Dynamite

Chega de moleza! Então vamos lá, com Spoon, Camera Obscura (talvez...), Drugstore, Smiths, Grito Rock etc, etc.

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* Está na hora de por isso aqui em ordem e em dia, no? Se tudo correr bem, teremos dois posts esta semana. Este que você começa a ler agora e mais outro, na sextona pré-carnaval (argh...). Aí, depois, voltamos após a quarta-feira de cinzas, pode ser?

* Bamos, então?

* Andamos preguiçosos, vamos admitir. Sabe como é, era janeiro, férias, a agora noiva do rapaz aqui, a Rudja, passando temporada em Sampa... descuidamos do blog, é vero. Mas, vem cá: se até dear Lusssssciiiiiooooouuuuusssss anda meio assim com a sua notória Popload, por que nós não podemos também dedicar algumas semanas ao célebre "ócio criativo", tão bem defendido pelo filósofo italiano Italo Calvino? Zap’n’roll também é cultura erudita, além da pop, hihi.

* O bicho vai pegar por aqui, em termos de promo de ingressos na faixa para alguns shows gringos mega bacanas que estão vindo por aí. Na parada, já com promos confirmadas: Coldplay, Gossip e Social Distortion (e estamos batalhando também pelo Franz Ferdinand). Dá uma lida no final do post e você entenderá melhor o lance.

* Nop, o blog não foi conferir o show da Beyoncetaço. Nem se interessou em pedir credenciamento, na verdade. Não é o tipo de som que o sujeito aqui curte. Tudo bem, ela é um xoxotaço, canta bem e dento do seu estilo – um r&b bem pasteurizado e diluído, pra tocar horrores em rádios –, é uma das melhores artistas que se têm notícia. Mas enfim, não é algo em que o blogger rocker iria atrás.

* A questão é: até que ponto vale a pena gastar 70 pilas pra ver um show desse na arquibancada de um estádio como o do Morumbi? Seja no show da Beyoncé, no do Metallica ou do vindouro Coldplay, que também será no mesmo local. O querido Vini F., baixista dos Ecos Falsos (e irmão destas linhas zappers) foi conferir a gig da cantora americana, ao lado da sua girlfriend Suely. Ele constatou o óbvio: "o som não chega potente às arquibancadas nem fodendo. E mesmo com os telões, não dá pra ver muita coisa de tão longe". Pois é: são as agruras dos fãs que não podem pagar pra ver um espetáculo desses na pista – ou na famigerada "pista premium", que nada mais é do que um eufemismo para dizer ao fã: "você está sendo assaltado!".

* Fora as bizarrices que rolaram antes de dona Beyoncé subir ao palco, e que estão hilariamente relatadas pelo sempre competente Marco Canônico, no blog Ilustrada no Pop. Dá uma lida lá e divirta-se.

* Ah, sim: depois do show, Vini F. correu para a Funhouse e subiu ao palquinho do sobradinho indie da rua Bela Cintra (no centrão rocker de Sampa), para empunhar seu baixo no beeeeem legal show que os Ecos Falsos deram por lá, na madrugada de domingo, com direito à canja do já badalado Nevilton. Mas falamos melhor sobre isso logo mais aí embaixo.

* O GRITO ROCK INVADE O PAÍS – Festival cuiabano que começou modestamente há sete anos, em 2003, o Grito Rock hoje se posiciona como um dos maiores eventos rockers do circuito independente brasileiro e já se tornou um marco tradicional do período carnavalesco. Pois o GR chega a 2010 colocando quase mil bandas pra tocar em mais de 85 cidades do Brasil e da América do Sul – daí agora ele ostentar o nome "Grito Rock América do Sul". A movimentação de shows já começou no último finde quando, por exemplo, rolou o Grito Rock de Macapá (capital do Amapá). E até a semana que vem a circulação de novos talentos (sendo alguns já consagrados) do novo e emergente rock brasileiro continuará por palcos espalhados pelos quatro cantos do país. Zap’n’roll esteve na capital do Mato Grosso em 2005, quando acompanhou a terceira edição do GR, que ainda era modesto e foi realizado num espaço pequeno, a Galeria do Pádua. Mas foi ali, naquele GR, que o blog (então coluna) descobriu nomes como o Vanguart e o Macaco Bong, trouxe as ótimas novas pra Sampa e sofreu retaliações e gozações de imbecis que pululam pela mass mídia cultural paulistana e pelo famigerado Orkut, que não se conformavam em aceitar o fato de que existia toda uma cena rocker articuladíssima e de grande qualidade artística fora do eixo sudestino. Cinco anos depois, todo mundo que acompanha estas linhas bloggers e se interessa por cultura pop e rock alternativo, sabe que tanto Vanguart (que vai abrir os shows do Coldplay no Brasil) quanto Macaco Bong (que já se apresentou na Europa e no Canadá) são dois dos principais nomes do novo rock nacional. E não só: o blog acompanhou toda a evolução do festival, a criação do coletivo Fora do Eixo, a disseminação do evento pelo Brasil até o ponto de ele se tornar o que é hoje: um dos principais festivais do calendário anual da Abrafin (a Associação Brasileira de Festivais Independentes, hoje bastante contestada por várias bandas pelo seu método de conduzir a indie scene nacional mas que, enfim, continua sendo a entidade que está botando a cena independente brasileira pra funcionar). O autor deste blog, que já foi muito próximo do produtor Pablo Capilé (o sujeito que criou a produtora cuiabana Cubo, o próprio GR e concebeu as diretrizes do Circuito Fora do Eixo, sendo considerado por muitos músicos, hoje, como o homem mais poderoso da cena independente brazuca) rompeu com ele e hoje reatou relações "diplomáticas" (rsrs), considera sim que o GR é de importância fundamental para que um número cada vez maior de bandas possa mostrar seu trabalho para o grande público. Tanto que a qualquer momento estas linhas zappers estarão batendo um papo com dom Capilé, a respeito do festival, do atual cenário independente nacional, das implicações políticas que envolvem seu trabalho de produtor cultural e da palpitante questão: estará o Circuito Fora do Eixo finalmente se rendendo ao Eixo que ele tanto combate? Afinal, o coletivo acaba de inaugurar escritório na capital paulista, sendo que o próprio Pablo Capilé fixou residência temporária na cidade. Enquanto a entrevista não rola, você pode saber tudo sobre o GR e quem vai tocar em qual cidade, acessando www.gritorock.com.br. Em Sampalândia, o GR 2010 acontece na próxima sexta-feira no StudioSP, lá na rua Augusta, com shows imperdíveis do Macaco Bong e dos mineiros dos Porcas Borboletas. E o blogon sempre antenadon vai estar lá, claaaaaro!

* Você por acaso se lembra do Drugstore? Não? Buenas, a banda é um trio indie guitar fundado em Londres, em 1993, pela paulistana (yeah!) Isabel Monteiro que, cansada de tentar a vida como cantora por aqui, um dia se mandou pra Inglaterra. Lá ela encontrou gente com o mesmo gosto musical que o seu e resolveu encarar o mundo do rock’n’roll. Assim nasceu o Drugstore, que chegou a se tornar relativamente grande na cena alternativa inglesa, sendo que o grupo lançou apenas quatro álbuns nestes quase vinte anos de existência. Uma trajetória cujo ponto culminante aconteceu quando a banda lançou o single "El President" em 1998, e que tinha a particição mais do que especial de Thom Yorke nos vocais, fã confesso do trio liderado por Isabel. Anyway, eles chegaram a tocar no Brasil, sumiram de cena e agora, após oito anos sem lançar nada inédito, prometem um novo disco de estúdio para 2010. Ah, sim: a outra nota curiosa sobre o conjunto também envolve outro músico brasileiro. Tito, ex-integrante do saudoso Blemish (uma das bandas mais legais que existiram na indie scene paulista no início dos anos 2000), e que se mudou pra Londres há alguns anos, acaba de ser efetivado no Drugstore como guitarrista. Vamos aguardar e conferir o novo som da banda que um dia foi a xodó do vocalista do Radiohead.

* E pra você se lembrar, aí embaixo o vídeo de "El President", com o Drugstore.

"El President" – Drugstore com Thom Yorke

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E como a moleza acabou por aqui, pode ir se preparando que vem muuuuuito mais aqui no blogão campeão, logo menos. Tem uns papos sobre os Smiths (eternos e inesquecíveis, né?), sobre o pum fedido que é o novo disco do... Spoon (hihi), sobre Twitter, Ecos Falsos etc. Então colaê novamente que até o final desta terça-feira, vamos desovar tudo isso e mais um pouco por aqui, beleusma?

* Mas se você não aguenta esperar pra saber sobre aquele assunto de promo de ingressos, já vamos dar logo o serviço. Afinal, desta vez não tem mesmo pra concorrência! Zap’n’roll sai na frente de todo mundo na blogosfera brazuca dedicada à cultura pop e, numa mega promoção pra enlouquecer seu dileto leitorado, põe na roda a partir de agora:

* UM INGRESSO para o show do Coldplay, dia 2 de março, no estádio do Morumbi, em Sampa;

* UM PAR DE INGRESSOS para o show do Gossip, também em Sampa, no Global Room, dia 19 de março;

* E INGRESSOS (número ainda a ser definido) para o showzaço do velho punk Social Distortion, dia 19 de abril, também em Sampalândia mas lá na Via Funchal.

Tá bão ou é pouco? Pra concorrer, o esquema de sempre: e-mails à jato para o hfinatti@gmail.com.

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Então, por enquanto é isso. Daqui a pouco tem maaaaaais...

(enviado por Finatti às 5:30hs.)

A festa do Zona Punk, o Gossip, o Grito Rock...

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Entonces, tentando por essa bagaça em dia...

Não é mole, pode acreditar. Mas agora que as férias zappers de fato acabaram, que a linda girlfriend do sujeito aqui, a Rudja, infelizmente retornou lá pro extremo Norte do país (em Macapá, onde em breve estaremos novamente, para comemorar o birthday da garota, em abril), e que a chuva e o calor continuam não dando trégua em Sampalândia, vamos tentar por finalmente o blogão campeão em cultura pop nos eixos, né? Isso acontece sem falta na próxima semana, já no comecinho dela, pois hoje o blogger loker ainda está atrapalhado, pois irá participar logo mais à noite do festão anual do site Zona Punk, lá no Hangar110, quando Wlad (alô, gordinho doidão de nosso corazon, feliz aniversário, rsrs) e sua turma irão premiar os melhores da cena rocker paulistana em 2009. O blog vai estar por lá, sem dúvida alguma, pra se entupir de brejas e depois ir discotecar no clube Outs, no after party do Hangar. Aí amanhã estaremos mortos de ressaca, sem saco pra nada e, portanto, tudo volta de fato ao normal por aqui logo no começo da próxima semana, okays? Afinal, o mondo rocker não pára – aliás, ele já está agitadíssimo neste início de fevereiro. Duvida? Vai lendo aí embaixo, e veja se estamos exagerando...

* Por exemplo: a nota bizarríssima da semana passada foi a nova prisão dele! De quem? Do nosso amado (anti) herói do indie rock britânico, Pete Doherty, que foi em cana pela bilionésima vez após ter comparecido em uma audiência em um tribunal de Londres (para prestar depoimento em um de seus inúmeros processos por porte de drogas e excessos ao dirigir). Pois não é que o moçoilo, doidão em tempo integral, foi flagrado na dita audiência, portando nada menos do que 13 papelotes de heroína, que estavam no bolso de seu paletó? Tsc, tsc, já virou comédia as aventuras junkies do líder dos Babyshambles...

* Discos gringos que estão agitando a temporada: os novos do Spoon e do Gorillaz, este a qualquer momento sendo resenhado por aqui, nestas linhas zappers. Já o Spoon, que o blogão sempre achou meia-boca, talvez passa batido por aqui. Tem outros blogs mais sem assunto que podem se ocupar melhor em resenhar discos de bandas de terceiro escalão, como é o caso do Spoon.

* É, U2 novamente por aqui só mesmo em 2011, ao que parece. Já a nova banda de Liam Gallagher promete sua estréia em disco para julho próximo.

* Bem antes disso, temos Gossip em Sampa, no? A gorducha sexy e estilosa Beth Ditto e sua turma vão fazer a alegria dos "mudernos" dia 19 de março, em badalado festival electro lá no Global Room, na Vila Leopoldina (zona oeste paulistana). E o blogon que não dorme no ponto já agilizou promo de ingressos pra você, dileto leitor zapper, ir na faixa assistir ao badalo. Logo menos damos mais detalhes a respeito, guentaê só mais um pouco.

* Após botar o sensacional XX (com total justiça) na capa da sua edição da semana passada, o New Musical Express resolveu fazer algo mais saudosista esta semana: The Specials, a lendária banda do movimento Two Tone inglês (que reinou na Inglaterra no início dos 80’, reunindo brancos e negros em bandas que tocavam ska de forma alucinada), está todo pimpão na capa do semanário.

* E o Them Crooked Vultures, que lançou discaço de estréia no ano passado (e devidamente comentado por aqui), promete novo álbum para 2010.

* Foi no Metallica? Vai na Beyoncé? Se for, boa sorte...

* Tá de bobeira no finde, que já começa hoje? Cai no Inferno Club (rua Augusta, 501, centrão rocker de Sampa), onde rola o Engata Quinta, comandado pelos djs Flávio Forgotten e Adriano Costa. Já no mesmo Inferno, mas amanhã (sextona), tem a festa Dance To The Underground, com a super dj Vanessa Porto e show glam sempre bacana dos Bastardz.

* Enfim, por enquanto é isso. Caaaaalmaê que logo no comecinho da próxima semana Zap’n’roll volta finalmente ao seu ritmo normal, promessa de jornalista etermamente rocker e mega atrapalhado, hihi. Pode colar aqui novamente na semana que vem que o blog vai falar da abertura do escritório da Fora do Eixo em Sampa (com direito a mudança da lenda Pablo Capilé para a cidade, rsrs), dos Gorillaz, do festival Grito Rock (que já começa a se espalhar por todo o país neste finde, com sua edição de Macapá, onde irão tocar bandas locais mega bacanas como a Stereovitrola, a Mini Box Lunar etc.), de mais isso e aquilo. E também do Gossip, claaaaaro!

* Então ficamos assim. Vamos ali, na festa dos melhores do ano do Zona Punk (www.zonapunk.com.br), e depois voltamos aqui, de ressaca, pra contar como foi, okays? Beijos nas crianças e saudades da Rudja, sempre!

(enviado por Finatti às 13:15hs.)

2010 no ar, com Vampire Weekend, Coachella, Ecos Falsos, etc (versão final em 23/01/2010)

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A primeira grande fraude de 2010: o novo álbum do Vampire Weekend 

Custou né?

Mas o blongon campeão quando o assunto é cultura pop e rock alternativo, finalmente retoma suas transmissões normais por aqui, no nosso já clássico portal Dynamite online. E muuuuita coisa rolou neste começo de 2010, no? A chuva que não pára em Sampalândia, o terremoto que pulverizou o paupérrimo Haiti, os shows que já esquentam o ano a partir de agora (Metallica, Cranberries), a enfim adesão zapper ao Twitter (que pode ser alcançado em www.twitter.com/zapnrollfinatti) etc, etc, etc. Como faz em todas as viradas de ano, Zap’n’roll se deu ao direito de entrar em "recesso" por algumas semanas, entre o meio de dezembro e início de janeio. Só que este recesso se prolongou um pouco mais desta vez e por um ótimo motivo: as férias da linda e amada girlfriend do autor destas linhas rockers bloggers, a Rudja, que está em Sampa desde o último dia 12 – e ela gostou tanto da capital paulista que já pensa em se mudar pra cá em 2010. E se isso de fato acontecer, iremos continuar por aqui mesmo, no centro difusor de tudo o que rola na terra brasilis em termos de música e cultura pop em geral. Mas se nada disso acontecer e o blog se mudar mesmo pra Macapá neste ano, sem problema também: lá é uma terra boa. Quente porém boa, tranquila, sem muita loucura, sem grandes problemas de violência urbana e miséria social. E... sem terremotos também. Anyway, vamos a mais um ano de blogagem porque, como disse mui sabiamente o inesquecível poeta Cazuza, há mais de duas décadas: o tempo não pára. E hoje, no milênio dominado pela web e pelas conexões mega ultra velozes do mundo virtual, ele não pára mesmo. Jamais. Bamos, então? Bem-vindos a 2010, galere!

* Yep, o terremoto no Haiti continua dominando as atenções. Ontem, a terra voltou a tremer com força por lá. Que tal você ser solidário e fazer alguma doação pros nossos irmãos haitianos? Ao que parece, a Caixa Federal abriu uma conta específica para isso. Vá até a uma agência do banco e procure se informar.

* Em sua já looooonga história, o rock’n’roll se mobilizou por muitas causas sociais. São notórios o "Concerto para Bangladesh", organizado pelo saudoso beatle George Harrison nos anos 70’, e o Live Aid nos 80’. Estranho que até agora nenhum popstar tenha pensando em fazer algo semelhante pelos haitianos...

* Alguém aí por acaso conhece a cidade inglesa de... Colchester? Hã???

* Jack Bauer volta ao ataque! A oitava temporada de "24 Horas" estreou nos EUA no último finde. Deve chegar aqui entre março e abril, via canal Fox.

* Quem diria que o Gorillaz, o projeto paralelo que o vocalista Damon Albarn, do Blur, criou em 1998, voltaria à ativa depois de um longo período de hibernação? O Gorillaz, você se lembra bem (ou não), era aquele grupo virtual, mezzo eletrônico, mezzo trip hop, que surgiu no vácuo deixado pelo gigante britpop liderado por Albarn, quando a banda já não anadava mais tão bem das pernas. Foram lançados então dois álbuns ("Gorillaz", em 2001, e "Demon Days", cinco anos depois), que venderam horrores e ofuscaram bastante a própria trajetória do Blur. Mas aí Damon resolveu se unir novamente aos seus velhos parceiros de britpop e o Gorillaz entrou de "férias". Enfim, a notícia é que o conjunto virtual está de volta com o álbum "Plastic Beach", que tem lançamento naquele pré-histórico formato conhecido como cd, no próximo dia 8 de março. Com tracklist já divulgado e capa também (essa que você vê aí embaixo), espera-se que seja um discão já que ele tem, entre outras, as participações de Lou Reed, Mick Jones e Paul Simonon (do Clash) e Mark E. Smith, do lendário The Fall. O blog sempre antenadão nas novidades hot do indie rock planetário já está caçando o dito cujo pela web e assim que der uma "orelhada" nele, irá comentá-lo por aqui, certo mano?

 

Lou Reed: um gênio do rock''n'roll marcando presença no novo disco dos Gorillaz 

* E não, o Gorillaz também não surgiu em Colchester, hihi.

* Pois é, o blog duvida totalmente que o novo do Gorillaz seja pior do que o novo do Vampire Weekend. Lê aí embaixo e veja porque.

MEGA GOL CONTRA DO VAMPIRE WEEKEND

O mundo está a favor de "Contra", o segundo álbum do quarteto americano Vampire Weekend, que saiu nos EUA logo no comecinho de janeiro. E Zap’n’roll está totalmente contra o disco. Afinal, estamos aqui para isso mesmo: para demolir mitos e ícones imediatistas (ou, em outras palavras: hypes canhestros que não deveriam ter nem os quinze minutos de fama, vaticinados pelo saudoso e loki Andy Warhol) da cultura pop e do rock alternativo contemporâneo. Posto isso, vamos lá: "Contra" é chatíssimo. Um pé no saco, e dos mais insuportáveis que o autor destas linhas zappers teve o desprazer de ouvir neste início de ano.

O VW é a banda "queridinha" da vez entre uma certa casta de jornalistas musicais daqui e de fora, que se julgam a fina intelligentsia da mídia especializada em cultura pop. O grupo também é paparicado pelos "indieotas" mais "descolados" e que adoram pagar de "intelectuais" e "mudernos" em seu círculo babaca. Neste caso, a banda deverá cair logo em desgraça entre esses pelasacos otários: "Contra" cometeu a absurda façanha de ir parar no topo da parada da Billboard americana, onde permanece até agora, enquanto estas linhas rockers virtuais são digitadas. Já vendeu espantosas 130 mil cópias. E como todo mundo está careca de saber, indie kid oligofrênico detesta grupo que passa a ser conhecido por mais de quinze pessoas – o crédito desta teoria vai para o grande amigo e célebre produtor musical Luiz Calanca.

Formado pelo vocalista e guitarrista Ezra Koenig, pelo guitarrista e tecladista Rostam Batmanglij, pelo baixista Chris Baio e pelo baterista Chris Tomson, o Vampire Weekend surgiu em Nova York há pouco mais de quatro anos e lançou seu primeiro álbum em 2008. Chamou logo a atenção da crítica e de uma razoável quantidade de fãs, por agregar ao seu rock de contornos experimentais nuances de black music e muitas referências da música negra africana. Nada que os Talking Heads já não tivessem feito mil vezes melhor há quase três décadas, mas como a memória da mídia especializada em cultura pop não é exatamente um primor (muito longe de ser, aliás), o VW se tornou a bola da vez entre os novos grupos do indie rock planetário.

 

A capa da nova "obra-prima" do Vampire Weekend 

E, sim, ok, o primeiro disco até tinha lá seu charme e algumas canções, hã, legais. Mas este "Contra" é mesmo algo indefensável. O quarteto, por certo tomado pela síndrome ególatra de "sou fodão", viajou na maionese, fundiu os miolos em estúdio e saiu de lá com essa catástrofe tão pavorosa quanto o terremoto que devastou o Haiti. E não se trata de implicância ou rabujice rocker do sujeito aqui. Vejam só: o que dizer do vocal "infantil" e sem matiz de Koenig, quando ele tenta emular Peter Gabriel na percussiva, cheia de xilofones e chata "Horchata" (o nome da faixa, inclusive, vem bem a calhar)? "White Sky" segue pelo mesmo caminho: traz vocais em falsete, guitarras discretas mas tratadas com efeitos, bateria tentando simular a sonoridade de tambores africanos, e tudo isso resulta em uma música emasculada, sem tesão e sem dizer a que veio. A levada melódica do disco ganha uma acelerada em "Holiday"; a mesma acelarada que toma de assalto "Cousins", o primeiro single de trabalho do cd e que já tem clip circulando no YouTube e na MTV. São dois minutos e meio com solo de guitarra estridente, vocais mais "agressivos" e uma postura mais "rock" e menos, hã, "tribal". No final das contas, é uma música sofrível ao extremo e que alguém nos orkuts da vida, metido a gênio (gênio imbecil, diga-se) do jornalismo musical paulistano, classificou como um single histórico. Meo deos...

O álbum é um desastre interminável. "Taxi Cab", "Run", "Diplomat’s Son", nenhuma faixa salva "Contra" de soar como um indigesto remake sônico de sincretismos que já foram muito melhor engendrados na história do rock’n’roll. Quem duvidar disso ou achar que o blog está exagerando em sua opinião, que procure ouvir "Graceland" (lançado por Paul Simon em 1986). Ou então, "Fear Of Music" (de 1979), "Speaking In Tongues" (editado em 1983) e "Naked" (lançado em 1988), todos do seminal e inesquecível Talking Heads.

Perto dos discos citados acima, "Contra", do Vampire Weekend, exala apenas o odor de um peido ultra fedido, daqueles que inundam o ambiente mas desaparecem rapidamente, misturados a zilhões de outros odores. E o mais inacreditável dessa história toda é que, por aqui (novamente em comunidades do Orkut povoadas por "gênios" retardados), o trabalho já foi aclamado como o "primeiro grande disco de 2010". Lá fora, então, é o horror e a loucura total: a NME deu nota 8 pro disco, Rolling Stone, Guardian, Spin e Allmusic, todos deram quatro estrelas pro cd, em cinco possíveis. Das duas uma: ou a humanidade está louca e errada, ou Zap’n’roll é que não possui "erudição" e neurônios para entender uma "obra-prima" como este "Contra".

VAMPIRE WEEKEND AÍ EMBAIXO

No vídeo de "Cousins".


Vampire Weekend - "Cousins" 

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SAIDEIRAS PRA ENCERRAR O POST

* Foi maus, rapeize. O distinto aqui teve seu momento "de volta à infância", e pegou uma suportável porém mega incômoda infecção no ouvido esquerdo (fazer o quê, né? Baladas e mais baladas, chuva, drinks e brejas geladas, noites mal dormidas etc dá nisso mesmo, afinal não somos mais adolescentes), que está sendo tratada com antibióticos, analségicos e aquele bla bla blá todo. Isso tirou o ânimo pra prosseguirmos com este post. Mas a promessa é voltar quente na próxima semana, falando do (bom) novo disco do Ecos Falsos. E também de "Plastic Beach", o novo do Gorillaz que já vazou na rede e que está dando pinta de ser (esse sim!) um dos grandes discos gringos deste início de 2010.

* Buenas, mas mesmo com a tal infecção, o zapper loker não deixou de ir ontem ao StudioSP pra conferir o set "VangBeats", onde o Vanguart enfeixou apenas releituras para todos aqueles clássicos dos Beatles que todos nós amamos. A casa estava abarrotada de gente, o show foi beeeeem bacana, a Rudja adorou tudo e foi niver do querido Montalvas (parabéns com atraso, seu careca safado, hihi). Depois, ainda sobrou fôlego pra trinca Zap’n’roll/Rudja/Natália "beuda" ir se acabar na Loca, na fervidaça noite "Loucuras", comandada pelo super André Pomba, hoje o dj mais top da noite under paulistana. A noitada só acabou às sete da manhã de sexta, quando o sujeito aqui finalmente conseguiu esticar seu esqueleto na sua confortável caminha...

* Pra se recuperar e voltar com tudo logo no começo da semana e pós-feriado do aniversário de Sampa, o blogger popper se manda daqui a pouco pro sítio da Adriana Olinto, lá em Juquitiba. Lá, junto com a Rudjinha, boa alimentação, banhos de piscina, xucadas e algumas caipirinhas de vodka e omeletes especiais (feitos pelo gourmet zapper), para tornar o finde mais goxxxxxtoso, rsrs.

* Pra quem vai ficar em Sampa, tem Meaning High e Lemon Haze hoje à noite na Outs (rua Augusta, 486, centrão rocker de Sampa), mais Gala Monstro no Berlin (rua Cônego Miguel Vicente Marino, 85, Barra Funda, zona oeste paulistana), além da mega bombada domingueira Grind na Loca (rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de Sampa) e... show de aniversário de São Paulo na segundona à tarde, no Museu do Ipiranga com os "imortais" Milton Cagamento, ops, Nascimento, Flávio Venturini e Lô Borges. E aê, vai encarar essa tortura, ops, esse showzaço?

* Sim, sim, "Zumbilândia" estréia na semana que vem. Mas antes, o blog vai pegar uma cabine de imprensa do filme e depois conta aqui como é um dos "terrir" mais aguardados desta temporada.

* E sim, sim: se prepara que logo menos pintam por aqui... TICKETS NA FAIXA pro show do Franz Ferdinand em março, na Via Funchal (em Sampa), e também pra gig dos velhos punks do Social Distortion em abril, também na Via Funchal. Aguardem!

* O Coachella 2010 nem em sonho é mais o mesmo dos anos anteriores. Mas isso comentamos melhor no próximo post, capicce?

* Beijos nas crianças! Até a semana que vem.

(finalizado por Finatti em 23/01/2010, às 4:20hs.)

Extrinha zapper pra anunciar o Twitter do blog!

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Entonces: o ano mal começou e tudo ainda está totalmente zen pelos lados do rock’n’roll e da cultura pop em geral. Quer dizer, tem a estréia da nova versão de "Sherlock Holmes" nas telonas e tal e mais uma coisinha aqui e outra ali. Mas o blogon zapper continua com seu "recesso" pelo menos até a semana que vem, ainda. Okays?

Enquanto não voltamos com novas e quentes pra começar a animar de verdade 2010, vai lá no Twitter (blergh!) e confere a página do sujeito aqui, onde ele dá rápidas pinceladas no seu dia-a-dia e também nas novidades que logo menos pintam aqui no blog.

É a nossa primeira surpresa pros nossos diletos amigos e leitores neste novo ano. Zap’n’roll resistiu heroicamente a entrar no Twitter, por considerar o microblog uma bobagem sem tamanho. Mas como existem psicopatas retardados se passando pelo autor deste blog por lá há tempos, e com amigos (como Pablo Miyazawa e Pablo Capilé) e a amada girlfriend Rudja, incentivando a criação do nosso Twitter verdadeiro, enfim estamos por lá.

Dá uma acessada: http://twitter.com/zapnrollfinatti. E logo menos, lá pra semana que vem, estaremos por aqui novamente, começando mais um intenso ano de movimentações rockers e na cultura pop.

É isso aê, crianças. Beijos e abraços e até mais!

(enviado por Finatti às 2hs.)

Bye Bye 2009 (e já vai tarde!) (versão final em 23/12/2009)

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Arctic Monkeys e Yeah Yeah Yeahs (lá fora), e Stereovitrola (aqui): entre os melhores do ano na avaliação do blog 

Foi um ano difícil, realmente.

Crise financeira global, gente demais fazendo barulho no rock e na cultura pop, qualidade de menos, gravadoras megas indo pras picas, vendas de cds e dvds despencando como nunca, poucos shows gringos aqui dignos de nota etc, etc, etc. Mas foi também um ano de acontecimentos e fatos bacanas, com boas bandas surgindo aqui e lá fora, os festivais indies nacionais se consolidando com a nova e sempre emergente cena independente brazuca, poucas mas ótimas gigs internacionais por aqui, o blogão zapper se consolidando como nunca entre os blogs de cultura pop mais acessados da web nacional (no momento em que digitamos estas linhas do último post de 2009, o post anterior bateu na marca dos 49 comentários dos leitores), grande filmes lançados nos cinemas, um novo e mega (e talvez definitivo) amor na vida de Zap’n’roll e por aí vai. Então, como já é hábito por aqui, o nosso último post deste ano traz as modestas mas incisivas listas do que o sujeito aqui achou de melhor em 2009, no rock’n’roll e na cultura pop em geral. Pra vc concordar, discordar mas nunca ficar indiferente. Afinal, a função deste espaço rocker é essa mesma, além de informar sempre e bem: polemizar. E quem não gosta disso?

* Mas antes das nossas listas, as últimas de 2009 que valem à pena serem registradas aqui. Como mais uma prisão (a bilionésima) do nosso querido junky Pete Doherty, que desta vez foi em cana de maneira absolutamente bizarra: ele havia acabado de sair de uma audiência em um tribunal em Londres, onde responde pela acusação de dirigir embriagado. Do tribunal, Pete foi diretamente conduzido ao outro lado da rua, para uma delegacia de polícia, onde foi detido sob a suspeita de estar portando... drogas, claaaaaro! É, a vida de Pete é mesmo uma comédia burlesca.

* Já a morte da bela atriz emergente Brittany Murphy não teve nenhuma relação com drugs, aparentemente. Segundo a polícia de Los Angeles, ao que parece Brittany morreu mesmo de causas naturais.

* Pois então, fez-se o maior carnaval (entre o povo indie) com os possíveis shows do ex-Suede Brett Anderson, que iria se apressentar no Brasil mês que vem e, de repente, como todos já sabem... as gigs tomaram doril e sumiram. O blog já esperava por isso pois tudo estava muuuuito estranho em relação à turnê de Brett, a começar pelo fato de que os dois locais programados para abrigar os shows (o bar Jokers, em Curitiba, e o Citibank Hall, em Sampa) jamais listaram as apresentações em seus respectivos sites. Fala-se que as datas serão remarcadas para breve, mas o blog não conta com isso, ao menos por enquanto. Assim, 2010 vai começar quente, meeeeesmo, quando o Metallica der as caras por aqui no final de janeiro.

* E aí depois o ano começa pra valer, né? Já com shows marcados (e já com ingressos à venda) do Coldplay e do Franz Ferdinand e muito mais. Fora a temporada de festivais independentes nacionais que começam no Carnaval, com o já tradicional Grito Rock, que começou em Cuiabá e hoje se espalha por todo o Brasil e por alguns países vizinhos. E Zap’n’roll, claro, vai procurar acompanhar toda essa movimentação bem de perto, pelo menos enquanto estas linhas rockers bloggers são escritas ainda em Sampa – a partir de março, elas deverão ser enviadas laaaaá de Macapá, se nada der errado.

* "A violência urbana é tão fascinante...", já havia cantado a Legião Urbana, há mais de duas décadas. Pois agora, às vésperas do natal, ela ganha novos contornos e modalidades em Sampalândia, com o caso absurdo do sujeito que foi golpeado na cabeça, em plena Livraria Cultura do Conjunto Nacional (na avenida Paulista, teoricamente um dos locais mais seguros e civilizados da cidade), com um taco de basebol. O ataque foi desferido por um maluco, que entrou na loja com o referido taco e também portando um facão de caça – há de se perguntar: como a segurança do local permite que alguém entre em uma livraria portando esse tipo de arma, ou qualquer tipo aliás? Anyway, o sem noção foi preso e irá responder por tentativa de homicídio. O frequentador da livraria que foi atacado, permanece internado no hospital, em estado grave. Diante de situações como essa, o blog fica pensando se realmente vale à pena perder tempo desejando boas festas para uma sociedade que produz violência e dementes em série. E não é à toa que a amada Rudja Catrine, também às vésperas de desembarcar na capital paulista pra passar suas férias e conhecer a cidade, vive preocupada com o seu boyfriend aqui.

* E tem mais, para "coroar" o natal dos paulistanos. Um belo presente pra cidade inclusive, dado pela praga que ocupa a prefeitura e que se chama Kassab: o busão sobe para R$ 2,70 a partir do dia 4 de janeiro. Não foi o candidato (agora reeleito) do DEM que disse que não iria reajustar a tarifa de ônibus caso permanecesse como prefeito? Hein???

* Mas o que importa agora é você saber o que o blogon aqui achou de melhor em 2009. Portanto, dá uma lida aí embaixo e opine, concordando, discordando, reclamando, xingando, elogiando etc.

DEZ DISCOS GRINGOS PARA LEMBRAR DE 2009

(sem ordem de preferência)

 U2

Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen: eles não perdem o pique

U2 – No Line On The Horizon

Arctic Monkeys – Humbug

Yeah Yeah Yeahs – It’s Blitz

Pearl Jam – Backspacer

Them Crooked Vultures – Them Crooked Vultures

Sonic Youth – The Eternal

The Lemonheads – Varshons

Regina Spektor – Far

The XX – XX

Florence And The Machine - Lungs

CINCO DISCOS NACIONAIS PARA LEMBRAR DE 2009

 

Os gaúchos do Pública: eles continuam sendo um dos melhores grupos do novo rock brasileiro 

Pública – Como num filme sem um fim

Stereovitrola – No espaço líquido

Charme Chulo – Nova onda caipira

Fotograma – Trilha sonora intuitiva

Porcas Borboletas – A passeio

MÚSICA FODONA PRA LEMBRAR DE 2009

"Cornestone", dos Arctic Monkeys - não por acaso, a trilha preferida dos momentos "in love" do casal Rudja/Zap'n'roll.

SHOW MASTER DE 2009

Radiohead em março, em São Paulo. Não há nem o que discutir neste aspecto, embora o blog tenha assistido algumas outras gigs beeeeem legais também.

FILMES QUE FIZERAM 2009 MAIS LEGAL

"Bastardos Inglórios", de Quentin Tarantino.

"Abraços Partidos", de Almodóvar.

"Loki", o documentário sobre o "mutante" Arnaldo Baptista.

"Apenas o fim", produção indie carioca repleta de referências à cultura pop.

"Jean Charles", o docudrama sobre o brasileiro assassinado pela polícia inglesa.

BOBAGENS CINEMATOGRÁFICAS IMPERDOÁVEIS DE 2009

"Garota Infernal": Megan Fox e Diablo Coddy entraram numa roubada...

"Salve geral": Sérgio Rezende tinha um puta tema nas mãos (os ataques do PCC na Paulicéia, em 2006) e conseguiu fazer um filme meia-boca.

PROGRAMAS DE TV QUE SALVARAM 2009

"Altas Horas" na Globo.

"Coluna MTV", na própria.

"Descolados", a minissérie pop, também exibida na MTV.

"Irritando Fernanda Young", com a própria.

UM LIVRO MUUUUUITO LEGAL DE 2009

"Kurt Cobain", com as entrevistas que o saudoso líder do Nirvana concedeu aos editores da Rolling Stone americana, durante a existência da banda.

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APOSTAS ZAPPERS PARA 2010!

Yep. Mais um ano vai pro saco e agora é o momento de olhar pra frente, e tentar vaticinar o que pode ser hot na indie scene nacional em 2010. Afinal, o ano que acaba agora nem de longe foi dos melhores em termos de surgimento de novos e ótimos grupos no cenário independente. Claro, houve Holdger, Black Drawning Chalks e mais alguns, mas a impressão que fica é aquela que Zap’n’roll já comenta há tempos: a de que há excesso de bandas em atividade (a grande maioria sem a mínima condição técnica e musical para mostrar seu trabalho ao vivo ou em disco) e qualidade de menos.

O blogão tem suas apostas para o ano que começa daqui a uma semana e as coloca aí embaixo agora. Isso, apenas na cena rocker brazuca – a gringa é sempre um mistério ainda maior e nunca se sabe o que vai surgir de bom nos cafundós dos EUA ou Europa, né? E isso, mesmo com toda e qualquer banda jogando suas músicas na rede, nos MySpace que pululam pela web. Então, dá uma lida aí embaixo e veja se você concorda com as apostas zappers pra 2010.

* ALARDE – o quarteto formado pelo vocalista e guitarrista Luiz Silva, pelo também guitarrista Rodrigo Mazza, pelo baixista Billy e pelo baterista Rodrigo (irmão de Luis), nasceu em São José dos Campos, interior de São Paulo (e terra de formações lendárias da indie scene paulista, como o saudoso Blemish), mas está radicado há algum tempo em Sampa. É rock com pegada stoner chapada, mas também altamente melódico e repleto de guitarras mergulhadas em noise e distorção. E não é um compêndio de canções que celebram qualquer tipo de alegria. Pelo contrário: Luiz destila em suas letras e melodias suas experiências pessoais, que perpassaram sua existência até o momento. Aí entram caos em relacionamentos amorosos, excessos com drugs, internações em clínicas pelo mesmo motivo etc. Não dá pra ficar imune a uma música como "Amarelo Chá", onde Luiz canta "Eu já andei pelos quatro cantos desse quarto/Já tomei meio litro desse chá/É tão suave o efeito que ele faz/Que já nem sei se quero mais voltar/O canto incessante das cigarras/Mosquitos que caminham sobre minha imagem refletida deformada/Escancaram as mentiras que eu sempre acreditei/.../Só é sozinho quem quer/E não machuque quem só lhe quer bem". Ou, ainda, ao blues lasso, estilizado e junky de "Uma Luz", cujo primeiro verso é, simplesmente, "Embriagado, na lama...". As duas músicas estão em "Oitoitenta", lançado em agosto (e que conta, inclusive, com a participação do gênio Lanny Gordin na faixa "Amén"), e que pode tornar o Alarde um dos nomes mais quentes da cena independente nacional em 2010 (atenção Abrafin, Cubo e demais produtoras de festivais indies, fiquem de olho na banda, plis!). Se interessou pelo som dos caras? Vai lá: www.myspace.com/alarde. Ou, se quiser "baixar" o disco inteiro do grupo, vai aqui: http://rs541.rapidshare.com/files/258384799/ALARDE_-_Oitoitenta.zip

 

O quarteto paulista Alarde: chapação stoner radiografando as dores da existência 

* ALARDE PRA VER E OUVIR – aqui, nos vídeos de "Oitoitenta" e "Amarelo Chá":


Alarde - "oitoienta"


Alarde - "Amarelo Chá"

* MNI BOX LUNAR E STEREOVITROLA – essas duas já foram fartamente comentadas aqui. Ambas de Macapá, capital do Amapá, lá no extremo Norte brasileiro, devem ser também das maiores sensações do novo rock nacional no próximo ano. A MBL mixa Beatles, Mutantes, rock rural e Arnaldo Baptista num caldeirão fervente e genial, com suas músicas sendo interpretadas por uma dupla de vocalistas lindonas, estilosas e pra lá de sedutoras. Já a Stereovitrola busca no garagismo psicodélico sixtie e nas melodias britpop e shoegazing a inspiração que resulta nas músicas fodásticas do álbum "No espaço líquido". Pra ouvir ambos, é só ir lá: www.myspace.com/miniboxlunar e www.myspace.com/stereovitrola.

* BARDOT EM COMA – nunca tinha ouvido falar? O blog também não. E está apostando no grupo, por indicação do amigo jornalista macapaense Elton Tavares, e também da mui amada girlfriend do blogger aqui, a linda e meiga Rudja. E são os dois que assinam, aí embaixo, entrevistas/textos com o Bardot em Coma:

Sandro Malk realiza sonho na outra ponta do Brasil

 

Por Elton Tavares, especial para Zap’n’roll

Bardot em Coma: melodias tristonhas e sublimes, e poesia melancólica que já ganhou o blog e promete acontecer em 2010  

A The Malk é uma banda de covers que, se quisesse, teria grandes possibilidades de fazer som próprio, mas não quer, as atividades profissionais e interesses de seus integrantes são outros. Por conta disso, o compositor, músico e cantor Sandro Malk alçou vôos para o Sul do país, mais precisamente Curitiba (PR), onde formou, com três curitibanos, a banda "Bardot em Coma". Sandro escreveu algumas canções na época que cantava na The Malk, mas elas só saíram do baú lá por aquelas bandas. Ele conta esta pequena história aqui.

Qual o seu nome completo?

Sandro Costa dos Santos ou seria nome artístico? Aí já sabes que é o tal de Sandro Malk (rs).

 

Onde e quando você nasceu?

Macapá, nascido em 28/02/1984. Queria ter nascido antes pra ter pego os anos 80, mas ok. Fica pra próxima.

Influências musicais e com quantos anos começou a tocar e cantar:

Minhas influências musicais mais presentes são: The Smiths, o culpado, ainda quando criança, vi um vinil com um soldado na capa ("Meat is murder") e a partir dali eu começava uma busca que me fez entrar no mundo do rock e não sair até hoje, em suma, a história é essa. The Cure, Ride, My Bloody Valentine, Suede, Teenage Fanclub e U2. Gosto de ouvir bandas novas também, claro. Mas se tratando de influência, fico com a velharia mesmo.

Comecei a tocar com 14 anos na escolinha do Sesc. Eu tinha aulas de violão naquele tempo e a minha idéia era aprender pra tocar as músicas das bandas que haviam me influenciado e pra pleitear (pareço político) uma vaga na banda do Arley, pois quando eu era criança, eu ouvia por casa que ele tinha uma banda e aquilo me fascinava. Então durante muito tempo naquele período eu alimentava a idéia de formar uma banda com ele e com os amigos dele. Coisa que acabou acontecendo anos mais tarde.

O canto veio junto e espontaneamente. Simplesmente percebi que dava pra tocar e cantar ao mesmo tempo (rs). Mas o que é interessante é que desde o 1º momento em que consegui passar de um acorde para o outro, ainda que mediocremente fosse, eu já tentava compor. A coisa de fazer música era mais interessante pra mim desde sempre.

Quando você resolveu ir em busca do sonho no Sul do Brasil?

O Nilson Montoril escreveu algumas canções, mas o projeto de música autoral da The Malk não foi em frente, mas tínhamos ótimas linhas de músicas, o Arley é um baterista criativo e o Adriano (Bago) nem se fala. Não sei, ou não lembro, onde nos desviamos do caminho. Na verdade, acho que por ser uma banda de covers, e com isso, tínhamos de tirar novas músicas sempre, acabava sobrando pouco tempo para as nossas canções.

Resolvi tentar o Sul por saber que ter a música como uma coisa séria, como trabalho, já é complicado por si só. E trabalhar a música em Macapá, viver de música fazendo rock, é mais complicado ainda, pois são outros nichos musicais que dominam a cena local e regional. Podemos perceber isso com a StereoVitrola, os meninos têm um trabalho legal, tocam bem e td, mas chega uma hora (deve chegar) que você quer atingir um público maior com o seu trabalho mas não consegue porque estamos longe de onde o tipo de som que fazemos acontece. É difícil até pra se deslocar, pois o país é imenso e por conta do destino (ou dos portos em épocas colonias e outras querelas) estamos no extremo oposto de onde essas coisas acontecem. Daí resolvi tentar o Sul que tem uma cena independente bem interessante. Mas foi uma decisão difícil e que foi tomada gradativamente. Eu gostaria muito que esse tipo de trabalho fosse possível hoje na minha cidade. As pessoas não deveriam ter de sair do lugar em que os seus estão. Mas acredito que daqui alguns anos as coisas mudarão.

Qual a proposta da "Bardot em coma"?

Bom, The Malk mais do que uma banda pra mim, foi uma escola. E mais do que uma escola, era uma reunião de amigos. O projeto foi idealizado pelo Alexandre Lima em 2001/2002 nos corredores da Faculdade Seama. Havia uma feira de informática na faculdade e ele surgiu com a idéia de tocarmos apenas no encerramento da feira. Acabou que a banda foi formada de um jeito bastante despretencioso, para uma única apresentação, e durou uns 5 anos. Na verdade, ela continua ativa. Então a contagem continua também. Digo que The Malk foi uma escola porque tudo o que sou no palco (me refiro a confiança, postura e coisas que só se aprende no palco) eu aprendi nestes anos. E bom, bardot em coma tem uma história recente. Ela começa quando eu organizo algumas das minhas composições e começo a procurar integrantes para formar uma banda. Após algum tempo, conheço Allan Grégor (baterista). Foi um cara que renovou as energias para continuar a busca. Não era nada fácil encontrar músicos dispostos a apostar num trabalho autoral. E os que eu encontrava já estavam envolvidos em outros projetos. Algum tempo depois, conhecemos Henrique Ribeiro, guitarrista que se emocionou ao conhecer a proposta do grupo. E em seguida aparece Aline Ribeiro, baixista de técnica apurada, hoje se formando em Produção Sonora, por sinal.

Surgia assim em outubro de 2008 a banda bardot em coma, com a proposta de fazer um som repleto de poesia, lindas melodias e o peso dos drives imortais!

Após 6 meses dessa união, lançamos o EP "Deslocado", contendo 5 faixas, entre elas a faixa título.

Hoje estamos tocando pela cidade e ao mesmo tempo estamos de olho nos festivais. E temos nosso MySpace: myspace.com/bardotemcoma, que está com mais de quatro mil acessos em menos de 2 meses de divulgação. A banda já se apresentou em programas de TV por aqui também.

 

BARDOT EM COMA – O DISCO

Por Rudja Catrine, especial para Zap’n’roll

Pose melancólica e shoegazer: mas eles são daqui mesmo, de Curitiba 

Da pra imaginar uma banda com influências de Smiths, My Bloody Valentine, Suede, The Cure, Ride, e U2? Uma banda assumidamente influenciada por velharias mas que não esqueceu das novidades. Essa é a Bardot em Coma. Banda curitibana, que já nasceu ambiciosa em meados de 2008 e lançou seu primeiro EP com seis meses de vida. Um EP com uma qualidade difícil de ser encontrada nesse mundo onde fica cada dia mais fácil lançar qualquer porcaria.

A banda teve seu início quando o compositor, vocalista, guitarrista e tecladista (uau!) Sandro Malk resolveu mudar de Macapá pra Curitiba, onde o cenário musical parecia bem mais atraente. Sandro já trabalhava duro em Macapá, tocando numa banda de covers bem famosa por essas bandas, a The Malk. Além dele, ainda faziam parte da banda alguns dos melhores músicas da cidade. Mas por vários motivos, falta de espaço, público ou seja lá o que for, a banda nunca chegou a trabalhar em cima de músicas próprias.

Mas o fato é que o Sandro resolveu ir pra Curitiba atrás de novas idéias e parece que achou. Reuniu algumas pessoas, o baterista Allan Gregor, o guitarrista Henrique Ribeiro e a baixista Aline Ribeiro, e criou uma combinação afinada que reflete bem as influências de cada um e ainda assim mantém uma personalidade forte e bem interessante. A Bardot em coma. O curioso nome é tão cult quanto parece. Sandro explica: O 'bardot' no nome tem a ver somente com Brigitte Bardot. É na verdade uma referência ao cinema. E o 'em coma' vem de 'Girlfriend in a coma', uma das belas canções dos Smiths. Fiz a junção das duas coisas, o que me deu 'bardot in a coma'... "aportuguesando": bardot em coma"

O EP, "Deslocado", traz 5 músicas cuidadosamente trabalhadas. De vez em quando lembram o velho estilo shoegazer, mas você sente que o Britpop e o indie se fazem presentes também. O que é bem interessante. É um encontro de épocas, de estilos. E tudo harmoniosamente conduzido pelos músicos. A voz do Sandro se encaixa perfeitamente na melodia e as letras são quase poesias. Até meio piegas, mas quando se fala de amor, quem se importa? Apesar do estilo alternativo, na segunda vez que ouvi, percebi que algumas músicas ali seriam facilmente tocadas em rádios. O refrão é pegajoso, popular mesmo, mas sem ser chato e repetitivo.

Apesar de bem contemporâneas, as músicas remetem a uma época passada, passam uma certa nostalgia. Algumas vezes lembra grandes banda como Placebo, Suede, e da pra compreender a influência do U2 na faixa que da nome ao EP.

As músicas seguem aquele mesmo estilo indie/ shoegazer durante todo o EP. É agradável, doce e marcante.

Apesar da qualidade demonstrada já no primeiro trabalho lançado, alguma coisas precisam melhorar, claro. Falta alguma coisa, que sinceramente não sei dizer. Mas sinto falta de algo quando ouço. Ou vai ver é só impressão. Talvez falte um pouco do ânimo, mas esse é o estilo deles. Enfim... foi de longe, a melhor banda brasileira nesse estilo que ouvi esse ano.

BARDOT EM COMA AÍ EMBAIXO:

No vídeo da lindíssima, melancólica e doce  "Ariel com o céu nas mãos", que já rola no LabBR, da MTV, e que acabou de deixar o zapper eternamente fã de pós-punk e tristeza shoegazer completamente maluco. O blog vai voltar a falar da banda logo no começo de 2010, podem esperar!


Bardot em Coma - "Ariel com o céu nas mãos" 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Músicas para curtir neste recesso entre natal e reveillon: "Gregor Samsa", da Mini Box Lunar, e "Automóvel verde" e "Meu amigo inglês", da Stereovitrola.

* Blog: o "Just For The Record", da Rudja, foi atualizado com um mega post bacanão e tá ótimo de se ler. Dá uma olhada lá, sendo que o link dele está aí ao lado, nos links amigos zappers.

* Filme: antes que 2009 acabe, faça um favor a você mesmo e vá assistir "Abraços partidos", do Almodóvar.

* Disco: "Oitoitenta", do grupo paulista Alarde.

* Baladas: recesso de fim de ano, né? Finde natalino e nada muito digno de nota pela "naite" under de Sampalândia. Enfim, no sábado, tem a tradicional festa natalina da Outs (rua Augusta, 486, centrão rocker de Sampa), quando a Tati, o Edu e o Valentim aproveitam pra comemorar seus respectivos nivers. Cola lá que a balada vai ser boooooa!

PAPAI NOEL FINALMENTE CHEGOU!

E trouxe isso no seu saco de presentes:

* Dvd e cd do Nirvana ao vivo em Reading: fica pra Carina Fontes Cobain, de São Paulo/SP;

* Kit com cds e dvds da gravadora ST2: vai pra Fabíola Marques, de São Vicente/SP;

* Novo álbum do Charme Chulo: vai cair nas mãos do Augsto Pereira Filho, de Maringá/PR;

* Cinco cópias do novo álbum das Velhas Virgens: ficam com Cássia Mirla (Campo Grande/MS), Janaína Lage Frio (Taubaté/SP), Carlos Feitosa (Curitiba/~PR), Sandra Otília (São Paulo/SP) e Mara Vicudo (São Paulo/SP);

E duas cópias (ufa!) do segundo álbum do finado grupo Banzé: vão para Odair Filho (São Paulo/SP) e Alessandro Carangola (São Paulo/SP).

ATÉ 2010!!!

Mais um ano se vai (esse, felizmente, já vai tarde!) e o blog espera ter comprido mais uma missão nestes últimos doze meses, informando e divertindo seu leitorado sobre tudo o que importa pra quem está sempre aqui conosco, lendo estas linhas zappers dedicadas à cultura pop e ao nosso amado rock’n’roll. Então, queremos desejar, de verdade e de coração, um feliz natal pra todo mundo e uma ótima entrada no ano novo. E vamos deixando milhões de beijos na Adriana Ribeiro, na Bruna Vicious e no Wagner Vedder (o casal master com quem Zap’n’roll vai passar seu natal), na Eliana Martins, no Phillipe Brito, na Amanda Alves, na Adriana Olinto e no Fábio Titão (hihi), no Dani Bananinha e no Marcelo York (que está laaaaá em Londres), na linda e querida Sabrina Kaltner (laaaaá em Munique), nos amigos da Bizz Livre no Orkut e... todo o mega amor do mundo e todos os beijos mais doces e quentes e lindos do mundo na garota da vida do sujeito aqui, a futura esposa Rudja Catrine, pra quem este último post do ano é dedicado. Que o autor deste blog e ela se casem em 2010, é o que ele mais deseja em sua vida e pra ambos. Até janeiro, turma! Estamos de volta lá pelo dia 12, quando a Rudja estará, inclusive, chegando a Sampa pra finalmente conhecer a maior cidade da América do Sul. É isso aí. E, ah sim: em 2010, possivelmente em março, Zap’n’roll sempre e direto de Macapá. E, beeeeem antes disso, atendendo a pedidos e pressões do leitorado e de quem nos ama de verdade: o twitter verdadeiro do autor deste blog. Aguardem!!!

(finalizado por Finatti em 23/12/2009, às 15:45hs.)

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