Dynamite

Entries for month: November 2008

Goiânia Noise e Radiohead - agora vai!!!

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Esse ser estranhíssimo está a caminho do Brasil, com a sua banda. Mas enquanto ele não chega, você lê aqui no blog como foi o Goiânia Noise 

Entonces, blogon zapper sendo atualizado em pleno sabadón, já que ontem o distinto aqui ficou novamente fora de combate, por conta de uma gripe aterradora que se abateu sobre a pobre criatura.

Mas cá estamos! E com uma gooorda cobertura da edição deste ano do super Goiânia Noise Festival, que rolou no finde passado na capital de Goiás. Um dos cinco maiores festivais independentes do Brasil hoje, o GN merece ser destrinchado aqui no blog, mesmo uma semana após sua realização pois, através da leitura do que rolou no evento, nosso dileto leitorado pode ter um amplo painel de como está a indie scene nacional neste momento.

O texto que você lê logo abaixo é de autoria da nossa mui amada Adreana "Cobain" Oliveira, dileta amiga destas linhas zappers há anos, e uma das melhores jornalistas rockers do Brasil (além de gatíssima também, uia!). Editora de música do caderno de variedades do jornal "Correio de Uberlândia", Dre está sempre acompanhando de perto os principais festivais brasileiros. E Zap’n’roll agradece a ela de coração por mais esta força e pela brilhante cobertura do festival. Valeu, Dre!

Então é isso. Boa viagem com o Goiânia Noise Festival 2008!

"A 14º edição do Goiânia Noise Festival começou na sexta-feira, mas eu não estava aqui. Portanto, vamos começar pelo segundo dia.

O Centro Cultural Oscar Niemeyer facilitou bem a minha vida. Consegui ver todos os shows e entrevistar todas as bandas. Aproveitem porque não sei se neste domingo vou conseguir fazer o mesmo. Outra coisa legal é ter internet free no hotel, posso postar tudo antes de voltar para Uberlândia.

O bate-papo com as bandas foi rápido, afinal, tinham que atender muita gente e os shows seguiam-se um atrás do outro. Uma pergunta em comum foi feita a todos os meus entrevistados: que bandas você têm ouvido?

Acredite que você terá uma lista e tanto e cheia de surpresas.

SÁBADO, 22/11/08

CICUTA
O quarteto goiano abriu a noite com hardcore. Fredé (baixo e vocal), Migué (bateria) e Torreal (guitarra e voz) são cria da cena goiana. Eles gravaram um CD que custa R$ 2 e assim fica fácil a galera levar um pouco deles para casa. "E um mini-disc que fizemos para divulgar a banda aqui mesmo, a gente sabia que ia `tomar ré` mesmo, então, que seja com o CD", disse o baixista Fredé. Para ele, tocar no Noise é sempre um privilégio. Nem sempre o show e o mais importante: o que vale e estar com a galera se divertindo e tomando umas e outras.

Enquanto isso no estúdio comandado por Luis Maldonale e Gustavo Vasquez, Segundo e o Corja se divertia no Aquário.

MERSAULT E A MÁQUINA DE ESCREVER
"Só doido mexe com maluco". Essa frase é de uma figura goiana chamada Ronaldo, ou Crazy Naldo. O cara faleceu recentemente e todo o show do Mersault e a Máquina de Escrever foi dedicado a ele. Mais ou menos na mesma data em 2002 eles faziam o show que praticamente marcou o início da banda, e hoje fizeram um dos shows mais intimistas do Noise. Foram apresentadas músicas como "Fluidez de Jumento" e "Cowboy de Drogaria", que encerrou a apresentação. Mauricio (guitarra), McLoys (guitarra), Rogério (bateria) e Veget (baixo) tocaram e Uberlândia este ano e tem boas lembranças da cidade. Ele elogia a banda uberlandense Porcas Borboletas. Veget acredita que o intercâmbio entre Uberlândia e Goiânia melhorou muito nos últimos meses, mas ele sabe que o cenário goiano ainda tem um bom tempo de reinado pela frente quando o assunto e rock independente, principalmente pela união que existe entre os músicos. "Em Goiânia tem bandas e antes de músicos somos amigos, acho que isso faz com que a cena se fortaleça".

MUGO
O único músico que eu conhecia do Músico era Leo Alcanfor (ex-Violins). Portanto, nada do que ouvi esta noite remete ao Violins. O Mugo faz metal, sim, tem uma pegada new metal que as vezes remete a bandas como Deftones mas os caras tem a moral para fazer rock pesado e melódico com seus momentos guturais, bem na linha do bom e velho Sepultura, tambem made in Brasil. Eles mostraram musicas do disco que saira em marco, entre elas "Sick of You" e "Scratch". No ano passado eles abriram o Noise e desta vez o fizeram no palco principal. "É muito bom tocar aqui e senti uma energia bacana da plateia", afirma P.P., o vocalista. Compeltam a banda Gil Vieira e Andre Splinter. Sobre o disco, a parte de estúdio esta toda pronta e a masterização está sendo feita nos Estados Unidos por Alan Doltz, que trabalhou com bandas como Hatebreed e Sepultura.

AMP
A Novo Som acompanhou três shows da AMP nesta temporada, cada um mais turbinado que o outro. O primeiro CD está prontinho. "Só falta entregarem", diz o baixista Dudu. Ele e Djalma (guitarra), são ex-astronautas e tem um público já apaixonado em Goiânia. Dudu e só elogios para o debut da AMP. "Confesso que tô ouvindo nosso disco pra caramba".

GUIZADO


O Noise sempre traz bandas experimentais, que enveredam por vários caminhos. A Guizado e literalmente uma dessas viagens sonoras. Guilherme Mendonça (trompete e eletronica), Rian Batista (baixo), Regis Damasceno (guitarra) e Luciano Curumim (bateria) não arriscam a se colocar em uma prateleira. "A gente faz um rock eletrônico com psicodelia e improvisação". Na estrada a quase dois anos, lançaram o primeiro disco em junho passado, "Punx".

BLACK DRAWING CHALKS
Os novos queridinhos de Goiânia já podem se dar ao luxo de fazer um show com poucas musicas do único CD lancado e mandar ver em novos sons disponíveis apenas no MySpace. Música velha ou não, não falta quem cante junto com eles. Durante a entrevista com o baixista Denis alguém se aproximou: "cara, você é Deus. Se a gente não fosse a gente a gente seria vocês". Calma, eu explico. O admirador é o Pata, da banda paulista Holger. Foi a maior babação em cima do BDC. Até o Denis ficou sem graça.

AMBERVISIONS
Quem resume o show do Ambervisions nesta edição do Goiânia Noise é o vocalista Zimmer: "foi a única banda que fez noise de verdade no Noise". Os caras horrorizaram, com direito a zoar o tempo todo com várias personalidades. Nem Mallu Magalhaes e Marcelo Camelo escaparam. Mas Zimmer afirma que no palco e 100% brincadeira, zuação mesmo. "Não temos nenhuma opinião para emitir e assim é que bom". Márcio Jr (Mechanics) fez uma breve aparição no show. Entregou ao Ambervisions o troféu de Melhor Banda do Noise e do Mundo. Mais tarde, Zimmer jogou o troféu para a galera. E mais: um dos meninos da banda Os Legais jogou água na platéia...da própria boca. A provocação não agradou muita gente e receberam em troca muita lata de cerveja e insultos de parte da platéia. Nem isso intimidou Zimmer, que no final foi pro meio da roda de pogo.

GANGRENA GASOSA
Essa tem um nome a zelar. A representante brasileira do sarava-core volta a ativa para deleite de novos e velhos fãs. Músicas como "Deus é 10", seguida pelo complemento "Satanás é 666" e Terreiro do Desmanche foram cantadas a plenos pulmões. E para voce que tem vergonha de contar que não entendeu Matrix, o Gangrena pode te ajudar. "Eu não entendi Matrix" deve entrar no seu tracklist. Muita energia e humildade no palco. O vocalista Chorao deu uma entrevista para a Novo Som e o Zine Paginas Vazias. Sobre o fato de a banda praticamente não ter comparativos no mercado nacional, ele afirma ser por conta da ideologia que seguem e vivem. "Somos a única banda de black metal brasileira. Falamos do que vivemos e para nós nada melhor do que ser anti-tudo, fazer nosso som, curtir uma cerveja e a mulherada". Sobre os festivais, cujo circuito eles entraram recentemente, ele apoia as iniciativas e entende todo o trabalho para fazer o negócio girar. O disco novo te previsão de lançamento para março de 2009 e vai sair com um esquema de videoclipe e até história em quadrinhos.

THE DEAD ROCKS
A bordo de "One Million Dollar Surf Band" o trio de São Carlos (SP) desembarcou mais uma vez em Goiânia. O show, impecável, desde o figurino até a presença de palco e ocupação do mega-espaco a eles destinados no palco principal do Noise. Guitarra, baixo, bateria e ternos bem cortados. E claro, muito talento e paixão pelo que fazem foram determinantes para a boa apresentação. Após o show, o baterista Marky falou comigo e fomos interrompidos por um dos seguranças que queria um CD. "Esse tipo de reconhecimento e muito importante para nós. Os caras estão trabalhando, às vezes nem são tão 'entendidos' de música, mas gostam do nosso som". Essa simplicidade vem das influências do rock dos anos 50 e 60 quando o rock era usado mesmo para colocar o povo para dançar nos bailes, e esta é a ideologia do Dead Rocks, transformar seus shows em grandes bailes.

MQN


Não adianta colocar o MQN nos mega-palcos. Sem duvida nenhuma os palcos pequenos são mais a cara, o jeito, a vibracao MQN. Pequeno ou grande, o palco será invadido de qualquer jeito antes do fim da ultima música, seja ela "Red Pills", "Burn, baby Burn". Fabricio Nobre, insano como sempre, e de poucas palavras, mas confirma a paixão pelos palcos underground. Gustavo (baixo) disse que eles pediram para tocar no palco menor desta vez e não se arrependeram nem um pouco. Ah sim, o palco foi invadido, o baixo de CJ, e ele, foram parar quase no teto e tudo virou uma grande festa regada a cerveja.

CABRUERA
Mais uma nova para mim. Apesar dos dez anos de estrada o som alternativo do Cabruera começa a ganhar espaco nos festivais independentes de rock. "Sempre divulgamos um som cancioneiro popular e agora começamos a introduzir mais rock para ganhar mais peso", disse o vocalista Arthur, que diz ainda que a proposta do grupo é sempre fazer um disco diferente do outro.

BLACK MEKON
O Black Mekon tocou em Uberlândia um dia antes de tocar em Goiânia. Eles curtiram muito a experiência, so sentiram pelo fato de ter pouco gente para ver o show. E quem foi, pode se considerar uma pessoa de sorte porque se eles fizeram em Ubercity metade do que arrumaram aqui em Goiânia, foda! Não importa se você não conhece nenhuma música, se nunca viu os caras, nada disso interessa quando você esta no show, eles cuidam de te enterter. Como uma boa banda britânica, o terninho so ajuda a melhorar a performance, com máscaras então, mais sexy, mais rock and roll, mais dane-se, estamos aqui para nos divertir. A entrevista com o trio rolou sem mascaras. Estao felizes por estarem no Brasil. Eles, como muitos músicos brasileiros, além de shows e CDs também se viram em "trabalhos formais". "A gente faz o que gosta e quando se entra no esquema das grandes gravadoras você perde o controle da sua música e isso não nos interessa".

BLACK MOUNTAIN


Do Canadá para o Brasil o Black Mountain trouxe um rock quase orquestrado, que tem lá seu valor com ou sem vocal. A desenvoltura harmônica dos caras e o modo introspectivo que tocam trazem uma atmosfera cool para a arena. Este ano eles se apresentaram em festivais do porte do tradicional Coachela. Na América do Sul, o Brasil foi o único país a ver um, ou melhor, dois shows da banda, Goiânia e São Paulo. Conversei com a vocalista Amber e o tecladista Jeremy. Eles não tinham a mínima idéia do que encontrariam por aqui e a resposta do público agradou nos dois shows. "Não importa a forma como se manifestam ou se conhecem ou não nossas músicas, contanto que curtam o show.

THE FLAMING SIDEBURNS
Eu tenho um carinho muito especial pela Finlândia, principalmente porque uma de minhas melhores amigas nasceu lá. Sempre que uma banda finlandês aparece nesses eventos eu faço questão de conferir. No caso do The Flaming Sideburns, cujo vocalista Edurardo e nascido na Argentina, o que se vê é algo mais próximo do classic rock. Músicos bem posicionados, interativos e um figurino impecável. Eduardo e uma mistura de Mick Jagger e Robert Plant. Não sei como conseguiu se equilibrar na grade de proteção com aqueles sapatos plataforma. A resposta do público foi meio a meio. Parte gostou e participou e outra parte parecia mais curisosa em conferir a forma física de Eduardo. Entre outras coisas que conversamos minutos antes do show, eles falaram que a Finlândia não é um lugar muito saudável para ficar o ano inteiro. Sempre que podem, eles viajam para fugir do inverno rigoroso.

INSTITUTO
Muito balanço para fechar a segunda noite do Noise. Instituto, esse projeto com pesos-pesados da música nacional (BNegao, Funk como Le Gusta, Thalma Soares, Ganjaman, Dafe) colocou todo mundo para dançar com seu show Racional. Muitas vozes, percussão e uma interatividade fantástica para uma banda com 14 integrantes. Em uma conversa com Thalma, BNegao, Ganjaman e Dafe, descobrimos que os caminhos deles se cruzaram há 14 anos. "Eu encontrei o B no Junta Tribo", conta Ganjaman. E hoje eles viajam o circuito de festivais não só como músicos. "A gente dá um jeito, certo dia encontrei o Ganja fazendo P.A. em um festival que eu ia trabalhar como iluminador", conta BNegao.

BASTIDORES
Por hora é isso... dormi pouco, tomei café mas não vou almoçar. Vou tentar dormir um pouco agora e espero conseguir fazer o mesmo esquema de cobertura hoje. Tem Helmet, cara, nem acredito. Hoje (ontem) até que meu inglês valeu para as entrevistas mas confesso que estava um pouco enferrujado para falar com os nativos. Mas, valeu, o que eu não faco por vocês, queridos leitores?

P.S.: Ainda não me entendi totalmente com este notebook. Assim não consegui postar nenhum video ate agora. Mas as fotos voce pode conferir no www.myspace.com/adreana. No www.youtube.com/AdreCobain já tem vários vídeos também.

DOMINGO, 23/11/08

O domingo no Noise começou pesado para esta colunista. Enquanto aguardava a van que faz o trajeto hotel-Niemeyer, por volta das 17h30, eis que surge Page Hamilton, do Helmet, a grande atração do festival. Acompanhado pelos novos membros da banda, dois produtores e um roadie ele tomou logo o rumo do quarto para descansar da viagem de São Paulo (tocaram no Noise SP porque um show de Brasília foi cancelado). Bem que eu queria falar com ele, mas, achei melhor deixar para outra hora. Me certifiquei com o Sérgio, que acompanhou o Helmet no Brasil, de que no local do show Page falaria com a gente.

HEAVEN´S GUARDIAN
O peso do início do último dia do Goiânia Noise Festival 2008 estava nos acordes e nos vocais agudos da banda de metal Heaven´s Guardian. Perdi as duas primeiras atrações da noite, uma pena. Entre as músicas apresentadas estavam "Doll" e "Just Believe", que segundo o vocalista Mário Linhares, tem tudo a ver com o momento deles. Figurino digno de uma banda de metal, com direito a ventilador no palco para realçar os longos cabelos, o Heaven´s Guardian perdeu o vocalista anterior, Carlos Zema, para uma banda de Houston, nos EUA, e quase perdem o baterista, Paulera, para a morte. O domingo foi especial para eles porque Paulera, que teve um sério problema cardíaco e segundo o médico, contou Mário, "chegou aos 45 do segundo tempo", ficou sabendo no domingo que estava fora de perigo e participou de parte do show. As boas notícias chegam e aos poucos a banda pretende voltar ao cenário local, regional e nacional. Quando não está à frente do Heaven´s Guardian Mário Linhares é um funcionário do Banco do Brasil em Brasília, o que não o impede de ensaiar e tocar na capital goiana. "A gente é como uma família e não estamos nisso só por dinheiro. Se um dia rolar a subsistência só pelo trabalho da banda ótimo, enquanto isso, a gente se vira em outros trampos também, o que não pode é deixar de fazer nosso som".

HILLBILLY RAWHIDE
Do metal para o country, ou se preferir, bluegrass ou western. Isso mesmo, o Noise foi invadido por chapéus de cowboy, botas de bico fino, jeans surrados e camisas xadrez. E com eles violinos, contrabaixo acústico, banjo e músicas que colocaram todo mundo para dançar. Segundo o vocalista Cox, a Hillbilly Rawhide é uma das poucas do Brasil em seu estilo e por isso toca em festivais country, reggae, rock, pscycobilly, bares, e onde mais convidarem. "De enterro a aniversário de criança tá valendo", afirma o simpático vocalista. O som da banda é realmente contagiante, difícil de ficar parado. Rolou até um bis e para a alegria dos roqueiros, emendaram "Highway to Hell", do AC DC com "Ace of Spades", do Motorhead.

MOTEK
Os músicos da banda belga Motek não eram difíceis de se identificar pelo típico aspecto europeu de pele branca, mais avermelhada pelo sol do Brasil, olhos azuis e um jeito meio perdido zanzando pela arena ou pelo hotel. Eles podem até ser figurinhas fáceis, mas a som que fazem é bem complexo. Tanto as músicas instrumentais quanto aquelas que contam com vocais masculino, feminino e misto, seguem um tempo irregular cujo ritmo varia do experimental ao pop. A tecladista, que lembra a Dolores O´Riordan do Cranberries, um pouco mais saudável, deixou o palco durante algumas músicas e retornou no final. "Temos tempo só para mais uma canção? Nossa, é curto mesmo", disse um dos guitarristas e vocalista quando soube que seu tempo estava praticamente estourado. Conversei com um dos membros da banda, guitarrista e também vocalista Wout, que junto com o baterista e o guitarrista são a base da banda. Fiquei sem jeito de perguntar porque não tenho ouvido muito bom para essas paradas técnicas e notei que em vários momentos do show o som parecia subir ou descer do nada, chegou a ficar como se um disco de vinil muito velho estivesse tocando. Podia ser algum "diferencial" da banda, mas não era. Durante o show deles um dos P.A.s começou a dar problema. "Somos experimentais, mas nem tanto, tivemos alguns problemas técnicos durante o show", afirmou Wout. Na véspera eles tocaram no estúdio montado na arena e segundo ele foi dez vezes melhor do que o show. "Como algumas músicas têm uma estrutura complexa demoramos para nos acertar e o tempo para tocar é muito curto, mas acho que algumas pessoas gostaram". Para ele, que percebeu que no festival tinha definidas bandas de rock e de metal, o Motek venceu um grande desafio durante a apresentação. Os caras estavam muito felizes porque, enquanto eu arrumava minha mala, depois de chegar do encerramento do festival, lá pelas quatro da manhã, eles estavam fazendo a maior festa na piscina do hotel...e estava um frio...

BANG BANG BABIES
Como inglês do belga Woult e o meu não são dos mais fluentes, acabamos levando mais tempo no bate papo depois que a banda deixou o palco, muito depois do final do show. Conseqüência, peguei a última música do Bang Bang Babies. A galera gritava mais um e a banda deixava o palco. Só tive tempo de perguntar para o Pedro (vocalista), o que ele tem ouvido ultimamente.

THE GANJAS
Os chilenos do The Ganjas chegaram em Goiânia sem saber a hora que deveriam partir do dia seguinte para Brasília, onde tinham um vôo marcado. Para ajudar os hermanos Pablo (baixo) e Sam (guitarra) emprestei meu laptop para conferirem seus horários. Tudo resolvido, hora de tocar. O quarteto mostrou-se entrosado e à vontade no palco. O som, um rock com algumas interferências de outros estilos que vão do blues ao dub. "Nossa música é uma mistura, não fica só no rock". Fecharam a apresentação com "Motoqueiro", uma música nova que estará no próximo disco que receberá os retoques finais quando retornarem ao Chile.

MECHANICS
Única banda a tocar em todas as edições do Noise, o Mechanics, surpreendeu, mais uma vez, ao começar com um set acústico. "Queremos pegar todo mundo no contrapé mesmo", disse o vocalista Márcio Jr. Se no ano passado eles causaram ao usar atores durante a apresentação, dessa vez começaram pegando leve, mas a grosseria de sempre logo estava presente no pequeno palco circulado por ardentes admiradores dos goianos. Em entrevista a Thiago Pereira, do Alto Falante, o vocalista Márcio Jr. Comentou: "Vamos ver quem acaba primeiro, eu ou o Noise", parece um desafio tentador enquanto o festival caminha para a 15ª edição. "Quinze anos é um marco. Estamos em contato com bandas de Marte, Vênus...", brincou. Para ele o importante é seguir com o Mechanics por meio de trabalhos que sejam relevantes e não repetir fórmulas ou seguir a modinha da estação, assim como fazem mestres como David Bowie.

LOOP B


Ele é considerado um dos precursores do eletrônico no Brasil. No palco com Loop B os sons saem de carrinhos de obra, placas de alumínio, furadeiras e uma variedade imensa de objetos que nada têm a ver com música, mas que acabam sendo parte da música. De repente ele some do palco para reaparecer com uma espécie de tambor envolvendo os ombros e tocado na pista, junto ao público. Depois da apresentação, durante a entrevista, ele percebe que o joelho está sangrando. "Eu nunca sinto quando me machuco", comenta. Se em Cuiabá surgiu o conceito do músico igual pedreiro, que deu nome ao primeiro disco do Macaco Bong, Loop B pode assimilar o ditado para o seu eletrônico que sai dos equipamentos super caros e hightech para peças que se encontra facilmente em uma construção. Além de seus shows, Loop B compõe trilhas para shows de dança, teatro e trilhas diversas. Seu novo disco, Farinha Digital, é uma parceria com o violeiro paraibano Pedro Osmar e vem calcado na cultura nordestina.

THE TORMENTOS
Os argentinos estavam com um figurino impecável e um surf rock apurado no palco Trama Virtual do Noise. O público aprovou e percebi que o grupo angariou novos fãs que não arrastaram o pé da grade até conseguir uma foto ao lado dos hermanos. O vocalista e baixista Dacho afirmou que este foi o melhor show da banda no Brasil, esta é a segunda passagem deles por aqui. "O público foi incrível, foi o mais legal de todos os shows que já fizemos no Brasil". Mas ele garante que ainda não se sente em casa por aqui. "Precisamos vir mais vezes para criarmos este vínculo".

CLAUSTROFOBIA
O metal está sempre presente no Noise, independente de ser hype ou não, os camisas-preta sempre terão seu espaço e um nome como Claustrofobia foi uma boa escolha. No palco principal, o Monstro, continuava a montanha russa no som. Percebia-se pelas vezes que os músicos olhavam para a lateral do palco fazendo um sinal de "para cima". Após a primeira turnê pela Europa, e muitos contatos feitos, eles voltam as atenções para o Brasil e para um novo disco, sucessor de "Fulminant" (2005). "Temos algumas propostas e estamos avaliando. Não queremos simplesmente colocar o disco no mercado a qualquer custo, de qualquer jeito", afirma Marcos. Em 2008 eles ficaram por conta de se organizar e o show no Noise trouxe um novo fôlego para o grupo que deve voltar com tudo no próximo ano. "A gente está sempre produzindo, compondo ou tocando porque só dessa forma a sua sonoridade evolui", afirma o vocalista que também gosta de ouvir bandas novas da cena trash e heavy metal e incentivar esses novos trabalhos.

PERIFERIA
Um show punk rock no talo. Assim foi a avassaladora apresentação do Periferia no Noise. Jão (guitarra e voz), Jéferson (baixo) e Bauer (bateria) agitaram a roda de pogo com seu protesto social sem meias palavras. O show foi rápido, direto e destruidor...nem parece que o trio fez apenas quatro ensaios, segundo Bauer. Ele, que é baterista do Atroz, foi chamado quando o Betinho disse que não poderia tocar. "Topei na hora", afirma o batera peso pesado. Jéferson, que segurou o baixo, é da banda Agrotóxico.

INOCENTES


A velha guarda do punk nacional foi bem lembrada nesta edição do Noise. A confraternização da galera do Periferia e Inocentes nos bastidores elevou o clima de "brodagem" no último dia do festival. "Pode bater palma que a gente aceita", disse Clemente. A banda fechou a apresentação com "Pânico em SP". Antes do show do Helmet conversei um pouco com o baixista Anselmo e com o baterista Nô. Sentados na escada que dava acesso ao palco, quis saber como o militante punk Anselmo via o estilo hoje. "Tem muita coisa ruim, não posso mentir para você". Ele vem de uma época em que para conseguir gravar uma música, mostrar o trabalho fora da cidade era uma maratona extremamente difícil. Com a Internet e o avanço da tecnologia uma banda produz um single atualmente mais rápido do que o processo de xerocar mil flyers para divulgação de um evento. "Mas a internet mantém bem viva a filosofia faça você mesmo do punk. A galera pode gravar, disponibilizar as músicas e ser conhecida sem passar por uma gravadora", diz Nô. Para Anselmo, em muitas bandas que vão na onda da "modinha punk" falta alma. Tem o visual, mas não tem conteúdo. "Eu sou meio saudosista, quando comecei no punk era época de ditadura e eu era funcionário público, agüentei muita coisa por conta do visual e sentia na pele o que representa o movimento", disse Anselmo. "Hoje em dia você entra de um jeito pela porta de um shopping e sai punk pelo outro lado", afirma Nô. Por isso, para eles, falta muita autenticidade no que se faz atualmente.

HELMET

O Helmet merece um capítulo a parte nesta edição do Goiânia Noise. Por que? É raro ver o show dominar uma banda no palco como o Helmet foi dominado por sua própria performance no domingo, no Centro Cultural Oscar Niemeyer. Geralmente é o contrário, os músicos crescem durante a apresentação, começa devagar, tem o momento de pico e naturalmente cai um pouco até o final do show. O Helmet seguiu reto do início ao fim.
Page Hamilton (guitarra e vocal) tem novos companheiros para a banda que formou há quase 20 anos (1989). Kyle Stevenson (bateria), Jon Fuller (baixo) e Dan Beeman (guitarra), são seus novos companheiros de banda. "Estou muito feliz com eles, são ótimos músicos e estão entusiasmados com o trabalho", disse Hamilton, pouco antes do show. Vestindo uma blusa cinza e jeans, ele atendeu alguns jornalistas na sala de imprensa do Noise. Simpático e falante, parecia satisfeito com o show na noite anterior em São Paulo (Noise SP), após ter um show cancelado em Brasília (22).

Não estamos nos anos 90 mais e nem o Helmet está. A música continua soando atual e poderosa. "Unsung", "Milquetoast", "See You Dead", "I know", "Crashing Foreign Cars" e "Swallowing Everything" estavam no repertório que fez a alegria de fanáticos que se esticavam na frente do palco para chamar aten&cced

Andy estava lá!

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Sim, sim, todo mundo reclamando a ausência do blog!

Foi uma semana atípica aqui: aniversário do titular destas linhas zappers, uma preguicinha ali, matérias para serem entregues na Gazeta Mercantil e na mui poderosa Rolling Stone (que está em pleno fechamento de edição!) e o blogger atrapalhado se esqueceu de atualizar seu próprio quintal. Dá pra turma ter um pouco de paciência e esperar até amanhã? A firma agradece e promete post irado com a cobertura do graaande Goiânia Noise, que rolou no finde passado lá em Goiânia. E afinal, semana passada isso aqui foi atualizado umas três vezes, mas aí ninguém fala nada, né? Enfim, amanhã começamos a por a casa aqui em ordem, promessa de escoteiro.

* Mas foi uma semana bacana, afinal de contas. Zap’n’roll mandou ver nas pick-up’s do bombadíssimo projeto Grind, pilotado pelo amado "tio" Pomba, domingo último, em um clube A Loca absolutamente entupido de gente. Aí então, quando o sujeito aqui entrou na cabine pra discotecar sabe quem estava lá, papeando animado com o Pomba e o super dj Focka? Ele mesmo, Andy Rourke, ex-baixista da lenda maior do rock inglês oitentista, os Smiths. Wow! O jornalista zapper e dublê de dj doidão ficou todo emocionado. Tão emocionado que até se esqueceu de registrar com uma foto o momento. Mas, sim, o blog papeou um pouco com Andy e o convidou a acompanhar a discotecagem que, parece, recebeu o ok do baixista. Enfim, surpresas agradáveis de nossa eterna e animada existência rock’n’roll.

* Ah, sim: Pomba tirou uma foto com Andy. Essa aí embaixo:

* Então é isso: Rio, 20 de março de 2009. Sampa, dia 22. Ingressos à venda a partir da próxima quinta-feira, 4 de dezembro. Vai começar a loucura do Radiohead tour in Brazil 2009. Depois, a gente fala mais a respeito.

* Até daqui a pouco com o Goiânia Noise 2008 e outras coisinhas mais...

(enviado por Finatti às 20:30hs.)

A banda fofa que continua... fofa!

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A poesia melancólica do Belle & Sebastian está de volta 

Cheeeeeegaaaaaa!!!

Faz semanas que estas linhas rockers online só lêem, em outros blogs musicais e sites espalhados pela rede, sobre o Little Joy (a banda da hora, formada pelo stroke boa praça Fabi Moretti e pelo ex-hermano Rodrigo Amarante) e sobre a teen folker prodígio Mallu Magalhães (que acabou de lançar, em seu formato físico, seu primeiro disco). Que saco!!! De modos que o autor deste blog resolveu tomar uma decisão radical: vai evitar, ao máximo, falar de ambos neste mega post de hoje.Yep, nosso famoso mega post que, geralmente, alegra os findes de nossos diletos milhares de leitores. E para que ele saia no capricho, Zap’n’roll resolveu passar o feriado quietinho, na miúda, sem enfiar o pé na lama em baladas noturnas grotescas, hihi. Afinal, o finde já vai ser quentíssimo, com showzão anos 80’ do Duran Duran na Via Funchal (em Sampa), mais discotecagem do blogger maloqui na bombadíssima domingueira rock Grind, realizada pelo super dj André Pomba na Loca, o clubinho underground mais descolado de Sampalândia (já foi citado até na novela das oito global, uia!). Entonces é isso: chega de Mallu, chega de Little Joy. Vamos de Belle & Sebastian (eba!), de Goiânia Noise em Goiânia e em São Paulo também (eba!!), de Woddy Allen, de Strokes (não, não é o Little Joy), Duran Duran, de prêmios e mais um mooonte de assuntos que você começa a ler aqui, a partir de agora.

* Antes porém, uma notícia insólita: uma estranha "síndrome de aposentadorias precoces" ronda o mundo pop. Cumas? Ué, primeiro foi aquela beldade loira que atende pelo nome de Gwyneth Paltrow (e que também atende pelo título de "sra Chris Martin"), a mega atriz de Hollywood, que meses atrás anunciou que pretendia se aposentar em breve das telas, para cuidar da casa, da família e dos filhos que tem com o vocalista do Coldplay. Lembrando que miss Paltrow ainda nem chegou aos quarenta anos de idade – ela está com 36. Semanas atrás foi a vez de outro bocetaço das telas, Angelina Jolie, também manifestar a mesma intenção: de se aposentar (com apenas 33 anos de idade!), pra cuidar da filharada que ela arrumou com o maridon Brad Pitt. E agora, por último, o próprio Chris Martin em pessoa também disse que daqui a pouco o Coldplay (que já existe há uma década) vai pendurar as chuteiras. Esse povo ficou muito rico muito cedo e agora quer sair de cena, assim sem mais nem menos? Vão procurar o que fazer, porra!

* UMA DÉCADA DE STROKES – Falando em aposentadorias precoces, quem parece que nem pensa no assunto é o quinteto nova-iorquino The Strokes. Pois o grupo liderado pelo vocalista Julian Casablancas chega aos dez anos de existência (é, o tempo passa cada vez mais veloz no mundo pop, não é mesmo?) e continua vivo e chutando. Tudo começou em 1998 em Nova York. De lá pra cá, a banda lançou três discos sendo que o primeiro deles, "Is This It", editado em 2001, hoje já é considerado um clássico do novo rock de guitarras graças a canções poderosas como "Modern Age", "Barely Legal" (que Zap’n’roll adooora tocar em suas discotecagens), "Hard To Explain" (outro hit das pistas alternativas) e "Last Nite". Sim, os Strokes deram uma nova cara ao rock’n’roll no início do novo milênio, resgatando nuances do que ele tinha de melhor na época do pré-punk americano dos anos 70’. A importância do grupo no sentido de abrir as portas para toda uma nova safra de guitar bands é inegável, ainda que os discos posteriores do grupo ("Room On Fire", de 2003, e "First Impressions Of Earth", editado em 2006) nem de longe sejam tão bacanas como sua estréia. De qualquer forma, a banda está aí, e sua primeira década de existência valeu a ela inclusive a capa da New Musical Express desta semana. Resta ao Strokes voltarem bem em 2009, quando deverão lançar seu novo disco. Um disco que, fica a torcida aqui do blog, seja tão poderoso quanto o "Is This It".

* O post anterior do blog, o que contém uma esclarecedora entrevista com o músico Jorge Anzol, baterista da banda acreana Los Porongas (atualmente radicada em São Paulo e, sem nenhum favor, um dos melhores nomes do novo rock brasileiro), caminha para bater novo recorde de comentários dos leitores. Até agora, são 50 comentários postados por lá, o que bem demonstra a "sede de sangue" que o povo que lê isso aqui tem por temas polêmicos, rsrs. O blogão zapper só fica meio triste em ver que boa parte do pessoal que envia mensagens para estes posts com assuntos mais polêmicos, o faz de má fé, se escondendo atrás de e-mail falso e usando o espaço que poderia gerar uma boa e produtiva discussão para atacar e ofender pesadamente não apenas o autor destas linhas rockers virtuais, mas também quem está envolvido no assunto em questão. Tá na hora desse pessoal deixar de ser covarde e crescer, e participar das discussões de uma forma adulta e equilibrada, com argmentos sólidos e que valham a pena serem lidos. Okays?

* Atenção! O querido colaborador deste blogger zapper, o chapa Cristiano Viteck, afirma: o novo álbum do Killers, "Day & Age", que foi lançado ontem na gringa, é ruim de doer. Como se o Killers em si não fosse uma bomba, desde seu primeiro disco. Por que o maletaço Brandon Flowers não pega o chapéu e pede pra vazar?

* A capa da nova "obra-prima" do Killers é esse horror aí embaixo:

* Bien, bien, vá lá: não é que a tal Binki Shapiro (vocalista do Little Joy e atual namorada do Fabrizio Moretti) é beeem totosa?

* Bien, bien II: tá bom, tá bom. O blog vai dizer o que achou do disco da Mallu Magalhães. Mas mais laaaá embaixo. Porque antes vamos falar do amado Belle & Sebastian.

FOFOS E MEIGOS PARA SEMPRE!

Parece que foi ontem, mas já faz sete anos. O Tim Festival ainda era Free Jazz e acontecia, em São Paulo, no Jockey Club. Espaço ótimo, como o Parque do Ibirapuera também é (pena que o Tim deste ano tenha sido o fiasco absoluto). E naquela noite, todas as preces de nós, velhos fãs do melhor rock alternativo ou "mudernos" de ocasião, foram atendidas: já haviam passado pelo palco principal do evento o sublime e saudoso Granddady e o mala Sigur Ros. Mas a grande atração era mesmo o grupo escocês Belle & Sebastian, que fechou a noite de forma arrebatadora e transportou os cerca de cinco mil presentes para um mundo de doce onirismo, de matizes sonoros que inebriaram a alma e o coração de todos que estavam ali, este blogueiro sentimental incluso. Pois é bom que se diga: talvez o B&S não seja mais a banda preferida daquela turma algo imbecil, que cultua o novo e banal pelo novo e banal sem sentido algum, apenas pelo prazer oco de se manter "antenado" a qualquer custo com a última novidade vazia parida na música pop. No entanto, quando se ouve este sublime "BBC Sessions", que os escoceses lançaram esta semana na Grã-Bretanha (sairá aqui em seu formato físico? Provavelmente não, mas sem problema, ele já está inteiro na web, ao alcance do seu mouse), chega-se rapidinho à conclusão de que, sim, o Belle & Sebastian ainda é um dos grandes nomes surgidos dentro do melhor rock alternativo escocês de uma década e pouco pra cá.

Claro, há quem vá dizer que o grande B&S já ficou lá pra trás, há muito tempo, na época de obras-primas como "Tigermilk" (a estréia fantástica em 1966) ou "The Boy With The Arab Strap", lançado dois anos depois. Eram, de fato, discos fodaços de uma banda perfeita no momento certo: alinhando a melhor tradição pop melancólica escocesa ao lirismo sonoro e textual dos inesquecíveis Smiths, o octeto liderado pelo vocalista e guitarrista Stuart Murdoch preencheu imediatamente o vazio existencial que havia no coração dos indies kids, e no próprio rock altertativo inglês desde que Morrissey e cia. haviam aposentado os instrumentos. As canções eram suaves, tristonhas, dolentes, tramadas com esmero e simplicidade, sempre colocando violões e sopros a serviço de melodias doces que acalentavam a alma do ouvinte. E tudo, claro, servindo como moldura para os vocais algo miúdos, quase sussurrados, de Murdoch e também pela bela cellista Isobel Campbell (que deixou o grupo pouco tempo após ele se apresentar no Brasil).

A capa da nova jóia rara dos escoceses 

Se os últimos álbuns de estúdio da banda, como a trilha feita para o filme "Storytelling" (lançado em 2002), "Dear Catastrophe Waitress" (editado em 2003 e que este blog gosta bastante, vale dizer) e "The Life Pursuit" (que saiu em 2006) estão longe de mostrar a grandeza inicial do B&S, este "BBC Sessions", ao contrário, só reafirma esta grandeza. Sim, óbvio, o disco recolhe material registrado pelo grupo durante algumas sessões do lendário programa do dj John Peel na Radio One inglesa, entre 1996 e 2001. Mas é maravilhoso ouvir novamente, através destas sessões, a candura de uma canção como "The State I Am In". Ou então, recordar o power pop dançante de "Like Dylan In The Movies". Ou ainda sonhar com o amor perfeito e definitivo, ouvindo "Judy And The Dream Of Horses" (que além dos violões preciosos possui um imaculado arranjo de flauta e solo de sopros). E, sim, tem a lindíssima e triste "Lazy Jane", em versão ainda mais intimista do que a registrada na gravação oficial de estúdio. "Wrong Love" também está lá, e surge com seus violões e clarinetes para nos lembrar o quanto é inspirador uma noite fria e chuvosa, onde você pode estar sozinho (mas não só), tomando um vinho tinto e pensando em quem você ama. E "Nothing In The Silence" captura toda a delicadeza do conjunto através, ainda, do vocal de Isobel Campbell. É de arrancar lágrimas dos olhos.

 

B&S ao vivo: encantou os braileiros há sete anos 

Zap’n’roll sempre foi fanzaça do Belle & Sebastian. E vai continuar sendo ainda mais depois de ouvir este "BBC Sessions". Taí um discaço para 2008 que só não foi gravado este ano. Mas que serve muito bem para mostrar o quanto anda em falta no rock atual elementos como delicadeza, emoção, sentimento e sensibilidade.

* Não esquecendo: dois "Sebastians" estão no Brasil neste finde, o guitarrista Stevie Jackson e o baixista Bobby Kildea, que tocam neste sábado em São Paulo acompanhando a lenda Vaselines, que vai fechar a segunda noite do SPNoise Festival (o braço paulistano do Goiânia Noise), lá Eazy (avenida Marquês de São Vicente, 1767, Barra Funda, zona oeste de Sampa). Vai lá!

O DISCO DA MALLU, ENFIM

 

A musa e seu primeiro disco: o produtor meteu demais a mão na massa 

Todo mundo já falou, todo mundo já ouviu (será que alguém ainda não ouviu?). Lançado finalmente naquele velho formato que a gente chamava de cd, na semana passada, não se sabe ainda como estão as vendagens em loja do álbum de estréia da garota prodígio do novo pop brasileiro, a sua, a nossa (e também do Marcelo Camelo, hihi) musa folk teen Mallu Magalhães.

O certo é que Mallu Magalhães, o disco, foi bem recebido pela jornalistada em geral – a resenha do álbum abriu a seção Guia da edição deste mês da mui poderosa Rolling Stone brazuca, que elogiou com moderação o cd.

Bão, e daí? Daê que Zap’n’roll, que já conhece há tempos o trabalho da garota, que já assistiu a vaaaários shows dela (nunca é demais lembrar: o autor deste blog era um dos únicos quatro jornalistas que estavam no primeiro show da pirralha, em janeiro deste ano, na Clash Club em São Paulo, quando ela abriu para o Vanguart; fora o blogão zapper, também estavam lá o reverendíssimo Fábio Massari e mais dear Luscious Ribeiro e dom Thiaguito Ney), que já a entrevistou outras tantas vezes, meio que achou parte do trabalho meio... estranho. Explicando melhor: a "J1" que abre o cd, por exemplo, não é a mesma que tanto encantou milhões de internautas que a ouviram no MySpace da cantora, ou viram o vídeo no YouTube. Na versão que foi registrada agora tem a mão do Mario Caldato. E ele, mesmo sendo um conceituado e experiente produtor e tals, fez o (des)favor de meter um piano irritante ali, que se intromete por toda a canção, para que ela talvez fique mais "pop" e "palatável" ao ouvinte médio comum. Isso não existia na "J1" original, que era mais simples, mais folk na essência e menos rebuscada no arranjo. O mesmo acontece com "Tchubaruba" que, além do piano sacal, ainda ficou mais lenta. Fala sério...

Claro, Mallu continua mostrando talento absurdo para sua pouca idade, e isso fica muito claro quando nos deparamos com um folk/blues/boggie como "Angelina Angelina" ou, ainda com a melodia mais rocker de "You Know You’ve Got" e "Town Of Rock’n’roll", e as nuances country de "Don’t Look You Back", que recebe inclusive o adorno de um banjo. E há a beleza melancólica e introstectiva de uma canção como "Get To Denmark". A decisão de gravar apenas duas músicas com letra em português talvez seja mesmo um acerto, visto que "O preço da Flor", apesar de sua bela letra, expõe toda a fragilidade do vocal de Mallu (que já é bastante infantil, algo natural em se tratando de sua pouca idade). Ela não soa bem cantando em português, sorry.

De resto, o álbum termina bem com a trinca "Noil", "It Takes Two To Tango" e "Swalk" (com uma linda melodia levada por violão e adornada por uma harmônica chorosa), todas muito meigas, muito bucólicas. Mas, enfim, fica uma sensação estranha no ar... a de que mr. Caldato meteu a mão mais do que deveria ali. Só isso.

DURAN DURAN NA ÁREA!!!

Ah, tá legal. Tem Goiânia Noise Festival este finde em Goiânia, e pela primeira vez um "braço" do graaande festival indie brasileiro aqui em Sampa, o SP Noise, que vai agitar a capital paulista sexta e sábado com o melhor do novo rock alternativo daqui e de fora. Mas vai ter também o bom e velho Duran Duran na Via Funchal, pro povo saudoso dos anos 80’, da new wave e do new romantic mexer as pernas e a bunda e se lembrar de que o DD foi sim uma banda beeem legal.

Ok, você era um bebê na época ou nem tinha nascido ainda, pra conhecer a história da banda. Então dá uma lida aí embaixo, onde você encontra um "curso intensivo" sobre os Duranies, através de texto assinado pelo zapper aqui e publicado semana passada no caderno de variedades do diário paulistano Gazeta Mercantil.

E se você se animar e for ao Via Funchal amanhã, a gente se vê por lá, certis?

"Ninguém personificou tão bem o movimento musical new wave – que dominou o pop inglês após a decadência do punk rock – quanto eles. E poucas bandas na história recente da música venderam tantos discos e emplacaram tantos hits, em três décadas de existência. Pois o quarteto Duran Duran, liderado pelo eternamente fashion vocalista Simon Le Bon, está de volta ao Brasil para shows após duas décadas – a banda se apresentou aqui, em janeiro de 1988, no extinto festival Hollywood Rock. Desta vez o grupo (que atualmente é completado pelo tecladista Nick Rhodes, pelo baixista John Taylor e pelo baterista Roger Taylor, todos da formação original) irá tocar em São Paulo (nos próximos dias 21 e 22, na Via Funchal), no Rio (dia 23, no espaço Vivo Rio) e em Porto Alegre (dia 25, na arena Pepsi On Stage).

O vocalista Simon Le Bon, na atual gig: cinquentão ainda em forma 

O grupo surgiu na cidade inglesa de Birmingham, em 1978, quando o punk rock ainda dominava a cena musical britânica. No entanto, os amigos Nick Rhodes e John Taylor (que fundaram o conjunto; logo depois, ele seria completado por Simon, Roger e pelo guitarrista Andy Taylor) eram apreciadores de outro tipo de música, um pop mais alegre e dançante que era fortemente calcado em sintetizadores e bases musicais eletrônicas, além de possuir um grande apelo visual e estético. Com estes elementos dominando suas composições, o então quinteto logo chamou a atenção de alguns executivos de gravadoras, que vislumbraram no Duran Duran um dos ícones de um novo movimento musical que surgia na Inglaterra e Estados Unidos: a new wave, uma espécie de continuação do punk mas com uma sonoridade mais alegre, menos política e muito ligada à moda e ao visual.

O primeiro álbum, homônimo, foi lançado em 1981 e emplacou imediatamente nas rádios os hits "Girls On Film" e "Planet Earth". Quando o segundo disco, "Rio", chegou às lojas no ano seguinte, e inundou as rádios com as faixas "Rio" e "Save A Prayer" (uma das baladas mais belas criadas no pop inglês dos anos 80’), o Duran Duran começou a vender milhões de discos e a lotar estádios. A fórmula do sucesso era perfeita: além de fazer música pop de qualidade e extremamente radiofônica, a banda ainda possuía integrantes bonitões (e onde o sex symbol maior era mesmo o vocalista Simon Le Bon) e que se vestiam de maneira extravagante. Não só: o grupo começou a investir pesado em vídeos promocionais de suas músicas, e acabou por produzir alguns dos "clips" mais criativos da cena musical inglesa da década de 80’. Tudo isso resultou em vendas milionárias (até hoje, o Duran Duran já contabiliza mais de 100 milhões de cópias vendidas de seus discos) e também em um estilo de vida glamuroso, com direito a compra de mansões, carros de luxo e iates pelos integrantes da banda. Ficou célebre, inclusive, o acidente envolvendo o vocalista Simon Le Bon que, ao participar de uma competição com seu iate, sofreu um acidente que quase custou-lhe a vida, quando o barco simplesmente virou e afundou.

Antes deste quase trágico acontecimento, a banda havia lançado seu terceiro trabalho, o excelente disco "Seven And The Ragged Tiger", em 1983. Produzido pelo guitarrista Nile Rodgers (do grupo funk americano Chic), o álbum emplacou as músicas "The Reflex", "New Moon On Monday" e "Union Of The Snake" nas paradas e fez com que a imprensa britânica comparasse a histeria em torno do grupo à beatlemania dos anos sessenta. Além disso, o Duran Duran recebeu elogios públicos do lendário artista plástico Andy Warhol (que se declarou fã da banda) e, num concerto no natal de 1984 em Londres, se apresenta para 90 mil pessoas.

Após este auge e após lançar excelentes discos na década de 80’, o Duran Duran entrou em baixa nos anos 90’, gravando álbuns bem menos inspirados dos que os do início de sua carreira. No entanto, o conjunto continuava fazendo apresentações apoteóticas ao vivo (como pôde ser visto nos shows realizados em janeiro de 1988 no Brasil, quando o grupo levou à loucura milhares de fãs em São Paulo e no Rio De Janeiro) e a produzir singles memoráveis, como "Notorius", "Come Undone", "Ordinary World" (outra balada de partir corações) ou "A View To A Kill", que acabou se tornando trilha de um dos filmes da série "James Bond – 007". Todas essas músicas entraram no topo da parada britânica e americana de singles e isso fez com que o grupo mantivesse um público fiel e vendas estáveis, embora membros originais (como o guitarrista Andy Taylor) já tivessem debandado do conjunto. Mas a exceção do bom "The Wedding Album", editado em 1993, o restante da década viu o já veterano grupo new wave perdido em discos insípidos como "Thank You" (um desastroso disco de covers que a banda resolveu perpetrar para clássicos de Bob Dylan, The Doors e até o pesado Led Zeppelin), ou "Medazzaland".

Quando já não se esperava mais nada do grupo (que teve seu nome inspirado no personagem dr. Durand Durand, vivido pelo ator Roger Vadim no filme "Barbarella"), o Duran Duran entrou nos anos 2000 lançando discos que resgatavam em parte o brilho perdido dos primeiros anos de carreira. "Pop Trash", lançado no início desta década e, principalmente, o recente "Red Carpet Massacre" (editado no final de 2007 e que motivou a turnê que agora chega ao Brasil), mostram que o conjunto ainda sabe entregar boas canções pop de acepção new wave e que ainda animam os fãs a dançar nas apresentações ao vivo.

Mas mesmo que o grupo estivesse sem lançar nada há tempos, o seu repertório de singles clássicos e inesquecíveis já valeria a ida ao show. Afinal, os melhores anos e momentos da new wave ainda resistem ao tempo. E estarão aqui, ao vivo e ao alcance dos fãs brasileiros, na semana que vem".

E NESTE DOMINGO, NA LOCA/SP...

Yeeeeeesssssss! Zap’n’roll começa a comemorar mais um ano de vida (yep, o autor deste blog mesmo, que fica mais velho no próximo dia 26, quarta-feira que vem), botando fogo nas pick-up’s daquela que é a domingueira rock mais bombada de Sampalândia: o projeto Grind, comandado há uma década pelo nosso mui amado André Pomba, primeiro e único.

O blogger maloqui assume a discotecagem às três e meia da matina de domingo pra Segunda, e vai despejar na pista um caminhão de hits oitentistas e de guitarras indies. Com direito ao já tradicional "air guitar" real, com uma guitarra de verdade em punho, rsrs. A dita cuja, de corpo preto e branco, repousa ao lado da porta da kit da Praça da Árvore, esperando a hora de entrar em ação no domingão.

Quem quiser ir, está mais do que convidado! Lembrando que a Loca fica na rua Frei Caneca, 916, Consolação, no centrão rocker de Sampa. Nos vemos por lá!

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Filme: o blog foi conferir esta semana "Vicky Cristina Barcelona", o novo longa do sempre genial Woody Allen, em mais uma incursão cinematográfica sua pelo continente europeu. Quem Allen é gênio, todo mundo sabe. Assim como todo mundo sabe, também, que o diretor americano cometeu algumas bobagens pesadas e sacais ao longo de sua extensa filmografia. Não é o caso, felizmente, do novo filme. Um roteiro bacana, uma tragicomédia calcada em um triângulo amoroso, dois bocetões em cena (a deusa loira Scarlett Johansson e a delícia morena Penélope Cruz, duas atrizes que, além de lindas e tesudas, são das melhores que existem hoje no cinema mundial), um "galã" em grande forma (Javier Bardem) e a satisfação do cinéfilo está garantida. As cenas de Bardem e Johansson se pegando são, desde já, antológicas. E quem mais além de Woody conseguiria por Scarlett e Penépole pra se beijar na boca com a maior volúpia, sensualidade e naturalidade do mundo? Pois é: se você ainda não viu, vá correndo assistir.

* Festival: o braço paulistano do Goiânia Noise, claaaaro. Dá tempo de você ainda pegar o show deste sábado, que rola a partir das cinco da tarde lá na Eazy, sendo que estarão no palco, entre outros, Black Lips, Helmet e Vaselines. Mas atenção: os shows começam cedíssimo, às quatro e meia da tarde e tudo terá que ser encerrado antes das dez da noite. Então, se você vai, chegue cedo! Pra saber mais sobre o SPNoise: www.spnoisefestival.com

* Festival II: e lá em Goiânia, claro, está rolando a edição principal do já tradicionalíssimo Goiânia Noise Festival. Quer conferir tudo sobre um dos maiores festivais da cena indie brasileira? Simples, vai lá: www.goianianoisefestival.com.br

* Disco: "BBC Sessions", do Belle & Sebastian, óbvio.

BALADAS SELECIONADAS PRO FINDE

Yep, muita coisa rolando e não dá pra por tudo aqui. Portanto, vamos direto ao ponto, ao que interessa: sabadón de Duran Duran e SPNoise em Sampalândia também ferve no circuito de bares alternativos, como a Outs (rua Augusta, 486, centro de São Paulo) por exemplo, que vai fazer noitada anos 80’ com shows do Henry Paul Trio (fazendo tributo ao Stray Cats) e Interlude (as melhores covers do Cure que você pode ouvir). Já no Belfiori (rua Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda, zona oeste paulistana), tem show com a banda americana GI Joey.///Domingão, além de Zap’n’roll botar pra quebrar no Grind, vai rolar também a festa de dois anos do projeto Folk This Town, lá no Bar B (rua General Jardim, 43, República, centrão rocker de Sampa), a partir das seis da tarde, com shows de Stella Campos e The James Complex. E laaaá no Coppola (rua Girassol, 323, Vila Madalena, zona oeste de Sampa), a partir das oito da noite, tem show com o mezzo mpb/mezzo vanguarda do paraense A Euterpia (que tem uma lindaaaa vocalista e de voz fodona, a querida Marisa). É isso aê: se joga!

PRÊMIOS, PRÊMIOS...

Custam mas aparecem por aqui, né? E eles vão para:

* Mariuze Souza Lima (Amparo/SP) e Joanna Nilson (São Paulo/SP), que vão receber o novo álbum do Rock Rocket;

* Lelusha Gomes Carvalho (São Bernardo do Campo/SP), vai ficar com o novo discão do Manic Street Preachers;

* E Cassiano Meneses Gondollin (São Paulo/SP), vai curtir o novo discão do Oasis.

Pra semana? Vai lá no finatti@dynamite.com.br, que vamos por na roda:

* Uma cópia do disco solo do Marcelo Camelo;

* Outra do novo álbum do Kaiser Chiefs;

* Outra do novo disco do Bloc Party;

* E um exemplar do livro "Uma temporada no inferno com os Rolling Stones", que acaba de sair no Brasil.

Certis?

ENTÃO...

Zap’n’roll sai à francesa (rsrs), porque ele vai se acabar amanhã à noite no Duran Duran, e domingo no Grind, ao lado de sua amada Tânia Paoli, que acaba de chegar dos EUA pra cair direto na putaria rocker em Sampa, uhú! É isso, crianças. Até!

(enviado por Finatti às 21hs.)

 

Os indies brazucas estão em guerra??? - parte II

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A banda acreana Los Porongas: o batera Anzol é o que está de chapéu 

Pois entonces, feriado no sabadon, problemas no teclado do compu (já resolvido), bateu aqueeeela preguiça e o blog desistiu de concluir no post anterior a entrevista com o baterista Jorge Anzol, da banda Los Porongas, sobre a fogueira das vaidades que está começando a queimar na indie scene.

O repórter zapper decidiu então atualizar tudo, abrindo este novo post, com a continuação do bate-papo, que segue logo abaixo em versão completa.

Mas caaaalmaaa que daqui a pouco, em novo e bombástico post, tem sempre muuuito mais. Vai ter o novo disco do Belle & Sebastian, o primeirão da Mallu Magalhães, a desova de prêmios e mais tudo aquilo que nosso amado leitorado só encontra aqui mesmo, na Zap’n’roll, o blogão que dá um olé atrás do outro na concorrência, hihi.

JORGE ANZOL – A ENTREVISTA CONTINUA

Zap – Em Rio Branco, inclusive, foi montado o festival paralelo Chico Pop, com bandas que não entraram na escalação do Varadouro...

Anzol – Eu não sei se isso seria um sinal de desavença. Eu acho muito natural que bandas que ficaram fora do Varadouro, entre elas a Camundogs, se reunirem e terem feito o festival paralelo, aproveitando a estadia de toda a mídia que estava lá cobrindo o Varadouro, para mostrar seu trabalho também. Eu acho totalmente válido e perfeitamente normal, não vejo isso como um "racha" na cena musical de Rio Branco.

Zap – E o mega tratamento dado ao Cordel do Fogo Encantado no Varadouro? Parece que isso incomodou você.

Anzol – Isso é uma crítica particular minha, Jorge Anzol. E não é em relação ao Varadouro, mas em relação a alguns festivais que fazem parte da Abrafin (Associação Brasileira de Festivais Idependentes, presidida pelo músico e produtor Fabrício Nobre, um dos sócios do selo goiano Monstro Discos e vocalista do grupo MQN). Vamos aos fatos: eu acho que esses festivais que hoje fazem parte da Abrafin, eles conseguiram se notabilizar na mídia justamente por ter essa postura de mesclar bandas independentes com bandas grandes. E festivais como Jambolada e Varadouro conseguiram se notabilizar junto à grande mídia por conta das bandas que ao longo desses anos tocaram nesses festivais sem receber cachê, muitas dessas bandas tiraram grana do seu próprio bolso pra tocar nesses festivais. E toda essa movimentação começou a despertar o interesse do Poder Público, a ponto de uma empresa como a Petrobrás criar um edital para o financiamento de festivais independentes. E no meu modo de ver, neste exato momento onde os festivais independentes tiveram acesso a essa verba da Petrobrás [nota do blog: Anzol se refere ao edital de música criado pela Petrobrás no final de 2007, e que contemplou vinte festivais brasileiros de música alternativa, em todos os segmentos, com verbas de R$ 2,5 milhões de reais; sete destes festivais foram realizados por produtoras coligadas à Abrafin], no meu modo de ver seria o momento para que as bandas independentes, que ajudaram a fortalecer esses festivais, pudessem ter acesso a uma estrutura que elas nunca tiveram em anos anteriores. E aí, para a minha surpresa, o que aconteceu? Os festivais, ao invés de priorizar essas bandas independentes... eles perderam uma oportunidade muito grande de ser fortalecer. Aliás, os festivais estão se fortalecendo. E as bandas que participam deles não se fortalecem, porque elas continuam tendo a mesma precariedade de produção que se tinha há dois, três anos. Eu amo Cordel do Fogo Encantado, acho uma banda maravilhosa, acho Tom Zé um artista fantástico, adoro Nação Zumbi. Só que eu acho que esses artistas não estão preocupados com a cena independente. Um festival independente pra eles é mais uma data no meio de tantas outras em que eles tocam durante o ano pelo Brasil. E para uma banda realmente independente um festival desse é uma oportunidade única de ela mostrar seu trabalho. Então eu discordo da política que vem sendo utilizada por esses festivais, quando priorizam artistas que já têm toda uma estrutura, como o Cordel que teve à sua disposição no Varadouro dois técnicos de som, um iluminador, um cenógrafo, dois roadies, um produtor e empresário. As outras bandas que tocaram não tiveram a oportunidade de levar sequer um técnico de som. Por essa política dos festivais, quem é grande continua grande, e quem é pequeno continua pequeno. E o que é pior: parece que as bandas pequenas estão proibidas de ascender na cena. Parece que o fato de você querer ter um técnico de som à disposição no show, é motivo para você ser chamado de traidor, estrela etc.

Zap – Mas a produtora cuiabana Cubo, comandada por Pablo Capilé, defende justamente isso: que o artista seja igual a pedreiro, ou seja, que todos tenham tratamento igual e que ninguém seja privilegiado entre eles. Não é isso o que ocorre?

Anzol – O que eu acho estranho é você querer um técnico de som, um iluminador, coisas essenciais para você poder apresentar um bom trabalho para o público, é visto por alguns produtores da atual cena como ataque de estrelismo. Mas o fato é que esses mesmos produtores, que organizam esses festivais, eles levam bandas que fazem parte do mainstream. E a relação que a produção desses festivais têm com esses empresários dessas bandas, eles concedem a essas bandas os benefícios que eles negam às outras bandas. No ano passado nós participamos do Jambolada, um festival muito legal que acontece em Uberlândia, uma cidade onde os Los Porongas têm um público muito legal. E aí, o que aconteceu? O festival levou Tom Zé e Nação Zumbi para serem os headliners [atrações principais] do evento. Os Porongas foram no mesmo avião da banda do Tom Zé. Aí o guitarrista dele perguntou pro Diogo [vocalista dos Porongas] quanto era a premiação do festival. Ou seja: o cara achou que o festival era uma bosta, em que as bandas menores estavam disputando algum prêmio em dinheiro. Eu não quero questionar a importância do Tom Zé para a música brasileira, mas ele está cagando e andando para a cena independente brasileira. O Jambolada foi prejudicado por conta da produção e da postura do sr. Tom Zé, que ficou num hotel e o festival parou esperando o sr. Tom Zé e sua banda, que estavam no hotel. O festival ficou parado, sem nenhuma banda tocando, esperando o Tom Zé chegar pra fazer seu show. Isso acarretou três horas de atraso no festival. A banda Daniel Belleza & Os Corações em Fúria, que era a banda que fecharia aquela noite e cujo show estava marcado para as duas horas da manhã, subiu ao palco às cinco horas, com o dia clareando. E quando estavam na sua terceira música, foram impedidos de continuar porque a equipe de sonorização do festival já tinha extrapolado o tempo de trabalho. Aí eu te pergunto: essa relação da produção do festival com Tom Zé, que benefício ela traz para a cena independente brasileira?

Zap – Quando os Porongas assinaram contrato com a produtora paulistana BarraVento (do empresário Glauber Amaral, que também cuida das carreiras do Vanguart, do Garotas Suecas e do guitarrista gênio da Tropicália, Lanny Gordin), a banda foi muito criticada pelo jornalista Fernando Rosa (dileto amigo destas linhas zappers, vale frisar), proprietário do selo Senhor F. (que editou o primeiro disco do grupo acreano), e também pela produtora Cubo. Ambos alegaram que os Porongas estavam cedendo a um "modelo de gerenciamento de carreiras musicais que não funciona mais". Você concorda?

Anzol – Em relação ao Senhor F., ele nunca fez um trabalho de gerenciamento da carreira dos Porongas. O que nós tínhamos era um acordo verbal, onde nós fizemos a gravação do disco através do selo, que também lançou o cd. E onde os custos da produção foram divididos meio a meio entre o selo e a banda. Em nenhum momento o Senhor F. atuou como produtora, mesmo porque o selo fica em Brasília e hoje a gente mora em São Paulo. Então, desde que estamos em São Paulo, há um ano e meio, nós nunca tocamos em algum evento patrocinado pelo Senhor F. Eu acho inclusive uma falta de grandeza de algumas pessoas da cena independente, que não sobrevivem dela mas de outros empregos, como o Senhor F., que tem emprego de assessor parlamentar em Brasília, exigir que uma banda que faça parte de seu selo sustente essa situação de banda independente, sabendo das dificuldades que um artista independente sofre para sobreviver de música. Nós ficamos muito tristes com a nossa saída do Senhor F., através de uma nota publicada pelo selo na internet. E nós nunca cogitamos com o Fernando Rosa de sair do selo, isso foi uma decisão unilateral dele. O grande problema dos selos independentes brasileiros é que eles se vêem como um fim, não como um meio. Eu vou dar um exemplo, o Nirvana: eu não lembro de quando eles saíram da SubPop e foram para a major Geffen, de ter lido algo em algum lugar que os donos da SubPop ficaram putos com a banda porque ela foi para a Geffen. E também não tenho conhecimento de que os donos da IRS tenham ficado putos com o REM quando a banda saiu de lá e assinou com a Warner, onde o grupo lançou discos maravilhosos. Na verdade, a SubPop até hoje ganha dinheiro por conta do sucesso do Nirvana. E quem for fazer alguma matéria sobre as grandes bandas surgidas no rock mundial nos últimos tempos, como Nirvana, Oasis etc, vai obrigatoriamente ter que falar dos selos que as originaram, como a SubPop, a Creation, a Factory etc. Porque esses selos nunca se viram como um fim mas como um meio de as bandas atingirem um objetivo maior. É preciso desmistificar essa história de que o artista que sai de um selo independente e vai para uma major, está vendendo sua alma ao diabo. Nirvana, Sonic Youth, Jesus & Mary Chain, REM, Oasis, todos saíram de selos pequenos para majors e continuaram lançando discos maravilhosos.

Zap – Você concorda com o modelo com o qual a Abrafin e os coletivos ligados a ela vem administrando os festivais indies brasileiros?

Anzol – Eu acho que existem pessoas sérias em Uberlândia, em Cuiabá, se reunindo e trabalhando em prol da música independente. Agora, existem situações com as quais eu discordo. Por exemplo: a contratação de artistas mainstream que nada tem a ver com a cena independente. Ou então colocar catorze bandas se apresentando numa única noite pois, com todo o respeito a essas bandas, metade delas naquele momento não tinham condições de se apresesentar num festival daquela envergadura. Isso é inclusive prejudicial a uma banda que ainda não está pronta, pois queimam uma banda que ainda não está pronta em nome de legitimar uma cena pela quantidade de grupos que existem nela.

Zap – Encerrando, na sua opinião, o que deveria mudar hoje na forma de a Abrafin e coletivos ligados a ela gerenciarem a cena independente nacional?

Anzol – As posturas deveriam mudar. De maneira nenhuma vou dizer que as plataformas utilizadas pela Cubo, pela Abrafin e outros coletivos, estão equivocadas. Mas o fato é que essas plataformas e essa cena independente ainda não são suficientes para que um artista viva única e exclusivamente da sua música hoje, no Brasil.

PARA CONHECER O SOM DOS PORONGAS

Aí embaixo, em dois vídeos do YouTube:

Los Porongas – clipe de "Enquanto uns dormem"

Los Porongas – tocando ao vivo no festival Varadouro de 2007 a música "SOS", do grupo acreano Capu

Para saber mais sobre o grupo, vai lá: http://porongas.blogspot.com/

(enviado por Finatti às 2:10hs.)

Os indies brazucas estão em guerra???

6 Comentários »

Será? Será?? Será???

O blogão que há anos acompanha, de forma pioneira, a cena independente nacional, continua investigando este tema que já foi assunto aqui mesmo, na Zap’n’roll, e também em extensa matéria em edições passadas da mega revista Rolling Stone. Então, após entrevistar o produtor cuiabano Pablo Capilé, estas linhas rockers online abrem hoje seu espaço para o músico Jorge Anzol, baterista da banda Los Porongas e um dos grandes nomes da atual indie scene brazuca. As duas primeiras perguntas da entrevista (que foi beeem longa e rolou semana passada, durante um jantar em um rodízio chique no centrão de Sampa) você confere logo mais abaixo. A entrevista completa vai ser postada aqui até o final da tarde deste sábado já que hoje, sexta, o zapper sempre trêfego está na correria: tem que ir daqui a pouco pro Citibank Hall, conferir o show de lançamento do disco solo do ex-hermano Marcelo Camelo, em missão jornalística para o caderno de variedades do diário Gazeta Mercantil. Então, vai lendo aê que até amanhã, no final do dia, entra muuuito mais por aqui, certis?

* Lembrando que estréia hoje nos cinemas o novo filme de Woody Allen, a comédia "Vicky Cristina Barcelona", com a deusa loira Scarlett Johansson, a deusa morena Penélope Cruz e ainda Javier Bardem (que ganhou o Oscar de melhor deste ano pela sua atuação no sensacional "A terra onde os fracos não têm vez"). Motivos mais do que suficientes para ir ao cinema mais próximo.

* E não esquecendo que sai segunda-feira, na Inglaterra, o aguardado "BBC Sessions" do Belle & Sebastian. Claaaro, o disco já está inteiro na rede e Zap’n’roll fala melhor dele na próxima semana.

* Bien, bien, Jorge Anzol, dos Porongas, começa a soltar poucas & boas aí embaixo. Leiam e tirem suas conclusões.

A FOGUEIRA DAS VAIDADES NA INDIE SCENE – OS PERSONAGENS VOLTAM A FALAR

Baterista da banda Los Porongas (originária do Acre e atualmente radicada em São Paulo, e um dos grandes nomes do novo rock brasileiro), o músico Jorge Anzol, prestes a completar 40 anos de idade, há anos tem se dedicado de corpo e alma ao rock’n’roll. Tocou em diversos grupos em Rio Branco até se fixar nos Porongas, quarteto que conta ainda com o vocalista Diogo Soares, o guitarrista João Eduardo e o baixista Magrão.

Os Porongas têm um excelente álbum lançado pelo selo Senhor F. Discos e agora se preparam para soltar seu primeiro dvd, que chega às lojas nas próximas semanas, editado pelo Itaú Cultural, local onde foi registrado o show que está no dvd. Jorge Anzol, um dos personagens envolvidos na "fogueira das vaidades" que começa a crepitar na cena indie nacional, conversou a respeito do assunto com Zap’n’roll semana passada, durante jantar em uma churrascaria paulistana – jantar ao qual também estava presente o empresário da banda, Glauber Amaral, que também gerencia hoje as carreiras dos grupos Vanguart e Garotas Suecas.

O início da entrevista segue logo abaixo, sendo que todo o bate-papo estará postado aqui até o final da tarde deste sábado.

Zap’n’roll – Existe uma "guerra" de egos na atual cena indie nacional? Macaco Bong e Los Porongas, que eram bandas amigas, sequer se falaram na última edição do festival Varadouro, ocorrido no Acre em setembro...

Jorge Anzol – Divergências sempre existem, seja na cena independente seja no mainstream. Aonde existem pessoas com idéias diferentes, sempre haverá divergências. Em relação ao episódio do Macaco Bong, eu sinceramente gostaria que você perguntasse a eles porque eu até hoje não entendo o que está acontecendo. Afinal, em abril deste ano, por conta da Virada Cultural em São Paulo, onde o MB se apresentou no palco da Abrafin, os integrantes da banda ficaram hospedados na nossa casa durante uma semana e eu não percebi qualquer tipo de desavença, qualquer tipo de problema que tivesse afetado a amizade que nós havíamos construído ao longo dos últimos dois ou três anos. O fato é que quando nós nos reencontramos no Varadouro, os caras simplesmente nos trataram com frieza. O Diogo (vocalista dos Porongas) procurou o Kayapy (guitarrista do Macaco Bong) e ele quase não falou com o Diogo. Enfim, sentimos uma frieza muito grande por parte deles e isso causou um estranhamento muito grande, a ponto de o Diogo e o João Eduardo procurarem o Kayapy e o Inayã (baterista do Macaco Bong) e eles ouvirem do Kayapy que "não existia amizade, existia parceria. E a partir do momento em que a parceria havia se encerrado, também não existia motivo para que existisse amizade entre as duas bandas". Tudo isso causou um grande estranhamento em nós e fizemos um exercício de memória pra tentar descobrir o que teria ocorrido de abril pra cá, pra causar esse sentimento de raiva no MB em relação a nós. De repente o que eu acho que possa ter acontecido é que nós recebemos, se eu não me engano em abril ou maio, uma proposta de Pablo Capilé (produtor-chefe da agência cuiabana Cubo, além de diretor da Abrafin e do coletivo Fora do Eixo, e já entrevistado aqui no blog sobre este mesmo tema), para que nós fôssemos tocar em Cuiabá, na Casa Fora do Eixo, no show de lançamento do disco do MB. E a proposta que ele nos fez foi a seguinte: R$ 300,00 de cachê e quatro passagens de ônibus São Paulo/Cuiabá/São Paulo. E aí nós avaliamos e fizemos uma contra-proposta, a partir de uma continha básica: são 24 horas de viagem, onde nós iríamos fazer, no mínimo, duas refeições por dia cada um. O que daria uns R$ 50,00 para cada um de nós ou R$ 400,00 no total. Isso só pra gente ir tocar lá. Se recebêssemos R$ 300,00, ainda teríamos R$ 100,00 de déficit. Colocamos para o Pablo que infelizmente não daria para irmos por aquela proposta, até por conta de nós sermos hoje uma banda que vive exclusivamente de música e em São Paulo. E quem vive de música na cena independente sabe das dificuldades que é tocar e tirar dinheiro do próprio bolso para se manter. Então, no meu modo de ver, não sei se isso teria causado algum mal estar entre o Macaco Bong e os Porongas.

Zap – E Pablo não fez nenhuma contra-proposta?

Anzol – Não, ele não fez nenhuma contra-proposta. Inclusive, depois nós ficamos sabendo através do Glauber, nosso empresário, que o Pablo tinha feito uma proposta para a Mallu Magalhães tocar na Casa Fora do Eixo, onde ele ofereceu R$ 1.000,00 de cachê para ela e cinco passagens de avião São Paulo/Cuiabá/São Paulo. Aí eu, particularmente, fiquei indignado: por que essa diferença de tratamento? Porque se você for colocar lado a lado Los Porongas e Mallu, e você analisar qual desses dois artistas mais se identificam com a cena Fora do Eixo, eu vou dizer sem pestanejar que o Los Porongas se identificam muito mais com essa movimentação independente que acontece hoje no Brasil, do que a Mallu Magalhães.

(logo mais o conteúdo completo do bate-papo)

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Por enquanto é isso. O zapper sempre corrido está indo pro Citibank Hall e volta logo mais com maaaaisss. Hoje é aniversário do graaande Ícaro, o cara gente fina que toca baixo no super Madame Saatan, e Zap’n’roll também vai lá, na house do grupo na zona norte paulistana, dar um abraço no amigão e tomar umas brejas. Depois a gente retorna aqui com a continuação da entrevista com Anzol, e ainda mais a desova de prêmios e outras coisinhas. Vai ficar em casa no finde? Nem pensa nisso! Amanhã é feriadon e tem, entre outras coisas, a reabertura do Jive e show fodão do Pata De Elefante no Clube Praga. Mas depois falamos melhor sobre tudo isso.

Até já!

(enviado por Finatti às 20hs.)

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