Dynamite

Entries for month: April 2008

Os Vangs, a Virada e o Nada Surf

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Nda Surf: o cd novo saiu em fevereiro e passou quase batido aqui. 

(atenção: post atualizado em 30/4) 

* Semana começando quente. Nada Surf novo sendo comentado no blog que sempre está na frente, um resumo do palco indie na Virada Cultural e a aclamação do Vanguart no mesmo, mais novidades do festival Mada e algumas coisinhas mais. Preparado(a)? Vai lendo então, vai...

* Amy Winehouse, a louca genial, já saiu da cana em Londres, onde havia entrado na última sexta-feira. Recebeu uma advertência do delegado responsável pelo Distrito e não responderá a inquérito criminal pela confusão em que ela se envolveu uma madrugada antes, quando chegou a agredir dois sujeitos em um bar no centro da capital inglesa. Mas o pai da garota está querendo interná-la em uma clínica psiquiátrica. Vamos aguardar o desenrolar dos acontecimentos...

* Mas o que é isso minha gente!!! E agora o "fenêmeno" do futebol mundial vai estrelar mais um novo e emocionante episódio de sua gloriosa trajetória como "peladeiro" de luxo: "Ronaldão & Os Travecão", uuuuiiiiaaaaa!!! Pra quem ainda não sabe do que se trata (será possível???), o Youtube faz o serviço, ainda que rapidinho, hihihi:

* E mais sobre o bafon Ronaldo/travecos aqui.

* E não é que o gigante festival Mada (um dos cinco maiores da cena independente brasileira hoje, com média de público de oito mil pessoas por noite), que irá ter sua décima edição entre os dias 14 e 16 de agosto em Natal, quase consegue trazer Breeders e Hellacopters para a festa de dez aninhos? O blog disse quase justamente porque o produtor Jomardo Jomas contou a este blogueiro zapper que as negociações infelizmente não avançaram como ele esperava. Mas, por outro lado, o Mada vem sim quente e fervente para 2008: o festival estabeleceu parceria com uma produtora de shows paulistana e desse acordo devem sair pelo menos três atrações gringas fodaças para animar ainda mais um line up de bandas que já está em fase final de "costura". Não esquecendo que o fenêmeno teen indie folk Mallu Magalhães estará lá, e provavelmente também o CSS, já com seu novo e aguardado disco lançado. Ah sim, Zap’n’roll também vai, claaaaaro, rsrs. Afinal, mestre Jomardo não compactua com o "boicote" que alguns produtores da indie scene nacional estarão querendo impor ao gonzo zapper, em suas andanças pelo Brasil na cobertura de festivais independentes.

* Falando em festivais e "boicotes", neste finde tem Casarão do Rock, em Porto Velho. E PMW em Palmas. Mas o blog fala melhor sobre isso em novo post, lá pra quinta-feira, em pleno feriadon.

* VIRA, VIROU! VANGUART ACLAMADO NO PALCO INDIE – Então: a quarta edição da Virada Cultural foi realmente sensacional. Capital paulista em festa, povaréu animadíssimo circulando pelas ruas e cerca de 4 milhões de pessoas curtindo as atrações. O foco principal do evento se concentrou no centrão véio de Sampa, onde estavam a maioria dos palcos principais e os melhores shows, como os que aconteceram no secular Theatro Municipal (com Luiz Melodia e Sá, Rodrix & Guarabyra, entre outros), na esquina das avenidas São João e Ipiranga (não havia espaço pra mais ninguém quando Zé Ramalho e Mutantes tocaram, no meio da madrugada), na Praça da República (onde teve muito metal e também showzaços do Cachorro Grande e Lobão, no domingo à tarde) e... no palco indie, claaaaro! Zap’n’roll circulou por lá no começo da madrugada de domingo, encontrou uma renca de amigos (como a lindaaaaa Carol Freitas, vocalista do Filomedusa e que literalmente pulou no colo do blogueiro gonzo quando o viu), viu parte do show dos Los Porongas e voltou pela manhã (após discotecar em dois bares rockers da cidade durante a madrugada), quando o dia já clareava e a tempo de ver a apresentação do Filomedusa, do Acre, um dos nomes mais legais e interessantes do novo rock brasileiro. Mas o que todo mundo fala é que quem saiu mesmo aclamado do Pátio do Colégio foi o quinteto Vanguart: o show dos moleques reuniu a maior concentração de público, praticamente lotando o local. Mais: todo mundo cantava as músicas em coro e o folk mezzo pop da banda se estabeleceu de vez como a nova e grande força do emergente rock nacional. O chato é que, terminado o set dos Vangs, houve debandada do público, que bem poderia ter ficado para ver outros nomes também muito respeitados (como o trio Macaco Bong, por exemplo, que concentrou em sua apresentação o maior número de jornalistas musicais e músicos de outras bandas, em toda a longa maratona do palco da Abrafin. Aliás, havia no backstage do palco da Abrafin até gente que, até a semana passada, era doente por Seu Jorge e Teatro Mágico e agora quer, a todo custo, ser aceita e se enturmar na indie scene, tsc, tsc...). Mas enfim, o Vanguart segue com a corda toda: depois do sucesso na Virada, a banda vai se concentrar em finalizar o clip de "Semáforo" e também a compor novas faixas, para um EP que deve ser lançado no segundo semestre, quando o grupo também deverá fazer sua primeira gig na gringa, tocando em um festival na Alemanha (provavelmente em outubro). Chique, não?

* Dia 24 de maio os Vangs tocam na Outs/SP, com discotecagem do maloqui zapper aqui. Uma dobradinha incrível, uia! E que sempre lota a casa da rua Augusta.

* E logo logo os cuiabanos serão objeto de uma grande matéria numa certa revistona aí, de cultura pop e que está badaladíssima. Mais, por enquanto, o blog não pode contar...

* Bueeeeeemba! Saiu disco novo dos velhos grunges do Mudhoney. Daqui a pouco o blog ouve e dá suas impressões aqui.

* Enquanto isso, estas linhas zappers seguem ouvindo o EP do MonoTune e do Theatro De Séraphin. O primeiro é de Sampalândia mesmo e carrega nos violões dolentes, nas melodias tristonhas, na estética algo low fi a força de suas canções, todas muito bonitas. O disquinho saiu já há algum tempo pela Pisces Records (www.piscesrecords.com.br), selo beeeeem alternativo do interior paulista e que sempre está desovando lançamentos indies bacanas – agora mesmo saiu mais um pacote com três títulos, que logo mais serão destrinchados aqui. Já o TS vem da Bahia: trata-se da nova banda do guitarrista Cezar Vieira, que tocou nos anos 90’ no lendário e inesquecível brincando de deus, uma das melhores formações do indie shoegazer brasileiro em todos os tempos. O som do novo grupo não difere muito do que o bd fazia: há guitarras vaporosas, melodias mezzo psicodélicas, bons vocais lassos e letras em português. O blog ainda volta a falar do disco logo mais, aguentaê.

* O Theatro De Séraphin foi lançado pela Big Bross Records, minúsculo alternativo (e ponha alternativo nisso) do popular produtor baiano Big, que mora em Sampalândia e encheu a mochila de Zap’n’roll no backstage do palco indie da Virada Cultural com zilhões de cds, que serão devidamente ouvidos e comentados aqui assim que possível.

* E de fora? Estamos curtindo o novo álbum do já veterano Nada Surf, oras!

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SURFANDO NOVAMENTE

O trio norte-americano Nada Surf já é um veterano da indie scene. Na estrada há década e meia, lançou em fevereiro passado (lá fora) seu novo álbum, "Lucky", que não tem previsão de ser editado no Brasil – aqui, há alguns anos, quando a banda excursionou pelo país (fazendo shows beeem legais em São Paulo, Rio, Belzonte e mais algumas cidades), a gravadora paulistana Inker chegou a lançar os álbuns "Let Go" (2002) e "The Weight Is A Gift" (de 2005). Porém, "High/Low", a estréia do Nada Surf em 1996 e que fez estrondoso sucesso para os padrões da cena indie em função do hit "Popular", também jamais viu a cor de uma edição nacional.

E o Nada Surf de "Lucky" é bastante diferente do power pop mezzo barulhento que se ouve em "High/Low", e que arremesou o grupo aos primeiros lugares das paradas de então, fazendo até com que o NS descolasse um contrato com o selo Elektra, subsidiária da gigante Warner Music. Claro, isso é facilmente explicável: tanto o guitarrista e vocalista Matthew Caws quanto o baixista Daniel Lorca (que fundaram a banda em 1992) não são mais os adolescentes cheios de energia e ainda algo imaturos de quinze anos atrás. Neste aspecto, o novo trabalho exibe aquilo que costumamos chamar de "maturidade" artística de uma banda, quando ela sedimenta seu estilo musical, o que pode agradar a alguns e desapontar outros. No caso do trio de Nova York (que atualmente é completado pelo baterista Ira Elliot), a maturidade trouxe menos power pop e melodias mais suaves, tranquilas. Yep, as guitarras de Caws ainda se fazem presentes, mas há cada vez mais domínio de violões e até pianos e violinos nas faixas do cd. 

"Lucky", a capa do novo cd do Nada Surf.

Há músicas muito bonitas espalhadas por todo o disco, que foi gravado em um estúdio em Seattle, há exatamente um ano. Em "Whose Authority", há uso de muitos coros vocais e a canção exibe talvez as guitarras mais intensas de todo o álbum, ao lado de "From Now On". O panorama muda radicalmente na melancólica e bela "Beautiful Beat", com pianos, levada melódica plácida e a constatação de que o NS ainda sabe compor lindas canções. E é esta ambiência sonora que vai predominar no disco daí em diante, como bem demonstram "Here Goes Something" (violões dolentes amalgamados a percussão suave e vocais absolutamente bucólicos, como se você estivesse na varanda de alguma casa de fazenda em noite de céu estrelado, tomando um bom vinho), "Are You Lightning?" e "The Film Did Not Go ‘Round’", que fecha suavemente o cd como se fosse uma espécie de canção de ninar ou a despedida de um grande amor.

Não, não é mais o Nada Surf power pop e que deixava os indie kids alucinados nas pistas de dança. Mas há uma delicadeza, uma sinceridade, um pathos musical que tornam este "Lucky" um disco bacana. E que, sim, permite a este velho jornalista rocker afirmar que o Nada Surf está envelhecendo com dignidade. Ainda bem!

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É TEMPO DE FESTIVAIS NA INDIE SCENE BR

Finde com feriadon à vista. E a cena independente brasileira se agita: a partir desta Sexta-feira a região Norte brasileira pega fogo com as edições 2008 dos festivais Casarão do Rock e PMW.

O primeiro chega à sua nona edição em Porto Velho, capital de Rondônia. E turbinado que foi pelo patrocínio obtido junto à Petrobrás (que neste ano resolveu abrir o cofre e investiu cerca de R$ 2,5 milhões de reais em diversos festivais de música espalhados por todo o país), vai Ter como headliners a baiana Pitty e também os gaúchos do Cachorro Grande, além do hardcore do DeadFish. Não só: a festa será completada pela apresentação de uma renca de grupos legais, como Macaco Bong, MQN, Mezatrio, Ecos Falsos, Daniel Belleza & Os Corações em Fúria, além de muitas bandas locais. A putaria rocker rola de sexta a Domingo próximos e todas as infos sobre o festival podem ser alcançadas em www.festivalcasarao.com.br.

Zap’n’roll, que já rodou milhares de quilômetros pelo Brasil acompanhando de perto nos últimos anos dezenas de festivais indies, desta vez não estará em Porto Velho pois, estranhamente, foi "desconvidada" pela produção do Casarão a estar lá. Normal, sem problema. Mau caratismo e falta de ética existem em qualquer lugar, inclusive entre produtores de festivais musicais. De qualquer forma, colaboradores locais do portal Dynamite deverão estar presentes e enviarão seus relatos de lá, para manter nosso dileto leitorado sempre muito bem informado sobre tudo o que tá pegando na indie scene brazuca.

Não tão famoso quanto o Casarão mas também já bem conhecido é o PMW, que rola também neste final de semana em Palmas, capital do Tocantins. E não se esquecendo de que no final de maio rola mais uma edição do já tradicionalíssimo Bananada em Goiânia, produzido pela turma da Monstro Discos. A programação do dito cujo já está pronta e a qualquer momento ela entra aqui, nestas linhas bloggers rockers.

Maravilha, né? É assim que Zap’n’roll gosta de ver o novo rock brasileiro: cada vez mais vibrante e atuante, uia!

KOOKS PARA AS MASSAS

Um dos novos grupos mais legais do guitar rock britânico, o Kooks, lançou na semana passada seu novo disco, "Konk" – que saiu pela Emi, ou seja, poderia muito bem ser lançado aqui também. Integrado pelo vocalista e guitarrista Luke Pritchard, pelo também guitarrista Hugh Harris, pelo baixista Dan Logan e pelo baterista Paul Garred, o Kooks surgiu em Brighton por volta de 2004. Amantes declarados do rock de garagem dos sixties à la Kinks, e também do punk clássico de Jam e Buzzcocks, os garotos fazem som básico de guitarras aceleradas, pra cantar junto e pular bastante e rápido nos shows ao vivo ou em pistas alternativas.

The Kooks: Kinks+Jam+Buzzcocks= novo hype do rock inglês. 

"Konk" é uma pequena maravilha e o clip de "Always Where I Need To Be" já rola a toda na MTV, no Youtube e no MySpace. Há muito de Suede e até de David Bowie (reza a lenda que o batismo do grupo foi inspirado em... "Kooks", faixa do classicaço álbum "Hunky Dori", do Camaleão) no som dos moleques e o primeiro single de trabalho deles, claaaaro, vai ser tocada nas próximas discotecagens zappers pelos inferninhos under de Sampalândia.

Mas se você não quer esperar e ainda não viu "Always Where..." por aí, dá uma olhada aí embaixo, nesta versão ao vivo dela, durante a apresentação da banda em um programa de auditório lá na Velha Ilha:

The Kooks – "Always Where I Need To Be", ao vivo

POUCAS & BOAS

* De vez em quando topamos com surpresas boas e inesperadas. É o caso do grupo Hello, comandado pelo baixista e vocalista Chible Haddad. Quem? Como??? Chible é músico mineiro e reside na cidade de Lavras. E troca umas idéias com este blog há tempos, via Orkut e msn. Conversa vai, conversa vem, Chible enviou uma cópia do disco do Hello que ainda está pra sair, pra apreciação do maloqui zapper aqui. Entonces, trata-se de um pop/rock honesto, sem pretensão a ser genial ou coisa que o valha. Há guitarras fortes logo na primeira faixa, teclados pop e bons vocais de mr. Chible. As letras são um pouco românticas em excesso mas, sem querer puxar o saco do sujeito, possuem versos bens construídos e que deixam rogérios flausinos da vida com vergonha de se acharem "compositores". Só falta agora o Chible lançar o disquinho no capricho mesmo, com capa, encarte, letras e ficha técnica pois não há nenhuma info no cd-r enviado para o blog. Ah, sim: e manter também uma página no MySpace sempre ajuda, não é? Enfim, o blog zapper deseja sorte ao Hello em sua trajetória rumo aos píncaros da glória no pop/rock brazuca, uia!

* E depois do Coachella, que incendiou os States no último finde, agora é a vez do gigante inglês Glastonbury. A escalação completa da edição deste ano do festival acaba de ser divulgada, sendo que ele vai rolar entre os dias 27 e 29 de junho. Há zilhões de grupos fodaços no line up e fica até difícil citar tudo por aqui – basta dar esta palhinha: Kings Of Leon, The Fratellis, Editors, The Gossip, The Feeling, KT Tunstall, Get Cape. Wear Cape. Fly, The Subways, Kate Nash, Panic At The Disco, The Enemy, We Are Scientists, Foals, The Hoosiers, Ben Folds, Vampire Weekend, Joe Lean And The Jing Jang Jong, Hilltop Hoods, Jamie T, The Cribs, Reverend And The Makers, The Kills, MGMT, The Ting Tings, Young Knives, Lightspeed Champion, Make Model, Glasvegas, Patric Watson, Royworld, Pete Doherty, The Raconteurs, Massive Attack, Hot Chip, Elbow, Duffy, The Wombats, Neon Neon, Black Kids, The Golden Silvers, The Travelling Band, Biffy Clyro, The Futureheads, Band Of Horses, Black Lips, The Courteneers/The Black Keys, Vampire Weekend, British Sea Power, Holy Fuck, The Teenagers, Hilltop Hoods, Emmy The Great, Dogtanion, The Verve, Leonard Cohen, Goldfrapp, Very Special Guest TBC, John Mayer, Gilbert O' Sullivan, TBC, Groove Armada, The Zutons, The Pigeon Detectives, Mark Ronson, Scouting For Girls, Jack Penate, Newton Faulkner, Black Mountain, Hoodoo Gurus, The National, Spiritualized, Crystal Castles, Brian Jonestown Massacre,
The Stars, The Courteneers/The Black Keys, Rocket Summer, Friendly Fires, The Whup, Yeasayer etc. Tá bom, né?

* Com tantos festivais pipocando por todos os cantos, seria injusto que a bucólica e pequenina São Thomé Das Letras, no sul do Estado de Minas Gerais (uma cidade hiper aprazível e bucólica e que o gonzo zapper adora frequentar, já há mais de duas décadas), também não tivesse um evento parecido por lá. Pois então: neste finde (também) acontece por lá a primeira edição do Woodsgothic Festival, que pretende reunir em duas noitadas de shows (sexta e sábado) a nata das bandas brasileiras dedicadas a fazer a trilha sonora das trevas. Se você está de bobeira no feriadão e não quer ficar em Sampalândia, taí uma bela dica. Thomé não fica longe da capital paulista (são cerca de quatro horas e meia de viagem de carro, pela rodovia Fernão Dias) e a cidade é realmente paradisíaca. Vale e muito a pena fazer uma visita por lá e passar uns dias tomando banho de cachoeira, se entupindo de vinho barato, pinga com mel e marijuana e também trepando horrores, claaaaro!

* O porco voador que o ex-Pink Floyd e velho hippie Roger Waters utiliza como efeito cênico em seus shows, desapareceu nos céus de Indio, na Califórnia, após a apresentação do músico no mega festival Coachella. A produção do evento está oferecendo US$ 20 mil dólares de recompensa pra quem der informações sobre o paradeiro do "bicho".

* A muvuca envolvendo Ronaldão e os travecos já causa estragos na vida pessoal do jogador: Bia Antony, a xoxotaça que dividia um luxuoso loft com o ex-careca (aliás, não se sabe se Ronaldo fica pior com ou sem cabelo na cabeça, afe) na Barra da Tijuca, fez suas malas e picou a mula. Voltou para a casa dos pais, em Brasília.

* Essa é pros fanáticos por grande cinema e gênios doentes da cabeça da Sétima Arte, como Zap’n’roll também é: David Lynch, o gênio que deu à cinematografia mundial clássicos como "Veludo Azul", "Coração selvagem" e a sensacional e lendária série "Twin Peaks", desembarca no Brasil em agosto. Vem aqui para o lançamento da edição nacional do livro "Em águas profundas – criatividade e meditação", de sua autoria. Lynch é gênio, ponto.

* Fechando a tampa: o saudoso e inesquecível Cazuza faria 50 anos de idade nesta sexta-feira, se estivesse vivo. Zap’n’roll, que viveu intensamente o rock brasileiro dos anos 80’, que foi amigo de Renato Russo e também conheceu Cazuza pessoalmente, sente muitas saudades desta época. Era bacana, muito bacana. Mas a vida segue em frente e o tempo não pára, como o próprio cantor e compositor imortalizou em uma canção sua. Feliz aniversário cara, esteja você onde estiver.

O BLOG ZAPPER INDICA

* Filme: mais um herói dos quadrinhos chega às telas. Desta vez é o Homem de Ferro, que tem mega lançamento nos cinemas do país neste feriadon, com cópias dubladas e legendadas. A questão é: será que é bão? Pelo menos a música tema é – e não poderia ser outra – a clássica "Iron Man", do Black Sabbath.

* Disco: os novos do Nada Surf e também do The Kooks.

* Show bacanudo: hoje, véspera de feriado, a Outs/SP recebe os sempre ótimos Ecos Falsos e também o curitibano Charme Chulo. Programão rocker pra ninguém perder, lá na rua Augusta, 486, centrão de Sampa.

* Exposição: continua em cartaz no Sesc Pompéia, em São Paulo, a mostra "Vida louca, vida intensa – uma viagem pela Contracultura". Com um feriadão aí pela frente, você deveria tirar essa bunda gorda e preguiçosa da cama ou do sofá e ir até lá pra conferir. O Sesc fica na rua Clélia, 93, Pompéia, zona oeste paulistana.

BALADAS DA SEMANA

A elas, povo, que vai ter muito o que badalar em Sampalândia no feriado prolongdo, se você não for cair na estrada. Então a ralação rocker já começa na quinta-feira, feriado em si, quando a muza funkeira carioca Deize Tigrona baixa na festa da loja Peligro, no Milo Garage (rua Minas Gerais, 203, Higienópolis, centro de São Paulo). Também na quinta a Outs vai ferver com shows do Mukeka Di Rato, Bush, Desgraciados e Zefirina Bomba, ô loco!///Sextona vai continuar bacana com show do Ludov no Inferno (rua Augusta, 501, centro de Sampa), além dos Vampiros & Piratas no Belfiori (rua Brigadeiro Galvão, 870, Barra Funda, zona oeste paulistana).///E no sabadon a guerra "rocker" do bem no baixo Augusta vai ser quente, com Faichecleres detonando seu rock garageiro na Outs e o Cidadão Instigado mandando ver em sua colorações experimentais e psicodélicas no Inferno. É isso aê! Se joga porque Zap’n’roll, em si, vai sumir da capital paulista até segunda-feira pelo menos.

QUEM QUER PRÊMIO???

Todo mundo, né? Fazendo assim então: o blog vai ser bonzinho e continua mantendo em sorteio até a semana que vem, através do finatti@dynamite.com.br:

* Um kit com os discos do Mezatrio e do Madame Saaran;

* Uma cópia da trilha sonora do filme "Control";

* Outra do documentário stoniano "Shine A Light";

* E (opa!) uma cópia oficial do novo álbum do REM.

Tá de bom tamanho? Okays, então...

BOM FERIADON!

O blog zapper sai de fininho, vai ali dar uma voltinha pelo interiorzão mineiro (só uns 450 kms. de Sampa) e posta aqui em edição extraordinária (mesmo estando longe), se algo muito urgente justificar a postagem, certis? Tchauzes! O blog se despede assistindo na MTV velhos clips góticos (Siouxsie, Cure) e a deusa PJ Harvey cantando a linda "When Under Ether", do igualmente lindaço álbum "White Chalk", a melhor cia. musical para corações e almas solitárias que se inebriam com a melancolia do álcool e da grande poesia. E apenas isso, e nada mais.

(enviado e atualizado por Finatti em 30/4/2008, às 7:15hs.)

Amy, a loucaça descaralhada, ataca novamente!

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A notícia estourou nos telejornais desta madrugada e logo em seguida, já circulava também nos principais portais da internet daqui e da gringa. E, assim como foi explicado no post de ontem (que se algo bombástico surgisse no finde, entraria aqui imediatamente, ou quase), o fato também merece ser veiculado e comentado nestas atentíssimas linhas zappers e bloggers.

Amy Winehouse está em cana em Londres. Estava na balada na madrugada de quinta-feira, jogando sinuca em um buteco e, do nada, começou a surtar. Deu um golpe com o taco de bilhar num sujeito e uma cabeçada em um outro (que, segundo testemunhas, estava ajudando a figuraça a pegar um táxi após ela deixar o bar). Fora isso, teria jogado mesas no chão, quebrado alguns copos e gritado: "sou uma lenda! Quero drogas!". Uia! Ontem, ao ir depor sobre o ocorrido em um distrito policial no centro da capital inglesa, acabou recebendo voz de prisão do delegado.

Na boa e sem moralismos reacionários e babacas? Zap’n’roll é fã dessa mulher até debaixo d’água. Não se trata, aqui, de defender ou condenar mais essa estripulia da xoxotaça tatuada (tem gente que a considera um trubufu mas ela possui um rosto beeem lindão, quando bem cuidado e maquiado, tem um peitoril delicioso, tatuagens bacanésimas e deve foder horrores) e que, além disso, canta PRA CARALHO. Se trata de examinar a situação tal qual ela se apresenta e de encarar o óbvio ululante, despindo-se de qualquer máscara de hipocrisia barata. Ela é louca? Sim. Junkie barra-pesada? Também. E daí? Foda-se! La Winehouse é mais uma artista poderosa (musicalmente falando) e que se inscreve entre os que estão no restrito clube daqueles gênios muito estranhos, que enfiam com gosto o pé na lama, se auto destroem diariamente e conseguem extrair dessa autêntica autofagia emocional e existencial a arte mais pungente que um ser humano pode conceber. Não é à toa que "Back To Black", seu segundo e fodaço álbum (onde ela reinventou o conceito de uma branca cantando jazz, soul e r&b de maneira sublime, como se fosse uma negona safada sendo loucamente fodida na xota por uma rola em brasa), já vendeu mais de 4 milhões de cópias pelo mundo afora (quem não pirou com canções como "Rehab", "Just Friends" ou "Love Is A Losing Game", que levante a mão!), fez ela ganhar cinco Grammys este ano e, aos vinte e quatro anos de idade, já a fez acumular uma fortuna estimada em dez milhões de libras esterlinas.

Se Amy quer cheirar até morrer, pipar crack ou se entupir de heroína, problema dela e só ela pode querer o contrário disso. Zap’n’roll não vai embarcar na onda da turma que fica apostando "quem vai pro saco primeiro, Amy Winehouse ou Pete Doherty?". Vai sim, torcer para que ela saia logo dessa nova "enquadrada" da lei e que ela continue gravando discos sensacionais ainda por muitos e muitos anos. E, claaaaro, que apareça um dia desses por aqui.

AMY WINEHOUSE – DOIS VÍDEOS

Aí embaixo, nossa deusa junkie no já clássico clip de "Rehab". E também o vídeo postado no Youtube no início deste ano, e que flagra Amy supostamente metendo a boca no cachimbão de crack, uia!

Amy Winehouse – "Rehab"

Amy Winehouse – "smoking crack" (precisa traduzir?)

E JÁ QUE O ASSUNTO É DRUGS

Outro vídeo que anda circulando no Youtube. Este, no final das contas, é hilário:

* Última forma antes de cair na farra: Zap’n’roll deu uma voltinha agora pelo centro de Sampalândia, no final do dia, e a cidade está animadona com a Virada Cultural. Praça Ramos cheia de gente, Theatro Municipal lotado, garotas lindas circulando por todos os cantos. É por conta de eventos como este que dá orgulho sim de ser paulistano. Então é isso: o zapper blogger tá indo pro palco indie, no Pátio do Colégio, e depois segue pra longínqua Penha e pra Barra Funda, pra discotecar nos bares Skate Rock e Belfiori. E você, vai ficar em casa???

* Lembrando que neste domingo à tarde, o palco indie continua a toda no Pátio do Colégio. E na praça da República vai ter Cachorro Grande, Lobão e Ultraje A Rigor.

* Lembrando II: continuam em sorteio as trilhas de "Control" e "Shine A Light", mais um kit com discos das bandas Mezatrio e Madame Saatan. Vai no finatti@dynamite.com.br, deixe seu pedido e booooa sorte!

* Fuooomos!!! Lá pra segunda ou terça tem mais!

* Falando em maloquis: Luanaaaaaaa! Beijaço!!! Aparece logo em Sampalândia! E Rebeca fofa Zammora, não deixe de ir hoje ao encontro do jornalista zapper lá no Belfiori! Smack

(enviado por Finatti às 2hs.)

Virada rock'n'roll!!!

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Os acreanos Los Porongas: trazendo o melhor do novo rock para a Virada Cultural 

É nooooooóis!!!

Mais uma vez, Sampalândia mostra o quão bacana é sua vocação para grandes eventos culturais. Claaaaaro, como qualquer mega metrópole que se preza, a capital paulista é um aglomerado urbano lotado de problemas de toda espécie. Por isso mesmo, quando rola um evento como a quarta edição da Virada Cultural, que vai dominar a cidade neste finde, temos mais é que comemorar e muito. Sem bairrismo ou puxa-saquismo de qualquer espécie, que isso não faz parte da conduta editorial deste blog, mas a real é que, hoje, poucas capitais no Brasil e no mundo possuem uma vida e uma efervescência cultural tão fortes quanto a que se encontra em São Paulo, fato comprovado até por jornalistas de variedades e artistas gringos que voltam e meia passam por aqui, a trabalho ou simplesmente pra passear. Por tudo isso, o post master já tradicionalmente publicado por Zap’n’roll às sextas-feiras, não poderia mesmo ter outro destaque maior senão a Virada, ainda mais que haverá zilhões de atrações para quem ama rock alternativo, cinema sobre rock e cultura pop em geral. Então, é isso: vamos nelson que a Virada vai virar!

* Bah!!! A bola da vez agora é o tal Vampire Weekend, bandeca americana que já está tendo os bagos lambidos por onze entre dez jornalistas musicais (até pelo colega de site, Dum DeLucca, o homem que só comentava clássicos do rock – muito bem, por sinal – e parece que finalmente se rendeu à "modernidade" rocker, hihi). Tudo porque o grupo resgata, em sua sonoridade, um mix de guitarras com levadas rítmicas africanas. Pena que gente mais graúda, como os Talking Heads (em vários discos lançados pela lendária banda de David Byrne e cia.), Peter Gabriel e até Paul Simon (no histórico e sensacional "Graceland", lançado há mais de vinte anos!!!) já tenham feito a mesma coisa e, provavelmente, muuuuito melhor do que o VW. Mas para não dizer que Zap’n’roll é ranzinza e turrona, o blog ainda vai ouvir com calma o disco do conjunto e dar-lhe o benefício da dúvida. Depois, contamos aqui o que achamos.

* Agora, vergonha meeeesmo é nenhum blog de cultura pop, aqui ou em outros sites, ter falado nadinha ainda dos novos discos do sempre bacana Nada Surf e também da deusa Cat Power, cujo "Jukebox" só colhe altos elogios pelo mundo afora – e fodaça foi a matéria estampada com ela na mais recente edição da Rolling Stone brasileira. Como nenhum dos dois álbuns deverá ganhar edição nacional (o que pouco ou nada importa hoje em dia, nestes tempos internéticos), não se preocupe que já já este blog sempre atento irá falar de ambos.

* Mas o que é isso??? A página de música do Terra (o mega portal que abriga este blog e o site da Dynamite em si), dá conta de que Blake Fielder-Civil, o namorado da loucaça e genial Amy Winehouse e que está em cana na Inglaterra, teria trocado fotos com colegas da prisão, de sua famosa girlfriend, por cigarros e drogas, já que o sujeito estava em crise brava de abstinência de substâncias ilícitas. Detalhe: nas tais fotos, Amy aparece pelada, com os peitos de fora e tals. Decadência sem elegância é isso aí...

* "Imagem esportiva" da semana, hihi:

* Cantinho do CSS: como você já leu na página de notícias do nosso amado e sempre bem-informado portal, o novo single da "maior banda brasileira hoje no mondo pop", se chama "Rat Is Dead (Rage)" e estará disponível na rede para download de grátis, a partir desta segunda-feira. Fora isso, o Pitchfork adianta que o novo disco do combo electro brasileiro vai sair nos EUA em 22 de julho, pela SubPop. E vai se chamar "Donkey". Pois então: amigo que é há séculos do batera e criador da banda, Adriano Cintra, este blog rocker está tentando um bate-papo rápido com o moçoilo sobre todas as novidades que andam rondando o conjunto. Assim que esse papo se concretizar, a gente posta ele por aqui, não se preocupem.

* E neste finde tem Coachella nos Estados Unidos, neeeé? O atual maior festival de rock alternativo (não só, vá lá) de lá toma conta da cidade de Indio, em pleno deserto da Califórnia, a partir de amanhã. A programação do mesmo você já viu aqui há séculos (quando o blog ainda era coluna) e vai ter de tudo por lá, desde os bacanudos Racounteurs (que, na modesta opinião destas linhas zappers, lançou o MELHOR disco de 2008 até o momento), The Teenagers, MGMT e Portishead, até veteranos que valem a pena, como Verve e Love & Rockets, passando pela baba Jack Johnson e pelo velho hippie Roger Waters (que até a semana passada, estava em Manaus, acompanhando a encenação da primeira ópera escrita por ele). Pois é, quem estiver por lá, vai poder se esbaldar.

* Mas quem disse que Sampalândia fica atrás nessa história de eventos mega e legais? Ora, aqui temos a Virada Cultural, oxe.

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24 HORAS PRA REVIRAR A CULTURA

Então, nem tem como este blog dedicado ao rock alternativo e à cultura pop em geral escapar do assunto que vai dominar o finde na maior metrópole do Brasil – e uma das cinco maiores do mundo. E nem é o caso de não querer falar sobre a quarta edição do mega evento que é a Virada Cultural. Uma festa que, no final das contas, é a cara de São Paulo, em seu gigantismo, alcance, diversidade e pluralidade artística. Uma festa mais do que bacana e que dá a oportunidade a quem mora em Sampa (ou que está de passagem por aqui), de mergulhar em zilhões de atrações de todos os matizes – música, cinema, teatro, dança, artes plásticas, performances, o escambau. Não é brincadeira: são 800 opções culturais acontecendo ininterruptamente durante 24 horas, espalhadas pelos quatro cantos da cidade.

Não dá pra falar de tudo aqui, mesmo porque (e sem desmerecer a qualidade do restante da programação) o que interessa para o dileto leitorado deste blog zapper vai estar concentrado em dois palcos na região central de São Paulo. No Pátio do Colégio (próximo à Praça da Sé, marco zero da cidade), onde a capital paulista foi fundada em 1554, vai rolar o palco "Festivais Independentes", coordenado pela Abrafin (Associação Brasileira de Festivais Independentes) e onde irão tocar trinta dos mais representativos nomes do novo e emergente rock brasileiro. Do rock bucólico e poético do Los Porongas ao aclamado folk Vanguart, do indie guitar gaúcho do Superguidis ao fodaço instrumental do trio cuiabano Macaco Bong, passando pelo stoner rock tipo exportação do MQN (cujo vocalista Fabrício Nobre, além de presidente da Abrafin, também é uma das figuras mais queridas da indie scene nacional) e chegando a bandas que, se não fosse a oportunidade aberta pela produção da Virada Cultural, talvez jamais se apresentariam em Sampalândia (e aí dois bons exemplos são o trio stoner psicodélico Bugs, de Natal, e o sensacional Filomedusa, do Acre), o palco montado no Pátio do Colégio vai oferecer à garotada interessada em rock alternativo o melhor panorama que ela pode ter do rock independente que se faz hoje em todos os quadrantes do país.

E na Praça da República o rock vai deitar e rolar também, mas abrindo espaço para outras tendências do gênero musical mais amado da história da humanidade. Pra turma que curte o velho heavy metal, uma renca de grupos da velha guarda paulistana vai fazer barulho lá. Mas também vai ter Cachorro Grande, Lobão, Ultraje A Rigor (tocando na íntegra o hoje clássico "Nós vamos invadir sua praia", o primeiro e melhor álbum deles, lançado em 1985). Ou seja: shows às pencas, pra você cansar de pular e gritar.

O filme "Control", a banda Macaco Bong e o cantor Lobão: finde cultural e rocker pra ninguém reclamar 

Fora os filmes rockers que irão passar no Cine Sesc na madrugada de sábado pra domingo, e aí você pode escolher entre assistir "Sympathy For The Devil" (Stones, claaaaro, dirigidos por Jean Luc Godard) à meia-noite, ou "Control" (a já mais do que badalada cine-biografia de Ian Curtis). E fora o palco exclusivamente dedicado às garotas, na avenida Ipiranga e muuuuito mais.

A programação completa está no site do evento, que pode ser acessado em www.viradacultural.org. Mas Zap’n’roll já avisa: a navegação no dito cujo está quase impossível e não é preciso ser nenhum gênio pra imaginar porque.

É isso. Mais uma vez, pela quarta vez, Sampalândia mostra porque é uma das metrópoles mais intensas do planeta em termos culturais. Então a ordem é se jogar na Virada Cultural. Porque outra igual novamente, só daqui a um ano.

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* Entonces, como o finde vai ser pesado inclusive pro maloqui blogger aqui (que além de ir conferir várias das atrações da Virada Cultural, ainda vai encarar uma madrugada com duas discotecagens no sabadon), o post vai ser mais modesto hoje, certis? No sábado à tarde (mais conhecido como amanhã), entra um roteiro mini de baladas do circuito alternativo (que, na verdade, vai perder um pouco de sua agitação em função da Virada) e mais uma coisinha ou outra.

* E não esquecendo: continua indo lá no finatti@dynamite.com.br que os mimos colocados em sorteio esta semana continuam valendo. Semana que vem você fica sabendo se foi um dos sortudos nessa parada.

* Até logo mais...

(enviado por Finatti, às 15hs.)

A Contracultura, a Augusta e o Semáforo

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* E aê, foi bom pra vcs? O quê? O feriado, claaaaro. Pro gonzo maloqui zapper foi tudo tranquilo, ou quase. Houve um certo "exagero" na enfiação de pé na lama na sexta-feira, o que obrigou o jornalista blogueiro a ficar só na água tônica e água mineral (com gás, gelo e limão, sempre) no sábado à noite, na Outs, no encontro fodaço que reuniu Madame Saatan e Ludovic. Mas isso a gente conta logo mais aí embaixo.

* Aconteceu novamente! Por problemas técnicos no blog (e cujas causa ainda não foram detectadas pelo nosso dileto webmaster, o Daniel), a parte final do texto da última postagem, a da entrevista com a musa indie folk Mallu Magalhães, foi "comida" inexplicavelmente. Foram pro saco parte do roteiro de baladas e também os prêmios colocados em sorteio. Bão, fiquem tranquilos: o roteiro atualizado com as baladas do meio desta semana estão no final do post. E os prêmios também para sorteio também voltam, claaaaro! Sobre o problema técnico que está causando esta falha no blog, estamos trabalhando e batalhando para que ele não aconteça mais, okays?

* VANGUART, O SEMÁFORO E O CLIP – o quinteto folk cuiabano liderado pelo meigo (e já novo sexy simbol da indie scene e ídolo das matinês das garotinhas rockers?) e sensível vocalista Hélio Flanders, está mesmo todo prosa. Depois de conquistar o país com seu espetacular disco de estréia e de se tornar um dos nomes mais amados do novo e emergente rock nacional, o combo de Hélio (e também do Douglas, do David, Reginaldo e Lazza) parte agora pra investir firme nos vídeo-clips. Após a boa repercussão obtida com "Cachaça", os meninos aproveitaram o final de semana do feriado e se enfiaram em um estúdio no bairro paulistano da Barra Funda, onde passaram toda a madrugada de domingo para segunda-feira gravando um vídeo para "Semáforo", o ainda grande hit do grupo e a faixa que tornou os Vangs conhecidos do grande público. E assim como em "Cachaça", o novo clip também teve a direção de Paulinho Caruso, hoje um dos diretores mais conceituados no indie rock BR. Segundo o produtor Bruno Montalvão, há muito cromaqui nas filmagens e, claro, cenários que prestam vassalagem ao semáforo, o tema central da música. "Mais não posso dizer por enquanto, senão o Paulinho me mata", disse Montalvas ao blog há pouco, por msn. O custo total do vídeo ficou em R$ 10 mil reais, bancados pela marca de jean Lewi’s, que resolveu patrocinar alguns nomes do novíssimo rock brazuca através do projeto Lewi’s Music – além do Vanguart, também receberão verba da marca de jeans a fofíssima Mallu Magalhães, e os Forgotten Boys. Se tudo correr conforme o planejado, o clip de "Semáforo" (que contou com um batalhão especialíssimo de figurantes nas filmagens, como os integrantes das bandas Faichecleres, Los Porongas, Euterpia e várias outras) estréia no final de maio na MTV e no canal MultiShow. E depoooois no Youtube, MySpace etc.

* Bien, enquanto o vídeo oficial de "Semáforo" não chega o blog zapper mostra, aí embaixo, um registro ao vivo da música, capturada há quase dois anos no bar Outs, em São Paulo, numa das primeiras edições da festa "Go Rock", promovidas mensalmente até hoje pela Zap'n'roll por lá:

Vanguart - "Semáforo", ao vivo na Outs/SP, julho de 2006

* E falando em MultiShow: hoje saiu a lista dos concorrentes que irão disputar a edição deste ano do prêmio realizado pela emissora, que será entregue no dia primeiro de julho. E os Vangs, claaaaaro, foram indicados na categoria "banda revelação". É isso aê, eles merecem!

* "Control", o docudrama que conta a história de Ian Curtis, o imortal vocalista do Joy Division, e "Joy Division", o documentário em si que registra em imagens e depoimentos a trajetória da lenda maior do pós-punk inglês, tiveram suas estréias mais uma vez adiadas pela sua distribuidora no Brasil, a Daylight Filmes. A promessa agora é que ambos entrem definitivamente em cartaz no dia 22 de maio. A conferir.

* Porém, quem quiser assistir antes, haverá uma sessão de "Control" na Virada Cultural, no próximo final de semana em São Paulo. O filme passa às quatro da madruga de domingo no Cine Sesc, na rua Augusta, 2075.

* Antes, à meia-noite e no mesmo cinema, haverá a exibição de "Sympathy For The Devil", com os Rolling Stones e dirigido por Jean Luc Godard, um delírio imagético construído pelo mito do cinema francês em cima do clássico stoniano e a partir do qual Godard discute temas políticos, sociais, comportamentais, raciais etc. Zap’n’roll assistiu o filme há algum tempo e achou-o meio sacal, embora bacana em alguns momentos. Mas enfim, se você ainda não assistiu, dá um pulo lá no cine Sesc e confere.

* Dá-lhe porco! Ok, ok, este blogger rocker, notoriamente avesso a futebol, vai confessar: voltou aos seus tempos de adolescência palmeirense e delirou com a vitória do Verdão em cima do São Paulo. Aeeeê, "tio" Luscious Ribeiro, agora é nóis contra a Ponte, né não?

* Isto é rock’n’roll "muderno": seguindo o bem-sucedido exemplo do Radiohead, o redivivo Mutantes lança seu primeiro single inédito em 37 anos neste sábado. Pela internet. E de grátis pra quem quiser baixar.

* Isto é rock’n’roll muderno II: o bem-amado senador Eduardo Suplicy fará canja especial também neste sábado, no show da matrona Rita Lee em São Paulo. O pai do Supla promete cantar "Blowin’ In The Wind", o clássico imortal de Bob Dylan. Uia!

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LUDOVIC – RECUERDOS DE SÁBADO À NOITE

Foi uma madrugada acachapante e rocker em quase todos os sentidos. Na verdade, o finde prolongado pelo feriado da segunda-feira, começou literalmente infernal na exta-feira. Com o diabo no corpo o maloqui blogueiro zapper se mandou pro baixo Augusta (no centrão rock’n’roll de Sampalândia), munido de uma garrafa com quase meio litro de whisky, em sua mochila. A idéia era fazer uma via sacra pelos bares Juke Joint (show do trio glam Betty57, sempre bacana), Inferno (festa goth "Control") e fechando tudo na Outs, onde o carioca Cabaret, liderado pelo vocalista e "sensível" jornalista Marvel dos Anjos, daria as caras pela primeira vez.

Foi tudo mais ou menos conforme o planejado. Zap’n’roll já chegou beeem loki à Outs, lesado de álcool e "bicudo" que estava de outros estupefacientes – é, de vez em quando ainda rola. Lá, mais enfiação de pé na lama: doses de canelinha (que o sujeito aqui adora), whisky com energético (a garrafa ainda não havia acabado) e cerveja. Não deu outra: o zapper doidão chegou destruído em casa às seis e meia da matina. Passou o sábado "fritando" na sua kit da Praça da Árvore e tomando todos os Epoclairs e Ennos que seu estômago em pânico suplicava. E sabendo que, logo mais à noite, teria que voltar à Outs, pra prestigiar seus amigos do Madame Saatan e Ludovic.

E voltou! Qual era a solução para aguentar outra looonga madrugada esporrenta? Simples: garrafas e garrafas de água tônica e água mineral, com gelo e limão. E só. Nada de álcool e aditivos "nasais".

O show do Madame Saatan foi explosivo. O quarteto paraense, que já havia tocado na Outs na festa mensal GoRock (promovida por este blog), desta vez encontrou um público bem maior, mais caloroso e receptivo e que, mesmo sem conhecer o repertório do grupo, deixou-se seduzir pelas guitarras pesadas, pela seção rítmica poderosa e pelas ótimas letras cantadas pela lindaaaaa vocalista Sammliz.

Jair (vocais) e Edu (baixo) em ação: o Ludovic mais uma vez destrói ao vivo. 

Aí veio o Ludovic. Zap’n’roll, morto que estava, assistiu o show sentado na lateral do palco. Talvez por isso mesmo, por não estar plugado em 220, é que o jornalista gonzo passou o set todo do quarteto ouvindo e absorvendo atentamente os anátemas disparados por Jair, Zeek, Eduardo e Hugo, como se aquelas músicas eivadas de desencanto existencial e sublimes emanações do pós-punk à la Joy Division penetrassem como dardos envenenados na alma e no coração de alguém que já viveu muito, já viu e ouviu muito, já passou por toda sorte (ou azar?) de desventura emocional e existencial. Dardos que provocaram profunda reflexão no cérebro do autor deste blog, enquanto o show corria intenso e furioso, como sempre em se tratando de Ludovic. Foi um grande show. É sempre assim com eles.

Zeek e Jair, incendiando a Outs/SP (fotos: Patrícia Caggegi) 

Não havia tanta gente como de hábito aos sábados na Outs – mais do que compreensível: feriadão com muita gente viajando, Júpiter Maçã tocando no Inferno, Matanza lançando dvd na Clash etc. Mesmo assim, este blog aposta suas fichas que foi o grande show da madrugada de sábado pra domingo no circuito alternativo de Sampa (quem esteve no Inferno, disse que o lendário gaúcho Flávio Basso, lançando seu já aclamado "Uma tarde na fruteira", não estava em seus melhores dias).

Foi isso. O blog zapper deixa a dica: quando houver nova e fodástica aparição ao vivo em São Paulo do Ludovic e do Madame Saatan, NÃO perca por nada desse mundo!

Fim de show, Zap'n'roll aponta o dedo e confirma: Jair é o cara!

ZAP’N’ROLL DJ SET EM DOSE DUPLA!

Como é dura a vida do colunista/blogueiro maloqui zapper, ai ai. Em pleno finde de Virada Cultural em Sampalândia, ele foi convocado a dar seus préstimos de dj. Até aí, nada demais, o autor destas linhas rockers adoooora discotecar e sempre se diverte muito quando está animando uma pista em algum bar alternativo.

O que o blog não imaginava era que ele teria que discotecar em DUAS festas diferentes na mesma madrugada deste sábado pra Domingo, dia 26 de abril. A primeira festa (e cujo flyer você vê logo abaixo) rola no distante bairro da Penha, zona leste paulistana, onde Zap’n’roll irá animar o aniversário do querido dj Adriano Pacianotto, lá no Ska Skate Rock Bar (rua Capitão Avelino Carneiro, 359). Depois, estas linhas rockers online ainda terão que ter fôlego pra correr até o Belfiori, na Barra Funda (rua Brigadeiro Galvão, 870), onde irão pilotar as pick-up’s da festa Rock’n’roll Diner, promovida pelo notório e popular dj Focka, e contando ainda com showzão do carioca Carbona.

Quem quiser ir em uma das duas ou em ambas as baladas, está mais do que convidado.

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AUGUSTAS – O FILME

Insólito foi o encontro pós saída da Outs, depois do esporro sônico armado por Ludovic e Madame Saatan. Já era fim da madrugada de domingo, caminhando para a manhã do mesmo dia, e subiam a rua Augusta em direção à avenida Paulista o autor destas linhas zappers, mais Diogo Soares (vocalista dos Los Porongas) e sua lindaaaa girlfriend (a diretora de cinema paraense Priscilla Brazil, que lança em breve o documentário "As filhas de Chiquita", onde ela desvela o embate entre os católicos de Belém e os militantes do movimento gay da capital do Pará, documentário que logo mais estará nos cinemas e sendo comentado aqui no blog), além do pessoal do Macaco Bong (cujo aguardado álbum de estréia também finalmente está saindo e será comentado em primeiríssima mão nestas linhas zappers logo mais).

Dois quarteirões acima, esta intrépida trupe passa pelo que parecia um set improvisado de filmagens, o que logo chamou a atenção de Priscilla. "Estão filmando algo ali com câmera 16mm", foi o comentário dela. E era mesmo um set: sob as ordens do diretor Chiquinho, eram rodadas (às cinco e meia da manhã) as últimas cenas do filme "Augustas", baseado no livro "A estratégia de Lilith", lançado há seis anos pelo jornalista, escritor e agitador cultural Alex Antunes.

Amigo pessoal deste blogueiro há séculos e autêntica lenda do jornalismo cultural paulistano, Alex foi um dos principais editores da saudosa revista Bizz (nos tempos de glória da publicação, nos anos 80’), além de ter sido um dos responsáveis pela criação da revista Set, especializada em cinema e que hoje, infelizmente, está em franca decadência (também, com o diretor de redação que ela tem...). Não só: Antunes também foi vocalista de banda (Akyra S. & As Garotas Que Erraram), promotor de eventos, organizador de festas alternativas, tomou zilhões de drogas, mergulhou fundo no universo místico do Santo Daime e resolveu escrever um livro sobre tudo isso. Foi aí que nasceu "A estratégia de Lilith", publicada em 2002 pela Conrad e que misturava ficção e realidade para narrar as "viagens" de Alex, quando ele entrava no transe do chá do Daime. Um livro divertidíssimo, diga-se, e que foi lido com prazer por Zap’n’roll quando de sua publicação.

Pois o livro agora virou filme, que deve ser lançado até o final deste ano, ultrapassadas as etapas finais de edição e montagem do mesmo. Tendo o escritor cult e underground Mário Bortolotto fazendo o papel de Lex Lilith e a direção de Chiquinho (um diretor muito conceituado no cinema alternativo paulistano), o longa foi batizado de "Augustas" por não apenas reproduzir na tela a história do livro mas, também, por mostrar todo o universo under que sempre permeou a rua Augusta, um dos centros culturais mais intensos e nervosos da capital paulista (com suas casas de rock alternativo, seus teatros, cinemas, botecos e as dezenas de boates e puteiros, onde se pode dar uma trepada fast-food com uma garota ou um travesti, ou simplesmente assistir a um streap-tease com direito a breja na faixa) e onde o próprio Alex Antunes mora já há uma década. Como se não bastasse, Alex ainda teve a brilhante sacação de montar uma trilha sonora onde nomes do novo rock brasileiro (como Los Porongas, Montage e outros) reinterpretam canções compostas pelas bandas do underground rock paulistano dos 80’ (Akyra S., Voluntários da Pátria, Smack etc.). Ou seja: tem tudo para ser um dos filmes cult deste ano. E por isso mesmo sua realização já causa alvoroço na cultura pop paulistana, sendo que as filmagens foram inclusive objeto de matéria de página inteira na Ilustrada, da FolhaSP.

E quando for lançado, claaaaro, "Augustas" será muito bem esquadrinhado aqui, no blog que não fala bobagens e que está sempre na frente quando o assunto é rock alternativo e cultura pop.

CONTRACULTURA – A MOSTRA

Desde a semana passada o Sesc Pompéia, em São Paulo, abriga uma das mostras mais legais dos últimos tempos, um banquetaço para quem curte cultura alternativa e cultura pop. "Vida louca, vida intensa – uma viagem pela Contracultura", idealizada e produzida por Eduardo Beu (e que tem, entre seus curadores e mediadores de debates, o jornalista Alex Antunes), cobre todos os grandes movimentos da Contracultura ocorridos no Brasil e no mundo nas últimas cinco décadas. Durante quase dois meses (até 22 de junho), quem for ao Sesc, poderá assistir dezenas de debates, exposições, performances, intervenções midiáticas, shows musicais e exibições de filmes que percorrem desde a literatura beatnik de Jack Kerouac, William Burroughs e Allen Ginsberg, passando pelo movimento tropicalista e chegando até a explosão do punk rock nos anos 70’, na Inglaterra.

As sessões de debates, por exemplo, prometem ser uma aula espetacular sobre o tema e, o que é melhor, de graça – como toda a mostra em si. Por exemplo: no próximo dia 30, às sete e meia da noite, haverá uma mesa redonda com o tema "Contracultura e multiculturalismo, a voz sussurrante do Oriente", em que estarão debatendo junto com o público o jornalista Arthur Veríssimo (um dos lokis mais célebres do jornalismo gonzo brasileiro) e o músico Alberto Marsicano. Fora a renca de filmes clássicos que se tornaram ícones da Contracultura (como "Blow Up, de Michelangelo Antonioni; ou "Sem Destino", de Peter Fonda) e que serão também exibidos no decorrer dos dois meses de exposição da mostra.

Fodástico, pra dizer o mínimo. E programa obrigatório para o dileto leitorado deste blog, sempre atento ao que de melhor rola na seara cultural daqui e do planeta. O Sesc Pompéia fica na rua Clélia, 93, zona oeste paulistana e a programação completa do evento pode ser obtida em www.sescsp.org.br

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* Mais? Ah, sim, mais: no mini-roteiro de baladas para esta quinta-feira, você pode escolher ir na Outs (rua Augusta, 486, centrão de Sampa), onde rola mais uma edição da festa GoRock, promovida pelo blog e que irá contar com show do cearense Fóssil e seu rock experimental e barulhento. Cola lá a partir da meia-noite, tome umas e assista a um show bacana!///Ou então ir até o Astronete (rua Matias Aires, 183, Consolação, centro de São Paulo), onde a banda Garageland fará tributo ao imortal club nova-iorquino CBGB (onde tudo que importa no punk americano começou, pois não?), tocando músicas dos Ramones, Blonde, Devo, Richard Hell (que foi dos Voivods e depois integraria a lenda chamada Television) etc. Vai lá! As outras baladas do finde entram aqui sim, mas no nosso já tradicional post master das sexta-feiras, basta ter paciência e esperar.

* E vai ter Virada Cultural neste finde, claaaaro. Com as melhores bandas indies do Brasil tocando no palco do Pátio do Colégio (onde São Paulo foi fundada), mais rock na praça da República (com Lobão, Cachorro Grande e Ultraje A Rigor), mais "Control" sendo exibido no cine Sesc e o escambau. Bão, a gente fala melhor disso tudo no novo post, no ar até o final da tarde de amanhã, certis?

* E voltam a sorteio um kit com álbuns dos grupos Madame Saatan e Mezatrio, além das trilhas sonoras (separadas) de "Control" (com Joy Division e outras bandas) e "Shine A Light" (com os Rolling Stones). O kit com cartazes dos filmes "Control" e "Joy Division" entra em sorteio novamente na semana que vem porque, provavelmente, ele será engordado com CONVITES VIPS para assistir aos dois filmes, que entram em cartaz nos cinemas no próximo dia 22 de maio. Então, manda ver no finatti@dynamite.com.br e boooooa sorte!

* Pelo menos em algo este zapper blogger e o repórter Leandro Fortino, do Folhateen, enfim concordaram: o bregaço The Killers arruinou "Shadowplay", do Joy Division – e a essa altura Ian Curtis deve estar querendo voltar do além, pra arrancar a pele de Brandon Flowers, hihi.

* Chega, né? Amanhã tem mais!

(enviado por Finatti em 24/04/2008, às 3:15hs.)

 

O indie folk dela é uma fofura!

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     Mallu Magalhães: o fenômeno folk com apenas 15 anos de idade 

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EXTRA MINI DE FERIADON, HIHI – Bão, a notícia não é nenhuma brastemp mas vai deixar as viúvas dos anos 80’ e o povo que ainda curte o pós-punk em polvorosa. A venerável Kiss FM, a "classic rock" do dial paulistano (e, justiça seja feita, uma rádio rock que está com uma programação bem decente), anunciou as atrações da festa que vai comemorar os sete anos de existência da emissora. O show rola dia 2 de julho na Via Funchal e vão tocar Echo & The Bunnymen (pela bilionésima vez), Gene Loves Jezebel, T.S.O.L. e Nasi, o ex-vocalista do finado Ira! Sim, sim, todo mundo já tocou no Brasil mas a reunião desse autêntico "parque jurássico" dos anos 80’ de repente pode se transformar numa noitada bacana e movida a saudosismo reconfortante. Seria ótimo, inclusive, se os homens-coelho trouxessem pra cá o show que irão fazer em Londres em breve, onde irão tocar na íntegra apenas o clássico e sublime "Ocean Rain", com direito a orquestra de cordas no palco. Mesmo que para o show em Sampa, os músicos da orquestra fossem arregimentados por aqui mesmo, o que seria uma solução bastante plausível caso a banda se dispusesse a fazer este mesmo concerto por aqui. Mas aí o blog acha que já está pedindo demais, rsrs. Enfim, é isso. Depois do feriado, a gente volta. Inté!

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Aviso: post em construção!

Sempre, né? Agora que temos toooodooos esses maravilhosos recursos que a tecnologia da blogosfera nos permite, isso aqui virou de vez uma festa. Edita daqui, acrescenta dali, tira de lá e o texto e as informações quentes da Zap’n’roll vão tomando a forma que o autor deste espaço julga a ideal, para manter seu dileto leitorado sempre o mais bem informado possível. Afinal, estamos aqui pra trabalhar em prol do rock’n’roll alternativo e da cultura pop, oxe. E como sempre o post master das quintas/sextas-feiras vem beeeem recheado, com muitas novidades "hot", além do roteiro sucinto de baladas e aqueles prêmios que não podem faltar, claaaaro. Agora, vai vendo: não haveria melhor forma de começar a postagem de hoje falando daquela que é talvez o atual maior fenômeno do novo pop brasileiro. Sim, você já cansou de ouvir falar nela de umas semanas pra cá, e estas linhas blogueiras muito se orgulham de terem sido uma das primeiras a ouvir a garota, assistir a um show dela e comentá-la neste espaço virtual. Mas faltava uma matéria bacana com a moçoila por aqui. Então, resolvemos fazer mais do que uma matéria. Resolvemos, sim, fazer um entrevistão com a fofa, onde ela conta muita coisa que ainda não havia contado em lugar nenhum. Então relaxa, pega um sanduba ou pedaço de bolo (ou um pacote de bolachas), abre um refri ou uma caixa de suco (é mais saudável, óbvio) e vai lendo o blog que nunca pára, que não deixa a ferrugem dominar, que não fala bobagens e que está, sim, sempre em construção, para alegria e satisfação de quem o lê.

* O quê??? Hã??? A xoxotaça Scarlett Johansson, além de arrasar nas telas agora também vai atacar de... cantora? O disco se chamaria "Anywhere I Lay My Head" , e traria dez músicas, a maioria delas covers para canções de Tom Waits, sendo que há a participação do camaleão David Bowie em uma das faixas. Previsão de lançamento: 20 de maio. Alguém aí confirma?

* O quê??? Parte II: o gonzo zapper maloqui aqui sendo novamente entrevistado pela MTV? Pois é, nesta sexta-feira, mais conhecida como amanhã, o autor deste blog sobre cultura pop grava participação no programa "Discoteca MTV", onde irá falar a respeito dos discos "O concreto já rachou" (a obra-prima da Plebe Rude, lançada em 1985) e "A revolta dos dândis" (o segundo dos Engenheiros do Hawaii). É a vida dura do colunista pop superstar, oxe...

* Ah, sim, sobre o show dos Datsuns: foi legal, não mais do que isso. O repertório da banda é bacana, eles mandam bem no palco mas o set foi obviamente prejudicado por dois fatores básicos: o baixo público que compareceu no Inferno, na sexta passada, e também o desconhecimento deste mesmo público em relação às músicas do grupo. Mas valeu a pena, no final das contas.

* E alguns leitores vieram perguntar incrédulos, a este blogueiro zapper, se há alguma influência de folk music no som dos Datsuns. Na opinião pessoal deste jornalista, que possui os ouvidos calejados por mais de vinte anos de jornalismo musical e rocker, não é muito possível haver influência de folk music em uma banda que mistura Ramones e AC/DC no seu som. Anyway, isso é a opinião deste blogger. De repente, tem gente que acha influência de Bob Dylan no som do Slayer. O que há de se fazer?

* New York Dolls? Sorry, o blog não se animou a ir. Mas colheu a opinião de alguém que REALMENTE entende do assunto, a respeito do show. Quem fala é Ricardo Cruz, editor-chefe da Rolling Stone Brasil: "foi legal, mas nada que vá mudar a vida das pessoas a essa altura do campeonato. Na boa, achei o Forgotten Boys melhor". Falouzes, Quinho.

* A ARMAÇÃO DO SÉCULO NO PLANETA TERRA? – Vejam só: a segunda edição do mega festival (e cuja organização impecável foi elogiadíssima no ano passado), promovido por um dos três maiores portais de internet do Brasil (este aqui mesmo, que abriga a Dynamite e a Zap’n’roll, hehe), já tem data pra acontecer em 2008: será no dia 8 de novembro. Até aí, tudo bem. Mas o bicho vai pegar se for confirmada a escalação que está sendo negociada para o evento. A primeira banda fechada pra tocar no Planeta Terra 2008 é a lenda noise pós-punk Jesus & Mary Chain. E além do grupo dos irmãos Reid, também estão sendo negociadas as apresentações do Sonic Youth (dentro da turnê onde o conjunto toca apenas e na íntegra, seu clássico álbum "Daydream Nation") e também do... este outro nome o blog não pode revelar, ainda. Mas se tudo isso se confirmar meeeessssmoooo, não vai ser uma maravilha?

* Aliás, essa parada de grupos lendários do rock fazerem shows ou turnês onde eles tocam apenas o repertório integral de seu disco mais, hã, marcante, está virando mania. Há rumores de que o Echo & The Bunnymen estaria ensaiando para apresentar na Inglaterra um concerto apenas com o track list do sublime disco "Ocean Rain". Detalhe: com o conjunto sendo acompanhado, no palco, por uma orquestra, para reproduzir fielmente os arranjos de cordas que bordam majestosamente as faixas do álbum.

* O Blur poderia fazer o mesmo, mas com "Park Life", na modesta opinião destas linhas blogueiras, o melhor disco deles.

* Mas beeeem antes do Planeta Terra, chega a confirmação da gig da delicinha Joss Stone pelo Brasil. A inglesa branquela e gostosona (e bem nova ainda) e que canta soul, blues e R&B como poucas branquelas (igual a ela, hoje em dia, talvez só mesmo a loucaça, tesuda e genial Amy Winehouse) faz shows dia 13 de junho no Rio (no Arena Rio), 15 e 16 em São Paulo (na Via Funchal), 18 em Curitiba e 19 em Porto Alegre, no festival Pepsi On Stage.

* E voltando ao assunto festivais, vale lembrar também que entre os dias 14 e 16 de agosto, o gigante Mada completa dez anos em Natal. Jomardo Jomas, o homem que comanda o Mada, já confirmou que haverá umas três bandas gringas, além da volta do CSS ao evento e também... a revelação Mallu Magalhães, como não?

* Aliás, é com a fofa Mallu que o blog conversa a partir de agora, aí embaixo.

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QUINZE ANOS: VIEMOS TE BUSCAR!

Bastou apenas um show no começo deste ano (abrindo para o hoje consagrado Vanguart, na Clash Club, em São Paulo), para que aquela garota meio tímida, magrinha, cara de menina mesmo e ainda algo desengonçada no palco, imediatamente apaixonasse quem estava lá, naquela noite. E quem estava lá, além do público normal que vai a shows indies? Algumas figuras carimbadas do jornalismo musical paulistano e brasileiro, como o reverendíssimo Fábio Massari, e também Lúcio "Popload" Ribeiro, Thiago Ney e Zap’n’roll, claaaaro.

Todos se encantaram com a voz e o violão dedilhados pela garota. E mais ainda se surpreenderam com as canções mostradas por ela, que exalavam influências e referências folk da melhor estirpe, como se ela tivesse sido alimentada à base de Bob Dylan, Neil Young e Johnny Cash desde a mais tenra infância.

Daí pra frente o fenômeno Mallu Magalhães explodiu. Vídeos sendo mega acessados no Youtube, shows lotados e concorridos no circuito indie paulistano, entrevistas para a grande mídia brazuca e gringa, e até uma aparição no Programa do Jô, na tv Globo. Ao mesmo tempo, começaram as críticas ao trabalho da garota (claro, quem disse mesmo que toda unanimidade é burra? Foi aquele famoso dramaturgo, o Nel... bom, lembre-se você mesmo, mané): ela seria imatura, não possuiria ainda domínio do instrumento que toca (o violão) e tampouco do inglês, a língua na qual compõe boa parte de suas canções.

Bobagem. Mallu é sim um fenômeno para a sua idade. Um fenômeno, óbvio, que ainda precisa ser lapidado com esmero e maturado. Feito isso, ela tem tudo para se tornar um dos maiores nomes femininos surgidos na música brasileira, nos últimos anos. Afinal, suas referências são as melhores possíveis e ela tem toda a estrutura e apoio necessários pra "chegar lá". E enfim, como Zap’n’roll ainda não tinha batido aquele papo com a doce e meiga Mallu Magalhães o fazemos agora, logo abaixo, quando você lê a entrevista exclusiva que ela concedeu ao blog na tarde de ontem, por msn:

Zap’n’roll – E uma boa pergunta pra começar: você tem quinze anos de idade, e está em qual período escolar?

Mallu Magalhães – Falta esse e mais dois anos, to no 1º colegial.

Zap – Ok. E de repente, foi uma reviravolta na sua vida começar a se destacar como artista. Como isso está influenciando sua rotina escolar? Está atrapalhando um pouco ou você está conseguindo conciliar o estudo com os compromissos de shows e entrevistas que, pelo visto, estão se tornando cada vez mais frequentes?

Mallu – Além de cada vez mais frequentes ta cada vez mais dificil, é bem complicado conciliar. Se tivesse outra saída...

Zap – E se continuar assim e se sua carreira realmente decolar, vai chegar em um momento que você terá que decidir entre continuar os estudos ou partir com tudo para a música. Quando isso acontecer, você já imaginou qual dos dois irá escolher?

Mallu – Música, hehe, mas vou tentar ao máximo até quando nao der mais ( isso se tiver um dia que não dê mais)

Zap – Neste ponto, o que seus pais falam pra você? Eles interferem, fazem algum tipo de pressão ou apenas aconselham e deixam você livre para decidir?

Mallu – Um pouco de cada. Tem uma pressão, mas é uma pressão que eu entendo. Eles dão muitos conselhos. Mas eles me ajudam demais... sem eles eu nunca conseguiria nada. Minha mãe sempre falava pra mim que eu seria alguém... o olho dela brilhava forte... hoje ela fica toda orgulhosa... e o meu pai.. tocava Caetano pra mim e hoje eu tento fazê-lo perder o medo do palco, quando eu peço pra ele tocar 'Letrinhas dos jornais'.

Zap – Bacana, rsrs. Só pra encerrar então esta parte sobre estudos, que carreira você pretendia ou pretende seguir à parte a carreira musical?

Mallu – Eu penso muito entre moda e design. Mas esses dias to mais pra moda porque comprei umas coisas no armarinhos.

Zap – São ótimas profissões, lidam com arte e criação e isso é sempre bacana. E como se deu esse seu envolvimento com música de maneira tão intensa? Há influência de sua família nisso, do seu pai e de sua mãe?

Mallu – Então... meu pai, mesmo sendo engenheiro, sempre tocou o tal do violão. Eu ouvia músicas muito legais saírem das mãos dele. Aí quando eu encontrei os lps dele na casa da minha avó comecei a pesquisar. Teve uma coisa que me marcou. Um dia fui ouvir um disco do Pink Floyd e ouvi uma música que ele tocava pra mim. junto a isso, ouvi Beatles e descobri que cresci ouvindo "Black Bird"... a única que eu sabia de quem era e tal era o "Leãozinho", do Caetano [Veloso]. A minha mãe cuidou da cabeça, ficava olhando fundo e chorando se eu tocava musica nova.

A jovem fã de Bob Dylan: hype que vale à pena! 

Zap – Certo. Bom, e você começou a aprender música pra valer com qual idade? E começou a compor suas próprias canções quando?

Mallu – Entrei na aula de violão lá pelos meus 11 mas parei... porque me apaixonei... pelo folk.. lógico, compunha com uns 12/13 mas, tipo, uma música a cada seis meses. Quando deu uns 14 pra 15 anos, aí desembestou, hoje em dia saem de duas a seis músicas ao mês.

Zap´- Uau! Isso é ótimo! Olha, um dos fatores que mais admiro em você é o fato de você ter esse leque absurdo de influências bacanas, como folk music, Bob Dylan e por aí vai, sendo que garotas na sua idade costumam, via de regra, gostar de bandas emocore, pop meloso ou boys bands. Como você acha que você "escapou" dessas influências musicais "nefastas"?

Mallu – É que quando eu encontrei o folk, principalmente o [Bob] Dylan, que conheci pelo [Johnny] Cash, eu me encontrei. Pra que se perder de novo?

Zap – E como você conheceu Johnny Cash?

Mallu – Pelo Elvis.

Zap – Rsrs, e Elvis através dos discos que você encontrou na casa da sua avó, imagino.

Mallu – Hehehe, é. Elvis todo mundo sabe que existe. Mas aí que entra o negocio: quem procura e vê quem ele é de verdade, acaba chegando em muita coisa boa.

Zap – Sim, senhorita. Enfim, agora que você foi descoberta, naquele já lendário show abrindo pro Vanguart, e está se tornando cada vez mais conhecida, como você pretende levar sua carreira? Vai continuar independente mesmo, apesare do assédio de algumas grandes gravadoras que mostraram interesse pelo seu trabalho?

Mallu – INDEPENDÊNCIA!!!

Zap – Você tem empresário, certo? Decidiram em conjunto permanecer independentes ou foi uma decisão exclusivamente sua?

Mallu – Tenho... o Rossatto... então, foi junta: Mallu+Rossatto+papai. Eu não queria falar nada sem saber sabe? Sem ouvir propostas antes. Meu pai não gostou do fato de não ter tanta liberdade.

Foto em família: um pai orgulho, ao lado da filha prodígio. 

Zap – Mas as propostas não eram boas?

Mallu – Não sei... pra mim não, não me são úteis. Não por enquanto. Se um dia vier uma proposta que me deixe livre e que esteja preocupada em arte de verdade, aí eu leio o contrato.

Zap – Você mesma afirmou que anda bastante inspirada e compondo muito. Já há planos para gravar seu primeiro disco ou você ainda vai esperar um tempo, para "amadurecer" seu trabalho?

Mallu – Vou entrar em estúdio assim que entrar de férias, em julho. Vai sair logo depois porque tem muito material e eu estou muuuuuito animada.

Zap – Opa, isso é ótimo. E com o disco gravado, você pretende seguir a nova ordem de distribuição musical e postá-lo todo na net, para quem quiser baixar de graça?

Mallu – Não sei ainda... aí a gente vê depois... mas os meus planos sempre envolvem o disco físico e o digital... quem quiser comprar o físico a gente vai deixar disponivel...

Zap – Como está a sua agenda de shows? Parece que você vai começar a tocar em festivais grandes, como o Mada (em Natal) e Calango (em Cuiabá).

Mallu – É, estamos vendo... por enquanto tem o do Studio SP no final da semana que vem. Agora começaram shows cada vez melhores, troquei o pianista e a banda esta com mais intimidade, e mais bem ensaiada também.

Zap – Certo. Pra encerrar, eu gostaria que você falasse do trio folk que montou junto com o Hélio e o Zé Mazzei. Vocês irão tocar na Virada Cultural e parece que agora o trio vai virar coisa séria também. Você pretende levar os dois projetos ao mesmo tempo, o trio folk e sua carreira pessoal?

Mallu – Então, desde que comecei esse negócio de música achei que ia ter uma benefício... mas não esperava tanto... não tocar com meus próprios ídolos. Para mim esse trio é tão profundo e me faz tão bem... mas a idéia dele é ser bem livre para não atrapalhar a carreira de ninguém sabe? Não é sempre que poderemos tocar juntos, nós três... que cada um tem sua carreira.. ( o que deixa a coisa rara... tão rara quanto o folk bom)... mas para mim o trio é um absurdo de especial, e por mais que eu tenha que ficar um pouco distante de vez em quando, eu nunca vou esquecer porque o trio tem muuuuito pela frente.

Zap – Você era fã do Vanguart antes de conhecer o grupo?

Mallu – Sim, hehe.

Zap – Só mais uma questão, que eu lembrei agora: surgiu uma discussão em comunidades no Orkut, sobre quem decide as coisas na sua carreira. E um sujeito que se diz amigo do seu empresário, disse que você possui personalidade forte e que ouve as sugestões de seus pais quanto a forma como se vestir e se portar nas entrevistas etc. Mas no final quem decide tudo é você mesma e seu empresário acata o que você decide. Confere esta informação?

Mallu – CONFERE! Exatamente isso. Eu sou quem eu sou... aí tem gente que gosta, tem gente que não gosta. Eu ouço mas eu também falo. Bastante.

MAIS MALLU MAGALHÃES

Aí embaixo, no vídeo de "J1", que já rola à toda na MTV e também no Youtube:

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ENCONTRO DE GIGANTES INDIES NA OUTS/SP

Yeeeeeessssss!!! Amanhã, sábado, um dos melhores clubes dedicados ao rock alternativo em São Paulo vai ser palco de um encontro que raras vezes acontece ao vivo. Estarão tocando, juntos, pela primeira vez em Sampalândia, os grupos Ludovic e Madame Saatan.

Formado há quase oito anos em São Paulo, o Ludovic é hoje um dos nomes mais conhecidos do novo e emergente rock brasileiro. Com dois discos lançados, o quarteto formado por Jair (baixo e vocais), Eduardo e Zeek (guitarras) e Hugo (baixo) detona um poderoso rock de contornos pós-punk, onde um dos destaques são as letras escritas pelo vocalista Jair, de uma poesia sombria e angustiada, perscrutando as dores de relacionamentos e conflitos da existência humana. Graças à sua atuação insana no palco e à semelhança física de Jair com o saudoso Ian Curtis, o Ludovic já foi muitas vezes chamado de o "Joy Division brasileiro", o que é totalmente justo para definir o trabalho do grupo.

Já o também quarteto Madame Saatan (Sammliz nos vocais, Edinho nas guitarras, Ícaro no baixo e Ivan na bateria), é uma das maiores revelações da cena rock paraense. Formado há cerca de quatro anos em Belém, o grupo rapidamente chamou a atenção do público e de jornalistas conhecidos na rock press (como Alex Antunes e Pablo Miyazawa) por fazer um som poderoso, de guitarras e seção rítmica pesadíssima, mas com ótimas letras em português (resvalando na poesia simbolista de Augusto dos Anjos) escritas por Sammliz. A banda lançou seu primeiro álbum no final do ano passado e há um mês fixou residência em São Paulo. Já com um vasto currículo de shows nos principais festivais indies brasileiros, o convite para tocar com os amigos do Ludovic foi algo mais do que natural.

Vai ser uma noitada rocker fodona e imperdível e este blog vai estar por lá, claaaaaro, amigão e fã que é das duas bandas. E recomenda o mesmo ao seu fiel leitorado: ir na Outs amanhã porque, sem desmerecer os outros shows que irão rolar em Sampa neste finde, vai ser mesmo um encontro de gigantes da nossa amada indie scene.

CLIP DO LUDOVIC

Dá uma sacada aí embaixo e veja parte do que te espera amanhã na Outs:

Ludovic – "Eu fiz pouco caso de um gênio"

POUCAS & BOAS

* Tá bão, tá bão, todo mundo já sabe e você já viu na capa do portal o clip novo do Weezer que vazou na net, pra "Pork and Beans", o single que precede o lançamento do novo disco dos eternos heróis do indie rock americano, marcado para junho. E aê, gostaram? Olha, este palpiteiro zapper aqui achou legal e tal, mas ainda looonge dos melhores dias do Weezer, com certeza.

* Também num Youtube próximo de você, imagens do que deve ser um ensaio do grande Franz Ferdinand, já tocando material do esperadíssimo terceiro disco que, dizem, sai no segundo semestre, com direito à nova aparição do quarteto escocês por aqui, ao vivo e à cores. Como queridos blogs vizinhos já mostraram o vídeo, torna-se desnecessário repeti-lo aqui.

* Falando em Youtube, MTV etc: yep, o blog andou dando uma fuçada na Pitchfork tv e também no site da MTV na última madrugada – e no próprio ex-canal de clips em si. Vai merecer um comentário especial e mais extenso por aqui, provavelmente no comecinho da próxima semana. Mas, de pronto, Zap’n’roll achou o que muita gente deve estar achando: há programas de auditório demais na atual MTV brasileira (tendência importada da matriz americana?). Sim, suas campanhas institucionais continuam bacanas, o jornalismo idem mas o abandono dos clips incomoda quem sempre assistiu a emissora. Eles ficaram relegados ao "Lab", que começa às 4 da matina (!!!), e onde este blogueiro aqui assistiu muita coisa boa na madrugada passada (Radiohead, Blur, Grant Lee Buffallo, Amy Winehouse etc, etc.). Mas não é todo mundo que pode ficar acordado até essa hora pra assistir clips, então... O site da emissora, onde este jornalista rocker não entrava há tempos, está bem legal e concentra hoje muuuuito mais informação do que o próprio canal. Enfim, são opções editoriais, né? Já o Pitchfork, do pouco que deu pra ver (pois a entrada dele na tela do compu "travou" o velho lentium à lenha do zapper blogger), se mostrou bastante diversificado e atual. Mas o blog volta ainda a falar disso com mais calma e com um texto mais, hã, extenso, na próxima postagem, podem aguardar.

* Discos indies que andam animando o pedaço aqui: os mineiros do Enne lançaram seu segundo álbum no começo deste ano. É um disco ok, com muitas guitarras e climas oscilando entre o épico e o etéreo. O que bodeia um pouco é a interpretação algo afetada e espalhafatosa do vocalista, como querendo ser um Rogério Flausino mais rocker e com "atitude".///Já o paulistano Deize Confuza vai bem na praia setentista, com suas guitarras à Led Zep (nem poderia ser diferente, com este nome). As músicas são boas, a capa do disco é ótima e o senão é a produção precária, deixando o som de algumas faixas muuuito baixo.///Agora, boooom mesmo é a estréia do amazonense MezaTrio. Letras acima da média, boas melodias, vocal encorpado e três (o blog disse três!) guitarras que fazem misérias nas nove faixas do álbum.///Por fim, o querido Garotas Suecas lançou um promo legal para a imprensa, com nove faixas onde os paulistanos mostram que estão aprimorando cada vez mais seu rock garageiro com toques de Jovem Guarda. "Difícil de domar" e "Ninguém te ama como eu" já eram muuuuito legais ao vivo. E continuam assim também em disco.///Todos os cds citados aqui podem ser encontrados na loja paulistana Sensorial Discos (www.sensorialdiscos.com.br ou 11/3333-1914).

* Fechando a tampa: afinal, Cabrini é chegado ou não nas "narigadas"? Palpites no pé do blog, plis.

O BLOG ZAPPER INDICA

* Discos: as estréias do MezaTrio e Garotas Suecas. E também as trilhas sonoras de "Control" e "Shine A Light", ambas já em edição nacional.

* Filme: "A terra onde os fracos não têm vez", dirigido pelos irmãos Choen e com absurda atuação de Javier Barden (ganhou merecidamente o Oscar de melhor ator). Já está saindo de cartaz, portanto se você ainda não viu, corra!

* Blog sobre quadrinhos: com a internet literalmente entupida de blogs, de vez em quando é bom darmos uma passeada por alguns deles e indicá-los por aqui. Pois o jornalista carioca Pedro De Luna está mantendo um bem legal no site do Jornal do Brasil, onde ele fala de quadrinhos dando notícias, fazendo resenhas e entrevistas sobre o universo das HQs. Vai lá que vale a pena: http://www.jblog.com.br/quadrinhos.php

BALADAS DA SEMANA

Finde com feriadon à vista? Oxe, a ordem então é se jogar no "crime", rsrs. E a bagunça começa quente hoje, sextona, com a festa oitentista e goth Control, no Inferno (rua Augusta, 501, centrão rocker de Sampa), com direito a show do ótimo Interlude, que faz covers supimpas do Cure. Também hoje, mas lá no StudioSP (rua Inácio Pereira da Rocha, 170, Vila Madalena, zona oeste paulistana) tem showzaço – sempre! – do Vanguart. Mais? Tem mais: Circo Motel e os cariocas do Cabaret (Marvel!!!! Você é um anjo!) na Outs (rua Augusta, 486, centro de Sampa), o rock experimental do cearense Fóssil na Funhouse (rua Bela Cintra, 567, Consolação, centrão de Sampalândia), mais o trio glam Betty57 tocando na Juke Joint (rua Frei Caneca, 304, Bela Vista, centro de São Paulo), e ainda a sempre animada noitada indie MissTake, comandada pela Gringa lá no MiniClub (rua Consolação, 2627, Jardins, zona sul paulistana). E aaaantes de tudo isso, tem show de grátis na USP, no festival alternativo da Poli, a partir das sete da noite, com as bandas Hurtmold, Montage e Moveis Coloniais de Acaju. Vai lá!///Ufa, calma que ainda tem sabadon: e aí, além de Ludovic e Madame Saatan na Outs, você ainda pode se jogar no Inferno, onde toca o semp

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