Dynamite

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The Shortwave Set volta com belo e singelo disco!!!

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Após despontar na cena musical britânica, em 2005, com o álbum independente "The Debt Collection", os londrinos do The Shortwave Set voltam com novo trabalho. Lançado na gringa no ano passado, o disco "Replica Sun Machine" chegou ao Brasil, recentemente, pela Music Brokers. Agora, imagine só: quando uma banda criada sob o céu cinzento da Inglaterra resolve se esbaldar no sol californiano! Pois é no mix exato destes dois climas, aparentemente antagônicos, que o grupo apostou as suas investidas em seu último CD.

Formado por Andrew Pettitt, Ulrika Bjorsne e David Farrell, o The Shotwave Set, em seu novo disco, resgata a aura "indie-pop-psicodélico" presente em seus trabalhos anteriores. Ao ouvir "Replica Sun Machine", é bem provável que ele lhe traga a seguinte sensação: a leveza e bem-estar encontrados (?) naqueles dias de preguiça ao sol. Se você curte Belle & Sebastian é possível que se apaixone pela singeleza da obra do trio londrino, que apesar de trazer tal influência (se não for a maior), bebe em outras fontes, também, como o trip-hop e o rock dos Anos 60 e 70.

Produzido por Danger Mouse (um dos integrantes do bacanérrimo grupo Gnarls Barkley e considerado pela Revista Rolling Stone Americana como o produtor do Ano de 2008), "Replica Sun Machine" esbarra na obra dos ingleses do Blur, mais especificamente do começo de sua carreira. O exemplo ideal para esta última citação é a canção "Now Til ‘69", que remete também às criações do Primal Scream.

Mas os "tropicos" do The Shortwave Set em seu último disco vão além. O CD, que reúne 11 faixas, traz também algumas referências mais modernas, como é o caso de "Yesterdays to Come", que com os arranjos de cordas de Van Dyke Parks (lendário colaborador dos Beach Boys), soa como uma versão mais fresca de Belle & Sebastian. Já em "I Know", o grupo topa com influência do Flaming Lips dos Anos 2000, e em "No Social", exala atuação de Goldfrapp sobre o trabalho do trio.

Outras canções que merecem destaque são as que dão nome ao álbum: "Replica", pela sua dramaticidade, e "Sun Machine", pela sua psicodelia, enaltecida pela viola de John Cale. Já a voz de Ulrika é outro ponto alto do disco, doce e suave, ela ressoa como uma mistura de Camera Obscura e Belle & Sebastian.

Além de seu disco de estréia, o The Shortwave Set lançou ainda alguns EPs, como "No Social", "Is it anywonder", "Repeat to Fade" e "Slingshot" e produziu remixes para Goldfrapp, Moby e Scissor Sisters. Pelo visto, Danger Mouse ficou fã do trio inglês ao ouvir o seu debut, tanto que, em 2005, a banda foi convidada para abrir os shows do Gnarls Barkley.

E desde então, cada vez mais "olhos" estão se voltando para as suas produções, que já extrapolam terras inglesas. Tanto que as aparições do grupo vêm sendo cada vez mais constantes e para públicos, a cada dia, maiores. O exemplo mais recente aconteceu no mês passado (18/06), quando os músicos subiram ao palco do Meltdown Festival, a convite dos curadores, o pessoal do Massive Attack.

Quem sabe tais conquistas sejam o prenúncio de uma carreira longa e promissora para o trio londrino. Aliás, a muitos vêm apostando suas "fichas", que, em breve (e não vai demorar muito), Andrew, Ulrika e David estourem com o The Shortwave Set! Tomara, assim como eu, acredito que muitos estão comigo, né não!?

 

Mais informações sobre a banda? Basta acessar: www.myspace.com/theshortwaveset ou http://www.theshortwaveset.com/.

E não é que elas voltaram: mais e novas dicas culturais... eeeee

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Mais um fim de semana se aproxima e o público "cult" de plantão começa a busca por saber o que está rolando na cidade, para montar seu roteiro e curtir do bom e do melhor que São Paulo nos oferece, não é verdade!? Pois então, não deixe de conferir a lista "selecta", que esta coluna virtual organizou para este final de semana! Muita coisa acontecendo, simultaneamente, como é de costume. Aliás, só não se diverte quem não quer, não é? Então, vamos nessa!? Vejam as dicas culturais desta semana e se joguem meeesmo...

Exposição

Rolê 1

 

Foto 1: "Devaneios do Repouso" (1999), de Nina Moraes./ Foto 2: Obra "Confortaveis" (1998), de Marco Paulo Rolla.

A partir de amanhã, sexta-feira (17/07) estará aberto ao público nova mostra no MAM - localizado na Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, entrada pelo portão 03 do Parque do Ibirapuera. Intitulada de "Jardim de Infância: Os Irmãos Campana", a exposição, que se estende até o mês de setembro (13/09), promove um recorte pessoal do acervo de mais de 5 mil peças do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Idealizado pelos celebrados designers Fernando e Humberto Campana, o projeto, que reúne nomes como Farnese de Andrade, Geraldo de Barros, Keila Alaver, Leda Catunda e Rivane Neuenschwander, é norteado pela busca de seus curadores por obras de arte características visuais inerentes ao design, conferindo assim, ao conjunto exibido, a irreverência e o inusitado, próprio do universo criativo dos Campana. O local fica aberto a visitação de terça a domingo, das 10 às 17h30. Quanto? R$ 5,50, sendo que aos domingos, crianças com idade até 10 anos e adultos com mais de 65 anos a entrada é franca.

Foto 3: Obra "Sem Título" (2001), de Nazareth Pacheco.

Rolê 2

Fotografia do francês Chris Marker, que integra mostra "Staring Back", em cartaz no MIS.

Outra exposição inaugurada recentemente na cidade é "Staring Back", que entrou em cartaz no Museu da Imagem e do Som (MIS), ontem, quarta-feira (15/07). A mostra traz 200 fotografias produzidas ao longo das seis décadas de carreira do fotógrafo, cineasta e escritor francês Chris Marker. Com a curadoria do diretor norte-americano Bill Horrigan, Marker escolheu as imagens que tirou entre 1952 e 2006. A série selecionada registra protestos políticos, como a marcha ao Pentágono em 1967, contra a guerra do Vietnã, os eventos de maio de 1968 em Paris e a revolta contra as políticas trabalhistas do governo francês. Outras fotografias retratam pessoas famosas e anônimas que encontrou em suas viagens pelo mundo, e cenas de seus filmes clássicos, como "La Jetée" (1962), "Sans Soleil" (1983) e "Cuba Si" (1961). Localizado na Av. Europa, 158, Jardim Europa, o MIS fica aberto à visitação de terça a sábado, das 12h às 19h, e aos domingos, das 11h às 18h. De entrada é cobrado apenas R$ 4,00, portanto, sem desculpas, né!?

A exposição reúne 200 imagens produzidas ao longo de seis décadas de carreira do francês.

Rolê 3

Até o final deste mês (30/07), o Reserva Cultural (Av. Paulista, 900, Bela Vista) abriga em seu hall a exposição "Perspectiva: Abandono". Criada pelo coletivo fotográfico Coleta Seletiva, a mostra tem como inspiração a cidade de São Paulo, ao reunir imagens que resgatam a história de espaços abandonados, contrapondo o esquecimento e a realidade lá fora. Autores das fotografias, Victor Moriyama, Paulo Plá e Gabriel Correia dividiram as obras nos temas transporte, moradia e trabalho e o Edifício São Vito, fábricas e vagões abandonados são alguns dos espaços clicados. O local pode ser visitado de domingo a domingo, das 10h às 22h, e a entrada é gratuita.

Obra "Prestes Maia", de Paulo Plá, é uma das que compõe mostra coletiva na Reserva Cultural.

Teatro

Rolê 4

Já a dica teatral desta semana é para o espetáculo "Sinos Imaginários", que está em cartaz no Teatro Coletivo Fábrica - R. da Consolação, 1623, Consolação. Inspirada no livro "O Teatro Mágico em Palavras", a peça conta o ritual de passagem da jovem escritora Clariana, que se torna reclusa para buscar inspiração para seus textos, e a reclusão acaba por provocar uma intervenção da ficção na realidade da moça. Sob direção de Leonardo Maciel, o drama, cujo texto é de Maíra Viana, é encenado pelos atores Rober Tosta, Bruno Autran, Chris Cruz e Danielli Guerreiro. A temporada se estende até agosto (26/08), às quartas-feiras, sempre às 21h. Os ingressos custam R$ 40,00.

Shows

Rolê 5

Crazy Legs é uma das atrações da programação do fim de semana (17/07) do Centro Cultural São Paulo.

Neste final de semana, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) oferece uma série de atrações musicais aos que se interessam por este gênero de entretenimento. A programação começa com o show amanhã, sexta-feira (17/07), às 12h30, da tradicional banda de rockabilly Crazy Legs, em seguida, às 19h, sobre ao palco do local do Arco Duo, que apresenta ao público repertório baseado em space rock futurista. Já no dia seguinte, sábado (18/07), às 19h, é a vez dos paulistanos do Sudaca agitarem a platéia com sua música moderna urbana, fortemente influenciada pelo funk, reggae dos anos 1970 e hip hop. No domingo, às 18h, se apresentam os lendários do rock nacional do Tutti Frutti. Mais informações, basta acessar: http://www.centrocultural.sp.gov.br/programacao_musica_popular.asp.

Os lendários do Tutti Frutti também sobem ao palco do local, neste final de semana (18/07).

Rolê 6

Dando continuidade às comemorações do quinto ano de aniversário da Festa Peligro, realizada semanalmente no Neu Club (localizado na R. Dona Germaine Burchard, 421, Água Branca), neste final de semana, a casa noturna promete "bombar". O destaque acontece amanhã, sexta-feira (17/07), com o show do Pata & The Maxi Mazels. Organizado pela (produtora) Tronco, o evento tem início às 23h e traz como atração a big band liderada pelo Pata (do Holger), cuja formação conta com músicos que tocam nos grupos Debate, Music Settlement, Lulina e Some Community, além do Holger. Aliás, eles aproveitam a ocasião para fazer um EP de covers. Já na pista, a animação dos "dançarinos de plantão" fica por conta do DJ Dago. Portanto, vai perder esta balada? Eu não seria nem louca (rsrsrs). Quanto? R$ 10,00 até às 0h e depois, R$ 15,00.

Rolê 7

 

Os curitibanos do Wandula integram a programação do Festival Das Bandas de Lá. 

Com o intuito de romper linhas de fronteira, o SESC Pompéia (situado na R. Clélia, 93, Água Branca) promove o Festival Das Bandas de Lá. O evento, que acontece em três noites (de 16 a 18/07, sempre às 21h), traz ao palco do local seis novos grupos da cena independente brasileira, que vem se destacando fora do tradicional eixo Rio-São Paulo. A programação começa hoje, quinta-feira (16/07), com a "macumba eletrônica" da banda maranhense Criolina, seguida do duo baiano de violoncelo e guitarra Dois em Um. Amanhã, sexta-feira (17/07), é a vez dos pernambucanos do Volver, que resgatam a estética da jovem guarda, e do quarteto instrumental cearense Fóssil. Já no sábado, encerra o evento os pós-tropicalistas paraibanos do Burro Morto e os curitibanos do Wandula. Os ingressos custam entre R$ 4,00 e R$ 16,00.

 

Ufaaaaaaaa... acho que por enquanto é só!!!

Mas não deixem de ficar antenados, pois esta colunista volta para lhes contar todas as novidades "prometidas" e mais algumas outras, podem acreditar! hehehe

Bom final de semana e até a próxima!!!

Beijos em todos...

Cachorro Grande fala do novo disco

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Foto acima ilustra capa do novo disco dos gaúchos do Cachorro Grande.

Como muitos de vocês já devem saber, os gaúchos do Cachorro Grande voltaram, recentemente, com novo trabalho. Intitulado de "Cinema", o disco é o quinto da carreira da banda e já está disponível (apenas para audição) no myspace do grupo (www.myspace.com/cachorrogrande). Por enquanto, pois, em breve, o quinteto - formado por Beto Bruno (voz), Marcelo Gross (guitarra e voz), Rodolfo Krieger (baixo e voz), Pedro Pelotas (piano e teclado) e Gabriel Azambuja (bateria) - pretende dar início à turnê de divulgação do álbum.

O seu lançamento oficial começa por São Paulo, com dois shows no SESC Pompéia, previstos para acontecer nos dias 07 e 08 de agosto, seguido de apresentações em outras cidades do País, entre elas, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Após um hiato de dois anos, desde o seu último CD, "Todos os Tempos" (2007), o grupo, pelo visto, retorna com "gás total". Na estrada desde 1999, o Cachorro Grande logo despontou na cena musical brasileira com o lançamento de seu debut, homônimo (2001). Tanto que deste disco surgiram os primeiros hits da banda: "Sexperienced", "Debaixo do Chapéu" e "Lunático". Desde então, o grupo não parou mais, com apresentações pelos quatro cantos do Brasil, em festivais como Upload (SP), Curitiba Pop Festival (PR), Abril Pro Rock (PE), Bananada (GO), entre outros.

A banda, que se tornou conhecida pelo seu rock'n'roll visceral e dançante, é considerado hoje, um dos grandes destaques da cena alternativa brasileira.  Embora seja avaliado por muitos a tender para o rock-pop, a cada novo lançamento e de forma mais vigorosa, o quinteto não se incomoda com tal colocação. "Só porque assinamos com uma gravadora (Deckdisc), as pessoas consideram o nosso trabalho pop. Mas se forem olhar bem todas as nossas produções, vão constatar que sempre fizemos baladinhas, também", disse Gross, logo no início da entrevista, concedida a esta coluna virtual.

A escolha de "Cinema" para nomear este novo trabalho do Cachorro Grande não é mero acaso e muito menos se trata de uma homenagem exclusiva à dita sétima arte, apesar de tal manifestação artística ter servido de inspiração. "Esta decisão aconteceu em estúdio, pois durante a mixagem, enquanto trabalhávamos os efeitos sonoros das canções (de moto, vento, gaivota, raio etc), nos demos conta de que parecia que estávamos fazendo a trilha sonora de um filme", explica Gross.

 

A banda em estúdio, durante a gravação de "Cinema" (crédito da foto: divulgação). 

Um pouco diferente dos trabalhos anteriores do grupo, "Cinema" vem com uma sonoridade "vintage" (bastante explorado pela banda nos trabalhos anteriores, mas que neste disco vem de modo mais "escachado" e, talvez, mais "consciente"). Na gravação do álbum, os gaúchos passaram cerca de 20 dias, quase que em uma espécie de "enclausuro", em um estúdio na sua cidade natal, Porto Alegre (RS). "Foram quase 20 dias de trabalho, direto. A sessão começava por volta das 10 horas da manhã e tinha dias que íamos até meia-noite. Neste trabalho, diferentemente dos outros CDs, a gente registrou as demos em overdub, ao tocarmos ao vivo acrescentando o som", alega Gross.

Resultando assim, em um trabalho cru, visceral e que vai direto ao ponto. Embora "Cinema" traga algumas inovações para os padrões usuais do grupo, o disco está longe se ser original, mas de qualquer modo, o Cachorro Grande consegue mostrar o quanto aprimorou o que já sabia fazer muito bem: um rock'n'roll verdadeiro! Produzido por Rafael Ramos, o novo álbum dos gaúchos é a prova da maturidade e entrosamento real, existente entre os seus integrantes.

O disco reúne 12 faixas, que denotam o óbvio: as conhecidas influências da banda, que vai de Beatles, Rolling Stones, The Who, Traffic, Mutantes, Stone Roses até Oasis, Supergrass e Primal Scream. No entanto, neste quesito, o quinteto novamente se renova ao focar suas canções ainda mais nos Anos 70, deixando um pouco de lado a influência da década anterior, que vinha sendo distribuída, em uma espécie de balança equilibrada, até o lançamento de "Cinema", conforme admite Gross: "Neste disco exploramos uma vertente que a gente sempre gostou muito, mas que nunca havia deixado transparecer tanto. A gente estava mais objetivo a respeito do que queríamos, tanto que nós fomos mais na direção do que tínhamos pré-concebido, antes de entrar em estúdio".

 

O lançamento oficial do CD em S.P. está previsto para acontecer em agosto (crédito da foto: Cisco Vasques).

Dentro deste contexto, "Cinema" vem com um som mais garageiro e psicodélico do que nunca, ao trazer instrumentos como cítara, bases densas e ambiências. O exemplo perfeito é a canção "Luz", que traz muita influência de Led Zeppellin e suas guitarras alucinantes e perturbadoras. "Tal resultado foi intencional, tanto que gravamos com fita analógica de duas polegadas, amplificador similar ao usado pelos músicos desta época. Todas as estruturas sonoras foram muito bem estudadas, principalmente, durante a gravação", ressalta Gross.

No entanto, o disco traz não apenas tais influências, mas outras mais modernas, como "A Voz do Brasil", que indica influência de Kassabian e Oasis. Reflexo, claro, das audições atuais do grupo, conforme declara Gross: "Hoje, muita coisa tem feito a nossa cabeça, como bossa-nova, Kassabian, MGMT, Gnarls Barkley, o novo trabalho do Chemical Brothers, música eletrônica, até som dos anos 50, 60 e 80, que apesar deste último não ser muito a nossa praia, traz muita coisa boa dentro do rock. É isso o que importa para nós".

Enfim, pelo visto o Cachorro Grande parece ter aprendido a "receita" (apesar de o grupo confessar que considera que não existe fórmula) ao apostar "todas as suas fichas" no que acredita e de forma legítima e ousada. "A gente faz o que acredita! E nós permanecemos desta forma, por todos estes anos, compondo canções, baseadas em coisas antigas e novas, com muita paixão. A única coisa que acreditamos é no rock'n'roll, apesar de vivermos no País do samba", finaliza Gross.

O novo álbum dos gaúchos, além de trazer as influências já conhecidas, traz algumas inovações (crédito da foto: Cisco Vasques).

 

Mais informações da banda: http://www.cachorrogrande.com.br/

 

Ah, e podem esperar, pois volto com mais novidades, como o novo disco dos paulistanos do Lestics, "Hoje" e o último disco dos ingleses do The Shortwave Set, "Replica Sun Machine".

Por isso, fiquem ligados, que, em breve, vocês ficam sabendo disso tudo e mais um pouco... hehehe

Aguardem!!!

 

Quer fazer o que neste final de semana?

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Final de semana prolongado para muitos de vocês, né!? E como vocês já estão mais do que "carecas de saber", volto esta semana com váaaaaarias dicas culturais, escolhidas especialmente para os que curtem aproveitar o tempo ocioso de forma produtiva e com qualidade... hihihi... e como sei que este é o caso de vocês, meus queridos leitores, que tal conferir o "cardápio" oferecido aqui, nesta coluna virtual, que é dedicada a vocês, que são amantes ou apreciadores de uma boa obra-de-arte, sem preconceito de gênero e estilo!!! Vamos nessa?

Exposições

Rolê 1

Obra de autoria de Dinas é um dos painéis que integra mostra na Galeria Olido.

Desde o mês passado (25/06) está em cartaz na Galeria Olido (Av. São João, 473, República) a mostra "Imagem Sonora In Concert - Uma Fusão Sonora", que é apresentada ao público até o final de julho (26/07). Composta por painéis verticais, cehio de desenhos coloridos, a exposição, que tem curadoria de Danilo Blanco, Fernando Zelman e Dingos, apresenta como tema a conexão entre a arte urbana e a música. Ao todo, a iniciativa conta com 12 obras, criadas por 12 artistas, que exibem técnicas como grafite, "lamb", "assemblage", "free hand" e "stencyl art". Estão entre os expositores Guto Lacaz, Dingos, Corcel, Dinas, Guetusm Gênio, Menc, Ocupeacidade, Oito2, Raphael Armando, Triagm e Zezo. Com entrada franca, o local pode ser visitado de terça a sexta-feira, das 12h às 20h, e aos sábados e domingos, das 13h às 20h30.

Rolê 2

Já o Instituto Tomie Ohtake - R. Coropés, 88, Pinheiros - traz a mostra "Uma Gráfica de Fronteira", que apresenta mais de cem trabalhos do designer carioca radicado em São Paulo, entre originais e reproduções de cartazes de cinema e teatro, capas de revistas, livros e discos, entre outros. Na mostra, o designer Rico Lins mostra trabalhos como a capa da primeira edição brasileira da revista "Big" e o cartaz do filme "Labirinto de Paixões". Se você ainda não foi conferi-la, ainda dá tempo, pois esta exposição fica em cartaz no local até este final de semana (12/07), sendo que o espaço pode ser visitado de terça a domingo, das 11h às 20h. O melhor disso tudo é que a entrada é grátis.

Rolê 3

Foto de Cristiano Lenhardt integra exposição internacional de videoarte.

Desde a última terça-feira (07/07), a Galeria Baró Cruz (R. Clodomiro Amazonas, 526, Itaim Bibi) abriga a exposição "Video in Foco/Foto in Foco", com videoartistas e fotógrafos da Alemanha, Argentina, Brasil, Cuba, Espanha, França, Inglaterra e México. Com entrada gratuita, a mostra internacional tem como proposta divulgar o trabalho de artistas que utilizam a linguagem do vídeo e da fotografia para traduzir conceitos contemporâneos. Com troca de elementos entre vídeo e fotografia, o destaque deste projeto está nos frames de um vídeo que se transformam em imagem estática e vídeos são feitos a partir da técnica do "stop-motion". Natureza morta, o envelhecer de uma pessoa e objetos em movimento são alguns dos temas que agregam conceito às técnicas. Entre os artistas, estão os brasileiros Camila Sposati, Cristiano Lenhardt, Flaminio Jallageas, Roberto Bellini, Raquel Kogan & Lea Van Steen, Ana Teixeira, Claudia Jaguaribe, Daniel Athayde, Gui Mohallem, Jorge Menna Barreto, Lina Kim e Laura Erber, os argentinos Cristian Segura, Roberto Jacoby, Alejandro Chaskielberg, Erica Bohm e Nicola Costantino, o cubano Wilfredo Prieto, o alemão Michael Wesely, o inglês Toby Christian, o francês Titouan Lamazou, o espanhol Enrique Radigales e a mexicana Monica Espinosa. O espaço fica aberto à visitação até agosto (08/08), de terça a sexta-feira, das 11h às 19h, e aos sábados, das 11h às 17h.

Teatro

Rolê 4

Estreou no sábado passado (04/07), a peça "A Estória do Formiguinho ou Deus Ajuda os Bão", cujo texto é de Arnaldo Jabor. Em cartaz no Teatro Coletivo Fábrica, localizado na R. da Consolação, 1.623, Consolação, o espetáculo é uma produção do Núcleo Educatho, com a intenção de levar aos palcos uma história estruturada em temas políticos. A montagem, que pode ser assistida no local até o final de agosto (30/08), narra a história de um oprimido favelado brasileiro, chamado Formiguinho, que parte em busca de uma autorização para poder colocar uma porta em seu barraco. Mas, ao contrário da proposta original do texto, que sugere uma transformação social e revolucionária a partir de reflexões do personagem, o diretor André Martins decidiu terminar a apresentação de uma maneira que fizesse com que o público refletisse sobre o conformismo e sobre a dificuldade de caminhar em busca dos próprios objetivos. Com cenário e o figurino confeccionados com materiais reutilizáveis, como garrafas plásticas, papelão, algodão e papel alumínio, a narrativa é formada por elenco composto por André Martins, Josi Lopes, Ricardo Almeida e Luisa Toledo, que se revezam em 16 diferentes personagens. Quando e quanto? Ela é exibida aos sábados e domingos, às 18h, e os ingressos custam R$ 20,00.

Cena do espetáculo "A Estória do Formiguinho", que traz texto de Arnaldo Jabor.

Shows

Rolê 5

A primeira dicas musical desta semana é para o show que os paulistanos do Mamelo Sound System e M.Takara 3 (projeto do baterista do Hurtmold) vão fazer amanhã, sábado (11/07), no Espaço +Soma (R. Fidalga, 98, Vila Madalena), a partir das 20h. Juntos no palco, Rodrigo Brandão (voz), Lurdez Da Luz (voz), PG (pick-ups), Munhoz (beats, efeitos e voz de apoio), Mauricio Takara (bateria e
sampler), Rogério Martins (percussão) e Guilherme Valério (guitarra) vão interpretar suas composições e fazer releituras inusitadas de músicas do sambista Elton Medeiros e das roqueiras Mercenárias. Aproveitando a ocasião, o Mamelo deve apresentar canção inédita, também.

Mamelo Sound System (foto acima) e M.Takara 3 dividem palco em show na cidade, neste final de semana (11/07).

Rolê 6

Outra sugestão acontece hoje, sexta-feira (10/07), a partir das 0h, no Inferno Club, situado na R. Augusta, 501, Consolação, quando é realizada a Festa "Dias de Fúria", que conta com a apresentação das bandas Tolerância Zero, Oitão, Comodoro e Desgraciado. Considerados alguns dos expoentes da cena musical nacional, os três grupos devem agitar o público no local com suas canções à la rock'n'roll pesado, se é que me entendem!? De entrada é cobrado R$ 15,00 na porta da casa noturna e aí, é se jogar...

Paulistanos do Comodoro se apresentam hoje (10/07), na Festa "Dias de Fúria".

Rolê 7

Para fechar a tampa, a dica é para o show da banda de Joseph Tourton (integrantes do Guizado), que acontece nesta terça-feira (14/07), no Projeto Supernova, realizada no Sesc Vila Mariana - Rua Pelotas, 141, Vila Mariana -, a partir das 20h30. Considerado uma das mais novas e significativas bandas de uma nova geração do cenário musical pernambucano, o grupo é composto por jovens músicos, que trafegam pelo som instrumental, que abusa do improviso e da vontade de criar experimentações em cima de cada um dos instrumentos que utilizam. Os ingressos custam entre R$ 3,00 e R$ 12,00.

 

Por enquanto é só, pessoal... aproveitem bastante este final de semana, que para muitos já teve início ontem, quinta-feira (09/07), e claro, sem deixar de conferir algumas das dicas selecionadas por esta coluna virtual... hehehe

Se joguem e até a próxima postagem, quando devo voltar com várias novidades sobre a cena cultural brasileira, como é de costume... hihihi

Beijos e inté!!!

 

PIB 2009 reúne destaques da música instrumental

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Gasolines 

Com o intuito de apresentar ao público paulistano o que o País vem produzindo, em termos de música instrumental, a produtora Inti Queiroz criou há alguns anos o Festival Produto Instrumental Bruto (PIB). O evento, que este ano está em sua segunda edição e acontece de 08 a 12 de julho, reúne diversos gêneros deste estilo musical, que vai do metal às produções mais eletrônicas. Realizada no Clube Belfiori (CB), situado na R. Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda, a iniciativa traz nomes de destaque da cena musical brasileira, entre elas, Labirinto, Gasolines, Macaco Bong e Mama Gumbo, Elma, Chimpanzé Clube Trio e Intravernal Groove S/A.

Ao ilustrar as novas estéticas musicais desenvolvidas no Brasil, nas últimas duas décadas, o PIB vem crescendo a cada edição, apesar de ser "novato", por ser realizado pela segunda vez. Motivos? São inúmero, como muitos já sabem. Afinal de contas, não é novidade alguma que é muito custoso viver de arte no País, seja em cima dos palcos ou nos seus bastidores. Discussão, aliás, que atualmente é tema de diversos debates a respeito do assunto. Tanto que, em decorrência das dificuldades para a sua realização e embora tenha sido criado no ano de 2003, este projeto foi lançado apenas em 2007, quando aconteceu a sua primeira edição.

Desde então, os idealizadores do projeto vem batalhando para que este festival de música instrumental crie raízes cada vez mais profundas e se consolide na cena cultural brasileira, assim como diversos outros eventos do gênero realizados periodicamente no País e que independente do seu porte, enfrentam dificuldades similares. Mesmo diante de tantos empecilhos, Inti e sua equipe não desanimam, muito pelo contrário, continuam lutando para que o PIB cresça, se desenvolva e consiga cumprir com sua missão maior: a de dar espaço para a famosa riqueza musical existente em território brasileiro.

Labirinto 

A edição 2009 do PIB traz 16 grupos de vários Estados (conforme tabela abaixo). Em quatro dias de shows (que acontecem de 08 a 11/07, sempre às 20h), 12 delas vão dividir palco com a sua banda madrinha (selecionados durante a realização de sua edição anterior). "A receptividade do público está sendo muito boa, mas ainda existe uma certa resistência quando se pensa em música instrumental. As pessoas até gostam da nossa proposta. No entanto, quando é para ir assistir a um show do gênero, muitas dão para trás", explica Inti com o seguinte argumento: "parece que elas preferem se divertir muito mais em uma balada ou mesmo em bares. E é exatamente esta mentalidade que estamos buscando mudar".

Por outro lado, a resistência observada pela organização do evento não se restringe ao estilo musical que norteia o projeto ou ao local de apresentação de tais atrações, apesar do CB ser uma das casas noturnas descoladas da cidade, o que pode ajudar a transpor tais barreiras. De acordo com Inti outros obstáculos são enfrentados, como a captação de recursos, visto que o festival este ano, assim como na edição anterior, é produzido com verba advinda de leis de incentivo fiscal, além de outros tipos de captação bastante usual, principalmente, por meio de patrocínios, cujo destaque do PIB 2009 é para o Toddy, e apoiadores também.

"Era para termos feito o PIB em 2008, mas como tivemos problemas neste sentido, em decorrência da burocracia existente na obtenção de tais incentivos, acabamos adiando para este ano. Pois não queríamos decair na qualidade e outra, prezamos sempre para a valorização da cena e de seus artistas", afirma Inti, acrescentando "A gente acredita bastante no projeto e à medida que as bandas crescem, que é o que temos observado, evoluímos também, pois a nossa proposta é que todos façam parte desta família e possam apresentar os seus trabalhos ao público".

Para que se abra cada vez mais o mercado para os seguidores da música instrumental, sejam eles artistas, sejam eles consumidores de seus produtos, a organização do evento pretende torná-lo um evento anual. "Estamos tentando construir e mudar a cabeça do público e mostrar para ele o quanto este estilo musical é interessante e rico. Existe uma idéia pré-concebida que torna difícil a realização deste tipo de iniciativa e do qual pretendermos quebrá-la mais e mais. Afinal de contas, apesar de denominar um gênero, a música instrumental é bastante abrangente, tanto que o evento traz desde o metal até a música eletrônica".

Intravenal Groove S/A 

Ao todo, o PIB 2009 contou com a inscrição de 120 bandas, sendo que deste número, apenas 12 foram selecionados. O que segundo a avaliação dos organizadores do evento é muito bom para o prestígio do festival, um sinal de que apesar de ser "novato", existe uma credibilidade por parte dos artistas. Para selecioná-los, foram utilizados os critérios básicos, como preparo dos músicos, qualidade de seus trabalhos, mas de forma muito cautelosa e criteriosa, conforme ressalta Inti. "Além de darmos espaço para grupos de todo o País, buscamos formar um quadro bem amplo e abrangente. Como tinha muita gente boa, foi difícil a seleção, tivemos que levar em consideração outros fatores, além dos usuais".

Tanto que uma das ponderações importante, pesada durante o processo seletivo do PIB 2009, foi a sinergia musical existente entre os grupos que iriam compor a programação do evento, para que nenhum deles destoasse dos demais e vice-versa. "Sabemos que muitos artistas bons ficaram de fora, com muita dor no coração. Mas não é porque não entraram nesta edição do evento, que não terão outra oportunidade. Aliás, é bem provável que entrem na próxima edição do festival", afirma Inti.

Além da realização de shows, o PIB conta com a promoção de diversas oficinas, que vai de produção audiovisual até construção de instrumentos musicais com material reciclável; debate com tema "A cultura independente e a música instrumental"; e feira cultural. Todas essas atividades promovidas no último dia do projeto (12/07), acontecem das 15h às 20h, na Casa das Caldeiras - localizada na Av. Francisco Matarazzo, 2.000, Água Branca. Quer saber mais? Então, confere o quadro abaixo com todas as atrações e atividades que vão ser promovidas nos cinco dias de evento.

 

Mama Gumbo

Programação completa:

4ª feira (08/07)

AÉREOS: porque a harmonia possui um respiro, a dinâmica se suspende em vácuos repentinos, e incentivam sensações atmosféricas. Aéreos são etéreos, eletrônicos talvez, azuis, gasosos, viajantes, psicodélicos.

-  Aerotrio (Campina Grande - PB)

- Tigre Dente de Sabre (ex-El Toro Trio) (Bragança Paulista - SP)

- Malditas Ovelhas! (São Carlos - SP)

Banda madrinha: LABIRINTO (São Paulo - SP) - classificada em 2007

5ª feira (09/07)

AQUÁTICOS: porque os timbres se derretem em melodias úmidas de guitarras surfistas, pedais e elementos que invocam maresia. Aquáticos são praianos, intensos, guitarrísticos, verdes.

- Retrofoguetes (Salvador - BA)

- Reverba Trio (Porto Alegre - RS)

- The Violentures (Campinas - SP)

Banda madrinha: GASOLINES (São Paulo - SP) - classificada em 2007

6ª feira (10/07)

TERRESTRES: porque sua sonoridade é concreta, é bruta, densa e primitiva. São marrons,  pesados, urbanos.

- Elma (São Paulo - SP)

- Fantasmagore (Rio de Janeiro - RJ)

- Macaco Bong (Cuiabá - MT)

Banda madrinha: MAMA GUMBO (São Paulo - SP) - classificada em 2007

Sábado (11/07)

ÍGNEOS: porque tem baixaria na cozinha e lareira na sala de estar! São quentes, vermelhos, funkies, dançantes, inflamáveis.

- Chimpanzé Clube Trio (São Paulo - SP)

- Grooverdose (São Paulo - SP)

- SaunoFlex (São Paulo - SP)

Banda madrinha selecionada: INTRAVENAL GROOVE S/A (Campinas - SP)

Domingo (12/07)

OUTRAS ATIVIDADES: oficinas, debates e feira cultural.

- Oficina dupla de produção Audiovisual - DJ Phantazma e VJ Spetto

- Oficina de Percussão em Sucata - Loop B

- Oficina de Construção de instrumentos musicais com material reciclável

- Debate: "A cultura independente e a música instrumental"

- Feira cultural

 

Mais informações:

www.myspace.com/festivalpib

http://www.festivalpib.com.br/

 

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