
Macaco Bong e Los Porongas: eles já foram amigos, ou "parceiros". Hoje...
Frio na madrugada.
Muuuuito e delicioso frio invadindo a provavelmente sacal e quente vindoura primavera. Por que o mundo não é sempre assim, friiiiiioooo e noturno? Exatamente como está agora e como o perene maloqui e vampiro zapper adoooraaaa! São cinco da matina, Zap’n’roll ouve "Dig Out Your Soul", do Oasis (mais especificamente as faixas "The Turning" e "Get Off Your High Horse Lady"), se entope de vodka com suco de laranja (sim, ele já está algo ébrio quando começa a finalmente batucar o mega post do finde no teclado) pra espantar o frio e se inspira, enfim, pra começar novamente os trabalhos por aqui. Antes, deu uma passadinha no cinema na rua Augusta (sempre ela, a amada e adorada rua louca e junky do centrão rocker de Sampalândia), pra assistir "Shortbus" que, sim, já está há um tempo em cartaz (aliás, já deve estar saindo de cartaz) mas o sujeito aqui, cinéfilo juramentado desde sempre, ainda não tinha conferido e foi ontem por indicação do nosso mui amado "editador", o querido tio Pomba, hihi. O filme é beeem legal, cult, art e alternativo na medida, centrando fogo em questões de desencontros emocionais e sexuais, com especial atenção a uma japa terapeuta de casais que jamais gozou e um casal gay em crise de identidade e de relação amorosa. Trepação aos montes na fita (hetero e homo), com direito a uma malabarística cena de auto-felação explícita e uma trilha bacanuda, composta pelo Yo La Tengo (e tendo também músicas do Animal Collective, que toca logo mais no festival Planeta Terra). Enfim, depois de conferir o filme, o zappolla deu uma passada rápida na Outs, tomou umas por lá e cá está. Este post vai ser graaaande e hot, pode ter certeza disso. Basta você ir acompanhando desde já.
* E hoje tem balada foooorte na naite paulistana, com o Vive La Fête na The Week. Laaaá embaixo, no final do post, os nomes de quem vai na faixa curtir o show dos belgas, onde Zap’n’roll também estará.
* Com a pulada fora do Gossip, da rotunda e estilosa Beth Ditto, o Tim Festival ficou ainda mais insosso do que já está este ano. Enquanto isso, o Planeta Terra continua quente e fervendo...
* E os alemães não curtiram muito o show do Vanguart no festival PopKomm, que rolou em Berlim anteontem. O site Gafa publicou uma resenha bastante desfavorável aos cuiabanos e que pode ser lida em http://gaffa.dk/anmeldelser/view.php/mreview_id=36565, se você é bom em alemão. Compreensível: europeu, quando assiste show de banda brasileira, quer saber de sonoridades inusitadas que mixam batuque, mpb, regionalismo brazuca e algo de eletrônico costurando tudo isso. Vanguart não faz nada disso mas, sim, folk rock sensível e com ótimas letras, muitas delas porém em inglês. Aí...
* Aí vem dom Thiaguito Ney, no seu blog na Folha Online, e deita falação sobre o Fleet Foxes. Segundo nosso colega, folk pastoral de primeira, com influências de Crosby, Stills, Nash & Youg e outros nessa praia. A conferir.
* Que beleza!!! Olha os peitões da moçoila aí embaixo, aquela mesma que canta o hit "A Kissed A Girl", em foto da agência Efe:

A gostosa Kate Parry. Ela já foi protestante. Foi...
* A capa da edição que marca o segundo aniversário da Rolling Stone Brasil, e estampando o bom baiano Gilberto Gil nela, é essa aí embaixo:

* A revista comemora seus dois anos de existência com mega festa na próxima terça-feira, na casa de shows HSBC Brasil, em São Paulo. Balada fechada, pra cerca de 1.500 convidados, sendo que já tem gente dando a mãe pra conseguir descolar um convite pro rega-bofe. Não é mole: a edição de outubro da RS, que chega às bancas hoje, é a maior desde que a revista voltou a ser publicada no país, tanto que sua lombada será quadrada. Zap’n’roll, "humirde" colaborador que é, com muito orgulho, da RS, estará na festona de terça-feira. E parabeniza daqui toda a turma que dá o sangue na redação dela, pra fazer todo mês uma revista de cultura pop realmente decente e que vale a pena você gastar seus caraminguás nela.
* O WRY MANDA NOTÍCIAS – Grupo brasileiro radicado há quase sete anos em Londres, o sorocabano Wry avisa que está cheio de novidades pra mostrar pros fãs do seu excelente guitar sound. Em bate-papo com o blog ontem, via msn, o vocalista e guitarrista Mario Bross estava animadão, falando dos lançamentos da banda que chegarão em breve às lojas brasileiras, via Monstro Discos. São dois trabalhos, sendo que um é o EP "Whales And Sharks", que já saiu há um tempo na Inglaterra. O outro álbum, beeem legal, se chama "National Indie Hits" e traz somente covers para bandas históricas do indie guitar brazuca e que, segundo Mario, "é uma homenagem às bandas que nos influenciaram de alguma forma". Tem PinUps, Low Dream, Sonic Disruptor, Killing Chainsaw, Snooze, MQN, Pelvs, Astromato, brincando de deus, Vellocet, Walverdes e Biggs, uma seleção realmente fodona sendo que todos estes grupos estiveram presentes na vida do blog ali pelos anos 90’, quando ir ao Retrô em São Paulo assistir shows destas bandas era programa obrigatório pra qualquer indie kid que se desse ao respeito. Enfim, logo os dois cds, em seu formato físico, estarão ao alcance dos interessados. E o Wry, ao vivo e à cores, deve pintar novamente no Brasil em abril de 2009. Até lá, o quarteto continua trabalhando já em um novo disco, na capital inglesa.
* Bão, pra começar o post é isso. E enquanto isso, a fogueira das vaidades começa a devorar alguns setores da indie scene nacional...
ALGO NÃO VAI BEM NO INDIE ROCK BR
Era inevitável e talvez tenha sido até um pouco de inocência da partes destas linhas rockers online, não ter percebido antes o que você vai ler a partir de agora. Uma incômoda fogueira de vaiadades e uma até certo – ainda – velada guerra de egos e de poder começa a se imiscuir na até então unida cena musical independente brasileira. Esse movimento, na verdade, começou a ser detectado na última edição da revista Rolling Stone (a que tinha a nossa amada deusa louca na capa, a Amy Winehouse), quando a repórter Adriana Alves (que acaba de sair da revista) publicou a matéria "Festivais em movimento", onde se dizia que algo não ia bem dentro do hoje consagrado calendário anual de festivais alternativos brazucas. Entre outras revelações, o texto dava conta de que a hoje poderosa Abrafin (Associação Brasileira de Festivais Independentes) começava a sofrer críticas das bandas participantes dos eventos organizados e patrocinados pela Associação. As queixas mais comuns: falta de pagamento de cachê a boa parte dos grupos que participam dos festivais, além de uma "brodagem" na hora de compor as escalações dos eventos, privilegiando sempre determinadas bandas e colocando outras na "geladeira".
Isso foi a parte vísivel, jornalisticamente falando, do problema. Quando esteve há duas semana no Acre, acompanhando a quarta edição do festival Varadouro (que, de resto, foi um sucesso em termos artísticos e de público, além de um modelo de organização), Zap’n’roll viu pessoalmente que esta guerra de egos já está tomando contornos bem maiores do que aqueles apontados pela matéria da Rolling Stone. Bandas que eram amigas e compartilhavam da mesma postura política, ideológica e artística, de repente se viram em lados opostos do ringue e passaram a sequer se cumprimentar – caso do cuiabano Macaco Bong e do acreano (hoje, radicado em São Paulo) Los Porongas. Tudo porque, apurou este blog, os integrantes do MB (fiéis defensores do modelo de gestão artístico/musical aplicado pela produtora cuiabana Cubo, hoje um dos principais braços de apoio da Abrafin) execraram o fato de o quarteto Los Porongas ter rompido com o modelo Cubo de gerir a cena musical alternativa, para cuidar de sua própria carreira, se associando à produtora paulistana Barravento, do empresário Glauber Amaral (o mesmo que cuida hoje, de maneira bem-sucedida, da carreira do Vanguart).
Outra face que se mostrou visível em Rio Branco das fraturas que começam a pipocar na cena indie nacional, foi o festival paralelo "Chico Pop", organizado na praça central da capital acreana na véspera do início do Varadouro. Capitaneado pelo também gigante em Rio Branco grupo Camundogs, o festival reuniu bandas que ficaram alijadas de participar do Varadouro – entre elas, o próprio Camundogs. Na verdade, o conjunto ficou um tempo fora de combate devido a problemas de saúde enfrentados pelo vocalista Aarão Prado (dileto amigo pessoal destas linhas zappers), que passou um período enclausurado em sua casa devido a crises de depressão. Com Aarão restabelecido e a banda pronta para voltar aos palcos, o Camundogs foi deixado de lado na escalação do Varadouro2008. Veio então a idéia de fazer o paralelo festival "Chico Pop".
Além do Macaco Bong, há muita gente que defende com unhas e dentes a atuação da cuiabana Cubo (que estava praticamente em peso em Rio Branco, auxiliando na produção do Varadouro) e da própria Abrafin. Os defensores consideram que tanto uma como outra estão corretíssimas no seu modo de gerenciar a atual cena independente brasileira e alegam, com certa razão, que o modelo tem dado certo: os festivais crescem cada vez mais a cada ano, estão tendo visibilidade antes nunca imaginada na grande mídia e bandas que participam do circuito começam a se projetar até internacionalmente – caso do próprio MB, que acaba de se apresentar em um festival em Montreal, no Canadá.
Por outro lado, quem está descontente com a situação atual não poupa críticas à Cubo ou a Abrafin. Integrante de um grupo de rock de Cuiabá, que pediu para não ter seu nome revelado aqui, reclamou outro dia a Zap’n’roll: "trabalhamos um ano com a Cubo e não conseguimos nada. Não sei se eles fazem realmente a coisa certa". Outra queixa feroz de quem discorda de como andam as coisas na indie scene nacional atual, é sobre o fato de o pessoal ligado à Cubo utilizar em excesso a palavra "parceria" para definir quase toda a sua estratégia de atuação. "Esse negócio de parceria é a maior furada", dispara outro integrante de banda, que também pediu para manter seu nome em sigilo, temendo represálias por parte da Cubo e da Abrafin. Ele prossegue: "Eles não sabem o que significa a palavra amizade e entendem tudo como parceria, que implica alguma troca ou benefício. E se você não está com eles, está contra eles, não há meio termo ali. Fica a impressão de que quem não segue o receituário que eles pregam, está fora do circuito organizado por eles".
É isso. Zap’n’roll lamenta bastante que estas fraturas, divisões e guerras de egos comecem a minar uma cena que, pela importância que ela possui hoje junto ao público, bandas e mídia, deveria estar mais unida do que nunca. Talvez esta cena esteja já grande demais e aí, como bem observou um dos músicos que participaram do festival Varadouro, talvez esteja na hora de uma outra cena sair dela, para combater aqueles vícios e males que julgávamos estar presentes apenas no eterno – e hoje moribundo – mainstream musical brasileiro.
* O blog voltará a este tema, assim que fizer uma mini-entrevista com o produtor Pablo Capilé, da produtora Cubo, e também com Diogo Soares e Jorge Anzol, da banda Los Porongas.
E FALANDO EM VARADOURO...
* O blogão invasivo (hihi) tá devendo umas histórias de bastidores que rolaram há duas semanas em Rio Branco, no Acre, estamos sabendo. Pois vamos a elas, oras!
* A viagem até Rio Branco, mesmo sendo de busão aéreo, é cansativa e maçante. Tem que fazer escala em Brasília, pegar outro avião e aí sim ir pra Rio Branco. Na volta pra Sampa, a mesma coisa. No total, entre uma operação e outra, umas seis horas de viagem. Pra piorar, os aviões que empresas como a Tam e a Gol colocam hoje à disposição dos pobres passageiros, são uma autêntica vergonha (como diria o Boris Casoy). Você fica espremido como se estivesse numa lata da sardinha, o serviço de bordo é pífio e ridículo (na volta a SP, no café da manhã, tiveram a coragem de servir pãezinhos minúsculos, salgados ou doces, sem manteiga ou qualquer outra pasta do tipo), e tudo isso pela absurda tarifa de R$ 2.000,00 reais. É mole? Mais uns caraminguás e você vai até a Europa, em aviões muuuuito mais confortáveis e com um serviço de bordo que inclui almoço e jantar.
* Pelo menos Zap’n’roll teve a cia, no vôo, do bravo Astronauta Pinguim e da lenda do jornalismo rock brazuca, o "véio" Alex Antunes. Deu pra se divertir e rir durante a viagem.
* Na chegada a Rio Branco, todos mortos de fome e como já era tarde, a solução foi fazer um repasto no... Piola! Yeeesss!!! Em Rio Branco também tem Piola, um dos restaurantes/pizzaria italianos mais mais do circuito gastronômico mundial. O zapper degustou tiras de filé mignon com molho de ervas e batatas coradas. Senn-saa-cio-nal!
* Depois, todo mundo foi dormir no sempre confortável hotel Guapindaia, no centrão da bonita capital acreana. Na quinta-feira, houve o pré-aquecimento pro Varadouro em si, com o festival paralelo Chico Pop (que rolou na praça central de Rio Branco, no final do dia), além de show pela madrugada com o Astronauta Pinguim e do graaaande e agora internacional Macaco Bong. Foi aí que o zapper doidão começou a enfiar o pé na lama...
* Na sexta-feira, primeira noite do Varadouro, o blogger maloqui já estava algo "estragado" por causa da noite anterior e procurou se conter nos excessos e assistir com atenção à maioria dos shows. Mas o "produto" local é fodão (o melhor do Brasil, talvez) e um certo baterista de uma certa banda, pouco acostumado ao negócio, quis experimentar o dito cujo. Experimentou. E não deu outra: ficou bicudíssimo antes de entrar no palco e disparou a falar feito uma matraca, no ouvido do pobre blogueiro aqui, rsrs. Mas, no final, a banda mandou bem no show.
* E quem diria!!! Umas das principais atrações do festival deitou com tudo a napa na farofa, quando se imaginava que os músicos ali só curtissem um sossegado beck. Que nada! Ao final de seu show, na segunda noite do festival, a trupe fez uma "encomenda" grotesca do negócio e foi se acabar no hotel.
* E não faltou o capítulo "chifrada" no evento. E quem levou o dito cujo – o chifre – foi uma emergente atriz do novo cinema brasileiro, cujo namorado estava em Rio Branco, participando do Varadouro. A co-responsável pelo "galho"? Uma lindaaaa e deliciosa acreana, participante ativa da cena rocker local e amiga destas linhas bloggers rockers. Mais, impossível contar, hihi.
* Todos os dias, o almoço e jantar era servido aos músicos, jornalistas e produtores presentes no já tradicional Bistrô da Amazônia. Comida fantástica e que fez Zap’n’roll voltar à Sampalândia com alguns quilos a mais.
* Domingão, festival já encerrado, foi a vez do autor deste blog fazer finalmente seu passeio "ecológico" pela floresta amazônica, ao lado dos mui amados irmão Aarão Prado (vocalista dos Camundogs) e Julie (sua liiiindaaa esposa). Um passeio que já era pra ter rolado no ano passado mas como o sujeito aqui ficava o dia todo trancado no quarto do hotel, "fritando" e "ressacudo" por causa da enfiação de pé na lama na madrugada (e rezando pra que chovesse, afe), o passeio não rolou. Desta vez foi. E, podem acreditar, a floresta é linda e está indo pro saco. Segundo comentou Aarão, no Acre o desmatamento ainda está sob controle. Já no Pará e em parte de Mato Grosso, ele está totalmente fora de controle. Enquanto isso, o aquecimento global e o buraco na camada de Ozônio fazem a festa...
* É isso. Foi mais um finde divertidíssimo em Rio Branco, cidade ótima e acolhedora, de pessoas bacanas e com uma grande cena rocker. Daqui do Sudeste poluído e neurótico, Zap’n’roll manda beijos e agradecimentos pelo carinho com que foi recebido pela Karla, pela Denise, Kaline, Thaís (e sua irmã gêmea), Saulinho, o graaaande Daniel Zen (Filomedusa na cabeça!), a turma da tv Aldeia (Alexandre, irmão Aarão, Sairo, o pessoal da Cubo (Lenissa, a loira que dispara o coração zapper, uia!, mais Marielle, Babi e Pablo) etc, etc. No ano que vem tem mais!
E NA CLASH CLUB ANTEONTEM...
Rolou a primeira edição da festa "Incubator", que trouxe ao palco da casa noturna paulistana os ingleses Johnny Flynn e Young Knives.
Zap’n’roll ficou com preguiça (vergonha...) de ir e acabou preferindo ficar em casa, embaixo do edredon pois o frio que fazia naquela noite era digno de um inverno decente, como há muito não se vê em Sampalândia. Mas nem por isso você não ficará sabendo como foram os dois shows, que foram acomnpanhados pelo nosso "enviado especial" João Carvalho. O que ele achou está aí, logo abaixo:
* "Em uma noite fria e chuvosa de começo de outubro rolou a apresentação de Johnny Flynn e da banda Young Knives. Ambos artistas são britânicos e o evento faz parte do projeto Incubator, patrocinado pelo British Council visando apresentar em toda a America Latina shows de nomes emergentes no cenário indie da terra da rainha Elizabeth.
As apresentações estavam previstas para se iniciarem às 23h, mas o primeiro artista subiu ao palco com alguns minutos de atraso – contrariando a tradicional puntualidade britânica. A demora foi até pequena se comparada com a da maioria dos shows e festivais que acontecem aqui em Sampa. A casa estava bem vazia, tavlez pela baixa temperatura da noite ou pela falta de apelo popular das atrações escaladas até mesmo entre o público "alternativo".
Johnny Flynn
Dos poucos ali presentes, a maioria não estava nem aí para o som de Johnny Flynn, que apresentou seu folk-rock mais-do-mesmo como um trovador solitário, portando apenas um violão e exibindo sua cara de bom-moço inglês. A musica de Flynn é muito igual a tanta coisa que já se ouviu nos anos recentes, como Kings of convenience (e até mesmo as apresentações solo de seu vocalista, Erlend Øye), Josh Rouse e Damien Rice. Parafraseando Lester Bangs: esse show não arrepiou sequer um fio de cabelo ou um pelo minúsculo de qualquer parte do corpo.
Entre um show e outro, foi escalado para manter a galera aquecida o DJ Lucio Ribeiro, que como sempre fez muito bem o seu serviço, tocando modernidades gringas e ao final de sua apresentação abriu espaço para a atual queridinha do mundinho alternativo brazuca: Mallu Magalhães. Durante a discotecagem de Lucio, o público foi aumentando consideravelmente, mas não a ponto de lotar a casa, que é bem grande e oferece uma ótima estrutura, tanto no palco e equipamentos sonoros quanto na pista. A Clash aliás vem se firmando, ao lado do Studio SP, como um dos melhores espaços para shows gringos de pequeno e médio portes.
Young Knives
E eis que a banda Young Knives começa a tomar seu lugar no palco, para a alegria do pequeno público ali presente. O visual dos caras? Nerds fazendo rock, mas não nerds bonitinhos como o pessoal do Weezer. São nerds de verdade: rechonchudinhos, com cabelos estranhos e óculos pesados no rosto. Imagine como seria se o Zacarias fosse vocalista de uma banda de rock, cujo baixista parece irmão gêmeo do nerd que acompanhava Harvey Pekar no filme Anti-Herói americano e o baterista é a cara do Will Farell naquele filme O Ancora. Esses são os Young Knives.
O som não tem nada a ver com estruturas complicadas ou cabecismo demais para rock’n’roll de menos. Também, pudera... eles são produzidos por ninguém mais, ninguém menos que Andy Gill - Líder e responsável pela sonoridade do Gang of Four, que pode ser tranquilamente apontado como pai de toda essa sonoridade disco-punk que faz balançar tantos esqueletos em pistas de dança por aí. Do começo ao fim, os três geeks britânicos botaram pra quebrar, e até quem não conhecia assim tão bem o grupo saiu dali com a sensação de ter visto um grande show. As musicas mais conhecidas da banda, Weekends and Bleak Days, Hot Summer e She’s Attracted To incendiaram a galera, que pulava e cantava junto.
Segundo consta no site do British Council, há planos de continuarem realizando o Incubator no ano que vem. Seria uma boa mesmo: vai satisfazer o público e ainda fortalecer a presença do rock alternativo britânico na America Latina. O cenário de shows gringos não pode ficar preso a mega festivais que cobram os olhos da cara pelo valor dos ingressos e essas bandas "menores" também têm seu público por aqui, que com certeza ficará bem feliz ao ver artistas que admiram pagando um preço honesto".
O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: "The Lucky Ones", o novo do Mudhoney, que acaba de sair no Brasil pela Inker. Lembrando que os lendários grunges já estão em turnê por aqui e tocam semana que vem em Sampa, na Clash Club, com promo de ingressos aqui mesmo, no blogão que é fodão, rsrs.
* Filme: "Shortbus". Vai ver que ainda dá tempo.
JÁ JÁ
Até a tarde deste Sábado desovamos tooodooos os prêmios pendentes (discos do Vanguart, da Carla Bruni, das bandas Instiga e Seychelles), promessa de escoteiro zapper atrapalhado. E ainda damos o roteiro selecionado das baladas hot pro finde. E colocamos JÁ em sorteio, através do finatti@dynamite.com.br:
* CINCO INGRESSOS para você curtir o mega festival Planeta Terra na FAIXA! Isso mesmo, você leu direito: são cinco ingressos para o Planeta Terra (isso sim que é festival, com Jesus & Mary Chain, Kaiser Chiefs, Bloc Party, Animal Collective, Foals, Spoon, Vanguart, Mallu Magalhães, o escambau, e isso sim que é promoção!), que estão em disputa a partir de agora, portanto, corre pro mouse, cacete! E mais:
* Dois pares de ingressos para também ver Mudhoney na faixa, semana que vem, em São Paulo, na Clash Club, sendo que cada par é para uma noite diferente do show.
Bão, né? Ah sim, quem vai na faixa hoje à noite na The Week, curtir Vive La Fête:
* Alexandre Rosa da Silva e Vanessa Cristina de Assis, cada um com direito a acompanhante.
É isso. O mega post começou na madrugada e termina, por enquanto, no final da tarde desta sextona. Mas volta com o que falta no sabadón à tarde, sem falta, okays? O blog vai lá ver o Vive La Fête e volta logo mais. Abrax!
(enviado por Finatti às 18hs.)

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