Dynamite

Esta noite: Kapranos, Franz e o VMB

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O centro do mundo é aqui!

Pelo menos por hoje. E ao menos no rock’n’roll indie planetário e brazuca, que chacoalha nosso cotidiano por vezes modorrento. E não? O amado Franz Fredinand já alucinou ontem Sampalândia, com show very exclusive na The Week para poucos e sortudos (e, yep, o blogon não estava lá, pois está aqui, diante da tela do micro, escrevendo este post que você começa a ler agora, já na alta e fria madrugada de quinta-feira. E também não fuomos lá porque a enfiação de pé na lama seria grotesca e o zapper doidon estaria fora de combate para ir no festaço em que ele vai hoje, logo menos à noite). O mesmo FF que acaba de anunciar suas quatro datas da Brazil tour 2010, que rola aqui em março do ano que vem, óbvio. E o mesmo FF que, hoje à noite, volta aos palcos paulistanos para tocar umas duas (ou mais, será que rola mais?) músicas na mega festa de premiação do VMB2009, da MTV. Uma premiação a qual Zap’n’roll estará presente, na platéia (é a primeira vez que o blog vai lá, na platéia, pois nas edições anteriores o autor destas linhas rockers sempre ficava confinado na sala de imprensa,m junto com seus colegas de trampo, já que jornalistas "normais", e não popstars como o sujeito aqui, hihi, não podem assistir a premiação da platéia, sendo obrigados a acompanhar tudo em um telão na saleta de imprensa), e onde poderá sentir bem melhor como será o clima do VMB deste ano. Um VMB que recupera o espaço que o rock estava perdendo na grade da MTV brasileira e, mais do que isso, insere de forma espetacular o novo e emergente rock independente nacional na premiação, já que dezenas de ótimas bandas estão concorrendo em todas as categorias, em pé de igualdade com os mega astros do que ainda resta do podre mainstream musical brazuca. Por isso mesmo estarão por lá, também na platéia, torcendo para serem chamados ao palco pra ganhar algum troféu, o povo do Pública, do Vanguart, do Macaco Bong, do Pata De Elefante, do Hurtmold, do Holger etc, etc, etc. E o Franz Ferdinand também estará lá, e o blogão campeão ídem. Portanto, esse lugar aqui é mesmo, hoje, o centro do mundo. Bien, contamos mais sobre isso (e também sobre muitas outras coisas) daqui a pouco, neste post que está apenas começando, com o VMB, os ingressos que o blog está colocando na roda pro Planeta Terra e muuuuuito mais. Colaê então que logo menos tem mais! Até já

* Bão, e parada só esquenta até março do ano que vem, no? Além dos shows do FF no Brasil (em Porto Alegre no dia 18/3, depois Rio De Janeiro no dia 19, Brasília dia 21 e Sampa dia 23), você já está sabendo que o querido Coldplay volta pra cá também no mesmo mês, tocando antes dia 28 de fevereiro no Rio (na Apoteose) e dia 2/3 em Sampalândia (no estádio do Morumbi). Alguém poderia convidar o Joe Mallatriani abrir os shows, né? Será que ele topa? Hihi.

* E Vaconna, ops, Madonna, declarou em entrevista a um programa de tv americano que não pretende mais se casar novamente, apesar de continuar o namoro com o Jesus Luz. "Prefiro ser atropelada por um trem", disse a loura cinquentona mas ainda gostosa, sobre a possibilidade de se casar novamente.

* A notícia chata da semana: o quarteto mineiro Carolina Diz decidiu encerrar atividades. Era uma das bandas preferidas destas linhas zappers, com suas canções cheias de variação melódica e no andamento, e as letras repletas de poesia abstrata. O comunicado anunciando o fim da banda veio pelo Orkut. É uma pena, mesmo. RIP Carolina.

* Entonces, vive-se especulando muito sobre uma possível volta (ou reunião temporária) do inesquecível Stone Roses, que foi a banda inglesa do final dos 80’/início dos 90’. Com seu indie guitar dance fodástico de melodias perfeitas e canções arrebatadoras, o SR chegou a ser eleito pela crítica britânica como o único herdeiro possível dos inesquecíveis e insubstituíveis Smiths. O primeiro disco do grupo, homônimo e com uma laranja na capa, já foi muito comentado aqui e é, seguramente, um dos vinte melhores álbuns de toda a história do rock. Anyway, se Ian Brown, John Squire, Mani e Reni vão se reunir novamente é um mistério. Mas Ian Brown, ao menos, continua na ativa e acaba de lançar seu novo álbum solo, batizado "My Way". Já é o sexto disco individual do cara que um dia comandou os vocais da "maior banda de rock da Inglaterra nos anos 90’", e ganhou nota 8 da NME, por exemplo. O blog está de olho (ou ouvidos) no dito cujo e logo menos fala mais sobre ele aqui.

* E bamos pro Franz e pro VMB, no?

A NOITE DE GALA DO INDIE POP/ROCK

O sujeito aqui já esteve em muitos VMB’s. Se lembra bem do primeiro deles, quando a premiação anual master da MTV foi realizada no Memorial da América Latina, em 1995 (e nem vai contar aqui que durante a festa após a premiação, o zapper deu uma "escapada" pra um canto mais "deserto" do Memorial, onde foi gulosamente "chupado" por uma amiga com quem ele estava de rolo, até que o gozo jorrou farto na boca da garota, bem no momento em que um segurança chegava pra dizer que "não podíamos fazer aquele tipo de coisa ali", hihi. Nem vamos contar detalhes disso pra não reclamarem que o blog fala apenas em putarias rockers, rsrs).

De lá pra cá, muita coisa mudou no VMB. A premiação foi aumentando ano a ano, a festa mudou de endereço (agora é realizada no Credicard Hall) e em 2009 está com um número recorde de categorias. E nesses quase quinze anos de existência, houveram dezenas de fatos pitorescos durante o evento, como o esporro que mano Caetano deu na produção da festa (que é sempre transmitida ao vivo), porque seu microfone não queria funcionar quando ele foi cantar com David Byrne. Ou o vexame que os ingleses do Bloc Party deram na edição do ano passado, quando se apresentaram no palco fazendo playback. Fora que o VMB2008 chegou ao fundo do poço em termos de chatice e má qualidade artistica nas indicações. Tanto que o blog nem fez questão de aparecer por lá.

Mas este ano o VMB parece que vai recuperar seus dias de glória. Como já foi dito aqui, há novas e bacanas categorias (como música instrumental, onde concorrem bandas fodaças como Hurtmold, Pata De Elefante e Macaco Bong), outras mais bizarras (como blog do ano e twitter do ano), e a indie scene tomou de assalto de vez a premiação, com bandas e artistas disputando os troféus em diversas categorias e de igual para igual com o que ainda resta de artistas "mega" neste país. E vai ter também o Franz Ferdinand – tocando sem playback, espera-se.

E Zap’n’roll resolveu ir lá novamente, claro. O blog estará por lá hoje à noite, pela primeira vez na platéia (onde o clima é sempre mais hot do que na sala de imprensa). E depois irá varar a madrugada na sempre badalada festa pós-premiação, onde o povo se entope de Red Label, vodka Skyy, energético, breja, salgados e sandubinhas variados e algumas drugs também, já que elas nunca faltam nessas ocasiões, rsrs.

Depois a gente conta aqui como foi, ok?

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Filme: estréia nessa sextona (mais conhecida como amanhã), o aguardado "Salve geral", dirigido por Sérgio Rezende e que relata, misturando fixão e realidade, o período em que São Paulo parou durante uma semana, em 2006, em decorrência dos atentados promovidos pelo PCC. Tem a Andréia Beltrão e deve ser bacanão. A conferir.

* Disco: o novo do ex-Stone Roses Ian Brown, "My Way".

* Baladas: a principal delas é a que vai rolar na chopperia do Sesc Pompéia, em Sampa (na rua Clélia, 93, Pompéia, zona oeste paulistana), onde no finde acontece a Mostra Dynamite de Música Independente. Showzaços de Instiga, Seychelles e Rock Rocket no sabadón, e R. Sigma, Lucy & The Popsonics e Rádio de Outono no domingo. Imperdível, às nove da noite no sábado, e oito no domingo.///E na Outs (rua Augusta, 486, centrão rocker de Sampa, e sempre o melhor bar de rock alternativo de Sampalândia), tem showzaço dos gaúchos do Pública, que acabam de ganhar o VMB2009, na categoria "melhor grupo alternativo", uhú!!! Cola lá que o blogon agora vai se mandar pro Credicard Hall, pra assistir in loco o restante da premiação.

PLANETA TERRA NA FAIXA!!!

A batalha já está sanguinolenta no hfinatti@gmail.com. vai lá, voando, que estão em sorteio INGRESSOS NA FAIXA pra terceira edição do mega festival que vai abalar Sampa no dia 7 de novembro, no PlayCenter, com Primal Scream, Sonic Youth, o deus Iggy Pop, Maximo Park, Ting Tings etc. Vai perder?

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E TCHAUZES!!!

Blogon na correria por causa do VMB. Se pans, no sabadón entra um pos extra comentando a festa – se o sujeito aqui sobreviver a ela.

Mega beijo na Natália beuda (que vibrou junto com o zapper, com a vitória do Pública) e, sempre, na amada Rudja Catrine.

Fuomos!

(finalizado por Finatti às 19:30hs.)

Psicodelia e folkismo made in(die) Brazil (plus: Fotograma, Planeta Terra e aqueles tickets na faixa pro festival, uhú!)(versão final em 27/09/2009)

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A macapaense MIni Box Lunar: psicodélica, viajandona e muito boa! 

Exato.

Matizes psicodélicos e nuances folk alegram os ouvidos do blogger rocker enquanto ele começa a teclar o post deste finde, já na alta madrugada de sexta-feira, em que a temperatura continua agradabilíssima em Sampa, para um começo de primavera que ameaçava ser tórrido. O primeiro post após a volta do extremo norte brasileiro, onde o calor quase nunca dá trégua. Mas é lá desse extremo norte sempre castigado pelo calor que Zap’n’roll trouxe na bagagem um cdzinho de seis faixas fodonas, lindas e geniais em sua concepção sonora. É o EP de estréia da banda macapaense Mini Box Lunar, que já foi comentada no post anterior, será neste também (no tópico principal do post) e em muitas vezes daqui pra frente. Yep, porque a Mini Box talvez seja a banda da nova indie scene nacional que este blog mais pirou ao ouvir, desde que descobriu o graaaaade Vanguart em Cuiabá, há quase cinco anos. A MBL, lá do distante Amapá, prova que hoje não existe mais fronteira para se fazer ótimo rock independente no Brasil. Na contra-mão de um regionalismo musical que pode ser tão bacana (por preservar o melhor das tradições culturais locais) quanto caduco e mala (por não admitir a absorção de outras influências musicais que não as ditadas pela produção artística "oficial"), o grupo respira psicodelia, Beatles, Tropicalismo e Mutantes por todos os seus poros. Enlouqueceu tanto estas linhas rockers virtuais quanto o pop folk dos paulistanos do Fotograma que, com suas delicadas texturas melódicas e um dolente e sauve vocal feminino, já está comentadíssimo na blogosfera de cultura pop. Entáo, neste post, vamos esquecer um pouco de bandas indies gringas, sejam elas mega ou obscuras. E vamos esquecer também um pouco de ficar especulando sobre quem vem ou não tocar aqui. E parar um pouco de fazer como outros blogs, que adoram repetir ad infinitum qual é o último hype do rock inglês ou americano. Vamos fazer o que sempre fizemos muito bem nos últimos seis anos (bem antes de aventureiros e aventureiras que se metem vergonhosamente a escrever sobre o que nada sabem): voltar nosso olhar para o indie rock brazuca que, não raras vezes, produz maravilhas como a Mini Box Lunar e o Fotograma. Vai lendo aí embaixo. E seja bem-vindo ao mundo das duas bandas.

* Mas antes das boas novas na indie scene nacional... quinta-feira negra a de ontem, oxe. Explosão em Santo André (no ABC paulista), embaixada brasileira em Honduras ainda sitiada... o que mais falta acontecer? Medo, brrrrr...

* Medo II: enquanto o mega festival Planeta Terra terá dez atrações supimpas (ainda mais agora que confirmaram pra valer a presença do godfather do punk, ele mesmo, mr. Iggy Pop em pessoa) e cobrará do público que quiser assistir ao shows a bagatela de 170 pilas, o ingresso mais barato pra gig do AC/DC, também em novembro (no dia 27), será R$ 150,00. A pista sairá por R$ 250,00. Fazendo as contas: quem for em tudo que vai rolar em Sampa em novembro, em termos de shows gringos de rock, vai gastar no mínimo uns 520 mangos (The Killers: 200; Terra: 170; AC/DC: mais 150; e não estamos incluindo aqui o Maquinaria, que vai ser na mesma noite do Terra. Mas se alguém optar pelo outro festival, vai dar na mesma, em termos de gastos). Ou seja: prepare o seu pobre bolso.

* É a terceira vez que Iggy Pop vem ao Brasil. A primeira foi há mais de vinte anos, no extinto ProjetoSP (na Barra Funda), em 1988, quando ele veio até aqui a bordo da tour do álbum "Instinct". O disco era meia-boca mas o show foi um escândalo e até o velho chapa Luiz Calanca, que passou semanas antes da gig dizendo que ela ia ser uma merda, saiu do local babando. Zap’n’roll estava lá, claaaaaro, e além de ter ficado louco com o que viu/ouviu, ainda conheceu uma xoxotaça negra de quinze aninhos de idade (mas que aparentava um pouco mais, já que a garota era alta e gostosona) e acabou a noite com ela... A figura em questão era... "virgin" (e deixou de ser, naquela noite), e durante anos foi um "affair" delicioso na vida do blogger rocker, com quem ele teve zilhões de fodas fantásticas. Hoje Cíntia (o nome dela) está casada e há muito o blog não fala com ela, mesmo porque o autor destas linhas online agora é um tiozão sério, comportado e completamente apaixonado pela sua girlfriend. Mas boas recordações daquela noite, enfim. E recordar não é crime, no?

 

Esse velhote maluco e punk vai botar pra foder mais uma vez em Sampa! 

* Depois, James Osterberg (quem?) apareceu novamente aqui em 2005, no festival Claro Que É Rock, realizado na malfadada Chácara do Jockey, em Sampa. Foi na mesma noite em que tocaram também Sonic Youth (que também vai estar no Planeta Terra), Flaming Lips (que está de disco novo, mas que é uma banda, digamos, superestimada demais pro gosto do sujeito aqui), Nine Inch Nails etc. Era aniversário do zapper doidon. E ele recebeu de presente um beijo na boca da lindaça Mia (onde andará ela?), e assistiu outro esporro de Iggy no palco, onde ele e os Stooges tocaram apenas faixas dos dois primeiros e clássicos álbuns da banda. Agora, no PT2009, será a vez de o grupo tocar na íntegra o insuperável "Raw Power", que foi lançado em 1973. Moral da história: com Primal Scream, Sonic Youth, Iggy Pop, Maximo Park e Ting Tings em seu line up, o Terra está começando a ganhar a "batalha dos festivais" do dia 7 de novembro, contra o não menos fodástico Maquinaria que também continua com artilharia pesada, encabeçada pelo Faith No More e pelo Jane’s Addiction. E falando em JA, Perry Farrell já mandou avisar: vai trazer o Lollapalooza para o Brasil. Wow!

* Um novo "clássico" do velho punk Iggy Pop aí embaixo, pra você ter uma noção do que te aguarda no PT:

"King Of The Dogs" – Iggy Pop ao vivo

* Lily Allen, que acabou de tocar no Brasil, afirmou no seu blog que vai desistir da sua carreira musical. Este blog duvida disso.

* A NOVA EDIÇÃO DA VICE E A MORTE DO JORNALISMO COMO O CONHECEMOS – Entonces, eis que caiu nas mãos do blogon a terceira edição da Vice Brasil. Mais de cem páginas, lombada quadrada, a revista continua com um visual ousado e arrojado, projeto editorial moderno e pra lá de bacana mas... Zap’n’roll sente algo estranho no ar em relação à publicação. E acha, sinceramente, que ela poderá não durar muito tempo em terras brazucas. Motivos para estas linhas zappers pensarem desta forma não faltam. Por exemplo: a nova edição praticamente não possui material editorial produzido aqui mesmo (com a provável exceção da matéria "Sangue de Osasco", sobre o escritor de horror André Vianco, nascido na cidade da Grande São Paulo). Ok, há matérias bem interessantes ali, mas cansa ler apenas reportagens que não dizem respeito ao universo cultural pop daqui (e não vai aí nenhuma xenofobia ou patriotismo editorial babaca em nossa afirmação). Fora que a revista está com pouquíssima receita publicitária, é distribuida gratuitamente, deve custar caro rodar cada edição dela (pela qualidade gráfica da impressão) e etc, etc, etc. Fica a pergunta: a Vice Brasil aguenta quanto tempo ainda? E a Onze, que foi feita pela mesma equipe (leia-se o querido Ademir Correa, mais a Adriana Alves e cia.) que fez a primeira edição da Vice, a quantas anda? Alguém aí sabe dizer pro blog como tem sido a repercussão do primeiro número da revista? Na verdade, todas essas questões são reflexo de um mesmo e já conhecido fato: o jornalismo, tal como o conhecemos até hoje, está mesmo caminhando para fenecer de maneira inexorável (falamos bonito agora, no?). Mídias impressas em geral (jornais, revistas) foram mortalmente atropeladas pela geração web (leia-se sites, blogs etc.), que também estendeu suas garras para as mídias eletrônicas "tradicionais" (daí o surgimento de podcasts, webradios, YouTube, MySpace, tvs online e novamente etc.). Claro que publicações de qualidade e prestígio ainda resistem bem e continuam com boas tiragens (exemplos: jornais como a FolhaSP, revistas como a Veja e Rolling Stone Brasil), mas até quando? Se há um lado positivo nisso tudo é que a informação foi democratizada e se espalhou por todos os cantos na rede, sendo que hoje qualquer um pode escrever um texto e postar em um blog. Não é à toa que bons talentos que estão surgindo na mídia impressa de cultura pop vieram da blogosfera – caso de gente como Marcelo Costa (do site Scream&Yell), Leonardo Dias Pereira (do site Urbanaque) e Tiago Agostini, que escrevem para a Rolling Stone. O lado ruim é que há gente demais sem preparo algum, escrevendo bobagens por aí. E também dá saudade dos tempos românticos do jornalismo heróico que era feito na base de entrevistas por telefone, leitura de publicações impressas importadas e textos escritos ainda em máquinas de escrever, como Zap’n’roll, ela mesma, cansou de fazer quando trampou nas redações da revista Istoé e do jornal O Estado de S. Paulo (só quando foi parar na Folha, lá por 1990, é que o sujeito aqui se deparou pela primeira vez com computadores em uma grande redação). Enfim, é isso. Seja qual for o destino final do jornalismo, longa vida a ele, ao jornalismo sério, responsável e de qualidade.

* Bien, bien, vamos de Mini Box Lunar e Fotograma, então.

O MINI BOX PSICODÉLICO

Um é do Amapá e, infelizmente (ou felizmente, até), foi descoberto antes que Zap’n’roll os ouvisse – no caso, a "descoberta" é obra do jornalista Alex Antunes, um dos nomes mais experientes do jornalismo cultural brasleiro, velho e dileto amigo destas linhas bloggers e que assinou uma matéria sobre a a banda há alguns meses na Rolling Stone Brasil, na seção "Acontece". O outro é de Sampa mesmo e está fazendo barulho na web (em sites e blogs musicais) com seu recém-lançado primeiro cd. Mini Box Lunar e Fotograma são muito diferentes entre si, musicalmente falando. Mas mostram que o Brasil não é gigantesco apenas na questão geográfica: é também gigantesco e rico em sua diversidade cultural, em especial a musical. Não à toa, MBL e Fotograma são dois dos grupos mais interessantes ouvidos por estas linhas rockers online, dentre a recente safra da cena alternativa nacional.

A Mini Box existe há algum tempo já. Formada na capital do Amapá (cidade onde o blog esteve por um mês, acompanhando a cena local), cidade que abriga dezenas de bandas (mas nem todas ainda maduras e com qualidade suficiente para apresentar seu trabalho em público), é o tipo de banda que, sem querer denotar algum tipo de preconceito, é muito boa para ficar presa ad eternum àquela distante capital do extremo norte brasileiro. As referências musicais do sexteto integrado pelas belas, simpáticas e boa vocalistas Heluana e Jenifer JJ, pelo tecladista e baixista Otto Ramos, pelos guitarristas Sady e Alexandre e pelo baterista Peu Ramos, são múltiplas, facetadas e destoam bastante do regionalismo musical que domina a produção sonora da cidade. Ecos de Mutantes, Beatles, rock bucólico rural e psicodelia ecoam em abundância pelas seis deliciosas faixas do primeiro EP do grupo (que possui um repertório bem maior de composições, algo em torno de vinte canções). As letras, abstratas e oníricas, são todas em português – Heluana, uma das vocalistas, além de graduada no curso de jornalismo, é fã de poesia e escreve uma coluna sobre o tema na revista cultural macapaense Vanguarda. E músicas como a lindíssima, tristonha e psicodélica "Gregor Samsa" (nome, óbvio, em alusão ao personagem principal do romance "A metamorfose", a obra-prima escrita por Franz Kafka), o animado country "Soldado colorido" ou o rock mais garageiro de "A boca" ("Quando as pedra rolarem/Em minha cabeça/Assim que fechares a boca/Escorregarei no teu veneno/E sentirás/O meu amor"), mostram uma banda madura, pronta para ser descoberta por um grande público e pela grande mídia pop do país.

Na real, se desembarcar em Sampa e aqui cair nas mãos de um bom produtor com um ótimo estúdio, para lapidar com esmero uma música como a já citada "Gregor Samsa" (um hit radiofônico em potencial e de qualidade muito acima da média do que se ouve neste momento, no indigente pop/emo que domina o dial das fms burras), a Mini Box tem tudo pra se tornar the next big thing do novo e emergente rock brasileiro.

MINI BOX LUNAR - UMA LETRA ("GREGOR SAMSA")

Onde andará você
Daqui a pouco eu já sei que vou procurar
Entre os musgos ou no centro de lírio
Nos meus cabelos entre os pêlos dos meus cílios
Não vá se atrasar
Desatenta no jardim
Nós temos um encontro com pó de pirlinpimpim
Nossos milhares de pés não podem tropeçar

Joaninhas espalham bolinhas pelo ar
Confetes e serpentinas
Insetos engraçados me emprestam suas asas
Mas só você é quem
Sabe voar

TRILHA FOLK PARA CORAÇÕES SENSÍVEIS

Instrumentação e melodias igualmente bucólicas e melancólicas também perpassam o folk mezzo pop do quinteto paulistano Fotograma, que lançou há pouco seu primeiro disco, "Trilha Sonora Intuitiva". Formado há quatro anos e tendo em seu line up a vocalista Mariana Cetra (que também toca flauta e piano), o guitarrista Luiz Campos Jr. (que também canta e compõe boa parte das canções do grupo), o também guitarrista Paulo Matos, o baixista Carlos Costa (o popular Carlinhos, dono da conhecida loja Sensorial Discos, e que também toca no Continental Combo) e o batera Fábio Barbosa, o conjunto foi burilando suas músicas sobre, como diz o guitarrista e letrista Luiz, "a deterioração do ser humano, com desdobramentos para visões otimistas e românticas" (declaração dele dada à nossa linda e amada colega Natasha Ramos, no blog "Palco Alternativo"). O resultado saiu na forma de canções doces, suaves e com bastante apelo pop e radiofônico. A grande maioria cantada por Mariana (em algumas, é o vocal de Luiz que conduz o instrumental), sendo que gaitas e sopros vão se imiscuindo aqui e ali nas melodias, tornando-as mais bucólicas e prazerosas aos ouvidos.

 

As preferidas do blog são mesmo "Filhos de Zinco" (que abre o cd), "Reticências" (com intervenções de flautas e vocais divididos entre Luiz e Mariana), "A vida nos bosques" (com suas gaitas fofas e bandolins) e "A brisa", embora todo o álbum mantenha uma boa qualidade instrumental – e aí seria o caso de Luiz tentar aprimorar um pouco mais algumas letras, versos e rimas, que são talvez o ponto fraco do Fotograma em algumas faixas.

 

O Fotograma (acima), que lança seu primeiro disco (abaixo): folk bucólico e pop 

 

Mas nada que comprometa o resultado final. O trabalho é ok, a banda é bacana (há muito de folk nela, mas também mpb. Ou, como diz o baixista Carlos, "gostamos desde Bob Dylan e Miles Davis, até Cartola e Tom Jobim") e já pode ser considerada como uma das boas novidades da cena alternativa de Sampa, onde hoje sobram grupos ruins e falta qualidade no trabalho destes grupos.

* Para saber mais sobre o Fotograma, vai lá: www.fotograma.mus.br, ou www.myspace.com/fotograma. Os próximos shows da banda em Sampa serão dia 9 de outubro (na Funhouse), e dia 22 do mesmo mês na Livraria da Esquina.

* E já que ele foi citado no texto, aproveita pra dar uma conferida no Palco Alternativo, que pode ser alcançado em http://palcoalternativo.wordpress.com/, e que é escrito pela Natasha e pela Andréia Martins. Bloguinho legal, com ótimos textos e entrevistas sobre a indie scene brazuca. Vai lá!

 

TERRA À VISTA!

Yep, todo mundo já está sabendo da programação do Terra, no? Pois é, com a anunciada grade de horários dos shows, fica a questão: quem vai querer sair da frente do palco principal pra ir no alternativo. Difícil, hein...

A prog, só pra lembrar, é essa aí embaixo:

Sonora Main Stage
16h00 - 17h00 - Macaco Bong
17h30 - 18h30 - Móveis Coloniais de Acaju
19h00 - 20h00 - Maximo Park
20h30 - 21h45 - Primal Scream
22h15 - 23h45 - Sonic Youth
00h15 - 01h30 - Iggy Pop and The Stooges
02h00 - 03h00 - Etienne de Crecy (live act)

Coca-Cola Zero Stage
18h - Ex!
19h30 - Copacabana Club
21h - Patrick Wolf
22h30 - Metronomy
0h - The Ting Tings
1h30 - N.A.S.A.
3h - Anthony Rother

Os ingressos já estão à venda e custam 170 pilas (sendo 85 a meia-entrada, uma merreca, não?). Mas tá legal: mesmo sendo uma merreca você tá durango como sempre e não sabe o que fazer pra ir, né? Então lê aí embaixo no final do post que talvez a velha Zapinha possa te ajudar, hihi.

QUER IR NO PLANETA TERRA?

Dedão no mouse DJÁ!!! Promo confirmada! Zap’n’roll, em parceria com o portal Terra (onde a Dynamite está hospedada, claro), vai colocar você dentro do festival que vai abalar Sampa no dia 7 de novembro, no PlayCenter, e de graça! Então já começa a enviar seus e-mails lá pro hfinatti@gmail.com e boooooa sooooorte! Os nomes de quem vai pular de alegria e se acabar no indie rock do PT serão divulgados no blog na semana do festival, okays?

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E BYE BYE!

Domingão de sol em Sampalândia, finde acabando e mais uma semana começando... Zap’n’roll se vai, deixando aí embaixo o último registro em imagem das férias do blog em Macapá, que foram ótimas. Na pic, o blogger rocker e sua amada Rudja Catrine, tendo ao fundo a paisagem cinematográfica do rio Amazonas.

É isso, o amor vence distâncias. E mesmo que um dia ele não continue, Rudja estará sempre no coração zapper, por ela ser a garota mais genial que ele conheceu em toda a sua vida.

 

Ela é linda até não poder mais. E o zapper a amará para sempre, mesmo se um dia não estiverem mais juntos 

Logo menos tem mais por aqui. Beijos nas crianças!

(finalizado por Finatti em 27/09/2009, às 17:30hs.)

 

O XX da questão (e também o Muse e... uma espiada no rock de Macapá) (finalizado em 22/09/2009)

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XX, a nova sensação indie inglesa: sonoridade pós-punk e onírica 

Alô Saint Paul, câmbio...
O blogon que nunca dorme e jamais entra em férias (bem que tentamos, mas...) está fazendo as malas para embarcar de volta para Sampalândia, na próxima segunda-feira, após 30 dias "acampado" na capital do Amapá, extremo norte brasileiro. Foi uma viagem interessante sob vários aspectos: Zap'n'roll, que nos últimos seis anos acompanhou como nenhum outro veículo musical (seja de mídia eletrônica, impressa ou na web) a cena independente brasileira, conheceu praticamente todo o país por conta de seu trabalho de "garimpagem" de cenas, bandas, festivais, eventos e outros movimentos ligados à produção musical alternativa que hoje domina quase que na totalidade a música que é  feita no Brasil. E aqui na região Norte, já havia visitado Porto Velho (capital de Rondônia) e Rio Branco (capital do Acre, onde esteve por três vezes, no festival Varadouro, que inclusive realiza sua edição 2009 no final da próxima semana). Macapá, então, se tornou mais uma "fronteira" desbravada por estas linhas bloggers rockers.Não é segredo para quem acompanha este blog desde sempre que o autor deste espaço online caiu fulminado de paixão por uma garota fantástica, nascida em Caiena (capital da Guiana Francesa), criada na capital do Amapá e, tal qual o sujeito aqui, apaixonadíssima por cultura pop e rock alternativo contemporâneo. E, como se não bastasse, a mocinha ainda possui uma beleza avassaladora para os olhos de um velho jornalista rock'n'roll e sempre com o coração pronto a amar alguém. Rudja Catrine, ela mesma, que assina neste post a crítica do novo álbum do trio inglês The Muse (o "The Resistance", que saiu na Inglaterra na semana passada e daqui a pouco chega também ao Brasil, em edição nacional), foi o motivo principal pelo qual o zapper maloki e andarilho veio até aqui. Mas é muito óbvio que não deixaríamos de conhecer e observar de perto a movimentação da nova música que se faz na cidade. E aí entram os outros aspectos interessantes da viagem: descobrir bandas, bares, locais onde rola o rock e travar contato com músicos e produtores culturais locais. Tudo isso o blog conseguiu fazer - e ainda está fazendo: assistiu a alguns grupos macapaenses, foi numa reunião (ontem) do coletivo Palafita, papeou, trocou idéias bacanas com a moçada e saiu de lá com a certeza, mais do que nunca, que se faz rock de qualidade e com vontade hoje em qualquer canto do Brasil. Uma certeza que pulveriza a mentalidade burra, preconceituosa, reducionista, reacionária e arrogante de certa "elite" (que de elite não possui nada, na verdade) do jornalismo cultural calhorda (sob vários aspectos) que se pratica na mídia do "Sudeste Maravilha" (nunca é demais lembrar da escrota comunidade dedicada a extinta revista Bizz, no sempre asqueroso Orkut, uma comunidade com mais de 3 mil participantes mas onde apenas meia dúzia de otários, representantes deste jornalismo cultural atrasado e que acaba de produzir mais um episódio nefasto, como você lerá no decorrer deste post, é que palpitam. Não é à toa que ela, a comunidade, também é moderada por um sujeito que sempre desdenhou da cena independente, que zoava sem dó o grupo cuiabano Macaco Bong por causa do nome da banda e que hoje, quando o MB é reconhecido como um dos grandes nomes do novo e emergente rock brasileiro, o mesmo babaca lambe os bagos do trio instrumental até eles caírem no chão. E mesmo sempre tendo achincalhado sem dó a indie scene nacional, agora se beneficia da sua "amizade" com certa casta de produtores dos festivais independentes brazucas - todos eles filiados à Abrafin, que hoje tem este blog como sua "inimiga" em certos aspectos - pra ir arrotar sua arrogância em festivais, convidado que é a ir neles com tudo pago talvez porque o escreve para a decadente revista Bravo, seja "curador" da rede Oi FM e "modere" a "importantíssima" comunidade da extinta revista Bizz. Wow!!!. E é esta certeza que move e continuará movendo sempre estas linhas zappers a continuar fazendo seu trabalho, a continuar escrevendo sobre cultura pop e rock independente, daqui e de fora. Não é mole: Zap'n'roll, prestes a completar seis anos de existência virtual (em novembro próximo) continua amando o que faz. Amando tanto que solta este último post da distante Macapá, falando do XX, do Muse e... da cena rock macapaense. É isso aê!

* Não conseguiu comprar os ingressos para ir no show very exclusive do Franz Ferdinand no próximo dia 30 de setembro, na boate The Week, em Sampa? Esqueça: mesmo custando a "bagatela" de 260 pilas cada, os tickets se esgotaram ontem. Em menos de quinze minutos.

* Qual a solução agora? Tentar ganhar uns dos 150 pares de convites que estão sendo sorteados no site oficial da vodka Smirnoff (www.smirnoff.com.br) ou, ainda, tentar um dos dois ingressos que serão sorteados pela "prima rica" de Zap'n'roll. Quem? Ora, a sempre descolada e amada (sem zoação, hihi) Popload, claaaaaro!

* Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, ambos amigos de Zap'n'roll há séculos, estão pensando em reativar a Legião Urbana, o maior grupo brasileiro dos anos 80' e do qual a dupla fez parte, junto com o inesquecível Renato Russo, que morreu há treze anos. Mas reformar a Legião sem... Russo nos vocais? Complicado, hein... De qualquer forma a "nova" Legião já está com show agendado para o festival Porão do Rock, que acontece em Brasília neste final de semana (confira a programação completa do Porão logo mais aí embaixo). A idéia é que cada faixa do clássico repertório do grupo seja cantada por um vocalista diferente. O blog, embora tenha o maior carinho e consideração do mundo por Dado e Bonfá, considera a parada um tanto temerária, visto que todo mundo sabe que a alma da banda era mesmo Renato Russo. Enfim, só vendo o resultado do show pra comentar depois...

* O primeiro single do vindouro primeiro disco solo de Julian Casablancas (e que tem lançamento marcado para novembro) se chama "11th Dimension" e já pode ser ouvida no MySpace do vocalista dos Strokes.

* O ROCK QUE ROLA EM MACAPÁ - Há quase um mês "morando" provisoriamente na quente (em termos de temperatura e também de agitos) capital do Amapá, Zap'n'roll já deu uma boa sacada na cena rocker emergente da cidade, que fervilha com bandas novas, bares dedicados à turma que curte guitarras em volume alto e que conta com um coletivo, o Palafita, que procura estruturar eventos e agitos ligados à cultura musical alternativa local. Ontem mesmo o blog participou, no simpático e acochegante bar Espaço Aberto, de uma reunião do Palafita, coordenada pelo músico Otto Ramos, onde foram definidas ações e estratégias que irão monitorar os próximos eventos produzidos pelo Palafita. Entre estes eventos está a segunda edição do festival Quebra-Mar, que irá acontecer no belíssimo espaço do Forte De São José (um dos pontos turísticos mais bacanas de Macapá, na orla do rio Amazonas) nos dias 7 e 8 de novembro próximo, sendo que um dos grupos já fechados para tocar no festival é o lendário e gigante hardcore Ratos Do Porão - ainda negocia-se a vinda dos paulistanos Haxixins, do mineiro Porcas Borboletas e do cuiabano (hoje radicado em Sampa) Vanguart. Fora que o festival também vai dar espaço às dezenas de bandas que agitam a cidade. São grupos que compõem um mosaico sonoro multifacetado e extremamente abrangente, indo do ótimo indie rock do Godzilla (banda que fez um show cheio de esporro e energia sonora semana passada, no bar Liverpool, onde o blog estava, sendo que a turma já conta com um fã ilustre, o graaaaande jornalista e amigão destas linhas rockers, Alex Antunes) ao hardcore do SPS12 (grupo de moleques aguerridos que irá representar Macapá no festival acriano Varadouro, semana que vem), que inclusive toca hoje à noite no mesmo Espaço Aberto (e Zap'n'roll estará por lá, claaaaaro!). Tem também o caldeirão sonoro do já mega conhecido Mini Box Lunar, do qual Otto faz parte, que abarca em seu som eflúvios de mpb, tropicalismo, rock rural e psicodelia, com boas e lúdicas/abstratas letras em português (cantadas pela bela dupla de vocalistas Luana e Jennifer), resultando num trabalho que encantaria a "intelligentsia" do jornalismo rock sudestino (não é à toa que a Mini Box já foi destacada em matéria na Rolling Stone Brasil, em texto também assinado pelo querido Lex Lilith Antunes). Tem o Stereovitrola, que acaba de lançar seu novo álbum e que é um dos nomes mais veteranos e profissionais do rock macapaense, tem bandas de metal porrada (Amaurose e Profetika), tem as que prestam vassalagem ao grande rock BR dos 80' (como a De Grau Norte, que lembra demais Legião Urbana nas melodias e nos vocais), enfim, uma cena realmente bacana e que não fica devendo nada ao rock que se faz em outros rincões brazucas. "Só o coletivo Palafita engloba 17 grupos", contabiliza Otto. "E outros vinte e dois enviaram material para o processo seletivo que irá definir as bandas locais que irão tocar no Quebra-Mar", diz ele. Ou seja, trata-se de um pessoal que trabalha mesmo em prol do crescimento do rock'n'roll na capital do Amapá. E mesmo voltando a Sampa na próxima segunda-feira, Zap'n'roll ainda irá voltar a falar da cena musical da cidade. E talvez vá mesmo até o Quebra-Mar, para reportá-lo de perto, no blog. Quem sabe?

* E vamos nelson com XX, Muse e o caralho a quatro!

 

Mini Box Lunar: o grande nome do rock que rola na capital do Amapá 

O MUSE SE MANTÉM "RESISTENTE"

Por Rudja Catrine, especial para Zap'n'roll


O Muse, como muitas outras, é uma banda britânica. Isso já diz muita coisa, já que sempre espero ouvir coisas boas vindo desses lados do planeta. Mas se você espera ouvir um rockinho indie alternativo, vai se decepcionar ou se surpreender. Muse é diferente de tudo que já foi feito. E isso não é exagero! Eles conseguem misturar vários estilos num só e criar um som de qualidade, fodão pra dizer a verdade. A mistura é indie, progressivo, eletrônico, clássica (eles usam pianos de uma maneira genial) e até uns toques de metal (a banda já admitiu que admira muito o Dream Theater, que aliás já citou também o Muse como forte influência no seu mais recente trabalho). Distorções, efeitos, bateria incrivelmente encaixada... o baixo? Genial. E olha que o baixista era baterista quando entrou na banda e teve que aprender a tocar o atual instrumento. Aprendeu muito bem por sinal... enfim. A banda é Matt Bellamy (vocal, piano e guitarra), Dominic Howard (percussão e bateria) e Cris Wolstenholme (baixo, teclado e segunda voz). E esse trio faz mágica no palco! Matt sita Hendrix e Tom Morelo como suas grandes influências, o que é bem perceptível no segundo álbum, Origin of Symmetry. Aliás, o muse tem 5 álbuns de estúdio lançados, Showbiz (1999), o já citado Origino f Symmetry (2001), Absolution (2003) que na minha opinião é o melhor deles, e por último antes desse novo lançamento que resenho aí em baixo pra vocês, o Black Holes and Revelations (2006). Claro que o quinto é o The Resistance. Todo  mundo sabia que seria uma tarefa difícil lançar algo melhor que e Black Holes and Revelations, e realmente foi. O que o Muse tentou fazer, foi um álbum clássico, sinfônico, grandes músicas, quase monumentais. Uma mistura (maior?) de sonoridades, pianos, tambores, solos nitidamente copiados do Queen e um ar de grandeza.  Eles quase soam arrogantes, quase! Mas não chegam a ser.

Foi lançado oficialmente no dia 15/09 nos Estados Unidos e alcançou o primeiro lugar no iTunes, coisa que nunca tinha acontecido com nenhum outro trabalho deles. O álbum, claro, já caiu na rede há mais ou menos umas duas semanas e divide opiniões. Uns dizem que é genial, outros dizem que é totalmente sem criatividade. Bom... da primeira vez que ouvi, confesso que achei horrendo, mas na segunda vez, consegui ver muita coisa, ou ouvir.

Logo de cara, a impressão é que a primeira faixa “Uprising” parece demais com a "Knights of Cydonia", a parte do coral, a frase “they will not control us” lembra a “you and i must fight to survive”, mas ela abre bem o disco, lembrando que é sim, o bom e velho Muse. A segunda, "Resistance"  é linda. Para corações apaixonados... o Matt se supera cantando ela. Da pra sentir a música, a força do que ele ta cantando, o que ele faz muito bem aliás. Simplesmente lindinha, apesar de o comecinho lembrar muito aquela mega brega “voyage voyage” de tempos passados. Aí o disco parece que vai começar a cair, com a pop "Undisclosed Desires"  que mais parece um cover da Britney Spears, fala sério... nada me agrada nessa música. O que salva mas nem tanto, ainda é o vocal do Matt que mais uma vez arrebenta tudo e encanta pela sua sensibilidade. É então que começa o que eu chamo de “mutação Muse”. Sem avisar, sem preparar eles surpreendem com a exótica "United States os Eurasia". Ela começa com uma sonoridade clássica... pianinho, aquela suavidade... e de repente, vira um Queen totalmente sem vergonha! É Queen sim! Sem dúvida nenhuma, e acho que era pra ser evidente mesmo. Pra completar, a música toma um tom meio oriental que te leva até um templo dos tempos da dinastia Ming. Ela é pomposa e linda,. os sons usados, pianos, cordas, metais, percussão... tudo se encaixa perfeitamente e vira quase uma sinfonia. Voltando ao bom e velho Muse, chega a faixa numero 6, "Unnatural Selection" que é totalmente a cara deles. Poderia estar em qualquer um dos álbuns anteriores que não faria menor diferença. Não surpreende, não traz nada de novo mas é boa. É bem o que eu esperava ouvir deles. Em um certo momento parece até que estou ouvindo “Feeling Good”, e ainda termina parecendo mais uma vez, Queen. A sétima e a oitava são tão diferentes que não parecem ser da mesma banda.

A capa do novo cd do Muse 

"MK Ultra"   é um típico rock, nada de mais.. não impressiona ninguém, só tem um solinho gostoso no final, que de muse não tem nada. E a 8º "I Belong to You+Mon cœur s'ouvre à ta voix ". Bonito título, mega brega e romantico ao extremo. Mon cœur s'ouvre à ta voix é um verso popular da ópera Samson er Dalila, em francês, claro. É eletroniquinha, tipo electrorock chatinho sabe? É a piorzinha do álbum e claro que eu não gostei nada né. Agora... chega o grande momento, o ápice, a epifania, o êxtase, o gozo!! A monumental "Exogenesis: Symphony". Como o nome já diz, é uma sinfonia dividida em três parte: Part I (Overture)", Part II (Cross Pollination) e  Part III (Redemption). Ela lembra demais aquelas óperas, sinfonias, que tocavam nos filmes antigos sabe? Aquela coisa grandiosa... e é isso que ela é. Completa, chega a ter 12:51 min. E não cansa... pode ouvir tranqüilo que se você tiver um mínimo de noção, vai achar maravilhosa. Pode não curtir, mas tem que admitir que ela é extremamente bem feita, meticulosamente trabalhada, cada instrumento em seu lugar, cada sonzinho cuidadosamente encaixado para formar essa maravilha que ela se tornou. De longe, a melhor faixa do álbum, o ponto alto.

Finalizando, de um modo geral é um trabalho totalmente diferente dos outros. Apesar de manter a identidade, o Muse arriscou, buscou novas inspirações e novas sonoridades. E acho que deu muito certo. Apesar de cada música ser totalmente diferente da outra, tudo acaba se encaixando e fazendo muito sentido. É um álbum bonito, bem feito e prazeroso de ser ouvido. O Muse continua sendo, na minha opinião, uma das melhores bandas da atualidade

MERGULHO INDIE EM BRUMAS ONÍRICAS
Apenas quatro anos de existência. Um disco lançado (com o mesmo nome do grupo), onze faixas, menos de quarenta minutos de música e a consagração no último festival de Reading, realizado há duas semanas na Inglaterra. Na Velha Ilha não se fala em outra coisa, em se tratando de rock: o quarteto XX, surgido em Londres, em 2005, é a bola da vez por lá. E não sem motivo: o disco é mesmo bom pra cacete e é oque Zap'n'roll mais ouviu em sua última semana na capital do Amapá.

É uma sonoridade suave, doce, bucólica e algo melancólica às vezes. Melodias oníricas, engendradas por guitarras esparsas e de frases
econômicas (sem muitos solos ou distorções) projetam luzes, sombras e ambiências contemplativas em quem ouve o disco. Os vocais masculino e feminino, divididos entre Romy Croft e Baria Qureshi, são invariavelmente dolentes - sussurrados muitas vezes. É como se, ao ouvir as canções, você se sentisse em Londres em algum momento do final dos anos 80'/início dos 90', e caminhasse por ruas escuras e gélidas de madrugada, de capotão preto, tomando doses de whisky barato e pensando que o tempo poderia parar naquele instante e nunca mais avançar, tal como Dorian Gray almejava a eterna juventunde enquanto sua imagem em uma tela conspurcada pela degradação moral, definhava.

O disco de estréia do XX fez a crítica babar pela banda 

Onze músicas, onze momentos de plena satisfação e espasmos de onirismo querendo se imiscuir na alma. Da faixa instrumental que abre o álbum, assando pela dolência de "Islands", pelos eflúvios de Portishead em "Fantasy" (com seus vocais estranhos, processados em eco), pelas timbragens pós-punk de "Shelter", e até chegar às sombrias emanações
oitentistas de "Basic Space" e "Infinity", o disco de estréia do quarteto (que ainda é completado por Oliver Sim e Jamie Smith) mostra que o XX resgata com prazer e perfeição a musicalidade de um tempo em que o rock inglês tornava nossa existência menos dolorosa. Pode ser a trilha de dias plúmbeos e madrugadas solitárias regadas a álcool, frio, chuva e leve tristeza perpassando a alma. Tudo o que você almeja é ter alguém do seu lado. E como esse alguém não surge, você altera seus sentidos ao som do XX.

Todas as mídias que importam lá fora (The Times, Guardian, NME, Pitchfork), babaram com o álbum que, óbvio, não será lançado no Brasil (lá fora, ele saiu pelo graaaaande e lendário Rough Trade, o que poderia levar a Warner a editá-lo aqui, caso ela não fosse tão obtusa). Mas quem se importa com isso nos dias de hoje, quando o cd está dando sopa na web, a apenas um clic da sua mão? Então vá atrás do XX. Vale à pena, com certeza.

Para saber mais sobre a banda: www.myspace.com/thexx
 

É TEMPO DE FESTIVAIS - PORÃO DO ROCK
Rola neste finde em Brasília mais uma edição do mega Porão do Rock, um dos maiores festivais do calendário anual brasileiro. Vai estar por lá? Então se joga no Porão, porque a entrada é de grátis (hihi) e a programação é essa aí embaixo:

Sábado

Palco Principal, a partir das 16h
Super Stereo Surf
El Mato a un Policia Motorizado
Orgânica
Cachorro Grande
Ludov
Elffus
Black Drawing Chalks
Eagles of Death Metal
Mugo
Mindflow
Angra
Dynahead
Sepultura

Palco Pílulas, a partir das 18h30
Scania
Di Boresti
Rocan
Melda
Belle
Superquadra
Watson
The Pro

Domingo

Palco Principal, a partir das 16h
Cabeloduro
Fallen Angel / Dungeon
Detrito Federal
Paralamas do Sucesso
Plebe Rude
Escola de Escândalo
Legião Urbana
M. Roots
Little Quail & the Mad Birds
Raimundos
Rafael Cury & the Booze Bros
Móveis Coloniais de Acaju

Palco Pílulas, a partir das 18h30
Cassino Supernova
Na Lata
Soatá
Trampa
Kanela Seka
Bootlegs
Blazing Dog

Porão do Rock
19 e 20/9, às 16h
Esplanada dos Ministérios - Eixo Monumental Leste - Brasília
Mais sobre o festival, vai lá: www.poraodorock.com.br

BOMBA! SACANEARAM COM A NOVA REVISTA MOVIE!
Um dos episódios mais absurdos do jornalismo cultural paulistano que este blog viu nos últimos séculos acaba de vir à tona. Está indo para as bancas a primeira edição da revista Movie, que inclusive foi comentada aqui alguns posts atrás. Focando seu conteúdo editorial em cinema, novas mídias e tecnologias, a Movie é dirigida pelo querido chapa e brother de anos destas linhas zappers, o André Forastieri, um dos nomes mais lendários do jornalismo dedicado à cultura pop no Brasil, nos anos 90'. Forasta (como é carinhosamente conhecido) foi editor do Folhateen (da FolhaSP), comandou a redação da extinta Bizz numa das melhores fases da publicação, criou a revista General (que durou pouco mas marcou época no jornalismo pop), foi um dos fundadores da editora Conrad e muuuuuitos etcs. Ou seja, o currículo dele é realmente FODAÇO.

Aí, o que aconteceu? Forastieri, com o coração bom que o Grande lá em cima lhe deu, acolheu na redação da Movie uma das figuras mais desagradáveis do jornalismo paulistano. A saber: ele era editor da falida revista Set. Foi demitido dela há alguns meses (e a Set acabou fechando e agora está de volta, publicada por uma editora carioca). Forasta lhe estendeu a mão e o convidou a ser editor especial da Movie. Como tal, ele foi pros EUA fazer uma série de entrevistas para a primeira edição da revista, inclusive com o ator Brad Pitt, que será a capa da primeira edição da Movie. E agora, o mais inacreditável: além de ter voltado para a Set (até aí, direito do cara, ele faz o que acha que mais lhe convém como "profissional" da sua área), o cara ainda levou para a concorrente boa parte do material que ele havia produzido para a Movie, sendo que ele foi PAGO para produzir este material. A capa da primeira edição da rediviva Set também é Brad Pitt.

E Zap'n'roll resolveu abordar o episódio porque o considera absurdo demais, um péssimo exemplo praticado por um cara que já cansou de tentar achincalhar o autor deste blog em público (leia-se o horrendo Orkut) e que graça em certa parcela do jornalismo de variedades que se faz em São Paulo e, por extensão, no Brasil. Justo o jornalismo, uma profissão onde ter conduta moral e ética irrepreensível deveria ser OBRIGAÇÃO número um do profissional, e não uma exceção como acontece nos dias atuais.Estas linhas zappers enviam, daqui, seu total apoio ao Forasta. E aproveitam para reproduzir aqui o que o editor-chefe da Movie disse em seu próprio blog (o ótimo blog homônimo que ele assina em http://andreforastieri.uol.com.br/ ). Tirem suas próprias conclusões!

 

Capa da primeira edição da Movie, a nova revista de cinema. Com certeza bem melhor do que a Set 

"Sobre coincidência, concorrência e confiança(por André Forastieri)Me perguntam sobre a capa de MOVIE nº 1, Brad Pitt e Bastardos Inglórios, e a de SET, mesmo tema.Não, não é coincidência.A capa a MOVIE foi decidida 45 dias atrás. E informada neste blog faz uns dez dias, numa promoçãozinha.A capa de SET, soubemos faz dois dias. Foi uma surpresa muito, muito desagradável.Agora, a surpresa maior: metade da matéria de capa de MOVIE foi escrita por… Roberto Sadovski.A pauta foi combinada no período antes dele voltar à SET. Em que atuou como editor especial da MOVIE. Inclusive, nos representando na San Diego Comic Con. Recebendo até um adiantamento em dólar para poder viajar. Lá, fez diversas entrevistas com diretores e artistas para MOVIE. Que até hoje, quase dois meses depois, não entregou e não entregará.Quando Roberto foi convocado para esta mais recente encarnação da SET, conversamos. Firmamos o compromisso que como a capa de MOVIE era Pitt / Bastardos Inglórios, a capa de SET seria Crespúsculo: Lua Nova ou outra coisa qualquer, menos Brad Pitt. Foi combinado assim. Porque era a coisa certa a fazer eticamente. Porque era melhor do ponto de vista comercial. Porque como editor especial de MOVIE, Sadovski tinha informação reservada a respeito do conteúdo editorial e plano de lançamento da revista.Confiei que assim seria feito. Afinal, nos conhecemos faz catorze anos. E quando Sadovski foi demitido da SET, fui o único a lhe dar um voto de confiança.O compromisso não foi mantido.Por um lado, é ruim.Por outro lado, é ótimo para o leitor e para o mercado anunciante.Porque as revistas só são similares no tema da capa. No restante, são muito diferentes. A similaridade vai forçar a comparação.Comparem MOVIE e SET. Comparem as revistas, comparem os sites, comparem as chamadas de capa, comparem o acabamento, o papel, o design, os colaboradores e as atitudes. Acho que você vai concluir que MOVIE é tão concorrente de SET quanto da Sci-Fi News, da Revista de Cinema, da Bravo, da Cult, da Contigo e da Rolling Stone. São coisas muito, muito diversas.No final, o que importa é como você se sente sobre as revistas.E quanto você sente que pode confiar nas pessoas que as fazem".

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PARANDO AQUI - NO FINDE TEM MAIS...
Entonces, blogão já de volta à Sampalândia, após um mês no extremo norte brasileiro. Muita coisa pra por em dia, muitas paradas pra resolver, cds pra ouvir etc, etc, etc. Então o post fica por aqui mesmo. Mas fica frio aê (aliás, friozinho gostoso em Sampa, no começo da primavera, no?) que no finde, entre quinta-feira e sextona, voltamos às transmissões normais por aqui, com algumas bombas e ingressos pruns festivais que irão agitar a capital paulista em novembro.
É isso. O zapper apaixonado está feliz por retornar ao "centro do mundo" (rsrs), mas com o coração mega apertado por estar novamente muuuuito longe do amor da sua vida, a Rudja. Mas logo menos o autor destas linhas bloggers e sua deusa francesa irão se encontrar novamente. Enquanto isso não acontece, não mude de blog: fique sempre conosco pois cultura pop é aqui, o resto é bobagem.
Até!

(finalizado por Finatti em 22/09/2009, às 2:30hs.)

Booooombaaaaa! O mundo já escuta Backspacer na web! (e também o novo do Muse e...) (atualizado e finalizado em 17/09/2009)

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O velho grunge do Pearl Jam: ainda imune ao tempo no novo disco

* Zap'n'roll ainda em Macapá, ora pois.

* Yep. Mas é a última semana das "férias" zappers no extremo norte brasileiro. Quer dizer, férias em termos, né? Porque o dileto leitorado destas linhas online não deu descanso pro blogon e então fomos "obrigados" (uma obrigação bem prazerosa, diga-se) a continuar atualizando essa bodega aqui. E, pra calar a boca de gente estúpida que acha que não é possível "blogar" da distante capital do Amapá (pois aí o autor deste blog não estaria no centro dos acontecimentos e, desta forma, não poderia escrever textos com assuntos "quentes" aqui), aí vai mais um postaço exclusivaço falando do... novo álbum do gigante Pearl Jam, claaaaaro. Que a humanidade espera com ansiedade o lançamento, hã, "físico" (leia-se: o velho cd), para o próximo dia 21 de setembro, embora ele já esteja vazado por todos os cantos na web e esteja aí, dando sopa, ao alcance de um click do seu mouse.
* Na real, esperava-se o "vazamento" de Backspacer para qualquer momento, visto que a data de lançamento "oficial" do álbum já estava bem próxima. O autor destas linhas rockers bloggers passou então a ficar de olho na rede, mesmo com sua histórica aversão por "baixar" discos e comentá-los antes de seu lançamento físico (é a vida, tivemos que nos adaptar aos tempos "mudernos", hihi). Foi então que no sábado à tarde Rudja, a super ninja girlfriend do sujeito aqui e também ela viciada e antenadíssima em cultura pop, deu o alarme pro blog: "o PJ novo caiu na rede!". Foi então correr pro Torrent (trabalho feito pela Rudjinha, diga-se, ela é dez, aliás, mil) e o resultado da avaliação zapper você começa ler em instantes, logo mais aí embaixo.

* Mas antes de falarmos do novo disco do PJ, vejam só: o maletaço Killers acaba de cancelar o show que faria no Rio, dia 24 de novembro. A gig de Sampa, marcada para o dia 21 do mesmo mês, está mantida. Em se tratando de Killers, poderia ser o contrário, não? Cariocas, que adoram drogas variadas e bobagens idem, poderiam ficar com o show de Brandon Flowers e cia. pra ELES e nos livrar dessa bomba. Dá até pra imaginar porque cancelaram a apresentação por lá...

Essa droga aí em cima cancelou seu show no Rio, mas os paulistanos terão que aguentá-la

* Bom, com isso e ao menos Sampalândia mais uma vez confirma sua vocação como cidade mais rocker do Brasil. Apenas em novembro a capital paulista vai ter: festivais Maquinaria (com Faith No More, Jane's Addiction, Deftones, Danko Jones e Evanescence) e Planeta Terra (mais Primal Scream, Sonic Youth, Ting Tings etc.), ambos dia 7; The Killers no dia 21 e agora o velhão e sempre bão AC/DC, dia 27 (um dia após o niver do sujeito aqui, uia!). Legal, né?

* Zap'n'roll já viu a turma de Angus Young duas outras vezes. A primeira em 1985, no primeiro Rock In Rio (yep, o autor deste blogão rock'n'roll já está se tornando um tiozão, hihi. Mas um tiozão nada careta, claaaaaro). E depois, em 1996, no estádio do Pacaembú, quando namorava com a lindaaaaa e fofa Tatiana Soldera (então, no fulgor de seus dezesseis aninhos de idade), até hoje uma das melhores amigas do autor destas linhas virtuais. O concerto de Angus e cia. foi tão fodão que, a certa altura, Tati não se conteve e gritou: "Puta que pariu, que show!". Hoje, a banda pode não ser mais aquilo tudo em termos de discos ("Black Ice", o último de estúdio deles, é bacana e tal, mas nem de longe chega aos pés dos clássicos "Highway To Hell", "Back In Black" e "For Tose About To Rock"), mas com certeza deverá fazer nova gig arrasadora lá no estádio do Morumbi, sendo que vai ser a única apresentação no Brasil. E estaremos lá, com certeza, com a Rudja.

Já o AC/DC só toca em Sampa e esse sim vale à pena assistir

* Bom, tudo lindo, tudo ótimo, então vamos nelson com o esperadíssimo novo álbum do útimo grande nome do grunge ainda em atividade. O gigante Pearl Jam, óbvio. Portanto, esqueça disco novo do Yo La Tengo e leia aqui o que realmente interessa e faz diferença.

AS PEDRAS AINDA ROLAM - E MUITO - NO PEARL JAM
É realmente incrível como algumas - poucas - bandas de rock conseguem se manter admiravelmente relevantes por quase duas décadas de existência, e isso em um negócio tão descartável e mercantilizado como é a música pop nestes tempos de internet, onde tudo é rápido demais, fútil e vazio demais, e onde o dinheiro fala muito mais alto do que a qualidade artística de uma obra. E o já velho Peal Jam de Eddie Vedder, Stone Gossard, Mike McCready, Jeff Ament e Matt Cameron, é com certeza um dos exemplos de que, sim, é possível se manter íntegro e relevante dentro de uma esfera artística (no caso, o rock'n'roll) onde tudo já parece corroído pela implacável pressão de se fazer muita grana e sucesso a qualquer preço. "Backspacer", o nono álbum de estúdio do quinteto de Seattle (contemporâneos do Nirvana, do Soundgarden, dos Screaming Trees e de toda uma geração de bandas grunge que deixou saudades e marcas indeléveis na história recente do rock), chega às lojas do mundo inteiro (Brasil incluído) na próxima segunda-feira. Já vazou, óbvio, por toda a web. E já coleciona elogios rasgados de veículos de mídia de responsa (como a Uncut, a Mojo, a Q, a Spin e a Rolling Stone americana; todas deram sem exceção quatro estrelas, entre cinco possíveis, ao disco). Não é, nem de longe, uma obra-prima como os históricos, clássicos e imbatíveis "Ten" (a estréia sagrada, em 1991), "Vs." (de 1993) e "Vitalogy" (editado em 1994). Mas, em se tratando de um grupo cujos integrantes já estão com mais de 40 anos de idade, "Backspacer" exibe força instrumental, vitalidade melódica e letras densas, como não se encontra em muitos dos grupos de moleques que pegam em guitarras nos dias atuais e acham que estão fazendo "grande" rock'n'roll.

Há quem ache que o PJ nunca mais foi o mesmo depois do seu terceiro álbum, o ainda fantástico "Vitalogy". De fato, de lá pra cá o quinteto foi se tornando algo tão gigantesco e unânime em termos de mídia e público, que qualquer "ousadia" artística por parte da banda poderia dinamitar sua trajetória. Uma trajetória que passou a oscilar, então, entre trabalhos bons (como o "Riot Act", lançado em 2002) e outros quase indignos de figuar na discografia da banda - neste caso, o exemplo é mesmo o pífio "Yeld", editado pelo conjunto em 1998). Não bastasse esta oscilação na qualidade artística de sua obra, o conjunto ainda se envolveu em episódios que se tornaram célebres e ajudaram a tornar sua fama ainda maior e inabalável, como a "guerra" que o quinteto promoveu contra a Ticketmaster americana (por considerar que a empresa, detentora do monopólio da venda de ingressos de espetáculos artísticos nos EUA, cobrava preços extorsivos pelos tickets). Ou ainda, a tragédia que marcou o show que eles realizaram no festival Roskilde, na Dinamarca, em junho de 2000, quando nove fãs morreram pisoteados em frente ao palco após um tumulto. Uma tragédia que abalou profundamente o vocalista Eddie Vedder, mas não o suficiente pra fazê-lo desistir de ser um dos rockstars mais engrajados que se tem notícia nos dias de hoje, em lutas em defesa dos direitos políticos, civis e sociais.

 

Eddie Vedder ainda canta pra caralho!

Pois "Backspacer" pode ser considerado um disco quase tão poderoso quanto "Riot Act" ou mesmo quase tão bom quanto "Vitalogy". O vocal de Vedder continua forte, com modulação grave e imune à passagem dos anos. As guitarras de Gossard e McCready se mostram bastante furiosas, principalmente nas melodias aceleradas e de approach punkster/garageiro que dominam a primeira metade de um álbum que é curto (menos de 40 minutos de duração) mas bem intenso em sua grande maioria. Tanto é que "Gonna See My Friends", "Got Some", "The Fixer" (o primeiro single do disco) e "Johnny Guitar" (esta, a preferida do blog, com seu andamento anfetamínico e excelente pra pular até cansar num show do grupo ou em uma pista rocker alternativa), formam um quarteto arrasador, abrindo o álbum sem deixar espaço para o ouvinte respirar. Mas é claro que o grupo não deixou seu lado melancólico de fora do trabalho, e ele surge forte em "Juste Breathe", com Vedder cantando de maneira tristonha, acompanhado de percussão suave e arranjos de cordas sintetizadas. Na mesma linha vem também "Unthought Know", outra balada em que Eddie canta em tom de lamento mas com potência nas inflexões, e em uma música cuja melodia é quase toda conduzida por pianos, algo não muito usual nas composições da banda.

Ainda que "Amongst The Waves" seja uma road song rocker que oscila entre a suavidade e o peso (e que se torna outro grande momento do cd) e "Supersonic" retome a aceleração punkster das primeiras faixas, a porção final de "Backspacer" se mostra menos empolgante. Talvez porque "Speed Of Sound" soe dramática em excesso, talvez porque "Force Of Nature" (mesmo sendo um rock razoavelmente vigoroso) peque pelo título brega e pela letra algo inocente e piegas. Assim chega-se a "The End", a última faixa, apenas cordas, percussão dolente e Vedder mais uma vez emoldurando a melodia com um vocal triste, sombrio.

Como já foi dito mais acima, o PJ por certo não almeja fazer de "Backspacer" um clássico para entrar para a história do rock, como foi "Ten". Mas ainda assim se trata de um disco que é um exemplo de honestidade, qualidade e dignidade artística de uma banda que está prestes a completar duas décadas de existência. Produzido pelo velho amigo Brendan O'Brien (em parceria com a banda), vai mostrar, para os velhos e novos fãs, que o grunge de Seattle ainda vive, sim. E que fazer rock de verdade é muito mais do que fazer canções tolas e pegajosas, ou apenas vender a alma para faturar milhões no circo da música pop.

A capa do novo disco

* Este texto sobre o novo álbum do Pearl Jam vai com carinho para o graaaaande brother Wagner Wedder, um dos amigos mais queridos destas linhas rockers online, além de fã número zero da turma de Eddie Vedder.

* E eles não eram extamente grunge mas foram - e continuam sendo - tão importantes quanto pra história recente do rock americano. O blog está falando do trio Meat Puppets, que foi lembrado ontem no "Coluna MTV". O MP, todo mundo sabe, é o trio cow punk (cow punk=punk rock fundido à música country) que era idolatrado por Kurt Cobain, que gostava tanto dos caras que os chamou pra tocar no Unplugged do Nirvana. Pois a banda continua na ativa e lançou um disco fodão em maio deste ano, o "Sewn Together", que ninguém falou nada por aqui (leia-se: a blogosfera rocker brazuca, Zap'n'roll inclusa, vamos admitir). Bão, o blogon vai "pescar" o dito cujo na net e depois irá comentá-lo aqui com a devida atenção, ok?
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PERUAS, DIVAS E PUTAÇAS POP EM IMAGENS
Uia! Elas andaram ar-ra-san-do nos últimos dias, na mídia planetária. Primeiro, foi a nova diva vaquilda do pop inglês, Lily Allen (que toca nesta quinta-feira em Sampa, na Via Funchal), que arrancou quase toda a roupa em ensaio para a revista GQ.
Depois foram as xoxotudas Pink e Shakira (essa é vadia meeeeesmo, alguém já viu o novo clip da moçoila???) que, vejam só, apareceram em modelões quase idênticos na festa de entrega dos prêmios do VMA, da MTV, no último domingo nos EUA.
Pra quem quiser conferir, os pics de tudo isso aí embaixo:

Lily Allen (acima) mostrou sua (pouca) teta na GQ; Shakira e Pink (abaixo) foram de "gêmeas" no VMA nos EUA

 

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TEM MAIS, MAS ACABOU!!!
Yeeeeesssss! O blogon, já em ritmo de pré-finde e de retorno a Sampalândia, corre para preparar o último post escrito da capital do Amapá. Então este pára por aqui mesmo, no problem? Claaaaaro que pintaram uns papos de última hora, a saber:

* A Justiça americana encerrou o processo que o guitarrista Joe Mallatriani movia contra o graaaaande Coldplay, por suposto plágio da turma de Chris Martin em cima de uma música de Joe. A Corte onde onde a ação estava sendo julgada, indeferiu a acusação, por entender que ela não se sustentava. Ou seja: perdeeeeeu playboy! (no caso, o Mallatriani, hihi).

* O meio caído Panic! At The Disco também acaba de fechar com o Maquinaria. Toca na segunda noite do festival (em 8 de novembro), ao lado do Evanescence, Danko Jones e Duff Mckagan (ex-baixista de quem mesmo???). A briga entre Maquinaria e Planeta Terra está ficando, assim, cada vez mais sangrenta (lembrando: no PT vão tocar Primal Scream, Sonic Youth, Maximo Park e Ting Tings, entre outros). O PATD andou balançando há algumas semanas, com a saída de dois de seus integrantes da formação original, e não deverá acrescentar nada de espetacular ao Maquinaria, que continua valendo pelo Faith No More e pelo Jane's Addiction. E aí, a blog pergunta novamente: em qual dos dois você vai??? (a amada Adriana Ribeiro, velha e queridíssim amiga destas linhas zappers, estava decidida a ir no Maquinaria, mas já mudou de lado, hihi)

* Ah sim, todo mundo já está sabendo que o batera do Radiohead, Phil Selway, está gravando seu primeiro disco solo, onde ele toca guitarra e canta. Zap'n'roll bota fé na estréia solo do rapaz, só isso.

* Vai no show "very exclusive" do Franz Ferdinand no próximo dia 30 na badalada The Week, em Sampa? Então corra e se mate: vendas dos tickets a partir de HOJE, pelo www.ingressorapido.com.br ou através do fone (11) 4003-1212. Apenas 500 convites à venda. Preço de cada um: 260 pilas. Na noite seguinte, Alex Kapranos e cia. se apresentam na entrega do VMB2009.

* E agora chega mesmo!!! Nesta sextona entra aqui a crítica do novo do Muse (olha eles lindões aí embaixo, na capa da NME desta semana), em texto assinada pela espertíssima Rudja Catrine. E também papos sobre o XX, Mountaintops, Juliette Lewis, a cena rock de Macapá e muuuuuito mais. E fora que, semana que vem, vão desabar (literalmente) aqui no blogon, alguns ingressinhos pra dois festivais que irão sacudir Sampalândia em novembro. É isso: estamos trabalhando sempre e bem, para servir sempre, no?

 

* RIP Patrick Swayze. Todo mundo se vai um dia, né? Mama Janet adorava "Ghost", que ele interpretou ao lado da Demi Moore. E Zap'n'roll não esquece do início dele em "Outsiders - Vidas sem rumo", do gênio Coppola. É isso.
(atualizado e finalizado por Finatti em 17/09/2009, às 4:30ha.)

Cansado de ser sexy nas férias (ou: o post que não veio, hihi)

1 Comentário »

 

 

O novíssimo e badalado grupo XX, e o já mezzo "veterano" Muse, que lança disco novo: o rock inglês continua sendo o melhor, no? 

É verdade!
Justo agora que, após quinze dias de "férias" em Macapá (desfrutando de todos os prazeres que uma grande paixão, no caso a deste blogger eternamente coração mole e vassalo de garotas lindas e cultas, pela igualmente linda, gatíssima e super ninja em cultura pop, a deusa Rudja, pode proporcionar), tínhamos deixado a preguiça de lado e resolvido fazer posts turbinados (e bastante elogiados pelo nosso dileto leitorado), pronto: bateu preguicinha novamente e Zap'n'roll resolveu cancelar seu falatório mega de rock alternativo e de cultura pop desta sextona, pra voltar mais empolgante do que nunca no comecinho de nossa vindoura última semana por aqui com - aí sim - novidades "hot" e que nossos fiéis seguidores merecem ler, no? Afinal a concorrência tá  brava na blogosfera e até quem não é do ramo anda embarcando na onda "blog indie", mesmo escrevendo nomes de bandas de forma errada aos borbotões e não entendendo nada do assunto. Mas como o blogon zapper não está nem aí pra isso, olha só que bacana: já estamos "orelhando" aqui na capital do Amapá o novo disco da Juliette Lewis. E também o "The Resistance", do amado/odiado e sempre polêmico Muse (que a Rudja adora). Então, guentaê que estas linhas rockers bloggers vai se dar ao direito de tomar muitas brejas e caipvodkas com sua girlfriend francesa neste finde e volta logo menos na sequência, falando do que deve por aqui, certis?
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O "ROUBO" QUE É O PREÇO DE UM INGRESSO NO BRASIL
Só pra constar: dom Thiaguito Ney, o homem da Ilustrada no Pop, escreveu texto bacanudo no seu blog sobre o abuso que é cometido em relação aos preços cobrados pelos ingressos de shows gringos no Brasil. O autor deste blog concorda em gênero, número e grau com o que Ney escreveu e por isso mesmo reproduz o texto aí embaixo:

"E anunciam hoje de manhã shows do Prodigy em São Paulo (23 de outubro) e no Rio (24 de outubro). Tanto em SP como no RJ há dois tipos de ingressos de pista: aquele para a pista "normal" e aquele para a pista "premium".
Os ingressos para as pistas "normais" custam R$ 180 em São Paulo e R$ 150 no Rio. Para as pistas "premium", R$ 350 em SP e R$ 250 no Rio.
A ganância dos promotores é a única justificativa para tal procedimento. Sabem que o fã de determinado artista está disposto a tudo para ficar perto do ídolo, e sabem que tem gente que paga o preço que for apenas para ganhar um lugar em uma "área VIP". Aquele fã que não tem direito a carteira de estudante, que não falsifica carteira de estudante, que não tem dinheiro suficiente para pagar um preço quase extorsivo pelo ingresso, é alijado da parte de frente do palco, o que deixa qualquer show de grande porte menos interessante.
E o Brasil é provavelmente o único país do mundo em que casas de show de tamanho pequeno ou médio dividem o público de pista dessa maneira esdrúxula e nada justa. Será que algum dia isso vai mudar?"

Sacanagem, né? E das grandes.
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* O PÙBLICA NO VMB - Olha, não é por nada não, mas como o blog já disse aqui há pouco tempo, as indicações do VMB2009 estão infinitamente melhores do nos últimos anos. E para clip do ano, Zap'n'roll declara aqui, publicamente, seu voto: é para "Casa abandonada", do quinteto gaúcho Pública. A música é ótima, o clip é sensacional e o Pública é foda, um dos cinco ou seis melhores grupos da safra atual do rock brazuca. E pau no cú de quem discordar, farô?

 

O super quinteto gaúcho Pública: o blog torce por ele no VMB2009 

* O X DA QUESTÃO - Já o inglês XX anda sendo tão falado... será que o quarteto britânico é mesmo tudo isso? Bien, bien, o álbum, homônimo do quarteto formado por Romy Maddley, Baria Qureshi, Oliver Sim e Jamie Smith, lançou seu primeiro disco (que leva apenas o nome da banda) há exatos trinta dias, e não se fala em outra coisa na Velha Ilha. Contratado pela Rough Trade (um selo lendário e de respeito, que revelou para o mundo os Smiths e, no novo milênio, os Strokes), o XX vem de Londres e existe há apenas quatro anos. O blogão sempre atento a essas paradas novíssimas (mas sem babar ovos para "hypes" desnecessários) vai dar uma ouvidinha no cd e logo menos conta por aqui o que achou. A grande preocupação zapper com o novo grupo é que ele seja bonzão de fato e, tal acontece com 90% das bandas de hoje, desapareça daqui a pouco sem deixar rastro, como aconteceu com zilhões de conjuntos recentes e decentes - que fim levou, por exemplo, o ótimo Glasvegas (que o blog adora), que também editou um ótimo álbum de estréia, causou o maior tumulto no mondo pop e de repente, ninguém fala mais nos caras? Pois é...

* E AS BALADENHAS DO FINDE, CLARO! - Yep, está aí em Sampalândia? Pois então cola hoje, sextona, lá no bar Kitsch Club (que fica na rua Vergueiro, 2676, Vila Mariana, zona sul paulistana), que a sempre linda, meiga e super dj Vanessa Porto está estreando sua festa Red Box por lá. Vanessa é uma das melhores djs da noite under paulistana e estava pilotando a mesma festa na Funhouse (que, com a mudança, perde mais uma festa bacana, o que não é nada bom pro sobradinho da rua Bela Cintra, que anda em fase mezzo flopada). E além de sempre fazer um set bacanésimo, ela ainda vai contar com o auxílio luxuoso do Ivan Sabian. Sorte na estréia Van, e assim que Zap'n'roll voltar a Sampa, pretende dar uma passada lá no Kitsch, pra curtir a Red Box.///Já no Alley Club (rua Barra Funda,. 1066, Barra Funda, zona oeste paulistana), tem mais uma edição da festa PopUp, comdanda por ele! Quem??? Dear Luuuuusssssciiiiiooooouuuuusssss Ribeiro, a lenda do gonzólico jornalismo pop paulistano, quem mais? Uia!///Show bacana em dose dupla? Vai pro Inferno (hihi), na rua Augusta 501 (centrão rocker de Sampa), onde tocam hoje Faichecleres e Identidade, com discotecagem do querido Daniel Belleza.///No Berlin (rua Cônego Vicente Miguel Marino, 85, Barra Funda), também hoje (animada a sexta, hein!), tem show do folker group Fotograma, do querido Carlinhos (lá da Sensorial Discos).///Sabadão? Impedível a Outs (rua Augusta, 486), que além de abrigar show dos Zumbis do Espaço, ainda vai ter mega festa pra comemorar mais um niver da queridíssima e super dj Tati, residente da casa e uma das garotas mais bacanas da indie scene paulsitana. Pena que Zap'n'roll não estará lá pra dar um mega abraço em sua graaaaande amiga. Mas deseja, daqui de Macapá, tudibom pra ela, sempre!///E, ufa! Sabadón ainda vai ter a festona Discotexxx no simpático e aconchegante Astronete (rua Matias Aires, 183-B, Consolação, centro de Sampa), com discotecagem supimpa do Serginho Barbo. Tá bom, né? Se joga, mano! 

 

* E O INGRESSO DO BEIRUT??? - Está aqui, oras. Ele caiu nas mãos de Abel Soller Mourão, de Sampa mesmo, que já recebeu instruções via e-mail sobre como retirar o ticket, e vai feliz hoje à noite curtir o show da turma do Zac Condon lá na Via Funchal. Mas não fiquem tristes, não. Daqui a pouco (assim que o blog retornar a Sampa), vão pintar uns ingressinhos aqui pro Maquinaria e pro Planeta Terra, pode esperarrrrr.

* E TCHAUZES! - Deixa o sujeito aqui curtir seu finde ao lado da namorada, que pra semana voltamos com maaaaais, certo? O blogão se vai, deixando baccio meigo na "sogra" Telma, que acaba de chegar animada da balada, hehe. Inté!

(enviado por Finatti às 4:30hs.) 

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