Michael Stipe, à frente do REM: o melhor show internacional de 2008 no Brasil
Pois então foi isso: mesmo com dólar subindo e crise financeira mundial assombrando todo mundo no final do ano, 2008 vai ser lembrando pelos zilhões de grandes shows gringos que rolaram no Brasil, por muuuitos discos legais que foram lançados, aqui e lá fora, pelos mega festivais e pelos bacanas festivais indies, por filmes e livros que tornaram nossa amada cultura pop de cada dia ainda mais necessária e saborosa.
Assim, como não poderia deixar de ser, Zap’n’roll termina seu ano blogger deixando aqui as suas modestas "listinhas" do que ela achou de mais interessante, no rock alternativo e na cultura pop. Leia, concorde, discorde, fique feliz, xingue o blogueiro mas nunca se esqueça: o ano novo sempre poderá ser ainda melhor (pior é que não pode ser, hihi).
Entonces, vamos lá! Aí embaixo, os eleitos de Zap’n’roll para representar um ano que já vai tarde pois 2009 está aí, batendo à nossa porta, com show do Radiohead, a volta dos góticos (Peter Murphy e Sisters Of Mercy ao vivo no Brasil) e muuuito mais...
DEZ DISCOS GRINGOS FODÕES DE 2008
A deusa Cat Power, que lançou o ótimo "Jukebox"
Glasvegas: o novo rock escocês entre os melhores do ano
(sem ordem de preferência)
Cat Power – "Jukebox"
The Raconteurs – "Consolers Of The Lonely"
Portishead – "Third"
REM – "Accelerate"
Bauhaus – "Go Away White"
MGMT – "Oracular Spetacular"
Oasis – "Dig Out Your Soul"
Mudhoney – "The Lucky Ones"
Glasvegas – "Glasvegas"
Kaiser Chiefs – "Off With Their Heads"
CINCO DISCOS NACIONAIS FODÕES DE 2008
Os campineiros do Instiga lançaram um dos melhores discos nacionais de 2008
Macaco Bong – "Artista igual pedreiro"
Instiga – "Tenho uma banda"
Cérebro Eletrônico – "Pareço moderno"
Marcelo Camelo – "Sou" (ou "Nós")
Mallu Magalhães – "Mallu Magalhães"
CINCO SHOWS GRINGOS PRA LEMBRAR DE 2008
Kaiser Chiefs levantou o povão no festival Planeta Terra
Bob Dylan: ótimo show, porém caro e para poucos
REM (Via Funchal/SP, em novembro, no topo da lista)
Interpol (Via Funchal/SP, em março)
Bob Dylan (Via Funchal/SP)
MGMT (Tim Festival)
Kaiser Chiefs (festival Planeta Terra)
CINCO FESTIVAIS INDIES BACANAS DE 2008
Mada 10 anos (Natal/RN)
Bananada (Goiânia/GO)
Varadouro (Rio Branco/AC)
Goiânia Noise (Goiânia/GO)
Fogo no Cerrado (Campo Grande/MS)
REVELAÇÃO DO ANO
Mallu Magalhães, alguma dúvida?
FIASCO DE 2008
Tim Festival, também alguma dúvida?
TRETA POP DE 2008
Joe Mallatriani acusando o Coldplay de plágio, afe...
IMAGEM POP DE 2008
Bush levando "sapatada" no Iraque, hihi. E a cena bizarra e hilária, você pode recordar aí embaixo:
Sapato nele! Rsrs.
FILMES DO ANO
"Vicky Cristina Barcelona", de Woody Allen, e o meigo e fofo "Juno".
LIVRO DE 2008 PRA LER COM TESÃO
"Exile On Main Street – uma temporada no inferno com os Rolling Stones"
SHOW PRA ESPERAR COM TESÃO EM 2009
Radiohead em março, claaaaro!
APOSTAS ZAPPER PRA 2009, NO INDIE ROCK NACIONAL
Holger, Nevilton e Orange Disaster.
BLOGS BLOGS E MAIS BLOGS
Zap’n’roll tinha pautado uma matéria sobre blogs que detém seu olhar sobre a cultura pop para este ano, mas corre daqui, corre dali, e o assunto vai ficar para ser melhor esmiuçado em 2009, pode esperar.
No entanto, entre os zilhões de blogs que pululam hoje pela, hã, blogosfera, o sempre atento zapper xereta achou bem bacana o "Olhômetro", escrito pela Ana Paula Freitas e que pode ser acessado em www.olhometro.com. Dá uma lida lá e vê o você acha.
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SAIDEIRAS (PRA FECHAR 2008)
* Hum... o que tá faltando? Ah, sim, dizer que um show pra se esperar com tesão redobrado lá fora é a volta do graaande Blur, que se apresenta com sua formação original (original, clássica não porque o Blur nem é tão velho assim e o maloquer blogger aqui, apesar de já ser um quarentão há tempos, ainda se considera um adolescente doidin, hihi. Ué, Madonna cinquentona não botou pra quebrar em seus shows brasileiros? Pois é... nada de velhice precoce por aqui, sai pra lá!) no Hyde Park, em Londres, dia 3 de julho. Nesse, Zap’n’roll vai se programar pra ir, com certeza!
* O blogão campeão estréia resdiência mensal nas pick-up’s do célebre club paulistano Outs em 2009. E a primeira discotecagem rola já em 10 de janeiro, com shows das bacanas bandas Vilania, Circo Motel e Supervix. Antes porém, neeeeste finde (mais especificamente sábado agora, dia 27 de dezembro), o zapper aqui já em clima de final de ano também toca na Outs, na tradicional festa de natal do bar e também para comemorar os aniversários dos queridos Edu e Valentim. Cola lá e se divirta, bombando pela última vez na pista em 2008 antes de cair pro reveillon. Onde fica? Ora, na rua Augusta, 486, centrão de Sampa.
* E ENQUANTO ISSO, NA POPLOAD...(HIHI) – O "afamado" e amado blog vizinho, escrito pelo sempre trêfego dear Luuuuuuuusssssssssssssssciiiiiiiiiiiiiiiooooooooouuuuuuuuuuussssssssss R. termina o ano fazendo um, hã, interessante estudo "epistemológico" (!) ou "sociológico" (!!) com o "singelo" título "Que tipo de indie é você?". Estão listados lá, entre outros, o "indie folk", o "indie global", o "indie-do-indie", o "indie contestador" e... o "indie porra lôca", que é definido assim pelo nosso genial colega de colunismo pop virtual: "ele simplesmente extrapolou na fase indie-festa. Faz todas as coisas acima, mas nunca sabe quando parar. Adora palavrões, barraco e rock n rolllll garageiro. Dança fazendo chifrinho com as mãos, fazendo air guitar. Desceu a Augusta, passou pelo Inferno, caiu na OUTS, entalou no banheiro e por aí vai. Lê o blog do Finatti". Wow!
* Você concorda ou discorda da descrição acima? Ah, e apenas um detalhe: dançar fazendo chifrinho com as mãos é coisa de metaleiro, uma turma que passa looonge da Outs, onde a parada é rock de garagem e indie rock. E Zap’n’roll, ela própria, jamais dançou fazendo chifrinho com as mãos simplesmente porque detesta heavy metal, rsrs.
* Bien, bien, e apenas pra reforçar sua agenda: tem Peter Murphy (ex-vocalista do Bauhaus) dia 15 de janeiro em Sampa, na Via Funchal. Já em fevereiro, dona Alanis Morissette volta ao Brasilzão para shows em onze (!) cidades do país, sendo que em Sampa ela se apresenta no dia 3, também na Via Funchal. E ainda vai ter Motorhead (socorro!), Sisters Of Mercy (6 de junho em Sampalândia, maaais uma vez na Via Funchal), mais Radiohead etc, etc, etc. Ou seja, venha quente 2009, que nós estamos fervendo à sua espera, uia!
* E pra terminar mesmo, os...
PRÊMIOS, PORRA!
São os últimos mimos sorteados de 2008, pra esvaziar de vez a sacola de bondades do blog. Então veja aí se pelo desta vez, Papai Noel foi generoso com você:
* Carianne Almeida Torres (Salvador/BA), vai receber de presente de natal o livro "Para colorir", publicado pelo baterista Ricardo Cury, nome de respeito na indie scene brazuca (ele foi "apenas" baterista do graaande brincando de deus).
E caaaaalmaaaa lá! Continue mandando bala no finatti@dynamite.com.br que continuam em sorteio por lá os
* DOIS INGRESSOS para o show do Radiohead no Brasil, em março. Claro, um ingresso é pro show de Sampa; o outro, pro Rio. A nova data prevista para o sorteio de ambos é março mesmo, tipo uma semana antes de os shows rolarem, okays? Então corra e escreva à vontade, envie quantos e-mails você quiser porque a vida do pobre blogueiro aqui realmente vai ficar difícil com essa história – até o momento, já chegaram "apenas" umas cento e vinte mensagens pedindo os dois ingressos. Portanto... corra e booooa sorte!
E TCHAU, NÉ?
Agora foi! Bye bye 2008, feliz natal pra todo mundo que nos acompanhou em mais um ano por aqui. Que 2009 venha repleto de rock’n’roll pra todos vocês! Zap’n’roll se vai e deixa um beijo master na Adriana Ribeiro, na Eliana Martins, na Lily Punkinha, na Lua Schabib e na Fernanda Souza, na Lorena Caneca, na fofa Bia Marques (que tá chegando em Sampa, uhú!), na Letz Spíndola, e abraços quebra-ossos no Alexandre HC (como esse sujeito quebra galhos pro blog, vixe...), no Khall, no Vini F., no povo da Sensorial Discos e no sempre e amado André Pomba. É isso aê, a gente volta aqui lá pelo dia 15 de janeiro, a tempo de pegar o sorumbático Peter Murphy na Via Funchal, okays? Inté!
(enviado e finalizado por Finatti em 23/12/2008, às 16:30hs.)
O "trans-estadual" Revoltz, um dos destaques do Fogo no Cerrado
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* Yep, agora finalmente o post decolou. E com título trocado na cara larga, pra chamar a atenção do nosso dileto leitorado, né? Jornalismo marqueteiro e truqueiro é isso aê, uia, hihi.
* E o ano termina com Bush levando sapatada mais do que merecida no Iraque. Aeeeê! Zap’n’roll também adere à campanha "libertem o jornalista que mandou o sapato voador na cara do presidente pateta". Ele – o tal jornalista – merece uma estátua em praça pública em Bagdá, e não a prisão. E temos dito!
* E o ano termina (II) com os melhores de 2008 escolhidos pelo blogão zapper. Eles estarão aqui na semana que vem, tipo terça-feira, na última postagem deste ano. Portanto, fiquem atentos!
* E 2009 vai começar quente. Quer ver? Em Londres, no dia 26 de fevereiro, na 02 Arena (o mesmo local onde o Led Zeppelin se apresentou há um ano, após passar quase duas décadas sem tocar com seus integrantes originais), acontece a NME Awards Big Gig 2009, promovida pela New Musical Express, claaaro. No palco, encabeçando a lista de atrações, estará a lenda goth The Cure que – dizem – desta vez e finalmente irá dar o ar da graça em terras brasleiras. Logo depois, em março e aqui mesmo, temos a desesperadamente aguardada por séculos aparição do Radiohead. Depois, já anunciou a produtora TopLink, os velhos góticos do Sisters Of Mercy retornam mais uma vez ao Brasil. E antes disso tudo, já no mês que vem, daqui a três semanas...
* PETER MURPHY CHEGANDO! – O ano novo vai começar daaaaark. Peter Murphy, que um dia foi vocalista do quarteto inglês Bauhaus, tem dois shows marcados no Brasil em janeiro, nos dias 14 (em Porto Alegre, no teatro Bourbon) e 15 (em São Paulo, na Via Funchal). A página de shows da Via Funchal ainda não anuncia a apresentação, mas tanto ela quanto a de Poa estão lá, oficialmente confirmadas no site do cantor (dá uma olhada: http://www.petermurphy.info/index_b.html). Antes de chegar à taba, Peter irá tocar em Buenos Aires no dia 13, e depois das duas gigs brasileiras, seguirá para o Chile e México. A tour sul-americana promete uma retrospectiva da carreira dele, solo e com os Bauhaus, já que Murphy não lança nenhum trabalho inédito desde 2004 – um novo disco dele está programado para 2009. Bien, o sorumbático Bauhaus sempre foi um dos grupos preferidos de Zap’n’roll na época em que o então jovem e daaaaark futuro jornalista amava andar todo de preto (na verdade, ama até hoje) e se entupir de álcool no porão escuro do Madame Satã. A banda, que começou em 1978 e terminou em 1983, teve uma carreira curta mas intensa, lançando pelo menos uma obra-prima (o álbum "Mask", de 1981, e que chegou a ser lançado no Brasil), além de vários singles memoráveis (quem não se lembra de "Bela Lugosi’s Dead", "The Passion Of Lovers", "Kick In The Eye", "Spirit", "She’s In Parties" e tantos outros?). A sonoridade do quarteto (que além de Peter Murphy, era formado pelo guitarrista Daniel Ash, pelo baixista David J. e pelo baterista Kevin Askins) era algo realmente sufocante e sombria: guitarras ora agônicas e esparsas, ora psicóticas, glam e estridentes; baixo sempre pontiagudo e bateria gélida e distante. E por cima de tudo isso o vocal sinistro e "vampírico" de Murphy, que na época do auge da banda era uma das bichas loucas mais sedutoras e lindas do rock inglês, com seu corpo magérrimo, a pele translúcida (como diria o velho Lex Antunes) e o olhar de morto-vivo que hipnotizava o público nas apresentações ao vivo da banda – não dá pra esquecer da cena do Bauhaus cantando dentro de uma jaula, na abertura do filme "Fome de viver" (aquele clássico do cinema pós-moderno dos anos 80’, com David Bowie e Catherine Deneuve fazendo um casal de vampiros fodásticamente classudo), a sua ensadecida cover para "Ziggy Stardust", de Bowie. Com o fim dos Bauhaus (sim, o nome da banda veio da célebre escola de arquietura que existiu na Alemanha pré-nazista), Peter Murphy saiu em carreira solo (enquanto o trio restante montou o Love & Rockets) e lanpou bons discos, como "Love Hysteria", editado em 1988 e que chegou a emplacar no Brasil o hit "All Night Long". E quase duas décadas depois, o Bauhaus voltou a se reunir para uma estrepitosa aparição no festival americano de Coachella. O show foi tão avassalador e comentado (Murphy entrou no palco cantando de ponta-cabeça, sustentado por cabos elásticos) que o grupo pensou em fazer uma nova turnê, inclusive com shows programados para a América do Sul. No final das contas, a banda entrou em estúdio e saiu de lá com mais um disco inédito, o bem legal "Go Away White" (editado no início de 2008) e decidiu que não iria excursionar. Enfim, pras viúvas da banda e do gothic rock em geral deverá ser um show bacana e o sujeito aqui, ex-gótico mas que até hoje curte o estilo, estará por lá também. Peter Murphy, que está com 51 anos de idade, com certeza ainda está em boa forma ao vivo e deverá dar uma bela revisitada em sua carreira solo e também nos inesquecíveis clássicos do Bauhaus.
* Dá pra ver o Bauhaus em ação aqui:
"Bela Lugosi’s Dead" – Bauhaus ao vivo em Berlim, em 2006
* Ah, sim: pros fãs de blues, latinidad e hip hop cubano, tem também a volta do ótimo Orishas, também na Via Funchal em Sampa, dia 27 de janeiro. E neste, Zap’n’roll já sabe quem vai levar ao show.
* E lá em Campo Grande...
E O CERRADO PEGOU FOGO!!!
Yep, o blog estava devendo aqui um texto sobre o festival Fogo no Cerrado, que Zap’n’roll acompanhou de perto no último finde em Campo Grande, lá em Mato Grosso do Sul. Correria de final de ano, problemas daqui, pepinos dali e o texto está entrando hoje, quarta-feira à tarde (17/12). Mas estas linhas rockers online jamais deixariam de registrar, ainda que de maneira resumida, o que foi um festival bacaníssimo, feito com garra e tesão não só pelas bandas mas pela turma que trabalhou com empenho para que ele se tornasse realidade. E o Fogo no Cerrado concentrou uma ótima amostra de rock’n’roll em suas variadas vertentes e foi tudo, menos bunda-mole.
O festival, na verdade, deveria ter acontecido no início de 2008. Mas a produtora Bigorna, responsável por ele, sofreu com falta de patrocínios (e olha que a turma correu muito atrás deles) e teve que adiar a realização da maratona de shows. Até que a dupla Jean Gabriel e Letícia Spíndola resolveu dar um "foda-se", arregaçou as mangas e decidiu que o FC sairia de qualquer forma ainda este ano, com ou sem patrocínio. Contando com apoio de amigos e fazendo parcerias aqui e ali, Jean e Letz (dois dos agitadores mais conhecidos da cena rocker de Campo Grander, sendo que ambos tocaram na lendária banda Astronauta Elvis e Jean segue trampando como músico, tocando bateria na Revoltz e no Dimitri Pellz) mandaram ver e o festival saiu no último finde. Realizado no Barfly (um dos bares rockers mais conhecidos de Campão, com um salão de sinuca no andar de cima e espaço bacana para shows ao vivo no porão), o FC começou modesto sim, na estrutura (palco pequeno, jogo de luzes razoável, boa potência no PA) mas já grande em termos da qualidade de alguns shows apresentados e também na entusiástica participação do público (onde se viam dezenas de garotos e garotas gostoooosaaas trajando t-shirts rockers, botas e tênis AllStar).
Foi um prazer ver que em Campo Grande a cena de bandas locais fervilha e mostra surpresas mega agradáveis como o rock com mix de regionalismo e mpb do Mandioca Loca, ou ainda o potente e engajadíssimo hip hop da Falange De Rima, que concentrou grande público durante seu set e mostrou que o rap é hoje uma das linguagens mais fortes na música alternativa brasileira (sendo que este blog já tinha observado isso no festival Varadouro, no Acre, durante o show do grupo Linha Dura). Aliados a estes novos nomes da cena de Campão, uma banda histórica como o Bando do Velho Jack (que já está há anos na estrada rocker da cidade) e seu hard blues rock à la Lynard Skynard só reforçou o que todos ali estavam sacando: Campo Grande não fica devendo nada a outras grandes cidades brasileiras, quando o assunto é rock.
E teve muuuito mais, claaaaro. Teve Facas Voadoras, com seu som veloz e algo inclassificável (surf music? Grunge?) e que já caiu nas graças do produtor Fernando Rosa. Teve o Noradrenalina e seus eflúvios de pós-punk e goth rock com letras em português (atenção para a música "Dezembro é vermelho"), instrumental denso e um vocalista que, por vezes, incorporava um Ian Curtis rápido. Teve o metal industrial brutal do paulsitano Orange Disaster, um dos melhores momentos de todo o festival (o grupo é formado por integrantes do Ecos Falsos, Capim Maluco e Jazzblaster e provavelmente nunca irá sair do underground porque seu som é porrada demais, e com qualidade diga-se, pra ser palatável a um grande público), teve a "multi-estadual" Revoltz mostrando que seu rock pós-new wave já deveria ter tido o mesmo destino do Vanguart (ou seja: um contrato com uma major ou um selo mais estruturado em termos de distribuição e divulgação). Teve o trio instrumental Macaco Bong, cada vez mais fodaço ao vivo e que deu uma lição de talento e humildade ao se dispor a tocar em um festival ainda pequeno e em início de trajetória, após passar por shows no Canadá e no Sesc Vila Mariana, em São Paulo. E, por fim, teve o esporro do Dimitri Pellz, a nova banda do baterista Jean Gabriel, um dos organizadores do FC. Um esporro também bastante inclassificável e que conta com uma vocalista mega estilosa e tesuda, a ótima Maíra (calma marmanjos! A garota é namorada do Jean), o que contribuiu em muito para elevar a temperatura do show às alturas.
O saldo final foi mais do que positivo, enfim. E com ótima repercussão tanto na mídia impressa local (que deu destaque para o festival nas páginas dos cadernos culturais dos dois diários de Campo Grande) como em blogs e sites dedicados ao rock alternativo (como o Overmundo), o Fogo no Cerrado veio para ficar e a edição de 2009 deverá crescer esponencialmente em número de bandas, estrutura, local etc. Ou seja: mais uma vitória do rock independente brasileiro e de quem trabalha com ele com força de vontade, empenho e paixão pela cena undergournd deste país.
ENQUANTO ISSO, NOS BASTIDORES DE CAMPÃO...
* Zap’n’roll, como já foi dit aqui, resolveu ir a Campo Grande aos 45 minutos do segundo tempo. Com verba apertada, o pessoal do festival conseguiu descolar passagens pro blogger maloqui mas de... busão. O autor destas linhas rockers, que gosta de viajar por terra e sempre detestou viajar de avião, pesou os prós e contras, a distância (doze horas de viagem, nem tanto assim pra quem já enfrentou vinte e cinco até Cuiabá) e resolveu ir. Viagem tranquila até chegar a Mato Grosso do Sul onde as estradas, sinceramente, estão totalmente esburacadas.
* Mas o hotel em que o zapper e as bandas ficaram hospedadas era tudo de bom: piscina, net por conta da diária e, além de tudo, tratava-se de uma das unidades do Albergue da Juventude Internacional. Ou seja: muitos gringos circulando por lá e xoxotas loiras deliciosas desfilando na piscina, uia!
* Na primeira noite do FC, já deu pra perceber que o povo (principalmente as garotas) de Campão é mesmo do rock. Cerveja sendo consumida aos litros, destilados também e... sendo que a qualidade do "produto" local foi amplamente aprovada por alguns músicos que tocaram no festival.
* No sábado, todo mundo foi almoçar num restaurante especializado em... costela assada! Wow, estava realmente uma delícia. Foi quando chegou o povo do paulistano Orange Disaster. Um dos músicos, com sua já conhecida cara de "Charles Manson" da cena indie, foi logo disparando: "viajei catorze horas de busão e quero ficar louco aqui. Quero ver estrelas! O ex da Suzana Vieira vai ser pouco perto do estado que eu vou ficar!". Uuuuuuuuuiiiiiiiiaaaaaaa!!!
* As garotas de Campão são rockers, gostosas, bonitas e enfiam o pé na lama com tudo que tem direito. O blogger doidão aqui é testemunha ocular disso: não se via no festival quem não estive sempre com um copo e uma garrafa de breja nas mãos. Pois é...
* E no sabadon, final de festival, o autor destas linhas online e eterno apaixonado de plantão, conheceu ela! Linda, altíssima, fã de rock, blues, dos beats (Bukowski e Kerouac, sempre!), ótimo papo, louca, mega culta e tão insegura quanto Zap’n’roll. Não deu outra: paixão fulminante, rsrs. Pena que mil quilômetros separam ambos. Mas isso, com o tempo, se resolve, não? Daqui, fica o maior beijo do mundo pra garota e a certeza de que há muito o autor deste blog não conhecia uma mulher tão interessante.
* Agora, figuraça mesmo era mr. Rodolfo. Japonês, formado em direito, cara de bom moço e um dos organizadores do festival. Bom moço? O cazzo: o sujeito é viciado em jornalismo gonzo, ama Hunter Thompson, leu "Medo e delírio em Las Vegas" trocentas vezes e já aprontou todas em seus ainda "tenros" vinte e nove anos de vida. Não à toa, Zap’n’roll disparou, após conhecer o sujeito: "então você é o advogado samoano do doutor Gonzo, kkkk". A única diferença é que Rodolfo não tem 150 quilos.
* Este blogon doidon agradece de coração a calorosa acolhida que teve em Campão, por parte de todos que estavam na organização do Fogo no Cerrado. E deixa muitos beijos e abraços na Leticia, na Manoela, na Fernanda, Bia, Lorena, no Jean, na Maíra e no Rodolfo. Se em 2009 vocês chamarem novamente, podem ter certeza que estaremos por aí novamente.
PICS DO FINDE ROCKER EM CAMPÃO
Falange de Rima: yep, o hip hop também mostrou seu poder no FC
Dimitri Pellz: esporro inclassificável e uma vocalista tesuda e estilosa
Orange Disaster: som brutal num dos melhores shows do festival
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SAIDEIRAS
* Entonces, cobertura mezzo gonzo e lesada é isso aê: o zapper maloqui não tem o hábito de ir a festivais munido de gravador ou bloco de notas (embora um desses esteja sempre na mochila do sujeito aqui), prefere ir registrando tudo no seu cérebro, já algo "corroído" (uia!) por anos de excessos de todos os tipos. Aí, o que rola? No texto sobre o Fogo no Cerrado, o blogueiro rocker simplesmente se esqueceu de comentar algumas bandas, sendo que gostou delas inclusive. A última omissão, apontada nos comentários dos leitores pela querida Letz (organizadora do FC) foi a do sensacional Nevilton e então, o autor destas linhas online prefere dizer aqui mesmo que o show do trio paranaense foi meeesmooo um dos melhores do festival. Nevilton é ao mesmo tempo pop, rock de guitarras rápidas e melódicas, indo do rock indie a referências regionais da música do Paraná (algo como um Charme Chulo mais rocker e menos caipira). Fora que a dupla que acompanha o guitarrista e vocalista (o baixista Lobão e o batera Fernando) também são fodões e as letras são um caso à parte, em termos de sacação textual ("E o mundo se pôs a girar/no ballet da ironia/Da vida que passa devagar/Por cima da alegria...", diz a letra de "Ballet da vida irônica"). Enfim, Nevilton é dez e foi mais um dos grandes momentos do Fogo no Cerrado. E você pode saber mais sobre ele em www.nevilton.com.br
* E pro finde? Tem aniversário do querido Daniel Belleza no Inferno (rua Augusta, 501, centrão de Sampa) nesta sextona, que vai contar com show do próprio Belleza e seus Corações em Fúria, além da lenda Thunderbird e seus Devotos de Nsa. Aparecida e Zap’n’roll, claaaro, vai estar lá, pra dar um abraço no careca mais rocker da indie scene paulistana.///Já no sabadon em si vai ter o natal indie na União Fraterna (rua Gaicurús, na Lapa), com showzaços do Grenade, da Stephanie Toth e da nova sensação paulistana, o Holger, e Zap’n’roll também pretende estar lá.
* Sim, sim, o site da MTV informa: Little Joy (aka Fabrizio Moretti, Rodrigo Amarante e Bink Shapiro), toca dia 28 de janeiro em Sampalândia, lá no Clash Club, sendo que irão rolar gigs também no Rio, em Belzonte e em Porto Alegre. Legaaaaal!
* Sim, sim, II: o blog está devendo a desova de uns prêmios aê (livros e cds) e o nome de quem ganhou o quê vem no último post deste ano, que entra aqui entre sexta-feira à noite e o começo da próxima semana, okays? Vai ser post pequeno, com os melhores de 2008 na opinião do blogon, mais os nomes de quem ganhou os prêmios e só porque o sujeito aqui precisa de férias urgentes, hihi.
* Sim, sim, III: e a partir de janeiro (leia-se mês que vem), Zap’n’roll estréia sua residência mensal como dj do bombado clube paulistano Outs. E aê, vai perder?
* Mas os dois ingressos pro Radiohead (um pro show de Sampa, outro pro do Rio) continuam lá, à espera de quem arriscar a sorte no finatti@dynamite.com.br
* Agora, chega! Daqui a pouco voltaê, pro último post deste ano do blog campeão. Até já!
(enviado e finalizado por Finatti em 18/12/2008, às 15:40hs.)
(blogão sendo incrementado diretamente do Cerrado, uia!)
* Zap’n’roll direto de Campo Grande (MS), carinhosamente conhecida como Campão, hihi.
* Clima agradável na capital de Mato Grosso do Sul. Tempo nubladão, temperatura na casa dos 26 graus (suuuuuaaaave para os padrões locais, ainda bem!) e, de repente, o blogueiro globe trotter descobre que Campão é uma cidade rock’n’roll à beça, né? Muita garotada tatuada circulando pelas ruas, liiiindas loiras e morenas estilo rock girl e um clima bem cultura pop é respirado por aqui, principalmente no hotel onde o sujeito aqui está hospedado e que, na verdade, também é um albergue internacional de estudantes. Ou seja: clima total descontraído, com o pessoal tomando brejas à beira da acolhedora piscina e discutindo música e literatura. Maneiro.
* Zap’n’roll está na cidade a convite da produtora Bigorna, que está fazendo a primeira edição do festival “Fogo no Cerrado”, como você já leu aqui mesmo neste post, mais aí embaixo. E tem uma historinha por trás da vinda do blogão zapper até este festival. O autor destas linhas rockers online, na verdade, resolveu vir no último instante, aos 45 minutos do segundo tempo. Até a semana passada, o blog tinha descartado sua vinda por alguns motivos. O pessoal da organização, super simpático e comandado pela Letícia Spíndola e pelo Jean, tinha convidado Zap’n’roll a cobrir o festival mas estavam com o orçamento apertado (algo normal para um evento que está começando ainda modesto, mas com vontade de vencer e se tornar referência na cena musical alternativa local) e só podiam oeferecer rango e hospedagem, sendo que a viagem teria que correr por conta do blog. O zapper, que jamais vai perder seu amor pela indie scene mas também não nada em dinheiro, analisou a situação e achou melhor escalar alguém em Campão mesmo pra cobriro evento (uma decisão, hã, temerária, pois o sujeito aqui é muito ciumento com estas questões de texto e só confia mesmo no seu próprio taco quando o assunto é cobrir festivais indies).
* Anyway, anteontem, quando Zap’n’roll já havia se programado para ver a gravação do dvd do Vanguart na quinta-feira, e assistir ao novo grupo Holger na sexta (no clube Neu), Lets mandou o aviso de Campo Grande: o Fogo no Cerrado poderia bancar a ida do blogger man, desde que fosse de busão normal. Hum... busão??? A última vez que Zap’n’roll viajou loooonga distância porterra foi há uns quatro anos, quando esteve pela primeira vez em Cuiabá, para conhecer a cena rock da cidade – vinte e cinco horas de viagem, pelamor... De lá pra cá, só busão aéreo. Que, na boa, já estava enfastiando o autor destas linhas rockers virtuais. Não é mole enfrentar diversas vezes por ano, aqueles pavorosos vôos da Tam ou da Gol, com poltronas horrendas, serviço de bordo ridículo etc. Então, pensa daqui, pensa dali e o zapper andarilho resolveu ir de busão mesmo. Busão confortabilíssimo, diga-se, semi-leito, poltronas mega confortáveis e várias paradas pelo meio do caminho, onde se pode comer muito bem (ao contrário daqueles lanches de merda serviços a bordo dos busões aéreos). E no final das contas, dá pra ir admirando a paisagem, conhecer cidadezinhas maneiras, dormir bem e esquecer que serão doze horas on the road. Um belo passeio turístico, enfim.
* Depois, o blog conta o que achou do que viu da gravação do dvd dos Vangs (Zap'n'roll conseguiu assistir a mais da metade da apresentação, inclusive a participação da nossa deusa teen Mallu Magalhães, mas depois falamos mais sobre isso).
* E, na boa, a presença de Zap’n’roll aqui também tem um caráter/interesse cultural e político. O festival tem apenas duas ou trêsbandas realmente mais conhecidas (Macaco Bong, Revoltz, O bando do Velho Jack); as outras são promessas locais e o evento está certíssimo em abrir espaço para elas. Quando esteve em Cuiabá pela primeira vez, sem expectativa alguma quanto à cena de lá, este blog descobriu o Vanguart, que hoje todo mundo sabe onde está. Vai que surge um novo Vanguart aqui em Campão? E, no lado político, a parada é a seguinte, sem mais delongas:temprodutor hoje, na indie scene nacional, querendo foder Zap’n’roll a todo custo. E este processo de “fritura” começou a partir do momento em que estes produtores viram seus interesses e métodos de trabalho contestados pelo autor deste espaço rocker. A vida é assim: você é bem-vindo enquanto está de acordo com tudo o que ouve e vê. A partir do momento em que você não concorda com algo do que ouve ou vê, quem não agüenta críticas construtivas passa a atacá-lo e a querer desqualificar seu trabalho jornalístico. Normal.Zap’n’roll fez questão sim de vir até Campo Grande, pra mostrar a esse pessoal obtuso, reacionário e xiita que o bom jornalismo musical continua sendo bem-vindo em lugares onde as pessoas querem fazer um trabalho sério, honesto e digno em prol da cena musical alternativa. Como a turma do Bigorna quer fazer em Campão. É isso aê!!!
* Amanhã, aqui no blog e também no site, começamos a contar como está sendo o Fogo no Cerrado, okays?
* E zilhões de beeeeeeeeeijoooossss nas amadas Fernanda Souza e Luana Schabib, as duas “campo grandenses” mais lindas que este blogueiro conhece.
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Ah, sim, o mondo pop contina girando: Madonna já está enchendo o saco com suas milhares de exigências extra-show: frota de Audis pra se locomover no Brasil, 10 mil latas de Red Bull (!!!) pra sua equipe etc. Dá um tempo, née Velhonna!///E não é que o Flaming Lips vai fazer a curadoria do festival All Tomorrow’s Parties, ano que vem, nos Estados Unidos? Que chique...///Chiquésima também é a cidade inglesa de Dartford, berço dos Rolling Stones. Pois pra homenagear seus filhos mais ilustres, a cidade resolveu batizar várias de suas ruas com os nomes de clássicos das Pedras Rolantes. Se você for pra lá qualquer dia desses, não se surpreenda se estiver andando na rua “Satisfaction”, por exemplo, hihi.///Listas, listas e mais listas... começam a pipocar as listas dos “melhores de 2008”. Antes do natal, Zap’n’roll solta a sua, não se preocupem. Enquanto isso, você fica com a lista das dez melhores músicas de 2008, na opinião da Rolling Stone americana:
1 - "Single Ladies" - Beyoncé 2 - "L.E.S Artistes" - Santogold 3 - "Time to Pretend" - MGMT 4 - "Furr" - Blitzen Trapper 5 - "Lollipop" - Lil Wayne 6 - "Gamma Ray" - BY BECK 7 - "American Boy" - Estelle Feat e Kanye West 8 - "I'm Amazed" - My Morning Jacket 9 - "Viva La Vida" - Coldplay 10 - "No Matter What" - T.I.
A próxima edição da Rolling Stone brasileira também irá trazer sua lista dos melhores do ano. Zap’n’roll, inclusive, foi convidada a votar mas, atrapalhada que estava com mil coisas, acabou perdendo o prazo para enviar suas indicações. Fica pra próxima.
(enviado e atualizado por Finatti em 12/12/2008, às 18:40hs.)
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O trio instrumental Macaco Bong encerra no sábado o festival Fogo no Cerrado
Yeeeeeessssss!!!
O finde se aproxima, o mondo pop/indie rock está calmo (quer dizer, maaaaais ou menos, os ingressos pro Radiohead estão no bico do corvo pra se esgotarem) e então... fogo no cerrado!!! Hã? Sim, Zap’n’roll vai dar uma escapadinha estratégica até Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, onde acontece neste finde a primeira edição do festival Fogo no Cerrado, evento mais do que bacana e já comentado por aqui semana passada. Sim, vai ser uma noite meio crazy esta de hoje, quintona de tempo nublado (felizmente, pois o calor que fez ontem ninguém merece) em Sampalândia: o trêfego maloqui zapper vai assistir parte das gravações do dvd do Vanguart pela Multishow, no Avenida Clube, e depois vai voar a caminho de Campão. Então, amados súditos (hihi) do blogão campeão, sejam pacientes e contentem-se com este mini post por hoje. Qualquer coisa, mandamos notícias durante o finde lá de Campo Grande, inclusive com a cobertura in loco do festival, certis?
* E sortudo mesmo é o guitarrista Vini F., das bandas Jazzblaster e Orage Disaster (esta, também integrada pelo boa praça Júlio nos vocais e pelo David, do Ecos Falsos, na bateria, e o Rafa Laguna, da Capim Maluco, nas guitarras), sendo que esta última também vai estar em Campão neste finde, no Fogo no Cerrado. Não é que o Vini ganhou da sua girlfrend, de presente de natal, um... ingresso pro show do Radiohead? O amor é lindo, uia!
* Alguém quer dar presente igual pro blogueiro carente? Ele aceita na boa, rsrs.
* Mais sorte tem nossos leitores: pra eles, estão em sorteio DOIS INGRESSOS pro show, um ticket para o show de Sampa e outro pro do Rio. Vai com fé nessa promo que a caixa postal do pobre titular destas linhas rockers, como sempre, já está abarrotada de pedidos estapafúrdios por causa dos dois ingressinhos.
* Entonces, é isso. Maaaais logo mais, talvez lá de Campo Grande, certis?
BOTANDO FOGO NO CERRADO
Organizado pela brava turma da produtora Bigorna (a Letícia e o Jean, que já tocaram no bacana grupo Astronauta Elvis), o festival Fogo no Cerrado tem sua primeira edição neste finde em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. É com certeza o último evento de um ano, este 2008, que consagrou definitivamente a cena independente brasileira, que viu grandes festivais acontecendo (Mada, Bananada, Jambolada, Goiânia Noise etc.), e botou pelo menos um nome egresso desta cena, o Vanguart, no mainstream musical nacional.
O Fogo no Cerrado ainda não possui o gigantismo que alguns festivais atingiram (como o cuiabano Calango, por exemplo), gigantismo que tem seu lado positivo mas também negativo (o evento se torna coorporativo demais, excludente demais com bandas que importam e privilegiando outras que não teriam condições mínimas de estar ali), mas sua intenção é crescer de forma honesta e responsável e se tornar bacana e uma alternativa viável, ao longo das próximas edições, aos festivais que já não podem ser mais chamados de "independentes". E par isso ele conta já em sua primeira edição com a participação de nomes de ponta da indie scene brazuca, como o graaande Macaco Bong e o ótimo Revoltz.
A programação do primeiro Fogo no Cerrado é esta aí embaixo:
Sexta - 12/12/2008
02:30 after party - Link Off (MS)
01:50 Revoltz (RS/MT/MS/SP)
01:10 O Bando do Velho Jack (MS)
00:30 Fluxodrama (PR)
23:50 Mandioca loca (MS)
23:10 Nevilton (PR)
22:30Falange da Rima (MS)
22:00 Repúdio (CG/MT)
Sábado - 13/12/2008
03:10 after party - discotecagem rock
02:30 Macaco bong (MT)
01:50 Dimitri pellz (MS)
01:10 Motherfish (GO)
00:30 Jennifer magnética (MS)
23:50 Tonighters (PR)
23:10 Orange disaster (SP)
22:30 Facas voadoras (MS)
22:00 Noradrenalina (MS)
Convidada a cobrir o festival pessoalmente, Zap’n’roll estará logo mais a caminho de Campo Grande, onde também irá fazer um dj set após o último show na madrugada de sábado pra domingo. E promete enviar diretamente de lá mais infos sobre o Fogo, além de outras novidades que pintarem pelo caminho, okays?
Então é isso. O zapper tá na correria brava aqui. Daqui a pouco rola mais alguma coisa, diretamente de Campão, beleusma? Pra quem fica em Sampa, atenção ao show do Holger nesta sexta-feira, lá no novo club Neu. E também para a lenda do ska, o americano Toasters, que toca nesta sexta e sábado na Outs. E não se esqueça de que lá no finatti@dynamite.com.br, tem DOIS INGRESSOS dando sopa pros shows do Radiohead no Brasil, em março. Vai lá e booooa sorte!
Coldplay: a banda é legal e não precisava ter plagiado o mala Satriani
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Proooonto! Post completo no ar, às 16:45 de 10/12/2008. Boa leitura!
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* Sim, sim, agitação total no mondo pop nestes dias de insuportável calor por estas plagas tropicais (lá nas Oropa tá um frio delicioso). O buzz em torno da história de plágio envolvendo dois gigantes do rock mundial, Joe Satriani e Coldplay, atingiu níveis tão dramáticos que o blogão zapper se viu obrigado a voltar ao assunto. Vai lendo que logo mais aí embaixo, você vai saber a nossa opinião sobre este palpitante tema, uia!
* Não só: Vanguart grava seu primeiro dvd por uma major, Cat Power volta com mais um sensacional ep de covers. E tem o Blur... hã???
* EXTRA!!! EM LONDRES, A VOLTA DO BLUR! – Um dos gigantes da história recente do rock inglês que importa, o mundialmente amado quarteto Blur vivia dando sinais de que estava pra se reunir novamente, com sua formação original, para fazer shows e, quem sabe, gravar um novo disco de inéditas. Responsável por algumas das obras-primas do britpop nos anos 90’, como os álbuns "Modern Life Is Rubbish", "Parklife" (seguramente, um dos quinze ou vinte melhores discos de rock de todos os tempos) ou "Blur", o grupo perdeu o guitarrista Graham Coxon em 2001 e, desde então, nunca mais foi o mesmo. A banda, que chegou a tocar em um inesquecível show em São Paulo, em 1999, lançou mais um álbum, o fraco "Think Tank" em 2003 e desde então meio que entrou em estado de hibernação. O vocalista Damon Albarn foi cuidar de seu outro projeto, o bem-sucedido grupo Gorillaz, o baixista Alex James escreveu um livro onde contou como conseguiu torrar alguns milhões de dólares em cocaína e champagne e o baterista Dave Rowntree simplesmente sumiu. Mas a música e os fãs nunca esqueceram o Blur e volta e meia falava-se em uma reunião do quarteto original. As últimas notícias davam conta de que o baixista Alex James não estava muito a fim de encarar a parada ("estou velho demais para isso", teria dito ele), justamente quando o guitarrista Graham Coxon havia decidido voltar aos braços do conjunto. Enfim, confirma daqui, desmente dali, reafirma de lá e a edição mais recente da NME dá a bomba: o Blur volta sim, com sua formação original, em 2009. Um show para comemorar o triunfal comeback já está acertado e ele irá acontecer no Hyde Park, em Londres, no dia 3 de julho. Os ingressos para este show começam a ser vendidos na próxima sexta-feira e a banda também poderá ser uma das principais atrações do lendário e gigantesco festival de Glastonbury. Enfim, é uma graaaande notícia e Zap’n’roll só tem a comemorar pois o Blur sempre foi um dos grupos prediletos aqui da casa. Pois que sejam bem-vindos em seu retorno e que continuem fazendo o ótimo britpop que os celebrizou!
* Que mais? Ah, sim: Trent Reznor, o estranho, está afirmando que o Nine Inch Nails não vai mais excursionar. Será?
* E não querendo ser alarmista e fazer novamente carnaval com o assunto "Radiohead in Brazil", mas parece que os ingressos para o show em Sampa estão a ponto de se esgotar – ontem, restavam menos de 5 mil deles à venda.
* Bien, bien, vamos lá, dar nosso pitaco sobre a guerra do plágio envolvendo Joe Mallatriani e o graaande Coldplay. E tem também a deusa Cat Power, wow!
SATRIANI X COLDPLAY – O BUZZ DO MOMENTO NO MONDO POP
Bien, bien, é o assunto do momento na música pop. E tomou tamanha proporção que estas linhas zappers, que já haviam dado uma pequena nota a respeito no post passado, resolveram voltar ao assunto. Afinal, a acusação de plágio disparada pelo guitarrista americano Joe Satriani contra o grupo inglês Coldplay, com direito a ação judicial em um tribunal de Los Angeles, repercutiu mundo afora em jornais, revistas, sites e blogs os mais diversos (do mais confiáveis e de fato antenados com o que rola no rock de hoje, aos escritos por gente velha e chata, incapaz de compreender e admitir que, sim, existem boas bandas no rock de hoje. E o Coldplay, se não atravessa o melhor momento de sua carreira, já legou pelo menos uma obra-prima em sua trajetória, como falaremos mais a seguir). Enfim, a parada de que o grupo liderado pelo sensível vocalista Chris Martin teria plagiado na cara larga a linha melódica da canção "If I Could Fly", escrita por Satriani em 2004, para compor a faixa "Viva La Vida", do mais recente álbum da banda ("Viva La Vida Or Death And Hall His Friends") foi parar até no Jornal do SBT, edição da última madrugada.
Zap’n’roll, vai admitir, não conhece a fundo o trabalho de Joe Satriani, mesmo porque, pelo histórico musical deste blogueiro (que teve uma formação rocker garageira, punk e pós-punk), salvo raras e honrosas exceções, sempre torceu o nariz para bandas e músicos que pretendiam transformar o rock’n’roll em algo mais "erudito", "progressivo" e sacal no final das contas, pois o rock nasceu da simplicidade do blues e se notabilizou por ser uma música das ruas, enérgica e não um amontoado de virtuosismo e técnica para excitar gente punheteira que não sabe o que dar uma ótima trepada. E Satriani, todo mundo sabe, não é exatamente um exemplo de simplicidade rocker. Sim, o blog vai admitir, o guitarrista possui um talento incomum e que o celebrizou no mundo inteiro. Pena que ele use boa parte deste talento pra compor canções espalhafatosas e insuportáveis no seu afã de exibir técnica e virtuosismo ao extremo. Canções pentelhas que possuem zero no quesito sentimento e alma. E que, no final das contas e em alguns casos, se constituem em constrangedoras babas instrumentais dignas de um Kenny G., aquele virtuosíssimo saxofonista que envergonha os fãs do jazz de verdade. O maior exemplo do que estas linhas rockers online estão falando aqui é a própria "If I Could Fly", que teria sido plagiada pelo Coldplay: trata-se de um hard pop baba horrendo, e que envergonharia grupos como o falecido e execrável Mr. Big, por exemplo.
Se a canção do Coldplay é parecida com a de Satriani? Yep, após ouvir a faixa composta pelo guitarrista (a música dos ingleses o blog já conhece de traz pra frente, pois possui o cd em sua coleção), Zap’n’roll vai admitir que ambas são beeeem parecidas, com a diferença de que o Coldplay acrescentou uma orquestração de cordas em cima da melodia. É aí que a balança pesa negativamente para o quarteto britânico, sendo que este sim o autor deste blog acompanha a trajetória desde o princípio. Uma banda com uma trajetória muito promissora, o Coldplay se tornou grande demais em pouco tempo (o grupo já vendeu mais de 40 milhões de cópias de seus quatro álbuns de estúdio lançados até o momento) e está caindo na mesma tentação de Joe Satriani: quer sofisticar demais seu som, deixá-lo suntuoso em excesso e, além disso, também vamos admitir, Chris Martin deve sonhar dia e noite em se tornar o Bono Vox da vez.
Joe Mallatriani: excesso de técnica e virtuosismo insuportável, a serviço da música sem alma
Mas não admitir que o conjunto já lançou pelo menos uma obra-prima em sua ainda relativamente curta trajetória, é burrice imperdoável para qualquer jornalista musical que se pretenda um conhecedor profundo de rock e música pop. O Coldplay iniciou sua carreira com o mediano álbum "Parachutes", lançado em 2000, e do qual Zap’n’roll nem é muito fã (o hit "Yellow", que projetou o grupo, é chatinho, mas ali há também uma belíssima canção, a triste e intensa "Trouble"). Porém, dois anos depois, o quarteto deu um salto de qualidade espetacular ao editar a obra-prima "A Rush Of Blood To The Head", um álbum superlativo em vários aspectos: grandes canções rockers (como "Politik" e "God Put A Smile Upon Your Face"), ótimas letras escritas por Martin, melodias contagiantes (como as que podem ser ouvidas em "Clocks" e na campestre "Green Eyes") e também momentos de intensa beleza melancólica, como em "The Scientist" (que ganhou um ótimo e engenhoso clip, com as imagens filmadas de trás pra frente) ou nas algo opressivas "Amsterdam" e a própria faixa-título. Até quem torcia o nariz para o grupo, reconheceu em "A Rush Of Blood..." um álbum irretocável.
"X&Y", o disco seguinte, é tão bom quanto o anterior, mas estranhamente não obteve o mesmo impacto junto à mídia especializada (em termos de vendagem, tudo ok, ela continuou ótima, mesmo com os fãs baixando o dito cujo desvairadamente na net). E "Viva La Vida..." tinha tudo para ser um disco bacana (produzido, inclusive, pelo gênio Brian Eno), não fosse a insistência de Chris Martin em tomar o trono ocupado por Bono Vox há quase trinta anos. E essa história do plágio, se confirmada, depõe ainda mais contra o grupo. Mas, ainda assim, o Coldplay possui seus méritos e que não são poucos. Não se pode jogar na lama o trabalho de uma banda que possui ótimos músicos, um ótimo vocalista e bom compositor e letrista e que, além de tudo, vive empenhado em participar de eventos em benefício de causas sociais (como o Live 8, shows para a Anistia Internacional e em benefício de entidades que cuidam de doentes de câncer etc, etc.). E ao vivo, a performance deles é irrepreensível, sendo que o autor deste blog sabe o que está falando pois assistiu ao grupo por duas vezes, em 2003 e 2006 na Via Funchal, em São Paulo. Em ambas, o Coldplay levou os fãs à loucura.
Tem gente que não serve para execer o ofício de jornalista musical, pois confunde gosto pessoal, opinião puramente subjetiva, com verdade e análise incontestável de uma obra musical. Se o sujeito resenha ou comenta uma banda de um estilo que ele não gosta, geralmente ele irá cair na tentação fácil de dizer que a banda não presta. Zap’n’roll tem paúra de heavy metal. Nem por isso deixa de reconhecer que grupos como Metallica, Iron Maiden e Slayer revolucionaram, cada um a seu tempo, um estilo que já deu nomes gloriosos como Led Zeppelin e Black Sabbath ao rock’n’roll. O Coldplay é sim uma banda com muitas canções tristonhas, talvez porque Chris Martin, mesmo estando rico e muito bem casado, saiba que o mundo não é nada cor-de-rosa para a maioria das pessoas. E fazer canções tristonhas não tem nada a ver com ser "sonolento" ou possuir "falta de pegada rock". É preciso ter discernimento e isenção crítica para reconhecer as qualidades de um artista, mesmo que ele não seja do tipo de som que o jornalista gosta. E esta isenção está cada vez mais rara no jornalismo musical.
O Coldplay, alguém já disse, faz ótimo power pop. Quanto a essa história do plágio em cima do chato e punheteiro Joe Mallatriani, se confirmada, só o tempo dirá o quanto isso terá arranhado a imagem da banda perante seus milhões de fãs espalhados pelo mundo afora.
CAT POWER NÃO DECEPCIONA JAMAIS!
Essa mulher é o sonho de consumo de qualquer fã de música pop de alta qualidade, que se preza. Aos trinta e seis anos de idade, a americana Cat Power (que já esteve algumas vezes tocando por aqui) continua sendo o grande nome feminino do rock alternativo made in USA. E isso já há uns bons quinze anos.
Vai vendo: no início deste ano, Cat já havia lançado um sensacional disco de covers (e onde haviam apenas duas músicas compostas por ela), o "Jukebox", e onde ela prestava vassalagem a algumas das melhores canções escritas na história do pop e do rock americano. Agora, não satisfeita, a cantora, guitarrista e compositora ainda encerra 2008 com este fodaço "Dark End Of The Street", que chega às lojas americanas em seu formato físico amanhã (na net, dá pra encontrar o dito cujo com relativa facilidade).
Ela é ótima, sempre. E acaba de lançar mais um EP fodaço
Trata-se na verdade de mais um EP de covers, com seis músicas e pouco mais de 27 minutos de duração. Mas Chan Marshall dá show novamente ao revisitar, em tom singularíssimo e com instrumental classudo e denso canções dos velhos punks do Pogues ("Ye Auld Triangle") ou dos gigantes da soul music Otis Redding (em "I've Been Loving You Too Long (To Stop Now") e Aretha Franklin (que é resgatada com "It Ain't Fair"). Há interpretações contritas nas faixas, baixo acentuado e jazzístico e pianos suaves, além de órgãos e guitarras pungentes (na cover de Redding), tudo mostrando o quão genial essa gata poderosa sabe ser.
Zap’n’roll sempre amou de paixão Cat Power. E este EP é um motivo a mais para esta paixão continuar intensa e inabalável.
DVD DA MULTISHOW COROA ASCENSÃO DOS VANGS
Não é preciso ficara repisando aqui a trajetória do quinteto cuiabano Vanguart, surgido há pouco mais de cinco anos e que se tornou, neste curtíssimo espaço de tempo, o grande nome do novo rock brasileiro do novo milênio. Pois esta ascensão até certo ponto fulminante terá seu coroamento nesta quinta-feira em São Paulo, no Avenida Clube, quando o grupo (hoje radicado na capital paulista) irá gravar ao vivo um dvd para o canal pago Multishow. Será o primeiro lançamento dos Vangs pela sua nova casa, a major Universal Music.
A turma de Hélio, Douglas, David, Reginaldo e Lazza é a prova mais cabal da indie scene que dá certo. Ou, em outras palavras, a prova de que com talento, empenho, garra, perserverança e, acima de tudo, com qualidade musical comprovada, uma banda pode sim ainda hoje, nestes tempos de internet e mp3, sair da cena independente e ocupar uma posição de destaque no mainstream musical, estando dentrou ou não de uma grande gravadora.
A satisfação maior destas linhas zappers é saber, com orgulho e sem falsa modéstia, que ela presenciou esses garotos ao vivo pela primeira vez em Cuiabá, há quatro anos, em uma galeria de arte onde estavam pouco mais de duzentas pessoas. Ninguém, nesta época, sabia quem era o Vanguart fora dos limites da capital de Mato Grosso. Ao ouvir aquele grupo que professava em suas canções buólicas, algo tristonhas e de acento folk os melhores eflúvios de Bob Dylan, Joni Mitchell, Neil Young e até REM, Zap’n’roll voltou maluca pra Sampalândia e contando sobre a novidade cuiabana para o maior número possível de pessoas.
Deu no que deu. Não é exagero nem vaticínio furado dizer que o Vanguart tem sim um brilhante futuro pela frente. Só depende dos meninos não se desviarem desse futuro. Amanhã, no Avenida Clube, com as participações especiais de Mallu Magalhães (tumulto, tumulto, show de grátis e aberto ao público e, ainda, com a participação da musa indie folk teen. É bom que, quiser ir chegar cedo para retirar seu convite), Luiz Carlini e de um quarteto de cordas, o Vanguart terá uma ótima oportunidade para mostrar aos detratores e invejosos de plantão, que torcem dia-e-noite pelo naufrágio do conjunto, que a música e o carisma dos cuiabanos veio para ficar.
O Avenida Clube fica na rua Pedroso de Moares, próximo à Fnac Pinheiros. O autor deste blog estará por lá e espera ver todos os fãs dos Vangs lá também
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* Bien, bien, últimas porque na sexta tem mais: ok, ok, o sujeito aqui, como todo mundo está careca de saber, sempre fica com os dois pés atrás quando começam a falar muuuuito de algum novo nome no indie rock, seja aqui e lá fora. Mas como confiamos total na graaaande Popload (hihi), fomos conferir o som do paulistano Holger no MySpace (este blogger zapper das antigas detesta ouvir música na net). O veredicto destas linhas rockers virtuais: o Holger é bacana, sim. E além de Pavment, tem uma grande dose de Lloyd Cool & The Commotions (alguém se lembra deles?) em sua sonoridade. Enfim, o grupo toca nesta sexta em Sampa, no novo clube Neu, e o blogão estará por lá, pra dar uma conferida, né?
* Sobre o Radiohead: a essa altura os ingressos à venda já devem ter ido pro saco. Então, sua chance de ir na faixa ao show do século continua lá no finatti@dynamite.com.br (e apenas lá, plis, não peçam o ingresso através dos comentários no blog, que eles não serão considerados), onde está em disputa um ticket para o show do Rio e outro para o de São Paulo. Ingressos que, é bom deixar avisado, foram comprados pelo blog, para que pudéssemos fazer este mimo ao nosso amado leitorado sem depender de uma aprovação rápida de promoção com a PlanMusic, produtora da turnê. Claro que estamos tentando fechar esta promo e conseguir mais alguns ingressos para sorteio. Então, enquanto não conseguimos uma resposta sobre isso, os dois tickets em disputa continurão na roda, okays? Arrisque-se! E boa sorte!
* O blogão está sendo complementado na insuportavelmente calorenta tarde de quarta-feira. Na sexta, damos o ar da graça novamente, certis? Então... fuomos!
(enviado e finalizado por Finatti em 10/12/2008, às 16:45hs.)
Claaaaaro, porque a história (e histeria em torno) da venda dos ingressos para os dois shows da amada mega banda indie inglesa em março vindouro, no Brasil, já está dando no saco. Tanto que alguns diletos leitores destas linhas bloggers (e alguns, além de leitores, amigos pessoais deste blogueiro) vieram cobrar deste espaço uma postura, hã, mais equilibrada e menos histérica de Zap’n’roll em relação ao assunto. O pessoal está certíssimo! Este espaço zapper não vai embarcar nesse autêntico carnaval que virou a venda de ingressos pro Radiohead – não a venda em si, mas o noticiário sobre ela, patrocinado por outros blogs e colunas musicais. Afinal, informam sites mais "equilibrados" (como o da Rolling Stone brazuca ou mesmo o Estadão), a venda segue tranquila até este momento (três e meia da tarde de sexta-feira), tanto nas bilheterias do Pacaembú (onde não há filas) quanto no www.ingresso.com. Então é isso. Chega de Radiohead e de carnaval/histeria desnecessária sobre a vendagem dos ingressos para os shows. Passemos adiante!
* Bien, bien, e hoje também não tem mega post pra fechar a semana. Já blogamos bastante nos últimos dias, não? Hoje o espaço vem mais modesto mas sempre animado, não se preocupe.
* Joe Mallatriani, ops, Satriani, processando o Coldplay por plágio??? Uuuuuiiiiaaaaa!!! Pois entonces, o super-guitarrista entrou com uma ação ontem, em uma corte angelena, contra o quarteto inglês, alegando que a banda teria surrupiado trechos de "If I Could Fly" (composta por Satriani em 2004), e utilizados os mesmos na canção "Viva La Vida", que dá título ao mais recente álbum lançado por Chris Martin e cia. E agora???
* Recado deste blog pra Joe Mallatriani: vai ver se o Coldplay está na esquina e não enche o saco, porra!
* GAROTAS SUECAS GO TO USA – Pois então, o indie made in Sampa continua fazendo bonito não apenas aqui, mas lá fora também. Prova disso é a série de shows que o sexteto Garotas Suecas acaba de fechar nos Estados Unidos, em gig que começa por lá logo após o reveillon (no dia 5 de janeiro) e deverá se estender até o final do mesmo mês, com apresentações marcadas em praças importantes como Boston, baltimore e New Jersey. Claro, serão shows em clubes pequenos mas, mesmo assim, de grande importância pois irá permitir que o grupo mostre seu rock de garagem/psicodélico/jovem guarda, sessentista e bacanão a um potencial grande público consumidor. O GS é um dos nomes mais legais da atual indie scene paulistana, tem um ótimo cd de estréia circulando por aí e ainda ganhou este ano o VMB, na categoria "revelação". Atualmente, a banda é empresariada pela Barra Vento Artes, o mesmo escritório que está cuidando das bem-sucedidas carreiras do Vanguart e do Los Porongas. E o conjunto merece, com certeza, emplacar seu som também entre o público indie norte-americano. Artista igual pedreiro o cazzo: o ótimo trabalho de ótimos grupos tem que ser reconhecido sempre, aqui e lá fora também.
O rock garageiro do Garotas Suecas vai fazer a América
* Que mais? Ah, sim, Marcelo Camelo e seu disco solo, pra quem estava reclamando de que o blog ainda não tinha falado nada a respeito do dito cujo. Então, aí embaixo, a resenha de "Nós" (ou "Sou") que saiu publicada na edição de hoje do jornal Gazeta Mercantil, no caderno Fim-de-Semana, em texto assinado pelo blogueiro zapper. Boa leitura!
O VÔO SOLO DO EX-HERMANO
Nós" ou "Sou", não importa. O lúdico recurso gráfico/poético utilizado para batizar o primeiro álbum solo de Marcelo Camelo, ex-vocalista da banda carioca Los Hermanos, que permite que tanto o pronome quanto o verbo possam dar título ao trabalho, evidencia a criatividade que o músico procurou imprimir ao cd, e não apenas na parte musical. O disco, lançado há pouco nas lojas (mas que já circula há tempos na internet) através do selo independente Zé Pereira – com distribuição da antiga gravadora dos Hermanos, a major Sony/BMG – , demonstra que Camelo é, hoje, um dos compositores mais talentosos da música popular brasileira. E seu primeiro vôo solo após a dissolução de seu ex-grupo, aprofunda um caminho que o cantor já esboçava seguir desde os últimos álbuns lançados pelos Los Hermanos: uma música mais experimental, contemplativa e melancólica, mais distante do pop convencional e mais próxima da tradição da mpb clássica.
Los Hermanos, surgidos no Rio De Janeiro por volta de 1998, quando cinco amigos do curso de jornalismo da Puc se reuniram para tocar nas festas da faculdade, se tornaram um dos grupos mais populares do Brasil já com seu disco de estréia, homônimo, lançado em 1999. Misturando canções de acento mais rock com algumas incursões por melodias mais próximas da mpb, a banda estourou nas rádios com as músicas "Anna Júlia" e "Primavera", que se tornaram hits instantâneos e fizeram com que o álbum vendesse, em pouco tempo, mais de 200 mil cópias. Porém já no segundo álbum, "O bloco do eu sozinho", editado dois anos depois, a banda mudou radicalmente sua concepção sonora, se tornando cada vez menos pop e se inclinando cada vez mais em direção à música brasileira tradicional. Esta mudança musical e estética tomou forma definitiva nos dois trabalhos derradeiros do conjunto, "Ventura" e "4", que também elevaram Marcelo Camelo ao patamar dos compositores mais respeitados e aclamados da nova geração da mpb. Cantoras como Maria Rita e Fernanda Porto passaram a gravar as composições do músico, ao mesmo tempo em que os shows dos Los Hermanos se transformaram em autênticas celebrações, onde milhares de fãs se entregavam ao som da banda de maneira catártica.
Porém, mesmo com sucesso de público e o respeito da crítica, o conjunto preferiu encerrar atividades há pouco mais de um ano, de forma inesperada e abrupta. Foi então que Camelo começou a preparar as canções do que viria a ser seu primeiro trabalho individual. "Nós" (ou "Sou"), então, pode ser lido e ouvido como uma extensão natural do que ele já maturava na fase final dos Hermanos. Músicas de instrumental denso e rebuscado permeiam todo o disco, que não raro também resvala no atonalismo experimental, como no samba "Tudo passa". Também há bucolismo e melancolia na construção instrumental de músicas introspectivas, como "Teo e a gaivota" ou "Doce solidão", esta já um hit nos shows e onde Camelo mostra ser um letrista hábil na construção das frases quando canta versos como "Posso estar só/Mas sou de todo mundo".
Também contribuiu para o bom resultado final do trabalho a participação do grupo instrumental Hurtmold (um dos nomes mais destacados da nova cena musical independente paulistana) em algumas faixas. Com músicos tarimbados em sua formação, o Hurtmold se notabilizou por suas fusões de mpb com jazz e esta rica bagagem musical foi amplamente utilizada nas gravações do cd de Marcelo Camelo. Outro trunfo do álbum é a participação da adolescente Mallu Magalhães em duas músicas. Mallu, que está namorando com Camelo e aos dezesseis anos de idade se tornou o maior fenômeno do pop nacional em 2008, brilha particularmente em "Janta", canção de amor suave que tem letra parte em português e parte em inglês e que também tem causado alvoroço entre os fãs nas apresentações ao vivo, como foi visto no show de lançamento do disco há algumas semanas, em São Paulo: ao cantarem a música em dueto, Camelo e Mallu foram aplaudidos intensamente pelo público que lotou o local da apresentação, durante vários minutos.
Comparações mais exageradas já enxergam em Marcelo Camelo uma espécie de Renato Russo dos anos 2000. É evidente que o ex-vocalista dos Los Hermanos ainda está longe de ter o apelo junto ao grande público que Russo um dia teve, e de vender a quantidade de discos que a banda Legião Urbana vendeu no Brasil, há duas décadas. No entanto, a estréia solo de Camelo e o trabalho que ele já legou à música brasileira contemporânea, o credenciam a ser lembrado ainda por muitos anos como autor de ótimas canções.
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O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: "Nós", o primeiro vôo solo de Marcelo Camelo, ex-vocalista dos Los Hermanos.
* Filme: "Queime depois de ler", o novo longa dos irmãos Coen.
* Livro: Zap’n’roll está se deliciando com "Para colorir", livro com reunião de textos escritos pelo músico baiano Ricardo Cury (que já foi baterista do lendário brincando de deus, um dos melhores grupos de guitar rock que existiram no Brasl) em seu blog. Em Sampa, o livro pode ser encontrado na Livaria Pop (www.livrariapop.com.br ou 11/3081-7865) ou, ainda, na Sensorial Discos (www.sensorialdiscos.com.br, ou 11/3333-1914) e assim que dermos uma lida caprichada no dito cujo, iremos comentá-lo melhor por aqui, okays?
BADALANDO NAS BALADAS DO FINDE
E vamu qui vamu! Hoje, sexta, além de Raimundos na Outs (rua Augusta, 486, centrão rocker de Sampalândia), também tem baladaça goth e ebm no Inferno (rua Augusta, 501) com show da banda alemã Plastic Noise Experience, mais discotecagem pro povo das trevas se acabar na pista. Já no novo Neu Club (rua Dona Germaine Burchard, 421, Água Branca, zona oeste de São Paulo), tem a volta da festa Peligro (que marcou época no Milo Garage), com show do Homiepie. E no Belfiori (rua Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda, zona oeste paulistana) rola show do velho punk gaúcho Wander Wildner.///Sabadão vai ferver também, com os gaúchos do Tequila Baby no Inferno, mais Borderlinerz lançando cd novo no Belfiori e com a mini-virada cultural em prol dos desabrigados de Santa Catarina, que rola no teatro Sérgio Cardoso (rua Ruy Barbosa, no Bixiga, centro de São Paulo) e onde irão acontecer shows (com o Cahorro Grande, por exemplo), exposições e encenações teatrais. A entrada é dois quilos de alimentos não perecíveis e trata-se de uma causa mais do que nobre, por isso todo mundo lá! Então, se prepare, se jogue e booooa balada!
PRÊMIOS SAINDO!
Rápido e rasteiro, vão para:
* Catarina Cézar Lemes (São Paulo/SP), vai ficar com o novo disco do Kaiser Chiefs;
* Natasha Alessandro Alves Cunha (São Paulo/SP), vai receber o último disco do Bloc Party;
* Carina Freitas (Rio De Janeiro/RJ), pescou o primeiro solo do Marcelo Camelo;
* E Danira Souza Duarte (Porto Alegre/RS), ficou com o livro que conta os bastidores da gravação de "Exile On Main Street", dos Rolling Stones.
PRÊMIOS – MUDANDO RADICALMENTE A PARADA
Ou nem tanto. A verdade é que, nos últimos cinco anos, Zap’n’roll distribuiu centenas de brindes ao seu dileto leitorado, entre cds, dvds, livros, camisetas, ingressos para shows etc. Aí, o que sucede? Sucede que hoje em dia, com internet, mp3 e tals, já não há quase nenhuma graça em ficar ofertando cds e dvds pro povo que vem ler essa bodega, não é? Então, às vésperas de mais um natal, o blog resolveu mudar um pouco a sistemática de brindes colocados em sorteio. Daqui pra frente, eventualmente haverá postagens sem prêmios em sorteio, okays? Os prêmios irão continuar existindo sim, mas só quando forem beeem legais e o blog achar que vale a pena ofertá-los aos leitores. Então, pra iniciar esta nova fase "premiadora" do blog, colocamos em disputa pelo finatti@dynamite.com.br:
Um exemplar do livro "Para colorir", do músico Ricardo Cury;
E (AEEEEEÊ!!!) DOIS INGRESSOS para os shows do Radiohead no Brasil em março, sendo UM para a apresentação em São Paulo e OUTRO para o concerto do Rio De Janeiro. Os ganhadores de ambos serão anunciados na última postagem deste ano do blog, lá pelo dia 22 de dezembro – será nosso presentão de natal a quem nos acompanha sempre, hihi. Okays?
ACABOU!
Pra semana tem mais, com o blog falando do novo ep da Cat Power, da gravação do dvd do Vanguart e mais um montão de assuntos legais que você só lê aqui mesmo. Inté!
30-10-2009
22-10-2009
16-10-2009
8-10-2009
7-10-2009