Dynamite

Novo disco do Pullovers faz de todos os seus sonhos os nossos...

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Antiga conhecida na cena indie paulistana, a banda Pullovers retornou recentemente com novo disco, "Tudo Que Eu Sempre Sonhei", cujo show de lançamento aconteceu no mês de maio, no Sesc Pompéia. Um álbum que traz uma linguagem e visão um pouco diferenciada dos trabalhos anteriores do grupo. Este CD vai do samba ao indie rock e tem como cenário a nossa belíssima São Paulo, que é abordada de forma apaixonada, como uma espécie de "devoção" à cidade natal dos músicos.

Fundado em 1999, o sexteto - que atualmente é formado por Luiz Venâncio (voz e guitarra), Rodrigo Lorenzetti (teclados), Bruno Serroni (baixo), Angelo Lorenzetti (violão), Gustavo Beber (bateria) e Habacuque Lima (guitarra, também integrante do Ludov) -, depois de três álbuns clássicos para o cenário underground paulistano "Pullovers Can Play Covers" (2001), "Riding Lessons" (2002) e "Pullovers & Geanine Marques - Carniça" (2005), parece apostar em uma nova roupagem para o seu som.

Após alguns anos sem lançar algo inédito, pois o último trabalho do grupo é de 2006, a EP "1932", os Pullovers, além de terem "abandonado" composições em inglês, decidem investir em canções elaboradas em sua língua mãe, o português, sem perder a sua essência: ousadia e criatividade - duas principais qualidades da banda.

Com letras incríveis, de um senso poético fantástico, o som do grupo se afasta totalmente do gênero que lhe "abriu as portas" no final de década de 1990, o punk rock. Em contrapartida, se aproxima, cada vez mais, da cultura brasileira, seja no idioma ou no estilo musical MPB, em especial do samba e da bossa-nova, sem perder tal influência de seus primórdios, que vem em "Tudo Que Eu Sempre Sonhei" de uma forma mais sutil, quase que diluído.

Mais do que uma junção de gêneros musicais, que vai de Tom Jobim e Chico Buarque até o folk melancólico dos ingleses de Belle And Sebastian, entre outros ícones do britpop, o sexteto mostra a tendência, que deve reger daqui em diante, na sua nova forma de fazer música, que promove o flerte entre todas essas referências citadas e com o rock-pop e o samba paulistano.

"Tudo Que Eu Sempre Sonhei" traz novas versões de "1932 (C.P.)", "O Amor Verdadeiro Não Tem Vista Para o Mar", "Futebol de Óculos" e "Todas As Canções São de Amor", que já haviam surgido em um EP há três anos (em 2006) e retornam renovadas com mais nove faixas. Aliás, este disco é muito mais do que criar um som que soe como a voz de São Paulo, pois faz visitas constantes também ao Rio de Janeiro, como em "1932 (C.P.)", que traz como refrão: "Quando você sorriu/me reparti em antes e depois./Hoje eu me rendo, Rio./Mil novecentos e trinta e dois.".

E não faltam candidatas a hits de 2009, além das já citadas, como "Lição de Casa" - que remete aos velhos tempos do grupo e começa com as seguintes palavras: "Quero aprender a andar na luz do dia./Quero aprender a gostar de calor/enquanto este verão ainda existe,/antes do frio e do cobertor." - e "Quem Me Dera Houvesse Trem" - a versão lenta do disco, que, além de trazer riffs de guitarra mais leves (obviamente), vem com um toque mais experimental ao trazer acordes de violoncelos como pano de fundo na letra que é mais ou menos assim: "Chuva que cai, vem e vai/molhando quem eu deixei./Ficou pra trás, nunca mais,/quem me quis bem e eu também.".

Produzido por Bernardo Pacheco, o CD, que reúne 13 faixas, está disponível para download na Trama Virtual (http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=5002). Mas quem quiser conferir a performance do grupo ao vivo e em cores, a grande oportunidade é a temporada que o sexteto faz no Bar B (R. General Jardim, 43, região central de São Paulo), nas quatro quintas-feiras de julho (02, 09, 16 e 23/07). As apresentações estão programadas para acontecer a partir das 23h e de couvert artístico é cobrado R$ 5,00. Mais informações sobre a banda? Então, acessa: http://pullovers.com.br/ e/ou www.myspace.com/pullovers.

 

 

1 resposta para “Novo disco do Pullovers faz de todos os seus sonhos os nossos...”

  1. Jatene Jr Disse:
    Aproveito para citar uma colocação do Prof. Wilson Martins, que lecionava Literatura Brasileira na Universidade de New York , há até bem pouco tempo. Não me peçam para me preocupar com Estorvo e outros livros do Chico Buarque de Holanda; se bem me entendem...!

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