step On"). De repente, é como se estivéssemos novamente em 1989, no clube Hacienda em Manchester, ou em Sampa lá no Retrô. Todos dançando chapados de ácido e maconha e felizes na noite interminável e hedonista. Essa o blogão sempre antenadão já vai tocar amanhã, em sua discotecagem mensal na Outs/SP. E também no começo de novembro laaaaá em Macapá, na discotecagem que o blog vai fazer no festival Quebra Mar.
Ian Brown diz que "My Way" foi inspirado em Michael Jackson e também conta que o cd foi masterizado no dia em que o mega astro bateu as botas. Pode ser verdade, pode ser apenas factóide pra promover o disco. Um disco digno, no final das contas, pra um sujeito que está próximo do meio século de vida. E que tomou todas as drogas possíveis e deixou uma obra-prima para a história do rock’n’roll. Só por isso Brown já merece nosso crédito, sempre.
* A super ninja e amada deusa Rudja, e o querido Wagner Vedder observaram bem: Liam Gallagher e Ian Brown estão cada vez mais parecidos. Gêmeos separados no nascimento? Uia!
* Filmes: ótimos e bacanas, estreando e ainda em cartaz. A estréia que vale à pena, no caso, é "Distrito 9". E você ainda pode conferir "Salve geral" e "Bastardos inglórios" que cotinuam em cartaz nos cinemas.
* Disco: "My Way", do nosso amigão aê, o Ian Brown.
* Dvd: "Live At Reading", do Nirvana, que chega logo menos nas lojas do mundo inteiro, Brasil incluso.
* Baladaças!!! Aeeeeê! A parada já ferve a partir de hoje, sextona, quando o Clube Outs (na rua Augusta, 486, centrão rocker de Sampalândia) recebe a lindaça, tatuada, estilosa e descolada dj Bruna Vicious (que já foi, e continua sendo, musa inde destas linhas online), pra arrebentar na pista. Já no Inferno Club (também na Augusta, mas no 501) tem Velhas Virgens.///Sabadão? Vem que tem: Zap’n’roll bota pra foder na Outs com sua discotecagem mensal, fora a famosa festa hardcore Verdurada, que agora acontece no clube Inferno. Agora, se você quer parada mais calma (ou nem tanto) e se esbaldar nos sons indie guitar que abalaram o planeta nos anos 90’ (época dos Stone Roses, claaaaaro!), cola lá na festa Party People, que rola no Audio Delicatessen (rua Mourato Coelho, 651, Vila Madalena, zona oeste paulistana). Os djs são o Bispo, Plínio, Cesinha, o querido "sobrinho" Click e mais uma renca de gente bacana tocando só Jesus and Mary Chain, Primal Scream, Stone Roses, Pixies, MBV, Sonic Youth, Blur, Pavement, Adorable, Candy Flip, Oasis, Guided By Voices, Soup Dragons, Elastica, Chapterhouse, Mock Turtles, JJ72, Yo la Tengo, Suede, Teenage Fanclub, Ash, Weezer, Rentals, Pulp, Nada Surf, Midway Still, Lemonheads, Mudhoney, La's, Inspiral Carpets, House of Love, James, Hefner, Dinosaur Jr, Happy Mondays, Cocteau Twins, Flowered UP, Pastels etc. É mole? E antes disso tudo, tem show solo do querido Helinho Flanders, vocalista do amado Vanguart, lá na chopperia do Sesc Pompeia (rua Clélia, 93, Pompéia, zona oeste de Sampa), em gig que contará com participação especial da lindaaaaa Tiê. Ou seja: o finde promete. Então se joga, mano!
Essa gataça aí em cima agita a pista da Outs hoje, sextona rocker. Bruna Vicious, a super DJ!
TERRA, TERRA, PRA QUE TE QUERO!
Continua a promo sensação do blog! Vai no hfinatti@gmail.com, que estão dando sopa (por enquanto...) por lá:
* DOIS INGRESSOS pro festival Planeta Terra, que rola em São Paulo, dia 7 de novembro (pena que o sujeito não vai estar por aqui, mas enfim), no PlayCenter, com showzaços do deus Iggy Pop, mais Primal Scream, Sonic Youth, Maximo Park, Ting Tings e o escambau. Corre lá porque já está uma tragédia o número de mensagens pedindo os tickets, sério.
E CHEEEEEGA!
Tem muita coisa ainda pra falar, mas não dá tempo agora. O blogão está devendo um comentário mais bacana sobre a nova safra de bandas pop/hard com vocais femininos e tesudos, como a HyFy e a Motores (que nem é tão nova assim, mas que acabou de lançar um novo EP), e vai tentar desovar este texto no próximo post, okays? Por hora é isso. No começo da próxima semana cola aqui no pedaço novamente, que estaremos por aqui com sempre maaaaais. Até lá, crianças!
O inesquecível Nirvana (acima) e o brazuca Skank (abaixo, com os velhos chapas Lelo e Samuel Rosa "cercando" Zap'n'roll, no festão pós-premiação do VMB2009, semana passada em Sampa): dois ótimos exemplos de grupos que vieram do underground e se tornaram megas, sem se render a esquemas sujos e sem a ajuda de idiotices como twitter e facebook, que nem existiam na época
Fazendo um "mea culpa" aqui.
Talvez. Porque, o blog vai admitir, desde que retornou da distante Macapá (capital do Amapá, no extremo Norte do Brasil, onde o autor deste espaço rocker online permaneceu por trinta dias, conhecendo a cena musical alternativa local, além de visitar sua mega amada girlfriend, a incrível ninja Rudja Catrine), há duas semanas, anda meio "preguiçoso" para conseguir postar um bom texto aqui. Os motivos para esta "preguiça" seriam muitos e variados: alguns problemas particulares (eles sempre existem, no?), uma generalizada falta de um assunto realmente interessante em se tratando de cultura pop, um certo desencanto com os últimos lançamentos musicais (gringos, principalmente; aqui, por exemplo, o blog reportou em bons textos duas bandas indies nacionais bacanas, a Mini Box Lunar, de Macapá, e a Fotograma, de São Paulo) e, por fim, a constatação de que há inutilidade informativa demais na web atual. Ou seja, blogs que não valem o espaço que ocupam em sites e nem o tempo que perdemos ao lê-los, e essas drogas todas de "sites de relacionamento" (como orkuts, twitters, facebooks), que no fundo são tudo a mesma droga variando sobre um único tema: mostrar a vida de gente desocupada ao extremo e que, em sua esmagadora maioria, são ilustres desconhecidos querendo ser reconhecidos de alguma forma entre os milhões de rostos anônimos e sem graça que pululam por estes mesmos sites. Foi pensando em tudo isso, nessa "concorrência" desvairada graçando pela blogosfera, que o sujeito aqui de repente se sentiu um "tiozão" e se viu meio que "sem gás" pra se manter no páreo e ir atrás de novidades quentes do rock alternativo e da cultura pop. Fora que Zap’n’roll também sentiu uma desalentadora angústia ao se dar conta de que este blog aqui mesmo talvez esteja fútil demais, superficial e razo demais em seus textos. Afinal, desde que começamos como coluna virtual (e lá se vão seis anos, que o blogon espera comemorar com uma festa modesta, agora em dezembro), a premissa básica aqui era: informar, com textos analíticos e aprofundados (na medida do possível), e também opinar. Mas a falta de opinião e boa informação generalizada que se vê por aí hoje talvez tenha contaminado estas linhas zappers. E talvez este mea culpa aqui esteja justamente porque, ao ler outros blogs vizinhos, o autor destas linhas rockers bloggers tenha descoberto que, em alguns deles, ainda se encontram textos bacanas, prazerosos de se ler e que fazem reportagem com investigação de dados como não se encontra em 90% da blogosfera pop. Sendo mais explícito no exemplo, o zapper eterno fã de boas matérias se deliciou ao ler um texto sobre a trajetória da lendária fotógrafa Annie Leibovitz, no blog Palco Alternativo, já inclusive comentado por aqui. A autora do texto se chama Carol Cunha e, por certo, é uma ainda jovem estudante de jornalismo, cheia de tesão e gás pra escrever. Um tesão que, às vezes nos dias atuais, talvez falte ao sujeito aqui. Mas o texto da Carol motiva estas linhas virtuais a recuperar novamente o gás perdido. E nos dão a esperança de que, sim, ainda há vida inteligente na blogosfera brazuca dedicada à cultura pop. E feito o "mea culpa", podemos ir em frente, com mais um post do blog que insiste em não ser apenas mais um blog medíocre na blogosfera pop.
* Haverá disco novo do Radiohead em 2010. Quem garante é o guitarrista Ed O'Brien, em declaração dada ao site da NME. Segundo Ed, a banda irá entrar em seu estúdio particular, no interior da Inglaterra, no final deste ano, quando é inverno rigoroso por lá (brrrrr...). E sairá de lá com o sucessor de "In Rainbows" (que foi lançado no fim de 2007) que, planeja a banda, será disponibilizado primeiro na internet para os fãs. Em seguida, o disco ganhará versões físicas em cd e vinil.
* Já há disco novo na praça do Joe Perry, o veterano e velhusco guitarrista do Aerosmith. O álbum se chama "Have Guitar Will Travel", e chegou às lojas americanas esta semana. Agora espera-se de fato a volta do velho Aerosmith, que não grava um disco inédito há looooongos oito anos.
* Aliás, falando em Radiohead: o que o vocalista Thom Yorke e o maletaço grupo Vampire Weekend (que os blogs vizinhos Popload e Jukebox adoooooram mas que estas linhas zappers, com todo o respeito, acham uma tremenda droga) têm em comum? O músico brasileiro Mauro Refosco, oras. Radicado nos EUA, Refosco toca percussão e já atuou nas gravações de discos de gente como David Byrne. Agora o músico participou das gravações da faixa "Horchata", que abre o novo disco do VW, batizado "Contra" e que será lançado em janeiro de 2010. Além disso, Mauro também vai acompanhar Thom Yorke, integrando a banda de apoio do vocalista do Radiohead nos shows que ele pretende fazer de seu disco solo, "The Eraser". Chique, não?
O maleta Vampire Weekend: novo disco a caminho, com participação brasileira nele
* E a capa da NME desta semana, belíssima, estampa mais uma vez a imagem do inesquecível e imortal Kurt Cobain. Nada mais justo: daqui a três semanas chega às lojas do mundo inteiro (Brasil incluso) o esperadíssimo dvd "Nirvana – Live At Reading", que documenta a histórica apresentação do trio americano no gigantesco festival inglês, em 1992. Foi o show que tornou o Nirvana mega banda na Inglaterra e cujo vídeo circulava de forma pirata na web há anos. Agora a gig será lançada em caráter "oficial", sendo que logo em seguida ao lançamento do dvd também será editado um cd com o áudio do concerto, além de um vinil duplo (apenas lá fora) com o mesmo track list. E não só: em dezembro a SubPop (o selo que descobriu a banda) vai fazer um autêntico carnaval com uma reedição especial do hoje clássico primeiro álbum do Nirvana, o "Bleach", que está completando vinte anos de existência. Pois é, o tempo passa mas os grandes momentos do rock’n’roll permanecem. Para sempre.
Esta obra-prima aí em cima está completando vinte anos
* A capa da NME é essa aí embaixo:
* E se você acha que o Nirvana é algo old fashioned, é porque você nunca foi em uma discotecagem do blog no clube Outs, em Sampa. Sempre que Zap’n’roll dispara algum som do Nirvana na pista (especialmente "About A Girl" ou "Lithium"), a molecada de 18/20 anos de idade que frequenta o bar mais rock da capital paulista, vai à loucura. Literalmente.
* E no mais, só mesmo este grande e interminável culto ao rock alternativo dos 90’ explica o barulho que o anúncio da nova turnê do Pavement em Londres, está fazendo na Velha Ilha. O mesmo barulho que os velhos Pixies também estão fazendo por lá, na turnê onde eles tocam, apenas e na íntegra, o igualmente clássico álbum "Doolittle", que também está completando duas décadas de lançamento em 2009. Um disco fodaço, diga-se, e que influenciou – e ainda influencia – zilhões de grupos novos e barulhentos pelo mundo afora. Uma influência totalmente justificável: falta neurônios e barulho feito com classe no rock atual, onde sobram pose e cérebros vazios. Classe, barulho, feeling para grandes canções e ótimas melodias: tudo isso grupos como Nirvana e Pixies tinham de sobra.
* É sempre bom recordar a turma de Black Francis, no? O show que Zap’n’roll viu do grupo no Curitiba Pop Festival, em 2004, foi algo avassalador e inesquecível. E a banda continua em forma, como você comprovar aí embaixo, neste vídeo "pescado" no Youtube:
"Monkey Gone To Heaven" – Pixies ao vivo em Dublin, na Irlanda, no último dia 1 de outubro.
* É isso: nos anos 90’, o chamado "rock alternativo" tomou de assalto o poder no mainstream musical. Um mainstream que ainda existe mas está moribundo e insiste em não morrer. Mas quando uma banda como a Nação Zumbi (sem nenhum favor um dos maiores nomes da música brasileira e, em certo sentido, da música pop planetária) anuncia que seu novo álbum, a ser lançado em 2010, será totalmente independente (trocando em miúdos: desatrelado de qualquer grande selo ou major do que resta da mega indústria musical), chega-se fácil pela enésima vez à conclusão de que, definitivamente, o mundo da música mudou. E nunca mais voltará a ser como nós o conhecíamos.
* Ufa! E vamos à continuação do postão, já na manhã de sexta-feira, 9/10 (aaaaaaaaah... sono... muito sono...)
O ESTRANHO MUNDO DE DOM THIAGUITO – E O SACAL MUNDO VIRTUAL (DE TWITTERS E FACEBOOKS)
O tópico e seu título podem parecer, ambos, bizarros – e são mesmo. Tão bizarros quanto tem sido a atuação de um dos jornalistas que cobre música e cultura pop em um dos maiores diários brasileiros, e tão bizarros e sacais quanto são os novos (nem tão novos assim) hypes da internet, os sites Twitter e Facebook. Não à toa Zap’n’roll detesta os dois. E já vai explicar por que. Mas antes falemos do nosso querido colega que edita a página de música da FolhaSP, além de escrever o blog vizinho "Ilustrada no Pop", na Folha Online.
Dom Thiaguito Ney marca presença na redação da FolhaSP já há quase uma década. Seu trabalho sempre teve a simpatia destas linhas rockers, mesmo quando o blogon discordava de alguns de seus textos. Ney, que hoje está com 35 anos de idade e começou como "frila" fixo do caderno "Ilustrada" (repórter que recebe um salário fixo mensal do veículo no qual trabalha, mas sem ter vínculo empregatício formal com o mesmo), sempre foi um ardoroso fã de indie rock e cultura pop em geral. Seus detratores o enxergam como um êmulo sem brilho do nosso colega popstar do jornalismo de cultura pop, dear Luscious Ribeiro (ambos, inclusive, são grandes amigos), além de considerar que sua formação intelectual, "rasa", o impede de conhecer profundamente algo que tenha sido feito na música brasileira ou na pop internacional há mais de duas décadas.
O autor destas linhas rockers virtuais hoje enxerga boas qualidade no texto de Thiaguito. Considera que ele deixou de ser algo obtuso e limitado em suas matérias e passou a escrever sobre temas contundentes e polêmicos e que geraram grandes discussões em sua coluna impressa "Conexão Pop" (na "Ilustrada"), e na própria "Ilustrada no Pop". Um bom exemplo disso foi quando Ney atacou o "clientelismo" que passou a dominar alguns setores ligados a Abrafin (Associação Brasileira de Festivais Independentes), em texto que espunha a grande "dependência" que os festivais ditos independentes estavam passando (e exigindo) a ter de empresas públicas como a Petrobrás. A gritaria da indie scene brazuca contra a matéria foi, claaaaaro, ensurdescedora. Mais recentemente (no início desta semana, pra ser mais exato), dom Thiaguito voltou a surpreender, elogiando a festa do VMB2009 – que, de resto, foi melhor mesmo que a edição do ano passado.
O lado bizarro e estranho do mundo de nosso dileto colega de blogosfera se dá quando nos deparamos com uma enorme matéria sua falando do... melody, o ritmo musical (popular e brega, no final das contas) que domina hoje a região Norte do Brasil (leia-se: Pará e Amapá, principalmente). A matéria poderia ser justificada pela dimensão de fenômeno mercadológico que o melody está tomando naquela região do país. Mas... qual teria sido o motivo pelo qual a tarefa de realizar a reportagem foi entregue a um sujeito que, sabidamente, detesta as manifestações mais populares e bregas da música brasileira? Mais um mistério que cerca o estranho mundo de dom Thiaguito Ney, um rapaz com cara de coroinha que entra mudo e sai calado dos locais por onde passa.
Pelo menos Ney parece não fazer uma defesa tão feroz e apaixonada de bobagens como Twitter e Facebook, as duas novas pragas da internet. No princípio, era o Orkut, incensado como o grande e último peido moderno em termos de sites de relacionamento. Quando o Orkut se tornou a mixórdia que é hoje (fútil, superficial, babaca, um campo fértil para a fofoca, a difamação, a injúria pública, a mentira deslavada e sacana, tudo isso promovido por um antro de gente escroque e sem escrúpulos, que não está nem aí para destruir reputações alheias), além de ter se tornado o maior hit do país do bananão (só aqui, no Brasil que adora babaquices, são mais de quinze milhões de usuários dessa merda virtual, entre eles o autor deste blog, infelizmente, que precisa dele para fins profissionais), jornalistas "muderninhos" passaram a execrar o site e elegeram seus novos "queridinhos" da web. Entrou em cena o MySpace (que é bem mais legal que o Orkut, vamos admitir). E agora, os famigerados Twitter e Facebook.
No final das contas, como diz um amigo destas linhas zappers, é tudo uma droga só, variando sobre o mesmo tema: relacionamentos, fofocas etc. Todos os dias Zap’n’roll recebe, através de seu e-mail pessoal, pedidos de adesão aos dois novos "hits" da net. É gente pedindo pro sujeito aqui ser seu "amigo" no Facebook, outros pedindo para "segui-los" no Twitter e por aí vai. O autor destas linhas pop online, sujeito conhecido no jornalismo paulistano há duas décadas, foi inclusive "agraciado" com um twitter falso (já fizeram o mesmo com gente como Luciano Huck e Marcelo Tas), onde alguns desocupados que não tem algo melhor pra fazer em suas vidinhas ordinárias e cretinas, passam o dia inventando idiotices absurdas sobre a vida de Zap’n’roll. Lamentável, pra dizer o mínimo.
Mas os dias de "glória" do Twitter e do Facebook não serão nada longos. Se até a tv Globo e seus telejornais já se encantaram com o Twitter e agora falam nele sem parar, é sinal de que daqui a pouco os "gênios" que criam hypes midiáticos irão decretar a morte dos dois sites. E irão eleger alguma nova estupidez "muderna" para substitui-los.
Zap’n’roll, que achava o mundo melhor, mais poético, romântico e amoroso quando existiam máquinas de escrever, câmeras fotográficas analógicas e discos de vinil, já se dá por satisfeito (e como) em estar no horrendo Orkut e em ter que escrever um blog – essa palavra de sonoridade feia, quase incômoda aos ouvidos. E se um dia for obrigado a ir além disso, irá preferir se aposentar e ir morar no meio do mato com a sua amada Rudja – cercado de zilhões de livros, revistas, alguns cds e das recordações de quando a cultura pop era mais profunda e não se resumia a um fútil chip armazenando bilhões de informações rasas e inúteis.
É TEMPO DE FESTIVAIS – CALANGO E QUEBRA MAR
A já célebre crise financeira global, que foi o assunto pop dominante no mundo entre o final de 2008 e até meados de julho último, também afetou a cena independente nacional – e como. O calendário de festivais da Abrafin, que preenchia todo o ano com dezenas de eventos espalhados por todo o Brasil, sofreu drásticas alterações. O resultado é que, agora que a situação parece estar voltando ao normal em termos econômicos, uma renca de festivais será realizada nos meses finais de 2009. Mada, Jambolada, Goiânia Noise, Demo Sul, Calango e Quebra Mar, todos eles terão suas edições agora entre os meses de outubro e dezembro.
Dois deles acabam de divulgar suas programações: o hoje consagrado Calango (realizado pela produtora cuiabana Cubo), e o ainda "bebê" Quebra Mar. Este último chega à sua segunda edição em Macapá, capital do Amapá, e está sendo organizado pela brava turma do coletivo Palafita – Zap’n’roll já andou falando da cena rock macapaense aqui e deverá estar no Quebra Mar. Se for de fato, irá reportar de perto toda a agitação rocker que rola por lá, no extremo norte brasileiro. Enfim, confira aí embaixo a programação dos dois festivais:
* Filmes: além de "Salve Geral" e "Bastardos Inglórios", entra hoje (sexta) em cartaz a nova animação de Tim Burton, "9 – a salvação", já elogiadíssima pela crítica cinematográfica. A conferir.
* Banda: a Venus Voltz é de Campinas, existe há uns sete anos e faz um hard/indie/guitar/garage barulhento bom e de responsa. Tem uma vocalista que é um tesãozinho (esse pitéu todo tatuado aí embaixo), boas melodias, guitarras ásperas e boas canções em inglês. O grupo está ganhando uma certa notoriedade porque uma de suas músicas, "In Gold We Trust", entrou na trilha sonora do seriado "Descolados", que está sendo exibido pela MTV. Bien, bien, o blog viu a banda semana passada na Outs (abrindo pros gaúchos do Pública) e achou o show ok. E se você quer conhecer mais do Venus Voltz, é só ir no MySpace deles (o link está aí em cima, na programação do Calango, onde o quarteto irá se apresentar). Mas se a preguiça for muita, o clip de "In Gold We Trust" está aí, logo abaixo também:
* Baladas: hoje já sexta-feira, na segunda tem feriado nacional, então o finde promete ferver, no? Então vamos pra balada! Começando já logo mais com show dos lendários punks do Sham69 no Inferno (rua Augusta, 501, centrão rocker de Sampalândia). Já no Berlin (rua Cônego Vicente Miguel Marino, 85, Barra Funda, zona oeste de São Paulo) tem show sempre bucólico e climático do trio de Fortaleza O Jardim das Horas, que andou meio sumido (saudades da lindaaaaa e meiga vocalista Laya Lopes).///Sabadón? Vem que tem: o rock caipira do fodástico combo curitibano Charme Chulo invade a Outs (rua Augusta, 486), pra lançar seu novo disco. E no mesmo Berlin tem show dos gaúchos do Damn Laser Vampires (que a Lúcia Under Valentina adoooooraaaaa, no?).///Domngão? Ora, na véspera do feriado não dá pra perder a noitada mais "loca" de Sampa. Onde? Na Loca, claaaaaro, com o projeto Grind pilotado pelo querido André Pomba. Já se tornou um clássico da noite paulistana. E é lá que o blog vai se acabar na véspera do feriadón, hihi.
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ALÔ, ALÔ TERRA, CÂMBIO!
O festival que vai abalar São Paulo em 7 de novembro, lá no PlayCenter, já causa abalos na pobre caixa de e-mails do zapper desesperado. Pois então, se você ainda não mandou ver no hfinatti@gmail.com, é bom fazer isso rapidinho pois a situação tá preta por lá. Corra pro mousem, pra concorrer a:
* INGRESSOS NA FAIXA pro festival que vai ter, no mesmo palco e numa única noite, Maximo Park, Primal Scream, Sonic Youth e o deus Iggy Pop. É mole? Os nomes dos vencedores da promo estarão aqui na semana do festival, no postão que irá antecedê-lo, certo mano? Então tá!
INDO EMBORA
Que este post saiu no capricho, né? Hoje é sextona e o blogon vai aproveitar este delicioso frio fora de época pra ficar quietinho em casa, ouvindo rock’n’roll e tomando bom vinho tinto. No sabadão a parada vai ser na Outs, domingo na Loca e segunda ficar fora de combate o dia todo. E sempre pensando nela, na distante deusa do Amapá, a garota mais incrível do mundo e que fará com que Zap’n’roll se mude em breve pra lá. É isso. Até mais, galere!
Vanessa Camargo e Jah Rule: um dos momentos "constrangedores" do VMB2009
* Yep. Foi o VMB2009, que tooooodo mundo já falou e comentou. Ok, mas o blogon zapper ainda mostra algumas pics da festona logo mais aí embaixo, em fotos tiradas pelo sempre fofo Haniltinho Scollfield.
* Mas hoje é quaaaaarta-feira, como diz o Vanguart em "Semáforo" (só que na música, eles cantam "teeeeerça-feira"). Aliás, onde andam os Vangs? Estão muito quietos pro gosto do blogon zapper.
* E vocês estão quietos? Não? Então vamos em frente que atrás sempre vem gente.
* Loucura! Os ingressos pro show do AC/DC em Sampa, dia 27 de novembro, já foram pro saco, mesmo custando a bagatela de 250 pilas e mesmo com a produtora Time 4 F tendo colocado 65 mil tickets à venda. Você queria ir no show? O verbo está bem colocado na pergunta: queria. Não vai mais. A não ser que – como está prometendo a mesma produtora – haja uma data extra para Angus e cia. se aprsentarem. Data que estaria sendo negociada com a banda. Cruze seus dedinhos. E torça!
* E o troféu "Pica de Ouro" zapper desta semana vai pra este simpático senhor sexagenário aí embaixo:
* Who? David Letterman, claaaaaro, o mega popstar apresentador da tv americana, que comanda há séculos o "Late Show" e, como todo mundo já sabe, andou "chifrando" a patroa com algumas de suas "coleguinhas" de trabalho. A hsitória só veio à tona porque o próprio David confessou a putaria ao vivo, no próprio programa, pra escapar de uma tentativa de extorsão milionária que estava sofrendo – caso não pagasse US$ 2 milhões a um ex-produtor de seu programa, o dito cujo entregaria as aventuras extra-conjugais de Letterman para a sua esposa, Regina Lasko. Letterman admitiu tudo em rede nacional de tv nos EUA. E pediu desculpas à Regina. Se fosse você, dileta leitora destas linhas online, aceitava o pedido de desculpas do maridão famoso? Palpites no espaço dos leitores, plis.
* Que mais??? Mais VMB, a festa quaaaaase careta, aí embaixo, com várias fotos e pouco texto, porque na sextona tem novo e mega post, okays?
PICS DA FESTA DO VMB2009
Foi o de sempre: premiação mezzo maleta mas legal em alguns momentos – foi muito bacana ver bandas como Pata De Elefante e Cachorro Grande ganhando prêmios no VMB2009, da MTV. Assim como foi decentíssima a apresentação do Marcelo Adnet. E foi estranha (pra não dizer meia-boca) a participação do graaaaande Franz Ferdinand no final, tocando sem muita vontade seu instant hit, a ótima "No You Girls".
E foi estranho também notar que boa parte das bandas independentes que respondem hoje pelo grosso da produção pop brazuca, estavam confinadas no "chiqueirinho" do último andar do Credicard Hall, beeeeem longe da pista e do palco onde rolaram os shows e a entrega dos troféus. E muitas dessas bandas sequer tinham convite pra prosseguir a noitada na festa que rolou na sequência, lá no Espaço das Américas (no bairro da Barra Funda, bem distante de onde aconteceu a premiação em si).
A turma do Massacration e sua múmia de estimação (acima) e o velho Falcão (abaixo): sempre animando a festa do VMB
Anyway, noves fora, foi um VMB melhor do que o de 2008, como bem observou dom Thiaguito Ney em comentário no blog vizinho "Ilustrada no Pop" (aliás Thiaguito, esse estranho e bizarro ser do jornalismo cultural paulistano, depois de ter ido parar no interior do Pará, pra fazer matéria sobre o melody, o ritmo que domina as paradas no Norte do Brasil, e por onde Zap’n’roll também andou passeando nos últimos tempos, mas pra conhecer a cena rocker de Macapá e também visitar sua amada girlfriend Rudja, enfim, dom Thiaguito está merecendo e em breve será personagem e objeto de comentário em um tópico aqui nestas linhas rockers, hihi).
Ah sim! Teve dear Luscious sendo assustado pela múmia do Massacration. E foi isso. E alguns registros da balada (que tinha muito mais ilustres anônimos do que vips) seguem então aí embaixo, certis?
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Lembrando que:
* Hoje, quarta à noite, tem showzão duplo do Cachorro Grande e Garotas Suecas lá na Clash Club (rua Barra Funda, 969, Barra Funda, zona oeste de Sampa). E se você for, vai cedo porque começa cedo, às nove da noite.
* Sexta o blogão zapper volta com postão, falando de blogs de cultura pop, discos, filmes mais isso e aquilo tudo.
* Enquanto isso, continue mandando bala no hfinatti@gmail.com, que lá estão seus sonhados passaportes pra entrar na faixa no festival Planeta Terra em Sampa, dia 7 de novembro, com showzaços do Primal Scream, Iggy Pop, Sonic Youth, Maximo Park e muuuuuito mais. Vai perder? Não, né!
* Até já, entonces. O zapper serelepe vai ali e volta logo menos com mais...
30-10-2009
22-10-2009
16-10-2009
8-10-2009
7-10-2009