Dynamite

Entries for month: May 2009

Mais dicas culturais... eeeeeeee

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E não é que esta coluna virtual volta com mais novidades! Sempre antenada com tudo o que ocorre na cidade, esta semana o "Qual é a Joga?" traz mais sugestões de passeios culturais pela cidade (como todos já estão carecas de saber, claro!) a serem desfrutados neste final de semana, ok!? Vamos nessa?

Mostras

Rolê 1

"L'Atlas" é uma das imagens que integra exposição coletiva na Galeria Choque Cultural.

Os dizeres dos lambe-lambes colados nas paredes da sala principal da Galeria Choque Cultural (R. João Moura, 997, Pinheiros) compõem o pano de fundo do vasto alfabeto que o espaço apresenta a partir deste sábado (30/05), durante a exposição "Caligrafia", que se estende até o final de junho (27/06). Ilustrações, grafites, pirogravuras e fotografias de nomes da velha-guarda e de jovens artistas internacionais exibem a multiplicidade de estilos e estéticas que a caligrafia pode ter. Chaz Bojorquez, artista de Los Angeles criador do "cholo", um tipo de letra muito utilizada pelos grafiteiros, e o alemão Loomit, que introduziu o 3D também no grafite, são apenas dois exemplos dos cerca de 40 nomes que integram a coletiva. Fora da moldura, pinturas colorem as paredes do porão. Feitas por Zezão, Chivitz, Presto e outros brasileiros, elas foram realizadas durante uma jam session madrugada a dentro. A coletiva traz ainda obras de dois calígrafos, Claudio Gil e Andrea Branco, e três tatuadores, Jun Matsui, Ivan Szazi e Marcone. O local é aberto à visitação de terça a sábado, das 12h às 19h, com entrada gratuita.

Rolê 2

Sesi abriga até 15/06 a mostra "Índios", com fotos de tribo nômade.

Até meados de junho (15/06), o Sesi A.E. Carvalho (situado na R. Deodato Saraiva da Silva, 110, região leste da cidadeo) promove a exposição "Índios", com retratos da tribo guajá feitos por Egberto Nogueira, fotojornalista que trabalhou em grandes publicações nacionais e clicou momentos históricos importantes, desde o embate entre Collor e Lula, em 1995, aos picos de caos do transporte coletivo da capital paulista. Nesta mostra de temática social, o público se depara com imagens do cotidiano de um dos últimos grupos nômades do Brasil, que, por questões de segurança, tem se fixado em alguns territórios. As fotografias foram tiradas no ano 2000, durante uma viagem de Nogueira à região denominada pré-Amazônia, localizada no Maranhão. Na década de 1970, foram contabilizados cerca de 600 índios dessa tribo. Atualmente, esse número foi reduzido para 250. A mostra pode ser conferida de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h. A entrada é franca.

Rolê 3

Centro Cultural São Paulo inaugura três novas exposições. Na foto, obra "Ué Madame", de Flávia Metzler.

Neste sábado (30/05), três exposições entram para a programação cultural do Centro Cultural São Paulo (CCSP) - R. Vergueiro, 1.000, Paraíso. São elas: "1ª Mostra do Programa de Exposições 2009", que traz um panorama artístico brasileiro, com a apresentação de obras de diversos artistas do País, entre eles, Alexandre Vogler, Alex dos Santos, Fernanda Eva, Flávia Metzler, Paulo Nazareth e Ricardo Carioba; "Paradas em Movimento", com produções superoito do cinema das décadas de 60 e 70 e obras pertencentes ao Arquivo Multimeios do Centro Cultural São Paulo, como trabalhos de Marcello Nitsche, Nelson Leirner e Paulo Bruscky; e "Objeto Imaginado", sobre a arte contemporânea brasileira e os limites entre o material e o imaterial, a partir de trabalhos de Antonio Dias, Cildo Meireles, Antonio Manuel, Artur Barrio, Cássio Michalany, Rodrigo Andrade, Raquel Garbelotti e Wagner Morales. Informações sobre horários de visitações e outras devem ser obtidas no CCSP pelo telefone 3397-4002.

Teatro

Rolê 4

Caixa Cultural Sé apresenta gratuitamente a peça "O Barril", nesta semana.

Em cartaz na Caixa Cultural Sé, que fica na Praça da Sé, 111, região central da cidade, o monólogo "O Brarril", encenado pela atriz Ângela Dip pode ser conferido apenas nesta semana, gratuitamente. O espetáculo, que é apresentado desde a última quarta-feira (27/05) e se estende até este domingo (31/05), sempre às 19h, já percorreu mais de 50 cidades do País e participou de vários festivais nacionais e internacionais. A montagem mostra uma mulher na qual está prestes a se atirar em uma catarata a bordo de um barril (de 80cm de altura por 70 cm de largura). Enquanto não se lança às águas, a moça fala, de forma bem-humorada, sobre questões cotidianas como velhice, criatividade e religião. Cheia de frases engraçadas, a peça também mostra as bisbilhotices e obviedades do mundo contemporâneo, mostrando os pensamentos e sentimentos típicos de uma mulher. A direção é de Vivien Buckup, e a cenografia, a sonoplastia e o figurino são assinados por Ângela Dip. A entrada é livre e os ingressos devem ser retirados com 1h de antecedência do espetáculo.

Shows

Rolê 5

Outra dica, só que agora musical é para o show do gracioso trio Suite, comandado por Isabela Lages. A apresentação do grupo acontece hoje, sexta-feira (29/05), a partir das 22h30, no Teatrix Bar (R. Peixoto Gomide, 1.066, Jardins. Com repertório baseado na cena musical francesa, de Serge Gainsbourg, Brigitte Bardot, entre outros artistas, o grupo promete levar ao público aquele famoso clima de "cabaret". A entrada custa R$ 12,00, portanto, se ficou curioso para conhecer de perto a performance musical dos artistas, que tal se jogar nesta baladinha?

Rolê 6

Ainda hoje, sexta-feira (29/05), acontece uma espécie de "tributo" aos Stooges. Portanto, se você é fã do grupo e quer relembrar clássicos da banda, a sugestão é a festa que acontece a partir das 23h30, no Clube Belfiori (CB) - R. Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda. Tocados por Chuck (ex-Forgotten Boys), Zé Antonio (líder do Cassavettes), Luis (ex-Pin-Ups) e Martin (Zeferina Bomba), o show promete agitar a casa! Quanto morre esta brincadeira? R$ 15,00 na porta do local.

Músicos fazem "tributo" aos Stooges hoje (29/05), em casa noturna da cidade.

Rolê 7

A última dica desta semana é também para ser desfrutada hoje, sexta-feira (29/05), a partir das 0h, no Clube Inferno - R. Augusta, 501, Consolação. Pois bem, nesta data acontece o show da banda Copacabana Club, considerada uma dos grandes expoentes da cena alternativa atual. De entrada é cobrado R$ 15,00 e está tudo certo. Ou melhor, é só se jogar...

 

Bom, é isso, galera... finalizo as postagens desta semana e em breve, quando menos imaginarem, volto novamente, com mais novidades sobre a cena cultural brasileira, ok!?

Beijos em todos e até mais!!!

Com vocês: o funk-core dos mineiros do Fungos Funk!!!

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Enquanto a maioria dos artistas vem optando por se adequar (?) ao sistema vigente no mercado fonográfico atual, que parte do pressuposto o uso da tecnologia e digitalização do seu processo produtivo, outros dão vazão à onda nostálgica do resgate do famoso "bolachão". Um dos artistas brasileiros que aderiram ao revival do vinil (assunto, aliás, que tem sido palco de discussões por parte de profissionais e especialistas da área) são os mineiros do Fungos Funk, que recentemente lançaram, pelo selo Vinyl Land, novo trabalho, homônimo, em LP 7".

Produzido por Kuaker, o "Fungos Funk", o quarto trabalho de estúdio do quinteto, compila três faixas apenas - "Pica-Fumo", "Tudo Que Eu Quero" e "Evem o Trem". E fortalece ainda mais a textura "old school" incorporada pelos músicos (Zebu no vocal, Pow no vocal, JC  no baixo, Criolo na guitarra e Bizorro na bateria) em suas criações desde os seus primórdios. Sem deixar de lado, claro, o viés no qual o mercado caminha atualmente, o Fungos Funk Freak Family, como é nomeada pelos seus membros, optou em lançar o LP em formato digital, também, e que está disponível para download no site da banda (http://www.fungosfunk.com.br/) e/ou no Trama Virtual (www.tramavirtual.com.br/fungos_funk).

No entanto, o álbum é o resultado de um trabalho sofisticado e que representa muito mais do que tal gênero musical, por agregar em suas canções outros estilos, como rock, rap e reggae, resultando no chamado funk-core. Aliás, o disco pode ser considerado a essência do quinteto ao mostrar vários ritmos, misturados daquele famoso "jeitinho brasileiro". Com a proposta de romper com a mesmice e fazer música de verdade, com atitude, seriedade, respeito e sentimento, criando um estilo próprio no mercado, parece que o grupo vem conseguindo tal diferencial e o exemplo nítido, sem sombra de dúvidas, está neste disco.

Fundada no ano de 1999, na cidade mineira de Juiz de Fora, a banda mostra o poderio e o verdadeiro efeito avassalador (no bom sentido, óbvio) que seu som pode gerar em nossos ouvidos, sem o ouvinte ter que seguir ou não um dos estilos unidos em suas criações. Ao misturar o groove dançante e frenético com o hard-core cru, o Fungos Funk cria canções graves, cheio de suingue e super-divertidas, que já foram levadas a diversos festivais de música e casas de shows do País. Tudo em respeito e admiração por algo maior: a música.

Com uma discografia razoável, em termos de quantidade, o Fungos Funk conta com quatro registros fonográficos, entre CD, EP ou vinil. O primeiro registro do grupo aconteceu em 1999, com a gravação de uma demo. Já o lançamento do primeiro disco aconteceu somente alguns anos depois, em 2003, cujo título é "Zica" e produção é de Emmerson Nogueira. Em 2006, o quinteto lançou apenas uma faixa e só na net, chamada "Ou, Ou, Ou". Em entrevista exclusiva ao Blog "Town Art", o baterista Bizorro conta curiosidades da história dos músicos, detalhes deste novo trabalho e outras coisinhas mais... leia aí:

Town Art - O Fungos Funk é mais um filho da cena alternativa mineira. Como nasceu este projeto? E desde quando a banda foi fundada, quais foram as mudanças promovidas na banda?

Bizorro/ Fungos Funk - Bom, o Fungos Funk foi fundado em 1999, em Juiz de Fora (MG), como resultado da junção de integrantes de duas extintas bandas locais, que sempre trabalhavam juntas. Naquele momento, acabou ficando quem realmente queria levar o negócio a sério. Daí formamos o Fungos Funk Freak Family. De lá pra cá, nesses dez anos de estrada, estamos há quatro anos morando em São Paulo. Neste período tivemos a mudança do guitarrista e depois do baixista. Mais tarde, tivemos a saída do DJ Niggas e ficamos com a formação de um quinteto, que é o molde atual, com Pow na voz, Zebu também na voz, Bizorro na bateria, JG I no baixo e Criolo na guitarra.

Town Art - É notório o crescimento e projeção da cena musical mineira de uns anos para cá, com o despontamento cada vez maior de músicos e/ou artistas oriundos desta região, assim como de outras partes do País, né!? Ao que vocês atribuem tal fato? E me conta um pouco como vem se conduzindo este processo em Minas.

Bizorro/ Fungos Funk - Minas Gerais é um estado com uma veia musical muito forte. Sempre tivemos grandes músicos, bandas e artistas lá. Apesar do pouco espaço e visibilidade no estado em si, sempre tivemos guerreiros, que batalharam para criar o espaço em suas cidades e formar um movimento local. Bem como em Uberlândia, onde temos o Jambolada; em Juiz de Fora, onde tínhamos o Acorde; em BH, onde temos vários movimentos, etc. Enfim, acredito que esse crescimento na área musical do estado está como no restante do País, ou seja, uma galera boa, que batalha pelo próprio espaço de forma profissional e séria. Com isso, temos esse resultado, graças a essas bandas e cabeças pensantes!

Town Art - De um tempo pra cá, surgiu um movimento "nostálgico" de resgate do LP, não apenas no Brasil, mas em diversos outros países. Tanto que inúmeros artistas brasileiros têm optado em lançar suas criações apenas neste formato, quando não, no mais usual, o do CD, junto com o famoso "bolachão". Seguindo esta linha de raciocínio: por que vocês integraram este movimento e optaram lançar seu mais recente trabalho desta maneira?

Bizorro/ Fungos Funk - Na verdade, há um bom tempo nenhum artista lança vinil com fabricação aqui no País, pelo fato da única fábrica que tínhamos estar fechada há mais de dois anos. Nesse período, todos que lançaram algum trabalho em vinil tiveram que buscar fazê-lo fora do Brasil. Quando fomos gravar essas novas músicas, conhecemos o Kuaker (produtor do disco) pela internet e a afinidade foi imediata. Íamos fazer uma demo, com o registro de uns sons novos nossos, mas como o resultado foi muito bom e surpreendeu tanto a nós, quanto a ele mesmo, então, resolvemos lançar esse material de alguma forma. Como não era um disco cheio por serem apenas três músicas, começamos a pensar em como fazê-lo. Sempre tivemos o sonho em ter nossas músicas em um disco de vinil, ainda mais hoje, em um mundo onde a música sai do computador sem você saber e nem querer, às vezes, está no dia-a-dia como uma coisa qualquer. Não temos aquele ritual de se ouvir uma música, tem que pegar o disco, colocar a agulha e sentir o som. Depois do silêncio, virar o disco novamente e continuar a ouvi-lo. Essa coisa lúdica da coisa, entende!? Então, começamos a pesquisar em ter o disco em formato de um EP. Conhecemos o pessoal do selo inglês Vinyl Land e viabilizamos o projeto com eles. O diferencial é que lançamos exclusivamente em vinil, não fizemos CD. Isso já não acontece por aqui sabe se lá há quantos anos. E disponibilizamos na net também, em formato digital, para suprir essa fatia do mercado!

Town Art - Alguns formadores de opinião já especulam que está havendo um revival do vinil, por considerarem que ele pode até a voltar a "dominar" o mercado atual. Vocês acreditam nisso ou que é um exagero?

Bizorro/ Fungos Funk - É difícil afirmar que os compactos vão dominar o mercado. Acho que dominar não, pois o formato digital não será tão fácil assim superado. Mas acho que o CD sim, este pode ser superado pelo vinil, mas os formatos em MP3 e etc, isso acho que só irá evoluir. Mas, com certeza, está voltando com força total. Na verdade, em diversos países nunca se perdeu essa cultura, porém, hoje em dia, está cada vez mais forte. Até mesmo pelo fato deste revival em que sempre vivemos, de a cada dez anos, termos um retorno das influências dos anos anteriores, muitas pessoas nunca tiveram contato com o vinil e querem tê-lo. A expectativa é muito grande em torno disso tudo, no entanto, estamos tendo uma volta extremamente positiva nesse sentido! Aliás, todos ficam surpresos quando vêem nosso novo trabalho em um vinil 7".

Town Art - Vocês contam com as mais diversas influências musicais, passando pelo rock, funk, groove, rap, MPB, etc. De que forma elas foram trabalhadas neste disco e se reflete no mesmo?

Bizorro/ Fungos Funk - Temos todas essas influências e ainda muitas outras. São tantas que preferimos citar estilos musicas ao invés de bandas ou artistas. Atualmente, fazemos exatamente o som que sempre quisemos e por motivos diversos não tínhamos conseguido realizar ainda. O bom e velho "funk core" dos Anos 90. Essa é a nossa maior influência, a década de 90, o Funk Metal daquela época, o Rap-Core, o Hard Core de Nova York, da Califórnia e de Crossover, o Trash Metal, Gangsta Rap, etc. Nossas veias no groove e no peso são as características mais fortes na banda. Nesse disco já se percebe bastante isso. No próximo, então, talvez fique mais nítido, estaremos mostrando ainda mais essa nossa fase, o que já vem acontecendo nos shows.

Town Art - Qual foi a temática principal deste EP? Do que ele fala e como surgiu a idéia de focar os trabalhos deste disco em tal assunto?

Bizorro/ Fungos Funk - Bom, nossa preocupação principal era mostrar a fase atual do nosso trabalho, o som que estávamos fazendo e o momento em que vivemos. Não houve um tema específico. No disco tratamos de vários assuntos, como o avanço e domínio da tecnologia em relação ao mundo e em nós, seres humanos, tipo "Pica-Fumo". Falamos de metas, objetivos, esforço e superação, em "Tudo Que Eu Quero". E por fim também falamos sobre o mesmo assunto, meio que para nós mesmos, quando mudamos de Minas para São Paulo, em "Evém O Trem". Essa última entra como bônus no disco por ser uma música mais antiga nossa.

Town Art - O mercado fonográfico brasileiro anda bem mais aberto para os mais diversos estilos musicais do que há alguns anos. Como vocês encaram tal fato e aproveitam este curso para divulgar os seus trabalhos, visto que até uns anos atrás ele era bastante tendencioso e dava abertura a certos tipos de artistas, de acordo com o que se buscava em determinado período? Como vocês avaliam tal fato, mudou, continua o mesmo ou mudou? E por quê?

Bizorro/ Fungos Funk - Com certeza o mercado está mais aberto no sentido em que qualquer banda poder fazer seu trabalho, sem depender de nenhuma gravadora ou multinacional, como era o que acontecia antigamente. Isso cria essa abertura no sentido da banda conseguir atingir seu público onde quer que esteja, mesmo sem nunca ter tocado no local. É muito mais vantajoso hoje em dia, pois a banda é dona de seu próprio escritório e tem a possibilidade de fazer seu próprio trabalho, sem depender de ninguém maioral. Claro, isso se a banda for estruturada para tal dever, o que não é fácil!

Town Art - Aproveitando que estamos falando de mercado musical brasileiro, como vocês o avaliam hoje? Muitos dizem que está mais fácil do que há alguns anos, para outros, mais difícil, principalmente quando se pensa em termos de qualidade, e vocês o que pensam a respeito disso?

Bizorro/ Fungos Funk - Em termos de qualidade acredito que todos já estão ficando de "saco cheio" do que estamos vendo por aí. Toda essa coisa superficial e igual no qual se observa. Tudo montado e maquiado, estrategicamente desarrumado, sabe?! Enfim, acho que está mais fácil no sentido em que falei antes, de você poder trabalhar, sem depender de ninguém e poder fazer um "trampo" tão bem feito e profissional quanto o de uma "banda grande", respaldada por uma grande gravadora. A parte difícil se deve ao fato de, como sempre, muitos são obrigados a ouvir apenas a música da vez e o que toca na rádio ou na TV e com isso, acabam não tendo conhecimento de outros artistas. Mas as coisas sempre foram assim: a imposição da mídia. Nossa proposta é justamente romper essa mesmice e fazer música de verdade, com atitude, seriedade, respeito e sentimento, criando nosso próprio mercado.

Town Art - Como vocês pretendem divulgar o novo EP da banda? Eles já estão disponíveis ao público ou não? Caso sim, desde quando, e caso não, quando pretendem fazê-lo e de que maneira?

Bizorro/ Fungos Funk - Sim, já está disponível. O lançamento aqui em São Paulo foi dia 16 de maio, no Sesc Pompéia. Já a distribuição no Brasil será feita pela Fonomatic/Tratore, sendo que os discos já estão chegando nas lojas de todo o País. Além disso, vendemos na net também, em todos os veículos de vendas on line etc. Nos shows sempre temos nossa loja com todos os produtos à venda. Quem quiser também, enviamos o álbum via correio, é só entrar em contato conosco por e-mail.

Town Art - Em tempos do "movimento hype" na cena musical mundial, como vocês avaliam o fato e de que forma buscando trabalhar favoravelmente ao Fungos Funk tal tendência?

Bizorro/ Fungos Funk - Na verdade, a gente nunca seguiu o que está na "crista da onda". Simplesmente temos nosso estilo e nossas características e fazemos destes a nossa música. Nosso som é totalmente Anos 90, se isso estiver incluso ao que está "na onda", a gente está, se não... queremos voltar com esse som no Brasil e estamos sendo pioneiros nessa volta, já há 10 anos... (risos) sabemos que alguém tem que suprir essa carência e é aí que a gente entra.

Town Art - A cena musical brasileira é conhecida no mundo inteiro por conter artistas talentosos e que produzem um trabalho de qualidade e inovador. Ao que vocês creditam tal fato e da cena atual, em quais artistas e ou bandas vocês apostam suas fichas?

Bizorro/ Fungos Funk - Que o Brasil sempre teve excelentes músicos e bandas, todos já sabem! E fora do País temos um reconhecimento muito grande nesse sentido. E é merecido, pois realmente é verdade! São muitas bandas boas no Brasil, fica difícil falar de alguma assim. Gostamos de muitas bandas e somos parceiros de várias e para falar aqui fica quase impossível. Podemos citar Zeferina Bomba, Valverdes, LaRaza, Mó-H, Madame Saatan, Decore, Coyotes California, Questions, Rama Ruana, Expanded Nose, Estrume'n'tal, enfim, é muita gente. Acho que apostar a ficha não é o caso, são bandas que agente curte e respeita pelo "trampo", são apenas algumas dentre milhares delas...

Town Art - Quais são as maiores influências do Fungos Funk e de que forma, vocês conseguem agregar o gosto pessoal de cada integrante da banda em suas criações, o que é natural cada um ter seu gosto particular, embora existam convergências, né!?

Bizorro/ Fungos Funk - Sempre trabalhamos muito, naturalmente neste sentido! A música para nós sempre foi muito fácil e espontânea de se fazer. Sempre fluiu entre os componentes do Fungos Funk.
Nossas influências são os Anos 90, basicamente o funk 70', rock, rap, reggae, ragga, tudo isso e muito mais, mesmo que nem todas apareçam no nosso som. Citando algumas bandas temos Suicital Tendencies, Infectiuous Groove, Biohazard, Really Adictive Soud, Boo Ya tribe, Sweet Lizard Ilted, NOFX, Wu Tang Clan, etc...

Town Art - Cada vez mais, a produção artística está mais abrangente e ampla e, aliás, isso é uma tendência nos dias atuais, né!? Vocês buscam e sempre buscaram tal caminho, né não?!

Bizorro/ Fungos Funk - Sempre buscamos, tanto que constantemente nos vemos envolvidos em produções, tanto da banda, quanto em shows, festivais, etc. Acho fundamental que toda banda tenha esse corre. Quando morávamos em Juiz de Fora, éramos organizadores de um festival lá e também de diversos shows. Aqui em São Paulo sempre buscamos fazer essa produção por nossa conta dos shows do Fungos Funk também. O crescimento desse mercado no País tem sido muito grande, mas ainda pecamos com a inexperiência e falta de profissionalismo de diversos organizadores. Qualquer um acha é pode meter um evento ou um show e não é bem assim. E o mesmo na parte de produção musical e si.

Town Art - Além de estarem trabalhando na divulgação do novo LP do grupo, quais são os projetos futuros, se é que podem ser mencionados?

Bizorro/ Fungos Funk - Acabamos de lançar o EP e também o videoclipe da música "Tudo Que eu Quero". Estamos com a tour para divulgar esse trabalho. O próximo álbum já está composto e até o final do ano estará gravado, dessa vez um LP cheio! Nossa proposta é não trabalhar mais com CD e apenas em EP ou LP ou formato digital na net. Outro projeto extremamente importante para nós e que estamos nos dedicando muito é  chamado de Groove Family. Uma família entre as bandas Fungos Funk, LaRaza e Mó-H. Já gravamos uma faixa e um vídeo e já já todos estarão conhecendo. Nessa história outras bandas também estarão somando e a idéia é ter uma Crew do Groove com shows  e músicas juntos, enfim, a tudo o que temos direito. O nosso objetivo é resgatar o verdadeiro som de peso, groove, união e atitude que está em falta no País.

Town Art - Só para finalizar: qual a mensagem que vocês dão aos grupos e artistas que estão começando?

Bizorro/ Fungos Funk - Nesses dez anos de banda deu para aprender muita coisa. Acho que o importante para se ter um trabalho consistente e de qualidade é trabalhar com profissionalismo e seriedade. Enfrentar os obstáculos e ter garra para alcançar os objetivos. Humildade e amor pela música também!

 

 

Ah, e podem esperar, pois, em breve, volto com muito maaaais... aliás, só para deixá-los com "água-na-boca" (hehehe): contarei detalhes sobre os novos discos de um dos grandes expoentes da cena indie paulistana do final dos Anos 90, os Pullovers, e da cantora e compositora Stela Campos e etc... etc... etc...

Bom, por enquanto é só... fuiiiiiii.... até mais!!!

O que fazer neste final de semana?

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O "Qual é a Joga?" desta semana traz várias novidades da cena cultural paulistana. Portanto, se você é um dos que pretende ficar por aqui mesmo e curtir ótimos passeios do gênero na cidade, que tal conferir as dicas elencadas logo abaixo? Olhaaaa, pois são várias e, como de costume, para todos os gostos, bolsos e idades, o que não é novidade alguma para os que acompanham esta coluna virtual, né não!? Vamos nessa?

Mostras

Rolê 1

Nú feminino clicado por Mapplethorpe, que pode ser apreciado em mostra da cidade.

A Galeria Fortes Villaça, situada na R. Fradique Coutinho, 1.500, Vila Madalena, abriga exposição que reúne retratos em preto e branco, feitos entre 1979 e 1989, pelo artista norte-americano Robert Mapplethorpe (1946 - 1989). Aberta ao público desde a semana passada (15/05), a mostra fica em cartaz no local até o mês de junho (20/06), e pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 17h. O projeto apresenta 35 imagens clicadas pelo fotógrafo, organizadas no espaço da galeria de modo que as fotos de pessoas ficam ao lado das de flores, buscando a semelhança entre as figuras, a harmonia entre as formas. Dessa maneira, a roqueira Patti Smith aparece ao lado de um copo-de-leite, ou torso nu de um homem faz par com uma orquídea vista de cima. A entrada no espaço é franca.

Rolê 2

Imagem ampla do novo espaço expositivo da Furnarte.

A Funarte (Al. Nothmann, 1.058, Campos Elíseos) inaugura espaço expositivo e dá início à sua programação de artes visuais de 2009 com a mostra "Da Rua: Que Pintura é Essa". A exposição, que tem entrada gratuita, fica em cartaz no local até junho (06/06), e apresenta ao público obras do grupo Acidum, de Fortaleza (CE), e dos artistas Graziela Kunsch e Vitor Cesar, de São Paulo. Em trabalho "Da Rua" você se depara com conceitos de espaço urbano, cujo intuito é questionar a institucionalização da pintura de rua feita pelo mercado da arte, além de analisar os limites entre o popular e o erudito. O espaço pode ser visitado de segunda a quinta-feira, das 10h às 18h, e de sexta a domingo, das 10h até o início dos espetáculos.

Rolê 3

Obra "Ver o Peso Pelo Furo da Agulha", de Dirceu Maués, foi registrada em Belém (PA).

Várias fotografias paraenses chegam a Unidades do Sesc em São Paulo. Por exemplo, desde ontem, quarta-feira (20/05), o Sesc Pompéia (R. Clélia, 93, Água Branca) sedia exposição "Fotoativa Pará - Cartografias Contemporâneas", que apresenta as terras e o povo paraense sob a ótica de 43 artistas da nova e da velha geração. O projeto é resultado do trabalho de 25 anos da Associação Fotoativa, uma organização sem fins lucrativos que estimula o exercício da cidadania no Brasil a partir da prática fotográfica. Além da mostra, artistas, curadores, teóricos e pesquisadores de Belém, Rio de Janeiro e São Paulo comandam seis oficinas, palestras e debates. A mesma exposição está em cartaz no Sesc Santana (Av. Luiz Dumont Villares, 579, Santana) e faz parte da programação da casa para o Mês Internacional da Fotografia de São Paulo. Em ambos locais as mostras são gratuitas e podem ser conferidas até o começo de julho (05/07). Mais informações sobre visitações nos locais devem ser obtidas pelos telefones (11) 3871-7740 (Sesc Pompéia) e (11) 2971-8700 (Sesc Santana).

Teatro

Rolê 4

Cena do Projeto "Dueto da Solidão", que está em cartaz no Sesc Vila Mariana.

A dica teatral desta semana é para o Projeto "Dueto da Solidão", que consiste na reunião de dois textos de Sérgio Roveri, que também dirige a peça, "Ensaio para um Adeus Inesperado" e "A Noite do Aquário", apresentadas em uma mesma sessão. A encanação acontece desde ontem, quarta-feira (20/05), sempre às quartas-feiras, às 20h30, no Sesc Vila Mariana - R. Pelotas, 141, Vila Mariana. Escritas em períodos diferentes, as obras apontam para uma temática comum, a perda e a solidão. Nas duas tramas, a atriz Clara Carvalho assume o papel de protagonista e atua ao lado de Chico Carvalho, Gustavo Haddad e Leonardo Miggiorin. Os ingressos custam entre R$ 3,00 a R$ 12,00.

Shows

Rolê 5

Você é fã de Ramones? Então, não pode deixar de ir ao Inferno Club, situado na R. Augusta, 501, Consolação, neste sábado (23/05), pois acontece um tributo ao grupo, ícone do punk-rock no mundo. A banda Teenage Lobotomy, considerada a melhor banda cover do Ramones no País, vai tocar os clássicos dos músicos. A abertura da apresentação fica por conta d'Os Conxhas e nas pick-ups, o americano Joe Queer (vocalista dos Queers). A baladinha começa a partir das 0h e de entrada é cobrado R$ 15,00, na porta do local.

Rolê 6

Dona Zica toca Ataulfo Alves neste final de semana (23/05), em São Paulo.

Agora, você prefere algo mais "tranqüilo"? Aqui você também tem vez e a sugestão é a apresentação que o grupo Dona Zica faz neste sábado (23/05), no Funarte - Al. Nothmann, 1.058, Campos Elíseos. A banda faz uma homenagem ao compositor Ataulfo Alves, além de tocar também canções de Itamar Assumpção e próprias. O show está previsto para às 20h e os ingressos custam R$10,00. 

Rolê 7

Para finalizar, segue a terceira e última dica cultural desta semana. Ela é para o duplo show de Wander Wildner e Stuart, que acontece neste domingo (24/05), às 18h, no Centro Cultural São Paulo (CCSP) - R. Vergueiro, 1.000, Paraíso. Aliás, ótimo programinha de domingão, né não!? Pois bem, na ocasião, o gaúcho Wander vai aproveitar a apresentação para divulgar seu novo trabalho "La Cancion Inesperada" e o quarteto catarinense idem, ao contar com repertório baseado em "Teatro que Celebra a Extinção do Inverno". Vai perder o duo? Eu não cometeria tal despautério (risos)! Quanto morre? R$ 15,00 cada ingresso, que poderá ser retirado na bilheteria do local com duas horas de antecedência.

 

Wander Wildner e Stuart dividem palco neste domingo (24/05), no Centro Cultural SP.

 

Bom, até semana que vem, quando volto com novas postagens... hehehe

Já sabem, né!? Aproveitem para se jogar mesmo...

Beijos nas bochechas de cada um de vocês e inté!!!

MASP faz bela retrospectiva da carreira de Vik Muniz

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Obra "Auto-Retrato" de Vik Muniz.

Em cartaz no Museu de Arte de São Paulo (MASP) desde o final de abril (24/04), a nova mostra do artista plástico Vik Muniz volta ao Brasil, depois de passar pelos EUA, Canadá e México. A exposição - que faz uma retrospectiva de 20 anos de carreira do brasileiro, radicado em Nova York (EUA) há 25 anos, e foi apresentada também no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro - estabelece de forma peculiar, sob outro ângulo jamais visto por terras tupiniquins, a relação que ele estabelece entre a fotografia e o desenho.

Com o intuito visível de mexer com a idéia de imagem como maneira de interação, "Vik", como foi intitulada a mostra que se estende até o mês de julho, compila 131 obras, todas fotografias, mas não do gênero fotográfico puro, tais criações perpassam desde 1988 até os dias atuais. Aliás, se torna ainda mais nítida a "teoria" de uma das práticas aplicadas pelo artista, de explorar propositalmente um caráter híbrido e ambíguo da imagem, gerando assim, obras para lá de sedutoras. Isso porque ele busca enfatizar o dialogo entre o material, no caso os objetos simples nos quais utiliza para fazer as suas composições, e a imagem, ao destilar a idéia do desenho com coisas muitos práticas ou a natureza da arte em si.

Já em "Diamonds", o artista plástico retrata a atriz norte-americana Liz Taylor.

Tal máxima, que é confirmada em depoimento do próprio artista, no qual diz: "quero desmistificar uma arte muito ligada a deuses e aliar a minha vontade de fazer o espectador questionar a imagem a partir das camadas de significados, propostas nos trabalhos, sempre a partir de ícones, estereótipos, arquétipos digeridos". Aliás, quem não se lembra do reboliço que as obras de Vik criou, quando, há anos, começou a despontar ao criar trabalhos concebidos a partir de técnicas variadas e materiais no mínimo curiosos - como, por exemplo, a Mona Lisa feita de pasta de amendoim, o Che Guevara desenhado em geléia ou o retrato de Elizabeth Taylor montado a partir de centenas de pequenos diamantes - e que se tornavam verdadeiras obras de arte extremamente originais?

Desde então, o artista se tornou um fênomeno de comunicação ao atingir as mais variadas parcelas de nossa sociedade com suas criações simples, mas de uma sofisticação estética ímpar e que por outro lado, permitem diversos níveis de leitura. E são exatamente tais "pontos de vistas" que o público se depara na mostra abrigada no MASP. Na verdade, com o seu dom cativante, Vik mais uma vez prova que é possível se comunicar com o espectador com maestria, ao mudar a forma elitista com a qual a arte é encarada em nossa sociedade, sem separar o popular do inteligente, como se fossem coisas antagônicas.

A exposição, realizada pela Aprazível Edições e Arte, de Leonel Kaz e Nigge Loddi, a mostra é acompanhada de livro - que não abarca todas as séries do artista, mas pontua a relação da fotografia e do desenho com conjuntos temáticos precisos, alguns deles, inéditos, como "Imagens de Papel"' (a partir de fotografias p&b) e '"Quebra-Cabeças"'. "Vik" começa com as primeiras obras de sua trajetória em torno da imagem, desenhos que fez a partir de fotos que via na Revista Life e que fotografou. A partir daí é possível ver sua pesquisa se problematizando, cada vez mais, e expandindo, inclusive, em escala.

"Thread" é uma das criações de Vik que também integra mostra em cartaz na cidade.

Serviço:

Exposição "Vik"

Local: MASP

Endereço: Av. Paulista, 1.578, Bela Vista.

Período: 24 de abril a 12 de julho.

Visitação: de terça a domingo, das 11h às 18h, e às quintas, das 11h às 20h.

Ingresso: R$ 15,00, sendo que e para menores de 10 anos, maiores de 60 anos e às terças-feiras, a entrada é gratuita.

Telefone: (11) 3251-5644



E neste final de semana, rola o quê?

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Pois é, São Paulo continua "fervendo" em termos culturais! Inúmeros eventos rolando, simultaneamente, praticamente 24 horas, como deve ser, afinal de contas, viver em uma metrópole é isso mesmo, né não!? Quem curte uma peça teatral tem várias opções! Quem prefere uma exposição de artes plástica ou fotografia, idem! Já os que optam em dedicar o seu tempo "ocioso" com um bom show musical ou uma sessão de cinema também têm vez! E quem quiser (e tiver tempo para) mesclar todas essas oportunidades, melhor ainda, né!? Portanto, confere as diversas dicas culturais, que você encontra semanalmente neste espaço virtual, monte seu roteiro e bom divertimento!

Mostras de Cinema

Rolê 1

"Os Incompreendidos", de François Truffaut, é um dos filmes que integra mostra de cinema em celebração aos 50 anos da Nouvelle Vague.

Desde ontem, quarta-feira (13/05), os apreciadores de uma boa sessão de cinema podem conferir Mostra "Mademoiselle Nouvelle Vague", em cartaz na Cinemateca Brasileira - situada no Largo senador Raul Cardoso, 207, Vila Clementino - até o mês de agosto (02/08). Com apoio da Cinemateca da Embaixada da França, o evento apresenta uma retrospectiva em homenagem aos 50 da Nouvelle Vague, que conta com a exibição de mais de 50 títulos, contando com películas raras do acervo da instituição e do órgão francês. O ciclo reúne os filmes mais marcantes do movimento e também trabalhos de diretores, como Jean Renoir e Jean Vigo, além de obras de temas e personagens que dialogam diretamente com a vanguarda francesa que mudou o perfil do cinema autoral em todo o mundo a partir do início dos anos 1960. Os grandes nomes do movimento, como Jean-Luc Godard, François Truffaut, Eric Rohmer, Alain Resnais, Louis Malle e Claude Chabrol, estão representados por uma seleção de títulos, que vai desde seus primeiros filmes, realizados no final da década de 1950, até produções do final dos anos 1960. Neste contexto, o público tem a oportunidade de ver produções como "A Colecionadora", "A Padeira do Bairro", "A Carreira de Suzane", e "Minha Noite com Ela", todos de Eric Rohmer, ou "Beijos Proibidos", "Antoine e Colette", "A Noiva Estava de Preto", "Os Incompreendidos" e "A Sereia do Mississipi", de François Truffaut. Neste mês inaugural da mostra, a programação se divide em Primeiros Filmes (longas-metragens de estréia de grandes diretores da nouvelle vague), Cinefilia (filmes que fizeram a cabeça dos cineastas de vanguarda e obras que tematizam o próprio cinema) e Romance (um dos temas mais caros aos cineastas do movimento). Os ingressos para as sessões custam entre R$ 4,00 e R$ 8,00. Estudantes do Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas têm direito à entrada gratuita. Quer saber a programação completa? Então, acessa o site do organizador do festival: http://www.cinemateca.gov.br/.

Rolê 2

Já no Itaú Cultural, localizado na Av. Paulista, 149, Cerqueira César, você se depara com a Mostra "Filmes e Vídeos da Coleção Goetz", que fica em cartaz por pouco tempo, de 12 a 17/05. O projeto compila nomes fortes da videoarte, entre eles Turner Prize, Mark Leckey, Matthew Barney, William Kentridge, David Weiss e Peter Fischli, exibidos em tela grande e com hora marcada, marcando assim, uma espécie de aproximação entre as artes visuais e o cinema. Um dos destaques do evento vai para os trabalhos de Barney, no qual apresenta ao público o primeiro e o último episódios de seu ciclo reprodutivo, "Cremaster 1" e "Cremaster 5", que ao levar o nome do músculo que suspende os testículos, são filmes que ilustram a origem da humanidade com base em excessos visuais. Iasás, questões reprodutivas resolvidas, encontrada em "Drawing Restraint 9" traz Barney e sua mulher, a cantora Björk, a bordo de um baleeiro japonês, para consumar uma união em alto mar. O evento traz também obra do sul-africano Kentridge, que ao rever acontecimentos políticos de seu país com um desenho animado, apresenta de forma inusitada, com traços em carvão sobre papel, todos feitos na mesma folha, em um espécie de um exercício obsessivo para reaver parte da história. Mais informações sobre "Filmes e Vídeos da Coleção Goetz", acessa o site do Itaú Cultural: http://www.itaucultural.org.br/.

Exposições

Rolê 3

Imagem de Luana, da Colômbia, compõe exposição cujo foco são as "Mulheres do Planeta".

A OCA (Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, entrada pelo portão 03 do Parque Ibirapuera) abriga até julho (11/07) a mostra "Mulheres do Planeta", que reúne fotografias, desenhos, pinturas, textos e vídeos supostamente usados pelo francês Titouan Lamazou para traçar o perfil das mulheres em que ele conheceu durante sete anos de viagens pelos cinco continentes. São cerca de 3 mil obras e 50 vídeos dispostos no espaço. É importante ressaltar que a exposição integra o calendário de eventos do Ano da França no Brasil e já foi exibida entre 2007 e 2008 no Museu da Humanidade, em Paris. Entre os perfis que o projeto exibe estão os de cidadãs dos EUA, China, Afeganistão, Nigéria, Palestina e também de brasileiras, como a atriz Dercy Gonçalves (1907-2008). O local fica aberto ao público de terça a domingo, das 10h às 20h, e a entrada custa R$ 11,00.

Teatro

Rolê 4

Ontem, quarta-feira (13/05), aconteceu a reestréia do espetáculo "Quem Não Sabe Mais que É, O Que É e Onde Está, Precisa Se Mexer". Exibida na Casa de São Jorge, situada na R. Lopes de Oliveira, 342, Barra Funda, a peça é encenada pela Cia. que leva o mesmo nome do espaço cultural e tem direção de Georgette Fadel. A montagem surgiu a partir da pesquisa e da improvisação realizada sobre o universo do alemão Heiner Müller, obtidas por meio de suas peças, entrevistas e intensidade de seu discurso. A narrativa fica em cartaz até junho (27/06), com sessões às quartas e sextas-feiras, às 12h, e aos sábados, às 15h. Em pouco mais de uma hora, o discurso de Müller é transformado em situações próximas do público e também em música, encenadas pelos atores Marcelo Reis, Mariana Senne e Patrícia Gifford. Os ingressos custam R$ 5,00.

Cena do espetáculo encenado pela Cia. Casa de São Jorge, que acaba de reestreiar na cidade.

Rolê 5

O drama, os sonhos e as frustrações de atores e atrizes são alguns dos temas abordados durante a comédia "Perfídia", em cartaz no Espaço Incenna (R. Bagé, 308, Vila Mariana), aos sábados, às 21h, e domingos, às 19h. Encenada pelo grupo In Conserto até o final de maio (31/05), a peça mistura vida e arte ao mostrar um ensaio de teatro e uma gravação de novela que acontecem ao mesmo tempo. Esses dois eventos simultâneos fazem com que as histórias se misturem a todo o momento, provocando confusão e dúvidas em relação ao que é ou não realidade. Premiado no 3º Festival Nacional de Teatro de Mogi das Cruzes, em 2008, o espetáculo é formado por Alex Dias, Danielle Castilho, Fabiana Aquino, Giscard Luccas, Renato Friederici e Ronny Kriwat. Airton Dupin é responsável pela direção, iluminação e cenografia da montagem. Os ingressos custam R$ 20,00.

Espaço Incenna abriga comédia "Perfídia" até o final do mês (31/05).

Shows

Rolê 6

Os cariocas do Autoramas se apresentam em São Paulo, neste final de semana.

A primeira sugestão musical desta semana vai para a apresentação do Autoramas, que acontece amanhã, sexta-feira (15/05), no Inferno Club - R. Augusta, 501, Consolação. Um dos grandes expoentes da cena underground do País, o trio carioca deve agitar a casa noturna com seu poderoso rock'n'roll, com forte influência de timbres e riffs de surf music. Na pista, para animar o pessoal, comanda as pic up's o DJ Flávio Forgotten. Quando e quanto? O show deve começar por volta das 0h e de entrada é cobrado R$ 20,00 na porta do local.

Rolê 7

Outra dica é para a apresentação de três membros da banda formada pela Família Alcântara e convidados, que acontece neste sábado (16/05), no Jazz Nos Fundos, localizada na R. João Moura, 1076, Pinheiros. Em cena, o septeto formado por Vitor Alcântara (no sax alto), Daniel D'Alcântara (no trompete), Carlos Alberto Alcântara (no sax tenor), Maurício de Souza (no sax alto), Marinho Andreotti (no contrabaixo), Edinho Sant'anna (no piano) e Celso de Almeida na bateria sobe ao palco do local às 20h30. Como muitos de vocês já sabem, é uma ótima dica de pré-aquecimento para a baladinha de final de semana, visto que a casa abre às 19h e fecha relativamente cedo, por volta das 2h da matina. Se você ficou interessado nesta opção, então, vá até o local na data citada, desembolse R$ 15,00 na porta do local e bom programa. Aliás, é importante lembrar que o estabelecimento não aceita cartões, apenas dinheiro ou cheque.

Rolê 8

Para fechar a tampa, em grande estilo, a última sugestão do "Qual é a Joga?" desta semana vai para o show da carioca Bárbara Eugênia amanhã, sexta-feira (15/05), a partir das 23h, no Projeto "La Noche Cool", promovida semanalmente no Clube Berlin - R. Cônego Vicente Miguel Marino, 85, Barra Funda. Adepta da chanson française, a cantora - que toca ao lado de Edgard Scandurra nos Les Provocateurs, além de acompanhar os shows do 3 Na Massa e do músico Otto - nesta apresentação vai entoar repertório próprio, acompanhada de Junior Boca (produtor de seu disco de estréia). O evento conta ainda com discotecagem de DJennipher. Quanto custa a brincadeira? R$ 10,00 de entrada.

That's all... até a semana que vem, quando volto com mais novidades sobre a cena cultural do Brasil e do mundo, oray!?

Beijos nas bochechas de cada um de vocês e inté!!!

 

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