Dynamite

Entries for month: October 2008

A fogueira das vaidades assombra a indie scene

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Macaco Bong e Los Porongas: eles já foram amigos, ou "parceiros". Hoje... 

Frio na madrugada.

Muuuuito e delicioso frio invadindo a provavelmente sacal e quente vindoura primavera. Por que o mundo não é sempre assim, friiiiiioooo e noturno? Exatamente como está agora e como o perene maloqui e vampiro zapper adoooraaaa! São cinco da matina, Zap’n’roll ouve "Dig Out Your Soul", do Oasis (mais especificamente as faixas "The Turning" e "Get Off Your High Horse Lady"), se entope de vodka com suco de laranja (sim, ele já está algo ébrio quando começa a finalmente batucar o mega post do finde no teclado) pra espantar o frio e se inspira, enfim, pra começar novamente os trabalhos por aqui. Antes, deu uma passadinha no cinema na rua Augusta (sempre ela, a amada e adorada rua louca e junky do centrão rocker de Sampalândia), pra assistir "Shortbus" que, sim, já está há um tempo em cartaz (aliás, já deve estar saindo de cartaz) mas o sujeito aqui, cinéfilo juramentado desde sempre, ainda não tinha conferido e foi ontem por indicação do nosso mui amado "editador", o querido tio Pomba, hihi. O filme é beeem legal, cult, art e alternativo na medida, centrando fogo em questões de desencontros emocionais e sexuais, com especial atenção a uma japa terapeuta de casais que jamais gozou e um casal gay em crise de identidade e de relação amorosa. Trepação aos montes na fita (hetero e homo), com direito a uma malabarística cena de auto-felação explícita e uma trilha bacanuda, composta pelo Yo La Tengo (e tendo também músicas do Animal Collective, que toca logo mais no festival Planeta Terra). Enfim, depois de conferir o filme, o zappolla deu uma passada rápida na Outs, tomou umas por lá e cá está. Este post vai ser graaaande e hot, pode ter certeza disso. Basta você ir acompanhando desde já.

* E hoje tem balada foooorte na naite paulistana, com o Vive La Fête na The Week. Laaaá embaixo, no final do post, os nomes de quem vai na faixa curtir o show dos belgas, onde Zap’n’roll também estará.

* Com a pulada fora do Gossip, da rotunda e estilosa Beth Ditto, o Tim Festival ficou ainda mais insosso do que já está este ano. Enquanto isso, o Planeta Terra continua quente e fervendo...

* E os alemães não curtiram muito o show do Vanguart no festival PopKomm, que rolou em Berlim anteontem. O site Gafa publicou uma resenha bastante desfavorável aos cuiabanos e que pode ser lida em http://gaffa.dk/anmeldelser/view.php/mreview_id=36565, se você é bom em alemão. Compreensível: europeu, quando assiste show de banda brasileira, quer saber de sonoridades inusitadas que mixam batuque, mpb, regionalismo brazuca e algo de eletrônico costurando tudo isso. Vanguart não faz nada disso mas, sim, folk rock sensível e com ótimas letras, muitas delas porém em inglês. Aí...

* Aí vem dom Thiaguito Ney, no seu blog na Folha Online, e deita falação sobre o Fleet Foxes. Segundo nosso colega, folk pastoral de primeira, com influências de Crosby, Stills, Nash & Youg e outros nessa praia. A conferir.

* Que beleza!!! Olha os peitões da moçoila aí embaixo, aquela mesma que canta o hit "A Kissed A Girl", em foto da agência Efe:

A gostosa Kate Parry. Ela já foi protestante. Foi... 

* A capa da edição que marca o segundo aniversário da Rolling Stone Brasil, e estampando o bom baiano Gilberto Gil nela, é essa aí embaixo:

* A revista comemora seus dois anos de existência com mega festa na próxima terça-feira, na casa de shows HSBC Brasil, em São Paulo. Balada fechada, pra cerca de 1.500 convidados, sendo que já tem gente dando a mãe pra conseguir descolar um convite pro rega-bofe. Não é mole: a edição de outubro da RS, que chega às bancas hoje, é a maior desde que a revista voltou a ser publicada no país, tanto que sua lombada será quadrada. Zap’n’roll, "humirde" colaborador que é, com muito orgulho, da RS, estará na festona de terça-feira. E parabeniza daqui toda a turma que dá o sangue na redação dela, pra fazer todo mês uma revista de cultura pop realmente decente e que vale a pena você gastar seus caraminguás nela.

* O WRY MANDA NOTÍCIAS – Grupo brasileiro radicado há quase sete anos em Londres, o sorocabano Wry avisa que está cheio de novidades pra mostrar pros fãs do seu excelente guitar sound. Em bate-papo com o blog ontem, via msn, o vocalista e guitarrista Mario Bross estava animadão, falando dos lançamentos da banda que chegarão em breve às lojas brasileiras, via Monstro Discos. São dois trabalhos, sendo que um é o EP "Whales And Sharks", que já saiu há um tempo na Inglaterra. O outro álbum, beeem legal, se chama "National Indie Hits" e traz somente covers para bandas históricas do indie guitar brazuca e que, segundo Mario, "é uma homenagem às bandas que nos influenciaram de alguma forma". Tem PinUps, Low Dream, Sonic Disruptor, Killing Chainsaw, Snooze, MQN, Pelvs, Astromato, brincando de deus, Vellocet, Walverdes e Biggs, uma seleção realmente fodona sendo que todos estes grupos estiveram presentes na vida do blog ali pelos anos 90’, quando ir ao Retrô em São Paulo assistir shows destas bandas era programa obrigatório pra qualquer indie kid que se desse ao respeito. Enfim, logo os dois cds, em seu formato físico, estarão ao alcance dos interessados. E o Wry, ao vivo e à cores, deve pintar novamente no Brasil em abril de 2009. Até lá, o quarteto continua trabalhando já em um novo disco, na capital inglesa.

* Bão, pra começar o post é isso. E enquanto isso, a fogueira das vaidades começa a devorar alguns setores da indie scene nacional...

ALGO NÃO VAI BEM NO INDIE ROCK BR

Era inevitável e talvez tenha sido até um pouco de inocência da partes destas linhas rockers online, não ter percebido antes o que você vai ler a partir de agora. Uma incômoda fogueira de vaiadades e uma até certo – ainda – velada guerra de egos e de poder começa a se imiscuir na até então unida cena musical independente brasileira. Esse movimento, na verdade, começou a ser detectado na última edição da revista Rolling Stone (a que tinha a nossa amada deusa louca na capa, a Amy Winehouse), quando a repórter Adriana Alves (que acaba de sair da revista) publicou a matéria "Festivais em movimento", onde se dizia que algo não ia bem dentro do hoje consagrado calendário anual de festivais alternativos brazucas. Entre outras revelações, o texto dava conta de que a hoje poderosa Abrafin (Associação Brasileira de Festivais Independentes) começava a sofrer críticas das bandas participantes dos eventos organizados e patrocinados pela Associação. As queixas mais comuns: falta de pagamento de cachê a boa parte dos grupos que participam dos festivais, além de uma "brodagem" na hora de compor as escalações dos eventos, privilegiando sempre determinadas bandas e colocando outras na "geladeira".

Isso foi a parte vísivel, jornalisticamente falando, do problema. Quando esteve há duas semana no Acre, acompanhando a quarta edição do festival Varadouro (que, de resto, foi um sucesso em termos artísticos e de público, além de um modelo de organização), Zap’n’roll viu pessoalmente que esta guerra de egos já está tomando contornos bem maiores do que aqueles apontados pela matéria da Rolling Stone. Bandas que eram amigas e compartilhavam da mesma postura política, ideológica e artística, de repente se viram em lados opostos do ringue e passaram a sequer se cumprimentar – caso do cuiabano Macaco Bong e do acreano (hoje, radicado em São Paulo) Los Porongas. Tudo porque, apurou este blog, os integrantes do MB (fiéis defensores do modelo de gestão artístico/musical aplicado pela produtora cuiabana Cubo, hoje um dos principais braços de apoio da Abrafin) execraram o fato de o quarteto Los Porongas ter rompido com o modelo Cubo de gerir a cena musical alternativa, para cuidar de sua própria carreira, se associando à produtora paulistana Barravento, do empresário Glauber Amaral (o mesmo que cuida hoje, de maneira bem-sucedida, da carreira do Vanguart).

Outra face que se mostrou visível em Rio Branco das fraturas que começam a pipocar na cena indie nacional, foi o festival paralelo "Chico Pop", organizado na praça central da capital acreana na véspera do início do Varadouro. Capitaneado pelo também gigante em Rio Branco grupo Camundogs, o festival reuniu bandas que ficaram alijadas de participar do Varadouro – entre elas, o próprio Camundogs. Na verdade, o conjunto ficou um tempo fora de combate devido a problemas de saúde enfrentados pelo vocalista Aarão Prado (dileto amigo pessoal destas linhas zappers), que passou um período enclausurado em sua casa devido a crises de depressão. Com Aarão restabelecido e a banda pronta para voltar aos palcos, o Camundogs foi deixado de lado na escalação do Varadouro2008. Veio então a idéia de fazer o paralelo festival "Chico Pop".

Além do Macaco Bong, há muita gente que defende com unhas e dentes a atuação da cuiabana Cubo (que estava praticamente em peso em Rio Branco, auxiliando na produção do Varadouro) e da própria Abrafin. Os defensores consideram que tanto uma como outra estão corretíssimas no seu modo de gerenciar a atual cena independente brasileira e alegam, com certa razão, que o modelo tem dado certo: os festivais crescem cada vez mais a cada ano, estão tendo visibilidade antes nunca imaginada na grande mídia e bandas que participam do circuito começam a se projetar até internacionalmente – caso do próprio MB, que acaba de se apresentar em um festival em Montreal, no Canadá.

Por outro lado, quem está descontente com a situação atual não poupa críticas à Cubo ou a Abrafin. Integrante de um grupo de rock de Cuiabá, que pediu para não ter seu nome revelado aqui, reclamou outro dia a Zap’n’roll: "trabalhamos um ano com a Cubo e não conseguimos nada. Não sei se eles fazem realmente a coisa certa". Outra queixa feroz de quem discorda de como andam as coisas na indie scene nacional atual, é sobre o fato de o pessoal ligado à Cubo utilizar em excesso a palavra "parceria" para definir quase toda a sua estratégia de atuação. "Esse negócio de parceria é a maior furada", dispara outro integrante de banda, que também pediu para manter seu nome em sigilo, temendo represálias por parte da Cubo e da Abrafin. Ele prossegue: "Eles não sabem o que significa a palavra amizade e entendem tudo como parceria, que implica alguma troca ou benefício. E se você não está com eles, está contra eles, não há meio termo ali. Fica a impressão de que quem não segue o receituário que eles pregam, está fora do circuito organizado por eles".

É isso. Zap’n’roll lamenta bastante que estas fraturas, divisões e guerras de egos comecem a minar uma cena que, pela importância que ela possui hoje junto ao público, bandas e mídia, deveria estar mais unida do que nunca. Talvez esta cena esteja já grande demais e aí, como bem observou um dos músicos que participaram do festival Varadouro, talvez esteja na hora de uma outra cena sair dela, para combater aqueles vícios e males que julgávamos estar presentes apenas no eterno – e hoje moribundo – mainstream musical brasileiro.

* O blog voltará a este tema, assim que fizer uma mini-entrevista com o produtor Pablo Capilé, da produtora Cubo, e também com Diogo Soares e Jorge Anzol, da banda Los Porongas.

E FALANDO EM VARADOURO...

* O blogão invasivo (hihi) tá devendo umas histórias de bastidores que rolaram há duas semanas em Rio Branco, no Acre, estamos sabendo. Pois vamos a elas, oras!

* A viagem até Rio Branco, mesmo sendo de busão aéreo, é cansativa e maçante. Tem que fazer escala em Brasília, pegar outro avião e aí sim ir pra Rio Branco. Na volta pra Sampa, a mesma coisa. No total, entre uma operação e outra, umas seis horas de viagem. Pra piorar, os aviões que empresas como a Tam e a Gol colocam hoje à disposição dos pobres passageiros, são uma autêntica vergonha (como diria o Boris Casoy). Você fica espremido como se estivesse numa lata da sardinha, o serviço de bordo é pífio e ridículo (na volta a SP, no café da manhã, tiveram a coragem de servir pãezinhos minúsculos, salgados ou doces, sem manteiga ou qualquer outra pasta do tipo), e tudo isso pela absurda tarifa de R$ 2.000,00 reais. É mole? Mais uns caraminguás e você vai até a Europa, em aviões muuuuito mais confortáveis e com um serviço de bordo que inclui almoço e jantar.

* Pelo menos Zap’n’roll teve a cia, no vôo, do bravo Astronauta Pinguim e da lenda do jornalismo rock brazuca, o "véio" Alex Antunes. Deu pra se divertir e rir durante a viagem.

* Na chegada a Rio Branco, todos mortos de fome e como já era tarde, a solução foi fazer um repasto no... Piola! Yeeesss!!! Em Rio Branco também tem Piola, um dos restaurantes/pizzaria italianos mais mais do circuito gastronômico mundial. O zapper degustou tiras de filé mignon com molho de ervas e batatas coradas. Senn-saa-cio-nal!

* Depois, todo mundo foi dormir no sempre confortável hotel Guapindaia, no centrão da bonita capital acreana. Na quinta-feira, houve o pré-aquecimento pro Varadouro em si, com o festival paralelo Chico Pop (que rolou na praça central de Rio Branco, no final do dia), além de show pela madrugada com o Astronauta Pinguim e do graaaande e agora internacional Macaco Bong. Foi aí que o zapper doidão começou a enfiar o pé na lama...

* Na sexta-feira, primeira noite do Varadouro, o blogger maloqui já estava algo "estragado" por causa da noite anterior e procurou se conter nos excessos e assistir com atenção à maioria dos shows. Mas o "produto" local é fodão (o melhor do Brasil, talvez) e um certo baterista de uma certa banda, pouco acostumado ao negócio, quis experimentar o dito cujo. Experimentou. E não deu outra: ficou bicudíssimo antes de entrar no palco e disparou a falar feito uma matraca, no ouvido do pobre blogueiro aqui, rsrs. Mas, no final, a banda mandou bem no show.

* E quem diria!!! Umas das principais atrações do festival deitou com tudo a napa na farofa, quando se imaginava que os músicos ali só curtissem um sossegado beck. Que nada! Ao final de seu show, na segunda noite do festival, a trupe fez uma "encomenda" grotesca do negócio e foi se acabar no hotel.

* E não faltou o capítulo "chifrada" no evento. E quem levou o dito cujo – o chifre – foi uma emergente atriz do novo cinema brasileiro, cujo namorado estava em Rio Branco, participando do Varadouro. A co-responsável pelo "galho"? Uma lindaaaa e deliciosa acreana, participante ativa da cena rocker local e amiga destas linhas bloggers rockers. Mais, impossível contar, hihi.

* Todos os dias, o almoço e jantar era servido aos músicos, jornalistas e produtores presentes no já tradicional Bistrô da Amazônia. Comida fantástica e que fez Zap’n’roll voltar à Sampalândia com alguns quilos a mais.

* Domingão, festival já encerrado, foi a vez do autor deste blog fazer finalmente seu passeio "ecológico" pela floresta amazônica, ao lado dos mui amados irmão Aarão Prado (vocalista dos Camundogs) e Julie (sua liiiindaaa esposa). Um passeio que já era pra ter rolado no ano passado mas como o sujeito aqui ficava o dia todo trancado no quarto do hotel, "fritando" e "ressacudo" por causa da enfiação de pé na lama na madrugada (e rezando pra que chovesse, afe), o passeio não rolou. Desta vez foi. E, podem acreditar, a floresta é linda e está indo pro saco. Segundo comentou Aarão, no Acre o desmatamento ainda está sob controle. Já no Pará e em parte de Mato Grosso, ele está totalmente fora de controle. Enquanto isso, o aquecimento global e o buraco na camada de Ozônio fazem a festa...

* É isso. Foi mais um finde divertidíssimo em Rio Branco, cidade ótima e acolhedora, de pessoas bacanas e com uma grande cena rocker. Daqui do Sudeste poluído e neurótico, Zap’n’roll manda beijos e agradecimentos pelo carinho com que foi recebido pela Karla, pela Denise, Kaline, Thaís (e sua irmã gêmea), Saulinho, o graaaande Daniel Zen (Filomedusa na cabeça!), a turma da tv Aldeia (Alexandre, irmão Aarão, Sairo, o pessoal da Cubo (Lenissa, a loira que dispara o coração zapper, uia!, mais Marielle, Babi e Pablo) etc, etc. No ano que vem tem mais!

E NA CLASH CLUB ANTEONTEM...

Rolou a primeira edição da festa "Incubator", que trouxe ao palco da casa noturna paulistana os ingleses Johnny Flynn e Young Knives.

Zap’n’roll ficou com preguiça (vergonha...) de ir e acabou preferindo ficar em casa, embaixo do edredon pois o frio que fazia naquela noite era digno de um inverno decente, como há muito não se vê em Sampalândia. Mas nem por isso você não ficará sabendo como foram os dois shows, que foram acomnpanhados pelo nosso "enviado especial" João Carvalho. O que ele achou está aí, logo abaixo:

* "Em uma noite fria e chuvosa de começo de outubro rolou a apresentação de Johnny Flynn e da banda Young Knives. Ambos artistas são britânicos e o evento faz parte do projeto Incubator, patrocinado pelo British Council visando apresentar em toda a America Latina shows de nomes emergentes no cenário indie da terra da rainha Elizabeth.

As apresentações estavam previstas para se iniciarem às 23h, mas o primeiro artista subiu ao palco com alguns minutos de atraso – contrariando a tradicional puntualidade britânica. A demora foi até pequena se comparada com a da maioria dos shows e festivais que acontecem aqui em Sampa. A casa estava bem vazia, tavlez pela baixa temperatura da noite ou pela falta de apelo popular das atrações escaladas até mesmo entre o público "alternativo".

 

Johnny Flynn

Dos poucos ali presentes, a maioria não estava nem aí para o som de Johnny Flynn, que apresentou seu folk-rock mais-do-mesmo como um trovador solitário, portando apenas um violão e exibindo sua cara de bom-moço inglês. A musica de Flynn é muito igual a tanta coisa que já se ouviu nos anos recentes, como Kings of convenience (e até mesmo as apresentações solo de seu vocalista, Erlend Øye), Josh Rouse e Damien Rice. Parafraseando Lester Bangs: esse show não arrepiou sequer um fio de cabelo ou um pelo minúsculo de qualquer parte do corpo.

Entre um show e outro, foi escalado para manter a galera aquecida o DJ Lucio Ribeiro, que como sempre fez muito bem o seu serviço, tocando modernidades gringas e ao final de sua apresentação abriu espaço para a atual queridinha do mundinho alternativo brazuca: Mallu Magalhães. Durante a discotecagem de Lucio, o público foi aumentando consideravelmente, mas não a ponto de lotar a casa, que é bem grande e oferece uma ótima estrutura, tanto no palco e equipamentos sonoros quanto na pista. A Clash aliás vem se firmando, ao lado do Studio SP, como um dos melhores espaços para shows gringos de pequeno e médio portes.

 

Young Knives

E eis que a banda Young Knives começa a tomar seu lugar no palco, para a alegria do pequeno público ali presente. O visual dos caras? Nerds fazendo rock, mas não nerds bonitinhos como o pessoal do Weezer. São nerds de verdade: rechonchudinhos, com cabelos estranhos e óculos pesados no rosto. Imagine como seria se o Zacarias fosse vocalista de uma banda de rock, cujo baixista parece irmão gêmeo do nerd que acompanhava Harvey Pekar no filme Anti-Herói americano e o baterista é a cara do Will Farell naquele filme O Ancora. Esses são os Young Knives.

O som não tem nada a ver com estruturas complicadas ou cabecismo demais para rock’n’roll de menos. Também, pudera... eles são produzidos por ninguém mais, ninguém menos que Andy Gill - Líder e responsável pela sonoridade do Gang of Four, que pode ser tranquilamente apontado como pai de toda essa sonoridade disco-punk que faz balançar tantos esqueletos em pistas de dança por aí. Do começo ao fim, os três geeks britânicos botaram pra quebrar, e até quem não conhecia assim tão bem o grupo saiu dali com a sensação de ter visto um grande show. As musicas mais conhecidas da banda, Weekends and Bleak Days, Hot Summer e She’s Attracted To incendiaram a galera, que pulava e cantava junto.

Segundo consta no site do British Council, há planos de continuarem realizando o Incubator no ano que vem. Seria uma boa mesmo: vai satisfazer o público e ainda fortalecer a presença do rock alternativo britânico na America Latina. O cenário de shows gringos não pode ficar preso a mega festivais que cobram os olhos da cara pelo valor dos ingressos e essas bandas "menores" também têm seu público por aqui, que com certeza ficará bem feliz ao ver artistas que admiram pagando um preço honesto".

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: "The Lucky Ones", o novo do Mudhoney, que acaba de sair no Brasil pela Inker. Lembrando que os lendários grunges já estão em turnê por aqui e tocam semana que vem em Sampa, na Clash Club, com promo de ingressos aqui mesmo, no blogão que é fodão, rsrs.

* Filme: "Shortbus". Vai ver que ainda dá tempo.

JÁ JÁ

Até a tarde deste Sábado desovamos tooodooos os prêmios pendentes (discos do Vanguart, da Carla Bruni, das bandas Instiga e Seychelles), promessa de escoteiro zapper atrapalhado. E ainda damos o roteiro selecionado das baladas hot pro finde. E colocamos JÁ em sorteio, através do finatti@dynamite.com.br:

* CINCO INGRESSOS para você curtir o mega festival Planeta Terra na FAIXA! Isso mesmo, você leu direito: são cinco ingressos para o Planeta Terra (isso sim que é festival, com Jesus & Mary Chain, Kaiser Chiefs, Bloc Party, Animal Collective, Foals, Spoon, Vanguart, Mallu Magalhães, o escambau, e isso sim que é promoção!), que estão em disputa a partir de agora, portanto, corre pro mouse, cacete! E mais:

* Dois pares de ingressos para também ver Mudhoney na faixa, semana que vem, em São Paulo, na Clash Club, sendo que cada par é para uma noite diferente do show.

Bão, né? Ah sim, quem vai na faixa hoje à noite na The Week, curtir Vive La Fête:

* Alexandre Rosa da Silva e Vanessa Cristina de Assis, cada um com direito a acompanhante.

É isso. O mega post começou na madrugada e termina, por enquanto, no final da tarde desta sextona. Mas volta com o que falta no sabadón à tarde, sem falta, okays? O blog vai lá ver o Vive La Fête e volta logo mais. Abrax!

(enviado por Finatti às 18hs.)

O Duran Duran que o blog não viu

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Simon Le Bon, na atual tour dos Duranies: desta vez o blog vai! 

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(atualizado na tarde de 8/10/2008, com maaais festival Varadouro e promo relâmpago de vips pro show do Vive La Fête nesta sexta-feira, em Sampa. Boa leitura e boa sorte!) 

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* Pois é, acontece. Mas isso contamos logo mais aí embaaaaaaixo.

* Terça-feira, frio e chuva em Sampalândia. Dá uma preguiiiiiça de escrever mas vamos ao trabalho, senão o dindim não pinga no final do mês, hihi. Afinal de contas, a semana vai ser animada, neeé? Amanhã, quarta, tem a noite "Incubator" na Clash Club, com shows do Young Knives e Johnny Flynn. Dá uma olhada no final do post e vê se você é um dos felizardos(as) que vai na faixa na balada.

* Já na sexta-feira, tem mais uma visita bacana do legal electro-rock belga Vive La Fête, na capital paulista, em showzão badalado na badalada The Week. Zap’n’roll vai estar lá, claaaaro, e você pode ir também – na faixa! Cumas? Ué, dá uma olhadinha no final do post que o mapa da mina está lá, rsrs.

* Fora isso tudo, aguentaê que logo logo pintam uns ingressinhos aqui pro mega festival Planeta Terra. Pois é, esse blog maloqui não brinca em serviço e não faz promoção fuleira. Aqui, o negócio é queeenteee, sempre.

* Falando em Planeta Terra e confirmando a bola cantada por este blog em seu último post: o cuiabano Vanguart também acaba de ser oficializado na programação do festival. Os Vangs estão neste momento em terras alemãs, onde se apresentam nesta quarta-feira na feira musical PopKomm, em Berlim. Na volta, tocam em São Paulo no StudioSP, dia 17 de outubro. Depois, dá-lhe Planeta Terra! 

* Bien, bien, nesse post tem finalmente aquelas histórias de bastidores do festival acreano Varadouro, que já viraram lenda por aqui. Mas, antes, vamos lembrar o dia (ou a noite) em que Zap’n’roll não assistiu a um show do Duran Duran. Certis?

DURAN DURAN – O NÃO SHOW HÁ 20 ANOS

Ah, tá legal. Você, dileto e jovem leitor destas linhas zappers acha Duran Duran meio old fashioned, careta, breguinha, esses papos todos. Ou nem conhece muito (ou quase nada, na verdade) a obra de Simon Le Bon e cia. Pois então, cazzo, fique sabendo: o Duran Duran é um dos nomes mais importantes do pós-punk inglês dos inesquecíveis anos 80’ e um dos fundadores do gênero que ficou conhecido como new romantic, vertente do pós-punkismo cuja sonoridade era fortemente calcada em melodias dançantes e elegantes, muitos teclados e guitarras pop. Não só: a banda tem um caminhão de hits clássicos e históricos ("Rio", "Planet Earth", "Girls On Film", "Save A Prayer", "The Reflex", "New Moon On Monday", "The Wild Boys", "Notorious", "A View To A Kill", "Come Undone", "Ordinary World", "Electric Barbarella" etc, etc, etc.), baladas fodaças de derreter o coração até do mais impoluto dos machos broncos (o velho blogger aqui chorou muito ao som de "Save A Prayer" e "Ordinary World", e também fodeu ótimas bocetas ao som de ambas), e fez alguns dos video-clips mais geniais que se tem notícia na história do pop – isso, em uma época em que a MTV engatinhava, YouTube era ficção de um futuro distante e as técnicas de filmagem nem em sonho possuíam o avanço tecnológico dos dias atuais.

Zap’n’roll sempre foi muuuito fã dos Duranies. Pelo menos até o terceiro álbum deles, o fodástico "Seven And The Ragged Tiger" (lançado em 1983; antes o grupo, que nasceu em Birmingham em 1978, já tinha lançado os igualmente ótimos "Duran Duran" em 1981, e "Rio", no ano seguinte), o grupo era um dos prediletos do então ex-punk sujo e futuro aspirante a jornalista musical. Fora que o jovem rocker era apaixonado pela Renatinha, uma mulataça de dezesseis aninhos de idade mas com corpão tesudo de mulher grande (e que deu uma trepada inesquecível com o sujeito aqui, nos fundos de uma das salas do extinto cine Paramount, na avenida Brigadeiro Luis Antonio, hoje atual teatro Abril, lá pelos idos de 1985, durante uma sessão do filme "The Wall", baseado no disco do Pink Floyd), que morava na zona norte de Sampa e gostava de rock bicho-grilo e metal em geral, mas também amava Duran Duran, hihi. Então, os dois encheram a cara muitas vezes e foderam em mais algumas, ao som das canções de Simon Le Bon e cia.

Aí que em 1988, na primeira edição do festival Hollywood Rock (o mesmo que traria o Nirvana cinco anos depois, em 1993), anunciou-se a vinda do quinteto inglês. Eles se apresentariam na primeira noite do evento, uma sexta-feira. O doidão autor destas linhas bloggers já era então um notorious jornalista que cobria a cena musical brasileira e gringa. Escrevendo para a editoria de cultura da revista Istoé, não foi difícil descolar credenciais para o festival. O Duran Duran já não estava mais no auge da carreira mas, ainda assim, era um nome gigante do pop/rock britânico. Beleusma! Zap’n’roll iria poder conferir todos aqueles hits new romantic ao vivo.

Outro momento da gig atual: o Duran Duran se transforma em... Kraftwerk! 

Iria, o blog disse bem. Hoje, passados vinte anos, o autor destas linhas online não se lembra exatamente o motivo (duas décadas, muito álcool, muitas drogas, milhões de neurônios queimados e um cérebro lesado dão nisso: dificuldade para se recordar de alguns fatos e eventos de sua vida, embora o zapper gonzola possua uma memória de elefante, mesmo com todos os excessos cometidos em sua existência junky), mas o fato foi que Zap’n’roll não foi à primeira noite do Hollywood Rock. E acabou perdendo o show do Duran Duran, mesmo estando de posse de uma credencial gigante em suas mãos. Mais ou menos igual ao The Police, em 1982, que o sujeito aqui também não viu (mas aí o motivo já era outro, como já foi contado aqui mesmo, no final do ano passado: show apenas no Rio, mama Janet sempre super preocupada com seu filhote, não deixou o moleque ir pro balneário de forma alguma, pra assistir o trio inglês) e teve que esperar vinte e cinco anos pra poder Ter uma nova chance de assistir.

Ou seja: dessa vez não passa! O blog vai estar sim na Via Funchal, em São Paulo, nos próximos dias 21 e 22 de novembro, pra assistir aquele show que não foi visto há vinte anos. Sim, estamos todos duas décadas mais velhos, na opinião de muitos (como o bom amigo Lenes Costa, vocalista do bacanudo grupo electro paulistano Nebbia) o Duran Duran já está no bagaço (o último álbum deles, "Red Carpet Massacre", que saiu no final do ano passado e dá título à atual gig mundial, foi lançado no Brasil com zero de divulgação e nenhuma música tocou nas rádios), mas foda-se! Simon continua cantando e bem, e todos aqueles hits inesquecíveis estarão lá. Além disso, o set list dos shows está fodão (veja mais aí embaixo) e em determinado momento da apresentação o grupo presta uma homenagem ao Kraftwerk (os pais de todo o pop eletrônico da humanidade), se caracterizando inusitadamente de... Kraftwerk, oras. Ou seja: detalhes que com certeza valerão a ida até a Via Funchal, com camisa vermelha de manga comprida, calça preta rocker, bota de couro, muito whisky antes e durante o show e... pós show, pra animar a noite, hihi.

É isso. Se vale uma recomendação a você, jovem e dileto leitor destas linhas gonzolas online: procure ir também assistir aos velhos Duranies. Com certeza, você sairá do show ainda com mais saudade de uma década que você não viveu, mas que foi imbatível na história recente do rock’n’roll. Esses malditos e geniais anos 80’, que insistem em não sair da nossa memória.

SET LIST RED CARPET MASSACRE TOUR

(há eventuais mudanças de músicas a cada apresentação, o que é totalmente compreensível em se tratando de uma banda com três décadas de existência)

The Valley
Red Carpet Massacre
Nite Runner
Hungry Like the Wolf
Planet Earth
Falling Down
Come Undone
Skin Divers
The Reflex
Save a Prayer
A View to A Kill
Last Chance on the Stairway
All She Wants Is/Warm Leatherette
I Don't Want Your Love
Skin Trade
Tempted
Notorious
Girls On Film
Ordinary World
Sunrise
Wild Boys
Rio

 

O Duran Duran toca na Via Funchal, em São Paulo, nos próximos dias 21 e 22 de novembro (sextona e sabadon, ueeeeeeebaaaaaaa!), com ingressos de pista variando entre R$ 200,00 e R$ 400,00. Mais infos a respeito, vai lá: www.viafunchal.com.br

DURAN DURAN AO VIVO

Na atual turnê "Red Carpet Massacre":

trecho de"The Reflex", em show na Flórida, em 19 de maio

trecho de "Save A Prayer", também no mesmo show na Flórida

PICS DO FESTÃO ROCKER QUE FOI O VARADOURO

Festival de rock é sempre uma festa, seja mega, seja independente. Seja na gringa, seja no Acre. Abaixo, momentos bacanas que resumem o que rolou em Rio Branco, em plena Amazônia, na semana passada:

1 - A vocalista do Blush Azul, derretendo corações

2 - Ecos Falsos no ataque: começaram devagar, terminaram bem

3 - A guitarrada do La Pupuña: cover inusitada para The Clash

4 - Quando as lendas se encontram: Zap'n'roll dá uma "gravata" em Alex Antunes

5 - O blog, em momento descanso, ao lado das liiiindaaas Lenissa Lenza (da produtora cuiabana Cubo) e Bárbara Rosa (estilista da grife rocker Padam) 

INGRESSOS SAINDO E OUTROS CHEGANDOOO!!!

Tipo rapidão, quem vai na faixa hoje à noite na Clash Club curtir a festa "Incubator", com Young Knives e Johnny Flynn, é João Carvalho Filho, que deve retirar seu par de ingressos na portaria do clube a partir das oito da noite.

Agora, tem maaaaisss! Voa no finatti@dynamite.com.br que, em promo relâmpago, o blog coloca pra sorteio:

* DOIS PARES de ingressos pra você curtir na faixa o show do electro-rock  bacanudo do Vive La Fête, nesta sexta-feira, na badaladíssima The Week, em São Paulo.

E NO FINDE TEM MAIS

O blog pára por aqui mas volta até sextona à noite, com váaarios assuntos que ainda estão pendentes por aqui e que precisam, hã, ser comentdados com a devida atenção e sapiência (uia!). Tipo a fogueira de vaidades que ameaça o avanço artístico e mercadológico da indie scene naciona, mais a cena glam rock legal que está se desenhando entre alguns novos grupos paulistanos, mais Amy Winehouse, a nova edição da Rolling Stone e por aí vai.

Então fica assim. O zapper que não pára vai lá na Clash e volta depois com tudo isso e mais um pouco, okays?

(atualizado por Finatti em 08/10/2008, às 15:30hs.)

OASIS, PORRA!!! (terceira atualização: Bloc Party, Mudhoney na faixa etc.)

33 Comentários »

 

Os Gallagher voltaram. E voltaram com tudo em "Dig Out Your Soul" 

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(turbinando isso aqui às 17hs. de sexta-feira)

* EXTRA! MUDHONEY E INCUBATOR NA FAIXA! – Bien, bien, a coisa tá punk aqui. Hoje já é sextona e o atrapalhado blogueiro doidon não consegue finalizar este post sem fim, para desespero de seu amado leitorado e do próprio zapper falador. Então, vamos a um papo urgente aqui mesmo, no alto do post: como todo mundo já tá sabendo, a próxima semana vai ser queeeente em Sampa em termos de agitos rockers noturnos. A Clash Club arma a festa "Incubator" na próxima quarta-feira, dia 8, em parceria com a gravadora inglesa Transgressive Records. Daê que vai ter show com os Young Knives, um dos trios mais badalados da atual indie scene britânica, e também com o folker man Johnny Flynn. Não só: não ouuutra semana, é a vez do histórico e lendário grunge Mudhoney baixar no clube da Barra Funda, para duas apresentações fodásticas (dias 16 e 17), como sempre. Aí, o que pega? Zap’n’roll, boazinha como ela só e em parceria com a Clash, bota JÁ na roda pra quem for lá no finatti@dynamite.com.br: um par de ingressos pra você entrar na faixa na festa "Incubator" (e ainda levar alguém junto); mais dois pares de ingressos para os dois shows do Mudhoney (um par para cada noite), além de uma cópia do novo álbum do Young Knives, e outra do cantor Johnny Flynn. Bão, né? Então corre que a "Incubator" já é na próxima quarta-feira (o nome do ganhador ou ganhadora pra esta promo sairá aqui até o fim da tarde da próxima terça-feira, ok?). É o blogão zapper, sempre fazendo mais pela cultura pop e rock indie de seus leitores, hihi.

* Agora, a desova dos prêmios pendentes (discos do Vanguart etc), mais aquelas já famosas histórias de bastidores do festival acreano Varadouro, colocamos aqui até a tarde deste sábado ou em novo post logo no comecinho da semana, palavra de zapper enrolão, rsrs. Sendo que tem ainda uns papos sobre a Amy Winehouse e a rede de intrigas que está se formando na indie scene nacional e que queremos comentar aqui com calma. Então, aguente as pontas só mais um pouco.

* E ontem teve VMB. Na boa? Zap’n’roll nem foi lá este ano, porque nem se interessou em ir atrás de convite ou credencial. O blog anda meio enjoado desse tipo de balada, após ir em trocentas festas do VMB. E só manés é que acreditam que o Bloc Party estava ali, fazendo playback por comodismo, tosquice, falta de respeito ou algo do tipo. Como bem frisou Dom Thiaguito Ney, na Ilustrada no Pop, Kele Okereke e cia. tiraram, sim, um enorme "pêlo" com a cara da premiação, escancarando a enorme farsa e jogo de aparências que se esconde por trás dela. Simples assim. O BP é fodão e vai mostrar isso no festival Planeta Terra, podem esperar!

* Pra quem já está se montando pra cair nas baladas deste finde, anotando rapidinho: hoje, sexta, tem Relespública no Belfiori (rua Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda, zona oeste de São Paulo), mais Velhas Virgens no Inferno (rua Augusta, 501, centrão rocker de Sampa). E amanhã, sabadón, na Outs (rua Augusta, 486), super tributo aos Ramones com uma banda formada pelo povo do Rock Rocket (que toca dia 1 de novembro, lá mesmo na Outs, na mega festa de cinco anos da Zap’n’roll), Daniel Belleza (também vão tocar no festão de aniversário da Zap) e Forgotten Boys. É isso aê!

* Então é isso. Maaaais até a tarde deste sábado ou em novo post, no comecinho da semana. Inté!

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Parada looonga e duríssima aqui.

Por isso vamos de "postão" novo e adivitado já entrando pela quinta-feira e com finde se aproximando, pra poder comentar melhor a volta triunfual do Oasis com seu es-pe-ta-cu-lar (o blog vai repetir: es-pe-ta-cu-lar) "Dig Out Your Soul", o sétimo álbum de estúdio dos manos Gallagher e cia. e que vão lançar, em seu formato físico, na próxima segunda-feira no mundo todo (Brasil incluído) aquele que já pode ser considerado o disco do ano e o melhor trabalho da banda desde pelo menos seu segundo e clássico cd, o hoje lendário "(What’s The Story) Morning Glory?" – yep, aquele mesmo, de "Wonderwall" e outras cacetadas. Fora isso, tem a cobertura fodástica do igualmente fodástico festival Varadouro, que agitou e botou fogo no Acre no último finde (shows ótimos, estrutura ótima e, bem, putarias rockers de bastidores que só você lendo o blog pra saber...) e mais uma série de lances bacanudos envolvendo nosso sempre amado rock’n’roll e a cultura pop em geral. Se o texto hoje não estiver dos melhores, o blogui maloqui vai pedir desculpas e a compreensão de seu enoooorme e dileto e fiel leitorado pois o cérebro do autor destas linhas está aturdido desde que ele pôs os pés novamente em Sampalândia. "Dig Out Your Soul" não pára de rodar no sound system, Zap’n’roll está se sentindo novamente em 1995, em pleno auge do britpop, está se sentindo como se estivesse no Retrô, em Sta. Cecília, turbinado de cocaine e whisky, dançado desvairadamente ao som de "Supersonic" e passando sua língua gulosa nas tetas de uma linda indie girl. Os miolos estão confusos, meio que "fritos" e tals. E o disco novo do Oasis avança... E o blogueiro precisa escrever sobre ele. Então, sigamos em frente!

* Depois deste novembro vindouro, quem gosta de rock’n’roll em Sampa nunca mais será o mesmo:

Jesus, Bloc Party e Kaiser Chiefs: todos juntos num único festival 

dia 8: festival Planeta Terra, com Jesus & Mary Chain, Kaiser Chiefs, Bloc Party, Spoon, Foals, Animal Collective, Mallu Magalhães e, taaalvezzz, Vanguart (a ser confirmado);

dias 10 e 11, na Via Funchal: REM;

dias 21 e 22, também na Via Funchal: Duran Duran.

É melhor você preparar seu bolso e seu coração.

* E o Glasvegas foi parar, enfim, na capa da NME desta semana. Bom, agora que estas linhas zappers já ouviram e bem o disco de estréia deles, o veredicto é: eles merecem a babação de ovos que estão tendo.

* A indie scene nacional continua fazendo bonito e se prepara pra ganhar terras estrangeiras. Primeiro foram Lucy & The Popsonics, de Brasília, e Macaco Bong, de Cuiabá, que se mandaram pro Canadá, pra fazer bonito no festival Pop Montreal, que rola por lá neste finde (antes, nesta quinta-feira à noite, o trio instrumental de Mato Grosso, um dos grandes nomes da atual cena independente nacional, faz um show-case apenas para produtores e jornalistas convidados do festival). Já na próxima semana, mais especificamente na terça-feira, o Vanguart embarca pra Alemanha, pra se apresentar na feira musical PopKomm em Berlim. Zap’n’roll deseja daqui, humildemente, sucesso às bandas em suas andanças pela gringa.

* A mesma indie scene nacional que tanto orgulho dá a quem a acompanha de perto há muitos anos (como é o caso do autor deste blogão rocker), também dá demonstrações de ego inflado e disputas veladas movidas a vaidade intensa e jogos de interesses nada alentadores, nos últimos tempos. Mas a gente comenta melhor sobre isso mais laaaaaá embaixo.

* Uma loki na Alemanha, que atende pelo nome de Natasha Stellmach, já conseguiu seus quinze minutos de fama: declarou que conseguiu por as mãos nas cinzas de Kurt Cobain (que, como se sabe, foram roubadas da casa da viúva Courtney Love, em junho último) e que irá fumá-las em breve, enroladas em um baseado, ao final da exposição "Set Me Free", de autoria da moçoila, dia 11 de outubro próximo. Pois é, cada louco com sua piração...

* Mas louco e bão meeeesmo é o novo discão o Oasis!

MANOS GALLAGHER VOLTAM E ARRASAM!

Hello, hello... transmissão difícil... neurônios em confusão plena... miolos fritando ao som de "Dig Out Your Soul", sétimo álbum de estúdio do Oasis, que já pulula feliz numa internet perto de você mas cujo lançamento oficial e mundial (Brasil incluso na parada) acontece na próxima segunda-feira, 6 de outubro. Hello, hello, é isso mesmo: descubra sua alma e mergulhe de cabeça naquele que talvez seja o melhor disco de 2008 e o melhor lançamento do Oasis desde, pelo menos, 1995. Ponto.

Não é fácil passar a última década e meia de sua vida de jornalista rocker acompanhando os altos (alguns) e baixos (também alguns) daquela que, além de ser uma das maiores bandas do guitar rock inglês dos anos 90’, ainda é um de seus grupos prediletos. Fora que os malucos estiveram presentes com suas canções, ali, em diversos momentos igualmente malucos da sua vida pessoal. Momentos que renderiam aqui um enoooorme diário sentimental (o primeiro show visto no Sambódromo do Anhembi, em 1998, quando o vocalista Liam Gallagher estava bicudíssimo no palco, diante de quinze mil pessoas, e na noite em que o Espaço Retrô fechou definitivamente suas portas; a deliciosa boceta que era a querida Fabiana N., que adorava ir na kit da avenida 9 de julho, onde o zapper doidão morava na metade dos anos 90’, pra tomar Jack Daniel’s e fumar becks e cheirar carreiras de padê e ouvir "Wonderwall", que tanto ela como o sujeito aqui adoravam, tanto que ela um dia traduziu a letra da música pra Zap’n’roll; a mesma e linda e peitudaça Fabiana, designer de mão cheia que uma noite, cansada do namorado trolha que tinha, foi até a kit e passou a madrugada toda dando pro jornalista loki, ao som de Oasis, claaaaro; as incontáveis noitadas desvairadas passadas no Retrô, ao lado das sempre amadas irmãs Adriana e Vera Ribeiro, tomando todas e dançando ao som de "Supersonic"; o fato de o zapper saber que uma de suas melhores e mais queridas amigas, gostosíssima que é, conseguiu dar pra mr. Liam, na primeira vez que o grupo veio ao Brasil e muuuuitos etcs). Anyway, muitas histórias, muitas baladas, muito sexo, muitas drogas e muito rock’n’roll permeiam a relação Oasis/Zap’n’roll. Uma relação que deixa o blogueiro ainda hoje maluco e entorpecido quando ele ouve "Definitely Maybe" e "(What’s The Story) Morning Glory", ou que o deixa bodeado ao lembrar de bobagens como "Be Here Now" ou "Haethen Chemistry" – "Don’t Believe The Truth", lançado em 2005 é bem legal, vale frisar.

Mas este "Dig Out..." é muuuuito melhor. É como se Liam e Noel tivessem tomado quilos de drogas, tivessem bebido todas, chapado o côco, botassem o pau na mesa e dissessem: "estamos aqui novamente, e voltamos pra mostrar quem é o rei dessa porra, desse negócio". E é por aí mesmo, não há exagero algum no que está escrito aqui. Primeiro: a banda deixou de tentar emular o próprio britpop que ela mesma criou com tanto brilhantismo em seus dois primeiros discos. Segundo: abundam guitarras sujas mas bem tocadas, melodias cativantes e algo bluesy (mas um blues à moda inglesa, e não americano), além de esgares de psicodelia sessentista por todo o álbum. Terceiro: Liam está cantando melhor do que nunca e Noel compondo também melhor do que nunca. Resultado disso tudo: canções fodaças espalhadas pelos pouco mais de 46 minutos do cd. Um cd que já abre rock’n’roll, com "Bag It Up". Só que, em seguida, entra a psicodélica "The Turning" (com pianos e melodia que é pura ode à Swinging London dos sixties) e você começa a enlouquecer com a audição do álbum. Quando entra o hard blues pesado de "Wainting For The Rapture" e a dançante "The Shock Of The Lightning" (um brit guitar clássico e classudo, pra você se acabar na pista do clube, e que não por acaso é o primeiro single de trabalho do disco), você já se descobre "pêgo", como se tivesse dado um "tapa" monstro num baseado de haxixe ou tivesse cheirado uma "taturana" dum pó saído direto do refino. Sério.

Tem muito mais pra fazer a cabeça. Faixas fodonas como a balada "I’m Outta Time" (Liam está melhorando como compositor), a espetacular mezzo bluesy mezzo riponga e "viajandona" "(Get Off Your) High Horse Lady" (pra sair cantando pelas trilhas de São Thomé das Letras ou Visconde de Mauá), a "indiana" "To Be Where There’s Life" (composta pelo guitarrista Gem Archer e bordada com sons de cítara), a novamente bluesy e pesada "The Nature Of Reality" (composta pelo baixista Andy Bell, ex-guitarrista do saudoso Ride, um dos ícones do shoegazing britânico dos 90’, talvez por isso a música evoque um certo clima de guitarras tratadas a pedal fuzz, como naquela época) e o grande fecho com os órgãos vintage que pontuam a melodia de "Soldier On".

É o disco que faltava para o Oasis recuperar, de fato e de direito, seu lugar entre os maiores nomes do rock inglês. Quando "Dig Out Your Soul" começou a vazar na net e todo mundo (da NME ao Pitchforkmedia, da Ilustrada No Pop ao blog da esquina) começou a deitar falação em cima do disco, elogiando-o incondicionalmente, Zap’n’roll foi atrás do dito cujo com os dois pés (ou ouvidos) atrás. Foi pro Acre, cobrir o festival Varadouro e, quando voltou à Sampalândia, começou a ouvir a nova obra dos manos Gallagher. Pois desta vez a falação estava certa: o blog não consegue ouvir outro disco há pelo menos três dias.

Com um discaço desses, dá até vontade de pedir pra alguém trazer a turma pra cá novamente, pra uma gig rápida. Ou então, pedir que o Oasis pense muito bem antes de gravar um futuro novo álbum. Talvez fosse um ótimo momento pro grupo sair de cena (após mais uma turnê, óbvio), fechando sua trajetória com chave de ouro e com um disco que, por enquanto, é o melhor de 2008 no rock planetário, na modesta opinião dessas linhas bloggers rockers.

Saudações a quem merece! Valeu Oasis! "Dig Out Your Soul" é do caralho, pode crer!

AEEEEÊ!!! OASIS AO VIVO AQUI:

Se apresentando em Seattle, a eterna terra do grunge, no último dia 26 de agosto, e tocando "The Shock Of The Lightning", claaaaro!

Oasis – "The Shock Of The Lightning", ao vivo em Seattle

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VARADOURO 2008: SHOW NO PALCO E FORA DELE

Realizado em Rio Branco, capital do Acre, no último final-de-semana, a quarta edição do Festival Varadouro só colheu praticamente resultados positivos em termos de estrutura, organização, receptividade do público e qualidade das performances apresentadas pelas vinte e duas bandas participantes, sendo duas delas estrangeiras: a boliviana Atajo e a peruana Bareto. Foi, literalmente, um show em cima e fora dos dois enormes palcos (que já impressionavam pelo seu tamanho) armados no estacionamento do estádio Arena da Floresta, sendo que em cada um deles foi montado um potente sistema de luz e som, que permitiu a todos que estavam no local ver e ouvir muito bem (com ótima definição sonora) o desempenho das bandas que fizeram o rock rolar em plena Amazônia.

Privilegiando bastante a cena local e regional de bandas, mas também abrindo espaço para grupos de estados tão distantes como o Rio Grande do Sul (de onde veio o sempre fantástico trio instrumental Pata De Elefante), o Varadouro acertou na mosca ao mapear em forma de linguagem musical pop a grande diversidade musical que a cena acreana e da região abriga hoje em dia. Basta notar que, em um único festival, se apresentaram uma banda de metal extremo (Survive), outra com nuances pós-punk e goth oitentistas (a Nicles) e uma terceira inclassificável (a Filomedusa, já gigante em Rio Branco), que funde guitarras de rock a mpb e ritmos regionais com maestria, contando para isso com a exuberância de um puta guitarrista (Saulinho) e uma vocalista linda, carismática e de grande expressão corporal em cena (Carol Freitas). Não é à toa que o Filomedusa, inclusive, estará destacado na seção "Acontece", de uma das próximas edições da revista Rolling Stone. Mas, no final das contas, todas exibiram competência e garra em suas performances, e cada uma trouxe sua parcela de público ao evento, que vibrou com os shows em questão.

O Varadouro 2008 também acertou ao abrir espaço para manifestações musicais típicas da região amazônica (como a apresentação da tribo indígena Ashaninkas) e ao trazer um "headliner" de grande porte para fechar o festival – no caso, o Cordel do Fogo Encantado (banda já consagrada na cena indepedente nacional, tendo inclusive já tocado diversas vezes na Europa) que, na madrugada de sábado para domingo, levou as quase 4 mil pessoas presentes ao estacionamento do Arena da Floresta ao delírio, com seu impressionante jogo de luzes e as percussões que sustentavam os delírios poéticos do vocalista Lirinha. Além disso, a facção hip hop foi muito bem representada pelo Linha Dura, de Cuiabá, que mostrou criatividade no palco ao fundir a linguagem do rap com instrumentos de verdade (baixo, bateria e guitarra, esta tocada pelo já quase guitar heroe e figuraça carimbada na cena, Kayapy, o homem das seis cordas do trio Macaco Bong). E não faltou espaço para o guitar pop fofo do Blush Azul (também de Rio Branco) ou para o noise/grunge do Boddah Diciro (de, pasmem!, Palmas, no Tocantins). O goiano Diego De Moraes mostrou que merece os elogios que tem recebido, por ter exibido um rock energético combinado com outros estilos, apoiando letras bizarras e tudo conduzido por uma banda redonda e muito bem ensaiada. Até o paulistano Ecos Falsos (um dos bons nomes da novíssima cena indie da capital paulista), que começou o show meio "travado", deslanchou da metade para o final de seu set e acabou conquistando um público que pouco ou nada conhecia do repertório da banda.

Se há alguma ressalva a fazer quanto ao line up do festival, ela se restringe ao boliviano Atajo, que com sua música pop latina algo insossa, não disse a que veio. O peruano Bareto se saiu um pouco melhor, mostrando mais energia e descontração ao vivo. No entanto, tanto um com o outro estavam bem aquém de diversas bandas que se apresentaram no Varadouro, e não cabe aqui nenhum tipo de bairrismo ou nacionalismo neste comentário. Apenas um fato indubitável: a música independente brasileira, o rock em particular, mostra cada vez mais talentos prontos para ganhar a crítica e o público. E talentos que se espalham em quantidade inacreditável por todos os cantos do país.

Quanto ao Varadouro em si, ele já se tornou um festival de gente grande e um dos grandes eventos do gênero na região Norte brasileira. Resta agora aguardar a edição 2009, quando mais uma vez o festival deverá se superar em termos de estrutura e atrações.

(atualizado por Finatt em 2/10/2008, às 19:15hs.) 

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