Dynamite

Entries for month: May 2008

Cat Power, a que continua deusa

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Cat Power: linda, louca, e sem jamais vender sua alma e integridade. 

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 Proooooooonto! Blog completinho e atualizado. Leiam e divirtaim-se

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E então?

Então que cá estamos, abrindo o post mais "gordinho" dos finais de semana – e hoje nem tão gordinho assim porque o blogueiro maloqui está meio, hã, preguiçoso pra ficar escrevendo muito. E também, sejamos francos, a semana, tirando os fatos "corriqueiros" (terremoto na China, demissão da ministra Marina Silva, mais isso e aquilo outro) não foi lá muito quente no front da cultura pop. O que não impede que o blog zapper venha dar seu recado, claaaaro. Por isso vamos enfim falar da deusa Cat Power e seu novo discaço. E também do querido Mudhoney (agora vai!) e mais algumas coisinhas. Afinal, depois de hoje, post novo e único só no meio da semana que vem, quando mais um feriadon se avizinha e quando Zap’n’roll vai fazer a festa discotecando na Outs/SP, com show do Vanguart e o escambau – quer dobradinha melhor do que essa? Nem em sonho! Entonces, enquanto essa noitada rocker memorável não chega, se ajeita aí do outro lado e vamos nelson!

* Ok, ok. Comoção no meio rocker brazuca com a morte, anteontem, do guitarrista Wander Taffo. A página de notícias aqui do portal deu a chamada em sua capa: "Wander morre sem concretizar a volta do Rádio Táxi". Sério? Wow! Se for por isso, e desculpem a "sinceridade" e falta de "sentimentos" do blog, mas ele já morreu tarde. Rádio Táxi foi uma das bandas mais medonhas e pavorosas que habitaram o rock nacional dos anos 80’ (ouvir aquele horror chamado "Eva" tocando o dia todo nas rádios, foi uma das grandes torturas pelas quais o autor destas linhas online passou em sua adolescência). Sim, antes dela Wander teve um histórico legal, tocou com Rita Lee, no Made In Brazil etc. Se tornou um músico reconhecido e respeitado no mundo todo e criou uma das melhores escolas de guitarra do país, a EM&T, a qual estava se dedicando quase em tempo integral nos últimos anos. Mas não adianta: a lembrança que fica, ao menos para o gonzo zapper aqui, do sujeito, é sua participação no "inesquecível" (argh) Rádio Táxi. Infelizmente.

* E depois de ter lançado o melhor disco de 2008 até o momento (na modestíssima opinião deste blog), o fodástico Raconteurs ameaça baixar no Brasil para shows no segundo semestre. Será? Será??

* Bão, enquanto não se confirma a outra banda de Jack White e mais um monte de nomes que estão sendo "bisbilhotados" pra tocar no Brasil, vamos nos contentando com a neo onda indie folk que está assolando mesmo com tudo o país. Mallu Magalhães, "a" fenômeno (pois é, fenômeno agora é a mocinha de 15 anos e não mais o marmanjo Ronaldo, aquele que... bom, todo mundo já sabe da história e não é preciso repeti-la), está nas tvs de norte a sul, com a fofíssima "J1" embalando o novo comercial da Vivo – Zap’n’roll viu ontem, pela primeira vez, o tal comercial enquanto jantava em uma churrascaria no centro de Sampa, e ficou encantado quando ouviu aquele "la la la la lá" adolescente e meigo invandindo o ambiente do restaurante. E já tem colega de blogosfera dizendo que o Vanguart faz, atualmente, o melhor show de rock do Brasil. Não é o máximo?

* É. E Cat Power, a deusa que não vendeu sua alma, também adora folk e blues. E lançou um discaço no começo deste ano, que quase ninguém comentou por aqui. Pra corrigir tamanha injustiça, este justíssimo blog zapper fala do dito cujo, a partir de agora

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A ROCKER QUE NÃO VENDEU SUA ALMA

Para usar uma expressão do jornalista Luis Antônio Giron (um dos maiores nomes da história do jornalismo cultural brasileiro, além de dileto amigo pessoal do autor deste blog, há pelo menos duas décadas), Chan Marshall pode tranquilamente se inscrever naquela casta – algo reduzida, talvez – de artistas que jamais vendem sua alma, por qualquer que seja o preço. Chan, quem acompanha cultura pop e o melhor do rock alternativo feito nos Estados Unidos na última década e meia, sabe muito bem: ela grava discos sublimes (já lançou oito ao todo, sendo que alguns foram lançados no Brasil, como "I’ Free", seu último trabalho editado por aqui, em 2003), ela compõe canções emocionalmente tão intensas quanto é a sua própria vida atribulada, ela reinterpreta músicas alheias com o mesmo fervor e passionalidade com que imprime o âmago de sua alma (muitas vezes atormentada) em suas próprias criações. Quem acompanha a trajetória de Chan, sabe que ela já tocou aqui (inclusive, no último Tim Festival, no segundo semestre do ano passado) e também sabe que cada novo disco seu é um compêndio de delírios poéticos vertidos em forma de música. E é assim que se apresenta também "Jukebox", que Chan Marshall, aliás Cat Power, lançou nos Estados Unidos em janeiro último. Um álbum foderoso e que pouco ou nada foi comentado pela "intelligentsia" do jornalismo rock local. E que, assim como o seu trabalho anterior ("The Greatest", de 2006), também não deverá ver a cor de uma edição nacional. Algo que, no final das contas, não faz diferença alguma nestes tempos de mp3.

Cat Power está com trinta e seis anos de idade. Nasceu em Atlanta, em 1972, filha de um pianista e músico de blues. Os pais logo se separaram e a pequena Marshall passou a morar com a mãe e o padrasto, também músico. Se a separação dos pais causou-lhe um certo trauma psicológico por um lado, por outro esse ambiente musical ajudou a moldar a personalidade e o comportamento da futura cantora e compositora. Ela também conheceu cedo álcool e drogas – já tomava cerveja no bico da mamadeira aos sete anos de idade –, como revela a bacana matéria sobre ela publicada na penúltima edição da Rolling Stone brasileira. E na adolescência, enquanto trabalhava em empregos como atendente de pizzaria e começava a se entupir de maconha e ácido, Chan começava a compor suas primeiras canções. Até que conseguiu lançar o primeiro trabalho, "Dear Sir", em 1995.

As canções doloridas, mezzo low fi e minimais escritas por Cat Power logo se tornaram cults e objeto de adoração entre o público indie americano e entre jornalistas rockers mais "descolados" e antenados. Some-se a isso a beleza singular da garota, com sua magreza curvilínea (se é que isso é possível), seu cabelo escuro sempre enorme e seu rosto sempre ostentando uma feição de alguém que está perenemente à beira de um colapso emocional, e o estrago estava feito. Cat se tornou musa da indie scene americana, gravou mais meia dúzia de álbuns acachapantes (que nunca foram um estouro de vendas mas lhe deram moral artística suficiente para permitir que ela vivesse confortavelmente de música) e permanece até hoje como uma espécie de ícone feminino no rock alternativo que realmente importa e vale a pena.

"Jukebox" é um disco muito mais de intérprete do que autoral. Na verdade, existem apenas duas músicas nele que foram compostas por Cat, "Metal Heart" e "Song To Bobby". Nas outras nove faixas Chan Marshall, em um trabalho intimista e eivado de bucolismo e melancolia, exercita novamente seu pendor por fazer grandes releituras de obras de outros compositores, algo que ela já tinha feito com brilhantismo em "The Covers Record", lançado em 2000. É assim que nossos ouvidos ficam estupefatos e se sentem acalentados quando ouvimos "Blue", a canção-título do clássico álbum de Joni Mitchell lançado em 1971 (um dos discos de cabeceira de Helinho Flanders, vocalista do Vanguart, e também deste blogueiro zapper), com Cat Power fazendo vocais quase sussurrados e acompanhados apenas por piano e órgão. Ou ainda, sente-se o pathos e as entranhas da cantora expostas em "I Believe In You" (outra gema do rock americano, composta e gravada por Bob Dylan em seu álbum "Slow Train Coming", de 1979, aqui mais rocker com bateria e guitarras), em "Lost Someone" (de James Brown, e na versão de Cat com inflexão bastante contida, como que prestando reverência quase religiosa ao original) e nos blues que ela regravou, como "Ramblin’ (Wo)man" (de Hank Williams) ou "Lord, Help The Poor And Needy". Indescritível, pra dizer o mínimo.

Por fim, causa espanto a desconstrução que ela imprimiu em sua versão bluesy para "New York" (aquela mesma, que ficou imortalizada nas vozes kitsch dos cafonas Frank Sinatra e Liza Minelli), assim como o "expurgo" instrumental promovido em "Metal Heart" (que havia sido registrada anteriormente no disco "Moon Pix", lançado por ela em 1998). A primeira versão da música, gravada há uma década, vinha "conspurcada" por uma lassidão e melancolia quase junkies e desesperadoras. Aqui, a música ficou mais bem definida, e mais rocker também.

E um coração metálico é a última coisa que pode habitar o corpo desta mulher. Chan Marshall (ou Cat Power, fica a seu critério) é uma artista quente e pulsante. Expõe dores, conflitos, medos, incertezas e angústias variadas em suas canções ou até quando canta o que outras pessoas compuseram. E não tem medo de fazê-lo por saber que, sim, a existência humana é no mais das vezes dolorida e sem muitos motivos para ser matizada com esgares de alegria fútil e fugaz. Chan é uma grande garota. E "Jukebox" está aí pra mostrar que ela continua uma deusa absoluta e que não vendeu sua alma.

* Um dos detalhes que fazem de "Jukebox" um grande trabalho, é o time de músicos que Cat recrutou para participar das gravações. Entre estes músicos, por exemplo, está o guitarrista Judah Bauer, do Jon Spencer Blues Explosion.

* Quer achar um mimo bacanudo (porém, meio salgado no preço) da musa indie aqui mesmo, em Sampalândia? A Sensorial Discos (11/3333-1914 ou www.sensorialdiscos.com.br) está vendendo uma lindaça versão importada em vinil duplo, de "Jukebox". Como andou comentando nosso colega de site, o por vezes moleque algo nariz empinado Guilherme Sorgine (que manda bem nos seus textos, verdade seja dita), e que andou dando uma voltinha pelo lado norte da América, a tendência em se editar lançamentos também em vinil – ou mesmo reeditar obras clássicas neste formato – se tornou autêntica febre nos Estados Unidos e Inglaterra, sendo que atualmente nenhuma grande banda deixa de lançar seus álbuns também em forma de bolachão. Pois é. Só que todo grande mimo tem seu preço equivalente: o disco da Cat Power lá na Sensorial sai pela bagatela de R$ 120,00 pilas. Mas vale a pena, porque o trabalho gráfico da "capona" é fantástico.

* Mais sobre a obra de Chan Marshall? Vai lá: www.catpowermusic.com

* Mais Cat Power aqui? Aí embaixo, neste vídeo dela, ao vivo, no célebre programa de auditório de Jools Holland, há cerca de dois anos, cantando justamente "New York", que abre o novo álbum:

Cat Power ao vivo – "New York"

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MUDHONEY –   O  GRUNGE RESISTE!

Então, você jovem e dileto leitor destas linhas bloggers e rockers, deveria ser muito novo quando o célebre movimento grunge surgiu e varreu o rock americano no início dos anos 90’. Parece que foi ontem... mas lá já se vão quase vinte anos. Combinando guitarras pesadas e melodias arrastadas (herdadas do heavy rock dos anos 70’) com uma certa estética e ideologia minimalista e punk, o grunge surgiu em Seattle e rapidamente tomou de assalto as paradas americanas, já a garotada de então estava cansada do horror pop que dominava esta mesma parada. Foi assim que bandas geniais e hoje históricas como Nirvana, Alice In Chains, Soundgarden, Screaming Trees, Pearl Jam e Mudhoney tomaram o poder no rock e, num certo sentido, revolucionaram artística e comportamentalmente a cultura pop da época.

Nirvana se foi com a morte de Kurt Cobain e deixou pelo menos duas obras-primas para o rock’n’oll, os álbuns "Bleach" e "Nevermind". Soundgarden, Alice In Chains e Screaming Trees também deixaram sua marca no rock do final do século passado e o Pearl Jam de Eddie Wedder continua na ativa, sobrevivendo ao tempo e aos modismos de ocasião que atropelam a música pop desde sempre – e ainda mais nos dias atuais, com a velocidade furiosa dos hypes gerados pela informação globalizada via internet.

Mark Arm: a voz do Mudhoney empunha sua guitarra grunge 

O Mudhoney é outro sobrevivente de Seattle e do grunge. Na estrada há exatos vinte anos (a banda surgiu em 1988), o quarteto eternamente liderado pelo vocalista e guitarrista Mark Arm tem mantido uma produção discográfica regular que, se não legou uma obra-prima para o rock como "Nevermind", ainda assim deixou alguns semi-clássicos pelo caminho, caso de "Piece Of Cake" (lançado em 1992) ou "My Brother The Cow", editado três anos depois e o último álbum do grupo que foi lançado no Brasil. E "The Lucky Ones", que chega em seu formato físico às lojas americanas na próxima terça-feira, também não deverá ser lançado aqui.

Mudhoney, cuja formação atual, além de Mark, ainda inclui o também co-fundador e guitarrista Steve Turner, o baixista Guy Maddison e o batera Dan Peters, não mudou em nada seu procedimento musical. As guitarras continuam abrasivas e sempre tratadas com muita distorção, o vocal de Arm permanece "ardido" e a atitude continua punk, embora haja uma certa "desaceleração" em algumas músicas do novo trabalho. Se esta desaceleração talvez decorra em função de metade da banda já estar com mais de quarenta anos de idade (caso de Mark Arm, que completou 46 há dois meses), por outra ela manteve a urgência e a potência sonora das canções inalteradas. Isso fica muito claro quando se ouve "I’m Now", que abre o cd com muito fuzz nas guitarras (mas também com direito a um "pianinho" tosco fazendo intervenções no arranjo), ou ainda "Next Time", "Running Out" ou "Tales Of Terror", todas construídas com melodias barulhentas e sem nenhum espaço para matizes mais "bucólicos". Mesmo uma faixa "lenta" e lassa como "We Are Rising", acaba soando como se Iggy Pop, dopado de anfetaminas, procurasse contrabalançar sua aceleração se entupindo também com haxixe. Ou, resumindo a coisa: garage rock em rotação lenta. E muito bom.

É bom saber que o Mudhoney continua vivo e chutando. Se Zap’n’roll lamenta algo nessa história, é o fato de a banda ter tocado três vezes no Brasil e, em duas delas, o zapper gonzo maloqui simplesmente deixou de ir (quando o grupo abriu pro Pearl Jam, no estádio do Pacaembú, em São Paulo, o autor deste blog chegou atrasado e só conseguiu mesmo pegar o show do PJ; já na última vez, no ano passado, o blogueiro ainda mezzo junkie enfiou o pé na lama na véspera da apresentação da banda no clube Clash, quando foi assistir ao BellRays, e não aguentou ir conferir o esporro grunge na noite seguinte). Inclusive, toda essa história do grunge na vida deste jornalista rocker ainda vai render um belo diário sentimental por aqui (talvez o primeiro na era blog de Zap’n’roll), com um relato como sempre, repleto de sex and drugs claaaaaaro. Mas não hoje ainda, não neste post.

AMY WINEHOUSE E PETE DOHERTY – GALERIA DE "IMAGENS", HIHI

Enquanto miss Amy e mr. Doherty continuam sua saga de anti-heróis modernos do pop contemporâneo, com suas eternas enfiações de pé na lama, os flagrantes da dupla mais junkie dos últimos séculos vão se sucedendo na web. Aí embaixo o dileto leitor destas linhas zappers blogueiras vê Amy Winehouse em dois momentos (antes e depois de se entupir de heroína, crack e padê), e também vê a doidaralhaça e funcking great singer tascando um beijo de língua no líder dos Babyshambles.

Pete, aliás, está na capa da NME desta semana, como você também pode conferir aqui. A chamada avisa: a histórias de drogas, as prisões etc. Sensacionalismo rocker é isso aê

 Amy, antes e depois: a voz, pelo menos, continua a mesma

 

 O amor junkie não é lindo?

 

Pete na capa da NME desta semana: o cara pode!

 

POUCAS & BOAS

* Fernando Meirelles é o cara! Depois de dirigir o consagrado "Cidade de Deus", o cineasta paulistano agora estremece Cannes com seu novo longa, "Ensaio sobre a cegueira", baseado no livro homônimo do escritor português José Saramago, foi recebido de joelhos pela crítica durante sua exibição, ontem, no mais importante festival de cinema do mundo. Quem já viu a fita, diz que ela é acachapante, em sua narrativa filosófica/psicológica sobre a degradação da raça humana, aqui representada por um surto de cegueira que domina toda a humanidade no final dos tempos. Aguardemos pois sua estréia nos cinemas brasileiros, neeeé?

* Falando em cinema pop/rock: maaaais uma vez o documentário "Joy Division" teve sua estréia adiada. A nova data prevista para que ele chegue aos cinemas é 6 de junho. Já "Control", a cinebiografia de Ian Curtis (e cujo cartaz você vê produzido aí embaixo) que já teve zilhões de sessões para a imprensa e prés-estréias, está com sua estréia confirmada para a próxima quinta-feira, 22 de maio, feriadon de Corpus Christi. Porém, e leitores aqui do blog já estão dando o grito nesse sentido, a nota chata é que o filme, tão aguardado pela confraria goth e pós-punk (e também pelos amantes de bons filmes sobre cultura pop), deverá ser exibido apenas em uma sala paulistana (o HSBC Belas Artes) e em apenas DUAS sessões semanais, aos sábados. Muito pouco para uma fita tão comentada e que já se tornou cult antes mesmo de entrar no circuito comercial. Mas enfim...

* TIM FEST X PLANETA TERRA – Entonces, começam a pipocar em queridos blogs vizinhos (rsrs) o que seria a programação do Tim Festival deste ano. E segundo a blogosfera, já estariam confirmados Klaxons, MGMT, Santogold e Gossip. Todos nomes do novíssimo rock alternativo gringo, todos beeeem hypados em blogs "muderninhos" e "antenados". Bão, são mais quatro nomes que vêm se juntar aos já zilhões que estão sendo semanalmente anunciados como "certos" para o Tim 2008 – toda hora se fala em Radiohead, em Cure, em The Kooks, o caralho a quatro e a lista de "tocáveis" no evento muda a cada instante. Mas, se o quarteto citado acima REALMENTE vier, na modestíssima opinião deste blog o Tim Festival vai levar um PAU do Planeta Terra, que deve rolar dia 8 de novembro em São Paulo e que já fechou com pelo menos Jesus & Mary Chain, Bloc Party e Kaiser Chiefs. Aí a gente pergunta (e você pode responder no espaço reservado aos comentários dos leitores): em qual festival você iria, baseado nos nomes que foram citados aqui?

* Fechando a tampa: você já deve estar sabendo mas não custa lembrar: o Nine Inch Nails já lançou novo disco. Saiu há duas semanas, se chama "The Slip" e está INTEIRINHO na web pra quem quiser baixá-lo de grátis. E não se trata de vazamento mas, sim, de uma decisão tomada pelo próprio Trent Reznor, mais um rockstar a romper com as majors do disco e ir cuidar ele próprio da sua carreira, o que inclui disponibilizar na net seu novo trabalho de estúdio. Pois é: adeus gravadoras, adeus...

O BLOG ZAPPER INDICA

* Blog legal: o Desorientação, que foi indicado pelo chapa Cristiano Viteck e que é escrito pelo jornalista gaúcho Cristiano Bastos. Ótimos textos sobre rock e cultura pop, análises decentes e mais algumas coisinhas que você pode alcançar em http://www.zuboski.blogspot.com/ .Boa leitura!

* Show legal: é o que rola neste sábado, 17, mais conhecido como amanhã, no Centro Cultural São Paulo (rua Vergueiro, 1000, Paraíso, zona sul paulistana), quando irão tocar juntos e a preços camaradas o acreano Los Porongas e o cearense O Quarto das Cinzas, ambos hoje radicados em Samapalândia e dois dos melhores nomes do novo rock brasileiro.

* Disco: "Jukebox", da Cat Power. Não saiu em edição nacional, mas você encontra fácil na net e também em belíssima versão importada em vinil na loja Sensorial Discos, em São Paulo.

* Filme: "Control", óbvio, que chega às telas finalmente na próxima semana.

BALADAS DA SEMANA

E vaaaaaamos a elas, como não? Começando hoje, sextona, quando vai ter Henry Paul Trio no Inferno (rua Augusta, 501, centro de São Paulo), além de Bazar Pamplona e Heitor & Banda Gentileza na Outs (rua Augusta, 486). Vai ter também mais uma noitada anos 80’ no Morrison Bar (rua Inácio Pereira da Rocha, 362, Vila Madalena, zona oeste paulistana), com shows bacanas do Interlude (Cure cover) e Smiths cover, e ainda Cassavettes no Belfiori (rua Brigadeiro Galvão, 870, Barra Funda, zona oeste de Sampa).///Sabadon? Vai ferver com showzaço do Moptop na Outs e também com a festa Spectro, comandada pela querida dj Silmara no Dynamite Pub (rua Cardeal Arcoverde, 1854, Vila Madalena), uma das melhores da capital paulista dedicada aos nos 80’. E maaaais ainda vai ferver a festa Alternative Party, no Skate Rock Bar (rua Capitão Avelino Carneiro, 359, Penha, zona leste de Sampa), pilotada pelo dj Pacianotto e que, nesta edição, terá a honrosa presença de Zap’n’roll nas pick-up’s, uia! Tá bão, né? Então, o negócio é se jogar pra valer!

ENGORDANDO O PACOTE DE PRÊMIOS

Yep! Continuam em sorteio os cds do The Kooks e do Daniel Belleza, além dos kits (dois) contendo: um par de convites vip para assistir a uma sessão do filme "Control" (que estréia na próxima semana), mais cartaz do mesmo e mais uma camiseta preta promocional. Vai nessa? Então vai, que tem mais:

* cinco cópias oficiais do primeiro disco do Vanguart, um dos melhores discos do novo e emergente rock nacional.

E só pra avisar: o e-mail antigo do blog está passando por mudanças técnicas. Então, provisoriamente você deve mandar sua mensagem carinhosa e pidona para hfinatti@gmail.com. E boooooooa sorteeeeee!

E TCHAUZES!!!

Agora chega, né? O blog se vai, deixando beijos doces na Luana, um feliz aniversário pra Adriana Olinto e um abraço apertado em todos os amigos que estão conosco aqui, sempre. Inté!

 

(enviado e atualizado por Finatti em 16/5/2008, às 18:20hs.)

Vangs e Mallu: o indie BR arrasa!!!

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 Última forma aê: pronto! Pode ir no post anterior (o que fala do Mudhoney e do novo álbum do Daniel Belleza) que ele foi finalmente atualizado e completado com textos (alguém conhece um colunista/blogueiro mais enrolado do que este loki zapper aqui? Se conhecer, avisem por favor) e também com um famoso e já lendário vídeo, feito em Cuiabá em 2005, e que flagra o inusitado encontro, no palco, do grupo Daniel Belleza com o... autor destas linhas rockers, uia!

Vão lá dar uma fuçada então, que daqui a pouco (ou até sexta-feira), o blog zapper volta ao ataque. Té já!

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* Foi maus aê: o velho lentium à lenha deste maloqui blogueiro que vos fala deu pau desde sexta passada e, por isso, o post anterior ficou lotado de fotos mas... sem os textos falando do Mudhoney, do disco novo do Daniel Belleza etc. Eles irão entrando logo mais, até hoje à noite, promessa de escoteiro zapper, hihi.

* Agora, papo seríssimo: vocês viram o Vanguart sábado no "Altas Horas", de mr. Serginho Groisman, na tv Globo? Não? Então vejam, aí embaixo:

Vanguart – "Semáforo", no programa "Altas Horas", 10/5/2008

Vanguart – "Para abrir os olhos", também no "Altas Horas"

* Papo seríssimo II: correspondentes deste blog no front cuiabano informam que foi um arraso a apresentação da garota-prodígio do indie folk brazuca, Mallu Magalhães, sábado último, na reinauguração da Casa Fora do Eixo, espaço bacana e mantido pela Cooperativa Cubo em HellCity, como é carinhosamente conhecida a capital de Mato Grosso. Cerca de 600 pessoas (isso mesmo, 600!!!) entupiram o local, e umas 150 ainda ficaram de fora, segundo o produtor Pablo Capilé. Tumulto e consagração total! Agora, nossa heroína se prepara para gravar finalmente seu primeiro disco, o que vai acontecer em julho. Ah sim, e ela também estará no festival Bananada, em Goiânia, na semana que vem, e no gigantesco Mada, em Natal (em agosto).

* Ou seja, Vanguart e Mallu Magalhães são os expoentes mais visíveis daquilo que estas linhas zappers já falam há séculos: o triunfo inquestionável da cena independente brasileira.

* Um momento do show da teenager folk em Cuiabá, aí embaixo (a foto está um tanto escura, mas é a imagem que o blog conseguiu capturar da apresentação):

Mallu Magalhães, sábado último em Cuiabá: tumulto e consagração. 

Buenas, vamos lá!!! Povo desesperado aguardando há séculos pra saber se este blog pão-duro ainda dá algo pra alguém, rsrs. Pois então aí vai nossa ansiosamente aguardada lista de prêmios, uhú!!!

* Cassius Souza Fontes (Manaus/AM): vai receber o kit com os discos do Mezatrio e do Madame Saatan;

* Adriana Carvalho Marreiros (São Paulo/SP): fica com a trilha sonora do filme "Control";

* Marilda Celeste Oliveira (São Paulo/SP): vai levar a trilha de "Shine A Light", documentário dos Stones;

* e Amanda Cezar Fiuzza (Rio De Janeiro/RJ): vai curtir feliz o novo álbum do R.E.M.

Tá bão? Claro que está! Mas a premiação neste blog que, na verdade, é sempre generoso, não pára! Se duvidar, corre lá no finatti@dynamite.com.br, e tente a sorte pra ganhar:

* uma cópia do segundo álbum dos ingleses do The Kooks, que acaba de sair no Brasil;

* outra do segundo discão do grupo Daniel Belleza & Os Corações em Fúria, que também acaba de sair;

* e pra deixar os fãs do Joy Division malucos: DOIS KITS, cada um contendo os posters dos filmes "Control" e "Joy Division", mais um par de ingressos vips para cada um dos filmes e mais uma camiseta promocional de "Control". Os dois aguardados tributos cinematográficos ao mito do pós-punk inglês entram em cartaz nos cinemas paulistanos na próxima semana, dia 22 de maio.

Por enquanto é isso. Mas logo mais (amanhã ou quarta-feira talvez) tem maaaaaaais por aqui, é só voltar e conferir. Zap’n’roll vai e deixa um beijo estalado na "gonza" Luana Schabibi (que está em Sampalândia, uhú!) e na loiraça mineira Letícia Geissler, que logo estará arrasando na noite rocker paulistana.

(enviado por Finatti às 16:30hs.)

O grunge continua Belleza!

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O grunge à prova de ferrugem: Mudhoney lança novo cd. 

Festa na floresta indie.

São cinco e meia da manhã ("eu vou sair/pra não te encontrar... como diria o Vanguart, em "Cachaça") de sexta-feira e o maloqui zapper – que não escrevia há séculos nesse horário mas, é sério, é o melhor horário pra pôr as idéias no "papel", ou no word do compu, é o silêncio frio, acolhedor e inspirador da madrugada atacando os neurônios com força total, yeah! – avança no trabalho de escrever o sempre movimentado post master dos finais de semana, neeeé? Ontem foi impossível começar a parada pois Zap’n’roll ainda se recuperava do festão que rolou na quarta-feira, no clube Inferno, quando o querido Daniel Belleza & seus Corações Furiosos lançaram, enfim, o segundo disco de sua carreira. Disco bacanão, com capa belíssima e que já está gravado há mais de um ano mas que só conseguiu ver a luz do dia agora, graças à bem-vinda intervenção do novamente agitado selo indie paulistano Volume I (que já lançou coisas decentíssimas anos atrás e agora está voltando com força ao mercado independente). Enfim, o autor destas linhas zappers talvez nem devesse falar do disco aqui, por questões de princípios (afinal, o blogger zapper é amigo pessoal dos caras, o nome deste jornalista consta na lista de agradecimentos do disco etc.) e poderia passar o serviço para outra pessoa. Mas como é um belo disco e o blog nunca quer esperar muito para falar de grandes lançamentos, vamos lá correr o risco de sermos tachados de "puxa-saco", "aéticos" ou algo parecido. Ah, sim: a festona indie reuniu a nata do novo e emergente rock nacional. E foi tão legal que o blogger gonzo aqui enfim, reatou relações diplomáticas e de amizade com a autora do blog Town Art (que também estava na balada badalada), com quem o autor destas linhas rockers online, de fato, estava "tretado" e embirrado por questões de ordem estritamente pessoal e que não cabem ser comentadas aqui. Porém, como seres civilizados resolvem suas diferenças na base do diálogo, Town Art passa a ser novamente um blog amigo deste espaço rocker, certis?

* O mesmo espírito de civilidade norteou a decisão de Zap’n’roll de restabelecer canais de amizade e diálogo com a produtora e selo cuiabano Espaço Cubo. Afinal, os laços que unem este blog ao pessoal que agita a cena rock em HellCity são muito fortes e não é um desentendimento que vai por tudo a perder. Em um momento desses, nada como um bom bate-papo via msn pra resolver tudo e colocar as coisas em seu devido lugar, hihihi. Neste aspecto, o blog respeita a opinião e posição (e como) de leitores que se manifestaram a favor de um "rompimento definitivo" deste espaço zapper com o pessoal de Cuiabá. Não é por aí. O trabalho da turma lá é sério sim e não é coisa de "maconheiro de diretório de DCE". Se não fosse, a capital de Mato Grosso já não teria "exportado" para o restante do país dois dos principais nomes do rock brasileiro atual, o Vanguart e o Macaco Bong, cujo discão de estréia está estourando nas mãos do autor deste blog.

* E falando nos queridíssimos Vangs: Hélio Flanders e cia. iluminam a parte musical do "Altas Horas", nesta madrugada de sábado pra domingo na Globo. O programa do Serginho Groisman ainda é um dos espaços mais legais e decentes da tv aberta brasileira. E aparecer lá vai ser ótimo pro Vanguart. É a cena indie chegando à mega mídia mainstream, neeeé?

* Mudhoney nos dez anos do festival Mada, em Natal, de 14 a 16 de agosto? Será?? Será???

* Aliás, o veterano e já clássico grunge de Seattle lança agora, no próximo dia 20 de maio, seu novo disco, "The Lucky Ones", pela SubPop (sempre). Mas isso é assunto pra você ler daqui a pouco, logo mais aí embaixo...

* Aliás II: não deixa de ser bizarro o fato de haver dois shows da deusa Madonna agendados para o Brasil em novembro, dentro da sua nova tour mundial (a que divulga seu novo álbum, "Hard Candy"), sendo um deles em... Fortaleza (?!?), capital do Ceará, onde ela poderá tocar no dia 9. A outra apresentação seria no Rio, dia 11. São Paulo? Nadinha, por enquanto...

* Mas se a nação biba não quer esperar tanto, tem Rufus Wainright hoje à noite na Via Funchal, em Sampalândia. Você vai, querida?

* Enquanto a torcida é grande pra que Marky Arm e cia. realmente toquem no Mada, aqui embaixo vai começando a se desenhar, com alguma segurança, o rolo compressor que deverá ser a edição 2008 do festival Planeta Terra (marcado para acontecer em São Paulo no dia 8 de novembro). Depois de fechar com o Jesus & Mary Chain, agora a produção do evento também conseguiu fisgar o... Kaiser Chiefs. Nada mal meeesmo.

Kaiser Chiefs: confirmado para o Planeta Terra, em novembro. 

* Aliás III: parece que a Emi criou vergonha na cara e acaba de lançar aqui o "Konk", segundo disco dos ingleses do The Kooks (que o blog já comentou há alguns dias e cuja capa você vê logo abaixo) e que está no topo da parada britânica. Pode procurar numa loja perto da sua casa.

* A NYSSAN E O UHÚ – Que grandes músicas do rock indie ou de guitarras volta e meia são utilizadas em alguma mega campanha publicitária, já não é nenhuma novidade na história do pop. Anos atrás, o gigante Radiohead estrelou, com a lindaça "Fake Plastic Trees", um comercial institucional sobre a "Síndrome de Down", no Brasil e no mundo. Com isso, a música estourou nas fms brazucas (das mais audíveis às mais intragáveis). O mesmo Radiohead, informa dear Luscious Ribeiro, o "célebre" homem poploader, agora está estrelando outra campanha publicitária nos EUA, desta feita com a música "House Of Cards" (do seu mais recente álbum, o muito bom "In Rainbows"). Bão, isso lá. Aqui, a fábrica de carros Nyssan pôs em horário nobre em todas as emissoras de tv (abertas e pagas) o anúncio de sua nova linha de veículos. A peça publicitária é dinâmica, "irada" e acelerada e os personagens da mesma, dirigindo modelos da marca, dão a entender que o final de semana vai ser "uhú!". E qual é a trilha sonora do negócio? Ora, nada menos do que "Song 2", aquela mesma do Blur, e que sacudiu o mundo por volta de 1997, quando o amado grupo brit lançou seu disco simplesmente chamado "Blur". "Song 2", rápida, com guitarras pesadas e seu refrão onde Damon Albarn gritava "uuuuuuhuuuuú", fez este blogger maloqui sacudir muuuuito a cabeça na pista do saudoso Espaço Retrô. E o blog aposta um cd do Blur com seu dileto leitorado como a música vai novamente estourar nas pistas alternativas – e talvez até nas fms mais rockers.

* Falando em Blur e novamente em mr. Luscious R., o homem que adooooraaaa "antecipar" visitas gringas ao Brasil: segundo nosso querido "vizinho" do iG, vêm aí no segundo semestre Bret Anderson e a deusa gótica Siouxsie (sim, ela ainda é uma deusa). A confirmar...

* O BLOG E OS COMENTÁRIOS DOS LEITORES – Quem acompanha estas linhas zappers agora em sua era blog, deve ter notado que desde o último post (o que fala sobre a saída da cantora Mallu Magalhães do Overcoming Trio) os comentários estão sendo liberados mais rapidamente e um maior número deles está sendo publicado. Isso se deve a uma decisão de comum acordo tomada entre o autor de Zap’n’roll e o publisher do portal, o sempre afável e atencioso "tio" Pomba. Na contra-mão do procedimento adotado na época em que comentários dos leitores passaram a ser inseridos nas velhas colunas da Dynamite online, resolvemos agora liberar quase tudo o que é enviado, em uma demonstração de que, aqui neste blog, não há medo ou covardia quanto ao recebimento de críticas dos leitores. Pela experiência e observação cotidiana da blogosfera, este blogueiro zapper já notou que a maioria dos blogs, com algumas honrosas exceções (como os publicados em mega portais como Uol e Folha online), está sempre oscilando entre ter nenhum comentário ou, no máximo, dois ou três por post. Isso demonstra claramente duas alternativas: ou ninguém lê estes blogs (ou se lê, não se anima em postar), ou os blogueiros, não querendo ser atingidos em sua enooorme vaidade, vão deletando as críticas recebidas, pois querem apenas o elogio fácil para adoçar seus egos inflados. Como este blog não quer este tipo de "censura" aqui (onde só o elogio é bem-vindo), optamos por "flexibilizar" um pouco mais a liberação dos comentários. Isso não significa que Zap’n’roll e a direção do portal "afrouxaram" a vigilância diante de comentários mais agressivos, ofensivos, grosseiros e de cunho pessoal contra o autor do blog. Esta vigilância continua firme (ainda mais com Zap’n’roll, através de seu administrador do blog, também podendo suprimir mensagens indevidas) e tudo, absolutamente tudo que chegar dos leitores até estas linhas rockers virtuais, continuará sendo avaliado para posterior publicação no pé de cada post. Mas, por hora, elogios e CRÍTICAS são bem-vindas e estarão no ar com mais rapidez.

* E antes que alguém diga que o que está escrito aí em cima é uma indireta a algum colega blogueiro da Dynamite, Zap’n’roll já se antecipa em dizer que não é o caso.

* Voltando à música (ou à política), ficou chique no "úrtimo" a capa da nova edição da Rolling Stone, com o venerável Fernando Gabeira nela. Ele, Gabeira, merece, e como!

* Tendência irreversível, ao que parece, nestes tempos de internet, mp3 etc: o Radiohead colocou, ano passado, seu novo disco PRIMEIRO para ser ouvido na íntegra e comprado pela rede. E agora zilhões de bandas estão embarcando na onda. Aqui no Brasil, o primeiro grupo a fazer o mesmo (se o blog não estiver enganado) foi o Dance Of Days, com seu novo trabalho que está disponível na rede para download desde fevereiro passado. Agora o trio paulistano Rock Rocket também vai pelo mesmo caminho e acaba de por na net seu novo disco, singelamente intitulado... "Rock Rocket".

* Na mesma praia garageira e sessentista do Rock Rocket e tão bom quanto, os Autoramas estão bombando no Youtube e na MTV com o clip da música "A 300 km por hora", que faz parte do ótimo cd "Teletransporte", editado em 2007. A canção é uma maravilha e o vídeo, mais ainda (onde eles conseguiram arranjar aquele Karmanguia esportivo, sem capota e na cor amarela? Fodástico!), como você pode ver aí embaixo:

Autoramas – "A 300 km por hora"

O BOM E VELHO MUDHONEY VOLTA AO ATAQUE!

Pois é, quando ninguém imaginava o que andava rolando pelos lados do Mudhoney, eis que a lenda do saudoso grunge de Seattle, na miúda, gravou seu novo disco, "The Lucky Ones" (o nono em vinte anos de carreira), e bota o mesmo na praça (naquele veeeelho formato chamado cd), nos States, no próximo dia 20 de maio. Na internet você já consegue ouvir e baixar o dito cujo na boa, e é óbvio que ele não está com a menor chance de ser lançado no Brasil.

A capa de "The Lucky Ones" é essa aí embaixo. E o blog fala melhor dele (pois a banda merece) no nosso tradicional post master do final-de-semana, okays? Ah sim: o gigante festival Mada, em Natal, está se movimentando pra trazer o quarteto à edição deste ano. Portanto, façam figa e torçam pra que dê certo!

 

O SOM E A FÚRIA NAS ASAS DO DBCF

Entonces: um dos grandes lançamentos deste primeiro semestre no nosso impoluto e amado indie rock BR, já está disponível no velho e já quase extinto formato físico (leia-se cd), em uma loja perto da sua casa. "Avatar", segundo rebento do quarteto paulistano Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria, custou pra sair: prontinho (gravado, mixado e masterizado) há mais de um ano, ficou esperando ser lançado por conta da via crucis que a banda (formada por Belleza nos vocais, Johnny Monster nas guitarras, Rangel no baixo e Jeff Molina na bateria) percorreu através de gravadoras e selos que pudessem editar o trabalho. O grupo chegou a receber propostas de majors para soltar o disco, mas elas não atendiam aos interesses comerciais e artísticos do conjunto. Focou-se, então, novamente a busca de alguém que bancasse os custos da edição do cd em selos independentes. A Pisces Records (pequeno selo do interior paulista que já lançou coisas bacaníssimas, como Butchers’ Orchestra e MonoTunes) chegou também a se interessar, mas as negociações não vingaram.

Foi então que entrou em cena o heróico Volume I. Gravadora meio lendária da indie scene paulistana, a Volume I também lançou discos que marcaram época na história recente do rock underground de São Paulo (como Starfish100, Laboratório SP etc.), para depois entrar em um período de recesso e retomar seus trabalhos este ano, quando lançou o sensacional álbum de estréia do paranaense Charme Chulo. E depois dele, finalmente, a gravadora resolveu bancar o lançamento do segundo trabalho do DBCF. Um trabalho no capricho, diga-se: capa dupla em digipack, designer gráfico arrojado e encarte com letras em auto-relevo. Um luxo para os padrões muitas vezes frugais e mambembes que norteiam boa parte dos lançamentos alternativos. 

 O vocalista Bellez em cena: gestos teatrais e grande rock'n'roll.

O som? A banda amplia e melhora o que já era bom em seu primeiro disco, ou seja, o mix de guitarras abrasivas e melodias glam com referências da MPB setentista de Zé Ramalho e Gilberto Gil, sempre com uma poesia existencial e sentimental forte permeando as letras. Ou, para o leitor deste blog zapper entender melhor o que é o álbum, segue abaixo trecho da matéria publicada em janeiro de 2007 sobre a banda, na revista Rolling Stone, e escrita pelo próprio autor destas linhas rockers virtuais:

"...Cheio de guitarras nervosas e muita experimentação sonora [o disco] tem direito até a arroubos de psicodelia em algumas faixas, o que reforça a ligação que a banda busca hoje com a MPB em sua fase clássica (...) Há pelo menos um hit certeiro em ‘Avatar’, ‘Os olhos nas asas de uma mariposa’, já cantada pelo público nos shows, com melodia radiofônica, guitarras aceleradas e até um ‘órgão de churrascaria’ (no bom sentido) sublinhando tudo".

A capa do novo cd. 

Enfim, trata-se de um discão que já está aí, à disposição de quem quiser tê-lo no caprichado formato do cd, ou mesmo para baixá-lo integralmente na net. É já um dos grandes lançamento de 2008, um ano que ainda promete muitos grandes discos no rock’n’roll, sejam gringos ou daqui mesmo – e aí um ótimo exemplo é a estréia do trio Macaco Bong, que já deixando este gonzo zapper blogger em delírio. Mas isso é assunto para um dos próximos posts, ainda esta semana.

O "ENCONTRO" DE BELLEZA COM O MALOQUI ZAPPER

Em muitos shows da banda Daniel Belleza & Os Corações em Fúria, Zap’n’roll chegou a fazer "backing vocals" no coro da música "Do amor de morte", umas das mais esporrentas do primeiro disco do grupo ("vou arrancar todos os seus dentes...", diz um trecho da letra). A participação do jornalista loki e gonzo juramentado se dava mais em tom de brincadeira e amizade, como que para celebrar e manter viva uma tradição no rock’n’roll brazuca e também gringo: a de jornalistas rockers, amigos de bandas, participarem eventualmente dos shows das mesmas. Ezequiel Neves, ícone do jornalismo musical nas décadas de 70’ e 80’ (e um dos ídolos deste blogueiro), cansou de fazer isso em shows do grupo Made In Brazil.

Pois então: uma dessas "participações" do blog nas apresentações ao vivo do DBCF foi filmada por alguém, em 2005, no festival Calango, em Cuiabá. Postado no Youtube na época, o vídeo deu o que falar. E o autor destas linhas rockers online sempre achou que, um dia, esse famigerado vídeo serviria para algo. No caso, ser postado aqui, agora na era blog de Zap’n’roll, para que você se divirta com a "aparição" do jornalista doidão no show dos Corações em Fúria. Vejam aí embaixo:

Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria – "Do amor de morte", ao vivo no festival Calango em Cuiabá, em 2005, com a participação de Zap’n’roll, hihihi.

ZAP'N'ROLL DJ SET ON TOUR

Duas festinhas extra legais pra você cair de boca no rock’n’roll que rola no circuito alternativo de Sampalândia e cujos flyers estão aí embaixo.

Neste sábado, 17, o blog de rock alternativo e cultura pop mais legal da net brasileira vai até a longínqua Penha, na zona leste paulistana, animar a noitada rocker que rola no Skate Rock Bar, e que é promovida pelos queridos Adriano Pacianotto (um dos djs mais conceituados da noite under da cidade) e Angélica Japa. Quem quiser aparecer por lá, está convidadíssimo!

E semana que vem o já tradicionalmente bombado clube Outs vai ficar pequeno. Afinal, vai ter Vanguart no palco e discotecagem zapper na pista, a partir das três da matina. E o que é melhor: bem no meio de mais um feriadon, uhú!

Mas ainda tem mais vindo por aí, como a festa de cinco anos de Zap’n’roll. Sobre ela, logo nosso dileto leitorado terá novidades por aqui. Aguardem!

 

 

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E agora, chega né? Este post finalmente acabou, rsrs. Mas logo mais (até o final da semana), como sempre, tem muuuuito mais!

 

(atualizado por Finatti em 14/5/2008, às 6hs.)

 

Overcoming Trio extra! Sai Mallu, entra Nasi

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A ex-formação original do ex-supertrio: Mallu não está mais nele. 

* Semana agitadíssima pela frente e começando já quente, com novidades no Overcoming Trio (aquele que teria sido o primeiro supergrupo da indie scene brazuca), no Vanguart etc. Vai lendo e você ficará sabendo no blog zapper, o que conta tudo primeiro e sempre com exclusividade, hihi.

* Tem também festa de lançamento do novo disco (finalmente!) dos amados Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria, álbum novinho em folha do já "crássico" grunge Mudhoney e novamente etc. Mas essa parte (Belleza+Mudhoney), talvez entre em outro post, nesta terça ou quarta-feira. No de hoje, o assunto quente mesmo é o que você lerá logo mais abaixo.

* Foram bem de feriadon? No matão Mineiro, muita chuva e frio. Mas deu pra descansar, comer bem, beber idem, fumar uns becks etc.

* Falando em becks: marchas da maconha se espalham pelo Brasil e pelo mundo. Por que não liberam essa porra de uma vez por todas???

* Pois é, a nota chata é que, definitivamente, somos sempre apunhalados pelas costas por quem menos esperamos. Sim, o blog está falando de uma certa banda de HellCity, e de um produtor rocker goiano e outro cuibano, ambos hoje bem conhecidos no Brasil inteiro. E a banda NÃO é a Vanguart.

* A amizade entre os Vangs e este maloqui zapper continua firme, forte e inabalável. E é por conta dessa amizade, afinal, que você irá saber agora novas quentes sobre o amado quinteto folk e também que Mallu Magalhães não está mais no Overcoming Trio, onde ela cantava e tocava junto com Hélio Flanders e Zé Mazzei (baixista dos Forgotten Boys). Vamos nelson!

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OVERCOMING TRIO: MALLU FORA, NASI DENTRO

A bomba que explode na indie scene brazuca logo após o feriadão do trabalho, é justamente essa: Mallu Magalhães, a teenager sensação do indie folk brasileiro, não faz mais parte do Overcoming Trio, onde ela cantava e tocava ao lado de Hélio Flanders (vocalista e principal compositor do consagrado quinteto Vanguart) e de Zé Mazzei (baixista dos Forgotten Boys). Em seu lugar entra Nasi, ex-vocalista do finado grupo Ira!, que foi convidado por Hélio a integrar o projeto e já aceitou o convite.

O OT, todo mundo já sabe, é um projeto paralelo de Hélio e Zé Mazzei, onde eles procuram re-interpretar apenas canções da fase dourada de Bob Dylan e que, no entender do cantor do Vanguart, vai até 1974. Em pouco tempo, o grupo passou também a chamar a atenção da mídia e do público indie, devido à beleza e bucolismo de seu repertório folk, calcado na obra do mestre Dylan. E logo recebeu a adesão da jovem Mallu, também fã de folk e fã e amiga de Hélio e do Vanguart. A convite da dupla original, a nova musa da cena alternativa nacional passou a se apresentar junto com eles e aí surgiu, de fato, o Overcoming Trio.

Só que as coisas mudaram rapidamente, em pouquíssimo tempo. Mallu Magalhães explodiu no MySpace, no Youtube e na mídia em geral, se tornando o novo – e merecido, diga-se – hype da novíssima música brasileira. A agenda da garota começou a ficar lotada de shows e compromissos. A a agenda do Vanguart também não está diferente. Começou a ficar difícil juntar os três músicos, para que eles ensaiassem e marcassem apresentações ao vivo. Além disso, apurou este blog, teria havido atritos e guerra de egos entre o empresário de Mallu e o boa praça GlauberAmaral, da produtora Barravento e que está cuidando da carreira do Vanguart, durante a última edição da Virada Cultural, onde talvez o OT tenha se apresentado pela última vez com Mallu Magalhães. Segundo pessoas que estavam presentes no backstage do palco onde o trio tocou, o empresário de Mallu, em acesso de megalomania, teria dito que sua contratada era "grande demais" para tocar com Hélio e Zé, e que eles não seriam as "companhias mais adequadas do mundo" para uma garota da idade de Mallu Magalhães. Se isso for verdade, trata-se do comentário mais estúpido que qualquer empresário poderia fazer sobre dois dos mais respeitados músicos da atual cena rock emergente brasileira.

Em conversa nesta madrugada com o blog, por msn, Hélio Flanders deu sua versão dos fatos e procurou contemporizar a situação: "foi só um mal entendido, já está tudo bem... só que a gente mudou umas coisas", disse o vocalista do Vanguart. "O trio surgiu com Zé e eu e Mallu foi uma convidada. Agora está um pouco difícil de fazermos juntos, ela tem feito muitos shows, Vanguart e Forgotten também, inclusive Forgotten lança disco em maio e vai começar a viajar, então ficou praticamente impossível seguir. Aí estamos sempre convidando parceiros e o próximo é o Nasi".

Flanders não poupou elogios a Mallu durante o papo pelo msn ("Mallu foi incrível e sempre será, presença única, personalidade artística única"), e diz que ela poderá voltar a participar de sessões de gravação do Overcoming Trio. Mas também afirma que está entusiasmado com as possibilidades de novas parcerias – como a com o ex-vocalista do Ira!, outro notório fã de blues e folk music – e conta que planeja gravar um disco do OT com cerca de doze músicas, cada uma delas contando com a participação especial de vocalistas convidados e diferentes, homens e mulheres.

Fora isso, cada um segue por enquanto seu caminho. Mallu Magalhães continua na crista da onda e se prepara para gravar seu primeiro disco em julho, quando poderá enfrentar as sessões de estúdio porque, vejam só que fofo, estará em férias escolares (disco que, segundo rumores que pipocam pela blogosfera, poderá ser produzido por Mario Caldato, o cara que já produziu Beastie Boys, Nação Zumbi e Manacá). Ela também toca no próximo finde em Cuiabá e já está confirmada nos festivais Bananada (em Goiânia, de 23 a 25 de maio) e Mada (em Natal, de 14 a 16 de agosto). Já o Vanguart segue divulgando seu primeiro disco e Hélio Flanders está nos estágios iniciais de novas e inéditas composições. "Tenho composto algumas coisas no piano, estou usando mais teclados e não tanto cordas, como antes", disse ele ao blog. Disco novo, no entanto, só mesmo em 2009, talvez com um EP de faixas novas para o segundo semestre.

São essas as novidades. Agora, é aguardar e ver como fica o Overcoming Trio com a presença de Nasi, dividindo os vocais com Helinho.

OVERCOMING E VANGS EM VÍDEO

Aí embaixo, os vídeos ao vivo das apresentações do Overcoming Trio e do Vanguart na última edição da Virada Cultural. Talvez seja a última imagem oficial de Mallu Magalhães em um palco, ao lado de Hélio e Zé Mazzei, e onde o trio canta "It’s All Over Now, Baby Blue", de Bob Dylan.

Já o Vanguart leva a multidão ao delírio no palco indie da Abrafin, ao encerrar seu set com o hit "Semáforo". É isso aê!

Overcoming Trio ao vivo na Virada Cultural 2008 – "It’s All Over Now, Baby Blue", de Bob Dylan

Vanguart ao vivo na Virada Cultural 2008 – "Semáforo"

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* Buenas, amanhã ou quarta-feira, novo post falando sobre o novo disco do Daniel Belleza e também sobre a volta do lendário e sempre genial Mudhoney. E caaaalma que os prêmios chegam, lá pro final da semana. Portanto, continue arriscando a sorte através do finatti@dynamite.com.br, que ainda dá tempo de você ganhar algo do blog zapper que informa sempre na frente e ainda dá uns premiozinhos de lambuja.

* Aviso de utilidade pública: as relações de Zap’n’roll com as produtoras e gravadoras Cubo e Monstro Discos estão suspensas (não em definitivo, ainda) até segunda ordem.

(enviado por Finatti às 19:20hs.)
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