Dynamite

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Courtney Love se prepara para lançar segundo disco solo

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Aos 44 anos, a viúva de Kurt Cobain, Courtney Love tenta reconstruir sua carreira musical. Após se envolver em milhares de escândalos, envolvendo morte (afinal ela chegou a ser apontada por alguns como a responsável pela morte de seu marido), sexo e drogas, a ex-rainha do grunge volta à ativa com segundo disco solo. Intitulado de "Nobody's Daughter", o disco já vazou na internet, mas está previsto para sair oficialmente até o mês de junho.

Cinco anos depois do lançamento de sua estréia solo, "America's Sweetheart", a cantora pelo visto resolveu se "aprumar" e enfim, dedicar-se de novamente a sua carreira musical, longe dos atos indecorosos (sabe-se por quanto tempo, né não!?), que "macularam" sua imagem e lhe rendeu nomeações pejorativas do tipo "junkie", "crazy woman" e afins. O que todos estão mais do que "carecas de saber", claro!

Ainda que não tenha o mesmo vigor da época em que Courtney cantava músicas como "Doll Parts", o disco marca o revival tão esperado da roqueira aos holofotes, após um longo período em que foi praticamente ignorada pela indústria, momento, aliás, que passou a figurar as capas dos principais tablóides do mundo inteiro!

A cantora e atriz, que até bem pouco tempo atrás ainda provocava incêndios em quartos de hotéis - como aconteceu no Claridge, em Londres, há dois anos - atualmente, tem dedicado parte de seu tempo com campanhas de moda da Versace, além de desfilar pelas ruas mundo afora calçando cobiçados saltos altíssimos do designer francês Christian Louboutin.

Mais magra e saudável, Courtney jura que se livrou das drogas pesadas e diz que mantém o equilíbrio entoando cânticos budistas. "Hoje sou viciada em roupas", declarou a loira em uma entrevista recente à Revista Elle. É o que deseja o público do mundo inteiro, que ela continue "calminha" e passe a empregar cada vez mais o seu tempo com o que sabe fazer de melhor: arte, música, não é verdade!? Enquanto "Nobody's Daughter" não sai por aqui, o que nos resta mesmo é ficamos todos no aguardo!

Kurt e Courtney

 

Courtney Michelle Harrison, como todos devem saber, se tornou célebre após seu avassalador affair com um dos ídolos do rock'n'roll e líder de uma das maiores bandas do Anos 90, Kurt Cobain. Fato que aconteceu em 1990, quando a cantora conheceu o músico e que culminou com o casamento deles em 1992. Dois anos depois, ele se suicidou, deixando a esposa e a filha Frances Bean, de um ano e oito meses.

Na época, a cantora ocupava o posto de líder da banda Hole, cujo elogiado segundo álbum, "Live Through This", foi lançado quatro dias após a morte do roqueiro. Além da paixão pela música, os dois tinham em comum uma relação perigosa com as drogas.

 

Em 2003, Courtney foi acusada de posse ilegal de remédios, e depois de agressão, no ano seguinte. Pegou três anos, em liberdade condicional, mas teve uma recaída e foi condenada a seis meses de prisão. Cumpriu a pena na reabilitação, mas perdeu a guarda da filha por 15 meses.

No meio do turbilhão, Courtney nunca deixou de gerar controvérsia. Em 2006, ela foi novamente alvo da mídia, ao ser fotografada pelo norte-americano David LaChapelle para o livro "Heaven to Hell". Na capa, a roqueira aparecia vestida de Virgem Maria, com Jesus Cristo em seus braços.

Cinebiografia de Cobain

 

O ator Ryan Gosling deve viver no cinema o papel de Kurt Cobain e Scarlett Johansson, o de Courtney Love.

Prestes a completar 45 anos, Courtney divide seu tempo entre a divulgação de seu disco e a produção executiva da nova cinebiografia de Cobain, baseada no livro "Mais Pesado que o Céu", de Charles R. Cross. Quem está cotada para interpretá-la na tela é a atriz Scarlett Johansson e já o seu falecido marido, o ator Ryan Gosling. O filme, que está previsto para ir as telonas apenas em 2010, promete gerar muita polêmica ainda!

 

Extra, extra: divulgada a programação da Virada Cultural 2009!!!

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A cantora Maria Rita é uma das atrações da 5ª edição da Virada Cultural. 

A organização da Virada Cultural já divulgou sua programação completa deste ano. O evento - que se tornou conhecido por oferecer aos paulistanos uma verdadeira maratona cultural com a realização de 24h ininterruptos de atrações culturais das mais diversas - na edição de 2009 acontece nos dias 02 e 03 de maio, das 18h às 18h.

A iniciativa, que este ano completa cinco anos, deve reunir centenas de atrações, espalhadas pelo centro da cidade, com destaque para a celebração dos 20 anos de morte de Raul Seixas. O início à maratona de espetáculos no palco principal do evento, montado na Av. São João, fica por conta do tecladista britânico Jon Lord (ex-Deep Purple), que toca ao lado da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, e apresenta o "Concerto Para Grupo e Orquestra", de 1970.

Tom Zé apresenta o disco "Grande Liquidação" no Teatro Municipal. 

No mesmo local fazem shows Geraldo Azevedo, Marcelo Camelo, o Coletivo Instituto tocando Tim Maia Racional (com BNegão, Thalma de Freitas e Carlos Dafé), Tribo de Jah, Cordel do Fogo Encantado, Zeca Baleiro, Novos Baianos e Maria Rita.

O Teatro Municipal, como é de costume, vai reunir artistas tocando álbuns clássicos e na íntegra, entre eles, Arrigo Barnabé, que apresenta seu "Clara Crocodilo", Egberto Gismonti, que toca "Alma" e Tom Zé, que interpreta o álbum "Grande Liquidação".

E para completar a programação do Teatro, tem ainda shows de Chico Cesar ("Aos vivos"), Violeta de Outono (idem), Cama de Gato (idem), Fafá de Belém ("Água"), Francis Hime e Orquestra Experimental de Repertório ("Francis Hime") e Beto Guedes ("Alma de Borracha").

Toca Raul

 

Raul Seixas é homenageado no evento com shows de vários artistas na Estação da Luz.

No ano em que se completa os 20 anos em que Raul Seixas faleceu, a primeira celebração fúnebre de 2009 acontece na Virada Cultural. E o local escolhido para o feito é a Estação da Luz, onde acontecem shows em homenagem à morte do músico, a serem completados no mês de agosto. Lá, cada atração vai interpretar um disco do cantor e compositor baiano na íntegra.

A abertura fica nas mãos da banda original de Raul, Os Panteras, e a programação prossegue com as apresentações do último kavernista Edy Star, Vivi Seixas (filha do cantor), Kika Seixas (ex-mulher) e do roqueiro Nasi. A última atração vai ser o cantor Marcelo Nova.

Outros destaques

Já no Largo do Arouche, as atrações são as seguintes: Benito di Paula, Luis Ayrão, Wando, Reginaldo Rossi, Beto Barbosa, Wanderley Andrade, Bartô Galeno, Jane e Herondi, Silvio Brito, Odair José e Wanderley Cardoso.

Na Praça Dom José Gaspar o realce fica a cargo dos pianistas. Passarão por lá Duo Lumina, Duo Gis Branco, Vitor Gonçalves, Lulinha Alencar, Pepe Cisneros, Beto Betrami, Leandro Cabral, Edson Sant'anna, Beba Zanettini, Rafael Vernet, Délia Fischer e Mário Moita.

Comadre Fulozinha, com recém-disco lançado, se apresenta no Largo Santa Efigênia.

O Largo Santa Efigênia recebe Anelis Assumpção, Iara Rennó, Lívia Nestrovski, Danilo Moraes, Curumin, Rockers Control, DJ Tudo, Os Pamonheiros, Banda Cayana, Leo Cavalcanti, Marcelo Jeneci, Por quê?, Bárbara Rodrix, Dani Black e Pedro Altério e Comadre Fulozinha.

A Praça da República reúne grandes nomes do rock brasileiro, como Tutti-Frutti, O Som Nosso de Cada Dia, Joelho de Porco, Camisa de Vênus, Velhas Virgens, Los Goiales All Stars, MQN, Matanza, Vanguart, CPM 22, Nação Zumbi, Nasi e The Electric Sitar Experience.

Os cuiabanos do Vanguart também integram programação na Virada Cultural deste ano.

Tributo a Frank Zappa

Pois é, a considerada melhor banda de cover do mestre Frank Zappa, Central Scrutinizer Band, toca na Praça da República, também, como encerramento das atrações do local. Durante a apresentação, o grupo conta com uma participação para lá de especial, de Ike Willis, lendário cantor do conjunto do artista norte-americano.

Frank Zappa também é lembrado nesta ação com show de banda cover do artista.

"Samba de Bamba"

E por fim, no Palco Rio Branco, o público poderá conferir apresentações dançantes com foco para samba, samba-rock e música latina em gerakl. Integra a programação do espaço Sandália de Prata, Farufyno, Trio Mocotó, Clube do Balanço, Os Opalas, Sambasonics, Colomi, Balaco, Projeto Coisa Fina (Moacir Santos), Juliana Amaral e Gafieira etc e tal, Gafieira São Paulo e Havana Brasil. 

Mais informações? Acessa o site oficial do evento: www.viradacultural.org

 

O que fazer na Páscoa?

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Vai ficar em São Paulo neste feriadão? Se este for o seu caso, então, confere a programação cultural desta semana, que vem recheada, como de costume, com diversas opções, que vão desde sugestões cinematográficas, até shows musicais... hehehe... vamos se jogar?

Mostra de Cinema

Rolê 1

Cena do filme "Truques" (2007), Andrzej Jakimowski integra mostra em celebração ao centenário da cinematografia polonesa.

Desde ontem, quinta-feira (09/04), está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), situado na R. Álvares Penteado, 112, região central da cidade, a Mostra 100 Anos da Cinematografia Polonesa, que homenageia a produção cinematográfica da Polônia. O ciclo, que vai até o dia 19/04, reúne 14 produções, que retratam o panorama de um século de história e cultura do país. Entre os diretores que têm produções no ciclo estão Wajda, Zanussi, Jakimowski, Bugajski e Kawalerowicz, entre outros. A curadoria é da Embaixada Polonesa. A programação completa do evento pode ser consultada no site do evento (www44.bb.com.br). Os ingressos custam R$ 4,00 por sessão. Veja a programação deste final de semana:

Sexta-feira (01/04)

15h30 - "A Dívida", ("Dlug", Polônia, 1999), de Krzysztof Krauze

17h15 - "Truques" ("Sztuczki", Polônia, 2007), de Andrzej Jakimowski

19h - "Terra Prometida" ("Ziemia Obiecana", Polônia, 1974), de Andrzej Wajda

Sábado (11/04)

13h30 - "Sexmissão" ("Seksmisja", Polônia, 1983), de Juliusz Machulski

15h45 - "O Meirinho" ("Komornik", Polônia, 2005), de Feliks Falk

17h30 - "Ladies" ("Lejdis", Polônia, 2008), de Tomasz Konecki

Domingo (12/04)

13h30 - "Praça do Salvador" ("Plac Zbawiciela", Polônia, 2006), de Joanna Kos e Krzysztof Krauze

15h30 - "O Homem Obstinado" ("Mocny Czlowiek", Polônia, 1929), de Henryk Szaro

17h15 - "O Faraó" ("Faraon", Polônia, 1966), de Jerzy Kawalerowicz

Exposições

Rolê 2

A Galeria Gravura Brasileira - R. Dr. Franco da Rocha, 61, Perdizes - sedia, desde a última terça-feira (07/04), duas exposições: uma com gravuras de Helena Freddi e outra, coletiva, com obras de 16 artistas. Em "Evocações Poéticas: O Peixe Vermelho e Outras Lembranças", exposição de Helena Freddi, apresenta 20 gravuras inspiradas em recordações de família, como textos e fotos, ou em imagens de artistas que a influenciaram. Já a mostra coletiva "Circulando em Outras Dimensões" é composta por 16 painéis com estampas digitais - ou digitalizadas usando técnicas diversas - articulados para fácil locomoção, pois a mostra é itinerante. Em ambas as exposições a entrada é franca e elas ficam em cartaz até o mês que vem (09/04) e podem ser visitadas de segunda a sexta, das 10h às 18h, e aos sábados, das 11h às 13h.

Gravura de Helena Freddi, que pode ser conferida em exposição na Galeria Gravura Brasileira.

Rolê 3

Divindades, trajes e traços da culinária indiana podem ser conhecidos pelo público em visitação a exposição "Uma viagem pela Índia", inaugurada ontem, quinta-feira (09/04), às 15h, no piso térreo do Shopping Light (R. Coronel Xavier de Toledo, 23, região central da cidade). Na abertura, a exposição recebe a visita de Jeitendra Tripathi, cônsul geral da Índia em São Paulo. A mostra se estende até 26 de abril com entrada gratuita. Na onda da moda indiana, é possível conhecer mais detalhes da cultura por meio das imagens de seus principais pontos turísticos como o Taj Mahal, o Palácio dos Ventos, os Templos Meenaksi e Jagdish, e os fortes Vermelho e Victoria Memorial, além de costumes locais. Os temperos utilizados na culinária, com sua variedade incomparável, o estilo, harmonia e ritmos musicais dos festivais de dança do Kathak, Odissi e Kathali, além do artesanato e estátuas em bronze, esculpidas em homenagem aos deuses Ganesha, Shiva e Lakshmi, também fazem parte da exposição. A exposição pode ser visitada gratuitamente, até 26/04, de segunda a sexta-feira, das 9h às 21h, aos sábados, das 9h às 18h, e aos domingos, das 11h às 18h.

Escultura da deusa Shiva que pode ser apreciada em mostra no Shopping Light.

Teatro

Rolê 4

Sob direção de Alvise Camozzi, o espetáculo "Só", encenado pelo ator João Miguel, está em cartaz desde a última sexta-feira (20/04) na Unidade Provisória Sesc Avenida Paulista (Av. Paulista, 119, Cerqueira César). O monólogo traz um homem que volta à sua cidade natal depois de mais de 20 anos de ausência. Entrando em um bar, ele reconhece a pessoa com quem dividiu, na adolescência, o seu primeiro amor. A partir desse encontro casual, ele revela seu passado e lembranças da sua inesperada descoberta do amor, que foi violentamente silenciada. Primeira montagem, no Brasil, de um texto da jovem dramaturga italiana Letizia Russo, o espetáculo trata de retorno, transformação, amor e, principalmente, da precariedade das relações humanas. Os ingressos custam entre R$ 5,00 e R$ 20,00 e a montagem é apresentada às sextas-feiras, sábados e domingos, sempre às 20h30.

João Miguel apresenta o monólogo "Só" no Sesc Avenida Paulista.

Shows

Rolê 5

Já hoje, na sexta-feira da paixão (10/04), a Festa da Peligro, realizada semanalmente no Neu Club (R. Dona Germaine Burchard, 421, Água Branca), recebe os paulistanos do Mamma Cadela, banda que se tornou bastante conhecida na cena alternativa pelo seu som instrumental. Já na pista de dança, o público poderá se sacudir com a discotecagem do DJ residente Dago Donato. A baladinha começa por volta das 23h e de entrada é cobrado R$ 15,00, sendo que até a meia-noite o valor é R$ 10,00.

Mamma Cadela é a atração de hoje (10/04) da Festa da Peligro, no Neu Club.

Rolê 6

Outra dica para este feriadão é o Projeto "Samba de Gringo", promovido no Jazz Nos Fundos, situado na R. João Moura, 1.076, Pinheiros, neste sábado (11/04). A iniciativa conta com apresentação do guitarrista Bina Coquet, que usa a formação clássica dos "organ jazz trio" (órgão B3, guitarra e bateria) para fazer um samba jazz delicioso, temperado com uma sonoridade "vintage" dos anos 60. Integra seu repertório clássicos de Jacob do Bandolin, João Donato, Jorge Ben, Tom Jobim, Ed Lincoln, Marcos Valle e Luis Gonzaga interpretados pelo músico com parceria de Daniel Latorre (no Órgão B3 Hammond), Paulo Zinner (na bateria) e Rodrigo Ursaia (no saxofone). O show tem início às 20h e de entrada é cobrado R$ 15,00.

Rolê 7

Para fechar a tampa, esta sugestão é voltada os que curtem um bom e velho rock'n'roll. No Jive Club - localizado na Alameda Barros, 376, na Santa Cecília - acontece o projeto semanal "That's Rock", e a atração deste sábado (11/04) é a banda Comodoro (assunto abordado no post anterior a este), que promete agitar o público com seu rock visceral. Aliás, ótima oportunidade para conhecer o repertório do primeiro disco do grupo, "Acabou Bailinho", lançado recentemente. Quanto? Simples, R$ 15,00 de entrada ou R$ 30,00 de consumo.

Bom, espero que aproveitem bastante este feriadão, mas com parcimônia, claro... hehehe

Beijos em todos e até mais... eeeeeee

Comodoro estréia com ótimo trabalho

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Quando os paulistanos do Comodoro definiram o nome "Acabou o Bailinho" para nomear o seu debut, a escolha não poderia ter sido melhor! Um dos jargões proferidos pelos músicos durante suas apresentações e que virou até uma espécie de "hino" do grupo, a frase representa de forma fidedigna o primeiro registro de estúdio da banda.

Lançado recentemente, este CD do Comodoro é uma verdadeira "paulada" nos ouvidos, com canções que exalam puro rock'n'roll, a banda teve uma ótimo estréia por diversos motivos, sendo que o principal deles se deve ao fato de ter conseguido de maneira primorosa mostrar para que e o porquê vieram ao mundo!

Com dez faixas, distribuídas em 18 minutos, o disco é um retrato honesto de suas principais influências musicais, que vai dos clássicos do punk-rock, como Ramones e Sex Pistols, até outros representantes de porte idêntico, entre eles, The Misfits, The Cramps e Dead Kennedys. Resultando em um som poderoso e visceral (característica exacerbada pelo vocal "quase gritado" de Grull), cheio de guitarras aceleradas e bateria idem.

Bastante conhecido na cena underground paulistana, o quinteto, formado por Grull (no vocal), Chubas (na guitarra), Billy (na guitarra), Cronfli (no baixo) e Azedo (na bateria), tem alguns aninhos de estrada e já teve o privilégio de tocar nas principais casas de shows do circuito alternativo de São Paulo.

Com uma pegada forte de punk-rock, a banda traz o estilo além do aspecto sonoro, atinge também os seus integrantes em termos de atitudes, a partir do momento em que escolheram assumir uma postura "descompromissada" e "have fun" em relação ao trabalho desenvolvido por eles - bem típico dos artistas que trazem tal gênero musical como vertente.

"Acabou o Bailinho" é o resultado de dois finais de semana de gravações no Sin Sityo, em Mairiporã/SP. Produzido por Kill Biu, que já trabalhou com bandas como Ultraje a Rigor, Dead Fish, Dance of Days, Lab, entre outras, o disco traz canções que vão direto ao ponto. Sem "firulas", o quinteto passa a sua mensagem de maneira objetiva ao tocar canções simples, curtas, diretas e desbocadas.

Logo na música de abertura do álbum "Aint Right", já dá para perceber o que esperar do CD: canções que vão crescendo, nos mais diversos sentidos, à medida que o mesmo vai sendo executado e que soam muito bem aos ouvidos.

Embora as músicas sejam mal cantadas e tocadas (longe de ser tosco, que fique bem claro!), a banda conseguiu em seu primeiro disco fazer um trabalho criativo e de qualidade, digno até de muitos artistas que hoje se encontram no mainstream.

Aliás, pelo andar da carruagem é bem provável que alcancem cada vez mais projeção na cena musical brasileira ou mesmo internacional, visto que os músicos estão com algumas novidades em vista, que no momento certo serão noticiadas neste espaço virtual, em breve!

Com músicas que falam da vida urbana paulistana, mais especificamente do underground, os integrantes do Comodoro retratam em "Acabou o Bailinho" verdadeiras crônicas ao criar canções que expressam nada mais do que o cotidiano vivenciado pelos seus integrantes, incluindo temas como baladas, noitadas, mulheradas e drogas, mas sempre em tom irônico e sombroso, o que é formidável!

O disco compila letras, em sua maioria, cantadas em inglês (difícil de se entender, vale ressaltar) e vem com uma ou outra canção em português, quando não, algumas elaboradas nos dois idiomas. Dando assim, um tom ainda mais informal e que exprimem a linguagem coloquial e bastante usual nos dias atuais.

Merece destaque a terceira faixa do álbum "Burnin", que revela a essência do Comodoro em sua plenitude, ao compor versos do tipo: "there's something waiting burnin' down inside... i can't remember last night, but i remember you...". Aliás, tal canção denota facilmente o momento mais soberbo de "Acabou o Bailinho".

Já em "Garrafa da Desgraça" (sétima faixa), uma das poucas canções em português do disco, espelha a tônica "despudorada" da banda, cuja letra começa mais ou menos assim: "Garrafa da desgraça bebo pra esquecer, não quero o seu amor, eu só quero te fuder...". Talvez seja a música mais direta e "suja" do disco.

Outro realce de "Acabou o Bailinho" é a sua penúltima faixa "Ahead of You". Ela traz em sua sonoridade guitarras aceleradíssimas e inquietantes, que vão sendo incrementadas e crescendo de forma progressiva, assim como na maioria das canções deste disco, até atingir o seu ápice. No entanto, o toque derradeiro é o baixo supremo de Cronfli e a bateria poderosa e veloz de Azedo, que em combinação com as duas guitarras e à letra, que diz: "... years ahead of you, i don't care, i don't care if you like it, been ahead of you...", se transforma em uma verdadeira canção romântica a la Sex Pistols ou Ramones.

Enfim, "Acabou o Bailinho" é um disco que exprime a maturidade e afinamento entre os integrantes do Comodoro, no qual levam o seu estilo "malvado" e "mal educado" ao público de forma infalível e na medida certa! Um álbum que vale a pena ser degustado e que pode ser o passaporte de entrada definitivo de seus membros na cena musical não apenas brasileira, mas americana e principalmente européia. Quem sabe, né não!?

Faixas de "Acabou o Bailinho":

1 - "Aint Right"

2- "Twist My Balls"

3 - "Burnin"

4 - "Asssnatch"

5 - "Bowlin' Fer Souls"

6 - "Golden Teeth"

7 - "Garrafa da Desgraça"

8 - "Tonight"

9 - "Ahead of You"

10 - "Olhos"

Mais informações (inclusive, para quem quiser baixar o disco inteiro): http://www.acabouobailinho.com.br/

 

Que venham mais dicas culturais... eeeeeee

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Pois é, mais uma semana se foi, praticamente, e vocês têm notado como o tempo está passando rápido demais, pelo menos, para esta escriba aqui, aliás, ultimamente, o tempo tem passado despercebido (no bom sentido, claro!). É, já estamos no mês de abril e o ano parece ter começado, ontem, né não!? Como diria o Cazuza em um de seus grandes clássicos: “O Tempo Não Pára”.  Muito sábia as suas palavras...

Bom, chega de digressões e vamos ao que interessa, afinal de contas, o que vocês querem e vieram buscar aqui é uma variada e diversificada rota cultural pela cidade para ser desfrutado neste final de semana, ok!? E isso, convenhamos, neste espaço virtual, como é de costume, semanalmente você encontra uma programação deste gênero, aos montes, oray!? Então, deixemos o blábláblá de lado e vamos nos jogar?!

Exposições

Rolê 1

Uma das diversas obras do cartunista Flávio Rossi abrigada em mostra na cidade.

Telas ultra coloridas do artista plástico Flávio Rossi estão em exposição a partir de amanhã, sexta-feira (03/04), na Galeria Area Artis, situada na R. Normandia, 92, Moema, onde permanecem até 15/04. Mais conhecido pelo seu trabalho como ilustrador e caricaturista o artista ganhou em torno de 25 prêmios no Brasil e no exterior, incluindo a Bienal de Humor de Cuba. Nesta exposição, no entanto, o ilustrador mostra seu lado pintor, com obras em acrílico sobre tela e óleo em barra sobre papel, criados por ele. Formado em artes plásticas pela PUC-SP, em 2000, Rossi se mostra focado em novas tendências e no uso competente das cores, sempre com um olhar contemporâneo. A mostra pode ser visitada gratuitamente, de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h, e aos sábados, das 11h às 17h. Mais informações sobre o evento, acesse o site do espaço (www.areaartis.com.br).

Rolê 2

“O Pulo da Onça” (1927), do artista plástico Armando Magalhães Correia, integra mostra coletiva. 

A mostra coletiva “De Valentim a Valentim - A Escultura Brasileira - Séc. 18 ao 20”, abrigada no Museu Afro Brasil (Av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº, portão 10 do Parque Ibirapuera), apresenta ampla história da escultura brasileira a partir de um recorte realizado pelos curadores Emanoel Araújo e Mayra Laudanna. Ao todo, são 350 peças de nomes consagrados, como Victor Brecheret, Pasquale de Chirico e Rodolfo Bernardelli, e artistas desconhecidos, a exemplo de Modestino Kanto e Lorenzo Petrucci. A exposição fica em cartaz até 19 de julho. A entrada é franca e o local fica aberto ao público terça a domingo, das 10h às 17h. 

Mostras de Cinema

Rolê 3

Cena do filme “O Signo da Cidade” (2007), do ator e diretor Carlos Alberto Riccelli.

Já os apreciadores de uma boa sessão de cinema a dica é para a Mostra Gratuita de Cinema Paulista Contemporâneo, que acontece no Centro Cultural São Paulo – R. Vergueiro, 1.000, Paraíso – até este domingo (05/04). O ciclo apresenta um recorde de filmes que intitula o evento, destacando, entre outros, nomes como Carlos Reichenbach, Tata Amaral, Laís Bodansky, Lina Chamie e os documentaristas Evaldo Mocarzel e a estreante Carla Gallo. Os filmes serão exibidos no formato 35 mm. As entradas devem ser retiradas uma hora antes de cada sessão. Veja a programação dos próximos dias do evento: 

Quinta-feira (02/04)
16h - "Jardim Ângela" (Brasil, 2008, cor, 71 min), direção: Evaldo Mocarzel
18h -
"Nossa Vida Não Cabe num Opala" (Brasil, 2008, cor, 104 min), direção: Reinaldo Pinheiro
20h -
"A Casa de Alice" (Brasil, 2007, cor, 92 min), direção: Chico Teixeira
 

Sexta-feira (03/04)
16h - "Antônia" (Brasil, 2006, cor, 90 min), direção: Tata Amaral
18h -
"Contra Todos" (Brasil, 2004, cor, 95 min), direção: Roberto Moreira
20h -
"O Aborto dos Outros" (Brasil, 2007, cor, 72 min), direção: Carla Gallo
 

Sábado (04/04)
16h - "Bens Confiscados" (Brasil, 2005, cor, 108 min), direção: Carlos Reichenbach
18h -
"O Signo da Cidade" (Brasil, 2007, cor, 95 min), direção: Carlos Alberto Riccelli
20h -
"Via Láctea" (Brasil, 2007, cor, 86 min), direção: Lina Chamie
 

Domingo (05/04)
16h - "Chega de Saudade" (Brasil, 2008, cor, 92 min), direção: Laís Bodansky
18h -
"Jardim Ângela" (Brasil, 2008, cor, 71 min), direção: Evaldo Mocarzel
20h -
"Nossa Vida Não Cabe num Opala" (Brasil, 2008, cor, 104min), direção: Reinaldo Pinheiro

Rolê 4

O filme “Moscou”, de Eduardo Coutinho, é uma das atrações do “É Tudo Verdade”.

Outra sugestão cinematográfica desta semana é para um dos eventos que vem “sacudindo” os cinéfilos de plantão aqui em São Paulo. Sim, trata-se do Festival Internacional de Documentários “É Tudo Verdade”, que acontece na cidade desde o dia 26/03 e se estende até este final de semana (05/04). Portanto, se você ainda não foi conferi-lo, ainda há tempo. O evento, que está em sua 14ª edição, exibe 12 produções brasileiras inéditas, entre longas, médias e curtas-metragens, além de títulos internacionais premiados estão entre os destaques da programação, que reúne 57 obras de 20 países diferentes. A entrada nas sessões, que são realizadas nas principais salas de cinema de Sampa, é gratuita e os ingressos devem ser retirados com uma hora de antecedência. A novidade é que a partir de agora a mostra passa a acontecer duas vezes por ano, com o objetivo de ampliar o número de sessões de cada obra e aumentar a presença dos documentários no calendário anual, organizando uma grande mostra por semestre. De acordo com os organizadores do evento, o intuito desta mudança é deixar a mostra mais enxuta e com isso, proporcionar uma vantagem para o cinéfilo: com menos títulos, mas o mesmo número de dias, os filmes terão mais sessões, ou seja, será mais fácil assistir a produções aguardadas, como os brasileiros “Moscou”, de Eduardo Coutinho, e “Garapa”, de José Padilha. Quer saber a programação completa do “É Tudo Verdade”? Então, acessa o site do projeto (www.etudoverdade.com.br). 

Outro destaque do festival é o documentário “Cildo”, de Gustavo Rosa de Moura.

Teatro

Rolê 5

O grupo teatral Garagem 21 cumpre curta temporada no Espaço dos Satyros 2, localizada Praça Franklin Roosevelt, 134, República, com apresentação do espetáculo “Queen – A Festa”. A montagem apresenta uma festa teatral em que o público é convidado a beber vinho e a dançar para celebrar um aniversário em uma casa noturna. A peça representa a primeira parte do projeto Naftalinas na Garganta, uma série de quatro obras que serão apresentadas no espaço até outubro deste ano. A produção narra a história de uma “drag Queen” que se auto-intitula “A Rainha da Loucura” ou “Queen”. Ela convida o público para participar da comemoração do seu aniversário. Os espectadores são convidados a dançar, beber, conversar e contar histórias da própria vida. Dessa forma, agindo como um mestre-de-cerimônias, o personagem faz com que a pública saia da condição passiva para se tornar parte da peça. Ao mesmo tempo em que acolhe as pessoas e suas histórias, Queen partilha sua própria narrativa e aos poucos revela o drama de um romance que acabou tragicamente. Sob texto e direção de Cesar Ribeiro, o elenco da peça é composta por Sergio Silva Coelho e Priscilla Maia. Também fazem parte do projeto do grupo “Sessenta Minutos para o Fim” (02/05 a 28/06), “Cigarro Frio em Noites Mornas” (04/07 a 30/8) e “Somente os Uísques São Felizes” (05/09 a 25/10). A proposta é estabelecer uma linguagem teatral em que ocorra a fusão de elementos tradicionais com a influência do cinema, das HQs e dos cartuns. “Queen – A Festa” pode ser conferida apenas neste final de semana, no sábado e domingo (04 e 05/04), e os ingressos custam R$ 20,00.

Cena do espetáculo “Queen – A Festa”, em cartaz neste final de semana no Espaço Satyros 2.

Shows

Rolê 6

Desde hoje, quinta-feira (02/04), o Itaú CulturalAv. Paulista, 149, Cerqueira César - promove uma série de shows voltado aos apreciadores de samba-rock. O evento, que integra o Projeto “Toca Brasil”, se estende até este domingo (05/04) e é liderado por um dos grandes expoentes do gênero, a banda Clube do Balanço, que divide palco com outros artistas do mesmo estilo musical. A cada noite, os músicos recebem um convidado especial, entre eles, Bebeto, a sambista Fabiana Cozza, Os Opalas e o cantor Simoninha. A entrada é gratuita e as apresentações têm início sempre às 20h. Mas se você não puder ir até o local, pode conferi-los no site do espaço cultural (www.itaucultural.org.br), onde todas as apresentações serão transmitidas. 

A banda Clube do Balanço lidera projeto no Itaú Cultural que tem como tema samba-rock. 

Rolê 7

Realizado desde o mês passado, no Bourbon Street (R. dos Canés, 127, Moema), o Festival “Sons & Sonidos – Interseções Latinas” reúne expoentes da música brasileira e latino-americana  em encontros inéditos, entre eles, o do percussionista e baterista portenho Santiago Vazquez com o violonista regional Heraldo do Monte; o grupo argentino de electrotango Tango Crash e o bandolinista virtuose Hamilton de Holanda; o pianista cubano Gonzalo Rubalcaba e o saxofonista e clarinetista Paulo Moura; o pianista argentino Adrián Iaies e o violonista Yamandú Costa. Portanto, quem quiser conferir o evento ainda dá tempo. O encerramento acontece na próxima segunda-feira (06/04), às 21h, com as apresentações dos argentinos do Tanghetto e dos brasileiros da banda Mantiqueira, provando assim, o quão é possível reinventar estilos tradicionais sem abrir mão de suas raízes musicais. Quanto? R$ 40,00 de couvert artístico.

Os argentinos do Tanghetto (1ª foto) e dos brasileiros da banda Mantiqueira (2ª foto) encerram o festival de música latino-americana. 

Rolê 7

Agora, esta dica é para os roqueiros de plantão. Sim, não os deixaria de fora, por isso, a sugestão é para a Festa da Peligro, que acontece semanalmente no Neu Club – R. Dona Germaine Burchard, 421, Água Branca. E nesta sexta-feira (03/04), a casa recebe uma atração internacional: os americanos do Ketman. Carregando saudáveis influências de bandas como Fugazi, Mission of Burma e Jesus Lizard, o trio vem sendo saudado por publicações locais como a melhor banda nova de Boston. Já na pista, a animação fica por conta do DJ Dago Donato (da Trama Virtual), com seu set tradicional, e do americano Karaoke Crime, fazendo mash-ups de versões karaokê para os corajosos tentarem a sorte no gogó e para os mais tímidos, se acabarem de dançar. A baladinha tem início às 23h e de entrada é cobrado R$15,00, sendo que até a meia-noite, é R$10,00. 

Ufaaaaa, acho que por hoje já deu, né!? Só não se diverte neste final de semana, quem não quiser. Basta vontade e disposição para isso e sabemos que tais quesitos vocês têm de sobra... hehehe

Podem esperar! Na semana que vem, volto com mais novidades e só para deixá-los com “água-na-boca”: conto mais detalhes sobre o novo disco da Banda Eddie, “Carnaval no Inferno”, que acaba de ser lançado e celebra os quase 20 anos de carreira dos pernambucanos. 

Ah, e tem ainda o primeiro álbum dos paulistanos do Comodoro, cujo título é um dos bordões proferido pela banda em seus shows “Acabou o Bailinho” (quem os conhece e já foi em uma de suas “orgias”, sabe bem do que estou falando... rsrsrs). É modéstia à parte, o grupo está de parabéns! Arrasou na sua estréia, se superando em todos os sentidos. E pode deixar, que, em breve, falo mais sobre o dito cujo, oray!? Promessa de escoteira... hehehe

Bom, por enquanto é só... aproveitem bastante o final de semana e até mais!!!

Beijos em todos...

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