
XX, a nova sensação indie inglesa: sonoridade pós-punk e onírica
Alô Saint Paul, câmbio...
O blogon que nunca dorme e jamais entra em férias (bem que tentamos, mas...) está fazendo as malas para embarcar de volta para Sampalândia, na próxima segunda-feira, após 30 dias "acampado" na capital do Amapá, extremo norte brasileiro. Foi uma viagem interessante sob vários aspectos: Zap'n'roll, que nos últimos seis anos acompanhou como nenhum outro veículo musical (seja de mídia eletrônica, impressa ou na web) a cena independente brasileira, conheceu praticamente todo o país por conta de seu trabalho de "garimpagem" de cenas, bandas, festivais, eventos e outros movimentos ligados à produção musical alternativa que hoje domina quase que na totalidade a música que é feita no Brasil. E aqui na região Norte, já havia visitado Porto Velho (capital de Rondônia) e Rio Branco (capital do Acre, onde esteve por três vezes, no festival Varadouro, que inclusive realiza sua edição 2009 no final da próxima semana). Macapá, então, se tornou mais uma "fronteira" desbravada por estas linhas bloggers rockers.Não é segredo para quem acompanha este blog desde sempre que o autor deste espaço online caiu fulminado de paixão por uma garota fantástica, nascida em Caiena (capital da Guiana Francesa), criada na capital do Amapá e, tal qual o sujeito aqui, apaixonadíssima por cultura pop e rock alternativo contemporâneo. E, como se não bastasse, a mocinha ainda possui uma beleza avassaladora para os olhos de um velho jornalista rock'n'roll e sempre com o coração pronto a amar alguém. Rudja Catrine, ela mesma, que assina neste post a crítica do novo álbum do trio inglês The Muse (o "The Resistance", que saiu na Inglaterra na semana passada e daqui a pouco chega também ao Brasil, em edição nacional), foi o motivo principal pelo qual o zapper maloki e andarilho veio até aqui. Mas é muito óbvio que não deixaríamos de conhecer e observar de perto a movimentação da nova música que se faz na cidade. E aí entram os outros aspectos interessantes da viagem: descobrir bandas, bares, locais onde rola o rock e travar contato com músicos e produtores culturais locais. Tudo isso o blog conseguiu fazer - e ainda está fazendo: assistiu a alguns grupos macapaenses, foi numa reunião (ontem) do coletivo Palafita, papeou, trocou idéias bacanas com a moçada e saiu de lá com a certeza, mais do que nunca, que se faz rock de qualidade e com vontade hoje em qualquer canto do Brasil. Uma certeza que pulveriza a mentalidade burra, preconceituosa, reducionista, reacionária e arrogante de certa "elite" (que de elite não possui nada, na verdade) do jornalismo cultural calhorda (sob vários aspectos) que se pratica na mídia do "Sudeste Maravilha" (nunca é demais lembrar da escrota comunidade dedicada a extinta revista Bizz, no sempre asqueroso Orkut, uma comunidade com mais de 3 mil participantes mas onde apenas meia dúzia de otários, representantes deste jornalismo cultural atrasado e que acaba de produzir mais um episódio nefasto, como você lerá no decorrer deste post, é que palpitam. Não é à toa que ela, a comunidade, também é moderada por um sujeito que sempre desdenhou da cena independente, que zoava sem dó o grupo cuiabano Macaco Bong por causa do nome da banda e que hoje, quando o MB é reconhecido como um dos grandes nomes do novo e emergente rock brasileiro, o mesmo babaca lambe os bagos do trio instrumental até eles caírem no chão. E mesmo sempre tendo achincalhado sem dó a indie scene nacional, agora se beneficia da sua "amizade" com certa casta de produtores dos festivais independentes brazucas - todos eles filiados à Abrafin, que hoje tem este blog como sua "inimiga" em certos aspectos - pra ir arrotar sua arrogância em festivais, convidado que é a ir neles com tudo pago talvez porque o escreve para a decadente revista Bravo, seja "curador" da rede Oi FM e "modere" a "importantíssima" comunidade da extinta revista Bizz. Wow!!!. E é esta certeza que move e continuará movendo sempre estas linhas zappers a continuar fazendo seu trabalho, a continuar escrevendo sobre cultura pop e rock independente, daqui e de fora. Não é mole: Zap'n'roll, prestes a completar seis anos de existência virtual (em novembro próximo) continua amando o que faz. Amando tanto que solta este último post da distante Macapá, falando do XX, do Muse e... da cena rock macapaense. É isso aê!
* Não conseguiu comprar os ingressos para ir no show very exclusive do Franz Ferdinand no próximo dia 30 de setembro, na boate The Week, em Sampa? Esqueça: mesmo custando a "bagatela" de 260 pilas cada, os tickets se esgotaram ontem. Em menos de quinze minutos.
* Qual a solução agora? Tentar ganhar uns dos 150 pares de convites que estão sendo sorteados no site oficial da vodka Smirnoff (www.smirnoff.com.br) ou, ainda, tentar um dos dois ingressos que serão sorteados pela "prima rica" de Zap'n'roll. Quem? Ora, a sempre descolada e amada (sem zoação, hihi) Popload, claaaaaro!
* Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, ambos amigos de Zap'n'roll há séculos, estão pensando em reativar a Legião Urbana, o maior grupo brasileiro dos anos 80' e do qual a dupla fez parte, junto com o inesquecível Renato Russo, que morreu há treze anos. Mas reformar a Legião sem... Russo nos vocais? Complicado, hein... De qualquer forma a "nova" Legião já está com show agendado para o festival Porão do Rock, que acontece em Brasília neste final de semana (confira a programação completa do Porão logo mais aí embaixo). A idéia é que cada faixa do clássico repertório do grupo seja cantada por um vocalista diferente. O blog, embora tenha o maior carinho e consideração do mundo por Dado e Bonfá, considera a parada um tanto temerária, visto que todo mundo sabe que a alma da banda era mesmo Renato Russo. Enfim, só vendo o resultado do show pra comentar depois...
* O primeiro single do vindouro primeiro disco solo de Julian Casablancas (e que tem lançamento marcado para novembro) se chama "11th Dimension" e já pode ser ouvida no MySpace do vocalista dos Strokes.
* O ROCK QUE ROLA EM MACAPÁ - Há quase um mês "morando" provisoriamente na quente (em termos de temperatura e também de agitos) capital do Amapá, Zap'n'roll já deu uma boa sacada na cena rocker emergente da cidade, que fervilha com bandas novas, bares dedicados à turma que curte guitarras em volume alto e que conta com um coletivo, o Palafita, que procura estruturar eventos e agitos ligados à cultura musical alternativa local. Ontem mesmo o blog participou, no simpático e acochegante bar Espaço Aberto, de uma reunião do Palafita, coordenada pelo músico Otto Ramos, onde foram definidas ações e estratégias que irão monitorar os próximos eventos produzidos pelo Palafita. Entre estes eventos está a segunda edição do festival Quebra-Mar, que irá acontecer no belíssimo espaço do Forte De São José (um dos pontos turísticos mais bacanas de Macapá, na orla do rio Amazonas) nos dias 7 e 8 de novembro próximo, sendo que um dos grupos já fechados para tocar no festival é o lendário e gigante hardcore Ratos Do Porão - ainda negocia-se a vinda dos paulistanos Haxixins, do mineiro Porcas Borboletas e do cuiabano (hoje radicado em Sampa) Vanguart. Fora que o festival também vai dar espaço às dezenas de bandas que agitam a cidade. São grupos que compõem um mosaico sonoro multifacetado e extremamente abrangente, indo do ótimo indie rock do Godzilla (banda que fez um show cheio de esporro e energia sonora semana passada, no bar Liverpool, onde o blog estava, sendo que a turma já conta com um fã ilustre, o graaaaande jornalista e amigão destas linhas rockers, Alex Antunes) ao hardcore do SPS12 (grupo de moleques aguerridos que irá representar Macapá no festival acriano Varadouro, semana que vem), que inclusive toca hoje à noite no mesmo Espaço Aberto (e Zap'n'roll estará por lá, claaaaaro!). Tem também o caldeirão sonoro do já mega conhecido Mini Box Lunar, do qual Otto faz parte, que abarca em seu som eflúvios de mpb, tropicalismo, rock rural e psicodelia, com boas e lúdicas/abstratas letras em português (cantadas pela bela dupla de vocalistas Luana e Jennifer), resultando num trabalho que encantaria a "intelligentsia" do jornalismo rock sudestino (não é à toa que a Mini Box já foi destacada em matéria na Rolling Stone Brasil, em texto também assinado pelo querido Lex Lilith Antunes). Tem o Stereovitrola, que acaba de lançar seu novo álbum e que é um dos nomes mais veteranos e profissionais do rock macapaense, tem bandas de metal porrada (Amaurose e Profetika), tem as que prestam vassalagem ao grande rock BR dos 80' (como a De Grau Norte, que lembra demais Legião Urbana nas melodias e nos vocais), enfim, uma cena realmente bacana e que não fica devendo nada ao rock que se faz em outros rincões brazucas. "Só o coletivo Palafita engloba 17 grupos", contabiliza Otto. "E outros vinte e dois enviaram material para o processo seletivo que irá definir as bandas locais que irão tocar no Quebra-Mar", diz ele. Ou seja, trata-se de um pessoal que trabalha mesmo em prol do crescimento do rock'n'roll na capital do Amapá. E mesmo voltando a Sampa na próxima segunda-feira, Zap'n'roll ainda irá voltar a falar da cena musical da cidade. E talvez vá mesmo até o Quebra-Mar, para reportá-lo de perto, no blog. Quem sabe?
* E vamos nelson com XX, Muse e o caralho a quatro!
Mini Box Lunar: o grande nome do rock que rola na capital do Amapá
O MUSE SE MANTÉM "RESISTENTE"
Por Rudja Catrine, especial para Zap'n'roll
O Muse, como muitas outras, é uma banda britânica. Isso já diz muita coisa, já que sempre espero ouvir coisas boas vindo desses lados do planeta. Mas se você espera ouvir um rockinho indie alternativo, vai se decepcionar ou se surpreender. Muse é diferente de tudo que já foi feito. E isso não é exagero! Eles conseguem misturar vários estilos num só e criar um som de qualidade, fodão pra dizer a verdade. A mistura é indie, progressivo, eletrônico, clássica (eles usam pianos de uma maneira genial) e até uns toques de metal (a banda já admitiu que admira muito o Dream Theater, que aliás já citou também o Muse como forte influência no seu mais recente trabalho). Distorções, efeitos, bateria incrivelmente encaixada... o baixo? Genial. E olha que o baixista era baterista quando entrou na banda e teve que aprender a tocar o atual instrumento. Aprendeu muito bem por sinal... enfim. A banda é Matt Bellamy (vocal, piano e guitarra), Dominic Howard (percussão e bateria) e Cris Wolstenholme (baixo, teclado e segunda voz). E esse trio faz mágica no palco! Matt sita Hendrix e Tom Morelo como suas grandes influências, o que é bem perceptível no segundo álbum, Origin of Symmetry. Aliás, o muse tem 5 álbuns de estúdio lançados, Showbiz (1999), o já citado Origino f Symmetry (2001), Absolution (2003) que na minha opinião é o melhor deles, e por último antes desse novo lançamento que resenho aí em baixo pra vocês, o Black Holes and Revelations (2006). Claro que o quinto é o The Resistance. Todo mundo sabia que seria uma tarefa difícil lançar algo melhor que e Black Holes and Revelations, e realmente foi. O que o Muse tentou fazer, foi um álbum clássico, sinfônico, grandes músicas, quase monumentais. Uma mistura (maior?) de sonoridades, pianos, tambores, solos nitidamente copiados do Queen e um ar de grandeza. Eles quase soam arrogantes, quase! Mas não chegam a ser.
Foi lançado oficialmente no dia 15/09 nos Estados Unidos e alcançou o primeiro lugar no iTunes, coisa que nunca tinha acontecido com nenhum outro trabalho deles. O álbum, claro, já caiu na rede há mais ou menos umas duas semanas e divide opiniões. Uns dizem que é genial, outros dizem que é totalmente sem criatividade. Bom... da primeira vez que ouvi, confesso que achei horrendo, mas na segunda vez, consegui ver muita coisa, ou ouvir.
Logo de cara, a impressão é que a primeira faixa “Uprising” parece demais com a "Knights of Cydonia", a parte do coral, a frase “they will not control us” lembra a “you and i must fight to survive”, mas ela abre bem o disco, lembrando que é sim, o bom e velho Muse. A segunda, "Resistance" é linda. Para corações apaixonados... o Matt se supera cantando ela. Da pra sentir a música, a força do que ele ta cantando, o que ele faz muito bem aliás. Simplesmente lindinha, apesar de o comecinho lembrar muito aquela mega brega “voyage voyage” de tempos passados. Aí o disco parece que vai começar a cair, com a pop "Undisclosed Desires" que mais parece um cover da Britney Spears, fala sério... nada me agrada nessa música. O que salva mas nem tanto, ainda é o vocal do Matt que mais uma vez arrebenta tudo e encanta pela sua sensibilidade. É então que começa o que eu chamo de “mutação Muse”. Sem avisar, sem preparar eles surpreendem com a exótica "United States os Eurasia". Ela começa com uma sonoridade clássica... pianinho, aquela suavidade... e de repente, vira um Queen totalmente sem vergonha! É Queen sim! Sem dúvida nenhuma, e acho que era pra ser evidente mesmo. Pra completar, a música toma um tom meio oriental que te leva até um templo dos tempos da dinastia Ming. Ela é pomposa e linda,. os sons usados, pianos, cordas, metais, percussão... tudo se encaixa perfeitamente e vira quase uma sinfonia. Voltando ao bom e velho Muse, chega a faixa numero 6, "Unnatural Selection" que é totalmente a cara deles. Poderia estar em qualquer um dos álbuns anteriores que não faria menor diferença. Não surpreende, não traz nada de novo mas é boa. É bem o que eu esperava ouvir deles. Em um certo momento parece até que estou ouvindo “Feeling Good”, e ainda termina parecendo mais uma vez, Queen. A sétima e a oitava são tão diferentes que não parecem ser da mesma banda.

A capa do novo cd do Muse
"MK Ultra" é um típico rock, nada de mais.. não impressiona ninguém, só tem um solinho gostoso no final, que de muse não tem nada. E a 8º "I Belong to You+Mon cœur s'ouvre à ta voix ". Bonito título, mega brega e romantico ao extremo. Mon cœur s'ouvre à ta voix é um verso popular da ópera Samson er Dalila, em francês, claro. É eletroniquinha, tipo electrorock chatinho sabe? É a piorzinha do álbum e claro que eu não gostei nada né. Agora... chega o grande momento, o ápice, a epifania, o êxtase, o gozo!! A monumental "Exogenesis: Symphony". Como o nome já diz, é uma sinfonia dividida em três parte: Part I (Overture)", Part II (Cross Pollination) e Part III (Redemption). Ela lembra demais aquelas óperas, sinfonias, que tocavam nos filmes antigos sabe? Aquela coisa grandiosa... e é isso que ela é. Completa, chega a ter 12:51 min. E não cansa... pode ouvir tranqüilo que se você tiver um mínimo de noção, vai achar maravilhosa. Pode não curtir, mas tem que admitir que ela é extremamente bem feita, meticulosamente trabalhada, cada instrumento em seu lugar, cada sonzinho cuidadosamente encaixado para formar essa maravilha que ela se tornou. De longe, a melhor faixa do álbum, o ponto alto.
Finalizando, de um modo geral é um trabalho totalmente diferente dos outros. Apesar de manter a identidade, o Muse arriscou, buscou novas inspirações e novas sonoridades. E acho que deu muito certo. Apesar de cada música ser totalmente diferente da outra, tudo acaba se encaixando e fazendo muito sentido. É um álbum bonito, bem feito e prazeroso de ser ouvido. O Muse continua sendo, na minha opinião, uma das melhores bandas da atualidade
MERGULHO INDIE EM BRUMAS ONÍRICAS
Apenas quatro anos de existência. Um disco lançado (com o mesmo nome do grupo), onze faixas, menos de quarenta minutos de música e a consagração no último festival de Reading, realizado há duas semanas na Inglaterra. Na Velha Ilha não se fala em outra coisa, em se tratando de rock: o quarteto XX, surgido em Londres, em 2005, é a bola da vez por lá. E não sem motivo: o disco é mesmo bom pra cacete e é oque Zap'n'roll mais ouviu em sua última semana na capital do Amapá.
É uma sonoridade suave, doce, bucólica e algo melancólica às vezes. Melodias oníricas, engendradas por guitarras esparsas e de frases
econômicas (sem muitos solos ou distorções) projetam luzes, sombras e ambiências contemplativas em quem ouve o disco. Os vocais masculino e feminino, divididos entre Romy Croft e Baria Qureshi, são invariavelmente dolentes - sussurrados muitas vezes. É como se, ao ouvir as canções, você se sentisse em Londres em algum momento do final dos anos 80'/início dos 90', e caminhasse por ruas escuras e gélidas de madrugada, de capotão preto, tomando doses de whisky barato e pensando que o tempo poderia parar naquele instante e nunca mais avançar, tal como Dorian Gray almejava a eterna juventunde enquanto sua imagem em uma tela conspurcada pela degradação moral, definhava.

O disco de estréia do XX fez a crítica babar pela banda
Onze músicas, onze momentos de plena satisfação e espasmos de onirismo querendo se imiscuir na alma. Da faixa instrumental que abre o álbum, assando pela dolência de "Islands", pelos eflúvios de Portishead em "Fantasy" (com seus vocais estranhos, processados em eco), pelas timbragens pós-punk de "Shelter", e até chegar às sombrias emanações
oitentistas de "Basic Space" e "Infinity", o disco de estréia do quarteto (que ainda é completado por Oliver Sim e Jamie Smith) mostra que o XX resgata com prazer e perfeição a musicalidade de um tempo em que o rock inglês tornava nossa existência menos dolorosa. Pode ser a trilha de dias plúmbeos e madrugadas solitárias regadas a álcool, frio, chuva e leve tristeza perpassando a alma. Tudo o que você almeja é ter alguém do seu lado. E como esse alguém não surge, você altera seus sentidos ao som do XX.
Todas as mídias que importam lá fora (The Times, Guardian, NME, Pitchfork), babaram com o álbum que, óbvio, não será lançado no Brasil (lá fora, ele saiu pelo graaaaande e lendário Rough Trade, o que poderia levar a Warner a editá-lo aqui, caso ela não fosse tão obtusa). Mas quem se importa com isso nos dias de hoje, quando o cd está dando sopa na web, a apenas um clic da sua mão? Então vá atrás do XX. Vale à pena, com certeza.
Para saber mais sobre a banda: www.myspace.com/thexx
É TEMPO DE FESTIVAIS - PORÃO DO ROCK
Rola neste finde em Brasília mais uma edição do mega Porão do Rock, um dos maiores festivais do calendário anual brasileiro. Vai estar por lá? Então se joga no Porão, porque a entrada é de grátis (hihi) e a programação é essa aí embaixo:
Sábado
Palco Principal, a partir das 16h
Super Stereo Surf
El Mato a un Policia Motorizado
Orgânica
Cachorro Grande
Ludov
Elffus
Black Drawing Chalks
Eagles of Death Metal
Mugo
Mindflow
Angra
Dynahead
Sepultura
Palco Pílulas, a partir das 18h30
Scania
Di Boresti
Rocan
Melda
Belle
Superquadra
Watson
The Pro
Domingo
Palco Principal, a partir das 16h
Cabeloduro
Fallen Angel / Dungeon
Detrito Federal
Paralamas do Sucesso
Plebe Rude
Escola de Escândalo
Legião Urbana
M. Roots
Little Quail & the Mad Birds
Raimundos
Rafael Cury & the Booze Bros
Móveis Coloniais de Acaju
Palco Pílulas, a partir das 18h30
Cassino Supernova
Na Lata
Soatá
Trampa
Kanela Seka
Bootlegs
Blazing Dog
Porão do Rock
19 e 20/9, às 16h
Esplanada dos Ministérios - Eixo Monumental Leste - Brasília
Mais sobre o festival, vai lá: www.poraodorock.com.br
BOMBA! SACANEARAM COM A NOVA REVISTA MOVIE!
Um dos episódios mais absurdos do jornalismo cultural paulistano que este blog viu nos últimos séculos acaba de vir à tona. Está indo para as bancas a primeira edição da revista Movie, que inclusive foi comentada aqui alguns posts atrás. Focando seu conteúdo editorial em cinema, novas mídias e tecnologias, a Movie é dirigida pelo querido chapa e brother de anos destas linhas zappers, o André Forastieri, um dos nomes mais lendários do jornalismo dedicado à cultura pop no Brasil, nos anos 90'. Forasta (como é carinhosamente conhecido) foi editor do Folhateen (da FolhaSP), comandou a redação da extinta Bizz numa das melhores fases da publicação, criou a revista General (que durou pouco mas marcou época no jornalismo pop), foi um dos fundadores da editora Conrad e muuuuuitos etcs. Ou seja, o currículo dele é realmente FODAÇO.
Aí, o que aconteceu? Forastieri, com o coração bom que o Grande lá em cima lhe deu, acolheu na redação da Movie uma das figuras mais desagradáveis do jornalismo paulistano. A saber: ele era editor da falida revista Set. Foi demitido dela há alguns meses (e a Set acabou fechando e agora está de volta, publicada por uma editora carioca). Forasta lhe estendeu a mão e o convidou a ser editor especial da Movie. Como tal, ele foi pros EUA fazer uma série de entrevistas para a primeira edição da revista, inclusive com o ator Brad Pitt, que será a capa da primeira edição da Movie. E agora, o mais inacreditável: além de ter voltado para a Set (até aí, direito do cara, ele faz o que acha que mais lhe convém como "profissional" da sua área), o cara ainda levou para a concorrente boa parte do material que ele havia produzido para a Movie, sendo que ele foi PAGO para produzir este material. A capa da primeira edição da rediviva Set também é Brad Pitt.
E Zap'n'roll resolveu abordar o episódio porque o considera absurdo demais, um péssimo exemplo praticado por um cara que já cansou de tentar achincalhar o autor deste blog em público (leia-se o horrendo Orkut) e que graça em certa parcela do jornalismo de variedades que se faz em São Paulo e, por extensão, no Brasil. Justo o jornalismo, uma profissão onde ter conduta moral e ética irrepreensível deveria ser OBRIGAÇÃO número um do profissional, e não uma exceção como acontece nos dias atuais.Estas linhas zappers enviam, daqui, seu total apoio ao Forasta. E aproveitam para reproduzir aqui o que o editor-chefe da Movie disse em seu próprio blog (o ótimo blog homônimo que ele assina em http://andreforastieri.uol.com.br/ ). Tirem suas próprias conclusões!
Capa da primeira edição da Movie, a nova revista de cinema. Com certeza bem melhor do que a Set
"Sobre coincidência, concorrência e confiança(por André Forastieri)Me perguntam sobre a capa de MOVIE nº 1, Brad Pitt e Bastardos Inglórios, e a de SET, mesmo tema.Não, não é coincidência.A capa a MOVIE foi decidida 45 dias atrás. E informada neste blog faz uns dez dias, numa promoçãozinha.A capa de SET, soubemos faz dois dias. Foi uma surpresa muito, muito desagradável.Agora, a surpresa maior: metade da matéria de capa de MOVIE foi escrita por… Roberto Sadovski.A pauta foi combinada no período antes dele voltar à SET. Em que atuou como editor especial da MOVIE. Inclusive, nos representando na San Diego Comic Con. Recebendo até um adiantamento em dólar para poder viajar. Lá, fez diversas entrevistas com diretores e artistas para MOVIE. Que até hoje, quase dois meses depois, não entregou e não entregará.Quando Roberto foi convocado para esta mais recente encarnação da SET, conversamos. Firmamos o compromisso que como a capa de MOVIE era Pitt / Bastardos Inglórios, a capa de SET seria Crespúsculo: Lua Nova ou outra coisa qualquer, menos Brad Pitt. Foi combinado assim. Porque era a coisa certa a fazer eticamente. Porque era melhor do ponto de vista comercial. Porque como editor especial de MOVIE, Sadovski tinha informação reservada a respeito do conteúdo editorial e plano de lançamento da revista.Confiei que assim seria feito. Afinal, nos conhecemos faz catorze anos. E quando Sadovski foi demitido da SET, fui o único a lhe dar um voto de confiança.O compromisso não foi mantido.Por um lado, é ruim.Por outro lado, é ótimo para o leitor e para o mercado anunciante.Porque as revistas só são similares no tema da capa. No restante, são muito diferentes. A similaridade vai forçar a comparação.Comparem MOVIE e SET. Comparem as revistas, comparem os sites, comparem as chamadas de capa, comparem o acabamento, o papel, o design, os colaboradores e as atitudes. Acho que você vai concluir que MOVIE é tão concorrente de SET quanto da Sci-Fi News, da Revista de Cinema, da Bravo, da Cult, da Contigo e da Rolling Stone. São coisas muito, muito diversas.No final, o que importa é como você se sente sobre as revistas.E quanto você sente que pode confiar nas pessoas que as fazem".
--------------------
PARANDO AQUI - NO FINDE TEM MAIS...
Entonces, blogão já de volta à Sampalândia, após um mês no extremo norte brasileiro. Muita coisa pra por em dia, muitas paradas pra resolver, cds pra ouvir etc, etc, etc. Então o post fica por aqui mesmo. Mas fica frio aê (aliás, friozinho gostoso em Sampa, no começo da primavera, no?) que no finde, entre quinta-feira e sextona, voltamos às transmissões normais por aqui, com algumas bombas e ingressos pruns festivais que irão agitar a capital paulista em novembro.
É isso. O zapper apaixonado está feliz por retornar ao "centro do mundo" (rsrs), mas com o coração mega apertado por estar novamente muuuuito longe do amor da sua vida, a Rudja. Mas logo menos o autor destas linhas bloggers e sua deusa francesa irão se encontrar novamente. Enquanto isso não acontece, não mude de blog: fique sempre conosco pois cultura pop é aqui, o resto é bobagem.
Até!
(finalizado por Finatti em 22/09/2009, às 2:30hs.)
30-10-2009
22-10-2009
16-10-2009
8-10-2009
7-10-2009