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Marcela Bellas surpreende em seu debut "Será que Caetano Vai Gostar?"

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Já ouviu falar na cantora e compositora Marcela Bellas? Se ainda não, é bem provável que mais dia, menos dia isso aconteça! A artista baiana, que acaba de lançar seu debut "Será que Caetano Vai Gostar?", vem chamando a atenção do público e da mídia especializada. Embora para muitos possa soar pretensioso, a escolha deste nome para intitular o seu primeiro disco é apenas uma alusão que ela quis fazer com uma de suas grandes referências musical. E talvez até um modo que ela encontrou de prestar uma homenagem ao músico e compositor conterrâneo seu e um dos maiores símbolos do movimento tropicalista, Caetano Veloso.

Com alguns anos de estrada, Marcela, assim como muitos artista brasileiros, produziu este álbum de forma independente. Resultado de uma inspirada parceria com os músicos Tadeu Mascarenhas e Rovilson Pascoal, "Será que Caetano Vai Gostar" é o resultado de uma mistura interessante que a cantora baiana faz com diversos estilos musicais, que passa pelo samba, rock e dub ao trip hop e MPB. Disponível para download no site oficial da artista, o disco reúne 11 faixas e parcerias com os músicos Helson Hart, Mário Mukeka, Herbert Valois e Tenison Del Rey.

Além de músicas inéditas, "Será que Caetano Vai Gostar?" traz releitura de um dos grandes sucessos de Moraes Moreira e Fausto Nilo "Bloco do Prazer". Com uma sonoridade bastante variada e nuances bastante pop, podemos dizer que o disco é uma ótima pedida para aqueles momentos de descontração, do qual só se almeja ouvir algo leve e alegre, características bastante típicas da terrinha do "Senhor do Bonfim". Mas sem sombra de dúvidas o toque final e o ponto alto do CD é a doce e expressiva voz de Marcela.

Os destaques são as canções "Quando o Samba Quer", "Me Leve", "Bacana", "Mamãe Sereia" e "Defeito", que de algum modo trazem todas as referências musicais citadas, seja em uma espécie de mix ou isoladamente, não importa?! Um disco bastante heterogêneo e que denota o potencial da artista de modo crescente e com uma sutileza quase pueril. Para contar melhor esta história toda, nada melhor do que um bate-papo com a própria criadora da obra, né!? Em entrevista a esta coluna virtual, Marcela fala um pouco de como está sendo o início de sua carreira, sobre a produção deste disco, de suas expectativas e outras coisinhas mais...

Town Art - Como foi a produção deste seu álbum de estréia?

Marcela Bellas - A primeira composição desse álbum foi feita em 2005 e deu início à minha parceria com Helson Hart, que continuou em músicas como "Por outro lado", "Mancha", "Bacana" e muitas outras. De lá pra cá foram surgindo novas parcerias com outros compositores baianos como Hebert Valois, Tenison Del Rey e Mário Mukeka. Em 2006, lancei com o produtor musical Tadeu Mascarenhas o EP "Leve", que também foi lançado em São Paulo, neste mesmo ano. Ainda nesse período conheci o produtor Rovilson Pascoal, além dos músicos Rogério Bastos, Michelle Abu, Gigi Magno e Magno Vito, novas parcerias paulistanas que resultaram num intercâmbio Bahia- São Paulo. E assim foi feito o "Será que Caetano vai Gostar?". Foram seis meses de gravação, uma parte aqui em São Paulo e a outra em Salvador. O álbum ficou pronto em março deste ano e vem sendo divulgado no meu site e nos shows.

Town Art - Para muitos, pode soar como pretensioso ou mesmo até gerar controvérsias a escolha de "Será que Caetano Vai Gostar?" para intitular seu debut. Como surgiu este nome? Poderíamos dizer que seria uma espécie de alusão à provável (?) influência que o trabalho de Caetano Veloso exerce sobre ou mera homenagem a ele? Ou ainda algum outro motivo implícito?

Marcela Bellas - O nome do disco veio de uma forma muito natural. Caetano é uma grande referência pra mim, na minha vida, no meu trabalho e é também uma referência para os meus parceiros musicais.  E durante a gravação do disco, no meio daquele processo todo eu sempre ficava me perguntando: "o que será que Caetano vai achar? Será que ele vai gostar?". E até então, o disco ainda não tinha nome. Até que percebi que essa pergunta daria um nome interessante e coerente comigo, com o meu trabalho, com a minha história na música.

Town Art - Atualmente, você está trabalhando na divulgação deste disco, né!? Como está a agenda de shows? Como tem sido o retorno do público diante dele? E você, como vem reagindo a tudo isso?

Marcela Bellas - Desde o lançamento, em julho, temos feito uma série de shows, entrevistas, divulgação em rádios. De lá pra cá o público vem aumentando, venho recebendo muitas mensagens, vendido muitos CDs nos shows. A imprensa tem me recebido super bem e a resposta do público está sendo a melhor possível. Estou muito feliz e realizada com esse álbum. Enfim, só tenho a agradecer.

Town Art - O seu trabalho traz variadas influências, que vão do samba, rock, MPB (mais especificamente do tropicalismo) ao dub e trip-hop, né!? Como tais influências chegaram ao seu trabalho e são trabalhadas nele?

Marcela Bellas - Sempre ouvi de tudo, gosto de música! Música Popular Brasileira é a minha base e as coisas de fora foram surgindo. Na medida em que eu ia conhecendo, colocava no meu som aquilo que me tocava. Mas a influência vem de vários lugares, não só da música. Tudo o que eu ouço, vejo e vivo me inspira. Não só o que gosto, até o que não gosto também.

Town Art - A cena independente vem crescendo bastante nos últimos anos e cada vez mais se estruturando e se consolidando como um dos principais modos de produção para muitos artistas brasileiros, né!? Como é para você trabalhar desta forma, imagino que não deve ser fácil, mas assim como tudo na vida, tem os seus dois lados, suas desvantagens e compensações? Como é e funciona isso para você?

Marcela Bellas - Acho que a falta de investimento no artista independente torna as coisas mais difíceis. Mas, hoje, com a internet principalmente, acredito que é possível para nós conquistarmos um espaço e fazer com que a nossa música chegue aos ouvidos das pessoas. Não sei até que ponto isso pode funcionar, mas também não quero pensar muito. Vou trabalhando e fazendo tudo o que acho que é preciso fazer pra que o trabalho continue crescendo. Acredito que o sucesso é uma conseqüência disso.

Town Art - Embora você esteja em início de carreira, imagino que a sua bagagem artística e musical não começou agora? Como tudo aconteceu neste aspecto para você? Quando você se deu conta de que seria de arte que tu irias viver?

Marcela Bellas - Desde que comecei a falar (risos). Sempre fui artista, vivi livre pra sentir e me expressar. Sempre gostei de cantar. Quando era criança dizia que queria ser Roberto Carlos (risos).

Town Art - Como está sendo a sua inserção no mercado fonográfico? Imagino que não deve estar sendo fácil, assim como para muitos que estão começando, né!? Como você trabalha tais dificuldades, até porque os desafios fazem parte da vida, né!? E tudo na verdade depende de como lidamos com eles, ao longo de nossas vidas, né não!?

Marcela Bellas - Trabalhando muito, procurando fazer mais e melhor sempre. O resto fica por conta do universo...

Town Art - Nos dias de hoje, o mercado fonográfico está bem mais aberto, em relação há alguns anos, às produções de várias localidades do País, fora o eixo Rio/SP, que já ditou as regras, mas que atualmente está bem longe deste conceito, né!? Tenho acompanhado a cena do Nordeste do Brasil e me deparado com muitos artistas bons e das mais variadas vertentes musicais. Na sua opinião, como está a cena atual baiana? E para você e a divulgação de seu trabalho, como está sendo este cenário?

Marcela Bellas - Como diria Caymmi, "a Bahia tá viva ainda lá". A cena baiana sempre foi fortíssima, com muitos bons artistas. Temos músicos maravilhosos, grandes compositores ainda inéditos e outros que já vem aparecendo, de certa forma, na cena nacional atual, como Ronei Jorge, Dão, Rebeca Mata, bandas como o Retrofoguetes e por aí vai. Sempre fui muito bem recebida pela imprensa baiana e pessoas do meio.

Town Art - Além do seu trabalho, claro (risos), qual artista da cena baiana que você acredita que promete despontar?

Marcela Bellas - Como já disse, têm muita gente boa, todos que já citei em cima. Aproveito para citar alguns bons produtores musicais baianos, como Tadeu Mascarenhas, Gilberto Monte e André T.

Town Art - Quais artistas têm feito sua cabeça atualmente? Quais deles têm influência direta em seu trabalho?

Marcela Bellas - Os rappers Emicida e Kamau, o músico e compositor Daniel Cohen (Mão de oito) e a cantora e compositora Karina Burh. Daniel e eu já estamos fazendo algumas canções juntos, Kamau e Emicida já participaram do meu show e Karina é uma artista que eu admiro muito.

Town Art - Qual a estratégia que você tem usado na divulgação de seu trabalho?

Marcela Bellas - Tenho perfis no myspace, facebook, twitter, Trama Virtual, além de um site oficial. Como disse, a internet atualmente é o grande meio de divulgação do meu trabalho. E a velha divulgação boca-a-boca do público continua sendo a melhor propaganda.

Town Art - Quais são os seus planos para este ano, além do lançamento e divulgação de seu primeiro disco?

Marcela Bellas - Continuar produzindo, compor bastante. Também tenho me dedicado mais aos estudos de piano. Mas sinto que esse álbum ainda vai me render muito trabalho! Assim eu espero (risos).

 

Mais informações: http://www.marcelabellas.com.br/ e/ou www.myspace.com/marcelabellas.

Quer fazer o que no fim de semana?

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Voltamos a mais uma coluna "Qual é a Joga?" e de acordo com o que acontece semanalmente, nesta não poderia ser diferente, né não!? Pois então, vamos ao que interessa: às dicas culturais para os que pretendem curtir um final de semana relax ou nem tanto, enfim, com o que São Paulo tem de melhor, seja com uma boa exposição de arte ou uma peça teatral ou mesmo um bom show de música? Aqui você encontra opções diversas e que, com certeza, pelo menos, na pior das hipóteses, tu encontras uma de seu gosto! Portanto, vamos nessa...

Mostras

Rolê 1

Obra de Ed Viggiani, que integra mostra "Meu Olho Esquerdo".

Ed Viggiani usa o olho esquerdo para fotografar, mas não é este o motivo que levou o fotógrafo a nomear sua nova exposição de "Meu Olho Esquerdo", em cartaz na Caixa Cultural da Sé - Praça da Sé, 111, região central da cidade. Na verdade, esta mostra representa o lado "B" do trabalho do artista. Com 40 cenas cotidianas brasileiras, captadas entre 1988 e 2008, as fotografias em preto e branco registram de momentos banais a históricos, congelados pela câmera de Ed em uma peregrinação por terras tupiniquins. As obras pertencem ao período em que ele percorreu diferentes regiões do Brasil e suas fronteiras, registrando o contraste e a diversidade etno-cultural do País. A entrada é franca e o local fica aberto à visitação de terça a domingo, das 9h às 21h.

Rolê 2

Na obra "Alianças GE-230 - I", Cleusa Rossetto aplica operação de simetria.

A artista plástica Cleusa Rossetto fez uso de seus conhecimentos em matemática, pois é mestre em Engenharia Civil pela USP, para compor as 41 obras expostas na Galeria Area Artis (R. Normandia, 92, Moema). A exposição "Alianças Artísticas com as Matemáticas" está em cartaz no local desde a última terça-feira (22/09). Com formatos e dimensões diversos, que variam de 30 centímetros a 4 metros, as peças foram produzidas em técnica mista. Em algumas delas, Cleusa empregou a operação de simetria Grupo Espacial de Ordenamento 230, com vista 2D. Assim, a perspectiva simula a distribuição regular de figuras básicas, como pode ser visto nas obras "Alianças GE-230 I, II e III". O local, cuja entrada é gratuita, funciona de segunda a sexta-feira, das 11h às 19h, e aos sábados, das 11h às 17h.

Teatro

Rolê 3

Julia Lemmertz encarna Maria Stuart em espetáculo que acaba de entrar em cartaz na cidade.

A atriz Julia Lemmertz traz aos palcos do Sesc Anchieta, localizado na R. Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque, a peça "Maria Stuart", que estreou no sábado passado (19/09). No espetáculo, com texto do ano de 1800, do dramaturgo clássico Friedrich Schiller, e duração de 180 minutos, Julia encarna Maria Stuart, rainha da Escócia, que entra em conflito com Elisabeth I, rainha da Inglaterra, vivida por Lígia Cortez. As duas representam conceitos diferentes de feminilidade e religião, com cenografia e figurinos atemporais. A temporada em São Paulo vai até 25 de outubro. Os ingressos custam entre R$ 5,00 e R$ 20,00 e a montagem pode ser conferida no local aos sábados, às 21h, e aos domingos, às 19h.

Shows

Rolê 4

Os ingleses do Sham 69 fazem show em São Paulo neste final de semana (26/09).

A primeira opção musical desta semana vai para a apresentação de uma das mais importantes bandas do punk britânico do final dos Anos 70, Sham 69, que acontece neste sábado (26/09), às 0h, no Inferno Club - R. Augusta, 501, Consolação. Pela primeira vez no Brasil, o grupo deve tocar clássicos como "If The Kids Are United" e "Borstal Breakout". Se apresentam nesta noite também os músicos do T.V. Smith. Os ingressos estão sendo vendidos pelo preço de R4 50,00 e podem ser adquiridos na casa noturna e em alguns postos de venda. Mais informações, basta entrar em contato no telefone 3120-4140 ou no site http://www.infernoclub.com.br/.

Rolê 5

Outra sugestão é para a apresentação que os paulistanos do Numismata fazem neste sábado (26/09), às 21h, no Sesc Pompéia - R. Clélia, 93, Pompéia. Neste show, o sexteto lança o segundo álbum de sua carreira, "Chorume", e conta com a participação de convidados, como Maria Alcina, Tatá Aeroplano, Rita Maria e Thadeu Meneghini. Quanto? De entrada é cobrado entre R$ 4,00 e R$ 16,00.

Rolê 6

Já no Centro Cultural Popular Consolação - situado na R. da Consolação, 1.897, Consolação - acontece mais uma edição do Projeto Conexões Musicais. Desta vez, o encontro promovido será entre o músico Rafael Sonic e a banda Fóssil. Quando e quanto? Hoje, quinta-feira (24/09), às 21h, e de entrada é cobrado apenas R$ 3,00.

Rolê 7

Para finalizar, a última dica do "Qual é a Joga?" desta semana vai para o show dos paulistanos do Trovadores de Bordel, neste sábado (26/09), às 0h, no Clube Outs - R. Augusta, 486, Consolação. A banda promete agitar o público presente na casa noturna com seu tango-punk fortemente influenciado pela poesia marginal de Charles Bukowski, entre outros escritores do gênero. De entrada é cobrado R$ 15,00.

Semana que vem tem mais... muuuuito mais!!! Em breve, volto com novidades!!!

Uma delas, só para deixá-los instigados, é uma entrevista exclusiva com a cantora e compositora baiana Marcela Bellas, conhecem? Caso não, ótima oportunidade, não é verdade!?

Bom, fiquem ligados aqui no Blog Town Art, que muito menos do que esperam, vocês ficam por dentro do trabalho desta baiana arretada e outras coisinhas mais... hehehe

Bom final de semana para todos e inté...

Os suecos invadem o Brasil novamente!

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Garotas do Those Dancing Days é uma das atrações desta edição do Invasões Suecas.

Pelo quarto ano consecutivo, o Projeto Invasões Suecas volta a expor aos brasileiros as novidades do que vem sendo produzido na cena musical escandinava. Nesta edição, as atrações em São Paulo são a cantora Britta Person, o músico Loney, Dear e a banda Those Dancing Days, cujas apresentações começam a partir de hoje, quarta-feira (23/09), e se estendem até este domingo (27/09), no Studio SP, no Sesc Pompéia e no Centro Cultural da Juventude (CCJ).

Fruto de uma parceria entre o coletivo musical Coquetel Molotov, os produtores suecos da Raw Power UK e o Governo da Suécia, por meio do Swedish Institute, o Invasões Suecas, desde a sua primeira edição, vem apresentando ao público brasileiro alguns dos artistas que fazem parte da música emergente e a qualidade da produção musical escandinava.

O cantor François Virot marca o Ano da França no Brasil. 

Depois de dividirem o palco do festival recifense Coquetel Molotov (PE), o cantor e violonista François Virot e  a dupla eletrônica Zombie Zombie fazem uma breve escala em São Paulo, marcando assim, mais uma vez o Ano da França no Brasil. Unidos por traços comuns, como a independência e a novidade, eles prometem agradar gostos variados, com trabalhos que vão do acústico ao eletrônico.

Se pautando pelo experimentalismo, os franceses do Zombie Zombie, trilham um caminho diferente do colega Virot. Explorando a música eletrônica de forma original, a dupla abre mão de DJs, bases pré-gravadas e computadores, preferindo utilizar teclados e outros equipamentos analógicos tocados ao vivo, criando climas inspirados em filmes de terror.

Britta Person apresenta aos paulistanos canções com melodias pop e letras inteligentes. 

Já Virot, por sua vez, traça o caminho oposto e, de maneira minimalista, mistura violão, palmas e percussão, improvisada para criar melodias marcantes e energéticas. Seus discos têm sido comparados a artistas como Daniel Johnston, Bonnie Prince Billy e Pavement. 

Em sua primeira passagem pela América do Sul, a cantora Britta Person apresenta ao público paulistano canções que trazem melodias pop e letras inteligentes. Com trabalho marcado pela exploração de uma sensibilidade melódica, só que de maneira intimista, a artista une as suas composições um toque folk e de sentimentalismo. O resultado? Canções de influência indie, que contam com instrumentos dos quais combinam muito bem com tal estilo, como violino e acordeão.

Já Loney,Dear promete surpreender com trabalho fortemente marcado pelo experimentalismo. 

No seu álbum mais recente, "Kill Hollywood Me" (de 2008), sucessor de "Top Quality Bonés and a Litter Terrorist" (2006), Person vem chamando a atenção da crítica européia. Residente na capital sueca, Estocolmo, Britta descobriu seu talento para música enquanto estudava ciências na Universidade de Vaxjo. Nos intervalos de seu trabalho de assistente de laboratório, ela se aventurava em pequenos shows no campus da universidade ou em clubes locais. Mas a cantora começou a levar o seu talento musical mais a sério mesmo somente em 2005, quando deu início às composições de seu debut.

Já a banda composta apenas de garotas, o Those Dancing Days faz um indie pop dançante. Fundado em 2005, no subúrbio de Estocolmo (Nacka), subúrbio de Estocolmo, o grupo faz uma espécie de mistura entre Cindy Lauper e Dusty Springfield, resultando em um indie pop dançante, que passeia do new wave à Blondie. Inspiradas por bandas de garotas dos anos 60, Linnea Jönsson, Rebecka Rolfart, Cissi Efraimsson, Lisa Pyk Wirström e Mimmi Evrell criaram este projeto quando ainda estavam no colégio. Com cinco EPs gravados, apenas em 2008, elas lançaram seu primeiro disco, "In Our Space Hero Suits" (de 2008), que traz singles já bastante conhecidos por solos europeus, como "1000 Words" e "Hitten".

Já o músico Emil Svanängen, que atende pelo nome de Loney, Dear, se destaca pelo experimentalismo. Compondo e gravando sozinho, o grupo de um homem só cria texturas com instrumentos como clarinetes, bateria e órgãos sobre uma base melódica típica do rock sueco atual. Com oito anos, Emil estudou clarinete e simultaneamente desenvolveu um interesse por música pop elaborada com sintetizadores. Passou a sua juventude concentrado em tocar guitarra e cantar e, no final da adolescência, chegou a formar um trio de jazz com piano.

A dupla francesa Zombie Zombie explora a música eletrônica de forma original. 

Nos últimos anos, o músico desenvolveu uma forma peculiar de compor, baseado em muito trabalho e experimentalismo. Novas texturas como clarinetes, bateria e órgãos serviram para aumentar a paisagem sônica por trás de belas melodias. Atualmente, o músico está em turnê de divulgação do seu mais recente disco, "Dear John", lançado no começo de 2009. Nesse trabalho, Emil alcança maturidade na elaboração dos arranjos que enchem de camadas sonoras cada faixa do disco. Cada vez maior em seu País, o artista tem tocado nas rádios e dividido os palcos com nomes como Sonic Youth, Bloc Party e Devendra Banhart.

Serviços:

Centro Cultural da Juventude

Endereço: Av. Dep. Emílio Carlos, 3.641, Vila Nova Cachoeirinha.

Entrada: grátis

Telefone: (11) 39842466

Site: http://ccjuve.prefeitura.sp.gov.br/

Studio SP

Endereço: R. Augusta, 591, Consolação.

Entrada: grátis (François Vitrot) ou R$ 25,00 (Zombie Zombie)

Telefone: (11) 3129-7040

Site: http://www.studiosp.org/

Sesc Pompéia

Endereço: R. Clélia, 93, Pompéia.

Entrada: De R$ 7,50 a R$ 30,00

Telefone: (11) 3871-7700

Site: http://www.sescsp.org.br/

Mais informações sobre o Projeto Invasões Suecas podem ainda ser obtidas no site do evento http://www.invasaosueca.com.br/.

Qual é a joga neste fim de semana?

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Mais uma semana. E como essa correu, né!? Aliás, pelo visto, daqui pro final do ano, não vai demorar muito, se o tempo continuar a "voar" do jeito que está! E como os leitores da Town Art já estão mais do que "carecas de saber", segue mais uma coluna "Qual é a Joga?", que, como de costume, apresenta a "nata" da vida cultural da cidade, em termos de passeios culturais! Pois, então, vamos a eles? Vai lendo este post, selecionando as sugestões que mais são de seu agrado, monte seu roteiro e se jogue...

Mostras

Rolê 1

Obra que Fábio Okamoto que integra mostra na cidade até 10/10.

A Galeria Virgílio (R. Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 426, Pinheiros) abriga até outubro (10/10) nova exposição, com entrada gratuita. Em "Aproximações", o público se depara com 14 fotografias de Fábio Okamoto, resultado de um estudo do qual ele relaciona o olhar da câmera com o desenho e a pintura. Além das imagens, a mostra inclui vídeos e cadernos com anotações e desenhos de espaços e natureza morta. A idéia do artista é romper com o olhar racional, neutro e verossímel da máquina fotográfica. Quem for até a Galeria Virgílio, que tal aproveitar e conferir outra mostra em cartaz no local, que reúne obras de Marcelo Solá. Com trabalho especializado em desenho também, há desde estruturas monocromáticas a desenho-pintura e desenho-instalação, tudo galgado em uma relação com a caligrafia. Ao todo, este projeto, cuja entrada é franca também, compila oito desenhos de Solá, com medidas de 2 x 1,7 metros. Mais informações devem ser obtidas no próprio espaço cultural, pelo telefone (11) 3062-9446.

Rolê 2

Um dos 30 trabalhos em "stencil art", de Celso Gitahy, expostos em São Paulo.

Com 30 trabalhos em "stencil art" (técnica antiga chinesa em que se utiliza tinta, spray, em especial, em desenho vazado sobre superfície de papel cartão ou acetato), o artista plástico Celso Gitahy critica a banalização da vida, cujas obras estão em cartaz na Monica Filgueiras Galeria de Arte, localizada na R. Bela Cintra, 1.533, Jardins. Expostos no espaço cultural desde a última terça-feira (15/09), a mostra tem como intuito provocar um diálogo sobre a banalização da vida, expressa pelo desrespeito com que o homem trata os animais e depedra o meio ambiente. O artista consegue fugir do clichê ao transformar o tema em arte urbana, com imagens sinônimas à falta de sentimento, exemplares da fauna, como cachorro, pássaro, golfinho, macaco, tigre, lagarto, canguru e até o diabo da Tasmânia são apresentados com corpo animal e cabeças substituídas por componentes de máquinas. Para quem tiver interesse, os trabalhos expostos no espaço cultural estão à venda e custam entre R$ 2 mil e R$ 15 mil. O local abriga este projeto até o início do mês que vem (02/10) e pode ser visitado gratuitamente de segunda a sexta-feira, das 10h30 às 19h30, e aos sábados, das 10h30 às 15h30.

Rolê 3

"Livourne" é uma das imagens de Cartier-Bresson, expostas no Sesc Pinheiros.

Em homenagem a um dos mais celebrados fotógrafos do mundo Henri Cartier-Bresson, o Sesc Pinheiros (situado na R. Paes Leme, 195, Pinheiros) abriga desde a última quarta-feira (16/09) um exposição que tem como tema o artista francês. A mostra, que integra a vasta programação oficial do Ano da França no Brasil, apresenta ao público as 133 principais fotografias de Bresson, que começou a fotografar em 1931. Influenciado pelo surrealismo, fez escola na rua, congelando em cliques desde gestos banais do dia-a-dia, a alguns dos acontecimentos mais marcantes do século 20. Ao lado de parceiros de profissão, criou a agência Magnum, em 1947. Filmes também integram a mostra, entre eles "A Aventura Moderna: Henri Cartier-Bresson", de Roger Kahane, que exibe uma entrevista de 29 minutos, intercalada com imagens de suas principais obras. Nos dias 18 e 19 de setembro, ainda serão realizados dois debates, intitulados "O Acaso Objetivo". Com curadoria de Robert Delpire e coordenação de Eder Chiodetto, o evento termina em 20 de dezembro. O espaço fica aberto à visitação de terça a sexta, das 10h30 às 21h30, e aos sábados e domingos, das 10h30 às 18h30.

Shows

Rolê 4

Nação Zumbi faz show em comemoração aos 15 anos de "Da Lama Ao Caos", neste final de semana (18/09).

Hoje, sexta-feira (18/09), por meio do festival itinerante "Conexão Pernambuco", a banda Nação Zumbi realiza apresentação comemorativa aos 15 anos de lançamento do disco "Da Lama ao Caos", em São Paulo, no Citibak Hall (Al. dos Jamaris, 213, Moema). Os pernambucanos dividem palco com Ortinho e Guizado. Integra esta ação a exibição de dois curtas-metragens, no intervalo dos shows. São eles, "Samydarsh - Os Artistas da Rua" e "O Mundo Cabe Numa Cabeça", serão exibidos nos intervalos dos shows de Guizado, Ortinho e do aguardado show exclusivo da Nação Zumbi em celebração aos 15 anos de "Da Lama ao Caos". O evento tem início às 21h e os ingressos custam entre R$ 40,00 (pista) e R$ 110 (camarote).

Rolê 5

Stela Campos se apresenta neste final de semana (18/09), em São Paulo.

A cantora e compositora paulista Stela Campos após lançamento de seu quarto disco "Mustang Bar", recentemente, aproveita o show de divulgação deste trabalho para lançar o single "Ligia Hello Kitty/ Two of a Kind", em apresentação que acontece hoje, sexta-feira (18/09), às 23h, no Clube Berlin - R. Cônego Vicente Miguel Marino, 85, Barra Funda. A artista, que transita por diversos gêneros musicais, como folk, rock psicodélico, música eletrônica retrô e rock garageiro, promete agitar o público com outras canções de seu recém-lançado álbum. Quanto custa essa brincadeira? R$ 10,00 de entrada.

 

Bom, por enquanto é só... na semana que vem podem esperar, que volto com mais novidades!

Aliás, alguém de vocês já ouviu falar em Marcela Bellas? Não, então, fique ligado que mais dia, menos dia, conto mais detalhes sobre ela, ok!?

Bom final de semana para todos e até a próxima!!!

Beijos e mais beijos em vocês, meus queridos!!!

Banda Vivendo do Ócio seria uma das promessas de 2009?

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Nem só de ócio vivem os baianos do Vivendo do Ócio! Colocando em prática um conceito popularesco do qual se apregoa que são nos momentos de relax que surgem as boas idéias, os integrantes da banda buscaram inspiração nas tardes preguiçosas de som, para batizá-la e levar adiante este projeto. Tanto que foi dentro deste clima descompromissado que, em 2006, os garotos de Salvador fundaram o grupo, que tem despontado na atual cena alternativa brasileira e sido apontado por muitos como umas das grandes promessas para 2009.

Se há alguns anos a cantora e compositora Pitty trouxe à tona a existência e efervescência de um circuito roqueiro na terra do "Senhor do Bonfim", mudando o conceito dos que pensavam de que na Bahia existia (até então) apenas o axé (o que a mídia, infelizmente, não cansa de propagar aos quatro cantos do Brasil e mundo), os garotos do Vivendo do Ócio provam, mais uma vez, de que essa teoria é furada e de que este cenário continua crescendo sim (basta analisar os fatos e o que vem sendo produzido no Estado, nos últimos anos)! Aliás, eles vão além: mostram que o meio no qual se vive não é determinante e ponto!

Formado atualmente por Jajá (no vocal e guitarra), Luca (no baixo e vocal), Davide (na guitarra) e Dieguito (na bateria), o Vivendo do Ócio traz ótimas referências! Além dos clássicos do rock, os seus integrantes buscam inspiração principalmente no rock britânico e em grandes nomes da cena musical atual, como The Strokes, Franz Ferdinand e The White Stripes. Como conseqüência: um som moderno, inventivo e de qualidade, em relação a muita coisa que vem sendo produzida na atual cena musical, seja ela underground ou mainstream.

Exagero? Afirmação infundada, descabida? Ainda não dá para saber, afinal de contas, nada na vida é certo! No entanto, tal constatação tem a sua razão, basta analisar em primeiro lugar o trabalho do grupo e em seguida, observar os fatos e a carreira do grupo. Mal o Vivendo do Ócio entrou na estrada e já teve a oportunidade de tocar para grandes públicos, em festivais de porte, entre eles, o Abril Pro Rock 2009 (PE), o Festival de Verão 2009 (BA) e Oi Noites Cariocas 2009 (RJ). Para dar uma alavanca a mais neste processo, o grupo é um dos indicados ao VMB 2009, na categoria aposta MTV, e tem grandes possibilidades de abocanhar tal prêmio!

Com um indie rock "moderno" e "retrô", o som do Vivendo do Ócio traz ótimas levadas de guitarras, cujas influências não vêm apenas de seus ídolos mor, mas também do grunge e hardcore, reflexo das experiências musicais anteriores de seus integrantes. Tanto que o destaque destes garotos está exatamente no fato de seu trabalho se diferenciar dos demais artistas do gênero. Ao fazer um rock'n'roll alegre e dançante, que é muito mais do que mera cópia de seus "musos inspiradores".

Não, não que os garotos não deixem transparecer em suas músicas (e vestes e comportamento também, vale ressaltar!) tais influências, mas é que, ao mesmo tempo, eles imprimem sua marca e personalidade em seu trabalho. O que é louvável, diante do que vem sendo observado onde muitos músicos e artistas se preocupam muito mais em "imitar" as suas grandes referências, e com isso, a originalidade, obviamente, acaba ficando para escanteio.

Com disco novo na praça, "Nem Sempre Tão Normal", os garotos do Vivendo do Ócio, pelo visto, estão numa ótima fase! Produzido por Rafael Ramos, que já trabalhou com a Pitty, o Ultraje Rigor e o Cachorro Grande, o CD reúne 14 faixas autorais e foi lançado há pouco mais de um mês, pela Deckdisc. As canções deste álbum podem ser ouvidas pela internet. É só acessar o myspace do grupo (www.myspace.com/vivendodoocio). O resultado? Muito bom e que vale a pena ser ouvido! Portanto, aos que curtem um bom indie rock, nem preciso dizer que o lazer é garantido, né!?

Com letras hedonistas e que tratam de assuntos bastante batidos, como amores desencontrados, festas e bebedeiras, o que nos leva a conclusão de que talvez este não seja o "forte" do Vivendo do Ócio! Por outro lado, o timbre de voz de Jajá é interessante e digno até de um frontman de uma banda de grande porte, apesar de sua pouca idade (é importante ressaltar!), encorpando assim as canções do quarteto.

Além deste trabalho, o Vivendo do Ócio tem outro disco, lançado em 2008, "Teorias de Amor Moderno", que, inclusive, está disponibilizado gratuitamente para download. Ficou interessando em saber mais detalhes? É simples, basta acessar o site da banda, que é: http://www.vivendodoocio.com/.

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