Dynamite

Entries for month: July 2008

Sobre Brett Anderson, magos pop e tals (atualizado em 25/8/2008)

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E continua a batalha pela normalização do blogão zapper, né? Enquanto isso não acontece totalmente, vamos postando uns textinhos aqui, no último post publicado antes da "invasão". Post este que será atualizado a todo momento até que o blog volte a funcionar normalmente e a todo vapor.

Pois então: o charmoso, estiloso e pintoso Brett Anderson, o homem que um dia cantou à frente do Suede, lançou um fodaço segundo álbum solo - quer dizer, "Wilderness" já está na rede dando sopa há mais de mês, mas seu lançamento, hã, "físico" será agora, em 1 de setembro. O disco é tão lindo e triste que leva qualquer um às lágrimas: só pianos, alguns violões e violinos ocasionais e Anderson cantando baladas melancólicas como nunca. Numa fase em que o autor destas linhas zappers anda mergulhado em crises existenciais de todo tipo, não há trilha sonora melhor.

Daqui a pouco a gente fala melhor do disco e também de alguns outros assuntos, como o festival Varadouro 2008 (que está com uma programação de shows também fodona, sendo que Zap'n'roll vai, mais uma vez, lá pro distante Acre pra acompanhar tudo beeeem de perto), mais Bloc Party, Dandy Warhols, os cinco anos da Zap'n'roll, mais infos que ainda serão aproveitadas aqui do post que não foi ao ar quando o blog começou a enfrentar problemas.

Até já!

(enviado e atualizado por Finatti em 25/08/2008, às 0:20hs.) 

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* Entonces, quase um mês já sem postar, né??? E vocês podem acreditar no maloqui bloggi aqui: ele está com uma saudade danada de vocês todos! Mas o foda é que isso enfrentou problemas sérios – e continua enfrentando. O portal Dynamite é um dos mais acessados do Brasil, na praia do rock alternativo e da cultura pop. E Zap’n’roll é um dos três blogs também mais acessados do país, no divertido e pantanoso terreno do rock alternativo e da cultura pop (os outros dois, claaaaaro, são o nosso mui amado Popload, publicado no iG, e o Ilustrada no Pop, que "embeleza" a Folha online). Tamanha exposição, óbvio, traz suas glórias e também suas encrencas: nos últimos meses aconteceram nada menos do que oito (!!!) ataques de hackers ao site. Coisa de gente que não tem o que fazer, que tem inveja de quem faz algo e por aí vaí. Nos últimos ataques, constatou-se que a parte vulnerável do portal (por onde os "invasores" estavam atacando) era justamente o sistema de blogs – por isso, ele foi desativado temporariamente.

Mas parece que agora, finalmente, as coisas irão voltar ao normal. Segundo o nosso webmaster Daniel (que não tem medido esforços para resolver o problema), se tudo der certo, até o final desta semana vocês já poderão se deliciar com a volta definitiva de Zap’n’roll. Tá precisando né? E, afinal, um pouqinho mais de paciência não irá fazer mal a ninguém. Pois se até dear Luscious andou enfrentando "problemas técnicos" no iG, por que a gente não pode enfrentar também?

Colaê até sexta que a Zap deve voltar com o noticiário quente de hábito, mais prêmios, promoções, o diabo. Enquanto isso, o blogueiro doidão e saudosista vai curtindo a madrugada vendo o MTV Lab clássicos, com Beck ("Devi1’s Haircut"), Nirvana ("In Bloom") e Gargabe ("Only Happy When It Rains", óbvio. Ah, a bocetuda, louca, junkie e estilosa Shirley Manson, a garota que era o modelo de mulher do querido "tio" Pomba, e razão de muitas punhetas tocadas pelo sujeito aqui nos idos de 1995, quando ele dançava à toda chapado de álcool e padê na pista do Retrô da Fortunado, ouvindo o quarteto americano). E aquecendo os dedos pra sentar a mão no teclado a partir desta quinta-feira.

Até já!

* E assim que o blog voltar ao normal, iremos colocar o texto integral do último post, que era pra ter entrado aqui quando começaram os problemas técnicos do site. Apenas pro nosso dileto leitorado se situar sobre o que iríamos comentar na época, há umas três semanas.

* E, na boa, não deu pra resistir a esta observação: não deixa de ser engraçado vermos no moderníssimo blog Popload, um banner com propaganda do... Dire Straits! Uia!

(enviado por Finatti em 20/08/2008, às 4hs.)

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* Yep, as coisas estão quaaaase voltando ao normal por aqui. Descontando-se o fato de que o blogger maloqui quase quebrou seu pé direito no último sábado, enquanto discotecava no clube Outs, em Sampa (o que obrigou novamente a, hã, paralisação dos trabalhos de atualização do ultimo post, que acabou ficando apenas naquilo lá mesmo), o resto está pela ordem, obrigado. Assim, vamos nelson, já em novo post, para animar a quinta-feira de nosso dileto leitorado zapper.

* O "acidente" sofrido pelo blogueiro doidão foi bizarro. Zap’n’roll discotecando à toda na cabine, às três da matina. A pista cheia e fervendo, ao som de Arctic Monkeys, Dandy Warhols, MGMT, Klaxons (que o blog, na boa, acha uma merda, mas fazer o quê, quando se discoteca em uma casa noturna você não pode se pautar pelo seu gosto pessoal, tem que tocar novidades, ainda que algumas delas meia-boca, para a molecada saber o que tá pegando no circuito pop/rock alternativo), Strokes, Franz Ferdinand, The Kooks e muitos etcs. O dj, já com a cuca bastante dopada de vodka com energético, botou uma música mais longa pra tocar e resolveu ir até o bar da pista pegar mais uma breja. Ele estava com sua indefectível bota de couro, de salto. O degrau da cabine de djs da Outs é meio altinho, em relação ao nível da pista de dança. Não deu outra: ao "aterrizar" na pista, o pé direito deu uma torção homérica que obrigou este blogueiro rocker a parar no PS, no domingo à noite. E aí... injeção de antibiótico na veia e uma semana de repouso, sem por o pé no chão. Tudo bem, já estamos no quarto dia pós acidente. Faltam só mais três. No finde, já estaremos na putaria noturna novamente, tomara! E sai pra lá, vodu!

* E o post anterior, mesmo não tendo sido concluído, bateu recorde de mensagens até agora, desde que estas linhas zappers se transformaram em blog. Vinte e quatro comentários debatem, criticam, xingam ou defendem o que é publicado aqui, hihi. Zap’n’roll se diverte muito lendo tudo aquilo. E ri muito também com quem acha que o autor deste espaço rocker está por trás dos posts enviados pelo leitor Fábio Sousa (que existe, frequenta o circuito indie da rua Augusta, e se tornou um querido amigo do autor deste blog). No mais, estas linhas zappers são amigas do jornalista Dum DeLucca (autor da Jukebox), e jamais cometeriam a deselegância ou o despautério de atacar verbalmente o colega de site, utilizando para isso o expediente de postar mensagem aqui no blog em nome de um leitor fake. Isso é delírio da turma que quer ver sempre o circo pegar fogo por aqui.

* Ah sim, para esclarecer ao também querido Marco Txuca, um dos leitores inclusive que o blog Zap mais considera: estas linhas rockers online não apenas conhecem bem o grupo Golpe De Estado, como são amigas pessoais de seus integrantes há séculos. Zap’n’roll já participou de baladas históricas ao lado dos caras (neeeé, Nelson Britto?) e – surprise! – considera os primeiros discos do grupo (os gravados pelo selo Baratos Afins e com o Catalau nos vocais) muito bons, instrumentalmente falando (nas letras, nem tanto).

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* OBAMA É POP! – E como! O já mundialmente notório candidato democrata à eleição presidencial deste ano nos Estados Unidos, Barack Obama, está aí, na ordem do dia. Capa da última edição da Rolling Stone brasileira (em ótima entrevista traduzida da matriz da publicação, sendo que a matéria foi conduzida pelo publisher da RS em pessoa, mr. Jann Wenner), o senador de 46 anos de idade também acabou de fazer comício/palestra em Berlim, na Alemanha, para 200 mil pessoas. Isso mesmo, você não leu errado: Obama falou para esse povaréu todo em Berlim, onde não é candidato a nada. Fica muito claro que, após a desastrosa era Bush na presidência americana (um reinado horrendo de oito anos), onde o país mais poderoso do planeta colecionou sentimentos de ódio e repulsa em escala mundial à sua política externa agressiva que, em nome de combater o terrorismo, invadiu países e passou por cima dos conceitos mais elementares de democracia, agora os EUA possuem a chance de se redimir e colocar na Casa Branca um presidente moderno, jovem, liberal e avançado em termos de ideário político. Obama é inteligente, articulado, negro (e se for eleito, será o primeiro presidente negro daquele que foi, um dia, um dos países mais racistas do mundo), fã de música pop e rock. Na entrevista à RS, deixa claro seu amor e admiração por Bob Dylan e Bruce Springsteen (que já declararam que irão votar nele), por Stevie Wonder e Rolling Stones. Ou seja, ele é o cara e, se morasse lá, Zap’n’roll votaria no sujeito. Aliás, por que tocamos nesse assunto aqui no blog? Ora, porque política também é algo pop, sempre.

Jovem, negro, fã de rock, liberal: será ele o futuro presidente dos EUA? 

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* Mas moramos (e nascemos) aqui mesmo, nesse velho e bom – e tantas vezes maltratado – Brasil. Aqui também teremos eleição este ano, para prefeito e vereadores. O autor deste blog respeita totalmente as convicções e preferências políticas de todo mundo. Por isso mesmo, não tem pudor algum em declarar publicamente seu voto em Marta Suplicy, em Sampa (e adoraria que ela tivesse na sua chapa, como vice, a Soninha), além de torcer pela vitória de Fernando Gabeira no Rio (fora Crivella!). Claaaaaaaro, o amado "tio" André Pomba (publisher deste portal), tucano histórico e fanático, já está envolvido até seu pescoço na campanha de Geraldo Alckmin, por quem estas linhas rocker virtuais até possui simpatia, mas não ao ponto de querer vê-lo na cadeira de prefeito. Marta, em que pese seus erros e deslizes, fez muito por São Paulo, criou a porra do bilhete único (que o Kassab, agora espertamente e em ato explicitamente eleitoreiro, ampliou o período de utilização para três horas) e merece voltar a comandar a maior cidade do país. Quem for liberal de pensamento e comportamento, leitor deste blog e fã da mãe do boa praça Supla, que aceite o convite: vote nela!

* Voltando à música, a semana vai ser agitada no circuito rocker paulistano e lá em Brasília também. Aqui em Sampalândia, o trio inglês Muse começa sua primeira gig pelo país nesta quinta-feira (ou seja, hoje), no HSBC Brasil – e se o pezinho do blogueiro já estiver em ordem, ele vai lá conferir, claaaaaro. Depois, o Muse segue pra capital do país, onde irá tocar no já tradicional festival Porão do Rock (e sobre o qual o blog fala mais logo mais abaixo). Ainda aqui em Sampa vai ter também show dos veteranos e queridos Pullovers, no StudioSP, além do Cérebro Eletrônico, que também vai dar as caras lá na rua Augusta. Mas isso você confere mais detalhadamente lá embaixo, nas indicações de baladas do blog.

* Frase da semana: "O rock’n’roll não tem nada a ver com cheirar pó e usar calças de couro. Isso não é rebeldia. Rebeldia é seguir o que você acredita e não ligar para o que os outros dizem". (Chris Martin, vocalista do Coldplay, na ótima entrevista dada por ele à última edição da Rolling Stone brasileira)

* Cotação pop da semana: o Big Mac brazuca é o sétimo mais caro do mundo. Uia! E você ainda perde tempo indo ao McDonald’s???

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REM EM POA: VERDADE OU BLEFE?

No embalo do agitadíssimo segundo semestre que se anuncia no país, em termos de festivais e shows gringos, já circula há dias em sites e blogs pop que uma rádio gaúcha anunciou, semana passada, que o fantástico trio americano REM tem um show acertado para o dia 6 de novembro, em Porto Alegre, em um tal estádio São José, onde cabem vinte mil pessoas. O REM dispensa apresentações: o grupo liderado pelo amado vocalista Michael Stipe é uma das cinco bandas da vida do autor deste blog e não apenas Zap’n’roll mas milhares de fãs brasileiros aguardam com ansiedade a volta deles ao Brasil – onde tocaram uma única vez, no dia 13 de janeiro de 2001, na terceira edição do festival Rock In Rio.

Mas essa história da volta do REM ao Brasil ainda está muuuito nebulosa. No site oficial da banda, a última data que consta na tour 2008 (a que promove o álbum "Accelerate") é 18 de novembro, quando o conjunto tem um show agendado na Cidade do México – o que pode até ser um bom indício, pois indica que eles estaria cumprindo a "etapa" latino-americana da turnê. Sim, há também a já célebre história do recente concerto realizado na Alemanha e onde, ao ver uma bandeira brasileira tremulando no meio do público, Stipe disse alto e bom som: "pode avisar aos brasileiros que nós estaremos por lá no final deste ano!".

O que intriga estas linhas rockers virtuais, no entanto, é que nenhuma grande produtora de shows brasileira (como a Time 4 Fun ou a Mondo), até o momento, deu qualquer sinal no sentido de estar armando uma gig do REM por aqui. E além disso os gaúchos têm-se especializado, nos últimos tempos, em "anunciar" atrações gringas de peso em Porto Alegre, em shows que acabam não acontecendo. Foi assim, por exemplo, com o Cure, que iria "tocar" na capital gaúcha em abril deste ano e até hoje...

De qualquer forma, a expectativa é enorme. E se o show se confirmar mesmo, é obvio que o REM também irá tocar em São Paulo e mais alguma capital. Com show anunciado para 6 de novembro em Porto Alegre (uma quinta-feira), de repente seria plausível um segundo concerto do grupo, por exemplo, no dia 8, sábado, em Sampalândia. REM no festival Planeta Terra (que já tem Jesus & Mary Chain, Kaiser Chiefs e Bloc Party)? Será? Será???

* E EM 2001, NO ROCK IN RIO... – Daria quase pra fazer um diário sentimental aqui, sobre a importância que o REM teve e continua tendo na vida deste jornalista quarentão e agora blogueiro. Banda formada em Athens, na Georgia, em 1980, pelos colegas de faculdade Michael Stipe, Mike Mills, Peter Buck e Bill Berry, o REM se tornou um dos heróis do college rock americano dos anos 80’ e, na sequência, um dos maiores e mais respeitados nomes de todo o rock planetário, graças às ótimas letras escritas por Stipe, e ao poderoso instrumental engendrado pelos outros músicos, que combinaram com maestria absoluta nuances de rock’n’roll, country e folk com acelerações e minimalismo punk. Isso resultou em discos fenomenais, como a estréia com "Murmur", em 1983 (antes, em 1981, eles tinham lançado um primeiro EP, chamado "Chronic Town"), ou ainda "Fables Of The Reconstrution" (de 1985 e o primeiro a ser lançado no Brasil, no mesmo ano em que foi editado lá fora), "Document" (de 1987), "Green" (lançado em 1988), "Out Of Time" (de 1991) ou "Automatic For The People" (a obra-prima de 1992, que continha "Drive", "Everybody Hurts" e "Man On The Moon"). Ao longo de sua existência rocker e jornalística, Zap’n’roll foi vivendo amores, aventuras e desencontros amorosos e existenciais ao som do REM. E planejou muitas vezes viajar pro exterior pra assistir a um concerto da banda, já que ela não dava sinais de que iria tocar no Brasil. Até que, no final de 2000, tudo mudou: a terceira edição do Rock In Rio havia sido anunciada e nela, finalmente, estaria o REM, em show único. O autor destas linhas zappers, então escrevendo para a extinta revista da rádio Transamérica, não teve dificuldades em descolar um par de credenciais para ir ao festival, acompanhado do xoxotão animal que ele namorava na época, a deusa Vanessa, uma arquiteta campineira louca por ácido e marijuana (ela fumava pelo menos quatro baseados por dia, todos os dias). Vanessa era assim: louca, inteligente, cabelon enorme, gostosa pra caralho e fodia horrores, de todas as formas possíveis. Como também era fã de caras esquisitos e tortos (por isso dizia gostar do maloqui aqui) e adorava rock’n’roll, se mandou pro Rio junto ao namorado jornalista, num bate-volta maluco que durou o tempo necessário pra chegar à cidade do rock (em Jacarepaguá), assistir aos shows e voltar pra Sampalândia. Zap’n’roll nunca vai esquecer: era aniversário de Dave Grohl, dos Foo Fighters, e ele comemorou no palco, sendo que o show foi sensacional. No intervalo entre FF e REM, o zapper doidão já estava sem voz, de tanto que havia berrado no show anterior. Vanessa, a gostosa (vestindo uma mini-saia tesuda, que deixava seu belo par de coxas morenas beeeem à mostra), partiu pro ataque: enfiou metade de uma "bicicleta" na goela do namorado e também acendeu uma "bomba" de cannabis, para ambos degustarem. Não deu outra: na metade do show do REM a coisa começou a "bater" e a blusa vermelha de Michael Stipe, mostrada no enooooorme telão, estourava com tudo nos olhos de Zap’n’roll. Fora o gigantesco cone da America Online (que era a principal patrocinadora do festival e depois acabou falindo no Brasil), que parecia avançar em direção ao jornalista doidão e chapado de ácido e maconha. Foi um show inesquecível: o set começou com a esporrenta "What’s The Frequency, Kenneth?". Depois, enquanto cantava "Everybody Hurts", Stipe se debruçou sobre o microfone e ficou fitando, por longos segundos, o público de 200 mil pessoas que estava no local. Em "Losing My Religion" todo mundo cantou junto. E o zapper, já completamente alucinado pelos efeitos das músicas, do som, do jogo de luzes e do cérebro turbinado por doce e beck, assistia a tudo com devoção quase religiosa. Tudo isso aconteceu há quase oito anos e as recordações, agora que o REM ameaça voltar ao Brasil, se fazem mais generosas e alentadoras da alma do que nunca. A torcida fica para que Stipe, Buck e Mills voltem mesmo. E se voltarem, o blog estará lá. Não mais junto com Vanessa (que casou, teve filhos etc.). Mas com certeza ao lado das queridas Eliana Martins e Adriana Ribeiro, que amam REM tanto quanto este blogui maloqui, que continuará rocker e nada careta até seu último suspiro.

REM AO VIVO NA GIG 2008

Aí embaixo, um dos muitos grandes momentos da turnê deste ano do trio fantástico:

REM – "Supernatural Superserious", ao vivo na Alemanha, no último dia 15 de julho

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DOIS DISCOS LEGAIS, DAQUI E DE FORA

"Como te Llama?", o segundo solo do Albert Hammond Jr. (um dos guitarristas dos Strokes) e a estréia em cd do trio paulista Capim Maluco, andam frequentando bastante o sound system do blog nas últimas semanas.

O disco do Stroke guitar dificilmente deverá ser lançado "fisicamente" em edição nacional, o que pouco ou nada significa nestes tempos de internet. Pois então, nestes tempos velozes de mp3 e tals e onde nunca se sabe até quando irá durar o prazo de validade de uma banda (será que o prazo dos Strokes já está vencendo?), Hammond vai cuidando da sua vida fora do quinteto nova-iorquino da melhor maneira possível. Ele não é nenhum gênio das seis cordas e canta, diríamos, de maneira razoável. Mas entrega riffs que colocam seu disco como sendo um compêndio de canções bem mais "indies" do que o seu grupo principal consegue ser atualmente. Há faixas algo estranhas no álbum (como "Bargain Of A Century", que abre o cd) mas também há uma grande "indie song" nele: "GfC", que não faz feio em nenhuma pista alternativa que se preza.

Já o Capim Maluco, trio de Paraguaçu Paulista, integrado por Rafael Laguna (vocais e guitarras), Rodrigo Mazza (baixo) e Gustavo Santos (bateria), tenta a sorte há algum tempo no circuito rock alternativo da capital paulista. Velhos chapas destas linhas zappers, chegaram a lançar um cd artesanal há uns dois anos, que pecava pela falta de qualidade na gravação e mixagem. Mas neste "Flamingo" a situação muda bastante: a qualidade sonora está quase impecável e as canções estão muito mais melódicas e menos esporrentas, ainda que as guitarras de Rafa (que também está cantando melhor) flertem bastante com a agressividade e uma certa "sujeira" indie, que remete em muitos momentos à Sonic Youth e a uma certa psicodelia. Há letras bizarras espalhadas pelo cd e uma das melhores é a da canção "As moscas" ("As moscas transam no seca-louça/Para elas tanto faz/As moscas transam no seca-louça/Para elas qualquer lugar"), que pode se tornar um "hit" alternativo, dado os eflúvios meio psicodélicos que envolvem a melodia. Já em "Fííí" (homenagem "involuntária" a um conhecido jornalista rocker e maloqui de Sampalândia?), o grupo canta "Ohhh Fííí´, pára de cheirar!!!/Eu me sinto estranho/Mas eu quero de novo". Uia! De quebra, tem a participação de Sérgio Serra (do Ultraje A Rigor) na faixa "A revolta do vizinho". Uma boa estréia, enfim, para a banda e para o novo selo que está lançando o disco, o Objeto Sonoro.

Capim Maluco: do interior de SP, guitarras indies em fúria 

* Mais sobre o Capim Maluco? Vai lá: www.capimmaluco.com

* Quer conferir o CM ao vivo? O trio faz show de lançamento do álbum "Flamingo" neste Sábado, dia 2, na festa do site Urbanaque (www.urbanaque.com.br) na Funhouse (rua Bela Cintra, 567, Consolação, região central de São Paulo). Vai lá!

O MOVEIS COLONIAIS PERIGA NÃO DECOLAR

Ninguém discorda de que uma das bandas mais interessantes surgidas nos últimos anos no novo e emergente rock brasileiro é grupo brasiliense (formado por dez integrantes!) Moveis Coloniais de Acaju. Fazendo um ensandecido mix que abarca mpb, rock, pitadas de ska e um quê de Los Hermanos, o MCA enfeixa, em uma única melodia, guitarras e naipe de sopros, tudo com bom gosto e apurado senso melódico e musical. Ao vivo, então, o conjunto cresce horrores, fazendo sempre sets animadíssimos que empolgam com tudo quem está na platéia.

Mas algo periga dar errado na trajetória deles. A bordo de apenas um disco lançado até o momento (o homônimo cd editado já há mais de três anos), o MCA se prepara apenas agora para começar os trabalhos do novo álbum. Estiveram há duas semanas no programa "Altas Horas" (do Serginho Groismann, que continua abrindo um ótimo e bem-vindo espaço para a cena indie brasileira) e deram a boa nova: devem entrar em estúdio em breve para começar a gravar. Só que estão cometendo dois equívocos que, a médio prazo, podem ser fatais para o futuro da banda:

  1. o vocalista André Gonzales está com o salto altíssimo e se achando uma espécie de "deus" do novo rock brasileiro. Nem Helinho Flanders, cantor do Vanguart e que muitos consideram como sendo "arrogante", tem o nariz tão empinado assim;
  2. o novo disco vai ser produzido por Carlos Eduardo Miranda, na opinião do autor deste blog um dos mais notórios escroques do rock independente brasileiro. Superestimado como produtor, considerado por muitos como "gênio", Miranda (figura pela qual este blog não nutre simpatia alguma e não tem pudor em dizer isso publicamente), na verdade, consideraZap'n'roll, não passa de um truqueiro dos mais oportunistas, que se deu bem produzindo alguns discos e tendo de fato uma única e "genial" idéia, a de ter criado o site Trama Virtual. Mas ninguém comenta que foi ele um dos responsáveis pela derrocada do selo Banguela, dos Titãs, na década de 90’, onde foram contratadas dezenas de bandas péssimas, que torraram uma grana preta da gravadora Warner (e dos próprios Titãs), em gravação e promoção, e não deram em absolutamente nada – o único "hit" do selo, todo mundo sabe, foram os Raimundos. Enfim, é nas mãos deste sr. que está a produção do novo disco do MCA...

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos envolvendo a trajetória do grupo brasiliense.

É TEMPO DE FESTIVAIS AQUI E LÁ FORA

Entonces, a temporada de festivais de rock, aqui e na gringa, promete ser agitadíssima agora no segundo semestre. Tudo já começa neste finde, com Lollapalooza nos States e Porão do Rock em Brasília. Aí embaixo, um resumo rápido do que vai rolar de bão nestes eventos, pra quem vai até eles ou só acompanhar de longe, via sites, blogs, tvs, Youtube etc.

* Lollapalooza 2008: a edição deste ano do venerável e lendário festival criado pelo loucaço Perry Farrell (ex-vocalista do inesquecível Jane’s Addiction) acontece neste finde no Grant Park, em Chicago, e entre as zilhões de atrações imperdíveis estão CSS (yep, o "nosso" CSS), Love & Rockets, Wilco, Raconteurs, Bloc Party, Nine Inch Nails, Rage Against The Machine e Radiohead. Todas as infos do Lolla podem ser encontradas em www.lollapalooza.com.

Sim, ele também vai estar no Lollapalooza 2008 

* Porão do Rock 2008: também neste finde, mas em Brasília, o grandão Porão do Rock recebe mais de quarenta grupos de todo o Brasil no estacionamento do estádio Mané Garrincha. E também vai receber atrações gringas, como os ingleses do Muse, sendo que tudo estará sendo acompanhado de perto pelo portal Dynamite, através do texto sempre bacana do Bruninho Palma. Para quem vai estar lá ou para quem não vai, as infos completas sobre a edição deste ano do Porão estão em www.poraodorock.com.br

Os ingleses do Muse: hoje em Sampa, no finde em Brasília 

* Calango: Cuiabá, capital de Mato Grosso, se prepara para sediar mais uma edição do Calango, que é hoje um dos grandes festivais independentes do Brasil. E a edição 2008 sai no capricho, com 44 bandas de todo o país, atrações gringas (como o grupo argentino El Mato A Un Policia Motorizado) e a ousadia bem-vinda de encerrar uma das noites do evento (a de sábado) com dois shows instrumentais, a cargo dos grupos Macaco Bong e Hurtmold. Também estarão em Hell City ótimos nomes da indie scene nacional, como Cérebro Eletrônico, Jumbo Elektro, Filomedusa, MQN, Pata de Elefante, Cascadura,

Começando tudo outra vez (part two)

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Bobby Gillespie de volta, com o Primal Scream: mais um discão na área! 

(blogão sendo atualizado, vai lendo aê!) 

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A coisa andou preta por aqui.

E não? Foi realmente foooda o nosso amado portal Dynamite, que há mais de cinco anos só dá alegria ao seu dileto leitorado e é, hoje, um dos portais de rock alternativo mais acessados da internet brasileira (com mais de três milhões de page views por mês), em um espaço de cerca de dois meses, tem sua rotina noticiosa completamente bagunçada e alterada por... invasão de hackers. Isso mesmo, foram duas invasões que causaram tumulto, transtorno e problemas técnicos diversos por aqui e o mais visível deles, nos últimos dias, foi o sumiço dos blogs do ar. Enfim, ao que parece, agora tudo está finalmente resolvido e o blogão zapper aqui está novamente. Yep, já tem leitor reclamando que estamos em formato, hã, "econômico" em excesso, e ele tem razão. Nesta sexta a atualização aqui vai sendo ainda feita aos poucos e talvez entre pelo finde (finde bacanudo, com show do graaaande Grenade hoje à noite, no clube paulistano Belfiori, além da primeira pré-festa de cinco anos de Zap’n’roll, amanhã, lá no clube Outs, com showzaço do Júpiter Maçã, mais discotecagem campeã do autor destas linhas rockers). Mas com calma a gente chega lá, recupera a velha forma e continuamos em frente, sempre de olho em tudo o que rola no rock alternativo e na cultura pop daqui e de fora. Certis?

* Havia muitos assuntos legais que o blog iria comentar nos últimos dias mas aí houve o tsunami no site e babau. Alguns textos tiveram mesmo que ir pro lixo zapper, pois já perderam a atualidade. Outros ainda estarão sendo aproveitados aqui, neste primeiro post pós-retorno triunfal destas linhas bloggers, hihi.

* Essa foi passada ao blog por um veterano, famosíssimo e respeitado produtor da indie scene rock paulistana. Semana retrasada, show na Galeria Olido, centrão rocker da capital paulista. Projeto bacana que está rolando por lá agora, abrindo espaço para bandas de rock mostrar seu trabalho no último (ou seria o primeiro?) domingo de cada mês. Em cena, o também veterano grupo Golpe De Estado. Era um show especial pois a banda também estava comemorando o aniversário do baixista Nelson Britto. Que ganhou dos amigos, de presente, um bolo cujo desenho era a capa do célebre álbum "Let It Be", dos Beatles (o canto do cisne do grupo e onde aparecem as fotos, em tamanho grande, dos Fab Four). Pois eis que, cobrindo o show, estava uma, hã, jovem repórter de uma das mais veteranas publicações dedicadas ao rock no Brasil (aliás, é curioso notar que a tal revista abriga a palavra "rock" em seu título mas, historicamente, sua pauta só defende com unhas e dentes o horrendo heavy metal e suas variadas e burras vertentes; via de regra, qualquer outro gênero rocker comentado nas páginas da publicação, como o indie guitar rock por exemplo, é impiedosamente massacrado ali). Informada de que um dos integrantes do GE estava apagando velinhas, ela quis saber quem era o aniversariante. Até aí, nada demais. Feio mesmo foi quando a garota olhou para a foto desenhada no bolo e perguntou: "e qual desses aqui é o Nelson?". Pow!!!

* E assim caminha o jornalismo rock brazuca, uia!

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* PRIMAL SCREAM/THE COMEBACK – Grupo dos mais importantes da história recente do rock inglês, além de um dos prediletos aqui da casa, o Primal Scream, eternamente liderado pelo genial vocalista e compositor Bobby Gillespie acaba de colocar na praça seu novo e aguardado disco, "Beautiful Future". Yep, esse mesmo, que tem a participação da Lovefoxxx (leia-se CSS) na música "I Love to Hurt (You Love to Be Hurt)", e do Josh Homme (leia-se Queen Of The Stone Age) em "Necro Hex Blues". A New Musical Express, que colocou a banda na capa da sua edição desta semana, define o disco como sendo o "álbum pop" do Primal Scream. É o nono trabalho de estúdio deles em mais de vinte anos de carreira e, neste período, o grupo lançou pelo menos uma obra-prima que pode constar tranquilamente entre os quinze discos mais sensacionais de toda a história do rock ‘n’roll: o álbum "Screamadelica", editado em 1991 e onde o PS atingiu a perfeição ao fundir guitarras indies com batidas eletrônicas. Na sequência, a banda ainda lançou discos fodásticos (como "Vanishing Point", de 1997, ou "Evil Heat", editado em 2002), fez um show avassalador no Tim Festival de 2004 e continua na ativa, sempre se reinventando a cada novo trabalho. Bobby é putona velha do rock inglês (antes de fundar o Primal, tocou bateria no Jesus & Mary Chain) e sabe o que faz. Visionário como ele só, com certeza está nos brindando com mais um grande disco. Estas linhas zappers ainda não ouviram o dito cujo (que poderá até ganhar edição nacional visto que "Riot City Blues", o último cd do conjunto, foi lançado no Brasil), mas volta a falar dele aqui e a comentá-lo em detalhes assim que fizer uma audição caprichada do mesmo, okays?

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* O track list completo do novo disco do Primal Scream é este: "Beautiful Future", "Can't Go Back", "Uptown", "The Glory of Love", "Suicide Bomb", "Zombie Man", "Beautiful Summer", "I Love to Hurt (You Love to Be Hurt)", "Over and Over" e "Necro Hex Blues".

* E a capa do discão é essa aí embaixo:

* Agora, vem cá: ninguém duvida de que o Orloff Five Festival, que rola dia 6 de setembro na Via Funchal, em Sampalândia, com Vanguart, Melvis, Plasticines e The Hives (é esta a ordem de entrada das bandas), vai ser legal pacas. Mas colocar o quinteto cuiabano pra abrir a parada às sete da noite é dureza, né? A Via Funchal vai abrir as portas pro público às cinco da tarde e o último show, o dos suecos do Hives, está previsto pra começar às 22:40hs. Se o horário for cumprido quase à risca – pois atrasos neste tipo de evento são inevitáveis, por menores que eles sejam –, ainda vai dar tempo de se jogar na naite depois, já que a maratona rocker vai rolar num sábado.

* Sim, sim, calmaê que o blog está negociando com a produção do Orloff um pacotinho de ingressos para serem sorteados por aqui. Assim que a parada for fechada, vocês ficarão sabendo imediatamente.

* E a partir de hoje, você já pode baixar de grátis e legalmente o "Donkey", novo álbum do CSS, lá no site da Trama. Vai em http://albumvirtual.trama.uol.com.br/Login.do;jsessionid=5C5508EC18BEF200AE942F08D5F42BB1# e booooa audição!

* Que beleusma! Vejam só o que algumas beldades inglesas fizeram em seus corpitchos, utilizando as imagens de algumas das capas mais célebres do velhusco grupo Pink Floyd. Isso que é body art à serviço da música pop:

* E não é que Fox Moulder e Dana Scully estão de volta? Yep, "Arquivo X – eu quero acreditar", chega hoje às telonas do Brasil, uma década após "Arquivo X – o filme", lançado em 1998 e que levava para o cinema as aventuras do casal de investigadores do FBI que trabalhava com fenômenos paranormais e ocorrências envolvendo et’s. O seriado "Arquivo X" era a maior febre da tv americana (e, em menor grau, da tv brasileira também) na década de 90’. Fez tanto sucesso que a xoxotaça Gillian Anderson (a atriz que encarnava a agente Scully) chegou até se lançar em carreira musical, gravando um disco – que rendeu mais comentários e bochichos do que propriamente vendeu. Enfim, o seriado era beeeem legal mas Zap’n’roll nunca foi muito fã dele, afinal de contas (quem não perdia um episódio do dito cujo era a saudosa mama Janet). O filme, sim, o autor destas linhas rockers online curtiu bastante: roteiro bastante complexo, emoldurado por efeitos visuais fodões. Como será a ressurreição da dupla, uma década depois, é algo que só assistindo ao novo longa para saber.

* E vamos indo aqui, blogando pela tarde/noite desta sextona. Daqui a pouco vem maaaaissss.

(enviado por Finatti às 16:15hs.) 

A velhonna de US$ 20 milhões

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A loira mais famosa da história do pop: ela vale tudo isso?

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(blogão sendo atualizado, vai lendo aê!) 

Então é isso.

A "material girl" baixa no país em dezembro. Quatro shows (três em Sampa e um no Rio), e US$ 20 milhas no bolso da cantora pelas apresentações. Madonna completa meio século de vida no mês que vem. Aí já começam as piadinhas, insinuações maldosas ("velhonna" é só uma delas) e uma tremenda discussão sobre se a loira mais famosa da música pop ainda vale tanta grana assim. Bão, o blog que nunca dorme dá seu palpite sobre essa parada logo mais aí embaixo. Assim como também fala do novo disco solo do Albert Hammond Jr. (leia-se: guitarrista dos Strokes), do novo filme do Batman, do filme baseado no livro da Clarah Averbuck e por aí vai. O finde promete ser agitadão em termos de rock alternativo e cultura pop. Por isso este post deverá entrar pelo sabadon e domingon adentro. Afinal, não podemos parar senão a ferrugem come e come fio, certis? Vamos nelson, então.

* Sim, sim, Madonna vem, REM também, Tim Festival também, Planeta Terra também e... quem dançou foi o Indie Rock Festival, segundo informa a sempre atenta Popload. Por enquanto o festival está "adiado" (e não cancelado, mas vai saber...) o que é uma pena, pois ia ter o graaaaande Dandy Warhols, além de Futureheads, Broken Social Scene, Macaco Bong etc. Pois é...

* Já o Orloff Five, com Plasticines, Vanguart, Melvis e Hives, está confirmadíssimo para 6 de setembro em Sampa, na Via Funchal. Aliás, daqui a pouco pintam uns ingressinhos aqui na Zap’n’roll pra ele, espera só mais um pouquinho...

* A VOLTA DO VERVE – Yep, o Verve e o britpop retomam seus dias de glória na Inglaterra. Quem não dançou e se emocionou ao som de "Bittersweet Symphony" e "Lucky Man", quem não teve um dia o fantástico álbum "Urban Hymns", que desista de ser fã de indie rock, plis. O Verve reinou absoluto (ou quase, também tinha Oasis e Blur na parada) nos anos 90’ e o maloqui zapper aqui dançou e chapou o côco muitas vezes na pista do Retrô, ao lado da sua inseparável amiga Adriana Ribeiro, ao som da banda liderada pelo vocalista Richard Ascroft. Mas drogas demais acabaram com a banda e Richard saiu em carreira solo que nunca decolou. Agora o grupo está aí novamente, com direito a estar na capa da NME desta semana (dá uma olhada aí embaixo). O disco novo, "Forth", sai em seu formato, hã, físico, em 25 de agosto e por incrível que pareça, ainda não caiu na rede. Enfim, trata-se de uma grande notícia a volta do Verve, banda de música e poesia sublime que deu um alento especial a toda uma geração de indies kids. A torcida é para que o novo álbum seja tão fodão quanto o "Urban Hymns". Será que eles conseguem?

* PICS VERVE – Abaixo, a banda ao vivo, em show no final de 2007, além da capa do novo disco, cujo track list é este: "Sit and Wonder", "Love is Noise", "Rather Be", "Judas", "Numbness", "I See Houses", "Noise Epic", "Valium Skies" e "Columbo".

 

A volta por cima do Verve: na capa da NME desta semana e arrasando ao vivo (abaixo).

 

 

O novo disco: ainda não caiu na rede e chega às lojas em agosto. 

* E aí embaixo, dois momentos da absurda e emocionante aparição do grupo no gigantesco festival de Glastonbury, edição 2008, que rolou há duas semanas na Inglaterra (reparem nas bandeiras, no delírio do povo e no clima pra lá de rock’n’roll do show):

Verve – "Bittersweet Symphony", ao vivo em Glastonbury, há duas semanas

Verve – "Lucky Man", também ao vivo em Glastonbury

* FRASE DA SEMANA – "Ser modelo danifica o cérebro", dita pela xoxotaça junkie Kate Moss, em entrevista à revista Vogue. Uuuuuuuuiiiiiiaaaaaa!!!

* Mais uma pausa e a gente já volta, com o papo sobre a turnê da Madonna, o disco solo do guitarrista dos Strokes, os filmes do Batman e da escritora Clarah Averbuck etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc. Guentaê!

(enviado e atualizado por Finatti às 17:46hs.)

O Cansei não cansou (plus: Vanguart, Tim Fest etc.)

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O CSS em ação, ao vivo: o disco é bom, mas não vai mudar a sua vida

(post concluído, enfim, vai lendo!)

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Foi uma semana muuuito complicada.

Yep. Aliás, desde a semana passada, quando dona Telefonica de Espanha "brindou" seus mais de dois milhões de clientes (ou "palhaços") com um inusitado e inédito "apagão" internético, tem sido assim. Aí veio gripe, feriado anteontem, mais outros compromissos profissionais do blogui maloqui e somente hoje, sextona, já outro finde à vista, é que vamos colocar um pouco a casa aqui em ordem. Vida de colunismo e jornalismo rocker é dureza: além de ter que atualizar sempre que possível estas linhas zappers (e com a velocidade feroz com que o mundo pop/rock trafega nos dias de hoje, além da "concorrência" feroz de zilhões de blogs de cultura pop espalhados pela internet, estas atualizações têm que ser feitas com cada vez mais agilidade e frequência), o titular deste espaço rocker virtual também tem várias outras atividades, dentre elas, por exemplo, colaborar com a querida Rolling Stone (bela capa da nova edição, com Barak Obama). E foi uma parada meio grande e complicada para a Rolling Stone que acabou por complicar de vez a atualização de Zap’n’roll esta semana com um post, hã, mais "substancioso", hihi. Mas enfim, aqui está ele, não ainda um mega-post como nos tempos da coluna mas falando (agora sim!) do assunto quente da temporada. Qual? Ué, "Donkey", o faladíssimo segundo álbum do Cansei de ser sexy. Yep, tudo quanto é blog já deu, o disco já faz a alegria de todo mundo na internet (sendo que seu lançamento "físico", ou seja, quando o antiquado cd chegar às lojas, irá acontecer daqui a dez dias ainda), ele será disponibilizado de grátis na rede pela Trama daqui a alguns dias também e tals. Mas como sempre se fala por aqui (e isso é norma deste blog), nunca é tarde pra escrever sobre lançamentos bombados, comentados e polêmicos, como é o caso do "traumático segundo álbum" (defnição da capa da NME desta semana, que você viu primeiro no blogão zapper) do CSS. Entonces, é isso. Vamos nelson porque hoje já é Sexta-feira, tem Vanguart ao vivo no StudioSP, em Sampa (e o blog vai estar lá), vai ter Vanguart logo mais na... tem CSS novo, solo novo do Albert Hammond Jr., o mundo pop gira e a gente tem que acompanhar de perto, certis?

* Entonces, ontem, 13 de julho, comemorou-se mais um Dia Mundial do Rock. Bobagem, né? Desde que a data existe (e lá se vão vinte anos...), Zap’n’roll sempre torceu o nariz pra ela. Como costumamos dizer aqui: não existe dia específico pra se curtir rock, todo dia é dia de rock’n’roll pra quem gosta dele.

* Bien, bien, todo mundo já sabendo que a lista de atrações do Tim Festival 2008 foi engordada na semana passada, quando a organização do evento enviou e-mails para a imprensa (este blog incluso), para anunciar as novas "aquisições" do line up deste ano. E tome Paul Weller, Gogol Bordello e o neo psicodélico/eletrônico MGMT. Bão, e daí? Daê que é louvável a intenção do Tim em apresentar informação pop nova para o público brasileiro. Pena que essa "informação nova" seja tão pouco... atraente. Na real, a produção do festival, mesmo tendo a grana da Tim à sua disposição, deve estar com dificuldade em fechar um grande nome pra botar na escalação da noite rocker. Falou-se em Cure, falou-se em Radiohead (que, segundo informa o fofo dear Luscious na Popload, estará na América do Sul em março de 2009) e por aí vai. Mas ficou-se como isso mesmo que está aí, até o momento: Klaxons, Gossip, Paul Weller, Gogol Bordello e MGMT.

* Weller é gênio e lenda do rock inglês, meio "pai" de toda a geração britpop que encantou o mundo nos anos 90’. Fez parte do seminal The Jam e também criou o não tão imprescindível assim Style Council. Depois sumiu e reapareceu há pouco com um bom disco solo. Já Klaxons é um peido "moderno" chato e com prazo de validade já vencido (ou alguém aí ainda ouve falar em new rave?). Gossip e a incrível vocalista goooorda Beth Dito possui fama de fazer ótimos shows. Gogol Bordello é um mix de punk com referências "ciganas" e deve ser uma chatice. Sobra o MGMT: a dupla americana lançou um ótimo disco de estréia (o "Oracular Spetacular", já comentado nestas linhas zappers), mas quem já os viu ao vivo, diz que no palco a dupla convence muito menos do que no cd.

* Moral da história: Zap’n’roll está seriamente considerando a possibilidade de não ir ao Tim Festival este ano. Será melhor guardar as energias para o foderoso line up do Planeta Terra em novembro (com Jesus & Mary Chain, Kaiser Chiefs, Bloc Party e ainda possivelmente o Raconteurs), ou ainda para volta do REM em novembro.

* OS VANGS E OS MACACOS – O último finde paulistano foi dominado, na seara do rock alternativo, pelos cuiabanos Vanguart e Macaco Bong. O primeiro fez showzaço na última sexta-feira, no StudioSP onde, além de seu repertório habitual, ainda executou na íntegra o cult ep "Before Valleigrand", cujas músicas há muito não eram tocadas ao vivo. A banda estava afiadíssima e foi, sem exagero algum, a melhor performance do grupo dentre as últimas deles vistas pelo sujeito aqui. Já o trio Macaco Bong também tocou na sexta, mas no Belfiori e, como de hábito, impressionou quem estava no show pela ferocidade e precisão de seu rock instrumental com eflúvios de jazz fusion. Na verdade, as duas formações (Vanguart e MB) são, hoje, os dois nomes que a cena musical cuiabana (lotada de bandas cheias de boa vontade mas que ainda derrapam na falta de boas idéias e identidade própria) conseguiu exportar para fora do estado de Mato Grosso e ambas conquistaram já seu espaço junto à grande mídia do país. Os dois são, de fato e de direito, o "orgulho da casa" de Mato Grosso, neste momento. E vão longe, podem ter certeza disso.

* O Vanguart inclusive, vai estar destacado em breve na mega mídia impressa brazuca. Mais o blog não pode falar, por enquanto.

* E o show lá do StudioSP acabou assim:

"Seafood" – Vanguart ao vivo no StudioSP, 11/07/2008

* Zap’n’roll, que voltou às boas relações com o blog vizinho Town Art, se chateou novamente com ele por ver que dois comentários seus enviados para lá não foram publicados. Ambos, educados e atenciosos, alertavam para o fato de que a autora do blog, Maíra, tem cometido muitos erros quando cita nomes de escritores ou obras clássicas da literatura mundial. E ambos foram vetados. Fica a impressão de que a Town Art só gosta de receber e publicar elogios, e prefere varrer o comentário do leitor pra debaixo do tapete quando ele aponta algum erro, ainda que de forma educada. E como Zap’n’roll é a favor de que os colunistas do portal Dynamite dêem sim a cara pra bater, estando inclusive sujeitos a críticas, ela deixa registrada aqui seu descontentamento pela postura de nossa colega de blogosfera pop.

* Só pra constar, a segunda mensagem enviada à Town Art foi esta: "Engraçado que eu fiz um comentário, bastante educado por sinal, no post anterior, até em tom de preocupação, alertando para o fato de que a Maíra erra muito nome de autores e obras literárias (como no caso do Dante, que ela escreveu Dande, mas felizmente já corrigiu), e ela precisa ficar mais atenta neste sentido, para que os leitores não venham cobrar depois - e com razão, claro. E esse comentário não foi postado. Por que? Só elogios são permitidos aqui no espaço reservado aos leitores da Town Art?"

* Bão, chega de enrolação. Vamos de "Donkey".

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CSS – SEGUNDO ATO

Tudo aconteceu, de certa forma, bem rápido para o Cansei de ser sexy. De banda electro-rock underground da noite alternativa paulistana (e que era conhecida e apreciada apenas por uma pequena casta de iniciados e "indies" mais empedernidos) para se tornar uma das grandes sensações do pop planetário atual (com direito a intermináveis turnês na gringa, aparições nos maiores festivais de rock da Inglaterra e Estados Unidos, além de capas na NME como você mesmo viu há alguns dias aqui no blogão zapper), não demorou tanto assim, afinal de contas. A SubPop se interessou pelo combo liderado pelo multi-instrumentista e produtor Adriano Cintra, relançou o álbum de estréia do grupo lá fora – onde ele passou a ser conhecido simplesmente por CSS – e o resto da história todo mundo sabe. Pois aí vem a hora da verdade, ou seja, do segundo disco do grupo. E "Donkey", que já está dando sopa na net mas chega às lojas em seu formato cd na próxima segunda-feira, mostra uma banda um pouco diferente de sua estréia: mais produzida, mais rock e menos electro e com boas músicas. Ainda assim, está longe de ser uma obra-prima.

Ao estampar a banda em sua capa da semana passada, a New Musical Express deu a seguinte chamada: "CSS – o traumático segundo álbum". Não deixava de ser verdade: ao mesmo tempo em que o grupo amealhava a atenção da mídia e do público gringo e começava a se tornar um dos nomes "hot" da cena alternativa planetária, um maremoto interno tumultuava a vida do CSS. Primeiro, o empresário Eduardo Ramos foi posto pra correr, sob a velha alegação de que ele "passava a mão" mais do que devia nos lucros da banda. Depois, foi a vez da baixista Ira Trevisan avisar que estava indo embora – em seu lugar entrou Jon Harper, que havia tocado no Cooper Temple Cause. Em meio a esses problemas e às extensas turnês, o conjunto fez uma pausa e voltou ao Brasil para gravar o segundo disco, que foi registrado nos estúdios da Trama, em São Paulo, no começo deste ano. A produção ficou mesmo nas mãos de Adriano Cintra.

"Donkey", o segundo disco: já numa net perto de você

Aí começaram a "vazar" as primeiras músicas na web. Veio "Rat Is Dead (Rage)", uma cacetada rocker de guitarras afiadas, melodia esperta e dançante e bons vocais de Lovefoxxx. Veio "Left Behind" e aí era novamente em cena o CSS electro. E, enfim, agora temos "Donkey", o segundo disco, em sua versão integral pra quem quiser ouvir. E depois de ouvi-lo algumas vezes (como o blog fez nos últimos dias), tem-se a nítida impressão que o CSS gravou um segundo trabalho, hã, mais coeso, mais bem produzido e que demonstra que as meninas "pilotadas" por Adriano aprenderam de fato a tocar seus instrumentos. Mas nada disso significa que o álbum seja fantástico. Sim, "Rat Is Dead" é melhor do que qualquer coisa gravada por eles no primeiro disco. Mas quando a banda retoma novamente o electro que a tornou famosa, percebe-se claramente que canções como "Reggae All Night" (com seus cafonas ruídos e bases eletrônicas), "Move" (mais electro, aqui com levada funkeada) ou "Believe Achieve" não passam de poperôs banais, daqueles que você cansa de ouvir em fms como a Jovem Pan, Transamérica ou Energia 97. Só que produzidos com a "grife" CSS. Faz alguma diferença, no final das contas?

CSS de bem com a vida, ao lado de uma amiga "desinibida", hihi

Aí vem o outro lado de "Donkey", o lado mais rocker, com guitarras e tal – herança óbvia dos tempos em que Adriano tocava guitarra no Thee Butchers’ Orchestra. E quando o CSS se apresenta mais rocker é que surgem pequenas maravilhas, como "Jager Yoga" (que abre com potência o disco), "Give Up" ou "I Fly", onde o grupo soube construir muito bem a ponte entre guitarras indies mais ferozes e melodias dançantes. É este CSS que se sobressai em "Donkey" e que mostra que o grupo deveria seguir um caminho mais rocker e menos electro daqui pra frente. Mas isso só a própria banda poderá resolver.

Por enquanto o esperadíssimo segundo álbum do CSS demonstra claramente isso: é um bom disco, mais bem produzido e tocado. Mas que não vai mudar a vida de ninguém.

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É TEMPO DE FESTIVAIS – MADA

Um dos maiores festivais da cena independente brasileira, o potiguar Mada, vai agitar novamente a Arena do Imirá, em Natal, a partir do próximo dia 14 de agosto. A programação já está praticamente fechada e além de nomes como Mallu Magalhães, Pato Fu (eba!), Lobão, O Rappa, Autoramas, Cordel do Fogo Encantado e Seu Jorge (aaaaaaaargh!!!), haverá os gringos Motosierra e o desconhecido cantor folk americano Josh Rouse que, no entanto, é bastante respeitado pela rock press dos EUA.

É claro que a programação do Mada 2008 – ano em que o festival completa uma década de existência – poderia estar um pouquinho mais "apetitosa". Mas Zap’n’roll também sabe como é difícil montar um evento desse porte e sabe que o produtor Jomardo Jomas está sempre empenhado em fazer o melhor festival possível para a garotada que todo ano prestigia com força uma das grandes festas rockers do Nordeste.

O blog deverá estar por lá, acompanhando tudo de perto, como tem feito nos últimos anos. E enquanto o Mada 2008 não chega pra valer, assim que novidades sobre ele surgirem, você as lerá por aqui, okays?

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Buenas, o post fica por aqui. Tem mais coisa pra ser comentada mas vamos começar com calma a semana e voltar com maaaaais lá pra quinta-feira, pode ser? Enquanto isso, o blog dá uma movimentada no ambiente colocando novos prêmios em disputa pelo finatti@dynamite.com.br, ou pelo hfinatti@gmail.com. Desta vez, quem enviar seus pedidos aflitos, estará concorrendo a:

* cinco cópias do bacanão primeiro disco do Vanguart;

* e dois pares de convites vips pra ir se jogar na festa Grind no próximo Domingo, na Loca/SP, quando Zap’n’roll irá discotecar dando início às comemorações dos cinco anos de coluna/blog.

Por enquanto é isso. Até quinta ou a qualquer momento em edição "extraordinária", se alguma bomba pintar no pedaço, hihi.

(atualizado e finalziado Finatti em 14/7/2008, às 17hs.)

O Cansei não cansou. Ainda...

Zap 12 Comentários »

Booooooombaaaaaaaaaa! Olha só quem está na capa da New Musical Express desta semana:

 

Pois entonces, assim que o blogão zapper terminar uma parada enoooorme que ele tá fazendo lá pra mui amada Rolling Stone, voltamos aqui falando do "Donkey", o "traumático segundo álbum" (segundo a NME) do CSS que, pelo jeito, vai dar muuuuito o que falar.

Até daqui a pouco!

(enviado por Finatti às 16:30hs.)

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