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MAM apresenta "Lado B" da fotografia...

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Obra "Pierre Jahan Couverture Pour Un Catalogue", de Jouets (1936).

Na mostra "Olhar e Fingir: Fotografias da Coleção Auer", sediada no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) e aberta ao público a partir de amanhã, quinta-feira (23/04), o espectador tem a oportunidade de apreciar as "obras-primas" de nomes consagrados da fotografia contemporânea, com destaque para Henri Cartier Bresson e Julia Cameron. A exposição, que reúne 290 imagens de coleção privada que vão do século 19 aos dias de hoje, inaugura uma série de celebrações do Projeto "Ano da França no Brasil", que é comemorado este ano em todo o País.

E apesar de ter um viés "experimental", ao retratar a história do "Lado B" da fotografia, a mostra compila trabalhos dos ícones de tal manifestação artística de uma das consideradas mais importantes coleções privadas do mundo. Com curadoria da historiadora francesa Elise Jasmin e do crítico paulistano Eder Chiodetto, a exposição é composta por obras cedidas pelo casal Michel e Michèle Auer, que conta com arquivos extensos de 50 mil fotografias, 20 mil livros sobre o assunto, 2.000 cartões postais, 500 câmeras e equipamentos diversos, espalhados em quatro espaços na França e na Suíça.

Resultado de um ano e meio de trabalho, o projeto, na verdade, é a conclusão encontrada por seus idealizadores e que não poderia ter sido mais oportuna: destacar o caráter de experimentação que os Auer buscaram ao adquirirem cada uma das imagens, visto que a coleção se descola do fotojornalismo e da fotografia documental.

Imagem "Madri", de Henri Cartier-Bresson (1933).

Na mostra, o público se depara com um compêndio da arte fotográfica, que vão de registros de Man Ray (1890-1976), Henri Cartier-Bresson (1908-2004), Manuel Álvarez Bravo (1902-2002), a Edward Steichen (1879-1973), Julia Margaret Cameron (1815-1879) e do brasileiro Geraldo de Barros (1923-1998), entre tantos outros. Sendo que a primeira parte da exposição, "Transfigurações", tem como foco as intervenções físicas que os artistas faziam, se valendo de um artifício bastante curioso: se afastar de um olhar objetivo, por considerarem que os diversos métodos "laboratoriais" de mudanças, como a sobreposição e a solarização, poderiam interferir no resultado final de obra.

Os destaques desta seção vão para as dezenas de registros raros do século 19 em que os fotógrafos alteravam as imagens por meio de métodos não muito elaborados, como a pintura sobre o papel. Mas, também, há numerosas fotografias na linha "pictorialista". A peculiaridade é que, embora sejam considerados inovadores, na época, eram vistos como acadêmicos pelos vanguardistas, por eles se aproximarem da pintura.

Já na parte "Beleza Convulsiva" o público topa com imagens surrealistas, com realce para uma parede de "fantasmagorias", na qual há uma sessão espírita registrada pelo italiano Enrico Imoda, de 1909. Na fase "Fantasias Formais" é voltada para a busca dos fotógrafos em criar composições com formas harmônicas. E no módulo "Performances", os organizadores do projeto trazem como chamariz uma sala dedicada ao Sr. X, fotógrafo que atuou na Paris dos anos 20 e produzia imagens eróticas.

Trabalho de René Groebli "Portrait d'Aja Iskander Schmidlin" (1970).

Serviço:

Mostra "Olhar e Fingir: Fotografias da Coleção Auer"

Local: Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM)

Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº, entrada pelo portão 03 do Parque do Ibirapuera.

Horário: de terça a domingo, das 10h às 18h.

Período de exibição: de 23/04 a 28/06.

Entrada: R$ 5,50, sendo que aos domingos é gratuita.

 

... e Dag Alveng desconstrói Nova York e a Noruega

A exposição "Dag Alveng - Nova Iorque - Noruega (1979/2008)" é outra mostra bastante interessante, que está em cartaz na cidade. Abrigado na Caixa Cultural Avenida Paulista desde o começo do mês (08/04), o projeto reúne 110 registros fotográficos em preto-e-branco do norueguês Dag Alveng, produzidas ao longo de quase trinta anos.

Exposta em três séries "I Love this Time of the Year", de Nova Iorque, "This is Most Important" e "Summer Light", ambas da Noruega, a mostra é uma verdadeira desconstrução de tais paisagens. Mas os motivos para a aplicação de tal conceito por parte de Dang Alveng são muito maiores, visto que ao fotografar em PB, privilegiando assim a capacidade de abstrair a realidade, o resultado é um trabalho na qual reúne características da fotografia documental, ao mesmo tempo em que mostra uma imagem desconstruída e manipulada.

Imagem de Nova York, por Dag Alveng, que integra mostra em cartaz na cidade. 

Cada imagem pode ser vista individualmente, mas, com suas seqüências, o fotógrafo consegue desenvolver um tema nas suas diversas perspectivas. O que torna a exposição, em seu aspecto geral, fabulosa! Pois bem, se você ficou curioso para conhecer mais de perto a particularidade de Dang Alveng, não perca tempo, pois ela fica exposta no local apenas até o começo do mês que vem (10/05). Aliás, ela é ideal tanto para as pessoas que apreciam os diversos gêneros fotográficos, capiche?!

Serviço:

Mostra "Dag Alveng - Nova Iorque - Noruega (1979/2008)"

Local: Caixa Cultural Avenida Paulista

Endereço: Av. Paulista, 2.083, Cerqueira César.

Horário: de terça a sábado, das 9h às 21h.

Período de exibição: de 08/04 a 10/05

Entrada: grátis.

 

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