Dynamite

Entries for month: June 2008

Amy pugilista (plus: Big Mac, Siouxsie e Dandy Warhols)

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(enviado e atualizado por Finatti em 30/6/2008, às 3:30hs.) 

Entonces: mais um finde barraqueiro e glorioso na vida da nossa deusa e "ídala" Amy Winehouse. Pela primeira vez em sete meses a magrelaça loucaça, tatuada, tesuda e com aquele vozeirão arrasa-quarteirão, se apresentou com show completo (com mais de uma hora de duração) em Londres. Aliás, foram dois shows: na sexta-feira, no lendário Hyde Park, quando ela participou do concerto em homenagem aos 90 anos de idade do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela; e no sabadon, quando ela foi ao gigante festival de Glastonbury como uma das principais atrações do evento. Ali, Amy cantou diante de cerca de 80 mil pessoas.

E deu dois shows em um, óbvio. Quem viu a performance atesta que ela estava em grande forma (finalmente!), com o vocal poderoso e aparentemente muuuito melhor fisicamente, após passar alguns dias em uma clínica no centro da capital inglesa. Fora que a cereja no bolo veio quase no final do show: miss Winehouse foi cantar bem perto dos fãs, logo atrás da grade que separa o palco da fila do gagarejo. Foi quando, aparentemente, um "admirador" mais afoito tentou meter sua mão boba nos totosos peitos da cantora. Ela não pensou duas vezes pra dar um socão no sujeito atrevido.

Enfim, à parte mais esse "bafon", Amy continua sendo fodona, o maloqui zapper aqui é seu fã declarado e, mesmo mantendo sua postura absolutamente liberal e libertária quando o assunto é drogas, o blogão torce para que a fofa manere nas enfiadas de pé na lama e recupere totalmente sua saúde. A julgar pelo fantástico "Back to Black", essa mulher genial ainda tem muito a oferecer à música pop.

Será que ela vem pro Tim Festival? Será???

AMY WINEHOUSE NO GLASTONBURY 2008

"Rehab"

Espancando o fã atrevido 

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O blog vai bater um papinho com ele e depois conta aqui como foi  

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A "TIA" SUSIE E OS WARHOLS – Aeeeeeeê!!! As novidades por aqui não param! Vão pipocando em pleno sabadon (por essa, nem blogs "mudernos" e na crista da onda "hype’n’load", esperavam, hihi), pra alegria do leitorado zapper e desespero do blogger maloqui, que esperava só voltar aqui na segundona, com a entrevista que rolou ontem com o sr. Ian McCulloch – e que, diga-se, foi beeem legal. Entonces: circulam na rede notícias, dando como CERTA, uma apresentação da velha gótica Siouxsie Sioux em Porto Alegre, no evento Pepsi Stage, dia 19 de setembro. Óbvio que, confirmada a info, ela também deverá baixar em Sampa e no Rio para mais shows. "Tia" Susie é tudibom: foi vocalista de um dos grandes nomes do pós-punk inglês, os Banshees (com quem gravou discos fodões, como "Kaleidoscope", "Hyaena" e "Thinderbox", só pra ficar nos melhores), esteve duas vezes no Brasil (em 1986 e 1995, sendo que em ambas Zap’n’roll estava presente e delirou com as performances ao vivo do grupo) e lançou um ótimo disco solo no ano passado, o "Mantaray". Então, a ordem é cruzar os dedos e torcer para que ela venha meeeesmooooo. Agora, melhor do que a notícia da possível vinda de Siouxsie, só mesmo a confirmação do troca-troca no line up do Indie Rock Festival II, que rola no final de agosto em Sampa e no Rio. Saiu o maleta e badalado (sem merecer, diga-se) Vampire Weekend e entrou o óooootemo Dandy Warhols na escalação. Wow! Uma das guitar bands americanas prediletas aqui da casa, o DW existe há quinze anos (foi formado em Portland, em 1993) e tem pelo menos uma obra-prima em sua discografia, o álbum "Welcome To The Monkey House", editado em 2003 (e, por milagre e coincidentemente, o único disco deles lançado no Brasil) e onde o quarteto formado pelo guitarrista Courtney Taylor-Taylor, pela totosa e estilosa baixista e tecladista Zia McCabe, pelo também guitarrista Peter Holmstrom e pelo baterista Brent DeBoer, se deixou produzir por Nick Rhodes, tecladista do Duran Duran. Resultado: uma combinação de guitar pop songs poderosas com ambiências "duranies" à la 80’ e que rendeu músicas incríveis como "We Used To Be Friends", "Plan A" e a sen-sa-cio-nal "The Last High". Ou, como estas linhas rockers sempre costumam dizer: o melhor disco não lançado pelo Duran Duran. Fora que antes de lançar este disco o grupo se tornou mundialmente conhecido com outra música arrasa-quarteirão, a "Bohemian Like You" (que está no álbum "Thirteen Takes From Urban Bhoemia", editado em 2000), uma absurda indie song de melodia stoniana e guitarras acachapantes, que destroi em qualquer pista. O novo trabalho da banda, "Earth To The Dandy Warhols" foi lançado na internet em maio passado e a versão física do dito cujo deve ganhar as lojas em agosto, bem no mês em que irão tocar aqui. Ou seja, veremos o show de lançamento do disco, que tem pelo menos uma música bacanésima, a "Mission Control" (que lembra muito a musicalidade deles em "Welcome To The Monkey House"). E como se não bastasse tudo isso, ainda tem mais essa "curiosidade": a fofa, estilosa e tesudinha Zia McCabe (modelo de garota para este quarentão loki gonzo e taradon, hihi: tatuada, branquelona, usa óculos, tem cara de louca e toca baixo numa banda, precisa mais?) tem um profile seu no célebre site Suicide Girls (aquele que se dedica a clicar deliciosas pin ups anônimas, ou nem tanto, que possuam estilo, tesão, gostosura, piercings e tatuagens de sobra pelo corpo), que pode ser alcançado em http://suicidegirls.com/girls/Zia/ . Outra: você já ouviu a versão dos DW para "Hell’s Bells"? É, aquela mesma, do AC/DC. Vai lá no MySpace deles e confere: www.myspace.com/thedandywarhols . Enfim, agora sim vai valer a pena e muito ir ao Indie Rock Festival II, pra ver DW e também os Futureheads (as datas estão confirmadas no site da banda) . Quer dizer, isto na opinião "humirde" deste blog, já que para os queridos vizinhos "mudernos" e "hype’n’load", o Dandy Warhols já é um grupo "velho". Pois é, Vampire Weekend também será daqui a alguns anos – se conseguir durar tanto para "envelhecer".

A banda indie bacana e sua baixista totosa: por aqui em agosto. 

DANDY WARHOLS EM DOSE DUPLA

Aí embaixo, o super hit "Bohemian Like You", capturado ao vivo durante show da banda no mega festival de Glastonbury, em 2002, e também o de "Mission Control", a segunda faixa do novo álbum deles:

The Dandy Warhols – "Bohemian Like You", ao vivo, em Glastonbury, em 2002

The Dandy Warhols – "Mission Control", do novo disco da banda

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* E pra "mudernidad" de plantão, nunca é demais lembrar: tem Motomix Festival agora à tarde, a partir das 15hs., de grátis, lá no Parque do Ibirapuera (zona sul de Sampa), com Go Team, Metric etc. É, pelo menos é de graça, né? E amanhã, domingon na Loca (rua Frei Caneca, 916, Consolação, centrão de Sampalândia), o Grind ferve ainda mais com a festa de lançamento do bombado projeto que é tocado com mega-sucesso há uma década, pelo nosso amado dj. Pomba. Vai lá!

(atualizado por Finatti em 28/06/2008, às 7hs.) 

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* Entonces, tem coisas que só o blogão zapper faz por você, rsrs. Como ir bater um papo, agora no final do dia desta sexta-feira (mais conhecida como hoje) com mr. Ian McCulloch. Yep, ele mesmo, o homem que ainda hoje continua à frente dos vocais do ainda graaaande Echo & The Bunnymen. Nem vai ser a primeira vez que o autor destas linhas zappers online vai conversar com o sujeito: já foram, hum..., deixa o blog fazer as contas... umas cinco entrevistas com ele desde que o quarteto de Liverpool veio pela primeira vez ao Brasil, em 1987 (caraca, mais de vinte anos!). Destas, uma foi por telefone e todas as outras pessoalmente. Claro, o Echo não é mais hoje o que era nos anos 80’ e sua volta nos anos 90’, com o medíocre "Evergreen" (de 1995), fez muito fã de carteirinha perder o tesão pela banda. Mas em compensação o último álbum de estúdio deles, "Siberia", lançado há três anos, é beeeem legal. E um grupo que lançou obras-primas como "Crocodiles", "Porcupine" e "Ocean Rain", tem um lugar garantido no panteão (uia!) dos mitos do rock’n’roll. Então, lá vamos nós (este blogger maloqui e o sempre antenado Bruninho Palma) novamente, para um tête-a-tête com Big Mac (seu célebre apelido). O resultado da conversa você lê aqui, claaaaaro, no máximo até esta segunda-feira, antes de o grupo se apresentar no show de aniversário da Kiss FM, na próxima quarta-feira em Sampa, na Via Funchal.

* Por conta da entrevista com Ian, então, a gente adia pro próximo post a estréia da nossa blogoteca básica e também aquele prometido "diário sentimental" sobre Jesus, hihi. E mais um monte de papos que iam entrar hoje mas que ainda serão quentes na segundona, pra começar bem a semana.

* Ainda falando do nosso querido Big Mac, o blog não resiste a contar essa historinha, que rolou numa das vezes em que o gonzola aqui entrevistou a figura. Era a volta deles ao Brasil pela segunda vez, em 1999, quando se apresentaram na mesma Via Funchal onde irão tocar na semana que vem. Entrevista coletiva no chiquérrimo hotel Cezar Park, na rua Augusta (onde Madonna também se hospedou quando esteve em São Paulo, em 1993; o hotel não existe mais naquele endereço, foi transformado numa faculdade, vejam só). E lá pelo meio dela, o repórter pentelho que digita estas linhas virtuais, dispara: "quem fim levou o vocal trovejante que você tinha nos anos 80’? Parece que restou apenas um fiapo daquilo. Isso foi ocasionado por excesso de consumo de tabaco e álcool ou o quê?". O homem ficou vermelho como um pimentão, subiu pelas paredes e só faltou atirar o autor da incômoda pergunta pela janela da sala, hihi. "Minha voz continua a mesma, se você não acha isso, vá hoje à noite ao show e leve algumas plaquinhas pra dar notas pela minha atuação em cada música, ok?". A sala veio abaixo em gargalhadas. Mas, depois que a coletiva terminou, McCulloch deu o braço a torcer e reconheceu: "de fato, andei com problemas na voz. Mas agora estou em forma novamente e você poderá comprovar isso no show", disse com um sorriso nos famosos lábios.

* Ah sim, o show foi beeeem legal. Ainda mais pela companhia de quem Zap’n’roll estava, a liiiiindaaa e tesuda Ana Santos. Mas isso é papo talvez pro próximo post também.

* Então fica assim. Segundona estamos aqui com o resultado do bate-papo com Big Mac, okays? Não esquecendo que o finde alternativo (leia-se sabadão rock’n’roll) vai ser agitado na capital paulista, com show do Autoramas no Inferno (rua Augusta, 501, centrão rocker da cidade), mais Vilania e Motores na Outs (rua Augusta, 486) e ainda a super festa anos 80’ Spectro, comandada sempre pela fofa dj Silmara lá no Dynamite Pub (rua Cardeal Arcoverde, 1857, Vila Madalena, zona oeste de Sampa), a melhor pedida pra fazer um "aquecimento" pro show da Kiss FM.

* E não esquecendo também: estão na roda, pelo finatti@dynamite.com.br ou hfinatti@gmail.com, DOIS INGRESSOS pra você curtir de grátis o showzão anos 80’ da próxima quarta-feira, com Echo, Gene Loves e TSOL. Corra porque a caixa postal do blog já está gritando alto, hihi.

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E ENQUANTO O ECHO NÃO CHEGA...

Dois vídeos pro leitor zapper ir se preparando pro show dos Coelhinhos. O primeiro, o clip clássico da clássica "The Killing Moon". O segundo, da mesma música mas ao vivo em um programa de tv, há dois anos. Dá pra comparar ambos e perceber claramente que "o meu corte de cabelo continua o mesmo, mas a minha voz...":

Echo & The Bunnymen – "The Killing Moon"

Echo & The Bunnymen – "The Killing Moon" ao vivo, em 2006

(enviado por Finatti às 17hs.)

A vida pop é dura!

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Proooooooonto! Postagem atualizada e finalizada! Corre lá no final dela que tem ingressos NA FAIXA pra você assistir Echo & The Bunnymen em São Paulo, na semana que vem. 

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* E como! Último domingão em Sampalândia, chuva e frio da porra (mas estas linhas zappers adooooram esse tempo!). O blogger maloqui em casa, entre leituras e edredons, após ter passado a noite também no aconchego do lar, entre pizza de calabresa e catupiry e uma óoooooootima trepada com uma mui amada amiga, de peitos generosos e tesão ídem. É quando o publisher da Dynamite, o querido tio Pomba, dá o alerta by fone: "dá uma olhada no seu blog e confere se está tudo em ordem. O site está com problemas". E o blog não estava em ordem: textos sumiram e os comentários dos leitores no post mais recente (e que já haviam ultrapassado o número de dez), haviam ido pra casa do chapéu. O que houve, afinal? Ainda não há, segundo a direção do portal, uma explicação técnica para o ocorrido. Mas, provavelmente, o cerne do problema foi no servidor do mega portal Terra (que hoje hospeda a Dynamite), já que outros sites também sofreram de problema semelhante. Enfim, agora com tudo aparentemente resolvido, é torcer para que o problema não volte a acontecer. Afinal, foi a primeira vez que algo do tipo aconteceu com a Dynmite Online, em cinco anos de existência do site.

* Ah, sim: leitores que tiveram seus comentários evaporados no último post, se quiserem, podem reenviar os ditos cujos.

* E NO TIM FESTIVAL... – Klaxons e Gossip estarão nele, ambos agora oficialmente confirmados pela produção do evento, que acontece em setembro em São Paulo, Rio, Vitória etc. Bão, e daí? Daí que é o que todo mundo que acompanha estas linhas rockers virtuais já sabe: Zap’n’roll acha Klaxons uma droga sem tamanho, pseudo ícone de um movimento (a tal new rave) que surgiu e desapareceu mais rápido do que o odor de um peido mal cheiroso disparado dentro de um elevador. Já o Gossip é mais bacaninha, tem a louca e gordaça Beth Ditto nos vocais e tals. Ainda poderão estar no Tim o MGMT e o Gogol Bordello. Mas é muuuuito pouco pra competir com um Planeta Terra que vem aí em novembro, atropelando com Jesus & Mary Chain, Kaiser Chiefs, Bloc Party e, possivelmente, também o Raconteurs, que lançou talvez o melhor disco do novo rock nos últimos cinco anos. Aí, fica a clássica pergunta: cadê Radiohead, Cure e etc no Tim? Hein?? Hein???

* The Klaxons e The Gossip, avalie você mesmo, através dos vídeos aí embaixo:

Klaxons – "It’s Not Over Yet"

Klaxons – ao vivo em Seattle, em 23/4/2007

The Gossip – ao vivo em Paris

* Buenas, mas se você preferir, tem Seu Jorge no festival Mada em Natal, em agosto, segundo informa a assessoria de imprensa do evento. Que decepção, mestre e amigo Jomardo Jomas! Pelo menos o Mada, que continua sendo um dos melhores festivais do Brasil, vai Ter também a musa indie folk Mallu Magalhães e o sempre ótimo Pato Fu.

* Dona Amy anda fumando crack demais. Miss Winehouse foi internada num hospital em Londres, com suspeita de enfisema pulmonar. Não era, mas se ela não diminuir o ritmo das "cachimbadas", a doença vai se instalar nela, afirmaram os médicos. A nossa deusa loucaça e descaralhada está proibida de fumar. Quer dizer, mais ou menos: assim que deixou o hospital, a cantora já foi vista pondo um cigarro na boca.

* E outra deusa pop, Madonna, parece que vai mesmo dar um pé na bunda do seu marido, o cineasta Guy Ritchie. A separação poderá se consumar após o término da nova gig mundial da loiraça belzebu, em novembro. A mesma turnê, aliás, que deverá trazê-la para shows ao Brasil.

* O já veterano e mito do britpop Oasis, resiste ao tempo: o novo álbum, chamado "Dig Out Your Soul", acaba de ter seu lançamento anunciado para outubro, através do selo Big Brother, do próprio Oasis, já que a banda dos manos Gallagher não faz mais parte do cast da Columbia Records. O último disco do Oasis, você se lembra, foi o bem legal "Don’t Believe The Truth", lançado há três anos.

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PORQUE COLDPLAY E SPIRITUALIZED SÃO OK

Entonces, falando enfim algumas linhas mais, hã, substanciosas sobre "Viva La Vida Or Death And Hall His Friends", o novo do Coldplay, e também sobre "Songs In A&E", lançado recentemente pelo já algo mítico Spiritualized.

Desde que se tornou mega-banda o Coldplay pode lançar a obra-prima que for, que seus detratores sempre irão dizer que o grupo liderado pelo sensível, carismático e boa praça vocalista e compositor Chris Martin, não passa de um sub-êmulo do Radiohead. Como no caso este "Viva La Vida...", que está longe de ser uma obra-prima mas que, enfim, é um belo disco. Sim, o grupo procurou redirecionar sua música, procurou "aprofundar" o tema central que permeia todo o disco (Vida e Morte) e procurou ousar na concepção instrumental e melódica, Chamou o lendário Brian Eno para produzir e saiu-se, enfim, com um trabalho que estas linhas zappers consideram melhor do que o álbum anterior do conjunto, o "X&Y".

Claro, há muito do Coldplay ainda grandiloquente, mezzo U2, no novo cd, e isso fica evidente em "Violet Hill", o primeiro single de trabalho do álbum. Mas quando você se depara com a coragem do quarteto em abrir o disco com uma faixa instrumental, e com a ainda profunda melancolia destilada por Chris Martin em uma canção como "Loves In A Japan/Reign Of Love", fica mais do que evidente que alguns milhões de dólares não foram capazes de extirpar do vocalista, seu pendor por investir em temas que perscrutam as angústias da existência humana. Fora que há pelo menos uma música fantástica no álbum: "Yes/Chinese Sleep Chant", com seu arranjo tramado à base de instrumentos e sonoridades árabes/orienrtais bem pode ser a parente próxima e atual de "Kashmir", o imortal clássico do Led Zeppelin.

Jason Pierce: um gênio à prova de desgastes 

Vejam bem: Chris Martin está milionário, é casado com uma belíssima e gostosíssima mulher (a atriz Gwyneth Paltrow), e teria todos os motivos do mundo pra compor músicas babacas, alegres, sem estofo artístico algum. Mas ele continua trilhando o caminho do sofrimento, do questionamento e do amargor. E não soa falso. E o autor deste blog assistiu a duas grandes performances ao vivo da banda, em São Paulo, em 2003 e 2006. Moral da história: o Coldplay continua sendo um grupo que vale a pena, o último cd ainda vai crescer muito musicalmente quando for ouvido daqui a alguns meses e Zap’n’roll continua fã do grupo. Simples assim.

Já o Spiritualized... formado há quase dezoito anos (!) na Inglaterra, das cinzas do grupo de "space indie rock" Spaceman 3, o Spiritualized sempre foi centrado na figura do pequeno gênio que é o guitarrista, compositor e vocalista Jason Pierce. Nessas quase duas décadas de existência foram apenas oito álbuns (entre eles, o sensacional "Ladies And Gentlemen, We Are Floating In Space", ponto máximo da trajetória da banda) e o mais recente, "Songs In A&E", foi lançado no final de maio na Grã Bretanha. Claaaaaaro, não sairá jamais em edição nacional, algo que não faz a menor diferença nestes tempos de mp3.

O novo cd do Spiritualized 

Pois é um discaço! Dezoito faixas, muitas vinhetas, pouco mais de cinquenta minutos de música e a certeza de que Pierce, além de não ter perdido a capacidade para compor ótimas canções, ainda se mostra mais esquizóide do que nunca no novo álbum. Há pouco ou quase nada do space rock e das guitarras em noise que dominavam a sonoridade da banda em seu início. Tanto um como o outro foram substituídos por canções tristonhas, recheadas de bucolismo instrumental, além de muitas orquestrações. Jason fala de desamor nestas canções, e também das desilusões que vão se acumulando na alma, quando o ser humano atinge uma certa idade. Tudo é muito contemplativo e há momentos belíssimos, como em "Sitting On Fire" ou na quase folk e extensa "Baby, I’m Just A Fool", com guitarra acústica, violinos, vibrafones e percussão suave. Ainda há espaço para o velho "space rock" dos primórdios do grupo, e ele surge envolvente em "Don’t Hold Me Close" ou ainda em "The Waves Crash In".

Há bandas demais em atividade hoje no rock alternativo planetário, e qualidade de menos nessas bandas. O Spiritualized talvez seja um dos últimos sobreviventes de um tempo em que fazer rock alternativo era sinônimo de compor ótimas músicas. Canções movidas à loucura, passionalidade, intensidade emocional, desvarios do espírito e drogas, muitas drogas. Tempo em que o indie guitar inglês crepitava em labaredas intensas, e em que o gonzo zapper aqui queimava junto, se acabando na pista do Espaço Retrô. Esse tempo acabou e o Spiritualized resiste. E quando ainda consegue lançar um disco como este "Songs In A&E", você tem que comemorar muito. E correr atrás dele.

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POR ONDE ANDA O REM?

Em turnê, lógico. A parte americana da gig promocional do álbum "Accelerate" acabou na semana passada, quando o grupo liderado pelo graaaande Michael Stipe tocou em Atlanta. O show, dizem, foi fodástico e contou até com a ilustre presença de um certo Johnny Marr (quem mesmo?), tocando guitarra nas músicas "Fall On Me" e "Man on the Moon", um fecho e tanto para um set list de nada menos do que 28 canções!

Agora, o REM vai começar a parte européia da tour, se apresentando no próximo dia 2 de julho em Amsterdã. E há "rumores" de que a banda talvez baixe no Brasil lá pra setembro ou outubro. Será??? O jeito é cruzar os dedos. E ficar sonhando com um show onde eles estão mandando nada menos do que isso aí:

1)These Days
2) Living Well Is the Best Revenge
3) So Fast, So Numb
4) What’s The Frequency, Kenneth?
5) Time After Time (Annelise)
6) Driver 8
7) Man Sized Wreath
8) Walk Unafraid
9) Hollow Man
10) Ignoreland
11) Houston
12) Electrolite
13) (Don’t Go Back to) Rockville
14) Auctioneer (Another Engine)
15) Harborcoat
16) The One I Love
17) I’ve Been High
18) Let Me In
19) Bad Day
20) Horse To Water
21) Orange Crush
22) I’m Gonna DJ

bis:
23) Supernatural Superserious
24) Losing My Religion
25) Pretty Persuasion
26) Nightswimming
27) Fall On Me (c/ Johnny Marr)
28) Man on the Moon (c/ Johnny Marr)

POUCAS & BOAS NO MEIO DA SEMANA

Pois então, a "Vida Loca" do Coldplay, bem falada aí em cima no blog, estreou direto em primeiro lugar na parada norte-americana dos mais vendidos. Sinal de que a moral da banda continua inalterada, apesar do bombardeio dos opositores.///Já a novata e até ontem desconhecida (e beeeem gostosa) cantora Kate Perry, de apenas 23 aninhos, explodiu nas rádios americanas com a música "I Kissed A Girl" (precisa traduzir?), que relata a primeira experiência lésbica de uma adolescente. Que beleza...///E a "famosa" tabelinha de shows de dear Luscious R., a lenda, voltou, uhú!!!///Do mesmo super blog que traz a tabelinha de volta, também vem a notícia que os brasilienses do Móveis Coloniais de Acaju irão tocar em um festival na Bélgica, durante o verão europeu. Que bacana! Já estas "humirdes" linhas zappers online apuraram que outra querida e já gigante banda de nossa indie scene, a cuiabana Vanguart, também está de malas prontas para a Europa: eles deverão se apresentar em outubro em um festival na Alemanha. Fora que o Vanguart vai estar... bom, é melhor pular essa parte, o autor do blog está proibido de soltar esta outra informação, por enquanto.///Falando no blog: vão começar, finalmente, as discotecagens de aniversário da Zap’n’roll, que comemora cinco anos em 2008. Em julho já há datas fechadas na festa Grind, da Loca (provavelmente dia 20) e também na Outs (dia 26). Mais detalhes a respeito, a gente dá no próximo post, certis?///Lá se foi dona Ruth. Era uma mulher de respeito, em todos os sentidos. Descanse em paz, enquanto o inferno político aqui continua a todo vapor...

BALADAS? SIM, JÁ TEM!

Claro! Nesta quinta-feira, mais conhecida como hoje, a Outs (rua Augusta, 486, centrão rocker de Sampa) ferve com a final da batalha de djs, sendo que uma das concorrentes é a liiiiindaaa e moderníssima indie girl Lorraine Only Terror, hihi. Vai lá, prestigiar a garota, que ela é tudibom!///Já na sextona tem um mooonte de baladas legais, vai vendo: o ótimo Madame Sattan toca na Outs, os gaúchos do Superguidis invadem com suas guitarras nervosas o Belfiori (rua Brigadeiro Galvão, 870, Barra Funda, zona oeste paulistana), vai ter baladona gótica no Dynamite Pub (rua Cardeal Arcoverde, 1857, Vila Madalena, zona oeste de São Paulo) e, ainda, mais uma edição da sempre animada festa Orgástica, comandada pelo fofíssimo dj Click e que desta vez receberá como convidados os míticos André Pomba e Gringa, tudo lá no Roxy Club (rua Augusta, 430).///E sobre o sabadon, a gente seleciona as melhores baladas no post que entra na sexta aqui (sim, vai ter outro post na sexta), okays? Mas já começa a se preparar pro finde desde já, que ele vai ser queeeente (apesar do frio que anda fazendo, brrrr).

E TEM PRÊMIOS TAMBÉM, UIA!

Chega de enrolação! Ordem nesse blogui maloqui! Então, confere aê nossa lista da alegria, hihi:

* Cassiano Mendes Paiva, São Paulo/SP: vai pescar o disco de estréia do Macaco Bong;

* Adriana Oliveira Kanteiros, Rio De Janeiro/RJ: ficou com o ótimo disco de estréia do MGMT;

* E Eliana Martins e Aline Souza, ambas São Paulo/SP: vão ferver na faixa, na pista da Loca neste domingo, no bombadaço projeto Grind, do querido tio Pomba.

Agora, quer ver tumulto por aqui? Pois então corre lá no finatti@dynamite.com.br (que voltou a funcionar normalmente) ou também no hfinatti@gmail.com, que vai começar a disputa por:

* Uma cópia do bacana disco de estréia do grupo Cérebro Eletrônico;

* Um kitzinho com dvds da ST2;

* E DOIS INGRESSOS (para dois leitores separados) para o show de sétimo aniversário da Kiss FM, que acontece no próximo dia 2 de julho na Via Funchal, em São Paulo. Em noitada hot anos 80’, vão estar no palco Nasi (o ex-vocalista do Ira!), TSOL, Gene Loves Jezebel e o ainda grande Echo & The Bunnymen. Mande correndo seu e-mail, acompanhado de nome completo e RG porque o resultado com os nomes dos dois (ou duas) felizardos (as) será divulgado aqui, no blogão que premia sempre mais, na próxima terça-feira, véspera do show, ok? Então, dedo no mouse e booooa sorteeeee!

Ufa! Agora acabou. Mas volta aê até o final da tarde de sexta-feira que deve rolar post novo, possivelmente com a estréia da "blogoteca básica", e também com um "diário sentimental" sobre a noite em que Jesus veio ao Brasil, laaaaaá em 1991... Até daqui a pouco, então!

(finalizado e enviado por Finatti em 26/06/2008, às 3:30hs.)

 

Ingleses, escoceses, brazucas e hypeiros

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O veterano e amado indie Teenage Fanclub: show em Glasgow, visto pelo blog 

Só um post esta semana.

E olhe lá! Mais ou menos recheado e já aqui na quintona (por essa, nem blogs "hype’n’load" ou "pareço moderno", pra citar a ótima faixa-título do Cérebro Eletrônico, esperavam) quando o finde começa a esquentar. Pois entonces, em tempos de efervescência internética, correria, blogagem desvairada e desenfreada, atualizar Zap’n’roll apenas uma vez esta semana pode parecer pouco e quem acha isso até tem lá sua dose de razão. Mas os motivos para o mini recesso destas linhas zappers foram vários, entre eles (só pra ficar nos principais) a já famosa crise bipolar do autor destas linhas online, que voltou a se manifestar com força nos últimos dias e, também, o fato de o gonzolino blogueiro estar começando a ficar um pouco ocupado demais em apurar umas paradas aí, para um lance que ele vai ter que fazer para uma vindoura edição daquela mega, famosa e amada revistona de cultura pop que está sendo publicada no Brasil já há quase dois anos. Fora que, na boa? Este blogger zapper é frontalmente contra a idéia de ter que abrir post novo para comentar qualquer bobagem que surja. Sim, há de se entender que coluna é uma coisa, blog é outra. Mas este blog é da opinião de que posts um pouco maiores e com mais conteúdo, atraem mais a atenção dos leitores. E também um espaçamento maior entre uma postagem e outra, permite que as pessoas tenham tempo mais hábil para ler o que está sendo postado. Enfim, vamos que vamos, com a promessa de que semana que vem os posts voltam ao normal (ou seja, uns dois ou três na semana), para quem sente tanto a falta deles a todo instante. Mas nem se preocupem que hoje a coisa vai ser hot por aqui, começando com essa história de blogs "copy’n’roll", como andaram comentando por aí.

* Blogs "copy’n’roll"? Em tempos de blogagem desvairada na internet, informação nova circulando a todo instante por tudo quanto é canto (sites, blogs, fotologs, web tv, web rádio etc) e onde todo mundo reproduz e repassa tudo o que fica sabendo, chega a ser bizarro alguém se pretender o "dono da informação exclusiva", que só pode ser veiculada no seu quintal e ninguém mais pode falar no assunto. Oxe, se fosse assim, o cyberespaço dedicado ao rock alternativo e à cultura pop estaria perdido. Fora que tudo quanto é site e blog (até mesmo os que estão citando o tal "copy’n’roll) copia, na cara larga, a info que leu no vizinho da net e a reproduz muitas vezes como sendo notícia exclusiva e apurada, sem tomar o cuidado de citar a fonte de onde veio a nota. Ou o dileto leitor destas linhas zappers acha que ninguém aqui neste negócio lê o site da NME, do Pitchfork, da Rolling Stone, da Billboard, da Time Out, do Observer, do New York Times, da puta que o pariu? Fala sério... Zap’n’roll, pelo menos, procura sempre na medida do possível, quando ela mesma não apura uma nota exclusiva junto a alguma fonte, citar de onde tirou alguma notícia veiculada aqui – e tem feito isso sempre nos últimos tempos, citando que leu infos publicadas em blogs na Folha Online ou mesmo no iG. A consciência destas linhas rockers online está tranquilíssima quanto a esta bobagem de "copy’n’roll". E, também, este blog se orgulha muito de não praticar o jornalismo rocker oba-oba, aquele que vive de criar hypes em tornos de bandas que são uma porcaria e que depois de um tempo desaparecem sem deixar rastro, além de sempre anunciar zilhões de shows gringos no Brasil que quase sempre nunca se materializam – Zap’n’roll pode chegar atrasada às vezes neste sentido, na hora de confirmar se tal banda vai mesmo tocar por aqui. Mas ela prefere fazê-lo assim, com certeza absoluta da tour confirmada ou por quem está promovendo a mesma, ou através de datas postadas no site oficial do artista em questão. Simples assim.

* Mas a vida é assim mesmo. Como alguém já disse certa vez, recebemos pedradas e punhaladas pelas costas de quem menos esperamos.

* E Zap’n’roll não parece e não é um blog, hã, "muderno".

* Falando em shows gringos no país, vejam só que belezura! A Bad Chopper, nova banda de CJ Ramone (sobre quem você leu com exclusividade neste blog, há algum tempo, em ótimo texto assinado pelo chapa Cristiano Viteck), baixa na área em agosto. Há shows confirmados em São Paulo (dia 8), Rio De Janeiro (dia 10) e Porto Alegre (12) e ainda negocia-se apresentações em Curitiba, Goiânia e Brasília. Quem cantou esta bola foi o próprio Viteck há pouco, via msn, e a gig está confirmadaça no site do BC.

* O mesmo Viteck promete para logo mais aqui no blog, uma resenha do novo álbum do velho trovador punk gaúcho Wander Wildner. Segundo o nosso dileto colaborador zapper, o disco é mais do mesmo. Na boa, WW está perdendo sua relevância no rock nacional já faz algum tempo...

* OS MELVINS E O ORLOFF FESTIVAL – Entonces, já tá todo mundo sabendo do Orloff Five, que rola dia 6 de setembro (sabadão e véspera do feriado da Independência, ou seja, melhor impossível) em Sampalândia, com os suecos do The Hives, com as francesinhas fofas do Plasticines, com o nosso Vanguart e com os Melvins. Vai ser um showzão bacanudo, sem dúvida alguma, pois todas as bandas são legais pra cacete e haverá um encontro de gerações ali da melhor escola do rock’n’roll contemporâneo: dos lendários Melvins aos novíssimos Vanguart e Plasticines. Os Melvins, quarteto de Seattle (na verdade, formado em Aberdeen, cidade próxima da capital do grunge), você sabe, foi uma das inspirações fundamentais para a criação do som que dominou o rock americano na década de 90’ e Kurt Cobain era fã ardoroso dos caras. Pois o grupo liderado pelo vocalista e guitarrista Buzz Osborne nunca deixou de lançar seus discos (são dezenove até hoje, sendo que o conjunto foi fundado em 1987) e o mais recente deles, "Nude With Boots", saiu há pouco lá fora e nos próximos posts, ganhará resenha nestas linhas zappers, pode esperar. Mas enfim, é um mini-festival pra não se perder, este Orloff Five.

Eles eram ídolos de Kurt Cobain. E estão a caminho do Brasil 

* Um pouco do que é o Melvins aí embaixo:

Melvins ao vivo em São Francisco, em 11 de janeiro de 2008

Melvins ao vivo em Portugal, em 2003

 

* Bom, e tem também a já falada e confirmada volta de Jesus ao Brasil, no Planeta Terra Festival. Mas isso é assunto para um "diário sentimental" aqui no blog, logo mais.

*E vejam só quem anda frequentando a pizzaria dos rockstars em Roma: o fofo Marcelo York, dileto leitor destas linhas rockers virtuais e amigão do gonzo zapper há séculos, está dando uma voltinha pela Itália e não se furtou em ir experimentar a maravilhosa pizza da Montecarlo, localizada no centrão histórico de Roma e onde aquele ser maravilhoso chamado Morrissey, volta e meia dá o ar da graça. O relato de Marcelo: "A Montecarlo é uma pizzerie situada no centro histórico de Roma (e onde Roma não é histórica?), e existe há mais de 20 anos. Já provaram de suas pizzas algumas personalidades famosas, mas a que mais me chamou a atenção foi justamente um dos meus grandes ídolos, Morrissey, que em sua temporada morando em Roma também não resistiu ao sabor suave da verdadeira pizza italiana. Eu já havia visto essa foto na internet, mas não sabia que seria tão fácil encontrar o local: próximo ao consulado brasileiro, localizado na belíssima Piazza Navona. E foi muito por acaso: andando pelas ruelas apertadas da cidade, reparando no peculiar modo de vida dos habitantes locais. A pizza é boa, e em sua maioria nos sabores mais tradicionais, e não pesa no bolso. Há brusquettas de entrada, e o serviço lembra de fast food, pois é bem rápido". Fica registrada, então, a dica gastronômica do blog e do Marcelo. Se você estiver passeando em Roma...

*Abaixo, o nosso amigo apreciador da pizza da Montecarlo, ao lado do cliente famoso:

O fã da legítima pizza italiana e o ser mais maravilhoso da Terra 

*E o Coldplay e seu disco novo? Yep, está aí embaixo, assim como também o show dos amados Teenage Fanclub que a nossa perua rocker number one, Lílian Vituzzo, assistiu na última Segunda-feira em Glasgow, na Escócia. E mais isso e aquilo.

TFC AGITA A NOITE FRIA DE GLASGOW

Lá é verão e o sol se põe só às onze da noite. Os pubs fecham cedo (tipo meia-noite) e apenas algumas casas noturnas possuem licença especial para funcionar até a madrugada. Mas nada disso tira o ânimo do público escocês quando o assunto é o nosso amado rock’n’roll. Eles vibram nos shows e enchem a cara, mais ou menos como nós fazemos aqui.

E quem está em Glasgow, na Escócia, assistindo alguns shows por lá, é a lindaaaaa e peruaaaaaa rocker Lílian Vituzzo. Relações Públicas e colaboradora da Dynamite há muitos anos, Lílian é uma das garotas rockers mais legais e descoladas que o autor deste blog conhece, além de amigona destas linhas zappers. Assim, segue abaixo o relato da morena sobre o show que ela assistiu do glorioso Teenage Fanclub na última segunda-feira por lá. Uma segundona friorenta segundo Lílian, mas quentíssima em se tratando de rock. Fora que, no próximo dia 27, quem vai tocar por lá é o gigante Radiohead. Lílian vai estar no show e promete mandar um texto bacanudo sobre ele, pra gente ir sonhando com o dia em que, enfim, Thom York e cia, irão finalmente se apresentar por aqui.

"Fria e cinza segunda-feira, o Teenage Fanclub toca no subsolo de uma antiga igreja gótica que hoje abriga um dos mais luxuosos pub e casa de shows de Glasgow. O show era previsto para começar às 20hs mas iniciou às 21h... cadê a pontualidade britânica?

A casa noturna já estava repleta e a platéia escocesa realmente é muito animada e lembra a de São Paulo, porém muito mais aditivada de álcool. A banda adentra o palco conversa um pouco com a platéia e já começa com a canção "Heavy metal", e segue cada intervalo de musica se entretendo com o público.

A noite segue com "Escher", "Eternal light", "Every step is a way through", "World'll be ok", "Fear of flying", "Acidental life", "Ballad of john and yoko", "Slow fade", "The count", "Born under a good sign", "Every picture i paint", "Please stay", "120 minutes", "Cells", "Ret liv dead", "Gene Clark", e no bis seguem: "Norman 3", "Have you ever seen the rain", "Broken e "Sparks Dream".

A noite foi muito agitada e a banda estava em sintonia com o público, até agradecendo alguns fãs brasileiros que estavam por lá. Depois do show a banda sobe para o pub, também situado nessa antiga igreja, e se encontra com músicos amigos e parceiros do Belle and Sebastian e The Pastels, banda indie de Glasgow também. A festa estava muito animada e seguiu até o começo da madrugada já que aqui os pubs fecham entre 23h e 0h, e os clubs às 3h da madrugada. Vale lembrar que aqui só começa a escurecer por volta de 23h já que estamos em horário de verão, se é que podemos chamar isso de verão.

Em noites anteriores, os integrantes do Teenage foram a um pub assistir a performance da banda local de meus amigos e aproveitamos para esticar a noite no Club Winchester, andando pelas frias ruas de Glasgow. Vale lembrar que nesse mesmo pub estavam os integrantes do Primal Scream.

Mais novidades e fotos dos agitos rockers daqui seguem nos proximos dias!".

PICS DA SEGUNDONA ROCKER NA ESCÓCIA

O veterano indie guitar TFC, ainda em forma

O baixista Norman Black agita a galera

Set list dos sonhos

A correspondente Lílian, só sorrisos depois do show

DISCOS QUE ESTÃO SAINDO, AQUI E LÁ FORA

ELVIS COSTELLO/"Momofuku" – Revelado para o rock nos tempos da new wave britânica, o cantor, compositor e guitarrista Elvis Costello se tornou um dos músicos mais respeitados da história do pop inglês, graças à sua habilidade em compor melodias ásperas, urgentes e recheadas de letras ácidas quando tratavam de questões políticas ou amorosas. Porém, já vai longe o tempo em que Costello, ao lado de seu ex-grupo The Attractions, lançou meia dúzia de álbuns de inspiração punk (no minimalismo instrumental e na rapidez das melodias) e hoje, aos 54 anos de idade, ele mostra sua versatilidade e amadurecimento musical neste "Momofuku". O disco poderá até soar careta para os indies kids que se acabam ao som de gente como Franz Ferdinand, Arctic Monkeys e Strokes – afinal, Elvis passou os últimos anos compondo óperas (!) e tocando em festivais de jazz (!!), tendo inclusive se apresentado no Brasil. Porém, nas catorze faixas do novo trabalho ele trafega com desenvoltura entre rocks ("No Hiding Place", "American Gangster Time", esta centrada sim na guitarra do cantor, mas com um saboroso arranjo para órgão, e ainda "Turpentine", com bons vocais de apoio), semi-blues com acento jazzy (como em "Harry Worth", onde entra em cena o acento pianístico), pops estradeiros com violão ovation e órgão ("Drum & Bone"), baladas derramadas ao piano ("Flutter & Wow") e countries com direito a pedal steel (em "Song With Rose"). E sua nova banda de apoio, Os Impostores, é competente o suficiente para extrair das canções tudo o que Elvis Costello pretendia delas quando as compôs. Enfim, um disco que mostra que o veterano Costello continua, sim, em plena forma. Nota do blogão zapper: 7.

MARCELO BIRCK/"Timbres não mentem jamais" – Cantor, compositor e guitarrista das antigas, Marcelo Birck é figura conhecida e carimbada no rock gaúcho. Foi um dos fundadores do lendário Graforréia Xilarmônica (banda algo "cult" no Rio Grande Do Sul e que ganhou certa projeção na indie scene nacional quando teve sua música "Eu", regravada pelo Pato Fu), e este "Timbres não mentem jamais" é seu segundo trabalho individual – o primeiro disco solo dele, homônimo, saiu há oito anos. E se você não é fã ou iniciado nas esquisitices e singularidades do rock "gauchês", terá que se armar de fôlego e paciência redobrados para ouvir as quinze faixas do cd. Sim, Birck é um compositor prolífico e bom guitarrista. Mas ele insere no modus operandi composicional do álbum uma dose de estranhamento acima do aceitável pelo ouvido médio comum. Há um quê de Jovem Guarda perpassando várias faixas, como em "Ouça esta canção", "Muito mais além" ou "Vanguarda Jovem", provavelmente as mais palatáveis (melodicamente falando) em um disco onde sobram exercícios malucos no órgão ("Amplitude modulada"), faixas instrumentais bizarras ("Cybersurf" e "Os inimitáveis em ritmo de Ornitorrinco") e letras que transbordam o habitual "delirol" psicódelico gaúcho ("A eliminar o que te impede acesso ao som/É sempre inédita qualquer repetição/Cebola, alface, pimentão/Ornitorrinco é o maior craque, tem que estar na seleção", canta Marcelo em "Filme Surf"). De quebra, há ainda a participação do grupo carioca Do Amor (outra bizarrice maleta que caiu no gosto de certa parcela da "intelligentsia" midiática rock brazuca) no álbum, o que não refresca muito a vida do (im)paciente ouvinte que se dispuser a mergulhar nestes "timbres" malucos de Marcelo Birck. Nota do blogão zapper: 4,5.

POUCAS & BOAS

* Booooooombaaaaa!!! O blog "Ilustrada no Pop", escrito por Dom Thiaguito Ney na Folha Online, informa: "Donkey", o esperadíssimo segundo álbum do Cansei de ser sexy, previsto para ser lançado em seu formato, hã, "físico" (leia-se: o velho cd) em julho, poderá ser totalmente disponibilizado de grátis na internet. Pelo menos essa é a intenção de João Marcelo Bôscoli, presidente da gravadora Trama, o selo que detém os direitos de lançamento no Brasil. Segundo João Marcelo, que foi entrevistado pelo blog vizinho, "ninguém mais quer pagar para ouvir ou baixar música na rede. Então, o jeito é dá-la de graça e fazer como na tv aberta, onde todo mundo assiste à programação dos canais abertos sem pagar por isso". Ainda segundo João Marcelo, quem sustentaria banda, gravadora e etc seriam possíveis e bem-vindos mega anunciantes. Justo, muito justo.

* A capa do novo CSS, ainda divulgou o blog da Folha, é essa aí embaixo:

* Agora parece que vai, finalmente! Catorze anos após o início das gravações e depois de consumir "apenas" US$ 13 milhões de dólares entre gravações, regravações e o escambau, "Chinese Democracy", o álbum do Guns N’Roses que virou lenda, parece que está pronto pra ganhar as lojas de discos. O lançamentos está prometido para agosto. O site da NME já ouviu o dito cujo e dá resenha sobre o mesmo em sua página virtual. Já o site Amazon, em sua página britânica, já está oferecendo o disco em pré-venda. E o track list do bicho é esse: 'Better', 'The Blues', 'Chinese Democracy', 'Madagascar', 'IRS', 'There Was A Time', 'Rhiad And The Bedouins', 'If The World', '[Untitled]'. Custou, né?

* O vídeo oficial de "Semáforo", do querido Vanguart, já rola à toda na MTV. Já está em primeiro lugar no MTV Overdrive e, muuuito breve, vai rolar uma parada midiática fodona com os cuiabanos. Mas por enquanto estas linhas bloggers estão proibidas por instâncias superiores de darem maiores detalhes a respeito. Portanto, fãs da banda, tenham paciência e esperem.

* Bien, bien, não adiantou nada o Skank animar com seu mui competente pop/rock a noitada futebolística lá no Mineirão. Brasil e Argentina não saíram do zero e a selecinha do Dunga está começando a se tornar caso de vergonha alheia – ou de polícia. É por essas e outras que Zap’n’roll detesta futebol.

* Fechando a tampa: agora, vergonha absurdo mesmo é o Exército, que teoricamente deveria garantir a lei e a ordem e proteger cidadãos (afinal, metrópoles como Rio e São Paulo vivem em autêntica guerra urbana e social não declarada oficialmente), catar três moleques e entregá-los nas mãos de traficantes, para serem covardemente assssinados. É o Brasil, é o Brasil, sempre, que jamais será um país de Primeiro Mundo enquanto continuarem rolando episódios como este por aqui. Solução pra isso: libera logo de uma vez essa merda (as drogas) e assim se põe fim ao tráfico e a boa parte da violência que já esgarçou o que tinha que esgarçar do tecido social, porra!

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: o novo, muuuuito bacana, do Spiritualized, já falado por aqui mas que ganha resenha no capricho no próximo post, se nada der errado, hihi.

* Balada legal: o popular e badalado dj Click volta novamente com sua bombada festa Orgástica e a primeira edição da nova fase, com muito house, electro e indie rock, rola nesta sexta-feira, 20, a partir da meia-noite no novo Roxy Club (onde funcionou o Oasis Club, na rua Augusta, 430, centrão rocker de Sampalândia). E além do fofo Click comandando as pick-up’s, também haverá discotecagem do chapa João Carvalho, que manja como ninguém de guitarras indies. O blog vai estar lá, claaaaaaro!

E MAAAAIS BALADAS

Claaaaaaaaro, como não? O finde rocker ferve com tudo em Sampa, vê aí: na sexta, 20, tem Los Porongas na Outs (rua Augusta, 486) mais discotecagem do graaaande Adriano Pacianotto, um dos melhores djs da indie scene paulistana. Antes, mais cedo (às sete da noite), tem o trio garageiro Rock Rocket lançando seu novo cd lá no Centro Cultural São Paulo (rua Vergueiro, 1000, Paraíso, zona sul paulistana).///Sabadon? Vem que tem: Ludov na Outs, Faichecleres no Belfiori (rua Brigadeiro Galvão, 870, Barra Funda, zona oeste de Sampa) e o show triplo "Combo Mineiro" na Clash Club (rua Barra Funda, 969, Barra Funda), com as bandas Monno, Udora e Transmissor. Pra fechar bem a madruga, vale uma ida até a velha Torre, na Vila Madalena (rua Mourato Coelho, 569), onde o veterano dj Cesinha irá comandar a festa "Rockscene", só com aquelas maravilhas do indie guitar inglês e americano. Entonces: se joguem, crianças!

PRÊMIOS VEM VINDO...

Mas no próximo post ainda, promessa de escoteiro blogger. É que queremos colocar uns ingressinhos em sorteio pra um showzação gringo que vai rolar daqui a pouco em SãoPaulo e quando o blog fechar a parada, aí ele sorteia também o que está pendente (discos do MGMT e Macaco Bong, além de um par de convites vips pra festa Grind, na Loca, no próximo domingo). Então, pode continuar fazendo seus pedidos pelo hfinatti@gmail.com e boooooa sorteeeeee!!!

QUE MAIS?

Mais nada. Tá legal, o blog tá devendo umas palavras – ainda – sobre o disco novo do Coldplay. Se não entrar como complemento neste mesmo post até o final deste sábado, vem abrindo o próximo post, lá pra terça-feira, okays? O blogon se vai, deixando beijaços nas liiiiindas Letícia (ô mineira boa, oxe!), Renata (um encanto de psicóloga maluca, hihi) e na doce, sempre, Amandinha Kinky. Fuomos!

(enviado por Finatti às 16:30hs.)

A pequena Mallu se agiganta

5 Comentários »

 

Ela continua incrível ao vivo. Mas precisa evitar alguns tropeços. 

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Blogão finalmente atualizado e completado. Vai nessa e boa leitura! 

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Cada vez mais, inclusive.

E o show da pequena notável da nova geração indie brasileira, ontem à noite no teatro do Sesc Vila Mariana, em São Paulo, em que pese alguns tropeços ocorridos durante o set (os quais serão comentados logo mais abaixo), comprovou isso mais uma vez. Comprovou tanto, aliás, que motivou uma mudança, hã, "editorial" neste novo post: ele teria como assunto principal (ou de "abertura") o novo disco do Coldplay. Mas o furacão Mallu Magalhães continua a toda e jogou Chris Martin e cia. maaaaaais lá pra baixo. É o eterno movimento dos acontecimentos do mondo pop e da cultura alternativa, que não param jamais. E que, por isso mesmo, tornam tão apaixonante o nosso ofício de escrever sobre música, sobre arte enfim. Essa movimentação inquebrantável, esse impulso e força que move ascensões e quedas de artistas e carreiras, é também uma das razões de existir (não a única) de um blog como Zap’n’roll. Ele está aqui e agora, acompanhando o pêndulo da história pop, a ascensão de Mallu Magalhães e a luta do Coldplay pra se manter no topo. E sente muito orgulho e prazer em poder acompanhar tudo isso de perto e, principalmente, em poder relatar tudo isso para quem acompanha estas linhas online sempre aqui no portal Dynamite. Então, vamos em frente, com a pequena grande Mallu, com o Coldplay e com quem mais estiver ajudando a escrever a história pop do nosso tempo.

* Mas aaaaaantes de falarmos da nossa heroína teen do indie folk brazuca, vamos já deixando o povo que lê isso aqui em polvorosa: o caldeirão de shows gringos já vai começar a ferver! Yep, já na próxima segunda-feira tem Joss Stone na Via Funchal, em Sampa. No final de junho, informa dear Luscious na sua "confiabilíssima" (hihi) e prestigiosa Popload, tem Indie Rock Festival II no Rio e em São Paulo, com Vampire Weekend, Broken Social Scene e Futureheads (o melhor dos três, na modesta opinião deste blogão zapper). E mais: o bacanão trio Muse enfim confirmou suas datas brasileiras (já anunciadas aqui, alguns posts atrás), que rolam mesmo no final de julho/início de agosto, com shows em Sampa, Rio e Brasília. E, ufa!, pras viúvas dos 80’ tem aquele já notório encontro de "tiozões" do pós-punk na Via Funchal, em São Paulo, dia 2 de julho, no aniversário da Kiss FM, quando irão tocar Echo & The Bunnymen, TSOL, Gene Loves Jezebel. Com tuuuudo isso vindo aí, o que mais você quer, seu (sua) fominha??? Hein?

Os ingleses do Futureheads, a caminho do Brasil. 

* Será que vai ser neste show da Kiss FM, que o blogão campeão de promoções vai levar alguns de seus diletos leitores NA FAIXA, pra se esbaldar na noitada rocker dedicada aos 80’? Será?? Será???

* Falando em campeão disso e daquilo, vamos ao que interessa: quando este blog brinca aqui, com seus leitores, se dizendo "campeão de audiência", o faz mais em tom de brincadeira do que qualquer outra coisa, embora o titular destas linhas saiba, sim, e com muito orgulho, que Zap’n’roll é (e sem falsa modéstia ou arrogância, dois padrões de comportamento que não fazem parte, jamais, do estilo de vida deste jornalista) o blog mais lido do portal Dynamite e hoje um dos três mais lidos da internet brasileira, em se tratando de cultura pop – os outros dois são, óbvio, o querido vizinho Popload (do iG) e o "Ilustrada no pop", do Uol. E se o blog atingiu esta posição foi através de muita dedicação, trabalho e prestígio e confiança de quem vem sempre aqui nos ler. O blogueiro zapper se sente muito honrado e feliz com esse resultado e só tem a agradecer a todos que sempre prestigiaram estas linhas zappers, desde quando elas ainda eram publicadas semanalmente em forma de coluna.

* Mas tem gente se que incomoda com nossas brincadeiras e com o sucesso alheio. E destilam seu rancor, claaaaro, nos comentários dos leitores. Como em algumas mensagens enviadas no último post, questionando a autenticidade da informação de que este é o blog "campeão" de audiência do portal. Pois então, para por um ponto final na conversa e calar a boca de quem não faz nada e adora pentelhar quem faz, Zap’n’roll foi consultar a direção do portal e o webmaster da Dynamite, pedindo dados relativos aos acessos do blog. A resposta: "a Zap’n’roll vai muito bem, parabéns! O acesso médio mensal é de 70 mil page views (!) (não confundir com acessos individuais, são menos, claro, mas 70 mil num mês é acesso pra cacete prum blog hospedado em um portal alternativo). E já houve picos de 140 mil page views num único mês" (!!!). Números que o autor deste blog considera excelentes e surpreendentes pois nem mesmo ele achava que a coisa estava neste nível. Mais: a direção do portal Dynamite ainda informou que, de fato, há blogs com audiência muito ruim aqui (menos de 100 acessos por mês) e, claro, não há porque citar qual blog é, isso seria totalmente deselegante. E, por fim, ainda informou que o vice-líder em acessos continua sendo o nosso também querido "Jukebox", escrito pelo chapa e mais do que competente Dum DeLucca.

* Satisfeitos? Com este "esclarecimento", esperamos por um ponto final neste assunto. E agora, você pode continuar lendo o blog campeão de audiência do portal, hihi.

* Satisfeito não ficou o maloqui aqui ao ler a resenha do novo álbum do sublime Portishead, publicada na última segunda-feira no caderno Folhateen, da FolhaSP. A humanidade considerou o disco sensacional, fodaço etc. Mas o já célebre Leandro Fortino, claaaaaaaro, achou o disco uma droga. Diante de tudo o que este sujeito já vomitou de asneiras no Folhateen nos últimos anos, chega-se fácil à conclusão de que droga, mesmo, é o cérebro do referido jornalista.

* Só falta ele falar que o hype em torno da Mallu Magalhães é um horror, rsrs. Bom, melhor o blog falar do que viu/ouviu ontem no Sesc Vila Mariana, em São Paulo.

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ELA CONTINUA CANTANDO E ENCANTANDO

Há um abismo enorme que separa, hoje, a Mallu Magalhães que subiu num palco pela primeira vez em janeiro deste ano, na Clash Club em São Paulo (para abrir um show do Vanguart), da Mallu que tocou anteontem no teatro do Sesc Vila Mariana, também em São Paulo, no mini festival "As minas do folk", sendo que os ingressos para o show estavam esgotados há duas semanas. Mallu, você já está careca de saber, tem apenas 15 anos de idade (vai completar 16 em agosto próximo) e se tornou, em cinco meses, o maior fenômeno musical/midiático/pop da geração internet no Brasil. Com ótima e sólida educação musical e amparada em influências bacanas de folk music e mpb, a garota compôs uma batelada de canções meigas e bonitas, a maioria em inglês, e construídas à base de violões, banjos e gaitas. Deu no que deu: sua página no MySpace contabiliza, até agora, mais de um milhão de visitas, ela já foi parar em programas como "Altas Horas" e "Programa do Jô", deu entrevistas para toda a grande mídia (daqui e também de fora), recusou propostas de gravar e lançar seu primeiro disco por quatro majors da indústria musical, estará no gigante festival Mada em Natal (em agosto) e vai, enfim, começar a gravar seu álbum de estréia em julho, quando estará em férias escolares (sim, ela é uma adolescente ainda normal, até onde isso está sendo possível na vida dela, e cursa o primeiro ano do ensino médio). Ah, sim: o disco será produzido por Mario Caldato, que já trabalhou com os Beastie Boys e, mais recentemente, com a Nação Zumbi e o grupo carioca Manacá.

Esta Mallu Magalhães, mega hypada e hoje já cercada por um staff inexistente há cinco meses (empresário, assessora de imprensa etc), subiu ao palco do Sesc Vila Mariana com o jogo ganho – quem foi até lá, o fez para aplaudir incondicionalmente a jovem e talentosa heroína do indie folk nacional. Mas quem foi ao show com os olhos desarmados para o hype (e devem ter sido poucos os que estavam desta forma na platéia), e pronto para avaliar a apresentação com um pouco mais de distanciamento e rigor musical, enxergou durante o set duas Mallus distintas. A primeira continua sendo a garota que está encantando o país: a jovem compositora e cantora continua desenvolta em cena, se mostra calculadamente "atrapalhada" e algo infantil, é super simpática e sorridente com o público e transita com naturalidade entre o violão, o banjo, a gaita, a escaleta e até ao arriscar-se em um piano de cauda. As músicas são bacanas, a banda que está tocando com ela é boa (todos jovens e, até onde este blog sabe, desconhecidos músicos paulistanos), principalmente a seção rítmica (há ainda um guitarrista e um tecladista), com intervenções seguras do baixista e talvez um pouco de peso em excesso nas "socadas" do baterista, para o tipo de música que teenage folk singer se propõe a fazer. Mallu também está se vestindo melhor: as roupas esquisitas do começo do ano (algo ripongas) estão ficando para trás. No show do Sesc, ela exibia calça preta, camisa branca de manga comprida e blazer preto, além de um lenço no pescoço. Estava cool e elegante na medida para uma folk singer. O repertório mesclou as composições próprias dela (com os já hits indies "Tchubaruba" e "J1", tocada logo no início do show) com covers de suas influências declaradas: ela tocou/cantou Beatles, Johnny Cash (a já manjada "Folsom Prison Blues") e até Nancy Sinatra. Dando provas de sua versatilidade com letrista e compositora, mostrou uma nova canção (no piano de cauda), cantada, vejam só, em francês.

Aplausos e delírio no teatro. Esta é a Mallu Magalhães fenômeno, que conquista mais e mais fãs a cada dia.

Mas aí também surge em cena a outra Mallu. A que é uma garota talentosíssima sim – e isso é inegável – mas que, no afã de mostrar todo este talento, acaba cometendo alguns equívocos. É pra se pensar: como estará reagindo, emocionalmente, no seu íntimo, uma garota de quinze anos de idade que até pouco tempo era uma ilustre desconhecida, a todo este furacão que em pouco tempo se formou em torno de si? A pressão deve estar sendo enorme para que Mallu "dê certo, não erre de forma alguma", como se errar não fosse humano e fosse um pecado imperdoável – não é, ainda mais no caso dela. E talvez aí, acuada por esta pressão, a garota acaba cometendo alguns tropeços, como se viu no show de quinta-feira. Como o violão que não funcionou em uma música; ou a inflexão algo desafinada quando ela forçou uma voz "rouca" na interpretação da canção em francês; ou ainda a banda que a acompanha e que, mesmo tendo bons músicos, se mostrou um pouco insegura e imatura quando o andamento melódico das músicas pedia algo em clima mais jazzy ou bluesy, algo mais intimista e detalhista. Curiosamente, o show deslanchou meeeesmo, pra valer, da metade para o seu final, quando Mallu e os músicos eletrificaram bastante o set, lançando mão de rocks animados e sacolejantes, como as ótimas "Don’t You Look Back" e "Don’t You Leave Me" – ambas rockers sim, mas com as raízes fortemente fincadas no folk e no country, algo evidenciado pela condução delas feita por Mallu com violão e banjo.

Foram estas, no frigir dos ovos, as duas Mallus Magalhães que o espectador mais atento pôde ver no Sesc Vila Mariana, dentro do mini-festival "As minas do folk". As lições deste show são várias e algumas muito evidentes. Mallu tem todas as condições para se tornar um dos maiores nomes surgidos no pop brasileiro nos últimos anos. Possui ótima educação musical, formação cultural idem, pais dedicados e mega zelosos com sua pequena estrela (os muito simpáticos Eduardo e Maria Eugênia). Mas ela precisa, sim, amadurecer como compositora e intérprete e lapidar seu trabalho. Amadurecimento e lapidação que virão com o tempo, se ela não se desviar da rota que traçou para si.

E também todo cuidado é pouco para com os puxa-sacos e oportunistas de ocasião, que já estão querendo cercar a nova futura grande estrela do pop brazuca, e estão enxergando nela um retorno garantido (leia-se: $$$). Não, este blog não está dirigindo a ninguém em especial este último comentário, antes que alguém se apresse em rebater o que está escrito aqui. Mallu Magalhães está com um empresário cuidando de sua carreira, e o que se espera dele é que faça bem seu trabalho e some com a garota, ajudando-a a trilhar o caminho de um – no caso dela – merecido sucesso. O resto é o resto: eternos urubus de plantão que sentem de longe o cheiro de carniça e voam com tudo em cima, ainda mais em uma época onde é tão difícil consolidar carreiras de qualidade e de sucesso duradouro.

E Zap’n’roll continua fã inabalável de Mallu Magalhães. E continuará torcendo pelo seu sucesso, sempre.

RAPIDINHAS DO SESC

* Não havia jornalistas no show de Mallu Magalhães. Ou quase: além de Zap’n’roll, estavam lá o chapa João Carvalho (da revista online Paradoxo, e que estava acompanhando o autor deste blog) e a mais lamentável figura do jornalismo cultural paulistano atual e que, infelizmente – ao que parece –, é amigo próximo do empresário da cantora. A mesma cobra que destilava veneno e tirava sarro da pequena grande Mallu na podre comunidade dedicada à extinta revista Bizz no famigerado Orkut até pouco tempo atrás, agora vai aos shows da cantora lamber a sola do sapato dela e de pessoas próximas a ela. Triste.

* A razão da ausência de jornalistas era evidente: com os ingressos para a apresentação há duas semanas, o Sesc não quis saber de credenciar ou arrumar convites pra ninguém. Zap’n’roll só conseguiu descolar um par de convites graças à proximidade que tem com a própria Mallu.

* E ela continua uma fofura no palco: encerrou o show com "Leãozinho", a própria (do Caetano), dedicando-a aos pais, que estavam presentes ao show. "Como eu não tenho namorado e ninguém me quer" (foi a deixa para um "oooooh" geral na platéia, rsrs), "eu vou dedicar a música pro meu pai e pra minha mãe", disse a bela. Mais meigo impossível.

* Agora, ao que parece, haverá uma parada nos shows para que Mallu possa gravar seu primeiro disco. Em agosto ela se apresenta no festival Mada, em Natal. Aliás, ela ainda não estava sabendo que iria tocar lá: recebeu a notícia do blogueiro zapper (sempre bem informado), ao final da apresentação no Sesc.

CHRIS MARTIN AINDA NÃO VENDEU SUA ALMA - AINDA...

Matéria para loooonga discussão no blog e que deveria entrar neste post, mas vaiu ficar para o próximo, por motivos técnicos e editoriais. No entanto, de ante-mão, é aquela história: tem gente que amou o novo disco do Coldplay. E muitos odiaram.

Na boa? Zap'n'roll gostou do disco. E explica melhor porque no próiximo post. Pois é, o blog acha que o vocalista Chris Martin ainda não entregou sua alma ao demônio. Ainda...

Chris Martin canta em São Paulo, em 2003: o Coldplay ainda merece ser ouvido.

A capa do novo disco: sombrio e experimental.

GRIND - UMA DÉCADA DE LOUCURA ROCKER!

Há exatamente uma década, domingo era uma noite algo morta em Sampalândia, mesmo com a capital paulista ostentando o título de uma das metrópoles mais fervidas do mundo em termos de agitos culturais noturnos. O povo começava a sair na quarta, engatava a balada na quinta, chegava ao ápice da ferveção na sexta e sábado e, quando chegava o domingão, desabava na cama e não saía de casa pra nada.

Até que um dia o então rocker e editor da revista Dynamite, André Pomba, teve a idéia: por que não fazer uma domingueira rock na cidade? Pomba havia acabado de voltar de uma viagem pelos EUA e lá percebeu que, em cidades como San Francisco, clubes dedicados ao público gls e que tocavam basicamente tecno, também dedicavam noites específicas ao rock e isso com bastante aceitação dos frequentadores.

Mr. Cagni (o sobrenome de batismo de Pomba) foi à luta: encontrou no então novato clube underground A Loca (que estava começando a se tornar um dos mais badalados no circuito festeiro de São Paulo) o espaço que queria para por seu projeto em prática. A Loca não funcionava aos domingos – apenas de quinta-feira a sábado. O jornalista, músico e eventual promotor de eventos ofereceu a idéia aos proprietários do local e eles toparam bancar a parada. E assim começou o Grind – a rock project for mix people. A idéia era essa: fazer uma matinê de rock para os mais diversos públicos – heteros, gays, lésbicas, pansexuais, andróginos, indefinidos em geral, o que fosse.

Nos primeiros dois anos, o Grind funcionava das sete da noite de domingo até meia-noite. Eram tempos heróicos, onde ainda não havia muito público (e a própria Zap’n’roll chegou a discotecar lá, naquela época), cerca de 100 a 150 pessoas por semana. Mas era um pessoal fiel e que foi fazendo a fama do projeto através do sempre eficiente boca-a-boca. A história começou a crescer e o horário foi sendo "esticado": o Grind passou a ir até uma, duas, três horas da manhã. E o público crescendo cada vez mais.

Então, uma década se passou. Hoje, o Grind vira a madrugada de domingo pra segunda-feira: funciona doze horas seguidas (das sete da noite às sete da manhã), recebe uma média de mil pessoas por domingo na Loca (que fica na Rua Frei Caneca, no centro de Sampa) e se tornou a noite campeã de audiência do clube, além de ser hoje uma das baladas mais conhecidas em todo o Brasil e também a grande opção dos domingos em São Paulo para a turma que jamais quer ir pra casa.

Portanto, para celebrar uma década de Grind (que será comemorada amanhã, domingo, na Loca, claaaaro) nada mais justo do que Zap’n’roll bater um papo com o criador do projeto, o querido André Pomba, hoje muito mais conhecido como dj do que como jornalista e publisher do portal Dynamite. Leiam abaixo:

O super dj Pomba: amado pela nação rocker paulistana.

Zap’n’roll – O Grind está comemorando uma década de existência. Qual o segredo dessa longevidade em um meio tão fugaz e onde projetos duram bem menos, como a noite alternativa?

André Pomba – Pois é, eu sempre me pergunto isso. Na realidade quando começamos era um projeto que tinha tudo pra dar errado. Afinal era uma balada de rock numa balada GLS e pra piorar, numa época em que o rock era dado como morto pela mídia. Nada rolava de domingo, um dia morto. Acho que conseguimos chegar na frente, pegar uma lacuna e crescer. Quanto à longevidade, acho que a explicação mais óbvia é que o projeto não é sectário, talvez seja a única balada em que você pode ouvir todo o tipo de som. E como os frequentadores são convidados a assumir as picapes, acaba sempre sendo um reflexo do que o público quer ouvir.

Zap – Certo. Mas demorou muito para o Grind virar o "estouro" de público que é hoje? Me lembro que no começo iam poucas pessoas e ele ia só até meia-noite (há até uma comunidade no Orkut dedicada a esse período, "Quando o Grind fechava meia-noite")

Pomba – Pois é, o Grind durante dois anos foi o projeto pra poucas pessoas, tipo entre 100 e 200 pessoas, quase sempre as mesmas pessoas todo domingo. Aos poucos foi crescendo, aumentando o horário primeiro até 2 da manhã. Porém quando resolvermos abrir nas férias até as 5 da manhã é que ocorreu que de uma hora pra outra dobramos de público. Era como se tivéssemos duas baladas em uma... Isso foi em julho de 2001.

Zap – Você, que a princípio era jornalista e publisher da revista Dynamite, hoje é mais conhecido como dj e promoter do que como jornalista. Se sente confortável com isso ou sente saudades dos tempos em que era jornalista e também quando era baixista de bandas de heavy metal como o Vodu?

Pomba – Antes de ser reconhecido como jornalista e publisher da Dynamite, eu sempre trabalhei como produtor de eventos e de discos no meio metal. Sempre fui produtor e nos anos 90 me metia a dj eventual. Na realidade eu preferia ser reconhecido mais como produtor, mas é inegável que sou mais reconhecido (e remunerado) como DJ. Mas nunca fui muito saudosista, não. Tipo talvez isso reflita a boa fase profissional. E se for por isso, espero dessa forma não continuar a ser saudosista! Ehehe.

Zap – Muito bom. Qual é a média de público do Grind hoje em dia? É verdade que hoje ele é a noite principal da Loca, um clube que originalmente tocava tecno e era dedicado ao público gls?

Pomba – A média de público do Grind estabilizou entre 800 e 1000 pessoas, às vezes mais, abarrotando ao ponto de ficar intransitável nas férias e vésperas de feriado. Ao lado da noite de quinta, que também promovo e chama Locuras e já tem 5 anos, são as que levam mais público à Lôca. A Lôca está em sua melhor fase pois abre de terça à domingo, cada dia com um som diferente. O techno reina às sextas ainda.

Zap – Pra finalizar: quanto tempo ainda você imagina que o Grind vai durar? Outra década? E o que o público que consagrou o projeto pode esperar dele daqui pra frente?

Pomba – Aprendi a não fazer mais previsões. No livro que conta a história do Grind, que será lançado no dia 29, fiz uma entrevista em 2003 na qual dizia que achava que poderia bombar mais um ano. E lá se vão 5 anos depois que eu disse isso... Acho que já fomos mais longe do que imaginamos e estamos na fase do 'o que vier de hoje em diante é lucro'.

POUCAS & BOAS

* NOVIDADES NO BLOG – Vai vendo: a lindaça e totosa Lilian Vituzzo, dileta amiga destas linhas rockers virtuais e uma das mais legais, peruas e cobiçadas jornalistas da indie scene paulistana, está laaaá na Escócia, passando uma temporada em Glasgow. A partir do próximo post, Lilian estará enviando pra nós alguns relatos "quentes" de suas andanças pelos shows que rolam na terra do whisky. Ela vai ver os amados Teenage Fanclub nesta segunda-feira e... Radiohead no próximo dia 27 de junho. Não só: da Austrália começarão a vir relatos da nossa também gostosaça e descolada Camila Ribeiro, jornalista amiga deste blog há tempos e que se mudou para a terra dos cangurus há dois meses. E, ainda, a qualquer momento estréia aqui nossa "blogoteca básica", que vai falar de grandes discos da história do rock’n’roll e que fizeram a cabeça do gonzolino aqui. E não serão necessariamente apenas discos antigos, obras de décadas atrás. Poderão ser comentados trabalhos recentes também pois a regra básica será: é um puta disco, entrou na blogoteca. Aguardem!

* VANGS NO ORLOFF FIVE – A bola foi cantada aqui primeiro, no blogão zapper, há alguns posts, e agora se confirmou: o cuiabano Vanguart toca meeesmo no Orloff Five, que acontece dia 6 de setembro em São Paulo, na Via Funchal. O maior nome do novo rock brasileiro (e, até agora, única atração nacional do evento) vai se apresentar junto com Melvis, The Hives e as fofas francesas do Plasticines. Nada mal, não?

* COLDPLAY NO TOPO – Claaaaaaro! Aconteceu o que era esperado: "Viva La Vida Or Death And All His Friends" mal foi lançado, e foi direto para o topo da parada dos mais vendidos na Inglaterra. Pois é...

* QUEM TOCA NO CALANGO 2008 – O festival cuiabano, hoje um dos maiores e mais importantes do calendário musical independente brasileiro, anuncia os primeiros nomes de seu line-up deste ano. Tocam na capital de Mato Grosso entre os dias 8 e 10 de agosto, Macaco Bong, Pata De Elefante, Hurtmold, Fóssil, Contrafluxo, Elma e Do Amor. Como se pode perceber pelos primeiros nomes anunciados, a presença instrumental será forte no próximo Calango. E logo mais estas linhas zappers estarão divulgando mais nomes, que irão fazer o rock rolar em HellCity no início de agosto.

* ELES VOLTARAM!!! – O amor não é mesmo lindo? Pois em plena semana dos namorados, vem a notícia de que a ainda beeeela xoxotaça Pamela Anderson Lee voltou para os braços de seu eterno amado Tommy Lee (sim, ele mesmo, o batera do velhusco e cafona Motley Crue). Amor de pica...

* FECHANDO A TAMPA – O Sport ganhou o campeonato, o Corintians se fodeu e muito gente chorou e outros tantos ficaram felizes. Enquanto isso, o Congresso continua empurrando sem dó e sem vaselina no fiofó do populacho: o novo imposto CSS (isso ainda vai dar encrenca com o CSS, a banda) foi aprovado (ainda que por margem mínima de votos a favor, em relação aos contrários). E a inflação de maio foi a maior dos últimos doze anos. E aê, seu Lula, como é que fica???

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: o novo e polêmico do Coldplay, óbvio. Uns amaram, outros detestaram mas o autor destas linhas online achou legal e melhor do que o anterior deles. Ouça você e tire suas conclusões.

* Balada: Grind, claaaaaaro! Neste domingo, 15/6, rola a grande festa de dez anos do projeto, lá na Loca (rua Frei Caneca, 916, Consolação, centrão rocker de Sampalândia) e Zap’n’roll estará lá, com certeza.

* Filme: O novo "Hulk" tem Edward Norton, Liv Tyler e William Hurt no elenco, e parte das filmagens foi feita no Brasil, numa favela carioca. Entrou em cartaz ontem nos cinemas brasileiros. O gonzola aqui nunca foi muito fã de HQs célebres adaptadas para a telona mas, de qualquer forma, o jeito é conferir a nova encarnação cinematográfica do (anti)herói verde. Então, fica aí a dica p

O Weezer e as minas do folk

7 Comentários »

* Pois então, ser mezzo atrapalhado e um pouco (só um pouco) preguiçoso, dá nisso: a resenha do Weezer novo, aqui, foi "atropelada" pelo Sorgine lá (no blog Headphone). Mas tudo bem, mr. Soja é um garoto que manda bem também nos seus textos, então estas linhas zappers dão um desconto, hihi. Mas não é por isso que deixaremos de dar nosso pitaco sobre o disco, logo mais abaixo.

* A coisa realmente anda preta aqui. Fora Weezer, o blogueiro atrapalhado está mergulhado em discos novos. Tem Coldplay, Elvis Costello, Spiritualized, aquela delícia chamada Scarlett Johansson, que além de ser uma das atrizes mais cultuadas da nova geração do cinema americano, agora resolveu também cantar, etc, etc, etc. Fora a pressão do nosso mui amado "editador" André Pomba, para que o blog campeão de audiência do portal seja atualizado quase que diariamente e, ainda, ele também pede que o pobre autor destas linhas rockers virtuis ainda ajude a gerar conteúdo pro site além do blog. Ufa! Assim fica realmente difícil e daqui a pouco o velho gonzo vai acabar numa clínica de repouso (hihi), por estafa, uia!

* Bien, bien, a nova edição da Rolling Stone Brasil chega às bancas de todo o país nesta quinta-feira (dia dos namorados, que fofo!), e sua capa já causa o maior estardalhaço e polêmica, com muita gente adorando e outros querendo fuzilar o corpo editorial da revista. Tudo porque, na capa, está o grupo NX Zero... pelado! Isso mesmo que você leu: o NX Zero, na gloriosa "nudez" (ou "peladisse") de seus integrantes, enfeita a capa da revista. E daí? Daê que a RS está certíssima na modesta opinião deste blog. Você pode detestar a banda (ela está bem looonge de ser algo próximo do que poderíamos conceituar como "genial", musicalmente falando), ter paúra dessa chatinha onda emocore (nada contra os emos, eles merecem seu espaço e tal mas, como já bem observou um atento amigo destas linhas pop online, o emocore talvez tenha sido o último suspiro, no Brasil, das majors do disco em "vender", via jabá nas rádios óbvio, uma nova onda musical ao "desrespeitável" público que compra, ou comprava, discos. E quando a onda emo passar, aí pelo visto acabou de vez o negócio de "fabricar" sucessos e ídolos instantâneos ancorados na secular, aética, amoral e condenável prática do jabá) etc. Mas revistas têm que vender, é a vendagem dela (entre banca e assinantes) e a publicidade que a sustentam. NX Zero é a banda da vez do emocore – segundo dados da sua gravadora, o último disco dos moleques vendeu 70 mil cópias, uma fortuna em um país onde o disco de ouro é concedido ao artista que vende 50 mil discos e onde ninguém compra mais cd, porque todo mundo baixa tudo na internet –, então nada mais justo do que colocar a dita cuja na capa da RS. Na verdade, isso é uma loooonga discussão mercadológica e editorial para ser aprofundada aqui. Mas como este blog sempre diz: a Rolling Stone Brasil, com seus acertos e erros, continua sendo a grande e melhor publicação dedicada à cultura pop que estava faltando nas bancas brasileiras. Só o fato de ela existir aqui novamente, já é uma ousadia editorial e tanto e muito bem-vinda. Agora, é claaaaro que não dá pra agradar todo mundo o tempo todo. Por isso, o conteúdo da revista sempre irá gerar discussão, ódios e amores. Tanto melhor assim. Pelo menos, ela continua em evidência e vendendo. E a torcida de Zap’n’roll é para que ela permaneça assim por muuuuito tempo ainda.

* Ah, sim: a capa dos peladões do NX Zero é essa aí embaixo:

* Jack White voltou a tocar junto com Meg White esta semana, nos EUA. Foi durante um show dos Raconteurs em Detroit. Foi a primeira aparição da dupla em um palco nos últimos doze meses. E Jack já mandou avisar: o novo álbum do White Stripes (o sétimo da carreira deles) está a caminho.

* E o Raconteurs, como já foi dito aqui, também está a caminho... do festival Planeta Terra, dia 8 de novembro em São Paulo.

* Mas beeeem antes disso, tem o bacana mini-festival "As minas do folk", que começa hoje no Sesc Vila Mariana, também em Sampalândia. E que a gente fala melhor logo aí embaixo, depois de falar sobre o disco novo do Weezer. Vamos nelson!

WEEZER JÁ ELVIS?

Heróis dos indie kids e nerds em geral nos últimos quinze anos, o quarteto americano Weezer lançou na semana passada (nos States e Japão; esta semana sai na Inglaterra e logo mais deve sair também por aqui) seu sexto álbum de estúdio. O disco se chama simplesmente "Weezer". Ou "Red Album", como foi co-batizado pela própria banda. Ouvido atentamente por estas linhas zappers já há vários dias (a capa do cd foi inclusive publicada aqui no blog, alguns posts atrás), o novo trabalho também acabou sendo comentado no vizinho blog "Headphone", do Guilherme Sorgine. Que não gostou muito do que ouviu. E, infelizmente, desta vez o rapaz tem razão.

Weezer ganhou fama mundial por causa de seu début album, também homônimo, e que foi lançado em 1994. Sim, aquele mesmo, de capa azul, e que com suas guitarras indies oscilando entre melodias mais ásperas ou plácidas (mas, em ambos os casos, com irresistível apelo pop), emoldurando as letras eivadas de ironia e sarcasmo cantadas pelo compositor e vocalista Rivers Cuomo, ganhou o mundo com canções como "Buddy Holly" e "Undone". Daí vieram "Pinkerton", o "Green Album" (de 2001) e a banda começou a se tornar um êmulo de si mesma, como ficou evidente nos dois discos seguintes, "Maladroit" (de 2002) e "Make Believe" (editado três anos depois). Nesse meio tempo entre um lançamento e outro, Cuomo casou, terminou o curso superior que fazia e ameaçou acabar com o Weezer zilhões de vezes.

Os outrora reis dos indie kids: fórmula gasta e repetitiva?

Não acabou e está de volta à frente do grupo, neste "Red Album". Que, mais uma vez, entrega mais do mesmo Weezer de sempre. O que é muito bom por um lado e péssimo por outro. Bom porque o disco desvela a ainda boa capacidade que Rivers Cuomo possui em compor boas melodias e bons riffs de guitarra. E péssimo porque o disco mostra um Weezer repetindo a si mesmo e de maneira piorada em muitos momentos. Caso da estrannhíssima "Everybody Get Dangerous" ou das looongas "Dreamin’" e "The Angel And The One", baladona meio chumbrega que fecha o cd em clima de trilha sonora de love story de Quinta categoria, com direito a teclados e vocais "eloquentes". A banda se dá bem quando se permite ser pop e indie guitar ao mesmo tempo, como era no início. E aí surgem canções bacanas que quase chegam perto do que o Weezer foi um dia, caso do primeiro single, "Pork And Beans", da road song "Thought I Knew" (pop e com violões e guitarras na medida pra encantar o ouvinte) ou ainda a bela "Heart Songs", que demonstra que Cuomo ainda sabe compor uma balada algo melancólica e bonita.

Mas é pouco, muito pouco pra quem um dia lançou o "Blue Album" que todos conhecem. Foi um disco que vendeu horrores e influenciou milhares de grupos pelo mundo afora nos anos seguintes. Hoje, o Weezer talvez não tenha mais capacidade de influenciar ninguém. Talvez seja o momento, de fato, de Rivers Cuomo pendurar a guitarra e ir cuidar da sua família. Antes que a situação degringole de vez num futuro próximo trabalho.

WEEZER ONTEM E HOJE – TRÊS VÍDEOS

Weezer – "Buddy Holly"

Weezer – "Island In The Sun"

Weezer – "Pork And Beans"

E AO VIVO NO BRASIL...

Weezer – "Tired Of Sex" – ao vivo no Curitiba Rock Festival, 2005

O FOLK POR ELAS

Entonces, o folk continua em evidência na novíssima indie scene nacional. Tanto que rola desde ontem, no Sesc Vila Mariana, na capital paulista, o mini-festival "As minas do folk", que apresenta os novos nomes femininos que estão se dedicando ao bucólico gênero que deu fama a Bob Dylan e Neil Young, por exemplo.

Ontem, teve show da já cultuada Stephanie Toth (uma versão feminina e cabocla do saudoso Eliott Smith). Hoje, quinta-feira, é a vez da nossa "ídala" e nova musa da cena indie, Mallu Magalhães, que vai se apresentar pra um teatro lotado, com ingressos esgotados. E amanhã, sexta, será a vez da Bel Garcia apresentar as canções de seu projeto solo Blue Bell, que já rendeu um ótimo disco.

O blogger zapper, eterno fã de canções tristonhas levadas apenas com violão e gaita, estará hoje e amanhã no Sesc Vila Mariana. E quem ainda quiser ir conferir o da Bel na sexta, o endereço é rua Pelotas, 190, Vila Mariana, zona sul de Sampa. Pra quem for: bom show!

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Por enquanto é isso. O blog se vai mas volta nesta sextona à tarde, já começo de final de semana, com post mais recheado, pra falar do novo disco do Coldplay, dos dez anos do projeto Grind, dos primeiros nomes da escalação do festival cuiabano Calango (que rola em agosto) e mais algumas paradas. Ah, e claaaaro, os prêmios (um cd do MGMT e outro do Macaco Bong) continuam em sorteio pelo hfinatti@gmail.com. E caaaaaaarma que aqueles ingressos prometidos pra um certo show gringo (aliás, quase festival, já que serão quatro shows na mesma noite) vão pintar aqui, é só ter mais um pouco de paciência.

Entonces, até já!

(enviado e atualizado por Finatti em 12/06/2008, às 5hs.) 

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