Morrissey, o ser mais maravilhoso do rock inglês, de volta em novo e fodão álbum solo
* Bien, bien, post novão abrindo a semana, porque o ano rocker realmente começou pegando fogo. O blogon zapper batuca essas linhas ao som dos sensacionais “Years Of Refusal”, o novo solo do deus Morrissey, e “Tonight”, o terceiro disco do amado Franz Ferdinand. E aê, falamos dos dois neste post ou deixamos o disco do FF (que já vazou pra tudo quanto é lado na rede, claaaaro) mais pro final da semana e deixamos nosso dileto leitorado em suspense? Hum... vai lendo o post e até o final dele o sujeito aqui resolve este palpitante dilema editorial, hihi.
* Ah, sim: a discotecagem do blog na madrugada de sábado pra domingo na Outs/SP, literalmente apavorou e deixou a molecada indie em polvorosa. A próxima noitada da Zap’n’roll comandando as pick-up’s por lá já tem data marcada: 1 de fevereiro. Quem estiver lendo aí do outro lado da tela do micro e quiser ir, o convite está feito.
* Fora isso, o zapper maloqui deverá discotecar até meados de março/abril em Uberlândia e também em Campo Grande, mais conhecida como Campão. Dj set de sucesso é isso aê, rsrs.
* A sua, a nossa amada e tesuda deusa junkie, Amy Winehouse, declara a seus milhões de fãs: está apaixonada, de namorado novo e... livre das drogas (hã???). O pintão da hora na xoxota de miss Winehouse se chama Josh Bowman, tem 21 anos de idade e joga rugby. O atleta e a mega estar maluca (que está com 25 anos de idade) se conheceram numa ilha do Caribe há pouco tempo, enquanto Amy curtia umas férias por lá. O resultado do affair: a cantora disse que nunca se sentiu tão feliz e isso vai se refletir no novo disco que ela pretende começar a gravar brevemente. “Eu quero capturar como estou feliz agora em novas músicas", falou a moçoila milionária e (será?) ex-adicta.
* Como disse, em um comentário pra lá de perverso, uma deliciosa amiga de cama do blogger maloqui: “o quê? Amy limpa, sem cocaína, crack etc? Vai perder a graça...”. Pois é...
* O novo orgulho do indie rock paulistano de ponta começou 2009 a toda nos Estados Unidos. O sexteto Garotas Suecas está excursionando por lá e após fazer uma apresentação anfetamínica em Nova York na semana passada, arrancou rasgados elogios à sua performance, disparados pela vocalista do grupo Sleater Kinney. Moral alta é isso aê.
* Bien, bien, tem muito mais pra falar hoje, ainda. Listas de melhores de 2008 na música, segundo a Rolling Stone brazuca, historietas do réveillon loki em Minas Gerais, o blog falando da cantora Maysa (yeah!), choque de gerações na cultura pop e muitos etcs. Mas, antes disso tudo, precisamos falar do novo disco dele. Quem?
ESTE HOMEM CONTINUA CHARMOSO E GENIAL
Cinco motivos pelos quais Morrissey, o eterno, lendário e adorado ex-vocalista dos Smiths, continua sendo um deus do rock inglês:
* Mozz é gênio e ponto final. Cantou durante cinco anos à frente dos Smiths, tranquilamente um dos cinco grupos mais importantes da história da música pop (os outro quatro, na opinião beeem pessoal deste blog, seriam The Rolling Stones, REM, Nirvana e Joy Division), tanto pela qualidade e relevância de sua música, quanto pelo contexto histórico no qual a obra da banda se insere. Fora que as letras escritas por esta bicha divina que jamais se assumiu como tal, se inscrevem entre os grandes poemas legados ao rock’n’roll.
* Morrissey é um fofo. Já foi e continua sendo considerado por boa parte da imprensa britânica como o “ser vivo mais maravilhoso que existe”. E não há exagero algum nessa afirmação.
* Após o fim dos Smiths, ele saiu em carreira solo que já dura mais de duas décadas. Ok, neste período ele deu alguns escorregões (lançou álbuns algo medíocres, como “Vauxhall And I”, de 1994, ou o bem ruinzinho ao vivo “Beethoven Was Deaf”, lançado em 1993). Em compensação, há obras-primas em sua fase solo dignas do que ele compôs nos Smiths, ao lado do também genial guitarrista Johnny Marr. E aí você pode escolher entre “Viva Hate” (de 1988), ou os dois últimos discos, “Ringleader Of The Tormentors” (editado em 2006) e “The Years Of Refusal”, que chega às lojas na velha plataforma física do cd em 17 de fevereiro, mas que já está dando sopa num rapidshare qualquer da internet.
* Esse sujeito, que vai completar meio século de vida em maio próximo, fez um show inesquecível na extinta casa de shows Olympia, em São Paulo, em 2000. Zap’n’roll estava lá e literalmente chorou quanto ele disparou, no palco, a lindíssima e triste “Half A Person”. Inesquecível.
* E Smiths, claaaaro, é uma banda tão importante para o rock quanto o foram, em seu tempo, Velvet Underground, The Doors, The Who, Led Zeppelin, The Clash ou Nirvana. Zap’n’roll, inclusive, defende já há séculos a tese de que as duas últimas bandas que de fato valeram a pena serem ouvidas incondicionalmente, e que realmente fizeram a diferença na história do rock nos últimos anos foram justamente The Smiths e Nirvana. Alguém aí do outro lado por acaso vai ter coragem de discordar? Alguém aí do outro lado, em algum momento da sua vida, não se pegou/descobriu passando um momento existencial crucial ao som de uma canção dos Smiths? Pois é...
"Years Of Refusal", já candidato a um dos discos de 2009
Posto tudo isso, vamos dizer porque “The Years Of Refusal”, o novo álbum solo da querida tia Mozz (o nono de sua trajetória individual), é taaaão legal.
O garoto tímido, filho de uma bibliotecária e que passou sua adolescência trancado em seu quarto em Manchester (norte da Inglaterra), lendo as obras completas de Oscar Wilde, talvez jamais imaginasse que sua obra musical iria permanecer vigorosa e inatacável por tantos anos. Pois perto de completar meio século de vida, Morrissey, que um dia encantou o mundo cantando à frente dos inesquecíveis Smiths, volta com tudo aos holofotes do mondo pop. "Years Of Refusal", seu novo disco solo e que chega às lojas inglesas naquele velhusco formato chamado cd no próximo dia 17 de fevereiro, só confirma que ele é mesmo genial. Um disco forte, de guitarras trovejantes, com letras sempre provocativas e que demonstra que Mozz, desde seu álbum anterior, novamente está musicalmente e textualmente tão afiado quanto há vinte anos ou mais, na época em que ele cantava clássicos como "How Soon Is Now?", "This Charming Man", "Bigmouth Strikes Again", "Ask", "Panic" e tantas outras.
As dozes faixas do novo disco foram compostas ao longo dos últimos dois anos, enquanto Mozz corria o mundo a bordo da turnê do também excelente "Ringleader Of The Tormentors". E foram durante os shows desta turnê que o cantor começou a mostrar aos seus fãs, aos poucos, as faixas inéditas que estariam no futuro novo álbum. Como "That’s How People Grow Up", canção tipicamente smithiana, com melodia radiofônica, aquele vocal choroso de Mozz, letra versando (sempre) sobre os conflitos do amor impossível e que se tornou rapidamente um hit nos concertos e por isso mesmo também foi escolhida para ser um dos singles de "Years Of Refusal", ao lado da também pop mas pesada e ótima "All You Need Is Me".
O disco é bem pesado em suas levadas de guitarras, como pode ser ouvido em "Something Is Squeezing My Skull", em "Black Cloud" ou ainda em "I’m Throwing My Arms Around Paris". Mas Morrissey também não deixa de imiscuir violões flamencos e nuances de melodias espanholas em algumas faixas. A banda que gravou o álbum conta até hoje com os guitarristas Boz Boorer e Alain Whyte, que estão juntos com Mozz desde a obra-prima "Your Arsenal", lançado por ele em 1992. E não deixa de ser curiosa a participação da guitarra genial de Jeff Beck em "Black Cloud". Assim como também é curiosa a história por trás da produção do cd: ele, inicialmente, seria gravado pelo lendário Tony Visconti (produtor de alguns dos melhores discos de David Bowie). Mozz, no entanto, bateu o pé junto à gravadora Polydor e conseguiu que seu amigo pessoal de anos, Jerry Finn, assumisse o comando da produção do álbum. Pois eis que alguns dias após a finalização dos trabalhos, Finn morreu em decorrência de um fulminante derrame cerebral, aos 39 anos de idade.
Morrissey ficou arrasado mas seguiu em frente, com os preparativos para lançar "Years Of Refusal". Que já pode ser incluído desde já, entre os grandes lançamentos de 2009 e com certeza um dos melhores trabalhos da já looonga trajetória solo do ex-Smiths. E assim ele segue em frente, quase aos 50 anos de idade, como um dos gênios máximos da música pop mundial. O "ser vivo mais maravilhoso que existe" não decepecionou seus fãs, que terão motivos de sobra pra cantar com orgulho as faixas do novo disco. Um disco que ele poderia vir mostrar ao vivo, aqui no Brasil, este ano. Quem sabe?
E O FRANZ???
O calor continua horrendo e o zapper doidon que adooora frio (na Espanha, segundo contou ontem a irmã deste blogueiro, em bate-papo via msn, estão fazendo aprazíveis 10 graus... negativos) se refresca como pode: tomando litros de água com gás e ouvindo "Tonight", o terceiro e novo e aguardado álbum do cultuado e amado Franz Ferdinand, cujo lançamento oficial é agora no final de janeiro mas o vazamento na net já causou o maior frisson e estardalhaço mundão afora, em tudo quanto é canto da blogosfera – dos blogs mais meia-boca aos que realmente importam, como a Zap’n’roll e a sempre imperdível Popload, capitaneada por ele, dear Luuuuuuuuuuusssssssssciiiiiiooooooooouuuuuuuussssss Ribeiro (pois é, não adianta mais esconder: o autor destas linhas virtuais, antes totalmente avesso a ouvir música na net, foi obrigado meeeesmo a se render a este expediente, tanto que Luscious citou o nick do msn zapper em seu blog, uia!).
Mas, e o disco do FF, afinal? Bão, é o seguinte... falamos de "Tonight" no próximo post, lá pra quinta ou sexta-feira, só pra ouvir o dito cujo vaaaárias vezes e não cometer injustiças com ele, okays? Portanto, aguardem!
E LÁ SE FOI RON ASHETON
O vodú andou assolando o mondo rocker neste incío de 2009. Se aqui no Brasil tivemos as perdas do baixista Coquinho (que tocou na Patrulha do Espaço e com o eterno "loki" Arnaldo Baptista) e da cantora Deborah Carvalho (do Made In Brazil) na gringa foi a notícia da morte do guitarrista Ron Asheton, um dos fundadores dos Stooges, que causou comoção. Zap’n’roll não poderia deixar de relembrar a trajetória desse sujeito, uma das lendas do rock de garagem e do pré-punk dos sixties, e o faz logo abaixo em texto sempre emotivo e bacana do nosso querido colaborador Cristiano Viteck.
"E o punk fica orfão de mais um de seus pais. Ron Asheton, guitarrista original da seminal banda Stooges, foi encontro morto, na terça-feira, 06/01, em sua casa. Ele tinha 60 anos e, a princípio, a morte foi causada por um ataque cardíaco fulminante. Ele é o segundo membro original dos Stooges morto. O primeiro foi Dave Alexander, em 1975, vítima de complicações associadas ao álcool.
Nascido em 17 de julho de 1947, em Washington, capital norte-americana, Ron Asheton é um exemplar típico da juventude transviada nascida no pós-Segunda Guerra Mundial, a qual ficou conhecida como os baby-boomers, que viraram os Estados Unidos de ponta-cabeça no final dos anos 1960 tendo como mola propulsora a contracultura e o tripé sexo, drogas e rock n’ roll.
Quando adolescente, Ron era o clássico encrenqueiro das escolas para a classe média baixa. Matava as aulas, tinha o cabelo crescido até a altura das orelhas (o que era uma cabeleira e tanto em 1960), não fugia de uma briga e, pior de tudo, era aficionado por símbolos nazistas, embora talvez mal soubesse explicar o que era o nacional-socialismo e, muito menos, fosse adepto do pensamento de Hitler.
Já em Ann Arbor, pequena cidade próxima a Detroit, no estado de Michigan, Ron Asheton e o seu irmão Scott, juntamente com Dave Alexander e Iggy Pop, formaram, em 1967, os Stooges: ele na guitarra, Scott na bateria, Dave no baixo e, Iggy Pop, o membro até hoje mais famoso da trupe, nos vocais. Juntos, gravaram algumas das maiores canções punk da história ( "No Fun", "Dirt", "1969", "Down on The Street" e a definitiva "I Wanna Be Your Dog") quando o gênero nem mesmo existia. Não é à toa, portanto, que são considerados os primeiros punks genuínos, vivendo com o botão do "foda-se" ligado 24 horas por dia uma década antes de Ramones, em Nova York, ou Sex Pistols, em Londres, darem o pé na porta que espalhou o movimento por todo o mundo na segunda metade dos anos 1970. Estas duas bandas, e muitas outras, obviamente prestaram seus tributos ao grupo de Ron Scott (ok, o mais comum seria dizer "ao grupo de Iggy Pop", mas hoje vamos chamar os Stooges de "o grupo de Ron").
Diferente de Iggy Pop, que no palco chamava toda a atenção para si na época de ouro dos Stooges, pulando em todos os cantos, se cortando em vidros, ameaçando a platéia ou simplesmente vomitando e desmaiando por usar tantas drogas, Ron Asheton deixava a sua guitarra falar por si. Fortemente influenciado pelo blues, o músico extraía riffs primitivos de seu instrumento. Mas, diferentemente de seus seguidores punks, também conseguia solar com um pouco mais de maestria, embora dificilmente se perdesse em exibicionismos típicos do rock progressivo que tanto irritaram a muitos no início dos anos 1970 (e que, é certo, encantaram a tantos outros também). Fora isso, Ron Asheton era o stooge mais discreto de todos. Era o que menos se metia em encrencas (embora isso não signifique que ele não esteve envolvido em várias) e talvez tenha sido o que menos consumiu drogas no grupo (o que, mesmo sendo pouco para o padrão stooge, para o cidadão comum é muito). Enfim, cumpria o papel de irmão mais velho, tentando manter um pouco de lucidez no mundo que girava em volta da banda.
Com a formação original, os Stooges gravaram dois discos: o homônimo, de 1969, e "Fun House", de 1970. Fracassos comerciais absolutos na época, juntamente com o enorme problema que era por os quatro em turnê, tamanha era a confusão que eram os seus shows, a banda praticamente se desfez após o lançamento do segundo álbum. O empresário do grupo na época, Danny Fields, em entrevista registrada no livro "Mate-me por favor: uma história sem censura do punk" (de Legs McNeil e Gillian McCain), traduziu como era trabalhar com eles: "no que dizia respeito à minha relação com os Stooges, estava tudo se despedaçando. (...) Havia rumores de que eles estavam assaltando postos de gasolina nos fins de semana para pagar o aluguel da casa. (...) Ficou impossível, eu não conseguia segurar. Eles estavam doidões, provavelmente eu estava doidão também e disse: ‘não agüento mais. Era demais pra mim. Eu precisava de um emprego de verdade".
Para a sorte do grupo, David Bowie, que no início dos anos 1970 estava se tornando uma grande estrela, cruzou o caminho do grupo. Na verdade, de Iggy Pop. Fã do cantor norte-americano, o inglês conseguiu um contrato para ele na mesma gravadora que a sua para fazer um disco na Inglaterra. Para ajudar na nova empreitada, Iggy chamou o guitarrista e seu novo parceiro junkie James Williamson. Na Europa, por não encontrar ninguém a altura ou que quisesse se comprometer com ele, acabou convidando os irmãos Asheton para participarem das gravações. Assim, acabou saindo, em 1973, o terceiro álbum dos Stooges, "Raw Power", agora com Ron Asheton no baixo, James Williamson na guitarra e produção do próprio David Bowie.

Ron: um gênio da guitarra, morto na semana passada
Mas, nem a nova formação, nem o apoio de David Bowie e muito menos o novo disco conseguiram salvar os Stooges, que decidiram encerrar a carreira em 1974. Depois do fim do grupo, mais uma vez com a ajuda de David Bowie, Iggy Pop iniciou sua carreira solo em 1977 com o disco "The Idiot". Aos trancos e barrancos e com alguns discos abaixo da crítica e outros clássicos, conseguiu chegar aos anos 2000 como um grande rock star, citado como influência por milhares de bandas mundo a fora. Fama que contribuiu muito para o sucesso do retorno dos Stooges em 2003, quando a banda se reuniu novamente, após 29 anos de separação. As turnês de sucesso que se seguiram acabaram encorajando a banda, agora com Ron Asheton novamente na guitarra e o ex-Minutemen Mike Watt no baixo, a gravarem o quarto álbum de estúdio, "The Weirdness", em 2007.
Nesses 29 anos em que os Stooges estiveram separados, período que levou Iggy Pop ao estrelato, Ron Asheton viveu com a mesma discrição que tinha nos palcos. Com o fim do grupo, tocou em diversos projetos como o New Order (não aquele New Order), New Race e Destroy All Monster, todos grandes desconhecidos do público diante da pouca repercussão que tiveram. No final dos anos 1990, participou da gravação da trilha sonora do filme "Velvet Goldmine", ao lado de Mark Arm (Mudhoney), Thurston Moore e Steve Shelley (Sonic Youth) e de Mike Watt. Em 2002, juntamente com J Mascis (Dinosaur Jr.), Ron e seu irmão Scott excursionaram pelos Estados Unidos e Europa, com shows recheados de canções dos dois primeiros discos dos Stooges. Daí até a reunião com Iggy Pop e o grandioso retorno da banda foi apenas questão de tempo.
Se a reunião do grupo foi breve, pelo menos aconteceu e ajudou a resgatar da obscuridade do rock um dos grupos mais importantes da cultura pop. E junto com o grupo, revelou para as novas gerações Ron Asheton, um dos músicos mais importantes das últimas décadas. Para ser mais preciso, o 29º maior guitarrista de todos os tempos, conforme eleição da renomada revista norte-americana Rolling Stone.
Agora, com a morte inesperada de Ron, é bem provável que os Stooges encerrem definitivamente a carreira, já que são dois membros originais que não estão mais por aqui. É como cantava Iggy Pop no primeiro disco do grupo: "No fun my babe no fun / No fun to be around / Walking by myself / No fun to be alone...".
ROLLING STONE, A CAPA E AS LISTAS

Bien, bien, a primeira edição deste ano da Rolling Stone Brasil já está nas bancas e traz a gostoooosaaa Brtiney Spears na capa, em ótima matéria importada da matriz americana e que lá, saiu em meados do segundo semestre do ano passado.
Mas o que chama também a atenção na edição é o resumo do que foi importante para a música planetária, segundo a ótica da equipe que faz a RS (equipe no qual este blogger maloqui humildemente faz parte), em 2008. As listas principais publicadas na revista, com as músicas e discos do ano, são essas aí embaixo:
Álbum nacional
1) "Artista Igual Pedreiro", Macaco Bong
2) "Mallu Magalhães", Mallu Magalhães
3) "Na Confraria das Sedutoras", 3 na Massa
4) "Donkey", CSS
5) "Labiata", Lenine
6) "Punx", Guizado
7) "Japan Pop Show", Curumin
8) "Pareço Moderno", Cérebro Eletrônico
9) "Inclassificáveis", Ney Matogrosso
10) "Conecta ao Vivo no Cinemathèque", Marcos Valle
Álbum internacional
1) "Dear Science", TV On the Radio
2) "Modern Guilt", Beck
3) "Third", Portishead
4) "Jukebox", Cat Power
5) "Oracular Spetacular", MGMT
6) "Lay it Down", Al Green
7) "Consolers of the Lonely", The Raconteurs
8) "Viva La Vida or Death and All His Friends", Coldplay
9) "Acelerate", R.E.M
Música nacional
1) "Janta", Marcelo Camelo e Mallu Magalhães
2) "Samba e Leveza", Lenine
3) "J1" Mallu Magalhães
4) "Rat is Dead (Rage)", CSS
5) "Desabafo", Marcelo D2
6) "Amendoim", Macaco Bong
7) "Quinta-Feira", Forgotten Boys
8) "Dê", Cérebro Eletrônico
9) "Compacto", Curumin
10) "Vermelho", Guizado
Música internacional
1) "Paper Planes", M.I.A.
2) "Viva La Vida", Coldplay
3) "Human", The Killers
4) "Machine Gun", Portishead
5) "Never Miss a Beat", Kaiser Chiefs
6) "Mercy", Duffy
7) "Pork & Beans", Weezer
8) "I Kissed a Girl", Katy Perry
9) "Time to Pretend", MGTM
10) "The Shock of Lightning", Oasis
E aê, vocês concordam? Discordam das listas acima? Podem mandar bala nos comentários dos leitores, rsrs.
--------------------
IMAGEM ROCKER DA SEMANA, HIHI

Zap'n'roll e Bia: sorvendo doses generosas de Jack Daniel's e curtindo um ótimo papo
Flagrante da vida rocker de Zap’n’roll. Madrugada paulistana pós-feriado de natal. O bloggger loki recebe a visita de sua amada amiga from Campo Grande, Bia Marques.. Ela é bacanérrima, fodona, descolada, dirige o Centro Cultural da capital de Mato Grosso do Sul e, assim como o sujeito aqui, adooora baladas, rock e... Jack Daniel’s, claaaaro!
Um beijo estalado pra você, Bia! Em breve, o zapper que te ama aparece novamente aí em Campão, pode esperar!
--------------------
POR ENQUANTO É ISSO, OKAYS?
* Tem mais um monte de coisa pra comentar mas o primeiro post de 2009 pára por aqui, pra não cansar nosso dileto leitorado, rsrs. Tem comentário de-ta-lha-do sobre "Tonight", o novo discaço do Franz Ferdinand (puuuutaaa disco, rocker e dançante ao mesmo tempo, que está bombando feliz no sound system do autor destas linhas pop virtuais desde ontem), tem as histórias engraçadas do reveillon no interior de Minas Gerais, o "choque de gerações" pop observado por este blogueiro quando ele passou alguns dias em Vargin City (a famosa "terra do Et"), mais isso e aquilo outro. Fica tudo pra um novo post na quinta ou sexta-feira, pra gente ter assuntos bons pro finde, neeeé?
* Não esquecendo I: que nesta quarta-feira, em São Paulo, finalmente acontece a cerimônia de entrega dos troféus aos vencedores do Prêmio Dynamite de Música Independente 2007. A festa volta às suas origens e acontece a partir das oito da noite no salão nobre da Assembléia Legislativa (em frente ao sempre aprazível Parque do Ibirapuera), onde aconteceu a primeira edição do prêmio, em 2002. Vai ser a reunião bacana de sempre, com o who's who da indie scene nacional e também com a presença de toda a valorosa equipe que faz o portal Dynamite, este blogueiro incluso. A lista completa dos vencedores está aqui mesmo, no portal, e lendo-a você poderá ter uma idéia do pessoal que estará amanhã lá na Assembléia. Afinal, o Prêmio Dynamite continua sendo o mais importante da música independente brasileira.
* Não esquecendo II: continuam a sorteio pelo finatti@dynamite.com.br, DOIS INGRESSOS para o Just A Fest, que rola em março com Radiohead, Kraftwerk, Los Hermanos e... VANGUART!!! Yeeeeessss, os cuiabanos prediletos desta casa vão longe, muito longe em sua trajetória, podem ter certeza disso.
RIP ROCKERS
Foi, enfim, um começo de ano meio bolado pra cena rocker nacional. Em uma semana, perdemos o baixista Coquinho (que morreu de infarto, poucos dias depois de desembarcar de Londres, onde estudava regência, para vir passar as festas de final de ano com familiares) e a cantora Deborah Carvalho, que estava há anos no Made In Brazil e enfrentava problemas em sua vida pessoal e no seu casamento com o baixista e líder do Made, Oswaldo Vecchionne, sucumbiu a esses problemas e acabou se suicidando. Tanto Coquinho quanto Deborah ajudaram a escrever com garra e força de vontade a melhor história do rock paulistano e Zap'n'roll deixa aqui suas sinceras homenagens a ambos. Se cuidem! A gente se vê por aí, algum dia desses!
BYE!
O primeiro grande post zapper de 2009 vai pras lindas e fofas Karin Melez (uma espanhola louca e mega cool, e em cujo loft o autor destas linhas online tem passado madrugadas agradabilíssimas, sendo que parte deste post foi escrito lá, na madrugada da última segunda-feira), Bia Marques, Gilza Araújo e Lorena Caneca. Pra elas, o amor e o carinho de Zap'n'roll, hoje e sempre! No finde tem mais, certis?
(atualizado e finalizado por Finatti em 14/01/2009, às 3:20hs.)
30-10-2009
22-10-2009
16-10-2009
8-10-2009
7-10-2009