Dynamite

Entries for month: September 2008

Chega de saudade! (e de moleza também!)

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Mais duas semanas fora de combate, mon dieu... buenas, desta vez foram dois os motivos: ajustes técnicos nos blogs, que permitiram que todos eles voltassem agora finalmente com tudo e com força total (na boa, o portal Dynamite, mesmo sendo independente e fortemente voltado à cobertura de assuntos culturais mais underground, possui uma das melhores equipes de blogueiros da net brasileira). E o segundo motivo, pra ser beeeem sincero e honesto (afinal, não há desonestidade ou omissão de informação por aqui, e jamais haverá): o maloqui gonzo zapper, sempre bocudo e tals, andou tretando feio com a direção do portal, por causa de alguns comentários, hã, mais ácidos publicados aqui. Assim sendo, nosso mui amado "editador" André Pomba resolveu deixar a "criança malcriada" de castigo por alguns dias, hihi. Normal, regras são regras e quem manda aqui (apesar do autor deste blog ser um dos jornalistas mais conhecidos e popstars da mídia cultural pop brasileira; e isso são os outros que dizem, uia!) é o publisher, no final das contas.

Mas enfim, tamu aí na atividade novamente. Portanto, chega de saudade (claaaaaro que vocês estavam morrendo de saudade dessa bodega, rsrs, haja visto o recorde de mensagens postadas no comentário sobre o novo disco dos Forgotten Boys). E de moleza também! Hoje é quarta-feira e até sexta Zap’n’roll volta com um mega post, comentando discos (vaaaaaários: Verve, Brett Anderson, Dandy Warhols, e a indie scene nacional, com Seychelles novo, Gasolines, Churros, Mr. Spaceman etc.), assuntos pop variados (duzentos paus o ingresso de pista pro REM em Sampa é mais um descalabro e abuso sem tamanho com os fãs, neeé?), prêmios, mais isso e aquilo tudo.

Então, guentaê que é nozes! Daqui a pouco retomamos nossas transmissões normais. Sendo que em novembro, festão de cinco anos do blogão com direito a muitas novidades e, quem sabe até, com nova casa e endereço também – claaaaro, amamos a Dyna, mas nada é eterno, não é mesmo? E mudanças são sempre bem-vindas e necessárias.

Até já!

(enviado por Finatti às 3:15hs.)

REM EXTRA E URGENTE! Agora vai, mesmo!!!

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Diretamente da página com as datas da turnê, do site oficial daquela que é umas cinco bandas mais amadas por Zap’n’roll:

November 6th: Porto Alegre, Brazil, Zequinha Stadium
November 8th: Rio de Janeiro, Brazil, Arena
November 10th: Sao Paulo, Brazil, Via Funchal
November 11th: Sao Paulo, Brazil, Via Funchal

Moral da história: novembro desde já histórico em Sampa, com festival Planeta Terra no dia 8 (com Jesus & Mary Chain, Bloc Party, Kaiser Chiefs, The National, Mallu Magalhães, o diabo, tudo isso por inacreditáveis 60 pilas o ingresso) e REM logo na sequência. Uhú! Agora, depois dessa, o blogueiro doidão vai ainda mais animadão pro seu sabadão rocker. Inté!

 

O set list da atual turnê do REM, divulgada pelo blog "Ilustrada no pop" 

(enviado por Finatti, às 18:45hs.)

Garotos esquecidos e indicações idem

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Eles são ótimos. Mas pisaram na bola no novo disco 

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(atualização final em 6/9/2008, às 18:25hs.)  

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Entonces, um pouco atrasados, mas cá estamos.

E já vindo com post novo que é melhor, pois ele sempre alegra o finde do nosso amado leitorado, neeeé? Pois então, o calor voltou (é, o inverno está indo embora mesmo), Madonna já provoca tumultos com a venda de ingressos para sua gig brasileira, as indicações do Prêmio Dynamite surpreendem e dão o que falar e o graaaaande Forgotten Boys pisa no tomate, ao insistir em cantar em português. E, claaaaaro, tem os nomes dos felizardos que irão assistir na faixa ao Orloff Five Festival neste sábado, na Via Funchal, em Sampa. É por tudo isso que este blog é sempre mesmo uma festa: opinião, informação, diversão e prêmios, tudo na dose exata pra mocinha e pro moção ficarem sempre contentes, uia! Então, lá vamos nós!

* Isto é Madonna no Brasil: pane no sistema de vendas de ingressos pela internet, congestionamento nas linhas telefônicas pelo mesmo motivo, gente esperando mais de doze horas nas filas dos pontos de venda espalhados pela cidade, cambistas passando a mão nos ingressos (para revendê-los logo em seguida a preços astronômicos) na frente de indefesos e mortais compradores etc. Detalhe: as vendas começaram ontem, quarta-feira. Quem conseguiu vencer a batalha e pôs a mão em um ticket, saiu gritando e chorando de felicidade. Quem ainda não conseguiu, já está entrando em desespero pois as informações que chegam dão conta de que os passaportes para o primeiro show em São Paulo (no dia 18 de dezembro, no estádio do Morumbi) já foram totalmente pro saco. Ainda restaria alguma coisa pro segundo show, no dia 20, no mesmo Morumba. E aí, você já conseguiu o seu ingresso pra assistir a loira?

* No Rio (onde o show da blondie ambition acontece dia 14, no Maracanã), a batalha já chegou ao fim: os ingressos já estão esgotados. Ou seja: quem comprou, comprou. Quem não conseguiu...

* E se você acha que só aqui é que as paradas pop são dominadas por idiotices musicais, alegre-se: nos States, o disco mais vendido desta semana é o novo álbum dos "incríveis" e "fantásticos" Jonas Brothers, uia! Tem quem goste... (inclusive, aquele detestado e rotundo jornalista, que comanda uma das comunidades dedicadas à extinta revista Bizz, no famigerado Orkut).

* Quais são as maiores bandas de rock de todos os tempos? Bom, na opinião de Noel Gallagher expressa em entrevista ao New Musical Express, são essas aqui: The Beatles, The Rolling Stones, The Who, Sex Pistols, The Kinks, The La’s, Pink Floyd, Bee Gees, The Specials e Fleetwood Mac. Pois é, dos anos 80’ pra cá, o único nome a entrar na lista, se você reparou, foi The La’s. Ou seja: naaaadaaaa de REM, Stone Roses, Smiths, Nirvana, Pixies etc. Falou e disse, Noel.

Esta banda não é uma das grandes da história do rock, segundo Noel Gallagher 

* Bien, bien, o prezado Dum DeLucca, vizinho de site e autor do blog Jukebox, detestou o novo álbum do Bloc Party, em oposição frontal à opinião expressa em Zap’n’roll, que achou o novo disco do quarteto britânico sensacional, talvez o melhor disco deles até o momento. Essa divergência de opiniões (às vezes tão conflitantes) é normal e plenamente compreensível e saudável e é ela, no final das contas, que torna o jornalismo musical mais interessante. Porque Dum odiou o disco não é nenhum mistério: com mais de 50 anos de idade, muito fã de classic rock e anos 70’, DeLucca tem uma certa dificuldade em compreender e assimilar as novas instâncias do guitar rock planetário, ainda que ele seja um ótimo jornalista e dotado de grande conhecimento musical. Óbvio que, volta e meia, ele aprecia uma ou outra nova banda mas quem acompanha Jukebox (como estas linhas zappers acompanham, sempre) já notou que Dum é muito mais afeito a bandas novas que se aproximem esteticamente do velhusco rock sessentista e setentista. Nada contra, cada um possui sua opinião. Além disso, esotérico e místico radical que é (em oposição a este blogueiro, que é agnóstico), DeLucca enxerga a vida de maneira cor-de-rosa. Logo, não gosta e não consegue compreender nuances musicais sombrias, cinzas de verdade, que permeiam a obra de bandas como Bloc Party e Interpol, por exemplo, que são ÓTIMAS sim para milhares de pessoas que, tal qual Zap’n’roll, enxergam a vida de forma mais real, ou seja, cinza como ela de fato é. Viver no mundo encantado do faz-de-conta é muito bom, pena que ele seja apenas isso: um mundo do faz-de-conta. Enfim, alguém já disse que cada um recebe uma manifestação artística de uma forma: pode-se gostar ou detestar de determinada obra pelos mais diferentes motivos. Democracia é isso. Portanto, sem desmerecer o comentário publicado em Jukebox, estas linhas zappers preferem ficar com sua opinião sobre "Intimacy", o novo e fodão (e nada cor-de-rosa) álbum do Bloc Party.

* Mas, mudando de assunto, o papo agora é sobre os Garotos Esquecidos.

FALTA CORAGEM AOS FORGOTTEN BOYS

Um dos nomes gigantes da indie scene nacional, o quarteto paulistano Forgotten Boys está aí, lançando seu novo álbum, "Louva-a-deus", o quinto de uma carreira que já dura uma década. Numa atitude sempre bacana da banda, a versão virtual do disco esteve disponível para download gratuito no site dela nas últimas semanas – de lá já saiu mas, como o próprio grupo informa em sua página na net, há links já espalhados por aí com todas as doze faixas do cd. Quem quiser aguardar a versão física do trabalho, é só ter mais um pouco de paciência que ela chega a qualquer momento nas prateleiras das lojas.

O Forgotten Boys construiu uma sólida, inabalável e até certo ponto inatacável reputação junto ao seu hoje numeroso séquito de fãs, além do respeito e credibilidade da crítica rocker brazuca. Tudo isso graças ao seu rock’n’roll poderoso e básico, alicerçado no proto-punk e no garagismo sessentista de Stooges e MC-5, e no hard/glam rock setentista de Kiss e T. Rex, todos influências confessas da banda atualmente formada pelos guitarristas e vocalistas Gustavo Riviera e Chuck Hipólitho, pelo baixista Zé Mazzei e pelo batera Flávio Forgotten. Com discos bacanas no currículo como "Gimme More" (na modesta opinião destas linhas zappers, ainda o melhor álbum deles), o FB se tornou uma espécie de divindade da cena independente, que está acima do bem e do mal e de quem é preciso ter uma certa dose de coragem pra falar algo contra. Essa postura algo "divina" e "inatacável" foi ainda mais reforçada em função da camaradagem, amizade e "brodagem" que a banda desenvolveu com boa parte da jornalistada (este blogueiro incluso, vamos admitir) que milita hoje no jornalismo musical da taba. Pegava mal (e talvez ainda pegue) falar mal dos Forgotten Boys.

O que leva estas linhas rockers online ao ponto exato da questão, em relação ao disco que está saindo agora. "Louva-a-deus" deixa muito claro que o FB continua sendo uma poderosa usina de rock’n’roll, e a produção caprichada (porém, ao que parece, sem grandes "ingerências" no trabalho desenvolvido no estúdio pela banda) da dupla Apollo 9 e Roy Cicala só reforçou isso. Estão ali os ótimos riffs de guitarra construídos pela dupla Gustavo/Chuck (que também são bons, às vezes ótimos, melodistas) e a levada forte e precisa da seção rítmica, que conta com a versatilidade do baixista Zé Mazzei (um sujeito que possui uma enoooorme cultura musical, que permite a ele se dar bem tanto tocando jazz e blues quanto rock de garagem; não é à toa que o cara é fã de Cida Moreyra e Bob Dylan) e a impressionante atuação de Flavinho Forgotten, sem nenhum favor ou exagero um dos cinco melhores bateristas do Brasil. Mas... e as músicas do cd, afinal?

Forgotten Boys: insistindo naquilo que não dá certo na banda 

No novo disco, o FB insiste em um erro que o acompanha desde o álbum anterior, o também muito bom "Stand By The D.A.N.C.E." (que saiu pela gravadora ST2, selo com o qual a banda chegou a negociar o lançamento de "Louva-a-deus"; como as negociações não avançaram a contento, o quarteto resolveu inaugurar seu próprio selo, Forgotten Boys Records, e lançar o trabalho através dele): gravar músicas em português. Ok, ok, há quem vá dizer que "Cinco mentiras" (aquela que gerou uma mini-ficção que virou clip em alta rotação no YouTube e na MTV) era bacana, no final das contas. Mas qualquer um com a audição mais apurada percebeu claramente que cantar em português não é a praia da banda. E ela pode ficar puta com o que está escrito aqui (lá vai Zap’n’roll arrumar encrenca com mais uma banda amiga, ai ai...) mas a insistência em cantar no idioma de Camões quase empana (ou destrói) por completo o brilho dos grandes momentos que existem, sim, em "Louva-a-deus". Quando você ouve o esperto garage rock (musicalmente falando) que é "Quinta-feira", se anima com a melodia da música mas solta engulhos ao ouvir a inflexão aguda de Gustavo cantando bobagens em (mal) português, que fariam uma criança de doze anos de idade se achar o Rimbaud da turma. Pior ainda é ouvir a insuportável voz de pato esganiçado de Chuck na terrível "Ela era", cuja letra consegue ser ainda mais pífia e pueril do que a faixa anterior. Alguém precisa avisar a ele que, em que pese ser um bom guitarrista e estiloso front-man rocker, com suas tatuagens e com o "plus a mais" (isso é nome de comunidade do Orkut, hihi) de ser casado com atriz global, nada disso resolve sua falta de aptidão para cantar – ouçam também "Sempre em paz", com sua poesia pré-ginasiana na letra ("Eu sempre quis algo que nunca sonhei/Quando encontrei, atropelei/Já me esqueci, continuei"), e digam se estas linhas bloggers estão mentindo.

Claaaaaaro, muita gente também vai argumentar que grande parte das letras da história do rock mundial estão repletas de idiotices e que elas são escritas apenas para o vocalista ter o que cantar – e talvez um dos maiores exemplos disso seja o Led Zeppelin, que possuía um cantor de voz divina (Robert Plant) mas que só cantava absurdos. Mas todo mundo sabe também que, justamente por isso ou também por causa disso, o rock’n’roll é um esitlo musical cuja música se adequa muito melhor à métrica das letras quando estas são escritas em inglês. Foram poucos os grupos, no Brasil, que souberam compor grandes textos em português para emoldurar suas canções. E não se trata, aqui, de fazer a defesa ou o ataque de quem canta neste ou naquele idioma. Se trata de constatar o óbvio: o Forgotten Boys é, sim, uma ótima banda de rock’n’roll mas péssima cantando em seu idioma pátrio – porque as letras são ruins e os vocalistas não cantam com boa inflexão quando o fazem em português.

Na verdade, falta um pouco de coragem para a banda assumir o que ela realmente quer, a essa altura de sua trajetória. Já grande demais na cena alternativa brasileira mas ainda incapaz de entrar no mainstream (ou no que resta dele), o FB talvez tenha caído na armadilha de apelar para as letras em português, como um último recurso para tentar tocar em rádio ou atingir um público maior. Uma mega bobagem isso, no final das contas: quando você ouve, em "Louva-a-deus", cacetadas fodásticas do naipe de "Don’t Be Afraid", "Highest Stakes" (um rockaço mezzo stoniano e setentista com direito a violões na sua introdução e condução melódica), "News From God" (um semi-boggie/glam estradeiro e perfeito para sair à toda por aí, enchendo a cara e dançando sem parar) ou a "marcboliana" "Leaving", que fecha espetacularmente o disco, você se dá conta de que este é o grande Forgotten Boys, o FB de verdade, que funciona e leva seus fãs à loucura, como aconteceu na última sexta-feira, no clube paulistano Inferno, quando o grupo fez o show de lançamento do novo álbum – show ao qual o maloqui zapper aqui estava presente, acompanhado de um amigo também músico e que comentou sem pestanejar: "eles são ótimos e deviam tentar algo lá fora. E largar mão de tentar cantar em português".

Talvez falte esta coragem aos Forgotten Boys: de tentar a sorte na gringa. Aqui, eles já conquistaram seu espaço fazendo ótimo rock’n’roll. E que não pensem jamais em gravar um disco totalmente em português. Isso poderá significar o fim da banda, com certeza.

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AS INDICAÇÕES DO PRÊMIO DYNAMITE

Considerado já há alguns anos como a premiação mais importante da cena musical independente brasileira, o Prêmio Dynamite de Música Independente chega ao seu sétimo ano de existência em 2008. A largada para a votação este ano (com indicações, na verdade, relativas aos melhores da cena em 2007) já foi dada com a entrada no ar do site alusivo ao evento (www.premiodynamite.com.br), onde você pode conferir todas as categorias que estão sendo votadas e quem está concorrendo em cada uma delas.

Mas não foi fácil organizar a premiação este ano, que sempre ocorre tradicionalmente entre os meses de abril e maio – com a cerimônia de entrega dos troféus aos vencedores sendo efetivamente realizada entre junho e julho. Mercado musical em crise, patrocinadores ressabiados, tudo isso dificultou e atrasou o cronograma de realização do evento este ano. Mas, enfim, ele está aí. Em apenas três dias no ar, o site do prêmio já recebeu mais de dez mil votos, sendo que você pode escolher seus favoritos até o dia 30 de setembro. A grande festa onde serão conhecidos os vencedores deverá ocorrer no final de outubro. E Zap’n’roll, claaaaro, fez uma análise minuciosa dos indicados em cada categoria e comenta, logo abaixo, algumas dessas indicações – ou a falta delas.

* Melhor álbum de rock: só bandas e discos fodaços entre os vinte indicados numa das principais categorias do Prêmio. Do veterano trio prog/psicodélico paulsitano Violeta De Outono (com o álbum "Volume 7") ao graaande Los Porongas (um dos grandes nomes do novo rock brasileiro), e passando por pesos-pesados como Nação Zumbi, MQN e Cachorro Grande, vai ser realmente uma tarefa ingrata escolher quem será o vencedor desta categoria.

* Melhor álbum de indie rock: outra categoria com ótimos discos concorrendo (como os lançados pelos grupos Instiga, Ecos Falsos e Charme Chulo). Mas estas linhas bloggers apostam na vitória do cd de estréia dos cuiabanos do Vanguart. Ausência injustificada: a de "Idioma Morto", o segundo e ótimo disco do paulistano Ludovic.

* Revelação: categoria muito bem representada pelo que de melhor existe hoje na cena independente brasileira. Do paraense Euterpia ao cuiabano Branco ou Tinto, passando por Diego De Moraes, Filomedusa e o Quarto Das Cinzas (que agora se chama O Jardim das Horas), só bandaça disputando uma categoria que, no final das contas, deverá ser vencida pela garota prodígio do folk, a sua, a nossa Mallu Magalhães.

* Álbum internacional: outra disputa sangrenta, rsrs. Afinal, em quem votar quando temos que optar entre os últimos trabalhos de Arcade Fire, Juliette & The Licks, Radiohead, Maximo Park ou BellRays? Cruel, muuuito cruel...

* Veículo online: a primeira grande surpresa deste ano já que, entre os indicados, não consta o veterano site Zona Punk, um dos mais tradicionais da internet brasileira. Por outro lado estão lá outros também veteranos na disputa, como Trama Virtual e Show Livre. Mas o palpite do blog é que, neste ano e nesta categoria, vai dar mesmo é o MySpace.

* Veículo impresso: cometendo a gafe de colocar entre os indicados a extinta revista Bizz (que "faleceu" há quase dois anos), esta categoria também traz na disputa nomes manjados como Road Crew e Rock Brigade, nomes da mega mídia (Folha De S. Paulo e Rolling Stone) e veículos alternativos bacanudos, como a revista Coquetel Molotov. E aqui, ao menos, fica difícil prever quem vai levar o troféu.

* Casa de shows alternativos: se por um lado essa categoria está cada vez mais abrangente (o que é ótimo), indicando casas noturnas do Brasil todo que se dedicam à música alternativa, por outro ela cometeu a falha clamorosa este ano de não ter, entre os concorrentes, três dos clubes mais badalados da noite under paulistana: Vegas, Funhouse e, principalmente a Outs, casa noturna que foi a responsável pela ressurreição da cena alternativa em Sampa no novo milênio. A mesma Outs, que ganhou o prêmio há dois anos (batendo o até então imbatível Hangar110), agora se vê fora da disputa e a pergunta que fica é: como isso pôde acontecer? Culpa da curadoria do Prêmio? Dos pré-votantes (músicos, produtores, jornalistas) que, por algum motivo insodável, não indicaram a casa da rua Augusta? Vai saber... aliás, falando em rua Augusta e ainda sobre esta categoria, é muito engraçado o comentário feito em recente reunião da produtores independentes (a qual Zap’n’roll não estava presente, mas ficou sabendo do que rolou lá), quando um dos integrantes da entidade disse que "os jornalistas paulistanos pensam que a rua Augusta é o centro da cena independente brasileira". Que babaquice! O autor destas linhas rockers online não compactua de forma alguma com esse pensamento. A maior prova disso é a abrangência das casas indicadas, com uma lista que tem a Casa Fora do Eixo (de Cuiabá), o DoSol Rock Bar (em Natal), o Garagem Hermética (de Porto Alegre), o Jokers Pub (de Curitiba) e até o Tulipa Negra, em Manaus. Enfim, é isso: tirando o absurdo da não indicação do clube Outs, esta categoria está muito bem representada e, com certeza, será uma das mais disputadas.

* Evento: todos os grandes festivais independentes do país estão indicados para votação. Vai ser outro páreo duríssimo.

* Personalidade: e, por fim, a categoria que mexe com o ego da indie scene. Entre nomes que realmente importam na cena (pelo trabalho que fazem em prol da mesma) e gente insignificante, de caráter duvidoso e que de maneira alguma merecia estar entre os indicados, você não terá dificuldade pra saber quem de fato ali merece seu voto. Quem Zap’n’roll gostaria de ver ganhando o troféu, aqui: o produtor Luiz Calanca, a agitadora cultural Aninha Garcia ou o jornalista Luis Cézar Pimentel.

ZAP’N’ROLL 5 ANOS! – DJ SET ON TOUR

Começam as pré-discotecagens comemorativas aos cinco anos do blog de cultura pop e rock alternativo mais legal da net brasileira. Dá uma olhada aí embaixo:

Pois é, amanhã, sabadão rocker, estaremos botando fogo na pista da Outs. Dia 15 de setembro é a vez da ainda bombada noite On The Rocks, no D-Edge. E aê, vai perder??? Levanta essa bunda do sofá, se monta, cai na pista ao som do melhor rock’n’roll e vai ser feliz, porra!

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Mostra do Prêmio Dynamite: o prêmio mais importante da cena independente brasileira ganha exposição retrospectiva de peso neste finde, no Sesc Pompéia, em São Paulo. Vídeos, fotos, tudo documentando como foram as seis edições realizadas até hoje do Prêmio Dynamite. De quebra, haverá shows bacanudos de hoje (sexta) até Domingo, como o do sensacional quarteto paraense Madame Saatan (se houver justiça neste país, eles ganham o Prêmio deste ano, na categoria heavy metal), que sobe ao palco da chopperia amanhã. O Sesc Pompéia fica na rua Clélia 93, Pompéia, zona oeste de Sampalândia e toda a programação da Mostra você encontra aqui mesmo, no nosso portal.

E QUEM VAI NA FAIXA ORLOFF FIVE?

Anota aê!!!!

Fernanda Viscardi, Rodrigo de Araújo, Tatiana Ramos e Fernanda Nahas. Todos vocês devem retirar seus convites na portaria de imprensa da Via Funchal neste Sábado, a partir das 19hs., com a nossa mui amada, meiga e fofa Míriam Martinez, umas das assessoras de imprensa mais queridas da cena rocker e dileta amiga destas linhas rockers há mais de vinte anos. Não se esqueçam de levar seu RG e booooom show! Nos vems por lá!

BALADAS SELECIONADAS

Tipo jogão rápido que já é final da tarde de sábado e o malucão zapper está se mandando pro Orloff Five Festival, na Via Funchal em Sampa, e de lá emenda pra Outs, onde vai fazer o povo tremer na pista de dança, hihi. Entonces, vai que tem: Autoramas no Inferno (rua Augusta, 501, centrão rocker de Sampa), mais Cassavettes no Belfiori (rua Brigadeiro Galvão, 870, Barra Funda, zona oeste de São Paulo) e graaaaande Cassim, guitarrista e vocalista do sensacional grupo curitibano Bad Folks, em show solo no Berlin (rua Cônego Vicente Miguel Marino, 85, Barra Funda).///Domingão é noite de Grind, claaaaaro, na Loca (rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de Sampa) e, pra começar bem a semana, continua a temporada do sempre bacana Vanguart no teatro Décio de Almeida Prado (rua Cojuba, 45, Itaim Bibi, zona sul paulistana), nesta segunda-feira, às oito da noite e, o que é melhor, com a participação especial dos Forgotten Boys. Vai lá!!!

PRÊMIOS?

Tem sim, vai nessa no finatti@dynamite.com.br que estão lá, em sorteio:

* Uma cópia do novo álbum da liiindaaaa Carla Bruni;

* E mais cinco cópias do ótimo primeiro disco do Vanguart.

BYE BYE

E agora é fim de papo meeeesmo pois a noitada fodaça rocker deste sabadon aguarda o trêfego zapper. Mas logo no comecinho da semana a gente volta com maaaais, okays?

(enviado e atualizado por Finatti em 6/09/2008, às 18:25hs.)

Quem tem telhado de vidro...

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O bicho vai pegar por aqui até o final desta quarta-feira, com o novo (e bom mas nem tão bom assim) disco dos Forgotten Boys e a análise do blogão zapper sobre os indicados ao Prêmio Dynamite de Música Independente deste ano – sendo que nosso prêmio, modéstia às favas, é hoje o mais importante da cena indie nacional.

E, Jesus Christi, teve gente que falou quilos de bobagem sobre o novo e fodaço álbum do Bloc Party, aqui mesmo em blogs vizinhos. Mas isso comentamos logo mais. Colaê que a pegada vai ser hooooot!

(enviado por Finatti às 14:20hs.) 

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