Dynamite

Entries for month: March 2009

PJ Harvey enfim volta com novo disco

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Os fãs de Polly Jean Harvey estão em festa. Também pudera, né, após longos meses de "especulação" à respeito do provável lançamento de seu novo álbum, enfim, "A Woman a Man Walked By" saiu do forno. Lançado ontem (30/03), pela Island Records, o disco da "musa do underground", atualmente mezo roqueira, pois, pelo visto PJ Harvey resolveu navegar por outras praias, sem deixar de lado, claro, o gênero que lhe rendeu projeção e rege suas obras, o bom e velho rock'n'roll. Vide o seu último trabalho "White Chalk", de 2007, que é um verdadeiro produto de reinvenção de sua carreira, na qual ela se vale de "artifícios artísticos" não muito usuais em suas criações anteriores.

Pois bem, o novo álbum de PJ mal foi lançado e já está na "boca-do-povo" literalmente, sendo super-comentado e elogiado pelos seus "fiéis escudeiros". Vale ressaltar, bem antes mesmo de cair nas mãos do público, em seu formato físico. Obviamente com a contribuição da internet, que, sem sombra de dúvidas, é a grande matriz propagadora de informações desta Nova Era, não é verdade!? Tanto que antes do lançamento oficial de "A Woman a Man Walked By", Polly, que de boba não tem nada, disponibilizou em seu site para download pago, desde o início deste mês (março), o primeiro single do disco, "Black Hearted Love".

Sempre ousada nas suas atitudes, composições, músicas e produções, PJ Harvey, em cada novo trabalho, inova e se supera. Pelo visto, em "A Woman a Man Walked By" não deve ser diferente! A pequena mostra do primeiro single de seu disco já foi dada, agora é só curtir (ou não) o resto que está por vir, né não!? Só para se ter uma breve idéia: "Black Hearted Love" é uma mistura moderna de linhas grunges, apoiadas em ótimos riffs de guitarras e, claro, tem como pano de fundo a deslumbrante e sexy voz de PJ. É uma espécie de "cruzamento", bastante interessante e curioso, do lado mais introspectivo de "White Chalk", com a sujeira de seus primeiros trabalhos.

No entanto, como seu trabalho é provido de falta de obviedade e linearidade, seja no aspecto geral de suas obras ou mesmo no âmbito mais específico, não dá para saber muito ainda como é de fato "A Woman a Man Walked By". A única idéia que é bem provável e que deve se manter é o fato de ser um disco raivoso, cheio de guitarra e com uma dose cavalar de desesperança e desconforto, marcas registradas da artista.

Nesta nova empreitada, a cantora repete a parceria com o músico John Parish, pois a dupla assina em conjunto o aclamado álbum "Dance hall at Louse Point", de 1996. Em entrevista, PJ Harvey comentou que os dois sempre planejaram uma seqüência do primeiro álbum feito juntos. "Me deparei com 'Black Hearted Love', que nós gravamos provavelmente há uns seis ou sete anos. Estava gravada numa fita cassete e assim que a ouvi, achei que agora seria o momento certo de lançá-la", declarou.

Mais de uma década após a primeira união, PJ Harvey e John Parish estão de volta e promete vir com muitas pérolas do rock experimental. Com dez faixas, o disco foi gravado entre as cidades de Bristol e Dorset, ambas do interior da Inglaterra, e mixado pelo inglês Flood (Jesus and Mary Chain, Depeche Mode, U2, Sigur Rós e etc). Assim como a estréia da dupla, com exceção da cover "Is That All There Is?" (famosa na voz de Peggy Lee), todas as músicas foram novamente compostas por John e as letras escritas por PJ.

Se Polly seguir o "ineditismo" de "White Chalk", que vem com um punhado de canções feitas à base de piano, bem diferentes de seus trabalhos anteriores, é bem provável que conquiste o público logo de cara, como vem acontecendo há pelo menos uma década. Um disco delicado, cheio de detalhes e com interpretações emocionantes, como "Grow, Grow, Grow".

PJ Harvey é uma artista com poder suficiente para se reiventar o quanto puder. Com respeito ao seu background, o mundo tem se debruçado a cada nova obra da cantora. Mas isso, também, não é garantia alguma, pois enquanto é aceita e compreendida por muitos, outros se quer conseguem entender o teor de suas criações. Faz parte, afinal de contas, é impossível agradar a todos, não é verdade!? A única probabilidade grande é que em "A Woman a Man Walked By" Polly traga algo que subverta a tudo o que se espera dela enquanto artista.

Faixas de "A Woman a Man Walked By":

1. "Black Hearted Love"

2. "Sixteen, Fifteen, Fourteen"

3. "Leaving California"

4. "The Chair"

5. "April"

6. "A Woman a Man Walked By / The Crow Knows Where All the Little Children Go"

7. "The Soldier"

8. "Pig Will Not"

9. "Passionless, Pointless"

10. "Cracks in the Canvas"

 Mais informações, acessa o site oficial da artista: http://www.pjharvey.net/

Vai se jogar onde?

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Mais dicas culturais para você que é um apreciador deste tipo de passeio. Até porque mais uma semana se foi, praticamente, e o final de semana já está em vias de começar, né não!? Por isso, arrume seus trajes, ajeite a cabeleira, monte seu roteiro e aí é só se jogar...

Mostras

Rolê 1

Um das obras que pode ser apreciada na exposição "Intimidade".

Em tempos de câmeras circulantes e "Big Brother" na televisão, participar da intimidade alheia fica cada vez mais fácil. Neste escopo, mas de maneira muito mais poética, a fotografia faz o papel de olho mágico e mostra seu olhar mais profundo na exposição "Intimidade", que entra em cartaz no Sesc Pompéia (R. Clélia, 93, Água Branca), hoje, quinta-feira (26/03). Na mostra, nove artistas - Paulo D'Alessandro e Domitília Coelho, Leya Mira Brander, Mauro Piva, Mônica Rubinho, Rochelle Costi, Roseli Nery, Victor Lema Rique e Ondina Castilho - mostram vídeos, gravuras, fotografias, pinturas e objetos, em forma de conjuntos expositivos que revelam aspectos da intimidade de casais, famílias, natureza, comemorações ou palavras reservadas ao diário. O evento fica aberto ao público de terça a sábado, das 10h às 21h, e aos domingos, das 10h às 20h. A entrada é franca.

O Sesc Pompéia abriga mostra fotográfica, cujas imagens servem de um papel de olho mágico.

Rolê 2

O Centro Cultural São Paulo (CCSP), situado na R. Vergueiro, 1.000, Paraíso, abriga nova exposição coletiva, que revela as tendências do design no País. A mostra reúne em torno de 800 trabalhos, que integram a 9º Bienal Brasileira de Design Gráfico e foram selecionados por um time de curadores, entre eles, cartazes, agendas, livros, embalagens e vídeos revelam tendências e linguagens contemporâneas do design brasileiro. Entre os artistas escolhidos, aparecem nomes como Kiko Farkas, Tatiana Sperhacke, Rodrigo Pimenta, Theo Carvalho, Carlos André Eyer e Rodrigo d'Avila Pimenta. A entrada é gratuita, e o local fica aberto à visitação de terça a sexta, das 10h às 20h, e aos sábados e domingos, das 10h às 18h.

Trabalho "Colherinhas", de Tatiana Sperhacke, integra exposição no Centro Cultural SP.

Rolê 3

Além de música, literatura e gastronomia, o Festival "Cara Irlanda", que teve início em 17/03, traz a São Paulo um pouco mais da cultura irlandesa em belas imagens do país, exibidas até a semana que vem (04/04), na mostra "Imagens e Palavras da Irlanda", sediada no Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2.073, Cerqueira César). A exposição, cuja entrada é grátis, resgata belíssimas paisagens campestres, castelos e mansões suntuosos, além de encostas do litoral e os típicos muros de pedra irlandeses. Além das fotos, a exposição é dividida em painéis explicativos sobre o país, com citações de personalidades que falam da Irlanda e de seus conterrâneos sob diferentes aspectos. O objetivo é ampliar o conhecimento e a compreensão acerca da cultura irlandesa. A curadoria da mostra é de Claudio Quintino Crow e Maria Alice Ancona Lopez, e as fotos, de diversos autores, foram cedidas pelo Tourism Ireland.

"Paisagem de Dublin", entre tantas outras da Irlanda, podem ser vistas no Conjunto Nacional.

Teatro

Rolê 4

Uma colcha de retalhos composta por textos de Hilda Hilst, Marisa Raja Gabaglia e Cassandra Rios é o mote do espetáculo "Soltando os Cachorros", que estreou na semana passada (18/03), na Unidade Provisória do Sesc Avenida Paulista (Av. Paulista, 119, Cerqueira César). O roteiro, desenvolvido por Rodrigo Murat, alterna escritos líricos, sensuais e cômicos das três autoras. Na verdade, a montagem consiste em fragmentos de textos costurados, no qual, no palco, um assunto leva a outro, com o intuito de dar a impressão de que se trata de uma única obra. Durante a apresentação, as atrizes Lavínia Pannunzio, Letícia Teixeira e Lílian de Lima ora contracenam entre si, ora monologam para o público. A peça pretende, de maneira lírica, resgatar a alma destas três escritoras do século 20, mulheres que romperam com os padrões da época em que viveram. O espetáculo cumpre temporada até o final do mês que vem (23/04), com apresentações às quartas e quintas-feiras, sempre às 20h30. Os ingressos custam entre R$ 5 a R$ 20.

Cena do espetáculo "Soltando os Cachorros", que fica em cartaz na cidade até o final de abril.

Shows

Rolê 5

A primeira dica musical desta semana vai para o show dos curitibanos do ruído/mm, que acontece amanhã, sexta-feira (27/03), no Neu Club - R. Dona Germaine Burchard, 421, Água Branca. A festa, que é promovida pela Peligro, é animada ainda pela discotecagem do DJ Dago Donato e tem início às 23h. Quanto? De entrada é cobrado R$ 15,00, sendo que até a meia-noite a taxa é de R$ 10,00.

Rolê 6

Uma das lendas do blues, Buddy Guy faz dois shows aqui em São Paulo, o primeiro, que acontece hoje, quinta-feira (26/03), e o outro, na sexta-feira (27/03), ambas às 21h, no HSBC Brasil (R. Bragança Paulista, 1.281, Santo Amaro). Com um estilo único e inconfundível, que serviu de inspiração para outro mito da guitarra, Jimi Hendrix, e tantos outros, o músico é considerado um dos maiores expoentes do chamado Chicago Blues, que se tornou famoso por Muddy Waters e Howlin' Wolf. Em seus mais de 50 discos, o "Damn Right, I've Got the Blues", que conta com participação especial de Eric Clapton, Jeff Beck e Mark Knopfler, ganhou disco de ouro e vendeu 500 mil cópias e lhe rendeu um prêmio Grammy. Na apresentação, o público poderá se deleitar com seus grandes sucesso, como "Feels Like Rain", "Slippin' In", "Look on Yonder Wall", "Wacht Yoursel", "Cut You Loose" e "Ain't No Sunshine". O preço dos ingressos varia de R$ 160 a R$ 320.

Buddy Guy faz duas apresentações na cidade (26 e 27/03).

Rolê 7

Para fechar a tampa, a dica vai para o Projeto Rock Together, que acontece semanalmente na Fun House - R. Bela Cintra, 567. A atração desta semana é a banda Twinpine (s), que sobe ao palco da casa noturna para tocar as canções de seu primeiro álbum, "Niagara Falls",  que está previsto para ser lançado no segundo semestre deste ano, pelo selo independente A Gravadora Pulp. Para os que curtem aquele bom e velho indie rock do Lemonheads, Pixies, Teenage Fanclub e Dinosaur Jr, do experimentalismo do Sonic Youth e do Morphine, e da selvageria grunge do Mudhoney, Gumball e Nirvana, a dica está dada, certo!? Além dos mais, rola discotecagem da DJ residente Vanessa Porto. E de entrada é cobrado R$ 12,00.

Twinpine (s) é a atração desta semana do Projeto Rock Together.

 

Bom final de semana para todos e até próxima postagem, oray!?

Beijos em todos e inté!!!

Elvis Costello lança novo disco acústico

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Previsto para ser lançado em 02 de junho, o novo álbum do cantor, compositor e letrista Elvis Costello "Secret, Profane & Sugarcane", segundo o próprio artista, é uma espécie de volta às raízes acústicas da música norte-americana desde o seu ingresso no mesmo com "King of America", de 1986, e posteriormente em "Spide", de 1989. Produzido por T Bone Burnett e gravado durante três dias, no estúdio Sound Emporium, em Nashville, este disco é o 25º da carreira do músico.

Em seu novo trabalho, Costello abriu mão de sua banda para unir-se a um grupo de músicos conterrâneos seus, só que do country e do bluegrass, como Jerry Douglas (violão Dobro), Stuart Duncan (rabeca), Mike Compton (bandolim), Jeff Taylo (acordeão) e Dennis Crouch (contrabaixo). O disco traz treze faixas em formato acústico maioritariamente, sendo dez delas composições próprias do músico, incluindo duas canções escritas com a colaboração de Burnett.

"Secret, Profane & Sugarcane" reúne também parceria de Costello com Loretta Lynn, em " I Felt The Chill", e duas canções escritas originalmente pelo músico para Johnny Cash - "Hidden Same" e "Boom Chicka Boom". Outra curiosidade deste trabalho é a presença de Emmylou Harris, que canta uma de suas músicas, e o fato de Burnett acrescentar o som de sua guitarra elétrica em várias faixas do disco. Além de canções inéditas, este álbum traz ainda covers de Bing Crosby - "Changing Partners".

Veja as faixas de "Secret, Profane And Sugarcane":

- "Down Among the Wine And Spirits"

- "Complicated Shadows"

- "I Felt the Chill"

- "May All Time Doll"

- "Hidden Shame"

- "She Handed Me a Mirror"

- "I Dream of My Old Lover"

- "How Deep is the Red"

- "She Was No Good"

- "Sulfur to Sugarcane"

- "Red Cotton"

- "The Crooked Line"

- "Changing Partners"

... e Bob Dylan também volta com novo álbum...

 

Outra grande estrela da cena musical internacional que está para lançar mais um trabalho é o "rei do folk", Mr. Bob Dylan. O sucessor do elogiado "Modern Times", de 2006, já tem data para sair, chega às lojas no final do mês que vem, mais especificamente em 28 de abril. Este novo disco do astro, "Together Through Life", vai compilar dez músicas, todas produzidas por ele mesmo, sob a alcunha de Jack Frost e ainda, traz participações da banda de turnê do cantor e do músico David Hidalgo, do grupo Los Lobos, no acordeão.

"Together Through Life" é um trabalho no qual se aproxima do som dos estúdios de gravação dos anos 1950, com exemplos como Chess Records ou Sun Records, foram uma referência em seu novo disco, de acordo com declarações do próprio artista. O músico chegou a afirmar que o álbum começou a ganhar forma com a canção "Life is Hard", composta para fazer parte da trilha sonora do último filme do diretor francês Olivier Dahan, "My Own Love Song", protagonizado por Renée Zellweger e Forest Whitaker.

Algumas das dez faixas que devem integrar o novo trabalho de Dylan, divulgadas até o momento, são: "Beyond Here Lies Nothing", "You Ever Go to Houston", "This Dream of You", "My Wife´s Home Town" e "It´s All Good". Por enquanto, o que resta aos fãs do artista aguardar, até porque falta tão pouco, né não!?

Qual é a joga?

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São Paulo continua a bombar, em termos culturais, e como conseqüência, a programação da coluna desta semana vem recheada... hehehe... ótima notícia aos apreciadores e amantes deste tipo de passeio, né não!? Pois, então, vamos nessa... confere aí:

Exposições

Rolê 1

Fotografia de Roberta Abdab também integra mostra "Da Gênese Convulsiva".

Um ciclo de quatro mostras de fotografia brasileira contemporânea, nomeado "A Criação do Mundo", inaugura sua primeira exposição "Da Gênese Convulsiva", na próxima segunda-feira (23/03), na loja de móveis e design Micasa (R. Estados Unidos, 2.109, Jardim América), que se estende até o mês de junho (06/06). O ciclo vai conter 25 obras de 11 fotógrafos, com curadoria do jornalista e crítico Eder Chiodetto. As imagens que integram este projeto foram clicadas por Cris Bierrenbach (SP), Eliana Bordin (RS), João Castilho (MG), Vicente de Mello (RJ), Mariano Klautau (PA), Roberta Dabdab (SP), Sofia Borges (SP), Marie Hipenmeyer (SP), Patricia Gouvêa (RJ), Eder Chiodetto (SP) e Carlos Dadoorian (SP), são inspiradas na frase "fez-se a luz", do livro bíblico Gênesis, sugerindo a luz como centro irradiador e criador do universo. Na seqüência, entram em cartaz, ainda este ano, as mostras "Da Beleza Transfigurada - O Surgimento do Homem e Sua Relação com o Meio", seguida por "Do Espaço Estilhaçado" - que aborda a construção do espaço urbano- e, por fim, "Do Desejo Inconfessos", que finaliza o ciclo com os desejos, fantasias e o pecado original. No fim do ano, um livro artesanal com o conteúdo do projeto será lançado, em edição limitada. O local fica aberto à visitação de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 17h, com entrada franca.

Rolê 2

O Espaço Cultural BM&Bovespa, localizado na  Praça Antonio Prado, 48, Centro, abriga a mostra "Mestres da Gravura", que reúne matrizes e gravuras da Biblioteca José e Guita Mindlin, uma das mais completas coleções particulares de gravura existente no País. A exposição vai ser aberta ao público a partir de amanhã (20/03) e se estende até o mês de maio (15/05). Ela agrega obras de aproximadamente 40 artistas, que traçam por meio das diversas técnicas de gravura elaboradas a partir do século XX, uma perspectiva da história da arte brasileira e da gravura neste período.  Entre os autores dos trabalhos apresentados estão nomes de importância histórica, como Lívio Abramo, Iberê Camargo, Mário Gruber, Darel Valença Lins, Renina Katz, Gilvan Samico, Maria Bonomi e Fayga Ostrower; além de artistas populares como Djanira e Mestre Noza. Artistas contemporâneos, como Alex Flemming, Carmela Gross e Ligia Pape também figuram na exposição, que mostrará textos de mestres da literatura como João Cabral de Melo Neto e Augusto de Campos, dialogando com algumas obras. Com curadoria de Sérgio Pizoli, a mostra apresenta ao público todas as técnicas possíveis da gravura: do off-set ao objeto serigrafado, passando pela xilogravura, litografia e linoleogravura. Parte dessa coleção já esteve exposta em Portugal, na Fundação Gulbenkian; em Curitiba, na Casa da Gravura e na Mostra Rio Gravura e no Espaço Cultural dos Correios, ambas no Rio de Janeiro. O local pode ser visitado, gratuitamente, de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h.

Obra de Maria Lúcia Cattani compõe exposição sediada no Espaço Cultural BM&Bovespa. 

Dança

Rolê 3

Desde ontem, quarta-feira (18/03), a população paulistana vem se deparando com apresentações do tradicional tango argentino a céu aberto. Quem estiver de passagem pela Praça da República, Masp, Oscar Freire, R. Amauri e Vila Madalena, poderá assistir a tais performances de dança ao ar livre. A iniciativa faz parte da Semana Argentina em São Paulo, evento que conta com a presença da presidente Cristina Kirchner e tem encontro marcado com o presidente Lula na Fiesp, amanhã (20/03). Nestes três dias, no horário do almoço e no final da tarde, os bailarinos se apresentam em diferentes pontos da cidade e no Shopping Eldorado, na Zona Oeste, que sedia apresentações até este domingo (22/03). Portanto, se você é um dos amantes ou mesmo apreciador desta modalidade artística, imperdível, né não!? Quer ficar por dentro da programação? Então, veja a programação abaixo:

Hoje, quinta-feira (19/03)

Vão do Masp - 12h

Em frente ao Sesc Paulista - 13h

Rua Aspicuelta - Vila Madalena - 18h

Rua Fidalga - Vila Madalena - 19h

Sexta-feira (20/03)

Esquina das ruas Oscar Freire com Consolação - 12h

Esquina das ruas Estados Unidos e Augusta - 13h

Rua Amauri - 18h

Rua Amauri - 19h

No Shopping Eldorado (Avenida Rebouças, 3970, 1º andar): todos os dias, até 22/3, às 18h, 19h e 20h.

Bailarinos de tango durante apresentação no Centro de São Paulo.

Teatro

Rolê 4

A dica teatral desta semana vai para o espetáculo "O Homem da Tarja Preta", que marca a estréia como dramaturgo do psicanalista e escritor Contardo Calligaris. A peça entra em cartaz hoje, quinta-feira (19/03), no Teatro Eva Herz, situado na Livraria Cultura do Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2.073, Bela Vista. Dirigido por Bete Coelho, o ator Ricardo Bittencourt leva ao palco os novos dilemas da masculinidade. Ao longo de uma noite, trancado em seu escritório, um homem se põe a navegar pela internet e, em conversas virtuais, cria personagens que revelam suas fantasias e sonhos infantis. O ingresso custa R$ 20,00 e a montagem pode ser assistida às quintas e sextas-feiras, sempre às 21h.

Cena do espetáculo "O Homem da Tarja Preta", que estréia hoje (19/03) na cidade.

Shows

Rolê 5

Hoje, quinta-feira (19/03), acontece a terceira edição do Projeto Conexões Musicais, promovido no Centro Cultural Popular Consolação (CCPC), situado na R. Consolação, 1897, Consolação, com shows dos cearenses do Fóssil, O Jardim das Horas e NOISE 3D. As apresentações acontecem a partir das 23h e para assisti-las é só desembolsar R$ 10,00 de entrada e se jogar...

O Jardim das Horas integra programação da terceira edição do Projeto Conexões Musicais.

Rolê 6

Outra sugestão é para a apresentação da cantora Monique Maion, considerada uma das grandes revelações da cena independente, que lançou seu debut no ano passado e foi bastante elogiado pela crítica e público. O show acontece hoje, quinta-feira (19/03), às 23h, no Zé Presidente - R. Cardeal Arcoverde, 1545, Pinheiros. Quanto? R$ 10,00 e está tudo certo!

Rolê 7

Ainda hoje, quinta-feira (19/03), na Fun House (R. Bela Cintra, 567, Consolação), acontece mais uma edição do Projeto Rock Together. A atração desta semana é para a apresentação das bandas Pista Rock, Hualpais e Mister Lúdico (MTV). Além do mais, o público poderá se divertir, dançar, na pista com as discotecagens de Vanessa Porto, Danny Poison e Erik Gliter. Para participar desta baladinha basta deixar R$ 12,00 na porta da casa noturna e have fun...

Rolê 8

Para finalizar as dicas culturais da coluna desta semana, que tal conferir o show de lançamento do novo CD da banda pernambucana Eddie, "Carnaval no Inferno". A apresentação acontece no Projeto Plataforma, neste sábado (21/03), às 21h, na Choperia do Sesc Pompéia - Rua Clélia, 93, Água Branca. Este é o terceiro disco do grupo e é uma espécie de síntese de tudo que os seus integrantes vem vivendo nestes quase 20 anos de estrada. O evento conta com a participação especial do músico Junio Barreto. Os ingressos custam entre R$ 16,00 e R$ 4,00.

Banda Eddie faz show de lançamento de seu novo disco neste final de semana (21/03), em São Paulo.

 

Bom, espero que todos tenham um ótimo final de semana!!!

Beijos em todos e até semana que vem, em nova postagem...

 

Télépathique lança novo disco neste 1º Semestre

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Rotulado por alguns como um grupo de electro-rock, por outros de "break-beat", ou ainda de  "new-digi-funk-break-techno-rock", o Téléphatique é muito mais do que tais definições, reúne todos estes estilos e mais um pouco. Só por isso dispensa classificações do gênero, pelo simples fato de resultar de uma somatória de todos estes ritmos musicais, agregado à MBP, groove, funk, soul, jazz etc. Formada pelo DJ, produtor e músico Erico Theobaldo, conhecido popularmente como DJ Periférico, e Mylene Pires, que é cantora, compositora e escritora, a banda vem conquistando cada vez mais espaço na cena musical internacional.

E pelo visto, 2008 foi o ano em que o duo "consolidou" o seu trabalho por terras estrangeiras. Após turnê internacional de lançamento internacional do álbum de estréia "Last Time On Earth" (2006), pelo Selo Urban Jungle Records, que incluiu basicamente Europa, em uma primeira fase, e EUA e Canadá, em um segundo momento, o Télépathique retornou ao Brasil no final do ano passado e desde então vem se dedicando à produção de seu mais novo álbum, o segundo do grupo, cujo nome ainda não foi definido.

Para dar continuidade e aproveitar a maré dos bons eflúvios, o Télépathique desde quando retornou à sua terra natal, em setembro do ano passado, vem se concentrando na produção de seu segundo disco, que de acordo com Erico, deve ser lançado ainda neste 1º Semestre de 2009. "No momento, estamos concentrados no nosso novo trabalho. Na verdade, este processo começou há algum tempo, quando ainda estávamos em turnê, mas agora ele sai", comenta DJ Periférico em entrevista para o este blog.

No que depender do quesito aceitação, seja da crítica especializada, seja do público em geral, o dueto continua sua saga no circuito internacional de música. Tanto que de acordo com o músico, este segundo disco do grupo deve ser mais focado e objetivo do que o anterior. "Este primeiro disco foi mais despretencioso e nos surpreendeu, pois as coisas foram acontecendo e foi tudo muito rápido. Tanto que quando nos demos conta já estávamos tocando em palcos estrangeiros, abrindo para bandas de renome e para um público grande", ressalta.

Quando questionado sobre o que o público deve esperar do próximo disco e se seria algo similar ao primogênito do Télépathique, Erico é enfático: "ele deve ser bastante abrangente em termos de estilo, sem rótulos, assim como o nosso álbum de estréia. No entanto, deve vir com mais letras em inglês (visto que o anterior vem, de forma equilibrada, com músicas em português e inglês), com o intuito de explorar outras coisas, até mesmo o francês. Além do mais, unimos ao fato do acolhimento que já temos no mercado americano e europeu", comenta o músico. Mas logo avisa: "porém, não vamos deixar de trazer as influências que viemos trabalhando no anterior, como, por exemplo, em relação à música brasileira e outros ritmos".

Mas as dicas em relação ao próximo lançamento do grupo não pára por aqui, DJ Periférico é catedrático ao afirmar: "a gente já sabe quais são as músicas que vão compor o disco, pois possuímos praticamente um álbum inteiro. Por outro lado, não sabemos se ele vai vir em formato de CD ou EP e muito menos, como será lançado. Estes detalhes finais ainda serão fechados com o nosso Selo. A única coisa que, provavelmente, é certeira se trata de seu foco, que deve vir ainda mais voltado ao mercado internacional e no qual pertencemos".

Onde tudo começou?

A internacionalização do Télépathique, cujo processo teve início em 2006, logo no lançamento de seu primeiro disco, aconteceu na Europa e, posteriormente, por meio dos Selos Urban Jungle e The Control Group (este último de Seattle), nos EUA e Canadá, antes mesmo de ser divulgado por aqui. Daí em diante, o dueto tocou na Espanha, Portugal, Inglaterra, voltou para o Brasil neste ínterim, que durou cerca de doze meses, deram um pausa em sua tour e se dedicaram a outros projetos paralelos. Quando no final de 2007, botaram o pé na estrada novamente e tiveram a oportunidade de tocar em Montreal, Toronto, Nova York, Seattle, Denver, Washington, Chicago, Filadélfia, Los Angeles, entre outros lugares.

Daí em diante, o dueto começou a colher os louros de seu trabalho, vieram os elogios da crítica especializada internacional e shows e mais shows por terras gringas, com destaque para o Festival Hype Tejo, ocasião em que teve a oportunidade de dividir palco com Massive Attack, Diplo, Hot Chip e DJ Marlboro. O Télépathique ainda promoveu a abertura de shows para o músico inglês Tricky. Aliás, tal resultado não poderia ser diferente, afinal de contas, o grupo realmente faz um trabalho diferenciado e que merece todos os elogios possíveis.

"Last Time On Earth"

 

Ousado e bastante peculiar, em todos os sentidos, o debut do Télepathique, como já foi dito, agrega os mais diversos elementos musicais, que se estende para o projeto do grupo em si, composição e harmonia das canções, que, aliás, vão evoluindo a cada música, ao longo das dez faixas que integram o disco. Embora seja um álbum sem linearidade, nos mais diversos aspectos, principalmente em termos de construção musical e de união de estilos, por outro lado, tem uma coesão própria e que de alguma forma se complementam entre si.

Quando foi questionado do porquê o lançamento foi focado no território estrangeiro, Erico é direto: "A forma de trabalho em nossa gravadora é um pouco diferente do praticado aqui. Existe toda uma rede e planejamento para a divulgação de um determinado artista. É uma organização ímpar, lá é tudo muito bem linkado e o retorno chega à medida que vão desenvolvendo todo este processo de divulgação do trabalho".

Influências

O resultado do trabalho do dueto, ao agregar vários estilos de música e sem rótulos e estereótipos, sem sombra de dúvidas é conseqüência do gosto musical de seus integrantes, no qual, segundo Erico, é bastante eclético e abrangente. "A gente gosta de quase tudo, temos muita influência natural. Talvez seja por isso que nem temos saco para segmentar as nossas criações em uma coisa só, como por exemplo, drum'n'bass, ou black music, ou mesmo rock e música eletrônica. Alguns podem até pensar que são esquisitices, mas muitos, assim como a gente, eu, a Mylena e o pessoal do selo, estamos gostando disso, sem contar o público", afirma.

A valorização estrangeira

Outra questão levantada por Erico diz respeito à valorização que os brasileiros dão para seus artistas, pelo simples fato de muitos obterem reconhecimento por aqui apenas quando "estouram" lá fora - o que não é novidade alguma para nós, certo!? Com uma visão bastante cética e intrigante em relação ao assunto, DJ Periférico diz: "não dá para os produtores, gravadoras e profissionais do meio quererem o retorno antes mesmo de começar a investir no artista. E é exatamente isso que acontece no Brasil, hoje em dia, onde só se investe na carreira de um músico a partir do momento que se vislumbra um retorno rápido".

Segundo ele, tal fato não ocorre lá fora ou talvez, seria menos escachado e injusto do que no Brasil. "O retorno vem à medida que vai se desenvolvendo um projeto. Sim, eu sei que muitos podem me criticar de anti-nacionalista, mas não é isso, é apenas uma visão mais realista do que acontece. A gente vive de música, assim como o nosso selo, e não dá para ficar dando cabeçada e sim sair na busca por saídas", afirma o músico, acrescentando: "hoje, sem sombra de dúvidas, o cenário musical brasileiro está bem melhor do que há alguns anos atrás, onde os artistas só lançavam disco e faziam shows se fosse contratado por uma major", finaliza o integrante do Télépathique.

Mais informações: http://www.urbanjungle.com.br/blog1.php/telepathique

 

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