Michael Stipe dança, solta a voz e arrasa à frente do REM, na Via Funchal ontem, em São Paulo: foi o melhor show internacional de 2008 no Brasil(fotos: Silvio Tanaka)
Era inevitável. Zap’n’roll suportou todas as emoções fortes (e ponha forte nisso), ontem à noite em Sampa, na Via Funchal, durante as quase duas horas em que o REM esteve no palco. Egoliu em seco ao ouvir "Drive" (uma pesada e sinistra canção sobre ressaca do consumo de drogas) já no início do show. Ficou de olhos arregalados com o incrível painel no fundo do palco, que editava em tempo real as imagens colhidas no show. Cantou junto em "Everybody Hurts" e em várias outras. Balançou o corpo animado em "Bad Days", em "Supernatural Superserious" e em "It's the End of the World...", finalmente soltou a voz em "The One I Love" e se encantou ao ver a banda resgatar faixas laaaaá de albuns como "Fables Of The Reconstruction", de 1985, ou mesmo do graaande "Green" (de 1988 e de onde a banda pinçou "Orange Crush" para o show).
E finalmente, em "Losing My Religion", já no bis, os olhos do velho jornalista gonzo e zapper, se encheram de água. Um filme de uma vida inteira passou diante dos olhos do autor deste blog, e ele se lembrou de amores (Eli, Tânia) amigas (Eliana, Adriana) e amigos que se foram (Fininho). E se lembrou de como o REM é sensacional e de como a banda foi importante na vida de quem digita essas linhas online.
Zap’n’roll deve mesmo estar se tornando um coroa sentimental demais (dom Pablito Miyazawa, que estava ao lado deste blogger durante todo o show, disse exatamente isso: "você é sentimental demais"), algo que incomoda, por exemplo, o amado "tio" André Pomba (que também estava ao lado do blog durante todo o set; aliás uma crítica menos "passional" e mais "racional" sobre o show, escrita pelo Pomba em pessoa, pode ser lida aqui na página de notícias do portal). Mas foda-se. O que importou ontem, realmente, foi ver que o REM continua, sim, sendo a banda e que Michael Stipe, mesmo sendo careca, desengonçado e longe dos padrões (ou das ditaduras?) que definem o que é beleza no ser humano, poussi um carisma absurdo e um domínio de palco avassalador. Quando a banda saiu ovacionada do palco, após encerrar o bis com a fantástica "Man on the Moon", a vontade era que tudo começasse novamente ali mesmo, naquele instante.
Foi assim a volta do REM ao Brasil. Fácil e sem contra-argumentação, o show internacional do ano neste velho Brasil.
REM ONTEM EM SP - O SET LIST
1. Living Well Is the Best Revenge 2. These Days 3. What's the Frequency, Kenneth? 4. Driver 8 5. Drive 6. Man-Sized Wreath 7. Ignoreland 8. Exhuming McCarthy 9. Imitation of Life 10. Pretty Persuation 11. Great Beyond 12. Everybody Hurts 13. Seven Chinese Brothers 14. The One I Love 15. I've Been High 16. Nightswimming 17. Bad Day 18. I'm Gonna DJ 19. Orange Crush 20. It's the End of the World As We Know It
BIS 21. Supernatural Superserious 22. Losing My Religion 23. Maps & Legends 24. Begin the Begin 25. Man On The Moon
E NA VIA FUNCHAL...
REM – "The One I Love", ao vivo em São Paulo, na Via Funchal, em 10/11/2008
REM – "Losing My Religion" (trecho), também ao vivo na Via Funchal
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Então é isso: Radiohead a caminho da América do Sul, com show já marcado em Santiago do Chile, no dia 27 de março, além de datas a serem marcadas (mas já listadas no site oficial da banda) também no Brasil e Argentina.
Falta pouco para Zap’n’roll se aposentar da tarefa de ir a shows de rock.
E daqui a pouco (entre esta quinta e sexta-feira), o blog volta com muuuito mais. Até!
Ricky Wilson, o front-man do Kaiser Chiefs: levantando o povão
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(atualização com fotos e mais comentários sobre o festival, escritos por Éder Teodoro, às 22:30hs.)
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* E aê, foi bom pra você o Planeta Terra?
* O blogão zapper já vai sendo atualizado no começo da madruga de segundona, pós-festival, e já recuperado da "beberrança" patrocinada pela sala de imprensa do Terra, onde havia tooooda a cerveja do mundo (Skol, em garrafa longnek), além de sandubas, salgados, água e refri. Zap’n’roll, que estava lá mais pra se divertir do que propriamente a trabalho (pois já havia escrito textos aqui mesmo no blog, sobre o Terra, além de apresentá-lo em matéria enooorme no caderno de variedades do diário Gazeta Mercantil, há umas duas semanas), nem quis saber de beliscar os comestíveis e atacou com tudo a breja, já que destilados (a preferência do sujeito aqui) só havia mesmo na área vip – logo o autor deste blog, que meio que odeia cerveja. E como a tolerância a álcool do zapper blogger (que é um semi-adicto assumido) é absurda, ele talvez nunca tenha bebido tanta cerveja em um festival e... sem conseguir ficar breaco, o que é pior, hihi. No máximo, ficou alegre e animado pra pular nos shows do Bloc Party e Kaiser Chiefs, que foram FODAÇOS.
* Enfim, resumindo beeem a parada, o Planeta Terra 2008 foi mais ou menos isso ai:
* ESTRUTURA E SOM – Como no ano passado, a estrutura do espaço que abrigou o festival se mostrou impecável, já a partir do estacionamento oficial, que era dentro da Vila dos Galpões, se mostrou absolutamente seguro e com espaço suficiente para abrigar centenas de veículos, sem tumulto para estacionar e com bastante facilidade de fluxo na saída. Fora isso, mesmo com 15 mil pessoas lá dentro, havia espaço de sobra pra circular à vontade, bares enormes e bem distribuídos, sem filas nos caixas e balcões, e banheiros também bem distribuídos e em quantidade suficiente para evitar esperas indesejadas. No quesito iluminação e telões, tudo ok também (principalmente os telões, com ótima definição de imagem). O grande senão de tudo isso, estranhamente, foi o som, inexplicavelmente baixo no palco principal. Aliás, muito baixo, principalmente durante o show da lenda Jesus & Mary Chain, que saiu bastante prejudicado com isso, como você lerá no tópico abaixo.
* SHOWS/PALCO PRINCIPAL – Zap’n’roll perdeu as apresentações dos seus diletos pupilos do Vanguart e também da musa teen folk Mallu Magalhães. Se algum(a) leitor(a) assistiu e quiser mandar seu relato pro blog, esteja à vontade. O autor deste blog chegou ao festival quando os irmãos Reid, do JMC, tinham acabado de adentrar o palco. E, na boa, o show foi médio, pelo menos na opinião deste blogger rocker, que talvez tenha ido com expectativas demais para o set dos escoceses e ainda com a cabeça no show assistido há dezessete anos, no extinto ProjetoSP. Sim, eles executaram um set list bacanudo (não impecável) com, entre outras, "Sidewalking", "Blues From A Gun", "Teenage Lust" e "Reverence", esta fechando set. Mas o som baixo e o quase absoluto desconhecimento do público teen em relação ao repertório da banda, meio que brocharam visivelmente até os músicos no palco. Claro, o público se animou mesmo somente em "Just Like Honey", mas foi muito pouco e algo indigno para uma banda com a importância e o peso histórico que o JMC possui. Depois teve Offspring e, na boa, Zap’n’roll foi pra sala de imprensa pegar mais cerveja e circular pela área do festival. Mas dava pra escutar o urro da platéia a cada música detonada pelo grupo. E aí então, na sequência, Bloc Party e Kaiser Chiefs. Meu, ambos do caralho! Com garra e querendo mostrar serviço pra valer, o BP fez um set feroz (e onde o volume de som, novamente para estranhamento de todos, aumentou consideravelmente), centrando fogo nas músicas aceleradas de seu primeiro disco (e tome "Banquet", "Helicopter" etc.) e também nas mais conhecidas do segundo (como "I Still Remember"). Claro, não faltaram as ótimas faixas do novo e ótimo disco, "Intimacy" e o quarteto, tocando com fúria e paixão (principalmente por parte do vocalista Kele Okereke), CALOU A BOCA dos malas e cuzões (vão tomar no cu, cambada de otários!) que estavam massacrando a banda por causa do episódio "dublagem no VMB". Restava ao Kaiser Chiefs fechar tudo com chave de ouro e não foi difícil para os ingleses fazerem isso: Ricky Wilson é um vocalista bizarro, maluco e mega adrenado, dando vários "mergulhos" no pessoal que estava na fila do gagarejo. O grupo estava em ponto de bala e levantou o povão com "Ruby", "Everyday I Love You Less And Less", "I Predict A Riot" e "Never Miss A Beat". Se faltou algo no show deles foi "Addict To Drugs", uma das melhores faixas do novo álbum e que infelizmente não foi incluída no set list. Mas sem problema: showzaço que fechou espetacularmente aquele que foi, sem nenhum favor ou babação de ovos, o melhor festival de 2008 no Brasil.
* PALCO INDIE – Zap’n’roll passou batida pelo palco indie pois não queria perder nada (com exceção do Offspring) do palco principal. Quem assistiu Spoon, Foals, Animal Collective e cia e quiser mandar relatos, o espaço do blog está aberto. Mas dando uma circulada básica por lá, deu pra notar que não havia uma grande concentração de público, a não ser na hora das Breeders, que fizeram pressão e conseguiram arrancar boa parte do público que estava no palco principal esperando pelo Bloc Party.
* AMENIDADES – A humanidade estava na Vila dos Galpões, óbvio. Zap’n’roll topou com Kid Vinil, com o povo do Moptop, deu um abraço caloroso no nosso mui amado (uia!) Luscious Ribeiro e, vejam só, bebeu uma talagada de whisky, dado na sua boquinha (como se fosse um bebê tomando mamadeira, rsrs) pela sua velha amiga, a rocker baiana (e hoje popstar) Pitty, que continua a simpatia e humildade em pessoa (se certos manés que não são nada e se acham tudo fossem iguais a ela, o mundo seria melhor). Fora isso, ele foi muuuito bem acompanhado ao Terra, com as irmãs Adriana e Vera Ribeiro, mais a liiiiindaaa Natasha Ramos (paixão platônica deste blogueiro, hehe) e o super casal João Carvalho e Fernanda. E ainda por cima começou a paquerar uma ruiva de óculos (Zap’n’roll aaaamaaaa garotas de óculos), gostosinha, no começo do set do Kaiser Chiefs, já que ela pulava animada com o show dos britânicos. Começa um papo rápido ali mesmo, na frente do palco e quando o blogger cita (não se lembrando exatamente o porquê da citação, já que nessa altura a quantidade industrial de cerveja ingerida começava finalmente a fazer efeito no cérebro) o nome do velho safado Charles Bukowski e descobre que a ruiva gosta dele, e também que ela gosta de coroas lokis e faz jornalismo na Cásper Líbero, não deu outra: tascou-lhe um beijo de língua, que foi prontamente correspondido. Buenas, a dupla assistiu ao restante do show juntos, deu mais alguns beijos voluptuosos e trocou e-mails e tals, o básico nessas situações. Mas a garota tem apenas vinte aninhos. E o sujeito aqui faz 40 e... daqui a duas semanas. É melhor deixar pra lá...
* Enfim, foi isso. Hoje e amanhã Sampalândia já entra no clima do REM e o blog também entra junto. Logo mais, nesta terça ou quarta-feira, voltamos com maaaisss por aqui, okays? Beijos nas crianças!
PICS DA NOITADA ROCKER EM SAMPA, NO SÁBADO
Foto 1: novamente o vocalista do KC, tocando pandeiro, animadão
Foto 2: Kele, do Bloc Party: calou a boca dos malas com um show fodão
Foto 3: Jesus, a lenda: som baixo e desânimo da banda no palco
Foto 4: a musa teen Mallu Magalhães agradou a molecada
Foto 5: Vanguart, em seu primeiro mega festival: a caminho da mega fama
(todas as fotos: portal Terra, site ao qual a Dynamite está coligada, e produção do festival)
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Última forma: quem viu a reportagem mostrada no Fantástico de ontem, onde o baixista Alex James, do Blur (que ameaça voltar com sua formação original, se rolar vai ser ótimo), visitou a Colômbia pra ver de perto os estragos que o tráfico de drogas causa no tecido social? Pois é, James já admitiu, em um livro publicado sobre ele, que torrou uns R$ 4 milhões (!!!) em cocaine e champagne, ao longo de sua vida de rockstar. Na matéria exibida pelo programa Global, dois traficas cheiram algumas carreiras de cocaína pura na frente de Alex e ele nem aí, pois afirma que parou de cheirar (hum...). Anyway, Zap’n’roll nunca escondeu sua posição about drugs: já se utilizou de todas (ou quase todas), não faz julgamento moral a respeito de ninguém e é sim contra o tráfico e todo o mal que ele traz a reboque (violência, sequestros, roubos, assassinatos etc.). E lamenta que, ele próprio, o autor destas linhas bloggers, já tenha contribuído bastante com seu dinheiro para alimentar essa indústria tão destrutiva. Vai daí, mais uma vez, a defesa intransigente que o autor deste blog faz da liberação de todas as drogas, sem exceção. Que elas sejam liberadas e que produtores e comerciantes das mesmas paguem impostos pesados sobre o que produzem e vendem. O mundo, com certeza, seria menos violento se isso acontecesse. Mas governantes são burros e teimosos. E muita gente graúda ganha muito dinheiro com o comércio de drogas ilícitas. Por isso, elas jamais serão liberadas. Pois é.
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FORA DE ÓRBITA
Por Eder Bruno Teodoro
O Planeta Terra Festival significou, para mim, algo muito maior que um mero festival de rock alternativo. A música, definitivamente, ultrapassou o limite de uma alma angustiada, tornando-se o tapa na cara de uma vergonha mal cabida. Os detalhes são, obviamente, meros detalhes. Ao pisar dentro da Vila dos Galpões me senti, realmente, no Planeta Terra. Eu estava disposto a viajar nessa intersecção de gêneros, épocas e fronteiras. Um Planeta minúsculo e super-populoso. Um ambiente onde algo em comum juntava pessoas sob a mesma energia. Minha empolgação misturava-se à minha tribulação. Optei então, primeiramente, por conhecer aquele espaço que, nas próximas horas, seria o meu mundo.
A estrutura digna de um festival à frente do seu tempo no Brasil. Banheiros, espaço de alimentação, convivência, tudo de primeira qualidade. Surpreendente. Não demorou muito para que eu estivesse no palco principal para ver uma das principais bandas brasileiras, se não a principal: Vanguart. Os cuiabenses que tomaram o Brasil com seu folk-rock em três línguas fizeram um ótimo show. Logo em seguida, Mallu Magalhães, em uma de suas melhores apresentações, fez um show grandioso, digno de elogios de Kevin Wasserman, guitarrista do Offspring.
Dada a minha ansiedade em ver todas as bandas, ainda consegui pegar o finalzinho do show do Animal Collective no palco "Indie Stage". Seu som experimental ensurdecedor me fez pirar e lembrar que, para uma alma triste, ainda existe remédio. Claro, não queria perder Jesus & Mary Chain, pois aquela seria minha única chance de vê-los ao vivo, corri para o "Main Stage". Snaker drive deu inicio à apresentação. Os diversos copos de cerveja e quase um maço de cigarro já tinha sumido de minhas mãos. Em vez da overdose de tabaco, me estraguei na aplicação triunfante do rock oitentista na veia. Pirei.
As canções Head On e Reverance me colocarem num estágio de êxtase. Tirando o som baixo do palco principal, a apresentação dos caras foi gloriosa, triunfante e irretocável. Minhas expectativas não se limitavam mais ao que ia encontrar nas esferas comuns de público, mas sim, no âmbito gradual das bandas. Terminou o show do JMC corri de volta para o "Indie Stage", consegui pegar metade da apresentação fenomenal do Foals – O que foi aquilo? Essa métrica básica, essa concepção matemática de fazer música, essa complexidade de math-rock reverberou dentro do meu estômago criando a sensação descabida de insanidade. Era tanta energia que já não me preocupava com os shows do Main Stage. O que viria, superaria? Ok, achei que tinha atingido meu ápice. Mas o clímax extremo ainda estava por vir.
Próximo: Offspring. Confesso, não estava nada empolgado. De repente, numa atitude inconsciente me debatia no meio de um bate cabeça gigante, eu e mais um indie, e outro, e outro... Indies no bate cabeça? Exatamente, muitos se renderam à apresentação da banda californiana. Tirando a atitude nostálgica da adolescência em que um bom bate cabeça era natural, o show foi respeitável. Mas minhas expectativas estavam em torno do show do Bloc Party. Afinal, o fiasco do VMB tinha deixado uma sombra negra na banda de Kele Okereke. Apesar do som baixo continuar me incomodando profundamente, a banda veio, fez o show e, claaaaaro, não deixou a desejar. Hunting for witches abriu. Okereke inquietante no palco mostrou que cada casa é um caso e uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Bom, ali eu já estava feliz, diferente de como entrei. Mercury me ensandeceu (ponto).
Não sai da frente do palco, era a vez de Kaiser Chiefs, esperava, no mínimo, uma apresentação razoável. Não é que foi foda... Porra, aquele gordinho que canta tem uma puta energia ou ele estava muito louco? Ricky Wilson me surpreendeu, já não agüentava mais minhas pernas, minhas costas, estava sentindo a velhice fisicamente. Mas, na segunda canção, a quase nada conhecida "Everyday I Love Less and Less" eu já me sentia no ápice da adolescência novamente. Sobre o que eu estava falando no começo do texto mesmo? Então, olha esse ânimo, olha esse sorriso largo, olha esse rock'n roll do Planeta Terra Festival. Antes que Ricky Wilson usasse sua colinha para falar em português com a galera, antes que ele se jogasse na grade sob um público fervoroso, antes que ele corresse de lá pra cá e entoasse os primeiros acordes I Predict a Riot, Ruby, Na Na Na Na Naa e The Angry Mob eu já estava satisfeito. A tal ponto que as músicas tocadas durante as quase 12h de show tivessem lavado minh'alma e purificado meu espírito. E certamente, podia se chamar Terra, mas aquilo era outro planeta.
Jesus ao vivo, na Terra brasilis. E Michael Stipe e o REM também: pra ficar na história!
Dias históricos, estes.
Barack Obama se tornou o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos, um dos países mais racistas da humanidade em todos os tempos. Não só: Obama é jovem, culto, perspicaz e conseguiu angariar simpatia à sua campanha nos quatro cantos do planeta – da América do Sul à Europa, da África ao Oriente Médio e chegando à Ásia e ao Japão, todos comemoraram a vitória do candidato democrata. Claro, é impossível dizer que um candidato de tendências esquerdistas ganhou a eleição em um país onde simplesmente não existe esquerda no espectro político. Mas existe uma democracia que é uma das mais perfeitas do mundo e, por isso mesmo, permite que o novo presidente da nação mais rica e poderosa da Terra (militar e economicamente) olhe com outros olhos as questões que incomodam a todos atualmente: a crise financeira global, a absurda ocupação americana no Iraque, as relações com países como Venezuela e Bolívia (que já manifestaram interesse em dialogar com Obama) etc. Enfim, este blog de rock alternativo e cultura pop resolveu abrir seu mega post do final de semana falando de política e da vitória de Obama porque Zap’n’roll acreditou nele desde o começo de sua campanha, acreditou em suas propostas e torceu pela sua vitória. E considera que esta vitória faz parte essencial destes dias históricos que estamos vivendo, lá (com a acensão democrata) e aqui, quando estamos recebendo neste velho Brasil, com intervalo de menos de 48 horas, duas lendas do rock mundial: The Jesus & Mary Chain e REM. Duas bandas que estiveram totalmente presentes na vida do blogueiro zapper nas últimas duas décadas e que, por isso mesmo, merecem ser comentadas em um loooongo e intenso diário sentimental. Jesus e REM significaram e ainda siginificam muito mesmo para o autor destas linhas rockers online. Significam tanto quanto significa, neste momento, a vitória de Barack Obama para o povo americano.
* Ingressos esgotados pro Planeta Terra, choradeira geral de quem não conseguiu seu ticket. Pois é... laaaaá embaixo, no final do post, você fica sabendo se vai estar, NA FAIXA, neste finde lá na Vila dos Galpões, em Sampa, pra curtir o mega festival. Vai lendo, vai...
* E novamente surge a confusion quanto à entrada de menores de idade no festival. Nos últimos dias, a produção do evento deixou bem claro que "de menor" não entra meeesssmoooo. Mas tem menor de 18 anos que comprou ingresso. E aí, como é que fica?
* Aliás, vai ser um super sabadão gordo neste finde, né? Além do Planeta Terra, tem pra todos os gostos. Quem não for até a Vila dos Galpões pra ver a volta de Jesus, poderá optar entre a diva pop/gay Kylie Minogue (no Credicard Hall) e o gothic metal do Nightwish (na Via Funchal). E aê, vai ficar em casa, com a bunda na cadeira na frente da tv ou do micro? Pelamor...
* Já nos dois shows que a bibona véia Elton John fará no Brasil em janeiro (dia 17 em São Paulo, no Sambódromo do Anhembi; dia 19 no Rio, na Apoteose), as "crianças" poderão ir sem problema já que a classificação das apresentações será livre. Elton vem ao país ao bordo da turnê "Rocket Man", que passa em revista todos os hits que ele criou em mais de quatro décadas de carreira na música pop. Nesse, até Zap’n’roll deverá ir, uia!
* E não é que a NME gostou do álbum de estréia do Little Joy, a banda que reune Fab Moretti, dos Strokes, e o ex-Hermano Rodrigo Amarante? A resenha publicada no site do semanário elogiou consideravelmente o disquinho e acabou por brindá-lo com uma honrosa nota 7 (na escala de 0 a 10, já tradicional na NME). É isso aê!
* Já "Slipway Fires", o novo do Razorlight, não teve a mesma sorte: ganhou apenas 4 da NME. E olha que o Razorlight é considerado um dos grandes nomes da cena guitar britânica. Pois é...
* Cantinho da sua, da nossa amada deusa louca Amy Winehouse: bien, bien, como você já deve ter lido por aí, finalmente a junkie number one do pop inglês está trabalhando em seu novo disco. E segundo os executivos de sua gravadora, as músicas são sensacionais. Como se não bastasse, o maridão dela, Blake Fielder-Civil, foi colocado ontem em liberdade condicional, após passar noves meses em cana. Moral da história: Amy vai dar bastaaaanteee sua xota pra ele, vai ficar imensamente feliz e todos nós sairemos ganhando pois um puta disco deverá vir por aí, hihi.
Amy e seu homem: agora ela dá e fica feliz
* Atenção! Clipe novo do Oasis circulando na net! É o que feito para "I’m Outta Time", aquela baladona bonitona que está no novo disco deles, o incrivelmente ótimo "Dig Out Your Soul".
* Com quantos clássicos lendários se faz um grande e inesquecível show de rock? Leia aí embaixo o diário sentimental sobre o Jesus & Mary Chain e o REM, que você vai ficar sabendo.
JESUS & MARY CHAIN E REM – DIÁRIO SENTIMENTAL
Nove milhões de dias chuvosos. É exatamente esse o nome de uma das mais fodonas e sombrias músicas do Jesus & Mary Chain, gravada no segundo álbum da banda, o espetacular "Darklands", lançado em 1987. "Nine Million Rainy Days". Aliás, "Darklands" inteiro é sombrio, dark (mas não gótico). E essa banda... bem, essa banda é uma lenda do pós-punk inglês. E esteve imiscuida na vida do autor destas linhas rockers online de maneira intensa nas últimas duas décadas (ou um pouco mais). Tanto quanto o REM, outro gigante da história do rock, também esteve. E, absurdo, ambos os grupos tocam agora nos próximos dias no Brasil. Em São Paulo, mais especificamente, com um intervalo de 48 horas entre um show e outro – o JMC toca neste sábado, no festival Planeta Terra; o REM ocupa o palco da Via Funchal na Segunda e terça-feira. Não haveria como escapar disso: o primeiro diário sentimental de Zap’n’roll nestes tempos de blog, falando das duas bandas.
Nove milhões de dias chuvosos. E um doce psicótico atordoando o cérebro e zunindo nos ouvidos. The Jesus & Mary Chain surgiu em Glasgow, Escócia, em algum dia de 1984, criado pelos irmãos guitarristas e vocalistas Jim e William Reid. A influência maior dos dois era a catarse sônica do Velvet Underground. E os dois adoravam drogas e adoravam beber muito. E amavam canções sombrias, com melodias tão doces quanto infernais. A banda começou a fazer barulho – literalmente – em shows relâmpagos de quinze minutos (!). Eram músicas curtas, com letras que faziam apologia ao junkismo existencial e com um detalhe inusitado: melodias pop recobertas por camadas e camadas de noise e distorção nas guitarras. Veio o primeiro álbum, "PsychoCandy", em 1985, e a banda foi saudada como gênio pela rock press e pelo público. "Just Like Honey" e "Never Understand" se tornaram hinos da consagração ao barulho e o sujeito aqui, então um jovem aspirante ao jornalismo musical, comprou seu exemplar do disco, em vinil, lá na Devil Discos, que existia na Galeria do Rock, no centrão de Sampa. Não deu outra: Zap’n’roll caiu de amores pelo JMC.
Dois anos se passaram, "PsychoCandy" tocava até furar na velha pick-up Gradiente (porra, aquele sound system era bom pra cacete, e vivia incomando os vizinhos do apê da Frei Caneca, onde o agora já jornalista morava, junto com mama Janet). O zapper mezzo junkie havia começado a escrever sobre música um ano antes, e naquela época fazia resenhas para a saudosa revista Somtrês, que era dirigida pelo graaande Maurício Kubrusly. O autor dessas linhas online adorava o pós-punk inglês, viva enfurnado no Madame Satã, bebia horrores nos finais de semana, fumava seus becks, fodia góticas deliciosas (como a linda e magra Reca, uma japonesa que era a cara do Robert Smith e morava sozinha numa kit na avenida 9 de Julho; fã de Joy Division, ela era moderna e estilosa, e o esriba zapper a conheceu numa madrugada de desvairios no Espaço Retrô, onde a primeira de muitas trepadas rolou ali mesmo, no banheiro do bar; tempos depois o affair chegou ao fim porque Reca era ciumenta e o sujeito aqui... bien, aos vinte e poucos anos de idade, escrevendo matérias pra uma revista conhecida, bom papo, descolado etc, o autor deste blog não estava mesmo a fim de se envolver seriamente com ninguém) e aspirava moderadamente algumas carreiras de cocaine. Foi quando veio a segunda obra-prima dos irmãos Reid: "Darklands" foi lançado inclusive no Brasil e, desta vez, ele já veio parar nas mãos de Zap’n’roll através dos "suplementos de imprensa" que as gravadoras enviavam regularmente aos jornalistas.
JMC com Scarlett Johansson, no Coachella 2007: ela não vem, mas o show vai ser fodão
Os anos foram passando e o culto a Jesus só aumentava por parte do autor destas linhas virtuais.
Foi quando veio a fase "pesada" de mergulho nas drugs. No tampo de acrílico da pick-up Gradiente, havia um adesivo preto do Jesus & Mary Chain. E então, geralmente nos findes antes de sair para as baladas noturnas, o jovem jornalista loki adorava tomar talagadas de whisky e esticar fileiras de cocaine em cima do tal adesivo, para aspirá-las enquanto "Nine Million Rainy Days" martelava em seus ouvidos. Eram noites junkies. Pesadas, sombrias. Que se prolongaram até 1991 (quando Zap’n’roll já havia passado, entre outros lugares, pela revista Istoé e pelos jornais Estadão, Jornal Da Tarde e Folha Da Tarde, onde ele estava escrevendo para o caderno de variedades), quando enfim Jesus veio ao Brasil pela primeira vez, para shows em Sampa e no Rio. Era a turnê do álbum "Automatic". Em São Paulo, os concertos foram no lendário e inesquecível ProjetoSP, um galpão localizado no bairro da Barra Funda onde este jornalista rocker assistiu a alguns dos melhores shows de sua vida (como Sisters Of Mercy, The Mission, Iggy Pop, The Church, Nick Cave etc, etc, etc.). O set do JMC foi algo insano: um telão em forma de estrela (que era o desenho da capa de "Automatic"), ao fundo do palco, disparava imagens frenéticas, enquanto a banda cuspia seus anátemas sonoros. Os irmãos Reid pronunciavam muito a palavra "fuck". E quando tocaram a sua famosa cover para "Who Do You Love", do bluesman Willie Dixon, um sujeito ao lado deste blogueiro começou a ser espancado por outros três, em uma cconfusão que só foi apartada com a chegada dos seguranças – e se não fossem eles, o pobre coitado que estava levando socos e pontapés seria literalmente massacrado. Quem você ama, afinal?
Essa imagem persegue Zap’n’roll até hoje. De lá pra cá, os irmãos Reid brigaram zilhões de vezes, a banda lançou discos medianos e alguns ótimos (como "Munki", o último de inéditas e que foi editado há uma década), acabou e voltou também zilhões de vezes e está aqui novamente, no Brasil, para um único show em São Paulo, neste sábado. Sim, vai estar num palco onde estarão também Kaiser Chiefs e Bloc Party, da nova geração de boa bandas inglesas. Mas se você quer realmente saber um pouco do que realmente importou na grande história recente do rock inglês, não perca o set dos irmãos Reid. E será a última vez, com certeza, que Zap’n’roll irá engolir com prazer absoluto este doce psicótico que o persegue há mais de duas décadas.
Lembrar aqui do REM também provoca a mesma emoção. Aliás, o blog só não vai se estender muuuito no "diário sentimental" sobre Michael Stipe, Peter Buck e Mike Mills porque o autor deste espaço se recorda que fez quase um histórico completo da importância da banda americana em sua vida no final do ano passado (ou início deste), quando escreveu o tópico "O trio fantástico", dando conta de que o REM estava em turnê e prestes a lançar seu novo disco, o ótimo "Accelerate". Pois então, muitas boas e más lembranças de momentos em que o REM esteve diretamente ligado a este hoje velho jornalista, fazendo a trilha sonora imprescindível de sua vida. A trilha sonora descoberta através do álbum "Fables Of The Reconstruction", lançado em 1985, e que provocou no blogger sentimental uma avassaladora paixão pela banda de Athens. Uma paixão que só aumentou quando ele conheceu a Eliana, que fazia junto com ele jornalismo na Fiam, e descobriu que ela também amava REM. A mesma Eliana que se tornou uma de suas melhores amigas até hoje, sendo que ambos deverão ir juntos ao show na próxima segunda, lá na Via Funchal.
Uma paixão que se transformou em uma obsessão em conseguir ver a banda ao vivo, algo que finalmente foi possível em janeiro de 2001, na terceira edição do festival Rock In Rio. Zap’n’roll, chapado de beck e ácido, ao lado da sua namorada de então, a campineira Vanessa, um xoxotaço que fodia horrores e fumava ao menos quatro baseados todos os dias, jamais vai se esquecer das cores da roupa de Michael Stipe estourando na sua cara, através do telão. Nem da visão do vocalista debruçando os braços sobre o pedestal do microfone, enquanto olhava a multidão cantar em coro a letra da lindíssima "Everybody Hurts" (que está de volta ao set list da gig atual). Por tudo isso, por saber que REM é uma das cinco bandas da sua vida, o autor deste blog estará na Via Funchal na próxima segunda-feira com a alma eivada de alegria e o cérebro tomado por recordações. Não é fácil: duas bandas magníficas, duas trilhas sonoras que acompanham este jornalista quarentão em pelo menos metade de sua vida. E que irão continuar acompanhando-o mesmo quando elas não mais existirem. Pois, afinal, o grande rock’n’roll é eterno. Na vida de todos nós.
* E o diário sentimental acima vai pra carinhosamente para a Eliana Martins, e pras manas Adriana e Vera Ribeiro, pois as três estão ao lado de Zap’n’roll há tanto tempo quanto ele ama Jesus e REM. Beijos garotas! Nos vemos nos dois shows!
JESUS & MARY CHAIN VIDEO COLLECTION
Aí embaixo, dois momentos ao vivo dos irmãos Reid em 2008, pra você ter uma idéia do que iremos ver neste sábado, no festival Planeta Terra, em Sampa:
Jesus & Mary Chain – "Just Like Honey", ao vivo no Personal Fest, em Buenos Aires, sábado passado
Jesus & Mary Chain – "Blues From A Gun", também ao vivo no Personal Fest
O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Discos: o novo do Manic Street Preachers ("Send Away The Tigers"), que já saiu em edição nacional, e o mega clássico "Murmur", a estréia do REM em 1983, que finalmente acaba de ganhar edição brazuca, via Warner.
* Leitura: a nova edição da Rolling Stone Brasil, que chega às bancas na próxima segunda-feira, trazendo Madonna (claaaaro) na capa.
* Festival: Planeta Terra, neste sabadão em Sampa. Alguma dúvida?
BALADAS DA SEMANA
O finde rocker promete em Sampalândia! E já começa bombando hoje, quinta-feira, com festa de aquecimento pro Planeta Terra lá na Torre (rua Mourato Coelho, 569, Pinheiros, zona oeste de Sampa), com discotecagem arrasa-quarteirão por conta do Bispo, Adriano Costa e Click, uia! Já na Outs (rua Augusta, 486, centro de São Paulo), vai rolar showzão com Nenê Altro e o Mal de Caim.///Aí na sexta a balada começa cedo, às sete da noite, lá no Hangar110 (rua Rodolfo Miranda, 110, Bom Retiro, região central de Sampa), quando vai rolar o festival Volume I, com as bandas Redskadu, Família Palim, Charme Chulo e Zefirina Bomba. Mais à noite, quando a madrugada chegar, você pode cair na Outs, onde tocam Rockz e Ecos Falsos. Ou então ir no clube Praga (rua Turiassú, 483, Perdizes, zona oeste paulistana), prestigiar a nova banda Milocovik. E se você quer apenas dançar os clássicos inesquecíveis dos 80’, a parada é no Inferno Club (rua Augusta, 501, centro de Sampa), onde as djs Vanessa Porto e Lady Rocker vão tocar apenas os hits daquela época.///Sabaón de Planeta Terra? Pra quem não vai no mega festival (ou porque ficou sem ingresso ou porque não quis ir mesmo), tem a lenda goth metal Paradise Lost no Inferno, mais Sapo Banjo na Outs e ainda os gaúchos do Canja Rave no Belfiori (rua Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda, zona oeste de Sampa). Tá bão, né? Se joga, porra!!!
ALÔ TERRA, CÂMBIO! INGRESSOS SAINDO!!!
Aeeeê! Chegou a hora da verdade, hihi. Cruze os dedos, apele pro seu pai de santo piauiense e veja aí embaixo se você é um dos CINCO FELIZARDOS (ou FELIZARDAS) que vai NA FAIXA neste sábado, no Planeta Terra Festival, em São Paulo:
* Fernanda Viscardi (São Paulo/SP)
* Tati Guitar (?!?) (Jaú/SP)
* Bruna Modaneze dos Santos (São Paulo/SP)
* Ardim Jr. (São Paulo/SP)
* Cristiano Valente Meirelles (Campinas/SP)
Então: quem ganhou o ingresso tem das 14 às 20hs. desta sexta-feira (amanhã), para retirá-lo na redação da Dynamite – rua dos Pinheiros, 730, apto. 01, Pinheiros, fone 3064-1197. Não se esqueça de levar seu RG pra confirmar sua identidade, caso contrário...
E pra semana? Vai lá no finatti@dynamite.com.br, que o blogão campeão em prêmios descolou pra por na roda, para seu dileto leitorado:
* Duas cópias do novo álbum do trio garageiro paulistano Rock Rocket;
* Mais um exemplar do novo álbum do Oasis;
* E outro do novo disco do graaaande Manic Street Preachers.
TERRA, AÍ VAMOS NÓS!!!
E vamu mesmo! O blogão volta no comecinho da próxima semana, falando da nação glam paulistana e também trazendo uma explosiva entrevista com o músico Jorge Anzol, baterista da banda Los Porongas, que fala poucas e boas sobre a guerra que está instaurada na indie scene brazuca. É isso aê! Até!
* Preguiiiiiçaaaa... mas vamos ao trabalho, porque hoje já é terça-feira ("Hoje é terça-feira/O céu borrou a cor/Ó minha mão do céu/Ó meu pé do chão...". Quem canta isso mesmo? Ah, é, eles mesmos e já falamos mais deles, aí embaixo) e o bicho vai continuar pegando em uma semana pós-festão de cinco anos do blogão zapper, que tem REM em solo brasileiro, mais festival Planeta Terra no sabadão em Sampa, mais diário sentimental do blog falando do REM e do Jesus & Mary Chain, mais um monte de coisas. Portanto, é hora de engatar a primeira e ir em frente.
* Zap’n’roll torce fervorosamente por Obama. Vai manuuu, ganha essa porra aí em cima!
* Olha, não é por nada não, mas a festa de cinco anos da Zap, sábado último na Outs/SP, foi um arraso de dar gosto. Se você não foi, perdeu. O blog não vai nem comentar dos showzaços que rolaram com as bandas, ou da animação dos mais de 400 maloquis que estavam por lá (entre estes, dezenas de gatas tesudas, como as liiiiindaaaas Bruna Vicious, mais as Fernandas Viscardi e Souza, mais a Adriana Ribeiro, a Amandinha Alves, a Luana, a paqueradíssima Natasha Ramos etc, etc, etc.). Mas vai deixar registrado aqui, sim, dois momentos de impressionante comoção que rolaram na pista do andar superior da Outs, quando o sujeito aqui assumiu as pick-up’s, por volta das três e meia da matina – isso após a pista já estar devidamente hiper-aquecida pelas ótimas discotecagens do graaande André Pomba, do super monge japa zen Pablo Miyazawa (que tocou até a clássica cover que o Nirvana fez para "Molly’s Lips", do Eugenius). Já chapado de whisky com energético e de guitarra pendurada no pescoço (yep, Zap’n’roll só discoteca com uma guitarra por perto, já se tornou um vício, para que o blogger maloqui dê vasão ao seu lado rock star que nunca se concretizou, hihi), o autor destas linhas rockers online e dublê de dj disparou "Shine Happy People", do REM. A pista estava lotada e a molecada pulava e gritava de maneira absurda. E quando a música acabou, aplaudiu freneticamente. Zap’n’roll se sentiu o próprio astro de rock, pois nunca tinha visto reação igual na pista da Outs. A mesma reação aconteceu novamente aos primeiros segundos de "Bitter Sweet Simphony", do Verve (e nesta, segundo relatos da meiga e doce Amandinha Alves, o povo simplemente ficou parado de frente pra cabine do dj, com os braços erguidos, durante o início da música. Wow!). Isso significa alguma coisa? Sim, algumas coisas: que mesmo a garotada mais nova ainda cultua e ama as bandas indies já veteranas (como REM e Verve). E que só mesmo o rock’n’roll pode proporcionar este tipo de interação mágica, mesmo em uma pista de dança de uma casa noturna. Enfim, foi sensacional. E emocionante. E inesquecível. Em 2009, se os deuses lá em cima quiserem, tem uma nova festa igual a que rolou sábado.
* NO ÚLTIMO FINDE EM BUENOS AIRES – Relatos que chegam da Argentina, dão conta de que o Personal Fest, que rolou por lá, foi bem bão. Showzaços do REM e do Kaiser Chiefs, showzinho mais ou menos do Bloc Party (pô, assim não dá! Zap’n’roll aqui, botando a maior fé na vindoura apresentação do BP no Planeta Terra, e os moleques só decepcionando por aí? Assim fica difícil sustentar nossa opinião, né?) e alegria geral tomando conta dos hermanos argentinos. Agora, sabadão próximo é a nossa vez, com o Planeta Terra. Sim, esse mesmo que esgotou 15 mil ingressos. Você está desesperado? Paciência: se não tentou a sorte aqui, pedindo seu ingressinho pro blogão que sempre dá os melhores prêmios (ainda dá tempo de enviar e-mail), já elvis!
* Aliás, falando em promoção de ingresssos do Planeta Terra na Zap’n’roll e tals, é impressionante como o pobre blogueiro aqui só arruma dor-de-cabeça pra ele mesmo. A caixa postal do blog já grita com mais de duzentas mensagens pedindo a mesma coisa: ingresso pro Planeta Terra. Um recorde próximo de quando o blog (então, ainda coluna) sorteou um ingresso para o último show que o Coldplay fez em Sampalândia, há dois anos e tralalá – na época, o número de e-mails passou de trezentos. E as mensagens vêm sempre em tom de súplica, angústia plena e desespero idem ("esotu desempregado e se você não me ajudar, vou morrer se perder esse festival", é mais ou menos o nível de apelação de quem escreve). Enfim, corre no finatti@dynamite.com.br que ainda dá tempo de você concorrer aos CINCO INGRESSOS que estão em sorteio pro festival. O resultado da promo, com os nomes de quem ganhou, saí nesta quinta-feira aqui no blog, okays?
* ENQUANTO ISSO, EM SANTIAGO... – O REM mostrou o que é rock’n’roll de verdade na capital do Chile, tocando muuuito, com garra e vontade. Sobraram hits no set list (yeeeeeessssss! "Everybody Hurts" entrou no roteiro do show, uhú!) e o povo foi à loucura por lá. Caaaaalma que segundona é aqui em Sampa, e todo mundo vai ficar feliz também por aqui.
* ENQUANTO ISSO, NOVAMENTE EM BUENOS AIRES... – Dá uma olhada aí embaixo em três momentos fodásticos da apresentação do REM no Personal Fest e se prepare para enlouquecer e chorar nos shows brasileiros, que começam nesta quinta-feira, em Porto Alegre:
REM – "What’s The Frequency, Kenneth?", ao vivo em Buenos Aires, no último sábado
REM – "Living Well Is The Best Revenge", também ao vivo em Buenos Aires
REM – trecho de "Everybody Hurts", ao vivo, em Buenos Aires
* Agora, fala sério: Wilson Sideral abrindo pra Michael Stipe e cia. em São Paulo é uma piada grotesca – em Poa, será o Nenhum de Nós e aí existe até uma certa lógica, a banda de abertura é gaúcha e tals. No Rio, os cariocas serão distraídos pelo guitarrista Fernando Magalhães, do Barão Vermelho, enquanto a atração principal não sobe ao palco. Mas aqui em SP... Wilson Sideral??? Pelamor... alguém consegue burlar a segurança da Via Funchal e entrar lá com um saco de tomates e ovos podres, nas noites do show? Eles serão valiosos...
* Isso não é uma notícia importante: Julio Iglesias está entre nós. Quer ir ao show? Não? Nem se o blog descolar um ingresso na faixa, sem sorteio? Pôxa...
* Isso é uma notícia importante: a sétima temporada do seriado "24 Horas", começa a ser exibida em janeiro, na tv americana. Jack Bauer de volta, aeeeeeê!
* Isso é uma notícia importante II: o velho goth Cure será o headliner da Shockwaves tour 2009, aquela gig que é promovida pela NME todo começo de ano em território inglês e sempre reunindo um monte de bandas bacanas.
* A mesma NME colocou esta semana em sua capa, maaais uma vez, o Oasis. E ainda dá destaque para uma "cobertura especial" da apresentação do Klaxons no Tim Festival, em texto escrito pela própria banda (bela merda...)
* O VANGUART E A UNIVERSAL – Como já foi anunciado no último post, o quinteto cuiabano Vanguart, de fato e de direito o principal nome do novo rock brasileiro, assinou contrato na semana passda com a major Universal Music. Agora, surgem mais detalhes desta nova fase que começa na carreira artística de Hélio Flanders e cia. Após participar do festival Planeta Terra neste final-de-semana, a banda vai gravar, em São Paulo, no Avenida Clube, no dia 11 de dezembro, um cd e dvd ao vivo, que será o primeiro lançamento do grupo pela nova casa, que fará o projeto em parceria com o canal Multishow. O repertório do cd e do dvd será dividido entre as músicas já conhecidas pelos fãs dos Vangs e canções inéditas. E também haverá a participação da sua, da nossa Mallu Magalhães nos shows. Os meninos merecem tudo isso, batalharam pesado pra chegar aonde estão (mesmo com a torcida contra de gente pelega, que não entende nada de música, é ressentida e invejosa com o sucesso alheio e só torce contra tudo aquilo que é bom), a banda é ótima e Zap’n’roll vai se orgulhar sempre de saber que estas linhas online, de alguma forma, contribuíram para o Vanguart estar onde está hoje. É isso aê: sucesso sempre para os meninos!
* Aí embaixo, pic registrando o momento em que o Vanguart assinou o contrato com a Universal Music:
* Bom, por enquanto é isso. Lembra daquela parada dos indies brazucas em guerra? Pois é, o assunto não acabou não. Zap’n’roll vai ali entrevistar o pessoal da banda Los Porongas sobre o tema, e volta logo mais com o resultado do bate-papo. O blog também não esqueceu da glam nation paulistana e vai falar dela assim que possível. Fica de olho aqui que até quinta-feira vem muuuuuito mais por aqui, porque a semana vai ser realmente agitada. Então, até daqui a pouco!
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