Mas, vem cá: o que é esse "Dig Out Your Soul", o novo e sen-sa-cio-nal álbum dos manos Gallagher, alguém pode dizer ao blog, poooor favor??? Sério, Zap’n’roll acaba de botar os pés novamente em Sampalândia, após um finde verdadeiramente loucaço em Rio Branco, no Acre (cobrindo o incrível festival Varadouro que, sem favor nenhum, realizou sua melhor edição até o momento e já virou coisa de gente grande e profissa em termos de festivais de música), onde a enfiação de pé na lama foi grotesca (hihi) e, agora, está tendo seus miolos fundidos com a audição do Oasis novo.
Guitarras sujas, brit e psicodélicas, melodias fodonas e lindonas, Liam cantando como nunca, Noel inspiradíssimo, faixas tesudas ("The Shock Of The Lightning" é pra cair e se acabar na pista de dança), o diabo. Periga ser o melhor disco de 2008 (ou um dos melhores, no mínimo) e o melhor do Oasis desde o segundo deles, pelo menos – e olha que quem está falando isso é um sujeito que gosta muuuuito do álbum anterior, o bem bacana "Don’t Belive The Truth".
E o Varadouro? Shows fodaços para todos os gostos, dois palcos gigantes, som de primeira e histórias cabulosas nas internas, com trepadas, muita cheiração de padê, cisões e brigas na indie scene etc.
Enfim, o blog acabou de voltar, está podrão de cansaço e ainda tem uma palestra (isso mesmo!) pra fazer, sobre o rock brasileiro dos anos 90’, hoje às 17 horas, no Sesc 24 de maio (na rua 24 de maio, oras, em frente à Galeria do Rock, no centrão de Sampa). Inclusive, se você quiser ir lá ver o zapper maloqui – e também catedrático em rock, rsrs – falar sobre a cena brazuca dos 90’, é só chegar e participar. A presença de vocês, diletos leitores destas linhas online, é uma honra e muito bem-vinda.
Portanto, colaê na noite desta terça-feira que a gente volta com tuuuudo sobre o Oasis novo e também como foi a parada do rock em plena Floresta Amazônica.
* Entonces, sabadon à tarde, com calor (óbvio, mas um calor beeeem aprazível, com muita umidade no ar) na capital do Acre e o blogger zapper batuca aqui algumas linhas rápidas, que vão sendo escritas diretamente da redação da Aldeia FM (a rádio estatal acreana e com uma das programações mais legais e equilibradas que este modesto repórter já ouviu na sua vida). Vai ser pouca coisa – por enquanto – porque o sujeito aqui está a caminho de um passeio ecológico pela mata nativa Amazônica, acompanhado do mui amado “irmão” Aarão Prado (o homem dos Camundogs, uma das grandes bandas do rock acreano) e de sua liiiinda wife Julie. Depois, damos uma “turbinada” nessa parada, dando uma geral no festival Varadouro (que começou muuuito bem na noite de ontem), e contando mais outras coisinhas.
* A primeira noite do Varadouro foi ótima e teve de tudo para todos os gostos, com um detalhe: todas as bandas mostraram competência em suas apresentações, mesmo aquelas cujo estilo este blog torce o nariz (como o metal porrada por exemplo, que foi representado no festival pelo local Survive, que professa as guitarras em disparada, a bateria cavalar e os vocais guturais; tudo muito clichê e meio antiquado mas os moleques do grupo mandam muito bem ao vivo, acreditam no que fazem e, por isso, empolgaram o público que foi lá pra ver a banda).
* Bizarra foi a cover que o belenense La Pupuña (um dos reis da guitarrada, um dos gêneros pop mais fortes da cena do Pará) mandou para “Brand New Cadillac”, do Clash. Foi quando o punk se encontrou com o calypso (o gênero, não a banda), uia!
* Los Porongas fez mais um show consagrador na sua terra natal, os gaúchos do Pata De Elefante fizeram seu habitual set instrumental arrasador, Ecos Falsos começou meio inseguro e atrapalhado mas depois o show ficou redondo etc, etc etc. Talvez a grande decepção da primeira noite tenha sido mesmo o boliviano Atajo, com sua música latina meio insossa e que não disse a que veio. Enfim, hoje à noite tem a segunda e definitiva rodada de shows e assim que tudo terminar por aqui, damos uma geral completa sobre o Varadouro 2008.
* Ah sim, e teve o pré-aquecimento do Varadouro, como o mini-festival Chico Pop, que rolou no final da tarde de quinta-feira, na praça central de Rio Branco. Lá tocou o graaande Camundogs, Pia Villa e o ressurgido Capu, uma lenda por aqui por ter sido a primeira banda de rock autoral do estado. Reuniu um povaréu na praça e serviu como ótimo aperitivo pro Varadouro. É o rock’n’roll dominando o Estado da Floresta, hihi.
* Mudando de assunto mas nem tanto: além da floresta,o rock também domina a trilha gringa de “A favorita” (ora, novela também é cultura, ainda que popular, mas é. Então, o blogger tiozão doidão aqui, num rasgo de audácia, vai confessar: está sim acompanhando folhetim do horário nobre global, rsrs. Também, com aqueles xoxotaços como Thaís Araújo, Mariana Ximenes, Patrícia Pillar e Cláudia Raia reunidos numa só novela, não dá pra perder). Coldplay, Alanis Morissette e cia. estão diariamente soltando a voz em várias cenas da novela. Quem diria...
* Pois é, e “Dig Out Your Soul”, o novo do Oasis, que sai daqui a duas semanas, já aguarda a audição de Zap’n’roll assim que ela retornar à Sampalândia, nesta segunda-feira. Será o melhor disco do Oásis desde “(What’s The History) Morning Glory?”, de 1995? É o que quem já ouviu está achando. Então, no post pós-Varadouro, vamos falar muuuuito do novo álbum dos manos Gallagher por aqui.
* Falando em discos novos, alguém pediu pra estas linhas online falar sobre o disco solo do... Marcelo Camelo. Bien, bien, não é muito a nossa praia (apesar de que o autor deste blog sempre foi muito fã dos Los Hermanos), além do que blogs vizinhos do site já fizeram o serviço. Dom Thiaguito Ney, o homem da Ilustrada no Pop, detestou o disco e a palavra dele, apesar de eventuais bobagens que escreve, é bastante confiável em termos de crítica musical. Mas se der na cabeça do rapaz aqui, ouviremos o disco e falaremos mais pra frente sobre ele e o que achamos dele.
* E lá se foi o grande Paul New Newman. Inesquecível sua atuação em “Butch Cassidy” e em muitos outros clássicos do cinema. RIP.
* Daqui a pouco, entre domingo e segundona, a gente volta com maaais. Até já!
(atualização final em 24/09/08, às 4:30hs, com os melhores shows gringos no Brasil na opinião do blog, Poucas & Boas e prêmios. Então, vai laaaaá embaixo e divirta-se!)
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* Post novão e aditivado, pra começar beeem a semana, e dando finalmente nossas impressões sobre o novo disco do Kings Of Leon. Ah, tem também o novo e bacanão álbum do Instiga, mais isso e aquilo outro. Vai lendo aê...
* Mas antes, vem cá: será que o novíssimo quarteto escocês Glasvegas é mesmo tudo isso que a rock press planetária (a daqui inclusa) está achando dos moleques? Formado há apenas dois anos em Glasgow, o grupo do vocalista e guitarrista James Allan, do também guitarrista Rab Allan, do baixista Paul Donoghue e da baterista (sim! Uma garota nas baquetas!) Caroline McKay, está causando furor com seu recém lançado début album, homônimo, que saiu lá fora em seu formato físico pela Columbia – logo, pode ter alguma chance de sair em edição nacional pela Sony/BMG. Zap’n’roll, sempre atulhada em discos e mais discos, ainda não conferiu o som deles, mas vai fazer isso já já (a contragosto) no MySpace. E você também pode fazer o mesmo e chegar à sua própria conclusão, se a babação de ovo se justifica.
* Ah sim, o Glasvegas é esse da foto aí embaixo:
* E a capa do disco é esta:
* E um vídeo da banda (com o já cultuado single de "Daddy’s Gone", que lembra muito as ambiências melancólicas do pós-punk oitentista inglês) você pode ver aqui:
Glasvergas – "Daddy’s Gone"
* Não é só a diva louca, linda e descaralhada Amy Winehouse (de quem estas linhas bloggers são fãs incondicional, a gente fala mais a respeito da nossa anti-heroína logo mais laaaá embaixo) que continua chafurdada na lama das drugs cabulosas. A velha e miliardária biba George Michael foi em cana na última sexta, no norte de Londres, após ter sido pilhado em um banheiron público portando ccaine e crack. Uia! O povo anda mesmo gostando de meter a boca no cachimbo por lá...
* A SÍNDROME DE DELÍRIO DE PODER ATACA! – A famosa, perigosa, traiçoeira e indesejável sombra do "salto alto" paira perigosamente sobre aquele que talvez seja, hoje, o grande nome da cena rock independente brasileira. Grupo descoberto – em termos jornaísticos – pelo autor deste blog há quatro anos em Cuiabá, e por quem Zap’n’roll teve sempre o maior carinho, consideração, respeito e devotada e sincera amizade, o Vanguart está mudando seu comportamento (não o musical, que continua ótimo) de tempos pra cá, e não exatamente para melhor. Por exemplo, o comentário feito a este blogueiro zapper por um dos principais jornalistas musicais do país, atual editor de uma das maiores revistas de variedades em circulação no mercado, após ver a banda em ação no festival Orloff Five: "eles são de fato ótimos ao vivo. Mas o vocalista está se achando o gênio da raça". Fora este, não são poucos os relatos que chegam aos ouvidos destas linhas rockers virtuais dando conta de um certo "delírio de poder" está se abatendo sobre alguns dos integrantes da banda. O próprio blog sentiu isso na pele quando viu seu convite para que o grupo tocasse na festa de cinco anos de Zap’n’roll, recusado pelos músicos – a alegação para a recusa (sendo que já havia um cachê previamente acertado com o conjunto, dentro dos padrões que ele cobra atualmente e com justiça, diga-se, em função de sua ótima performance ao vivo) foi de que o clube Outs, em São Paulo, onde a festa será realizada dia 1 de novembro, não "reúne as condições técnicas adequadas" que o grupo necessita hoje em dia, para fazer um bom show. Uma alegação estranha visto que bandas maiores e com trajetória já consagrada há tempos na cena (como Matanza, DeadFish ou Ludov), sempre tocam na casa da rua Augusta e nunca fizeram alguma objeção quanto às condições técnicas do local. Não é preciso dizer que esta recusa causou um profundo mal-estar e estremeceu as relações de amizade entre o blog e a banda. No entanto, Zap’n’roll preferiu manter-se calada até agora por julgar que não havia necessidade, ainda, de comentar o assunto aqui. Porém, com o episódio da última semana (mais um envolvendo um suposto "ataque de estrelismo" do grupo), quando a banda teve sua apresentação no tradicional festival Coquetel Molotov, em Recife, cancelada por desentendimentos entre a produção do evento e a equipe que cuida do quinteto cuiabano, este blog julgou necessário trazer o tema a público. Na comunidade oficial do Vanguart, no Orkut, há a versão da banda para o episódio envolvendo o festival recifense. Zap’n’roll, portanto, gostaria de saber a versão dos organizadores do Coquetel Molotv a respeito do mesmo assunto, para não cometer injustiças aqui. De qualquer forma, o autor deste blog tem a dizer que, apesar de estar bastante "bodeado" com os Vangs por causa da negativa em relação ao show na Outs, ele continua torcendo pelo sucesso do conjunto e deseja o melhor para ele. E aconselha aos rapazes manterem os pés no chão e fugirem do salto alto como o diabo foge da cruz. Pois é público e notório que o salto alto e o delírio de poder já acabaram com algumas das melhores bandas da história do rock.
* Bom, vamos ver então o que blog achou do novo cd do Kings Of Leon.
KINGS OF LEON – O DISCO NOVO NÃO DESCE
Entonces, "Only By The Night", o novo álbum do quarteto americano Kings Of Leon – o quarto disco deles desde que a banda surgiu, em Nashville, em 2000 – chega às lojas do mundo todo (quer dizer, nos EUA e Europa; deve sair por aqui também, mas ainda não há previsão a respeito), em seu formato físico, nesta terça-feira, 23 de setembro, sendo que na net ele já tá facinho faz tempo. Tem gente que adooora o Kol, acha a banda bacana e tals por eles trazerem para o indie rock dos anos 2000 uma nuance "country" e mais classic rock sulista americana, que estava meio fora de moda no rock planetário de guitarras desde que Strokes e Franz Ferdinand decidiram que o chic mesmo, era resgatar o glam rock de David Bowie e o pré-punk novaiorquino de Lou Reed e Television. Até aí, tudo bem. Mesmo Zap’n’roll, que nunca morreu de amores pelo som dos irmãos Followill, curtiu razoavelmente a estréia deles em 2003 com "Youth & Young Manhood", aquele mesmo que continha o super hit alternativo "Molly’s Chambers", um rockão fodaço que misturava country e guitarras à la Strokes na mesma melodia, e por isso mesmo explodiu nas rádios e pistas de clubes do mundo todo na época.
Mas aí veio o segundo álbum, "Aha Shake Heartbreak", lançado dois anos depois, e o Kol começou a mostrar que não era tão legal quanto parecia. Isso se confirmou ao vivo, inclusive, na desastrosa performance que o grupo mostrou em 2005 no Brasil, durante o Tim Festival. Os outrora religiosos garotos, filhos de um ex-pastor protestante, vieram pra cá e caíram na putaria rocker desenfreada: se entupiram de cocaína (nada contra), sendo que consideraram o "produto" brasileiro "very good" (palavras deles), e também mergulharam nas xoxotas brazucas. Tudo muito bom, tudo muito ok mas na hora de representar no palco... a vaca foi pro brejo. Puta show ruim pra caralho, como todo mundo que estava no sambódromo do Anhembi, em São Paulo, pôde comprovar.
E o novo disco do grupo (que vem na sequência do até bom "Because Of The Times", editado no ano passado) só piora a situação do Kol. É bom que se diga, inclusive, que se trata de um lançamento aguardado com grande expectativa pelos fãs e que, mesmo antes de chegar às prateleiras das lojas no velho formato do cd, já rendeu opiniões contrárias e acaloradas. O bom e velho chapa destas linhas bloggers, Cristiano Viteck, achou o álbum um lixo, como ele já bem expressou em comentário seu publicado no pé da Zap. Já o pessoal da Folha Online (leia-se a dupla amiga que escreve o blog "Ilustrada no Pop") considerou o trabalho bom pra cacete. E o autor deste blog, que não estava com a menor vontade de ouvir o disco (embora já estivesse com uma cópia do dito cujo em mãos desde a semana passada), ao ver tanto zunzunzun em torno do mesmo, decidiu passá-lo na frente de outros trocentos cds que estão aguardando a vez de serem triturados neste blogui maloqui, e foi conferir as onze faixas na madrugada de ontem.
As DUAS capas do novo cd do Kings Of Leon
Na boa? Sem chance. O Kol parece que desaprendeu a fazer rock’n’roll com ímpeto e sangue fervendo nas veias. Se cheiraram até cair no Brasil, agora os moleques devem estar em fase maconheira e ácida total, tamanha é a lassidão e a modorra que domina quase todas as faixas de "Only By The Night". "I Want You", "Cold Desert", ou "Crawl", não importa: escolha qualquer uma delas como seu sonífero preferido e boa viagem. E não vale aqui a desculpa de que a banda talvez esteja procurando um novo "direcionamento" musical ou, ainda, que o vocalista e letrista Calleb Followill compôs boa parte do material do álbum em momentos de dor existencial (como ele mesmo andou dizendo em algumas entrevistas). Existe gente melhor do que Calleb no pop e no rock atual, que consegue extrair grandes canções de momentos de dor e da tortura da alma – Amy Winehouse, por exemplo. No caso do Kol, em que pese o disco ser muito bem produzido, gravado e tocado, a sensação que fica no ouvinte é de algo falso, forçado.
Claro, teria que haver algo que salvasse a pátria neste novo disco dos moleques. E este algo é justamente o primeiro single de trabalho do cd, "Sex on Fire", um momento de lampejo, de guitarras mais aceleradas (mas nem tanto) e de melodia mais excitante e dançante, mostrando que, se quisesse, o grupo poderia sim continuar mixando rock sulista com guitarras indies para resultar em uma música menos "madura" e deliciosamente mais "inconsequente".
Do jeito que está indo, o Kol tende a não durar muito. Infelizmente.
O ESTRANHO E OUSADO MUNDO DO INSTIGA
Instiga: de Campinas, um dos melhores nomes do indie rock brazuca
Grupo formado em Campinas, no interior de São Paulo, por volta de 2001, o quarteto Instiga lançou há pouco seu terceiro disco, "Tenho uma banda". Um dos nomes prediletos desta casa zapper desde seu cd anterior (o muuuito legal "Menino canta menina", lançado no ano passado) o Instiga caminha, com o novo disco, para se tornar um dos melhores grupos do rock independente brazuca dos anos 2000. Composto, gravado e lançado em tempo recorde (o álbum foi gravado entre abril e junho deste ano, e saiu em seu formato físico há poucas semanas; ele continua disponível para download gratuito no site oficial do conjunto e também na sua página no MySpace), "Tenho uma banda" foi lançado pelo próprio grupo – sem vínculo algum com nenhum selo – o que demonstra a coragem e a força de vontade do quarteto formado por Christian Camilo (vocais, letras, guitarra), Heitor Pellegrina (guitarra, vocais, atualmente morando na Bélgica), Gabriel Duarte (baixo) e Pedro Leite (bateria), em levar adiante seu trabalho – um trabalho difícil de ser assimilado à primeira audição, diga-se, e rigorosamente inclassificável em certos momentos.
Há de tudo nas dezessete faixas do cd e impressiona a desenvoltura com que os músicos vão de um proto garage/punk básico como o da irônica faixa título (com suas guitarras saturadas de distorção, o baixão estourado e os vocais meio que enterrados no instrumental) a nuances de jazz (cortesia do gosto musical do baixista Gabriel) e valsa (!), como em "Carta de demissão" e "O porto inteiro", que lançam mão de sons inusitados de fagote (sampleado?) para tornar as canções ainda mais estranhas e... instigantes. Não só: há guitarras indies (à la Sonic Youth) em "Heitor e Ana" e "Rock Safari" e órgãos vintage e psicodélicos em "Munrá", o que confere uma certa lisergia chapada à música. Você é romântico(a)? Sem problema: Christian também se permite ser, e mostra seu lado "sentimental" nas mezzo acústicas e algo tristonhas e muito bonitas "Queria estar com você" e "Meu batimento", que fecha o cd com suaves violões.
As letras do álbum, aliás, são um capítulo à parte. Bem acima da média do muito que se ouve no indigente (textualmente falando) indie rock brasileiro atual, elas são eivadas de sarcasmo, ironia para observar situações cotidianas e um fino humor negro, às vezes. Sem a pretensão de querer ser um álbum "conceitual" (babaquice pior do que isso nos dias de hoje, impossível), "Tenho uma banda", na verdade, possui uma espécie de "fio condutor" que interliga todas as faixas, formando uma ficção em forma de música (não deixe de ler a bizarra história escrita na última página do encarte e você entenderá o que estas linhas rockers online estão querendo dizer). Já na faixa-título, a letra destila: "Tinha uma banda no dia que eu morri, e piratas cantavam, todos ali. Descobri que na banda tinha um travesti, jobs auriculares até o fim. Eram vários fantasmas, eu podia ouvir. Cantavam desafinados, celebravam e o tempo foi...". E a pop/indie de melodia dançante "Aquela da cachorrinha" possui um verso que já pode ser considerado um clássico da recente indie scene nacional: "Seus seios tristemente vão secar, mas meu amor jamais esgotará". Por fim, a veia "romântica" de Christian se mostra exemplar em "Queria estar com você" ("Eu estava muito triste para tocar minha guitarra. Queria tocar um fagote, mandar a tristeza pra cima, pra uma corrente de nuvens levar pra longe. Eu queria estar com você, rindo do meu medo de avião") e em "Meu batimento" ("O batimento toca pra despertar o sol nascente trouxe pra você. Risonha acorde lembrando a minha voz. Acorde sabendo: eu estou ao seu lado. O batimento deseja que você sinta alegria pra levantar"), ambas tocantes em sua beleza musical e textual.
Discão, enfim. E vai estar, com certeza, na lista dos melhores de 2008 de Zap’n’roll.
* Quer ganhar uma cópia do fodão terceiro álbum dos campineiros? Ok, ok, o blogão mão aberta está generoso por esses dias e coloca um exemplar de "Tenho uma banda" para sorteio, lá naquele e-mail que você já está careca de saber digitar. Então, dedo no teclado e no mouse e booooa sorte!
INSTIGA AQUI:
Tocando "Aquela da cachorrinha" nos estúdios da Rádio Faap (em São Paulo), no programa de rock que é produzido por lá pela querida Mari Carvalho e o pessoal do site Urbanaque:
Instiga – "Aquela da cachorrinha", na rádio Faap
E MAIS ALGUNS DISQUINHOS...
Bien, bien, o blogão tinha mais um moooonte de discos pra comentar mas o tempo foi passando, houveram aquelas interrupções nas postagens, de modos que vamos dar uma pincelada rápida e final no que de mais interessante andou fustigando (uia!) os ouvidos zappers nas últimas semanas:
* Brett Anderson/"Wilderness" – o segundo álbum solo do ex-vocalista do Suede é lindo e triste de doer e chorar. Um exemplo a ser seguido pelo Kings Of Leon. Canções tristíssimas, tramadas apenas com pianos e voz (e ocasionais intervenções de violão), dão o tom a um disco que, claaaaro, não vai sair no Brasil, mas que pode ser facilmente encontrado em zilhões de sites e blogs de mp3.
* The Verve/"Forth" – um "comeback" que estava sendo aguardadíssimo mas que, no final das contas, também não decolou. Tirando faixas bacanas como "Love Is Noise" ou "Judas", o restante do novo disco do lendário grupo britpop é pura pretensão. Mas como a fama deles é enoooorme, "Forth" seguia firme e forte esta semana no topo da parada dos mais vendidos na Inglaterra.
* The Dandy Warhols/"Earth To The Dandy Warhols" – os já veteranos heróis do indie guitar americano estão de volta com um disco estranhíssimo. Não se parece com nada do que eles já gravaram mas, ainda assim, é DW. Tem um single bacanudo pra se acabar na pista ("Mission Control") e uma faixa com quase quinze minutos (!!!), que fecha o disco. Pena que o Indie Rock Festival II, onde eles iriam se apresentar, foi cancelado. Resta, enfim, o consolo de ouvir um bom novo trabalho da banda.
* Carla Bruni – ela mesma!!! Ah, vai... a hoje notória mulher do presidente da França é gostosona, canta bem (em francês) e escreve letras ok sobre relacionamentos amorosos "intensos" em seu terceiro disco, que saiu há pouco no Brasil, via ST2. De quebra, o disco exibe uma musicalidade suave e bem construída, perfeita para tardes frias e chuvosas de sábado, quando tudo que você quer é tomar um bom vinho, fumar um beck relaxante e foder uma ótima xoxota.
Agora, em um futuro novo post, o zapper atrapalhado promete dar uma geral em vaaaários outros discos de bandas nacionais, que andaram chegando ao sound system do blog. Coisas legais como os grupos Churros e Mr. Spaceman, ou o novo álbum Seychelles. Então, guentaê que logo logo a gente fala desses discos todos por aqui.
O MELHOR SHOW GRINGO DE TODOS OS TEMPOS NO BRASIL
Zap’n’roll aaaaamaaaa listas (seja qual for) de paixão, hihi. Quem não ama? Pois eis que nosso queridaço Luuuuuusssssciiiiiiooooouuuuusssss R., na sua sempre "polêmica" (e agora totalmente repaginada, ficou chique no "urtimo", uia!) Popload, resolveu bolar uma enquete pra lá de... polêmica. Ele resolveu listar por lá os shows gringos no Brasil que mais o impressionaram em sua looooonga trajetória como repórter rocker. Nada mais apropriado para essa vindoura temporada de grandes shows (REM, Madonna) e festivais (Tim Festival, Planeta Terra) que, logo mais, irão assolar a terra brasilis. E nosso amado blog vizinho do iG pediu que leitores (como Zap’n’roll) enviassem pra lá suas listas com os shows inesquecíveis de nossas vidas. Bão, este blogão zapper preferiu fazer melhorrrrr: publica aqui mesmo (com rápidos comentários) os shows que marcaram a vida rocker do autor deste blog. Assim o nosso dileto leitorado que por acaso não leia a campeã de audiência Popload, também fica sabendo da nossa lista dos melhores shows gringos de todos os tempos por aqui. A eles, portanto (sem ordem de preferência):
1 – Queen (estádio do Morumbi, São Paulo, 1981): isso mesmo, há looongos 27 anos. Zap’n’roll era um moleque, era seu segundo show internacional (o primeiro, imaginem, foi o velhusco progressivóide Genesis, que o maloqui blogueiro assistiu em 1977, em São Paulo, sendo que por ser menor de idade ele foi acompanhado de sua irmã mais velha, hihi), e era o primeiro mega show de rock em estádios no Brasil, numa era em que não havia telões, o som era precaríssimo etc. Mas foi lindo ouvir (o que dava pra ouvir, na verdade) Freddie Mercury e cia. no auge, cantando aquelas canções clássicas e inesquecíveis da Rainha. Show histórico (havia 80 mil pessoas no Morumbi) e de valor sentimental para Zap’n’roll.
2 – Siouxsie & The Banshees (Palácio do Anhembi, São Paulo, 1986): Zap’n’roll havia começado no jornalismo musical naquele ano e já um insider mergulhado até os ossos no pós-punk inglês. A gatíssima Susie também veio ao país no auge de sua carreira (ela retornaria novamente em 1995, mas já perto do fim da banda) e lotou o Anhembi quatro noites seguidas. Era o auge do darkismo em Sampalândia, andávamos todos de preto (mesmo sob um calor modorrento), trepávamos como loucos, enchíamos a cara, nos entorpecíamos com a poesia maldita de Baudelaire e Augusto dos Anjos, e achávamos a vida uma merda sem sentido. Inesquecível a banda tocando "Cities & Dust" e "Happy House".
3 – Echo & The Bunnymen (mesmo Anhembi, São Paulo, 1987) – a primeira e melhor aparição dos Homens-Coelho por aqui. Banda com sua formação original (Les Pattison no baixo e Pete De Freitas na bateria), todos aqueles clássicos que você imagina tocados à perfeição ali, na sua cara e cinco noites sold out no Anhembi. História bizarra desta turnê: Zap’n’roll, ainda jovem e iniciante repórter no mundo do rock’n’roll e fã apaixonado do Echo, foi à entrevista coletiva munido de uma capa do vinil do álbum "Porcupine" (o terceiro da banda, lançado em 1983). Pediu sem pudor autógrafo aos garotos da banda ao final da entrevista e foi educadamente atendido. A preciosidade ficou por anos guardada com carinho na coleção do autor deste blog. Até que um dia ela virou... padê. Literalmente, kkkk.
4 – Iggy Pop (ProjetoSP, São Paulo, 1988) – a primeira vez do Iguana no Brasil. Ele veio na turnê de um álbum fracote (o "metaleiro" "Instinct", lançado no mesmo ano), mas o show foi de foder. Tão esporrento que o produtor Luiz Calanca que, dias antes da apresentação, criticou o então jovem repórter zapper, que cobria férias no Jornal da Tarde, por ele ter feito uma página inteira do jornal dedicada a Iggy ("você fica babando por um velhote decadente desses, porra!", disse Calanca na época), se arrpendeu depois. E confessou ao gonzola aqui: "porra Finatti, paguei minha língua, o show foi do caralho!". Pois é, uma noite inesquecível no saudoso ProjetoSP, inclusive quando Zap’n’roll conheceu a linda e gostosa negra Cíntia, de apenas 15 aninhos de idade. E naquela mesma noite, após o show, Cíntia perdeu seu cabaço com o jovem zapper e iniciou com ele uma série de fodas inesquecíveis... bons tempos, bons tempos...
5 – The Jesus & Mary Chain (novamente ProjetoSP, em 1991): a primeira vez no Brasil, na turnê do álbum "Automatic", lançado naquele ano. Barulheira infernal de guitarras noise no palco, repertório fodástico, casa lotada, fãs em delírio pleno e a imagem que nunca mais saiu da cabeça do autor destas linhas virtuais: enquanto os irmãos Reid (Jim e William) desfiavam no palco sua cover violenta para "Who Do You Love?", do bluesman Willie Dixon (e que o JMC havia gravado no álbum "Barbed Wire Kisses"), um pau fenomenal estourava ao lado deste blogueiro, com três sujeitos espancando um infeliz, que foi salvo do linchamento pelos seguranças do local. Um show inesquecível. E que você terá oportunidade de ver (ou rever) novamente este ano, em novembro, no festival Planeta Terra, dia 8 de novembro em São Paulo.
Mais cinco shows inesquecíveis completando esta lista nós colocamos aqui no próximo post, dá só um tempinho aê.
POUQUÍSSIMAS & BOAS
* Quem foi na noite de ontem no StudioSP, assistir os suecos do Peter, Bjorn & John? Zap’n’roll não foi e nem irá hoje também, pois daqui a pouco estará voando pro Acre, pra cobrir o festival Varadouro. Se você não esteve lá ontem, ainda dá tempo de ir hoje, se tiver ingresso ainda (ontem, esgotou). Boa sorte, que o show vale à pena.
* Repercutindo absurdamente o tópico na abertura deste post, falando dos rumos que o Vanguart está tomando. A própria banda, quase na totalidade, além do produtor Bruno Montalvão, veio pessoalmente conversar com estas linhas zappers ontem, via msn. Helinho Flanders deu sua versão dos fatos e ainda disparou frases que amoleceram o velho coração rocker do sujeito aqui. Sinais de reaproximação entre Zap’n’roll e banda já estão à vista (afinal, uma amizade forte e sincera pode sofrer rusgas e abalos, mas não será encerrada em definitivo de uma hora prao outra, sem um motivo realmente muito forte). Voltaremos a este assunto em breve, sendo que inclusive a banda está com espaço aberto aqui para se manifestar também.
* O sempre bizarro mundo do Oasis. Noel Gallagher confessou, em entrevista publicada na Inglaterra, que cheirou umas carreiras de padê no banheiro privado da Rainha, durante encontro com o então recém-empossado Primeiro Ministro Tony Blair, na residência oficial dele, isso lá por volta de 1997. Pois é, essa história lembra outra: a de quando o lendário Ezequiel Neves (um dos ídolos deste blogger loki no jornalismo musical brasileiro, nos anos 80’) contou, em sua coluna "Zeca’n’roll", na extinta revista Somtrês, que tinha cheirado um risco na... bunda da atriz Elizabeth Taylor, ahahahaha.
* Zap’n’roll? Yeeeesss, cheirou vaaaaaárias taturanas nos mais diversos lugares, desde banheiros podres de butecos idem, até em chiquérrimas festas promovidas por gravadoras. Mas uma cafungada histórica do zapper aqui foi no banheiro do camarim do ginásio do Ibirapuera, em 1995, após o show de lançamento do álbum... daquela super banda brasileira na época. Enquanto o autor deste blog e um dos integrantes do grupo mandavam ver nas fileiras esticadas no tampo do vaso sanitário, um dos vocalistas da banda se animou e cantarolou: "é dia de Finatti, nem precisava tanto...". Uia!
* O blog ia falar mais uns papos sobre a amada Amy Winehouse mas fica pro próximo post, pode ser? Afinal, daqui a pouco teremos que enfrentar um busão aéreo (brrrr) até a floresta Amazônica. E precisamos nos preparar psicologicamente pra isso, já que Zap’n’roll "ama" viajar de avião.
* Não esquecendo: nesta quinta-feira, tem a gravação do primeiro dvd oficial do Vanguart, lá na chopperia do Sesc Pompéia (rua Clélia, 93, Pompéia, zona oeste de Sampa), com participações do Lobão, Mallu Magalhães etc, etc. Em que pese atritos recentes e pessoais entre o blog e a banda, Zap'n’roll continua sendo fã e amig
E como! É que a semana anda calma pelos lados zappers. Quer dizer, mais ou menos: após a volta de nossas atividades “normais”, quem resolveu dar pane foi o velho lentium à lenha do blogger maloqui. Como ele já estava velhinho e já tinha prestado anos de bons serviços à causa do jornalismo rocker alternativo virtual (e também já havia enchido o saco o suficiente com suas panes, surtos e travações), Zap’n’roll decidiu aposenta-lo de vez. Então, estas linhas que você está lendo agora já estão sendo escritas em uma nova máquina, mais, hã, moderna. Por isso mesmo também o post desta sexta, que seria mega, vem um pouco mais modesto mas ainda assim com a chance de “engordar” pelo finde adentro, certis? Afinal, uma renca de discos já entope a estande do jornalista gonzola aqui, esperando a vez de triturar os ouvidos dele. Mas enfim, vamos nelson pois semana que vem tem festival de rock bacana no Acre (o Varadouro, onde o blog estará presente) e até o final do ano o rock’n’roll vai ferver no país, com os festivais de verão e mais shows pra todos os gostos.
* Yep, vai ter muito show por aqui. Mas o cancelamento da gig do Nine Inch Nails foi destaque até na edição online da New Musical Express, é mole?
* A mesma NME que coloca na sua capa desta semana (e que você pode ver aí embaixo), maaaais uma vez, eles! Quem? O Oasis, oras. Nada mais justo: o aguardadíssimo “Dig Out Your Soul”, novo álbum do combo dos manos Gallagher, sai em sua versão física daqui a duas semanas.
* Bien, bien, falando em cancelamentos, a Justiça Mineira (isso mesmo!) mandou cancelar o festival Pop Rock Brasil 2008, que seria realizado em Belzonte nos próximos dias 8 e 9 de novembro, com shows do Maroon 5 (que toca em Sampalândia no dia 8 de novembro), Offspring, entre outros. O motivo da ordem da Justiça suspendendo o evento seria uma briga judicial entre duas fms mineiras que disputam a marca do festival. Oxe...
* O mesmo Offspring, você já está sabendo, confirmou sua participação no Planeta Terra, em São Paulo, no dia 8 de novembro. Com ingresso a 80 pilas (o primeiro lote, que já está à venda) e tendo um line up com Jesus & Mary Chain, Kaiser Chiefs, Bloc Party, Foals, Spoon, Animal Collective, Mallu Magalhães e agora também os velhos punks do Offspring, não é preciso ser nenhum gênio pra sacar que o PT vai ser, de fato, o grande festival de rock do final de 2008 no Brasil.
* Pois entonces: todo mundo do meio jornalístico musical que estas linhas rockers online conhece, está babando pelo novo disco do Kings Of Leon, o “Only By The Night”. Será que é tão bom assim mesmo? O blog faz esta pergunta porque está com o dito cujo em suas mãos (uma cópia em cd-r, na verdade) já há vários dias, mas ainda não teve coragem – ou vontade – de ouvir o dito cujo já que o autor desta bodega zapper nunca morreu de amores pelo Kol. Enfim, fica combinado assim, então: vamos dar uma “orelhada” no disco neste finde e logo em seguida postamos aqui nossas impressões, okays?
* Mas o blogão está botando mesmo mais fé no novo álbum solo do gênio loki e “ídalo” destas linhas rockers, Scott Weilland, primeiro e único. O disco se chama “Happy In Galoshes” e será lançado no dia 25 de novembro – por acaso, véspera do aniversário de Zap’n’roll. Hum...
* Ok, ok, a bagaça aí embaixo já circula há tempos no YouTube, mas este blog se diverte a cada vez que assiste o vídeo por lá. Então, resolveu postá-lo aqui também. Para o deleite dos fãs do Weezer, aquela “famosa” versão de “Pork & Beans”:
Weezer – “Pork & Beans”, versão acústica, hihi
* ZAP’N’ROLL POPSTAR! – Isso mesmo!!! É curioso e surpreendente (pra não dizer bizarro e hilário) como tudo que envolve o autor deste blog destrambelhado, reverbera em tudo quanto é canto. Por exemplo: quando o blog voltou às atividades, comentando o pequeno “castigo” que havia levado da direção do portal (ficar alguns dias sem postar, nada demais afinal) por ser “bocudo” em excesso, pronto! Foi o suficiente para abrirem tópico a respeito do assunto naquela malfadada e mal cheirosa comunidade orkutiana, dedicada à falecida revista Bizz. “Finas demitido da Dynamite” era o título do tópico, aberto pelos espertinhos da P.a.l.a. (você não sabe do que se trata? Nem precisa, é mais uma bobagem idiota e fake que só o Orkut produz) e que, no final das contas, rendeu boas risadas para o blogger zapper aqui. Fora o Twitter também fake que já criaram de Zap’n’roll e que pode ser alcançado em http://twitter.com/humbertofinatti . O (ir)responsável pela página é um autêntico gênio – do mal, é claro, mas o cara é gênio e o gonzo rocker aqui dá altas gargalhadas quando dá uma fuçada por lá. “Finas em fase alto astral! chega de donatella, flora, pombicha, jotalhón, trintinha, orkut! dandi agora só pensa no crioulo do bloc party”, é o que diz a postagem mais recente por lá. Agora, digam: é de chorar de rir ou não? Bem certo está o querido super monge japa zen, don Pablito Miyazawa, o homem da Rolling Stone e dielto amigo destas linhas rock’n’roll e que, em loooongo papo telefônico ontem com o sujeito que digita estas linhas, disparou: “você tem que entender que tudo o que faz ou fala em público ou no blog, reverbera tremendamente porque você é um dos jornalistas de rock e cultura pop mais conhecidos do Brasil”. Pois é... se isso é bom ou péssimo para o rapaz aqui a esta altura do campeonato, só com o tempo iremos saber.
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É TEMPO DE FESTIVAIS – VARADOURO
O longínquo Estado do Acre se torna rock’n’roll mais uma vez. Na semana que vem, mais especificamente nos dias 26 e 27 de setembro, rola por lá a quarta edição do festival Varadouro. Vai acontecer na capital Rio Branco no mesmo local do ano passado, o estacionamento do estádio de futebol da cidade. E tem tudo pra ser uma edição fodaça, visto que a programação está supimpa. Dá uma olhada aí embaixo e veja quem estará tocando por lá:
Sábado 27/09 Ashaninkas (Conj. Indígena – AC) Hey, Hey, Hey (RO) Silver Cry (AC) Calango Smith (AC) Cabocrioulo (AM) Diego de Moraes e o Sindicato (GO) Nicles (AC) Linha Dura (MT) Bareto (PERU) Filomedusa (AC) Cordel do Fogo Encantado (PE)
Olhando a programação, dá pra sacar alguns lances bem legais: a valorização das bandas locais (que comparecem em grande número na edição 2008) e o fato de um evento rocker abrir espaço para a cultura local, com a apresentação musical de uma tribo indígena. Além disso, o Varadouro também prossegue com a política de ser um dos festivais mais acessíveis ao público em geral, visto que a entrada para cada noite irá custar a merreca de R$ 3,00. Bacana, né?
Zap’n’roll, como nos dois últimos anos, estará por lá acompanhando tudo de perto. E enquanto a festança rock’n’roll em plena floresta amazônica não começa, você pode saber maaaais sobre o Varadouro deste ano em www.festivalvaradouro.com.br
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O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Biografia: “Slash – por Anthony Bozza”, que acaba de sair no Brasil pela Ediouro. Claaaaaro, se pretende uma bio explosiva do guitarrista do Guns N’ Roses e os dois primeiros capítulos, onde ele diz que possui um marca-passo no coração que o “avisa” quando ele está abusando no consumo de drugs, já dá uma prévia do que está relatado nas quase 450 páginas do livro, que será em breve resenhado aqui no blog.
* Disco: o novo do grupo paulista Instiga, “Tenho uma banda”, que é beeem legal.
BALADAS ESQUENTANDO O FINDE
E não? Vê só: hoje, sexta, tem show dos americanos L.A. Guns (que foram a base do que seria mais tarde o Guns N’ Roses) no Inferno (rua Augusta, 501, centrão rocker de Sampa), com abertura do The Ripps. Bem em frente, no outro lado da rua, na Outs (Augusta, 486), tem showzão sempre esperto do Ecos Falsos, que vai aquecer os motores para a sua participação no festival Varadouro, semana que vem no Acre.///No sabadão, na mesma Outs, tem showzão do Ludov. E no Belfiori (rua Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda, zona oeste paulistana) rola noitada rocker garageira com o trio Rock Rocket, que estará também tocando no festão de 5 anos do blogão zapper, em novembro. Ta bão, né?
Buenas, fiquem de olho no blogão que maaaais deve entrar por aqui no decorrer do finde. Zap’n’roll ainda está se adaptando à máquina nova, portanto vamos devagar com a coisa por aqui. Mas enquanto este “maaaais” não chega, você já pode ir lá no finatti@dynamite.com.br que tem uns premiozinhos por lá, como estes aqui:
* Cinco cópias do disco de estréia do Vanguart;
* Uma cópia do novo e bem bacana álbum do grupo Instiga, sobre o qual falaremos melhor logo mais;
* Outra cópia do novo álbum do grupo Seychelles, que também será devidamente destrinchado aqui logo mais.
E logo logo irão pintar aqui alguns ingressinhos pra shows gringos e festivais que realmente valem à pena você correr atrás, ao invés de perder tempo com bobagens. Mas isso a gente explica melhor assim que a promoção for fechada com o blog, okays?
Também pra não esquecer: Zap’n’roll cinco anos! 1 de novembro na Outs/SP, com Rock Rocket, Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria, Detroit e Remoto Controle, mais prêmios, discotecagem fodona etc, etc. Aguardem!
Trent Reznor e o NIN cancelado: "problemas técnicos" ou falta de público?
Entonces, a gig do Nine Inch Nails no Brasil agora em outubro, foi mesmo pro saco. Em Porto Alegre, o show já havia sido cancelado devido à baixa vendagem dos ingressos. Agora, as datas na Via Funchal, em Sampa, também foram pro beleléu e o motivo alegado pela produtora Mondo para o cancelamento é "problemas técnicos".
Será mesmo? A Mondo é a mesma que trouxe Bob Dylan cobrando 900 paus o ingresso e que também está trazendo o REM, cobrando duzentas pilas a pista. E como há uma concentração de shows e festivais agora entre novembro e dezembro, não é difícil imaginar que nem todo mundo (a grande maioria das pessoas que curtem rock e música pop, na verdade) vai ter grana no bolso pra ir em tudo que está vindo aí.
Acendeu a luz amarela. É bom as produtoras de shows gringos começarem a prestar atenção nela.
30-10-2009
22-10-2009
16-10-2009
8-10-2009
7-10-2009